Renato 2018

Renato Lima

Confrade Renato Lima, nascido em 1970, é Vicentino desde 1986. É o 16º Presidente Geral do Conselho Geral Internacional da SSVP (2016/2022).

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Conselho Geral divulga pauta de reuniões e atividades nesta semana

 

Data de publicação: 14 Novembro 2018

 

Nesta semana, o Conselho Geral Internacional da SSVP realizará uma série em diversas atividades. No dia 15 de novembro, haverá a reunião semestral da Comissão Internacional de Ajuda e Desenvolvimento (CIAD), presidida pelo confrade Bertrand Ousset, da França. Na pauta, há diversos projetos sociais encaminhados pelos Conselhos Superiores que serão deliberados pelo colegiado.

 

No dia 16, haverá uma visita ao túmulo do nosso confrade cofundador François Lallier, que repousa na cidade de Sens, distante a 125 km de Paris. Nesta visita histórica, o Conselho terá a alegria de contar com a presença do confrade Philippe Menet, da França, vencedor do concurso internacional de redações “A Primeira Conferência”, promovido este ano sobre Lallier.

 

No dia 17 de novembro, acontecerá a reunião trimestral da diretoria do Conselho Geral Internacional, presidida pelo confrade Renato Lima de Oliveira, 16º Presidente Geral. Haverá dois convidados especiais: confrade Ray Sickinger, dos Estados Unidos, autor do livro “Antônio Frederico Ozanam” (2017); e o confrade Júlio César Marques de Lima, do Brasil, Vice-presidente Territorial para a América 3, que discorrerá sobre as atividades Vicentinas na América do Sul.

 

Pedimos as orações de todos pelo êxito de todas essas iniciativas. “Agradeço, de coração, a todos os Confrades e Consócias que aceitaram contribuir com a SSVP na nobre função de servir ao Conselho Geral Internacional em algum encargo ou tarefa. O somatório dos talentos de cada um é chave do sucesso das ações em marcha no Conselho”, destacou nosso presidente Renato.

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A SSVP em expansão: o Chipre é o 154º país a integrar a grande rede de caridade

 

Data de publicação: 12 Novembro 2018
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O Conselho Geral Internacional da SSVP tem a imensa alegria de informar à comunidade Vicentina mundial que acabam de ser fundadas duas Conferências no Chipre. A partir de agora, com o ingresso do Chipre, a Sociedade de São Vicente de Paulo encontra-se em 154 territórios.

 

A Conferência “São José da Aparição” foi criada na cidade de Larnaka, e a Conferência “Santa Maria” foi fundada na localidade de Nicosia. As duas Conferências foram estabelecidas após o brilhante trabalho missionário e institucional realizado pela Consócia Ella Bittar (Vice-presidente Territorial Internacional para o Oriente Médio) e equipe, que fez visitas ao Chipre nos dias 19, 20 e 21 de outubro deste ano.

 

Ella Bittar participou de várias reuniões, distribuiu folhetos, visitou igrejas e fez palestras em paróquias. A Consócia falou sobre as origens da SSVP, a história dos fundadores, a missão e visão dos Vicentinos, a espiritualidade vicentina, o papel do Conselho Geral, o trabalho das Conferências, o serviço amoroso aos pobres e os princípios da SSVP.

 

“Quero agradecer, primeiramente a Deus, por nos ter permitido alcançar esse objetivo, e especialmente à Igreja Católica do Chipre, que vem dando o apoio necessário para que conseguíssemos fundar as duas Conferências”, externou Ella. A missão no Chipre só foi possível graças ao apoio, ao encorajamento e à presença da Igreja ao nosso lado. Novas Conferências deverão ser criadas no Chipre em breve, tendo em vista a excelente receptividade do clero e dos católicos em geral. A motivação é muito grande.

 

Também o 16º Presidente Geral se manifestou sobre essa excelente notícia para a SSVP e para a melhoria da atenção aos mais excluídos. “O Projeto SSVP Plus vem caminhando a passos largos. Nesses dois anos de mandato, já conseguimos levar a semente da SSVP para a Albânia, a Libéria e o Chipre. Ainda temos outras nações em vista. Agradecemos aos Conselhos Superiores que têm nos ajudado nesta tarefa, com recursos econômicos e materiais de apoio”, afirmou o Confrade Renato Lima.

 

Agradecemos, do fundo do coração, ao apoio incondicional do Monsenhor Youssef Soueif, bispo maronita de Nicosia, que durante as homilias no dia da fundação das Conferências motivou os paroquianos a ingressarem na SSVP. Monsenhor Youssef designou o padre Akl Abi Nader para acompanhar a Conferência de Nicosia, e a Irmã Teresa para acompanhar o início do crescimento da Conferência de Larnaka.

A República do Chipre pertence ao continente europeu, mas devido ao trabalho da Vice-presidência do Oriente Médio, e por razões culturais e históricas, o país ficará inicialmente vinculado à supervisão da nossa Consócia Ella Bittar, do Líbano. O Chipre é um país com 1 milhão de habitantes e apenas 8% de católicos que seguem o rito maronita. Oremos a Deus para que surjam novas Conferências no Chipre. Nova visita da Consócia Ella ao Chipre acontecerá – com a graça de Deus – nas próximas semanas.

Renato Lima
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Conselho Geral promove, em Madri, reuniões de trabalho sobre projetos especiais e formação

 

Data de publicação: 29 Outubro 2018

 

Nos dias 2 e 3 de novembro de 2018, o Conselho Geral Internacional da SSVP estará promovendo uma reunião de trabalho (workshop) com os delegados territoriais encarregados de duas áreas estratégicas: projetos especiais e formação. O evento acontecerá no Centro La Salle Arlep, em Madri (Espanha).

 

O workshop prevê a realização de palestras e de discussões abertas entre os presentes. O objetivo do evento é nivelar os conhecimentos entre os participantes, analisar a situação atual de cada área e propor projetos e melhorias para o futuro. Serão estudados os Termos de Referência de cada função, o planejamento estratégico do Conselho Geral e as metas até o final do mandato (2022).

 

Ao todo, participarão dos eventos 24 delegados territoriais, sendo 12 de formação e 12 de projetos especiais, além de convidados locais. Esses delegados atuam em estreita colaboração com os Vice-presidentes Territoriais Internacionais (VPTIs).

 

A reunião dos delegados territoriais de formação será conduzida pela consócia Marisa Téllez (Espanha), Vice-Presidente Internacional de Formação e Treinamento. Já a reunião dos delegados territoriais de projetos especiais será liderada pelo confrade Maurice Yeung (Hong Kong), Vice-Presidente Internacional de Projetos Especiais.

 

O 16º Presidente Geral, confrade Renato Lima de Oliveira, será um dos palestrantes internacionais, abordando o tema “Visão de futuro do Conselho Geral”. “Com a graça de Deus, espero que esse workshop seja um grande sucesso, e que os delegados territoriais possam regressar para suas regiões com motivação, cheios de novas ideias, animados e comprometidos sempre mais com o crescimento da SSVP, em qualidade e em quantidade”, externou o Presidente.

