Renato 2018

Renato Lima

Confrade Renato Lima, nascido em 1970, é Vicentino desde 1986. É o 16º Presidente Geral do Conselho Geral Internacional da SSVP (2016/2022).

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Declaração oficial da SSVP a favor da vida
4 Maio 2018
Nesse mês de maio, em que celebramos o mês de Maria e também o Dia das Mães, o Conselho Geral Internacional apresenta uma declaração bem clara sobre o direito à vida e sobre o papel protagonista da mulher.
É compromisso absoluto da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) defender a vida e a família! Somos uma entidade leiga cristã, defensora da sacralidade da vida e dos valores do Evangelho, atuando nos cinco continentes e travando uma batalha contínua contra todas as formas de pobreza.
Temos percebido com tristeza, em todo o mundo, investidas de grupos que buscam a legalização do aborto. Seguimos a orientação da Santa Mãe Igreja e somos fiéis às palavras do querido Papa Francisco: “Quero enfatizar, com todas as minhas forças, que o aborto é um pecado grave, porque põe fim a uma vida humana inocente. Com a mesma força, no entanto, posso e devo afirmar que não existe nenhum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, ali onde se encontra um coração arrependido”.
Ratificamos nossa posição de defesa, não só por dever cristão, mas, sobretudo, como uma atitude frente à sacralidade da vida do ser humano. Defendemos a vida em todos os momentos e dificuldades em que ela se encontre. Repudiamos todas as argumentações, ameaças e mecanismos contra a vida! Não construiremos uma sociedade justa, com paz e prosperidade, admitindo o direito de assassinar os seres humanos, sobretudo os mais indefesos e inocentes.
Não foi e nunca será uma causa que possamos defender, nem aceitar, nem tolerar nem contemporizar. Cremos ainda, não existir coerência nem racionalidade nesta maneira de pensar. Ninguém – nações, sistemas de governos e grupos ativistas sem religião – pode negar o direito à vida a outros seres humanos.
Como Vicentinos, somos eternos e incansáveis defensores da vida! Eis a tarefa que nos é irrenunciável como associação civil de leigos cristãos, devotos e comprometidos com o Reino de Deus.
Nosso mister é promover a dignidade da pessoa humana. E isso significa, antes de tudo, reconhecer o direito inviolável à vida, desde a fecundação até a morte natural.
Em nome da diretoria internacional
Renato Lima de Oliveira
Presidente Geral
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Conselho Geral lança nova página na internet em 23 de abril de 2018

Uma das prioridades do Conselho Geral Internacional da SSVP é fortalecer a comunicação em todos os níveis, interna e externamente, sendo um dos itens prioritários do planejamento estratégico da atual gestão, presidida pelo confrade Renato Lima de Oliveira. Desta forma, para comemorar os 185 anos de fundação da SSVP e os 205 anos do nascimento do Bem-aventurado Ozanam, o Conselho Geral lança, no dia 23 de abril de 2018, sua nova página na internet.

O novo site ajudará a SSVP a ampliar a sua rede de caridade, comunicando de forma mais moderna, dinâmica e atrativa, respondendo melhor às exigências do mundo atual. Assim como nos disse o papa Bento XVI: “As novas tecnologias não somente estão a mudar a forma de comunicar, mas também está transformando a comunicação em si mesma, de tal sorte que a forma de difundir a informação e o conhecimento tem aberto oportunidades sem precedentes para estabelecer relações e construir mais fraternidade”.

No dia 23 de abril, data de fundação da SSVP e do aniversário de Ozanam, o novo site será lançado com inúmeras novidades. A página é diferente da anterior, pois agora haverá duas áreas distintas: uma para o público em geral (não Vicentinos), e outra apenas para Vicentinos.

No site de acesso geral, o objetivo é oferecer uma clara ideia que do significa a SSVP, detalhando sua missão, visão, princípios, valores e objetivos, assim como destacar notícias sobre a SSVP, suas atividades, projetos, programas e iniciativas, não só a respeito do Conselho Geral, mas, de todos os Conselhos Superiores também.

Por sua vez, o acesso exclusivo para os membros Vicentinos foi desenhado para ajudar os confrades e as consócias, além dos voluntários e colaboradores da SSVP, a estarem mais preparados com todo o material necessário para melhor servir aos que sofrem e necessitados, com documentos de formação, relatórios institucionais, manuais, leituras espirituais, módulos de capacitação e treinamento, informações sobre liderança servidora, etc.

Uma presença ativa, dinâmica e próxima no mundo digital é de vital importância para a SSVP internacional. Como sabemos, o Presidente Geral é jornalista e sabe bem que, sem uma comunicação eficiente, não é possível atingir bons resultados institucionais. “Estou muito feliz com o trabalho da Comissão de Comunicação no âmbito do Conselho Geral, além do suporte fundamental do nosso staff em Paris, ao desenvolver essa nova página. Espero que todos os confrades e consócias do mundo gostem do novo site, e possam desfrutá-lo. Pedimos que os Conselhos Superiores possam nos ajudar na difusão dessa notícia entre os seus nacionais”, agradeceu o confrade Renato Lima.

Nem todos os links estarão disponíveis, imediatamente, nas cinco línguas oficiais da Confederação. As traduções serão feitas paulatinamente. Quem quiser ajudar nesta tarefa, ficaremos muito felizes com sua generosa colaboração.
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Conselho Geral lança concurso internacional de redações sobre Lallier

Para comemorar de maneira mais intensa o “Ano Temático Internacional de François Lallier”, aberto pelo 16º Presidente Geral da SSVP, confrade Renato Lima de Oliveira, na sua Carta-Circular de 31 de janeiro último, o Conselho Geral Internacional da SSVP lançou, nesta semana (8 de fevereiro), o Concurso Literário Internacional “A Primeira Conferência”.

O edital, com as regras e anexos do concurso, está disponível no site do CGI (www.ssvpglobal.org). Os trabalhos escritos não poderão ultrapassar 20 páginas.  Serão concedidos prêmios em dinheiro para os três primeiros lugares (1.000, 750 e 500 euros, respectivamente). As Conferências Vicentinas dos autores premiados também receberão os mesmos valores em dinheiro, que devem ser usados em benefício das famílias assistidas ou de obras Vicentinas.

Poderão ser inscritos trabalhos em cinco idiomas: português, espanhol, inglês, italiano e francês. O prazo final para o envio das dissertações/redações é o dia 8 de julho de 2018 (cinco meses). A comissão organizadora anunciará o resultado final no dia 8 de setembro de 2018, e os prêmios serão entregues aos vencedores logo em seguida.

Este concurso está inserido no programa de trabalho do 16º Presidente Geral, que instituiu os “anos temáticos” com a finalidade de difundir a vida, a obra e o legado dos fundadores da primeira Conferência Vicentina, em 1833. “O Conselho Geral espera que muitos Vicentinos, especialmente os jovens, participem do concurso de Lallier, da mesma maneira como participaram do concurso de Bailly, que foi um grande sucesso. Precisamos estudar e valorizar a biografia dos nossos queridos fundadores”, destacou o confrade Renato Lima.

O mesmo concurso acontecerá nos anos seguintes, até 2022. No ano de 2019, o tema será “Paul Lamache”. Participe! Pedimos aos Conselhos Superiores que auxiliem o CGI na difusão desse concurso junto às Conferências e Conselhos em cada país, bem como nas escolas vicentinas e universidades católicas. Mais informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. (Anne, Marisa ou Juan Manuel).

