Rodolfo 2016

PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS
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Rodolfo Carlos de Siqueira, São José dos Campos (SP)
Mini-Sermão

 

09/12/2016
Queridos irmãos e irmãs! Um dos desafios mais importantes é a aceitação de Deus como Fundamento, não só do universo e da vida em geral, mas também da reta conduta humana, portanto, da justiça, da fraternidade e da paz. Existe também a dificuldade de conciliar vivência democrática e respeito aos valores morais. Muitos acham que a legalização do aborto, o reconhecimento jurídico de união de homossexuais, a legalização da eutanásia, fazem parte da vivência democrática. Existe ainda o desafio de conciliar o respeito pela ecologia ambiental e o respeito pela ecologia humana. Como afirmou Papa Bento XVI, na Encíclica Caritas in Veritate, ambas fazem parte do único livro da natureza. Sem respeito pela ecologia humana, a consciência comum não conseguirá respeitar também a ecologia ambiental. Quanto à secularização, como ela não assume publicamente um discurso explícito contra Deus e contra a religião, facilmente penetra na mentalidade das pessoas. Quando penetra na mentalidade dos cristãos, a consequência é dramática: leva ao esquecimento do primado da graça. Todo cristão passa a ser encarado de mudo humano. Até mesmo o pecado passa a ser visto como uma patologia psicológica, política e social, e não como um fato que aliena com relação a Deus e ao próximo. Além da secularização, que se difunde cada vez mais, é necessário também levar em consideração que existe, hoje, uma sede de espiritualidade, pressuposto para a Nova Evangelização. Quanto à questão de Deus, ela deve ser tratada, sobretudo, através do diálogo e do testemunho de vida. O Papa Bento XVI se referiu ao Pátio dos Gentios, lugar reservado, no Templo de Jerusalém, para a adoração de Deus por parte dos pagãos. Hoje é necessário criar modalidades de espaço de gentios para um diálogo com aqueles insatisfeitos com seus mitos, ritos e deuses; diálogo com aqueles que colocam a questão de Deus. O simples fato de colocar a questão de Deus talvez já seja sinal de uma busca, de uma ação no Espírito Santo na consciência da pessoa. Paz e Bem! R. Carlos

 

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08/12/2016
Queridos irmãos e irmãs! Por meio da cultura, o homem se humaniza, humaniza a natureza e o mundo que o rodeia. Harmoniza-se porque desenvolve suas potencialidades subjetivas. O drama de nosso tempo, afirmou o saudoso Papa Paulo VI, é a ruptura entre o Evangelho e a cultura. Segundo ele, o processo evangelizador da cultura é o seguinte: a) Levar a Boa Nova a todos os ambientes da humanidade e, com seu influxo, transformar, a partir de dentro, a própria humanidade; b) Converter, ao mesmo tempo, a consciência pessoal e coletiva dos homens, sua vida e ambiente concreto; c) “Chegar a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com os desígnios da salvação”. A ação evangelizadora da Igreja Católica se exerce no reconhecimento dos autênticos valores culturais e no empenho por sua consolidação e fortalecimento, e, também, pela denúncia e purificação dos contra valores que revelam a presença do pecado. O discernimento evangélico das culturas é o ponto inicial em todo o processo de inculturação do Evangelho. Paz e Bem! R. Carlos

 

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07/12/2016
Queridos irmãos e irmãs! O termo Nova Evangelização foi usado pelo saudoso Papa João Paulo II por referência à primeira evangelização da América Latina, no sentido de continuá-la, completá-la e renová-la de acordo com as novas condições, necessidades e exigências de nossos povos. Em seguida, o conceito foi transferido para o caso dos países descristianizados da Europa, envolvidos pela cultura da modernidade. Finalmente, a expressão se universalizou de modo que atualmente designa, sobretudo, a evangelização da cultura. A cultura é, pois, o centro, o meio e o objetivo de Nova evangelização. Nas últimas décadas, se desenvolveu na Santa Igreja Católica uma ampla e profunda reflexão sobre o significado da cultura e sua relação com a mensagem cristã e a missão da Santa Igreja. Essa reflexão foi motivada, durante o Concílio Vaticano II, pela tomada de consciência dos problemas da evangelização nos países de missão ad gentes. A preocupação era como adaptar a mensagem cristã às culturas locais. Outro fator foi à crise provocada nos países de antiga cristandade frente à cosmovisão da modernidade. A cultura compreende o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das faculdades do espírito e do corpo; o conhecimento e o trabalho pelos quais se procura submeter a Terra; a humanização da vida social que se beneficia mediante o progresso dos costumes e instituições. Compreende as descobertas científicas, valores estéticos, instituições filosóficas, morais e religiosas. Compreende os estilos de vida e as diferentes escalas de valores. A cultura, pois, expressa a identidade histórica e social dos seres humanos. Ela está marcada pela historicidade. Portanto, existe não só a cultura em geral, mas a diversidade de culturas. Paz e Bem! R. Carlos

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06/12/2016
Queridos irmãos e irmãs! A Santa Igreja Católica Apostólica Romana é o Corpo de Nosso senhor Jesus Cristo; a evangelização compreende também as tarefas eclesiais: os Sacramentos, as pastorais, o testemunho cristão, a vida consagrada. Na Exortação Apostólica pós-sinodal, Vita Consecrata, afirma o saudoso Papa João Paulo II que a vida consagrada é uma vida em missão. Podemos afirmar que também a promoção da dignidade humana e da justiça, realizada como imperativo da fé e do amor ao próximo, é componente da evangelização. Alguns consideram como evangelização o diálogo da Santa Igreja Católica com as religiões. Contudo, o saudoso Papa João Paulo II, na Encíclica Redemptoris Missio, afirma que o diálogo com as religiões não substitui o anúncio explícito de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao contrário, ele tende a esse anúncio. Além disso, o diálogo com as religiões deve ser conduzido com a consciência de que a Santa Igreja Católica é o caminho ordinário para a salvação e que só ela possui todos os meios de salvação. Paz e Bem! R. Carlos

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05/12/2016
Queridos irmãos e irmãs! “A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã” foi o titulo da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo saudoso Santo Padre o Papa João Paulo II (im memoriam) na abertura do ano da FÉ. Ora, em que consiste esta Nova Evangelização? A expressão “Nova Evangelização” foi usada, pela primeira vez, pelo saudoso Santo Papa João Paulo II (im memoriam). Designada uma característica peculiar de seu pontificado, usando novos métodos e de novo ardor. Essa expressão tem sido usada também para designar “Segunda Evangelização”, principalmente com relação aos países de antiga cristandade que sofreram o impacto da modernidade. O que é evangelizar, qual o significado da expressão: “Nova Evangelização”, seu contexto e conteúdo. O QUE É EVANGELIZAR? O saudoso Santo Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica, afirma que evangelizar é anunciar Jesus Cristo: sua vida, sua Palavra, seu Reino, sua Morte e Ressurreição. Podemos dizer que ela compreende também o Dom do Espírito Santo, pois “não foi senão depois da vinda do Espírito Santo, no dia do Pentecostes, que os Apóstolos partiram para todas as partes do mundo a fim de começarem a grande obra de Evangelização da Igreja. O Papa Bento XVI, em uma de suas Exortações, afirma que existe um único Verbo que se manifesta numa sinfonia de vozes que vai desde a criação, passando pela Sagrada Escritura, até o silêncio da Cruz. Conclui afirmando que a pessoa de Jesus Cristo é a Boa Nova que anunciamos. Mas, Cristo, Verbo encarnado, não é só objeto da evangelização. Ele é também o sujeito da evangelização. Essa afirmação tem o seu fundamento na doutrina de Santo Agostinho. Ao comentar a expressão de João Batista “Eu sou a voz que clama no deserto” (Jo 1, 23), Santo Agostinho afirma que João Batista é a voz da Palavra. Continua ele: vozes da Palavra foram os patriarcas, os profetas e os apóstolos. E conclui: “É preciso que todas as vozes diminuam para fazer progressos no conhecimento de Cristo”. Porque todos aqueles que evangelizam são vozes de uma única Palavra, de um único verbo. Paz e Bem! R. Carlos

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04/12/2016
Queridos irmãos e irmãs! “Revesti-vos da armadura de Deus!” (Ef 6, 11). É compreensível o faro de sentirmos certa consternação ao considerar as diversas lutas da vida que precisamos enfrentar como consequência do pecado de nossos primeiros pais. Realmente, somos levados, em geral, a desejar uma existência sem tentações, sofrimentos ou dificuldades. Entretanto, se Deus em sua infinita sabedoria, permitiu o mal e o pecado na Criação, é porque sabia ser este o plano mais perfeito para a História. “Algumas correntes teológicas estudam como seria a História humana se não houvesse o Pecado Original, se os anjos não tivessem pecado e, portanto, não fosse criado o inferno. É um estudo interessante, sem dúvida, para os teólogos ampliarem seus conhecimentos, mas, a realidade é esta: Deus criou este mundo sabendo que no Céu alguns anjos se revoltariam e deveriam ser lançados no inferno; sabia igualmente que Adão e Eva pecariam e, em consequência, seriam expulsos do Paraíso Terrestre, criado para eles e seus descendentes; sendo assim, tinham perfeita noção de que, para  restaurar a ordem rompida pelos pecados dos anjos e dos homens, era indispensável que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se encarnasse, sofresse todos os tormentos da Paixão, morresse na Cruz e ressuscitasse ao terceiro dia. Portanto, este é o mais elevado plano para a Criação. Impossível haver outro mais perfeito, pelo simples fato de que Deus o quis, e não poderia Ele, de forma alguma, criar um mundo que não fosse, no seu conjunto, o mais perfeito. E faz parte deste plano a luta entre o bem e o mal”. Não imaginemos, portanto, que o ideal para nós seria viver num “paraíso”. A prova de Adão e Eva foi a ocasião permitida por Deus para eles demonstrarem seu amor e sua gratidão pelos privilégios recebidos, e se tornarem, deste modo, merecedores do prêmio eterno. Eles deveriam estar preparados para vencer essa luta, transbordantes de desejo de derrotar o inimigo infernal. Se nossos primeiros pais, em lugar de dar vazão aos movimentos de soberba no fundo de suas almas, tivessem agido dessa forma, nunca teriam incorrido na aberta desobediência a Deus, a serpente maldita jamais teria conseguido enganar Eva e o desmedido anseio da excelência não teria desviado Adão de sua inocência original. Nunca devemos lamentarmo-nos diante da luta! Nossa vida, com efeito, é um constante combate contra o demônio, o mundo e a carne (Jo 7, 1). Ao contrário de nossos primeiros pais, que não pediram o auxílio divino quando foram tentados, não nos deixemos levar pelo orgulho de confiar em nossas pobres forças naturais. Na grande e decisiva batalha pela salvação de nossa alma, rezemos e frequentemos os Sacramentos. Com filial devoção, recorremos à poderosa intercessão de Maria Santíssima, a qual, como um terrível exército em ordem de batalha, esmaga a cabeça da serpente infernal (Ct 6, 4; Gn 3, 15).  E, enfim, lancemos mão de todas as armas espirituais postas por Deus à nossa disposição para atingirmos a plena santificação: “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Fiquem alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, abraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dados inflamados do maligno. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em todas circunstâncias” (Ef 6, 11.14-18). Paz e Bem! R. Carlos

 

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03/12/2016
Queridos irmãos e irmãs! “Subirei sobre as nuvens mais altas e me tornarei igual ao Altíssimo” (Is 14, 14). A comparação entre o pecado dos anjos e a desobediência de nossos primeiros pais, como veremos a seguir, nos ajudará a completar a doutrina vista até aqui. Na raiz das duas transgressões houve, com efeito, um movimento de soberba, uma desordenada aparência de ser como Deus. Entretanto, aonde chegou a uns e outros esse anseio de semelhança? Seria admirável supor que o demônio pretendeu elevar-se até o Criador, usurpar-Lhe de algum modo a natureza divina e apoderar-se de seu trono? Adão e Eva literalmente aspiravam à igualdade com o Altíssimo? Podemos distinguir duas formas de semelhança. A primeira consiste na igualdade absoluta, na identidade de natureza. Mas, não foi esta a semelhança com Deus apetecida pelos demônios e por nossos primeiros pais. Como eles ainda não tinham pecado e aberto as comportas de seu entendimento para as trevas do erro, sabiam muito bem ser isso impossível. A segunda é a de imitação, a qual é atingível e legitimamente desejável pelas criaturas, pois, todas participam em diversos graus da bondade divina, desde que seja procurada de acordo com a ordem estabelecida por Deus: não como um direito ou uma virtude a ser adquirida exclusivamente pelo próprio esforço, e sim como mais uma dádiva divina. Pois bem, a revolta do demônio deveu-se ao desejo de possuir pela virtude de sua própria natureza o que Deus lhe teria concedido pela graça se fosse fiel: a glória eterna no Céu, a bem-aventurança sobrenatural da visão beatífica. Ou seja, ele quis constituir-se como o fim último de si mesmo, rompendo toda e qualquer submissão a seu Criador: “(O diabo) desejou ser semelhante a Deus porque desejou como fim último de sua bem-aventurança aquilo a que poderia chegar pelas próprias forças, desviando seu desejo de bem-aventurança sobrenatural, que é dada pela graça de Deus. Ou, se desejou como fim último aquela semelhança com Deus que é dom da graça, quis possuí-la pela virtude de sua natureza, não por disposição do auxílio divino”. De modo análogo, também Adão e Eva procuraram os bens que só a graça e os dons divinos poderiam outorgar-lhes: “O primeiro homem pecou, principalmente, por desejar assemelhar-se a Deus na ciência do bem e do mal como lhe propôs a serpente, ou seja, determinar para si mesmo, pela sua própria natureza, o que fosse bom e mau no agir, ou ainda conhecer, por si mesmo, o que haveria de ser bom e mau. Mas, o primeiro homem pecou também desejando assemelhar-se a Deus no seu próprio poder de agir, de modo que, em virtude da própria natureza, pudesse conseguir a bem-aventurança. Tanto o homem como o diabo desejavam equiparar-se a Deus, confiando nas próprias forças e desprezando a ordem do preceito divino. Os anjos maus e nossos primeiros pais, portanto, não tiveram a absurda pretensão de atingir um plano de igualdade com a natureza divina; nem sequer Eva foi iludida a esse extremo pela serpente. Entretanto, descontentes com sua condição de seres contingentes, quiseram constituir-se seres absolutos de si mesmos, autossuficientes e livres de qualquer sujeição a Deus. Trata-se de uma condição, é verdade, pois no fundo procuraram certa forma de onipotência, conscientes de ser-lhes impossível a igualdade com o Criador; e assim também em todo pecado – seja dito de passagem – uma contradição entre a verdade e o raciocínio que fizemos para justificar nossa má conduta. Bem se pode afirmar que o pecado de nossos primeiros pais foi diabólico, pois, na sua essência, foi idêntico ao dos anjos maus. E isso, pode ser dito também do vício de orgulho pelo qual somos levados a amarmo-nos mais a nós mesmos do que a Deus. Paz e Bem! R. Carlos

 

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02/12/2016
Queridos irmãos e irmãs! “Por um só homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5, 12). No caso de Adão, duas foram as causas que desviaram sua vontade de estado de retidão e inocência. A principal só podia ser o anseio desordenado de um bem espiritual, um pecado de soberba, tal como Eva. Mas, ao contrário desta, conforme afirma o Apóstolo (1Tm 2, 14), Adão só se deixou atrair – e não iludir – pelas palavras da serpente? Por que não se pode dizer que ele foi enganado, se o pecado dele foi idêntico ao de sua esposa? “A verdade está nos matizes”, nossos primeiros pais cometeram o mesmo pecado de soberba. A diferença específica entre a transgressão de cada um e o motivo pelo qual só Eva foi enganada está precisamente num detalhe: “(A mulher) tomou como verdade o que a serpente lhe disse, a saber, que Deus proibira comer do fruto para que não chegassem a ser semelhantes a Ele; e assim, ao querer fazer-se semelhante a Deus, comendo do fruto proibido, seu orgulho foi tão grande que quis obter algo contrário à vontade de Deus. O homem ao contrário, não acreditou que tal fosse verdade e, por isso, não pretendeu alcançar a semelhança divina contra a vontade de Deus, mas, pecou por soberba, pensando conquistá-la por si mesmo”. A segunda causa da prevaricação de Adão foi uma decorrência da anterior. Depois de perder a justiça original e quebrar o vínculo de sua alma com Deus, ainda quis mostrar-se complacente com Eva, como indica Santo Bispo de Hipona: “Não em vão disse ao Apóstolo: “não foi Adão que se deixou iludir, e sim a mulher” (1Tim 2, 14) . Porque a mulher aceitou como verdadeiras as palavras da serpente e o homem não quis separar-se dela na cumplicidade do pecado. Ora, ele não é menos culpado, pois pecou com conhecimento e discernimento. São Paulo não disse: “Não pecou, mas: Não foi enganado”. A raiz mais profunda do Pecado Original, portanto, foi a soberba:” O princípio de todo pecado é o orgulho; quem nele se compraz será coberto de maldições, e acabará sendo por ela derrubado” (Eclo 10, 15). À transgressão do preceito divino, de fato, seguiu-se a situação difícil na qual estamos, pois, destruída a submissão da alma a Deus, desapareceu a sujeição da vontade à razão e do corpo à alma. O resto, inclusive todos os problemas e crimes que testemunhamos em nossos dias, é consequência. Conforme conclui Santo Agostinho, nossos primeiros pais cobiçaram a divindade e perderam a felicidade. Paz e Bem! R. Carlos

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01/12/2016
Queridos irmãos e irmãs! “A soberba precede a ruína; e o orgulho, a queda” (Pr 16, 18). Conforme nos explica São Tomás, um primeiro desejo desordenado em Adão e Eva foi a raiz mais profunda do pecado original. No entanto, esse movimento interior não podia ser a apetência de algum bem material, como um intemperante desejo de comer o fruto proibido. Não havendo neles qualquer fraqueza ou perturbação corporal, nenhuma inclinação da sensibilidade poderia afastá-los de Deus. Apenas o anseio desordenado de um bem espiritual, como uma maior dignidade ou sabedoria, poderia quebrar-lhes o vínculo com o Criador. E isso é próprio do vício da soberba. Assim como o roubo de uma grande fortuna revela o delito concebido e planejado na mente do ladrão, a transgressão do preconceito divino manifesta a soberba com a qual Adão e Eva prevaricaram antes, no fundo de suas almas. Não procuraram de forma imediata oferecer a Deus ou revoltar-se contra Ele, mas, por causa da procura desordenada da própria excelência e elevação, se desviaram de sua retidão original e incorreram na desobediência aberta. Destes princípios se deduz com facilidade e razão pela qual Eva foi enganada pelo demônio. Tendo perdido o estado de inocência, pelo pecado interior de soberba, as trevas do erro podiam invadir, ofuscar e obscurecer seu entendimento. Assim o demonstra São Tomás: “A sedução da mulher, embora procedesse ao pecado de ação, entretanto era subsequente a um pecado de orgulho interior”. Com efeito, observa Santo Agostinho: “A mulher não acreditaria nas palavras da serpente, se não tivesse já no espírito o amor a seu próprio poder e uma presunção orgulhosa de si mesma”. Esta explicação brilha por sua clareza. Contudo, poder-se-ia ainda colocar o seguinte problema: se o pecado interior de Eva precedeu a transgressão do preceito divino, teria prevaricado muito antes de ser tentada pela serpente? Por qual motivo, então, não foi castigada e expulsa antes do Paraíso? A resposta é simples: o pecado interior de Eva aconteceu depois da tentação do demônio; e, uma vez perdida a integridade original, acreditou nas palavras da serpente e cometeu o pecado exterior. Paz e Bem! R. Carlos

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30/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! “A serpente enganou-me” (Gn 3, 12).  À primeira vista, só pode haver uma resposta: eles caíram na armadilha do tentador, foram enganados por ele. A narração do Livro de Gênesis pareceria afirmar esta hipótese. Com efeito, a serpente disse a Eva que, se ela e Adão comessem do fruto proibido, seus olhos se abririam e seriam como deuses, conhecedores do bem e do mal. Em seguida, está escrito: “A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e a apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente” (Gn 3, 6). E mais adiante, quando Deus indagou Eva sobre a causa de sua desobediência, ela respondeu: “A serpente enganou-me, e eu comi” (Gn 3, 13). Pronto, o dilema pareceria estar resolvido! Tudo indicaria que Eva acreditou nas palavras do demônio, pois julgou que sua inteligência se abriria e seria igual a Deus. Por outra parte, embora não haja nenhum detalhe de como ela apresentou  aquele fruto a Adão, o fato de que este o “comeu igualmente” talvez indique que o aceitou pelo mesmo motivo, e, portanto, também foi enganado. Coitados, dir-se-ia, não tiveram culpa! Entretanto, a questão é mais complexa. E eis aqui a profunda malícia e gravidade do primeiro pecado: nenhuma pessoa, no estado de inocência original, poderia ser enganada. Era possível faltar-lhe alguma perfeição ou conhecimento, sem que isso viesse a ser um mal para ela. Julgar incorretamente sobre alguma coisa, pelo contrário, constituiria um efeito incompatível com aquele estado tão elevado de perfeição. Enquanto os homens permanecerem na inocência, poderiam ignorar uma verdade, mas, seria impossível que se enganassem ao aceitar como verdadeiro algo falso. Ainda que não tenhamos considerado o motivo mais profundo pelo qual nossos primeiros pais transgrediram o preceito divino, estaria esclarecido o problema central deste artigo: não é possível que eles tenham sido enganados pela serpente. Contudo, uma afirmação do Apóstolo, em sua primeira epístola a Timóteo, parece contradizer em parte o que acabamos de ver: “Não foi Adão que se deixou iludir, e sim a mulher que, enganada, se tornou culpada de transgressão” (1Tm 2, 14). Novamente, vemos que o assunto é mais complexo do que pensaríamos à primeira vista. Como poderia Eva ser enganada se isso era impossível no estado de justiça original? E como se explica que Adão a seguisse no pecado? Paz e Bem! R. Carlos

 

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29/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! “Deus criou o homem reto” (Ecl 7, 29). Como espelhos sem mancha, Adão e Eva irradiavam em sua perfeita inocência a imagem de seu Criador. Por isso, um dom sobrenatural da graça tinha a razão submetida a Deus, a vontade à razão, e o corpo à alma. Em consequência, desfrutavam de uma vida íntegra, imortal e impassível: “Não havia, para o homem, possibilidade de morte, nem de enfermidade. Devido à sujeição das forças inferiores à razão, reinava nele uma completa tranquilidade de espírito, porque a razão humana não era perturbada por nenhuma paixão desordenada. Pelo fato de sua vontade estar submissa a Deus, ele dirigia tudo para Deus, como seu fim último, e nisso consistiam sua justiça e sua inocência”. Tivessem nossos primeiros pais sido fiéis, este estado de justiça seria comunicado a todos os seus descendentes. Em sua infinita bondade, Deus ainda destinou o homem a um fim sobrenatural, à felicidade perfeita: contemplar a essência divina na glória da eternidade. Contudo, esta bem-aventurança não deveria ser obtida apenas como um dom gratuito, mas também como um prêmio merecido e conquistado - sempre com o auxílio da graça - pela fidelidade e boas obras. Qual foi, pois, a prova à qual Adão e Eva foram submetidos por Deus para serem dignos daquela felicidade que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou? (1Cor 2, 9) Deveria, por certo, ser algo dificílimo... Na realidade, Deus impôs-lhes um preceito fácil de ser cumprido: “Não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás (Gn 2, 17). Esse fruto não era mau em si mesmo. A finalidade da proibição era acostumar o homem à salutar submissão ao seu Criador. Tratava-se, portanto, de uma simples prova de obediência. E naquele estado de justiça, no qual o corpo encontrava-se submetido à razão e a alma a Deus, Adão e Eva não tinham fraqueza alguma. Neles não havia más inclinações ou apetites desordenados que pudessem movê-los a quebrar seu propósito de obediência a Deus. Então, como puderam nossos primeiros pais desobedecer a Deus, dadas a retidão e a integridade de seu estado original? Paz e Bem! R. Carlos

 

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28/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Tendo sido criados os nossos primeiros pais num elevadíssimo estado de graça, santidade e perfeição, como foi possível eles pecarem? Quanto mais se penetra nos ensinamentos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana sobre o Pecado Original, tanto mais transparece a gravidade da desobediência de nossos primeiros pais. Trata-se de uma transgressão desconcertante, quase dir-se-á incompreensível. Já em relação às faltas dos homens neste vale de lágrimas, dada a prodigalidade dos auxílios divinos que nunca faltam a quem é tentado, o salmista exclama: “As inadvertências quem as descobre? Perdoa-me as culpas que não vejo’ (Sl 19, 13). O que, então, dizer da ofensa a Deus cometida por Adão e Eva no Paraíso Terrestre, sendo eles sido criados num elevadíssimo estado de graça e santidade? Como foi possível que eles viessem a pecar? Qual foi a causa e a raiz mais profunda da violação deles ao preceito divino? (Continua) Paz e Bem! R. Carlos

 

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27/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Procuremos a felicidade onde ela se encontra. Nada traz mais felicidade a uma alma do que devolver a Deus aquilo que Lhe pertence. A justiça consiste em “dar a cada um o seu direito”. Ora, se vem de Deus todas as coisas que foram criadas e estão à disposição do homem, este é devedor de tudo quanto d’Ele recebeu. O empréstimo faz parte dos acordos entre os homens. Quem empresta fica à espera da devolução do bem emprestado; e quem o tomou de empréstimo tem obrigação de devolvê-lo ao dono. Ora, se isto é assim no relacionamento humano, não podemos nos esquecer: tudo o que temos não é senão um empréstimo de Deus! Desde nossa vida, até nossas capacidades e qualidades, passando por todos os nossos bens. Assim seremos livres, pois só é realmente livre quem é justo, e põe nas mãos de Deus tudo o que d’Ele recebeu. Por ter-se afundado no egoísmo, o homem corre atrás da felicidade onde ela não se encontra. Proclamando que a liberdade consiste em entregar-se às paixões e das más inclinações, vai à procura da felicidade no vício, no pecado e em quantas loucuras, onde encontra não a felicidade, mas a frustração, a depressão e, por vezes, as doenças. Dessa maioria, o egoísmo, fustigado por Nosso Senhor Jesus Cristo no Evangelho, já é castigado aqui na Terra, sendo ainda merecedor da pena eterna. A verdadeira alegria está na generosidade virtuosa, pois é nela que o homem cumpre inteiramente sua finalidade de “conhecer, servir e amar a Deus” neste mundo, de modo a “ser elevado à vida com Deus no Céu”. Paz e Bem! R. Carlos

 

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26/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Remédio para nossas misericórdias e amparo contra as tentações. Quando alguém dá de si, seu egoísmo acaba sendo sufocado em benefício do serviço aos outros. Servir - quer seja dando um bom exemplo, um bom conselho, ou prestando algum auxílio - repara as nossas faltas e ao mesmo tempo nos afasta do pecado. Assim, um modo de adquirirmos forças para enfrentar as tentações. Pelo contrário, quem se fecha em seu egoísmo, despreza-se para o momento sempre presente da tentação, pois basta-nos existir para sermos um foco de solicitações para o pecado, como diz São Paulo: “Sede sóbrios e vigiai. O vosso adversário, o diabo, ronda como leão a rugir, procurando a quem devorar” (1Pd 5, 8). Paz e Bem! R. Carlos

 

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25/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Na generosidade, a perfeita alegria. O exemplo supremo do dar, dar de si e dar-se por inteiro, nós o encontraremos na segunda leitura, tirada da Epístola de São Paulo aos Hebreus (Hb 9, 24-28). O Pai tinha um Filho unigênito, gerado desde toda eternidade, e não criado. O amor d’Ele ao Filho e do Filho a Ele é tão intenso que d’Eles procede uma Terceira Pessoa, que é o Espírito Santo. Apesar desse amor entranhado, o Pai resolveu entregar seu Filho para resgatar a natureza humana, extraviada pelo pecado. E o Filho, que deveria encarnar-Se na glória, uma vez que sua alma está na visão beatifica, suspendeu essa Lei para assumir uma natureza mortal. Ele queria dar, dar de Si e dar-Se por inteiro, e, por amor a nós, assumiu corpo padecente, sujeito a todas as dificuldades da vida nesta terra. “Uma vez por todas, Ele Se manifestou para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo” (Hb 9, 24-26). Eis o exemplo divino, convidando cada um de nós a, segundo nossos deveres e possibilidades, dar não só daquilo que nos sobra, mas dar tudo. Foi Deus quem nos criou e redimiu, e por isso a Ele pertencemos. Tudo é d’Ele e deve voltar para Ele. Nós encontraremos nossa perfeita alegria no dar, dar de nós e dar-nos por inteiro. Paz e Bem! R. Carlos

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24/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Os dois polos. Também nós devemos ser generosos para com Deus, tanto quando Ele é generoso para conosco. Temos de entregar-Lhe tudo! Entretanto, isto não pode ser interpretado como uma obrigação de nos desfazermos de tudo quanto nos pertence e passarmos a viver de esmolas. Algumas poucas pessoas recebem essa sublime vocação. Trata-se, isto sim, de compreender que todos os nossos bens - e inclusive nós mesmos - são propriedade de Deus. A Liturgia nos apresenta uma opção entre dois polos: o da generosidade total ou o do egoísmo total. Ou escolhemos um e odiamos o outro, ou vice-versa. Ou somos de Deus inteiramente, ou somos inteiramente do maligno. No meio termo ninguém fica. Se tivermos uma vocação de vida consagrada, precisamos estar a cada momento dispostos a dar tudo, não apenas por causa de um compromisso assumido numa cerimônia, mas pela convicção de que nossa vida está confiscada por Deus. No entanto, como aplicar esse princípio à vida de quem é chamado a constituir família e tem, portanto, o dever de estado de prover da melhor maneira possível os seus? A resposta é simples. Esse “dar tudo” não significa desfazer-se literalmente das próprias posses, mas sim ter em relação a elas uma atitude de tal desprendimento que elas não se constituam em amarras que impeçam a elevação de nossas almas até as coisas celestes. Se não for assim, acaba-se por cair no desvio dos doutores da Lei, denunciado por Nosso Senhor Jesus Cristo no trevo do Evangelho de São Marcos. Paz e Bem! R. Carlos

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23/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Deus conhece as intenções do coração. “Nosso Senhor Jesus Cristo contrapõe o episódio das esmolas à denúncia antes feita contra os doutores da Lei. Em ambos os casos, vemos nas atitudes dos personagens a exterioridade, mas, não o íntimo. No entanto, “o olhar de Deus não é como o do homem, pois o homem olha para a aparência, enquanto Deus olha para o coração” (1Sm 16, 7). Esse divino olhar sempre nos acompanha, nada lhe escapa. Nossa vida, nossos atos, nosso comportamento, são julgados com uma precisão absoluta pelo olhar de Deus, o qual penetra no interior de todos e analisa o fundo das almas, sabendo perfeitamente o que se passa em cada uma. Comparando a disposição de espírito dos mestres da Lei com a da viúva, Jesus queria deixar patente a existência de dois extremos: o da generosidade, em contraste com o do egoísmo e do amor desordenado a si mesmo. Renúncia exige um sacrifício não pequeno. Mas, aquela senhora as ofertou generosamente, depositando sua inteira confiança em Deus. É a mesma atitude assumida por outra viúva (1Rs 17, 10-16). Quando recebeu o Profeta Elias em sua casa, tinha ela apenas um punhado de farinha e um pouco de azeite para fazer um último pão para si e seu filho. No entanto, solicitada pelo homem de Deus, concordou em dar-lhe esse único alimento. Por ter agido assim, o azeite e a farinha se multiplicaram indefinidamente em sua despensa, até voltar a cair a chuva sobre a terra. Assim é a recompensa de Deus para todo aquele que dá com agrado e generosidade. Paz e Bem! R. Carlos

 

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22/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A verdadeira generosidade. “Jesus chamou os discípulos e disse: Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”. Grande deve ter sido a impressão produzida por essas primeiras palavras do Mestre. Como podia a pobre viúva ter dado “mais do que todos os outros”, se estes despejaram grande quantidade de moedas de ouro, enquanto ela depositou apenas duas moedinhas de valor insignificante? Para esclarecer seu ensinamento, Jesus explica: a viúva jogou no cofre tudo quanto “possuía para viver”, enquanto os ricos deram do que lhe sobrava. Ao fazer essa comparação, Jesus Cristo não visava condenar os ricos, mas elogiar aquela mulher pelo fato de nada ter guardado para si. Com efeito, quando um rico entrega a integridade de seus bens, ele dá mais do que quem faz o mesmo, mas dispõe de pouco. Era o caso, por exemplo, de Lázaro, Marta e Maria, membros de uma abastada família de Israel, os quais se entregavam por inteiro a Nosso Senhor Jesus Cristo. Aquela viúva dera tudo, pondo-se nas mãos de Deus. É muito de se crer que o próprio Jesus lhe outorgara a graça de assim proceder, dispondo-se ampará-la. Sem esta o saber, Ele oferecia à pobre mulher um bem superior a qualquer outro: a glória de ser elogiada pelo Verbo Encarnado. Nessa complacência de Nosso Senhor Jesus Cristo para com ela, entrava uma predestinação para a glória eterna. No extremo oposto estavam os mestres da Lei: estes “roubam as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações”, motivo pelo qual “receberão a pior condenação” (Mc 12, 40). Paz e Bem! R. Carlos

 

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21/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Um desmedido contraste. “Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada”. É importante ressaltar o contraste das duas atitudes. Podemos imaginar a viúva, já de certa idade (Ela atirou dois “leptos”, o equivalente a dezesseis avos de um denário, ou seja, uma insignificância, pois “o denário era considerado como o salário diário de um trabalhador”. Comparando com os espalhafatosos barulhos das moedas lançadas pelos ricos, reduzia-se a quase nada o leve ruído produzido pelas duas moedinhas da pobre mulher. Sem dúvida, pouca impressão causou nos circunstantes, muito preocupados em calcular o valor aproximado das esmolas que iam sendo depositadas. Como veremos depois, nada mais tinha ela para ofertar, talvez pelo fato de sua antiga fortuna ter sido dilapidada por algum rapinador, segundo a denúncia feita por Nosso Senhor Jesus Cristo. Perante essa cena, Nosso Senhor Jesus Cristo rompe o silêncio para dela tirar um salutar ensinamento. Paz e Bem! R. Carlos  

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20/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Fazer o bem por ostentação. “Nosso Senhor Jesus Cristo estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias”. O exemplo dado sobre o comportamento dos legistas, Nosso Senhor Jesus Cristo vai contrapor a cena que se segue. Existiam no Templo treze cofres para o depósito de esmolas. “O gazofilácio, ou tesouro do Templo”, “estava situado no átrio das mulheres. Provavelmente havia várias câmeras para a conservação desses tesouros. Na parte anterior, havia treze alçapões em forma de trombeta, de abertura muito grande no exterior, por onde se atiravam as ofertas”. Naquela pequena sociedade – ao contrário dos aglomerados de pessoas anônimas das grandes cidades modernas – todos se conheciam e, portanto, quem dava esmolas muito atraía a atenção. Lembremos também que naquele tempo não existia o papel-moeda, mas apenas as peças cunhadas em metal nobre como o ouro e a prata; ou, em metais de menor valor. Assim, esses cofres favoreciam muito o desejo de ostentação. Quem possuía grande fortuna podia com facilidade despejar neles enormes quantidades de moedas, de maneira barulhenta, alardeando perante os circundantes suas supostas generosidade. Como Nosso Senhor Jesus Cristo denunciara em outras ocasiões (Mt 6, 2), com frequência a ação desses hipócritas era precedida por toques de trombeta que anunciavam a esmola a ser dada. Feito isto, um novo toque indicava a saída do doador. Este se retirava coberto de glória, alvo da admiração das pessoas presentes, que cochichavam elogios... Calculando, sem dúvida, qual o montante depositado no cofre. Sentado no Templo “diante do cofre das esmolas”, o Divino Mestre observava em silêncio essa cena comum para os conhecedores do local. Paz e Bem! R. Carlos

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19/11/2016
Queridos irmãos e irmãs, bom dia! As funestas consequências do orgulho (Mc 12, 38-44): Sirva-nos isto de alerta contra os perigos do orgulho. Toda vaidade – quando aceita com indulgência, como acontecia com os doutores da Lei – acabava levando à desobediência aos Mandamentos de Deus. Condição essencial para manter-se fiel à Lei é a humildade; a chave da prática duradoura de todos os preceitos divinos é esta virtude. No caso dos doutores da Lei, o egoísmo orgulho, agravado pela duplicidade de espírito, a hipocrisia de representar de maneira aparatosa aquilo que não se é, torna-os merecedores da “pior condenação”, segundo a enérgica expressão do próprio Homem-Deus: a condenação eterna, no inferno, castigo adequado para quem, tomando as vias do orgulho, embrenha-se na desonestidade e em outros pecados. Fujamos, pois, de toda e qualquer vanglória, para não terminarmos por romper com os demais Mandamentos da Lei de Deus. E tenhamos a certeza desta verdade: na raiz de todo pecado grave está sempre o orgulho. Paz e Bem! R. Carlos

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 18/11/2016
Queridos irmãos e irmãs, bom dia! A aparência, manto de uma realidade pecaminosa. (Mc 12, 38-44). “Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso, eles receberão a pior condenação”. No Antigo Testamento, a viúva tinha muito pouca proteção, e, assim sendo, homens inescrupulosos procuravam arrancar delas o quanto podiam. Era comum o caso de viúvas sem filhos adultos. Nessa situação de desespero, conforme aponta Nosso Senhor Jesus Cristo, introduzia-se um mestre da Lei que, sob a escusa de rezar, terminava por rapinar seus haveres. Ao anunciar esse tipo de ações, o Divino Mestre deixava patente aos seus ouvintes o quanto os doutores da Lei representavam exteriormente aquilo que de fato não eram. Conheciam todos os meandros da Lei, sem praticá-la... Na realidade, portavam-se como devoradores de fortunas alheias. Ainda mais, sendo legistas, sabiam bem conduzir os processos jurídicos que rodeavam cada pleito de sucessão e, com isso, tinham maior facilidade em terminar apossando-se do dinheiro. Portanto, sob aparências de virtude ocultava-se uma mentalidade de ambicioso, cujo, fim era arrancar dos outros, de forma injusta e inescrupulosa, tudo quanto fosse possível. Paz e Bem! R. Carlos

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17/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Nosso Senhor Jesus Cristo alertando as multidões contra a hipocrisia (Mc 12, 38-44): Naquele tempo, Jesus dizia no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; gostam das primeiras cadeiras nas Sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes”. É importante destacar o detalhe apontado pelo Evangelista: Jesus falava a “uma grande multidão”. Portanto, foi um ensinamento destinado a todos e dado sem rodeios, alertando o povo contra os doutores da Lei, pelas razões expostas a seguir. Segundo os costumes da época, estavam reservados os lugares de preeminência nos atos públicos. A praça pública era o centro comercial e social da cidade. Por isso, os escribas e fariseus gostavam de, com seus vistosos trajes, passear nesse local, para receber os cumprimentos do povo. Cobiçavam de modo especial o título de Rabi (meu mestre). “Nas assembleias, os lugares eram determinados não só em razão da idade, mas também da dignidade do personagem, por exemplo, de sua sabedoria. Como os lugares designados em razão da dignidade eram muito menos numerosos que os destinados a pessoas por motivos da idade, queriam os fariseus, por ostentação e vaidade, que nos banquetes lhes fossem dados esses primeiros lugares, para destacar assim sua dignidade. Era uma ânsia desmedida, infantil e quase patológica de vaidade e soberba”. Uma leitura dos versículos transcritos poderia levar a crer que não se devem usar roupas belas, cumprimentar com cortesia ou favorecer a hierarquia no relacionamento social. O problema não está na roupa vistosa ou na honraria, mas em querer chamar a atenção sobre si, isto é, em ter intenção, não de louvar a Deus, mas de louvar-se a si mesmo. Os costumes enumerados por Nosso Senhor Jesus Cristo, eram do gosto dos doutores da Lei, mais por soberba do que por admiração pelas coisas belas, pelo desejo de glorificar a Deus ou pelo intuito de fazer bem ao próximo. Seu objetivo era vangloriar-se, ostentar superioridade, no fundo, serem “adorados”, incensados pelos outros. Usurpavam, pois, o lugar central pertencente somente a Deus. Aquele aparato de dignidade, aquela aparência de honrar, respeito e sabedoria deveriam corresponder à realidade; ou seja, a vida de tais doutores é que deveria torná-los credores dessas homenagens. Entretanto, a realidade era bem diferente, e Nosso Senhor Jesus Cristo vai denunciá-la. Paz e Bem! R. Carlos
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16/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! CONTRASTE ENTRE EGOÍSMO E GENEROSIDADE: Os Sagrados Evangelhos inscritos na Santa Bíblia não foram escritos apenas como um livro comum, uma história para fazer bem às almas piedosas dos primeiros tempos do Cristianismo. Antes de tudo, eram eles uma convocação à culminância espiritual, a uma perfeição como a do Pai do Céu. Mas, não é só isso: eram também elemento de polêmica, uma vez que os primeiros divulgadores da Boa Nova, na sua ação apostólica, encontravam diante de si obstáculos a vencer. Quando São Marcos elaborou seu Evangelho, um desses entraves provinha de homens versados na Lei de Moisés e nas Escrituras do Antigo Testamento. Tenhamos em vista também o seguinte: o Evangelista viveu em Roma muito tempo, como auxiliar de São Paulo e de São Pedro, e escrevia visando alcançar o público romano, como é opinião comum dos evangelistas. Ora, nesse tempo muitos judeus residiam na capital do Império, e bom número deles estava ingressando nas fileiras cristãs. Ora, tanto que permaneciam na sinagoga quanto os neoconvertidos (antes de terem uma conversão plena, o que não era fácil) queriam a todo o custo fazer prevalecer seus costumes e Lei de Moisés entre os cristãos, inclusive no meio daqueles provenientes da gentilidade. Podemos comprová-lo pela leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos, na qual ele expõe longamente os judeus da Cidade Eterna por tal postura. Enquanto São Lucas e São Mateus não se mostram tão contundentes perante essa situação, São Marcos polemiza incansavelmente, de modo particular contra os doutores da Lei, pois estes atrapalhavam sua ação apostólica, como fica patente pelas frequentes menções feitas a eles no seu Evangelho. Não lhes poupando merecidas críticas, São Marcos dá destaque às discussões que tiveram com Nosso Senhor, e delas tira riquíssimas lições morais para os cristãos de todos os tempos. Paz e Bem! R. Carlos

 

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15/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA CELEBRA-SE PARA DEUS: Ao analisarmos a natureza, encontramos um fenômeno difundido por toda a criação, desde o reino animal até o mundo dos seres angélicos. Vemos como a natureza, por assim dizer, procura dar de si. Pois bem, essa generosidade que se verifica no universo é o princípio sobre o qual se funda a Liturgia, dar de si, dar-se por inteiro! Paz e Bem! R. Carlos

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14/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA CELEBRA-SE PARA DEUS: Em face das mentirosas aparências derivadas do orgulho, manifestadas na hipocrisia dos Doutores da Lei, Nosso Senhor Jesus Cristo nos exorta a sermos sinceramente generosos como a pobre viúva, dando tudo de nós mesmos por amor a Ele (Mc 12, 38-44) Paz e Bem! R. Carlos

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13/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA CELEBRA-SE PARA DEUS: A Santa Igreja Católica se manifesta plenamente na Liturgia. A Santa Igreja Católica Apostólica Romana torna-se visível de muitos modos: no gesto caritativo, nos projetos de missão, no apostolado pessoal que cada cristão deve levar a sério no seu próprio ambiente. Mas, o lugar onde é vivida plenamente como Igreja e Liturgia: ela é o ato no qual cremos que Deus entra na nossa realidade e nós O podemos encontrar e tocar. É o ato no qual nos encontramos com Deus: Ele vem a nós e somos iluminados por Ele. Por isso, quando nas reflexões sobre a Liturgia focalizamos apenas o modo como a tornar atraente, interessante e bonita, corremos o risco de esquecer o essencial: a Liturgia celebra-se para Deus, e não para nós mesmos; é obra sua; Ele é o sujeito; e nós devemos abrirmo-nos a Ele e deixarmo-nos guiar por Ele e pelo seu Corpo, que é a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. “Mas não esqueçamos: é na Santa Igreja que descobrimos e conhecemos Nosso Senhor Jesus Cristo como pessoa Viva”. Paz e Bem! R. Carlos

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12/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA CELEBRA-SE PARA DEUS: Presença viva de Cristo. N’Ele, devemos ter presente e aceitar a lógica da encarnação de Deus: Ele fez-Se próximo, presente, entrando na História e na natureza humana, tornando-Se um de nós. E esta presença continua na Santa Igreja Católica, seu Corpo. Então, a Liturgia não é a recordação de acontecimentos passados, mas a presença viva do Mistério pascal de Cristo, que transcende e une os tempos e os espaços. Se na celebração não se sobressai a centralidade de Cristo, não teremos a Liturgia Cristã, totalmente dependente do Senhor e sustentada pela sua presença criadora. Deus age através de Cristo, e nós só podemos agir através d’Ele. Cada dia deve aumentar em nós a convicção de que a Liturgia não é um nosso, um meu “fazer”, mas é uma obra de Deus em nós e conosco. Portanto, não é o indivíduo - sacerdotal, ou grupo que celebra a Liturgia, mas ela é primeiramente obra de Deus através da Santa Igreja Católica, que tem a sua história, a sua rica tradição. Esta universalidade e abertura fundamentais, que são próprias de cada Liturgia, constituem um dos motivos pelos quais ela não pode ser utilizada nem modificada por uma comunidade ou por peritos, mas deve ser fiel às formas da Santa Igreja Católica. Até na Liturgia da comunidade mais pequenina está sempre presente a Santa Igreja Católica. Por isso, na comunidade litúrgica não existem “estrangeiros”. Em cada celebração litúrgica participa juntamente toda a Santa Igreja. Céu e Terra, Deus e os homens. A Liturgia cristã - mesmo se é celebrada num lugar e num espaço concreto, e exprime o “sim” de uma determinada comunidade - é Católica por sua natureza, deriva do tudo e leva ao todo, em unidade com o Santo Papa, com os Bispos, com os fiéis de todas as épocas e de todos os lugares. Quanto mais uma celebração for animada por esta consciência, tanto mais fecundamente nela se realizará o sentido autêntico da Liturgia. Paz e Bem! R. Carlos

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11/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA CELEBRA-SE PARA DEUS: Caráter universal da Liturgia. Gostaria de evocar mais um aspecto importante. No Catecismo da Igreja Católica lemos: “Na Liturgia da Nova Aliança, toda a ação litúrgica, especialmente a celebração da Eucaristia e dos Sacramentos, é um encontro entre Nosso Senhor Jesus Cristo e a Santa Igreja” (nº 1097); portanto, quem celebra é o “Cristo total”, a comunidade inteira, o Corpo de Cristo unido à sua Cabeça. Então, a Liturgia não constitui uma espécie de “automanifestação” de uma comunidade, mas é, ao contrário, sair do simples “sermos-nós-mesmos”, estar fechado em nós próprios, e aceder ao grande banquete, entrar na grandiosa comunidade viva, na qual é o próprio Deus quem nos alimenta. A Liturgia comporta a universalidade e este caráter universal deve entrar sempre de novo na consciência de todos. A Liturgia cristã é o culto do templo universal, que é Cristo Ressuscitado, cujos braços estão abertos na Cruz para atrair todos ao abraço do amor eterno de Deus. É o culto do Céu aberto. Nunca é unicamente o evento de uma comunidade individual, com uma sua colocação no tempo e no espaço. É importante que cada cristão se sinta e esteja realmente inserido neste “nós” universal, que oferece o fundamento e o refúgio no “eu”, no Corpo de Cristo, que é a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Paz e Bem! R. Carlos

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10/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA CELEBRA-SE PARA DEUS: Rezar significa elevar-se à altura de Deus. Com efeito, só em Nosso Senhor Jesus Cristo podemos dialogar com Deus Pai como filhos; de outra forma, não é possível, mas em comunhão com o Filho podemos dizer, também nós, como Ele disse: “Aba”. Em comunhão com Nosso Senhor Jesus Cristo podemos conhecer Deus como Pai verdadeiro (Mt 1, 27). Por isso, a oração cristã consiste em olhar constantemente e de maneira sempre nova para Cristo, falar com Ele, estar em silêncio com Ele, ouvi-Lo, agir e sofrer com Ele. O cristão redescobre a sua identidade autêntica em Cristo, “primogênito entre todas as criaturas”, em quem tudo subsiste (Cl 1, 15). Ao identificar-me com Ele, ao ser um só com Ele, volto a descobrir a minha identidade pessoal, a de verdadeiro filho que olha para Deus como para um Pai cheio de amor. Mas, não esqueçamos: é na Santa Igreja Católica que descobrimos e conhecemos Cristo como Pessoa viva. Ela é o “seu Corpo”. Tal corporeidade pode ser compreendida a partir das palavras bíblicas sobre o homem e a mulher: os dois serão uma só carne (Gn 2, 24; Ef 5, 30; 1Cor 6, 16). O vínculo inseparável entre Cristo e a Santa Igreja, através da força unificadora do amor, não anula o “tu” e o “eu”, mas eleva-os à sua unidade mais profunda. Encontrar a própria identidade em Cristo significa chegar a uma comunhão com Ele, que não me anula, mas eleva-me à dignidade mais excelsa, a de filho de Deus em Cristo: “A história do amor entre Deus e o homem consiste precisamente no fato de que esta comunhão de vontade cresce em comunhão de pensamento e de sentimento e, assim, o nosso querer e a vontade de Deus coincidem cada vez mais.” Rezar significa elevar-se à altura de Deus, mediante uma transformação necessária e gradual do nosso próprio ser. Paz e Bem! R. Carlos

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09/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA CELEBRA-SE PARA DEUS: Não é o indivíduo – sacerdote ou fiel – ou o grupo que celebra a Liturgia, mas, é principalmente a ação de Deus através da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, que tem a sua própria história, e sua rica tradição. Hoje, gostaria que nos interrogássemos: na minha vida, reservo um espaço suficiente à oração e, sobretudo, que lugar ocupa na minha relação com Deus a prece litúrgica, especialmente a Santa Missa, como participação na oração comum do Corpo de Cristo, que é a Santa Igreja Católica Apostólica Romana? Ao responder a esta pergunta, devemos recordar antes de tudo que a oração é a relação viva dos filhos de Deus com o seu Pai infinitamente bom, com o seu Filho Jesus Cristo e com o Espírito Santo. Portanto, a vida de oração consiste em estarmos habitualmente na presença de Deus e em termos consciência disso, em vivermos em relação com Deus como vivermos os relacionamentos habituais da nossa vida, com os familiares mais queridos, com os amigos verdadeiros; alias, é a relação com o Senhor que confere luz a todas as outras nossas relações. Esta comunhão de vida com Deus, Uno e Trino, é possível porque por meio do Batismo fomos inseridos em Nosso Senhor Jesus Cristo e, com Ele, começamos a ser um só (Rm 6, 5). Paz e Bem! R. Carlos

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08/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA É OBRA DE JESUS CRISTO ATRAVÉS DA SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA. Elevemos nossos corações a um dos momentos que, durante a própria Liturgia, nos chama e ajuda a encontrar tal concorrência; este conforma-nos com o que ouvimos, fazemos e realizamos na celebração da Liturgia. Refiro-me ao convite que formula o Celebrante antes da Prece Eucarística: Elevemos os nossos corações, para fora do enredo das nossas preocupações, dos nossos desejos, das nossas angústias e da nossa distração. O nosso coração, o íntimo de nós mesmos, deve abrir-se docilmente à Palavra de Deus e recolher-se na oração da Santa Igreja, a fim de receber a sua orientação para Deus das próprias palavras que ela ouve e pronuncia. O olhar do coração deve dirigir-se ao Senhor Deus, que Se encontra no meio de nós: é uma disposição fundamental. Só celebramos e viveremos bem a Liturgia, se permanecermos em atitude orante, e não se quisermos “realizar algo”, fazer-nos ver ou agir, mas se orientarmos o nosso coração para Deus e estivermos em atitude de oração, unindo-nos ao Mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo e ao seu diálogo de Filho como o Pai. É o próprio Deus que nos ensina a rezar, afirma São Paulo (Rm 8, 26). Foi Ele mesmo que nos concedeu as palavras adequadas para nos dirigirmos a Ele, palavras que encontramos no Saltério, nas grandiosas preces da Sagrada Liturgia e na próxima Celebração Eucarística. Oremos ao Senhor Jesus para estarmos cada dia mais conscientes de que a Liturgia é obra de Deus e do homem; oração que brota do Espírito Santo e de nós, inteiramente dirigida para o Pai, em união com o Filho de Deus que se fez homem. Paz e Bem! R. Carlos

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07/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA É OBRA DE JESUS CRISTO ATRAVÉS DA SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA. A Liturgia é obra de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Catecismo da Santa Igreja católica indica que na tradição cristã que a palavra “Liturgia” quer dizer que o povo de Deus toma parte na obra de Deus. (nº 1069), uma vez que o povo de Deus como tal só existe por obra de Deus. Mas, podemos perguntarmo-nos: qual é esta obra de Deus, na qual somos chamados a participar? Aparentemente a resposta que nos oferece a constituição conciliar sobre a sagrada Liturgia é dupla. Com efeito, no número 5 indica-nos que as obras de Deus nos trazem a salvação, que culminaram na Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo; mas no número 7, a mesma Constituição define precisamente a celebração da Liturgia como “Obra de Nosso Senhor Jesus Cristo”.  Quem salva o mundo e o homem, a única resposta é Nosso Senhor Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado. E onde se torna atual para nós, o Mistério da Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, que traz a salvação. É na obra de Nosso Senhor Jesus Cristo através da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, na Liturgia, em particular no Sacramento da Eucaristia, que torna presente a oferta sacrifical do Filho de Deus, que nos redimiu; no Sacramento da Reconciliação, no qual se passa da morte do pecado para a vida nova; e nos outros atos sacramentais que nos santificam. Paz e Bem! R. Carlos

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06/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! Condição para uma boa celebração Litúrgica. A primeira exigência para uma boa celebração litúrgica é que seja oração, diálogo com Deus, antes de tudo escuta e depois resposta. Na sua “Regra”, falando sobre a oração dos Salmos, São Bento indica aos monges: “a mente concorde com a voz”. O santo ensina que na oração dos Salmos as palavras devem preceder a nossa mente. Geralmente não acontece assim; antes, devemos pensar e depois aquilo que pensamos transformar-se em palavra. Mas, na Liturgia, contrariamente, é a palavra que precede. Deus concedeu-nos a palavra e a Sagrada Liturgia oferece-nos as palavras; nós devemos entrar nas palavras, no seu significado, acolhê-las em nós, pondo-nos em sintonia com estas palavras; é assim que nos tornamos filhos de Deus semelhantes a Deus. Como recorda a Sacrosanctum Concilium, para garantir a plena eficácia da celebração “é necessário, porém, que os fieis celebrem a Liturgia com retidão de espírito, unam a sua mente às palavras que pronunciam, cooperem com a graça de Deus, para não acontecer de a receberem em vão” (nº 11). Elemento fundamental e primário do diálogo com Deus na Liturgia é a concordância entre o que pronunciamos com os lábios e aquilo que trazemos no coração. Entretanto, nas palavras de grande história da oração, nós mesmos somos conformados com o espírito destas palavras, tornando-nos capazes de falar com Deus. Paz e Bem! R. Carlos

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05/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA É OBRA DE JESUS CRISTO ATRAVÉS DA SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA. A duas escolas que ensinam a rezar: As Escrituras e a Liturgia. Podemos perguntarmo-nos: como posso deixar-me formar pela ação do Espírito Santo e assim tornar-me capaz de entrar na atmosfera de Deus, de orar com Deus? Qual é a escola na qual aprendo a rezar que vem em ajuda da minha dificuldade de me dirigir de modo que posso ficar junto a Deus? A primeira escola para a oração é a Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. Pois, a Sagrada Escritura é um diálogo permanente entre Deus e o homem, um diálogo progressivo no qual Deus se mostra cada vez mais perto, no qual podemos conhecer sempre melhor a sua face, a sua voz e o seu ser, e o homem aprende a aceitar que conhece Deus, a falar com Deus. Portanto, lendo a Sagrada Escritura, procuraremos aprender como podemos entrar em contato com Deus a partir da Escritura, deste diálogo permanente. Existe outro “espaço” precioso, mais uma “fonte” inestimável para crescer na oração, uma nascente de água viva. Refiro-me à Liturgia, que constitui um âmbito privilegiado no qual Deus fala a cada um de nós, aqui e agora, e espera a nossa resposta. Paz e Bem! R. Carlos

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04/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! A LITURGIA É OBRA DE JESUS CRISTO ATRAVÉS DA SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA. Só celebraremos e viveremos bem a Liturgia se permanecermos em atitude de oração, unindo-nos ao Mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo e ao seu diálogo de Filho com o Pai. Percorremos um caminho à luz da Palavra de Deus, para aprender a rezar de modo cada vez mais autêntico, inspirando-nos em algumas grandes figuras do Antigo Testamento, nos Salmos, nas Cartas de São Paulo e no Apocalipse, mas, sobretudo, considerando a experiência singular e fundamental de Nosso Senhor Jesus Cristo, na sua relação com o Pai Celestial. Na realidade, só em Nosso senhor Jesus Cristo o homem se torna capaz de se unir a Deus com profundidade e a intimidade de um filho em relação a um pai que o ama, só n’Ele nós podemos dirigir-nos em toda a verdade a Deus, chamando-Lhe carinhosamente: “Abá! Pai”. Paz e Bem! R. Carlos

 

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03/11/2016
Queridos irmãos e irmãs! FÉ, SANTIDADE E NOVA EVANGELIZAÇÃO. Os santos são os verdadeiros protagonistas da evangelização em todas as suas expressões. Eles são, em particular, também os pioneiros e os impulsionadores da Nova Evangelização: pela sua intercessão e exemplo de vida, atentos à criatividade que vem do Divino Espírito Santo, eles mostram às pessoas, indiferentes ou mesmo hostis, a beleza do Evangelho e da comunhão em Nosso Senhor Jesus Cristo; e convidam os fieis, por assim dizer, tíbios, a viverem a alegria da fé, da esperança e da caridade; a redescobrirem o “gosto” da Palavra de Deus e dos Sacramentos, especialmente do Pão da Vida, a Eucaristia. Santos e Santas florescem entre os missionários generosos que anunciam a unificar os conceitos: Boa-nova aos não-cristãos, tradicionalmente nos países de missão e atualmente em todos os lugares onde vivem pessoas não cristãs. A santidade não conhece barreiras culturais, sociais, políticas ou religiosas. Sua linguagem – a do amor e da verdade – é entendida por todos os homens de boa vontade e os aproxima de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Nova Evangelização pressupõe, sem dúvida, uma posição sincera à conversão rumo à verdadeira santidade de vida. Pois, sem Caridade autêntica, profunda e incondicional nada de bom se faz e nenhum fruto se obtém. Devemos ter presente em nossas orações, oferecendo a Eucaristia e a Hora Santa pelo aumento das vocações. Paz e Bem! R. Carlos

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 02/11/2016

Queridos irmãos e irmãs! FÉ, SANTIDADE E NOVA EVANGELIZAÇÃO: Depois da Ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo interpela Pedro três vezes seguidas: “Simão, filho de João, tu Me amas?”, acrescentando: “Apascenta minhas ovelhas” (Jo 21, 15-17). Com sucessivas afirmações de amor, o Príncipe dos apóstolos repara sua tríplice negação. Sem dúvidas, o Amor é a maior das virtudes, enquanto a fé e a esperança são meios para o caminho rumo à eternidade. A caridade permanecerá para sempre. Enquanto a sociedade humana se regem por milhares de regras, a Instituição Divina se baseia só numa, a caridade. As três afirmações de amor de Pedro seguem-se de igual número de mandados: “Apascenta minhas ovelhas”. Dessa maneira, tão divinamente paternal, Pedro recebeu a incumbência de cuidar das almas dos fiéis até o fim dos tempos. A única condição exigida por Nosso Senhor Jesus Cristo foi: “Tu Me amas?” Hoje, Pedro, é representado pelo nosso atual Papa que governa a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, tudo enfrentando com a serenidade de quem se sabe de quem se sabe dirigido pelo Paráclito. Com efeito, toda iniciativa vem do Alto, cabendo aos homens a função de cooperar e não opor obstáculos. Aprouve ao Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo, para o bem das almas e expansão do Reino de Deus, proclamar o Ano da Fé, esperando assim, um novo surto de graças da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, uma intervenção especial da Divina Providência na atual conjuntura mundial. Paz e Bem! R. Carlos

 

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01/11/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Lc 4, 31-37): “As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade”. Jesus falava com autoridade, não como quem impõe e ordena; mas, como quem pode fazer acontecer o que diz. Ao falar, Jesus agia interiormente no coração das pessoas, movendo-as na direção do bem. Podiam resistir se quisessem, mas sentiam a força da atração que os arrastava para Ele. A palavra de Jesus continua a nos atingir com a mesma força. Deixemos que seu poder nos salve. Oração: Senhor Jesus, não me adiantaria nada saber como devo viver, se ao mesmo tempo vosso poder divino não me desse forças para o fazer. Sois meu salvador, porque me podeis transformar, e podeis ajudar-me a vencer minhas más inclinações. Em Vós está minha confiança e minha alegria. Sou feliz porque, ajudado por Vós, posso viver na fraternidade e na paz. Bendita seja vossa bondade. Amem. Paz e Bem! R. Carlos

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31/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mc 6,17-29): “Herodes temia João; sabia que ele era justo e santo, e o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava”. Dois elogios dão-nos ideia da grandeza de João Batista. O de Jesus, dizendo que não existia ninguém maior que o profeta, e a admiração de Herodes, que o reconhecia como justo e santo. A grandeza de João Batista decorre da graça do Senhor Jesus que o escolheu gratuitamente, enriquecendo-o com seus dons, e da sua fidelidade à missão recebida. João Batista foi até o fim coerente com as certezas de sua fé. Oração: Senhor Jesus, vendo a fidelidade de João Batista, percebo quanto ainda me falta para ser de fato ser seu seguidor. Quando tudo vai bem, facilmente me esqueço de Vós; quando surgem dificuldades, logo desanimo, achando que me abandonastes. Aumentai minha fé, para que minha entrega a Vós seja mais generosa. E nos momentos mais difíceis, segurai-me firme para que não Vos deixe. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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30/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Lc 14,17-14): “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos...” Grande parte da vida social, e às vezes da vida religiosa é governada pela troca de favores. Com apoios, vantagens, privilégios e posições. Compram-se apoios, vantagens, privilégios e posições. Contra isso nos previne Jesus no contexto da parábola: “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos”. O discípulo de Jesus age de outra forma. Faz o bem levado pelo amor desinteressado, para ajudar no que pode, sem segundas intenções. Não procura fama e elogios, nem espera retribuição, dá preferência a quem mais precisa e não a quem pode dar mais em troca. O que Jesus nos propõe, ou melhor, o que exige de nós faria muito diferente nossa vida na família, na sociedade e na própria Igreja. Paz e Bem! R. Carlos 

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28/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 25, 1-13): “O Reino dos Céus é como a histórias das dez jovens que, com suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo.” A parábola ensina que temos de ser sábios e prudentes quando se trata da salvação. Prudência e sabedoria, no caso, é escutar a proposta de Deus e por em prática o que Jesus nos ensinou. O ruído ao nosso redor é muito forte e facilmente encobre o que Deus nos diz no coração. Os atrativos do mal são sempre muito sedutores, e podem levar-nos a esquecer a sabedoria do Evangelho. Oração: Senhor Jesus, essa parábola obriga-me a vos pedir o dom da prudência e sabedoria. Ajudai-me a ser cuidadoso na procura de vossa vontade sobre mim, sem querer ir depressa demais e sem ficar na indecisão. Tenho de saber como ir orientando minha vida, entre certezas possíveis, atento às circunstâncias, aos meus irmãos e ao Evangelho. Se alguma vez eu errar, espero vosso perdão misericordioso. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

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27/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 24, 42-51): “Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor!” Jesus falava de sua vinda para o julgamento final, que não podemos saber quando será. Suas Palavras, porém, aplicam-se a todas as suas intervenções em nossa vida e principalmente ao seu fim. Temos de estar sempre atentos, para não perder sua passagem e suas ofertas de salvação. Temos de nos manter firmes em nossa decisão por Jesus, em cada instante até no nosso momento final. Oração: Senhor Jesus, creio que sois meu salvador misericordioso; mas, sei também sei que preciso renovar continuamente minha opção por Vós, preciso estar sempre atento para não Vos ser infiel. Pois, a qualquer momento posso ser surpreendido por minha fraqueza. Aumentai em mim a fé e a caridade, que me prendam a Vós, e me ajudem nas escolhas que devo fazer, principalmente nos imprevistos. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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26/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Jo 1, 45-51): “Felipe encontrou Natanael e disse-lhe: Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei. Jesus de Nazaré”. João apontou Jesus como o enviado de Deus. Dois o seguiram; um deles, André foi chamar Simão seu irmão; Jesus chamou Felipe, que logo foi chamar Natanael. Quem é chamado por Jesus, quem se encontra com Ele e começa a segui-Lo infalivelmente começará a convidar outros para que também o possam seguir. Se Jesus é importante para mim, devo fazer tudo para que todos o conheçam. Oração: Senhor Jesus, minha vida seria muito diferente se não Vos tivesse conhecido. Vossa presença ensina-me a viver, e dá sentido a meus esforços, as minhas dores e as minhas lágrimas. Sou feliz, convosco, e gostaria que todos vos conhecessem. Ajudai-me a mostrar com minha vida como sois bom. Mas, também me ajudai a falar de Vós sempre que possível, com palavras certas. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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25/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt. 13, 44-46): “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo... como uma pérola de grande valor...” “Reino” é a misericórdia poderosa de Deus que age para nos libertar do mal, e nos fazer renascer na vida divina. As duas comparações de Jesus lembram-nos que essa oferta, que o Pai nos faz, é o maior bem que poderíamos imaginar. Para nos abrir ao seu amor e à vida nova que nos oferece, temos que fazer tudo quanto pudermos, e deixar tudo quanto for necessário e deixar para ter o tesouro. Oração: Senhor Jesus, já aprendi que por mim mesmo não posso nem querer fazer o bem, já aprendi que nada deste mundo pode me satisfazer. Aceito a salvação que me ofereceis, quero ser libertado do mal, quero a vida nova que me ofereces. Ajudai-me a deixar tudo para vos ter, dai-me força para eu viver como me ensinais. Preciso de Vós. Cuidai de mim, para que nunca mais eu Vos deixe. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

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24/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Lc 1, 26-38)> “O anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia... a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José”. Nazaré não era mais que um pequeno povoado sem importância, José não estava entre os mais importantes. Maria era uma jovem que ninguém conhecia. Deus, porém, a conhecia, amava de modo especial, e preferia acima de todos, porque a criara para ser a Mãe de seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo. Diante do mistério, que São Lucas nos revela, só podemos ficar em silêncio, admirando a misericórdia que se volta para os pequenos. Oração: Senhor meu Deus, tinhas tantos modos para nos salvar. Escolhestes o que nunca poderíamos imaginar. Mas, que mais nos prenderia a Vós. Quisestes que vosso Filho Jesus fosse um de nós, nascido de uma mulher chamada Maria. Tudo porque é grande imenso vosso amor por nós, tudo porque quereis nosso amor. Só posso Vos louvar e bendizer. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

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23/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Lc 1, 39-56): “De agora em diante, todos de todos os tempos dirão que sou feliz, porque o Todo – Poderoso fez grandes coisas em meu favor.” Todas as narrativas de Lucas são marcadas pela alegria de Zacarias, de Isabel, de Maria Santíssima, e até da criança ainda para nascer. Alegria e felicidade porque Deus olhou por seu povo, porque chegou o tempo de paz prometido aos antigos. Alegria porque ele olha pelos pequenos e fracos, e os liberta da opressão. Alegria porque fez grandes coisas por Maria Santíssima, Isabel, Zacarias e João, porque fez grandes coisas por todos nós. É tempo de alegria, porque se manifesta agora a misericórdia poderosa de nosso Deus. Por mais duro que seja nosso tempo, tanto mais temos de recuperar e irradiar essa alegria feliz da salvação e da paz que vivemos por Nosso Senhor Jesus Cristo. Como discípulos não podemos ser tão pessimistas, nem viver cultivando uma tristeza sem sentido. Oração: Senhor meu Deus, quero aprender com Maria Santíssima a alegria agradecida por todos os vossos dons. Tudo nos dais, a terra e o céu, o perdão e a paz, a união e o amor. Com tudo isso posso enfrentar sem fugir das dores, tristezas, trabalhos, despedidas e até da morte. Sendo tão favorecido por Vós, eu seria ingrato se vivesse triste, apesar de às vezes triste. Ensinai-me e ajudai-me a manter sempre a santificação e o contentamento interior que brotam da paz que nos derramais no coração. Assim a vida será mais fácil, e não serei peso e incômodo para meus irmãos. Nas dificuldades, dai-me paciência e perseverança, mas também o bom humor, que me alivie a luta e não me deixe incomodar meus irmãos. Alegro-me, Senhor, porque sempre estais comigo, e assim nada me falta. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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22/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 23, 1-12): “Deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam.” Jesus fala de muitos mestres religiosos, que não viviam como ensinavam. Todos nós temos de levar muito a sério essa Palavra d’Ele. De um modo ou de outro, todos temos de apresentar a outros o Evangelho e as boas normas de procedimentos. Não podemos desmentir com as ações o que ensinamos com as palavras. Vamos reconhecer nossas limitações e pedir que o Senhor nos ajude a ajudar nosso próximo. Oração: Senhor Jesus, reconheço que estou muito longe de ser o discípulo vosso que deveria ser. São muitos meus pecados, erros e falhas. Mas não posso deixar de anunciar vosso Evangelho e convidar todos a vos seguir. Ajudai-me então, com vossa graça para que me corrija e vos seja mais fiel. Peço perdão pelo mau exemplo que dei tantas vezes. E consertai os estragos que eu tenha causado. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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21/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 22, 34-40) “O segundo é semelhante a este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, toda a lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. Na resposta, Jesus apresenta o amor ao próximo como dois pontos centrais para nossa vida. Toda a revelação de Deus para nós. Tudo devemos fazer e viver por causa de Deus e pelo próximo. A regra é clara e muito simples, mas exige simplesmente tudo de nós. Oração: Senhor Jesus, agradeço por terdes simplificado muito minha vida. Posso facilmente saber o que devo fazer em qualquer situação: certo é o que me leva a vós e aos irmãos. Conheço, porém, minha fraqueza, e sei que facilmente me deixo seduzir pelo egoísmo. Por isso, preciso de vossa ajuda para me deixar guiar em tudo pelo amor a vós e a meu próximo. Aumentai em mim o dom da caridade. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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20/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 22, 1-14) “O Reino dos Céus é como o caso do rei que preparou a festa de casamento do filho. E mandou chamar os convidados...” Não é o mais importante, mas é bom notar que Jesus compara o Reino dos Céus com uma festa de casamento. Uns rejeitam o convite para o banquete, outros aceitam. A escolha é de cada um. Cada um pode não querer participar da festa que o Senhor preparou para todos nós. Não sei por que demoro tanto a aceitar o convite para a festa, como se estivesse sendo convocado para um trabalho duro e pesado. Oração: Senhor Jesus, quero aceitar sim o convite que me fazeis para a festa do Pai que estás no Céu. Sou pobre e fraco, preciso de alegria e paz. Tomai conta de mim, revesti-me com a roupa de festa, para eu começar já agora a viver convosco a felicidade do Reino, na companhia de meus irmãos e irmãs. Não deixeis que eu, experimentando a alegria de vossa casa, ainda saia à procura de ilusões vazias. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

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19/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 20 ,1-16): Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro.” Jesus acolhia pecadores e pecadoras. Alguns o condenavam por isso. Usando uma parábola, Jesus mostrou que o Pai age do mesmo modo, e trata a todos com misericórdia, e não apenas com justiça. Afinal, por si mesmo ninguém é justo diante dele. Sua justiça e o bem que faz são dons da misericórdia. Na verdade, estamos todos na mesma situação; somos todos trabalhadores de uma hora só. Oração: Senhor meu Deus, agradeço por me terdes chamado, e acolhido, mesmo quando cheguei na última hora. Reconheço que nada posso apresentar em meu favor: posso apenas contar com vosso amor misericordioso. Confio em vós, e peço que me ajudeis a não ser ingrato, tendo sido tão amado. E não permitais que eu, tratado por vós com misericórdia, seja duro com meus irmãos que erram. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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18/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 19, 23-30): “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no reino dos céus.” O que faz o rico não é a quantidade de bens, mas seu apego a eles, a confiança que nele deposita. O rico não está interessado no Reino dos Céus. Como também não está interessado o que se agarra ao poder, à fama ou ao prazer. Só o poder da graça divina pode libertá-los para que descubram sua pobreza e se abram às propostas do Reino dos Céus. Temos de pedir sempre que o Senhor Jesus nos liberte e salve. Oração: Senhor Jesus, não tenho muitas coisas. Mas, diante de vossa Palavra, começo a me perguntar até que ponto estou apegado ao que tenho. Preciso fazer uma revisão em minha vida, no uso que faço dos bens, das facilidades e recursos da técnica. Desapego é ser moderado no uso, não desperdiçar, respeitar a natureza... Estou vendo, Senhor Jesus, que ainda sou muito rico para viver convosco. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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17/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 19, 16-22): “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.” Não existem dois caminhos para a vida eterna. Todos são chamados a seguir Jesus mais de perto, a responder da melhor forma possível aos dons de Deus, a ser perfeitos em sua situação de vida. De todos, Nosso Senhor Jesus Cristo espera resposta generosa e entrega total. Não espera um amor qualquer, mas o máximo amor de que somos capazes. Oração: Senhor Jesus, tenho procurado ser fiel no caminho em que me colocastes. Reconheço, porém, que poderia ser muito melhor do que sou. Ainda não correspondo como deveria aos vossos convites e dons. Perdoai-me e tende um pouco mais de paciência comigo. Ajudai-me a ser mais corajoso no meu jeito de vos seguir. O que preciso mesmo é que aumenteis muito meu amor por vós. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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16/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Lc 12, 49-53) “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!” O texto, considerado no seu conjunto, fala da urgência e de separação. Jesus veio para salvar e purificar, com o fogo de que falavam os profetas. Na urgência do pouco tempo que lhe resta, queria ver cumprida Sua missão. Ansiava por ser batizado, mergulhado na doação total ao Pai e à humanidade. Não veio apaziguar, mas intensificar o contraste entre sua proposta e a do mundo, o reino da mentira. Diante d’Ele não será aceitável a indecisão. Mesmo os laços mais estreitos não devem impedir a opção por Ele e por seu jeito de viver. Quando falamos de salvação, o tempo é sempre curto, e temos de nos decidir o quanto antes. Cada dia, cada momento, temos de escolher, ou retificar nossa decisão. Não querer escolher já é decidir. Oração: Senhor Jesus, minha tendência é ir protelando sempre minha decisão total por Vós. É sempre amanhã, ou no próximo ano, que tentarei melhorar, amar mais, dedicar-me e orar mais. Quantos anos já deixei passar. Dai-me um pouco da urgência que Vos impulsionava, para que afinal seja de fato discípulo vosso. Quero seguir convosco, viver como ensinas, sem me deixar influenciar por outras propostas. Sei que, por mim mesmo, continuarei na mediocridade. Por isso, peço que me transformeis, pondo inquietação em meu coração, empurrando e arrastando-me para frente. Para dizer a verdade, tenho medo de crescer, deixando que me leveis não sei para onde. Confio em vós, e sei que tudo fareis pelo meu bem e o de meus irmãos. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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15/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 19, 13-15): “Levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração.” No meio de tantas coisas sérias, o Evangelho conta que Jesus acolheu crianças, deu-lhes importância, e desejou para elas todas as bênçãos. Seria interessante saber o que lhes dizia. Como seus discípulos, temos de saber o que dizer e o que fazer para que as crianças conheçam Jesus e possam segui-Lo. É nossa responsabilidade na família, na Igreja, na sociedade. Seremos cobrados por Nosso Senhor Jesus Cristo. Oração: Senhor Jesus quero pedir pelas crianças. Pelas que têm a felicidade de uma família e pelas abandonadas. Dá a oportunidade de viveres como crianças, alegres e despreocupadas. Livra-as do perigo das seduções do mal, e também de tudo que prejudique seu crescimento. E fazei-nos compreender que temos de deixar para elas um mundo melhor. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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14/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 19, 3-12): “Os discípulos disseram a Jesus: - Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se.” Jesus não elogia esse modo de pensar, e diz claramente que seus discípulos ainda não tinham sido iluminados pela fé. Um dom especial de Deus é que leva um homem e uma mulher a se unir por amor incondicional e duradouro. E, na verdade, isso é o que todos desejam: amor para sempre. Por que será que tão poucas vezes oramos pelos que se preparam para o casamento, ou já estão vivendo esse amor? Oração: Senhor Jesus, hoje quero pedir pelos que vivem o matrimônio, ou se preparam para isso. Eles procuram a felicidade, querem amar e ser amados para sempre. São fracos e volúveis entre tantas dificuldades. Olhai por eles com muita misericórdia, aumentai sua alegria, e dai-lhes apoio e ajuda, porque são importantes para nós. Paz e Bem! R. Carlos

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13/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Mt 18, 21-19,1): “Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” A resposta de Jesus é que devemos perdoar sempre, porque também Deus nos perdoa sempre. Sua misericórdia é infinitamente maior que a nossa. Sabemos que caímos continuamente: voltemos sempre de novo ao Senhor, implorando seu perdão, com toda a confiança, bem conscientes de nossa fraqueza. Oração: Senhor meu Deus, se eu olhasse somente para minha fraqueza, para quantas vezes Vos deixei, teria de desesperar. Minha esperança é saber que me amais muito mais do que meu pai e minha mãe. Vosso amor misericordioso é que me ajuda a continuar lutando com minhas misérias. Renovo minha confiança, agradeço porque me perdoais, e peço que me ajudeis a nunca desanimar. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