 

As celebrações litúrgicas acontecerão na paróquia Nossa Senhora da Covadonga, ao lado do local do evento.

 

O Conselho Geral Internacional agradece, de coração, aos irmãos do Conselho Nacional da Espanha, na pessoa do confrade Juan Manuel Buergo (presidente nacional) que, com apoio de uma prestimosa e competente equipe de trabalho, vem cuidando, com muito carinho, da acolhida, logística e organização geral do workshop. Pedimos as orações de todos pelo êxito deste evento.

 

Renato Lima de Oliveira

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Conselho Geral está em festa: celebramos hoje os 15 anos da Regra e da Confederação

 

Data de publicação: 18 Outubro 2018

 

Em 18 de outubro de 2003, em Roma, realizou-se uma Assembleia da Sociedade de São Vicente de Paulo, onde a rede de caridade que Frederico sonhou se tornou, de fato, numa Confederação Internacional, com uma Regra moderna que devemos conhecer, cuidar, amar e seguir.

 

Até 2003, o Conselho Geral não era legalmente uma entidade internacional, sendo uma associação francesa. Ou seja, não havia vínculo legal entre as diferentes Sociedades no mundo.

 

Com a nova Regra, na segunda parte, os artigos estabeleceram a Confederação Internacional como uma entidade de direito francês composto por diferentes Conselhos Superiores. Tais Conselhos devem solicitar voluntariamente sua adesão à Confederação e estabelecer seus estatutos internos, como prevê a terceira parte da Regra.

 

Esta Confederação produziu frutos em abundância nesses 15 anos, e hoje temos uma organização verdadeiramente global, sempre próxima da Família Vicentina, que ajuda às pessoas que sofrem em todo o mundo, por meio de Conferências, Conselhos, Obras e jumelage (Ajuda Fraterna Internacional), levando a assistência humanitária de emergência a locais que padecem com desastres naturais.

 

Tudo isto é possível através de uma gestão prudente e com generosas doações provenientes dos Conselhos Superiores. O mandato atual gerou inúmeras inovações, como os mecanismos de transparência, a criação do serviço de Ouvidoria Geral, os Anos Temáticos sobre os sete fundadores e as transmissões ao vivo das reuniões, entre outras conquistas.

 

A Confederação e a Regra, hoje, são gratas realidades ​​para a vida cotidiana das Conferências e dos Conselhos Vicentinos, sempre “servindo na esperança”. Agradecemos aos nossos predecessores, liderados pelo presidente Torremocha, que aperfeiçoou a SSVP com a nova Regra e a criação da Confederação. Muito obrigado a vocês!

 

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Presidente Geral visita a cidade do Porto, Portugal

 

Data de publicação: 8 Outubro 2018

 

Nos dias 12, 13 e 14 de outubro, o confrade Renato Lima de Oliveira, 16º Presidente Geral da SSVP, estará em visita oficial ao Conselho Central do Porto, Portugal. Renato estará acompanhado da Presidente Nacional, consócia Alda Couceiro, e do presidente do Conselho local, confrade Manuel Carvas Guedes.

 

Renato conhecerá a “Casa Ozanam” (que é um projeto social que presta serviços de caridade aos mais carentes, entre idosos, crianças, famílias, jovens e sem-abrigo) e também o “Lar Santo Antônio” (para idosos).

 

O Presidente Geral visitará, ainda, algumas Conferências e Conselhos Particulares, e terá uma audiência com o bispo da diocese, Dom Manuel Linda. O ponto alto da visita será a Assembleia Geral e santa missa, com a presença de centenas de Vicentinos da área do Conselho Central e vizinhanças.

 

“Vamos cumprir uma agenda bem intensa, com muitas atividades no Porto e em outras cidades ao redor. Quero poder, também, conversar com os queridos confrades e consócias portuenses, que realizam um belo trabalho de caridade junto aos que sofrem. Isso é o que eu mais gosto de fazer quando das minhas viagens institucionais: conversar com os Vicentinos”, destacou o Presidente Geral.

O Conselho Central do Porto foi fundado em 1893. Atualmente, possui 25 Conselhos Particulares, 304 Conferências, seis obras vicentinas, 3.500 Vicentinos e 23.000 pessoas assistidas. Em 2019, a cidade foi escolhida pelo CGI para sediar as reuniões plenárias de junho, quando serão comemorados os 180 anos de existência do Conselho General.
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14 setembro 2018 – Edição 2/2018
Edição 2/2018 do Boletim Ozanam Network já está disponível
https://vincentians.ssvpglobal.org/…/network-portugues-agos…

Temos a alegria de informar que a edição nº 2/2018 do Boletim “Ozanam Network”, publicação oficial do Conselho Geral Internacional da SSVP, já está disponível.

 

Os grandes destaques do informativo são os ecos do 2º Encontro Internacional da Juventude da SSVP e da Plenária Internacional, eventos realizados há poucas semanas em Salamanca, Espanha.

 

O boletim traz, ainda, o resultado do 2º Concurso “A Primeira Conferência”, que este ano estuda a vida do fundador François Lallier.

 

Outros destaques: notícias dos países; editorial sobre a importância da formação; viagens missionárias do Presidente Geral; artigos de espiritualidade; informações sobre o Festival de Cinema “Os Sete Fundadores”, entre outras matérias.

 

Pedimos que todos os Conselhos Superiores/Nacionais ajudem ao Conselho Geral na difusão do referido boletim, fazendo-o chegar a todos os Conselhos, obras e Conferências.

 

Parabenizamos a equipe de comunicação do Conselho Geral pelo excelente trabalho realizado. Agradecemos aos tradutores pelo esforço árduo.

 

O boletim pode ser lido aqui 
https://vincentians.ssvpglobal.org/…/network-portugues-agos…

 