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A viagem missionária do Presidente Geral à África – Março 2018

Cfd. Renato Lima (*)

Entre os dias 20 de fevereiro e 15 de março deste ano de 2018, tive a alegria e o privilégio de conhecer, na qualidade de Presidente Geral da SSVP, sete países do continente africano, perfazendo 28.000 km de distância: Burquina Fasso, Nigéria, República Centro-africana, Zâmbia, Botsuana, Moçambique e África do Sul.

Em todos os lugares em que estive, fui muito bem recebido. Fiquei impressionado com o carinho, o vigor, a generosidade e a religiosidade dos Vicentinos africanos. Também me chamou a atenção a criatividade dos Vicentinos africanos para poder praticar a caridade com poucos recursos econômicos, além da inovação de muitos dos projetos sociais em execução.

Não é à toa que a SSVP está crescendo rapidamente na África, não somente em quantidade, mas, sobretudo, em qualidade. Estamos presentes em 41 países dos 55 que compõem o continente.

Em todas as nações, reuni-me com dezenas de sacerdotes, bispos, cardeais e núncios apostólicos. Cumpri uma agenda intensa: entrevistas a meios de comunicação, presença nas reuniões das Conferências e dos Conselhos, reuniões com a juventude, palestras em auditórios, visitas domiciliares e a obras vicentinas.

Nos encontros com as famílias carentes, senti forte emoção quando entrei nas casas delas, e pude trocar experiências sobre a vida sofrida que elas levam, as dificuldades relacionadas à saúde e ao emprego, os dilemas para a criação e educação dos filhos, a falta de apoio dos governos locais, a importância da participação na santa missa e nos sacramentos, entre tantos outros assuntos.

Também conversei muito nas Conferências e Conselhos por onde passei, deixando a mensagem de paz, de unidade e de caridade que o Conselho Geral leva a todas as nações.

Sou o primeiro Presidente Geral que vem de um país em desenvolvimento, como o Brasil, e por isso compreendo bem a realidade da África. São situações similares, com muitas desigualdades sociais, políticas, ambientais e econômicas.

(*) 16º Presidente Geral da SSVP.

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23 Abril 2018

Estimado presidente,

Queridos membros da Diretoria,

Estimados presidentes de Conselhos Metropolitanos,

Há 185 anos, no dia 23 de abril de 1833, um grupo de leigos franceses católicos, devotos e visionários, reuniu-se em Paris, sob as luzes do Divino Espírito Santo, para fundar a primeira “Conferência de Caridade”, anos depois conhecida como “Sociedade de São Vicente de Paulo”. O que motivou aqueles homens de fé foi a prática da caridade, a santificação pessoal, a amizade entre eles e a construção de um mundo mais justo, baseado nos valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em poucos anos, a entidade nascente crescia rapidamente dentro da França, vindo a atingir outros países da Europa e do mundo. Atualmente, a SSVP está presente em 153 países/territórios, reunindo 800.000 membros e mais de 1 milhão de voluntários, ajudando a 30 milhões de pessoas por ano. Aquela primeira Conferência (Saint-Étienne-du-Mont) transformou-se em 50.000 novas “comunidades de fé e de serviço”. Um verdadeiro milagre de Deus operado pela intercessão dos nossos fundadores! A Igreja também, por meio de diversos Breves Papais, conferiu amplo reconhecimento institucional à SSVP, em diversas oportunidades.
Todos nós, Vicentinos do Século XXI, precisamos estar conscientes de que, com a graça de Deus, o trabalho que realizamos, embora bastante discreto, é muito efetivo e tem gerado inúmeros frutos para as pessoas socorridas. São incontáveis os benefícios proporcionados a milhões de seres humanos necessitados, que contam com a mão amiga Vicentina para continuar a superar os desafios da vida. Nem sempre percebemos a importância e a relevância que a ação caritativa da SSVP exerce no mundo.
Vale, aqui, mencionar algumas palavras de estímulo que o 1º Presidente Geral, Emmanuel Joseph Bailly de Surcy, incluiu na introdução da Regra de 1835, as quais eu muito aprecio: “Os sentimentos de fraternidade entre os confrades converterão os nossos corações num só coração, e todas as nossas almas numa única alma (“cor unum et anima una”), e isso tornará mais querida a nossa Sociedade fraterna. Ainda que amemos muito a nossa humilde Sociedade, temos que saber que ela é uma obra nascida pela misericórdia de Deus”.
É fundamental, ainda, mencionar as consócias e os confrades já falecidos nestes 185 anos de existência da SSVP. Recordamos respeitosamente a sua memória, e a eles dirigimos uma oração amorosa, pois os nossos predecessores que já se encontram na Casa do Pai fazem parte da “Conferência Celestial”, e seguem intercedendo por nós aqui na Terra. É por isso que nossa SSVP pode ser considerada uma verdadeira “escola de santidade”, uma vez que já temos cerca de 50 membros em processos de canonização em diferentes etapas, entre eles o bem-aventurado Ozanam.
Na condição de 16º Presidente Geral, e em nome da diretoria internacional, gostaria que essa mensagem chegasse a todos os Vicentinos do Brasil, felicitando-os pelos relevantes serviços prestados à humanidade, à Igreja e à sociedade civil. Mantenham-se firmes na fé, na caridade e na esperança, sempre em unidade com o Conselho Geral, que é o guardião da Regra e das origens da nossa Sociedade.
Que Deus continue nos cumulando de bênçãos, e que a Virgem Maria nos proteja de todos os males. Muito obrigado, Ozanam, Bailly, Lallier, Clavé, Le Taillandier, Lamache e Devaux! Obrigado, irmã Rosalie Rendu! Parabéns a todos os vicentinos do mundo. Viva a França! Viva o Brasil! Viva a SSVP!
Por fim, agradeço a todos pelo apoio dado na difusão dos principais projetos e programas internacionais que estão sendo levados a cabo pelo Conselho Geral, a fim de que os Vicentinos possam estar bem atualizados sobre as notícias e iniciativas em mancha. Mais detalhes podem ser obtidos no site do Conselho Geral: www.ssvpglobal.org. Peço suas orações pelo êxito deste mandato, pelos mais necessitados e para a glória do Senhor Jesus.
Confrade Renato Lima de Oliveira

16º presidente-geral

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http://pt.ssvpglobal.org/Noticias/Noticias-do-CGI/Conselho-Geral-lanca-nova-pagina-na-internet-em-23-de-abril

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Conselho Geral publica texto sobre os 185 anos de fundação da SSVP
O site do Conselho Geral Internacional publicou, hoje, 16 abril 2018, um texto, assinado pelo 16º Presidente Geral, confrade Renato Lima de Oliveira, sobre os 185 anos de existência da Sociedade de São Vicente de Paulo, cuja festa acontece na semana que vem, dia 23 de abril de 2018. Na mensagem, o confrade Renato destacou o crescimento da entidade, desde 1833, até os dias de hoje, atingindo a 800.00 membros em 153 países ou territórios.
O Presidente Geral também realçou a importância dos confrades e consócias já falecidos, que agora fazem parte da “Conferência Celestial”. “É por isso que nossa SSVP pode ser considerada uma verdadeira “escola de santidade”, uma vez que já temos cerca de 50 membros em processos de canonização em diferentes etapas, entre eles o bem-aventurado Antônio Federico Ozanam, que está comemorado 205 anos de nascimento”, observou o confrade Renato.
Leia a íntegra do texto clicando em:
http://pt.ssvpglobal.org/Noticias/Noticias-do-CGI/185-anos-de-caridade-e-de-amor-junto-aos-que-sofrem

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185 anos de caridade e de amor junto aos que sofrem
16 Abril 2018
Notícias do CGI Aniversários