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12/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto” (Jo 12, 24-26). Alguns, que não eram judeus, queriam conhecer Jesus, e foram apresentados a Ele por Filipe. Vemos com surpresa que Jesus logo lhes fala de sua morte: está pronto a tudo, até mesmo a morrer para que todos tenham vida. Por isso mesmo, quem quiser a vida nova que Ele oferece, deve estar pronto a aceitar até a morte. Oração: Senhor Jesus, somente Vós, Filho de Deus, podeis exigir de nós, ao mesmo tempo em que tanto nos ofereceis. Pode exigir tudo de nós, toda confiança e entrega total. Porém, se deixamos todo por Vós, até a vida, Vós nos ofereceis tudo. A felicidade e a paz agora, mesmo no meio de provações, e a felicidade completa para sempre. Aceito vossa proposta, e peço que me ajudeis a manter-me fiel a Vós. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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11/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “Eu vos digo: se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 18, 1-5.10, 12-14). Naquele tempo a criança não tinha importância e nada podia. Quando Jesus diz que devemos ser crianças para entrar no Reino, não está falando de inocência e candura. Insiste que, para aceitar a vida nova que Deus nos oferece, temos de reconhecer nossa pequenez e nossa pobreza, nossa total dependência de sua misericórdia. Não há salvação para nós enquanto confiarmos em nós mesmos. Oração: Senhor meu Deus, reconheço minha pobreza e minha incapacidade para o bem. Sou escravo do egoísmo e do orgulho, e só Vós podeis libertar-me dando-me a vida nova. Reconheço que já confiei muito em mim, e peço que me perdoeis. Somente em Vós, e não em mim, ponho agora minha confiança. Ajudai-me a pedir sempre vossa ajuda em tudo. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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10/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “O Filho do Homem vai ser entregue... Eles o matarão, mas no terceiro dia Ele ressuscitará. E os discípulos ficaram muito tristes.” (Mt 17, 22-27) Os apóstolos e discípulos amavam profundamente Jesus, conquistados pela sedução de sua pessoa, mas também pela graça interior da fé. Por isso mesmo, era difícil para eles aceitar que nem todos os amassem, e até chegassem a querer matá-lo. Também para nós continua sendo um mistério que tantos o tenham rejeitado, e ainda sejam muitos os que o odeiam ou se recusam a acreditar n’Ele. Pedimos a Nosso Senhor Jesus Cristo que nos envie seu Espírito Santo, que nos dê o dom da fé, para que possamos crer de verdade, aceitando seu Amor, e amando de verdade Nosso Senhor Jesus Cristo. Que possamos aprender a segui-Lo com seu jeito de viver, confiando em seu poder e em sua sabedoria. Peçamos também por todos que ainda não conhecem Nosso Senhor Jesus Cristo, ou, levados pelas circunstâncias, ainda não acreditam n’Ele. Peçamos que Nosso Senhor Jesus Cristo que toque nosso coração, nos leve até Ele, para que possamos ser felizes. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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09/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “Felizes os empregados que o Senhor encontrar acordados quando chegar,” (Lc 12, 32-48). Vivemos na fé, na esperança de bens que ainda não vemos nem sempre dando o devido valor a bens que já temos por graça de Deus. Se olharmos ao redor, temos a impressão que o mal e a mentira dominam o desregramento e a opressão. Isso pode levar-nos a desesperar das promessas divinas, achando que tardam demais, ou até que são ilusórias. Por isso, Jesus nos diz: “Não tenhais medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino”. Precisamos, porém, estar vigilantes e prontos, mantendo nossa fidelidade ao Senhor. É o que Jesus ensina com três comparações: 1º Como empregados acordados à espera do patrão; 2º Como administrador que a qualquer momento deve prestar contas; 3º Como homem prudente que não deixa surpreender pelo ladrão à noite. Peçamos a Deus, nas dificuldades desta vida que é bom saber que Ele nos ama e quer todo bem para nós. Quer salvar-nos, e nada e ninguém impedirá de fazê-lo. Deus quer que nós aceitemos o seu convite, que o seguimos seu caminho. Não sabemos o que nos reserva no futuro, mas sabemos que será tudo para o nosso maior bem. Devemos pedir perseverança e fidelidade, mesmo quando tivermos a impressão que Deus demora a cuidar de nós. Que os trabalhos e preocupações não nos façam esquecermo-nos de Deus, nem que os bens desta vida nos desviem da procura dos bens eternos. Pedimos ajuda a Deus para ouvirmos e entender o que Deus quer nos dizer através dos acontecimentos e de nossos encontros com as pessoas. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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08/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que Ele diz!” (Lc 9, 28-36). Os discípulos estavam seguindo com Jesus para Jerusalém. Estavam perturbados e apreensivos, porque o Mestre lhes dissera que lá seria condenado e morreria na mão dos adversários. A três deles Jesus revela seu poder, e do céu eles ouvem a mensagem que deve dar-lhes coragem para enfrentar tudo: Jesus é o Filho amado do Pai. A Ele devemos ouvir e n’Ele colocar toda a nossa esperança. No meio de tantas dificuldades da vida, é bom poder confiar em Jesus, pois Ele não é apenas um Mestre que nos fala, mais é o próprio Filho de Deus, que tem poder para nos salvar. Em Nosso Senhor Jesus Cristo, podemos confiar, sem nos apavorar, não podemos deixar que as nuvens da insegurança nos envolvam, porque sabemos que Jesus está conosco e nos leva pela mão. Amém. Paz e Bem! R. Carlos 

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07/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “De fato, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida?” (Mt 16, 24-28). Jesus lembra-nos o que a sabedoria humana já nos ensina: não adianta perder a vida, felicidade e tranquilidade para ganhar o mundo inteiro. Menos ainda compensa procurar prazer, riqueza e poder às custas da paz agora e perder a felicidade eterna depois. Temos que fazer nossa escolha, pois ninguém a pode fazer por nós. E é preciso que seja muito bem feita, porque é nossa alma que pode se perder. Agradeçamos a Jesus pela sua bondade, que nos coloca sempre entre pessoas que nos ajudam a conhecer o caminho certo, nos ensinam e nos dão exemplo do jeito cristão de viver. Devemos querer continuar nesse caminho, e para isso precisamos de muita ajuda, para nos fazer perseverante e cuidadoso, para que não sejamos enganados por falsos valores. Queremos seguir a Nosso Senhor Jesus Cristo, pois só Ele pode nos salvar. Paz e Bem! R. Carlos

 

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06/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu” (Mt 16, 13-23). Somos felizes e privilegiados, porque Deus se revelou a nós, e nos mostrou o caminho da salvação e da paz. Mas, ainda não temos clareza completa em tudo. Temos de caminhar na fé e na confiança, deixando que o Senhor nos leve pela mão, e que nos vá indicando o caminho passo a passo. É o que Deus espera de nós como pessoas e filhos. Peçamos a Deus que nos ajude a compreender que não sabemos tudo, nem podemos confiar totalmente em nós. Peçamos que Deus abra nosso coração, iluminando para que possamos escutá-Lo. Fazendo-nos dóceis, prontos a seguir o caminho que nos mostra aos poucos. Não sabemos o que nos reserva no futuro, mas confiamos em Sua Misericórdia. Peçamos que nos ensine a sermos prudente e cuidadoso, deixando tudo o mais aos cuidados de Deus. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

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05/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “Diante disso, Jesus disse: Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres! E sua filha ficou curada” (Mt 15, 21-28). Uma mulher pagã recorre a Jesus, reconhecendo n’Ele um enviado de Deus. Jesus não a atente logo, mas ela não desanima. Bonito exemplo para nós: na oração e na vida devemos continuar firmes na fé, mesmo se parecer que o Senhor não nos ouve. Devemos continuar confiando, sabendo que Ele quer nosso bem, mas, sabe melhor que nós o momento certo. Geralmente temos pressa em nossos pedidos, e queremos que a resposta de Deus seja imediata. Mas, devemos compreender que o tempo de Deus é diferente do nosso, que sabe melhor que nós a hora certa para nos ajudar. Confiamos em Deus, que nos ama muito mais do que a nós mesmos, e sabe o que é melhor para cada um de nós. Vamos pedir a Deus somente o necessário para nossa vida e felicidade. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

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04/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já estava longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.” (Mt 14, 22-36). São Mateus destaca a barca ameaçada pelas ondas e pelos ventos. Muitas vezes estamos nesta situação em perigo, pois enfrentamos perseguições e dificuldades que surgem em nossa vida em nosso relacionamento. É importante sabermos que Nosso Senhor Jesus Cristo não nos abandona. Podemos confiar; no momento certo Ele haverá de estender a mão para nos salvar. Tenhamos confiança. Quantas tempestades enfrentamos, e ainda iremos enfrentar, e pior são as que nascem de nossos pecados e fraquezas. Pedimos que Deus nos proteja e que aumente a nossa fé, dando-nos a paz que vem do amor e da misericórdia. Ajudando-nos a sermos um sinal de esperança para este nosso mundo que sofre tanto. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

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03/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! “Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíam às multidões” (Mt 14, 13-21). Devemos sempre viver nos caminhos do Evangelho. Devemos anunciar Nosso Senhor Jesus Cristo de modo compreensível para o nosso tempo. Usando os melhores meios disponíveis. Devemos colocarmo-nos a serviço do Evangelho com os melhores meios disponíveis. Mas, sempre sabendo que, em última análise o que decide é a graça divina.  Nas comunidades primitivas continuava muito viva a lembrança do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Num primeiro momento, viram no fato uma manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo como o Salvador esperado, maior que Moisés, Eliseu e todos os profetas. Mesmo sem esperar milagres, nós podemos confiar em Nosso Senhor Jesus Cristo, porque acreditamos que Ele é o Filho de Deus que se fez homem para nos salvar. Reconhecemos que até nas menores coisas dependemos da bondade do Pai. Maior ainda é nossa dependência do auxílio divino na procura do bem e da verdade. Devemos por em Nosso Senhor Jesus Cristo toda a nossa confiança; Nosso Senhor Jesus Cristo nos ama e pode nos ajudar. Somente Ele pode transformar e nos libertar do egoísmo e da mentira. Não permitamos que sejamos esquecidos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pedimos sempre o Pão da Vida Eterna. Amém. Paz e Bem! R. Carlos

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02/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! FAMÍLIA: Quando se pergunta para qualquer pessoa o que é mais importante em sua vida, a resposta é unânime: “A minha Família”. A família é o que temos de mais bonito e precioso. Família é vocação. Família é dom de Deus. É através dela que formamos a base do que somos. É a fonte de amor. É onde colhemos os primeiros frutos da nossa espiritualidade. É a nossa referência de humanidade! Rezemos por todos os pais e pelas famílias. Paz e Bem! R. Carlos

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01/10/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! CRISTÃOS ONLINE - E sua privacidade, como vai? Em tempos de muita exposição nas redes sociais, a privacidade se encontra fragilizada. Nos perfis acompanhamos o passo a passo das atividades dos nossos amigos virtuais: onde está, com quem, o que estão fazendo, como estão se sentindo... Mais do que compartilhar links e informações, a internet tornou-se um diário que narra a vida das pessoas, sua história e seus sentimentos. Mas, por quê? O que se ganha com isso? Por que há tanta exposição nas redes sociais? Há uma resposta: porque queremos ser vistos e queridos. Mas, o limite da exposição é definido por cada indivíduo. Cada um escolhe o seu. Contudo, vejam um parâmetro para reflexão: o nível de exposição de uma dona de casa, cantor, estudante, por exemplo, é bem diferente da exposição um do outro, pois a intenção e as necessidades são distintas. Mais uma vez, vale aquele ditado: “Tudo posso, mas nem tudo me convém”; vai da decisão pessoal do que é apropriado e do que se expõe nas redes sociais. Paz e Bem! R. Carlos

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30/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! A Santa Igreja Católica dedica o mês de agosto às vocações. São muitas e toda pessoa tem pelo menos uma, a principal: Vocação à vida. Mas, afinal, o que é isso? Trata-se de um chamado, um desafio, um apelo, uma convocação. Além disso, pode-se dizer também que “vocação” é uma competência que estimula as pessoas à prática de atividades que estão associadas aos seus desejos de seguir determinado caminho. O homem e a mulher são dinâmicos, criativos, em constante aperfeiçoamento, necessitados de novidades que os façam se sentir imagem e semelhança do Criador. É nesse aspecto que está a vocação. Homens e mulheres são convocados por Deus para serem parceiros numa obra. Crescei e multiplicai-vos não é apenas uma ordem de continuidade da espécie, mas um impulso divino para que o humano se realize como pessoa e se sinta participante de uma ação divina. Está aí o sentido da nossa existência. Passar pela vida sem deixar marca é não viver, mas viver sem se importar com a vida dos outros é pior do que não marcar. Na Bíblia, há centenas de relatos de chamados que Deus faz a alguém para que realize uma obra em favor de seu povo: Abrão, Moisés, Samuel, Isaías, Jeremias, Maria, José, Pedro, Paulo etc. Mais e mais pessoas foram chamadas. Assim, leigos, religiosos, missionários, sacerdotes e bispos foram convidados por Deus. Todos receberam um impulso divino para fazer com que outras pessoas sejam valorizadas nas múltiplas ações sociais e recebam diariamente a mensagem do Evangelho anunciado, são desafiados a contribuir para que outros milhares sejam acolhidos com dignidade e respeito. Todos nós somos chamados a ser Missionários. Vocação com expressão de Misericórdia. “Eu vi a aflição do meu povo”. A Virgem Maria está perto de nós, intercedendo e ajudando-nos a enfrentar com coragem os desafios do dia a dia. Paz e Bem! R. Carlos

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29/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! ROMARIAS. “Romarias”. No século VI, os Irlandeses povo de tradição católica, passaram a fazer peregrinação a Roma, centro do Cristianismo, porque lá viveu e foi martirizado o apóstolo Pedro, a quem Jesus confiou a direção de sua Igreja. Ir a Roma significava beber, na fonte, a Tradição Cristã. Daí veio às peregrinações que até hoje se fazem, para visitar os lugares históricos do cristianismo e para ver e ouvir pessoalmente o Papa. Romaria passou a ter sentido mais amplo: de ida a lugares sagrados nos quais se dá o testemunho da fé. Quem faz tais viagens é “romeiro”, aquele que vai aos lugares onde manifestações de amor de Deus são sentidas de muitas formas. Paz e Bem! R. Carlos

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28/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! JOVENS EM AÇÃO. Muitos jovens Católicos têm o hábito de ler e estudar a Santa Bíblia, as Sagradas Escrituras, convictos que é a “Palavra de Luz”. Tem o carisma de trabalhar especialmente com os mais abandonados, sabem que nasceram para vencer, na velocidade dos sonhos, mas sabem que os sucessos e derrotas fazem parte, com o apoio familiar e religioso, aprendem a importância do espírito colaborativo. Os jovens são ensinados que é preciso ter disciplina para alcançar seus objetivos. Conhecem melhor a vida, com prazer de viver e maturidade. Estes jovens merecem todo nosso carinho. Sabem enfrentar todas as batalhas e tem Nosso Senhor Jesus Cristo e Maria Santíssima como modelos. Paz e Bem! R. Carlos

 

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27/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! JOVENS EM DESTAQUE. A Santa Igreja Católica Apostólica Romana é marcada pela grande participação de jovens, que organizam várias atividades tais como evangelização, catequese, retiros, esportes, recreação, viagens, ajudas humanitárias, levando muita alegria, fé e esperança... Todos os jovens Católicos se sentem abençoados, graças a Deus. Podemos dizer que isto também é uma vocação e expressão de misericórdia. “Eu vi a aflição de meu povo” (Êx 3, 7). Devemos rezar com os jovens pelas vocações, vocação humana, chamados à vida pela misericórdia de Deus. Vocação Cristã, revestidos no amor, para ser luz no mundo. Vocação matrimonial, aliança de amor, casa de misericórdia. Vocação sacerdotal, pastor a serviço da misericórdia.  Vocação religiosa, testemunho da ternura de Deus. Sempre com a Consagração à Virgem Maria, que é o modelo da misericórdia. Paz e Bem! R. Carlos

 

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26/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! VIDA DE SANTIDADE. Ser pai é uma grande vocação, eternamente Deus predestinou este homem para se casar com aquela mulher que será sua esposa e com ela constituir a família. Ser pai é participar do poder eterno e infinito que chama à existência uma nova criatura, uma alma imortal, uma personalidade querida por Deus. Com amor eterno Deus amou você, pai, e a seu filho, e os atrai para o abismo de infinita plenitude. Que responsabilidade...! Pensar que seu filho existirá eternamente! Que aventura: Sonhar que seu filho será uma “estrela” da eternidade feliz! O poder de gerar não esgota toda a grandeza de dignidade paterna. O pai participa da Providência que cuida dos filhos... A personalidade, a vivência e as palavras do pai devem ser sinal visível da presença de Nosso Senhor Jesus Cristo para a alma do filho. Para a criança, o pai representa algo do “infalível”. A criança crê na palavra do pai. É por esse canal de “infalibilidade” paterna que o Evangelho, verdade eterna, quer instalar-se e firmar-se na vida do filho. Paz e Bem! R. Carlos

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25/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! RECADO AOS JOVENS - A DOENÇA DA IMORTALIDADE. Querida juventude Consagrados à Virgem Maria, temos uma grande enfermidade que devemos combater: a falsa impressão de sermos imortais. “A doença de sentir-se “imortal”, “imune” ou até mesmo “indispensável”. Essa é uma doença perversa que sempre tenta principalmente aqueles que estão há muito tempo exercendo autoridade sobre os demais. Com o passar do tempo, esses que detêm o poder começaram a se sentir insubstituíveis, não conseguindo delegar absolutamente nenhum tipo de responsabilidade, pois acreditam que, sem a sua valiosíssima e imprescindível capacidade, nenhum projeto pode ser levado à frente e nenhum objetivo pode ser alcançado. Com esse pensamento absolutista na cabeça, nunca estão satisfeitos com as conquistas do próximo. Nosso Papa Francisco recomenda que se restaure a consciência sobre a limitação humana: “Uma visita ordinária aos cemitérios poderá ajudar-nos a ver os nomes de tantas pessoas, algumas das quais pensassem talvez que eram imortais, imunes e indispensáveis!” É exatamente na morte que nos igualamos em nossa enfermidade, cessando todas as aspirações aos despotismos corriqueiros. A doença da imortalidade está presente em todos os lugares. No trabalho, na família, na Igreja e na sociedade em geral. Esta doença pertence àqueles “que se transformam em senhores e se sentem superiores a todos”. E ela deriva “da patologia do poder, do complexo dos eleitos, do narcisismo que fixa apaixonadamente a sua imagem e não vê a imagem de Deus impressa na face dos outros, principalmente dos mais fracos e necessitados”. A juventude também pode ser afetada por essa doença. Na ânsia de viver todos os prazeres e emoções da vida, pensando apenas em si mesma, grande parte dos jovens se torna arrogante, a ponto de se sentir imortal. Vemos muitos jovens morrendo a todo instante em acidentes graves, pelo uso de drogas e bebidas, por doenças fatais. Mesmo assim, às vezes pensamos que a nossa vitalidade é eterna e, se não cuidarmos, nós jovens, podemos olhar com desprezo para os mais velhos ou para os que não pertencem à nossa geração. Devemos combater essa doença que ronda a nossa juventude. O caminho a ser tomado por todos que padecem dessa doença: “O antídoto para esta epidemia é a graça de nos sentirmos pecadores e de dizer com todo o coração: “Somos servos inúteis. Fazemos o que deveríamos fazer” (Lc 17, 10). Pensando na morte e tomando consciência de nossa passagem rápida pela Terra, conseguiremos levar a vida com mais seriedade, a nossa e a dos outros! Pois, somente assim estrangularemos o demônio obcecado pelo poder ilimitado que vive em nosso íntimo e manteremos o anjo mau da arrogância que habita o nosso ser, dando, assim, espaço a uma civilização de paz, de respeito e de amor! Vivamos intensamente o maior presente que Deus nos deu: a vida!  Paz e Bem! R. Carlos

 

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24/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! JUVENTUDE EM MISSÃO. Muitos assuntos são tratados em nosso Brasil, um país com tantas desigualdades sociais e graves problemas econômicos, o que leva a diferenciar verdadeiros e engajados jovens cristãos em uma sociedade com tanta violência e injustiça? Para entender um “Jovem de fé engajado em sua comunidade”, é preciso verificar várias características: motivação, foco, vida equilibrada e resistência – O jovem deve ter essas características, modelo também de um “Atleta espiritual”, o que nos remete ao ser cristão. 1º Motivação – Palavra que vem do latim “movere”, mover. Dentre as definições podemos destacar a ideia de que a motivação é uma construção interna, que leva o indivíduo à ação, como valores, sonhos, desejos e necessidades. Para um jovem cristão, a motivação é uma palavra-chave, a clareza dos valores fundamentais da vida é o forte motivo que direciona para ações e estimula a seguir na construção do Reino de Deus. 2º Foco – Concentração na tarefa à qual alguém se propõe. Lembro-me de uma frase da espiritualidade de Santa Tereza D`Ávila que alerta sobre a necessidade de se ter na vida uma “determinada determinação”, realçando que a entrega de 100% de si à causa escolhida, assumindo todas as consequências, é o que se espera de alguém que deseja realmente seguir caminhos, buscando o sucesso. Para a Santa, é o que se espera de um jovem cristão coerente, que busca seguir os caminhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com foco, segue corajosamente, a cada dia, uma rotina de treinos mentais, espirituais e físicos que o levarão a vitórias, apesar das distrações e dos negativismos próprios do ser humano. 3º Vida equilibrada – equilibrado saudável é o comportamento da pessoa que busca moderação e qualidade relativa à: alimentação, ao sono, à atividade laboral, aos exercícios físicos e à maturidade psicoemocional e espiritual. Somos aquilo que pensamos, comemos, sentimos, falamos e rezamos. Corpo e mente são indissociáveis, e o equilíbrio de ambos influencia diretamente no desempenho de nossas ações e metas. Assim acontece com o cristão, engajado nos caminhos de Deus. 4º Resiliência – É um conceito que vem da física; é a capacidade de a pessoa manter-se equilibrada, apesar de enfrentar estresse, pressão e problemas. Refere-se também a pessoas capazes de encontrar rapidamente formas de enfrentamento dos impactos emocionais, buscando manter a serenidade. A pressão social da vida moderna cria situações de forte oposição a uma vida mais estável. Considerando que em nossa sociedade o egoísmo e o hedonismo, por exemplo, são, por vezes, considerados naturais ou espertezas, ser cristão coerente com valores de igualdade, fraternidade e doação ao próximo é um “lutar contra a corrente”, esforço que exige resiliência da pessoa para manter-se neste caminho. Na vida cotidiana, a vida religiosa está aí, como um meio eficaz de auxiliar na busca de saúde, de desenvolvimento físico e psicológico, de sociabilização e de prazer. Sem dúvida, o prazer é garantido pelo processo de crescimento e superação. Vale esclarecer que o prazer é para o ser humano uma necessidade psicológica para que se experimente positivamente o valor da vida. Sentir-se alegre como sucesso do que se propôs ultrapassar e estar no controle de sua própria vida, com liberdade, saúde, sobretudo, focada nos valores nos quais se acredita. Desta forma, para ser um jovem cristão engajado, com efetivo prazer, nesta missão, devemos buscar os verdadeiros motivos: o foco na Palavra de Deus: o equilíbrio na vida e a capacidade ampliada de resiliência. O cristão realiza aquele ideal humano, objetivo de uma visão realista da existência, ao alcance daqueles que optaram por ultrapassar os próprios limites. Paz e Bem! R. Carlos

 

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23/09/2016
MINI SERMÃO

 

Queridos irmãos e irmãs! MUNDO JOVEM - O VERBO É OCUPAR. Muitos jovens saíram às ruas ocupando praças e centros com manifestações. A Juventude não parou mais de mobilizar. Agora os jovens chamam a atenção da sociedade para diversos temas como educação, transportes, saúde, meio ambiente... Mesmo que a escolarização avance, a democratização da qualidade nunca chegou a todos. A Constituição de 1988 afirma que “a educação é direito de todos e dever do Estado”. O que os jovens entendem é que esse direito precisa ser conquistado pela sociedade. A preocupação com a remuneração e qualidade dos profissionais. As escolas brasileiras estão altamente defasadas. De acordo com o Censo, metade da população brasileira não concluiu o Ensino Fundamental e, no Ensino Médio, temos taxa alarmante de 50% dos adolescentes que não iniciaram ou não concluíram o Ensino Médio, seja por evasão ou repetência. Parece difícil acreditar, mas pelo menos um quinto dos adolescentes está longe de exercer um direito fundamental: a educação formal de qualidade. É neste contexto de desesperança que devemos analisar outros problemas, como a proliferação das drogas, a prostituição infantil, a gravidez na adolescência e, ainda, a redução da idade penal. Crianças e adolescentes precisam de escola e não de Leis penais mais severas. A democratização de debate e dos espaços públicos, através das ocupações, da participação e do protagonismo dos jovens é motivo de esperança para todos que sonham com o bem comum acima dos interesses privados. Paz e Bem! R. Carlos

 

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22/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! VOCAÇÃO, EXPRESSÃO DE MISERICÓRDIA. Rezamos pelos sacerdotes e religiosos, pelas famílias e pelos leigos.  As pastorais Vocacionais pertencentes à Santa Igreja Católica Apostólica Romana realizam encontros vocacionais abordando o chamado Divino sob a ótica da caridade e compaixão de Deus através do tema: “Vocação é expressão de Misericórdia”. Com o lema “Eu vi a miséria de meu povo” (Êx 3, 7) onde é registrado o comprometimento e a sensibilidade do Pai Misericordioso em favor de seus filhos. O Senhor da Messe continua a chamar e enviar homens e mulheres de boa vontade para os diversos serviços, e todo aquele que responde com fidelidade ao chamado de Deus torna-se instrumento de misericórdia para os outros. “Peço que vocês se comportem de modo digno da vocação que receberam. Sejam humildes, amáveis, pacientes e suportem uns aos outros no amor” (Ef 4, 1-2). Neste tempo em que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana é chamada a aprofundar e vivenciar o tema da misericórdia de Deus faz um convite especial a todos os jovens: refletir sobre a vocação como expressão de amor, colocando-se à escuta do chamado de Deus e acolhendo o convite de Nosso Senhor Jesus Cristo “Sede Misericordiosos como o Pai”. Paz e Bem! R. Carlos

 

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21/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA – VOCAÇÕES. Nosso Senhor Jesus Cristo é o exemplo vivo da Misericórdia Divina. Ao deparar-se com alguém que sofre jamais passou adiante; ao contrário, Nosso Senhor Jesus Cristo sentia como próprio o sofrimento alheio. Também nunca deixou de oferecer ajuda, alívio aos sofredores. A missão de Nosso Senhor Jesus Cristo – assim como hoje é a Missão da Santa Igreja Católica Apostólica Romana – funda suas raízes na ternura e compaixão de Deus Pai Javé pela humanidade. Todas as vocações à vida consagrada são fruto da Misericórdia Divina. São fruto do olhar misericordioso de Nosso Senhor Jesus Cristo; são dom de Deus para com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Aliás, como enfatiza o nosso Papa Francisco: toda vocação nasce, cresce e é sustentada pela Santa Igreja. De modo particular, a experiência de São Paulo destaca, sobremaneira, a importância da Santa Igreja para o nascimento e a perseverança vocacional. É na comunidade que nos tornamos discípulos e discípulas de Nosso Senhor Jesus Cristo. São Paulo, após a sua conversão, é acolhido e protegido pela comunidade cristã de Damasco (At 9, 1-25). É a Santa Igreja que anima e protege as vocações. É na Santa Igreja e nas pessoas que lhe dão exemplo – Pais e Mães, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros Extraordinários da Comunhão, Diáconos, Padres, entre outros – é que se pode fazer a descoberta do Mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo e da alegria da vocação cristã. É sempre no âmbito de uma comunidade de fé que as pessoas são introduzidas na celebração litúrgica, na oração, na prática da fraternidade; enfim, são introduzidas no Mistério da Santa Igreja. É sempre numa comunidade missionária e misericordiosa que as vocações nascem, crescem e se fortalecem. É sempre no seio de uma comunidade de fé que se aprende a amar como Nosso Senhor Jesus Cristo amou, viver como Nosso Senhor Jesus Cristo viveu. Por isso mesmo, todo vocacionado é estimulado a olhar o mundo com os olhos de Nosso Senhor Jesus Cristo: olhos de misericórdia! E assim, também enxergará uma imensa realidade necessitada de ser iluminada e transformada pelo Evangelho. Uma realidade carente de missão. A vocação consagrada é um acontecimento de oração. Os discípulos são, por assim dizer, gerados na oração: “Naqueles dias, Jesus foi à montanha para orar. Passou a noite toda em oração a Deus. Ao amanhecer, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu o nome de apóstolos” (Lc 6, 12-13). E Nosso Senhor Jesus Cristo pediu que rezássemos pelas vocações: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita” (Lc 10, 2). O primeiro serviço de animação vocacional é pedir ao Senhor Deus que envie operários à sua messe. Somos chamados a evangelizar. Seja você também luz na vida de mais pessoas. A cada dia, a todo instante somos chamados por Deus. Ele nos chama a ser família cristã, a testemunhar a nossa fé viva e verdadeira, a viver o Evangelho. Atender ao chamado de Deus Pai na missão de proclamar e anunciar a Boa Nova! Somos chamados a Evangelizar. Paz e Bem! R. Carlos

 

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20/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! CRISTÃO EM AÇÃO: Um dia começamos a sonhar juntos. Projetamos, investimos esforços e fomos fieis. Lutamos e enfrentamos os desafios próprios de uma família evangelizadora. Após esta longa e significativa caminhada. Chegamos a muitas realizações. O grande sinal de nosso trabalho. Beleza, qualidade de trabalho e evangelização estão contidas numa só obra. Devemos fazer boas obras e, mais que realizá-las, fazê-las bem. O nosso coração deve estar batendo ainda mais forte em saber que cada mês que passa, estamos mais próximos de contemplar e celebrar esta realização de união de esforços. Convidamos você também a preparar-se bem, através da oração e acompanhamento de nossos trabalhos de evangelização. Há muito que fazer! Não devemos deixar de lado a sublime missão de cuidar das famílias. É através de obras sociais que devemos fazer isso. Agradecemos a você, por sua fidelidade, seu carinho e empenho. Você é muito especial para nós, e isso deve ser motivo de alegria para todos nós. E porque somos especiais, podemos caminhar juntos com a intercessão da Virgem Maria. Paz e Bem! R. Carlos

 

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19/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! PRECISAMOS APRENDER A ESCUTAR O SENHOR DEUS. A Santa Igreja Católica Apostólica Romana espalha pelos quatro cantos do mundo, cumprindo o mandato de Nosso Senhor Jesus Cristo de anunciar a todos os povos a Salvação que vem de Deus, convida-nos a celebrar a Festa da Transfiguração do Senhor Jesus. Os fundamentos bíblicos para tal festa encontram-se nos Evangelhos de Mateus 17, 1-8, Marcos 9, 2-8 e Lucas 9, 28-36. Esses três textos narram o convite que Nosso Senhor Jesus fez a três dos seus discípulos, para que com Ele façam a experiência de deixar a multidão para subir a montanha, lugar de silêncio e de manifestação de Deus, segundo as Sagradas Escrituras. Estando no Monte Tabor, o Senhor se transfigura, revelando e antecipando aos seus discípulos o que seria a experiência da ressurreição. No momento em que se encontravam no alto da montanha, ao lado de Nosso Senhor Jesus Cristo estavam Elias e Moisés, que representavam os profetas e a Lei que Deus ofereceu ao povo que Ele mesmo escolheu para celebrar uma aliança. A cena do monte recorda à comunidade cristã em que Deus, em seu Filho amado, cumpriu tudo aquilo que estava escrito na Lei e foi preanunciado pelos profetas acerca do seu Reino. Por isso, a comunidade representada pelos discípulos deve escutar a Nosso Senhor Jesus Cristo e com Ele trabalhar pela realização do Reino de Deus. Os discípulos, estando no alto da montanha, distantes da vida agitada que levavam ao lado de Nosso Senhor Jesus Cristo, que era sempre esperado por muitos, quando andava de cidade em cidade, a proclamar o ano da graça do Senhor, ao se depararem com o silêncio da montanha, pedem a Nosso Senhor Jesus Cristo para construir ali três tendas. O pedido dos discípulos é o retrato concreto de uma comunidade que ainda deveria percorrer uma longa estrada para compreender a missão que o Senhor cofiava a ela. Estar na montanha é bom, mas, é preciso ir ao encontro daqueles que ainda não subiram a montanha, para que estes também façam a experiência de encontrar-se com Nosso Senhor Jesus Cristo glorioso, que deseja estar com a sua comunidade e não em um lugar à parte. Na história da Liturgia, temos notícias de que a Igreja Católica do Oriente já celebrava esta festa no século V. No Ocidente, encontramos testemunhos de que no século IX esta festa começou a ser celebrada em Nápoles, Itália, na Alemanha e na Espanha. O Papa Calisto II, em 1457, a fixou para a Igreja Católica. A data de 6 de agosto foi fixada segundo a tradição de que este evento sobre o Monte Tabor se deu quarenta dias antes da crucifixão do Senhor Jesus que tanto no Ocidente como no Oriente é celebrado no dia 14 de setembro, na festa da Exaltação da Santa Cruz. Paz e Bem! R. Carlos

 

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18/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! MORAL – O CLIMA ESPIRITUAL NA FAMÍLIA. Pensamos a espiritualidade geralmente num sentido bom, de ideal religioso. Mas, a nossa condição espiritual nos dá liberdade para fazer escolhas em qualquer direção. Por isso existem também espiritualidades ruins; gente que parece preferir o lado agressivo ou negativo em tudo o que faz. O clima do ambiente das relações nasce exatamente do conjunto das pessoas que se relacionam. Assim, o clima espiritual pode variar muito de qualidade. Nas famílias não é diferente. A pergunta é: o que favorece um bom clima espiritual na família? Bom, uma receita não é possível, mas algumas dicas podem ajudar muito. Antes de tudo, lembrar sempre que nós humanos aprendemos a vida toda como agir e escolher. Como diz o ditado: “vivendo e aprendendo”. Assim, a primeira dica é assumir na família que aprendemos uns dos outros. Humildade é fundamental. E então vem o desafio indispensável de aprender a amar. Começa com as fases de encontro com as diferenças de gênio, variações das paixões, problemas de saúde. Vamos descobrindo que amar é fazer escolhas difíceis e não apenas seguir os sentimentos. Então, a gente também escolhe o que quer aprender na vida. Esse amor está sempre em construção. O quanto zelamos por ele é o termômetro do clima espiritual na família. Quer dizer que o bom clima espiritual não significa estar tudo bem e tranquilo. Significa que há vontade e esforço para aprender e contribuir no dia a dia, vivendo as alegrias e enfrentando os problemas de modo construtivo. Dificuldades sempre vão existir. A vida é uma caixinha de surpresa e cada um tem seu jeito de reagir diante delas. Na medida em que as pessoas assumem viver juntas as alegrias e as dificuldades, começa o bom clima espiritual. Os filhos trazem um lado especial para a família. Para transmitir a capacidade de amar, é preciso amar muito, e então os filhos passam a representar, além das alegrias, também muitos desafios para serem amados e também aprenderem a amar. Dizem que seríamos incapazes de amar se não tivéssemos sido amados, isso tudo mostra como o bom clima espiritual está no empenho criativo para viver de modo construtivo. Nos apuros é preciso ouvir também bons conselhos para se ganhar força. Na sociedade plural de tantos interesses próprios, a comunidade cristã alimenta o espírito de gratuidade que recebemos de Deus e queremos comunicar. O Papa Francisco dedica um capítulo inteiro sobre a espiritualidade familiar (disponível na internet). A oração de São Francisco diz que há mais alegria em dar que em receber. E São Paulo foi mais radical dizendo que só o Amor persiste, o resto desaparece. Paz e Bem! R. Carlos

 

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17/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! QUESTÕES DE FÉ. Como identificar e ser fiel à minha vocação? Definir e ser fiel à vocação pessoal é visar a felicidade. No mês de agosto, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, dedica ao mês vocacional, onde faz reflexões neste sentido e chama a consciência social a pôr-se a serviço dos outros nos projetos comunitários, na vida pública etc. Jovens e adultos são orientados no processo que define o rumo pessoal a tomar na vida! Formar a consciência sobre vocações nos faz cientes dos dons recebidos de Deus. Leva à busca da verdade, justiça, amor sincero e respeito aos valores humanos e cristãos. E aposta a vida com profunda doação de si. Assim, convites e expectativas vão se abrindo no horizonte da nossa curta passagem por este mundo. O turbilhão de propostas anexas à cultura do descartável pressiona o vocacionado, mas ele acolhe no íntimo o impulso para centralizar-se e redescobrir nos outros. Cada um está “em saída de si mesmo”, conforme se expressa o Papa Francisco. Cultivar a consciência vocacional significa discernir entre a realidade, ilusões e falsas motivações. Testes vocacionais, estágios, encontros de jovens, retiros etc. favorecem o autoconhecimento e a opção fundamental na vida. O senso crítico e o discernimento nos libertam das amarras culturais: afã de consumo, mídia, modismo. Há o diálogo humilde com Deus na escuta da Palavra, na oração e na participação de comunidade. Esta, aliás, é o terreno fértil da animação vocacional, também para padres e religiosos continuarem fiéis. Mas, na definição e na perseverança vocacional, não há espaço para improvisação, mero entusiasmo, atração por status social, motivações arrivistas e oportunistas nem decisão meramente subjetiva e individual. Enfim, no conceito bíblico-cristão, vocação é a estrutura inicial do “ser-em-cristo a nova criatura” (2Cor 5, 17). O caminho da vocação exige olhar profético sobre a realidade ao redor: sofrimento, exclusão e negação da vida humana e sua dignidade. O chamado de Deus é certeza vivida na fé, acalentada nas dores e alegrias do cotidiano, mesmo que não se manifeste logo na psicologia do candidato preocupado em classificar sua vocação ou lhe ser fiel. Grande perigo hoje na opção vocacional e na fidelidade em seguir Nosso Senhor Jesus Cristo é a cultura do carreirismo. Se isso pesar na decisão de ser padre, religioso ou casar-se, a vivência pós-vocacional levará a frustrações de ordem pessoal, comunitária ou eclesial. Cabe a cada um de nós abraçar com garra os apelos que brotam no íntimo, conforme os dons dados por Deus, bem como os “sinais do tempo”: o clamor por justiça, caridade e respeito que sobe dos humildes e dos corações retos. A perspectiva jubilosa e a angústia profética são inseparáveis da vocação, em especial na sacerdotal e consagrada. Paz e Bem! R. Carlos

 

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16/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! ASSUNÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA. Nos passos de Maria Santíssima. No mês de agosto a Santa Igreja Católica Apostólica Romana celebra a festa da Assunção de Maria Santíssima. O dogma de fé afirma que, ao terminar sua vida na terra, Maria Santíssima foi totalmente assumida por Deus, de corpo e alma. Ora, o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, como o de Maria Santíssima glorificada, não é como o de Lázaro (Jo 11, 43-44) ou como o do filho da viúva de Naim (Lc 7, 13-15). Essas pessoas voltaram a morrer, e seus corpos se degradaram. O corpo de Maria Santíssima, ao contrário, foi transformado e assumido por Deus. Maria Santíssima já experimenta o que está prometido para cada um de nós: Seremos semelhantes a Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado (1Jo 3, 2); levando conosco o amor e seus frutos, cultivados nesta existência. Cremos que Maria Santíssima está junto de Nosso Senhor Jesus Cristo, glorificada por inteiro. Deus Pai assumiu e transformou toda a sua história, o sim renovado, suas ações e seu corpo. E como Ela está na glória de Deus Pai e dos Santos, continua perto de nós, auxiliando-nos como mãe amorosa e companheira na fé. O dogma da Assunção de Maria Santíssima estimula a nossa fé, especialmente quando o mal parece destruir nossas conquistas. Deus Pai assumiu e transformou tudo de bom que Maria Santíssima construiu aqui na terra, inclusive o seu corpo. Olhando para Maria Santíssima glorificada, que seguiu os passos de seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo. Animamo-nos a lutar pelo bem, pela verdade e pela justiça. Mesmo que a incompreensão e o fracasso aparentemente sejam mais fortes, cremos na força de Deus Pai, no poder de Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado. Ele inaugura para nós o “Novo Céu e a Nova Terra”, onde Maria Santíssima já está com os Santos. Lá, Nosso Senhor Jesus Cristo ficará definitivamente junto de nós (Fl 1, 23). Não haverá nem morte, nem sofrimento. O Senhor fará novas todas as coisas e nos concederá a fonte de água da vida (Ap 21, 1-7). A Assunção de Maria Santíssima foi o término feliz de seu peregrinar neste mundo. Cada vez que Ela dava novos passos para seguir a Nosso Senhor Jesus Cristo, para buscar a vontade de Deus, o Senhor ia assumindo e transformando sua pessoa. Até que chegou o momento final. Acontece algo parecido com cada cristão. Na vida de fé, cada novo passo corresponde a um dom da parte de Deus Pai. Ele nos acolhe, toma-nos pela mão, assume-nos e nos transforma. A Assunção de Maria Santíssima é um sinal de Deus Pai para a Comunidade-Igreja, que caminha na história, em meio a conflitos e imperfeições. Conforme o Concílio Vaticano II, Maria Santíssima assunta ao Céu é a imagem e o começo da Igreja, a ser consumada no futuro. Ela brilha aqui na terra como sinal de esperança segura e de conforto para o povo de Deus Pai peregrinos, até que chegue o dia do Senhor. Paz e Bem! R. Carlos

 

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14/09/2016 
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! UMA OBRA QUE ATRAVESSA OS TEMPOS: Devemos meditar na questão social/religiosa, pois há muito trabalho a ser realizado com os mais pobres e abandonados, pessoas que nunca ouviram falar de Deus Pai. Devemos ser movidos pela compaixão e, num longo processo de oração, discernimento, escuta de nosso orientador espiritual, podemos ir ao encontro desse povo simples, sob a ação do Espírito Santo e da simplicidade. Devemos estar alicerçados, é Nosso Senhor Jesus Cristo o Redentor, que veio a este mundo para redimir a humanidade sofredora. É a partir dessa base sólida que devemos ser Missionários que continuemos “o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo Salvador, pregando aos pobres a Palavra de Deus Pai, como disse Ele mesmo. Enviou-me para Evangelizar os pobres”. (Lc 4, 18). Paz e Bem! R. Carlos

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13/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! A VOCAÇÃO DE EVANGELIZAR: Todo batizado tem a vocação, a missão de anunciar o Evangelho. Como cristão, somos vocacionados de Nosso Senhor Jesus Cristo e por isso Ele nos orienta a anunciá-Lo em todo o tempo e em todo lugar. “E disse-lhes Nosso Senhor Jesus Cristo: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15). Devemos ser atuantes na missão e vocação de anunciar a Palavra de Deus e o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aprendamos com Nossa Mãe Maria Santíssima em (Jo 2, 5): “A mãe d’Ele disse aos serventes: Fazei tudo quanto Ele vos disser”. A Santa Igreja Católica Apostólica Romana dedica o mês de agosto às vocações. Somos todos chamados a ser missionários. Os Missionários continuam a exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo Salvador, pregando a Palavra de Deus em todo o mundo. Nosso desafio é grande, mas contamos com esta família de fé, que ama a Deus Pai Javé, venera a Virgem Maria e evangeliza conosco. Pedimos que a bênção de Deus Pai Todo Poderoso e a proteção de Nossa Senhora Aparecida estejam sobre todos nós e em nossas famílias. Paz e Bem! R. Carlos

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12/09/2016
MINI SERMÃO 
Queridos irmãos e irmãs! PRESENÇA DE AMOR: Ao longo da vida, seu pai espera por você a primeira vez. E aguarda a primeira palavra... E torce para ser “papai”. E espera todos os dias pelo seu abraço. Todos os pais que, preocupados com seus filhos, cuidam para que em sua casa tenha materiais infantis de formação cristã. Ensina a criança fazer as orações da manhã, das refeições... Ensina a fazer as refeições na mesa com toda família, fazer as tarefas da escola, a participar de grupo de jovens, ir à Santa Missa, praticar esportes, escolher boas amizades, a dar bons conselhos, nunca bater, mas com palavras amáveis e um bom castigo se precisar. Paz e Bem! R. Carlos

 

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11/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Devemos ser modelo exemplar de cristão, sendo homens e mulheres de oração, generosos, sempre dando o nosso tempo aos mais necessitados. Devemos testemunhar caracterizada por uma grande esperança no começo e depois pela aceitação da vontade de Deus, doando a todos ao que nos procura. A vida vivida na fé é sempre fecunda e luminosa, sobretudo no sofrimento que Deus transforma em bênçãos. Devemos aliviar os sofrimentos das pessoas e entregá-los àquele alivio maior, que é Deus. Devemos nos unir para realizar a missão da evangelização, doando nosso tempo junto com os outros jovens para realizar esta linda missão, na qual partilhamos a alegria de seguir Nosso Senhor Jesus Cristo, neste ano especial de misericórdia. Paz e Bem! R. Carlos

 

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10/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Está sendo para nós um sinal forte de bênção de Deus, pois temos a percepção clara da presença de Deus que nos dá paz e serenidade. Um fruto da ação misericordiosa do Senhor foi à experiência de reconciliação que vários vivenciam. Nós também nos unimos a este obrigado pela fidelidade de Deus que nos dá força para continuar a missão no meio deste povo, que nos deixou entrar na sua história e nos seus sonhos. Paz e Bem! R. Carlos

 

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09/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Somos marcados por tantas lutas, por conquistas incríveis e por derrotas sofridas. Tudo faz parte! O que fica é o tanto de amor que foi semeado e que cresceu, dando muita vida. Desejamos crescer na fé. A vida dos nossos jovens, imperfeitos eles também, mas tão queridos, das nossas famílias com seus desafios e desejos, das nossas crianças, todos imperfeitos, mas amados! Somos frágeis, mas precisos instrumentos para dar a coragem de sonhar a muitas destas crianças, jovens, homens, mulheres, anciãos, cuja história sofrida foi escrita pouco a pouco nas periferias, espaço abandonado e esquecido, terra de muitos desafios, violências e lutas... História dos filhos, cuja amiga e companheira se tornou a rua com todos os seus enganos e perigos, devemos ajudá-los, e plantar a semente da esperança que fez despertar o desejo de sonhar, porque sonhar não custa nada. Deus nunca se esquece dos seus filhos. Paz e Bem! R. Carlos

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08/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Deus atende as nossas orações e nos envia o necessário para nossa sobrevivência. É por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo, que somos visitados, que livra-nos da corrente do ódio, do ressentimento, da suspeita, e proclama que os últimos serão os primeiros diante de Deus Pai, como o bom ladrão que foi o primeiro a entrar no Paraíso juntamente com Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta fé que faz o milagre acontecer. Somos todos irmãos e devemos nos tratar como verdadeiros irmãos. Não deixem que ninguém roube essa verdade, não deixem que seja imposta a lei do terror, que sejam denunciados os terroristas que causam desordem, fraudes, intimidações. Os problemas, as causas que desencadeiam o conflito, as injustiças, não podem permanecer, mas com a ajuda da comunidade, será reconstruída uma verdadeira Nação, Estado, Município, comunidade, porque encontramos verdadeiros irmãos que fazem tornar presente o olhar de Nosso Senhor Jesus Cristo, misericordioso e que abençoa que nos faz entender o Seu amor por nós e nos torna irmãos! Paz e Bem! R. Carlos

 

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07/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Estamos em uma longa espera por algo que permita reatar o diálogo para encontrar uma saída pacífica para os conflitos em cada pessoa; tanto interno como externamente. Pode-se imaginar o ressentimento, o ódio, os julgamentos sumários que tal violência desencadeia no coração das vítimas e de suas famílias; não há uma só pessoa que não possa ter sido fortemente atingida por esta guerra. A Santa Igreja Católica Apostólica Romana chama, acolhe, evangeliza, mas necessita de colaboradores, de missionários para ajudar nesta grande obra de acolhimento e evangelização. A população está à mercê do crime comum ou da violência de grupo. A população chora, grita, treme; aterrorizados, querem deixar-se levar e celebrar frente ao Deus vivo Javé a alegria pela própria vida simples, mas em paz, consigo mesmo, com sua família e com a sociedade. Paz e Bem! R. Carlos

 

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06/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Os jovens gritam pedindo socorro, pois a rua, com suas leis e seus enganos, é vivida como companheira e mestra. Esta é a história de nossa juventude quando não é envolvida em piores histórias de tráfico e dependência. Que fazer para que o futuro de nossos jovens possa ser diferente? Talvez permitir que eles descubram os desejos melhores que guardam no próprio íntimo e aprendam a acreditar e se esforçar para realizá-los. O esporte é uma grande ferramenta para descobrir as próprias potencialidades; através do esporte desenvolvem os valores necessários para uma sociedade sadia. O espaço de formação e resgate é, na maioria, jovens que crescem nesta realidade social e que desejam que ela possa desenvolver positivamente para se tornar lugar de humanização e vida. O importante no esporte não é tanto formar campeões, mas cidadãos e amigos. O jovem que só pensa em si mesmo aprende que o time é uma família e que todos têm que contribuir para que juntos se possam dar o melhor. Devemos ser para os jovens um espaço de acolhimento e promoção humana. Paz e Bem! R. Carlos

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05/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Devemos nos perguntar o que estamos fazendo para favorecer o desenvolvimento de pessoas verdadeiramente humanas? Dar de comer não basta, mesmo que seja fundamental. Garantir uma casa, um trabalho, ajuda bastante; mas, quantos homens com casa e trabalho manifestam uma péssima qualidade de humanidade. Então? É urgente encontrar caminhos de verdadeira humanização para que as nossas crianças, os nossos adolescentes, os nossos jovens possam crescer e se tornarem pessoas capazes de construir uma sociedade mais sadia. Paz e Bem! R. Carlos 

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03/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Em nossa casa deve haver uma harmonia bonita, que pensamos “foi por carinho de Deus”. Devemos crescer na amizade, na confiança e no respeito pelo tempo e individualidade de cada um. São tantas as experiências de dor e de amor que vimos e tocamos! Por muitas vezes não podemos dar nada, apenas nosso desejo de estarmos juntos. Isso nos dá uma nova consciência: “consciência de que fomos chamados pessoalmente por Deus, para seguir Nosso Senhor Jesus Cristo, pobre, casto e obediente e ajudá-Lo na SUA missão de nossa conversão e da conversão de nossa família, amigos, vizinhos. Paz e Bem! R. Carlos

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02/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Temos nosso desafio de comunicar a verdade com caridade e fazer chegar ao coração desses jovens bonitos e honestos, mas com tantas feridas na área afetiva e sexual, o mais importante, é a partilha destes jovens, que muito lentamente vão nos contando suas experiências, suas feridas, seus desafios nesse âmbito afetivo-sexual, nos é concedido entrar nessa “terra sagrada”, que é a vida do outro, com suas características marcantes de poligamia, aborto, doenças... Nosso Deus é maravilhoso e falar de sua obra prima, que é o homem e a mulher, com suas diferenças culturais e sociais que possam existir, percebemos a graça dos trabalhos realizados “juntos”. O quanto isso nos faz mais irmãos e mais família que se comprometem com a missão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Trabalhar para Deus é tocar a providência impensável de Deus que é Pai, que ama, nos comove muitas vezes com o carinho de Deus, uma experiência linda com os mais pobres; faz de nos voluntários com as obras de caridades. Paz e Bem! R. Carlos

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01/09/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Eu e minha casa serviremos ao Senhor Deus. Partilhemos nossa experiência vivida. “Desde sempre sentimos o chamado e o amor para com a missão, para com os irmãos mais pobres. Desejamos que nossos filhos também possam tocar essa experiência conosco e ver o quanto Deus é bom para nossa família, com quanto amor Ele cuida de nós”. Com o coração cheio de amor e desejosos de testemunhar esse amor a cada um que encontrarmos. Desejamos anunciar o Evangelho, da comunhão, da família. Teremos a linda surpresa de estarmos gerando mais uma vida. Essa experiência gera uma bela harmonia na nossa casa e ajuda-nos a superar os desafios da adaptação. Vivemos um momento de oração entregando nossa vida nas mãos d’Aquele que nos concebeu, Deus Pai Todo Poderoso. Com certeza todos os missionários serão presença constante na família, participamos intensamente de todo movimento religioso que nos educa, nos ensina e nos fortalece. Paz e Bem! R. Carlos

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31/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Deus anunciou a paz como projeto de salvação para a humanidade e para a criação. Como podemos assumir tal compromisso? Somente a partir de um relacionamento renovado com Deus. Podemos ser ainda hoje construtores da paz, promotores da justiça, diálogo, fraternidade e solidariedade em todos os ambientes em que vivemos, na família, no trabalho, nas nossas comunidades e no cuidado com a criação. Mas, como ser construtores de paz e de justiça? Vivendo à luz da Palavra de Deus nas pequenas e grandes escolhas de cada dia. Na nossa família, vivendo a atenção contínua às necessidades de cada um, considerando-as mais importantes do que as nossas próprias exigências, tentando dar prioridade ao cônjuge e aos filhos, promovendo dessa forma uma espiral de amor recíproco e gerador. Com as pessoas que encontramos no nosso trabalho, assumindo as responsabilidades de nosso papel, tentando promover relacionamentos de fraternidade mesmo quando é mais fácil, superando os conflitos da diversidade. Para quem deseja partilhar uma caminhada na fé, na paróquia e/ou na comunidade em que participamos, abandonando a tentação de querer caminhar sozinho e esforçar-se para cruzar o caminho do outro, para desacelerar o passo a fim de ajudar quem está mais fatigado, com a certeza de que a nossa justiça e a nossa paz podem ser alimentadas, sobretudo pela fraternidade doada na gratuidade. Enfim, com cada irmão e irmã, purificando a mente e o coração dos preconceitos e dos prejuízos para olhar para cada um como pessoa e filho de Deus. Como diz o Salmista: “Escutarei o que diz o Senhor Deus... a felicidade lhe seguirá os passos”. Paz e Bem! R. Carlos

 

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30/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! O Senhor nos dará seus benefícios e nossa terra produzirá seus frutos. Deus renova sua aliança continuamente, sua relação não nega frente ao pecado do homem que se abre à Graça de Deus; somente assim pode operar uma nova criação e a transformação dos que creem e doar-lhes Seu projeto original de bem e harmonia. Nesse projeto, Deus Criador confiou à humanidade o cuidado para com Sua criação; a ruptura da relação Deus/humanidade engendra a consequente ruptura com a criação, com a natureza. Por isso, a transformação não pode limitar-se à relação entre Deus e a humanidade, mas, origina e amplifica seus efeitos, envolvendo toda a natureza; a terra volta a ser fecunda, a vida refloresce, renasce, dessa forma, Deus continuará a caminhar na história da humanidade. A graça de Deus, portanto, pode levar-nos a renovar não somente a nossa relação de criaturas em relação ao nosso criador e à humanidade inteira, mas também a nossa relação com a criação, levando à reconstrução do plano originário e divino do bem e harmonia. Paz e Bem! R. Carlos

 

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29/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! A verdade lembra estabilidade, a fidelidade de Deus: mostra um amor incontrolável, sempre fiel. Amor/misericórdia e verdade/fidelidade de Deus encontram-se: Deus doa sua misericórdia e seu amor na fidelidade, mesmo quando o povo não responde. A Justiça na Bíblia é um termo muito amplo, porque mostra as relações traçadas entre Deus e os homens. A justiça está ligada à salvação: Deus é justo quando escuta o grito dos pobres, quando cuida da miséria humana, quando se coloca do lado dos fracos, dos pobres, dos esquecidos: “O Senhor age com justiça e com direito para com os oprimidos” (Salmo 103, 6). As duas qualidades divinas, justiça e paz, estão juntas porque a paz é fruto da justiça e vice-versa; esses dois dons de Deus requerem a resposta humana à misericórdia, uma resposta concreta. Partindo de um relacionamento renovado entre Deus e a humanidade, renasce a paz e a justiça também entre os homens. Paz e Bem! R. Carlos

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28/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! A paz é possível porque Deus, que é fonte de paz, oferece este dom, fala, anuncia, quer comunicar a paz: de fato, não quer somente romper o diálogo e a relação d’Ele com os homens, mas, quer renová-los. Por isso a paz não pode ser considerada um esforço humano, mas é essencialmente um dom que Deus derrama sobre todo o povo, sobre os fiéis e sobre os que, até hoje, fazem experiência de Sua Misericórdia e de Seu amor. A partir desse relacionamento renovado, da reconciliação profunda entre Deus e seu povo, brota a Glória de Deus, cuja presença salva e opera e volta a “habitar sobre a terra”. Amor e verdade se encontrarão, justiça e paz se abraçarão. Uma característica deste salmo é a ligação entre as quatro virtudes: amor, verdade, justiça e paz. São quatro tributos, qualidades de Deus, mas, também são dons comunicados aos homens que personificam a realidade da salvação, que falam sobre o jeito que Deus tem de relacionar-se. O amor, termo que indica também a bondade e a misericórdia, expressa a atitude do Rei que se rebaixa frente ao súdito, como dom: “A Misericórdia de Deus é a sua potência que mantém, protege e favorece a vida. Paz e Bem! R. Carlos

 

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27/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! O Salmo 85 (84) é um canto de confiança e de esperança: começa (85, 2-4) com um agradecimento e lembra-nos aquilo que Deus operou no passado, quando o povo de Israel fez a experiência de Sua bondade e de Seu perdão; em seguida, a oração transforma-se em súplica (85, 5-8), porque o povo precisa de sua salvação e misericórdia: “Mostra-nos Senhor a sua misericórdia e doa-nos a sua salvação”. Como o povo orante, nós também podemos colocarmo-nos à espera e em atitude de escuta da resposta à pergunta: ainda é possível ter esperança na salvação? “Shalom”, paz, na língua hebraica, que tem um significado muito amplo e profundo: leva à ideia da plenitude, de algo a ser realizado; de fato, é um dom para ser acolhido e vivido. A paz, conteúdo da mensagem de Deus, é o dom da totalidade da vida, da possibilidade de reconciliação com Deus e de recomeçar. Paz e Bem! R. Carlos

 

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26/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Na escuta da Palavra, Deus anuncia a Paz. Deus deseja que a Justiça e a Paz se abracem. Escutarei o que diz o Senhor Deus, porque ele anuncia a paz ao seu povo, para seus fieis, e aqueles cujos corações se voltam para Ele. Sim, sua salvação está bem perto dos que o temem, de sorte que sua glória retornará à nossa terra. A bondade e a fidelidade outra vez se irão unir, a justiça e a paz se abraçarão. A verdade brotará da terra, e a justiça olhará do alto céu. Enfim, o Senhor nos dará seus benefícios, e nossa terra produzirá seu fruto. A justiça caminhará diante dele, a felicidade lhe seguirá os passos (Salmo 85,9-14). Paz e Bem! R. Carlos

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25/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Sempre temos novas missões. Para isto fomos escolhidos por Deus, onde encontramos um povo caracterizado por uma grande dignidade onde lutam para combater a pobreza por meio do trabalho e do empenho para que sirva para viver e sustentar as suas próprias famílias. O contexto social e político caracteriza-se por um forte peso da sociedade civil. Temos que ter participação ativa e dinâmica sócio-política, com o papel ativo em associações e organizações em várias expressões da vida do país. Confiamos todo trabalho à oração de cada um dos cristãos para que, na escuta da vontade de Deus, possamos dar os passos necessários para anunciar o Evangelho no meio deste povo. Paz e Bem! R. Carlos

 

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24/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Podemos fazer várias atividades, que possibilitem os projetos alcançarem um grande número de beneficiários colocando em evidência, de maneira especial, tanto homens como mulheres de boa vontade que estão comprometidos no desenvolvimento do próprio país. São pessoas de diferentes realidades sociais e religiosas, em sua maioria, pobres e humildes, mas, dispostas a participarem de associações para construir com um futuro melhor. Um sinal de esperança e amizade que vai além da mensagem de inimizade difundida pelos acontecimentos recentes. Devemos demonstrar que a religião não é um fator de divisão, mas que está a serviço da paz, da união social e em defesa dos direitos humanos. Sustentados por este exemplo positivo, nós também podemos tornarmo-nos construtores de paz e promotores de uma sociedade justa, capaz de lembrar os últimos em sua luta diária pela vida. Paz e Bem! R. Carlos  

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23/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Os presídios acolhem muitos jovens de talentos; as comunidades religiosas devem formar associações “Amigos dos Detentos” fazendo dos presídios um local de formação para a paz, com o projeto de colaborar com o Ministério da Justiça, formando os jovens detentos para a “gestão pacífica dos conflitos”. A finalidade é difundir a ordem e o respeito da Lei e também nestes ambientes ativar oficinas de formação para o trabalho. Devemos convidar a sentarmo-nos com cada detento e os deixar falar como pessoas de verdade. Falar com eles de maneira natural, porque o cristão acredita que pode escutar entender, o que é falado e até o que pode ser mudado. Mudar no sentido de modificar o comportamento, a tal ponto que, os detentos reconhecendo os erros mudem de vida aliviando os seus próprios sofrimentos. Tudo pode mudar, assumindo a própria vida e decidir por voltar à comunidade, sabendo que cada detento também tem sua família o esperando. (Eu estive preso e fostes me visitar). Paz e Bem! R. Carlos

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22/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Sonhamos para as nossas crianças e jovens um futuro diferente, sonhamos que possam fazer boas amizades, respeitar as diferenças, serem conhecidos como homens e mulheres de valor. Temos que ter uma ação mais integrada e eficaz, comprometendo-se muito para convidar os moradores do próprio bairro para as atividades de promoção dos direitos humanos, aceitando as ideias e sugestões para encontrar uma solução pacífica e aplausível que agrade a todos. Paz e Bem! R. Carlos

 

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21/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! A paz nasce de uma sociedade consciente do próprio papel no governo de um país, de uma população que não se deixa instrumentalizar pelas ideias populistas. Tudo isso significa investir no crescimento popular das pessoas, dando ferramentas e locais a fim de que, com um mais elevado grau cultural, seja possível despertar o espírito crítico e a capacidade de participar do desenvolvimento do próprio país. Instrumentos importantes para este crescimento são a criação de polos culturais e a difusão das ideias, com o objetivo de sensibilizar e cuidar da paz de todos, seja das autoridades, como também dos cidadãos. Temos que oferecer às crianças e aos jovens um local seguro que não seja a rua. Isto é para todos nós a realização de um sonho. Que as autoridades governamentais e religiosas comecem a reunir as crianças e os jovens para que não fiquem o dia todo na rua, onde não aprendem nada: para eles, devemos oferecer esportes, cultura, lazer, formação religiosa, mas, sobretudo um local seguro onde aprendam a tornar-se homens e mulheres do bem. Onde possam estudar e tornar-se alguém. Paz e Bem! R. Carlos

 

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20/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! As escolas devem ser locais seguros para o crescimento da educação; mas, é quase sempre sede de conflitos e de brigas entre estudantes rivais e existem, casos de exploração e violência sexual, além de problemas de corrupção e superlotação. De fato vivemos uma crise política. Está na Constituição o direito a “educação aos direitos humanos e à cidadania”. Precisamos de jovens cristãos empenhados em difundir uma cultura de tolerância; devem ser formados adequadamente para poderem ensinar essa disciplina para outros jovens, criando um ambiente pacífico intervindo nos casos de tensão entre os estudantes, promovendo soluções que evitem o conflito. Paz constrói-se também por meio da autoestima e do conhecimento dos demais. Devemos escutar o testemunho de cada jovem voluntário e vendo neles o entusiasmo. Não restam dúvidas que os efeitos sejam muito positivos sobre os alunos. Paz e Bem! R. Carlos

 

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19/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Devemos ser sementes de paz, fazendo brotar uma nova cultura de paz. Temos uma ausência de políticas justas de integração cultural e de integração de gerações. Vivemos uma dura crise social e política. Devemos instruir nossos jovens, oferecendo-lhes a possibilidade de construir uma sociedade mais justa e pacífica, tornando os jovens de uma promoção a favor da paz; precisamos de jovens voluntários, que escolheram o empenho, selado por uma promessa de difundir a cultura e a paz, estes jovens são os protagonistas principais desta iniciativa! Com o passar do tempo, descobrimos que com os jovens não adianta falar mal ou puni-los, mas que é melhor colocar-se no nível deles, canalizar a energia deles, fazendo-os cantar e dançar, de maneira que, depois possam ficar atentos. Este serviço é um grande dom, porque se descobre um jeito diferente, encontrando em cada um de nós muitos talentos, a capacidade de cuidar de crianças e jovens, de entretê-los e até de dar conselhos para ajudá-los a crescer, como cidadão e como cristão. Estamos convictos que a primeira pessoa que cresce em todos os sentidos é nós mesmos, crescer na capacidade de servir, de esquecermo-nos um pouco de nos mesmos, para fazer outras pessoas se sentirem bem. Paz e Bem! R. Carlos

 

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18/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! A paz está dentro de cada um de nós. A paz vem de Deus Pai, mas, é responsabilidade de cada homem de manter a paz. A paz é dom de Deus Pai, mas confiado a todos os homens e a todas as mulheres, que são chamados a realizá-lo. Somos convidados também a não perder as esperanças no homem, mesmo que a realidade exterior nos diga o contrário. Embora nossas vidas tenham sido caracterizadas por guerras e atos terroristas, com as suas trágicas consequências de sequestros de pessoas, perseguições por motivos étnicos ou religiosos, prevaricações, multiplicando-se cruelmente em muitas regiões do mundo, a ponto de assumir os contornos daquela que se poderia chamar uma “terceira guerra mundial por pedaços”; todavia, alguns acontecimentos também os incitam, a renovarmos a exortação a não perder a esperança na capacidade que o homem tem, com a graça de Deus Pai, de superar o mal, não se rendendo à resignação nem à indiferença. Tais acontecimentos representam a capacidade de a humanidade agir solidariamente, perante as situações críticas, superando os interesses individualistas, a apatia e a indiferença. A guerra deixa marcas profundas na população. Devemos aprender a paz, tendo como objetivo principal estimular, em cada pessoa, valores de paz, como a reconciliação e uma cultura de tolerância. Sejamos sempre mais instrumento de Evangelização, não cansemos de alcançar os extremos confins do mundo para falar de paz. Paz e Bem! R. Carlos

 

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17/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Devemos procurar sermos instruídos, se possível ainda jovem, em procurar saber como devemos proceder para com as coisas de Deus Pai, sendo instrumento especial de Deus Pai. “Se a obra for de Deus Pai prosperará”. Entreguemos a nossa vida, nossa alma ao Senhor Deus, seguindo os caminhos direcionados pela Santa Igreja Católica Apostólica Romana, sendo instrumento de Deus a serviço da Santa Igreja, nos mais pobres, dos sofredores e dos doentes. Louvemos ao Senhor Deus pela nossa bela vida! A Santa Eucaristia seja o centro da vida de cada um de nós cristãos, para que os doentes, os pobres sejam atendidos de modo mais humano e com mais amor e para que os sacerdotes tenham sempre a ajuda e a oração e o apoio de cada um de nós no anúncio do Evangelho. Possamos nós receber a graça de que tanto precisamos e que com fé pedimos a Nosso Senhor Jesus Cristo. Que todos nós possamos assumir o compromisso de sermos missionários e construtores do Reino de Deus. Continuemos sempre a rezar pelas Vocações sacerdotais e religiosas. Cada alma tem neste mundo uma missão particular. Cooperar com Deus na obra da criação, dar-lhe almas. Temos cada um de nós deveres de acordo com a nossa vocação. Paz e Bem! R. Carlos

 

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16/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Agosto é considerado pela Santa Igreja Católica Apostólica Romana o Mês Vocacional, dedicado à reflexão sobre as vocações. No primeiro domingo a vocação sacerdotal, ministros ordenados; no segundo domingo, vocação familiar, dos pais; terceiro domingo a vida consagrada dos religiosos; e, no quarto domingo voltamos o nosso olhar e nossas orações aos Leigos. Que sua presença seja para os mais necessitados o rosto e a presença de Deus. Paz e Bem! R. Carlos

 

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15/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Todos nós somos colaboradores do Deus Criador do Céu e da Terra, viver o chamado é viver intensamente, pois, quando damos a nossa vida, produzimos vida para os outros, damos algo de nós mesmos, a nossa identidade, nossa personalidade, tem aquela impressão divina de nós mesmos, na essência de quem somos. “Cada alma tem neste mundo uma missão particular, cooperar com Deus Pai dando-Lhe almas, temos todos os quais os seus deveres de acordo com a nossa vocação. Uma peculiar forma de vida é a Consagração Religiosa e ainda nestes, tempos em que as pessoas são “tentadas” à falta de gratuidade e ao forte individualismo, servir a Deus Pai nos irmãos, contemplamos isso como resposta fecunda ao Reino! A experiência de que a Vocação Religiosa tem “peso” de sacramento na vivência de um forte e fecundo convite nas graças do Batismo. Devemos viver uma missão, por amor de um “povo” especialmente escolhido por Deus. Estamos neste mundo para cumprir uma missão, cada um de nós, mesmo em nível profissional, pois as profissões existem para que nos ajudemos, nos auxiliemos como pessoas, para o desenvolvimento social, para a preservação da vida. Se a obra que fazemos for de Deus há de prosperar. Paz e Bem! R. Carlos

 

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14/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Os Carismas do Espírito Santo São Dons que o Espírito Santo derrama sobre cada pessoa, em uma comunidade, em uma congregação religiosa, na Santa Igreja Católica, na humanidade, mas deve ser bem claro para cada um de nós que estes Dons não são “para o nosso uso e serviço individual”, mas para o bem de todos os irmãos. Quem vive os Dons que tem para si mesmo é simplesmente um “egoísta” que não compreende nada do Amor de Deus e nem do amor humano. Fecha-se dentro de si mesmo e não se preocupa com os demais irmãos que sofrem. Os Carismas são Dons de Deus Pai, e as qualidades de cada pessoa devem ser colocados ao serviço dos demais irmãos; isto é de uma riqueza única, dando a vida pelos irmãos, amando a Santa Eucaristia, tendo amor a Maria Santíssima e fazendo de tudo para que este amor se propague. “Na parábola dos talentos vemos que, quando o patrão retornou pediu contas: pediu de acordo com os Dons e carismas que havia dado a cada um a nós religiosos. Ele deu muito, deu tudo e nós, para sermos fieis, devemos dar-Lhe o nosso tudo com ânimo e alegria”. Não podemos deixar de responder a uma pergunta pessoal. “Quais são os Carismas, os Dons que você tem? O que você faz com estes Dons? Coloca a serviço dos irmãos ou os tem para si mesmo? Se você vive com os Dons para si, será egoísta é infeliz; se você as coloca ao serviço do próximo será feliz e serviçal com todos. Paz e Bem! R. Carlos

 

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13/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! É o tempo do Espírito Santo! São João da Cruz diz que o Espírito Santo anda inquieto procurando quem amar... Esta é a missão do Espírito Santo de ir pelo mundo inteiro sem parar até que encontre uma pessoa disponível a deixar-se amar. Ao dizer o seu “sim” como Maria Santíssima, sendo dócil para que Deus possa atuar em nós e nos tornar sempre mais uma presença profética na história da Santa Igreja Católica. Nosso Senhor Jesus Cristo na Sinagoga depois de ter lido o texto do Profeta Isaías fecha o Livro e diz: “Esta palavra hoje se realizou”. O Espírito Santo vem sobre Ele e o envia para que possa anunciar a Boa Nova aos pobres, a libertação aos presos... O Espírito Santo coloca em nosso meio uma riqueza impressionante de qualidade, de dons, nos purifica dos pecados e nos faz capazes de atuar e produzir frutos abundantes. O Espírito é riqueza, plenitude e vida. Nós não devemos somente falar do Espírito Santo, mas rezar, amá-lo, e pedir constantemente que sejamos repletos deste Espírito Santo, em nossas vidas. Paz e Bem! R. Carlos

 

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12/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor Deus há de vir, não sabemos. Se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. Vós, também, ficais preparados! Porque Nosso Senhor Jesus Cristo vai chegar na hora em que menos o esperardes. Paz e Bem! R. Carlos

 

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11/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera a convicção acerca de realidades que não se veem. Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança, e partiu, sem saber para onde ia. Foi pela fé também que Sara, embora, estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa. É por isso também que de um só homem já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do Céu e inumerável como a areia das praias do mar. Paz e Bem! R. Carlos

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10/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Feliz o povo que o Senhor Deus escolheu por sua herança! Ó justos, alegrai-vos no Senhor Deus! Aos retos fica bem glorificá-Lo. Feliz cujo Deus é o Senhor é a nação que escolheu por sua herança! Mas, o Senhor Deus pousa o olhar sobre os que o temem, e os que cofiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria. No Senhor Deus nós esperamos confiantes, porque Ele é nosso auxílio e proteção! Sobre nós venha, Senhor Deus, a Vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! Paz e Bem! R. Carlos

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09/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Irmãos eleitos segundo a presciência de Deus Pai, pela santificação do Espírito Santo para obedecer a Nosso Senhor Jesus Cristo e participar da bênção da aspersão do seu sangue, graças e paz vos sejam concedidas abundantemente. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. No dia que celebramos a vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados a morrer ao pecado e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamo-nos necessitados da Misericórdia de Deus Pai. Deus Pai que vem procurar quem está perdido. Nosso Senhor Jesus Cristo, deu a vida em resgate de muitos. Senhor Deus que congrega na unidade os filhos dispersos. Deus Todo-Poderoso tenha compaixão. Paz e Bem! R. Carlos

 

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08/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! A vocação para o Ministério Ordenado: Diáconos, Padres e Bispos. Iniciemos o mês de agosto que é dedicado à oração, reflexões e ações nas comunidades sobre o tema das vocações. A primeira semana enfoca a vocação para o Ministério Ordenado de Diáconos, padres e Bispos; a segunda semana ressalta a família; a terceira destaca a Vida Consagrada; e; por fim, a quarta semana, o Ministério e os serviços na comunidade. Então, nesta semana elevemos nossas preces por todos os que exercem ou se preparam para os Ministérios Ordenados. Não nos esqueçamos de pedir ao Senhor Deus da Messe que envie santas e abnegadas vocações Sacerdotais e Diaconais. Assim, neste mês de agosto, todos nós cristãos somos chamados a elevar a Deus Pai nossas orações para que mande Ministros segundo o seu coração. Paz e Bem! R. Carlos

 

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 07/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Ter a esperança ancorada no Senhor Deus. O Apóstolo João dizia aos seus discípulos: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós, efetivamente, somos. Por isso, o mundo não nos conhece... Nós somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabendo que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é”  (1Jo 3, 1-2). Ver Deus, sermos semelhantes a Deus: esta é a nossa esperança. É necessário ponderar um pouco sobre a esperança: na esperança que nos acompanha durante a vida. Os primeiros cristãos representavam a esperança. Esta é uma bonita imagem da esperança: ter o coração ancorado onde estão os nossos antepassados, onde se encontram os Santos, onde está Nosso Senhor Jesus Cristo, onde está Deus Pai. Esta é a esperança que não desilude; hoje e amanhã são dias de esperança. Paz e Bem. R. Carlos

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06/08/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs!  “A salvação é obra de nosso Deus, que está sentado no trono, e do cordeiro” (Ap 7, 10). É Ele que nos salva; é Ele que no final da nossa vida nos leva pela mão, como um pai, precisamente para aquele Céu onde se encontram os nossos antepassados. Um dos anciãos faz uma pergunta: “Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm?” (Ap 7, 13). Quem são estes justos, estes santos que estão no Céu? A resposta: “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e alvejaram-nas no Sangue do Cordeiro” (Ap 7, 14). Somente podemos entrar no Céu graças ao Sangue do Cordeiro, graças ao Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi precisamente o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo que nos justificou que nos abriu as portas do Céu. E se hoje recordamos estes nossos irmãos e irmãs que nos precederam na vida e estão no Céu, é porque eles foram lavados pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta é a nossa esperança: a esperança do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo! Uma esperança que não desengana se caminharmos na vida com o Senhor Deus. Ele nunca desilude! Paz e Bem! R. Carlos

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05/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Como entender o anúncio de “paz na terra” feito aos pastores pelos Anjos? Anúncio, aliás, que incluía uma restrição muitas vezes esquecida ou não levada na devida conta: “aos homens amados por Deus” (Lc 2, 14). Não se trata, portanto, de promessa de uma paz incondicional. A explicação para esse paradoxo encontramos no prólogo do Evangelho de São João. Jesus “era a Luz verdadeira que a todos ilumina. Ela estava no mundo e o mundo foi feito por meio d’Ele, mas o mundo não a reconheceu. Ele veio para o que era seu, mas os seus não O acolheram” (Jo 1, 9-11). A posição entre os filhos das trevas e os discípulos do Divino Mestre se verificará ao longo da História, dando origem a perseguições, lutas e martírios padecidos pelos que acolheram a Luz, de um lado, foi prometida a paz aos amados por Deus, de outro, devem estes estar dispostos a enfrentar contrariedades pela fidelidade ao Verbo encarnado. Porque a verdadeira paz é tranquilidade da ordem e não uma harmonia aparente sob a qual pode se disfarçar o pecado. Paz e Bem! R. Carlos  

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04/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Transcorridos 40 dias da Noite Santa, ao ser Jesus levado por sua mãe Maria Santíssima para a apresentação no Templo, Simeão tomou-O nos braços, exclamando: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel. Ele será um sinal de contradição” (Lc 2, 34). Seu coração exultava ao ver diante de si a Luz enviada para iluminar as nações (Lc 2, 33). Entretanto, em seguida ele se volta para Maria Santíssima a Mãe de Jesus e dizendo-lhe: “Uma espada transpassará a tua alma e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações” (Lc 2, 34). Jesus há de ser, com efeito, o Sinal de Contradição, porque em face do Verbo encarnado ninguém pode permanecer neutro: é a aceitação ou rejeição de sua Pessoa que os homens vão selar seu destino eterno. E os acontecimentos na Palestina em breve confirmariam a profecia de Simeão: a sangrenta e cruel matança de crianças (Santos inocentes) a mando de Herodes, obrigando a Sagrada Família a fugir para o Egito, onde os ídolos pagãos caíram por terra à chegada do verdadeiro Deus. Paz e Bem! R. Carlos

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03/08/2016
MINI SERMÃO
Queridos irmãos e irmãs! Devo congratular-me infinitamente com vocês pela primorosa evangelização, que recebemos. Ela é para nós uma grande ajuda espiritual e conforto para a alma, que a Virgem Maria sempre nos proteja e abençoe o nosso trabalho de evangelização, pois, é a Palavra de Deus posta ao nosso alcance, sendo muito útil para o apostolado que nos edifica espiritualmente. Aprendemos os ensinamentos do Santo Evangelho e, desta maneira, sintamos grande paz, harmonia e felicidade, que nos dão forças para continuar vivendo, devemos difundir as mensagens para que outros irmãos também possam dela tirar proveito para o caminho de conversão. Paz e Bem! R. Carlos

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02/08/2016

NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Viver a castidade significa glorificar a Deus no seu corpo e contribuir para libertar o mundo da escravidão da impureza. Que o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo na Santa Eucaristia seja fonte da sua coragem, da sua confiança e da sua paz. “Sê casto, sê puro por amor. Sê casto por amor e não pelo gosto ao heroísmo. Sê casto por causa de alguém e não para realizar uma regra moral. Sê casto na humildade de uma simples oferenda de ti mesmo e não pela imposição pretensiosa de tua vontade. Se tu queres ser puro com o objetivo de preservar uma bela imagem de ti mesmo, tu te expões ao orgulho. Sê puro, pela fidelidade antecipada ao teu cônjuge, tu que estás destinado ao matrimônio.” “É infinitamente mais verdadeiro e mais justo procurar ser puro por amor. Por amor ao Senhor Deus.” Pois, Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade (1Ts 4, 7). Assim também, dizia o Senhor Deus, será impossível contar as maravilhas que realizarei em suas vidas, se me forem fieis! “Coisas que os olhos não viram os ouvidos não ouviram, e o coração sequer imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1Cor 2, 9). Paz e Bem! R. Carlos