Renato Lima
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A importância da formação para o Conselho Geral
Renato Lima
É por intermédio de uma boa formação Vicentina que os confrades e as consócias poderão aperfeiçoar sua dupla missão: a santificação pessoal e a prática da caridade.
O tema da formação é algo tão importante para o Conselho Geral Internacional que, dentro do rol dos 10 pontos do planejamento estratégico desse mandato, esse assunto ocupa a primeira posição: “Formação permanente e para todos os membros”. Para levar a cabo esse item, foi criada a Vice-Presidência Internacional de Formação e Treinamento, liderada pela consócia Marisa Téllez, da Espanha.
Ela conta com o apoio de 12 delegados territoriais de formação, que atuam em parceria com as Vice-Presidências Territoriais Internacionais. Assim, como se vê, o Conselho Geral reputa como prioridade total a formação dentro da Sociedade de São Vicente de Paulo, e para tal estabeleceu uma estrutura global para dar conta desse imenso desafio.
Quando assumi a presidência, recebi de meus predecessores uma série de excelentes módulos de capacitação que integram a “Formação Universal”. Até então, existiam as seguintes temáticas: 1) História e origens da SSVP; 2) Espiritualidade; 3) A pobreza e a mudança de estruturas; 4) A visita domiciliar; 5) A Regra da SSVP; 6) Vida na Conferência; 7) A solidariedade; 8) Relações internacionais; e 9) Apresentação da Doutrina Cristã.
Nesta gestão, estamos agregando novos temas ao programa internacional de formação, para oferecer aos países um conteúdo mais atualizado e interativo, sem perder jamais a conexão com os pilares deixados pelos nossos fundadores. Estes temas são: 1) Fazer bem o bem; 2) Crescimento pessoal; e 3) O amor prático. Nos próximos meses, a equipe internacional de formação estará concluindo outros módulos: 1) Missão, visão e valores; 2) Desenvolvimento do Plano Estratégico; 3) Comunicação e resolução de conflitos; 4) Autonomia da SSVP e reconhecimento da Igreja; e 5) Beatos e santos da SSVP.
É por intermédio de uma boa formação Vicentina que os confrades e as consócias poderão aperfeiçoar sua dupla missão: a santificação pessoal e a prática da caridade. Sem uma formação adequada e moderna, nenhuma dessas duas dimensões será alcançada. Essa formação não acontece apenas nos cursos ou módulos oferecidos pelo CGI ou pelos Conselhos Superiores, mas, sobretudo, durante as reuniões das Conferências e dos Conselhos.
Aproveito para informar que, em novembro desse ano, em Madri (Espanha), com a graça de Deus, estaremos reunindo toda a equipe de formação do Conselho Geral (a consócia Marisa e os 12 delegados territoriais) para trocar experiências, discutir a modulação existência e avançar nas ferramentas de comunicação que podem ser utilizadas para ampliar a formação. Pedimos as orações de todos.
Renato Lima de Oliveira - 16º Presidente Geral

 

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Declaração oficial da SSVP a favor da vida

 

14 Setembro 2018

É compromisso absoluto da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) defender a vida e a família! Somos uma entidade leiga cristã, defensora da sacralidade da vida e dos valores do Evangelho, atuando nos cinco continentes e travando uma batalha contínua contra todas as formas de pobreza.
Temos percebido com tristeza, em todo o mundo, investidas de grupos que buscam a legalização do aborto. Seguimos a orientação da Santa Mãe Igreja e somos fiéis às palavras do querido Papa Francisco: “Quero enfatizar, com todas as minhas forças, que o aborto é um pecado grave, porque põe fim a uma vida humana inocente. Com a mesma força, no entanto, posso e devo afirmar que não existe nenhum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, ali onde se encontra um coração arrependido”.
Ratificamos nossa posição de defesa, não só por dever cristão, mas, sobretudo, como uma atitude frente à sacralidade da vida do ser humano. Defendemos a vida em todos os momentos e dificuldades em que ela se encontre. Repudiamos todas as argumentações, ameaças e mecanismos contra a vida! Não construiremos uma sociedade justa, com paz e prosperidade, admitindo o direito de assassinar os seres humanos, sobretudo os mais indefesos e inocentes.
Não foi e nunca será uma causa que possamos defender, nem aceitar, nem tolerar nem contemporizar. Cremos ainda, não existir coerência nem racionalidade nesta maneira de pensar. Ninguém – nações, sistemas de governos e grupos ativistas sem religião – pode negar o direito à vida a outros seres humanos.
Como vicentinos, somos eternos e incansáveis defensores da vida! Eis a tarefa que nos é irrenunciável como associação civil de leigos cristãos, devotos e comprometidos com o Reino de Deus. Nosso mister é promover a dignidade da pessoa humana. E isso significa, antes de tudo, reconhecer o direito inviolável à vida, desde a fecundação até a morte natural. Em nome da diretoria internacional, Renato Lima de Oliveira Presidente Geral
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Novo prazo para envio das redações referentes ao Concurso Literário Internacional “A Primeira Conferência” – 2018

 

Data de publicação: 23 Julho 2018

 

Para obter um maior número de participações, o Conselho Geral Internacional (CGI) da Sociedade de São Vicente de Paulo decidiu ampliar o prazo final para o envio das redações do Concurso Literário Internacional “A Primeira Conferência”, que neste ano de 2018 aborda a vida, a obra e o legado do cofundador François Lallier.

 

O novo prazo, agora, é o dia 30 de agosto. O resultado do concurso será dado no dia 8 de setembro, quando a diretoria do Conselho Geral estará reunida em Paris, para a reunião trimestral. O resultado será publicado no site do CGI.

 

O “Ano Temático Internacional de François Lallier” foi declarado pelo 16º Presidente Geral Internacional, confrade Renato Lima de Oliveira, na Carta-Circular de 31 de janeiro deste ano. Uma das ações mais concretas para celebrar essa iniciativa é a realização deste concurso internacional de redações.

 

Os trabalhos inscritos não poderão ultrapassar 20 páginas e podem ser apresentados em cinco idiomas: português, espanhol, inglês, italiano e francês.

 

“Pedimos aos Conselhos Superiores que ajudem ao CGI na difusão deste concurso junto às Conferências e Conselhos em cada país, assim como nas escolas e colégios Vicentinos, além das universidades católicas”, solicitou amorosamente nosso Presidente Geral, Renato.

Confira, abaixo, as regras deste concurso:
– POR Anexo Ano Lallier
– PORT.Bases Ano Lallier
https://vincentians.ssvpglobal.org/pt-pt/actualite/novo-prazo-para-envio-das-redacoes-referentes-ao-concurso-literario-internacional-a-primeira-conferencia-2018/
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Conselho Geral deseja “Parabéns” ao 12º Presidente Geral, Amin de Tarrazi

 

Data de publicação: 19 Julho 2018

 

Toda a comunidade Vicentina internacional está em festa pelo aniversário do nosso querido confrade Amin André de Tarrazi, 12º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo, que ocupou essa função entre 1981 e 1993. Neste dia 20 de julho, o confrade Tarrazi está celebrando 90 anos de idade. “Desejamos ao confrade Amin muita saúde e energia para seguir adiante na obra do Senhor e na causa vicentina”, afirmou o 16º Presidente Geral, confrade Renato Lima de Oliveira.

 

Amin de Tarrazi nasceu em 1928 na cidade de Neuilly-sur-Seine, França. Sua formação acadêmica é invejável: Direito, Ciência Política, Literatura e Filosofia. É um confrade poliglota (fala, lê e escreve em quatro línguas: inglês, alemão, italiano e árabe). Trabalhou, quando na ativa, em grandes empresas ligadas ao setor de transportes e refinarias de petróleo. Já recebeu inúmeros prêmios e reconhecimentos públicos, entre eles a “Ordem de São Jorge”, do Vaticano.

 

Amin ingressou na SSVP em 1948, aos 20 anos de idade, vindo a ocupar diversas funções vicentinas nas áreas de formação, juventude, comunicação e administração. Ele também foi presidente do Conselho Nacional da França. Amin é um dos mais competentes organizadores de documentos, escritos e livros no âmbito do Conselho Geral, e também das “Cartas de Ozanam” e de outros documentos históricos da SSVP.