Há 185 anos, no dia 23 de abril de 1833, um grupo de leigos franceses católicos, devotos e visionários, reuniu-se para fundar a primeira “Conferência de Caridade”, anos depois conhecida como “Sociedade de São Vicente de Paulo”. O que motivou aqueles homens de fé foi a prática da caridade, a santificação pessoal, a amizade entre eles e a construção de um mundo mais justo, baseado nos valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em poucos anos, a entidade nascente crescia rapidamente dentro da França, vindo a atingir outros países da Europa e do mundo. Atualmente, a SSVP está presente em 153 países ou territórios, reunindo 800.000 membros e mais de 1 milhão de voluntários, ajudando a 30 milhões de pessoas por ano. Aquela primeira Conferência (Saint-Étienne-du-Mont) transformou-se em 50.000 novas “comunidades de fé e de serviço”. Um verdadeiro milagre de Deus operado pela intercessão dos nossos fundadores! A Igreja também, por meio de diversos Breves Papais, conferiu amplo reconhecimento institucional à SSVP, em diversas oportunidades.
Todos nós, Vicentinos do Século XXI, precisamos estar conscientes de que, com a graça de Deus, o trabalho que realizamos, embora bastante discreto, é muito efetivo e tem gerado inúmeros frutos para as pessoas socorridas. São incontáveis os benefícios proporcionados a milhões de seres humanos necessitados, que contam com a mão amiga Vicentina para continuar a superar os desafios da vida. Nem sempre percebemos a importância e a relevância que a ação caritativa da SSVP exerce no mundo.
Vale, aqui, mencionar algumas palavras de estímulo que o 1º Presidente Geral, Emmanuel Joseph Bailly de Surcy, incluiu na introdução da Regra de 1835, as quais eu muito aprecio: “Os sentimentos de fraternidade entre os confrades converterão os nossos corações num só coração, e todas as nossas almas numa única alma (“cor unum et anima una”), e isso tornará mais querida a nossa Sociedade fraterna. Ainda que amemos muito a nossa humilde Sociedade, temos que saber que ela é uma obra nascida pela misericórdia de Deus”.
Eu não poderia terminar essa reflexão sem mencionar as consócias e os confrades já falecidos nestes 185 anos de existência da SSVP. Recordamos respeitosamente a sua memória, e a eles dirigimos uma oração amorosa, pois os nossos predecessores que já se encontram na Casa do Pai fazem parte da “Conferência Celestial”, e seguem intercedendo por nós aqui na Terra. É por isso que nossa SSVP pode ser considerada uma verdadeira “escola de santidade”, uma vez que já temos cerca de 50 membros em processos de canonização em diferentes etapas, entre eles o bem-aventurado Ozanam.
Na condição de 16º Presidente Geral, e em nome da diretoria internacional, gostaria que essa mensagem chegasse a todos os Vicentinos do mundo, felicitando-os pelos relevantes serviços prestados à humanidade, à Igreja e à sociedade civil. Mantenham-se firmes na fé, na caridade e na esperança, sempre em unidade com o Conselho Geral,  que é o guardião da Regra e das origens da nossa Sociedade.
Que Deus continue nos cumulando de bênçãos e que a Virgem Maria nos proteja de todos os males. Muito obrigado, Ozanam, Bailly, Lallier, Clavé, Le Taillandier, Lamache e Devaux! Obrigado, irmã Rosalie Rendu! Parabéns a todos os Vicentinos do mundo. Viva a França! Viva a SSVP!
Cfd. Renato Lima de Oliveira
16º Presidente Geral

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Divino 10/2018

A devida recompensa e as obras de caridade

Renato Lima

Nossa salvação depende, além da fé viva que temos em Jesus Cristo, dos gestos e atos que tivermos realizado, aqui na Terra, perante o próximo. A Bíblia está repleta de “garantias divinas” sobre as recompensas que receberemos diante do bem verdadeiro que fizermos.

São Paulo adverte que iremos comparecer “ao tribunal de Cristo” com a finalidade de receber a “devida recompensa” (prêmio ou castigo) do que tivermos feito ao longo de nossa vida corporal (2ª Cor 5, 10). Noutra passagem, o mesmo Paulo garante “a coroa da justiça” (isto é, a vitória da salvação) àqueles que guardarem a fé e combaterem o bom combate (2ª Tm 4, 8), ou seja, para todos que aliarem fé e prática.

Na Carta aos Gálatas, Paulo alerta sobre as obras da carne, as quais, quem as praticar, não herdará o reino dos céus. Ao mesmo tempo, o apóstolo garante que quem viver e cumprir os frutos do Espírito Santo, entre eles a caridade e a bondade, serão salvos (Gl 5, 19-25). Também vale registrar duas passagens que se complementam entre si: “O Filho do Homem recompensará, a cada um, segundo suas obras” (Mt 16, 27) e “Eis que venho, em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras” (Apoc 22, 12).

Outra citação cabal pode ser encontrada em Romanos: “No dia do juízo, Deus retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna aos que fizerem o bem” (Rom 2, 6). Além da promessa de vida eterna, a vivência e prática da caridade também ajudam a melhorar-nos como pessoa: “Mantenham entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão de pecados” (I Pd 4, 8).

Também no Antigo Testamento podemos encontrar citações que atestam o julgamento dos fiéis com base nas obras de caridade realizadas ao longo da vida: “Tu lhes darás recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos” (Lamentações 3, 64). Em Provérbios, encontramos duas pérolas que trazem conforto ao nosso coração: “O encanto de um homem é a sua caridade” (Prov 19, 22) e “O homem benevolente será abençoado” (Prov 22, 9).

Portanto, como se vê, na Bíblia há diversas sinalizações de que todos nós, ricos ou pobres, passaremos pelo julgamento divino, e poderemos receber dois vereditos: o prêmio (céu) ou o castigo (inferno). Se formos caridosos e praticarmos a caridade durante nossas vidas, nossas chances de entrar nos céus é bastante elevada.

As Sagradas Escrituras são bem claras; nós, porém, é que, às vezes, tentamos mascarar as coisas para tentar evitar as consequências de nossas ações, mas Deus é onipresente e onisciente. Não devemos ter medo do julgamento, pois Jesus assim prometeu: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25, 34). Mas essa “herança” só acontecerá se praticarmos atos de caridade, como dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, visitar os enfermos e os encarcerados, etc (Mt 25, 35s).

Desta maneira, ser vicentino é uma oportunidade ímpar que Deus nos dá para entrarmos no Paraíso. Quer prêmio maior que poder ver a face de Deus? Quer alegria maior que poder abraçar a Cristo e a Nossa Senhora? Há algo mais importante que entrar no Reino dos Céus?

Portanto, a fé vale muito no processo de santificação, pois é a base de tudo. Mas, sem as obras de caridade, ficará muito difícil alcançar a eternidade, como nos afiança São Tiago: “Assim como o corpo sem alma é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2, 26). Para reflexão: temos consciência de que as boas obras que praticarmos nos abrirão as portas do Paraíso?

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Divino 09/2018

A incapacidade de ver as virtudes nos outros

Cfd. Renato Lima (*)

Estamos vivendo em uma época na qual boa parte das pessoas estão cada vez mais preocupadas consigo mesmas. O egoísmo e o individualismo estão superando as previsões mais conservadoras. As pessoas falam apenas de dinheiro, carros, compras, viagens, bens patrimoniais e elementos relacionados ao aspecto material.

Há pouco espaço para o espiritual e para os valores familiares. Casamento e filhos, por exemplo, são assuntos quase proibidos! É, de fato, um cenário devastador para todos os cristãos, especialmente para nós, vicentinos, que lutamos para construir um mundo mais fraterno e menos desigual. É por isso que a mensagem salvífica de Cristo continua atual, e torna-se cada vez mais necessária num ambiente em que a maldade parece superar a bondade.