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01/08/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Se você quiser conhecer a alegria da pureza, você não só precisa lutar contra as tentações no terreno da sexualidade, mas você precisa deixar descer em você a vitória que lhe dá Nosso Senhor Jesus Cristo na Santa Eucaristia. É a inocência de Deus, a santidade do Cristo, o amor ao Espírito Santo que deve ser a fonte da castidade. Ela começa no coração e no olhar, antes de se traduzir no corpo: “É do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, adultérios, perversidades...” (Mc 7, 21-22). Graças à oração, graças à Eucaristia, você permitirá ao Senhor santificar seus pensamentos, seus desejos, seus olhares e sua imaginação. É impossível ser casto de corpo, se não for casto do coração. “Corpo do Cristo, salve-me!”. Paz e Bem! R. Carlos

 

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31/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! O desabrochar da paixão e a descoberta antecipada do corpo da mulher amada cega o homem, mergulhado na sexualidade que toma fortemente conta de todo o seu ser. Em vez de estudar e refletir se esta companheira é aquela que vai completá-lo por toda a vida, analisando as qualidades e os defeitos, muitos querem mergulhar antecipadamente na sexualidade. Ficam de tal forma envolvidos por ela, pela atração do corpo, que não conseguem enxergar os obstáculos que possam existir entre os dois. É um véu perigoso que esconde a realidade do outro. Mais tarde, uma vez casados, quando a carne se acalma, eles descobrem, demasiadamente tarde, a real dimensão dos defeitos daquela moça, percebendo que não foram feitos um para o outro. Com a paixão da carne acalmada, começam as crises, em virtude das diferenças que já existiam no tempo de namoro, mas que a sexualidade escondeu. É então uma sábia loucura recusar as relações sexuais antes do casamento. Loucura, se você nega com coragem e de comum acordo as relações sexuais antes do casamento. Loucura neste mundo que banalizou o ato sexual. Não é fácil, mas, você poderá vencer esse obstáculo esperando muito, esperando tudo do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Espera tudo do Corpo do Cristo ressuscitado e presente na Eucaristia. “Corpo de Cristo, salva-me!” falava Santo Inácio. Que isso também seja o seu grito nas horas das tentações. Paz e Bem! R. Carlos

 

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30/07/2016
 
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! No período de namoro, tempo de crescimento e de maturidade, a sexualidade é o grande obstáculo principalmente para os homens. Este tempo de conhecimento deve ser reservado para descobrir as qualidades, e também os defeitos daquela que então passa a ser atraente. É um tempo preciso para descobrir seus valores morais e intelectuais, e não para se deliciar numa sexualidade que pode ser uma faca de dois Gomes. Por quê? A sexualidade cega o juízo do homem. Paz e Bem! R. Carlos

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29/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO (A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Aquele que confia no Senhor Deus é como o Monte de Sião, eternamente firme. O casal deve sair muitas vezes para se divertir, partilhar tudo e não deixar de orar sempre juntos, escutando o que o Senhor Deus quer falar. Não deve restar nenhuma dúvida para nenhum dos dois: Deus Pai nos quer unidos. O período de namoro é um tempo especial e de extrema importância no relacionamento de um casal, porque é o prenúncio do casamento. Isto quer dizer que: Namoro feliz “casamento feliz”, e que namoro com brigas “casamento com brigas”. Paz e Bem! R. Carlos

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28/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Há períodos em que Deus Pai permite que andemos a sós, enquanto Ele apenas nos observa. Devemos passar no Novo Rumo de nossa vida. Sem parar de glorificar a Deus. Sabemos o que deixamos, mas, não sabemos o que nos espera tanto na nossa vida profissional como na nossa vida sentimental. Estamos completamente nas mãos de Deus, aquele que nunca nos decepciona e que nos traz de volta. Entreguemo-nos totalmente a Deus, confiando incansavelmente na Providência Divina.  Paz e Bem! R. Carlos

 

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27/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA

 

Queridos irmãos e irmãs! Ninguém muda ninguém, a não ser pelo poder de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Jesus, com o Espírito Santo de Deus, é capaz de convencer alguém da verdade, tocar o mais profundo do coração, colocando o propósito de querer mudar para melhor (conversão), libertar dos vícios não superados, e restaurar o equilíbrio interior e o seu Reino de amor no interior das almas. O que precisa ser mudado deve ser feito antes do casamento, e com a graça de Deus Pai. Paz e Bem! R. Carlos

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26/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Não sejais insensatos, fala São Paulo, mas procurai conhecer a vontade do Senhor Deus, para cumprirdes a vontade de Deus e alcançardes o que Ele prometeu. É mais uma prova do amor Divino em nossa vida. Desde o primeiro encontro do casal, em cada detalhe do relacionamento, o Senhor Deus está “torcendo” para o casal de namorados. Somos capazes de enfrentar tudo, com alegria. A mão do Senhor Deus mudará os planos e o rumo da vida do casal de namorados, uma força impulsiona agora o começar a viver o plano que Deus Pai traçará para o casal de namorados. Paz e Bem! R. Carlos

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25/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Que sentimento maravilhoso experimentamos dentro de nós. O sim já é um compromisso sério e profundo. Devemos muitas vezes retirar-nos e fazer um longo retiro em um deserto. Neste contexto de silêncio e de solicitude, afastado do mundo, tudo deve ser oração e contemplação, mergulhando profundamente em Deus. Tudo é pretexto para nos colocarmos em oração, e não nos esquecermos de que é preciso “orar sem cessar”. Devemos abrir o coração ao Senhor Deus apresentar-lhe a nossa vida e o nosso namoro. Paz e Bem! R. Carlos

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22/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Louvemos o Senhor Deus pela felicidade, pelas lutas, pelas conquistas... Ele ouvirá a nossa oração. “Porque Deus dispôs que sejam abaixados os montes e as colinas, e enchidos os vales para que se aplaine o solo, para que Israel caminhe com segurança sob e glória Divina. As florestas e as árvores de suave fragrância darão sombra a Israel, por ordem do Senhor. Em verdade, é o próprio Deus que conduz Israel, pleno de jubilo no esplendor de sua majestade, pela sua justiça, pela sua misericórdia!” (Baruc 5, 7-9). Por ordem do Senhor Deus todos os caminhos se abriram e seguimos seguros porque o Senhor nos conduziu com sua justiça, com sua misericórdia até o fim. Paz e Bem! R. Carlos

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21/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Devemos aceitar o esposo ou a esposa quando sente que são corajosos, alegres, tementes a Deus, e ao lado do qual se sente grande segurança onde quer que esteja. Devemos viver em oração todos os dias. Devemos colocar no Santo Terço, confiando nosso namoro, noivado ou casamento a Virgem Maria. Orando sem esperar nada, porque temos a confiança que nossas orações se convertem no Amor de Deus em situações de nossas vidas no plano e na vontade de Deus. Paz e Bem! R. Carlos

 

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20/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Os casais devem conviver em extrema alegria, atenção e simpatia, uma agradável amizade, abrindo o coração para se conhecerem melhor! Falar um ao outro das maravilhas que podem acontecer a alguém que abre o seu coração para Jesus, partilhando bastante as experiências do Amor de Deus em sua vida. Façam a promessa de tratar bem um do outro onde quer que estejam. “Uma coisa deve nos deixar perplexo. Muitos jovens perderam completamente o gosto de Deus, afastando-se por completo da religião. Tudo o que se refere a Deus é um assunto que incomoda, não estamos conseguindo compartilhar a vida com Deus. Falta para muitos jovens o essencial: o perfume das coisas de Deus”. Mas, muitos jovens vivem o que falam. Tendo um profundo conhecimento da Palavra de Deus.  Deus está presente em todas as situações de sua vida. As transparências de suas vidas se misturam intimamente com a vontade de ficar com Deus. Paz e Bem! R. Carlos

 

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19/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Eu vos convido a ter interesse em participar diariamente da Santa Missa, participar de Grupos de Orações, trabalhos voluntários dentro de sua comunidade, e de várias pastorais. “... todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus!” Não cessamos de glorificar a Deus, porque, na sua imensa fidelidade e misericórdia, realiza realmente uma obra extraordinária de cura em nossas vidas. Devemos esperar um marido e uma esposa que nos ame, mas que ame muito mais a Deus do que a nós. Façamos uma pequena lista com algumas qualidades que queremos pedir a Deus que o nosso companheiro(a) tenha.  Nesta lista coloquemos que seja corajoso(a), alegre, que seja fiel ao casamento. Porque a Palavra de Deus é a Promessa para conseguirmos Vitória sobre tudo o que necessitamos em nossa vida. Paz e Bem! R. Carlos

 

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18/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Existem mulheres e homens fora do comum. Repletos de Deus, cheios de fé e de oração diária, que têm como lema “sem oração, eu não irei dormir”. Devemos procurar homens e mulheres cheios do Espírito Santo! É importante termos uma forte experiência de Deus em nossa vida, não só para nos poupar dos perigos, mas uma experiência muito maior: a efusão do Espírito Santo. “Depois disso, o Amor de Deus será derramado de tal forma em nossos corações que não já seremos mais o mesmo. É preciso experimentar! Devemos querer ter fortemente a experiência do Espírito Santo em nossa vida. Vamos viver em oração pedindo constantemente a efusão do Espírito Santo”.  Meus irmãos, Deus tem pressa... Jesus, não quer perder tempo. Ele precisa de nós! Que Deus Pai dê a vocês o desassombro como Católicos. Sendo um Católico capaz de manifestar a sua fé no meio dos outros e do mundo. Anos depois, você vai entender que essa atitude é consequência do desassombro do Espírito Santo de Deus. As respostas do Senhor Deus são totalmente imprevisíveis. Nunca devemos parar de glorificar o Senhor Deus pela felicidade de suas promessas. Paz e Bem! R. Carlos

 

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15/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Faça uma lista pondo nela todas as qualidades que você deseja que tenha o seu futuro marido ou a sua futura esposa. Não tenha pressa. Observe os casais que vivem bem em seus lares, à sua volta, e quais as qualidades que são importantes neles. Coloque essa sua lista em algum lugar onde você possa todos os dias pegar e ler e louvar ao Senhor pela resposta atendida. Peça que o Espírito Santo o ilumine a fazer essa lista. Apresente-a então ao Pai, pedindo segundo a Sua Promessa em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Pai em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, se for do Teu agrado, que eu constitua uma família cristã, cheia de tua graça, testemunhando o Teu poder a outros; como a Família de Nazaré conceda-me o companheiro(a) de que preciso para isso. Dou-te permissão para escolheres para mim porque Tu nunca enganas. Onde quer que ele(a) esteja agora, peço-te abençoá-lo(a) com o teu Espírito Santo e preparares também o seu coração para o nosso encontro. Nosso Senhor Jesus Cristo, obrigado por estares tão junto a mim neste momento, fazendo da minha oração a Tua oração. Nosso Senhor Jesus Cristo, Tu és Meu único Salvador, e sei por isso, que o Teu plano de salvação para mim se estende à todas as áreas da minha vida, e também quando te peço um marido (uma esposa). Obrigado Senhor, Deus Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela Tua resposta. Nosso Senhor Jesus Cristo, meu primeiro amor, obrigado por me trazeres a certeza dessa resposta no meu coração. Amém! Paz e Bem! R. Carlos

 

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14/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Você deve recitar, agradecendo a Deus por estar trazendo a sua amada, “Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração, Ele atenderá” (Salmo 36, 4). Você não pode falhar nesse louvor regular e diário, louvando a Deus e agradecendo por essa mulher que está vindo ao seu encontro. Confia no Senhor, espera n’Ele; e Ele agirá (Salmo 36, 5). Espere n’Ele sem vacilar, é isso que o Pai nos pede. Ser assaltado pela dúvida, certamente você vai conhecer isso, é a provação. Mas, cabe a você não abandonar, e empurrar os obstáculos da dúvida, do desânimo, do pessimismo, da falta de fé. Só conta a meta e as promessas do Pai... Ele agirá. Infalível nas suas promessas, Ele vai agir, de maneira como Ele quer, quando Ele quiser. E a resposta d’Ele será como todas as respostas do Senhor: imprevisíveis e surpreendentes. Paz e Bem! R. Carlos

 

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13/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo devemos pedir uma boa esposa, um bom marido e agradecer a Deus Pai pela resposta ouvida. Devemos de nossa parte segurar nosso pedido na fé, no louvor e na perseverança. Deus tem três maneiras de responder a nossos pedidos. Ele pode dizer: “Sim. Eu vou dar o que você está pedindo agora”. Ou: “Sim, eu responderei a seu pedido, mas em outro dia”; ou: “Eu lhe darei resposta à minha maneira”. A resposta de Deus Pai chegará no tempo certo, o tempo de Deus. Desse jeito, temos que continuar a glorificar o Senhor por essa proposta que está chegando devagar, mas sem dúvida, chegando. Temos que continuar a acreditar e a glorificar ao Senhor, soberano dos tempos e dos contratempos. Tudo isso é um teste para a nossa fé! Você quer acreditar nas Palavras de Deus Pai ou na sua própria experiência? A fé afronta a experiência. Deus Pai quer empregar esse tempo de espera para testar nossa absoluta confiança na sua felicidade. Porque está escrito na Palavra: “Não percais, pois, a vossa segurança que tamanha recompensa merece. De fato, é de perseverança que tendes necessidade, para cumprirdes a vontade de Deus e alcançardes o que Ele prometeu” (Hebreus 10, 35-36). Deus não quer somente que você peça com fé, acreditando que você foi atendido. Ele quer também que você fique pacientemente em atitude de entrega a Ele, até a realização da promessa, até que a resposta chegue: “Aproximemo-nos, então, de coração reto e cheios de fé... sem esmorecer; continuemos a afirmar a nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa” (Hebreus 10, 22-23). Paz e Bem! R. Carlos

 

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12/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Rezar em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo é fazer que Ele entre na sua oração! Ele reza com você. Quando você reza, você vive em Nosso Senhor Jesus Cristo e Nosso Senhor Jesus Cristo vive em você. Sua oração é uma operação conjunta com Ele. Se você reza em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua oração terá a mesma eficácia que aquela feita por Nosso Senhor Jesus Cristo. Não podemos conceber que o Pai ignore a menor oração de seu Filho. Assim, Ele também não vai ignorar a oração de seus filhos que rezam em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo nessa relação de aliança que eles recebem d’Ele. Dispondo de todas as riquezas do céu, nosso Pai não nos quer invadidos pela dúvida, pela insegurança e pela desesperança. Ele quer que rezemos com a confiança de Nosso Senhor Jesus Cristo, sabendo que somos filhos de Deus. Você recebeu o privilégio de rezar em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Use desse imenso privilégio para pedir a sua esposa e tudo o que está lhe faltando! Se Nosso Senhor Jesus Cristo está com você na oração, você não pode ter dúvida de que a sua oração será ouvida. Junto com Nosso Senhor Jesus Cristo você vai se dirigir ao Pai a fim de que a Sua palavra seja cumprida: “Qualquer coisa que pedirdes em meu nome, vô-lo farei”.  O Pai vai atendê-lo como Ele atende a Nosso Senhor Jesus Cristo porque você se fará um com Nosso Senhor Jesus Cristo na sua oração ao orar em Seu Nome. Que fantásticas possibilidades são as suas, se você reza em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, tendo consciência de que Nosso Senhor Jesus Cristo reza com você! Paz e Bem! R. Carlos

 

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11/07/2016 
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! É em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo que os discípulos receberam o poder de curar os doentes e expulsar os demônios. Eles receberam a autoridade de fazer as mesmas obras que Nosso Senhor Jesus Cristo pode fazer. Rezar em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo é trazer a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo ao seio da sua situação. Como se Nosso Senhor Jesus Cristo dirigisse Ele mesmo a sua oração ao Pai Eterno Javé. Nosso Senhor Jesus Cristo nos fala: “pede em meu nome”. E assim que Ele quer que rezemos. Levar a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo à sua oração é rezar com Seu amor, segundo Seu desejo e Sua fé. Isso lhe parece impossível? Lembre-se de que Deus nos deu o seu Espírito Santo a fim de que sejamos cheios de Seu amor, a fim de conhecermos Seu desejo e sermos inspirados por Sua fé! Paz e Bem! R. Carlos

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09/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Nosso Senhor Jesus Cristo disse: “Todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante. É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou bem fundo e pós os alicerces sobre a rocha” (Lucas 6, 47-48). Cavar bem fundo é ter fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. As tempestades, as decepções da vida, ou as situações desesperadoras, tudo pode acontecer. Ele vai levá-lo à vitória e à paz sobre todas essas situações. Você vai ver que o Deus a quem você pede é fiel. “Mas, continua o Senhor, aquele que as ouve (minhas palavras) e não as observa é semelhante ao homem que constrói a sua casa sobre a areia movediça, sem alicerces. A torrente investiu contra ela e ela logo ruiu; e grande foi à ruína daquela casa” (Lucas 6, 49). Muitos pensam ter fé, mas constatam sua fragilidade, quando vêm as provações e dificuldades. Eles não assentaram as fundações de suas vidas na Rocha. Aí não sabem em quem acreditar, como acreditar e como rezar. Não sabem que podem pedir tudo a Nosso Senhor Jesus Cristo e receber tudo d’Ele. Eis aí o segredo. Em primeiro lugar você precisa saber que pode pedir tudo a Nosso Senhor Jesus Cristo. Paz e Bem! R. Carlos

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08/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! A Palavra do Senhor é infalível, sempre foi e sempre será. “Qualquer coisa que me pedirdes”. Você parou para pensar sobre a força dessa promessa? Em um mundo onde nos foi ensinado que tudo tem seu preço, tudo se compra e se vende, um mundo onde não há mais gratuidade, chegamos a desconfiar da generosidade de Deus. Mas, está inscrito na Palavra: “Qualquer coisa que me pedirdes”. Uma promessa tão generosa, Jesus nos pede uma única resposta: Ter fé, ter confiança n’Ele. Ele quer que sejamos um povo de fé! Tendo essa promessa, não deixe a incredulidade, o ceticismo, tomar conta de seu coração, porque você vai impedir que ela transforme a sua vida! Paz e Bem! R. Carlos

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07/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Para muitos cristãos, a oração é uma triste rotina, para os outros é um exercício sem poder, sem realidade e cheia de dúvidas. Todas essas incertezas impossibilitam rezar com fé e confiança. Frente a todas as nossas dúvidas, porém, vamos encontrar uma resposta Divina irresistível e incontestável. “Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vô-lo farei”  (João 14, 14). A Palavra do Senhor é infalível. Confie a partir de hoje em Nosso Senhor Jesus Cristo! Paz e Bem! R. Carlos

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06/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Devemos ser capazes de descrever e definir as qualidades que esperamos de nosso relacionamento no namoro. Quais as qualidades morais que desejamos para o nosso namoro? Observe ao seu redor o relacionamento de seus amigos no namoro e anote as qualidades que você julgar indispensáveis para um bom relacionamento. Procure essas qualidades dentro de casais que se amavam, longe da lamentável farsa do adultério, descartando aqueles que já tinham se divorciado, testemunhando assim um fracasso. Um casal que se ama, sendo fiel um ao outro, e superando os obstáculos da vida juntos. Oriento a fazer uma lista para apresentar a Deus do que deseja de seu relacionamento. O primeiro item que você deve pedir a Deus é que a pessoa que você vai se relacionar esteja cheia do Espírito Santo, é o alicerce de uma vida conjugal e familiar; devem edificar a família em Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, a pessoa que você for namorar e casar futuramente deve ser cristã. Desejando constituir uma família cristã que vem testemunhar ao mundo o amor de Deus. Que a pessoa que você se relacionar testemunhe Deus através de sua profissão. E que você seja amado como um filho para seus futuros sogros. Paz e Bem! R. Carlos

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05/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Muitos não pedem corretamente a Deus uma companheira; o resultado dessa atitude é que ainda andam sozinhos. Santa Teresa de Ávila recomendava às suas seguidoras fazer suas orações com precisão. O drama do homem moderno é não saber o que quer, e, em consequência, não saber pedir com precisão a Deus. Se você reza com fé esperando de Deus a resposta, então você será preciso no seu pedido. As orações imprecisas são a expressão de uma fé confusa. Aqueles que fazem orações imprecisas não estão certos do que estão pedindo. Como você pode acreditar que “ser-vos-á dado” (Mc 11, 24), se você não tem certeza do que está pedindo a Deus? Antes de ser preciso com Deus, é absolutamente necessário saber exatamente o que você quer no seu coração e na sua cabeça. Aqueles que rezam de uma maneira imprecisa se contentam em receber uma resposta qualquer. “Deve ser a vontade do Senhor”, eles dizem. Aqueles que rezam na fé só estarão satisfeitos, quando receberem precisamente a resposta esperada, aquilo que eles realmente querem. E eles continuam a rezar até que recebam para sua oração precisa, uma resposta precisa. Isso não quer dizer que podemos prescrever a Deus o como e o quando de sua resposta. Claro que não. Mas, como seus filhos, devemos ser precisos e claros em nossos pedidos, esperando já ter recebido a resposta. O quando e como pertence a Ele. Nossa parte é aguardar a sua promessa de: “ser-vos-á-dado”. Paz e Bem! R. Carlos

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04/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! PROVIDÊNCIA DIVINA: Sim, a Providência de Deus vê o passado, o presente e o futuro, podendo agir em nossa vida muito além do que podemos imaginar. “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam!” (1Cor  2, 9). Isto é a providência Divina. A inteligência e a sabedoria amorosa de Deus que vê tudo se encarrega de nos dar o que nos falta. Basta obedecermos e Ele agirá. Basta nos entregarmos em Suas mãos, e Ele revelará o Seu poder em nossas vidas. É preciso acreditar nisso no mais profundo do nosso coração, porque o maior obstáculo à ação da Providência é não crermos nela. Deixemo-nos conduzir pela Providência Divina, e que ela nos torne também Seu instrumento na vida de nossos irmãos. Paz e Bem! R. Carlos

 

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01/07/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Os jovens solteiros são convidados a participar de muitas festas e sempre têm esperança de encontrar aquela que Deus reservou para cada um. Há sempre a pergunta: onde está a pessoa a quem eu possa amar? Os jovens contam suas frustrações de não ter encontrado uma esposa, ou um marido. Mas, muitos jovens descobrem através da Palavra de Deus, como devem pedir o que levam no coração com tanto ardor. Muitas vezes estamos cegos e nos recusamos a ver nessa Providência Divina, o dedo de Deus, que está querendo nos mostrar o caminho que devemos tomar, querendo nos conduzir. Para aquele que confia a Deus nada é por acaso. Paz e Bem! R. Carlos

 

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30/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Muitos procuram um namorado ou namorada sozinhos, não sabem que iniciam uma tarefa complicada, e que há neste caminho decepções e desilusões. Mas, como todos os jovens são cheios de entusiasmo, eles têm a certeza de encontrar um namoro perfeito. Muitos jovens têm a certeza de poder encontrar seu amor, onde quer que este amor esteja. A busca através de sonhos, desejos, aspirações, conceito de beleza, e a enorme vontade de ter um namoro a qualquer preço. Afinal de contas, quem não quer pagar o preço para ter uma companheira ou um companheiro para a vida toda, uma só, uma única, desejando construir ambos, compartilhar, amá-los e envelhecer ao seu lado?  Enfim, dividir todas as coisas desta vida? Quem não quer amar e ser amado, e poder ter a imensa alegria de dizer ao abraçá-la: - “Eu te amo!”. – “É a você, e somente a você que eu quero, não existe outra, feita para me completar, me acrescentar, me harmonizar, me apascentar e me levar a Deus.” Paz e Bem! R. Carlos

 

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29/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! VAMOS ORAR JUNTOS! Durante toda a vida! O Matrimônio deve ser vivido com espírito de oração! “Levanta-te, Sara, e roguemos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã. Porque somos filhos dos santos (patriarcas) e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus. Levantaram-se, pois, ambos, e oraram juntos fervorosamente para que lhes fosse conservada a vida” (Tobias 8, 4-6). E Sara acrescentou na sua humildade: “Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós, e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice!” (Tobias 8, 10). E o Senhor Deus os ouviu e os cumulou de bênçãos até o fim. Tiveram sete filhos, e viram os filhos de seus filhos até a quinta geração. Sepultaram com honradez seus pais, viveram na alegria, tendo a graça de serem também sepultados por seus filhos. “Toda a sua parentela e toda a sua descendência perseveraram numa vida íntegra e santo procedimento, de modo que foram amados tanto por Deus como pelos homens e por todos os seus compatriotas” (Tobias 14, 17). Senhor Deus é aquele que não mudou, é o mesmo ontem, hoje e sempre, e continua agindo com o mesmo poder nas vidas daqueles que n’Ele confiam e a Ele entregam a suas vidas. Eis a razão de sua esperança! Alegre-se! Venha! Deixe o Senhor Deus escrever a sua história também! Paz e Bem! R. Carlos

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28/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Que poder e que alegria nesse encontro de Tobias com Sara! A alegria dos noivos, de seus pais, de São Rafael! Tudo era alegria! Tinham os olhos cheios de lágrimas porque viam ali o poder de Deus e sentiam a alegria dos Céus que sempre acompanha a concretização do plano de Deus na terra. Descobriram-se parentes, descobriram pela boca de São Rafael que Sara estava destinada por Deus a ser esposa de Tobias, Raquel, seu pai o amou como seu próprio filho, o demônio Asmodeu foi dominado, Tobias recuperou o dinheiro e Tobit, a visão. Isto é o dedo de Deus. Este é o grande fruto da participação Divina nesse encontro: vencer os obstáculos e chegar em paz ao casamento, às núpcias com bênçãos sobre toda a descendência! Deus não enviou São Rafael apenas para expulsar o demônio Asmodeu e libertar Sara, ou ser um guia turístico para Tobias, ou curar Tobit. A missão de São Rafael foi muito mais do que isso. Ao unir Tobias e Sara, São Rafael ensinou esse casal a se proteger das armadilhas do demônio (Tobias 6, 16-17) e dar a eles os princípios de vida que deveriam guiá-los dali para frente no casamento (Tobias 6, 18). Paz e Bem! R. Carlos

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27/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! NAMORO SANTO: Ah, como o modo de agir do Senhor Deus supera toda a nossa imaginação! Como a lógica de Deus nos parece loucura a princípio, mas acaba, no fim, nos fazendo celebrar dias de alegrias! Tobias não opõe resistência de seu pai: “Tudo o que me ordenaste, eu o farei, meu pai. Mas estou realmente sem saber como ir buscar esse dinheiro. Não conheço nem mesmo por onde ir a essa terra.” Deus anseia tanto em nos socorrer que basta um sim e Ele abrirá todas as portas, todos os caminhos e derrubará todas as barreiras para que saiamos vencedores. Não importa a distância, se Deus assim o desejar, porque Ele poderá ordenar aos anjos que o guiem no caminho. Foi assim com Tobias, poderá ser assim com você! Guiado pelo Arcanjo Rafael, vencendo todos os empecilhos do caminho, Tobias vai e encontra Sara finalmente. Glorioso encontro! (Por que não pedir ao seu anjo que o guie? Por que duvidar da participação do Céu, no encontro glorioso que você espera?) Ânimo! Alegre-se! Abra o seu coração e deixe Deus agir! Louve o Senhor e confie n’Ele! Paz e Bem! R. Carlos

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24/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Tobias, como jovem, tinha entre outras, uma qualidade admirável: acolhia docilmente os conselhos de seu pai. “Filho, bendize a Deus em todo o tempo e pede-lhe que dirija os teus passos, de modo que os teus planos estejam sempre de acordo com a Sua vontade” (Tobias 4, 20). Tobias acolhe cada palavra de seu pai no seu coração. Não há desprezo pelos seus conselhos. Pelo contrário, toma a experiência de seu justo pai para si, e ganha com isso, não somente sabedoria, mas a bênção Divina sobre aqueles que honram seus pais. Ah, quantos filhos deixam de aceitar os conselhos dos pais! Quantas mães sentem nos corações que será dramática a consequência, no namoro, das atitudes impulsivas e irrefletidas de seus filhos, mas eles, tomados de paixões, não as escutam! Não, Deus nos mostra em Tobias que não podemos desprezar a autoridade e as orientações de nossos pais. Precisamos conhecê-las, analisá-las sob a luz Divina, porque muitas vezes Deus nos fala através deles. É ao pai Tobit quem Deus inspira para enviar seu filho à Média a fim de recuperar um dinheiro emprestado a um amigo há muitos anos. Aparentemente uma viagem de negócios. Mas nossa viagem, e através dela, Deus opera, Deus atua poderosamente na vida de Tobias, de Sara e seus pais, de Tobit e sua esposa. Deus se revela a todos eles. Paz e Bem! R. Carlos

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23/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! “Ai da alma que não estiver com Nosso Senhor Jesus Cristo! Porque lançada na escuridão e vivendo nas paixões, jogadas pelos maus espíritos como tempestade, encontrará afinal a morte. Ai da alma se lhe faltar Nosso Senhor Jesus Cristo, que a cultive, para que possa germinar bons frutos.” Os frutos da temperança, da mansidão, do perdão, e da renúncia, são os frutos do verdadeiro amor. Assim, se você não permitir que Deus faça parte real da sua vida e da vida de seu companheiro, e Nosso Senhor Jesus Cristo não estiver entre vocês, dia a dia na caminhada, o risco do demônio Asmodeu entrar em seus relacionamentos e derrotá-los, lançando um contra o outro, é muito grande. O único que pode nos livrar disso é o Soberano Senhor e Salvador. O mesmo ontem, hoje e sempre e que libertou Sara. Esse é um dos mais belos ensinamentos que o livro de Tobias nos deixa. Tobias ouviu do Arcanjo Rafael atentamente porque era um jovem temente a Deus.  Na mais tenra idade lhe fora ensinado a temer o Senhor Deus e a se abster de todo o pecado porque tinha um pai extraordinário: Tobit. Portador no coração da maior de todas as virtudes, a misericórdia e a caridade, testemunha brilhante, na Palavra, do Amor a Deus e ao próximo, Tobit cria seu filho com seu próprio exemplo de vida e não falha como pai. E tampouco Deus Pai falha como Tobit e sua descendência. Mesmo provado na dor. “... ele não se afligiu (nem murmurou) contra Deus por ter sido atingido pela cegueira. Mas perseverou firme no temor de Deus e continuou a dar-lhe graças em todos os dias de sua vida” (Tobias 2,13-14).  ‘...somos filhos dos santos (patriarcas), e esperamos aquela vida que Deus há de dar aos que não perdem jamais a sua confiança n’Ele” (Tobias 2,17). E assim Deus lhe concedeu, conforme acreditou o seu coração! Paz e Bem! R. Carlos

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22/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Como então banir esse Deus do nosso pensamento? Como rejeitá-lo de nossa vida? Como recusar ser amigo de Deus? Se assim o fizermos, a consequência para nós poderá ser como esta: “Se entregaram à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento...” Assim, somos nós entregues às nossas paixões, entregues aos nossos impulsos e temperamentos, dominados por nossos próprios pensamentos. Se Deus não nos dirigir e instruir com a sua Sabedoria, chegaremos a perder totalmente o entendimento como o burro e o cavalo. Vemos isso diariamente à nossa volta. Ah, quantos relacionamentos rompidos de forma dolorosa entre marido e esposa, porque perderam o entendimento e o diálogo por estarem entregues às suas próprias paixões! Quantos casamentos que, no início, pareciam cheios de amor, terminaram em desastres. Quantos casais entregues ao ciúme, à disputa, às mágoas acabaram por destruir para sempre as suas vidas e a vida de seus filhos inocentes, sem conseguirem mudar esse rumo, pois foram arrastados pelas correntes do demônio Asmodeu. Cheios a princípio de boa vontade, pensando que só o amor já é suficiente, e que, com um jeitinho, irão conseguir mudar o companheiro depois de casados e dominados por fortes temperamentos, iniciam a construção de um lar. Vêm as tempestades (dificuldades econômicas, necessidade de renúncia, doenças, mágoas, problemas sexuais, divergência na educação dos filhos, interferência de parentes) estremece o navio e naufraga uma união que se jurava durar a vida inteira. “Quantas promessas de amor virão ao chão, se Deus não estiver incluído nelas”. Paz e Bem! R. Carlos

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21/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! É preciso permitir que o Espírito Santo toque nossa alma, nossos sentimentos, nossa inteligência, nossa vontade a fim de podermos contar com a sabedoria Divina para a nossa vida e não nos perdermos em nossas paixões. “Banindo do seu pensamento”. Banir Deus dos nossos pensamentos é rejeitar a orientação Divina para nossa vida. É querer caminhar bem longe d’Aquele que é a Luz do mundo. É desejar continuar cego e acorrentado, tendo a chance de voltar a ver e a ser livres. Deus vê longe, Deus vai à frente com sua Sabedoria e seu Poder, a fim de que nada venha a nos faltar. Deus é fonte inesgotável de riquezas. “Quem será capaz de relatar as suas obras? Quem poderá compreender as suas maravilhas? Quem poderá descrever todo o poder de sua grandeza? Quem empreenderá a explicação de sua misericórdia? Nada há a subtrair nada a acrescentar às maravilhas de Deus; elas são incompreensíveis. Quando o homem tiver acabado, então estará no começo; e quando cessar a pesquisa ficará perplexo” (Eclesiástico 18). Como então banir esse Deus do nosso pensamento? Como rejeitá-lo de nossa vida? Paz e Bem! R. Carlos

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20/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUEVOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! “Banindo do seu coração...” São Rafael fala primeiro do coração porque é a caixa dos nossos sentimentos, onde guardamos as emoções mais profundas que possuímos aquilo que trazemos de mais belo em nós, mas é também onde guardamos nossos ressentimentos, mágoas, angústia... Nosso sentimento, porém, é que controla a nossa vontade, e esta, por sua vez, é quem dirige nossa vida. Banir Deus de nosso coração é não permitir, então, que Ele faça parte de nossos sentimentos, pois somos o senhor absoluto deles e de nossas emoções. Somos nós, unicamente, que os controlamos e dirigimos. Assim, por exemplo, ao se cansar do corpo do cônjuge e começa a sentir um sentimento de rejeição por ele, vem a vontade de trocá-lo por outro (e muitos fazem isto). Então, se esse Deus de amor não estiver em nosso coração e vencer esse sentimento negativo ali contido, a brecha para satanás entrar está aberta. Se não permitirmos que o Espírito de Deus aja em nossa natureza humana, serão nossas paixões que nos arrastarão e nos dominarão. É preciso que a graça e a natureza convivam e trabalhem juntas, em comunhão. Paz e Bem! R. Carlos

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17/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! “São os que se casam” os que se encontram, convivem, descobrem que podem se completar um no outro, trocam juras de amor e promessas de fidelidade na dor e na alegria, até o fim. Assim, dizem todos os que se casam. Dessa forma é que se inicia sempre uma família. Ricos ou pobres, todos seguem quase sempre os mesmos passos. Impulsionados por boas ou más intenções, disfarçadas ou não, no início, parece não haver distinção entre uma família que ficará, até o fim, firme como a rocha, e outra, que sucumbirá com o tempo, “Banindo Deus de seu coração e de seu pensamento”. Sim, as palavras de São Rafael, agora, começaram a ficar mais claras e definidas. Casar, afastando Deus, impedindo que Deus entre e faça parte da complementaridade que Ele próprio criou entre o homem e a mulher é porta para o fracasso. Paz e Bem! R. Carlos

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16/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Sara jamais poderia imaginar que, após a sua oração, Deus começaria a intervir imediatamente, colocando o Arcanjo São Rafael, um dos sete que assiste na sua presença, no caminho de Tobias. Rafael, cujo nome é “Deus cura”, disfarçado em bom amigo e servo fiel, vem orientar Tobias como expulsar o demônio Asmodeu, porque Tobias jamais poderia vencê-lo sozinho, sem a interferência Divina. Rafael, no diálogo profundamente amigo com o jovem Tobias, deixa hoje, muito claro para ele e para todos nós, sobre quem esse demônio ainda tem poder: “São os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão, como o cavalo e o burro, que não tem entendimento: sobre estes o demônio tem poder”. Vamos meditar nessas Palavras de Deus, ditas através dos lábios de São Rafael, porque nelas se esconde o segredo de um casamento vitorioso. Paz e Bem! R. Carlos

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15/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO (A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Sara clamou pela fidelidade e misericórdia do Senhor Deus, e sua oração chegou até a glória do Deus Altíssimo. Sara foi ouvida. Sim, Deus a atendeu muito além do que ela poderia imaginar. Deus destinou a ela um novo homem, diferente de todos os outros, porque aquele era o homem que o Senhor Deus planejara para ela desde a eternidade: Tobias. O Senhor Deus escolheu para ela o homem certo, aquele que realmente a faria feliz, porque o Senhor Deus jamais se enganaria (quantas vezes insistimos em escolher sozinhos, e acabamos infelizes). A sua oração de súplica e louvor e seu jejum abriram o caminho e agora o homem de sua vida estava prestes a chegar! “Então eu devo orar também ao Senhor Deus para minha vida sentimental?” - perguntará você. Deus lhe responde através de Sara, e quer lhe fazer ver que é preciso confiar a Ele tudo o que lhe diz respeito. Desde o seu trabalho, a sua saúde, até o companheiro que você deseja para se casar. O Senhor Deus se alegra em poder participar com você dessa maravilhosa aventura de amor, que culminará com uma família cheia das Suas bênçãos e testemunha de Sua glória para o mundo. Se for preciso enviar do céu um anjo para providenciar isso a você, o Senhor Deus o fará. Temos que lembrar, porém, que entre a sua oração até o tempo de poder contemplar Tobias em sua vida, Sara passou pela serenidade da entrega. Ela, a princípio, nada via, de mudança com olhos humanos, mas esperava com os olhos da fé. E Deus então agiu. Isso quer dizer que se você não tiver uma resposta imediata à sua oração, não deve pensar que o Senhor Deus o abandonou. Não. Continue louvando, pedindo e jejuando, e Deus agirá! (Não haver resposta imediata não significa que Deus não está agindo). Paz e Bem! R. Carlos

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14/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO (A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! O Senhor Deus, na sua imensa fidelidade e compaixão, amando-a com amor sem fim, volta então os Seus olhos para Sara e envia o Arcanjo São Rafael para libertá-la e concretizar o plano que Ele traçara para ela. Que testemunho de maturidade e sabedoria a jovem Sara quer dar hoje para as mulheres! Humilhada, socialmente vítima dos mais terríveis e maldosos comentários, sozinha, em vez de se lançar ao mundo à procura desesperada de outro homem, Sara se lança aos pés d’Aquele que é maior que o mundo, aos pés de Deus e a Ele entrega totalmente a sua vida. No meio da angústia, Sara levanta os olhos aos céus e louva o Senhor com todas as forças de seu coração nesta belíssima oração: “Não está nas mãos do homem penetrar os vossos desígnios. Mas, todo aquele que vos honra tem a certeza de que sua vida se for provada, que depois da tribulação haverá a libertação, e que se houver castigo, haverá também acesso à Vossa misericórdia. Porque vós não vos comprazeis em nossa vida: após a tempestade, mandais bonança; depois das lágrimas e dos gemidos, derramais a alegria. Ó Deus de Israel, que o vosso nome seja eternamente bendito!” (Tobias 3, 20-23). Ninguém poderia louvar de forma tão extraordinariamente ao Senhor, se já não O conhecesse profundamente em seu coração. Sara sabia que Deus vê e provê, e já experimentara, por certo, em outras situações de sua vida, que Deus é amor sem fim, compassivo e cheio de doçura, que não deseja a perda nem as lágrimas de nenhum dos seus amados e que jamais a abandonaria naquele momento tão desesperador. Confiou então a Ele a sua vida, seu futuro, seu destino e não foi decepcionada. Sara não se revoltou, Sara louvou e esperou no Senhor. Paz e Bem! R. Carlos

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13/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO (A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Sara, tentava ao logo de sua vida completar-se com alguém, pois carregava consigo sonhos e planos, mas fracassara em todas as suas experiências e tentativas. Esses fracassos a preocupavam profundamente, é claro, mas a causa de seu maior sofrimento eram as constantes humilhações que ela sofria calada, tendo que se submeter até aos ultrajes de sua própria serva, porque Sara tinha sido dada sucessivamente a sete maridos, mas com nenhum pudera formar uma família. Asmodeu, o pior dos demônios, matara seus maridos, um após o outro, antes que se tivessem unido a ela como esposos. Asmodeu também é referido no Testamento de Salomão e é considerado o inimigo da união conjugal. Sim, o demônio que quer impedir que o homem se una à mulher, segundo o plano e a Palavra de Deus (Gênesis 2, 24). “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne”. Há maus espíritos que vêm deformar, desagregar, impedir e desarmonizar a união conjugal formada por Deus, que pode haver entre um homem e uma mulher, ou seja, vem tornar o que se completa, um motivo de grande e profunda discórdia. Muitas vezes imaginamos, cegos que somos, que os desencontros, as perturbações e os desajustes na vida dos casais vêm exclusivamente das chamadas “incompatibilidades de gênios”. Deus nos mostra em sua Palavra, e quer nos alertar, a fim de que saibamos que “não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os príncipes deste mundo – e que precisamos de Sua Palavra e do Seu poder para termos vitória em nossos relacionamentos e a complementaridade que daí possa nascer e se realizar em paz. Sara mergulhada na sua aflição, sobe ao seu quarto “... e aí ficou três dias completos, sem comer, sem beber. E orando com fervor, ela suplicava a Deus, chorando, que a livrasse dessa humilhação” (Tobias 3, 11). Paz e Bem! R. Carlos

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10/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO (A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Lamentavelmente uma sociedade materialista é, radicalmente, incapaz de compreender o mistério da virgindade. Cansamos de ouvir à nossa volta, que a virgindade é um absurdo humano, fonte de neurose e repressão. Para os que assim o afirmam, Deus está excluindo de seus universos, (e, particularmente, de suas vidas afetivo-sexuais) porque, na verdade, n’Ele, e só n’Ele, se encontra o mistério e a explicação para a virgindade. São pessoas incapazes de conhecer e consentir que Deus entre nessa área da vida humana e incapazes de entender o que é guardar-se em paz e esperar até a certeza de que chegou o cumprimento do plano de Deus. Não é de admirar que, quase sempre, venham a pagar um alto preço por isso. Faz parte da concordância com um mundo onde o homem e a mulher são totalmente impulsionados a serem dependentes do dinheiro, do álcool, do cigarro, das drogas e do sexo. E a dependência do sexo chega hoje a tal ponto que não pode falar nem mesmo das propagandas que vão de diversos produtos de consumo, alimentícios. Como admitir então a virgindade, se ser virgem é ser livre, é não criar dependência com nada e ninguém? Virgindade não é alienação. Virgindade é liberdade. É não ter amarras, não permitir ser dependente; é, ainda que sob pressão, poder dizer “não” quando tantos dizem “sim”.  “É evidente que a constituição psicológica do homem e da mulher exige mútua complementaridade. Porém, quando Deus vivo e verdadeiro ocupa, viva e completamente, um coração virgem, nesse caso deixam de existir necessidades complementares, porque o coração está ocupado e “realizado” plenamente. Mas, quando Deus, de fato, não ocupa completamente um coração consagrado, então nasce imediatamente a necessidade de complementaridade” (Santo Inacio Larrañaga). Essa necessidade, no entanto, pode ser de uma beleza extraordinária, se o homem e a mulher se completarem mutuamente em Deus e com Deus. Paz e Bem! R. Carlos

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09/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO (A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Sara, filha de Raquel, alma pura e íntegra, filha amorosa, jovem de fé e temente a Deus, estava só, em sua vida afetiva como mulher. A grande maioria das moças de sua idade já havia se casado, algumas até se envergonhavam de levar os seus filhos em seus passeios pelas ruas de Ragés, satisfazendo, com vaidade, os comentários da sociedade da época. Mas, Sara continuava só. Solidão, silêncio, virgindade era tudo o que habitava seu corpo e seu coração. Porém, isso não lhe angustiava a alma, porque estava povoada completamente pelo Senhor Deus. Era Ele quem dava sentido à vida dela e preenchia os seus vazios. Era Ele quem lhe concedia, com Seu Amor e Doçura, o equilíbrio interior que lhe permitia viver sem amargura, apesar de ser uma mulher sem namorado. “O coração de uma virgem é essencialmente um coração solitário. As emoções humanas de ordem afetiva-sexual que, por si, são clamorosas, ficam em completo silêncio em um coração virgem; tudo permanece em calma, paz como uma chama apagada. Nem reprimida, nem suprimida, mas controlada” (Santo Inácio Larrañaga). Assim vivia Sara, e isso não era motivo de tristeza para ela, porque sabia esperar em Deus. Sua inquebrantável confiança no Senhor a sustentava, fazendo com que permanecesse até aquele momento de sua vida com: - Coração puro: “Tu sabes Senhor que eu nunca desejei homem algum” (Tobias 3, 16). - Conduta intacta: “Nunca frequentei lugares de prazer...” (Tobias 3, 17). - Intenção santa para o matrimônio: “Se consenti em casar-me, foi por vosso temor”. (Tobias 3, 18). Paz e Bem! R. Carlos

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08/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO (A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! “Nele me alegrarei de todo meu coração. Dai graças ao Senhor, vós todos, seus eleitos; Celebrai dias de alegria e rendei-lhes louvores” (Tobit 13, 9-10). Peço a você que abra a Palavra de Deus no Livro de Tobias (Tobias 1 a 14). Para que a sua vida possa mudar, você não pode deixar de ler esta passagem da Sagrada Escritura.  Leia atentamente, você encontrará nele ensinamentos extraordinários e descobrirá como Deus pode intervir na vida de um homem e de uma mulher para que haja, segundo o Seu plano de amor, um encontro glorioso! Os que têm em seus corações o desejo do matrimônio devem meditar profundamente os ensinamentos que esta leitura nos permite. Nela encontraremos orientações cheias de sabedoria a respeito dos princípios que devem guiar aqueles que desejam se casar e fazer de seu casamento bênção e vitória! Não há, em toda a Bíblia, um livro que oriente tão poderosamente um homem e uma mulher para o casamento do que o livro de Tobias. Anunciador eloquente da Providência Divina é de tal atualidade e sabedoria que precisa ser guardado no mais profundo de nossos corações. É preciso que saibamos que o Senhor Deus pode realizar também em nossas vidas tais prodígios e muito mais. Paz e Bem! R. Carlos 

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07/06/2016
NAMORO SANTO - COMO RECEBER DE DEUS O ESPOSO(A) QUE VOCÊ PROCURA
Queridos irmãos e irmãs! Imaginamos que o sonho de conseguir um bom companheiro, uma boa companheira, um marido uma esposa idealizada segundo o nosso coração, encontrar o príncipe encantado, a princesa encantada, é sonho tanto de homens como de mulheres. Isso é maravilhoso, porque nenhum dos dois, homem ou mulher, pode se completar totalmente sem o outro, a não ser quando existe uma vocação religiosa. Deus nos fez assim e nos quer assim. O homem e a mulher carregam dentro de si desejos e expectativas muito próximos quanto ao casamento. O problema está, porém, em encontrar a pessoa certa para dividir a vida conjugal. Dezenas de jovens têm um desejo imenso de encontrar seu companheiro(a) ideal, sem saber, porém, como fazer para consegui-lo(a) desesperando às vezes, diante da corrida do tempo. Jovem, tenha a idade que tiver, e que deseja encontrar seu amor, que Deus Pai reservou com ternura para você, desde toda a eternidade e para toda a eternidade.  Se você carrega uma grande tristeza porque todo o amor que há dentro de você está guardado, porque não há ninguém com quem você possa dividir a sua ternura e a riqueza de todos os seus sentimentos e seus sonhos, não desanime, porque seu tempo chegará. Paz e Bem! R. Carlos

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06/06/2016
COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Queridos irmãos e irmãs! Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e descriminação. Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos, mas, é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha. Paz e Bem! R. Carlos

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04/06/2016
COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Queridos irmãos e irmãs! A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como proximidades. O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre filhos de Deus e irmãos em humanidade. Paz e Bem! R. Carlos

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03/06/2016
COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Queridos irmãos e irmãs! Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cômodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na “terra Santa” do encontro com o outro que me fala (Êx 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo. Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral.  Paz e Bem! R. Carlos

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02/06/2016
COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Queridos irmãos e irmãs! Comunicar significa partilhar; e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de onipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum. Paz e Bem! R. Carlos

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31/05/2016
COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Queridos irmãos e irmãs! Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Santa Igreja Católica Apostólica Romana nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo de nossa comunicação capaz de superar a lógica que supera nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que a verdade (nos) tornará livres (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de denunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (Ef 4, 15). Paz e Bem! R. Carlos

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30/05/2016
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Queridos irmãos e irmãs! É desejável que a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por pedido. Façamos apelo, sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas, religiosas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo, como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É difícil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direção a processos de reconciliação, mas, é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus (Mt 5, 7-9). Paz e Bem! R. Carlos

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26/05/2016
COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA
Mensagem de Sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais:
Queridos irmãos e irmãs! Convidamos todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto implica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu Skakespeare: “A misericórdia não é uma obrigação. Desce do Céu como refrigero da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe”. Paz e Bem! R. Carlos

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25/05/2016
COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Queridos irmãos e irmãs! A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver as pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e ações hão de serem tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantém prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal e procurar não romper jamais o relacionamento e a comunicação. Paz e Bem! R. Carlos

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24/05/2016
COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Queridos irmãos e irmãs! Como filhos de Deus Pai Javé, somos chamados a nos comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, e transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Nosso Senhor Jesus Cristo, enviado pelo Pai Eterno, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, para que Nosso Senhor Jesus Cristo seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância à Palavra da fé e acende, na pregação e no testemunho, a centelha que nos vivifica. Paz e Bem! R. Carlos

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23/05/2016
COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais
Queridos irmãos e irmãs! O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana unida a Nosso Senhor Jesus Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor Divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus. Paz e Bem! R. Carlos

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19/05/2016
AS NOVAS COMUNIDADES – DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP
Bom dia, meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em 2010, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou o documento nº 100: “Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia”. É uma resposta à necessidade de uma verdadeira conversão pastoral para a vivência da fé? A conversão Pastoral toca muitos aspectos da vida Eclesial, não só no âmbito das estruturas, mas também no âmbito dos agentes e das ações. Mas, a comunhão é, sem dúvidas, um aspecto muito importante, desta conversão que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana deve buscar de forma permanente. Se a Santa Igreja é comunhão e a Paróquia é instância básica da Santa Igreja, ela deve se empenhar em estruturar-se como rede de Comunidades. Paz e Bem!      

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18/05/2016
AS NOVAS COMUNIDADES – DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP
Bom dia, meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Para uma Comunidade receber o reconhecimento Pontifício, primeiro a Nova Comunidade deve obter o reconhecimento como Associação Privada de Fieis de Direito Diocesano. Tendo cumprido esta etapa e na medida em que ela cresce existindo num número maior de Dioceses, ela pode elaborar melhor os seus Estatutos, contemplando a amplitude de sua existência e apresentar junto ao Pontifício (Conselho para os Leigos no Vaticano, o pedido de reconhecimento no âmbito Pontifício). Paz e Bem!      

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17/05/2016
AS NOVAS COMUNIDADES – DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP
Bom dia, meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Existe uma diferença entre uma Nova Comunidade e uma Associação Privada de fieis. A Associação Privada de fieis é a configuração canônica em que a Nova Comunidade se encaixa na Legislação Eclesial, quando ela adquire personalidade jurídica. As Novas Comunidades por ser um fenômeno novo não figuram como tal no atual Código de Direito Canônico, mas algumas delas na medida em que adquirem maior consistência Eclesial, elaboram estatutos e recebem aprovação Diocesana como Associação Privada de fieis, através de decreto do Bispo da Diocese onde se deu a fundação. Paz e Bem!      

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16/05/2016
AS NOVAS COMUNIDADES – DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP
Bom dia, meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo.

As novas comunidades são, em sua maioria, surgidas da Renovação Carismática Católica, pois são muitos os fatores que explicam esta relação. O alto nível de membros nos quadros da Renovação Carismática Católica, o clima de preparação e protagonismo laical, proporciona, certa autonomia e independência que a Renovação Carismática Católica cultiva no cenário eclesial, a abertura às aspirações do Espírito Santo, tudo isso faz com que ela se torne terreno fecundo para o surgimento das Novas Comunidades. Paz e Bem!

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13/05/2016
AS NOVAS COMUNIDADES – DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP
Bom dia, meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Como a Santa Igreja Católica Apostólica Romana faz discernimento se um Grupo Organizado pode ser definido como uma Nova Comunidade? Uma Nova Comunidade autêntica é antes de tudo um Dom e um apelo de Deus Pai que se manifesta através de uma ou mais pessoas e que participado por outras pessoas que comungam e se identificam com aquela proposta de vida cristã. Como desdobramento do Carisma fundamental é necessário que a Nova Comunidade apresente uma proposta apostólica específica, tenha uma percepção e vivência de uma espiritualidade que favoreça os membros na sua vocação à santidade e apresente um programa básico formativo, segundo as etapas da sua formação inicial e permanente. Paz e Bem!

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12/05/2016
AS NOVAS COMUNIDADES – DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP
Bom dia, meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo.
As Novas Comunidades que estão surgindo dentro da Santa Igreja Católica Apostólica Romana são uma realidade ainda recente. O Concílio Vaticano II marca esse novo Pentecostes, na vida da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. A partir de então surgem novos movimentos em respostas aos desafios da cultura moderna. Os fiéis encontram a possibilidade de vivenciar radicalmente o Santo Evangelho, de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente como verdadeiros discípulos missionários. Os primórdios do Cristianismo foram marcados pelo surgimento de várias Comunidades. Dois mil anos depois veem surgirem Novas Comunidades. Este fato é um renascimento do Cristianismo como origem? As Comunidades da Santa Igreja Primitiva eram mais amplas e variadas de ministérios. Algumas delas tiveram mesmo Apóstolos à sua frente. Neste aspecto, do ponto de vista teológico são as Dioceses que têm um parentesco mais próximo com elas. No entanto, as Novas Comunidades, num esforço de retorno às fontes, encontram também nestas Comunidades inspiração para a sua vivência de comunhão. Paz e Bem!

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11/05/2016
54ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB (CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL)
Todos os anos, duas semanas depois da Páscoa, os Bispos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, de todas as Dioceses do Brasil se reúnem em Assembleia Gera. Reuniram-se na 54ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, Estado de São Paulo. Esta reunião anual é um sinal de unidade da Santa Igreja Católica no Brasil, representada por seus pastores, sucessores dos Apóstolos e responsáveis pela vida e ação da Santa Igreja Católica no Brasil. São dias de orações, reflexões, estudos, troca de experiências, retiros, planejamentos e de convivência fraterna. Temas foram abordados tais como: Liturgia, Doutrinas sobre a fé, temas Canônicos, obrigatoriedade do matrimônio civil, Dízimo, Batismo, questão indígenas, situação atual do Brasil. Este encontro dura 10 dias com celebrações Eucarísticas diárias. Observação: todo este encontro é informado diariamente ao Santo Padre o Papa Francisco.

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10/05/2016
PDEP (PLANO DIOCESANO DE EVANGELIZAÇÃO E PASTORAL) DA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, ESTADO DE SÃO PAULO
Bom dia, meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo! Foi muito positivo o encontro realizado no último dia 16/04/2016, na Diocese de São José dos Campos, Estado de São Paulo, para apresentar aos representantes dos CPPs (Conselho Pastoral Paroquial) a primeira parte do EDEP (Plano Diocesano de Evangelização e Pastoral). Houve expressiva presença dos convocados em cada região Pastoral, revelando o interesse e o compromisso dos fiéis cristãos por este plano pastoral. Alguns grupos de diocesanos ainda não tiveram contato com o PDEP, mas o farão em breve. Até o dia 21/06/2016 esses grupos serão visitados por membros da ECOP (Equipe de Coordenação Pastoral) e lhes será apresentado aquilo que já foi elaborado. Tendo o projeto o compromisso pastoral e evangelizador com as famílias, juventude, processo catequético, formador de discípulos missionários, dimensão social da fé e ação missionária. Pedimos que todos os diocesanos rezem sempre na intenção deste projeto. Paz e Bem!

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09/05/2016
NOSSA SENHORA APARECIDA VISITA A DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP
Bom dia, meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo.

No dia 1 de maio de 2016, a Diocese de São José dos Campos-SP completou 35 anos de existência. São 35 anos de História e missão. Foi ocasião privilegiada para a Diocese. Dia de celebração, agradecimentos e tomada de consciência das maravilhas que Deus Pai tem realizado através desta tão nova Diocese. Para marcar essa data, aconteceu a recepção da Imagem jubilar de Nossa Senhora Aparecida, vinda do Santuário Nacional de Aparecida-SP, e que durante um ano visitará as Paróquias que compõem a Diocese. Essa visita abriu para a Diocese de São José dos Campos–SP um tempo especial de graças, pois quando a Mãe vem ao encontro dos seus filhos traz seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, e muitas bênçãos para compartilhar conosco. Como há dois mil anos, Maria Santíssima dirigiu-se apressadamente à casa de Isabel, Ela veio agora visitar a Diocese de São José dos Campos–SP, convidando seus filhos a fazerem tudo aquilo que Nosso Senhor Jesus Cristo nos disser. Com Maria Santíssima se pode aprender o jeito de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão necessário para a verdadeira alegria de quem O segue e anuncia. Paz e Bem!

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28 abril 2016
METAS DE EVANGELIZAÇÃO QUERIGMÁTICA
PRIMEIRO: RENOVAÇÃO DO BATISMO.
Amor – amor pessoal e incondicional.
Existem diversas situações que nos impedem, na prática, de sentir e deixar penetrar a realidade do amor pessoal de Deus, que são fundamentalmente três: 1º - Pode ser a imagem distorcida de Deus, que qualquer um pode ter, pelo fato de haver recebido uma educação religiosa deturpada, aquela que apresenta um Deus como juiz severo. 2º - Para outros pode ser a imagem paterna ferida, por aquele cuidado e amor que seus pais não puderam ou não souberam demonstrar-lhes diretamente, ou tudo aquilo que os tenha machucado ou ferido, que traz como consequência aquela criança pequena ferida e machucada interiormente. Não ter podido sentir e expressar seus sentimentos, sendo por isso reprimido ou envergonhado. Não ter conseguido satisfazer suas necessidades primordiais no momento oportuno. 3º - Ou ainda pode ser pela própria vida de pecado e afastamento de Deus e do seu amor, sem conhecê-Lo nem haver experimentado sua ação em nós. Neste instante, precisamos abrirmo-nos para a experiência do amor de Deus, paternal e cuidadoso. Precisamos crer na Sua Palavra, e darmos testemunho disso. Deixemos penetrar agora esta verdade e experimentarmos esta realidade em nosso coração. Qual é o bloqueio que eventualmente possamos ter? Algum ou vários dos enumerados. Convidamos a cada um que meditem por alguns momentos, em silêncio, sobre esta verdade importante e fundamental de que Deus ama a cada um de maneira pessoal e incondicional. (Continua).

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27 abril 2016
METAS DE EVANGELIZAÇÃO QUERIGMÁTICA
PRIMEIRO: RENOVAÇÃO DO BATISMO
Amor – amor pessoal e incondicional.
Não Temas: De quantas coisas e situações temos medo, aflições interiores. Afasta todo medo e insegurança, toda falta de auto estima, todo sentimento de que não vales nada e não se importa consigo mesmo, de que não serves para nada.
Deus diz a você: És meu. E todo mundo cuida daquilo que sente que é dele. Deus Pai todo poderoso, nos fez, somos d’Ele. Deus mesmo diz a você é d’Ele.
Se desejássemos fazer entrar somente estas verdades em nosso coração, bastaria somente isto para nos transformarmos; Deus nos ama, pessoalmente, incondicionalmente; não importa o que nos sejamos agora, ou o que tenhamos sido ou feito antes! “O amor de Deus não se afastará de nós”.
Mesmo depois de Tê-lo recusado e a Seu amor, e havermos nos separado de Deus pelo pecado, Ele continua nos amando e não nos abandona. Deus nos oferece a reconciliação, a salvação e a Vida Nova. (Continua).

 

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26 Abril 2016
METAS DE EVANGELIZAÇÃO QUERIGMÁTICA
PRIMEIRO: RENOVAÇÃO DO BATISMO
Amor – amor pessoal e incondicional.
Se nós todos somos filhos de um mesmo Pai, todos somos irmãos, e o amor de Deus deve manifestar-se no amor ao irmão; portanto, devemos tratar todos como irmãos. Deus diz que cada um é precioso aos Seus olhos, estimado, valioso e valorizado; cada um de nós muito estimado por Deus.
 (Continua).

 

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18 Abril 2016
METAS DE EVANGELIZAÇÃO QUERIGMÁTICA
PRIMEIRO: RENOVAÇÃO DO BATISMO.
Amor – amor pessoal e incondicional.
Como Pai providente, sempre está preocupado e cuida de tudo e de cada aspecto de nossa vida. Você já pensou nisto? Escuta o que o próprio Deus diz em sua Palavra: “E agora, eis o que diz o Senhor aquele que te criou Jacó, e te formou, Israel: nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Fica tranquilo, pois estou contigo, do Oriente trarei tua raça, e do Ocidente eu te reunirei” (Is 43, 1-5). Deus nos criou e para Ele caminhamos. D’Ele viemos e para Ele vamos. Deus é o Princípio e o Fim. Alfa e Ômega.   
Somente Deus sabe como e para onde fomos feitos, e como devemos viver adequadamente, como indivíduos e como sociedade. Sua Lei e seus mandamentos são para serem seguidos. Para isso, Deus deu a cada um de nós dons, talentos, inteligência, liberdade de decisão, sentimentos e emoções.  
Deus colocou tudo em nossas mãos, como administradores de toda a criação, para cuidarmos sem destruir e transformá-la através de nossa iniciativa e trabalho criativo, para o nosso próprio beneficio, serviço e para a sociedade, com espírito agradecido, louvando e bendizendo Seu nome. 
Deus é nosso fim e o centro de gravidade: fomos criados para Ti, Senhor, e nosso coração está sempre inquieto, correndo e buscando por todas as partes até que encontra seu lugar e descanso em Ti; saciando a sede de nossos legítimos desejos e nossas verdadeiras e profundas necessidades individuais e de toda a humanidade.  (Continua).

 

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15 Abril 2016
METAS DE EVANGELIZAÇÃO QUERIGMÁTICA
PRIMEIRO: RENOVAÇÃO DO BATISMO
Amor – amor pessoal e incondicional.
Deus o ama, pessoalmente, como Pai amoroso. Ele o Ama, você é importante para Ele, aceita-o incondicionalmente. Seja homem ou mulher, de qualquer idade, de qualquer raça ou cor de pele, de qualquer tamanho ou aspecto, rico ou pobre, com ou sem estudo, culto ou sem cultura, empregado, trabalhador braçal ou camponês. Pelo que você é não pelo que você tem ou sabe fazer, pela sua posição ou seu nível social. Nosso Senhor Jesus Cristo o ama e aceita. Você é filho de Deus feito à Sua imagem e semelhança. Seja consciente dessa dignidade. Seu amor é fiel e firme, sempre certo, não falha nunca, em nenhuma circunstância e por nenhum motivo. “É eterno o seu amor, sua fidelidade é firme”, “poderá uma mãe abandonar o filho de suas entranhas, mas Deus não o esquece”. “As montanhas e os cerrados poderão mudar de lugar, mas o amor de Deus não se afastará jamais do seu lado”. Deus mesmo está dizendo a cada um, agora, na sua palavra. Como Criador Deus tem um plano de amor para cada um de nós: que nós alcancemos a plenitude e a felicidade neste mundo e definitivamente na eternidade. Alcançar a plenitude em tudo que é positivo e bom, para que tudo se realize plenamente: em cada um como indivíduo corpo, mente e espírito; em nossas realizações familiares e pessoais; êxito em nosso trabalho, pelo esforço responsável em conseguirmos os bens materiais suficientes para um honesto e adequado sustento e desenvolvimento nosso e de nossa família. (Continua).

 

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14 abril 2016
METAS DO QUERIGMA
Pelo que, transpondo os ensinamentos elementares da Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo procuremos alcançar a plenitude. Não queremos agora insistir nas noções fundamentais da conversão, da renúncia ao pecado, da fé em Deus, na Doutrina dos vários batismos, da imposição das mãos, da ressurreição dos mortos e do julgamento eterno. Isto faremos, se Deus o permitir. Porque aqueles que foram uma vez iluminados saborearam o Dom Celestial, partiram dos Dons do Espírito Santo, experimentaram a doçura da Palavra de Deus e as maravilhas do mundo vindouro, e, apesar disso, caíram na apostasia (Hb 6, 1-5).  Nele também vós, depois de terdes ouvido a Palavra da verdade, o Evangelho de vossa salvação no qual tendes crido, fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido. (Ef 1, 13).  Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo (Atos 2, 38). (Continua).

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11 abril 2016

 

EVANGELIZAÇÃO QUERIMÁTICA O PRIMEIRO ANÚNCIO

 

NOTA

 

A Evangelização Querigmática o Primeiro Anúncio, é prioridade pastoral da Santa Igreja Católica Apostólica Romana e o ensinamento para toda a vida cristã. É para ser no cristão a raiz da árvore, absolutamente anterior a todas as espiritualidades específicas que virão depois, como possíveis ramificações dessa árvore, mas que supõem primeiro a raiz e o tronco para fundamentar o ser cristão e ele ser de fato cristão, antes de pertencer a algum ramo, ou seja, Associação, Movimento, Ordem ou Congregação, ou alguma Espiritualidade específica.

 

INTRODUÇÃO

 

Urgência da Evangelização

 

Numerosos documentos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana atualmente insistem na urgência de evangelizar e catequizar de uma maneira integral, num processo dinâmico, com planos orgânicos de uma Pastoral Integral. A evangelização constitui de fato, a graça e a vocação própria da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a sua mais profunda identidade. Ela existe para Evangelizar e Catequizar adequadamente os cristãos que foram batizados e vivem o cristianismo popular debilitado (é uma tarefa é um desafio). Nosso pensamento pastoral se dirige aqueles que, embora nascidos em países cristãos..., nunca foram educados na sua fé e são chegados à idade adulta, como verdadeiros catecúmenos. É urgente um catecumenato para numerosos jovens e adultos que, tocados pela graça, descobrem pouco a pouco o rosto de Nosso Senhor Jesus Cristo e experimentam a necessidade de a Ele se entregar. A educação ordenada e progressiva da fé deve ser atividade prioritária, atividade que leve a um processo de conversão e crescimento permanente e progressivo na fé e forme homens pessoalmente comprometidos com Nosso Senhor Jesus Cristo, capazes de participação e comunhão no seio da Santa Igreja Católica Apostólica Romana e dedicada ao serviço da salvação do mundo. Não podemos perder de vista a importância da Evangelização. Nela temos que distinguir diversas etapas e momentos que formam o processo dinâmico e evangelizador. Cada etapa deve cumprir suas metas concretas, de maneira explicita, antes de passar para a seguinte etapa.

 

ETAPAS DA EVANGELIZAÇÃO

 

A evangelização é uma realidade rica, complexa e dinâmica, constituída por elementos ou, se preferir, de momentos essenciais e diferentes entre si, que é preciso saber abrangerem com uma visão de conjunto, na unidade de um único movimento. Entre Evangelização e Catequese não existe separação nem oposição, como também não há identificação pura e simples, mas existem sim relações intimas de integração e de complementaridade recíproca. É um processo dinâmico em etapas. O Ministério da Palavra pode assumir diversas formas. Existe a forma que se chama evangelização ou pregação missionária, cuja finalidade é despertar a fé. Segue-se a forma catequética. A estas se acrescenta ainda a forma litúrgica (por exemplo, homilia). Há, finalmente, a forma teológica. É importante distinguir estas várias formas, cada uma das quais é regida por leis próprias. Entretanto estão todas intimamente ligadas entre si. Cada etapa tem uma meta concreta, um conteúdo de mensagem especifica e um modo de apresenta-lo.

 

Dirigida a destinatários concretos e realizados por agentes próprios. Não podemos supor que as pessoas já foram evangelizadas, por isso, a primeira etapa é a evangelização, com o Primeiro Anúncio, o Querigma. Somente depois de cumprida esta etapa é que se passará à Catequese.

 

Puebla nos mostra os passos que devem ser seguidos:

 

A Evangelização dará prioridade à proclamação da Boa Nova, à catequese bíblica e à celebração litúrgica. As celebrações litúrgicas supõem uma iniciação de fé, mediante: o anúncio evangelizador, a catequese e a pregação bíblica. Uma metodologia que inclua, sob a forma de processo permanente por etapas sucessivas, a conversão, a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, a vida em comunidade, a vida sacramental e o compromisso apostólico. (Atos dos Apóstolos 2, 38. 42).

 

A Evangelização Querimática.

 

Este primeiro anúncio demonstra cada dia mais necessários igualmente para multidões de homens e mulheres que receberam o batismo, mas vivem fora de toda a vida cristã. Deve-se ter em conta o fato de que muitas vezes não se verificou a Primeira Evangelização. Certos números de crianças batizadas na primeira instância chegaram à catequese paroquial sem terem recebido qualquer outra iniciativa na fé, e sem terem uma adesão explícita e pessoal a Nosso Senhor Jesus Cristo. O anúncio tem prioridade permanente na missão. Na realidade complexa da missão, o primeiro anúncio tem um papel central e insubstituível, porque introduz no ministério do amor de Deus que, em Nosso Senhor Jesus Cristo, nos chama a uma estreita relação pessoal com Ele e predispõe a vida para conversão. A fé nasce do anúncio e cada comunidade consolida-se e vive da resposta pessoal de cada cristão fiel a esse anúncio. O anúncio da Palavra de Deus visa à conversão cristã, isto é, a adesão plena e sincera a Nosso Senhor Jesus Cristo e a seu Evangelho, mediante a fé. Este primeiro anúncio é o Querigma, que suscita a fé, abre o coração, leva à conversão e prepara a adesão a Nosso Senhor Jesus Cristo. O Espírito Santo semeia e gera a fé com o Primeiro Anúncio e leva o cristão a aceitar pela fé a Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo como único Senhor e Salvador após ter lhe dado uma adesão, por uma sincera conversão de coração. A partir da situação generalizada de muitos batizados, que não deram sua adesão pessoal a Nosso Senhor Jesus Cristo pela conversão primeira, impõe-se, no ministério profético da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, de modo prioritário e fundamental, a proclamação vigorosa do anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo morto e ressuscitado, raiz de toda evangelização, fundamento de toda promoção humana e principio de toda autêntica cultura cristã. (Continua).

 

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7 Abril 2016

GEOGRAFIA E HISTÓRIA DO TEMPO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

APRESENTAÇÃO

A partir do Concílio Vaticano II, a Bíblia retomou o seu lugar na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, como fonte e alma da vida cristã. A cada dia o povo descobre o tesouro dos Livros Sagrados e, progressivamente, vai tomando consciência da relação que existe entre Bíblia e Vida. Podemos dizer que o povo cristão percebe cada vez mais a Bíblia dentro de suas vidas e passa a encontrar a suas vidas dentro da Bíblia. A Palavra de Deus se torna assim verdadeira “lâmpada para os pés, e luz para o caminho” (Salmo 119, 105). A Bíblia é fonte inesgotável, e sem fim, é também a nossa sede. Nós fomos a essa fonte e procuramos ler os Evangelhos à luz da realidade desafiadora do nosso país e do nosso continente. Nossa intenção é de abrir canais para que a água dessa fonte fecunde o chão dos nossos problemas e das nossas buscas. 

INTRODUÇÃO

Devemos situar o contexto do tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo, analisando os aspectos geográficos, econômicos, políticos, social e religioso, apontando uma perspectiva para a leitura e compreensão do texto Bíblico, vindo inserir dentro das buscas e caminhos para uma renovação da vida cristã no contexto da nossa realidade. É difícil tirar todo o aproveitamento da leitura dos Evangelhos, se não conhecermos alguma coisa da terra, ambiente e mecanismo da sociedade em que Nosso Senhor Jesus Cristo viveu, há dois mil anos atrás. Isso porque a encarnação do Filho de Deus aconteceu em tempo e lugar determinado, dentro de circunstâncias precisas e bem concretas. Assim, conhecer o contexto em que Nosso Senhor Jesus Cristo viveu não é apenas questão de cultura, mas também, e principalmente, dados necessários para se conhecer e avaliar com mais objetividade o que significou a vida, palavra e ação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só assim poderemos perceber melhor o que a vida, palavra e ação significam hoje, no contexto em que vivemos.    

TERRA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Nosso Senhor Jesus Cristo viveu na Palestina, pequena faixa de terra com área de 20 mil km², com 240 km de comprimento e máximo de 85 km de largura, correspondente aproximadamente à área do Estado de Sergipe. Do lado oeste, temos o Mar Mediterrâneo. A ao leste, o Rio Jordão. A Palestina é dividida de alto a baixo por uma cadeia de montanhas que muito influência no seu clima. Com efeito, na parte oeste, o vento frio do mar, ao chocar-se com a parte montanhosa, provoca chuvas freqüentes beneficiando toda a faixa costeira. O lado leste das montanhas, porém, não recebe o vento do mar e, conseqüentemente, apresenta clima quente e região mais árida. As terras cultiváveis estão na parte norte, na região da Galiléia e no vale do Rio Jordão. A região da Judéia é montanhosa e se presta mais como pasto de rebanhos e cultivo de oliveira. A cidade de Jerusalém conta com 50 mil habitantes, e está situada no extremo de um planalto, a 760 m acima do nível do Mar Mediterrâneo e 1.145 m acima do nível do Mar Morto. Por ocasião das grandes festas, chega a receber 180 mil peregrinos.

A SOCIEDADE DO TEMPO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Toda sociedade humana é formada por pessoas e grupos de pessoas unidas entre si por uma rede complexa de relações econômicas, políticas e ideológicas. Para situarmos a pessoa e a ação de Nosso Senhor Jesus Cristo é necessário examinar os modos de relação que existiam na sociedade daquele tempo.

ECONOMIA

As atividades que formam a base da economia no tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo são duas:

a) A agricultura e a pecuária (junto com a pesca);

b) E o artesanato.

A agricultura é desenvolvida principalmente na Galiléia. Cultiva-se trigo, cevada, legumes, hortaliças, frutas (figo, uva), oliveiras. Das árvores de Jericó, na Judéia, extrai-se bálsamo para perfumes.

A pecuária encontra-se principalmente na Judéia: criação de camelos, vacas, ovelhas e cabras. A pesca é intensa, no Mar Mediterrâneo, no lago de Genesaré e no Rio Jordão.     

Na agricultura, a maior parte da população é formada por pequenos proprietários. Ao lado desses, existem os grandes proprietários (anciãos) que geralmente vivem na cidade, deixando a direção de suas propriedades a cargo de administrador, e empregando a força de trabalho de diaristas e escravos. Muitas vezes, acontece que os pequenos proprietários em apuros financeiros tomam dinheiro emprestado dos grandes, e vêem seus bens hipotecados. Isso favorece cada vez mais o acúmulo de terras nas mãos de algumas famílias ricas. Por fim, existem os camponeses sem propriedades, que arredam terras e trabalham como meeiros.

O artesanato se desenvolve nas aldeias e nas cidades, principalmente em Jerusalém. Os ramos principais dessa atividade são: cerâmica (vasilhames e artigos de luxo), trabalho em couro (sapatos, peles curtidas), trabalho em madeira (carpintaria), fiação e tecelagem, aproveitando a lã de carneiros, abundantes na Judéia. O artesanato de luxo se concentra em Jerusalém, e serve para ser vendido como lembrança aos peregrinos. Esse trabalho é feito por autônomos, estruturados em torno de produção familiar, em que o ofício passa de pai para filho. Há também pequenas unidades artesanais, que reúnem número significativo de operários. Juntos com os trabalhadores do campo, esses artesãos formam a mais importante classe trabalhadora da Palestina. Além desses artesãos há também padeiros, barbeiros, açougueiros, carregadores de água e escravos que trabalham tanto em atividades produtivas como em outros ofícios.

A circulação de toda mercadoria produzida, tanto na agricultura como no artesanato, forma outra grande atividade econômica: o comércio. Este se desenvolve mais nas cidades e está nas mãos dos grandes proprietários de terras. Nos povoados, o comércio é reduzido e o sistema é mais de troca. Toda a atividade comercial é controlada por um sistema de impostos. Essa política fiscal faz com que tanto o Estado Judaico como o Estado Romano se tornem monopolizadores da circulação das mercadorias, o que proporciona vultosas arrecadações. Esses impostos são cobrados pelos publicanos (cobradores de impostos). Há também taxas para se transportar mercadorias de cidade para outra e de um país para outro. Esses impostos e taxas se tornam insuportáveis no tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por essa visão geral da economia da Palestina já podemos perceber: Nosso Senhor Jesus Cristo é artesão (carpinteiro), vários discípulos são pescadores e um deles é cobrador de impostos.

O aparelho do Estado em Jerusalém exerce forte controle sobre a economia de todo o país. Além do pólo de atração do capital nacional, o Estado é o maior empregador (restauração do Templo, construção de palácios, monumentos, aquedutos, muralhas etc.). Nisso tudo, o Templo tem papel central:

Coleta de impostos, através da qual boa parte da produção do país volta para o Estado. 

Comércio: para atender à necessidade dos peregrinos e, principalmente, para manter o sistema de sacrifícios e ofertas do próprio Templo.       

O Tesouro do Templo, administrado pelos sacerdotes, é o tesouro do Estado.

Além de toda essa centralização econômica, o Templo emprega mão-de-obra qualificada, principalmente artesãos. Assim, o Templo se torna o grande centro de exploração e dominação do povo. Mas a exploração e dominação não se restringem a economia interna, pois a Palestina é colônia do império romano. Este também cobra uma série de impostos: o tributo (imposto pessoal e sobre as terras), uma contribuição anual para o sustento dos soldados romanos que ocupavam a Palestina, e um imposto sobre a compra e venda de todos os produtos.   

POLITICA.

O poder efetivo sobre a Palestina está nas mãos dos romanos. Mas, em geral, estes respeitam a autonomia interna das suas colônias. A Judéia e a Samaria são dirigidas por um procurador romano, mas o sumo sacerdote tem o poder de agir as questões internas, através da lei judaica. Este, porém, é nomeado e destituído pelo procurador romano. O centro do poder político interno da Judéia e Samaria é a cidade de Jerusalém e o Templo. Com efeito, é do Templo que o sumo sacerdote governa, assessorado por um Sinédrio de 71 membros, composto de sacerdotes, anciãos e escribas ou doutores da Lei. O Sinédrio é o Tribunal Supremo (criminal político e religioso) e sua influencia se estendem sobre todos os judeus, mesmo os que vivem fora da Palestina.

Nas cidades também existe pequeno aparato político (conselhos locais), denominado de inicio pelos grandes proprietários de terras e, mais tarde, pelos escribas ou doutores da Lei. Da mesma forma, nos povoados encontramos um conselho de anciãos, que se reúne tanto para decidir sobre questões comunitárias, como para casos de litígio ou transgressão de lei, funcionando como tribunal. Além disso, no campo, as relações de autoridade permanente são as relações familiares.         