 

Atualmente, no Conselho Geral, o confrade Amin atua em duas frentes bem estratégicas: na Unesco e na Comissão Especial da Canonização de Ozanam. É notória a atividade do confrade Amin nos esforços pela canonização de Ozanam, vindo a ser um incansável propagador dessa causa. A beatificação de Ozanam em 1997 é produto direto da ação efetiva dele junto às autoridades eclesiásticas em Roma, além das orações de todos os vicentinos.

 

Neste dia 20 de julho de 2018, desejamos os nossos sinceros “parabéns” ao querido confrade Amin André de Tarrazi. Que Deus, em sua imensa bondade, conceda ao confrade Amin muitas bênçãos nesta data querida. “Amin, você é um presente de Deus para a nossa SSVP!”, destacou o confrade Renato Lima.

 

Clique aqui para ver um vídeo que o CGI fez em homenagem ao confrade Amin aquando do aniversário de 88 anos de vida.

https://www.facebook.com/SSVP.INTERNATIONAL/videos/1207765906012882/
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Conselho Geral reúne jovens e lideranças em Salamanca

 

Data de publicação: 17 Julho 2018

 

Durante uma semana, entre 16 a 23 de junho de 2018, a capital vicentina mundial mudou-se de Paris e foi instalada em Salamanca (Espanha), local onde o Conselho Geral Internacional (CGI) realizou diversas atividades, reuniões e eventos, na Casa dos Padres Vicentinos.

 

Um desses eventos foi o 2º Encontro Internacional de Jovens da SSVP (chamado de “Salamanca + 10”), com a presença de 120 lideranças juvenis vindas de países dos cinco continentes. Foram desenvolvidas palestras, dinâmicas, reflexões e debates, baseados no tema “Jovem Vicentino: protagonista do presente e do futuro”. O Santo Padre, Papa Francisco, enviou uma bênção apostólica aos jovens presentes no evento. Além de Salamanca, o encontro de jovens teve continuidade, por mais dois dias, em Madri, por meio de atividades práticas, como a visita a obras assistenciais.

 

A repercussão do “Salamanca + 10” nos meios de comunicação espanhóis e internacionais foi bastante grande. Além disso, o Presidente Geral deu posse a 12 novos delegados territoriais da juventude, que atuarão em sintonia com a Vice-Presidência Internacional da Juventude, Crianças e Adolescentes. O Presidente também anunciou que, em 2023, com a graça de Deus, será realizado o 3º Encontro Internacional de Jovens da SSVP, também na cidade de Salamanca.

 

O CGI também organizou a primeira reunião da Comissão Especial estabelecida para estudar as vantagens da criação de vários Conselhos Superiores dentro da Índia. A Comissão continuará estudando o assunto e apresentará sua conclusão em 12 meses. Segundo a Regra Internacional, nações com mais de 3.000 Conferências agregadas têm esse direito.

 

Também foi realizada a reunião trimestral da diretoria do Conselho Geral, onde foram tomadas importantes decisões. Uma delas foi a criação de uma Comissão Especial para elaborar um Código de Ética para uso das redes sociais. A Comissão Especial da Argentina também concluiu os seus trabalhos e ofereceu à diretoria do CGI um relatório com recomendações, sendo aprovada uma nota pública sobre o assunto.

 

Houve ainda o encontro anual dos Vice-presidentes Territoriais Internacionais (VPTIs), que são responsáveis por 12 regiões do planeta. Eles reforçaram as fortalezas e analisaram as debilidades em cada área, propondo melhorias por meio de troca de experiências. No ano que vem, esta reunião terá também a presença dos Coordenadores de Zona, que auxiliam os Vice-presidentes Territoriais nessa missão institucional.

 

Logo depois, foram promovidos dois importantes encontros, previstos na Regra Internacional: a reunião da Seção Permanente e a reunião do Comitê Executivo Internacional (este formado por 15 nações que, juntas, representam 85% de todos os Vicentinos do mundo). Nesses dois dias de reunião, os departamentos e serviços do CGI apresentaram os seus relatórios anuais, bem como os “informes morais” do Presidente Geral e do Secretário Geral. Além disso, houve a aprovação, por unanimidade, das contas do Conselho referentes a 2017 e orçamento para 2018.

 

Duas foram as palestras especiais proferidas: “Relacionamento da SSVP com os Parlamentos” (John Falzon, da Austrália) e “Quinze anos da Regra e da Confederação” (José Ramón Díaz-Torremocha, da Espanha, 14º Presidente Geral). Também o padre Robert Maloney, CM (assessor espiritual do CGI), celebrou diversas missas com lindas homilias, e apresentou ainda duas brilhantes reflexões, uma sobre a visita domiciliar e outra sobre os sonhos para a Família Vicentina.

 

A Comissão Canônica concluiu seus estudos e apresentou um relatório detalhado sobre o tema, o qual será enviado aos Conselhos Superiores para amplo debate, visando à votação do assunto em 2022, na Assembleia Geral Ordinária de Roma.

 

A primeira edição da Medalha “Caridade na Esperança” foi entregue oficialmente ao Rotary Club Internacional (a segunda medalha será entregue em junho de 2019; os países já podem fazer as suas indicações ao Conselho Geral a respeito de entidades reconhecidamente filantrópicas e que exercem um trabalho humanitário internacional realmente valoroso). Em comemoração aos 180 anos do Conselho Geral, a ser celebrado em junho de 2019, foi lançado o edital do Festival de Cinema “Os Sete Fundadores”, que dará prêmios para vídeos e filmes que retratem o momento sublime da fundação da SSVP (os trabalhos poderão ser enviados até setembro de 2019).

 

Aproveitou-se a oportunidade e dilatou-se o prazo para a entrega das redações do concurso do “Ano Temático Internacional de François Lallier”, que passou de 8 de julho para 30 de agosto.

 

No dia 19 de junho, o Presidente Geral precisou ausentar-se dos eventos para dirigir-se a Roma, onde o Vaticano realizou a primeira reunião do “Dicastério dos Leigos, da Família e da Vida”, instituição à qual a SSVP foi oficialmente reconhecida e dela faz parte. No mesmo dia, o Presidente reuniu-se com a Comissão Especial de Canonização de Ozanam, ocasião em que o padre Giuseppe Guerra, CM, trouxe atualizações sobre o andamento do processo. Houve ainda uma rápida visita à Casa Mãe dos Religiosos de São Vicente de Paulo (RSV).

 

Outras decisões tomadas durante as reuniões:

 

Foram aprovadas novas 200 agregações de Conferências e 10 instituições de Conselhos.

 

Foi feita uma apresentação bastante detalhada das metas do Projeto “SSVP Plus”, que pretende fundar Conferências Vicentinas nos países em que a SSVP ainda não está presente.

 

O Presidente Geral anunciou que, em 2019, o Conselho terá um novo organograma de serviços e funções, visando alocar melhor os talentos e dar mais eficiência à estrutura internacional.

 

Foi aprovado o “Protocolo Ético para Uso do Crowdfunding” (coleta de recursos econômicos pela internet) cujo texto será enviado aos Conselhos Superiores para ampla divulgação.