Nas redes sociais, por exemplo, é possível verificar a futilidade das pessoas e o grau bastante raso que os indivíduos têm ao se manifestarem publicamente. Elas procuram mostrar uma pretensa imagem de felicidade, ao estarem rodeadas de amigos, mas na verdade são pessoas solitárias, psicologicamente fragilizadas e tristes. Basta conferir os comentários delas, publicados nos sites de relacionamento pessoal.

O que dizer disso tudo? É realmente decepcionante e devastador comprovar que as pessoas estão, a cada dia, mais fechadas em seus mundos. E o que isso tem a ver com o trabalho de promoção humana da Sociedade de São Vicente de Paulo? Tudo! A ação de caridade desenvolvida pelos confrades e consócias é calcada na colaboração e na solidariedade, só podendo ser praticada por pessoas desapegadas e com um olhar aberto ao próximo.

Já o egoísta, por natureza, é uma pessoa que se preocupa unicamente consigo mesma. Ele não tem com quem debater um assunto, pois não precisa prestar contas a ninguém. Sua forma de ver o mundo é extremamente limitada. Ele tem enormes dificuldades em reconhecer as virtudes do próximo, portanto, como poderá levar uma palavra amiga a quem está sofrendo? O egoísta dificilmente rejubila-se com o sucesso do outro, por conta da inveja. Essas pessoas não têm a humildade de reconhecer derrotas, nem a magnanimidade de valorizar àqueles que se sobressaem nas atividades cotidianas.

Outro aspecto muito relevante: o estilo egoísta não se coaduna com o estilo da SSVP. Na nossa entidade, desde os primórdios da fundação, prevalece o “espírito colegiado” e o “desapego do próprio parecer” durante o processo de tomada de decisão. Falando mais claramente: as decisões são tomadas por consenso, escutando-se a todos e chegando-se a uma deliberação democrática e diplomática.

O egoísta, por sua vez, toma decisões unilaterais, e assim, prejudica o modo de ser da SSVP, cujo pilar reside no caráter coletivo das deliberações. Essa é outra problemática que podemos verificar quando alguns dirigentes vicentinos tomam decisões que são, posteriormente, consideradas inadequadas, pois foram idealizadas fora do espírito vicentino, egoisticamente.

Por fim, é lamentável que tenhamos membros com esse perfil individualista. Essas pessoas, geralmente, também ingressam na SSVP com interesses particulares, e até mesmo políticos, aproveitando-se do caráter meritório da associação para catapultar temas de interesse pessoal. São pessoas que permanecem na SSVP até o momento em que não conseguem absorver mais nada da entidade. Depois, saem da Conferência e não deixam saudades.

Cuidado com quem age dessa maneira, pois não possui o “selo de Ozanam” em sua fronte. Essas pessoas precisam, na realidade, de ajuda psicológica e de apoio espiritual para mudar suas próprias vidas, e somente deveriam pertencer a grupos sociais ou similares após resolverem, primeiro, sua delicada situação emocional.

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Divino 8/2018

SSVP: uma grande família

(*)Renato Lima

Todos nós sabemos que o trabalho primordial das Conferências Vicentinas é a assistência material e espiritual das famílias humildes que são socorridas. Mas além desse aspecto “familiar” da entidade, não podemos nos esquecer de que a própria Sociedade de São Vicente de Paulo é uma instituição familiar acima de tudo.

Primeiramente, ela foi idealizada e estabelecida num ambiente de família. Bailly e os demais fundadores mantiveram o clima doméstico no seio do grupo, pois aqueles jovens eram, antes de tudo, amigos, e conviviam na mesma pensão, e “adotaram” Bailly e a esposa dele como seus pais morais.

Além da fundação “familiar” da SSVP, não podemos negar que a forma como as Conferências evoluem também tem a ver com as sociedades familiares. Explicando melhor: nossos dirigentes “saem” das Conferências; é lá que eles são formados, preparados e forjados. A preparação dos sucessores na estrutura da SSVP acontece dentro das Conferências, assim como nas empresas familiares.

Outro aspecto interessante, que só vemos em sociedades familiares, é a transmissão do conhecimento, da ética e dos valores do grupo. É evidente que existem os cursos de capacitação para o aperfeiçoamento dos procedimentos. Mas a garantia de que os novatos irão seguir no mesmo caminho trilhado por Ozanam e seus companheiros é uma responsabilidade dos atuais confrades e consócias.

Também é de responsabilidade dos atuais membros da SSVP a manutenção fiel às origens da entidade, assegurando que a entidade possa crescer sem perder o “marco zero” da fundação colegiada. Manter-se fiel às origens, à vocação e ao carisma da entidade é dever de todos os vicentinos, e tal “legado” deve ser “levado” a todos aqueles que ingressarem no grupo, posteriormente. É como se existisse uma “governança invisível” dentro da empresa familiar chamada SSVP!

As sociedades centenárias, como a nossa, são assim; possuem essas características, algumas delas intuitivas. É difícil até falar sobre o assunto, pois na verdade tais procedimentos acontecem com tanta naturalidade que nem nos damos conta de que somos uma “empresa familiar”. Voltando ao assunto dos dirigentes, é igual quando o dono da empresa, geralmente o pai da família, prepara seus filhos para, no futuro, conduzirem os destinos daquela empresa.

Assim também ocorre na SSVP. Quando um confrade ou uma consócia assume a presidência de uma Conferência, de um Conselho (não importa o nível hierárquico) ou de uma obra assistencial, a partir do primeiro dia de mandato já deve se preocupar com a sucessão. É preciso preparar bons nomes para que, quando a eleição chegar, não haja descontinuidade nas ações vicentinas. Por isso, devemos escolher dirigentes responsáveis e, acima de tudo, servidores.

Toda empresa tem seu negócio. O “negócio” da SSVP é a caridade. Não percamos o rumo. Às vezes, algumas pessoas recém-ingressadas introduzem ideias e posturas diferentes ao carisma vicentino, e seguramente esse tipo de influência externa trará danos. Não estou aqui defendendo que a SSVP seja uma instituição fechada; peço, apenas, que qualquer inovação seja muito bem refletida, e que os mais experientes possam analisar se tais aprimoramentos estejam afinados com nossas origens. Por exemplo, no campo da assistência, muitos vicentinos são obcecados por obras sociais, esquecendo-se do trabalho precípuo da Conferência que é a visita domiciliar, a maior obra social da SSVP! Não devemos perder nossas forças nem “diversificar” nossa atuação católica em “outros negócios” que não a caridade.

Portanto, valorizar e respeitar o “espírito primitivo” da Sociedade de São Vicente de Paulo é a chave da manutenção da entidade, sempre em unidade com a Igreja e a favor dos pobres, os preferidos de Deus. Que sejamos uma família, dentro e fora da Conferência!

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Divino 7/2018

A beleza espiritual da oração de canonização de Ozanam

 Renato Lima (*)

Nem sempre os vicentinos se apercebem sobre a beleza espiritual que é a “Oração de Canonização de Ozanam”, rezada ao final das reuniões vicentinas. Com pressa, às vezes, os membros da Conferência rezam a referida oração de forma acelerada, deixando de observar, com a atenção necessária, o conteúdo de cada frase, de cada verbo e de cada expressão. Na oração, não só pedimos pela canonização deste santo homem, como também meditamos a respeito da vida e da obra dele.