GRUPO POLITICO-RELIGIOSOS.

Na sociedade do tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo podemos distinguir vários grupos, que se diferenciam no modo de se relacionar com a política, economia e religião, e que tem grande importância no quadro social da época.

SADUCEUS.

O grupo dos saduceus é formado pelos grandes proprietários de terras (anciões) e pelos membros da elite sacerdotal. Têm o poder na mão, e controlam a administração da justiça do Tribunal Supremo (sinédrio). Embora não se relacionam diretamente com o povo, são intransigentes em relação a ele, e vivem preocupados com a ordem pública. Os Saduceus são os principais responsáveis pela morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os saduceus são os maiores colaboradores do império romano, e tendem para uma política de conciliação, com medo de perder seus cargos e privilégios. No que se refere à religião, são conservadores: aceitam apenas a lei escrita e rejeitam as novas concepções defendidas pelos doutores da Lei e fariseus (crença nos anjos, demônios, messianismo, ressurreição).     

DOUTORES DA LEI.

O grupo dos doutores da Lei vai adquirindo cada vez maior prestígio na sociedade do tempo. Seu grande poder reside no saber. Com efeito, são os interpretes abalizados das Escrituras, e daí serem especialistas em direito, administração e educação. A influência deles é exercida principalmente em três lugares: sinédrio, sinagoga e escola. No sinédrio, eles se apresentam como juristas para aplicar a Lei em assuntos governamentais e em questões judiciais. Na sinagoga. Eles são os grandes intérpretes das Escrituras, criando a tradição através da releitura, explicação e aplicação da Lei para os novos tempos. Abrem escolas e fazem novos discípulos. Embora não pertençam economicamente à classe mais abastada, os doutores da Lei gozam de uma posição estratégica sem igual. Monopolizando a interpretação das Escrituras, tornam-se guias espirituais do povo, determinando até mesmo as regras que dirigem o culto. Sua grande autoridade repousa sobre uma tradição esotérica: não ensinam tudo o que sabem, e escondem ao Maximo a maneira como chegam a determinadas conclusões. 

FARISEUS.

Fariseus quer dizer separados. Inicialmente aliados à elite sacerdotal e aos grandes proprietários de terras, os fariseus deles se afastam para dirigir o povo, embora mantenham distância do povo mais simples (que não conhece a Lei). São nacionalistas e hostis ao império romano, mas sua resistência é do tipo passivo. O grupo dos fariseus é formado por leigos provindos de todas as camadas da sociedade, principalmente artesãos e pequenos comerciantes. A maioria do clero pobre, que se opõe à elite sacerdotal, também começa a pertencer a esse grupo. No terreno religioso, os fariseus se caracterizam pelo rigoroso cumprimento da Lei em todos os campos e situações da vida diária. São conservadores zelosos e também criadores de novas tradições, através da interpretação da Lei para o momento histórico em que vivem. A maior expressão do farisaísmo é a criação da sinagoga, opondo-se ao Templo, dominado pelos saduceus. Desse modo a sinagoga, com a leitura, interpretação dos textos bíblicos e oração, torna-se expressão religiosa, oposta ao sistema cultural e sacrifical do Templo. Os fariseus acreditam na predestinação, na ressurreição e no messianismo. Esperam um messias político co-espiritual, cuja função será precipitar o fim dos tempos e a libertação de Israel. Esse messias será alguém da descendência de Davi. E, para os fariseus, a estrita observância da Lei, a oração e o jejum provocarão a vinda do Messias. Os fariseus e os doutores da Lei simpatizam entre si, a ponto de muitos doutores da Lei ser também fariseus.  

ZELOTAS.

Os zelotas se constituíram a partir dos fariseus. Provêm especialmente da classe dos pequenos camponeses e das camadas mais pobre da sociedade, massacradas por um sistema fiscal impiedoso. São muito religiosos e nacionalistas. Desejam expulsar os dominadores pagãos (romanos), e também são contrários ao governo de Herodes na Galiléia. Querem restaurar um Estado onde Deus é o único rei, representado por um descendente de Davi (messianismo). Nesse sentido, os zelotas são reformistas, isto é, pretendem restabelecer uma situação passada. Enquanto os fariseus se mantêm numa atitude de resistência passiva, os zelotas partem para a luta armada. Por isso, as autoridades os consideram criminosos e terroristas e são perseguidos pelo poder romano. Entre os apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, provavelmente dois eram zelotas: Simão (Mc. 3,19) e Judas Iscariotes. Simão Pedro parece adotar certos métodos dos zelotas.    

HERODIANOS (PARTIDARIOS DE HERODES).       

Os herodíanos são os funcionários da corte de Herodes. Embora não formem um grupo social, concretizam a dependência dos judeus aos romanos. Conservadores por excelência têm o poder civil da Galileia nas mãos. Fortes opositores dos zelotas vivem preocupados em capturar agitadores políticos na Galileia. São os responsáveis pela morte de João Batista. 

ESSÊNIOS.       

Os essênios se tornaram mais conhecidos a partir da descoberta de documentos em grutas perto do mar Morto, em 1.947. O grupo é resultado de fusão entre sacerdotes dissidentes do clero de Jerusalém e de leigos exilados. Os essênios, na época de Nosso Senhor Jesus Cristo viviam em comunidades com estilo de vida bastante severo, caracterizado pelo sacerdócio e hierarquia, legalismo rigoroso, espiritualidade apocalíptica e a pretensão de ser o verdadeiro povo de Deus Pai Javé. Em muitos pontos assemelham-se aos fariseus, mas estão em ruptura radical com o judaísmo oficial. Tendo deixado Jerusalém, dirigem-se para regiões de grutas, para ai viverem o ideal monástico. Levam vida em comum, onde os bens são distribuídos entre todos, há obrigação de trabalhar com as próprias mãos, o comércio é proibido, assim como o derramamento de sangue, mesmo em forma de sacrifícios. A organização de comunidade lembra muito a das ordens religiosas cristãs: condições severas para a admissão, tempo de noviciado, governo hierárquico, disciplina severa, rituais de purificação, ceias sagradas comunitárias. Esperam um messias chamado Mestre da Justiça, que organizará a guerra santa para exterminar os ímpios e estabelecer o reino eterno dos justos.   

SAMARITANOS.

Apesar de não pertencerem ao judaísmo propriamente dito, os samaritanos são um grupo característico do ambiente palestinense. Mais ainda, que os judeus, observam escrupulosamente as prescrições do Pentateutico. Mas eles não aceitam os outros escritos do Antigo Testamento, nem freqüentam o Templo de Jerusalém. Para eles, o único lugar legitimo de culto é o monte Garizim, fica perto de Siquém, na Samaria. Esperam o messias chamado Taeb (= aquele que volta). Esse messias não é descendente de Davi, e sim novo Moisés, que vai revelar a verdade e colocar tudo em ordem no final dos tempos. Os samaritanos são considerados como raça impura pelos judeus, por serem descendentes de população misturada com estrangeiros.

A RELIGIÃO DO TEMPO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

A religião dos judeus no tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo está centrada em dois pólos fundamentais: O Templo e a Sinagoga.

TEMPLO.

O Templo é sem duvida o centro de Israel. É nele que todos os judeus, mesmo os da dispersão, devem se reunir para prestar culto a Deus. No Templo habita o Deus único, santo, puro, separado, perfeito. Por natureza, os seres humanos e as coisas são profanos, impuros, banais, imperfeitos. A única forma de se purificar é aproximar-se de Deus. O homem se torna mais puro quanto mais perfeito estiver de Deus; quanto mais distante de Deus, mais impuro. Percebe-se então, o poder dos sacerdotes na sociedade judaica: são eles que estão mais perto de Deus e, conseqüentemente, cabe a eles decidir sobre o que é puro e impuro, e também o que fazer para se purificar. Essa autoridade dos sacerdotes sobre o povo acaba legitimando e reforçando o Templo, que se torna não só o centro religioso, mas também o centro econômico e político. É por isso que o Tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo o Templo possui imensas riquezas (o Tesouro) e toda a cúpula governamental age a partir daí (o Sinédrio). Desse modo, a casa de oração e ofertas a Deus se torna um imenso banco e lugar de poder político. Em outras palavras, a religião se torna instrumento de exploração e opressão do povo. 

SINAGOGA.

O Templo é o centro de toda a vida de Israel. É o lugar de culto, e o povo o freqüenta principalmente por ocasião das grandes festas. Na vida comum, o centro religioso é constituído pela sinagoga, presente até mesmo nos menores povoados. Sinagoga é lugar onde o povo se reúne para a oração, para ouvir a palavra de Deus e para pregação. Qualquer israelita adulto pode fazer a leitura do texto bíblico na sinagoga, e pode escolher o texto que quiser. Depois da leitura, também qualquer adulto pode fazer a pregação, explicando o texto e relacionando-o com outros textos. Em geral, exalta-se a Deus e procura-se dar uma formação para a fé do povo, convidando-o a viver segundo a Lei.

O sacerdote não tem função especial na sinagoga, porque esta não é lugar de culto litúrgico. Embora qualquer adulto possa presidir a uma reunião, nem todos o fazem, ou por serem analfabetos ou por não se julgarem preparados para o comentário. As reuniões acabam sendo então sempre animados pelos doutores da Lei e fariseus, que cada vez mais propagam suas idéias e aumentam sua influencia sobre o povo, adquirindo prestígio cada vez maior.

Em geral, a sinagoga pertence à comunidade local. Nos povoados menores, ela serve também como escola para jovens e crianças. Nos centros maiores, constroem-se salas de aula ao lado da sala de reuniões. Em Jerusalém, algumas sinagogas tinham até hospedaria e instalações sanitárias para os peregrinos.   

Nosso Senhor Jesus Cristo viveu e morreu dentro do contexto histórico do século I. Quando lemos o texto dos Evangelhos, devemos estar atentos para avaliar corretamente a sua atividade dentro da formação social, econômica, política e religiosa do seu tempo. Só assim a palavra e a ação de Nosso Senhor Jesus Cristo adquirirão relevo concreto para que nós as entendêssemos melhor e possamos transpor toda a significação que há na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo para os nossos dias. Não se trata de reduzir toda a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo a nível sociopolítico. Mas nem de cair no oposto, reduzindo a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo a nível individual e intimista.

“E a palavra se fez homem e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho Único do Pai, cheio de amor e felicidade”. (Jo 1,14).

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6 Abril 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
APRESENTAÇÃO

 

Nascido em Turim, em 1815, e falecido na mesma cidade em 1888, São João Bosco, foi um verdadeiro amigo da juventude, à qual consagrou o melhor de sua longa e fecunda existência. Conseguiu reunir em torno de si um prodigioso movimento de apostolado. Embora sem recursos econômicos, com força de vontade e, sobretudo com uma inabalável confiança em Maria Auxiliadora, conseguiu executar projetos apostólicos grandiosos, para educação de meninos pobres. Exerceu enorme influência na vida social e política da época, sendo conselheiro de reis, de homens públicos e de Papas. Seus livros são escritos em geral com vista à formação da juventude. Sentia muito a falta de um livro adequado aos jovens, que contivesse meditações e conselhos e fosse, ademais, um devocionário completo, com as orações apropriadas para atender a todas as necessidades dos seus jovens leitores. São João Bosco ensinava aos jovens que todos os homens sem exceção, morremos e seremos julgados. Após o Juízo particular, cada pessoa tem seu destino eterno selado. Ou, pela misericórdia de Deus, ela vai para o Céu, ou vai para o Inferno.  

 

A Santa igreja Católica Apostólica Romana sempre recomendou como benéfica e muito salutar para as almas, a consideração desses fins últimos do homem. Muitos pecados e descaminhados se evitariam se em nossa memória estivessem presentes, de modo habitual, os novíssimos. “Em todas as suas obras lembra-te dos teus novíssimos e nunca pecarás, diz a Escritura Sagrada (Eclesiástico 7, 40). Nada mais adequado, pois, para os jovens de todos os tempos, do que a meditação dos novíssimos.

 

Meus queridos jovens

 

O demônio utiliza dois ardis principais para afastar os jovens da virtude. O primeiro consiste em convencê-los de que o serviço de Deus exige uma vida triste, e isenta de toda a diversão e prazer. Não são assim, caros jovens. Quero ensinar-vos um modo de vida cristã que vos manterá alegres e contentes, fazendo-vos conhecer ao mesmo tempo quais são as verdadeiras diversões e os verdadeiros prazeres, para que possais exclamar com o santo profeta Davi: “Sirvamos ao Senhor com alegria” (Salmo 99,2). É bem esse o objetivo deste trabalho: ensinar-vos como servir ao Senhor sem nunca perder a alegria. O outro ardil de que o demônio se vale para vos enganar é fazer-vos conceber uma falsa esperança de vida longa, convencendo-vos de que tereis tempo de vos converter na velhice ou na hora da morte! Sabei meus filhos, que assim se enganaram muitos jovens! Quem vos garante uma vida longa? Será por acaso possível fazer um pacto com a morte, para que ela vos espere até uma idade avançada? Lembrai-vos de que a vida e a morte estão nas mãos do Senhor, que pode dispor delas como bem entender. Ainda que Deus vos quisesse conceder muitos anos de vida, ouvi, não obstante, a advertência que Ele vos dirige: “O homem segue na velhice o mesmo caminho que empreendeu na sua adolescência e não se afastará dele (Provérbios 22, 6). Isso significa que, se começarmos cedo uma vida cristã, nós a continuaremos até a velhice e teremos uma morte santa, que será o princípio de nossa eterna bem-aventurança. Mas se, pelo contrário, nos conduzimos mal na nossa juventude, é muito provável que continuemos assim até a hora da morte, momento terrível que decidirá nossa eterna condenação. Para prevenir uma desgraça tão irreparável, ofereço-vos um método de vida simples e fácil, mas suficiente para que possais ser o consolo de vossos pais e a honra da pátria, bons cidadãos na terra e depois, felizes possuidores do Céu. 

 

Meus caros jovens; eu vos amo de todo o meu coração; basta-me que sejais ainda jovens para que vos ame com ardor. Podereis achar escritores muito mais virtuosos e sábios do que eu, mas dificilmente encontrará quem vos ame em Nosso Senhor Jesus Cristo mais que eu, e que mais deseje vossa felicidade. Eu vos amo particularmente porque em vossos corações conservais ainda o tesouro da virtude, com o qual tendes tudo, e cuja perda vos faria os mais infelizes e desprezados habitantes do mundo. Quero que o Senhor esteja sempre convosco e vos dê a graça de pôr em pratica estes meus conselhos, para poder salvar vossas almas e aumentar assim a glória de Deus. Que o Altíssimo vos conceda longos anos de vida feliz, e que o Santo temor de Deus seja sempre o grande tesouro que vos acumule de celestiais favores, no tempo e na eternidade.      

 

MEIOS NECESSÁRIOS PARA UM JOVEM ADQUIRIR A VIRTUDE

 

1º Conhecimento de Deus.

 

Observai meus queridos filhos, tudo quanto existe no céu e na terra: o sol, a lua, as estrelas, o ar, a água, o fogo. Tempo houve em que nenhuma dessas coisas existia. Foi Deus, com sua onipotência infinita, que as criou todas do nada, e por esse motivo se chama Criador. Deus que sempre existiu e sempre existirá, depois de ter criado todas as coisas que há no céu e na terra, deu existência aos homens, que é a mais perfeita de todas as criaturas visíveis. Assim, os olhos, a boca, a língua, os ouvidos, as mãos e os pés que temos – são todos dons de Deus. O homem se distingue dos demais animais porque possui uma alma que pensa, raciocina, quer e conhece o que é bom e o que é mal. Sendo a alma um puro espírito, não pode morrer com o corpo; logo que este seja cadáver, a alma começará outra vida que jamais terá fim. Se agir bem neste mundo, será para sempre feliz com Deus no Paraíso, onde gozará eternamente de todos os bens. Se agir mal, será terrivelmente castigada no inferno, onde sofrerá para sempre o fogo e toda espécie de tormentos. Considerai, pois, meus filhos, que fomos todos criados para o Paraiso, e Deus, nosso Pai amoroso, somente condena ao Inferno quem o merece por seus pecados. Oh! Quanto nos ama o Senhor! Ele deseja que pratiquemos boas obras, para nos tornarmos participantes, depois da morte, daquela grande felicidade que a todos nós preparou para sempre no Céu.  

 

2º Deus ama de um modo especial os jovens

 

Já que fomos criados para o Paraíso, queridos jovens vocês deveriam orientar todas as suas ações para esse grande objetivo. A eterna recompensa ou o terrível castigo que nos esperam devem mover-nos a isso: mais o que mais nos há de impulsionar e amar e servir a Deus são o Amor infinito que Ele nos tem. É verdade que Ele ama a todos os homens, por serem eles obra de suas mãos: entretanto, professa um afeto especial aos mais jovens, encontrando neles seu comprazimento: “achando as minhas delicias em estar com os filhos dos homens” (Provérbios 8,31). Deus vos ama porque estais em condições de fazer muitas obras boas em vossas vidas, sendo próprias de vossa idade a simplicidade, a humildade e a inocência; e em geral porque não chegastes ainda a ser presa do inimigo infernal.

 

Nosso Divino Salvador, durante sua vida mortal, deu também mostras de especial benevolência para com os pequenos. Assegura que considera como feitos a Ele mesmo todos os benefícios que se façam a eles. Ameaça terrivelmente aos que com suas palavras ou ações os escandalizem: “O que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria que lhe amarrassem ao pescoço uma roda de moinho e o lançassem ao fundo do mar”.  (Mateus 18,6).

 

Ele se comprazia em que as crianças O seguissem; e chamando-as para que as aproximassem dEle, abraçava-as e lhes dava sua Santa Benção, “Deixai que os pequeninos venham a mim” (São Mateus 19,14; São Marcos 10,14; São Lucas 18,16), dizia, demonstrando assim, ó jovens que vós sois as delicias de seu Coração. Já que o Senhor vos ama tanto, deveis ter o firme propósito de corresponder a esse amor, fazendo tudo quanto agrade a Deus e procurando evitar tudo o que possa desagradá-Lo.

 

3º A salvação da alma depende habitualmente dos tempos em que se é jovem.

 

Dois lugares preparados para nós na outra vida: para os maus, o inferno, onde se sofre todo o tipo de males; e para os bons o Paraíso, onde se gozam de todos os bens. Mas o Senhor vos adverte que, se começais a ser bons desde a juventude depois o sereis durante toda a vida, e Deus premiará vossas boas obras com uma eternidade de glória. Pelo contrário, o que tem má vida na juventude, continuará geralmente assim até a morte, indo parar inevitavelmente no inferno. Por isso, quando homens de idade avançada são dados aos vícios da embriaguez, do jogo ou da blasfêmia; podeis crer, em geral, que adquiriram esses maus hábitos na juventude: “O homem segue na velhice o mesmo caminho que empreendeu na sua adolescência, e não se afastará dele” (Provérbios 22,6). Ah! Meu filho, diz o Senhor, “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua juventude” (Eclesiastes 12,1). Em outra passagem das Sagradas Escritura louva o homem que desde a sua adolescência cumpriu os mandamentos: “É bom para o homem ter levado o jugo desde a sua mocidade” (Lamentações 3,27).

 

Os Santos conheceram esta verdade, e de modo especial Santa Rosa de Lima e São Luís de Gonzaga, que começaram a servir ao Senhor desde tenra idade, e mais tarde, já adultos, não encontravam prazer senão nas coisas que concerniam ao serviço de Deus, e chegaram assim a ser grandes santos. O mesmo se pode dizer do jovem Tobias, que foi desde a sua juventude obediente e submisso à vontade de seus pais, e depois da morte destes prosseguiu uma vida de virtude exemplar até o fim de seus dias. Dirão alguns: “Se começarmos tão cedo a servir a Deus nossa vida será bem triste”. Respondo que isso não é verdade. Muito pelo contrário! Tal coisa acontece somente aos que servem ao demônio; esses, ainda quando se esforçam por parecer alegres, sentem no coração o remorso por terem ofendido a Deus e uma voz que lhe diz: “És desgraçado, porque és inimigo do teu Deus”. Quem mais afável e jovial do que São Luís de Gonzaga? Quem mais risonho e alegre do que São Felipe Neri ou São Vicente de Paulo? Não obstante, suas vidas foram um exercício continuo das mais sublimes virtudes. Coragem, pois, meus caros: começai logo a praticar a virtude, e eu vos asseguro que terei sempre o coração alegre e contente, e conhecereis como é doce e suave servir ao Senhor. 

 

4º A primeira virtude de um jovem é a obediência aos pais e superiores.

 

A planta nova, ainda quando colocada num jardim bem cultivado, tem necessidade de apoio para se desenvolver convenientemente. Assim também vós, meus caros jovens, certamente fraquejareis diante do mal se não vos deixardes guiar pelos que estão encarregados da vossa educação e do bem da vossa alma. Deveis obedecer com exatidão a vossos pais e àqueles que fazem às vezes deles: “Honra o teu pai e tua mãe, e terás longa vida sobre a terra”, diz o Senhor (Êxodo 20,12).

 

Mas, honrá-los como? Obedecendo, respeitando e proporcionando a eles a assistência devida. Obedecer: para cumprir inteiramente esta primeira obrigação, é preciso que, quando vos ordenarem alguma coisa, os façais prontamente sem demonstrar descontentamento; longe de vos ser como os que dão manifestações de descontentamento, fazendo sinais com a cabeça ou, o que é ainda pior, respondendo com insolência. Esses injuriam seus pais e o próprio Deus, que se serve dos pais para manifestar-lhes sua vontade. Nosso Salvador, ainda que onipotente, quis ensinar-vos a obedecer, submeter-se em tudo à Santíssima Virgem e a São José, e ao praticar o humilde oficio de carpinteiro: “E era-lhes submisso” (São Lucas 2,51). Mais tarde, para obedecer ao Pai celestial, ofereceu-Se a morrer na Cruz e a sofrer os mais cruéis tormentos: “Fez-se obediente até a morte, e morte de cruz”. (Filipenses 2,8).

 

Deveis, da mesma forma, respeitar muito o vosso pai e a vossa mãe; nada façais sem sua permissão, e não vos mostreis impacientes em sua presença, guardando-vos de pôr a nu os seus defeitos. Nada fazia São Luiz Gonzaga sem permissão: quando não estavam em casa seus pais, solicitava-a até aos próprios domésticos. O jovem Luís Comollo viu-se um dia obrigado, sem culpa, a permanecer fora de sua casa mais tempo do que lhe tinha sido concedido; ao voltar, pediu humildemente perdão aos pais, derramando lagrimas por aquela desobediência involuntária. Deveis, por fim, prestar assistência a vossos pais em suas necessidades, servindo-os em casa, na medida do possível, e entregando-lhes o dinheiro ou os presentes que vos façam, para empregá-los segundo achem melhor. Deveis, ademais, rogar todos os dias por eles, para que Deus lhes conceda os bens espirituais e temporais de que necessitam. O que digo aqui de vossos pais, deve aplicar-se também a todos os superiores, eclesiásticos ou leigos, e aos mestres, dos quais recebereis com humildade e respeito todas as instruções, conselhos e correções; porque em tudo o que vos mandam não procura senão o vosso maior bem: ademais, obedecendo a eles, obedeceis ao próprio Jesus Cristo e à Santíssima Virgem.

 

Eu vos recomendo de todo o coração duas coisas: a primeira é que sejais sinceros com os superiores, nunca lhes ocultando vossas faltas com dissimulação, e ainda menos negando tê-las cometido. Diga sempre com franqueza a verdade, porque a falsidade, além de ofender a Deus, vos torna filhos do demônio, príncipe da mentira, e vos fará perder a honra e a reputação quando vossos superiores e companheiros descobrirem a verdade. A segunda é que torneis por regra de conduta os conselhos e advertências desses mesmos superiores. Felizes de vós se assim o fizerdes! Passareis uma vida feliz porque todas as vossas ações serão sempre boas, e darão bom exemplo ao próximo. Concluo dizendo-vos que o jovem obediente chegará a ser santo; pelo contrário, o desobediente vai por um caminho que o conduzirá à perdição.  

 

5º Respeito à Santa Igreja e aos cultos religiosos.

 

A obediência e o respeito que deveis ter para com os superiores devem estender-se à Santa Igreja e a todos os atos de religião. Como Católicos, devemos venerar tudo o que se relaciona com o Templo do Senhor; que é um lugar santo e casa de oração. Qualquer pedido que façam a Deus na Santa Igreja, se é para o bem de nossas almas, estejamos seguros de que será atendida: “Todo o que pede, recebe” (São Mateus 7,8). Que glória dará a Jesus Cristo, meus amados filhos, e que bom exemplo aos fiéis, se ali vos mantiverdes com devoção e recolhimento! Quando São Luís ia à Santa Igreja todos saiam a vê-lo, e ficavam edificados por sua piedade e compostura.

 

Quando chegais à Santa Igreja, entrai nela sem correr nem fazer ruído, faça o sinal da cruz com água benta: e, de joelhos, adorai a Santíssima Trindade rezando três Glórias ao Pai. Enquanto não começam os santos ofícios, podeis rezar as sete alegrias de Maria ou fazer qualquer outro exercício de piedade. Na Santa Igreja, nunca deveis rir ou conversar sem necessidade; basta às vezes um sorriso, ou uma palavra, para dar mau exemplo e distrair os que nos rodeiam. Santo Estanislau Kostka ficava na Santa Igreja com tal recolhimento que frequentemente nem ouvia quando o chamavam, e houve uma ocasião com que seus criados tiveram que tocá-lo para adverti-lo de que já era hora de voltar a sua casa.

 

Recomendo-vos ademais muito respeito para com os sacerdotes e religiosos; recebei com veneração os seus conselhos, saudai-os com reverência ao encontrá-los, e tende cuidado especial de não os ofender com atos ou palavras. Lembra-vos do terrível castigo dado por Deus aos meninos que zombavam do profeta Eliseu: quarenta deles foram destroçados por ursos ferozes que saíram de um bosque vizinho. Quem não respeita os ministros do Senhor deve esperar castigo muito severo. Imitai a Luís Comollo que dizia: “Do Ministro Sagrado, ou se fala o bem, ou então se cala”. Por fim, lembro que não vos deveis envergonhar de vossa fé, ainda quando fora da Santa Igreja; assim, quando passais diante de uma Santa Igreja ou de alguma imagem de Maria Santíssima ou de outro Santo, fazei publicamente um sinal de vossa reverência. Desse modo vos mostrareis bons católicos, e o Senhor vos cumulará de bênçãos pelo exemplo salutar dado ao próximo.  

 

6º Boas Leituras e Palavra de Deus.

 

Além do tempo destinado as orações da manhã e da noite, eu vos aconselho que dediqueis algum tempo à leitura de livros que tratem de coisas espirituais. Grandes vantagens vossa alma obterá com a leitura de livros espirituais; e maior será o vosso merecimento aos olhos de Deus se contais a outros os que ledes, ou se fizerdes a leitura em sua presença, sobretudo se for para as pessoas que não sabem ler. Se vos recomendo a leitura dos bons livros, devo também vos recomendar encarecidamente que fujais como da peste, dos maus livros e das más publicações. Os livros, jornais ou impressos em que a religião e a moral são menosprezadas, lançai-os ao fogo como faríeis com o veneno. Imitai os cristãos de Éfeso, que logo que ouviram de São Paulo o mal que produziram tais livros, apressaram a levá-los à praça pública, e fizeram com eles uma fogueira, preferindo que antes caíssem os livros no fogo do que suas almas ao inferno.

 

Nosso corpo se debilita e morre se não o alimentarmos; do mesmo modo nossa alma perde o vigor se não lhes damos aquilo de que ela necessita; o alimento da alma é a Palavra de Deus, quer dizer, a pregação e a explicação do Evangelho, o Catecismo. Apressai-vos, pois, a ir logo à Igreja; permaneça nela com maior atenção e aproveitai-vos dos conselhos que vos sejam úteis. É muito conveniente e até necessário para vós a assistência ao Catecismo. Não vos escuseis dizendo que já fizeste a Primeira Comunhão; pois mesmo depois dela tendes necessidade de sustentar a alma, como alimento diariamente o corpo; e se privais desse alimento espiritual, ela ficará exposta a grandes males.

 

Quando ouvirdes a Palavra de Deus, evitai as sugestões do demônio que vos engana dizendo-vos; “Isto o pregador está dizendo por causa de fulano, ou de sicrano”. Não, meus caros filhos! O pregador se dirige a cada um de vós, e quer que apliqueis a cada um de vós as verdades que está expondo. Além do mais, se um conselho não servir para vos corrigir de algo que tenhais feito no passado, ele servirá para vos preservar de cair no futuro.

 

Quando ouvirdes a Palavra de Deus, tratai de recordá-la durante o dia; e a noite, parai um pouco refletindo no que foi ouvido; desse modo tirareis grande proveito para a alma. Também vos recomendo cumprir os deveres religiosos, na medida do possível na vossa própria paróquia, pois, o pároco é a pessoa destinada especialmente por Deus para cuidar de vossa alma.   

 

MEIOS DE PERSEVERANÇA

 

Coisas que o jovem deve fazer

 

1º Conduta que deve observar nas tentações.

 

Desde vossa mais tenra idade, queridos jovens, o demônio procura fazer-vos cair no pecado, para escravizar vossas almas e torná-las inimigas de Deus. Por isso deveis vigiar continuamente para não cair no momento de tentação, ou seja, quando o demônio vos incitar a fazer o mal.

 

É de muita utilidade, para vos perseverar das tentações, afastando das ocasiões de pecado, das conversas escandalosas, dos espetáculos onde não se vê nada de bom e onde sempre há perigo de grave prejuízo para a alma. Procurai estar sempre com alguma ocupação, trabalhando ou estudando. Ou então desenhando, cantando ou tocando algum instrumento; e quando não sabeis o que fazer, deve divertir-vos com algum jogo inocente ou lendo algum livro bom, mas sempre com a permissão de vossos pais ou superiores. “Procura, diz São Jerônimo, que o demônio nunca te encontre desocupado”.

 

Quando sentires que estais sendo tentados, não permitais que a tentação se apodere de vossos corações; pelo contrário, fazei logo algo para afastar-se dela, trabalhando ou rezando. Se ela continuar, fazei o sinal de Cruz e beijai algum objeto religioso, dizendo: “Maria, auxilio dos cristãos, rogais por mim”; ou então: “São Luís de Gonzaga, fazei com que nunca ofenda o meu Deus”. Eu vos indico especialmente esse Santo porque ele foi proposto pela Santa Igreja como modelo e protetor da juventude. Para vencer as tentações, ele fugia de todas as ocasiões de pecado, jejuava freqüentemente a pão e água. Disciplinava-se de tal maneira que suas roupas, as paredes e o piso de seu quarto ficavam salpicadas com seu sangue inocente. Foi assim que ele obteve completa vitória sobre todas as tentações; também vós a obtereis se procurais imitá-lo, pelo menos na mortificação dos sentidos e especialmente na modéstia, e se o invocais de coração na hora das tentações. 

 

2º Remédios para as astúcias que o demônio usa para enganar a juventude. 

 

O primeiro laço que o demônio costuma estender para arruinar vossa alma é insinuar em vós a falsa ideia de que não podeis continuar pelos 80 anos que esperais viver, a difícil trilha da virtude, afastados de todos os prazeres. Quando o demônio insinuar isso, respondei: “Quem me garante que chegarei até essa idade? Minha vida está nas mãos do Senhor e pode ser que hoje mesmo seja o último dia de minha existência. Quantos da mesma idade que eu, estava saudáveis, alegres e contentes, e no dia seguinte já eram levados para o sepulcro! Quantos companheiros meus foram afastados deste mundo na flor da juventude! Não poderia acontecer-me o mesmo?”

 

E ainda que devêssemos que trabalhar aqui por muitos anos no serviço do Senhor, por acaso não seremos recompensados abundantemente com uma eternidade de glória e felicidade no Paraíso? Por outro lado, vemos que aqueles que vivem na graça de Deus estão sempre alegres e conservam paz e serenidade de espírito até nas horas de aflição; e sucede exatamente o contrário com os que se entregam aos prazeres, pois vivem nervosos, intranqüilos e quanto mais se esforçam para encontrar a paz em seus divertimentos, mais se sentem infelizes: “Não há paz para os maus, diz o Senhor” (Isaias 57,21). Talvez algum de vós alegue: “Somos jovens; se nos pomos a pensar na eternidade e no inferno, nos entristeceremos e acabaremos com a cabeça transtornada”. Não nego a idéia de uma eternidade desgraçada com um suplício que jamais acabará ponha medo e espanto a qualquer pessoa. Mas, dizei-me: se vos transtorna a cabeça só a idéia de cair no inferno, o que será cair de fato nele? Então, mais vale pensar nele agora do que cair nele mais tarde; porque é evidente que, se meditarmos nele como devemos saber evitá-lo. Ademais, se o pensamento do inferno é aterrador, também é verdade que a esperança do Paraíso, onde se gozam todos os bens, nos cumula de consolação. Por isso, os Santos enquanto pensavam seriamente na eternidade das penas, viviam com grande alegria, na firme confiança de que Deus os ajudaria a evitá-las, e lhes daria um dia a posse da recompensa eterna preparada para seus fiéis servidores. Coragem, pois, meus caros! Experimentais servir ao Senhor, e vereis como é doce e suave o seu serviço e como Ele inundará vosso coração de contentamento, nesta vida e na eternidade! 

 

3º Como conservar a mais bela das virtudes.

 

Toda virtude nos jovens é um precioso adorno que os torna amados por Deus e pelos homens. Mas a rainha de todas as virtudes, a virtude angélica, a santa pureza, é um tesouro de tal valor, que os jovens que as possuem se tornam semelhantes aos Anjos do Céu, embora ainda que sejam mortais na terra. “Serão como os Anjos de Deus no Céu”, diz nosso Divino Salvador (São Mateus 22,30). Essa virtude é como o eixo em torno do qual se reúnem e se conservam todos os bens; se, por desgraça, se perder, todas as outras virtudes estarão perdidas. “Todos os bens me vieram com ela”, diz o Senhor (Livro de Sabedoria 7,11). Mas essa virtude, caros jovens, que vos torna como outros tantos Anjos do Céu, virtude muito querida por Jesus e Maria Santíssima, é sumamente invejada pelo inimigo das almas, que costuma dar terríveis assaltos para vos fazê-la perder, ou pelo menos manchar. Por isso eu vos sugiro algumas regras, à maneira de armas, mediante as quais certamente conseguireis conservar tal virtude e afugentar o inimigo tentador.   

 

A principal é a vida recolhida. A pureza é um diamante de grande valor; quem expõe um tesouro à vista do ladrão, corre grave risco de ser assassinado. São Gregório Magno declara que deseja ser roubado aquele que leva seu tesouro à vista de todo o mundo. 

 

Acrescentai à vida recolhida a frequência à confissão sincera e à comunhão fervorosa, fugindo também dos companheiros que, por obras ou palavras, menosprezam essa virtude. Para prevenir os assaltos do inimigo infernal, lembrai-vos do que disse nosso Divino Salvador: “Esse gênero de demônios (caso, as tentações contra a pureza) não são expulsos senão com o jejum e a oração” (São Mateus 17,21). “Com o jejum”, quer dizer com a mortificação dos sentidos, refreando os maus olhares e o vício da gula, fugindo do ócio e da moleza, e só dando ao corpo o repouso estritamente necessário. Nosso Senhor Jesus Cristo também nos recomenda que recorramos à oração fervorosa, mas feita com fé, não cessando de rezar até que a tentação seja vencida.

 

Tendes ademais armas formidáveis nas jaculatórias, invocando os Santos Nomes de Jesus, Maria Santíssima e São José. Rezai com frequência: “Meu Jesus, misericórdia; Meu Jesus, salvai-me; Ó Maria concebida sem pecado, rogai por mim, que recorro a Vós; Maria auxilio dos cristãos, rogai por mim; Doce Coração de Maria, sede a minha salvação; Sagrado Coração de Jesus, não quero mais ofender-Vos”.

 

Convém também beijar o santo Crucifixo, a medalha ou o escapulário da Santíssima Virgem. Se todas essas armas não forem suficientes para afastar a tentação maligna, recorrei à arma invencível da presença de Deus; estamos nas mãos de Deus que tudo vê e que, como Senhor absoluto de nossa vida, pode fazer-nos morrer de repente; como nos atreveremos a ofendê-Lo diante de sua própria presença? O patriarca José, cativo no Egito, foi provocado a cometer uma ação infame, mas imediatamente respondeu; Como posso cometer esse pecado, na presença do meu Deus? E vós podereis acrescentar; como posso deixar-me induzir a esse pecado na presença de meu Criador, do meu Salvador, daquele Deus que pode num instante castigar-me com a morte, como fez com o primeiro que cometeu esse pecado? Parece-me impossível não vencer as tentações recorrendo nas horas de perigo à presença de Deus.  

 

4º - Devoção a Maria Santíssima.

 

A devoção a Maria Santíssima é uma grande defesa para vós, caros jovens. Ouvi a voz dessa boa Mãe que vos diz: “Quem é pequeno, que venha a mim” (Provérbios 9,4) Ela nos assegura que, se formos devotos dEla, nos colocará no número dos seus filhos, nos cobrirá com seu manto, nos cumulará de bênçãos neste mundo e nos dará o Paraíso Celeste no outro. “Aquele que me tornam conhecida terão a vida eterna” (Eclesiástico 24,31). Amai, pois, essa vossa Mãe celestial; recorrei a Ela de coração, na certeza de que vos serão concedidas todas as graças que Lhe pedirdes desde que não redundem em prejuízo de vossas almas. Deveis, ademais, pedir com perseverança três graças especiais, que são de absoluta necessidade para todos, e particularmente para os jovens.

 

A primeira é que. Ela vos ajude a não cometer nenhum pecado mortal em toda a vossa vida. Sabeis que significa cair em pecado mortal? Significa renunciar ao título de filho de Deus, para ser escravo de Satanás; significa perder aquela beleza que ante os olhos de Deus nos torne belos como Anjos, para sermos horríveis como os demônios; significa perder todos os méritos já adquiridos para a vida eterna. Ou seja, estar suspenso por um fio fragílimo sobre o abismo do inferno; ou seja, ainda proferir uma enorme injuria a Bondade infinita – o que é o maior mal que se possa imaginar. Ainda que Maria Santíssima vos obtivesse muitas graças de nada serviriam elas se não vos conseguisse a graça de não cair em pecado mortal. Isso deve implorar-Lhe dia e noite, em todos os vossos exercícios de piedade.

 

A segunda graça especial que se deve pedir à Virgem é a de conservar a preciosa virtude da pureza, de que já vos falei. O jovem que a conserva tem semelhança com os Anjos do Paraíso, e por isso seu Anjo da Guarda o olhará como irmão e se alegrará na sua companhia. E já que tenho grande empenho em que todos vós conserveis essa bela virtude, vou indicar-vos mais alguns meios a fim de preservá-la de qualquer veneno que possa contaminá-los. Fujam da ocasião de cometerem adultérios. Outro meio mais eficaz para a conservação dessa virtude é vigiar os sentidos. Deveis também evitar todo o excesso no comer e no beber, afastar-vos dos teatros, bailes e outras diversões semelhantes, que são a ruína dos bons costumes.

 

Vigiai especialmente sobre vossos olhares, que são as janelas por onde o pecado entra nos corações, e faz que o demônio se apodere das almas. Não vos detenhais jamais a contemplar, ainda que rapidamente, qualquer coisa que seja contrária à modéstia. São Luís Gonzaga era tão dedicado nesse ponto que nem consentia que se vissem seus pés descobertos ao deitar ou se levantar. Quando perguntaram a Domingos Sávio, jovenzinho que viveu nesta casa do Oratório, porque era tão recatado nos olhares, respondeu: “Resolvi não fitar o rosto de mulher alguma para fixar pela primeira vez minha vista, se for digno disso, no belíssimo rosto de Maria Santíssima a Mãe da pureza”. 

 

A terceira graça que deveis pedir à Imaculada Virgem Maria é a de sempre estar afastados da companhia dos que tem conversações livres ou obscenas, que tratam de coisas que não ousariam dizer na presença de seus pais ou superiores. Afastai-vos deles ainda quando forem amigos ou parentes, pois vos asseguro que sua companhia pode ser mais prejudicial às vossas almas que a de um demônio. Felizes de vós, meus caros filhos, se fugirdes da companhia dos maus. Estareis então seguros de caminhar pela senda do Paraíso, de outra forma, correreis grave risco de vos perder para sempre. Quando encontrais algum companheiro que professe blasfêmias e despreza a religião, que procura afastar-vos do serviço de Deus, que diz coisas que não deve ou que é imodesto, fugi dele como da peste.

 

Quanto mais puros forem vossos olhares e vossas palavras, tanto mais agradará à Virgem Maria, e maiores dons Ela vos obterá de seu Divino Filho, nosso Redentor Jesus Cristo. Essas são as três graças mais necessárias na vossa idade. Mas, que obsequio oferecerá a Maria Santíssima para obtê-las? Se possível, rezai o Santo Rosário, ou pelo menos não esqueçais nunca de rezar diariamente três Ave-Marias e três Glorias ao Pai, com a jaculatória “Mãe querida, Virgem Maria, fazei com que eu salve minha alma!”. Com essas três graças chegareis a serem homens respeitáveis na idade madura e a obter a glória eterna, que Maria Santíssima concede certamente a seus devotos.   

 

5º - Conselhos aos jovens que pertencem a alguma congregação. 

 

Se tiveres a felicidade de pertencer a alguma congregação ou associação Católica, procurai cumprir com fidelidade e exatidão seu regulamento. Tende profundo respeito pelos superiores, sem cuja permissão jamais deveis vos ausentar. Se chegardes a uma Igreja antes da hora das sagradas funções, ficai com compostura e em silêncio. Se cantardes salmos ou louvores ao Senhor, procurai fazê-lo com alegria de coração e recolhimento de espírito. Se vos confessais e recebeis a Santa Comunhão, fazei-o na capela da vossa congregação, porque isso contribuirá muito para dar bom exemplo e você animará os outros a frequentar os Santos Sacramentos. A comunhão Pascal, entretanto, é melhor fazê-la em vossa própria paróquia, serão conveniente, ademais, algumas outras vezes receber os Sacramentos em vossa paróquia, se não for grande o incômodo, para dar bom exemplo aos demais e para vos manterdes unidos ao vosso pároco.

 

Se na vossa congregação há jogos e divertimentos honestos, tomai parte neles; mas evitai disputas com os demais, brincadeiras pesadas, manifestações de descontentamento com diversões que vos proporcionem. Se notardes algo que não seja conveniente, dizei-o discretamente ao superior para que ele impeça o mal que daí possa resultar. Será muito louvável saber contar episódios ou exemplos edificantes, para os demais companheiros. Sede sempre sinceros em vossas palavras, e nunca mintais; pois com a mentira, além de ofender a Deus perdereis a estima de vossos superiores e amigos. Eu vos recomendo também que tenhais confiança filial no diretor, consultando-o sobre as vossas dúvidas de consciência. Guardai também grande respeito pelos demais superiores, especialmente se forem sacerdotes; manifestai sinais de respeito quando passais por eles e respondei as suas perguntas com palavras sinceras e humildes.

 

Os que receberem algum encargo, como cantor, assistente etc, devem se empenhar em ser modelos em tudo o que se relaciona com as práticas de piedade. Por fim, recomendo-vos a todos a maior exatidão na observância do regulamento, estimulando-vos empenhadamente a ser devotos, modelos e pontuais no cumprimento de vossos deveres religiosos.

 

6º - O jovem na escolha do estado de vida.

 

Deus, em seus eternos desígnios, destina a cada pessoa um estado de vida, e lhe dá as graças necessárias para esse estado. Em tão fundamental escolha, o católico deve procurar conhecer a vontade de Deus, imitando a Nosso Senhor Jesus Cristo, que declarava ter vindo a terra para cumprir a vontade do Eterno Pai. São de suma importância, meus filhos, que procureis ver bem claramente, a fim de que não assumir obrigações que não sejam aquelas que o Senhor vos destina. Deus manifestou a algumas almas, de modo particular e extraordinário, o estado, a que as chamava. Não pretendais tanto, mas consolai-vos com a certeza de que o Senhor vos há de orientar no reto caminho pelos meios comuns de sua divina providência, desde que, da vossa parte, não descuideis dos meios oportunos para uma prudente decisão. Um desses meios é passar da inocência a infância e a adolescência, ou pelo menos reparar com verdadeira penitência os anos vividos no pecado.

 

 

 

Outro meio poderosíssimo é a oração humilde e perseverante. Convém, como São Paulo, perguntou ao Senhor o que Ele quer que façamos, ou dizer, como Samuel: “Falai, Senhor, que vosso servo escuta” (1º Livro de Samuel 3,10); ou como o Salmista: “Ensinai-me (a fazer vossa vontade), porque sois Vós o meu Deus” (Salmo 24,5); ou qualquer outra oração do gênero.

 

Quando estiver chegando à hora da resolução, recorrei a Deus com mais fervorosas orações, oferecei por essa intenção vossas orações durante a Santa Missa, assim como a comunhão e alguma novena ou tríduo; praticai também algum sacrifício ou visitai algum santuário. Recorrei igualmente a Maria Santíssima, que é a Mãe do Bom Conselho; a São José, seu esposo, que sempre foi fidelíssimo ás ordens divinas; ao Anjo da Guarda e a vossos Santos protetores. Seria muito louvável antes de tomar uma decisão tão importante, fazer exercícios espirituais ou um dia de retiro. Deveis ter o propósito de seguir a vontade de Deus aconteça o que acontecer, ainda que os mundanos desaprovem tal determinação. Se vossos pais ou outras pessoas de autoridade quiserem desviar-vos do caminho para o qual Deus vos chama, recordai-vos que antes se deve obedecer a Deus que aos homens. Não esqueçais nunca que deveis respeito e amor aos vossos superiores, e por isso vos recomendo que em vossas palavras e ações sempre vos porteis com eles com humildade e mansidão, mas sem prejudicar por causa deles os supremos interesses da vossa alma. Pedi conselho acerca do modo como proceder, e, sobretudo confiais naquele que tudo pode. Consultai pessoas piedosas e sábias, e especialmente vosso confessor, declarando-lhe com simplicidade a situação e as disposições em que vos encontrais.

 

Quando São Francisco de Sales manifestou aos pais que Deus o chamava para o sacerdócio, lhe responderam que, sendo ele o primogênito da família, devia ser seu apoio e sustentáculo; que sua inclinação para o estado eclesiástico era somente efeito de uma devoção desequilibrada; e que ele poderia santificar-se facilmente, ainda que vivesse no século. Para mais obrigá-lo a seguir sua intenção, propuseram-lhe um casamento nobre e muito vantajoso; mas nada pôde dissuadi-lo do seu santo propósito. Constante e firme antepôs a vontade de Deus à de seus pais, embora os amasse e respeitasse muito, e preferiu renunciar a toda vantagem temporal antes que deixar de corresponder à graça da vocação. Os pais, ainda que tivessem objetivos menos corretos, eram pessoais piedosas e acabaram por se alegrar com a resolução do filho.

 

Coisa que o jovem deve evitar

 

1º - Evitar o ócio.

 

Um grande laço que o demônio estende para a juventude é o ócio, origem funesta de todos os vícios. Convencei-vos, pois, caríssimos, de que o homem nasceu para o trabalho, e quando foge dele, está fora de lugar e corre grande risco de ofender a Deus. O ócio é, segundo o Espírito Santo, o pai de todos os vícios; e o trabalho o combate e vence a todos. O maior tormento dos condenados, no inferno, é pensar que perderam o Céu por terem passado no ócio a maior parte do tempo que Deus lhes tinha dado para se salvarem. Pelo contrário, os bem-aventurados no Paraíso têm o maior consolo em se lembrarem de que um pouco de tempo empregado no serviço de Deus lhes valeu a eterna felicidade. Não, pretendo, é claro, que vos ocupeis desde a manhã até a noite sem descanso algum; só quero o vosso bem, e de bom grado aceito diversões razoáveis em que não haja ofensa a Deus.

 

Mas sempre recomendo preferir as distrações que possam ser de utilidade, como por exemplo, o estado da História ou da Geografia, as artes, os trabalhos manuais etc. com isso podeis vos distrair, e ao mesmo tempo adquirir conhecimentos úteis e contentar vossos superiores. Podeis também divertir-vos com jogos e entretenimentos lícitos, úteis para recrear o espírito e o corpo; mas não tomeis parte neles sem antes ter pedido a devida licença. São preferíveis os jogos que requerem agilidade e destreza corporal, por serem os mais convenientes para a saúde. Ao jogá-los evitai os enganos, as trapaças, as pequenas fraudes, os gestos brutos, as palavras que produzem discórdias e ofendem os vossos companheiros. Tanto no jogo como na conversação ou no cumprimento de qualquer dever, levantai de quando em quando o vosso coração a Deus e oferecei tudo para sua maior honra e gloria, como recomenda o Apostolo São Paulo. 

 

São Luiz de Gonzaga foi interrogado certa vez, enquanto brincava alegremente com seus amigos, o que faria se lhe aparecesse um Anjo e avisasse que quinze minutos depois deveria comparecer diante de Deus. O Santo respondeu sem vacilar que continuaria brincando, e acrescentou: “Tenho certeza, de com estes divertimentos, estar fazendo a vontade do Senhor”. O que vos recomendo instantemente, em vossos passatempos e recreios, é fugir dos maus companheiros como da peste.   

 

2º - Evitar as más companhias.

 

Há três tipos de companheiros: uns são bons; outros são maus; e outros, por fim, não são nem uma coisa nem outra. Deveis procurar a amizade dos bons, a qual só vos trará vantagens; evitai absolutamente os maus; quando aos últimos, tratai-os quando for necessário, mas evitando toda a familiaridade. Como reconhecer os maus amigos? Prestai atenção, meus filhos, e logo saberão quais são eles. Todos os que não se envergonham de manter na vossa presença conversações obscenas e de pronunciar palavras de duplo sentido ou escandalosas; os que mantém ou fazem murmurações; os que proferem juramentos, imprecações e blasfêmias; os que procuram vos afastar da piedade; os que vos aconselham o roubo, a desobediência a vossos pais e o esquecimento de vossos deveres – todos esses são péssimos amigos, servidores de satanás, e deles deveis fugir mais do que da peste ou do próprio demônio.

 

Ah! Meus caros, com lagrimas nos olhos vos suplico que detesteis e evitais semelhantes companhias. Ouvi a voz do Senhor, que diz: “Aquele que anda com os sábios será sábio; e o amigo dos insensatos tornar-se-á semelhante a eles” (Provérbios 13,20). Fugi de um mau companheiro “como da vista de uma serpente venenosa” (Eclesiástico 21,2).

 

Em resumo, se vos unis aos bons, eu vos asseguro que ireis com eles ao Paraíso; pelo contrário, se vos juntai aos maus, sereis desgraçados e acabareis por perder irreparavelmente a alma. Alguém talvez diga: “São tantos os maus companheiros, que seria preciso abandonar o mundo para fugir deles”. Eu bem sei que os maus companheiros são numerosos, e precisamente por isso que vos recomendo com tanta insistência que fuja deles. E se por esse motivo ficais isolados, felizes de vós, pois tereis como companheiros a Nosso senhor Jesus Cristo, à Santíssima Virgem Maria e ao Anjo da Guarda. Haveria melhores amigos do que esses? Podeis, não obstante, ter bons amigos, e os encontrareis entre aqueles que frequentam a confissão e a Comunhão, que comparecem à Igreja, que com suas palavras e exemplos vos animam ao cumprimento de vossos deveres e vos afasta de tudo o que pode ofender a Deus. Estreitai relações com eles, e obtereis grande proveito. Davi e Jônatas chegaram a ser bons amigos, com vantagens recíprocas, porque se animavam mutuamente na prática da virtude.     

 

3º - Evite as más conversações.

 

Quantos jovens se encontram no inferno por terem caído em, mas conversações! São Paulo pregava já essa verdade, quando dizia que as coisas impuras não deviam nem sequer nomear-se entre os cristãos, pois é a ruína dos bons costumes; as más palavras corrompem os bons costumes. Comparai vossas conversas a uma comida deliciosa; por mais bem preparada que ela seja se cai nela uma gota de veneno, basta isso para matar os que a comem. O mesmo acontece com as conversações obscenas; uma palavra, um gesto, uma brincadeira basta por vezes para ensinar o mal a um jovenzinho, e até por vezes a muitos que, tendo vivido até então como inocentes cordeiros, perdem a graça de Deus e se convertem em desgraçados escravos de satanás.

 

Alguém poderá dizer: “Já sabemos as funestas conseqüências das conversas impuras, mas que fazer? Estamos numa escola, numa loja, num negócio ou num emprego onde temos que trabalhar, e ali ouvirmos tais conversas”. Sei muito bem, meus caros jovens, como são esses lugares; e por isso quero vos dar uma norma de conduta para que possais sair das dificuldades sem ofender o Senhor. Se os que têm más conversas são vossos inferiores, repreendei-os severamente. Se não podeis fazê-lo por causa de sua posição, procurai afastar-vos deles; e se isso não for possível evitai completamente de tomar parte na conversa deles, nem falando nem sorrindo; e, dirigindo-vos a Nosso Senhor, dizei-Lhe internamente: “Meu Jesus. Misericórdia!”. Se, apesar de todas essas precauções, ainda vos sentir em perigo de ofender a Deus, eu vos darei o conselho de Santo Agostinho, que diz: “Foge, se queres cantar vitória”. É melhor fugir, abandonar o posto, a escola, o emprego e o trabalho, até mesmo sofrer todos os males do mundo, antes que permanecer entre pessoas que põem em perigo a salvação da tua alma; porque, como diz o Evangelho, mais vale ser pobre e desprezado, mais vale que nos cortem os pés e as mãos, que nos arranquem os olhos, e chegar assim no Céu, do que possuir tudo o que desejamos no mundo e nos perdemos eternamente.

 

Provavelmente falarão e se rirão de vós, mas não importa, pois, um dia chegará em que as brincadeiras e as palavras dos ímpios serão trocadas por lagrimas no inferno, e os desprezos que sofreram os bons se transformarão em eterna alegrias no Paraíso: “A vossa tristeza há de converte-se em alegria” (São João 16,20). Convencei-vos, ademais, de que vossa retidão obrigará os próprios que vos desprezam a reconhecer vossa sensatez, e por fim ficarão em silêncio. Ninguém se atrevia a pronunciar palavras desonestas na presença de São Luís de Gonzaga; e se ele se aproximava no momento em que se proferia alguma palavra cortava toda aquela conversação dizendo: “Silêncio, está chegando Luís”.    

 

4º - Evitar os escândalos.

 

A palavra escândalo significa tropeço, e é chamado escandaloso quem, com suas palavras ou ações; dá aos demais ocasião de ofender a Deus. O escândalo é um pecado abominável, pois rouba a Deus as almas que Ele criou para o Céu e resgatou com o Sangue precioso de Nosso Senhor Jesus Cristo, e as entrega nas mãos do demônio, enviando-as para o inferno. Por isso, o escândalo pode ser designado como verdadeiro ministro de satanás. Quando o demônio já empregou inutilmente todos os seus ardis para seduzir um jovem, costuma servir-se finalmente dos escândalos. Com que enorme número de pecados carrega a própria consciência aqueles que escandalizam na Igreja, na rua, no colégio ou em qualquer outro lugar! Quanto maior é o número das pessoas que escandalizam, tanto maior e mais tremenda é sua culpa aos olhos de Deus. E que dizer dos que levam a perversidade até ao ponto de ensinar o mal às almas inocentes? Ouça esses desgraçados a sentença que lhes deu um dia o Salvador: “O que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria que lhe pendurassem ao pescoço a pedra de um moinho, e o lançassem ao fundo do mar” (São Mateus 18,6).

 

Quantas almas que hoje irremissivelmente se condenam ao inferno, chegariam ao Paraíso se fosse possível eliminar do mundo os escândalos! Evitai, pois, essa raça de criminosos, fugindo deles como do próprio demônio. Uma menina de tenra idade, ouvindo certa vez palavras escandalosas, disse com acerto ao que as proferia: “fora daqui diabo maldito!”

 

Se vós, meus caros jovens, quereis ser verdadeiros amigos de Jesus e Maria, deveis não só fugir dos escandalosos, mas esforçar-vos por reparar, com o vosso exemplo, o grande mal que eles fazem às almas. Sejam, pois, boas e modestas vossas conversações; sede devotos na Igreja, obedientes e respeitosos para com vossos superiores, Oh! Quantos companheiros vos imitarão, caminhando convosco pela senda do Paraíso! Podeis estar seguros de salvar-vos com eles; porque, como diz Santo Agostinho, o que contribuiu para a salvação de uma alma pode esperar fundadamente que também salvará a própria: se salvaste uma alma, predestinaste a tua própria alma. Esses são os principais perigos de que deveis fugir do mundo, meus queridos jovens se querem adotar um teor de vida virtuoso e verdadeiramente cristão.   

 

CONSIDERAÇÕES PARA CADA DIA DA SEMANA

 

Desejo, meus filhos, que tenhais diariamente um pouco de meditações. Por isso, aqui vos ofereço alguns curtos pensamentos para cada dia da semana, e espero que os leiam com atenção. Depois de vos terdes ajoelhado, dizei: “Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração por Vos ter ofendido; peço-vos a graça de compreender as verdades que vou meditar e de inflamar-me de amor por Vós. Virgem Santíssima Mãe de Jesus rogue por mim”. 

 

Domingo – A finalidade do homem.

 

1º - Considerai meu filho, que Deus te criou à sua imagem e semelhança, que te deu uma alma e um corpo, sem que da tua parte houvesse para isso nenhum mérito. Ademais, pelo batismo Deus te fez seu filho, te amou sempre e te ama ainda como Pai amoroso; o único fim para o qual te criou é para que O ames e sirvas a Ele nesta vida, e desse modo possas merecer um dia ser eternamente feliz com Ele no Paraíso. Não penses que vives neste mundo para divertir-te, enriquecer-te, comer, beber e dormir; como os animais irracionais; pois o fim para o qual foste criado é infinitamente mais nobre e mais sublime, ou seja, para amar e servir a Deus nesta vida, e salvar assim tua alma. Se procederes desse modo, que consolo sentirá na hora da morte! ... Mas se, pelo contrário, não pensares seriamente em servir a Deus, que remorso não sentirá naquele instante, em que reconhecerás claramente que as riquezas e os prazeres, que tanto procuraste na terra, só serviram para encher de amarguras teu coração, fazendo-te ver o dano que causaram à tua alma! Por isso, meu filho, não queiras ser daqueles que só pensam em satisfazer o corpo com atos, palavras e divertimentos censuráveis; e no fim da vida se encontrarão em grande perigo de perdição eterna. O secretário de um rei da Inglaterra morreu exclamando: “Infeliz de mim! Gastei tanto papel para escrever cartas de meu senhor; e não empreguei sequer uma folha de papel para anotar meus pecados e fazer uma boa confissão!”.

 

2º - Verás melhor a importância do teu fim se considerar que tua salvação eterna ou tua eterna condenação dependem de ti. Se salvas tua alma, muito bem, serás para sempre; mas se a perdes, perde tudo: alma, corpo, Céu, Deus que é teu fim... E para toda a eternidade serás desgraçado! Não imites a loucura dos desgraçados que dizem: “Vou cometer agora este pecado, mas depois me confessarei”. Não te enganes a ti mesmo com tais palavras, porque o Senhor amaldiçoa o homem que peca na esperança de obter perdão. Lembra-te de que os condenados que estão no inferno tinham a intenção de mais tarde se converter, e apesar disso se perderam por toda a eternidade. Estás seguro de que Deus te concederá tempo para confessares? Quem te garante que não morrais logo depois de pecar e que tua alma não será precipitada imediatamente no inferno? Não achas que seria loucura se te ferisses gravemente, na esperança de encontrar depois um médico que te curasse? Renúncia, pois, ao pensamento enganador de só mais tarde te consagrares ao serviço de Deus; hoje mesmo detesta e abandona o pecado, que é o maior de todos os males e que, desviando-te de teu fim último te priva de todos os bens. 

 

3º - Quero também que conheças um terrível laço de que se serve o demônio para prender e levar à perdição grande número de cristãos: é deixar que se instruam na Religião, mas que depois, não a pratiquem. Sabem perfeitamente que Deus os criou para amá-Lo e servir a Ele; e, no entanto, empregam todo o tempo em lavrar a própria ruína eterna! De fato, quantas pessoas vemos no mundo que pensam em tudo, menos na sua salvação! Se disser a um jovem que frequente aos Sacramentos, que faça um pouco de oração, etc. logo responde: “Tenho outras coisas que fazer, tenho que trabalhar, que me divertir...” Ó infeliz! E não tens uma alma para salvar?

 

Quanto a ti, jovem católico que lês estas considerações, não te deixe enganar pelo demônio; promete a Deus que de agora em diante todas as tuas palavras, pensamentos e ações se orientarão para a salvação de tua alma. Grave loucura seria procurares com tanto afinco o que deve acabar em pouco tempo e te esqueceres da eternidade que não tem fim. São Luís de Gonzaga poderia ter gozado de todos os prazeres, honras e riquezas deste mundo, mas renunciou a todos eles dizendo: “De que me servem essas coisas para a vida eterna?”.

 

Conclui tu também com este pensamento: “Tenho uma alma; se a perco, perco tudo. Ainda que ganhasse o mundo inteiro à custa de minha alma, de que me aproveitaria?” De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier perder sua alma? Se chego a ser um grande homem, um ricaço, se consigo atingir a celebridade como sábio que domina todas as ciências e todas as artes do mundo, mas depois perco minha alma, de que me adiantarão todas essas coisas? A própria sabedoria de Salomão não me valeria de nada se me condenasse. Diz, pois, assim: “Deus me criou para salvar minha alma, e quero salva-la a todo custo; amar a Deus e salvar minha alma será a partir de agora, o único objetivo de todos os meus cuidados. Trata-se de ser eternamente feliz ou eternamente desgraçado: devo estar resolvido a perder tudo para me salvar. Meu Deus perdoe os meus pecados e não permitais que jamais tenha a desgraça de Vos ofender novamente; ajudai-me com vossa santa graça para que Vos possa amar e servir fielmente. Maria, minha esperança, rogue por mim”.  

 

Segunda feira – O pecado mortal.

 

1º - Se soubesses meu filho, o que fazes cometendo um pecado mortal! Voltas às costas para Deus, que te criou e cumulou de benefícios; desprezas sua graça e sua amizade; e dizes com teus atos: “Afastai-vos de mim, Senhor, já não Vos quero obedecer, nem servir, nem vos reconhecer por meu Deus. Não. Servirei-vos! Quero que meu deus seja este prazer, esta vingança, esta cólera, esta má conversação, esta blasfêmia...”. Pode-se imaginar ingratidão mais monstruosa? Entretanto, meu filho, foi isso o que fizeste todas as vezes que ofendestes ao teu Senhor.

 

2º - Essa ingratidão é mais grave porque, para cometê-la, tu te serves dos próprios dons que Deus te deu. Ouvidos, olhos, boca, língua, mãos e pés te foram dados por Deus, e tu os empregastes para ofendê-Lo. Ouve o que te diz o Senhor: “Meu filho, Eu te criei do nada; Eu te dei tudo o que tens; nasceste na verdadeira Religião; Eu te concedi a graça do Batismo; podia ter-te deixado morrer quando estavas em pecado, e te conservei a vida para não te mandar ao inferno; e tu, esquecendo tantos benefícios, queres servir-te desses meios que Eu mesmo de dei, para ofender-Me?”. Como não morrer de dor diante dessa enorme injuria lançada contra um Deus tão bom e tão benéfico em relação a nós, miseras criaturas suas?  

 

3º - Consideres ademais que esse Deus, apesar de sua bondade e misericórdia infinita, não deixa de estar justamente indignado com tuas ofensas, e que, quanto mais continuas vivendo no pecado, tanto mais incitas contra ti sua cólera. Deves por isso temer que o Senhor te abandone se multiplicas teus pecados. Não porque te falte sua misericórdia, mas porque não terás tempo de pedir perdão, já que não merece a misericórdia do Senhor quem abusa dela para ofendê-Lo. Grande é o número dos pecadores que viveram no pecado com a esperança de se converterem, e a morte chegou quando menos a esperavam. Deus não lhe deu tempo para se reconciliarem com Ele, e agora se acham pedidos para sempre. Não tremes em pensar que pode acontecer-te o mesmo? Depois de tantas culpas que Deus te perdoou, não poderá Ele te castigar ao primeiro pecado mortal que cometas, e precipitar-te logo ao inferno? Dá-Lhe graças por te ter esperado até agora e toma uma firme resolução, dizendo: “O meu Deus, quanto Vos ofendi até o presente? Basta! Quero empregar toda a vida que me resta, em Vós amar, em chorar meus pecados, arrependo-me deles de todo o coração; meu Jesus quero amar-Vos, dai-me forças. Virgem Maria, Mãe de Deus, ajudai-me. Assim seja”.  

 

Terça feira – A morte.

 

1º - A morte consiste na separação da alma e do corpo, ficando absolutamente abandonadas todas as coisas deste mundo. Considera meu filho, que tua alma deve necessariamente separar-se do corpo, mas não sabes quando, nem onde, nem como te surpreenderá essa separação. Não sabes se ela te apanhará na cama, no trabalho, na rua ou noutro lugar. A ruptura de uma veia, uma infecção pulmonar, uma febre, um ferimento, um tombo, um terremoto ou um raio são suficientes para te tirar a vida. E isso pode acontecer-te dentro de um ano, de um mês, de uma semana, de uma hora ou talvez mal acabes de ler estas páginas. Quantos estavam bem à noite, quando se deitaram, e foram encontrados mortos, no dia seguinte! Quantos atacados de infarto morreram rapidamente. E para onde foram depois? Se estiverem na graça de Deus, felizes deles serão eternamente felizes. Se estiverem no pecado, serão atormentados para todo o sempre. E tu, meu filho, se morresses neste momento, o que seria de tua alma? Infeliz de ti se não estás preparado, porque o que não está pronto para morrer bem hoje corre grande risco de morrer mal! 

 

2º - o lugar e à hora de tua morte não te é conhecidos, mas é certíssimo que ela virá. Ainda supondo que não te surpreenda uma morte repentina ou violenta, sem embargo, a última hora da tua vida há de chegar. Nessa hora, estendido sobre o leito, assistido por um sacerdote que rezará junto de ti as orações dos agonizantes, rodeado por tua família que chora com o crucifixo numa mão e uma vela acesa na outra, te encontrará ás portas da eternidade. Tua cabeça sentirá dores e não encontrará repouso; tua visão estará obscurecida; tua língua estará ardendo; tua garganta, seca; teu peito, oprimido; o sangue se gelará nas tuas veias; teu corpo será consumido pela enfermidade e teu coração transpassado por mil dores. Quando a alma tiver abandonado o corpo, este, coberto, com uma mortalha, será lançado a um buraco, onde se converterá em podridão; os vermes o devorarão, e ti só restarão alguns ossos descarnados e um pouco de pó malcheiroso. Abre uma tumba e observa o que restou de um jovem rico, de um homem poderoso no mundo; pó e podridão... O mesmo te acontecerá a ti. Lê estas considerações com atenção, meu filho, e lembra-te de que elas se aplicam a ti, como a todos os outros homens. Agora o demônio para induzir-te a pecar, se esforça em distrair-te deste pensamento, em encobrir e escusar a culpa, dizendo-te que não há grande mal em tal prazer, em tal desobediência, em faltar à Missa nos dias festivos; mas no momento da morte te fará conhecer a gravidade das tuas faltas e as representará a todas vivamente, diante de ti. Que fará tu naquele terrível instante? Desgraçado de quem então se encontrar em pecado mortal!

 

3º - Considera também que do momento da morte depende tua felicidade ou desgraça eterna. Estando para dar o último suspiro e à luz daquela chama, quantas coisas viveremos? A Santa Igreja acende duas velas por nós; uma no nosso Batismo, outra na hora de nossa morte; a primeira, para mostrar-nos os preceitos da Lei de Deus, que devemos observar; a segunda no transe da nossa morte, para examinarmos se os observarmos corretamente os Mandamentos da Lei de Deus. Por isso, meu filho à claridade daquela última luz verá se amaste a Deus durante a tua vida ou se O desprezaste; se respeitaste seu Santo Nome ou se O ofendeste com blasfêmias. Verás as festas que profanaste, as Missas que não participou, as desobediências a teus superiores, os escândalos que deste a teus companheiros. Verás aquela soberba e aquele orgulho que te enganaram, verás... Mas (oh! Meu Deus) tudo aquilo verás no momento em que se abre diante de ti o caminho da eternidade, momento da qual depende a eternidade inteira. Sim, daquele momento depende uma eternidade de glória ou de tormentos. Compreendes bem o que te estou dizendo? Daquele momento depende para ti o Paraíso ou o inferno; o ser para sempre feliz ou desgraçado; para sempre filho de Deus ou escravo do demônio, para sempre gozar com os Anjos e Santos no Céu ou gemer e arder para todo o sempre com os condenados no inferno. Teme muito por tua alma, e reflete que de uma vida santa e boa dependem a boa morte e a eterna glória. Sem perda de tempo, põe em ordem tua consciência com uma boa Confissão, prometendo ao Senhor perdoar a teus inimigos, reparar os escândalos que deste, ser mais obediente, abster-te de comer carne nos dias proibidos, não perder mais o tempo, santificar os dias consagrados a Deus, cumprir os deveres de teu estado. E desde já, lançando-te aos pés de Jesus, diz a Ele: “Meu Senhor e meu Deus, desde agora me converto a Vós; amo-Vos e quero-Vos amar e servir até a morte. Virgem Santíssima, minha Mãe, ajudai-me naquele momento terrível. Jesus, Maria e José, que minha alma expire em paz em vossos braços”. 

 

Quarta feira – O Juízo.

 

1º - É a sentença que o Salvador pronunciará no final de nossa vida, sentença com a qual será fixada a sorte de cada um de nós por toda a eternidade. Quando tiver saído do corpo, a alma comparecerá imediatamente diante do Divino Juiz. Esse encontro é terrível para o pecador, porque sua alma se apresenta sozinha diante de um Deus ao qual desprezou e ofendeu, de um Deus que conhece até o último pensamento do seu coração. Quem nos acompanhará naquele momento? Nada levaremos deste mundo, senão o bem ou o mal que tivermos feito nesta vida. Cada qual prestará conta de seus atos, sejam bons, sejam maus. Não haverá desculpas nem pretextos. Santo Agostinho, falando daquele terrível instante, se exprime assim: “Ó mortal compareceres diante do Criador para ser julgado, tu te encontrarás diante de um Juiz cheio de indignação, os teus pecados te acusarão; os demônios estarão prontos a executar a sentença; dentro de ti mesmo terás a consciência que te agita e te atormenta; e ateus pés o inferno estará aberto para engolir-te. Em tal aflição, para onde irás, para onde fugirás?” Ditoso de ti, meu filho, se procederes bem durante a vida!  

 

2º - depois, o divino Juiz abrirá o Livro das consciências e dará início ao exame:

 

- Quem és tu? Perguntará-te o Juiz inapelável. 

 

- Sou um Cristão. 

 

- Bem, se és cristão, verei se te comportaste como tal. 

 

Então começará a recordar-te das promessas feitas no Batismo, pelas quais renunciaste ao demônio, ao mundo e à carne; apresentará-te as graças que te concedeu os Sacramentos que recebeste as pregações, as instruções, os conselhos de teus confessores, as correções de teus pais; tudo isto te será colocado diante dos olhos.

 

- Mas tu, dirá o Divino Juiz, apesar de tantos dons, de tantas graças, como correspondeste mal à fé que professaste! Logo que chegaste ao uso da razão, começaste a Me ofender com mentiras, com faltas de respeito na Santa Igreja, com desobediências a teus pais e com muitas outras transgressões de teus deveres. Se pelo menos te houveres portado bem quando te tornaste mais crescido! Mas com a idade só crescente no desprezo da minha Lei. Missas perdidas, profanações de dias festivos, blasfêmias, más conversações, confissões malfeitas. Comunhões ás vezes sacrílegas, escândalos dados aos teus companheiros; eis o que fizeste em vez de servir-Me! Ao escandaloso, se dirigirá cheio de indignação e dirá:

 

- Vês aquela alma que caminha pela senda do pecado? Foste tu que ensinaste a maldade com tuas palavras escandalosas; se tivesses sido bom cristão; deverias ter ensinado os teus companheiros o caminho do Céu; mas fizeste exatamente o contrário, ensinando a eles o caminho da perdição. Vês aquela alma que está no inferno? Foste tu que me roubaste com teus pérfidos conselhos e a entregaste ao demônio, sendo tu a causa de sua perdição eterna. Agora tua alma pagará a perfídia daquele escândalo. Que te parece desse exame, meu filho? Que te dirá tua consciência? Ainda tens tempo, se quiseres: pede a Deus perdão de teus pecados, prometendo sinceramente jamais voltar a ofendê-Lo, e começa hoje mesmo uma vida cristã. Assim poderás adquirir um tesouro de boas obras para quando tiver que comparecer ante o tribunal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

3º - Em vista de um exame tão rigoroso pelo Divino Juiz, o pecador tratará de se desculpar, dizendo que não esperava ser julgado com tanta severidade. Mas o Senhor lhe responderá: - Não ouviu naquela pregação do Catecismo, não leste naquele Santo Livro que Eu ia pedir conta de tudo? O desgraçado se lembrará então da misericórdia Divina; mas já não haverá misericórdia para ele, porque não merece misericórdia quem por tanto tempo abusou dela; com a morte acabou o tempo da misericórdia. A alma se lembrará dos Anjos, dos Santos, de Maria Santíssima; mas. Ela, em nome de todos, dirá: “Queres agora a minha proteção? Não me quiseste por Mãe durante tua vida. Agora também não te quero mais por filho; já não te conheço”. Então o pecador, encontrando-se perdido, pedirá gritando às montanhas e penhascos que o escondam; mas estes não se moverão. Invocara o inferno, e o verá aberto diante de si. Neste mesmo momento, o Juiz inexorável proferirá a terrível sentença: - Vai-te, filho infiel! Afasta-te de Mim! Meu Pai celestial te amaldiçoa. Eu também te amaldiçôo! Vai-te para o fogo eterno, a gemer e penar no inferno, com os demônios, por toda a eternidade! Aquela alma desgraçada, antes de afastar-se para sempre de seu Deus, voltará uma última vez a olhar par ao Céu e, no cúmulo do desespero, exclamará: “Adeus, companheiros; adeus, amigos, que habitais no Reino da glória; adeus pai, mãe, irmãos, irmãs; vós gozareis eternamente, e eu serei para sempre atormentado; adeus. Anjo da minha guarda. Anjos e Santos do Paraíso, nunca vos verei; adeus, meu Salvador, Cruz Santa, Sangue Divino derramado inutilmente por mim! Neste momento deixo de ser filho de Deus para ser no inferno escravo do demônio”. Então aquela alma infeliz cairá nas mãos dos demônios, que a arrastarão e precipitarão nos abismos de penas, de misericórdias e de tormentos eternos. Não temes meu filho, que te acontecerá o mesmo? Ah! Por amor de Jesus e de Maria, prepara-te com boas obras para merecer uma sentença favorável. Lembra-te de que, quanto mais é espantosa a sentença proferida contra o pecador, tanto mais consoladoras serão as palavras de Jesus para o homem que tenha vivido cristãmente: “Vem; vem tomar posse da glória que se preparei. Tu serviste-me com fidelidade no breve tempo da tua vida; agora serás eternamente feliz. Entra no gozo do teu Senhor”. Meu Jesus conceda-me a graça de ser do número desses bem-aventurados. Virgem Santíssima ajude-me, protegei-me na vida e na morte, e especialmente quando me apresentar no tribunal de vosso Divino Filho para ser julgado!   

 

Quinta Feira – O Inferno.

 

1º - O inferno é um local destinado pela Justiça Divina para castigar com suplícios eternos os que morrem em pecado mortal. A primeira pena que os condenados padecem no inferno é a dos sentidos, por ser todo o seu corpo atormentado por um fogo que arde horrivelmente sem jamais diminuir. Esse fogo penetrará pelos olhos, pela boca e por todo o corpo, e cada um dos sentidos padecerá uma pena especial. Os olhos ficarão obscurecidos pelo fumo e pelas trevas, e aterrorizados ao ver os demônios e os demais condenados. Os ouvidos não ouvirão incessantemente senão gritos, uivos, prantos e blasfêmia. O olfato será atormentado com o mau cheiro do enxofre e betume ardentes, que o sufocará. A boca sofrerá sede ardentíssima e padecerá uma fome canina: “Sofrerão fome como cães” (Salmo 58,7;15). Deus permitiu que o rico Epulão, em meio àqueles tormentos, dirigisse um olhar a Lázaro, pedindo por misericórdia uma gota de água para aliviar o ardor que o consumia; mas até esta lhe foi negada. Aqueles infelizes, em meio às chamas, devorados pela fome e sede, atormentados por um fogo que não cessa, bradam, uivam e se desesperam. Ah! Inferno, inferno, como são desgraçados os que caem nos teus abismos! E tu, meu filho, que dizes? Se tivesses que morrer neste momento, para onde irias? Se não podes suportar agora, sem gritar de dor, a ligeira chama de uma vela na mão como poderá sofrer aquelas chamas por toda a eternidade?

 

2º - Considera por outro lado, meu filho, o remorso que sentirá a consciência dos condenados. Sua memória, entendimento e vontade padecerão terríveis tormentos. Recordarão continuamente o motivo porque se perderam, isto é, por terem querido satisfazer uma paixão qualquer; e esse pensamento será para eles um verme roedor que jamais morrerá. Pensarão no tempo que Deus lhes tinha concedido para salvar-se da perdição; nos bons exemplos de seus companheiros; nos propósitos formados e não posto em pratica. Pensarão nas pregações ouvidas, nos conselhos de seus confessores, nas boas inspirações para deixar o pecado. E, vendo que já não há remédio, lançarão uivos desesperados. A vontade jamais terá nada do que deseja, sofrendo pelo contrário todos os males. O entendimento conhecerá o bem imenso que perdeu. A alma, separada do corpo e apresentada diante do divino tribunal, entreviu a beleza de Deus, conheceu sua bondade, contemplou por um instante o esplendor do Paraíso, terá ouvido talvez os dulcíssimos e harmoniosos cantos dos Anjos e bem-aventurados. Que dor, vendo que tudo isso lhe é arrebatado para sempre! Que horrorosos tormentos! Quem poderá suportá-los? 

 

3º - Meu filho, que agora não te preocupes em perder a Deus e o Paraíso! Espera por acaso conhecer tuas cegueiras, quando tantos companheiros teus, mais ignorantes e mais pobres do que tu, estiverem gloriosos e triunfantes no Reino dos Céus, e tu estiveres maldito por Deus e arrojando fora daquela pátria bem-aventurada, do gozo de Deus, da companhia da Virgem Santíssima e dos Santos? Decide-te, pois, a servir ao Senhor, e faz penitência. Não aguardes para quando não haja mais tempo. Entrega-te a Deus. Quem sabe se esta meditação não será o teu último chamado da graça! Se não corresponder a ele, tu te expões a que Deus te abandone e te deixe cair nos eternos suplícios. Ah! Senhor livre-me das penas do inferno! 