 

Foi aprovada a modernização na logomarca internacional da SSVP (um manual de aplicação da logomarca será enviado a todos os países em alguns meses).

 

Foi criada uma Comissão Especial para estudar a questão da logomarca, formada pelos seguintes países: Estados Unidos, Brasil, Austrália, Nigéria, Itália e França.

 

Foi aprovado um novo modelo, mais moderno, de “Carta de Agregação” e de “Carta de Instituição”, no formato tamanho A4.

 

Foi apresentada uma listagem atualizada sobre os “Breves Papais” e as “Indulgências concedidas à SSVP” (essa lista será enviada aos países nas próximas semanas).

 

O Conselho Geral Internacional agradece, do fundo do coração, a imensa generosidade dos Conselhos Superiores que patrocinaram a viagem de diversos jovens para o Encontro Internacional. O CGI também agradece profundamente ao Conselho Superior da Espanha pela eficiente parceria na organização de todos os eventos promovidos, bem como ao staff de Paris pela estreita cooperação. Por fim, o Presidente destaca a fundamental participação da Ozanam TV na transmissão, ao vivo, pela internet, de todos os eventos realizados, assim como pelo excelente trabalho realizado pela equipe brasileira que organizou o “Salamanca + 10”.

 

Durante os eventos realizados em Salamanca, a prefeitura da cidade fez uma bonita homenagem à SSVP e aos Jovens Vicentinos, concedendo ao Presidente Geral o título de “Hóspede Distinto”, reconhecimento que o confrade Renato dedicou a todos os vicentinos do mundo.

 

“Foram dias de intensos debates, com a tomada de importantes decisões para o presente e o futuro da nossa querida SSVP. O Conselho Geral fortalece-se, a cada ano, com a participação ativa dos Conselhos Superiores nos novos projetos, programas e iniciativas em marcha. CGI significa, acima de tudo, comunicação e estratégia. Com a graça de Deus, o apoio dos países e a oração de todos, podemos seguir em frente, alcançando metas e resultados”, destacou o confrade Renato Lima, 16º Presidente Geral.

 

A cidade do Porto (Portugal) foi escolhida para ser a sede das reuniões do Conselho Geral em junho de 2019.

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Dia Internacional dos Jovens Vicentinos
No dia 4 de julho, os Jovens Vicentinos da SSVP comemorarão seu Dia Internacional

 

Data de publicação: 29 Junho 2018

 

O dia internacional do Jovem da SSVP é uma iniciativa do Comitê Internacional de Jovens do Conselho Geral Internacional da SSVP, iniciada em 2017, e que neste ano, terá como foco principal “O Jovem Vicentino como promotor da cultura da Paz”.

 

De acordo com Willian Alves, presidente do Comitê Internacional de Jovens, este dia é muito especial e deve ser comemorado em todo o mundo, pois os Jovens são muito importantes para a instituição, eles lembram os jovens fundadores que em 1833 começaram a grande Rede de Caridade.

 

O dia 4 de julho é a data em que a Igreja celebra o dia do Beato Pier Giorgio Frassati, patrono dos Jovens Vicentinos, e que durante sua juventude participou ativamente de uma conferência da SSVP.

 

Inúmeras atividades podem ser realizadas para recordar esta data tão importante para o calendário do Conselho Geral Internacional da SSVP, como por exemplo:

 

– Festa para os jovens;
– Dia de Formação;
– Oração pela Canonização de Ozanam;
– Novena ao Beato Pier Giorgio Frassati;
– Renovação do Compromisso Vicentino;
– Dia de atividades de lazer e esportes;
– Liturgia Eucarística em Ação de Graças;
– Vídeo Conferência;
– Promoção Virtual no Facebook;
– E outras atividades.

 

O Comitê Internacional de Jovens pede que as atividades possam retratar ações que promovam a Paz no mundo e como os Jovens Vicentinos podem colaborar para isso.

 

Fotos e Comentários deverão ser enviados ao Conselho Geral para divulgação nas redes sociais e na website internacional. Pedimos ampla divulgação dos Conselhos Nacionais e que toda a Juventude Vicentina possa comemorar seu dia com muita alegria e serviço aos Pobres.

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20 de junho – DIA MUNDIAL DOS REFUGIADOS

 

Data de publicação: 20 Junho 2018

 

A Sociedade de São Vicente de Paulo, atuando internacionalmente nos cinco continentes, neste DIA MUNDIAL DOS REFUGIADOS (20 de junho), une-se aos esforços das Nações Unidas, da Igreja, da Família Vicentina e outras entidades internacionais, manifestando sua indignação e repúdio às causas do flagelo dos refugiados.

 

Queremos empreender uma profunda reflexão sobre os fatores que causam a emigração de tantas pessoas, submetidas a riscos extremos de vida. É urgente uma resposta concreta da comunidade internacional, assim como a busca de soluções para “acolher, proteger, promover e integrar os imigrantes e os refugiados” (Papa Francisco).

 

Estamos testemunhando os maiores níveis de deslocamento humano já registrados no mundo, por conta de conflitos, guerras ou perseguições (algumas delas de cunho religioso). Os refugiados são forçados a sair de suas casas, deixando suas vidas, seus empregos, suas famílias e suas culturas. Mais de metade dessas pessoas são jovens e crianças.

 

Por isso, o trabalho humanitário é mais importante do que nunca. Ratificamos que as pessoas não são peças de manobras de interesses políticos, muito menos invisíveis nos conflitos e guerras estabelecidos pelas nações promotoras destas graves situações.

 

Unimo-nos às diversas entidades cristãs ao chamado evangélico de acolhimento: “Era forasteiro e me acolhestes” (Mateus 25, 35). Reafirmamos, ainda, nosso apoio ao Pacto Global sobre Refugiados promovido pela ONU e convidamos as unidades Vicentinas a conhecerem e cooperarem com esse importante esforço mundial. O momento requer, além de orações, ações concretas e imediatas!

 

Agradecemos os Vicentinos que, por todo o planeta, vêm acolhendo os irmãos refugiados, dando-lhes dignidade, respeito e carinho, oferecendo uma mão amiga durante esse período de sofrimento da vida deles.

 

Renato Lima de Oliveira

 

16º Presidente Geral

https://www.ssvpglobal.org/pt-pt/actualite/20-de-junho-dia-mundial-dos-refugiados/
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17 Junho 2018
https://www.youtube.com/watch?v=xrLRtMbZ-mA&feature=youtu.be

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7 Junho 2018
Há dois anos, dois brasileiros colocavam-se amorosamente à disposição do Conselho Geral Internacional para o serviço como Presidente Geral. Há dois anos, acontecia em Roma (Itália) a eleição que deu ao confrade Renato Lima um mandato de seis anos (2016-2022). Parabéns à consócia Ada Ferreira que participou e abrilhantou a referida eleição. Graças a Deus, na SSVP, não há perdedores ou ganhadores: todos estamos aqui para o serviço desinteressado aos irmãos. Que Deus nos abençoe e que nossos processos eleitorais sejam sempre assim: abertos, democráticos, transparentes e participativos. Peço as orações de todos por mim e pelos integrantes do Conselho Geral, para poder cumprir nosso planejamento estratégico, projetos, programas e iniciativas.