Logo na abertura, o texto diz: “Senhor, fizeste do beato Frederico Ozanam uma testemunha do Evangelho, maravilhado pelo mistério da Igreja”. É lindo ver que o Vaticano reconhece Ozanam como alguém que vivia intensamente o Evangelho e o próprio mistério da Igreja (“dimensão visível”, com o próximo, e “dimensão invisível”, com o Altíssimo). Na parte “Inspiraste seu combate contra a miséria e a injustiça, e o dotaste de uma generosidade incansável, ao serviço de todos aqueles que sofrem”, a oração fala que o Ozanam não se cansava de praticar o bem, combatendo não só a miséria física e material, como também a espiritual e moral.

Uma das partes mais bonitas é “Em família, ele se revelou filho, irmão, esposo e pai excepcional”. Aqui, fica cristalino que Ozanam era um vigoroso defensor da família, além de ser um marido dedicado, amoroso e romântico (como se sabe, ele presenteava a esposa Amélia, no dia 23 de cada mês, com um ramalhete de flores). A expressão “No mundo, sua ardente paixão pela verdade iluminou seu pensamento, seu ensinamento e seus escritos”, relata que Ozanam buscava a “santidade no mundo”, e não guardava os conhecimentos adquiridos apenas para si, compartilhando-os com todos, por meio de seus artigos, publicações e livros.

Dentro da oração, há uma bela homenagem a São Vicente, de onde Ozanam e os demais cofundadores beberam nas fontes mais inspiradoras e autênticas da fé: “À nossa Sociedade, que concebeu como uma rede universal de caridade, ele soprou o espírito de amor, de audácia e da humildade, herdados de São Vicente de Paulo”. A curta vida de Ozanam (40 anos) não o impediu de ser um exemplo para toda a humanidade: “Em todos os aspectos de sua breve existência, emerge sua visão profética da sociedade, tanto quanto a influência de suas virtudes”. Esse trecho também se relaciona à Doutrina Social da Igreja, da qual Ozanam foi declarado precursor, pela Igreja, ao defender os direitos sociais, civis e trabalhistas, numa época em que aos operários era imposto um ritmo desumano de trabalho.

O Divino Espírito Santo dotou Ozanam de muitos talentos, e o texto assim o registra: “Por essa multiplicidade de dons, nós te agradecemos Senhor”. E por fim, pedimos a Deus, por meio de um novo milagre, a canonização de Antônio Frederico Ozanam: “E solicitamos – se é de Tua vontade – a graça de um milagre, pela intercessão do beato Frederico Ozanam. Possa a Igreja proclamar sua santidade, se esta for providencial para o momento atual. Nós te pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”. Só com a canonização de Ozanam é que poderemos mostrar, ao mundo todo, sem restrição de culto ou de veneração, o legado e as contagiantes virtudes deste santo homem!

Para conseguirmos lograr esse objetivo, precisamos de DEVOTOS! Sem devotos, jamais alcançaremos esse novo milagre indicado pela Igreja. Portanto, os vicentinos devem incluir, efetivamente, a figura de Ozanam em suas orações e petições particulares, para que, um dia, consigamos esse segundo milagre. Se continuarmos pedindo a Deus, por intercessão dos demais santos católicos, a respeito de nossas necessidades (emprego, saúde, etc), sem envolver Ozanam, ficará difícil obter o milagre. Mas se mudarmos nossa forma de orar, com certeza a veneração a Ozanam será intensificada e alcançaremos o milagre tão esperado pela comunidade vicentina internacional.

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Divino 6/2018

Benefícios para quem ajuda ao próximo

Renato Lima de Oliveira (*)

A Lei nº 7.352/1985 estabeleceu, no Brasil, a data de 28 de agosto como o “Dia Nacional do Voluntariado”. Voluntários são as pessoas que ajudam ao próximo sem se preocupar com reconhecimento, salário, status ou exposição política. É o cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitário.

Já se conhecem os benefícios que se têm ao realizar ações de ajuda ao próximo. Quem ajuda as pessoas, reduz o risco de morte precoce, vive mais, tem menos doenças, consegue emprego, entre outros ganhos pessoais.

Um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revela que pessoas empenhadas em ajudar ao próximo, em ações voluntárias, reduzem em 60% o risco de morte precoce. Os investigadores consideraram que a generosidade tem relação com a longevidade. A pesquisa mostra também que os mais egocêntricos têm mais que o dobro de risco de morrer mais cedo.

Existem pesquisas científicas apontando que a atitude de ajudar a quem precisa colabora também com a saúde, como, por exemplo, baixando os níveis de colesterol, reduzindo a hipertensão e aumentando a expectativa de vida.

Outras pesquisas internacionais apontam os grandes benefícios para a saúde do nosso corpo: ajudar ao próximo faz bem ao coração, ao sistema imunológico (aumenta as defesas naturais do organismo), aumenta a expectativa de vida e a vitalidade de maneira geral.

A palavra mais justa que define o trabalho voluntário é a solidariedade. Além de estar beneficiando a quem precisa, ajudar ao próximo faz bem ao coração. Vendo os problemas de outras pessoas é possível perceber que os nossos são bem pequenos, e que não devemos reclamar tanto e sim agradecer mais.

A importância de ser voluntário é tão grande que muitas empresas buscam empregar pessoas que possuam, em seus currículos, ações de voluntários e beneficentes. Nos processos seletivos, as corporações preferem pessoas que visam ao bem-estar social, oferecendo mais qualidade de vida para quem precisa, dedicando o tempo livre para contribuir com necessitados.

Atuar em ações sociais ajuda a conquistar melhores empregos. Gestores de recursos humanos de grandes empresas afirmam que um candidato que disponibiliza parte do tempo livre para ajudar outras pessoas pode ser considerado pela empresa como alguém comprometido com uma causa e que se pode esperar dele o mesmo comprometimento no trabalho.

Ajudar ao próximo faz bem à saúde do corpo e da alma, trazendo várias vantagens. A primeira delas é que nos propicia um sentido para a vida (esse prazeroso esforço de servir ao próximo é uma das mais maneiras de darmos um sentido para a vida). A segunda, é que torna-nos mais produtivos em nossa atividade profissional (quando a pessoa que se aproxima do sofrimento do próximo vê seus problemas pessoais numa outra dimensão).

Para ajudar a quem precisa, basta ter disponibilidade de tempo e vontade de servir. Pode ser numa igreja, numa organização não governamental, num clube de serviço, entre outras possibilidades. O Brasil é um país ainda pouco solidário. Estima-se que somente 11% da população se envolva em alguma ação voluntária permanente, ou participe de grupos sociais de assistência, filantropia e caridade, como o Rotary Club, os Vicentinos, Cruz Vermelha ou o Centro de Valorização da Vida (CVV), entre tantos outros. Contudo, muitos alegram falta de tempo para poder engajar-se numa cause social.

São muitas as possibilidades de se empreender alguma ação voluntária, em instituições religiosas, educacionais, ambientalistas, esportivas, de saúde, de inclusão social. Basta começar. Quem sabe a data de hoje não estimula que muitos brasileiros ajudem a construir um país melhor, sendo voluntário?

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Divino 5/2018

O que significa a expressão “caridade organizada”?

Renato Lima (*)

Uma das principais características do trabalho vicentino é a chamada “caridade organizada”. Essa marca vem desde as origens do carisma, quando São Vicente de Paulo, em 1617, portanto há 400 anos, proferiu o célebre Sermão da Caridade, na cidade de Chatillon-des-Dombes, onde ele era pároco. Nos livros vicentinos, podemos encontrar a informação de que tal homilia ocorreu no dia 20 de agosto de 1617, quando o santo da caridade expôs a situação de carência vivida por uma família das redondezas da paróquia, e a comunidade respondeu prontamente ao apelo do sacerdote, fazendo-lhe visitas e doando-lhe bens.