 

Sexta feira – A eternidade das penas.

 

1º - Considera, meu filho, que se caíres no inferno, dele jamais sairás. Nele se padecem todas as penas, e todas elas para sempre. Se um Anjo anunciasse a um condenado que Deus haveria de livrá-lo do inferno depois de passar tanto tempo, esta notícia lhe causaria logo um consolo indizível. “É certo, exclamaria que é imenso o número de séculos que sofrerei, mas chegará, afinal, um dia em que eles acabarão”. Mas, ai! Passarão esses milhões de séculos, e o inferno estará sempre apenas começando. Cada condenado quereria poder dizer a Deus: “Senhor, aumentai quando quiserdes minhas penas, e fazei-me permanecer aqui o tempo que quiserdes, contanto que me deis a esperança de ver este suplício acabar um dia!”. Mas, não! Esse término e essa esperança jamais chegarão.

 

2º - Se ao menos o condenado pudesse iludir-se a si mesmo, pensando consigo: “Quem sabe se Deus algum dia terá piedade de mim e me tirará deste abismo!” Mas, não! Jamais abrigará esta esperança! O condenado terá sempre presente à sentença de sua condenação eterna: “Estes tormentos, este fogo, estes horríveis gritos, eu terei para sempre”. Sempre! Verá escrito nas chamas que o devoram. Sempre! Na ponta das espadas que o traspassam; sempre! Nas horríveis fisionomias dos demônios que o atormentam; sempre! Naquelas portas fechadas que jamais se abrirão para ele! Ó eternidade, ó abismo sem fundo! Ó mar sem limites! Ó caverna sem saída! Quem não tremerá pensando em ti? Ó maldito pecado, que tremendos suplícios preparam para quem te comete! Ah! Basta de pecados, basta de pecados em toda a minha vida!

 

3º - O que deve encher-te de espanto é pensar que essa horrível fornalha está sempre aberta debaixo de teus pés, e que basta um único pecado mortal para cair nela. Compreende meu filho, isto que lês? Um pecado que cometes com tanta facilidade merece uma pena eterna. Uma blasfêmia, uma profanação dos dias festivos, um furto, um ódio, uma palavra, um ato, um pensamento obsceno, bastam para condenar-te às penas do inferno. Ah! Meu filho! Ouve atentamente o meu conselho; se a consciência te censura de algum pecado, vai imediatamente confessar-te para principiar logo uma boa vida; põem em pratica todos os conselhos de teu confessor e se for necessário faz uma confissão geral; promete fugir das ocasiões perigosas, das más companhias, e se Deus te chamar e deixar o mundo obedece-Lhe com prontidão. Tudo o que se faz para evitar uma eternidade de tormentos é pouco, é nada: “nenhuma segurança é excessiva quando está em jogo à eternidade”, escreveu São Bernardo. Oh! Quantos jovens na flor da idade abandonaram o mundo, a pátria, a família e foram sepultar-se, nas grutas e desertos, não vivendo senão de pão e água, ás vezes só de algumas raízes! E tudo isso para evitarem o inferno! E tu, o que fazes, depois de merecer tantas vezes o inferno pelo pecado? Lança-te aos pés de teu Deus e diz a Ele: “Senhor vede-me pronto a fazer tudo o que quiserdes; já Vos ofendi demais até agora; de hoje em diante não Vos quero mais ofender; enviai-me, se preciso todos os males nesta vida, desse que possa salvar minha alma”.     

 

Sábado – O Paraíso.

 

1º - Quanto mais espanta a consideração do inferno, tanto mais consola a do Paraíso, que foi preparado por Deus para todos os que O amam e servem na vida presente. Para fazeres uma idéia dele, imagina uma noite serena. Que belo é o céu, com tanta multidão e variedade de estrelas! Umas são maiores que outras, enquanto algumas delas aparecem pelo Oriente, outras desaparecem no Ocidente, sendo muito variadas no que diz respeito ao tamanho, cor etc., Mas todas elas se movem, na imensidão do espaço, com admirável harmonia e segundo a vontade de Deus, seu Criador. Imagina ademais que a luz do sol te deixe ver durante um belo dia a lua e as estrelas que há no firmamento; imagina também tudo o que há de precioso no mar, na terra, nos diversos países, nas cidades e nos palácios dos reis e monarcas de todo o mundo; acrescenta a isto as mais finas bebidas, os alimentos, mais saborosos, a música mais doce, a harmonia mais suave. Pois tudo isso é nada, comparado com a excelência dos bens e dos gozos do Paraíso! Quanto, devemos desejar a posse daquele lugar, onde se gozam todos os bens, sem mescla alguma de mal! A alma bem-aventurada só poderá exclamar: “Eu me saciarei com a visão da vossa glória” (Salmo 16,15).

 

2º - Considera, ademais, a alegria que na tua alma sentirá ao entrar no Paraíso. Sairão a recebê-la teus parentes e amigos, e ali verás a nobreza e beleza dos Querubins e Serafins, de todos os anjos e de todos os Santos, que em multidões louvam o seu Criador. Verá também os Apóstolos, o imenso número de Mártires. Confessores e Virgens, e ademais uma grande multidão de jovens que se conservam puros e por isso cantam a Deus um hino de glória inefável. Oh! Quanto gozam naquele Reino os bem-aventurados! Estão sempre alegres, pois não padecem o menor sofrimento, nem penas que venham turbar sua paz e contentamento.    

 

3º - Observa ademais, filho, que tudo isso não é nada em comparação com o grande consolo que sentirá a alma ao ver a Deus. Ele consola os Bem-aventurados com seu olhar amoroso e derrama em seu coração torrentes de delicias. Assim, como o sol ilumina e embeleza todos os objetivos aonde chega sua luz, assim Deus ilumina com sua presença todo o Paraíso e cumula seus felizes habitantes com prazeres inexprimíveis. Nele, como num espelho, verás todas as coisas, gozarás de todos os prazeres da mente e do coração. Quando, no Monte Tabor, São Pedro viu uma única vez o rosto de Jesus radiante de luz, foi cumulado de tanta doçura, que fora de si exclamou: “É bom para nós estar aqui!” (São Lucas 9,33). Que alegria será então o contemplar, não por um instante, mas para sempre, a vista daquela face Divina que apaixona os Anjos e os Santos, e que embeleza todo o Paraíso! E a formosura e amabilidade de Maria, de quanto gozo inundarão o coração dos bem-aventurados! “Como são amáveis as tuas moradas, Senhor Deus dos Exércitos!” (Salmo 83,2). Por isso, todos os coros de Anjos e todos os Bem-aventurados cantarão a sua glória, dizendo: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos! A Ele toda honra e toda a glória por todos os séculos dos séculos”. Coragem, pois, meu filho! Algo terá que sofrer neste mundo, mas não importa! O prêmio que te espera no Paraíso compensará infinitamente todos os males que tenhas padecido na vida presente. Que consolo será o teu quando te encontrares no Céu em companhia de parentes e amigos, dos Santos e dos Bem-aventurados, e poderes exclamar: “Estou salvo e estarei para sempre com o Senhor!” Então bendirás o momento em que deixaste o pecado, em que fizeste uma boa confissão e começaste a frequentar os Sacramentos. Bendirás o dia em que deixando as más companhias, te entregaste à virtude. E, cheio de gratidão, te voltarás a teu Deus e lhe cantarás louvores e gloria por todos os séculos dos séculos. Assim seja.  

 

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5 Abril 2016

CINCO MINUTOS DIANTE DE SANTO ANTÔNIO

Há quanto tempo te esperava, ó alma devota, pois bem conheço as graças de que necessitas e que queres que eu peça a Nosso Senhor Jesus Cristo. Estou disposto a fazer por ti; mas, filho (a), dize-me uma a uma todas as tuas necessidades, pois desejo ser o intermediário entre tua alma e Deus com o fim de suavizar teus males. Sinto a aflição de teu coração e quero unir-me ás tuas amarguras. Desejas o meu auxilio no teu negócio..., queres a minha proteção para restituir a paz na tua família..., tens desejo de conseguir algum emprego, queres ajudar alguns pobres..., alguma tribulação..., queres a tua saúde ou a de alguém há quem muito estimas? Coragem, que tudo obterás.

Agradam-me também as almas sinceras que tomam sobre si as dores alheias, como se fossem próprias. Mas eu bem vejo como me pedes. Tenha fé que não tardará a hora em que hás de alcançar a graça que desejas. Uma coisa, porém, desejo de ti. Quero que seja mais assíduo ao Santíssimo Sacramento; mais devoto para com a nossa Mãe Maria Santíssima; quero que me propagues a minha devoção e ajudes meus pobres.

Oh! Quanto isso me agrada ao coração! Não sei negar nenhuma graça aqueles que socorrem os outros por meu amor, e bem sabes quantos favores são obtidos por esse meio. Quantos com viva fé têm recorrido a mim com o pão dos pobres na mão e são atendidos! Invocam-me para ter êxito feliz em um negócio, para achar um objeto perdido, para obter a saúde de uma pessoa enferma, para conseguir a conversão de alguém afastada de Deus, tudo o que pedem e ainda muito mais. Temes que eu não faça outro tanto por ti? Não penses nisso porque prezo muito as prerrogativas concedidas por Deus de ser – o santo dos milagres.

Muitos outros, como tu, tem precisado de mim e temem pedir-me, pensando que me importunam. Leio tudo no fundo do coração e a tudo darei remédio; hei de obter as graças; não temas. Agora, volte ás tuas ocupações e não te esqueças de que te recomendei; vem sempre procurar-me, porque eu te espero; tuas visitas me hão de ser sempre agradáveis, porque amigo afeiçoado como eu, não acharás. Deixo-te no coração sagrado de Nosso Senhor Jesus Cristo e também no de Maria santíssima e no de São José.

Reze em seguida um Pai Nosso; Ave-Maria e Glória ao Pai.

RESPONSÓRIO DE SANTO ANTÔNIO

Se milagres desejas / Recorrei a Santo Antônio / Vereis fugir o demônio. / E as tentações infernais. Recupera-se o perdido. / Rompe-se a dura prisão. / E no auge do furacão. / Cede o mar embravecido. / Todos os males humanos; se moderam se retiram. / Digam-no aqueles que o viram. / E digam-no os paduanos.

Repita: Recupera-se o perdido / Rompe-se a dura prisão. / E no auge do furacão. / Cede o mar embravecido. / Todos os males humanos; se moderam se retiram. / Digam-no aqueles que o viram. / E digam-no os paduanos.

Pela sua intercessão. / Foge a peste, o erro, a morte. / O fraco torna-se forte. / E torna-se o enfermo são.

Repita: Recupera-se o perdido / Rompe-se a dura prisão. / E no auge do furacão. / Cede o mar embravecido. / Todos os males humanos; se moderam se retiram. / Digam-no aqueles que o viram. / E digam-no os paduanos.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Repita: Recupera-se o perdido / Rompe-se a dura prisão. / E no auge do furacão. / Cede o mar embravecido. / Todos os males humanos; se moderam se retiram. / Digam-no aqueles que o viram. / E digam-no os paduanos.

V. Rogai por nós, bem aventurado Antônio.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS

Ó Deus, nós vos suplicamos que alegre à Vossa Santa Igreja a solicitude do bem-aventurado Antônio, vosso Confessor e Doutor, para que, fortalecido sempre com os espirituais auxílios, mereça gozar os prazeres eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

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4 Abril 2016

 

ENTENDER E VIVER O ANO DA MISERICÓRDIA

 

INTRODUÇÃO

 

 “Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração”. (Papa Francisco).

 

Muitos se perguntam e querem entender e viver o Ano Extraordinário da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco, através de uma peregrinação espiritual para conversão e mudança de vida. Vamos começar a estudar esta matéria para podermos entender. Iniciemos com o ensinamento da Santa Igreja Católica Apostólica Romana presente no Catecismo da Santa Igreja Católica. “Cristo Senhor, em quem se consuma toda a revelação do Sumo Deus, ordenou aos Apóstolos que o Evangelho, prometido antes pelos profetas, completado por Ele e por sua própria boca promulgada, fosse por eles pregado a todos os homens como fonte de toda a verdade salvífica e de toda a disciplina de costumes, comunicando-lhes os dons Divinos” (Catecismo da Igreja Católica nº 75).

 

O Catecismo da Santa Igreja Católica nos ensina que a fé foi transmitida, primeiramente, através de pregações e, depois, na forma escrita. Após os primeiros anos de pregação, os apóstolos, continuamente, passaram a registrar o que Nosso senhor Jesus Cristo havia feito e falado. Ainda como Igreja primitiva registrava as primeiras decisões vividas, como, por exemplo, o primeiro Concilio – o Concilio de Jerusalém, em que se tratou da evangelização dos judeus e pagãos (At. 15,1). Depois, por volta do ano 100, criaram um primeiro Catecismo, chamado Didaché. A Santa Igreja Católica Apostólica Romana crescia e vários Santos, Doutores e Papas surgiam. Estes produziram, à luz da fé e do Espírito Santo, a densa Doutrina Cristã Católica que temos hoje. Claro que também tivemos pecadores que ensinavam, de forma errônea, a Doutrina. Estes eram chamados de hereges. Mas o interessante é que, conforme as heresias iam surgindo, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana se reunia e, em um Concilio, apresentava aquilo que o Espírito Santo lhes indicava. Foi à promessa feita por Nosso Senhor Jesus Cristo: a Santa Igreja Católica Apostólica Romana seria sempre assistida pelo Espírito Santo.

 

Assistida e conduzida pelo Espírito Santo, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, portadora dos bens espirituais, disponibiliza para a humanidade suas riquezas Divinas. Dentre essas riquezas espirituais, temos por excelência Nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador – na Palavra e nos Sacramentos; os Dogmas, que são as verdades de fé; o Jubileu; as Indulgencias etc.

 

A Santa Igreja Católica Apostólica Romana comunica aquilo que recebeu os dons Divinos, para o bem do seu povo e para que, também, este seja sal da Terra e luz no mundo.

 

Mas o que é um Jubileu e a Porta Santa? Jubileu, segundo o dicionário, com a variante jubilar, significa encher-se de júbilo, grande alegria. Será, então, um ano de grande alegria. Historicamente, o Ano Jubilar está presente na vida dos Hebreus, no livro do Levítico, capitulo 25, o qual relata que o Senhor falou a Moisés como ocorreria o Ano Jubilar: contava-se seis anos de produção agrícola, de trabalho e, depois, um ano, o sétimo de descanso da terra.

 

O Senhor ordenou que se contasse sete vezes e, após esses anos, ou seja, o quinquagésimo seria o Ano Jubilar, ano de grande alegria, tempo em que cada um, concretamente, teria a oportunidade de voltar para sua família, as divida seriam perdoadas, os escravos e os estrangeiros seriam tratados com misericórdia, podendo até alcançar a liberdade, e tantas outras situações de negócios em que se prevaleceria o perdão parcial ou até total. 

 

A tradição do Ano Jubilar ou Ano Santo veio com o Papa Bonifácio VIII, no ano 1300. A princípio, era um jubileu por século, mas, para que as pessoas pudessem comemorar pelo menos um jubileu na vida, a partir do ano 1475, os jubileus passaram a ser de 25 anos. Desde o primeiro jubileu até os dias de hoje, aconteceram 26 jubileus ordinários. Quanto ao jubileu extraordinário, o último ocorreu no ano de 1983, no qual o saudoso Papa João Paulo II instituiu o Ano da Redenção. Nesse ano de 2015, o atual Papa, Francisco, instituiu, com a Bula MisericordiaeVultus (O Rosto da Misericórdia), o Ano Extraordinário da Misericórdia. Assim, da realidade material, de colheita, de descanso da terra, de alegria por festejar os frutos, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana viu que o Ano Jubilar poderia ser, e atualmente é, uma oportunidade para distribuir os bens espirituais aos seus filhos. A intenção do Ano Santo jubilar é de realmente convidar o fiel a festejar e acolher as graças do Senhor, concedidas mediante a autoridade que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana recebeu de distribuir aos filhos essas riquezas espirituais.

 

Já a Porta Santa teve seu início com o Papa Martinho V (1423). Na época, era muito comum acontecerem peregrinações até as Igrejas de Roma e a Basílica de São João de Latrão, que é a primeira Igreja e, por isso, sede do Papa, que acolhia fieis peregrinos que desejavam ter contato com a relíquia da Santa Verônica. Assim, o Papa resolveu conceder indulgência àqueles peregrinos que visitassem a Igreja e passassem pela Porta Santa.

 

Passar pela porta significa passar por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele disse: “Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo” (Jo 10,9). O Papa Francisco, em sua Bula Misericordiae Vultus, estendeu a Porta Santa para as Dioceses, as Catedrais, as Concatedrais e os Santuários, que também poderão tê-la. O sentido permanecerá o mesmo, por assim dizer: o fiel fará uma peregrinação, uma caminhada penitencial em oração, seguindo o itinerário e recebendo a indulgência ao passar pela Porta Santa da Misericórdia. Por isso, não se trata apenas de passar pela porta como se ela fosse algo mágico, nem passar por ela com superstição, mas sim, fazer a caminhada e passar pela porta como uma peregrinação espiritual, um desejo profundo de conversão e de mudança de vida, de assumir o compromisso com Deus e de ser misericórdia para os outros. 

 

INDULGÊNCIAS

 

As indulgências já nos ensinam o Catecismo da Igreja Católica, antes de tudo, estão ligadas ao sacramento da penitência. Recebe-se a indulgência, o perdão, mediante a confissão sacramental, ou seja, não se trata apenas de um rito, um cronograma, mas de um convite à conversão a uma mudança de conduta. O Catecismo da Santa Igreja Católica esclarece que “a indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal de vida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Santa Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos Santos. A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados. “Todos os fiéis podem adquirir indulgências para si mesmas ou aplicá-las aos defuntos” (nº 1.471).

 

A indulgência não pode ser aplicada a outras pessoas vivas. O homem é uma criatura bela de Deus, pela qual o Senhor tem um enorme carinho, pois fora criado à Sua imagem e semelhança, mas infelizmente o homem é pecador e necessita do perdão Divino. Nosso Senhor Jesus Cristo veio para salvar o homem e o fez mediante Sua Páscoa, paixão, morte e ressurreição. O Senhor ainda deixou o Sacramento da Penitência aos apóstolos, dando-lhes poder e autoridade para ligar e desligar o Céu e a Terra. 

 

O homem que confessa e é perdoado é um homem novo e recebe o perdão das penas eternas, no entanto, o pecado deixa conseqüências, que são as penas temporais. Nosso Senhor Jesus Cristo, através de Sua Santa Igreja com a indulgência, confirma e dá a certeza do perdão e apaga as conseqüências do mal feito. Um exemplo para ajudar a entender. A pessoa que foi perdoada de uma mentira buscou a confissão e foi perdoada da pena eterna, mas tal mentira teve conseqüências que abalaram todos da cidade. Esta pessoa foi perdoada por Deus? Sim, mas houve as conseqüências de tal mentira, que gerou desconfiança, pois nem todos daquela cidade descobriram que era mentira, assim, as conseqüências do pecado permaneceram. A indulgência, então, aparece para reparar essa falta. A indulgência pode ser aplicada para a própria pessoa, como também pode ser oferecida a algum falecido. A Santa Igreja nos ensina que a pessoa que morreu ainda em pecado, não totalmente em santidade, pura, vai para o Purgatório. Ali não se pode fazer mais nada por ela, porém, caso alguém ofereça a ela a indulgência, ela a receberá, sendo perdoada das penas temporais. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que “uma vez que os fiéis defuntos em vias de purificação também são membros da mesma comunhão dos santos, podemos ajudá-los, entre outros modos, obtendo em favor deles indulgências para libertação das penas temporais devidas por seus pecados” (nº 1479). Por fim, para receber a indulgência, é necessário o Batismo, a repulsa ao pecado, a participação da Eucaristia, a Confissão Sacramental, seguida de absolvição, a oração pelas intenções do Santo Padre, o Papa, e é claro, dar esses passos com a intenção de recebê-la.  

 

OBRAS DE MISERICÓRDIA

 

O Papa Francisco, na Bula Misericordiae Vultus, menciona as obras de misericórdia. Sobre elas, a Santa Igreja Católica ensina: As obras de Misericórdia são as ações caritativas pelas quais socorremos o próximo em suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar é obras de misericórdia espiritual, como também perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporal consistem, sobretudo em dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar moradia aos desabrigados, vestir os maltrapilhos, visitar os doentes e prisioneiros, sepultar os mortos. Dentre estes gestos de misericórdia, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna. É também uma pratica de justiça que agrada a Deus. “Quem tiver duas túnicas, reparta-as com aquele que não tem, e quem tiver o que comer, faça o mesmo (Lc. 3,11). Dai o que tendes em esmola, e tudo ficará puro para vós. (Lc. 11,41). Se um irmão ou uma irmã tiverem o que vestir e lhes faltar o necessário para a subsistência de cada dia, e alguém dentre vós lhes disse: “Ide em paz, aquecei-vos e saciai-vos, e não lhes der o necessário para sua manutenção, que proveito haverá nisso? (Tg 2,15-16) (Catecismo da Igreja Católica nº 2447).

 

Nosso Senhor Jesus Cristo foi à grande Obra de Misericórdia do Pai para a humanidade. Ele foi enviado e é exemplo por excelência para que todos os homens. Cultivem o amor a Deus e ao próximo. Todos os Católicos ou cristãos receberam muitas graças do Pai das Misericórdias. O Pai deu Seu Filho, e aquele que O acolheu não pode e não deve viver como “mudo” ou “paralitico”. Assim, o Senhor não quer a sua “mudez” espiritual, mas sim, que cada um seja Sua voz, uma Boa Nova, que instruía que aconselhe e que console, pois, com certeza, você viveu a experiência de ser instruído e consolado. Ele não quer a sua “paralisia” espiritual, pois se possuo corpo perfeito e condições financeiras, ainda que mínimas, posso e devo ajudar o outro com o pouco que tenho. Visitar os enfermos, os encarcerados, dar esmola são virtudes que estão ao alcance de todos. Por que não fazer? É necessário que se dê o primeiro passo. Talvez haja atitudes que, comparadas a outras, serão mais fáceis ou estarão mais dentro das possibilidades, é certo de que para Deus essas atitudes de um bom samaritano têm muito valor, ainda que aos seus olhos elas tragam poucos resultados.

 

ANO JUBILAR EXTRAORDINARIO DA MISERICÓRDIA

 

 “Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração”. (Papa Francisco).

 

O Papa Francisco, no dia 13 de março de 2015, por ocasião da convocação do projeto “24 horas para o Senhor”, dentro da Quaresma, fez o anúncio de um Ano Santo Extraordinário da Misericórdia. Naquela ocasião, o Papa Francisco fez uma reflexão sobre a mulher pecadora e Simão (Lc 7,36-50). A mulher, com amor, encontrou Jesus; já Simão ficou na formalidade. O Papa Francisco destacou o Sacramento da Confissão como meio de se aproximar de Nosso Senhor Jesus Cristo e ter a certeza do perdão, e no fim daquela celebração penitêncial, disse: “Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa, Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus”. (Papa Francisco, Bula Misericordiae Vultus).      

 

No dia 11 de abril de 2015, o Papa Francisco publicou oficialmente o Ano da Misericórdia, com a bula papal Misericordiae Vultus (O Rosto da Misericórdia), e deu as direções de como será o Ano Santo. O Ano Santo da Misericórdia terá como lema: “Misericordiosos como o Pai”, e logo no início da bula, o Papa diz: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”. Mas como imitar o Pai em Sua misericórdia? Através do Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, a Misericórdia Encarnada do Pai, cada pessoa pode ser misericordiosa como o Pai. O Papa Francisco expôs alguns significados à palavra misericórdia e ensinou que ela revela a Santíssima Trindade. Para ele, a misericórdia é a Lei fundamental do coração de cada homem, é a palavra que une Deus e o homem, mesmo este sendo pecador. O chamado principal é fixar o olhar na misericórdia, pois, como está escrito na bula, este é o “sinal eficaz de agir do Pai”.            

 

O ano Santo da Misericórdia teve seu início em 08 de dezembro de 2015, dia da Imaculada Conceição, pois Deus vem em socorro da humanidade com o Redentor, nascido da Virgem Maria. Neste dia, houve a celebração de abertura, que aconteceu na Catedral do Papa, em Roma. Depois no primeiro domingo, dia 13 de dezembro de 2015, foi realizada na Basílica de São Pedro e nas Catedrais de cada Diocese. A novidade é que também os santuários viverão o Ano Santo, proporcionando aos peregrinos esse tempo de graça. O encerramento está marcado para o dia 20 de novembro de 2016, encerramento do ano litúrgico e Solenidade de Cristo, Rei do Universo. A data de 8 de dezembro de 2015, também está dentro das comemorações dos cinqüenta anos do Concilio Vaticano II, tempo recente e especial, no qual a Santa Igreja Católica, sempre conduzida pelo Espírito Santo é dócil a Ele, foi e tem sido impulsionada a ser um “sinal vivo de amor do Pai”

 

O Papa Francisco, na Bula, citou São João XXIII, que, naquela ocasião do Concilio, alertara que a Igreja Católica precisa “usar mais o remédio da misericórdia que o da severidade”, e também mencionou como modelo de bom samaritano (Lc 10,29-37), o sucessor dele, beato Paulo VI, que disse: “Desejamos notar que a religião do nosso Concilio foi, antes de mais, a caridade”. Na Bula Misericordiae Vultus, o Papa ensina que a Misericórdia Divina não é algo abstrato,mas, sim, muito concreto, como o amor de uma mãe, ou seja, a Misericórdia Divina provém do íntimo de Deus. No Salmo 136, reza-se “Eterna é a sua Misericórdia”, significado que a misericórdia atravessa os tempos e está presente até a eternidade. Tudo em Nosso Senhor Jesus Cristo que é misericórdia – Suas palavras de atitude, as meditações sobre as Parábolas da Misericórdia (Lc 15), o Sermão da Montanha (Mt. 5,1-12).   

 

O Papa Francisco citou, ainda, o saudoso Papa São João Paulo II e sua Encíclica Dives in Misericórdia, na qual ele alerta sobre a sociedade atual, que desconsidera a misericórdia, como se ela tivesse caído no esquecimento – palavras atualíssimas para os dias de hoje. A ciência e a tecnologia acabam por ter mais valor, por isso “a Igreja Católica vive uma vida autentica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, dos quais ela é depositaria e dispensadora”. O Papa Francisco completa, dizendo que “a Santa Igreja Católica tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa. A Esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo assume o comportamento do Filho de Deus, que vai ao encontro de todos sem excluir ninguém”.  

 

O caminho é do perdão, dom do próprio Deus, conforme ensina o Papa Francisco. Perdão e misericórdia que devem ser vividos “nas nossas paróquias, nas nossas comunidades, nas nossas associações e nos nossos movimentos – em suma, onde houver cristãos, qualquer pessoa poderá encontrar um oásis de misericórdia”. Com isso, o Papa Francisco, concretamente, diz aos cristãos que o perdão e a misericórdia são dons gratuitos, responsabilidade de todos e, como dons gratuitos, devem ser doados a todos. Conforme já falado, o Ano Jubilar tem o lema: “Misericordiosos como o Pai” e é iluminado pela Palavra “Sede Misericordiosos, como o Vosso Pai é Misericordioso” (Lc 6,36). Para ser misericordioso, são necessários a escuta da Palavra, o silêncio para a meditação e a caminhada, como prática da Palavra ouvida e meditada, até a Porta Santa.

 

A vida é uma peregrinação, uma caminhada de misericórdia que se recebe e se dá, o Papa Francisco deseja que esta possa “Servir de estimulo à conversão: ao atravessar a Porta Santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros como o Pai o é conosco”. O Papa Francisco, desde o início do seu pontificado, sempre falou sobre a ida às periferias. Reforçando este pedido, na presente Bula, o Papa diz: “Neste Ano Santo, poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais”.

 

Outra exortação a que o Papa Francisco ainda faz referência é sobre a indiferença, por isso devem-se abrir os olhos para as misérias do mundo, para escutar os que pedem ajuda, para aqueles que precisam de mãos que transmitam o calor de nossa presença, amizade e fraternidade. O Papa Francisco lembra que o julgamento do Senhor Deus Javé será baseado em Suas próprias palavras: “se demos de comer, a quem teve fome e de beber a quem tem sede; se acolhemos o estrangeiro e vestimos quem está nu; se reservamos tempo para visitar quem está doente e preso”, pois, ao fim de tudo, seremos julgados pelo amor, conforme nos diz São João da Cruz.

 

O Papa destacou a Palavra de Deus e a Palavra dentro do tempo da Quaresma como instrumentos que ajudarão a viver bem o Jubileu. A Palavra, no caso, está no Evangelho de Lucas (4,14-30), que fala sobre a volta de Nosso Senhor Jesus Cristo a Nazaré e a Sua entrada, no sábado, na sinagoga, onde O chamaram para ler a Escritura e comentá-la. Esta passagem refere-se àquela do profeta Isaias, em que Nosso Senhor Jesus Cristo falou do Seu Ministério e anunciou o ano da Graça do Senhor, ano de anúncio da Boa Nova e de libertação das escravidões contemporâneas. 

 

A Quaresma é um tempo penitencial em que podemos meditar vários textos da Sagrada Escritura, como em Isaias (58,6) e em Miquéias (7,18-19), levando-nos a colocar em prática ações propicias às necessidades das pessoas. O Papa Francisco reforçou as “24 horas para o Senhor”, que foi celebrado na sexta feira e no sábado, anteriores ao IV Domingo da Quaresma. Que nesta data se valorize o Sacramento da Reconciliação, assim, se contará com os confessores, que representarão um verdadeiro sinal da Misericórdia do Pai. Haverá, também, os Missionários da Misericórdia, os quais são sacerdotes que se inscreverão e serão enviados pelos seus Bispos, em missão de pregar e absolver mesmo pecados reservados ao Papa. O Papa ainda aproveitou a oportunidade e chamou à conversão aqueles que estão no crime organizado e na corrupção. Nesse sentido, ele não diz que a justiça deve ser desprezada, como se a misericórdia fosse contra a justiça, pois há uma “relação entre justiça e misericórdia. “Não são dois aspectos em contraste entre si, mas duas dimensões duma única realidade que se desenvolve gradualmente até atingir o seu clima na plenitude do amor”.

 

No fim da Bula, o Papa Francisco fala sobre as indulgências nesse Ano Santo. Aqueles que se aproximarem da confissão, da Eucaristia e viverem a caridade receberão a indulgência do Pai através da Santa Igreja Católica a Esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por fim, o Papa ainda fala de uma misericórdia que ultrapassa as fronteiras da Santa Igreja. Esta misericórdia nos relaciona com o judaísmo, o islamismo e outras nobres tradições religiosas. A misericórdia nos capacita para o diálogo e supera qualquer tipo de violência e discriminação. O Papa encerra a Bula falando de Maria Santíssima, a Mãe da Misericórdia, que, com sua doçura e alegria, foi escolhida por Deus para ser a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Crucificado e Ressuscitado. Ela foi testemunha do maior ato de Misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando Ele disse: “Pai, perdoa-lhes”, e na oração da Salve – Rainha reza-se para que “nunca se canse de volver para nós os seus olhos misericordiosos e nos faça dignos de contemplar o rosto da misericórdia, seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo”.

 

UM CAMINHO DE CONVERSÃO: REFLEXÕES PARA PEREGRINAÇÃO

 

 “Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração”. (Papa Francisco).

 

O peregrino que for a um Santuário poderá fazer a sua peregrinação penitencial e receber as indulgências ao percorrer o caminho:

 

Primeira Estação

 

Da maldição para a benção, a cruz de Jesus é fonte de salvação (Mt. 27,45-56).

 

Oração: Senhor Jesus, a Cruz expressa o amor de Deus Pai por mim e pela humanidade. Na Cruz o Senhor chegou ao ápice de Tua entrega. Quero hoje acolher o Teu amor, pôr em prática este amor que recebi do Senhor e tomar à minha cruz de cada dia. Acompanha-me nesta peregrinação.

 

Rezar: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.  

 

Segunda Estação

 

Maria Santíssima aceitou e apresentou a misericórdia ao mundo. (Lc. 1,26-38).

 

Oração: Maria Santíssima apresenta-me a teu Filho Jesus, a Misericórdia do Pai. Quero, também, gerá-Lo no meu coração e na minha vida. Quero sempre a Misericórdia de Jesus no meu coração e na minha vida.  

 

Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.  

 

Terceira Estação

 

Diante de Jesus no Santíssimo Sacramento, o Salmista louvou os feitos misericordiosos de Deus. (Sl. 136).

 

Oração: Senhor Jesus Cristo, seja adorado no Santíssimo Sacramento, adorado porque a Tua misericórdia é eterna, é sem fim.

 

Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.  

 

Quarta Estação

 

Clamar o Espírito Santo, pedir o dom, os carismas, para bem fazer a vontade do Senhor (1Cor 12,1-11). 

 

Oração: Senhor, doador dos dons celestes, envia o Teu Espírito Santo, enche-me com a Tua força, dá-me a coragem de que necessito para prosseguir a minha caminhada, pois quero aceitar a Tua vontade. Vem Espírito Santo, quero ser santo (a), quero chegar ao Céu e quero ser instrumento para que outros façam esta experiência de amor. Amém.    

 

Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.  

 

Quinta Estação

 

Reconhecer-se pecador e partir para a casa do Pai. (Lc 15,11-20). 

 

Oração: Jesus Cristo, bom Pastor, misericordioso em Teus gestos e Palavras, me ensina, com esta parábola, que sou este filho que saiu de casa e agora precisa voltar. Obrigado, Jesus, por me dizer que há um Pai cheio de misericórdia que está de braços abertos à minha espera.     

 

Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.  

 

Sexta Estação

 

Gratidão pelo caminho de conversão percorrido, pela peregrinação feita, pela Misericórdia do Pai (Lc 15,20b-24).

 

Oração: Obrigado, Pai das Misericórdias, pela peregrinação que pude fazer, obrigado pelo Teu abraço. Eu andei distante do Senhor, eu sofri por causa dos meus pecados e por causa da minha humanidade, mas o Senhor me ajudou até aqui, e agora entro para festejar contigo e com os irmãos através do banquete Eucarístico da Santa Missa.   

 

Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.  

 

MISSÃO

 

 “Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração”. (Papa Francisco).

 

O Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia Divina, sem dúvida, será um ano de muitas graças do Pai Eterno. Um ano dedicado à Misericórdia do Pai expressa em Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bom Pastor. Ele nos toma em Seus ombros, cuida, ama, sara e envia. Sim, será um ano de muitas graças e de muita responsabilidade para cada membro da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, clérigos e leigos. Teremos a oportunidade de ouvir a Santa Palavra, de participar do Banquete Eucarístico, de fazer uma peregrinação para uma Catedral ou um Santuário e lucramos indulgências. É muita misericórdia mesmo que o Pai das Misericórdias tem para com seus filhos, alias, “A Sua Misericórdia é eterna”.

 

Um Ano Santo, no qual a Porta do Céu através da Santa Igreja Católica Apostólica Romana ficará aberta para os pecadores arrependidos. É um ano especial, é a graça do momento. Em outros anos, teremos outras graças, mas para este Jubileu Extraordinário da Misericórdia, com certeza, o Senhor ouviu o clamor do seu povo e, por isso, Ele oferece a Sua Misericórdia.

 

Por fim, toda benção Divina, toda graça, a Misericórdia do Pai dá aos seus filhos, a cada um de nós uma grande missão: Propagar a Sua Misericórdia Divina. O “ide e evangelizai” também se traduz em “Misericórdia como o Pai Eterno”. Hoje, o Pai que nos amou em Seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, conta e quer contar, não por fraqueza, mas por sua grandeza, com todos nós. É urgente, há muitas pessoas que precisam da Misericórdia Divina. Isso será possível pelos nossos gestos e palavras.      

 

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1 Abril 2016
MILAGRE EUCARÍSTICO DE LANCIANO

 

“Tomais e comei, isto é o meu corpo” (Mt 26, 26)

 

Há mais de 12 séculos deu-se grande e prodigioso milagre Eucarístico na Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Por volta do ano 700, na cidade italiana de Lanciano (antigamente Anciano), viviam no Mosteiro de São Legoziano os Monges de São Basílio e entre eles havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a Hóstia Consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo e o vinho o seu verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Mas, a graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar, continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração. Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras de consagração, ele viu a Hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor, diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio à transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

 

 “Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo muito amado!”

 

A estas palavras os fieis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o Monge num novo Tomé. A Hóstia-Carne apresentava como ainda hoje se pode observar uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha uma aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre o amarelo e o ocre) coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanho diferentes. Serenada a emoção de que todo o povo foi tomado, e dada aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim, mandado construir pelas pessoas mais credenciadas do lugarejo.

 

A partir de 1713, até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue num cálice de cristal. Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.

 

Foi em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, sob cuja guarda se mantém a Santa Igreja Católica Apostólica Romana do Milagre (desde 1252 chamadas de São Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos, de renome profissional e idoneidade moral, a análise científica das relíquias. Para tanto convidaram o Doutor Odoardo Linoli, Chefe de Serviços dos Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo Professor Ruggero Bertelli, Professor Emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.

 

 

 

Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:

 

A Carne é verdadeira Carne.

 

O Sangue é verdadeiro Sangue.

 

A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago).

 

A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sanguíneo (AB) e pertence à espécie humana.

 

Coincidência extraordinária. É o mesmo tipo de Sangue (AB) encontrado no Santo Sudário de Torim.

 

Espanta: tratar-se de Carne e Sangue de uma pessoa viva, vivendo atualmente, pois, esse

 

Sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele mesmo dia, de um ser vivo.

 

No Sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes minerais:

 

cloretos, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio.

 

A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e

 

expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece em fenômeno

 

extraordinário.

 

E antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas realizadas em Arezzo, os Doutores Lioni e Bertelli enviaram aos frades um telegrama nos seguintes termos:

 

 “E o verbo se fez Carne!”

 

É assim que o milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que o “Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós”, mais do que uma simples simbologia, como possa parecer, é o sinal Divino de que no Sacramento da Comunhão está o alimento de nosso espírito, de nossa fé, da nossa esperança nas promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a nossa salvação:

 

“Aquele que come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,54).

 

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31 Março 2016
AGUÁ BENTA E SEU USO EM FAVOR DAS ALMAS DO PURGATÓRIO

 

APRESENTAÇÃO

 

Usadas com fé e confiança, a água benta tem grande valor para o corpo e alma, assim como constitui recurso eficiente em favor das almas do Purgatório. Cada vez que o sacerdote benze a água, ele o faz em nome da Santa Igreja Católica Apostólica Romana e na qualidade de seu representante, cujas orações nosso Divino Salvador sempre aceita com benevolência.

 

Por conseguinte, quando se toma água benta e com algumas gotas asperge a si ou um objeto, presente ou ausente, é como se de novo subissem ao Céu as orações da Santa igreja Católica Apostólica Romana, para atrair as bênçãos Divinas sobre o corpo e a alma, assim como sobre os objetos aspergidos com a água benta. É também a água benta uma poderosa arma para se dissipar os maus espíritos. São muitos os exemplos demonstrativos do temor e horror que Satanás e os demônios têm pela água benta.

 

Como, porém, se explica que também se possa aplicar a água benta em favor de pessoas distantes e até ás almas do Purgatório?    

 

Cada vez que se oferece, mesmo à distância água benta, na intenção de um ente querido, sobe aos Céus a oração da Santa Igreja Católica Apostólica Romana anexa à mesma e induz o Coração Sacratíssimo de Nosso Senhor Jesus Cristo e tomar sob sua proteção no corpo e na alma esses teus entes queridos.

 

O mesmo acontece quando usamos a água benta em favor das almas do Purgatório.

 

Quanto alívio podemos nós conceder a uma alma sofredora, por meio de uma gotinha de água benta!   

 

O Venerável Padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelitana, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao ter aspergido essa caveira com água benta, a mesma começou a bradar em alta voz suplicando: mais água benta! Porque ela alivia o ardor das chamas horrivelmente dolorosas. 

 

E, com efeito, uma gotinha de água benta tem muitas vezes maior eficácia do que uma longa oração porque nossa oração muitas vezes é feita com descuido e distraidamente. Diferente é a oração da Santa Igreja Católica Apostólica Romana intercedendo, por meio da água benta. Oração que agrada sempre a Nosso Senhor Jesus Cristo, em qualquer lugar onde lhe for apresentada em nome da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Por isso, as almas do Purgatório tanto anseiam pelo uso da água benta e se pudéssemos ouvir as suas súplicas por uma gotinha de água benta, certamente nos aplicaríamos mais assiduamente em seu uso, ao menos de manhã e á noite e algumas vezes durante o dia.   

 

Quanta vez por dia entra e sai do quarto! Não te será difícil deixar cair nessas ocasiões uma gota de água benta no Purgatório.

 

Que alegria causaria com isso às almas do Purgatório e que méritos colheriam por meio da prática desse ato de caridade para ti mesmo e os teus; pois, as benditas almas não se mostram ingratas. No mesmo momento em que as favorecemos, levantam suas mãos ao Céu e rezam com tal fervor por seus benfeitores como não poderão fazer as pessoas mais justas do mundo. E Deus ouve-lhes com predileção e envia suas graças abundantes sobre os benfeitores delas.

 

Há católicos que não saem de casa sem, antes, aspergirem três gotas de água benta; uma para si e seus entes queridos, a fim de que Nosso Senhor Jesus Cristo os proteja de todos os perigos no corpo e na alma; outra para os moribundos, especialmente para os pecadores moribundos, a fim de que Deus, na última hora, ainda lhes conceda a graça de conversão; e uma terceira em favor das almas benditas. Quanto é meritório tal modo de proceder. Imitemo-los!

 

TERÇO DAS ALMAS

 

Nas contas grandes: Meu Deus eu creio em Vós porque és a Verdade. Espero em Vós porque sois fiel às Vossas promessas. Amo-Vos, porque sois infinitamente bom e Amável.

 

Nas contas pequenas: Doce Coração de Maria sede a nossa salvação.

 

Em vez do Glória, reza-se: Senhor Jesus, misericórdia.  

 

Nas três contas junto à cruz, reza-se: Senhor Jesus, não me deixeis morrer sem receber os últimos sacramentos. Amém.      

 

NOVENA DAS ALMAS

 

Eterno Pai, eu Vos ofereço o preciosismo Sangue e os méritos das santas Chagas, da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo; os méritos das lágrimas e dores de Sua Santíssima Mãe, pedindo-Vos alivio para as almas do Purgatório. Amém.  

 

Nossa Senhora do Carmo: Rogai pelas almas do Purgatório.

 

São José: Rogai pelas almas do Purgatório.

 

São Miguel Arcanjo: Intercedei pelas almas do Purgatório.

 

E vós Santas e benditas almas, ide perante Deus, apresentar a minha súplica. Amém.

 

ORAÇÃO AO DIVINO ESPIRITO SANTO

 

Ó Divino Espírito Santo, Espírito de amor e de verdade, autor da santificação de nossas almas, nós Vos adoramos como o principio e a fonte de nossa felicidade eterna. Muitas graças Vos damos, soberano dispensador dos benefícios que do Céu recebemos, e Vos invocamos como a fonte das luzes e da fortaleza, que nos são necessárias, para conhecermos o bem e podermos praticá-lo. Ó Espírito de luz e fortaleza, iluminai o nosso entendimento, fortalecei a nossa vontade, purificai-os nossos corações, regulai todos os nossos movimentos e fazei-nos dóceis e todas as Vossas inspirações! Ó Espírito Consolador, aliviai as penas e os trabalhos que nos afligem neste vale de lagrimas; dai-nos conformidade e paciência, para que permaneçamos fazer neste mundo penitencia dos nossos pecados e gozar no outro a luz da eterna bem-aventurança. Amém.

 

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29 Março 2016

SACRAMENTO DO PERDÃO
PREPARE-SE BEM PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO!
VOLTE PARA SUA CASA COM A PLENITUDE DE PAZ!
O Senhor esteja em seu coração, e o transforme! O Senhor esteja em seus pensamentos para que sejam nobres! O Senhor esteja em seus lábios, para que anuncie sua bondade! Seja você um (a) filho (a) de Deus e corresponda ao seu amor! Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo! Amém! Coloque-se agora na presença de Deus de Misericórdia! Deixe que Ele olhe bem dentro de você e o ajude a avaliar sua vida! Reze e medite com muita confiança! Nosso Senhor Jesus Cristo, ajudai-me a olhar sem medo para minha vida. Dai-me sinceramente o dom do arrependimento para eu assumir as fraquezas, erros e as omissões. Que vosso Espírito Santo faça reconhecer minha falta de amor e meus atos egoístas. Mostrai-me claramente aquilo em que eu estou falhando no amor para convosco, no amor para com as pessoas de minha família, no amor para com aqueles que me cercam e no amor para comigo mesmo. Dai-me humildade para eu me arrepender, para pedir perdão com sinceridade e para decidir a ser melhor. Maria Santíssima rogai por mim ao Vosso Divino Filho! Amém!

 

A PALAVRA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO É LUZ!

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Lucas (Lc 15, 3-7): Jesus contou-lhes, então, esta parábola: “Quem de vós, se tiver cem ovelhas e perder uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, para ir procurar a ovelha perdida até encontrá-la?” E, achando-a, coloca-a sobre os ombros, cheio de alegria, e voltando para casa, convida os amigos e os vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque encontrei minha ovelha que estava perdida. Eu vos digo: assim também haverá maior alegria no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove juntos que não precisam de conversão.

 

(Leia Lc 19, 1-10 – Lc 23, 39-43 – Jo 15, 1-8 – Jo 15, 9-14).      

 

Reconheça seu pecado. Peça perdão. Encontrará assim, o caminho da verdadeira vida! Reconheça com humildade suas fraquezas, Deus Pai Javé o abraçará e fará com você uma festa! Deixe agora a salvação entrar em seu coração. Só assim você será plenamente feliz!  

 

À LUZ DA PALAVRA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO - EXAMINE SUA VIDA:

 

Deus ocupa o primeiro lugar em minha vida, em minhas decisões familiares e profissionais? Sua Palavra, seu Evangelho, tem valor de decisão sobre a ética de meus atos? Creio, confio e amo a Deus acima de tudo e de todos? Qual é o lugar da oração como dialogo, com Deus ao longo do meu dia? Culpo a Deus, quando meus interesses são contrariados? Participo de minha Comunidade, principalmente das Celebrações Dominicais? Frequento a Santa Missa e recebo a Santa Comunhão? Tenho mantido presença e dialogo dentro de minha família? Tenho cuidado com carinho dos idosos e doentes, principalmente de meus familiares? Respeito à vida humana desde sua concepção? Deixo-me levar pelo ódio, pela agressividade? Tenho me deixado levar pelo instinto de dominação dos outros? Procuro reconciliar-me, pedindo e dando perdão das ofensas? Tenho vivido minha sexualidade com responsabilidade e com amor? Ou, deixo-me levar pelo erotismo e pelo instinto de posse do outro? Sou honesto e justo em meu trabalho? Apropriei-me de algo que pertence a outro? Respeito tudo o que pertence ao bem comum do povo? Pago os impostos justos? Tenho explorado o trabalho de outras pessoas? Devolvi o que tirei indevidamente?  Falo e espalho facilmente os erros e as fraquezas dos outros? Difamei gravemente alguém, causando-lhe prejuízo social? Tenho enganado ou acusado pessoas com mentiras? Tenho traído meu matrimônio com adultérios e outras infidelidades? Tenho sido sincero no diálogo familiar e na partilha dos bens? Sei escutar as alegrias e as dificuldades da minha família? Sou grato a Deus por minha vida e por tudo o que tenho? Vivo reclamando e invejando os outros? Deixo-me levar pela ganância de ter sempre mais, sem me importar com os outros?

 

ATO DE CONTRIÇÃO – SÚPLICA DE PERDÃO

 

Senhor meu Deus e meu Pai, eu me arrependo sinceramente dos pecados que cometi! Arrependo-me do mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer! Reforço que minhas atitudes, gestos e palavras ofenderam a vós, quando ofendi a minha família, as pessoas que me cercam e a minha Comunidade. Ajudado por vossa misericórdia, farei o possível para emendar minha vida, para ter atitudes nobres, justas e leais e viver mais fielmente a vós! Senhor, Deus de Misericórdia, tende piedade de mim, e consolai-me com vosso perdão! Amém!   

 

AO CONFESSAR-SE:

 

Apresente-se diante do sacerdote com a fé de quem se apresenta diante do próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, de quem o sacerdote é Ministro. Apresente-se dizendo: “Padre, dai-me vossa benção porque pequei!”  Diga há quanto tempo foi a sua última confissão. Pode informar sobre seu estado civil ou sua profissão. Quando seu pecado envolve outras pessoas, seja discreto e procure limitar-se à sua responsabilidade pessoal.  Ouça os conselhos do sacerdote, e espere que o sacerdote imponha as mãos sobre você e reze a oração da absolvição. Preste atenção no ato de penitência ou de reparação que o sacerdote lhe pedir. A penitência não é para pagar os pecados, mas para ensinar a não pecar, é escola de santidade!

 

ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO

 

Nosso Senhor Jesus Cristo, agradeço-vos de todo o meu coração pela graça de minha confissão e pelo perdão recebido. Obrigado pelo Ministério da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, que me dá a segurança desse perdão. Que vossa Paz envolva todo o meu ser e me faça viver e conviver com alegria. Fazei que eu comunique a todos essa Paz. Dai-me força de perdoar de coração a todos os que me ofenderam. Fazei que eu possa reparar com amor e generosidade todo o mal que tenha causado a alguém. Maria Santíssima, Senhora Aparecida, obrigado porque me acolheis em vossa Casa e me conduz a vosso Filho. Prometo-vos, de todo o coração viver sempre na presença de Deus, participar melhor da minha Comunidade e agir como cristão na sociedade. Dai-me vossa bênção materna! Amém!

 

Reza-se: Pai Nosso / Ave-Maria / Glória ao Pai.

 

“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!” (Num 6, 24-26).

 

Vá em paz e o Senhor te acompanhe.  

 

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28 Março 2016

A CAMINHO DE UM IDEAL
VIVENDO EM PECADO OU VIVENDO UMA VIDA CRISTÃ?
A VIDA EM ESTADO DE PECADO:
E direi à minha alma. Alma tem em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga (Lucas 12,19). Mas, Deus lhe disse: Louco esta noite te pedirei tua alma (Lucas 12,20). E como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo (Hebreus 9,27).
Você é um homem bom? Você é uma mulher boa? Mas, todos nós somos como o imundo e todas as nossas justiças como trapo da imundícia, e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas como uns ventos nos arrebatam (Isaías 64, 6). Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz (João 5, 28). E os que fizeram o bem, sairão para a ressurreição da vida eterna. E os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação da vida eterna (João 5, 29). Julgamento? Mas, você não entende, céu e inferno são aqui na terra! Eu sempre disse isto! Então o anjo te dirá: Vamos, você tem um encontro! Haverá alguém lá além de mim? Oh, sim, muita gente! Olhe aqui, eu vivi uma vida ótima. Eu não era diferente dos outros! Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer (Romanos 2, 10).

 

E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do Trono, e abriram-se os Livros. E abriu-se outro livro, que é o Livro da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos Livros, segundo as suas obras (Apocalipse 20, 12).  Porque nada há de encoberto que não haja de ser manifestado. (Marcos 4, 22).

 

Ah, ah, ei turma, esta é a piada mais suja que vocês jamais ouviram começa assim... Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo (Mateus 12, 36). Eu vos digo que qualquer um que atentar numa mulher para a cobiça já em seu coração cometeu adultério com ela (Mateus 5, 28). Porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se (Mateus 10, 26). Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito para que todo aquele que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3, 16). A saber, se com sua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos será salvo (Romano 10, 9).

 

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14, 6). Que posso dizer? Estou perdido! Sem esperança, sem Nosso Senhor Jesus Cristo! Sou culpado, culpado! Não erreis Deus não se deixa escarnecer, porque tudo que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6, 7). Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos! E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. E aquele que não foi achado escrito no Livro da Vida foi lançado no lago de fogo (Apocalipse 20, 15).  

 

VIDA DE UM CONVERTIDO A JESUS CRISTO – ESTA PODE SER SUA VIDA:
O Senhor não retarda a sua promessa. Ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (1 Pedro 3, 9). Padre, eu quero receber Nosso Senhor Jesus Cristo em minha vida. Senhor, eu sei que sou um pecador. Estou arrependido de meus pecados e reconheço Nosso Senhor Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador pessoal.

 

Lavai-vos, limpai-vos, tirai da minha vista as injustiças que praticais. Parai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem, buscai o que é correto, defendei o oprimido, fazei justiça para todos os órfãos, defendei a causa da viúva. Depois, vinde, podemos discutir – diz o Senhor. Se vossos pecados forem vermelhos como escarlate, ficarão brancos como a neve, se vermelhos como a púrpura, ficarão iguais à lã (Isaías 1, 16, 18).

 

Porque para mim o viver é Cristo e o morrer e ganho (Filipenses 1, 2)

 

Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação. Muito bem, servo bom e fiel. Entra no gozo do teu Senhor.  Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelos portais (Apocalipse 22, 14).

 

FAÇA ESTA ORAÇÃO:
Eu, ____________________________________. Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu rompo o poder do diabo sobre a minha vida, e reivindico à minha libertação. Isso importa em libertação das garras do diabo e a plena Salvação em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. “Deus Pai” eu declaro com minha boca e crendo no meu coração. Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré é meu único Senhor e Salvador! Nosso Senhor Jesus Cristo, eu reconheço que sou pecador e sinto a culpa dos meus pecados, eu sei que o Senhor me ama e morreu na Cruz do Calvário derramando seu “Sangue” para me perdoar e purificar do pecado. E lhe peço perdão e peço que o Seu Espírito Santo venha morar no meu coração para sempre. Escreva o meu nome no Livro da Vida com seu “Sangue” e me dê sua Bendita Paz, pois eu Creio no Senhor e aceito como meu Único Senhor e Salvador. Amém.    

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Mini Sermão - 23 de março de 2016 
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
Texto dos Livros Deuterocanônicos que inspiraram o Novo Testamento:
Judite 13, 18 - Bendita sejas, para o Deus altíssimo mais que todas as mulheres da terra, e bendito seja o Senhor Deus.
Sabedoria 2, 6-7 - Vinde, pois desfrutar dos bens presentes e gozar das criaturas com ânsia juvenil. Inebriemo-nos com o melhor vinho e com perfumes, não deixemos passar a flor da primavera!
Sabedoria 2, 13 - Declara ter o conhecimento de Deus e se diz filho do Senhor.  
João 7, 7 - O mundo não vos pode odiar, mas odeia-me, porque dou testemunho de que as suas obras são más.  
Mateus 13, 43 - Então os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai.
1 Coríntios 6, 2 - Então não sabeis os santos julgarão o mundo?
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 22 de março de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
Texto dos Livros Deuterocanônicos que inspiraram o Novo Testamento:
Mateus 27, 43 – Confiou em Deus, pois que o livre agora, se é que se interessa por ele! Já que ele disse: “Eu sou filho de Deus”.
Tobias 4, 12 – Guarda-te, meu filho, de toda impureza. Escolhe uma mulher de linhagem de teus pais.
Tobias 4 ,15 – Não faças a ninguém o que não queres que te façam.
Tobias 4, 21 – Não te preocupes, meu filho, se ficamos pobres. Tens uma grande riqueza se temes a Deus, se evitas toda espécie de pecado e se fazes o que agrada ao Senhor, teu Deus. 
Judite 8, 24-25 – Mas eles não receberam as privações com o temor de Deus, mas exprimiram sua impaciência e a reprovação de seus murmúrios contra o Senhor e foram destruídos pelo Destruidor e pereceram pelas serpentes.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão 21/03/2016 
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
Texto dos Livros Deuterocanônicos que inspiraram o Novo Testamento:
1 Tessalonicenses 4, 3: Portanto, é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos aparteis da luxúria.
Mateus 7, 12 (Lucas 6, 31): Tudo aquilo, portanto que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.
Romanos 8, 9: Posso, com efeito, que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que deverá revelar-se em nós.
1 Coríntios 10, 9: Não tentamos o Senhor, como alguns deles tentaram, de modo a morrer pelas serpentes.
Lucas 1, 42: Bendita és tu entre as mulheres!
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 17 de março de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
Textos do Novo Testamento inspirados por passagens dos Livros Deuterocanônicos.
Versículo do Novo Testamento.
Lucas 14,13-14 - Quando deres uma festa, chamam os pobres, estropiados, coxos, cegos; felizes serão então, porque não têm com que te retribuir. Serás, porém, recompensado na ressurreição dos mortos.
Texto dos Livros Deuterocanônicos que inspiraram o Novo Testamento.
Tobias 4, 7; 10, 17 - Toma de teus bens para dar esmola. Nunca afastes de algum pobre a tua face, e Deus não afastará de ti a sua face. Pois, a esmola livra da morte e impede que se caia nas trevas. Põe com largueza teu pão e teu vinho sobre o túmulo dos justos, mas não os dês ao pecador.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

 

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Mini Sermão - 16 de março de 2016

FÉ E ESCRITURA – BÍBLIA
O CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO
Existem Livros no Antigo Testamento em relação aos quais ninguém levantou dúvidas sobre se eram Sagrados e inspirados por Deus. São chamados Livros Protocanônicos. Em posição a esses havia os Livros Deuterocanônicos; hesitava-se sobre se pertenciam à Bíblia ou não. Entre esses Livros estavam: no Novo Testamento: as Epístolas aos Hebreus, Tiago, Judas, 2 Pedro, Segunda e Terceira epístolas de João e o Apocalipse (ou Revelação). Apesar de Martinho Lutero haver cancelado Hebreus, Tiago e o Apocalipse na sua tradução alemã do Novo Testamento, mais tarde as igrejas protestantes os redimiram.
Com relação aos Livros Deutorocanônicos do Antigo Testamento, Martinho Lutero hesitou e não os eliminou da Bíblia, mas Andreas Rudolph Bodenstein von Karlstadt o fez em 1520. A posição deste último tem sido a dos protestantes desde então.    

Os Livros Deuterocanônicos do Antigo Testamento são:
- Tobias
- Judite
- Sabedoria (ou Sabedoria de Salomão)
- Eclesiastes (ou Livro de Bem Sirac)
- Baruc
- 1 Macabeus
- 2 Macabeus

 

Objeção: Estes Livros (os Deuterocanônicos) são apócrifos.
Resposta: Não se pode por nenhuma razão apagar ou cancelar Livros da Bíblia ou acrescentar qualquer Livro ao cânon. São Pedro Apóstolo escreveu na sua segunda epístola (1, 20): “Antes de mais nada, sabei isto: que nenhuma profecia da Escritura resulta de uma interpretação particular” (ainda Ap. 22, 18-19).

 

Objeção: “Estes Livros não têm nada de novo ou útil para oferecer!”
Resposta: Na verdade estes Livros são de grande utilidade. São novos à medida que classificam certas verdades da fé. Assim Macabeus e o Livro da Sabedoria esclarecem o dogma da ressurreição dos mortos de uma maneira desconhecida anteriormente. Por outro lado deduzimos algo de grande importância, ou seja, que nosso Senhor Jesus Cristo e os Apóstolos citaram muito estes Livros. Isto verificamos quando lemos o Novo Testamento. Fizeram isso literalmente ou no mínimo retiraram algumas de suas ideias deles. Abaixo, apresentamos uma lista de versículos do Novo Testamento que foram retirados ou inspirados pelos Livros Deuterocanônicos.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 15 de março de 2015
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
“A BÍBLIA”: UM DISFARCE!
Compreendemos que a referência única à Bíblia oculta à rejeição por parte destas pessoas da Santa Igreja e de sua autoridade. Era realmente assim que se passavam as coisas no decorrer do século XVI, quando a Bíblia era encarada como à única autoridade, pois os líderes que proclamavam esse princípio (junto com o do “livre exame” da Escritura) haviam recusado a autoridade da Santa Igreja. Assim, eles rejeitavam a Tradição inteira e a História da Santa Igreja recorrendo à História e Tradição principalmente quando alguns fatos e informações serviam aos seus propósitos. Estes líderes esqueceram-se de que foi a Santa Igreja, especialmente os monges, que conservou as Sagradas Escrituras, que eles copiaram no decorrer de longos anos, décadas e séculos. Então o “livre exame” das Sagradas Escrituras por cada um dos fiéis, supostamente inspirados pelo Espírito, levou à formação e ao aparecimento de várias “igrejas”, contrariamente ao desejo e mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Que todos sejam um!” (Jo 17, 21).
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão 14 de março de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
“A BÍBLIA”: UM DISFARCE!
Às vezes, algumas pessoas tiram partido da “Bíblia”, que citam erradamente com vários propósitos. Assim, disfarçam a origem real dos movimentos aos quais pertencem. Acobertam também os verdadeiros fundadores de suas congregações ou “igrejas”, e os verdadeiros objetivos de sua fundação. Não é de admirar que coisas como essas aconteçam, pois o próprio Satã citou a Sagrada Escritura quando tentou a Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, não se trata de um “grande negócio” se algumas pessoas citam erradamente a Bíblia com o objetivo de enganar o próximo (Mt 4, 5-6): “Então o diabo O levou à Cidade Santa e O colocou sobre o cimo do templo e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, atira-te para baixo, porque está escrito (Sl 91, 11-12): Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos, para que não tropeces em alguma pedra”.
São Pedro chama a atenção do fiel para pessoas que “distorcem” as palavras da Escritura por causa de sua ignorância ou pela ausência de raízes profundas (2Pd 3, 6). São Paulo adverte os romanos: “Rogo-vos, entretanto, irmãos que estejais alerta contra os provocadores de dissensões e escândalos contrários à doutrina que recebestes. Evitai-os, porque estes tais não servem a Nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao próprio ventre, e com palavras melíferas e lisonjeiras eles seduzem os corações dos inocentes” (Rm 16, 17-18). Sim, com palavras macias e com adulações enganam e iludem os corações do povo simples.
De novo São Paulo fala sobre “mercadores” que enganam o povo, sob o disfarce da “Bíblia”: “Não somos como aqueles muitos que falsificam a Palavra de Deus” (2Cor 2, 17).  
São Paulo adverte: “Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios...” (2Pd 2, 3). De fato muitos dos chamados movimentos “evangélicos” se revelaram empresas comerciais ou políticas...
Historicamente, necessitamos “deixar claro que foi a Santa Igreja que formou (e aprovou) a Bíblia, não foi a Bíblia que formou a Santa Igreja. Observe-se também que o Novo Testamento não foi idealizado como um catecismo. Foi escrito (pelo menos a maior parte dele, com exceção talvez do Evangelho de São Mateus) para pessoas que já eram cristãs, portanto não foi escrito com o objetivo de se formar a única fonte de ensinamento religioso. Nos primeiros dias da Santa Igreja, o ensinamento era oral e estava sob a autoridade da Santa Igreja, que também decidia sobre quais Livros pertenciam à Bíblia e quais não” (extraído do panfleto “Como falar com fundamentalistas” p. 6).
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 11 de março de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
ESCONDENDO-SE ATRÁS DA BÍBLIA
É indubitavelmente fácil para falsos profetas se esconderem atrás da Bíblia simplesmente porque ela, em si mesma, é como qualquer outro livro: mudo, incapaz de se defender e de eliminá-los. Também está historicamente provado que muitos não-cristãos fundaram bom número de “igrejas” em nome da “Bíblia” com o objetivo de arruinar e de dividir os cristãos!
(Continua) 
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 10 de março de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
ESCRITURA E IGREJA
Devemos abandonar a Santa Igreja por causa da promessa de que devemos antes de tudo seguir a Bíblia? A resposta é NÃO. Alguns objetam e dizem: “Não seguiremos a Santa Igreja, mas sim a Nosso Senhor Jesus Cristo”. “Não nos submeteremos à Santa Igreja, mas, à Bíblia!” A fala deles parece ser correta. Em algum ponto parece que eles estão inspirados pelo Espírito Santo! Mas a Bíblia e Nosso Senhor Jesus Cristo repudiam a Santa Igreja? A resposta de novo é “NÃO” e mil vezes NÃO!
1 – Nosso Senhor Jesus Cristo no Evangelho proclama a Santa Igreja e a introduz. Diz sobre a Santa Igreja (Mt 16, 18): “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Ele também diz (Mt 18, 17) que se alguém “se recusar a ouvir a Santa Igreja, que ele seja como um pagão e coletor de impostos”.
2 – O Novo Testamento proclama a Santa Igreja e apela para que ela seja respeitada. São Paulo escreve aos efésios no capítulo 5 que Nosso Senhor Jesus Cristo é a cabeça da Santa Igreja, que a glória de Deus está na Santa Igreja, e que é graças à Santa Igreja que as gerações ficaram cientes dos mistérios de Deus. A Santa Igreja é a esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo, exemplo das esposas (Ef 5, 22-29; 3, 10).
A partir disso podemos compreender que a Escritura não é a única base e pedra angular da Verdade; a Santa Igreja também o é (1Tm 3, 15).
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

 

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Mini Sermão - 9 de março de 2016
FÉ E ESCRITURA
BÍBLIA - RELIGIÃO SIGNIFICA APENAS LER O LIVRO?
Existe um grande perigo de que fé e religião se transformem em simples palavras, apenas a leitura de um livro! Quando o cristão lê certas publicações de maneira superficial, começa a pensar que está conseguindo conhecer sua religião muito bem, apesar do fato de essas publicações poderem ignorar, passar por cima e cancelar muitos elementos que nunca mencionaram, por exemplo, o sacramento de confissão, a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, o sacramento da Ordem, a necessidade da submissão a uma Igreja Apostólica, a veneração a Nossa Senhora, a Santa Virgem Maria, e aos Santos. Os primeiros perigos causados por publicações que apenas e substancialmente contêm versículos extraídos da Bíblia são:
A possibilidade do entendimento errôneo dos versículos citados, simplesmente porque a Palavra de Deus é às vezes fácil e outras vezes difícil de entender. A ilusão de que a fé cristã e a devoção estão restritas à memorização e ao conhecimento de versículos da Bíblia. Tanto os fariseus como os escribas, por exemplo, citavam as Escrituras. Alguns judeus conhecem a Torá de cor, ou seja, memorizavam o livro inteiro, e sabem o número das palavras e capítulos em cada livro do Antigo Testamento. O erro principal é que as pessoas sabem ser levadas a crer em que nossa Fé cristã é apenas um livro.
Assim concluímos que a Fé cristã não é simplesmente um livro. Ainda que o Livro seja a mais importante referência da Fé, não é a única referência. E, além do mais, a autoridade para interpretá-lo não é dada a cada fiel, mas à Santa Igreja.
Portanto, a Santa Igreja não é apenas um grupo de cristãos sem liderança, sem sistema, sem ordem e sem pastores, mas umas instituições lideradas pelos sucessores dos Apóstolos e estes são o clero ordenado, de acordo com nossa Fé apostólica.
E assim a Fé cristã não é simplesmente uma série de palavras áridas ecoando incessantemente, mas antes de tudo um seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo e uma aceitação de sua Santa Igreja, seus Apóstolos e seus sucessores. A Fé cristã é uma participação na vida da Santa Igreja e dos Sacramentos desta Santa Igreja em comunhão com Nossa Senhora e com os Santos.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 8 de março de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
A EDUCAÇÃO DA BÍBLIA EXIGE UMA EDUCAÇÃO FORMAL
Objeção: Deus está acima de toda sabedoria e conhecimento. Os apóstolos e os discípulos inspirados por Deus para escrever os Livros Sagrados não eram todos homens educados. Portanto, afirma-se, que não precisamos ter instrução relativa aos Livros Sagrados (língua, cultura, história, manuscritos etc.) para interpretá-los, porque a interpretação do Espírito Santo é mais do que suficiente para que possamos entendê-los e interpretá-los corretamente!
Resposta: O Espírito Santo inspirou os apóstolos e seus discípulos para escrever estes Livros Sagrados. Mas, foi um dom especial. Para nós, a educação é sempre necessária. Como escreve o Apóstolo Pedro, o conhecimento é indispensável para a correta interpretação da Bíblia.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão 07 de março de 2016 
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
PRÉ-REQUISITO: UMA FÉ COM RAÍZES PROFUNDAS
Este enraizamento profundo garante a estabilidade da Doutrina. Pedro Apóstolo mostra claramente que aqueles que interpretam erroneamente os Livros Sagrados são pessoas “ignorantes e vacilantes” (2Pd 3, 16). Enraizamento profundo é como já mencionamos firmeza na fé apostólica. Em verdade, nossa constância e firmeza na fé apostólica de nossa Santa Igreja são resultado de nosso respeito não só pela Bíblia, mas também pelas tradições dos Apóstolos. Este enraizamento profundo é, em sua natureza, conhecimento para aqueles que não têm nenhuma forma de conhecimento. Exprimindo-nos concisamente, não é suficiente que uma pessoa seja apenas educada ou instruída com relação à Bíblia; é vital que ela se enraíze profundamente na fé apostólica (2Pd 3, 16). É preciso ser um membro da “Casa do Deus Vivo”, a Santa Igreja apostólica – “coluna da verdade”.
Mesmo se encontrarmos pessoas cujo conhecimento de cada versículo parece impecável e cuja referência à Bíblia é constante e ininterrupta, isso ainda não significa de nenhuma forma que seu conhecimento da Bíblia seja mais avançado que o de nossos padres. Pois, um conhecimento baseado apenas na memorização e recitação é algo que permanece incompleto e (pesadamente) distorcido. Aqueles que não “ouvem a Santa Igreja” se perdem. Nossos irmãos de caminhada recebem a interpretação da Bíblia baseada no entendimento da Santa Igreja que se estende por quase 2000 anos, que segue a interpretação de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos Apóstolos, a pedra angular de nossa Santa Igreja.
Achamos que certo nível de educação é indubitavelmente requerido para uma abordagem cientifica de interpretação dos Livros Sagrados e uma abordagem baseada no conhecimento concreto e na autoridade. É inteiramente verdadeiro que os Apóstolos não eram altamente educados. Mas, escreveram sob a inspiração do Espírito Santo de Deus. Assim para que nós mesmos possamos entender completamente seus escritos e interpretá-los da maneira saudável, devemos estudar as línguas, a sociedade, os costumes, a situação política e geográfica de dois mil anos atrás.
Para que possamos entender o que eles realmente queriam dizer, precisamos estudar a língua que usavam em suas conversas, ou seja, o aramaico antigo, e a língua que usavam nos seus escritos que é o grego helênico conhecido como “koiné” (ou linguagem comum). E além do mais, deveríamos também aprender mais sobre a situação histórica e geográfica da Palestina naquele tempo e nos dias do Antigo Testamento. De fato é bem sabido que a Bíblia que começa com o Gênesis e termina com a Revelação foi escrita no decorrer de aproximadamente 1.600 anos, em três línguas diferentes, em vários países, em muitas diferentes circunstâncias, por muitas diferentes razões e para diferentes povos.
Por exemplo, Jesus Cristo diz: “Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: ama o teu próximo e odeia o teu inimigo”. Depois de haver estudado o ambiente judaico do tempo de Jesus, concluímos que a fala mencionada é uma “passiva teológica”. “Foi dito” significa na realidade “Deus disse”. E igualmente inferimos a partir daquele ambiente particular e a partir de outros escritos, tanto prévios como contemporâneos, que o verbo “odiar” de fato não exprime o sentido de “ódio”, mas na verdade significa “amar menos”.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 3 de março de 2016 
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
A BÍBLIA E AS RAIZES DA FÉ CRISTÃ
O apóstolo Pedro escreveu na sua segunda epístola (3, 15) que aqueles que entendem errado os Livros Sagrados e os distorcem são “incultos”. Naturalmente, Pedro não quis dizer que aquelas pessoas estavam manipulando, no sentido de mudar, os textos originais. Pois, ninguém naquele tempo poderia fazer isso. Eles não podiam mudar o que um apóstolo havia escrito. Nem mesmo uma única letra poderia ser mudada, simplesmente porque os apóstolos e primeiros discípulos ainda estavam vivos. E assim o que Pedro queria dizer era que aquelas pessoas entendiam errado as epístolas de Paulo e outras. De fato, lemos: “Conforme o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada...”
Como leram, em suas epístolas existem muitas passagens que são às vezes interpretadas erroneamente por aqueles aos quais falta conhecimento e boa doutrina. Portanto, concluímos que interpretação errônea é o resultado de uma distorção ou do não-entendimento, que é, por seu turno, resultado de baixo nível de educação e conhecimento.
O “enraizamento que vai até às origens”. São Paulo fala sobre estar ligado às raízes da fé e às origens da doutrina cristã. Origem significa ligação com Jesus Cristo e com seus apóstolos. A Santa Igreja Católica (e. Ortodoxa) tem raízes apostólicas profundas porque data dos apóstolos, e seu clericato é descendente direto dos apóstolos. A Santa Igreja Católica vem de aproximadamente 2.000 anos depois de Pentecostes, ao contrário de nossos irmãos membros de congregações que se iniciaram depois do século XVI. Evidentemente eles também proclamam que vêm e datam de Jesus Cristo e dos apóstolos; mas, a história mostra claramente que estas igrejas foram fundadas recentemente. Nenhum traço de suas doutrinas é encontrado nos primeiros séculos, até o século XVI (e mais tarde), depois nem escavações, nem escritos, nem esculturas, nem rolos de pergaminhos, nem historiadores, cristãos ou não-cristãos, jamais fazem menção a essas facções, a suas crenças ou práticas específicas como um todo. Tomemos por exemplo o achado de pia batismal de pequeno tamanho. Isto prova historicamente por si mesmo, com o acréscimo das referências dos Atos dos Apóstolos e uma referência em 1Cor 1, 16, que o batismo de crianças existiu. Na verdade, ninguém rejeitou o batismo de crianças até a chegada dos albigenses e dos valdenses na Idade Média. Em 1521, Storch e Munzer pregaram a mesma doutrina (na Alemanha). No entanto, qualquer pessoa pode se esconder por detrás da Bíblia proclamando que Jesus Cristo ou os Apóstolos fundaram sua congregação!
Objeção: A Santa Igreja Católica ou Ortodoxa não era considerada por esse nome até o século XVI.
Responda: É verdade que no começo a Santa Igreja era chamada “Católica” (universal) e “Ortodoxa” (aquela que proporciona a doutrina certa) e só em 1054 ocorreu a cisma oficial entre Roma e Bizâncio. Mas, a doutrina e práticas da Santa Igreja Católica e da Ortodoxa têm sido as mesmas por aproximadamente 2000 anos e se reportam aos apóstolos.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 2 de março de 2016 
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
A AUTORIDADE DA IGREJA NO QUE SE REFERE A BÍBLIA
Nosso Senhor Jesus Cristo garantiu a sua Santa Igreja, através de seus apóstolos e sucessores, a autoridade para interpretar os Livros Sagrados, fazendo da Santa Igreja “a base da verdade”. Mais tarde, esta autoridade teve de ser exercida, como a história atesta: a Santa Igreja indicou o número dos Livros Sagrados a ser incluído na Bíblia, sob a inspiração do Espírito Santo. Quanto ao Antigo Testamento, a Santa Igreja voltou a tradição judaica, classificando-o em três seções: Torá (Lei), os Profetas e as Escrituras.
Mas, depois de 90 d.C. por anos e gerações, a Santa Igreja permaneceu a única autoridade com poder de decidir sobre o número dos Livros Sagrados do Antigo Testamento. E na verdade a Santa Igreja aceitou livros que o Concílio Judaico (reunido no ano 90 da era cristã) rejeitou. Com relação aos livros do novo Testamento, não havia outra autoridade com poder de decisão sobre os mesmos a não ser a Santa Igreja. Na realidade, o livro da Revelação foi escrito após a morte da maioria dos apóstolos. Por exemplo: a Santa Igreja leu a segunda epístola de Pedro e entendeu que as epístolas de Paulo também eram parte dos Livros Sagrados.
Vale a pena mencionar que pelos fins do século I da era cristã os apóstolos morreram e sua autoridade apostólica foi transmitida aos seus sucessores, que se transformaram nos pastores e mestres da Santa Igreja. Com a inspiração do Espírito Santo decidiram sobre quais Livros aceitar no “Canon”, ou seja, a lista das Escrituras Sagradas. No que diz respeito a esse ponto em particular, a decisão da Santa Igreja foi sábia e saudável. Temos de manter em mente que Jesus Cristo prometeu estar com a Santa Igreja, não apenas enquanto Ele e seus apóstolos estivessem na terra, mas também até a eternidade. Jesus Cristo disse aos seus discípulos que estaria com eles até o fim dos tempos. Isso significa cada dia e todos os dias enquanto o tempo durar (Mt 28, 20). Ele também disse: “Se seu irmão ouve a Santa Igreja, dê a esse irmão o tratamento que se dá a um pagão...” E as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (a Igreja). Ele também disse a Pedro: “E sobre esta rocha constituirei minha Igreja” (Mt 16, 18). O apostolo Paulo disse aos efésios (3, 10) que a Igreja fez com que a sabedoria de Deus seja conhecida: “Para dar agora a conhecer aos Principados e as Autoridades nas regiões celestes, por meio da Igreja a multiforme sabedoria de Deus”. Cristo é a cabeça da Igreja (Ef 5, 24). E, portanto, ela só pode ensinar a VERDADE.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos
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Mini Sermão - 1 de março de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
LIMITAÇÕES IMPOSTAS A INTELIGÊNCIA HUMANA QUANDO DA LEITURA DA BÍBLIA

Nas Escrituras há passagens que são fáceis de entender e outras que são difíceis. Algumas das passagens muito difíceis são aquelas que discutem a Natureza Divina e os mistérios desta natureza. O Salmista diz (Sl 139 (138), 6): “É um saber maravilhoso, e me ultrapassa, é alto demais: não posso atingi-lo!”. Seria interessante verificar a dificuldade que se levanta com o resultado daquilo que João Evangelista diz sobre Jesus Cristo ser a Palavra e o Verbo e também o relacionamento de Jesus Cristo com o Pai e com o Espírito Santo, unidos numa Natureza Divina. Não é possível para um animal entender a psicologia de um ser humano; pois, a mais inteligente das formigas é incapaz de entender a psique e a natureza de uma criança. Com relação a nós, seres humanos, estamos diante de Deus da mesma maneira; somos incapazes de compreendê-Lo. As nações e os povos do mundo são infinitíssimos diante de Deus. Apesar da consciência coletiva de suas inteligências e emoções, os povos ainda são como formigas diante de Deus.
Pois assim diz a Bíblia (Is 40, 13) (Rm 11,34): “Quem dirigiu o espírito de Javé?  Ou, como conselheiro, o instruiu? ” Isaías era fascinado pela majestade divina. “Quando clamava que era indigno e incapaz a Deus, não era apenas porque se sentisse limitado como ser humano, mas também porque seus lábios e coração eram impuros. Deus parece ter se divertido com Jó que, de certa forma, fez objeções à justiça divina, tentando cativar seu mistério. E por isso Deus lhe pergunta sarcasticamente: Onde estava você quando criei o céu e a terra? Você é capaz de entender os segredos do universo? É capaz de criar um animal ou qualquer outra criatura? (Jó 39, 1).
Como podemos entender Deus completamente? Mesmo quando lemos as Escrituras, vemos o que a Bíblia diz: “Eu sou Deus e não um ser humano”. Por esta razão existe uma tremenda distância entre Deus e o homem. Assim sendo não é suficiente entender as palavras dos Livros Sagrados e suas variadas expressões para que possamos analisá-los e nos considerar teólogos ou especialistas na Natureza de Deus, na Trindade e no mistério da encarnação de Jesus Cristo etc.
Sl 118 (119), 105: “Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho”. No entanto, para ser capaz de ler esta Palavra precisamos do seguinte:
1º A informação e a luz de uma Fé apostólica profundamente enraizada que remonta a dois mil anos (2Pd 3, 16).
2º O conhecimento, o aprendizado e o estudo dos Livros Sagrados, e, tanto quanto possível, do significado original das palavras nas línguas em que foram escritas e no contexto de seu ambiente histórico, geográfico e religioso. Não posso possivelmente interpretar Daniel da mesma forma que interpreto o Livro de Isaías, e não posso colocar os Livros do Antigo Testamento no mesmo nível do Evangelho de João.
3º Quanto à informação necessária para se pensar racionalmente, deve-se reconhecer as próprias limitações e estar disposto a aprender de pessoas com mais educação e conhecimento do assunto.
4º Os ensinamentos da Santa Igreja Católica são iluminadoras. A Santa Igreja de fato, é a única depositária da Bíblia. Ela é o pilar e a fundação da verdade. (1Tm 3, 15).
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 29 de fevereiro de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
A recusa de batizar crianças
De acordo com o Novo Testamento, famílias inteiras haviam sido batizadas. Mas, alguns saíram-se com o seguinte argumento ilógico e irracional: “Não existe certeza quanto ao fato de estas famílias terem crianças entre elas!” (E a razão é que aqueles que objetam pertencem a grupos que batizam apenas os adultos). E então de novo, se tivermos de apelar para o bom senso, não podemos ter certeza quanto ao fato de estas famílias terem ou não crianças! E igualmente com base na lógica se apresenta a questão retórica: será que essas famílias foram as únicas batizadas pelos apóstolos e pelos discípulos? Não, e de novo, Não! Mesmo que essas cinco famílias particulares não tivessem nenhuma criança, é certo que outras famílias que tinham crianças foram batizadas como famílias, já que os apóstolos aceitavam o princípio do batismo em massa (e o batismo de uma família como uma unidade inteira) e, portanto, batizavam as pessoas de acordo com esse princípio, ou seja, adultos e crianças indiferentemente.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 28 de fevereiro de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
A recusa de celebrar aniversário
Não existe nenhuma lei ou mandamento em nenhuma religião ou Estado que proíba uma pessoa de celebrar seu aniversário assim como o de seus entes queridos. E se houvesse leis deste tipo, seriam desumanas e irracionais. Alguns dizem que não devemos celebrar o aniversário de ninguém porque Salomão, o Sábio, declara no Eclesiastes (7, 1-2): “Mais vale o bom nome do que o bom perfume, mais o dia da morte do que o dia do nascimento. Mais vale visitar a casa em luto que a casa em festa”. Baseados nessa premissa, devemos celebrar o dia da morte de nossos semelhantes! Dessa maneira, não deveríamos nos congratular com a família de uma criança recém-nascida e não deveríamos apresentar condolências à família do falecido! Deveríamos expressar condolências no nascimento e congratulações por ocasião da morte! 
Por outro lado, nem Moisés e nem Salomão proibiram qualquer pessoa de celebrar o seu próprio aniversário. Aliás é evidente que Salomão estava pessimista no começo do Livro do Eclesiastes, mas ao final do Livro seu otimismo e entusiasmo voltaram e deu conselhos a todos para serem felizes e em particular disse aos jovens para gozarem sua juventude de maneira naturalmente santa. Alguns poderão dizer-lhe: os dois homens mencionados na Bíblia como tendo celebrado seus aniversários são Herodes Antipas (no Novo Testamento) e um rei egípcio. Aparentemente, ambos haviam cometido atos criminosos naquele dia particular. O rei egípcio havia ordenado que a cabeça de certa pessoa fosse decepada e Herodes Antipas havia dado ordens para que João Batista fosse decapitado. Assim, não deveríamos celebrar aniversários, concluíram!  
Onde está a lógica disto? Pessoas que celebram seus aniversários saem por aí cortando cabeças de outras pessoas?! A resposta é não, porque o mal está nas próprias pessoas e não em seus aniversários como dia de celebração.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

 

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PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS
Mini Sermão - 27 de fevereiro de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
DEVEMOS LER A BÍBLIA LÓGICA OU ILOGICAMENTE? 
Paulo responde: a religião e a devoção, enquanto nos aproximam de Deus, também devem ser baseadas na lógica. Leiamos (Rm 12, 1): “Venerai a Deus, peço-vos, de modo digno de seres pensantes”.
Jesus Cristo repreendeu os dois discípulos de Emaús por sua falta de entendimento (Lc 24, 25).
Eis alguns exemplos retirados da Bíblia sobre o uso da lógica e do senso comum na interpretação de seus versículos:
(Lc 14, 5): um dos chefes fariseus proíbe Jesus de curar uma pessoa no sábado, tornando como base (Ex 20, 8). E Jesus responde: (Lc 14, 5-6): “Depois perguntou-lhes: Qual de vós, se seu filho ou seu pai cair num poço, não o retira imediatamente em dia de sábado?” Diante disso nada lhe puderam replicar”. Jesus deduz que os mortos se levantam – através da análise lógica de um dos atributos de Deus: Vamos ler (Mt 22, 31-32) também narrado por (Mc 12, 26): “Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus nos declarou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas sim dos vivos”. E assim Jesus Cristo conclui que Abraão, Isaac e Jacó estão vivos (At 2, 24-32). Pedro, no dia de Pentecostes, cita o (Sl 15(16) 8-11) para provar que estas palavras não se aplicam a Davi, que ainda está enterrado, mas a Jesus Cristo que ressuscitou dentre os mortos.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 26 de fevereiro de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
DEUS FALA DIRETAMENTE A CADA PESSOA ATRAVÉS DA BÍBLIA?
Observamos que o próprio Jesus Cristo deixou de responder às pessoas depois de haver estabelecido a sua Igreja. Ao invés, enviava essas pessoas àqueles que O representavam. Aqui Ele aparece como o Rei que se dirige àqueles que chegam para consultá-lo assim: é melhor que vocês se dirijam aos departamentos que foram designados para o entendimento dos problemas de tais áreas; Jesus Cristo os envia para aqueles que Ele próprio nomeou. Veja At. 10, 4-6 e 9, 6-7. Por outro lado, o Senhor pode inspirar os bons pensamentos das pessoas e as decisões; mas, não sempre nem infalivelmente a interpretação correta da Bíblia! Por volta de 1521, muitos “cristãos” proclamaram estar inspirados pelo Espírito Santo. Alguns queimaram a Bíblia porque diz: “A letra mata, o Espírito vivifica!” Outros pregavam nos tetos! Outros recusavam qualquer comida ou bebida, porque Jesus disse: “Não vos preocupeis com o que comer!”
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 25 de fevereiro de 2016.

FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
A BÍBLIA É SUFICIENTE COMO BASE DE NOSSA FÉ?
Não! Simplesmente porque o Livro é mudo, apesar de ser sagrado; portanto e assim muitos acabam por não o interpretar corretamente. Estes são descritos por Pedro apóstolo como:
1 – Aqueles que não possuem sabedoria ou conhecimento.
2 – Também não têm eles raízes profundas (2Pd 3, 15).
E o Livro, como um simples livro, fica desarmado e incapaz de defender a si próprio.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS
Mini Sermão - 24 de fevereiro de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
A BÍBLIA É FACIL DE SER INTERPRETADA E ENTENDIDA?
Exprimindo-nos com a lógica, a resposta é não, pela simples razão de que a Bíblia é a compilação de uma série de livros que falam sobre Deus, todos escritos em passado longínquo e em línguas antigas que a maioria de nós desconhece. A própria Escritura menciona a dificuldade de algumas de suas passagens e da interpretação do livro como um todo. Vamos examinar a opinião de Pedro sobre as cartas de Paulo e sobre outros documentos (2Pd 3, 15). E também (Hb 5, 11-12): “... E temos n’Ele (Jesus Cristo) coisas difíceis, duras de explicar”. Diz-se que o Espírito Santo toma a si a tarefa de explicar a Bíblia a cada pessoa. Se este é o caso, por que não a explicou ao ministro etíope, por exemplo? (At 2, 30-31): “Quando Felipe chamou, ouviu (o ministro etíope) lendo Isaías, o profeta, e perguntou: “Você entende o que está lendo?” Respondeu ele: “Como poderia, se não tenho ninguém para me explicar?”. Por favor, leia (At 8, 34-35).
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 23 de fevereiro de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
TODA E QUALQUER PESSOA É CAPAZ DE INTERPRETAR A BÍBLIA DE MANEIRA CORRETA E APROVADA?
O que esta pergunta significa é o seguinte: qualquer e cada pessoa tem a autoridade ou competência para interpretar a Sagrada Escritura? Exprimindo-nos logicamente, a resposta é: não. Vamos, portanto, ouvir a própria Escritura, na qual Pedro proíbe com vigor que qualquer indivíduo, como tal, assuma a responsabilidade de interpretar os Livros Sagrados: 2Pd 1, 20-21: “Devemos antes de mais nada estar conscientes de que as profecias das Escrituras não podem ser interpretadas individualmente...”. Como o Espírito Santo é a fonte de inspiração das Escrituras, apenas Ele é capaz de interpretá-la. Portanto, se uma pessoa surgir com uma interpretação diferente, a verdade estará perdida. Uma indicação da perda dessa verdade está presente naqueles grupos que não reconhecem e nem admitem a autoridade da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, e dessa maneira dão a cada um dos seus membros a liberdade (ou a autoridade) de interpretar os Livros Sagrados como lhes convier. Por essa razão, encontramos milhares de interpretações e de igrejas conflitantes, contradizendo umas às outras. Portanto, se os próprios escritores inspirados não têm autoridade de escrever o que escrevem em nível pessoal, quão menor autoridade têm os leigos para formular suas interpretações individuais.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 22 de fevereiro de 2016
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
A BÍBLIA INCLUI TUDO?
Não! Eis uma prova que vem da própria Escritura: existem livros que não foram e que não estão incluídos na Bíblia, como a primeira Epístola de Paulo aos Coríntios (anterior a nossa 1ª Cor, mencionada em 1Cor 5: “Quando escrevi em minha carta a vocês...”. “E agora estou escrevendo a vocês...” – Também está faltando a carta de Paulo aos Laodicenses; ela é mencionada em Cl 4, 6. Mesmo os Livros Sagrados que temos em mãos não incluem tudo: Jo 20, 30. “E da mesma maneira os escritores inspirados não nos deram conta de tudo aquilo que Jesus falou ou disse” (Jo 16, 12).
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos
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Mini Sermão - 21 de fevereiro de 2016. 
FÉ E ESCRITURA - BÍBLIA
NOSSA ÚNICA REFERÊNCIA É A BÍBLIA?
Seu uso: 2Tm 3, 16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e pode com proveito ser usada para ensinar, para guiar as vidas das pessoas e para ensiná-las a serem santas”. Seu objetivo principal: Rm 15, 4: “E em verdade tudo aquilo que foi escrito há muito tempo nas Escrituras foi feito com o intento de nos ensinar”. Sua força com argumento: Jo 10, 35: “E a Escritura não pode ser rejeitada”. Acredita-se que a Bíblia é a única referência para religião e fé, mas o que a própria Escritura diz? Leia Lc 10, 16: “Todo aquele que vos ouvir, ouve a mim”. Mt 18, 17: “E se o seu irmão se recusar a ouvir a igreja, trate-o como um pagão ou coletor de taxas”. Jesus não disse: “Se seu irmão não lê o livro...”. Proclamar que “só a Escritura” é a base da fé solapa a autoridade da própria Bíblia, já que ela não encontra nenhum suporte, nenhuma autoridade fora de si própria para impô-la, reconhecê-la e defendê-la. Nesse ponto, o que o Cristo pensa? Cristo apontou duas fontes de reconhecida autoridade:
A autoridade da Escritura: Jo 10, 35 (e não é possível que a Escritura se quebre).
A autoridade educacional e interpretativa dos Apóstolos e seus sucessores na Igreja Mt 28, 18-20: “Fazei discípulos por todas as nações... Ensinai-os a observar todos os mandamentos que vos dei. E sabei que estarei convosco até o fim dos tempos”. 
Por outro lado, não podemos dizer que o Novo Testamento (como livro) seja o início ou a fonte da Fé cristã. Na verdade, os livros do Novo Testamento foram completados mais ou menos no ano 90 da Era Cristã. Jesus Cristo não escreveu nada. Portanto, os primeiros cristãos viveram mais ou menos 60 anos sem os livros do Novo Testamento. Levaram mais 300 anos (por volta de 367) para terem todo o “Novo Testamento” (com seus 27 livros) reconhecido por todos.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

 

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Mini Sermão - 20 de fevereiro de 2016
FÉ E ESCRITURA
As vezes nós nos questionamos dobre os fundamentos bíblicos de nossas crenças e práticas. Onde encontrá-los? Onde acharemos respostas para nossas perguntas? É na Sagrada Escritura, Antigo e Novo Testamento, que as respostas estão disponíveis. Antes de Nosso Senhor Jesus nos ter deixado, disse: “Ensinai a todas as nações e guardai tudo o que vos mandei!”. Portanto o depósito de fé é preciso. Chegou até nós por intermédio dos Apóstolos e dos primeiros Discípulos. Graças a Deus, os Apóstolos e primeiros Discípulos nos legaram, junto com seus ensinamentos orais, uma “Doutrina” (a palavra significa “ensinamento” também) gravada para sempre nos Livros do Novo Testamento. Ali encontramos as bases de nossa Fé, junto com a Tradição que nos foi entregue pelos sucessores dos Apóstolos. É a base de nossas crenças e práticas na Igreja Católica apostólica Romana. Paulo escreveu de fato que a Escritura é sobremaneira útil para “ensinar e refutar erros”. Já Pedro pede ao cristão que esteja sempre pronto a responder àquele que puser em dúvida a esperança que enche o seu coração (1Pd 3, 15). Agradecemos a Deus por sua Palavra viva, luz que ilumina nossa caminhada. E interpelemos Nosso Senhor, com amor e fidelidade como Pedro o fez: “Senhor, onde iremos? O Senhor tem as palavras de Vida Eterna!” (Jo 6, 69).
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 19 de fevereiro de 2016 
FÉ E ESCRITURA
A última das Bem-aventuranças, pronunciadas por Nosso Senhor Jesus Cristo depois de sua Ressurreição, não se dirige apenas ao Apostolo Tomé, mas a todos nós, discípulos do Divino Mestre: “Bem-aventurados são aqueles que não viram e ainda assim acreditam” (Jo 20, 29). O dom da Fé, nós o recebemos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, de nossa comunidade cujas origens datam dos primeiros séculos da era cristã no Oriente Médio. As primeiras comunidades cristãs nos transmitiram testemunhos do mais alto valor sobre Nosso Senhor Jesus Cristo (os Evangelhos) a sobre si mesmas (atos e Epístolas dos Apóstolos), escritos pelos apóstolos e por alguns de seus discípulos imediatos e ajudantes sob a inspiração do Espírito Santo. Isto é o “Novo Testamento”. Esta obra completa, o testemunho de Moisés e dos outros Profetas (Antigo Testamento) que prepararam a chegada do Messias. Os dois testamentos constituem a Bíblia Cristã. Esta Palavra de Deus, transmitida pelo Livro Sagrado, é mantida com fidelidade e zelo pela Santa Igreja Católica Apostólica Romana por gerações e gerações. A Santa Igreja encontra nas Escrituras seu guia constante para manter uma fé pura, com espírito de humildade e respeito. É a Sagrada Escritura que nos une cada vez mais na mesma fé, esperança e amor a Deus e a nosso próximo. Antes de dar a sua vida, Nosso Senhor Jesus Cristo rezou por seus discípulos: “Que todos sejam um” (Jo 17, 21). É por isso que somos solicitados a permanecer acordados no sentido de nos manter fieis ao Senhor. Paulo já sentira o perigo que ameaçava a Santa Igreja nos seus dias. Expressou sua ansiedade aos anciões da comunidade cristã de Éfeso: “Mantenham-se em guarda, tanto por vocês mesmos como pelo rebanho do qual o Espírito Santo os fez pastores, para alimentar a Santa Igreja de Deus a qual Ele resgatou com seu próprio sangue! Sei muito bem que quando tiver partido, lobos ferozes invadirão vocês e não terão piedade do rebanho. Mesmo dentre as fileiras de vocês haverá homens se apresentando com uma máscara enganosa de verdade nos lábios para induzir os discípulos a segui-los. Portanto, não baixem a guarda! ” (At 20, 28, 31). O que Pedro disse nessa ocasião é, infelizmente, ainda verdadeiro em nossos dias. A Bíblia, a Palavra de Deus, destina-se à edificação da Santa Igreja Católica apostólica Romana, não à sua destruição, não a solapar a sua autoridade. A Palavra de Deus deve confirmar a Santa Igreja na fé e no amor. A divina Palavra não deveria ser usada para semear as sementes da dúvida e da desconfiança. Por isso, nós, Pequenos Missionários de Jesus, respondemos generosamente ao apelo do apóstolo Paulo, ou seja, manter-se um guarda “por nos próprios e por todo o rebanho”. Enquanto outros usam a Bíblia com o objetivo de dividir e criar dúvidas com relação a elementos de nossa fé, os Pequenos Missionários de Jesus abrem a Escritura, onde o Senhor fala para a humanidade. Abrem o Livro inspirado com profundo respeito, na busca autêntica da Verdade, a Verdade inteira que libera o homem, e com grande amor pela Santa Igreja, “a casas do Deus vivo”. A Santa Igreja é fiel ao senhor, tanto nos seus ensinamentos como nas suas práticas. Humildemente, temos a esperança de proteger e defender o rebanho da divisão e da dúvida.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos 

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ENTENDER E VIVER O ANO DA MISERICÓRDIA 

INTRODUÇÃO 

“Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração”. (Papa Francisco). 

Muitos se perguntam e querem entender e viver o Ano Extraordinário da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco, através de uma peregrinação espiritual para conversão e mudança de vida. 

Vamos começar a estudar esta matéria para podermos entender. Iniciemos com o ensinamento da Santa Igreja Católica Apostólica Romana presente no Catecismo da Santa Igreja Católica. “Cristo Senhor, em quem se consuma toda a revelação do Sumo Deus, ordenou aos Apóstolos que o Evangelho, prometido antes pelos profetas, completado por Ele e por sua própria boca promulgada, fosse por eles pregado a todos os homens como fonte de toda a verdade salvífica e de toda a disciplina de costumes, comunicando-lhes os dons Divinos” (Catecismo da Igreja Católica nº 75). 

O Catecismo ensina que a fé foi transmitida, primeiramente, através de pregações e, depois, na forma escrita. Após os primeiros anos de pregação, os apóstolos, continuamente, passaram a registrar o que Nosso senhor Jesus Cristo havia feito e falado. Ainda como Igreja primitiva registrava as primeiras decisões vividas, como, por exemplo, o primeiro Concílio – o Concilio de Jerusalém, em que se tratou da evangelização dos judeus e pagãos (At. 15,1). Depois, por volta do ano 100, criaram um primeiro Catecismo, chamado Didaché. A Santa Igreja Católica Apostólica Romana crescia e vários Santos, Doutores e Papas surgiam. Estes produziram, à luz da fé e do Espírito Santo, a densa Doutrina Cristã Católica que temos hoje. Claro que também tivemos pecadores que ensinavam, de forma errônea, a Doutrina. Estes eram chamados de hereges. Mas, o interessante é que, conforme as heresias iam surgindo, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana se reunia e, em um Concílio, apresentava aquilo que o Espírito Santo lhes indicava. Foi à promessa feita por Nosso Senhor Jesus Cristo: a Santa Igreja Católica Apostólica Romana seria sempre assistida pelo Espírito Santo. Assistida e conduzida pelo Espírito Santo, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, portadora dos bens espirituais, disponibiliza para a humanidade suas riquezas Divinas. Dentre essas riquezas espirituais, temos por excelência Nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador – na Palavra e nos sacramentos; os dogmas, que são as verdades de fé; o Jubileu; as indulgências etc. 

A Santa Igreja Católica Apostólica Romana comunica aquilo que recebeu, os dons Divinos, para o bem do seu povo e para que, também, este seja sal da Terra e luz no mundo. Mas, o que é um Jubileu e a Porta Santa? Jubileu, segundo o dicionário, com a variante jubilar, significa encher-se de júbilo, grande alegria. Será, então, um ano de grande alegria. Historicamente, o Ano Jubilar está presente na vida dos Hebreus, no livro do Levítico, capitulo 25, o qual relata que o Senhor falou a Moisés como ocorreria o Ano Jubilar: contava-se seis anos de produção agrícola, de trabalho e, depois, um ano, o sétimo de descanso da terra. O Senhor ordenou que se contasse sete vezes e, após esses anos, ou seja, o quinquagésimo seria o Ano Jubilar, ano de grande alegria, tempo em que cada um, concretamente, teria a oportunidade de voltar para sua família, as divida seriam perdoadas, os escravos e os estrangeiros seriam tratados com misericórdia, podendo até alcançar a liberdade, e tantas outras situações de negócios em que se prevaleceria o perdão parcial ou até total. 

A tradição do Ano Jubilar ou Ano Santo veio com o Papa Bonifácio VIII, no ano 1.300. A princípio, era um jubileu por século, mas, para que as pessoas pudessem comemorar pelo menos um jubileu na vida, a partir do ano 1475, os jubileus passaram a ser de 25 anos. Desde o primeiro jubileu até os dias de hoje, aconteceram 26 jubileus ordinários. Quanto ao jubileu extraordinário, o último ocorreu no ano de 1983, no qual São João Paulo II instituiu o Ano da Redenção. Nesse ano de 2015, o atual Papa, Francisco, instituiu, com a Bula MisericordiaeVultus (O Rosto da Misericórdia), o Ano Extraordinário da Misericórdia. Assim, da realidade material, de colheita, de descanso da terra, de alegria por festejar os frutos, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana viu que o Ano Jubilar poderia ser, e atualmente é, uma oportunidade para distribuir os bens espirituais aos seus filhos. A intenção do Ano Santo jubilar é de realmente convidar o fiel a festejar e acolher as graças do Senhor, concedidas mediante a autoridade que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana recebeu de distribuir aos filhos essas riquezas espirituais. 

Já a Porta Santa teve seu início com o Papa Martinho V (1423). Na época, era muito comum acontecerem peregrinações até as Igrejas de Roma e a Basílica de São João de Latrão, que é a primeira Igreja e, por isso, sede do Papa, que acolhia fieis peregrinos que desejavam ter contato com a relíquia da Santa Verônica. Assim, o Papa resolveu conceder indulgência àqueles peregrinos que visitassem a Igreja e passassem pela Porta Santa. Passar pela porta significa passar por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele disse: “Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo” (Jo 10, 9). O Papa Francisco, em sua Bula MisericordiaeVultus, estendeu a Porta Santa para as dioceses, as catedrais, as concatedrais e os santuários, que também poderão tê-la. O sentido permanecerá o mesmo, por assim dizer: o fiel fará uma peregrinação, uma caminhada penitencial em oração, seguindo o itinerário e recebendo a indulgência ao passar pela Porta Santa da Misericórdia. Por isso, não se trata apenas de passar pela porta como se ela fosse algo mágico, nem passar por ela com superstição, mas sim, fazer a caminhada e passar pela porta como uma peregrinação espiritual, um desejo profundo de conversão e de mudança de vida, de assumir o compromisso com Deus e de ser misericórdia para os outros. 

INDULGÊNCIAS 

As indulgências já nos ensinam o Catecismo da Igreja Católica, antes de tudo, estão ligadas ao sacramento da penitência. Recebe-se a indulgência, o perdão, mediante a confissão sacramental, ou seja, não se trata apenas de um rito, um cronograma, mas de um convite à conversão a uma mudança de conduta. O Catecismo da Santa Igreja Católica esclarece que “a indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal de vida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Santa Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos Santos. A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados. “Todos os fiéis podem adquirir indulgências para si mesmas ou aplicá-las aos defuntos” (nº 1.471). A indulgência não pode ser aplicada a outras pessoas vivas. O homem é uma criatura bela de Deus, pela qual o Senhor tem um enorme carinho, pois fora criado à Sua imagem e semelhança, mas infelizmente o homem é pecador e necessita do perdão Divino. Nosso Senhor Jesus Cristo veio para salvar o homem e o fez mediante Sua Páscoa, paixão, morte e ressurreição. O Senhor ainda deixou o sacramento da penitência aos apóstolos, dando-lhes poder e autoridade para ligar e desligar o Céu e a Terra. O homem que confessa e é perdoado é um homem novo e recebe o perdão das penas eternas, no entanto, o pecado deixa consequências, que são as penas temporais. Jesus, através de Sua Santa Igreja com a indulgência, confirma e dá a certeza do perdão e apaga as consequências do mal feito. Um exemplo para ajudar a entender. A pessoa que foi perdoada de uma mentira buscou a confissão e foi perdoada da pena eterna, mas tal mentira teve consequências que abalaram todos da cidade. Esta pessoa foi perdoada por Deus? Sim, mas houve as consequências de tal mentira, que gerou desconfiança, pois nem todos daquela cidade descobriram que era mentira, assim, as consequências do pecado permaneceram. A indulgência, então, aparece para reparar essa falta. A indulgência pode ser aplicada para a própria pessoa, como também pode ser oferecida a algum falecido. A Santa Igreja nos ensina que a pessoa que morreu ainda em pecado, não totalmente em santidade, pura, vai para o Purgatório. Ali não se pode fazer mais nada por ela, porém, caso alguém ofereça a ela a indulgência, ela a receberá, sendo perdoada das penas temporais. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que “uma vez que os fiéis defuntos em vias de purificação também são membros da mesma comunhão dos santos, podemos ajudá-los, entre outros modos, obtendo em favor deles indulgências para libertação das penas temporais devidas por seus pecados” (nº 1479). Por fim, para receber a indulgência, são necessários o Batismo, a repulsa ao pecado, a participação da Eucaristia, a confissão sacramental, seguida de absolvição, a oração pelas intenções do Santo Padre, o Papa, e é claro, dar esses passos com a intenção de recebê-la.

 OBRAS DE MISERICÓRDIA 

O Papa Francisco, na Bula MisericordiaeVultus, menciona as obras de misericórdia. Sobre elas, a Santa Igreja Católica ensina: As obras de Misericórdia são as ações caritativas pelas quais socorremos o próximo em suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar é obras de misericórdia espiritual, como também perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporal consistem, sobretudo em dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar moradia aos desabrigados, vestir os maltrapilhos, visitar os doentes e prisioneiros, sepultar os mortos. Dentre estes gestos de misericórdia, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna. É também uma prática de justiça que agrada a Deus. “Quem tiver duas túnicas, reparta-as com aquele que não tem, e quem tiver o que comer, faça o mesmo (Lc. 3, 11). Dai o que tendes em esmola, e tudo ficará puro para vós. (Lc. 11, 41). Se um irmão ou uma irmã tiverem o que vestir e lhes faltar o necessário para a subsistência de cada dia, e alguém dentre vós lhes disse: “Ide em paz, aquecei-vos e saciai-vos, e não lhes der o necessário para sua manutenção, que proveito haverá nisso?” (Tg 2, 15-16) (Catecismo da Igreja Católica nº 2447).

 Jesus Cristo foi a grande Obra de Misericórdia do Pai para a humanidade. Ele foi enviado e é exemplo por excelência para que todos os homens cultivem o amor a Deus e ao próximo. Todos os Católicos ou cristãos receberam muitas graças do Pai das Misericórdias. O Pai deu Seu Filho, e aquele que O acolheu não pode e não deve viver como “mudo” ou “paralítico”. Assim, o Senhor não quer a sua “mudez” espiritual, mas sim, que cada um seja Sua voz, uma Boa Nova, que instrua, que aconselhe e que console, pois, com certeza, você viveu a experiência de ser instruído e consolado. Ele não quer a sua “paralisia” espiritual, pois se possuo corpo perfeito e condições financeiras, ainda que mínimas, posso e devo ajudar o outro com o pouco que tenho. Visitar os enfermos, os encarcerados, dar esmola são virtudes que estão ao alcance de todos. Por que não fazer? É necessário que se dê o primeiro passo. Talvez haja atitudes que, comparadas a outras, serão mais fáceis ou estarão mais dentro das possibilidades – talvez visitar um doente será menos difícil, ou visitar os presos será mais viável, ou dar esmolas, mas é certo de que para Deus essas atitudes de um bom samaritano têm muito valor, ainda que aos seus olhos elas tragam poucos resultados.

 

ANO JUBILAR EXTRAORDINARIO DA MISERICÓRDIA 

“Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração”. (Papa Francisco). 

O Papa Francisco, no dia 13 de março de 2015, por ocasião da convocação do projeto “24 horas para o Senhor”, dentro da Quaresma, fez o anúncio de um Ano Santo Extraordinário da Misericórdia. Naquela ocasião, o Papa Francisco fez uma reflexão sobre a mulher pecadora e Simão (Lc 7, 36-50). A mulher, com amor, encontrou Jesus; já Simão ficou na formalidade. O Papa Francisco destacou o Sacramento da Confissão como meio de se aproximar do Senhor e ter a certeza do perdão, e no fim daquela celebração penitencial, disse: “Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa, Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus”. (Papa Francisco, Bula Misericordiae Vultus). 

No dia 11 de abril de 2015, o Papa Francisco publicou oficialmente o Ano da Misericórdia, com a bula papal Misericordiae Vultus (O Rosto da Misericórdia), e deu as direções de como será o Ano Santo. O Ano Santo da Misericórdia terá como lema: “Misericordiosos como o Pai”, e logo no início da bula, o Papa diz: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”. Mas como imitar o Pai em Sua misericórdia? Através do Filho Jesus Cristo, a Misericórdia Encarnada do Pai, cada pessoa pode ser misericordiosa como o Pai. O Papa Francisco expôs alguns significados à palavra misericórdia e ensinou que ela revela a Santíssima Trindade. Para ele, a misericórdia é a lei fundamental do coração de cada homem, é a palavra que une Deus e o homem, mesmo este sendo pecador. O chamado principal é fixar o olhar na misericórdia, pois, como está escrito na bula, este é o “sinal eficaz de agir do Pai”. 

O ano Santo da Misericórdia teve seu início em 08 de dezembro de 2015, dia da Imaculada Conceição, pois Deus vem em socorro da humanidade com o Redentor, nascido da Virgem Maria. Neste dia, houve a celebração de abertura, que aconteceu na catedral do Papa, em Roma. Depois no primeiro domingo, dia 13 de dezembro de 2015, foi realizada na Basílica de São Pedro e nas catedrais de cada diocese. A novidade é que também os santuários viverão o Ano Santo, proporcionando aos peregrinos esse tempo de graça. O encerramento está marcado para o dia 20 de novembro de 2016, encerramento do ano litúrgico e Solenidade de Cristo, Rei do Universo. A data de 8 de dezembro de 2015, também está dentro das comemorações dos cinquenta anos do Concilio Vaticano II, tempo recente e especial, no qual a Igreja Católica, sempre conduzida pelo Espírito Santo é dócil a Ele, foi e tem sido impulsionada a ser um “sinal vivo de amor do Pai” 

O Papa Francisco, na Bula, citou São João XXIII, que, naquela ocasião do Concílio, alertara que a Igreja Católica precisa “usar mais o remédio da misericórdia que o da severidade”, e também mencionou como modelo de bom samaritano (Lc 10, 29-37), o sucessor dele, beato Paulo VI, que disse: “Desejamos notar que a religião do nosso Concílio foi, antes de mais, a caridade”. Na Bula Misericordiae Vultus, o Papa ensina que a Misericórdia Divina não é algo abstrato, mas, sim, muito concreto, como o amor de uma mãe, ou seja, a Misericórdia Divina provém do íntimo de Deus. No Salmo 136, reza-se “Eterna é a sua Misericórdia”, significado que a misericórdia atravessa os tempos e está presente até a eternidade. Tudo em Jesus é misericórdia – Suas palavras de atitude, as meditações sobre as parábolas da misericórdia (Lc 15), o sermão da montanha (Mt. 5, 1-12). 

O Papa Francisco citou, ainda, São João Paulo II e sua Encíclica Dives in Misericórdia, na qual ele alerta sobre a sociedade atual, que desconsidera a misericórdia, como se ela tivesse caído no esquecimento – palavras atualíssimas para os dias de hoje. A ciência e a tecnologia acabem por ter mais valor, por isso “a Igreja Católica vive uma vida autentica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, dos quais ela é depositaria e dispensadora”. O Papa Francisco completa, dizendo que “a Igreja Católica tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa. A Esposa de Cristo assume o comportamento do Filho de Deus, que vai ao encontro de todos sem excluir ninguém”. O caminho é do perdão, dom do próprio Deus, conforme ensina o Papa Francisco. Perdão e misericórdia que devem ser vividos “nas nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos – em suma, onde houver cristãos, qualquer pessoa poderá encontrar um oásis de misericórdia”. Com isso, o Papa Francisco, concretamente, diz aos cristãos que o perdão e a misericórdia são dons gratuitos, responsabilidade de todos e, como dons gratuitos, devem ser doados a todos. Conforme já falado, o Ano Jubilar tem o lema: “Misericordiosos como o Pai” e é iluminado pela Palavra “Sede Misericordiosos, como o Vosso Pai é Misericordioso” (Lc 6, 36). Para ser misericordioso, são necessários a escuta da Palavra, o silêncio para a meditação e a caminhada, como prática da Palavra ouvida e meditada, até a Porta Santa. 

A vida é uma peregrinação, uma caminhada de misericórdia que se recebe e se dá, o Papa Francisco deseja que esta possa “Servir de estimulo à conversão: ao atravessar a Porta Santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros como o Pai o é conosco”. O Papa Francisco, desde o início do seu pontificado, sempre falou sobre a ida às periferias. Reforçando este pedido, na presente Bula, o Papa diz: “Neste Ano Santo, poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais”. 

Outra exortação a que o Papa Francisco ainda faz referência é sobre a indiferença, por isso devem se abrir os olhos para as misérias do mundo, para escutar os que pedem ajuda, para aqueles que precisam de mãos que transmitam o calor de nossa presença, amizade e fraternidade. O Papa Francisco lembra que o julgamento do Senhor Deus Javé será baseado em Suas próprias palavras: “se demos de comer, a quem teve fome e de beber a quem tem sede; se acolhemos o estrangeiro e vestimos quem está nu; se reservamos tempo para visitar quem está doente e preso”, pois, ao fim de tudo, seremos julgados pelo amor, conforme nos diz São João da Cruz. 

O Papa destacou a Palavra de Deus e a Palavra dentro do tempo da Quaresma como instrumentos que ajudarão a viver bem o Jubileu. A Palavra, no caso, está no Evangelho de Lucas (4, 14-30), que fala sobre a volta de Nosso Senhor Jesus Cristo a Nazaré e a Sua entrada, no sábado, na sinagoga, onde O chamaram para ler a Escritura e comentá-la. Esta passagem refere-se àquela do profeta Isaías, em que Nosso Senhor Jesus Cristo falou do Seu Ministério e anunciou o ano da Graça do Senhor, ano de anuncio da Boa Nova e de libertação das escravidões contemporâneas.

 A Quaresma é um tempo penitencial em que podemos meditar vários textos da Sagrada Escritura, como em Isaías (58, 6) e em Miquéias (7, 18-19), levando-nos a colocar em prática ações propícias às necessidades das pessoas. O Papa Francisco reforçou as “24 horas para o Senhor”, que foi celebrado na sexta feira e no sábado, anteriores ao IV Domingo da Quaresma. Que nesta data se valorize o sacramento da reconciliação, assim, se contará com os confessores, que representarão um verdadeiro sinal da Misericórdia do Pai. Haverá, também, os Missionários da Misericórdia, os quais são sacerdotes que se inscreverão e serão enviados pelos seus Bispos, em missão de pregar e absolver mesmo pecados reservados ao Papa. O Papa ainda aproveitou a oportunidade e chamou à conversão aqueles que estão no crime organizado e na corrupção. Nesse sentido, ele não diz que a justiça deve ser desprezada, como se a misericórdia fosse contra a justiça, pois há uma “relação entre justiça e misericórdia. “Não são dois aspectos em contraste entre si, mas duas dimensões duma única realidade que se desenvolve gradualmente até atingir o seu clima na plenitude do amor”. 

No fim da Bula, o Papa Francisco fala sobre as indulgências nesse Ano Santo. Aqueles que se aproximarem da confissão, da Eucaristia e viverem a caridade receberão a indulgência do Pai através da Santa Igreja. Esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por fim, o Papa ainda fala de uma misericórdia que ultrapassa as fronteiras da Santa Igreja. Esta misericórdia nos relaciona com o judaísmo, o islamismo e outras nobres tradições religiosas. A misericórdia nos capacita para o diálogo e supera qualquer tipo de violência e discriminação. O Papa encerra a Bula falando de Maria Santíssima, a Mãe da Misericórdia, que, com sua doçura e alegria, foi escolhida por Deus para ser a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Crucificado e ressuscitado. Ela foi testemunha do maior ato de Misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando Ele disse: “Pai, perdoa-lhes”, e na oração da Salve Rainha reza-se para que “nunca se canse de volver para nós os seus olhos misericordiosos e nos faça dignos de contemplar o rosto da misericórdia, seu Filho Jesus”. 

UM CAMINHO DE CONVERSÃO: REFLEXÕES PARA PEREGRINAÇÃO 

“Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração”. (Papa Francisco). 

O peregrino que for a um Santuário poderá fazer a sua peregrinação penitencial e receber as indulgências ao percorrer o caminho: 

Primeira Estação 

Da maldição para a bênção, a cruz de Jesus é fonte de salvação (Mt. 27, 45-56). 

Oração: Senhor Jesus, a Cruz expressa o amor de Deus Pai por mim e pela humanidade. Na Cruz o Senhor chegou ao ápice de Tua entrega. Quero hoje acolher o Teu amor, pôr em prática este amor que recebi do Senhor e tomar à minha cruz de cada dia. 

Segunda Estação 

Maria Santíssima aceitou e apresentou a misericórdia ao mundo. (Lc. 1, 26-38).

 Oração: Maria Santíssima apresenta-me teu Filho Jesus, a Misericórdia do Pai. Quero, também, gerá-Lo no meu coração e na minha vida. Quero sempre a Misericórdia de Jesus no meu coração e na minha vida. Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai. 

Terceira Estação

 Diante de Jesus no Santíssimo Sacramento, o Salmista louvou os feitos misericordiosos de Deus. (Sl. 136). 

Oração: Senhor Jesus Cristo, seja adorado no Santíssimo Sacramento, adorado porque a Tua misericórdia é eterna, é sem fim. Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai. 

Quarta Estação

 Clamar o Espírito Santo, pedir o dom, os carismas, para bem fazer a vontade do Senhor (1Cor 12, 1- 1). 

Oração: Senhor, doador dos dons celestes, envia o Teu Espírito Santo, enche-me com a Tua força, dá-me a coragem de que necessito para prosseguir a minha caminhada, pois quero acertar na Tua vontade. Vem Espírito Santo, quero ser santo (a), quero chegar ao Céu e quero ser instrumento para que outros façam esta experiência de amor. Amém. Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai. 

Quinta Estação

 Reconhecer-se pecador e partir para a casa do Pai. (Lc 15, 11-20). 

Oração: Jesus Cristo, bom Pastor, misericordioso em Teus gestos e Palavras, me ensina, com esta parábola, que sou este filho que saiu de casa e agora precisa voltar. Obrigado, Jesus, por me dizer que há um Pai cheio de misericórdia que está de braços abertos à minha espera. Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

 Sexta Estação 

Gratidão pelo caminho de conversão percorrido, pela peregrinação feita, pela Misericórdia do Pai (Lc 15,20b-24). 

Oração: Obrigado, Pai das Misericórdias, pela peregrinação que pude fazer, obrigado pelo Teu abraço. Eu andei distante do Senhor, eu sofri por causa dos meus pecados e por causa da minha humanidade, mas o Senhor me ajudou até aqui, e agora entro para festejar contigo e com os irmãos através do banquete Eucarístico da Santa Missa. Reza: Creio, Pai-Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

 MISSÃO 

“Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração”. (Papa Francisco). 

O Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia Divina, sem dúvida, será um ano de muitas graças do Pai Eterno. Um ano dedicado à Misericórdia do Pai expressa em Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bom Pastor. Ele nos toma em Seus ombros, cuida, ama, sara e envia. Sim, será um ano de muitas graças e de muita responsabilidade para cada membro da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, clérigos e leigos. Teremos a oportunidade de ouvir a Santa Palavra, de participar do Banquete Eucarístico, de fazer uma peregrinação para uma Catedral ou um Santuário e lucramos indulgências. É muita misericórdia mesmo que o Pai das Misericórdias tem para com seus filhos, alias, “A Sua Misericórdia é eterna”. Um Ano Santo, no qual a Porta do Céu através da Santa Igreja Católica Apostólica Romana ficará aberta para os pecadores arrependidos. É um ano especial, é a graça do momento. Em outros anos, teremos outras graças, mas para este Jubileu Extraordinário da Misericórdia, com certeza, o Senhor ouviu o clamor do seu povo e, por isso, Ele oferece a Sua Misericórdia. 

Por fim, toda bênção Divina, toda graça, a Misericórdia do Pai dá aos seus filhos, a cada um de nós uma grande missão: Propagar a Sua Misericórdia Divina. O “ide e evangelizai” também se traduz em “Misericórdia como o Pai Eterno”. Hoje, o Pai que nos amou em Seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, conta e quer contar, não por fraqueza, mas por sua grandeza, com todos nós. É urgente, há muitas pessoas que precisam da Misericórdia Divina. Isso será possível pelos nossos gestos e palavras.
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Mini Sermão - 17 de fevereiro de 2016

NOVENA VOCACIONAL – A QUE VOCÊ FOI CHAMADO?
9º Dia da Novena – Ocupe seu lugar

Hoje chegamos até você. Porque é você quem caminha nas estradas da vida rumo a Deus. Você tem um chamado de Deus e faz sua experiência com ele. Qual vai ser sua resposta? Como vai chegar até lá?  

INTRODUÇÃO: Após ter analisado a experiência de Deus na vida de um punhado de pessoas da Bíblia, chegamos agora à sua vez. Porque você também tem um chamado de Deus e faz com Ele sua história de salvação. Você tem uma e sua vocação. E sua paz, sua glória, a salvação vai depender de como vivê-la. Na caminhada da vida, cada um tem de ocupar seu lugar, cada um tem sua resposta pessoal e única. Ninguém pode dá-la por você. Por isso é preciso que você conheça a você mesmo, suas forças, sua vontade e conheça as vocações para saber onde vai se encaixar. Só pela fé se entregando a Deus, caminhando com Jesus e imitando Maria na doação e coragem, é que você poderá responder. Por favor, reflita e ocupe seu lugar nessa caminhada.

O QUE DEUS DIZ: Texto tirado da Carta de São Paulo aos Efésios (Ef 4, 1-7). Eu lhes peço, irmãos, que levem uma vida digna da vocação a qual foram chamados, com toda humildade, mansidão e paciência. Suportem-se caridosamente uns aos outros. Esforcem-se por conservar a unidade do espírito na paz, há um só corpo e um espírito, como também foram chamados pela sua vocação a uma só esperança. Não há mais que um só senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos que age por todos e em todos habita. Mas, a cada um de nós foi dada a graça segundo a medida com que Cristo nos concede.

Desde que aceitamos Jesus, passamos a ser membros de sua comunidade. Recebemos direitos e temos deveres, responsabilidades. Somos membros de um corpo, chamado Igreja, e como membros, se não ocupamos nosso lugar, lesamos o todo. O lugar é a vocação de cada um. – A Igreja é um corpo. Cristo é a cabeça. Nós somos os membros. A primeira exigência feita a cada membro é que se porte de modo que dignifique todo o corpo. Que faça sua função, respeite, integre, participe do todo. – Há um só corpo e um só espírito. Há um só Deus e Pai de todos nós. Outra coisa importante de cada membro é estar em unidade e sintonia com os demais membros. Cada um tem o seu lugar, sua medida, sua função. Será a unidade de todos que levará o corpo à paz e à ação. – Eu sou membro de Cristo. Eu estou unido ao meu irmão. Esse lugar no corpo, essa medida e função é que chamamos de vocação. Uns são chamados a viver em família. Recebem o dom do amor para reparti-lo entre si e consagram esse amor humano pelo sacramento do matrimônio. Assim ficam com a função própria de mostrar Deus no meio do mundo, da matéria, da sociedade. – Há uma só fé, um só senhor, e um só batismo. Outros são chamados para a função de servir nas coisas do culto, da fé e da Palavra. São os sacerdotes que continuam a presença e a missão de Jesus na comunidade. Eles têm seu serviço diverso para que o corpo esteja com Deus. – A cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida de Deus. Por fim, há cristãos que são chamados a uma consagração especial ao Senhor. Vivem em comunidade e se preocupam acima de tudo em estar em intimidade com Deus. Exercem também serviços aos irmãos em entidades de caridade. São os religiosos, irmãos e irmãs. – Há uma só esperança: a de chegar ao Pai. Assim há vocação para a família, para o sacerdócio, para a vida religiosa. Todos somos cristãos e todos caminhamos para Deus na estrada da vida. – Senhor, todos temos um serviço a prestar.

COMO OS HOMENS FAZEM: Igualdade e Diferença. No Natal, uma menina resolveu escrever uma cartinha para o Menino Jesus, a fim de desfazer uma dúvida que tinha. “Querido Menino Jesus, eu queria saber quem é melhor, são os meninos ou as meninas? Eu sei que você é menino, mas vai me responder direito, sendo legal comigo”. – O que será que o menino Jesus respondeu? Jesus, adivinhando a preocupação da menina, dois mil anos antes dela fazer a pergunta, mandou o apóstolo São Paulo responder: “Diante de Deus, não existe nem homem, nem mulher, nem menino, nem menina”. Todos são iguais. Todos têm uma função diferente e uma missão a cumprir. Melhor é aquele que puser mais amor naquilo que faz.

COMO VAMOS FAZER? 1 – Você já descobriu seu lugar e sua vocação? Você está ocupando seu lugar na comunidade de Jesus? 2 – Você está unido a todos os membros? O que fez por eles? 

DEUS ESTÁ CONOSCO: Senhor, eu creio que pelo batismo me tornei membro da Igreja de Cristo e nela tenho meu lugar. – Senhor, queremos ocupar nosso lugar na sua Igreja. Senhor, abra nosso coração para aceitar seu chamado e para seguirmos com doação nossa vocação. – Senhor, queremos ocupar nosso lugar na sua Igreja. Senhor, ajude-nos a ser cristãos ativos, de exemplos e de atos, onde formos chamados a viver. – Senhor, queremos ocupar nosso lugar na sua Igreja. Senhor, que nunca faltem sacerdotes, irmãos e irmãs para nos orientar na caminhada para a eternidade e que de nossas famílias saiam padres e irmãos. – Senhor, queremos ocupar nosso lugar na sua Igreja.

COMEÇAMOS A MUDAR: Ação que deve acompanhar esse dia de novena: Fazer algum serviço para a comunidade (paróquia). Acompanhar a Semana Vocacional.     
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 16 de fevereiro de 2016 

 NOVENA VOCACIONAL – A QUE VOCÊ FOI CHAMADO?

8º Dia da Novena – Temos uma Mãe. 

Na vida a mãe não pode faltar. A meta que buscamos em nossa caminhada é chegar à vida sem fim. Jesus nos guia e acompanha. Por Maria, sua Mãe, temos Jesus e a certeza de que seremos eternos.

 INTRODUÇÃO: Não poderíamos terminar nossa novena sem refletir sobre a vocação da Mãe de Jesus. Porque também Ela foi chamada e teve sua experiência e sua história com Deus. Na caminhada da vida, a mãe surge logo no começo e sem ela não teríamos e existência. Sem Maria, a Mãe de Jesus, não O teríamos como companheiro de viagem. Por Ela vamos mais certos à salvação e por Ela temos a graça de sermos irmãos do Senhor. Pela fé aceitamos Jesus, nosso único Salvador, Deus e homem. Ficamos comprometidos com Ele e vamos caminhando para o Pai com os irmãos na comunidade. Mas, só temos Jesus e somos de sua comunidade porque Ele esteve conosco e foi um dos nossos. Para Ele estar aqui, nasceu de Maria. N’Ela, pois, temos o começo da presença de Jesus e de sua salvação. Com Maria vamos a Jesus e, por ele, ao Pai. 

O QUE DEUS DIZ: Texto tirado do Evangelho de São Lucas (Lc 1, 26) - O Anjo Gabriel foi enviado por Deus à cidade de Nazaré a uma virgem noiva de um homem chamado José, da casa de Davi. O nome da Virgem era Maria. Entrando, o anjo lhe disse: “Ave, cheia de graça, o Senhor esteja com você, bendita é você entre todas as mulheres”. Ele ficou perturbada e ficou a pensar no que significava tal saudação. O anjo lhe disse: “Não tema, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu Pai Davi”. Maria perguntou ao anjo: “Como se fará isso, pois não conheço homem?” Respondeu-lhe o anjo: “O Espírito Santo descerá sobre você e a força do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Por isso, o santo que nascer de você será chamado Filho de Deus. Também Isabel, sua parenta, concebeu um filho na sua velhice”. Então disse Maria: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra”. 

O evangelho fala com muito carinho de Maria e mostra a vocação d’Ela. Por Maria, Deus se fez homem e, homem-Deus, caminhava conosco nas estradas da vida. – Deus continua conosco em Jesus. Maria é Mãe de Jesus. Maria recebeu o convite para participar do Plano de Deus na libertação do homem. Para tirar o pecado. Deus se torna homem. E isso acontece pela ação do Espírito Santo, através da mulher-Maria. Portanto, Ela é escolhida e amada de Deus. – Ave, Maria, cheia de graça. O Senhor está com você. A aceitação de Maria é consciente e total. Para isso, quer saber do que lhe compete. Só assim dá sua resposta. Com fé no Deus que se revela e entra em a vida d’Ela; com uma entrega sem fim, assumindo a vontade de Deus, Ela se torna Mãe de Jesus. – Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim sua vontade. Exatamente porque se entrega a Deus, Ela se torna dedicada, prestativa e forte para os irmãos. Tendo se encontrado com Deus que mora dentro de si, Ela vai ao irmão. Vai prestar serviço, vai ser presença junto da prima Isabel. Ela está a serviço de Deus e dos irmãos. – Bendita é Maria entre todas as mulheres da terra. O fato de se ter tornado Mãe de Deus, fez de Maria a Mãe de todos os que aceitam, creem e se tornam irmãos de Jesus. Ela gera o Filho de Deus e com Ele dá a vida a todos quantos procuram n’Ele a vida eterna. Por isso, Maria gera os homens segundo a graça, segundo Jesus, para a eternidade. – Santa Maria, Mãe de Deus, rogue por nós. Ninguém nasce sem uma mãe. Jesus também não nasceu. E ninguém nasce para Deus sem Jesus. Só temos Jesus se o buscarmos junto de Maria, sua Mãe. N’Ela achamos a fé, a doação, a vocação de entregar Deus aos outros. É essa a vocação dos cristãos e dos que se colocam a serviço do reino de Deus. – O Senhor está com Maria. Com ela levamos Jesus aos outros. 

COMO OS HOMENS FAZEM: A Mãe nunca morre. O sacerdote foi visitar um doente, um velhinho de 80 anos. No delírio da febre, sofrendo, sem poder dormir, ele gemia e exclamava: “Onde está minha mãe? Eu preciso de minha mãe”. O pobre velhinho tinha se esquecido que a mãe já morrera há muito tempo. Mas, seu coração não queria saber disso. Para o coração, a Mãe nunca morre. Todo mundo precisa de uma mãe, até um velhinho de 80 anos. O coração nunca é órfão. Foi por isso que Deus também quis ter uma mãe, para ser nosso irmão. Talvez, Deus, apesar de ser Deus, se sentia órfão e por isso inventou o coração das mães e mais que tudo isso, o coração de sua Mãe.

 COMO VAMOS FAZER? 1 – O que Nossa Senhora representa em sua vida? 2 – Que atitudes de Maria podem ser suas também? 

DEUS ESTÁ CONOSCO: Senhor, eu creio que Jesus nasceu de Maria e que por Ela posso chegar à graça e à salvação. – Santa Maria, Mãe de Deus, rogue por nós. Senhor, abra nosso coração para assumirmos a sua Palavra como Maria e para segui-La corajosamente. – Santa Maria, Mãe de Deus, rogue por nós. Senhor, ajude-nos a assumir as atitudes de Maria: fé, doação e serviço aos irmãos. – Santa Maria, Mãe de Deus, rogue por nós. Senhor, que Maria nunca falte em nossa vida e que por Ela chegaremos a Jesus e ao Pai. – Santa Maria, Mãe de Deus, rogue por nós. 

COMEÇAMOS A MUDAR: Ação que deve acompanhar esse dia de novena: Rezar em família a Nossa Senhora (Terço). 

(Continua)

 Paz e Bem!

 R. Carlos

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Mini Sermão - 15 de fevereiro de 2016.   

NOVENA VOCACIONAL – A QUE VOCÊ FOI CHAMADO? 

7º Dia da Novena – Ser forte para caminhar.
Caminhamos sempre juntos com os outros. Assim, um ajuda o outro. É como homens, por si fracos, mas fortes pela fé e pela presença de Jesus Cristo que nos une, que chegaremos ao fim da caminhada, felizes.

INTRODUÇÃO: Entre os discípulos de Jesus, houve um escolhido para, de modo especial, confortar, dirigir e animar os outros. E a escolha caiu sobre aquele que mostrou ser mais devotado, capaz de extremismos pelo Mestre. Como também se mostrou fraco, chegando a negar seu Chefe. Por isso, por ser devotado e fraco, limitado e capaz de se renovar, é que ele é colocado como o consolador e animador dos discípulos. Falamos de Pedro, o discípulo colocado por Jesus como seu representante. E hoje vamos refletir sobre a vocação de Pedro. Na caminhada para Deus vamos, movidos pela fé, guiados e fortalecidos por Jesus. Mas a presença dos irmãos nos faz caminhar com ânimo, ajudando e sendo ajudados, em comunidade, como irmãos. Por isso, todos temos de ser fortes para completar as fraquezas dos que conosco caminham. Do mesmo modo nossas fraquezas encontram na força deles sua recuperação isso é ser irmão, na fé.
O QUE DEUS DIZ: Texto tirado do Evangelho de São Mateus (Mt 13, 17-10). Após a profissão de fé que Pedro fez em Jesus. Esse lhe disse: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne, nem o sangue que lhe revelaram isso, mas meu Pai que está nos Céus”. E eu lhe declaro: você é Pedro e sobre essa pedra construirei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu lhe darei as chaves do Reino dos Céus; tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus, e tudo que desligar na terra, será desligado nos céus.
O Novo Testamento, apresenta os traços da pessoa de Pedro. Ele foi tratado com carinho por Jesus que até lhe definiu no nome: “Você será chamado Cefás, que quer dizer pedra”. Ele seria o homem forte para dirigir a comunidade de Jesus em seus inícios. Ele seria forte para caminhar com os irmãos. – Jesus continua em nosso meio sempre. Mas ao mesmo tempo que Pedro é colocado como Pedra, alicerce da Igreja, ele se mostra limitado e fraco. Não é porque Jesus o chamava para ser o primeiro na Igreja que Pedro deixou de ser homem que erra e decepciona. O importante na vida de Pedro não é o erro, mas sim sua generosidade, seu amor a Jesus. Ele se entrega do jeito que é. – Senhor, dê-nos coragem para nos entregar totalmente ao Pai. E foi porque se entregou sem medidas à causa do reino que Jesus anunciava que Pedro se tornou o chefe da comunidade. Ele fez a experiência de um amor sem limites, de alguém que vibra, de alguém que com sinceridade, vive sua vocação. – O Senhor sabe tudo, sabe também que eu o amo. No começo da vida da comunidade de Jesus podemos ver a presença de Pedro. Ele era o chefe que tinha força para sustentar os irmãos. Chegou a morrer como o Mestre para que a Igreja, regada com seu sangue, crescesse e desse mais fruto. Pedro é o tipo da fé que aceita, confia, se entrega, falha, volta a atrás e ama acima de tudo. – A quem iremos, Senhor? Só você tem palavras de vida eterna. Pedro, a rocha da Igreja de Jesus. Ele confirma os irmãos. Ele está ao lado, é forte para caminhar com os mais fracos para que todos cheguemos ao Pai. A vocação de Pedro é a de serviço total, de ser irmão, de amar o Mestre e os irmãos, sem medidas. – Senhor, faça-nos fortes para caminhar com os irmãos.
COMO OS HOMENS FAZEM: Comunhão para a mãe. Um dia, na terá de missão, uma senhora ficou gravemente doente. Sentindo-se muito mal, pediu ao marido que fosse buscar o padre, para trazer a comunhão. Mas o marido disse: “São dois dias de caminhada! Não posso deixar você sozinha com o menino...” A pobre senhora deu um suspiro, se confortando. Pouco depois o pai encontrou um bilhete de folho, que dizia: “papai, fui procurar o missionário; levei seu revólver; não se preocupe comigo; o anjo da guarda me protegerá. O menino caminhava apressado pela floresta... seu coração batia forte, mas o amor de Deus e da mãe o sustentava. Finalmente, depois de dois dias, chegou à Missão. Na porta encontrou a catequista. – E o padre? Perguntou. – Não está, nem sei quando volta, respondeu ela. O menino estava muito cansado. – Leve Jesus à minha mãe, pediu à catequista. – Eu não posso, respondeu ela! – Como fazer? Perguntou ele. Nesse momento teve uma ideia. Entrou na Igreja, abriu o sacrário, com respeito, tomou a hóstia consagrada, colocou-a na sacola, pôs-se a caminho pela floresta. Fazia quatro dias que o menino tinha saído; a mãe ainda agonizava. No quinto dia, de manhã, o pai ouviu dois tiros de revólver. Saiu correndo para a floresta e encontrou o filho desfalecido. Sentindo-se fraco, o menino havia dado um tiro para chamar a atenção do pai. Voltando a si, a primeira palavra foi: E a mamãe, como está? Levado nos braços do pai, chegou ao quarto da mãe agonizante. – “Eu lhe trouxe Jesus, mamãe!” E com a mão trêmula deu a hóstia e própria mãe. Passados alguns anos, esse menino se tornou padre.
COMO VAMOS FAZER? 1 – O que você faz pelos seus irmãos (em casa, trabalho, sociedade?)  2 – Seus favores, sua doação não é interesseira? É por amor?
DEUS ESTÁ CONOSCO: Senhor, eu creio na sua presença na Igreja e na sua ação através de homens para nos levar até o Pai. – A quem iremos, Senhor? Só você tem palavras de vida eterna. Senhor, abra o nosso coração para servirmos por amor. – A quem iremos, Senhor? Só você tem palavras de vida eterna. Senhor,  ajuda-nos a ser fortes para completar a fraqueza dos outros e a saber aceitar a força deles quando nos sentimos fracos.  – A quem iremos, Senhor? Só você tem palavras de vida eterna. Senhor, dê-nos coragem para nos entregar totalmente, como somos, à sua Igreja a ser nela uma presença de amor. – A quem iremos, Senhor? Só você tem palavras de vida eterna.
COMEÇAMOS A MUDAR: Ação que deve acompanhar esse dia de novena: Ajudar alguém com favores ou doação.

 

(Continua)

 

Paz e Bem!

 

R. Carlos

 

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Mini Sermão - 14 de fevereiro de 2016.
NOVENA VOCACIONAL – A QUE VOCÊ FOI CHAMADO?
6º Dia da Novena – Deus caminha conosco.

Para acertarmos no caminho da vida e para termos força, Deus se faz caminheiro conosco. Em Jesus andamos certos, rumo ao Pai. Com Ele somos divinos e eternos.  
INTRODUÇÃO: Até agora vimos a história e a vocação de algumas figuras da Bíblia. Através da experiência deles, fomos construindo o nosso próprio relacionamento com Deus. Porque também nós temos nossa experiência, nossa vocação e nosso caminhar para Deus. Hoje vamos refletir sobre a vocação de Jesus. Porque Deus não só quis mandar pessoas, mas Ele próprio se fez um de nós e veio caminhar em nossas estradas, ser nosso companheiro. Em Jesus, Deus é um de nós. Nossa fé, o compromisso que assumimos com Deus, a renovação que buscamos, baseados em nosso conhecimento e na Palavra de Deus, tudo isso, só tem sentido em Jesus Cristo. N’Ele somos chamados por Deus e por Ele daremos nossa resposta.
O QUE DEUS DIZ: Texto tirado do Evangelho de São Mateus (Mt 16, 13-16) Jesus perguntou aos seus discípulos: “No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?” Responderam: “Uns dizem que é João Batista, outros dizem que é Elias; outros que é Jeremias, ou um dos profetas”. Disse-lhes Jesus: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Você é o Cristo, o Filho de Deus vivo”.
Todo o Novo Testamento gira em torno de Jesus. Por Ele, Deus entrou diretamente na história dos homens. Também por Ele pede uma resposta. Ou estamos com Ele ou somos contra Ele. – Deus agora é um de nós em tudo, menos no pecado. Jesus era homem e vivia como homem. Assim que muitos O aceitavam só como homem, ainda que de grandes poderes. Mas, Ele se revelou e se apresentou como homem e Deus. N’Ele havia a revelação perfeita do divino e humano. Ele entende tudo do homem e entende tudo de Deus. – Jesus, o Senhor é o Cristo, o Filho de Deus vivo. Um dia Jesus perguntou aos seus amigos, os discípulos, quem Ele era. Houve um punhado de respostas, mas Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, deu a resposta exata: “Você é o Cristo, o Filho de Deus Vivo”. Jesus é Deus e Jesus é homem. E se manifestou assim para que o pudéssemos entender melhor se estivéssemos mais perto de Deus – Nós cremos em Jesus Deus e homem, para a glória de Pai. Só quem tinha fé via Jesus como Deus-homem. Por isso, Ele disse a Pedro, quando esse fez a profissão de fé: “Feliz de você, Pedro, porque não foi a carne, nem o sangue que lhe revelaram isso, mas meu Pai que está no Céu”. Para não aceitar Jesus só como homem, mas como Deus, vindo do Pai e nos levando a Ele, é preciso a revelação do alto, a fé. – Senhor, dê-nos fé em Jesus Cristo, nosso irmão e salvador. E como homem, Jesus sentiu também dificuldades e tentações. O poder do mal queria desviá-Lo de sua vocação de Salvador. Jesus foi tentado porque como homem queria passar pelas experiências nossas, menos no pecado, e queria mostrar como vencer no caminhar para o Pai. – Senhor Jesus, seja nossa força nas tentações. Jesus foi fiel ao Pai, viveu intensamente sua vocação e se doou aos homens até a morte. Assim, temos a certeza de que Deus caminha em nossas estradas, vai conosco, a nossa luz. – Jesus, Deus-homem, dê-nos fidelidade ao Pai.
COMO OS HOMENS FAZEM: o Castiçal x Jesus. Um artista pintou, certa vez, um quadro da última ceia. Mostrou-o depois a um amigo e perguntou-lhe o que mais chamava atenção no quadro. – “Esse lindo castiçal sobra a mesa”, respondeu o amigo depois de curta observação. No mesmo instante, o artista pegou o pincel e borrou o castiçal para que não fosse mais notado. – “O que eu quero é que a atenção seja de imediato voltada para a figura de Cristo, de modo que Ele seja o máximo do quadro, acudiu o pintor”. A finalidade da pintura era mostrar Jesus e não era justo que um castiçal o impedisse.
COMO VAMOS FAZER? 1 – Quem é Jesus em sua vida? 2 – Como vencer as tentações da vida?
DEUS ESTÁ CONOSCO: Senhor, eu creio em Jesus, Deus e homem verdadeiro, que nos leva ao Pai. – Com Jesus chegaremos ao Pai. Senhor Deus, dê-me o seu espírito Santo para sempre encontrar e seguir Jesus em meio às tentações e dificuldades da vida. – Com Jesus chegaremos ao Pai. Senhor Jesus, seja nossa força para seguirmos nossa vocação cristã de levar ao mundo Sua presença. – Com Jesus chegaremos ao Pai. Senhor Jesus, Deus e homem, nós queremos sempre caminhar ao seu lado e junto com os irmãos nas estradas da vida, rumo à eternidade. – Com Jesus chegaremos à eternidade.
COMEÇAMOS A MUDAR: Ação que deve acompanhar esse dia de novena: Fazer uma visita a Jesus na Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão, 13 de fevereiro de 2016. 
NOVENA VOCACIONAL - A QUE VOCÊ FOI CHAMADO?
5º Dia da Novena - Para caminhar com Deus.

Tudo vai da preparação. Para se caminhar com Deus e os irmãos é preciso uma preparação do coração.
INTRODUÇÃO: Medindo nossas possibilidades, caminhamos na fé, cada vez mais comprometidos com Deus, procurando nossa renovação. Foi isso que vimos nesses dias da novena. Deus está sempre à nossa frente, mas precisa ser descoberto pela nossa fé e aceito pela vontade e pelo coração. Hoje vamos refletir que Deus está próximo de nós, mas precisamos nos preparar para achá-Lo a fim de conviver com Ele. Não basta querer acreditar, se comprometer. É preciso se renovar, se conhecer e fazer da vida sempre uma preparação para conviver com o Senhor.
O QUE DEUS DIZ: Texto tirado do Evangelho de São João (Jo 1, 19-34) -  Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram sacerdotes para perguntar-lhe! “Quem é você?” Ele fez essa declaração: “Eu não sou o Cristo”. “Pois então, quem é você?”, perguntaram-lhe eles: “Você é Elias?” Disse ele: “Não, eu não sou”. Disseram-lhe afinal: “Diga quem é para que possamos dizer a quem nos mandou”. Ele respondeu: “Eu sou a voz do que clama no deserto. Endireitem, os caminhos do Senhor”. Continuaram a perguntar-lhe: “Como batiza, se você não é o Cristo; nem Elias, nem Profeta?” João respondeu: “Eu batizo com água, mas no meio de você está quem vocês não conhecem. Esse é quem virá depois de mim; eu não sou digno de desatar a correia de seu calçado”. No dia seguinte, João viu Jesus que vinha em sua direção e disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
O Novo Testamento nos fala de João Batista. Deus entrou na vida dele e o chamou para ser o anunciador imediato da presença de Jesus no meio dos homens. - Deus continua se encontrando conosco. Quando João Batista apareceu, pregando a penitência, houve quem achasse que ele era o Salvador esperado. E lá foram os sacerdotes da época perguntar a ele: “Quem é você?” João Batista sempre se colocou no seu lugar: “eu não sou o Cristo”. Ele era apenas a seta que indicava o Salvador. - É preciso se preparar para estar com Deus. Como tinha consciência de que era humano e de que passaria, o João Batista tinha preocupação de que os homens não fizessem dele o que não era. Ele nem se achava digno de desatar a correia do calçado do Salvador. Ele repetia “é preciso que ele cresça e eu diminua”. - Sem fé e humildade não se chega a Deus. Houve na história do povo de Israel toda uma preparação para se receber o Salvador. Como deve haver no coração de cada pessoa uma espera para encontrar Jesus. É preciso um lugar para Ele. Essa preparação se dá pela oração, pela penitência e pelo conhecimento dos sinais de Deus. - Senhor, prepare nosso coração para sua vinda. Havia tanta sinceridade na vida de João Batista que ele chegou a morrer pela justiça. Porque denunciou o mal, foi degolado. Essa justiça, pela qual morreu, seria o começo de uma nova mentalidade que faria uma legião de pessoas dar a vida. É possível morrer por Deus. - É preciso se preparar para caminhar com Deus. João Batista é o projeto que indica a presença de Deus entre nós, através de Jesus Cristo. Ele é seta, preparação. Ele ensina que para se chegar ao Salvador é preciso até morrer. Morrer ao mal, ao pecado e nascer para o Espírito. - Senhor, queremos nos encontrar com Jesus.
COMO OS HOMENS FAZEM: O jogo da cruz. Um padre, para explicar melhor aos seus paroquianos o que era a cruz da vida, pegou dois pedaços de madeira, um comprido e outro curto, explicando: - Vejam só, o pedaço mais comprido é a Vontade de Deus. O mais curto é a nossa vontade. Se a gente coloca a nossa vontade em linha com a Vontade de Deus, disse ele, pondo os dois pedaços de madeira em paralelo, não se forma cruz alguma. Agora, se a gente coloca a própria vontade atravessada, disse movendo o pedaço menor de madeira, então logo temos a cruz, instrumento que indica sofrimento e dor. É só questão de fazer, experiência. Coloquem a sua vontade em paralelo e consonância com a Vontade de Deus e terão paciência, felicidade e alegria. Assim será fácil caminhar com Deus ao ritmo de Sua Vontade.
COMO VAMOS FAZER? 1 - O que você pode fazer para que Jesus cresça na sua vida? 2 - O que o leva para Deus? 3 - O que o afasta de Deus?
DEUS ESTÁ CONOSCO E NÓS COM ELE: Senhor, eu creio que só em Jesus Cristo eu tenho a Salvação. Quero caminhar com Ele. - Venha, Senhor, queremos recebê-Lo. Senhor, endireite os caminhos de meu coração para receber a paz. - Venha, Senhor, queremos recebê-Lo. Senhor, que eu tenha coragem de morrer ao mal, ao egoísmo e ao pecado para participar de seu Reino. - Venha, Senhor, queremos recebê-lo. Senhor, Jesus, Cordeiro de Deus, tire os meus pecados e me prepare para sua vinda e para que eu caminhe ao seu lado. - Venha, Senhor, queremos recebê-Lo.
COMEÇAMOS A MUDAR: Ação que deve acompanhar esse dia de novena: Fazer alguma penitência (comida, bebida, cigarro, doce).
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão 12 de fevereiro de 2016. 
NOVENA VOCACIONAL - A QUE VOCÊ FOI CHAMADO?
4º Dia da Novena - É preciso conhecer-se.

Vai andar com mais certeza aquele que se conhecer melhor, souber de suas forças e possibilidades. Deus quer gente com ele que saiba porque vai e vá com alegria. A convicção de Deus e a doação em respondê-la determinam a força e a alegria de viver.
INTRODUÇÃO: até agora refletimos em nossa novena sobre a fé que nos faz caminhar com Deus e caminhando com Ele, nos comprometemos a termos de nos renovar sempre. Hoje vamos refletir sobre o que mais Deus exige de quem quer caminhar com Ele. Deus quer gente consciente que onde nos seus caminhos de modo inteligente e sabemos porquê. Por isso, agora vamos ver que é preciso conhecer-se para caminhar com Deus. Não basta acreditar, dizer-se comprometido com Deus e querer-se renovar. Para conseguir isso, é preciso se conhecer, estar disponível e escutar o Senhor.
O QUE DEUS DIZ: Texto tirado do 1º Livro de Samuel. (1Sm 3, 1-10) - O jovem Samuel servia ao Senhor sob os olhos do sacerdote Heli. Aconteceu, certo dia, que Heli estava deitado e a lâmpada do Senhor ainda não se apagara. Samuel repousava no Templo do Senhor, onde se encontrava a arca. O Senhor chamou Samuel, o qual respondeu: “Eis-me aqui”. Samuel correu para junto de Heli e disse: “Eis-me aqui, o senhor me chamou?”. “Não o chamei, meu filho, torne a se deitar”. O Senhor chamou de novo Samuel e esse voltou a dizer a Heli. “Eis-me aqui, o senhor me chamou?”. “Eu não o chamei, meu filho, torne a se deitar”. Samuel ainda não conhecia o Senhor; palavra alguma do Senhor lhe tinha sido manifestada. Pela terceira vez o Senhor chamou Samuel que se levantou e foi ter com Heli: “Eis-me aqui, o Senhor me chamou?” - Então, Heli compreendeu que era o Senhor quem chamava Samuel e lhe disse: “Vá e torne a se deitar. E se ouvir que o chamam de novo, responde: “Fale, Senhor, que o teu servo escuta”. Samuel voltou a deitar-se e o Senhor o chamou: “Samuel, Samuel” e ele respondeu: “Fale, Senhor, o seu servo escuta”.
A Bíblia conta também a vocação de Samuel. Deus entra também na vida desse menino e o chama para ser profeta. Esse menino vai se distinguir pela busca, pelo estudo, pelo coração aberto à voz do Senhor. - Nosso Deus está sempre falando conosco. A história de Samuel fala que ele, desde menino, foi levado ao Templo para conviver com o sacerdote Heli, e assim se preparar para o serviço do Senhor. E, morando no Templo, Samuel teve a manifestação do Senhor. - Deus sempre fala conosco e está em nosso meio. Dormindo, certa noite, Samuel acordou escutando chamá-lo. Levantou-se rápido e respondeu: “Eis-me aqui”, pensando que era o sacerdote Heli quem o tinha chamado. Mas, era Deus quem o chamava. - Deus continua nos chamando a cada instante. Nesse diálogo com a voz que o chamava, Samuel, duvidava se era o sacerdote ou Deus quem o procurava. Ele estava incerto até que Deus se manifestou totalmente e deixou-lhe a oportunidade de escolha. - Deus nos chama e quer nossa escolha. Na história de Samuel a gente vê que Deus quer fazer conhecer a vontade d’Ele. Ele precisa pensar, consultar o sacerdote mais velho. E precisa também ter disponibilidade, ou seja, doação, coragem para se jogar em Deus e entrar na d’Ele. - Senhor, ensine-nos os seus caminhos. Sobretudo, a atitude básica e bonito desse menino é escutar Deus, escutar seu representante. É meditar para depois dar sua resposta. Assim dizia Samuel; “Fale, Senhor, que o seu servo escuta”. - Fale, senhor, que nós queremos escutá-Lo. Muitas vezes não sabemos se é Deus ou não, quem nos fala. Precisamos de quem oriente-nos e dê critérios para chegar a uma resposta. Mas nossa atitude só pode ser uma de oração, de escuta de Deus. - Fale, Senhor, que os seus servos escutam. Só podemos responder para Deus, conhecendo a nós mesmos e nossas possibilidades. Ao mesmo tempo é preciso doação e coragem. - Senhor, que nos conheçamos para que o conheçamos.

COMO OS HOMENS FAZEM: Morrer pelo que é. Durante a perseguição do imperador Severo, no segundo século do cristianismo, uma moça chamada Perpétua foi presa por se dizer cristã. Seu pai era pagão e a amava. Por isso foi à prisão e quis convencer a filha para que não se confessasse cristã, quando interrogada. Perpétua compreendia a dor do pai, mas não podia voltar atrás na sua fé. Apontando um jarro que estava perto, perguntou-lhe: - “Que coisa é este papai?” - “Ora, respondeu ele, não entendendo o porquê da pergunta, é um jarro”. - “Posso eu chamá-lo com outro nome ou inventar outra coisa para disfarçar o que ele é na verdade?” - Continuou perguntando a moça. - “Não, se ele é jarro, tem que ser jarro”, respondeu o pai. - “Pois bem, acrescentou a filha, nem eu posso mudar o que sou, disfarçando minha fé. Sou cristã e escolhi Jesus Cristo”. Tempos depois; Perpétua morria martirizada.
COMO VAMOS FAZER? 1 - Você sabe o que Deus pede de você? 2 - Você tem tempo para escutar Deus? 3 - Você tem dado tudo o que Deus lhe pede?
DEUS ESTÁ CONOSCO: Senhor, eu creio que o Senhor me fala e quer que me conheça para poder me oferecer ao seu serviço. - Fale, Senhor, queremos escutá-lo. Dê-nos a docilidade de Samuel quando ouvirmos a sua voz. - Fale, Senhor, queremos escutá-lo. Senhor, abra meu coração à sua Palavra e à daqueles que continuam falando em seu nome. - Fale, Senhor, queremos escutá-lo. Senhor, que eu, chegue ao Senhor pelos meus irmãos e que eles chegam ao Senhor através de mim. - Fala senhor, queremos escutá-lo
COMEÇAMOS A MUDAR: Ação que deve acompanhar esse dia de novena: Ler um trecho da palavra de Deus (evangelho), escutando o que Ele lhe diz.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 11/02/2016
NOVENA VOCACIONAL – A QUE VOCÊ FOI CHAMADO?
3º Dia da Novena – Deus renova os caminheiros.
Há muitos buracos e quedas nas estadas da vida. Por isso mesmo, Deus quis entrar ao lado para sempre purificar, erguer, aparelhar o homem para seguir a caminhada. Ninguém caminha sem se refazer, sem ter apoio e força para andar.
INTRODUÇÃO: Já acompanhamos em nossa novena as figuras e as vocações de Abraão e Moisés. O primeiro nos levou a rever nossa fé, que é o primeiro chamado que recebemos de Deus. E vimos que a fé é a entrega da vida inteira nas mãos de Deus. O segundo nos mostrou o que seja se amarrar com Deus, ou seja, a vocação para aliança. Hoje vemos ainda que esse Deus sabe das fraquezas e limitações do homem e por isso ele vem ficar ao lado dele para renová-lo, para prepará-lo para a dura caminhada nas estradas da vida. Não basta acreditar ou se dizer comprometido com Deus. É preciso coragem para cada dia ser mais íntimo, mais purificado, mais pronto para o encontro com o Senhor. É isso que vamos refletir na vida e vocação do profeta Isaías.
O QUE DEUS DIZ: Texto tirado do livro do Profeta Isaías (Is 6, 1-8; 9, 1-5) - No ano da morte do rei Ozias, eu vi o Senhor sentado num trono muito elevado. Os anjos estavam junto d’Ele e suas vozes diziam: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus do universo, a terra toda está cheia de sua glória. Quando escutei esse brado, exclamei: “Ai de mim, estou perdido porque sou um homem de lábios impuros e moro com um povo impuro e apesar disso, meus olhos viram o Senhor. Porém, um dos anjos voou em minha direção; trazia na mão uma pedra em brasa, que tinha tirado do altar. Aplicou-a sobre minha boca e disse: “Tendo essa pedra tocado os teus lábios, teu pecado foi tirado e tua falta apagada”. Ouvi então, a voz do Senhor, que dizia: “Quem enviarei? E quem irá por nós? – Eis-me aqui, disse eu, enviai-me”. Assim, o povo que andava nas trevas viu uma grande luz e um filho nos nasceu, um menino nos foi dado. Ele se chama Deus forte. Príncipe da paz.
A Bíblia conta no texto acima a vocação de Isaías. Como havia passado e entrado na vida de Abraão e Moisés. Deus surge também na vida de Isaías. Quer que ele seja o profeta que renove, relembre ao povo seus compromissos. – Deus está sempre conosco e nos ama. A história de Isaías o mostra como um homem complexado, que se acha indigno de Deus. Esse profeta pensava em Deus como um ser Majestoso. Inatingível e sem compreensão. Por isso, Isaías se sente longe, pecador, indigno de Deus. – Deus nos ama. Por isso, nos perdoa e se faz nosso amigo. Mas, o que Deus queria é que Isaías e todo o seu povo entendesse que é Ele, o Senhor, é quem age, purifica, prepara e envia o homem para ser seu mensageiro. Também é Deus quem caminha com esse homem para que ele não desanime, nem se perca. – Nosso Deus nos purifica e caminha conosco. Isaías se sentia como um homem impuro, morando com impuros. Como Deus poderia estar com ele? Por fim, ele se entrega nas mãos de Deus, se purifica e se deixa enviar em nome do Senhor. – Eis-nos aqui, Senhor. Purifique-nos e nos envie em seu nome. Assim, esse profeta exerce sua tarefa; reconverter o povo para Deus e para que volte a assumir o compromisso de cada dia estar com Deus. – Nosso Deus está conosco cada dia. Desse modo, o povo que estava desanimado, se afastando de Deus voltou para a luz e se animou ao relembrar que eles não caminhavam sós, mas que Deus estava com eles. – Não vamos sós. Deus caminha conosco. Todos nós, na estrada da vida, afastamo-nos de Deus umas tantas vezes e esquecemos de nossa vocação de ser povo do Senhor. – Senhor, nosso Deus, perdoe-nos e nos ajude a voltar para o senhor.
COMO OS HOMENS FAZEM: Confiança total só no Pai. Uma vez estávamos na praia com alguns amigos. Eu queria fotografar uma ideia; a imagem de uma criança no ar e de seu pai em atitude de acolhê-la. Calculei a distância, o tempo de exposição, a iluminação e fiquei com a máquina pronta. Então, pedi a um amigo para jogar meu filho para cima de modo a poder fotografá-los. Não houve jeito; o menino chorou e teve medo. Logo compreendi, não era medo de ser jogado para cima, mas só de não ter o papai para apanhá-lo na volta. Fiz o amigo tirar a fotografia. E tudo saiu bem. A reação do menino é o símbolo perfeito de nossa vida. Viemos do Pai para voltarmos a Ele. Nossa segurança e felicidade está em sermos de fato seus filhos. Essa foto me faz sempre lembrar o sorriso do menino e sua confiança.
COMO VAMOS FAZER? 1 – Você sente desânimo nas coisas de Deus e da religião? Por que? 2 – Você usa do meio de renovação, chamado confissão, deixado por Deus? Por que? DEUS ESTÁ CONOSCO: Senhor, nós cremos que o senhor é santo e poderoso, mas também misericordioso e nos quer como amigos. – Eu quero, Senhor, receber seu perdão e sua alegria. Senhor, abra meu coração para seguir sua orientação e me renovar a cada dia no caminho para a eternidade. – Eu quero, Senhor, receber seu perdão e sua alegria. Senhor, ajude-me a me converter, aceitando minhas limitações e procurando superá-las. – Eu quero, Senhor, receber seu perdão e sua alegria. Senhor, que nunca eu caminhe só, mas sempre com o Senhor e com os meus irmãos. – Eu quero, senhor, receber seu perdão e sua alegria.  COMEÇAMOS A MUDAR: Ação que deve acompanhar esse dia de novena; fazer uma confissão como renovação de vida durante a novena ou durante a semana vocacional.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos
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Mini Sermão 10 de fevereiro de 2016. 
NOVENA VOCACIONAL – A QUE VOCÊ FOI CHAMADO?
2º Dia da Novena – Andar os caminhos de Deus.