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Declaração oficial da SSVP a favor da vida

4 Maio 2018
Nesse mês de maio, em que celebramos o mês de Maria e também o Dia das Mães, o Conselho Geral Internacional apresenta uma declaração bem clara sobre o direito à vida e sobre o papel protagonista da mulher.
É compromisso absoluto da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) defender a vida e a família! Somos uma entidade leiga cristã, defensora da sacralidade da vida e dos valores do Evangelho, atuando nos cinco continentes e travando uma batalha contínua contra todas as formas de pobreza.
Temos percebido com tristeza, em todo o mundo, investidas de grupos que buscam a legalização do aborto. Seguimos a orientação da Santa Mãe Igreja e somos fiéis às palavras do querido Papa Francisco: “Quero enfatizar, com todas as minhas forças, que o aborto é um pecado grave, porque põe fim a uma vida humana inocente. Com a mesma força, no entanto, posso e devo afirmar que não existe nenhum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, ali onde se encontra um coração arrependido”.
Ratificamos nossa posição de defesa, não só por dever cristão, mas, sobretudo, como uma atitude frente à sacralidade da vida do ser humano. Defendemos a vida em todos os momentos e dificuldades em que ela se encontre. Repudiamos todas as argumentações, ameaças e mecanismos contra a vida! Não construiremos uma sociedade justa, com paz e prosperidade, admitindo o direito de assassinar os seres humanos, sobretudo os mais indefesos e inocentes.
Não foi e nunca será uma causa que possamos defender, nem aceitar, nem tolerar nem contemporizar. Cremos ainda, não existir coerência nem racionalidade nesta maneira de pensar. Ninguém – nações, sistemas de governos e grupos ativistas sem religião – pode negar o direito à vida a outros seres humanos.
Como Vicentinos, somos eternos e incansáveis defensores da vida! Eis a tarefa que nos é irrenunciável como associação civil de leigos cristãos, devotos e comprometidos com o Reino de Deus.
Nosso mister é promover a dignidade da pessoa humana. E isso significa, antes de tudo, reconhecer o direito inviolável à vida, desde a fecundação até a morte natural.
Em nome da diretoria internacional
Renato Lima de Oliveira
Presidente Geral
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Conselho Geral lança nova página na internet em 23 de abril de 2018

Uma das prioridades do Conselho Geral Internacional da SSVP é fortalecer a comunicação em todos os níveis, interna e externamente, sendo um dos itens prioritários do planejamento estratégico da atual gestão, presidida pelo confrade Renato Lima de Oliveira. Desta forma, para comemorar os 185 anos de fundação da SSVP e os 205 anos do nascimento do Bem-aventurado Ozanam, o Conselho Geral lança, no dia 23 de abril de 2018, sua nova página na internet.

O novo site ajudará a SSVP a ampliar a sua rede de caridade, comunicando de forma mais moderna, dinâmica e atrativa, respondendo melhor às exigências do mundo atual. Assim como nos disse o papa Bento XVI: “As novas tecnologias não somente estão a mudar a forma de comunicar, mas também está transformando a comunicação em si mesma, de tal sorte que a forma de difundir a informação e o conhecimento tem aberto oportunidades sem precedentes para estabelecer relações e construir mais fraternidade”.

No dia 23 de abril, data de fundação da SSVP e do aniversário de Ozanam, o novo site será lançado com inúmeras novidades. A página é diferente da anterior, pois agora haverá duas áreas distintas: uma para o público em geral (não Vicentinos), e outra apenas para Vicentinos.

No site de acesso geral, o objetivo é oferecer uma clara ideia que do significa a SSVP, detalhando sua missão, visão, princípios, valores e objetivos, assim como destacar notícias sobre a SSVP, suas atividades, projetos, programas e iniciativas, não só a respeito do Conselho Geral, mas, de todos os Conselhos Superiores também.

Por sua vez, o acesso exclusivo para os membros Vicentinos foi desenhado para ajudar os confrades e as consócias, além dos voluntários e colaboradores da SSVP, a estarem mais preparados com todo o material necessário para melhor servir aos que sofrem e necessitados, com documentos de formação, relatórios institucionais, manuais, leituras espirituais, módulos de capacitação e treinamento, informações sobre liderança servidora, etc.

Uma presença ativa, dinâmica e próxima no mundo digital é de vital importância para a SSVP internacional. Como sabemos, o Presidente Geral é jornalista e sabe bem que, sem uma comunicação eficiente, não é possível atingir bons resultados institucionais. “Estou muito feliz com o trabalho da Comissão de Comunicação no âmbito do Conselho Geral, além do suporte fundamental do nosso staff em Paris, ao desenvolver essa nova página. Espero que todos os confrades e consócias do mundo gostem do novo site, e possam desfrutá-lo. Pedimos que os Conselhos Superiores possam nos ajudar na difusão dessa notícia entre os seus nacionais”, agradeceu o confrade Renato Lima.

Nem todos os links estarão disponíveis, imediatamente, nas cinco línguas oficiais da Confederação. As traduções serão feitas paulatinamente. Quem quiser ajudar nesta tarefa, ficaremos muito felizes com sua generosa colaboração.
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Conselho Geral lança concurso internacional de redações sobre Lallier

Para comemorar de maneira mais intensa o “Ano Temático Internacional de François Lallier”, aberto pelo 16º Presidente Geral da SSVP, confrade Renato Lima de Oliveira, na sua Carta-Circular de 31 de janeiro último, o Conselho Geral Internacional da SSVP lançou, nesta semana (8 de fevereiro), o Concurso Literário Internacional “A Primeira Conferência”.

O edital, com as regras e anexos do concurso, está disponível no site do CGI (www.ssvpglobal.org). Os trabalhos escritos não poderão ultrapassar 20 páginas.  Serão concedidos prêmios em dinheiro para os três primeiros lugares (1.000, 750 e 500 euros, respectivamente). As Conferências Vicentinas dos autores premiados também receberão os mesmos valores em dinheiro, que devem ser usados em benefício das famílias assistidas ou de obras Vicentinas.

Poderão ser inscritos trabalhos em cinco idiomas: português, espanhol, inglês, italiano e francês. O prazo final para o envio das dissertações/redações é o dia 8 de julho de 2018 (cinco meses). A comissão organizadora anunciará o resultado final no dia 8 de setembro de 2018, e os prêmios serão entregues aos vencedores logo em seguida.

Este concurso está inserido no programa de trabalho do 16º Presidente Geral, que instituiu os “anos temáticos” com a finalidade de difundir a vida, a obra e o legado dos fundadores da primeira Conferência Vicentina, em 1833. “O Conselho Geral espera que muitos Vicentinos, especialmente os jovens, participem do concurso de Lallier, da mesma maneira como participaram do concurso de Bailly, que foi um grande sucesso. Precisamos estudar e valorizar a biografia dos nossos queridos fundadores”, destacou o confrade Renato Lima.