Só que a ajuda prestada pelos membros da comunidade àquela família pobre ocorreu de maneira desorganizada. A entrega das doações, como alimentos, roupas, remédios e calçados, foi muita generosa. Era verão na França àquela altura e fazia muito calor; as pessoas descansavam pelo caminho, sentadas no chão refrescando-se nos riachos. Relata a história que tamanha era a quantidade de pessoas indo visitar a família necessitada que, pelo caminho, alguns chegavam a afirmar que se tratava de uma procissão. Eram apenas as pessoas de boa vontade, sensibilizadas pela solicitação de Vicente, para acolher e ajudar a uma família carente.

São Vicente, diante desse episódio memorável em Chatillon, teve a ideia de “organizar a caridade” para que o socorro daquela família acontecesse de forma ordeira, e que as doações pudessem ser entregues escalonadamente, em cotas menores e suficientes para a sobrevivência semanal ou mensal. Inicialmente, Vicente convidou as mulheres da cidade para organizarem a caridade e para cuidarem dos pobres e dos enfermos. Depois, outros leigos foram envolvidos nesse processo. A partir dessa experiência, o padre Vicente começou também a pedir doações perante as famílias abastadas da França, e iniciou seus projetos para acolher enfermos em hospitais.

Contudo, Vicente não chegou propriamente a estabelecer uma sistemática para as visitas semanais às famílias carentes. Todo o pensamento dele a respeito do assunto era transmitido nas palestras, nos escritos e nas homilias que ele dirigia aos paroquianos, às religiosas e às damas da caridade. Esse “clique” que Vicente de Paulo teve foi muito significativo, e marcou definitivamente o trabalho desse santo. Esse legado vem caracterizando praticamente todos os ramos da Família Vicentina, os fundados ou inspirados por ele, assim como a Sociedade de São Vicente de Paulo, cujo modus operandi reside justamente na visita domiciliar e na caridade organizada em nossas obras unidas e especiais.

Vicente foi inovador, único, vanguardista, pioneiro. Era missionário por natureza. Ele percebeu que aquele “pequeno gesto”, ao organizar a caridade em Chatillon, poderia ser replicado na França toda, especialmente na zona rural, por intermédio das famosas “missões”. E assim se fez: essa é a “marca registrada” de São Vicente de Paulo. Por meio da caridade organizada, Vicente estabelecia as duas dimensões da visita ao necessitado: a ajuda material e a ajuda espiritual. Tudo em Vicente era perfeito, pois ele estava sendo orientado pelo Espírito Santo para produzir boas obras, e possibilitar que outras pessoas pudessem desfrutar desse enorme benefício de santificação e conversão pessoal.

Se nós, vicentinos do século XXI, seguirmos à risca as orientações deixadas por Vicente de Paulo, por Rosalie Rendu, por Luísa de Marillac, Ozanam e os demais cofundadores, no sentido de praticar a verdadeira “caridade organizada”, iremos cada vez mais servir aos pobres com qualidade e eficiência. Essa organização é a responsável pelo êxito da ação vicentina, quer seja no aspecto administrativo das obras e projetos, quer seja no aspecto espiritual das visitas e do atendimento às famílias necessitadas.

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Divino 4/2018

Propaganda ou testemunho?

Cfd. Renato Lima

Na caminhada da Sociedade de São Vicente de Paulo, especialmente no dia a dia das Conferências, Conselhos e obras, surge sempre um dilema: como dar publicidade aos atos de caridade sem expor a imagem dos nossos assistidos e beneficiados? Afinal, a tradição vicentina e a Bíblia nos ensinam que “Tu, porém, quando deres uma esmola ou ajuda, não deixes tua mão esquerda saber o que faz a direita, para que a tua obra de caridade fique em secreto, e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (São Mateus 6, 3).

Essa passagem das Escrituras é citada nas Cartas Circulares da maioria dos presidentes gerais da SSVP como sinal de humildade, pois gestos de amor devem ser feitos no anonimato. Desta forma, vivemos um dilema histórico, que é a questão da publicidade de nossos atos de caridade. Jamais podemos usar os meios de comunicação para nos promover ou fazer propaganda pessoal sobre os nossos feitos. Somente Deus deve olhar a nossa caridade ao irmão que sofre.

Contudo, temos que saber divulgar nossas obras e, assim, conseguir mais apoiadores para a causa vicentina. É um dilema e, acima de tudo, uma linha bem tênue entre a “promoção indevida” e a “informação necessária que deve ser propagada”. Uma pergunta que devemos sempre nos fazer quando estamos divulgando, difundindo ou dando publicidade um evento vicentino, especialmente pelas redes sociais: isso é “propaganda” ou é um “testemunho de vida”? Esta é uma questão que, eticamente, deve sempre nos preocupar.

No meu caso, como vicentino há mais de 30 anos e atualmente servindo como presidente geral, a relação entre caridade e os meios de comunicação social causa-me grande predileção, por dois motivos. O primeiro, que é óbvio, tem a ver com a nossa entidade, que atua no mundo justamente para praticar obras de misericórdia, entre elas a visita domiciliar ou o cuidado amoroso em nossas obras assistenciais. A segunda razão é profissional: sou jornalista e atuo no mercado de comunicações desde quando saí da universidade, em 1991. E dentro da SSVP, já atuei em vários Departamentos de Comunicação em nível de Conselho Particular, Central e Metropolitano. Portanto, conheço bem o assunto técnico do qual estamos nos referindo.

Hoje em dia, com o avanço das redes sociais, nunca foi tão oportuno falar sobre os meios de comunicações e refletir sobre o impacto deles no cotidiano das pessoas, dos governos e das instituições. O mundo mudou, e os meios de comunicação também. A leitura diária de jornais vem cedendo espaço para os posts nas redes sociais, alterando a maneira como as pessoas se informam. Há ainda o fenômeno das “fake news” (notícias falsas) ou das “verdades alternativas” que confundem os leitores e desqualificam as fontes confiáveis. É preciso ter cuidado com esse mundo novo, em que nem sempre as informações são verdadeiras.

Os Conselhos vicentinos devem estar preparados para desenvolver ações que melhorem a comunicação interna e a comunicação externa. As notícias das Conferências precisam ser conhecidas, e as decisões dos Conselhos precisam ser difundidas. Isso só pode acontecer se a comunicação fluir corretamente. Porém, deve-se ter cuidado para que a publicidade de nossos atos não seja vista como “falsa humildade” ou “promoção pessoal”.

Esse mundo novo exige de nós, vicentinos, uma postura também moderna para agir junto aos meios de comunicação, sem expor a imagem das pessoas assistidas, ao mesmo tempo em que podemos utilizar os meios de comunicação para difundir nosso carisma, recrutar novos membros e obter mais doações. Não é uma tarefa fácil, mas deve ser perseguida.

Devemos usar responsavelmente os meios de comunicação na defesa da justiça social e na proteção dos direitos dos vulneráveis. Da mesma forma, somos instados a aproveitar as ferramentas da modernidade em prol dos mais carentes. Ozanam e São Vicente, como certeza, se estivessem fisicamente entre nós, hoje, estariam envolvidos com essa temática.

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Divino 3/2018

Atacar as reais causas da miséria

Renato Lima (*)

Por ocasião da realização da assembleia geral vicentina em Paris, para a celebração dos 15 anos de fundação da Sociedade de São Vicente de Paulo, em 1848, o confrade Antônio Frederico Ozanam, a pedido do Presidente Geral àquela altura (Adolphe Baudon), preparou um discurso para ser lido em tal cerimônia, no qual ele começa a apresentar seu pensamento social. Baudon encontrava-se em recuperação após receber um tiro, durante a Revolução Burguesa de 1848, na França, vindo a amputar uma de suas pernas.