Sabemos que andamos com Deus os caminhos de nossa vida. Mas, esse Deus quer mais; está perto de nós e diz seu nome para que nos amarremos com Ele. Assim ficamos parceiros d’Ele.

INTRODUÇÃO: Na novena de ontem vimos que Abraão colocou sua vida nas mãos de Deus. Ele quis apoiar toda sua vida no Senhor. Ele teve fé. E Deus fez uma história e de bênção com Abraão. Hoje vemos que Deus não só quer entrar na vida da gente, mas até quer se amarrar conosco. Para isso, Ele diz seu nome, se compromete. Não basta só uma fé de palavras e que diz aceitar Deus. É preciso muito mais; é preciso saber o nome de Deus e ser amarrado, comprometido com Ele.

O QUE DEUS DIZ: Texto tirado do Livro do Êxodo (Êx 3, 1-15) - Moisés apascentava o rebanho de seu sogro e um dia chegou até o monte Horeb, levando as ovelhas. Aí, Moisés viu uma chama de fogo que saía do meio de uma sarça. A sarça se queimava, mas, não acabava. Do meio da sarça saiu uma voz que o chamou: “Moisés, Moisés”. Ele respondeu: “Eis me aqui”. E Deus continuou falando com Moisés: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó. Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi seus clamores. E quero libertar o meu povo e levá-lo do Egito para uma terra fértil e espaçosa. Vai, eu te envio para tirar do Egito os israelitas, meu povo”. Moisés disse: “Quem sou eu para ir até o faraó e tirar do Egito os israelitas?” – “Eu estarei contigo”, respondeu Deus. Moisés perguntou a Deus ainda: “Quando eu for para junto dos israelitas e lhes disser que o Deus de seus pais me enviou a eles, que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome? – Deus disse a Moisés: “Eu sou aquele que é”.

A Bíblia conta a experiência que Moisés fez de Deus. Como havia chamado Abraão, Deus chamou também Moisés. Quer que ele seja o libertador de seu povo, então escravo do Egito. – Deus está sempre conosco. Mas, Moisés duvida se entra ou não na jogada de Deus. Por fim, só aceita seguir o rumo apontando pelo Senhor, se ele lhe revelar o nome. Com isso Moisés quer ter certeza, quer controlar o futuro, ter segurança. – Só Deus é nossa segurança. Mas Deus quis se mostrar mais perto de Moisés, quis se amarrar com ele e lhe disse: “Eu estarei com você, Moisés”. Deus não fala logo o nome porque ele não cabe em palavras, nem na cabeça do homem. Cabe só e só pode ser aceito pelo coração. – Deus está sempre conosco, em nosso íntimo. Por fim, Deus, querendo que Moisés assumisse, a missão de libertar o povo, revela-lhe o nome e diz: “Eu sou aquele que é”. Isso quer dizer: eu sou aquele que estou com você, ajo, faço, aconteço em seu favor. – Deus age e faz tudo em nosso favor. – Deus age e faz tudo em nosso favor. Foi para explicar a Moisés o que queria dele que Deus lhe revelou o nome. Deus queria que Moisés embarcasse com ele, andasse com ele, desse as mãos e o coração para andar com Deus. - Queremos caminhar com Deus porque sabemos o seu nome. Deus ficou parceiro, amigo, amarrado com Moisés e através dele com o povo todo. Todos ficaram unidos em aliança com Deus entrando na história com Ele, descobrindo que Ele estava a favor deles. – Deus é nosso amigo. Ele está do nosso lado. Todos nós também somos amigos e celebramos uma aliança com Deus. Somos seu povo, sabemos seu nome e caminhamos nas suas estradas. – Deus nos ensinou e revelou seu nome.

COMO OS HOMENS FAZEM: Compromisso exige compromisso: O padre era de uma família pobre e um homem humilde. Ainda era jovem quando foi nomeado cônego da catedral. Ele bem que preferia estar na sua pequena paróquia do campo e ficou todo embaraçado quando o bispo o nomeou vigário da catedral. O tempo foi passando e como aquele padre era de coração grande e homem de virtude, outros passos lhe estavam reservados. Assim que, apesar de todos os seus protestos, foi nomeado bispo da cidade de Mântua, na Itália. Um dia ele foi visitar a mãe ainda viva na sua vilazinha natal, onde o pai vivera como lavrador. A idosa mãe, que tinha vendido parte da escassa mobília para mantê-lo no seminário, estava com 79 anos e ele com 49. Margarida Sarto ficou profundamente comovida ao ver a realização dos seus sonhos. Embora sem estudos, ela compreendia o que o filho representava dentro da Igreja e o serviço que prestava em nome do próprio Jesus. Ao chegar, seu filho bispo estendeu a mão com o anel episcopal e disse: “Veja, mamãe, o bonito anel que me deram”. Ela ajoelhou-se, beijou a mão do filho e, com um sorriso, respondeu: “Vossa excelência não estaria usando esse anel agora, Dom José, se eu não tivesse usando sempre este aqui primeiro”. E mostrou ao filho, o futuro Papa e Santo Pio X, a surrada aliança do seu casamento, ainda brilhando na mão esquerda.

O QUE VAMOS FAZER? 1. Que tipo de compromisso você tem com Deus? 2. Que tipo de compromisso você tem com os outros?

DEUS ESTÁ CONOSCO: Senhor, quero saber o seu nome e viver na sua amizade sempre. – Eu quero estar sempre unido ao Senhor e a meu irmão. Senhor, abra meu coração para servi-lo sem exigências, sem busca de recompensas e de segurança total. – Senhor, quero estar sempre unido ao Senhor e a meu irmão. Senhor, ajude-me a aceitar encargos na comunidade com doação e vontade de servir. – Eu quero estar sempre unido ao senhor e a meu irmão. Senhor, que eu tenha coragem para me amarrar com o senhor e com o meu irmão numa aliança de amor. – Eu quero estar sempre unido ao Senhor e a meu irmão.

COMEÇAMOS A MUDAR: Ação que deve acompanhar este dia da novena: Faça algum favor a alguém sem exigir nada em troca.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos 

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Mini Sermão 09 de fevereiro de 2016.
NOVENA VOCACIONAL - A QUE VOCÊ FOI CHAMADO?
A Novena Vocacional é um esforço para você rezar, refletir e colocar em prática o Evangelho. Importa que esteja aprendendo as coisas de Deus, esteja em oração e viva como um cristão que sabe agir, amar e testemunhar a fé. Em cada dia da Novena, pedimos que você reveja o propósito feito no dia anterior, seguindo a sugestão colocada na parte “começamos a mudar”. Assim, você verá se está fazendo uma mudança de vida. A Novena Vocacional quer que você seja um cristão que sabe de sua função e que você ocupe seu lugar na comunidade. Você é a Igreja. Viva sua vocação!

1º Dia da Novena - Andar nos caminhos de Deus. A vida é um contínuo a caminhar. Mas, de nada adianta caminhar sem saber para onde. É preciso andar com alguém que saiba o caminho e é preciso ter razões para acompanhá-lo.
INTRODUÇÃO: Hoje, estamos começando nossa Novena Vocacional. Essa novena quer unir-nos cada vez mais. E quer também levar-nos a conhecer mais a Deus, sua vontade, nossa vocação. Quer ensinar-nos a andar nos caminhos de Deus. A vida é um caminhar. E podemos não saber para onde vamos. Também podemos sentirmo-nos fracos durante a caminhada. Por isso, é preciso união, é preciso orientação, é preciso alguém que nos leve consigo. É preciso motivação, razões para andar na vida rumo a Deus. E o que nos vai fazer andar sempre, unidos, orientados, é a Fé.
QUE DEUS DIZ: Texto tirado do Livro de Genesis (Gn 12, 1-5) - O Senhor disse a Abraão: “Deixe sua terra, sua família e a casa e a casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrar. Farei de você uma grande nação; eu o abençoarei e exaltarei seu nome, e você será uma fonte de bênção. Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aqueles que o amaldiçoarem; todas as famílias da terra serão benditas em você. Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha dito. Levou consigo, Sarai, sua mulher, e seu sobrinho, Lot, bem como todos os bens que possuía. E partiu confiante no Senhor. A Bíblia conta a vida de um homem chamado por Deus para andar nos caminhos da vida com Ele. Esse homem se chamava Abraão. - Eu quero andar pelos caminhos da vida com Deus. E Deus pediu a Abraão que deixasse sua terra, a família, a casa de seus pais e fosse para a terra que Ele, o Senhor, iria mostrar-lhe. - Deus é quem mostra os caminhos da vida para nós.  Abraão partiu porque acreditou que só o Senhor sabia orientá-lo nos caminhos da vida. Ele teve disponibilidade para seguir Deus porque só Deus sabe do melhor para nós. - Só Deus sabe o melhor para nós. Abraão acreditou no Senhor. Teve fé, deixou-se orientar por Deus e não duvidou que o Senhor o amava e lhe daria um futuro a seu favor. - Deus nos ama, por isso nosso futuro vem d’Ele e será bom. Abraão teve certeza de que Deus cumpriria sua promessa quando disse: “Farei de você uma grande nação e o abençoarei. E você será uma fonte de bênção. - Deus nos ama e sempre quer nosso bem. Deus fez assim, maravilhas na vida de Abraão. Ele é o Pai de todos os que creem. Ele foi feliz, teve seus desejos realizados. Cumpriu a vontade de Deus e foi amigo dele, porque apoiou toda sua vida no Senhor! - Eu quero apoiar toda a minha vida em Deus. Abraão acreditou. Crer é entregar a vida inteira a Deus porque se ama e se confia n’Ele e, por causa disso, ficar em atitude de escuta de Sua palavra. - Amém: eu quero apoiar toda a minha vida em Deus. COMO OS HOMENS FAZEM: Uma vez um malabarista, que costumava andar de motocicleta em cima de um cabo de aço, de um prédio a outro, perguntou a seu ajudante: - Você acha que, hoje à noite, na hora do espetáculo eu vou conseguir andar de novo no cabo de aço, sem cair? O ajudante respondeu: - Nem tenho dúvidas. O senhor faz isso de olhos fechados. Tenho certeza de que vai fazer como o fez tantas vezes. Então o malabarista disse a ele: Se você acredita mesmo e tem tanta certeza, porque não vem comigo na garupa da moto? Aí o ajudante protestou: - Eu tenho certeza de que o senhor não cai. Mas ir na garupa da moto, isso eu não faço. - Crer é entregar toda a vida nas mãos de Deus e ter coragem de caminhar nos seus caminhos. É ter coragem de ser companheiro d’Ele. - Amém: eu quero apoiar toda a minha vida em Deus.
O QUE VAMOS FAZER: 1. Por que você acredita em Deus? 2. Se você tem fé, como encara os sofrimentos, a dor e a morte? 3. O que é mais importante para se ter fé?
DEUS ESTÁ CONOSCO: Eu quero, Senhor, agradecer porque Deus me chamou a caminhar pela vida afora com o Senhor. - Eu creio, Senhor, mas aumenta minha fé. Senhor, eu quero crer, entregando minha vida, meus sofrimentos e minha morte em suas mãos. - Eu creio, Senhor, mas aumenta minha fé. Senhor, abra meus olhos; quero ver nos acontecimentos e fatos Sua presença de salvação e amor. - Eu creio, Senhor, mas aumente minha fé. Senhor, ajude-me a descobrir Sua vontade e ter coragem para assumi-la a cada instante. - Eu creio, senhor, mas aumente minha fé.
COMEÇAMOS A MUDAR: Ação que deve acompanhar este dia da novena: Amanhã, diga palavras de ânimo, alegria, coragem e fé aos outros.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos 

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Mini Sermão - 6 de fevereiro de 2016.
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
CONSIDERAÇÕES PARA CADA DIA DA SEMANA
Sábado – O Paraíso.

1º - Quanto mais espanta a consideração do inferno, tanto mais consola a do Paraíso, que foi preparado por Deus para todos os que O amam e servem na vida presente. Para fazeres uma ideia dele, imagina uma noite serena. Que belo é o céu, com tanta multidão e variedade de estrelas! Umas são maiores que outras, enquanto algumas delas aparecem pelo Oriente, outras desaparecem no Ocidente, sendo muito variadas no que diz respeito ao tamanho, cor etc. Mas, todas elas se movem, na imensidão do espaço, com admirável harmonia e segundo a vontade de Deus, seu Criador. Imagina ademais que a luz do sol te deixe ver durante um belo dia a lua e as estrelas que há no firmamento; imagina também tudo o que há de precioso no mar, na terra, nos diversos países, nas cidades e nos palácios dos reis e monarcas de todo o mundo; acrescenta a isto as mais finas bebidas, os alimentos, mais saborosos, a música mais doce, a harmonia mais suave. Pois tudo isso é nada, comparado com a excelência dos bens e dos gozos do Paraíso! Quanto devemos desejar a posse daquele lugar, onde se gozam todos os bens, sem mescla alguma de mal! A alma bem-aventurada só poderá exclamar: “Eu me saciarei com a visão da vossa glória” (Salmo 16, 15).
2º - Considera, ademais, a alegria que na tua alma sentirá ao entrar no Paraso. Sairão a recebê-la teus parentes e amigos, e ali verás a nobreza e beleza dos Querubins e Serafins, de todos os anjos e de todos os Santos, que em multidões louvam a seu Criador. Verás também os Apóstolos, o imenso número de Mártires. Confessores e Virgens, e ademais uma grande multidão de jovens que se conservam puros e por isso cantam a Deus um hino de glória inefável. Oh! Quanto gozam naquele Reino os bem-aventurados! Estão sempre alegres pois não padecem o menor sofrimento, nem penas que venham turbar sua paz e contentamento.
3º - Observa ademais, filho, que tudo isso não é nada em comparação com o grande consolo que sentirá a alma ao ver a Deus. Ele consola os Bem-aventurados com seu olhar amoroso e derrama em seu coração torrentes de delicias. Assim, como o sol ilumina e embeleza todos os objetivos aonde chega sua luz, assim Deus ilumina com sua presença todo o Paraiso e cumula seus felizes habitantes com prazeres inexprimíveis. Nele, como num espelho, verás todas as coisas, gozarás de todos os prazeres da mente e do coração. Quando, no Monte Tabor, São Pedro viu uma única vez o rosto de Jesus radiante de luz, foi cumulado de tanta doçura, que fora de si exclamou: “É bom para nós estar aqui! ” (São Lucas 9,33). Que alegria será então o contemplar, não por um instante, mas para sempre, a vista daquela face divina que apaixona os anjos e os Santos, e que embeleza todo o Paraiso! E a formosura e amabilidade de Maria, de quanto gozo inundará o coração dos bem-aventurados! “Como são amáveis as tuas moradas, Senhor Deus dos Exércitos! ” (Salmo 83,2). Por isso, todos os coros de Anjos e todos os Bem-aventurados cantarão a sua glória, dizendo: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos! A Ele toda honra e toda a glória por todos os séculos dos séculos”. Coragem, pois, meu filho! Algo terás que sofrer neste mundo, mas não importa! O prêmio que te espera no Paraiso compensará infinitamente todos os males que tenhas padecido na vida presente. Que consolo será o teu quando te encontrares no Céu em companhia de parentes e amigos, dos Santos e dos Bem-aventurados, e poderes exclamar: “Estou salvo e estarei para sempre com o Senhor! ” Então bendirás o momento em que deixaste o pecado, em que fizeste uma boa confissão e começaste a frequentar os Sacramentos. Bendirás o dia em que deixando as más companhias, te entregaste a virtude. E, cheio de gratidão, te voltarás a teu Deus e lhe cantarás louvores e gloria por todos os séculos dos séculos. Assim seja.
(Fim)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão 05 de fevereiro de 2016 
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
CONSIDERAÇÕES PARA CADA DIA DA SEMANA
Sexta feira – A eternidade das penas.

1º - Considera, meu filho, que se caíres no inferno, dele jamais sairás. Nele se padecem todas as penas, e todas elas para sempre. Se um Anjo anunciasse a um condenado que Deus haveria de livrá-lo do inferno depois de passar tanto tempo, esta notícia lhe causaria logo um consolo indizível. “É certo, exclamaria que é imenso o número de séculos que sofrerei, mas chegará, afinal, um dia em que eles acabarão”.  Mas, ai! Passarão esses milhões de séculos, e o inferno estará sempre apenas começando. Cada condenado quereria poder dizer a Deus: “Senhor, aumentai quando quiserdes minhas penas, e fazei-me permanecer aqui o tempo que quiserdes, contanto que me deis a esperança de ver este suplício acabar um dia!”. Mas, não! Esse término e essa esperança jamais chegarão.
2º - Se ao menos o condenado pudesse iludir-se a si mesmo, pensando consigo: “Quem sabe se Deus algum dia terá piedade de mim e me tirará deste abismo!” Mas, não! Jamais abrigará esta esperança! O condenado terá sempre presente a sentença de sua condenação eterna: “Estes tormentos, este fogo, estes horríveis gritos, eu terei para sempre”. Sempre! Verá escrito nas chamas que o devoram. Sempre! Na ponta das espadas que o traspassam; sempre! Nas horríveis fisionomias dos demônios que o atormentam; sempre! Naquelas portas fechadas que jamais se abrirão para ele! Ó eternidade, ó abismo sem fundo! Ó mar sem limites! Ó caverna sem saída! Quem não tremerá pensando em ti? Ó maldito pecado, que tremendos suplícios preparas para quem te comete! Ah! Basta de pecados, basta de pecados em toda a minha vida!
3º - O que deve encher-te de espanto é pensar que essa horrível fornalha está sempre aberta debaixo de teus pés, e que basta um único pecado mortal para cair nela. Compreendes, meu filho, isto que lês? Um pecado que cometes com tanta facilidade merece uma pena eterna. Uma blasfêmia, uma profanação dos dias festivos, um furto, um ódio, uma palavra, um ato, um pensamento obsceno, bastam para condenar-te às penas do inferno. Ah! Meu filho! Ouve atentamente o meu conselho; se a consciência te censura de algum pecado, vai imediatamente confessar-te para principiar logo uma boa vida; põe em prática todos os conselhos de teu confessor e se for necessário faz uma confissão geral; promete fugir das ocasiões perigosas, das más companhias, e se Deus te chamar a deixar o mundo, obedece-Lhe com prontidão. Tudo o que se faz para evitar uma eternidade de tormentos é pouco, é nada: “nenhuma segurança é excessiva quando está em jogo a eternidade”, escreveu São Bernardo. Oh! Quantos jovens na flor da idade abandonaram o mundo, a pátria, a família e foram sepultar-se, mas grutas e desertos, não vivendo senão de pão e água, às vezes só de algumas raízes! E tudo isso para evitarem o inferno! E tu, o que fazes, depois de merecer tantas vezes o inferno pelo pecado? Lança-te aos pés de teu Deus e diz a Ele: “Senhor, vede-me pronto a fazer tudo o que quiserdes; já Vos ofendi demais até agora; de hoje em diante não Vos quero mais ofender; enviai-me, se preciso, todos os males nesta vida, desse que possa salvar minha alma”.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 4 de fevereiro de 2016 
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
CONSIDERAÇÕES PARA CADA DIA DA SEMANA
Quinta Feira – O Inferno.
1º - O inferno é um local destinado pela Justiça divina para castigar com suplícios eternos os que morrem em pecado mortal. A primeira pena que os condenados padecem no inferno é a dos sentidos, por ser todo o seu corpo atormentado por um fogo que arde horrivelmente sem jamais diminuir. Esse fogo penetrará pelos olhos, pela boca e por todo o corpo, e cada um dos sentidos padecerá uma pena especial. Os olhos ficarão obscurecidos pelo fumo e pelas trevas, e aterrorizados ao ver os demônios e os demais condenados. Os ouvidos não ouvirão incessantemente senão gritos, uivos, prantos e blasfêmia. O olfato será atormentado com o mau cheiro do enxofre e betume ardentes, que o sufocará. A boca sofrerá sede ardentíssima e padecerá uma fome canina: “Sofrerão fome como cães” (Salmo 58, 7;15). Deus permitiu que o rico Epulão, em meio àqueles tormentos, dirigisse um olhar a Lázaro, pedindo por misericórdia uma gota de água para aliviar o ardor que o consumia; mas, até esta lhe foi negada. Aqueles infelizes, em meio às chamas, devorados pela fome e sede, atormentados por um fogo que não cessa, bradam, uivam e se desesperam. Ah! Inferno, inferno, como são desgraçados os que caem nos teus abismos! E tu, meu filho, que dizes? Se tivesses que morrer neste momento, para onde irias? Se não podes suportar agora, sem gritar de dor, a ligeira chama de uma vela na mão, como poderás sofrer aquelas chamas por toda a eternidade?
2º - Considera por outro lado, meu filho, o remorso que sentirá a consciência dos condenados. Sua memória, entendimento e vontade padecerão terríveis tormentos. Recordarão continuamente o motivo porque se perderam, isto é, por terem querido satisfazer uma paixão qualquer; e esse pensamento será para eles um verme roedor que jamais morrerá. Pensarão no tempo que Deus lhes tinha concedido chance para salvar-se da perdição; nos bons exemplos de seus companheiros; nos propósitos formados e não posto em prática. Pensarão nas pregações ouvidas, nos conselhos de seus confessores, nas boas inspirações para deixar o pecado. E, vendo que já não há remédio, lançarão uivos desesperados. A vontade jamais terá nada do que deseja, sofrendo pelo contrário todos os males. O entendimento conhecerá o bem imenso que perdeu. A alma, separada do corpo e apresentada diante do divino tribunal, entreviu a beleza de Deus, conheceu sua bondade, contemplou por um instante o esplendor do Paraíso, terá ouvido talvez os dulcíssimos e harmoniosos cantos dos Anjos e bem-aventurados. Que dor, vendo que tudo isso lhe é arrebatado para sempre! Que horrorosos tormentos! Quem poderá suportá-los?
3º - Meu filho, que agora não te preocupes em perder a Deus e o Paraíso! Espera por acaso conhecer tua cegueira, quando tantos companheiros teus, mais ignorantes e mais pobres do que tu, estiverem gloriosos e triunfantes no reino dos céus, e tu estiveres maldito por Deus e arrojando fora daquela pátria bem-aventurada, do gozo de Deus, da companhia da Virgem Santíssima e dos Santos? Decide-te, pois, a servir ao Senhor, e faz penitência. Não aguardes para quando não haja mais tempo. Entrega-te a Deus. Quem sabe se esta meditação não será o teu último chamado da graça! Se não corresponder a ele, tu te expões a que Deus te abandone e te deixe cair nos eternos suplícios. Ah! Senhor, livrai-me das penas do inferno!
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos 

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Mini Sermão - 3 de fevereiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
CONSIDERAÇÕES PARA CADA DIA DA SEMANA
Quarta feira – O Juízo
1º - É a sentença que o Salvador pronunciará no final de nossa vida, sentença com a qual será fixada a sorte de cada um de nós por toda a eternidade. Quando tiver saído do corpo, a alma comparecerá imediatamente diante do Divino Juiz. Esse encontro é terrível para o pecador, porque sua alma se apresenta sozinha diante de um Deus ao qual desprezou e ofendeu, de um Deus que conhece até o último pensamento do seu coração. Quem nos acompanhará naquele momento? Nada levaremos deste mundo, senão o bem ou o mal que tivermos feito nesta vida. Cada qual prestará conta de seus atos, sejam bons, sejam maus. Não haverá desculpas nem pretextos. Santo Agostinho, falando daquele terrível instante, se exprime assim: “Ó mortal compareceres diante do Criador para seres julgado, tu te encontrarás diante de um Juiz cheio de indignação, os teus pecados te acusarão; os demônios estarão prontos a executar a sentença; dentro de ti mesmo terás a consciência que te agita e te atormenta; e ateus pés o inferno estará aberto para engolir-te. Em tal aflição, para onde irás, para onde fugirás?” Ditoso de ti, meu filho, se procederes bem durante a vida!
2º - Depois, o divino Juiz abrirá o Livro das consciências e dará início ao exame:
Quem és tu? Te perguntará o Juiz inapelável. – Sou um Cristão. – Bem, se és cristão, verei se te comportaste como tal. Então começará a recordar-te das promessas feitas no Batismo, pelas quais renunciaste ao demônio, ao mundo e à carne; te representará as graças que te concedeu, os Sacramentos que recebeste, as pregações, as instruções, os conselhos de teus confessores, as correções de teus pais; tudo isto te será colocado diante dos olhos. Mas, tu, dirá o divino Juiz, apesar de tantos dons, de tantas graças, como correspondeste mal à fé que professaste! Logo que chegaste ao uso da razão, começaste a Me ofender com mentiras, com faltas de respeito na Igreja, com desobediências a teus pais e com muitas outras transgressões de teus deveres. Se pelo menos te houveres portado bem quando te tornaste mais crescido! Mas, com a idade só cresceste no desprezo da minha Lei. Missas perdidas, profanações de dias festivos, blasfêmias, más conversações, confissões malfeitas. Comunhões às vezes sacrílegas, escândalos dados aos teus companheiros; eis o que fizeste em vez de servir-Me!”.  Ao escandaloso, se dirigirá cheio de indignação e dirá: Vês aquela alma que caminha pela senda do pecado? Foste tu que ensinaste a maldade com tuas palavras escandalosas; se tivesses sido bom cristão; deverias ter ensinado aos teus companheiros o caminho do Céu; mas fizeste exatamente o contrário, ensinando a eles o caminho da perdição. Vês aquela alma que está no inferno? Foste tu que me roubaste com teus pérfidos conselhos e a entregaste ao demônio, sendo tu a causa de sua perdição eterna. Agora tua alma pagará a perfídia daquele escândalo. Que te parece desse exame, meu filho? Que te dirá tua consciência? Ainda tens tempo, se quiseres: pede a Deus perdão de teus pecados, prometendo sinceramente jamais voltar a ofendê-Lo, e começa hoje mesmo uma vida cristã. Assim poderás adquirir um tesouro de boas obras para quando tiveres que comparecer ante o tribunal de Jesus Cristo.
3º - Em vista de um exame tão rigoroso pelo divino Juiz, o pecador tratará de se desculpar, dizendo que não esperava ser julgado com tanta severidade. Mas, o Senhor lhe responderá: - Não ouviste naquela pregação do Catecismo, não leste naquele Livro que Eu ia pedir conta de tudo? O desgraçado se lembrará então da misericórdia divina; mas, já não haverá misericórdia para ele, porque não merece misericórdia quem por tanto tempo abusou dela; com a morte acabou o tempo da misericórdia. A alma se lembrará dos Anjos, dos Santos, de Maria Santíssima; mas, Ela, em nome de todos, dirá: “Queres agora a minha proteção? Não Me quiseste por Mãe durante tua vida. Agora também não te quero mais por filho; já não te conheço”. Então o pecador, encontrando-se perdido, pedirá gritando às montanhas e penhascos que o escondam; mas estes não se moverão. Invocará o inferno, e o verá aberto diante de si. Neste mesmo momento, o Juiz inexorável proferirá a terrível sentença: - Vai-te, filho infiel! Afasta-te de Mim! Meu Pai celestial te amaldiçoa. Eu também te amaldiçoo! Vai-te para o fogo eterno, a gemer e penar no inferno, com os demônios, por toda a eternidade! Aquela alma desgraçada, antes de afastar-se para sempre de seu Deus, voltará uma última vez a olhar par ao Céu e, no cúmulo do desespero, exclamará: “Adeus, companheiros; adeus, amigos, que habitais no reino da glória; adeus pai, mãe, irmãos, irmãs; vós gozareis eternamente, e eu serei para sempre atormentado; adeus. Anjo da minha guarda. Anjos e Santos do Paraíso, nunca vos verei; adeus, meu Salvador, Cruz santa, Sangue divino derramado inutilmente por mim! Neste momento deixo de ser filho de Deus para ser no inferno escravo do demônio”. Então aquela alma infeliz cairá nas mãos dos demônios, que a arrastarão e precipitarão nos abismos de penas, de misericórdias e de tormentos eternos. Não temes, meu filho, que te acontecerá o mesmo? Ah! Por amor de Jesus e de Maria, prepara-te com boas obras para merecer uma sentença favorável. Lembra-te de que, quanto mais é espantosa a sentença proferida contra o pecador, tanto mais consoladoras serão as palavras de Jesus para o homem que tenha vivido cristãmente: “Vem; vem tomar posse da glória que se preparei. Tu. Me serviste com fidelidade no breve tempo da tua vida; agora serás eternamente feliz. Entra no gozo do teu Senhor”. Meu Jesus, concedei-me a graça de ser do número desses bem-aventurados. Virgem Santíssima, ajudai-me, protegei-me na vida e na morte, e especialmente quando me apresentar no tribunal de vosso divino Filho para ser julgado!
(Continua) 
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão 2 de fevereiro de 2016 
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
CONSIDERAÇÕES PARA CADA DIA DA SEMANA
Terça feira – A morte
1º - A morte consiste na separação da alma e do corpo, ficando absolutamente abandonadas todas as coisas deste mundo. Considera, meu filho, que tua alma deve necessariamente separar-se do corpo, mas não sabes quando, nem onde, nem como te surpreenderá essa separação. Não sabes se ela te apanhará na cama, no trabalho, na rua ou noutro lugar. A ruptura de uma veia, uma infecção pulmonar, uma febre, um ferimento, um tombo, um terremoto ou um raio são suficientes para te tirar a vida. E isso pode acontecer-te dentro de um ano, de um mês, de uma semana, de uma hora ou talvez mal acabes de ler estas páginas. Quantos estavam bem à noite, quando se deitaram, e foram encontrados mortos, no dia seguinte! Quantos atacados de apoplexia morreram rapidamente. E para onde foram depois? Se estavam na graça de Deus, felizes deles, são eternamente felizes. Se estavam no pecado, serão atormentados para todo o sempre. E tu, meu filho, se morresses neste momento, o que seria de tua alma? Infeliz de ti se não estás preparado, porque o que não está pronto para morrer bem hoje, corre grande risco de morrer mal!

2º - O lugar e a hora de tua morte não te são conhecidos, mas é certíssimo que ela virá. Ainda supondo que não te surpreenda uma morte repentina ou violenta, sem embargo, a última hora da tua vida há de chegar. Nessa hora, estendido sobre o leito, assistido por um sacerdote que rezará junto de ti as orações dos agonizantes, rodeado por tua família que chora, com o crucifixo numa mão e uma vela acesa na outra, te encontrará às portas da eternidade. Tua cabeça sentirá dores e não encontrará repouso; tua visão estará obscurecida; tua língua estará ardendo; tua garganta, seca; teu peito, oprimido; o sangue se gelará nas tuas veias; teu corpo será consumido pela enfermidade e teu coração transpassado por mil dores. Quando a alma tiver abandonado o corpo, este, coberto, com uma mortalha, será lançado a um buraco, onde se converterá em podridão; os vermes o devorarão, e ti só restarão alguns ossos descarnados e um pouco de pó malcheiroso. Abre uma tumba e observa o que restou de um jovem rico, de um homem poderoso no mundo; pó e podridão... O mesmo te acontecerá a ti. Lê estas considerações com atenção, meu filho, e lembra-te de que elas se aplicam a ti, como a todos os outros homens. Agora o demônio para induzir-te a pecar, se esforça em distrair-te deste pensamento, em encobrir e escusar a culpa, dizendo-te que não há grande mal em tal prazer, em tal desobediência, em faltar à Missa nos dias festivos; mas no momento da morte te fará conhecer a gravidade das tuas faltas e as representará a todas vivamente, diante de ti. Que farás tu naquele terrível instante? Desgraçado de quem então se encontrar em pecado mortal!
3º - Considera também que do momento da morte depende tua felicidade ou desgraça eterna. Estando para dar o último suspiro e à luz daquela chama, quantas coisas viveremos? A Igreja acende duas velas por nós; uma no nosso Batismo, outra na hora de nossa morte; a primeira, para mostrar-nos os preceitos da Lei de Deus, que devemos observar; a segunda no transe da nossa morte, para examinarmos se os observarmos corretamente. Por isso, meu filho, à claridade daquela última luz verás se amaste a Deus durante a tua vida ou se O desprezaste; se respeitaste seu santo Nome ou se O ofendeste com blasfêmias. Verás as festas que profanaste, as Missas que não ouviste, as desobediências a teus superiores, os escândalos que deste a teus companheiros. Verás aquela soberba e aquele orgulho que te enganaram, verás... Mas (oh! Meu Deus), tudo aquilo verás no momento em que se abre diante de ti o caminho da eternidade, momento da qual depende a eternidade inteira. Sim, daquele momento depende uma eternidade de glória ou de tormentos. Compreendes bem o que te estou dizendo? Daquele momento depende para ti o Paraíso ou o inferno; o ser para sempre feliz ou desgraçado; para sempre filho de Deus ou escravo do demônio, para sempre gozar com os Anjos e Santos no Céu ou gemer e arder para todo o sempre com os condenados no inferno. Teme muito por tua alma, e reflete que de uma vida santa e boa dependem a boa morte e a eterna glória. Sem perda de tempo, põe em ordem tua consciência com uma boa Confissão, prometendo ao Senhor perdoar a teus inimigos, reparar os escândalos que deste, ser mais obediente, abster-te de comer carne nos dias proibidos, não perder mais o tempo, santificar os dias consagrados a Deus, cumprir os deveres de teu estado. E desde já, lançando-te aos pés de Jesus, diz a Ele: “Meu Senhor e meu Deus, desde agora me converto a Vós; amo-Vos e quero-Vos amar e servir até à morte. Virgem Santíssima, minha Mãe, ajudai-me naquele momento terrível. Jesus, Maria e José, que minha alma expire em paz em vossos braços”.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão – 31 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
31 de janeiro de 2016
CONSIDERAÇÕES PARA CADA DIA DA SEMANA - Desejo, meus filhos, que tenhais diariamente um pouco de meditações. Por isso, aqui vos ofereço alguns curtos pensamentos para cada dia da semana, e espero que os lereis com atenção. Depois de vos terdes ajoelhado, dizei: “Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração por Vos ter ofendido; peço-vos a graça de compreender as verdades que vou meditar e de inflamar-me de amor por Vós. Virgem Santíssima Mãe de Jesus, rogai por mim”.
Domingo – A finalidade do homem.
1º - Considerai meu filho, que Deus te criou à Sua imagem e semelhança, que te deu uma alma e um corpo, sem que da tua parte houvesse para isso nenhum mérito. Ademais, pelo batismo Deus te fez seu filho, te amou sempre e te ama ainda como Pai amoroso; o único fim para o qual te criou é para que O ames e sirvas a Ele nesta vida, e desse modo possas merecer um dia ser eternamente feliz com Ele no Paraíso. Não penses que vives neste mundo para divertir-te, enriquecer-te, comer, beber e dormir; como os animais irracionais; pois, o fim para o qual foste criado é infinitamente mais nobre e mais sublime, ou seja, para amar e servir a Deus nesta vida, e salvar assim tua alma. Se procederes desse modo, que consolo sentirás na hora da morte! Mas, se pelo contrário, não pensares seriamente em servir a Deus, que remorsos não sentirás naquele instante, em que reconhecerás claramente que as riquezas e os prazeres, que tanto procuraste na terra, só serviram para encher de amarguras teu coração, fazendo-te ver o dano que causaram à tua alma! Por isso, meu filho, não queiras ser daqueles que só pensam em satisfazer o corpo com atos, palavras e divertimentos censuráveis; e no fim da vida se encontrarão em grande perigo de perdição eterna. O secretário de um rei da Inglaterra morreu exclamando: “Infeliz de mim! Gastei tanto papel para escrever cartas de meu senhor; e não empreguei sequer uma folha de papel para anotar meus pecados e fazer uma boa confissão!”.
2º - Verás melhor a importância do teu fim se considerares que tua salvação eterna ou tua eterna condenação dependem de ti. Se salvas tua alma, muito bem, serás para sempre; mas se a perdes, perde tudo: alma, corpo, Céu, Deus que é teu fim... E para toda a eternidade serás desgraçado! Não imites a loucura dos desgraçados que dizem: “Vou cometer agora este pecado, mas depois me confessarei”. Não te enganes a ti mesmo com tais palavras, porque o Senhor amaldiçoa o homem que peca na esperança de obter perdão. Lembra-te de que os condenados que estão no inferno tinham a intenção de mais tarde se converter, e apesar disso se perderam por toda a eternidade. Estás seguro de que Deus te concederá tempo para confessares? Quem te garante que não morrais logo depois de pecar e que tua alma não será precipitada imediatamente no inferno? Não achas que seria loucura se te ferisses gravemente, na esperança de encontrar depois um médico que te curasse? Renuncia, pois, ao pensamento enganador de só mais tarde te consagrares ao serviço de Deus; hoje mesmo detesta e abandona o pecado, que é o maior de todos os males e que, desviando-te de teu fim último te priva de todos os bens.
3º - Quero também que conheças um terrível laço de que se serve o demônio para prender e levar à perdição grande número de cristãos: é deixar que se instruam na Religião, mas que depois, não a pratiquem. Sabem perfeitamente que Deus os criou para amá-Lo e servir a Ele; e, no entanto, empregam todo o tempo em lavrar a própria ruína eterna! De fato, quantas pessoas vemos no mundo que pensam em tudo, menos na sua salvação! Se diz a um jovem que frequente aos Sacramentos, que faça um pouco de oração etc, logo responde: “Tenho outras coisas que fazer, tenho que trabalhar, que me divertir...” Ó infeliz! E não tens uma alma para salvar? Quanto a ti, jovem católico que lês estas considerações, não te deixes enganar pelo demônio; promete a Deus que de agora em diante todas as tuas palavras, pensamentos e ações se orientarão para a salvação de tua alma. Grave loucura seria procurares com tanto afinco o que deve acabar em pouco tempo e te esqueceres da eternidade que não tem fim. São Luís de Gonzaga poderia ter gozado de todos os prazeres, honras e riquezas deste mundo, mas renunciou a todos eles dizendo: “De que me servem essas coisas para a vida eterna?”.
Conclui tu também com este pensamento: “Tenho uma alma; se a perco, perco tudo. Ainda que ganhasse o mundo inteiro à custa de minha alma, de que me aproveitaria?” De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier perder sua alma? Se chego a ser um grande homem, um ricaço, se consigo atingir a celebridade como sábio que domina todas as ciências e todas as artes do mundo, mas depois perco minha alma, de que me adiantarão todas essas coisas? A própria sabedoria de Salomão não me valeria de nada se me condenasse. Diz, pois, assim: “Deus me criou para salvar minha alma, e quero salvá-la a todo custo; amar a Deus e salvar minha alma serão a partir de agora, o único objetivo de todos os meus cuidados. Trata-se de ser eternamente feliz ou eternamente desgraçado: devo estar resolvido a perder tudo para me salvar. Meu Deus, perdoai os meus pecados e não permitais que jamais tenha a desgraça de Vos ofender novamente; ajudai-me com vossa santa graça para que Vos possa amar e servir fielmente. Maria, minha esperança, rogai por mim”.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos 

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Mini Sermão – 30 de janeiro de 2016.
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA

B) Coisa que o jovem deve evitar
4º - Evitar os escândalos.
A palavra escândalo significa tropeço, e é chamado escandaloso quem, com suas palavras ou ações, dá aos demais ocasião de ofender a Deus. O escândalo é um pecado abominável, pois rouba a Deus as almas que Ele criou para o Céu e resgatou com o Sangue precioso de Jesus Cristo, e as entrega nas mãos do demônio, enviando-as para o inferno. Por isso, o escândalo pode ser designado como verdadeiro ministro de satanás. Quando o demônio já empregou inutilmente todos os seus ardis para seduzir um jovem, costuma servir-se finalmente dos escândalos.
Com que enorme número de pecados carregam a própria consciência aqueles que escandalizam na Igreja, na rua, no colégio ou em qualquer outro lugar! Quanto maior é o número das pessoas que escandalizam, tanto maior e mais tremenda é sua culpa aos olhos de Deus. E que dizer dos que levam a perversidade até ao ponto de ensinar o mal para as almas inocentes? Ouçam esses desgraçados a sentença que lhes deu um dia o Salvador: “O que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria que lhe pendurassem ao pescoço a pedra de um moinho, e o lançassem ao fundo do mar” (São Mateus 18, 6).
Quantas almas que hoje irremissivelmente se condenam ao inferno, chegariam ao Paraíso se fosse possível eliminar do mundo os escândalos! Evitai, pois, essa raça de criminosos, fugindo deles como do próprio demônio. Uma menina de tenra idade, ouvindo certa vez palavras escandalosas, disse com acerto ao que as proferia: “Fora daqui, diabo maldito! ”
Se vós, meus caros jovens, quereis ser verdadeiros amigos de Jesus e Maria, deveis não só fugir dos escandalosos, mas esforçar-vos por reparar, com o vosso exemplo, o grande mal que eles fazem às almas. Sejam, pois, boas e modestas vossas conversações; sede devotos na Igreja, obedientes e respeitosos para com vossos superiores. Oh! Quantos companheiros vos imitarão, caminhando convosco pela senda do Paraíso! Podeis estar seguros de salvar-vos com eles; porque, como diz Santo Agostinho, o que contribuiu para a salvação de uma alma pode esperar fundadamente que também salvará a própria: se salvaste uma alma, predestinaste a tua própria alma. Esses são os principais perigos de que deveis fugir do mundo, meus queridos jovens, se quereis adotar um teor de vida virtuoso e verdadeiramente cristão.
(Continua)
Paz e Bem.
R. Carlos

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Mini sermão 29 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA

B) Coisa que o jovem deve evitar
3º - Evite as más conversações. Quantos jovens se encontram no inferno por terem caído em, mas conversações! São Paulo pregava já essa verdade, quando dizia que as coisas impuras não deviam nem sequer nomear-se entre os cristãos, pois, são a ruína dos bons costumes; as más palavras corrompem os bons costumes. Comparai vossas conversas a uma comida deliciosa; por mais bem preparada que ela seja, se cai nela uma gota de veneno, basta isso para matar os que a comem. O mesmo acontece com as conversações obscenas; uma palavra, um gesto, uma brincadeira basta por vezes para ensinar o mal a um jovenzinho, e até por vezes a muitos que, tendo vivido até então como inocentes cordeiros, perdem a graça de Deus e se convertem em desgraçados escravos de satanás. Alguém poderá dizer: “Já sabemos as funestas consequências das conversas impuras; mas, o que fazer? Estamos numa escola, numa loja, num negócio ou num emprego onde temos que trabalhar, e ali ouvirmos tais conversas”. Sei muito bem, meus caros jovens, como são esses lugares; e por isso quero vos dar uma norma de conduta para que possais sair da dificuldade sem ofender o Senhor. Se os que têm más conversas são vossos inferiores, repreendei-os severamente. Se não podeis fazê-lo por causa de sua posição, procurai afastar-vos deles; e se isso não for possível evitai completamente de tomar parte na conversa deles, nem falando nem sorrindo; e, dirigindo-vos a Nosso Senhor, dizei-Lhe internamente: “Meu Jesus. Misericórdia!”.  Se, apesar de todas essas precauções, ainda vos sentir em perigo de ofender a Deus, eu vos darei o conselho de Santo Agostinho, que diz: “Foge, se queres cantar vitória”. É melhor fugir, abandonar o posto, a escola, o emprego e o trabalho, até mesmo sofrer todos os males do mundo, antes que permanecer entre pessoas que põem em perigo a salvação da tua alma; porque, como diz o Evangelho, mais vale ser pobre e desprezado, mais vale que nos cortem os pés e as mãos, que nos arranquem os olhos, e chegar assim no Céu, do que possuir tudo o que desejamos no mundo e nos perdemos eternamente. Provavelmente falarão e se rirão de vós, mas não importa, pois, chegará um dia em que as brincadeiras e as palavras dos ímpios serão trocadas por lágrimas no inferno, e os desprezos que sofreram os bons se transformarão em eterna alegrias no Paraíso: “A vossa tristeza há de converter-se em alegria” (São João 16, 20). Convencei-vos, ademais, de que vossa retidão obrigará os próprios que vos desprezam a reconhecer vossa sensatez, e por fim ficarão em silêncio. Ninguém se atrevia a pronunciar palavras desonestas na presença de São Luís de Gonzaga; e se ele se aproximava no momento em que se proferia alguma, cortavam toda aquela conversação dizendo: “Silêncio, está chegando Luís”.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 28 de janeiro de 2016 
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA
B) Coisa que o jovem deve evitar
2º - Evitar as más companhias.
Há três tipos de companheiros: uns são bons; outros são maus; e outros, por fim, não são nem uma coisa nem outra. Deveis procurar a amizade dos bons, a qual só vos trará vantagens; evitai absolutamente os maus; quanto aos últimos, tratai-os quando for necessário, mas evitando toda a familiaridade.
Como reconhecer os maus amigos? Prestai atenção, meus filhos, e logo sabereis quais são eles. Todos os que não se envergonham de manter na vossa presença conversações obscenas e de pronunciar palavras de duplo sentido ou escandalosas; os que mantém ou fazem murmurações; os que proferem juramentos, imprecações e blasfêmias; os que procuram vos afastar da piedade; os que vos aconselham o roubo, a desobediência a vossos pais e o esquecimento de vossos deveres – todos esses são péssimos amigos, servidores de satanás, e deles deveis fugir mais do que da peste ou do próprio demônio. Ah! Meus caros, com lágrimas nos olhos vos suplico que detesteis e eviteis semelhantes companhias. Ouvi a voz do Senhor, que diz: “Aquele que anda com os sábios será sábio; e o amigo dos insensatos tornar-se-á semelhante a eles” (Provérbios 13, 20). Fugi de um mau companheiro “como da vista de uma serpente venenosa” (Eclesiástico 21, 2).
Em resumo, se vos unis aos bons, eu vos asseguro que ireis com eles ao Paraíso; pelo contrário, se vos juntais aos maus, sereis desgraçados e acabareis por perder irreparavelmente a alma. Alguém talvez dirá: “São tantos os maus companheiros, que seria preciso abandonar o mundo para fugir deles”. Eu bem sei que os maus companheiros são numerosos, e precisamente por isso vos recomendo com tanta insistência que fujais deles. E se por esse motivo ficais isolados, felizes de vós, pois tereis como companheiros a Nosso senhor Jesus Cristo, à Santíssima Virgem e ao Anjo da Guarda. Haveria melhores amigos do que esses? Podeis, não obstante, ter bons amigos, e os encontrareis entre aqueles que frequentam a confissão e a Comunhão, que comparecem à Igreja, que com suas palavras e exemplos vos animam ao cumprimento de vossos deveres e vos afastam de tudo o que pode ofender a Deus. Estreitai relações com eles, e obtereis grande proveito. Davi e Jônatas chegaram a ser bons amigos, com vantagens recíprocas, porque se animavam mutuamente na prática da virtude. 
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 27 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA
B) Coisa que o jovem deve evitar

1º - Evitar o ócio. Um grande laço que o demônio estende para a juventude é o ócio, origem funesta de todos os vícios. Convencei-vos, pois, caríssimos, de que o homem nasceu para o trabalho, e quando foge dele, está fora de lugar e corre grande risco de ofender a Deus. O ócio é, segundo o Espírito Santo, o pai de todos os vícios; e o trabalho o combate e vence a todos. O maior tormento dos condenados, no inferno, é pensar que perderam o Céu por terem passado no ócio a maior parte do tempo que Deus lhes tinha dado para se salvarem.
Pelo contrário, os bem-aventurados no Paraíso têm o maior consolo em se lembrarem de que um pouco de tempo empregado no serviço de Deus lhes valeu a eterna felicidade. Não, pretendo, é claro, que vos ocupeis desde a manhã até a noite sem descanso algum; só quero o vosso bem, e de bom grado aceito diversões razoáveis em que não haja ofensa a Deus.
Mas, sempre recomendo preferir as distrações que possam ser de utilidade, como por exemplo o estudo da História ou da Geografia, as artes, os trabalhos manuais etc. Com isso podeis vos distrair, e ao mesmo tempo adquirir conhecimentos úteis e contentar vossos superiores. Podeis também divertir-vos com jogos e entretenimentos lícitos, úteis para recrear o espírito e o corpo; mas não tomeis parte neles sem antes ter pedido a devida licença. São preferíveis os jogos que requerem agilidade e destreza corporal, por serem os mais convenientes para a saúde. Ao jogá-los evitai os enganos, as trapaças, as pequenas fraudes, os gestos brutos, as palavras que produzem discórdias e ofendem a vossos companheiros. Tanto no jogo como na conversação ou no cumprimento de qualquer dever, levantai de quando em quando o vosso coração a Deus e oferecei tudo para sua maior honra e gloria, como recomenda o Apóstolo São Paulo. São Luiz de Gonzaga foi interrogado certa vez, enquanto brincava alegremente com seus amigos, o que faria se lhe aparecesse um Anjo e avisasse que quinze minutos depois deveria comparecer diante do triunfal de Deus. O Santo respondeu sem vacilar que continuaria brincando, e acrescentou: “Tenho certeza, de com estes divertimentos, estar fazendo a vontade do Senhor”. O que vos recomendo instantemente, em vossos passatempos e recreios, é fugir dos maus companheiros como da peste.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão 26 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA

A) Coisas que o jovem deve fazer
6º - O jovem na escolha do estado de vida.
Deus, em seus eternos desígnios, destina a cada pessoa um estado de vida, e lhe dá as graças necessárias para esse estado. Em tão fundamental escolha, o católico deve procurar conhecer a vontade de Deus, imitando a Jesus Cristo, que declarava ter vindo à terra para cumprir a vontade do Eterno Pai.
É de suma importância, meus filhos, que procureis ver bem claramente, a fim de que não assumir obrigações que não sejam aquelas que o Senhor vos destina. Deus manifestou a algumas almas, de modo particular e extraordinário, o estado, a que as chamava. Não pretendais tanto, mas consolai-vos com a certeza de que o Senhor vos há de orientar no reto caminho pelos meios comuns de sua divina providência, desde que, da vossa parte, não descuideis dos meios oportunos para uma prudente decisão.
Um desses meios é passar na inocência a infância e a adolescência, ou pelo menos reparar com verdadeira penitência os anos vividos no pecado. Outro meio poderosíssimo é a oração humilde e perseverante. Convém, como São Paulo, perguntou ao Senhor o que Ele quer que façamos, ou dizer, como Samuel: “Falai, Senhor, que vosso servo escuta” (1º Livro de Samuel 3, 10); ou como o Salmista: “Ensinai-me (a fazer vossa vontade), porque sois Vós o meu Deus” (Salmo 24, 5); ou qualquer outra oração do gênero.
Quando estiver chegando a hora da resolução, recorrei a Deus com mais fervorosas orações, oferecei por essa intenção vossas orações durante a Santa Missa, assim como a comunhão e alguma novena ou tríduo; praticai também algum sacrifício ou visitai algum santuário.
Recorrei igualmente a Maria, que é a Mãe do Bom Conselho; a São José, seu esposo, que sempre foi fidelíssimo às ordens divinas; ao Anjo da Guarda e a vossos Santos protetores. Seria muito louvável antes de tomar uma decisão tão importante, fazer exercícios espirituais ou um dia de retiro. Deveis ter o propósito de seguir a vontade de Deus aconteça o que acontecer, ainda que os mundanos desaprovem tal determinação. Se vossos pais ou outras pessoas de autoridade quiserem desviar-vos do caminho para o qual Deus vos chama, recordai-vos que antes se deve obedecer a Deus que aos homens.  Não esqueçais nunca que deveis respeito e amor aos vossos superiores, e por isso vos recomendo que em vossas palavras e ações sempre vos porteis com eles com humildade e mansidão, mas sem prejudicar por causa deles os supremos interesses da vossa alma. Pedi conselho acerca do modo como proceder, e sobre tudo confiais naquele que tudo pode. Consultai pessoas piedosas e sábias, e especialmente vosso confessor, declarando-lhe com simplicidade a situação e as disposições em que vos encontrais.
Quando São Francisco de Sales manifestou aos pais que Deus o chamava para o sacerdócio, lhe responderam que, sendo ele o primogênito da família, devia ser seu apoio e sustentáculo; que sua inclinação para o estado eclesiástico era somente efeito de uma devoção desequilibrada; e que ele poderia santificar-se facilmente, ainda que vivesse no século. Para mais obrigá-lo a seguir sua intenção, propuseram-lhe um casamento nobre e muito vantajoso; mas nada pôde dissuadi-lo do seu santo propósito.   Constante e firme, antepôs a vontade de Deus à de seus pais, embora os amasse e respeitasse muito, e preferiu renunciar a toda vantagem temporal antes que deixar de corresponder à graça da vocação. Os pais, ainda que tivessem objetivos menos corretos, eram pessoais piedosas e acabaram por se alegrar com a resolução do filho.
(Continua)
Paz e Bem
R. Carlos

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Mini Sermão - 25 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA
A) Coisas que o jovem deve fazer
5º - Conselhos aos jovens que pertencem a alguma congregação. Se tendes a felicidade de pertencer a alguma congregação ou associação Católica, procurai cumprir com fidelidade e exatidão seu regulamento. Tende profundo respeito pelos superiores, sem cuja permissão jamais deveis vos ausentar. Se chegais a uma igreja antes da hora das sagradas funções, ficai com compostura e em silêncio. Se cantais salmos ou louvores ao Senhor, procurai fazê-lo com alegria de coração e recolhimento de espírito. Se vos confessais e recebeis a santa Comunhão, fazei-o na capela da vossa congregação, porque isso contribuirá muito para dar bom exemplo e animará os outros a frequentar os santos Sacramentos. A comunhão Pascal, entretanto, é melhor fazê-la em vossa própria paróquia, será conveniente, ademais, algumas outras vezes receber os Sacramentos em vossa paróquia, se não for grande o incômodo, para dar bom exemplo aos demais e para vos manterdes unidos ao vosso pároco. Se na vossa congregação há jogos e divertimentos honestos, tomai parte neles; mas evitai disputas com os demais, brincadeiras pesadas, alcunhas, manifestações de descontentamento com diversões que vos proporcionem. Se notardes algo que não seja conveniente, dizei-o discretamente ao superior para que ele impeça o mal que daí possa resultar. Será muito louvável saber contar episódios ou exemplos edificantes, para os demais companheiros. Sede sempre sinceros em vossas palavras, e nunca mintais; pois com a mentira, além de ofender a Deus perdereis a estima de vossos superiores e amigos. Eu vos recomendo também que tenhais confiança filial no diretor, consultando-o sobre as vossas dúvidas de consciência. Guardai também grande respeito pelos demais superiores, especialmente se forem sacerdotes; manifestai sinais de respeito quando passais por eles e respondei as suas perguntas com palavras sinceras e humildes. Os que receberem algum encargo, como cantor, assistente etc, devem se empenhar em ser modelos em tudo o que se relaciona com as práticas de piedade. Por fim, recomendo-vos a todos a maior exatidão na observância do regulamento, estimulando-vos empenhadamente a ser devotos, modelos e pontuais no cumprimento de vossos deveres religiosos.
(Continua)
Paz e Bem
R. Carlos

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Mini Sermão – 24 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA
A) Coisas que o jovem deve fazer
4º - Devoção a Maria Santíssima.
A devoção a Maria Santíssima é uma grande defesa para vós, caros jovens. Ouvi a voz dessa boa Mãe que vos diz: “Quem é pequeno, que venha a mim” (Provérbios 9, 4). Ela nos assegura que, se formos devotos d’Ela, nos colocará no número dos seus filhos, nos cobrirá com seu manto, nos cumulará de bênçãos neste mundo e nos dará o Paraíso no outro. “Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna” (Eclesiástico 24, 31). Amai, pois, essa vossa Mãe celestial; recorrei a Ela de coração, na certeza de que vos serão concedidas todas as graças que Lhe pedirdes, desde que não redundem em prejuízo de vossas almas. Deveis, ademais, pedir com perseverança três graças especiais, que são de absoluta necessidade para todos, e particularmente para os jovens.   A primeira é que Ela vos ajude a não cometer nenhum pecado mortal em toda a vossa vida. Sabeis que significa cair em pecado mortal? Significa renunciar ao título de filho de Deus, para ser escravo de Satanás; significa perder aquela beleza que ante os olhos de Deus nos torne belos como Anjos, para ser horríveis como os demônios; significa perder todos os méritos já adquiridos para a vida eterna. Ou seja, estar suspenso por um fio fragílimo sobre o abismo do inferno; ou seja, ainda proferir uma enorme injuria à Bondade infinita – o que é o maior mal que se possa imaginar.
Ainda que Maria Santíssima vos obtivesse muitas graças de nada serviriam elas se não vos conseguisse a graça de não cair em pecado mortal. Isso deveis implorar-Lhe dia e noite, em todos os vossos exercícios de piedade.
A segunda graça especial que se deve pedir à Virgem é a de conservar a preciosa virtude da pureza, de que já vos falei. O jovem que a conserva tem semelhança com os Anjos do Paraíso, e por isso seu Anjo da Guarda o olhará como irmão e se alegrará na sua companhia. E já que tenho grande empenho em que todos vós conserveis essa bela virtude, vou indicar-vos mais alguns meios a fim de preservá-la de qualquer veneno que possa contaminá-la. Antes de tudo, não tenhais familiaridade com pessoas de sexo diferente, ou ao menos tratai com elas o menos possível. Estou sendo bem claro; rapazes não devem contrair familiaridades com moças, se não quiserem expor a bela virtude a grande perigo. Outro meio dos mais eficazes para a conservação dessa virtude é vigiar os sentidos. Deveis também evitar todo o excesso no comer e no beber, afastar-vos dos teatros, bailes e outras diversões semelhantes, que são a ruína dos bons costumes.
Vigiai especialmente sobre vossos olhares, que são as janelas por onde o pecado entra nos corações, e faz que o demônio se apodere das almas. Não vos detenhais jamais a comtemplar, ainda que rapidamente, qualquer coisa que seja contrária à modéstia. São Luís Gonzaga era tão dedicado nesse ponto que nem consentia que se vissem seus pés descobertos ao deitar ou se levantar. Quando perguntaram a Domingos Sávio, jovenzinho que viveu nesta casa do Oratório, porque era tão recatado nos olhares, respondeu: “Resolvi não fitar o rosto de mulher alguma para fixar pela primeira vez minha vista, se for digno disso, no belíssimo rosto de Maria Santíssima a Mãe da pureza”.
A terceira graça que deveis pedir à Imaculada Virgem Maria é a de sempre estar afastados da companhia dos que têm conversações livres ou obscenas, que tratam de coisas que não ousariam dizer na presença de seus pais ou superiores.
Afastai-vos deles ainda quando forem amigos ou parentes, pois vos asseguro que sua companhia pode ser mais prejudicial às vossas almas que a de um demônio. Felizes de vós, meus caros filhos, se fugirdes da companhia dos maus. Estareis então seguros de caminhar pela senda do Paraíso, de outra forma, correreis grave risco de vos perder para sempre. Quando encontrais algum companheiro que professe blasfêmias e despreze a Religião, que procura afastar-vos do serviço de Deus, que diz coisas que não deve ou que é imodesto, fugi dele como da peste. Quanto mais puros forem vossos olhares e vossas palavras, tanto mais agradareis à Virgem Maria, e maiores dons Ela vos obterá de seu divino Filho, nosso Redentor Jesus Cristo.
Essas são as três graças mais necessárias na vossa idade. Mas, que obséquio oferecereis a Maria para obtê-las? Se possível, rezai o santo Rosário, ou pelo menos não esqueçais nunca de rezar diariamente três Ave-Marias e três Glorias ao Pai, com a jaculatória “Mãe querida, Virgem Maria, fazei com que eu salve minha alma! ”
Com essas três graças chegareis a ser homens respeitáveis na idade madura e a obter a glória eterna, que Maria concede certamente a seus devotos.
(Continua) 
Paz e Bem!
R. Carlos 

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Mini Sermão - 23 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA
A) Coisas que o jovem deve fazer
3º. Como conservar a mais bela das virtudes. Toda virtude nos jovens é um precioso adorno que os torna amados por Deus e pelos homens. Mas, a rainha de todas as virtudes, a virtude angélica, a santa pureza, é um tesouro de tal valor, que os jovens que as possuem se tornam semelhantes aos Anjos do Céu, embora ainda sejam mortais na terra. “Serão como os Anjos de Deus no Céu”, diz nosso Divino Salvador (São Mateus 22, 30). Essa virtude é como o eixo em torno do qual se reúnem e se conservam todos os bens; se, por desgraça, se perder, todas as outras virtudes estarão perdidas. “Todos os bens me vieram com ela”, diz o Senhor (Livro de Sabedoria 7, 11). Mas, essa virtude, caros jovens, que vos torna como outros tantos Anjos do Céu, virtude muito querida por Jesus e Maria, é sumamente invejada pelo inimigo das almas, que costuma dar terríveis assaltos para vos fazê-la perder, ou pelo menos manchar. Por isso, eu vos sugiro algumas regras, à maneira de armas, mediante as quais certamente conseguireis conservar tal virtude e afugentar o inimigo tentador. A principal é a vida recolhida. A pureza é um diamante de grande valor; quem expõe um tesouro à vista do ladrão, corre grave risco de ser assassinado. São Gregório Magno declara que deseja ser roubado aquele que leva seu tesouro à vista de todo o mundo.  Acrescentai à vida recolhida a frequência à confissão sincera e à comunhão fervorosa, fugindo também dos companheiros que, por obras ou palavras, menosprezam essa virtude. Para prevenir os assaltos do inimigo infernal, lembrai-vos do que disse nosso Divino Salvador: “Esse gênero de demônios (caso, as tentações contra a pureza) não são expulsos senão com o jejum e a oração” (São Mateus 17, 21). “Com o jejum”, quer dizer com a mortificação dos sentidos, refreando os maus olhares e o vício da gula, fugindo do ócio e da moleza, e só dando ao corpo o repouso estritamente necessário. Jesus Cristo também nos recomenda que recorramos à oração fervorosa, mas feita com fé, não cessando de rezar até que a tentação seja vencida.  Tendes ademais armas formidáveis nas jaculatórias, invocando os Santos Nomes de Jesus, Maria e José. Rezai com frequência: “Meu Jesus, misericórdia. Meu Jesus, salvai-me. Ó Maria concebida sem pecado, rogai por mim, que recorro a Vós. Maria auxílio dos cristãos, rogai por mim. Doce Coração de Maria, sede a minha salvação. Sagrado Coração de Jesus, não quero mais ofender-Vos”. Convém também beijar o santo crucifixo, a medalha ou o escapulário da Santíssima Virgem. Se todas essas armas não forem suficientes para afastar a tentação maligna, recorrei à arma invencível da presença de Deus; estamos nas mãos de Deus que tudo vê e que, como Senhor absoluto de nossa vida, pode fazer-nos morrer de repente; como nos atreveremos a ofendê-Lo diante de sua própria presença? O patriarca José, cativo no Egito, foi provocado a cometer uma ação infame, mas imediatamente respondeu: Como posso cometer esse pecado, na presença do meu Deus? E vós podereis acrescentar; como posso deixar-me induzir a esse pecado na presença de meu Criador, do meu Salvador, daquele Deus que pode num instante castigar-me com a morte, como fez com o primeiro que cometeu esse pecado?  Parece-me impossível não vencer as tentações recorrendo nas horas de perigo à presença de Deus. 
(Continua) 
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão 22 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA
A) Coisas que o jovem deve fazer
2º Remédios para as astúcias que o demônio usa para enganar a juventude.
O primeiro laço que o demônio costuma estender para arruinar vossa alma é insinuar em vós a falsa ideia de que não podeis continuar pelos 80 anos que esperais viver, a difícil trilha da virtude, afastados de todos os prazeres. Quando o demônio insinuar isso, respondei: “Quem me garante que chegarei até essa idade? Minha vida está nas mãos do Senhor e pode ser que hoje mesmo seja o último dia de minha existência. Quantos da mesma idade que eu, estavam saudáveis, alegres e contentes, e no dia seguinte já eram levados para o sepulcro! Quantos companheiros meus foram afastados deste mundo na flor da juventude! Não poderia acontecer-me o mesmo?” E ainda que devêssemos trabalhar aqui muitos anos no serviço do Senhor, por acaso não seremos recompensados abundantissimamente com uma eternidade de glória e felicidade no Paraíso? Por outro lado, vemos que aqueles que vivem na graça de Deus estão sempre alegres e conservam paz e serenidade de espírito até nas horas de aflição; e sucede exatamente o contrário com os que se entregam aos prazeres, pois vivem nervosos, intranquilos e quanto mais se esforçam para encontrar a paz em seus divertimentos, mais se sentem infelizes: “Não há paz para os maus, diz o Senhor” (Isaías 57, 21).
Talvez algum de vós alegue: “Somos jovens; se nos pomos a pensar na eternidade e no inferno, nos entristeceremos e acabaremos com a cabeça transtornada”. Não nego a ideia de uma eternidade desgraçada com um suplício que jamais acabará ponha medo e espanto a qualquer pessoa. Mas, dizei-me: se vos transtorna a cabeça só a ideia de cair no inferno, o que será cair de fato nele? Então, mais vale pensar nele agora do que cair nele mais tarde; porque é evidente que, se meditarmos nele como devemos, saberemos evitá-lo.
Ademais, se o pensamento do inferno é aterrador, também é verdade que a esperança do Paraíso, onde se gozam todos os bens, nos cumula de consolação. Por isso, os Santos enquanto pensavam seriamente na eternidade das penas, viviam com grande alegria, na firme confiança de que Deus os ajudaria a evitá-las, e lhes daria um dia posse da recompensa eterna preparada para seus fiéis servidores. Coragem, pois, meus caros! Experimentai servir ao Senhor, e vereis como é doce e suave o seu serviço e como Ele inundará vosso coração de contentamento, nesta vida e na eternidade!
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 21 de janeiro de 2016 
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS DE PERSEVERANÇA - A) Coisas que o jovem deve fazer 
1º Conduta que deve observar nas tentações. Desde vossa mais tenra idade, queridos jovens, o demônio procura fazer-vos cair no pecado, para escravizar vossa alma e torná-la inimiga de Deus. Por isso, deveis vigiar continuamente para não cair no momento de tentação, ou seja, quando o demônio vos incitar a fazer o mal. É de muita utilidade, para vos perseverar das tentações, afastar-vos das ocasiões de pecado, das conversas escandalosas, dos espetáculos onde não se vê nada de bom e onde sempre há perigo de grave prejuízo para a alma. Procurai estar sempre com alguma ocupação, trabalhando ou estudando. Ou então desenhando, cantando ou tocando algum instrumento; e quando não sabeis o que fazer, diverti-vos com algum jogo inocente ou lendo algum livro bom, mas sempre com a permissão de vossos pais ou superiores. “Procura, diz São Jerônimo, que o demônio nunca te encontre desocupado”. Quando sentires que estais sendo tentados, não permitais que a tentação se apodere de vosso coração; pelo contrário, fazei logo algo para afastar-se dela, trabalhando ou rezando. Se ela continuar, fazei o sinal de Cruz e beijai algum objeto religioso, dizendo: “Maria, auxílio dos cristãos, rogai por mim”; ou então: “São Luís de Gonzaga, fazei com que nunca ofenda o meu Deus”. Eu vos indico especialmente esse Santo porque ele foi proposto pela Igreja como modelo e protetor da juventude. Para vencer as tentações, ele fugia de todas as ocasiões de pecado, jejuava frequentemente a pão e água. Disciplinava-se de tal maneira que suas roupas, as paredes e o piso de seu quarto ficavam salpicadas com seu sangue inocente. Foi assim que ele obteve completa vitória sobre todas as tentações; também vós a obtereis se procurais imitá-lo, pelo menos na mortificação dos sentidos e especialmente na modéstia, e se o invocais de coração na hora das tentações.
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos
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Mini Sermão - 20 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS NECESSÁRIOS PARA UM JOVEM ADQUIRIR A VIRTUDE
Sexto - Boas Leituras e Palavra de Deus. Além do tempo destinado às orações da manhã e da noite, eu vos aconselho que dediqueis algum tempo à leitura de livros que tratem de coisas espirituais. Grandes vantagens vossa alma obterá com a leitura de livros espirituais; e maior será o vosso merecimento aos olhos de Deus se contais a outros o que ledes, ou se fizerdes a leitura em sua presença, sobretudo se for para as pessoas que não sabem ler. Se vos recomendo a leitura dos bons livros, devo também vos recomendar encarecidamente que fujais, como da peste, dos maus livros e das más publicações. Os livros, jornais ou impressos em que a religião e a moral são menosprezadas, lançai-os ao fogo como faríeis com o veneno. Imitai os cristãos de Éfeso, que logo que ouviram de São Paulo o mal que produziram tais livros, apressaram-se a levá-los à praça pública, e fizeram com eles uma fogueira, preferindo que antes caíssem os livros no fogo do que suas almas ao inferno. Nosso corpo se debilita e morre se não o alimentarmos; do mesmo modo nossa alma perde o vigor se não lhes damos aquilo de que ela necessita; o alimento da alma é a Palavra de Deus, quer dizer, a pregação e a explicação do Evangelho, o Catecismo. Apressai-vos, pois, a ir logo à Igreja; permanecei nela com a maior atenção e aproveitai-vos dos conselhos que vos sejam úteis. É muito conveniente e até necessário para vós a assistência ao Catecismo. Não vos escuseis dizendo que já fizeste a Primeira Comunhão; pois mesmo depois dela tendes necessidade de sustentar a alma, como alimento diariamente o corpo; e se privais desse alimento espiritual, ela ficará exposta a grandes males. Quando ouvirdes a Palavra de Deus, evitai as sugestões do demônio que vos engana dizendo-vos: “Isto o pregador está dizendo por causa de fulano, ou de sicrano”. Não, meus caros filhos! O pregador se dirige a cada um de vós, e quer que apliqueis a cada um de vós as verdades que está expondo. Além do mais, se um conselho não servir para vos corrigir de algo que tenhais feito no passado, ele servirá para vos preservar de cair no futuro. Quando ouvirdes a Palavra de Deus, tratai de recordá-la durante o dia; e a noite, antes de vos deitardes, parai um pouco refletindo no que foi ouvido; desse modo tirareis grande proveito para a alma. Também vos recomendo cumprir os deveres religiosos, na medida do possível na vossa própria paróquia, pois, o pároco é a pessoa destinada especialmente por Deus para cuidar de vossa alma. 
(Continua)
R. Carlos

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Mini Sermão - 19 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS NECESSÁRIOS PARA UM JOVEM ADQUIRIR A VIRTUDE
Quinto - Respeito às igrejas e aos cultos religiosos. A obediência e o respeito que deveis ter para com os superiores deve estender-se às igrejas e a todos os atos de religião. Como Católicos, devemos venerar tudo o que se relaciona com o Templo do Senhor; que é um lugar santo e casa de oração. Qualquer pedido que fazemos a Deus na Igreja, se é para o bem de nossas almas, estejamos seguros de que será atendido: “Todo o que pede, recebe” (São Mateus 7, 8). Que glória dareis a Jesus Cristo, meus amados filhos, e que bom exemplo aos fiéis, se ali vos mantiverdes com devoção e recolhimento! Quando São Luís ia à Igreja todos saíam a vê-lo, e ficavam edificados por sua piedade e compostura. Quando chegais à Igreja, entrai nela sem correr nem fazer ruído, fazei o sinal da cruz com água benta: e, de joelhos, adorai a Santíssima Trindade rezando três Glórias ao Pai. Enquanto não começam os santos ofícios, podeis rezar as sete alegrias de Maria ou fazer qualquer outro exercício de piedade. Na Igreja, nunca deveis rir ou conversar sem necessidade; basta às vezes um sorriso, ou uma palavra, para dar mau exemplo e distrair os que nos rodeiam. Santo Estanislau Kostka ficava na Igreja com tal recolhimento que frequentemente nem ouvia quando o chamavam, e houve uma ocasião com que seus criados tiveram que tocá-lo para adverti-lo de que já era hora de voltar para casa. Recomendo-vos ademais muito respeito para com os sacerdotes e religiosos; recebei com veneração os seus conselhos, saudai-os com reverência ao encontrá-los, e tende cuidado especial de não os ofender com atos ou palavras. Lembrai-vos do terrível castigo dado por Deus aos meninos que zombavam do profeta Eliseu: quarenta deles foram destroçados por ursos ferozes que saíram de um bosque vizinho. Quem não respeita os ministros do senhor deve esperar castigo muito severo. Imitai a Luís Comollo que dizia: “Do ministro sagrado, ou se fala bem, ou então se cala”. Por fim, lembro que não vos deveis envergonhar de vossa fé, ainda quando fora da Igreja; assim, quando passais diante de uma Igreja ou de alguma imagem de Maria Santíssima ou de outro Santo, fazei publicamente um sinal de vossa reverência. Desse modo vos mostrareis bons católicos, e o senhor vos cumulará de bênçãos pelo exemplo salutar dado ao próximo. 
(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos
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Mini Sermão 18 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS NECESSÁRIOS PARA UM JOVEM ADQUIRIR A VIRTUDE
Quarto - A primeira virtude de um jovem é a obediência aos pais e superiores. A planta nova, ainda quando colocada num jardim bem cultivado, tem necessidade de apoio para se desenvolver convenientemente. Assim também vós, meus caros jovens, certamente fraquejareis diante do mal se não vos deixardes guiar pelos que estão encarregados da vossa educação e do bem da vossa alma. Deveis obedecer com exatidão a vossos pais e àqueles que fazem às vezes deles: “Honra a teu pai e tua mãe, e terás longa vida sobre a terra”, diz o Senhor (Êxodo 20, 12). Mas, honrá-los como? Obedecendo, respeitando e proporcionando a eles a assistência devida. Obedecer: para cumprir inteiramente esta primeira obrigação, é preciso que, quando vos ordenarem alguma coisa, a façais prontamente sem demostrar descontentamento; longe de vós ser como os que dão manifestações de descontentamento, fazendo sinais com a cabeça ou, o que é ainda pior, respondendo com insolência. Esses injuriam seus pais e o próprio Deus, que se serve dos pais para manifestar-lhes sua vontade. Nosso Salvador, ainda que onipotente, quis ensinar-vos a obedecer, submeter-se em tudo à Santíssima Virgem e a São José, e ao praticar o humilde oficio de carpinteiro: “E era-lhes submisso” (Lucas 2, 51). Mais tarde, para obedecer ao Pai celestial, ofereceu-Se a morrer na Cruz e a sofrer os mais cruéis tormentos: “Fez-se obediente até a morte, e morte de cruz”. (Filipenses 2,8). Deveis, da mesma forma, respeitar muito a vosso pai e a vossa mãe; nada façais sem sua permissão, e não vos mostreis impacientes em sua presença, guardando-vos de por a nu os seus defeitos. Nada fazia São Luiz Gonzaga sem permissão: quando os pais dele não estavam em casa, solicitava-a até aos próprios domésticos. O jovem Luís Comollo, viu-se um dia obrigado, sem culpa, a permanecer fora de sua casa mais tempo do que lhe tinha sido concedido; ao voltar, pediu humildemente perdão aos pais, derramando lágrimas por aquela desobediência involuntária. Deveis, por fim, prestar assistência a vossos pais em suas necessidades, servindo-os em casa, na medida do possível, e entregando-lhes o dinheiro ou os presentes que vos façam, para empregá-los segundo achem melhor. Deveis, ademais, rogar todos os dias por eles, para que Deus lhes conceda os bens espirituais e temporais de que necessitam. O que digo aqui de vossos pais, deve aplicar-se também a todos os superiores, eclesiásticos ou leigos, e aos mestres, dos quais recebereis com humildade e respeito todas as instruções, conselhos e correções; porque em tudo o que vos mandam não procuram senão o vosso maior bem: ademais, obedecendo a eles, obedeceis ao próprio Jesus Cristo e à Santíssima Virgem. Eu vos recomendo de todo o coração duas coisas: a primeira é que sejais sinceros com os superiores, nunca lhes ocultando vossas faltas com dissimulação, e ainda menos negando tê-las cometido. Dizei sempre com franqueza a verdade, porque a falsidade, além de ofender a Deus, vos torne filhos do demônio, príncipe da mentira, e vos fará perder a honra e a reputação quando vossos superiores e companheiros descobrirem a verdade. A segunda é que torneis por regra de conduta os conselhos e advertências desses mesmos superiores. Felizes de vós se assim o fizerdes! Passareis uma vida feliz porque todas as vossas ações serão sempre boas, e darão bom exemplo ao próximo. Concluo, dizendo-vos que o jovem obediente chegará a ser santo; pelo contrário, o desobediente vai por um caminho que o conduzirá à perdição.