O mesmo concurso acontecerá nos anos seguintes, até 2022. No ano de 2019, o tema será “Paul Lamache”. Participe! Pedimos aos Conselhos Superiores que auxiliem o CGI na difusão desse concurso junto às Conferências e Conselhos em cada país, bem como nas escolas vicentinas e universidades católicas. Mais informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. (Anne, Marisa ou Juan Manuel).

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A viagem missionária do Presidente Geral à África – Março 2018

Cfd. Renato Lima (*)

Entre os dias 20 de fevereiro e 15 de março deste ano de 2018, tive a alegria e o privilégio de conhecer, na qualidade de Presidente Geral da SSVP, sete países do continente africano, perfazendo 28.000 km de distância: Burquina Fasso, Nigéria, República Centro-africana, Zâmbia, Botsuana, Moçambique e África do Sul.

Em todos os lugares em que estive, fui muito bem recebido. Fiquei impressionado com o carinho, o vigor, a generosidade e a religiosidade dos Vicentinos africanos. Também me chamou a atenção a criatividade dos Vicentinos africanos para poder praticar a caridade com poucos recursos econômicos, além da inovação de muitos dos projetos sociais em execução.

Não é à toa que a SSVP está crescendo rapidamente na África, não somente em quantidade, mas, sobretudo, em qualidade. Estamos presentes em 41 países dos 55 que compõem o continente.

Em todas as nações, reuni-me com dezenas de sacerdotes, bispos, cardeais e núncios apostólicos. Cumpri uma agenda intensa: entrevistas a meios de comunicação, presença nas reuniões das Conferências e dos Conselhos, reuniões com a juventude, palestras em auditórios, visitas domiciliares e a obras vicentinas.

Nos encontros com as famílias carentes, senti forte emoção quando entrei nas casas delas, e pude trocar experiências sobre a vida sofrida que elas levam, as dificuldades relacionadas à saúde e ao emprego, os dilemas para a criação e educação dos filhos, a falta de apoio dos governos locais, a importância da participação na santa missa e nos sacramentos, entre tantos outros assuntos.

Também conversei muito nas Conferências e Conselhos por onde passei, deixando a mensagem de paz, de unidade e de caridade que o Conselho Geral leva a todas as nações.

Sou o primeiro Presidente Geral que vem de um país em desenvolvimento, como o Brasil, e por isso compreendo bem a realidade da África. São situações similares, com muitas desigualdades sociais, políticas, ambientais e econômicas.

(*) 16º Presidente Geral da SSVP.

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23 Abril 2018

Estimado presidente,

Queridos membros da Diretoria,

Estimados presidentes de Conselhos Metropolitanos,

Há 185 anos, no dia 23 de abril de 1833, um grupo de leigos franceses católicos, devotos e visionários, reuniu-se em Paris, sob as luzes do Divino Espírito Santo, para fundar a primeira “Conferência de Caridade”, anos depois conhecida como “Sociedade de São Vicente de Paulo”. O que motivou aqueles homens de fé foi a prática da caridade, a santificação pessoal, a amizade entre eles e a construção de um mundo mais justo, baseado nos valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em poucos anos, a entidade nascente crescia rapidamente dentro da França, vindo a atingir outros países da Europa e do mundo. Atualmente, a SSVP está presente em 153 países/territórios, reunindo 800.000 membros e mais de 1 milhão de voluntários, ajudando a 30 milhões de pessoas por ano. Aquela primeira Conferência (Saint-Étienne-du-Mont) transformou-se em 50.000 novas “comunidades de fé e de serviço”. Um verdadeiro milagre de Deus operado pela intercessão dos nossos fundadores! A Igreja também, por meio de diversos Breves Papais, conferiu amplo reconhecimento institucional à SSVP, em diversas oportunidades.
Todos nós, Vicentinos do Século XXI, precisamos estar conscientes de que, com a graça de Deus, o trabalho que realizamos, embora bastante discreto, é muito efetivo e tem gerado inúmeros frutos para as pessoas socorridas. São incontáveis os benefícios proporcionados a milhões de seres humanos necessitados, que contam com a mão amiga Vicentina para continuar a superar os desafios da vida. Nem sempre percebemos a importância e a relevância que a ação caritativa da SSVP exerce no mundo.
Vale, aqui, mencionar algumas palavras de estímulo que o 1º Presidente Geral, Emmanuel Joseph Bailly de Surcy, incluiu na introdução da Regra de 1835, as quais eu muito aprecio: “Os sentimentos de fraternidade entre os confrades converterão os nossos corações num só coração, e todas as nossas almas numa única alma (“cor unum et anima una”), e isso tornará mais querida a nossa Sociedade fraterna. Ainda que amemos muito a nossa humilde Sociedade, temos que saber que ela é uma obra nascida pela misericórdia de Deus”.
É fundamental, ainda, mencionar as consócias e os confrades já falecidos nestes 185 anos de existência da SSVP. Recordamos respeitosamente a sua memória, e a eles dirigimos uma oração amorosa, pois os nossos predecessores que já se encontram na Casa do Pai fazem parte da “Conferência Celestial”, e seguem intercedendo por nós aqui na Terra. É por isso que nossa SSVP pode ser considerada uma verdadeira “escola de santidade”, uma vez que já temos cerca de 50 membros em processos de canonização em diferentes etapas, entre eles o bem-aventurado Ozanam.
Na condição de 16º Presidente Geral, e em nome da diretoria internacional, gostaria que essa mensagem chegasse a todos os Vicentinos do Brasil, felicitando-os pelos relevantes serviços prestados à humanidade, à Igreja e à sociedade civil. Mantenham-se firmes na fé, na caridade e na esperança, sempre em unidade com o Conselho Geral, que é o guardião da Regra e das origens da nossa Sociedade.
Que Deus continue nos cumulando de bênçãos, e que a Virgem Maria nos proteja de todos os males. Muito obrigado, Ozanam, Bailly, Lallier, Clavé, Le Taillandier, Lamache e Devaux! Obrigado, irmã Rosalie Rendu! Parabéns a todos os vicentinos do mundo. Viva a França! Viva o Brasil! Viva a SSVP!
Por fim, agradeço a todos pelo apoio dado na difusão dos principais projetos e programas internacionais que estão sendo levados a cabo pelo Conselho Geral, a fim de que os Vicentinos possam estar bem atualizados sobre as notícias e iniciativas em mancha. Mais detalhes podem ser obtidos no site do Conselho Geral: www.ssvpglobal.org. Peço suas orações pelo êxito deste mandato, pelos mais necessitados e para a glória do Senhor Jesus.
Confrade Renato Lima de Oliveira

16º presidente-geral

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http://pt.ssvpglobal.org/Noticias/Noticias-do-CGI/Conselho-Geral-lanca-nova-pagina-na-internet-em-23-de-abril