No discurso, Ozanam aborda muitos temas. Ele não se esquece de reconhecer o apoio do clero para o crescimento da ação vicentina. Da mesma maneira, Ozanam endereça um elogio aos assessores espirituais das Conferências, considerando-os fundamentais no dia a dia da SSVP. Noutra parte do texto, Ozanam fala sobre a importância das contribuições econômicas das Conferências aos Conselhos, comentando que “quanto mais as doações crescem, mais as atividades vicentinas se multiplicam”, permitindo que, assim, mais pobres passassem a ser assistidos.

Ele enfatiza que as necessidades dos mais carentes são muitas, e que as contribuições financeiras são importantes para a manutenção dos serviços vicentinos. O desemprego, a fome, o frio e outras carências são elencadas no discurso pois, segundo ele, a caridade praticada nas Conferências vai aliviar esses sofrimentos das pessoas. “Nas Conferências, aprendemos a exercitar o bem, e não poderia existir a falsa presunção ou qualquer aparente inferioridade dos assistidos”, enfatiza Ozanam.

Ozanam procura, nos parágrafos do discurso, transmitir uma mensagem aos novatos que estavam recém-ingressando na SSVP. Ele se preocupava em dar conselhos e fazer recomendações, refletindo sobre o papel social empreendido pelos confrades. Ele instigava aqueles jovens aspirantes com perguntas do tipo: “como aliviar a miséria sem remover suas causas?” ou “como regenerar o mundo e erradicar o mal?”. São indagações intrigantes que provocam, ainda hoje, nossa reflexão mais crítica.

Nosso principal fundador faz uma bela análise dos primeiros 15 anos da Sociedade de São Vicente de Paulo, focando também na importância da esmola. Ozanam foi contundente ao dizer que a esmola é importante e consiste numa ação que deveria ser praticada por todos. “A esmola não é um direito de ninguém, mas um dever para todos”, acentuou. Para ele, a justiça social se soma à caridade, e as pessoas que têm muito deveriam ser mais generosas com as que pouco ou nada têm. Na verdade, Ozanam prega que nós, vicentinos, seremos sempre “devedores dos pobres”.

É neste discurso que Ozanam proclama uma das frases mais célebres dele: “É muito pouco aliviar as tristezas dos indigentes. Devemos pôr as mãos nas raízes do mal e, por meio de sábias reformas, diminuir as causas reais da miséria do povo”. Aqui, ele deixa bem claro que somente a caridade não resolveria os males sociais, mas que a justiça social deveria ser acionada para atacar as causas da miséria. Fica bem clara a defesa que Ozanam faz da justiça social, antecipando-se à Doutrina Social da Igreja.

Ao final do texto, Ozanam compara a SSVP de 1833 com a de 1848, e faz questão de dizer que a entidade é a mesma, com seu espírito primitivo mantido. Ele rechaçou as divisões, as contendas e as discórdias que pudessem atingir a entidade. Ozanam também reforçou a necessidade da visita semanal domiciliar e pediu orações pelo clero. São orientações que nós, vicentinos do século XXI, também devemos seguir.

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Divino 2/2018

A SSVP pelo mundo

Cfd. Renato Lima

As estatísticas mais atualizadas dão conta de que a Sociedade de São Vicente de Paulo encontra-se presente em 153 países (a mais recente nação é a Libéria, que ingressou na Sociedade em novembro do ano passado), totalizando 50 mil Conferências, 800 mil membros, 1 milhão e meio de voluntários e 30 milhões de pessoas beneficiadas, ou por intermédio da visita domiciliar ou usuários das obras vicentinas, como lares de idosos e creches.

O continente em que a SSVP está mais presente é a África, com 46 países (logo depois, vêm América com 35, Europa com 31, Ásia com 25 e Oceania com 15). Será que alguém imaginaria que a Sociedade de São Vicente de Paulo cresceria tanto assim, que sairia da Europa e teria maior contingente em áreas mais pobres do planeta, como a América Latina e a África? Nem Bailly, nem Ozanam, nem os demais cofundadores poderiam crer. Mas os desígnios de Deus são assim (Provérbios 19, 21).

Desde a fundação da primeira Conferência, em 23 de abril de 1833, passando pela criação do Conselho Geral Internacional em 1839, chegando aos tempos de hoje, a entidade já teve 16 presidentes gerais internacionais, desde Emmanuel Joseph Bailly de Surcy, sendo 12 franceses, um português, um espanhol, um cingapurense e um brasileiro (o autor deste artigo, com muito orgulho). A sede da entidade permanece em Paris por razões culturais, históricas e de legado dos nossos predecessores.

A visita domiciliar é a característica marcante do trabalho dos membros da SSVP; contudo, “nenhuma obra de caridade é estranha à Sociedade”, como nos ensinou a irmã Rosalie Rendu e os primeiros sacerdotes lazaristas. O contato pessoal dos confrades e consócias com as pessoas que sofrem, qualquer que seja essa necessidade, é a marca registrada dos vicentinos. Além da visita, há diversas obras de caridade espalhadas pelo mundo, como moradias populares (vilas), creches, lares de idosos, hospitais, centros de juventude e atenção às pessoas em solidão, por exemplo.

Para que a nossa instituição não crescesse sem organização, Ozanam e seus companheiros tiveram duas outras geniais ideias: a elaboração da Regra e a constituição dos Conselhos. A Regra é o normativo jurídico que mantém a entidade unida desde os primórdios, lembrando a todos que o “espírito primitivo” não pode ser alterado nem desconfigurado para se garantir que a SSVP seguirá fiel ao desejo dos fundadores. Os Conselhos são o elo que unem as Conferências com a sede internacional em Paris, garantindo, por meio das Cartas de Agregação, o laço de pertencimento à Sociedade de São Vicente de Paulo.

O membro da SSVP é uma pessoa de ação, mas acima de tudo, é uma pessoa de oração. Portanto, a ação de caridade empreendida pelos vicentinos não consiste apenas em gestos concretos materiais, mas, acima de tudo, de suporte espiritual a quem precisa. O confrade e a consócia, em todas as partes do mundo, colabora com a Santa Igreja na difusão do Evangelho e dos sacramentos, levando a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo aos irmãos mais empobrecidos.

Pode mudar a língua, podem mudar a cultura, pode até a realidade sociopolítica ser diferente; mas o confrade e a consócia, em todo o mundo, é a mesma pessoa: simples, dedicada, voluntária, resiliente, devota, esperançosa e, acima de tudo, missionária. Por isso, eu sempre digo que “ser vicentino é fazer as pessoas felizes”. Como digo na Carta-Circular de 31 de janeiro de 2018: o vicentino é um eterno abençoado. É um missionário vocacionado, por natureza. Dedicado às causas altruístas. Discreto e sensível em estender a mão amiga a quem dela precisa. Possui amigos em todas as partes do mundo. Defensor da família e dos valores do Evangelho. Pessoa de fé, católico praticante e apoiador da Igreja. Pessoa de oração e de ação. Sempre disponível e solidário. Criativo e inovador. Propagador da cultura da paz.

Amante da justiça e inconformado com as injustiças sociais. Difusor da Doutrina Social da Igreja. Focado no próximo, focado no outro. Voluntário por natureza. Educador de mão cheia. Comprometido com a construção de um mundo melhor, mais justo e igualitário, com oportunidades para todos. Essas são algumas características do vicentino. Por isso, reafirmo que “o vicentino é um eterno abençoado”, sempre.