(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos
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Mini Sermão – 17 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS NECESSÁRIOS PARA UM JOVEM ADQUIRIR A VIRTUDE
Terceiro - A salvação da alma depende habitualmente dos tempos em que se é jovem. Dois lugares preparados para nós na outra vida: para os maus, o inferno, onde se sofre todo o tipo de males; e para os bons o paraíso, onde se gozam de todos os bens. Mas o Senhor vos adverte que, se começais a ser bons desde a juventude depois o sereis durante toda a vida, e Deus premiará vossas boas obras com uma eternidade de glória. Pelo contrário, o que tem má vida na juventude, continuará geralmente assim até à morte, indo parar inevitavelmente no inferno. Por isso, quando homens de idade avançada são dados aos vícios da embriaguez, do jogo ou da blasfêmia; podeis crer, em geral, que adquiriram esses maus hábitos na juventude: “O homem segue na velhice o mesmo caminho que empreendeu na sua adolescência, e não se afastará dele” (Provérbios 22, 6). Ah! Meu filho, diz o Senhor, “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua juventude” (Eclesiastes 12, 1). Em outra passagem das Sagradas Escrituras louva o homem que desde a sua adolescência cumpriu os mandamentos: “É bom para o homem ter levado o jugo desde a sua mocidade” (Lamentações 3, 27). Os Santos conheceram esta verdade, e de modo especial Santa Rosa de Lima e São Luís de Gonzaga, que começaram a servir ao Senhor desde tenra idade, e mais tarde, já adultos, não encontravam prazer senão nas coisas que concerniam ao serviço de Deus, e chegaram assim a ser grandes santos. O mesmo se pode dizer do jovem Tobias, que foi desde a primeira juventude obediente e submisso à vontade de seus pais, e depois da morte destes prosseguiu uma vida de virtude exemplar até o fim de seus dias. Dirão alguns: “Se começarmos tão cedo a servir a Deus nossa vida será bem triste”. Respondo que isso não é verdade. Muito pelo contrário! Tal coisa acontece somente aos que servem ao demônio; esses, ainda quando se esforçam por parecer alegres, sentem no coração o remorso por terem ofendido a Deus e uma voz que lhe diz: “És desgraçado, porque és inimigo do teu Deus”. Quem mais afável e jovial do que São Luís de Gonzaga? Quem mais risonho e alegre do que São Felipe Neri ou São Vicente de Paulo? Não obstante, suas vidas foram um exercício contínuo das mais sublimes virtudes. Coragem, pois, meus caros: começai logo a praticar a virtude, e eu vos asseguro que tereis sempre o coração alegre e contente, e conhecereis como é doce e suave servir ao Senhor. 

(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos
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Mini Sermão 16 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS NECESSÁRIOS PARA UM JOVEM ADQUIRIR A VIRTUDE
Segundo - Deus ama de um modo especial os jovens já que fomos criados para o paraíso. Queridos jovens, devemos orientar todas as nossas ações para esse grande objetivo. A eterna recompensa ou o terrível castigo que nos esperam devem mover-nos a isso: mas, o que mais nos há de impulsionar e amar e servir a Deus é o amor infinito que Ele nos tem. É verdade que Ele ama a todos os homens, por serem eles obra de suas mãos; entretanto, professa um afeto especial aos mais jovens, encontrando neles seu comprazimento: “achando as minhas delícias em estar com os filhos dos homens” (Provérbios 8, 31). Deus vos ama porque estais em condições de fazer muitas obras boas em vossa vida, sendo próprias de vossa idade a simplicidade, a humildade e a inocência; e em geral porque não chegastes ainda a ser presa do inimigo infernal. Nosso divino Salvador, durante sua vida mortal, deu também mostras de especial benevolência para com os pequenos. Assegura que considera como feitos a Ele mesmo todos os benefícios que se façam a eles. Ameaça terrivelmente aos que com suas palavras ou ações os escandalizem: “O que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria que lhe amarrassem ao pescoço uma roda de moinho e o lançassem ao fundo do mar” (Mateus 18, 6). Ele se comprazia em que as crianças O seguissem; e chamando-as para que as aproximassem d’Ele, abraçava-as e lhes dava sua santa bênção, “Deixai que os pequeninos venham a mim” (São Mateus 19, 14; São Marcos 10, 14; São Lucas 18,16), dizia, demostrando assim, ó jovens que vós sois as delícias de seu Coração. Já que o Senhor vos ama tanto, deveis ter o firme propósito de corresponder a esse amor, fazendo tudo quanto agrade a Deus e procurando evitar tudo o que possa desagradá-Lo.

(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos
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Mini Sermão - 15 de janeiro de 2016

DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
MEIOS NECESSÁRIOS PARA UM JOVEM ADQUIRIR A VIRTUDE

Primeiro: Conhecimento de Deus. Observai, meus queridos filhos, tudo quanto existe no céu e na terra: o sol, a lua, as estrelas, o ar, a água, o fogo. Tempo houve em que nenhuma dessas coisas existia. Foi Deus, com sua onipotência infinita, que as criou todas do nada, e por esse motivo se chama Criador. Deus que sempre existiu e sempre existirá, depois de ter criado todas as coisas que há no céu e na terra, deu existência aos homens, que é a mais perfeita de todas as criaturas visíveis. Assim, os olhos, a boca, a língua, os ouvidos, as mãos e os pés que temos - são todos dons de Deus. O homem se distingue dos demais animais porque possui uma alma que pensa, raciocina, quer e conhece o que é bom e o que é mau. Sendo a alma um puro espírito, não pode morrer com o corpo; logo que este seja cadáver, a alma começará uma outra vida que jamais terá fim. Se agiu bem neste mundo, será para sempre feliz com Deus no paraíso, onde gozará eternamente de todos os bens. Se agiu mal, será terrivelmente castigada no inferno, onde sofrerá para sempre o fogo e toda espécie de tormentos. Considerai, pois, meus filhos, que fomos todos criados para o paraíso, e Deus, nosso Pai amoroso, só condena ao inferno quem o merece por seus pecados. Oh! Quanto nos ama o Senhor! Ele deseja que pratiquemos boas obras, para nos tornar participantes, depois da morte, daquela grande felicidade que a todos nós preparou para sempre no Céu.
(Continua) 
Paz e Bem! 
R. Carlos
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Mini Sermão 14 de janeiro de 2016
DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS
Meus queridos jovens
O demônio utiliza dois ardis principais para afastar os jovens da virtude. O primeiro consiste em convencê-los de que o serviço de Deus exige uma vida triste, e isenta de toda a diversão e prazer. Não é assim, caros jovens. Quero ensinar-vos um modo de vida cristã que vos manterá alegres e contentes, fazendo-vos conhecer ao mesmo tempo quais são as verdadeiras diversões e os verdadeiros prazeres, para que possais exclamar com o santo profeta Davi: “Sirvamos ao Senhor com alegria” (Salmo 99, 2). É bem esse o objetivo deste trabalho: ensinar-vos como servir ao Senhor sem nunca perder a alegria. O outro ardil de que o demônio se vale para vos enganar é fazer-vos conceber uma falsa esperança de vida longa, convencendo-vos de que tereis tempo de vos converter na velhice ou na hora da morte! Sabei, meus filhos, que assim se enganaram muitos jovens! Quem vos garante uma vida longa? Será por acaso possível fazer um pacto com a morte, para que ela vos espere até uma idade avançada? Lembrai-vos de que a vida e a morte estão nas mãos do Senhor, que pode dispor delas como bem entender. Ainda que Deus vos quisesse conceder muitos anos de vida, ouvi, não obstante, a advertência que Ele vos dirige: “O homem segue na velhice o mesmo caminho que empreendeu na sua adolescência e não se afastará dele (Provérbios 22, 6). Isso significa que, se começarmos cedo uma vida cristã, nós a continuaremos até à velhice e teremos uma morte santa, que será o princípio de nossa eterna bem-aventurança. Mas, se pelo contrário, nos conduzimos mal na nossa juventude, é muito provável que continuemos assim até a hora da morte, momento terrível que decidirá nossa eterna condenação. Para prevenir uma desgraça tão irreparável, ofereço-vos um método de vida simples e fácil, mas suficiente para que possais ser o consolo de vossos pais e a honra da pátria, bons cidadãos na terra e depois, felizes possuidores do Céu. Meus caros jovens; eu vos amo de todo o meu coração; basta-me que sejais ainda jovens para que vos ame com ardor. Podereis achar escritores muito mais virtuosos e sábios do que eu, mas dificilmente encontrareis quem vos ame em Jesus Cristo mais que eu, e que mais deseje vossa felicidade. Eu vos amo particularmente porque em vossos corações conservais ainda o tesouro da virtude, com o qual tendes tudo, e cuja perda vos faria os mais infelizes e desprezados habitantes do mundo. Quero que o Senhor esteja sempre convosco e vos dê a graça de pôr em prática estes meus conselhos, para poder salvar vossas almas e aumentar assim a glória de Deus. Que o Altíssimo vos conceda longos anos de vida feliz, e que o santo temor de Deus seja sempre o grande tesouro que vos acumule de celestiais favores, no tempo e na eternidade.

(Continua)
Paz e Bem!
R. Carlos

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Mini Sermão - 13 de janeiro de 2016
DOM BOSCO - CARTA AOS JOVENS
APRESENTAÇÃO

Nascido em Turim, em 1815, e falecido na mesma cidade em 1888, São João Bosco, foi um verdadeiro amigo da juventude, à qual consagrou o melhor de sua longa e fecunda existência. Conseguiu reunir em torno de si um prodigioso movimento de apostolado. Embora sem recursos econômicos, com força de vontade e sobretudo com uma inabalável confiança em Maria Auxiliadora, conseguiu executar projetos apostólicos grandiosos, para a educação de meninos pobres. Exerceu enorme influência na vida social e política da época, sendo conselheiro de reis, de homens públicos e de Papas.
 Seus livros são escritos em geral com vista à formação da juventude. Sentia muito a falta de um livro adequado aos jovens, que contivesse meditações e conselhos e fosse, ademais, um devocionário completo, com as orações apropriadas para atender a todas as necessidades dos seus jovens leitores.
São João Bosco ensinava aos jovens que todos os homens sem exceção, morremos e somos julgados. Após o Juízo particular, cada pessoa tem seu destino eterno selado. Ou, pela misericórdia de Deus, ela vai para o Céu, ou vai para o Inferno. A Santa igreja Católica Apostólica Romana sempre recomendou, como benéfica e muito salutar para as almas, a consideração desses fins últimos do homem. Muitos pecados e descaminhados se evitariam se em nossa memória estivessem presentes, de modo habitual, os novíssimos. “Em todas as suas obras lembra-te dos teus novíssimos e nunca jamais pecarás, diz a Escritura (Eclesiástico 7, 40).
Nada mais adequado, pois, para os jovens de todos os tempos, do que a meditação dos novíssimos.
(Continua).
Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 11 de janeiro de 2016

O MATRIMÔNIO: SACRAMENTO DO AMOR CRISTÃO

DEUS NOS FALA

Carta aos Efésios (5, 29-33): As Escrituras Sagradas dizem: O homem deixará pai e mãe para se unir com sua mulher e os dois serão um só. Esta união tão grande é sacramento de amor que une Cristo com a Igreja. No amor de um homem e uma mulher, que se unem em nome de Cristo, há o amor com que Cristo ama sua Igreja! Portanto cada marido deve amar sua esposa como a si mesmo e como Cristo cuida de sua Igreja: e cada esposa deve respeitar seu marido!

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - Qual o sentido de “casamento na Igreja?”

Casar na Igreja é celebrar, em comum-união com a própria comunidade cristã, o Sacramento do Matrimônio.

2 - O que significa que o matrimônio cristão é um Sacramento?

“Sacramento” quer dizer “sinal”: sinal de uma realidade mais profunda. Esta realidade, celebrada no matrimônio cristão, é o próprio Amor de Deus, o mesmo amor com que Cristo ama sua Igreja. O casal recebe este amor como dom de Deus, mas também se compromete a vivê-lo para formar um lar cristão.

3 - Que tipo de amor deve existir entre um casal cristão?

Os que celebram o Sacramento do Matrimônio se comprometem, com Deus e com a Igreja, a viver o amor do jeito que Cristo viveu e ensinou: amor-diálogo; amor-serviço; amor-perdão; amor-sacrifício pelo outro; amor-fidelidade; amor-fecundo e criador; amor-união total e definitiva.

É este o juramento que os dois fazem na hora do matrimônio: “Eu te recebo e te prometo ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença; amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida”.

4 - É possível amar-se e viver unidos até o fim?

Sim! A Bíblia diz: “serão os dois um só, e, portanto, o homem não separa o que Deus uniu”. Se Deus pede isso, é claro que é possível amar-se e viver unidos até o fim! Jesus Cristo, que uniu o casal no Amor de Deus, é o primeiro interessado em ajudar para que o casamento não fracasse. Precisa, porém, que o casal se esforce para seguir a Cristo, continue participando de sua comunidade cristã, procure o perdão de Deus, reze junto...

5 - Como deve ser uma verdadeira família cristã?

Uma família cristã deve ser uma comunidade de fé: aí, Cristo, seu Evangelho e seus mandamentos estão em primeiro lugar; se reza juntos; se dá uma educação cristã (catecismo) aos filhos; se participa da comunidade cristã (Igreja). Uma família cristã deve ser uma comunidade de amor; onde se vive e se educa para o amor. É pelo amor mútuo de seus pais, que os filhos aprenderam a amar; é uma família onde existe solidariamente com os outros, que os filhos aprendem que ser cristão é servir. Deste jeito uma família cristã é uma verdadeira “Igreja doméstica”, onde se realiza a palavra de Cristo: “Onde dois ou mais estão reunidos em meu nome, eu estarei junto com eles!”

CONCLUSÃO

Começamos esta nossa conversa com a pergunta:

O QUE É SER CRISTÃO?

Agora você já sabe...

- Você é cristão porque foi escolhido por Deus Pai e aceitou Jesus Cristo, Filho de Deus, como o único cainho, como a única verdade, como o único amigo que lhe dá a verdadeira vida!
- Você é cristão porque topou ser Igreja, comprometendo-se a participar ativamente nesta grande família dos amigos de Jesus Cristo!
- Você é cristão porque escolheu viver o amor fraterno e cheio do Espírito de amor, decidiu lutar para construir um mundo mais justo e mais cristão, onde todos de fato possam ser tratados como iguais e viver como irmãos! Faça isso e viverá (Lucas 10, 28).
MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS
Os mandamentos da Lei de Deus são dez:
1 - Amar a Deus sobre todas as coisas.
2 - Não falar seu Santo nome em vão.
3 - Guardar os domingos e festas.
4 - Honrar pai e mãe.
5 - Não matar.
6 - Não pecar contra a castidade.
7 - Não furtar.
8 - Não levantar falso testemunho.
9 - Não desejar a mulher do próximo.
10 - Não cobiçar as coisas alheias.
MANDAMENTOS DA IGREJA
Os mandamentos da Igreja são cinco:
1 - Participar da missa nos domingos e festas de guarda.
2 - Confessar-se ao menos uma vez cada ano.
3 - Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
4 - Fazer uma só refeição completa e nada de carne, nos dias que a Igreja determina.
5 - Pagar o dízimo segundo o costume.
(Fim da apostila).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão 10 de janeiro de 2016
CONFISSÃO: SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO
DEUS FALA
Lucas (15, 11-31) Jesus contou esta parábola: “Um pai tinha dois filhos. Certo dia, o mais moço quis sair de casa e longe do pai viveu uma vida cheia de pecado, desperdiçando toda a herança do pai... Acabou trabalhando num chiqueiro de porcos e assim mesmo passando fome.... Caindo em si, pensou: em que situação estou reduzido! Voltarei para a casa de meu pai, e direi: Pai, pequei contra Deus e contra o senhor. Não mereço mais ser chamado seu filho... Então, saiu dali e voltou para a casa do pai. Quando ainda estava longe de casa, o pai o avistou e, com muita pena do filho, correu, abraçou-o e o beijou. E o moço disse: Pai, pequei contra Deus e contra o senhor! Não mereço mais ser chamado seu filho! Mas, o pai organizou uma grande festa, dizendo: Este meu filho estava morto e tornou a vida; estava perdido e foi achado!”

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 – O que representa esta parábola de Jesus?

Representa a nossa vida. Quando pecamos, agimos como aquele filho: pouco ou muito nos afastamos de Deus Pai, dos irmãos, de nossa família que é a Igreja. Mas, como aquele pai, Deus está sempre nos esperando de volta, pronto a nos perdoar.

2 – Quando pecamos?

Pecamos quando, por querer, deixamos de fazer a vontade de Deus Pai: não amando, ou amando pouco a Deus e aos irmãos. A Bíblia diz: “Se alguém disser não ter pecado, é mentiroso” (1 João 1, 8).

3 – Como ser perdoados de nossos pecados?

Deus nos perdoa, quando fazemos como o filho da parábola: nos arrependemos de nossos pecados, isto é, reconhecemos ter pecado e ofendido a Deus, decidimos melhorar de vida e nos reconciliarmos com os outros.      

4 – Por que existe a Confissão?

Foi Deus que quis este sinal de conversão e de perdão que chamamos também Confissão. Jesus disse a seus Apóstolos: “Recebei o Espírito Santo, aqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhe-ão perdoados!” (João 20, 19). Com o sacramento da Confissão reconhecemos que somos pecadores, mas que cremos na misericórdia de Deus: celebramos a reconciliação com Deus Pai e também com a nossa família, que é a Igreja.

5 – Como fazer uma boa confissão?

Devemos fazer como o filho da parábola:

a)    Reconhecer nossos pecados, arrepender-se de ter ofendido a Deus e prometer não pecar mais.

b)    Declarar sinceramente nossos pecados ao Padre.

c)    Receber, com fé, o perdão de Deus. O Padre diz: “Deus Pai te conceda o perdão e a paz. Eu te absolvo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

d)    Agradecer a Deus e cumprir aquela “boa ação” que o Padre manda fazer.

6 – Quando devemos nos confessar?

Precisamos do Sacramento da Confissão quando nos separamos de Deus e dos outros com algum pecado grave. De vez em quando, porém, é bom confessar-nos também se não tivermos pecados graves, para progredir sempre mais em nossa conversão. O modo melhor para confessar-se é participar da “Celebração comunitária da Reconciliação”.

VAMOS AGIR

- Prepare-se para uma boa Confissão.        

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

Mini Sermão - 9 de janeiro de 2016

COMUNHÃO, É COMUM-UNIÃO

DEUS NOS FALA

João (6, 25-71): “Jesus disse: “Eu sou o Pão da vida. Quem comer deste Pão viverá eternamente! O Pão que eu darei é a minha própria Carne para a salvação do mundo. Repito: o meu Corpo é verdadeira comida e o meu Sangue é verdadeira bebida! Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue, vive em mim e eu nele. Quem se alimenta de mim, vai viver por causa de mim”. Muita gente que estava escutando Jesus, não acreditou nestas palavras... e foi embora. Ficaram só os doze apóstolos e Pedro disse: “Nós cremos Senhor. Só Tu tens palavras de vida eterna.”

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - O que é o “Pão da vida” prometido por Jesus?

É o próprio Jesus que se entrega a nós, como alimento espiritual da vida nova recebida no Batismo.

2 - Quando recebemos o “Pão da vida” prometido por Jesus?

Em cada Missa, Jesus nos garante: “Este Pão é meu Corpo: tomai e comei! Este vinho é meu Sangue: tomai e bebei!” E quando recebemos aquele pedacinho de Pão que é o próprio Corpo de Jesus nós dizemos: “Amém” e, ou como Pedro: “Cremos, Senhor!”

3 - O que é “Comunhão”?

Comunhão é receber o Corpo e o Sangue de Cristo: sinal de nossa união com Cristo e de nossa comum-união com os irmãos da comunidade, isto é, a Igreja. É o mesmo Cristo que recebemos: n’Ele, portanto, formamos um só corpo!

4 - Quando podemos fazer Comunhão?

Podemos fazer Comunhão quando de fato nos esforçamos para estar “em estado de graça - arrependendo de seus pecados e pedindo perdão dos pecados”, estamos unidos à comunidade cristã e aos pobres. “Quem comer indignamente o Corpo do Senhor come o próprio castigo”.

5 - O que Jesus prometeu a quem realmente vive a Comunhão?

Jesus garante: “Quem come minha Carne e bebe meu Sangue vive em mim e eu nele... e eu o ressuscitarei no último dia”.

NOTA: A Comunhão, chamada também EUCARISTIA, é um Sacramento. Os SACRAMENTOS são sinais com que a comunidade cristã celebra a presença e a ação libertadora de Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, nossa fé e compromisso com Ele e com sua Igreja. Foi o próprio Jesus que nos deu estes sinais da fé ou Sacramentos: Batismo - Crisma - Eucaristia - Reconciliação - Matrimônio - Ordem Diaconal, Presbiteral e Episcopal - Unção dos Enfermos.

VAMOS AGIR

Leia e medite todas as palavras de Jesus sobre o Pão da vida: João 6, 25-71.

Sua atitude diante destas palavras de Jesus será como a do povo... Ou como a de Pedro?

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 8 de janeiro de 2016

A MISSA: O GRANDE ENCONTRO DA COMUNIDADE CRISTÃ

DEUS NOS FALA

João (13) e Lucas (22, 14-23): Faltando um dia para a festa da Páscoa, isto é, numa quinta-feira, Jesus e seus discípulos fizeram uma Ceia. No começo Jesus lavou os pés de cada um... e depois explicou: “Façam o que eu fiz: sirvam uns aos outros e serão felizes se praticarem isso... Assim como eu os amei, amem também uns aos outros. É nisso que os outros vão saber que vocês são meus seguidores...”.

Depois, no fim da Ceia Jesus tomou o pão, agradeceu a Deus e deu deste pão a seus discípulos, dizendo: “Este é o meu corpo que será entregue por vós. Tomai e comei. Do mesmo modo, tomou o cálice com vinho e disse: Tomai e bebei, este cálice é o novo acordo entre Deus e os homens, selado com o meu sangue, derramado por vós e por todos. Fazei isso em memória de mim. ”

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - O que quer dizer “Fazei isso em memória de mim?”

Com essas palavras, Jesus mandou que seus seguidores - a Igreja - continuassem a fazer aquela Ceia, lembrando que Ele está presente, como naquele dia.

2 - Quando fazemos o que Jesus fez na Ceia?

Na Missa. Como aquela Última Ceia foi o ponto alto de toda a vida de união e de fé dos discípulos com Jesus; assim, também, a Missa é o ponto alto de toda a vida da Igreja.

3 - O que fazemos na Missa?

Celebramos o que Jesus e seu grupo de amigos fizeram na Última Ceia:

- Na Missa nos reunimos como irmãos, como família de Deus Pai, em volta de uma mesa comum. E temos a certeza que Jesus está presente, junto conosco.

- Na Missa celebramos a Páscoa de Cristo, isto é, sua morte e ressurreição, e nossa Páscoa também.

- Na Missa damos graças ao Pai: com Cristo, por Cristo e em Cristo.

- Na Missa recebemos o grande presente do Corpo e Sangue de Cristo que nos une em comum-união.

- Na Missa renovamos o compromisso de levar a frente nossa missão de cristãos, que é servir a todos, lutando por um mundo melhor, em casa, no trabalho, na vizinhança, na comunidade etc. (Missa = Missão).

4 - Quem celebra a Missa?

É todo o povo cristão reunido quem celebra a Missa, juntamente com Cristo. Não é só o padre que “reza Missa”; ele é como o presidente da assembleia litúrgica. Portanto, todos devemos participar ativamente nas leituras, nas orações, nos cantos, nas aclamações em voz alta, nas procissões, no abraço de paz etc.

5 - Por que o cristão deve ir à Missa aos Domingos?

Domingo é o dia de Deus e é o dia em que Jesus ressuscitou. Quem pertence à Família de Deus Pai deve pelo menos aos domingos reunir-se com esta sua família. Quem acredita na ressurreição de Jesus, deseja encontrar-se com Ele, na Missa.

VAMOS AGIR

- Participe ativamente da Missa Dominical, juntamente com sua comunidade.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 06 de janeiro de 2016

A CONFIRMAÇÃO: O SINAL DO DOM DO ESPÍRITO SANTO

DEUS NOS FALA

Atos dos apóstolos (1, 8 e 2, 1-4): “Antes de subir ao céu, Jesus reuniu seus seguidores e disse-lhes: “Sejam minhas testemunhas no mundo todo! Para isso, vocês receberão a força e o poder do Espírito Santo que descerá sobre vocês”. “Quando chegou o dia de Pentecostes, todos eles estavam reunidos, quando de repente veio do céu um barulho que parecia o de um vento impetuoso. Então viram alguma coisa parecida com chamas que se espalharam como línguas de fogo e cada um foi tocado por uma destas línguas. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar de acordo com o poder que o Espírito dava a cada um”.

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - Qual a missão que Jesus confiou a seus seguidores?

Jesus deu a todos seus seguidores a missão de ser Suas testemunhas: por palavras e atos devemos testemunhar Cristo, sua verdade, sua justiça, seu amor aos pequenos, enfim, a verdadeira religião que leva a Deus.

2 - O que prometeu Jesus, antes de subir ao céu?

Jesus prometeu que ficaria sempre conosco, nos dando um grande dom: o Espírito santo. É pela força do Espírito Santo que podemos viver como cristãos de fato.

3 - Quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade: Pai - Filho - Espírito Santo. É o próprio Amor de Deus que nos é comunicado, para levar a frente, em nós e no mundo, a obra salvadora de Cristo.

4 - O que significa aquele “fogo” e “vento” no dia de Pentecostes?

O Espírito Santo é como fogo que nos ilumina na compreensão da verdade e que abrasa nosso coração para amar como Cristo amou; é como vento impetuoso que mexe conosco e nos empurra a testemunhar Cristo e a fazer o bem a todos. Onde há gente que busca a verdade e que ama de fato... aí o Espírito de Cristo está agindo.

5 - Nós também recebemos o Dom do Espirito Santo?

Sim! Desde o nosso Batismo, e de muitos modos o Espírito de Cristo age em nós. Sobretudo no Crisma.

6 - O que é a Crisma, chamada também “Confirmação”?

A Crisma é o sacramento (sinal) com que celebramos nosso Pentecostes. Na Crisma, pelo dom do Espírito, confirmamos nossa participação na Igreja, como membros ativos e corresponsáveis, confirmamos nossa missão de testemunhas de Cristo e de seu Evangelho. Assim, o crismado é alguém que deixa de ser cristão só de boca, parado, para ser um adulto na fé, e para assumir a missão de toda a Igreja.

VAMOS AGIR

. Todo dia invoque o Dom do Espírito Santo: “Vinde Santo Espírito!”

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 05 de janeiro de 2016

O BATISMO: NOVA VIDA, NOVA FAMÍLIA

DEUS NOS FALA

João (3,1-6): “Jesus disse a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo: ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo”. Como pode um homem velho, nascer de novo? Perguntou Nicodemos. Poderá voltar ao ventre de sua mãe e nascer outra vez? Jesus disse: “Eu afirmo: Ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. O homem nasce fisicamente de pais humanos, mas espiritualmente, do Espírito de Deus...”

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - O que Jesus quer dizer com “nascer de novo”?

“Nascer de novo”, é ter uma nova vida, sem egoísmo e cheia de amor; é viver como verdadeiro filho de Deus e fazer parte de uma nova família: a Igreja.

2 - O que significa “nascer da água?”

Significa o Batismo. É pelo sinal da água do Batismo que entramos na nova vida de cristãos. A água é vida. Batismo é vida.

3 - Quem nos faz “renascer?”

É o Espírito Santo que nos dá e sustenta em nós esta nova vida. É Ele que nos torna capazes de dizer “Pai” e de viver como seus filhos e irmãos uns dos outros.

4 - O que é, portanto, o Batismo?

O Batismo é o Sacramento, o sinal que, pelo poder do Espírito santo, nos faz participar da família de Cristo, que é a Igreja, para vivermos como verdadeiros filhos de Deus.

5 - Quem pode ser batizado?

O próprio Jesus deu esta ordem: “Vão a todos e façam que sejam meus seguidores. Batizem estes seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo; e os ensinem a obedecer tudo o que tenho mandado! Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mt 28,19 - Mc 16,16). Por isso, pode ser batizado somente quem crê, isto é, quem quer seguir Jesus e viver conforme Ele ensinou.

6 - Porque batizar crianças pequenas?

A Igreja batiza criança pequena pela fé dos pais, quando estes dão garantia de que auxiliados pelos padrinhos, educarão a criança na fé. Quando os pais não querem seguir Cristo e a Igreja, não se pode batizar criança pequena. A preparação dos pais para o Batismo quer ajudá-los a se tornarem, de fato, seguidores de Jesus.

VAMOS AGIR

. Leia e estude o “Creio em Deus Pai” é o resumo das verdades de fé que professamos no Batismo!

. Todo dia agradeça pelo dom de seu Batismo.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

 

Mini Sermão - 4 de janeiro de 2016

A IGREJA: A COMUNIDADE DOS AMIGOS DE JESUS

DEUS NOS FALA

João (15, 1-17): Jesus disse a seus discípulos: “Continuem unidos a mim e eu continuarei unido a vocês! Pois só podem dar fruto se vocês ficarem unidos a mim, assim como o ramo dá fruto só quando está unido à planta... Meu Pai é glorificado quando vocês produzem muitos frutos e se comportam como meus verdadeiros seguidores... amem-se uns aos outros como eu os amei...! Vocês são meus amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi do meu Pai. Não foram vocês que me escolheram: pelo contrário eu é que os escolhi, para que vão e deem muitos frutos!”-

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - Quais os primeiros seguidores e amigos de Jesus?

Os primeiros seguidores e amigos de Jesus eram pessoas simples, pescadores e camponeses da Galileia. Jesus chamou um por um pelo nome: Pedro... Tiago... João... André... Mateus... Vem e segue-me!

Eles e Jesus passaram três anos de grande amizade e de vida em comum. A este grupo de seus seguidores Jesus deu o nome de “Igreja”, “Vocês são a minha Igreja!”. Aos primeiros doze, Jesus chamou de Apóstolos, e deu-lhes a missão de serem “pastores” desse rebanho que é a Igreja.

2 - O que é Igreja?

A Igreja é a comunidade dos que creem em Jesus Cristo e que vivem unidos para continuar no mundo a missão libertadora de Cristo.

3 - Qual é o jeito de viver dos que são da Igreja?

Os que de fato são Igreja procuram viver unidos com Cristo e com os irmãos, como o galho deve estar unido ao tronco e aos outros ramos. O que nos une é o Espírito de Cristo, o Espírito Santo. Para viver em comunidade, todos devem ser ativos, assumindo alguma responsabilidade dentro da Igreja, conforme o dom de cada um. O Papa, os Bispos e os Padres têm o dom e a responsabilidade de guiar as comunidades como bons pastores: anunciando o Evangelho e celebrando os Sacramentos.

4 - Qual a missão que a Igreja deve cumprir?

Nós, que somos Igreja, devemos continuar a missão de Cristo: anunciar o Evangelho e a verdade, socorrer os pequenos e os que sofrem, denunciar as injustiças e a falsidade, servir, para construir no mundo o Reino de Deus: a fraternidade, a justiça, a liberdade, o amor.

5 - O que é uma comunidade cristã de base?

É um grupo de cristãos do mesmo local, que se reúne como irmãos, que refletem à luz da Palavra de Deus e que agem a serviço do povo. O conjunto destas pequenas comunidades de base, primeiras células da Igreja, chama-se Paróquia.

VAMOS AGIR

  • Ler Atos dos Apóstolos e ver como vivia a primeira Igreja.
  • Procure ser ativo e responsável em sua comunidade de base. Procure conhecer bem sua Paróquia e suas atividades.

(Continua)

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 3 de janeiro de 2016

JESUS RESSUSCITADO NOS FAZ RESSUSCITAR TAMBÉM

DEUS NOS FALA

João (11, 25) Jesus falou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim nunca morrerá!”

Colossenses (3, 1): “Vocês já ressuscitaram com Cristo, passando da morte para a vida nova. Portanto façam morrer os desejos pecaminosos deste mundo que agem dentro de vocês!”

1 Coríntios (15, 1-57): “Irmãos, quero que vocês se lembrem das boas notícias mais importantes que anunciei a vocês: que Cristo morreu pelos nossos pecados e que ressuscitou. Se é assim, como é que alguns de vocês estão dizendo que os mortos não vão ressuscitar...?”

A verdade é que Cristo ressuscitou e isso é a garantia que os mortos também hão de ressuscitar... Com Cristo a morte está destruída. A vitória é total!

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - Qual a esperança que a ressurreição de Jesus nos dá? A ressurreição de Jesus nos garante que, com Ele, é possível vencer em nós e no mundo todo tipo de mal: injustiça, pecado e até a morte. Se a nosso favor está a força libertadora de Deus Pai que ressuscitou Jesus Cristo, quem será contra nós? (Rm 8, 31). Páscoa significa libertação, vitória, vida nova. Na Páscoa de Cristo brota a esperança de nossa Páscoa e a força para trabalharmos para a Páscoa-Libertação da humanidade.

2 - O que significa “ressuscitar com Cristo”? Por meio de Jesus Cristo nós podemos passar para uma vida nova, cheia de amor, cheia de Deus. Esta vida nova, esta ressurreição, já começou em nosso Batismo; mas deve continuar dia a dia, vencendo em nós o pecado, até a ressurreição final e a vida eterna.

3 - O que sabemos sobre a vida eterna? A morte não é o fim, mas o começo de uma nova vida. Um dia, todo nosso ser, até o nosso corpo, há de ressuscitar. Quem crê e vive com Cristo, ressuscitará para a vida, a felicidade, o amor eterno do céu: com Deus, com Maria Santíssima e com todos os santos. Mas, Jesus advertiu: Quem nesta vida não quer seguir a Deus, o amor, a justiça, quem explora os outros, quem se fecha no egoísmo e no pecado... ficará eternamente sem Deus e sem amor, que é o inferno. Cristo e seu Evangelho serão o nosso juiz.

NOTA: O chamado “purgatório” não é um lugar onde as almas ficam esperando; significa a necessidade que todos temos de purificarmo-nos em vida ou pelo menos no instante da morte. Em vista desta purificação, “é pensamento bom e santo rezar pelos mortos”.

4 - Quais as ideias erradas sobre a vida eterna? Há uma porção de ideias erradas e crendices que são contrarias ao Evangelho de Jesus, como por exemplo: a “reencarnação” de que falam os espíritas, isso não existe; aquelas ideias sobre almas que “andam vagando”, que “baixam”, que se “manifestam”, que “se encostam”, aquele costume de “vela para as almas” etc.

VAMOS AGIR

Leia Mateus (25, 31-46) e visite algum doente, ajudando-o a ressuscitar com Cristo.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 2 de janeiro de 2016

MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO -

DEUS NOS FALA

Atos dos Apóstolos (2, 22-41): Pedro, cheio do Espírito Santo, assim falava ao povo: Homens de Israel, vocês sabem, muito bem que Jesus de Nazaré tinha uma missão divina e Ele fez entre vocês muitas coisas extraordinárias. Mas, vocês mesmos o mataram por mãos de homens maus que o crucificaram. Mas, Deus ressuscitou Jesus, livrando-o do poder da morte, pois não era possível que Ele fosse dominado pela morte! Nós somos testemunhas disso! Jesus foi elevado na Glória de Deus e derramou sobre nós o seu Espirito, todo o povo de Israel deve ficar bem certo de que este Jesus que vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Salvador de todos!

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - Por que mataram Jesus?

Jesus estava do lado do povo simples, dos oprimidos dos que não tinham voz, nem vez. Jesus não tinha medo de falar a verdade, de condenar a injustiça e a opressão, de anunciar a libertação do povo. Aí, os poderosos ficaram com raiva de Jesus e decidiram matá-Lo.

2 - Para que serviu a morte de Jesus?

Não há maior amor que dar a própria vida pelos outros, Jesus quis dar sua vida por toda a humanidade, pela causa da libertação, da verdade, da justiça. É por meio deste infinito amor do Filho de Deus que podemos ser salvos. É seguindo o mesmo caminho de amor-doação até o fim que podemos libertar o mundo e libertar-nos.

3 - O que aconteceu depois da morte de Jesus?

No mesmo dia da morte, sexta-feira “santa”, o corpo de Jesus foi colocado num túmulo. Mas, ao terceiro dia, no domingo, os discípulos acharam o túmulo vazio e Jesus apareceu-lhes vivo: com imensa alegria puderam tocá-lo, conversar e até comer junto com Ele. Durante uns quarentas dias os discípulos puderam fazer a experiência de Cristo ressuscitado e ter a certeza de que Ele continuaria junto com o povo de Deus, até o fim do mundo. E quando Jesus deixou de estar presente de forma visível, isto é, depois de sua subida ao céu ou Ascensão, os discípulos foram pelo mundo todo a testemunhar: Jesus ressuscitou, foi glorificado por Deus como único Senhor e Salvador do mundo e continua vivo e libertador junto com seu povo.

4 - Como podemos, hoje, encontrarmo-nos com Cristo, experimentando sua presença?

Do mesmo jeito como aconteceu com os dois discípulos de Emaús (ver Lucas 24, 13-39). Jesus está presente ao nosso lado no duro caminho da vida. Nem sempre o reconhecemos, mas ele está conosco. Experimentemos sua presença sobretudo quando estamos unidos em seu nome: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome. Eu estarei no meio deles”. Quando meditarmos a Palavra de Deus, quando repartimos o pão da Eucaristia.

5 - Quando os cristãos celebram a ressurreição?

No dia de Páscoa e em cada Domingo, na Missa, celebramos a ressurreição de Jesus e também a nossa.

VAMOS AGIR

Leia Lucas 24,13-39 e João 21.

Pense disso: “Jesus me amou até às últimas consequências” - “Jesus está vivo, a meu lado: Aleluia!”.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 1 de janeiro de 2016

PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS

JESUS CRISTO NOS MOSTRA O ÚNICO CAMINHO QUE NOS LEVA A DEUS: O AMOR.

 

DEUS NOS FALA

Mateus (22, 36-40): Alguém perguntou a Jesus: Mestre, qual é o mais importante de todos os mandamentos? Jesus respondeu: “Ame o Senhor seu Deus, com todo o seu coração, com todas as suas forças e com todo seu entendimento”. Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo”.

1ª Carta de João (4, 19-21): Se alguém diz: Eu amo a Deus e detesta seu irmão, é mentiroso. Porque ninguém pode amar a Deus que não vê, se não amar o seu irmão a quem vê. Este é o mandamento que Cristo nos deu: Quem ama a Deus, que ame também o irmão!

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - Qual é o maior dos mandamentos?

Ame o Senhor seu Deus, com todo seu coração, com todas as suas forças e com todo seu entendimento!

2 - Qual o segundo mandamento que Cristo nos ensinou?

Ame o seu próximo, como você ama a si mesmo. Jesus disse também: Eu lhes dou um novo mandamento: Amem-se uns aos outros como eu lhes tenho amado. É nisto que saberão que vocês são meus seguidores: se vocês tiverem amor uns pelos outros! (João 13, 34-35).

3 - O que devemos fazer para provar que amamos a Deus?

O nosso amor a Deus é verdadeiro somente quando fazemos tudo para amar aos outros.

4 - Como podemos amar os outros?

. Procurar fazer felizes os de casa, filhos, esposo(a), pais, dialogando, respeitando, compreendendo, servindo uns aos outros.

. Ser amigo e companheiro dos que trabalham conosco e com a vizinhança: socorrendo quem precisa, participando de sindicato, mutirão, associação de bairro etc.

. Colaborar para melhorar as condições de vida e lutar contra as injustiças.

. Perdoar e fazer o bem também aos inimigos.

. Participar ativamente da comunidade cristã.

VAMOS AGIR

. Ler a 1ª Carta de João.

. Fazer aquele bem que há muito tempo anda pensando em fazer.

NOTA: Com o mandamento de amor, Jesus veio coroar os 10 mandamentos que estão na Bíblia e que são como que os primeiros passos para quem quer amar:

Amar a Deus sobre todas as coisas.

Não tomar seu Santo nome em vão.

Guardar Domingos e festas.

Honrar pai e mãe.

Não matar.

Não pecar contra a castidade.

Não roubar.

Não levantar falso testemunho.

Não desejar a mulher dos outros.

Não cobiçar as coisas dos outros.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 30 de dezembro de 2015

QUE É SER CRISTÃO

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - O que Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina sobre Deus?

Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina que Deus é um Pai bom, que nos ama e quer o nosso bem, que nos chama a participar de sua felicidade eterna.

2 - Como devemos agir com Deus?

Com Deus Pai devemos agir como verdadeiros filhos, que confiam no Pai, que o amam sobre todas as coisas, que procuram sempre obedecer, fazendo sua vontade.

3 - O que é rezar?

Rezar é dialogar com Deus Pai, conversar com Ele sobre nossa vida, adorando, agradecendo, pedindo perdão; e também deixando que Ele nos fale dentro do coração para nos manifestar sua vontade. Há a oração individual e há também a oração comunitária, em que todos os que querem viver como filhos de Deus, rezam juntos.

4 - Quando deixamos de tratar a Deus como verdadeiro Pai?

As pessoas não tratam Deus como verdadeiro Pai quando tem medo dele; quando pensam que o sofrimento que há por aí é castigo de Deus; quando fazem certos tipos de promessas (comércio com Deus); quando acreditam em mau-olhado, horóscopo, amuletos, “reza forte”, etc. Quando diante de um problema ou sofrimento, apelam para espiritismo, rezadeiras etc. quando não tratam os outros como verdadeiros irmãos, filhos do mesmo Pai.

VAMOS AGIR

. Não esqueça nunca de rezar, pelo menos ao levantar, nas refeições e ao deitar.

. Leia Mateus (6,5-15) e Lucas (12,22-31)

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 29 de dezembro de 2015

JESUS CRISTO NOS ENSINA QUE DEUS É PAI

DEUS NOS FALA

Mateus (7, 7-21): Deus é Pai de vocês e Ele sabe do que vocês mais precisam... Peçam e receberão! Por acaso algum de vocês, que é pai, dará uma pedra ao filho que pedir pão? Quanto mais o Pai que está no céu dará coisas boas aos que lhe pedirem!

Nem todo que me chama “Senhor, Senhor” entrará no Reino do céu, mas somente aquele que faz a vontade do Pai que está no céu!

(Continua)

Paz e Bem!

R. Carlos 

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Mini Sermão - 28 Dezembro 2015

O QUE É SER CRISTÃO - CATEQUESE

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - Quem é Nosso Senhor Jesus Cristo?

Nosso Senhor Jesus Cristo é o próprio Filho de Deus que se fez gente para nos libertar de todo mal, nos ajudando a enxergar o verdadeiro caminho que nos leva a Deus.

2 - Qual a libertação que Nosso Senhor Jesus Cristo nos trouxe?

Nosso Senhor Jesus Cristo quer nos libertar de tudo o que, de alguma forma, escraviza e oprime, impedindo a pessoa humana de ser gente de verdade e de se feliz: injustiça, desunião, fome, doença, egoísmo, vício, morte. É seguindo o exemplo e os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo que podemos nos libertar e libertar o mundo de todo mal.

3 - Como foi a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo?

Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu por obra do Espírito Santo, de uma jovem pobre e santa de nome Maria. Nasceu em Belém (na maior pobreza) e durante trinta anos viveu em Nazaré, uma vila da Galileia, na terra do povo de Israel. Trabalhou como carpinteiro ajudando seu pai de criação, José, para o próprio sustento e para servir ao povo da vila. Durante três anos andou pregando as Boas Notícias vindas de Deus, falando do Pai e do amor verdadeiro, convidando a mudar de vida e a fazer parte de uma nova grande família, denunciando as coisas erradas e proclamando a justiça e a verdade; ajudando a todos com imenso amor.

4 - Nosso Senhor Jesus Cristo é homem ou é Deus?

Nosso Senhor Jesus Cristo é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Ele é gente igual a nós em tudo, menos no pecado. Ele é Deus: Ele mesmo o afirma e prova com toda sua vida de imenso amor e com sua ressurreição.

VAMOS AGIR

. Pense em Nosso Senhor Jesus Cristo e, dentro de seu coração, repita: “Jesus, meu Libertador e meu Deus!”

. Olhe a sua vida e a do povo e pense: o que precisa de libertação, hoje em dia?

NOTA: O Livro do Profeta Isaías é um dos 43 Livros que compõem o Antigo Testamento, a parte da Bíblia que nos fala como Deus agiu com o povo de Israel, libertando-o, guiando-o, fazendo aliança com ele.

(Continua)

Paz e Bem!

R. Carlos 

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Mini Sermão -27 Dezembro 2015

O QUE É SER CRISTÃO - CATEQUESE

JESUS CRISTO É O LIBERTADOR ENVIADO POR DEUS

DEUS NOS FALA

Lucas 4, 16-22: “Jesus foi à cidade de Nazaré, onde havia crescido. No sábado, como de costume, foi à casa de oração. Ali, Ele se levantou para ler as Escrituras Sagradas, e lhe deram o Livro do profeta Isaias. Ele abriu o Livro, e leu isso:

“O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me escolheu para anunciar as Boas Notícias aos pobres; Ele me mandou para anunciar a libertação aos presos e dar vista aos cegos, para libertar os que são oprimidos e anunciar o tempo em que o Senhor vai salvar seu povo!”

Depois, Jesus fechou o Livro e disse: Hoje se cumpriu o que diz este trecho da Sagrada Escritura”.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 26 Dezembro 2015

O QUE É SER CRISTÃO - CATEQUESE

VAMOS PENSAR NA PALAVRA DE DEUS

1 - O que é ser cristão?

Ser cristão é querer seguir Nosso Senhor Jesus Cristo e fazer parte do grupo de seus seguidores: é aceitar a Palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo com a mesma fé de Pedro: “Só o Senhor tem Palavras que dão vida eterna!”

2 - O que é ter fé?

É aceitar e seguir Nosso Senhor Jesus Cristo e seus ensinamentos. A fé é um dom de Deus, porque Nosso Senhor Jesus Cristo diz claramente: “Ninguém pode vir a mim, se não for trazido pelo Pai”. Mas, a fé depende também do nosso esforço, da nossa resposta ao chamado de Deus! Por exemplo: como poderá crer em Nosso Senhor Jesus Cristo quem não se esforça em conhecê-lo?

3 - Onde encontramos hoje as Palavras de vida Eterna?

Nosso Senhor Jesus Cristo continua nos falando por meio das pessoas e dos acontecimentos, mas sobretudo por meio dos Evangelhos e dos outros escritos que compõem a Santa Bíblia, o Livro da Palavra de Deus. A Palavra de Deus é como a luz que ilumina: nos faz enxergar o que Deus quer. A Palavra de Deus é como semente; se nós a acolhemos em nosso coração, e a colocamos dentro da nossa vida, ela brotará numa nova vida e dará muitos frutos.

4 - O que quer dizer “adultos na fé”?

Ser adultos na fé é querer estar por dentro dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo: é assumir com vontade própria a vida que Nosso Senhor Jesus Cristo quer de nós, aquela vida cristã que nos foi dada pelo Batismo, quando crianças.

VAMOS AGIR

. Se ainda não tem, procure adquirir a Santa Bíblia ou pelo menos o Novo Testamento. Tome familiaridade com a Santa Bíblia: capítulos, versículos etc e comece lendo o Evangelho de Lucas, um trecho por dia.

. Leia esta primeira lição. Não é para decorar, mas para pensar bem e gravar no coração.

. Pense: “Eu quero mesmo ser adulto na fé? ”

 (Continua).

Paz e Bem!

Rodolfo

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Mini Sermão - 24 Dezembro 2015

O QUE É SER CRISTÃO - CATEQUESE

Deus nos fala

João 6, 60-69: “Muitos dos que se diziam seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo começaram a murmurar e a dizer: “O que Ele ensina é difícil demais para aceitar e para seguir!”

Jesus entendeu que eles o estavam criticando, e perguntou: “Vocês querem me abandonar por causa disso? O Espírito de Deus é quem dá a vida, sem Ele o homem não pode fazer nada. Só pode vir a mim quem for trazido pelo Pai!”

Assim aconteceu que muitos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo o abandonaram e não o acompanhavam mais. Então, Nosso Senhor Jesus Cristo perguntou aos doze discípulos: “Vocês também querem ir embora?” “A quem vamos seguir? - respondeu Simão Pedro; só o Senhor tem as Palavras que dão vida Eterna! Nós cremos e sabemos que o Senhor é o Enviado de Deus.”

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 22 Dezembro 2015

O QUE É SER CRISTÃO - CATEQUESE

APRESENTAÇÃO

Caríssimos, vamos começar uma matéria sobre catequese e a preparação ou iniciação cristã dos que querem celebrar sua caminhada de fé, sua adesão e seu compromisso com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a cada um dos cristãos que faz sua iniciação cristã, chamamos de “Catecumenato”.

Além da catequese sobre as verdades fundamentais de nossa fé, é fundamental que o catecúmeno participe constantemente e ativamente nas reuniões semanais de sua comunidade de base ou grupo. É nestas reuniões que ele vai encaixar o Evangelho na vida, formar uma mentalidade cristã, fazer a indispensável experiência de Igreja, vivendo ele mesmo como Igreja.

É também importante que toda comunidade, na qual o catecúmeno está inserido, participe, de alguma forma, da preparação aos Sacramentos: com sua amizade e seu testemunho, e também celebrando sua caminhada de fé.

Enfim, uma palavra para você, amigo catecúmeno, que está querendo participar mais profundamente de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Sua Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Queremos dizer-lhe só isso: está de parabéns! Vá em frente! E que o Espírito Santo de Deus Pai Javé lhe dê bastante força nesta caminhada de fé; e ilumine sua caminhada, sua comunidade para guiá-lo na Vida Nova em Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 21 Dezembro 2015

MISSÃO

“Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração.” (Papa Francisco)

O Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia Divina, sem dúvida, será um ano de muitas graças do Pai Eterno. Um ano dedicado à Misericórdia do Pai expressa em Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bom Pastor. Ele nos toma em Seus ombros, cuida, ama, sara e envia.

Sim, será um ano de muitas graças e de muita responsabilidade para cada membro da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, clérigos e leigos.

Teremos a oportunidade de ouvir a Santa Palavra, de participar do Banquete Eucarístico, de fazer uma peregrinação para uma Catedral ou um Santuário e lucramos indulgências.

É muita misericórdia mesmo que o Pai das Misericórdias tem para com seus filhos, alias, “A Sua Misericórdia é eterna”.

Um Ano Santo, no qual a Porta do Céu através da Santa Igreja Católica Apostólica Romana ficará aberta para os pecadores arrependidos. É um ano especial, é a graça do momento. Em outros anos, teremos outras graças, mas, para este Jubileu Extraordinário da Misericórdia, com certeza, o Senhor ouviu o clamor do seu povo e, por isso, Ele oferece a Sua Misericórdia.

Por fim, toda bênção Divina, toda graça, a Misericórdia do Pai dá aos seus filhos, a cada um de nós uma grande missão: Propagar a Sua Misericórdia Divina.

O “ide e evangelizai” também se traduz em “Misericórdia como o Pai Eterno”. Hoje, o Pai que nos amou em Seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, conta e quer contar, não por fraqueza, mas por sua grandeza, com todos nós. É urgente, há muitas pessoas que precisam da Misericórdia Divina. Isso será possível pelos nossos gestos e palavras.

(Fim).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 19 dezembro 2015

ANO JUBILAR EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA

O Papa Francisco reforçou as “24 h para o Senhor”, que será celebrado na sexta feira e no sábado, anteriores ao IV Domingo da Quaresma. Que nesta data se valorize o sacramento da reconciliação, assim, se contará com os confessores, que representarão um verdadeiro sinal da Misericórdia do Pai. Haverá, também, os Missionários da Misericórdia, os quais são sacerdotes que se inscreverão e serão enviados pelos seus Bispos, em missão de pregar e absolver mesmo pecados reservados ao Papa.

O Papa ainda aproveitou a oportunidade e chamou à conversão aqueles que estão no crime organizado e na corrupção. Nesse sentido, ele não diz que a justiça deve ser desprezada, como se a misericórdia fosse contra a justiça, pois há uma “relação entre justiça e misericórdia.

Não são dois aspectos em contraste entre si, mas duas dimensões de uma única realidade que se desenvolve gradualmente até atingir o seu clima na plenitude do amor”.

No fim da Bula, o Papa Francisco fala sobre as indulgências nesse Ano Santo. Aqueles que se aproximarem da confissão, da Eucaristia e viverem a caridade receberão a indulgência do Pai através da Santa Igreja. Esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Por fim, o Papa ainda fala de uma misericórdia que ultrapassa as fronteiras da Santa Igreja. Esta misericórdia nos relaciona com o judaísmo, o islamismo e outras nobres tradições religiosas.

A misericórdia nos capacita para o diálogo e supera qualquer tipo de violência e discriminação.

O Papa encerra a Bula falando de Maria Santíssima, a Mãe da Misericórdia, que, com sua doçura e alegria, foi escolhida por Deus para ser a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Crucificado e Ressuscitado.

Ela foi testemunha do maior ato de Misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando Ele disse: “Pai, perdoa-lhes”, e na oração da Salve - Rainha, reza-se para que “nunca se canse de volver para nós os seus olhos misericordiosos e nos faz dignos de contemplar o rosto da misericórdia, seu Filho Jesus”.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 18 Dezembro 2015

ANO JUBILAR EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA

O Papa Francisco, desde o início do seu Pontificado, sempre falou sobre a ida dele às periferias. Reforçando este pedido, na presente Bula, o Papa diz: “Neste Ano Santo, podemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais”.

Outra exortação a que o Papa Francisco ainda faz referência é sobre a indiferença; por isso, devem-se abrir os olhos para as misérias do mundo, para escutar os que pedem ajuda, para aqueles que precisam de mãos que transmitam o calor de nossa presença, amizade e fraternidade.

O Papa Francisco lembra que o nosso julgamento diante do Senhor Deus Javé será baseado em Suas próprias Palavras: “se demos de comer, a quem teve fome e de beber a quem teve sede; se acolhemos o estrangeiro e vestimos quem está necessitado; se reservamos tempo para visitar quem está doente e os que estão presos”, pois, ao fim de tudo, seremos julgados pelo amor, conforme nos diz São João da Cruz.

O Papa destacou a Palavra de Deus e a Palavra dentro do tempo da Quaresma como instrumentos que ajudarão a viver bem o Jubileu. A Palavra, no caso, está no Evangelho de Lucas 4, 14-30, que fala sobre a volta de Nosso Senhor Jesus Cristo a Nazaré e a Sua entrada, no sábado, na sinagoga, onde O chamaram para ler a Escritura e comentá-la.

Esta passagem refere-se àquela do profeta Isaías, em que Nosso Senhor Jesus Cristo falou do Seu Ministério e anunciou o ano da Graça do Senhor, ano de anúncio da Boa Nova e de libertação das escravidões contemporâneas.

A Quaresma é um tempo penitencial em que podemos meditar vários textos da Sagrada Escritura, como em Isaías 58, 6 e em Miquéias 7, 18-19, levando-nos a colocar em prática ações propícias às necessidades das pessoas.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos

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Mini Sermão - 17 Dezembro 2015

ANO JUBILAR EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA

O caminho é do perdão, dom do próprio Deus, conforme ensina o Papa Francisco. Perdão e misericórdia que devem ser vividos “nas nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos - em suma, onde houver cristãos, qualquer pessoa poderá encontrar um oásis de misericórdia”. Com isso, o Papa Francisco, concretamente, diz aos cristãos que o perdão e a misericórdia são dons gratuitos, responsabilidade de todos e, como dons gratuitos, devem ser doados a todos.

Conforme já falado, o Ano Jubilar tem o lema “Misericordioso como o Pai” e é iluminado pela Palavra “Sede Misericordiosos, como o Vosso Pai é Misericordioso” (Lc 6, 36). Para ser misericordioso, são necessários a escuta da Palavra, o silêncio para a meditação e a caminhada, como prática da Palavra ouvida e meditada, até a Porta Santa. 

A vida é uma peregrinação, uma caminhada de misericórdia que se recebe e se dá, e o Papa Francisco deseja que esta possa “Servir de estímulo à conversão: ao atravessar a Porta Santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros como o Pai o é conosco”.

(Continua).

Paz e Bem!

R. Carlos. 

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Mini Sermão - 10 Dezembro 2015

ANO JUBILAR EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA

O Papa Francisco, na Bula, citou São João XXIII, quem naquela ocasião do Concílio, alertara que a Igreja Católica precisa “usar mais o remédio da misericórdia que o da severidade”, e também mencionou como modelo de bom samaritano (Lc 10, 29-37), o sucessor dele, beato Paulo VI, que disse: “Desejamos notar que a religião do nosso Concílio foi, antes de mais, a caridade”.

Na Bula Misericordiae Vultus, o Papa ensina que a Misericórdia Divina é algo abstrato, mais, sim, muito concreto, como o amor de uma mãe, ou seja, a Misericórdia Divina provém do íntimo de Deus. No Salmo 136, reza-se “Eterna é a Misericórdia”, significado que a misericórdia atravessa os tempos e está presente até a Eternidade. Tudo em Jesus é misericórdia - Suas palavras de atitude, as meditações sobre as parábolas da misericórdia (Lc 15), o sermão da montanha (Mt 5, 1-12).

O Papa Francisco citou, ainda, São João Paulo II e sua Encíclica Dives in Misericórdia, na qual ele alerta sobre a sociedade atual, que desconsidera a misericórdia, como se ela tivesse caído no esquecimento - palavras atualíssimas para os dias de hoje. A ciência e a tecnologia acabam por ter mais valor, por isso a “Igreja Católica vive uma vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, dos quais ela é depositaria e dispensadora”.

O Papa Francisco completa, dizendo que “a Igreja Católica tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa. A esposa de Cristo assume o comportamento do Filho de Deus, que vai ao encontro de todos sem excluir ninguém”.

(Continua).

Paz e Bem! 

R. Carlos. = Rodolfo Carlos de Siqueira, São José dos Campos (SP)

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PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS

LEITOR

 

Esta apostila conta a história de um grupo de leigos, que vive em meados do século XXI, onde o mundo se encontra em meio à revolução que hostiliza a Santa Igreja Católica Apostólica Romana e quer acabar com a influência dos cristãos.

Este grupo de leigos vê nesta situação um apelo de Deus que os deixam irrequietos, na busca de uma resposta. Rezando e refletindo sobre a realidade de seu tempo formaram o grupo de formação religiosa: “PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS”.

Estes leigos se comprometeram a defender a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a servir os irmãos necessitados, a trabalhar em catequese, pastorais..., enfim, onde a caridade de Nosso Senhor Jesus Cristo e a ação do Espírito Santo inspirar.

Cada leigo teve a sua dificuldade, a sua luta interior, o seu descontentamento com o próximo, e até mesmo com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Estes leigos não foram covardes, não desanimaram, não fugiram para outras denominações religiosas ou seitas que dizem ser Igreja.

E hoje procurando a conversão, conhecedores das Sagradas Escrituras, da Doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana e de sua história, eles sabem que é necessário passar por isto, pois o próprio Mestre Nosso Senhor Jesus Cristo também teve a sua luta, a sua dificuldade, a sua dor...

E você não é diferente dos leigos desta história, e nem é mais que Nosso Senhor Jesus Cristo. Na busca de sua conversão, você também tem sua dúvida, sua dificuldade, seu desânimo, sua solidão, seu vício...

Esperamos poder ajudar de certa forma a sua caminhada, mas já antecipamos, não será fácil. Será preciso a ajuda dos irmãos de caminhada, dos sacramentos, das leituras diárias da Sagrada Escritura, do Novo Catecismo da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Das orações diárias... Das horas de silêncio e do recolhimento... Até mesmo de suas dúvidas, angústias solidões...

 

APRESENTAÇÃO

Somos a família dos “PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS”, um grupo de leigos (as), que procura viver hoje o sonho: “Tornar todos os povos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Estamos imbuídos num processo de renovação, no sentido de manter vivo o carisma dos primeiros apóstolos.

Trata-se de redescobrir nossa verdadeira identidade. Queremos, pois, estar participando da evangelização com novo ardor e comunhão fraterna.

Nesta tarefa de redefinir nossa missão específica de grupo, estamos descobrindo, aos poucos, um novo jeito de ser missionários. Para isso, tem contribuído sem dúvida nenhuma a presença forte dos leigos (as), a vivência de uma espiritualidade própria, um novo modo de viver em comunidade, um redimensionamento e um redirecionamento de nossas atividades.

Mulheres e homens com o compromisso de anunciarem a boa notícia de Nosso Senhor Jesus Cristo, testemunhando os valores do Reino. Cada vez mais animados por esta causa queremos, com nosso estilo de vida, fazer também um convite, para que outras pessoas, atraídas pela proposta de combater a idolatria e anunciar o Deus verdadeiro, venham conosco dar continuidade à missão.

 

PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS - A CAMINHO DE UM IDEAL...” é um dos meios que utilizamos para tornar conhecida a nossa missão.

Oferecemos esta apostila, aos leigos (as), que desejam conhecer, saber de nosso ideal, de nossas obras, para ser também um subsídio de ajuda, sobretudo aos leigos (as) que, atraídos por este ideal, desejam fazer um processo de discernimento vocacional. O chamado a uma participação ativa na Santa Igreja Católica Apostólica Romana e na construção de uma nova Sociedade.

 

COMEÇO DE UMA HISTÓRIA

CONTEXTO HISTÓRICO

 

Estamos em meados do século XXI, onde o mundo se encontra em meio à revolução de todos os tipos que hostilizam a Santa Igreja Católica Apostólica Romana e querem acabar com a influência dos católicos. Esta revolução gera uma série de conflitos de caráter social e religioso, abalando a consciência cristã desta época.

 

ORIGEM DE UMA VOCAÇÃO

 

Um grupo de leigos idealistas vê nesta situação um apelo de Deus, que os deixam irrequietos, na busca de uma resposta. E a partir de encontros, estudos, orações e o Batismo no Espírito Santo - (reavivamento no Espírito), eles descobrem, aos poucos, suas vocações. Deus os prepara para uma missão toda especial.

 

LEIGOS TRABALHADORES

 

Sendo todos de famílias pobres, desde cedo enfrentam a dura realidade da vida, ajudando em casa. Entregam-se à luta, enfrentando a sorte do assalariado. Desta forma vão se familiarizando com a luta pela vida, a cruz e a perseverança nas dificuldades.

 

Uma das consequências imediatas da revolução é o afastamento de muitos Católicos Apostólicos Romanos da vida da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Alguns agem assim, levados pelo engano, outros por comodismo e oportunismo, outros ainda, por interesses pessoais.

 

Reagindo contra estas e outras restrições impostas arbitrariamente à vida da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, estes pequenos missionários de Nosso Senhor Jesus Cristo começaram a se organizar num movimento de defesa dos direitos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Nessa luta estes pequenos missionários desenvolvem o ardor e o amor pela Santa Igreja, bem como suas capacidades de lideranças e a consciência de apóstolos comprometidos com a causa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

APELO DE DEUS E RESPOSTAS DOS LEIGOS

 

Rezando e refletindo sobre a atual realidade, estes leigos descobrem, aos poucos, o apelo de Nosso Senhor Jesus Cristo a respeito de cada um. Afinal de contas, o que é que Nosso Senhor Jesus Cristo pede a cada um nesta situação concreta?

 

E, inquietos, eles se perguntam: Por que tanta gente ignora ou nega explicitamente a fé, quando antes pareciam ser tão católicas? Por que tantos cristãos abandonam a fé?

 

A resposta a essas perguntas é simples, profunda e atual: Para se viver a fé em profundidade e com perseverança, duas coisas são indispensáveis:

 

Primeiro: O conhecimento do Evangelho e da Doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, pois só se ama aquilo que se conhece;

 

Segundo: O envolvimento pessoal, assumindo a fé de modo ativo e comprometedor, pois, a convicção leva a ação.

 

Coerentes com estas respostas, estes leigos decidem desencadear um vasto movimento de renovação e animação da vida cristã partindo destes dois desafios: CONHECIMENTO e ENVOLVIMENTO.

 

Para superar a ignorância religiosa, é preciso ensinar, evangelizar, levar ao conhecimento da verdade. E para superar a passividade dos cristãos, é preciso envolver, ativar, transformar em apóstolos da fé. E para conseguir tudo isso, é necessário promover uma autêntica liderança cristã.

 

Estes leigos estão convictos de que não basta esta ou aquela obra da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. É preciso usar todos os meios para renovar a vida, o espírito, atingindo a pessoa do cristão.

 

FUNDAÇÃO DO GRUPO DE FORMAÇÃO RELIGIOSA

PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS

 

No intuito de concretizar esse ideal, os leigos, fundaram um grupo de formação religiosa “PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS”.

 

PEQUENOS: LIMITADOS

MISSIONÁRIOS: PREGADORES DA MISSÃO CRISTÃ

JESUS: DEUS SALVA

 

Este grupo de formação religiosa é constituído, por leigos que, a exemplo dos apóstolos, que deixaram tudo para se dedicarem, inteiramente ao serviço da evangelização, animação e coordenação das atividades da sociedade comprometendo-se a realizarem a missão, cada qual no seu respectivo campo de ação: (catequese, nas diversas pastorais: da evangelização, da família, do menor, carcerária, dos enfermos...).

 

Este foi o primeiro grande passo para a formação do grupo de formação religiosa “PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS”. A planta evolui, várias modificações vão acontecendo, com dor e alegria, mas sempre para uma vida nova em direção à meta proposta: “Tornar Nosso Senhor Jesus Cristo conhecido para a glória de Deus Pai”.

 

VOCAÇÃO MISSIONÁRIA

 

O leigo, para ser missionário, deve cada dia sentir-se atraído para um caminho diferente daquele proposto pelo mundo atual. Deve participar de encontros, estudos religiosos, missões... Para assim começar a despertar intensamente o ideal missionário e religioso e sempre em busca da vontade de Deus a seu respeito, e então perceber que ali está o seu lugar e a realização do seu ideal missionário.

 

A vida laboriosa, a dedicação e total consagração ao ideal e a missão, são virtudes.

 

Duas características logo se sobressaem sobre estes missionários:

 

O grande espírito e zelo missionário; e a adesão e dedicação plena à causa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

O zelo apostólico - o missionário transforma a vida numa busca contínua e ansiosa da própria vocação. Esta busca tem uma resposta mais concreta no momento em que se conhece realmente o Divino Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

A MISSÃO DOS PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS

 

A missão dos Pequenos Missionários de Jesus é de se comprometer a anunciar a Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo a todos, por todos os modos e meios que a caridade de Nosso Senhor Jesus Cristo inspirar. Empenhando-se de corpo e alma pelo apostolado dos irmãos mais carentes.

 

A missão dos Pequenos Missionários de Jesus pode ser sintetizada no conceito do “testemunho de vida”. Os Pequenos Missionários de Jesus devem “Proclamar a glória de Deus”, isto é, manifestar Deus Pai Javé através da própria vida como um todo, na maneira de ser e agir. Só pode levar Nosso Senhor Jesus Cristo aos outros, quem for de fato de Nosso Senhor Jesus Cristo. O elemento fundamental que engloba, de certa forma todos os demais, é, pois, a vivência dos valores anunciados.

 

O testemunho de vida é essencial. Entretanto, ele não existe ou apenas é fuga, quando não se concretiza na ação. O segundo elemento da missão dos PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS é, pois, a ação na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, que pode ser sintetizado no anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo, como salvador do mundo. Só Nosso Senhor Jesus Cristo pode salvar ou libertar os homens do pecado e das consequências do pecado; por isso, a missão dos PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS consiste em anunciar Nosso Senhor Jesus Cristo, como Salvador.

 

Para aderir a Nosso Senhor Jesus Cristo, antes de tudo, é preciso conhecê-lo. Só pode ser Igreja, quem conhece a sua fé. E para isto é preciso aprender, levar ao conhecimento, e anunciar.

 

O conceito de anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo é amplo e exprime praticamente a missão de toda Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Todo cristão, pelo compromisso do Batismo, tem o dever sagrado de evangelizar, de ser apóstolo em seu meio-ambiente. Assim, é a missão dos PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS de anunciar o Salvador, envolvendo, engajando, formando líderes cristãos apóstolos e missionários.

 

A missão dos PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS se fundamenta numa tríplice missão:

 

GEOGRAFIA: (LUGARES)

ÉTNICA: (PESSOAS)

INSTRUMENTAL: (MEIOS)

 

GEOGRAFIA: Os PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS devem estar dispostos a servir a Santa Igreja católica Apostólica Romana em qualquer lugar que forem enviados.

 

ÉTNICA: Os PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS procuram anunciar Nosso Senhor Jesus Cristo a todos, sem distinção de raça, cor, credo ou condição social.

 

INSTRUMENTAL: Os PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS, não se ligam com exclusividade a uma só obra ou atividade apostólica, todos os meios ou atividades apostólicas são válidas, desde que se prestem ao anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo e levem os cristãos a assumirem a sua fé como apóstolos. É por isso que os PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS se dedicam às atividades apostólicas tão variadas, tais como: catequese, cursos, palestras, educação recreativa, pastorais, retiros, etc.

 

SÍNTESE DA MISSÃO

 

Anunciar Nosso Senhor Jesus Cristo com o exemplo (testemunho de vida), palavras e escritos (forma de anunciar) e de todos os modos e meios que a caridade de Nosso Senhor Jesus Cristo e a ação do Espírito Santo inspirar (escolhendo as atividades apostólicas de acordo com as necessidades do tempo e do lugar). Todos devem ser missionários, todos devem participar ativamente da missão da Santa Igreja Católica Apostólica Romana de anunciar Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

PERFIL DOS PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS

 

GRATUIDADE: Viver com espírito de fé e gratuidade. O sentido da vida não está em acumular, mas na alegria de partilhar e servir.    

 

LIBERDADE: Ser pobre, simples, para ser livre diante dos poderes e das seduções. Buscando a liberdade total dos que estão dispostos a morrer pelo Reino.

 

CRIATIVIDADE: Viver o encanto da vida, como quem sabe que o caminho se faz ao caminhar. Não ter medo do novo e nem do conflito. Fazer resistência às repetições, esquemas fixos e dependências.

 

TRANSFORMAÇÃO: Ter paixão pela justiça e lutar pela verdadeira paz, em defesa da vida, ao lado dos mais pobres.

 

FRATERNIDADE: Sonhar com a fraternidade, acima de raças, idades, sexos e credos. Viver em espírito de comunhão e igualdade fraterna.

 

TESTEMUNHO: Ser o que é, falar o que crê, e crer no que fala, vivendo o que proclama, nas pequenas coisas de cada dia.

 

PROFECIA: Ter uma atitude de denúncia diante dos “valores” apresentados pela sociedade de consumo, de conformismo, de massificação e de rotina. O Evangelho é o critério de decisão.

 

ESPERANÇA: Acreditar no amanhã. Juntar-se a outros por uma causa que vale a pena abraçar e pela qual vale a pena viver e morrer.

 

Estes traços correspondem ao estilo de vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, que chamou e enviou missionários para fazer o mesmo.

 

ESTE IDEAL

 

É um caminho...

Uma proposta...

Uma opção de vida!

 

 

 

 

 

 

 PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS

 

 

 A CAMINHO DE UM IDEAL...

FUNDAÇÃO DO GRUPO DE FORMAÇÃO RELIGIOSA

PEQUENOS MISSIONÁRIOS DE JESUS

 

Mini Sermão 03 de fevereiro de 2016. 

DOM BOSCO – CARTA AOS JOVENS

CONSIDERAÇÕES PARA CADA DIA DA SEMANA                                              Quarta feira – O Juízo.                                                                                                         1º - É a sentença que o Salvador pronunciará no final de nossa vida, sentença com a qual será fixada a sorte de cada um de nós por toda a eternidade. Quando tiver saído do corpo, a alma comparecerá imediatamente diante do Divino Juiz. Esse encontro é terrível para o pecador, porque sua alma se apresenta sozinha diante de um Deus ao qual desprezou e ofendeu, de um Deus que conhece até o último pensamento do seu coração. Quem nos acompanhará naquele momento? Nada levaremos deste mundo, senão o bem ou o mal que tivermos feito nesta vida. Cada qual prestará conta de seus atos, sejam bons, sejam maus. Não haverá desculpas nem pretextos. Santo Agostinho, falando daquele terrível instante, se exprime assim: “Ó mortal compareceres diante do Criador para seres julgado, tu te encontrarás diante de um Juiz cheio de indignação, os teus pecados te acusarão; os demônios estarão prontos a executar a sentença; dentro de ti mesmo terás a consciência que te agita e te atormenta; e ateus pés o inferno estará aberto para engolir-te. Em tal aflição, para onde irás, para onde fugirás? ” Ditoso de ti, meu filho, se procederes bem durante a vida!                                                                                 2º - depois, o divino Juiz abrirá o Livro das consciências e dará início ao exame:                          - Quem és tu? Te perguntará o Juiz inapelável.                                                                                            – Sou um Cristão.                                                                                                                        – Bem, se és cristão, verei se te comportaste como tal.                                                               Então começará a recordar-te das promessas feitas no Batismo, pelas quais renunciaste ao demônio, ao mundo e à carne; te representará as graças que te concedeu, os Sacramentos que recebeste, as pregações, as instruções, os conselhos de teus confessores, as correções de teus pais; tudo isto te será colocado diante dos olhos.                     -Mas tu, dirá o divino Juiz, apesar de tantos dons, de tantas graças, como correspondeste mal à fé que professaste! Logo que chegaste ao uso da razão, começaste a Me ofender com mentiras, com faltas de respeito na Igreja, com desobediências a teus pais e com muitas outras transgressões de teus deveres. Se pelo menos te houveres portado bem quando te tornaste mais crescido! Mas com a idade só crescente no desprezo da minha Lei. Missas perdidas, profanações de dias festivos, blasfêmias, más conversações, confissões malfeitas. Comunhões ás vezes sacrílegas, escândalos dados aos teus companheiros; eis o que fizeste em vez de servir-Me! ”.  Ao escandaloso, se dirigirá cheio de indignação e dirá:                                                                                                              -Vês aquela alma que caminha pela senda do pecado? Foste tu que ensinaste a maldade com tuas palavras escandalosas; se tivesses sido bom cristão; deverias ter ensinado os teus companheiros o caminho do Céu; mas fizeste exatamente o contrário, ensinando a eles o caminho da perdição. Vês aquela alma que está no inferno? Foste tu que me roubaste com teus pérfidos conselhos e a entregaste ao demônio, sendo tu a causa de sua perdição eterna. Agora tua alma pagará a perfídia daquele escândalo. Que te parece desse exame, meu filho? Que te dirá tua consciência? Ainda tens tempo, se quiseres: pede a Deus perdão de teus pecados, prometendo sinceramente jamais voltar a ofendê-Lo, e começa hoje mesmo uma vida cristã. Assim poderás adquirir um tesouro de boas obras para quando tiveres que comparecer ante o tribunal de Jesus Cristo.                                    3º - Em vista de um exame tão rigoroso pelo divino Juiz, o pecador tratará de se desculpar, dizendo que não esperava ser julgado com tanta severidade. Mas o Senhor lhe responderá: - Não ouviste naquela pregação do Catecismo, não leste naquele Livro que Eu ia pedir conta de tudo? O desgraçado se lembrará então da misericórdia divina; mas já não haverá misericórdia para ele, porque não merece misericórdia quem por tanto tempo abusou dela; com a morte acabou o tempo da misericórdia. A alma se lembrará dos Anjos, dos Santos, de Maria Santíssima; mas. Ela, em nome de todos, dirá: “Queres agora a minha proteção? Não. Me quiseste por Mãe durante tua vida. Agora também não te quero mais por filho; já não te conheço”. Então o pecador, encontrando-se perdido, pedirá gritando às montanhas e penhascos que o escondam; mas estes não se moverão. Invocara o inferno, e o verá aberto diante de si. Neste mesmo momento, o Juiz inexorável proferirá a terrível sentença: - Vai-te, filho infiel! Afasta-te de Mim! Meu Pai celestial te amaldiçoa. Eu também te amaldiçoo! Vai-te para o fogo eterno, a gemer e penar no inferno, com os demônios, por toda a eternidade! Aquela alma desgraçada, antes de afastar-se para sempre de seu Deus, voltará uma última vez a olhar par ao Céu e, no cúmulo do desespero, exclamará: “Adeus, companheiros; adeus, amigos, que habitais no reino da glória; adeus pai, mãe, irmãos, irmãs; vós gozareis eternamente, e eu serei para sempre atormentado; adeus. Anjo da minha guarda. Anjos e Santos do Paraiso, nunca vos verei; adeus, meu Salvador, Cruz santa, Sangue divino derramado inutilmente por mim! Neste momento deixo de ser filho de Deus para ser no inferno escravo do demônio”. Então aquela alma infeliz cairá nas mãos dos demônios, que a arrastarão e precipitarão nos abismos de penas, de misericórdias e de tormentos eternos. Não temes, meu filho, que te acontecerá o mesmo? Ah! Por amor de Jesus e de Maria, prepara-te com boas obras para merecer uma sentença favorável. Lembra-te de que, quanto mais é espantosa a sentença proferida contra o pecador, tanto mais consoladoras serão as palavras de Jesus para o homem que tenha vivido cristãmente: “Vem; vem tomar posse da glória que se preparei. Tu. Me serviste com fidelidade no breve tempo da tua vida; agora serás eternamente feliz. Entra no gozo do teu Senhor”. Meu Jesus, concedei-me a graça de ser do número desses bem-aventurados. Virgem Santíssima, ajudai-me, protegei-me na vida e na morte, e especialmente quando me apresentar no tribunal de vosso divino Filho para ser julgado!                                                         (Continua)                                                                                                                                       - Entre em www.maikol.com.br                                                                                                                    - Clique em Outros                                                                                                                                             - Clique em Rodolfo                                                                                                                                            Paz e Bem!                                                                                                                         R. Carlos 

01/11/2016

MINI SERMÃO

Queridos irmãos e irmãs! Evangelho (Lc 4, 31-37): “As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade”. Jesus falava com autoridade, não como quem impõe e ordena; mas, como quem pode fazer acontecer o que diz. Ao falar, Jesus agia interiormente no coração das pessoas, movendo-as na direção do bem. Podiam resistir se quisessem, mas sentiam a força da atração que os arrastava para Ele. A palavra de Jesus continua a nos atingir com a mesma força. Deixemos que seu poder nos salve. Oração: Senhor Jesus, não me adiantaria nada saber como devo viver, se ao mesmo tempo vosso poder divino não me desse forças para o fazer. Sois meu salvador, porque me podeis transformar, e podeis ajudar-me a vencer minhas más inclinações. Em Vós está minha confiança e minha alegria. Sou feliz porque, ajudado por Vós, posso viver na fraternidade e na paz. Bendita seja vossa bondade. Amem. Paz e Bem! R. Carlos

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