Para que toda essa organização funcione bem, existe em Paris, desde 1839, o Conselho Geral Internacional. O Conselho é formado por uma diretoria composta por vicentinos dos cinco continentes, escolhidos diretamente pelo Presidente Geral para auxiliarem na gestão do Conselho por um mandato de seis anos. Em linhas gerais, de forma sucinta, esta é a SSVP pelo mundo hoje.

Cfd. Renato Lima

16º Presidente Geral

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Divino 1/2018

2018: Ano Temático Internacional de François Lallier

Na condição de 16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo, e em sintonia com a diretoria do Conselho Geral Internacional (CGI), declaramos 2018 como o ANO TEMÁTICO INTERNACIONAL DE FRANÇOIS LALLIER. Pretendemos estimular o estudo sobre a biografia e obra deste homem memorável, que atuou decisivamente, juntamente com seus amigos jovens estudantes da Sorbonne, em 1833, para fundar as “Conferências da Caridade”.

François Lallier (1814-1886) foi um advogado competente e também juiz de Direito. Ele era reconhecido pelo uso culto da linguagem e teve o privilégio de minutar a primeira Regra, em 1835. Em 1837, foi nomeado Secretário-Geral da Sociedade, encarregado de redigir circulares e cartas. Ele foi o fundador mais jovem, e um dos que morreu com idade mais avançada. Foi testemunha viva de inúmeros acontecimentos envolvendo aquela entidade nascente. Um dos trabalhos mais destacados de Lallier foi escrever, em 1879, a pedido do 3º Presidente Geral, Adolphe Baudon, o livreto “Origens da Sociedade de São Vicente de Paulo, de acordo com as recordações dos seus primeiros membros”.

Para tanto, no início deste ano (8 de fevereiro), o Conselho Geral abriu um concurso internacional de redações, com no máximo 20 páginas, conforme regulamento específico que está disponibilizado no site do CGI (www.ssvpglobal.org). Os trabalhos podem ser enviados ao Conselho até o dia julho de 2018. Serão concedidos prêmios em dinheiro, tanto para os autores vencedores como para as Conferências em que eles atuam.

Estamos seguros de que o concurso sobre Lallier será um grande sucesso (assim como foi o concurso de 2017, sobre Emmanuel Joseph Bailly de Surcy), e que todos os Conselhos e meios de comunicação vicentinos ajudarão o CGI na difusão dessa iniciativa, incentivando a participação de todos. Oxalá muitos candidatos ao concurso venham do Brasil! Esse certame é uma maneira de o Conselho Geral Internacional valorizar o papel de todos os fundadores, que juntos receberam a inspiração divina de fundar a Sociedade de São Vicente de Paulo.

Renato Lima de Oliveira

16º Presidente Geral

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Divino 00/2018

Conheça um pouco sobre o confrade Renato,

de Brasília, 16º Presidente Geral da SSVP

Caros leitores do jornal “Alô, Vicentinos”, agradeço a todos vocês pelas orações. Meu ingresso na SSVP se deu em 16 de abril de 1986, quando eu era ainda estudante no Ensino Médio, na cidade de Campinas (SP). Pertenci, àquela altura, à Conferência Santo Tomás de Aquino. Fui secretário neste grupo (responsável pelas atas das reuniões semanais). Tinha apenas 16 anos de idade.

Ao regressar a Brasília para cursar Jornalismo na UnB, em 1989, ingressei na Conferência Nossa Senhora da Saúde, na paróquia que se localizada na 702 Norte. Lá fui também secretário. Mudei-me de endereço em 1992, e passei a frequentar a Conferência São Francisco de Assis, que fica no Santuário de mesmo nome, na 914 Norte. Neste grupo fui presidente por 3 anos e secretário por diversos mandatos.

Atualmente, participo da Conferência Nossa Senhora de Fátima, localizada nas dependências da Creche São Vicente de Paulo, do Cruzeiro Velho, ao lado da Paróquia Nossa Senhora das Dores. Somos um grupo pequeno (7 membros) e possuímos 4 famílias assistidas que vivem nas redondezas do Cruzeiro Velho. A Creche é uma obra unida do Conselho Central que cuida de 100 crianças carentes.

Entre 1989 e 2010, ocupei outras funções no âmbito dos Conselhos. Fui presidente do Conselho Central Divino Espírito Santo (4 anos) e atuei na coordenação das áreas de comunicação (editor do Jornal Convincente por 12 anos), formação (ECAFO por 4 anos) e juventude (Comissão de Jovens por 8 anos).

No âmbito do Conselho Geral Internacional (CGI), sediado em Paris, fui convidado pelo então 14º Presidente Geral, José Ramón Díaz Torremocha, em 2000, a ocupar o cargo de assistente de comunicação. Entre 2008 e 2016, fui chamado para servir ao Conselho na função de Vice-presidente Territorial Internacional para a América do Sul. Nessa função, atuamos na coordenação dos 12 países sul-americanos, levando os Vicentinos para a Bolívia e o Suriname, que eram as nossas últimas fronteiras nesta região.

Em junho de 2016, fui eleito com 60% dos votos de todos os Conselhos Superiores para ser o 16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo, o primeiro brasileiro desde a criação da entidade, em 1833, na França. O mandato vai até setembro de 2022 (seis anos). Creio que nossa atuação diferenciada na América do Sul tenha sido a razão pela qual a maioria dos países me elegeu, pois aqui desempenhamos um trabalho muito profícuo, com a ajuda de uma equipe muito competente.

Agora, no Conselho Geral, temos uma mesa diretora composta por vicentinos de todos os continentes, que me ajudam a levar adiante essa grande responsabilidade, e ao mesmo tempo um privilégio, que é ser o PRESIDENTE GERAL INTERNACIONAL dos Vicentinos. Tenho procurado levar as boas práticas do Brasil e dos países com os quais lidei para o cenário internacional. Boa parte da nossa plataforma de trabalho já possui essas características. Do Brasil, convidei 16 confrades e consócias que aceitaram meu convite e, hoje, fazem parte de algum serviço dentro da estrutura internacional da SSVP, a quem agradeço de coração.

Nosso planejamento estratégico é formado por 10 pontos, que vão desde metas de expansão da entidade nos países em que ainda não estamos (cerca de 60 nações), como também aprimoramentos na formação, juventude, comunicação, inovação e gestão. Temos muito trabalho adiante!

Nossa prioridade é a canonização do principal fundador dos Vicentinos, o querido Antônio Frederico Ozanam, leigo exemplo de santidade, de caridade e de católico engajado nas causas sociais. Já estive com o papa Francisco em três ocasiões, e sempre trato dessa temática com Sua Santidade.

Por fim, registro que minha eleição como Presidente Geral não mudou minha rotina de vida. Sou o mesmo Renato de sempre, que trabalha 8 horas por dia na Anatel, leva os filhos ao colégio, vai ao mercado fazer compras, paga contas, etc. Sou o mesmo vicentino, nesses 32 anos de atividade na SSVP. O vicentino leva uma vida simples, embora abençoada por Deus.

Quero agradecer, de coração, ao jornal “Alô, Vicentino” e ao Conselho Central de Formosa por todo o apoio que temos recebido nesses primeiros meses de mandato, ajudando-nos a difundir, na nossa região, os programas e iniciativas em marcha pelo Conselho Geral, como o “Ano Temático de Lallier”, o Projeto “SSVP Plus” e a Ouvidoria Geral, entre várias outras inovações. MUITO OBRIGADO! Continuem rezando por mim e pela diretoria do Conselho Geral.

Confrade Renato Lima de Oliveira

16º Presidente Geral

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