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Conselho Geral publica texto sobre os 185 anos de fundação da SSVP
O site do Conselho Geral Internacional publicou, hoje, 16 abril 2018, um texto, assinado pelo 16º Presidente Geral, confrade Renato Lima de Oliveira, sobre os 185 anos de existência da Sociedade de São Vicente de Paulo, cuja festa acontece na semana que vem, dia 23 de abril de 2018. Na mensagem, o confrade Renato destacou o crescimento da entidade, desde 1833, até os dias de hoje, atingindo a 800.00 membros em 153 países ou territórios.
O Presidente Geral também realçou a importância dos confrades e consócias já falecidos, que agora fazem parte da “Conferência Celestial”. “É por isso que nossa SSVP pode ser considerada uma verdadeira “escola de santidade”, uma vez que já temos cerca de 50 membros em processos de canonização em diferentes etapas, entre eles o bem-aventurado Antônio Federico Ozanam, que está comemorado 205 anos de nascimento”, observou o confrade Renato.
Leia a íntegra do texto clicando em:
http://pt.ssvpglobal.org/Noticias/Noticias-do-CGI/185-anos-de-caridade-e-de-amor-junto-aos-que-sofrem

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185 anos de caridade e de amor junto aos que sofrem
16 Abril 2018
Notícias do CGI Aniversários


Há 185 anos, no dia 23 de abril de 1833, um grupo de leigos franceses católicos, devotos e visionários, reuniu-se para fundar a primeira “Conferência de Caridade”, anos depois conhecida como “Sociedade de São Vicente de Paulo”. O que motivou aqueles homens de fé foi a prática da caridade, a santificação pessoal, a amizade entre eles e a construção de um mundo mais justo, baseado nos valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em poucos anos, a entidade nascente crescia rapidamente dentro da França, vindo a atingir outros países da Europa e do mundo. Atualmente, a SSVP está presente em 153 países ou territórios, reunindo 800.000 membros e mais de 1 milhão de voluntários, ajudando a 30 milhões de pessoas por ano. Aquela primeira Conferência (Saint-Étienne-du-Mont) transformou-se em 50.000 novas “comunidades de fé e de serviço”. Um verdadeiro milagre de Deus operado pela intercessão dos nossos fundadores! A Igreja também, por meio de diversos Breves Papais, conferiu amplo reconhecimento institucional à SSVP, em diversas oportunidades.
Todos nós, Vicentinos do Século XXI, precisamos estar conscientes de que, com a graça de Deus, o trabalho que realizamos, embora bastante discreto, é muito efetivo e tem gerado inúmeros frutos para as pessoas socorridas. São incontáveis os benefícios proporcionados a milhões de seres humanos necessitados, que contam com a mão amiga Vicentina para continuar a superar os desafios da vida. Nem sempre percebemos a importância e a relevância que a ação caritativa da SSVP exerce no mundo.
Vale, aqui, mencionar algumas palavras de estímulo que o 1º Presidente Geral, Emmanuel Joseph Bailly de Surcy, incluiu na introdução da Regra de 1835, as quais eu muito aprecio: “Os sentimentos de fraternidade entre os confrades converterão os nossos corações num só coração, e todas as nossas almas numa única alma (“cor unum et anima una”), e isso tornará mais querida a nossa Sociedade fraterna. Ainda que amemos muito a nossa humilde Sociedade, temos que saber que ela é uma obra nascida pela misericórdia de Deus”.
Eu não poderia terminar essa reflexão sem mencionar as consócias e os confrades já falecidos nestes 185 anos de existência da SSVP. Recordamos respeitosamente a sua memória, e a eles dirigimos uma oração amorosa, pois os nossos predecessores que já se encontram na Casa do Pai fazem parte da “Conferência Celestial”, e seguem intercedendo por nós aqui na Terra. É por isso que nossa SSVP pode ser considerada uma verdadeira “escola de santidade”, uma vez que já temos cerca de 50 membros em processos de canonização em diferentes etapas, entre eles o bem-aventurado Ozanam.
Na condição de 16º Presidente Geral, e em nome da diretoria internacional, gostaria que essa mensagem chegasse a todos os Vicentinos do mundo, felicitando-os pelos relevantes serviços prestados à humanidade, à Igreja e à sociedade civil. Mantenham-se firmes na fé, na caridade e na esperança, sempre em unidade com o Conselho Geral,  que é o guardião da Regra e das origens da nossa Sociedade.
Que Deus continue nos cumulando de bênçãos e que a Virgem Maria nos proteja de todos os males. Muito obrigado, Ozanam, Bailly, Lallier, Clavé, Le Taillandier, Lamache e Devaux! Obrigado, irmã Rosalie Rendu! Parabéns a todos os Vicentinos do mundo. Viva a França! Viva a SSVP!
Cfd. Renato Lima de Oliveira
16º Presidente Geral

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Divino 10/2018

A devida recompensa e as obras de caridade

Renato Lima

Nossa salvação depende, além da fé viva que temos em Jesus Cristo, dos gestos e atos que tivermos realizado, aqui na Terra, perante o próximo. A Bíblia está repleta de “garantias divinas” sobre as recompensas que receberemos diante do bem verdadeiro que fizermos.

São Paulo adverte que iremos comparecer “ao tribunal de Cristo” com a finalidade de receber a “devida recompensa” (prêmio ou castigo) do que tivermos feito ao longo de nossa vida corporal (2ª Cor 5, 10). Noutra passagem, o mesmo Paulo garante “a coroa da justiça” (isto é, a vitória da salvação) àqueles que guardarem a fé e combaterem o bom combate (2ª Tm 4, 8), ou seja, para todos que aliarem fé e prática.

Na Carta aos Gálatas, Paulo alerta sobre as obras da carne, as quais, quem as praticar, não herdará o reino dos céus. Ao mesmo tempo, o apóstolo garante que quem viver e cumprir os frutos do Espírito Santo, entre eles a caridade e a bondade, serão salvos (Gl 5, 19-25). Também vale registrar duas passagens que se complementam entre si: “O Filho do Homem recompensará, a cada um, segundo suas obras” (Mt 16, 27) e “Eis que venho, em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras” (Apoc 22, 12).

Outra citação cabal pode ser encontrada em Romanos: “No dia do juízo, Deus retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna aos que fizerem o bem” (Rom 2, 6). Além da promessa de vida eterna, a vivência e prática da caridade também ajudam a melhorar-nos como pessoa: “Mantenham entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão de pecados” (I Pd 4, 8).

Também no Antigo Testamento podemos encontrar citações que atestam o julgamento dos fiéis com base nas obras de caridade realizadas ao longo da vida: “Tu lhes darás recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos” (Lamentações 3, 64). Em Provérbios, encontramos duas pérolas que trazem conforto ao nosso coração: “O encanto de um homem é a sua caridade” (Prov 19, 22) e “O homem benevolente será abençoado” (Prov 22, 9).

Portanto, como se vê, na Bíblia há diversas sinalizações de que todos nós, ricos ou pobres, passaremos pelo julgamento divino, e poderemos receber dois vereditos: o prêmio (céu) ou o castigo (inferno). Se formos caridosos e praticarmos a caridade durante nossas vidas, nossas chances de entrar nos céus é bastante elevada.

As Sagradas Escrituras são bem claras; nós, porém, é que, às vezes, tentamos mascarar as coisas para tentar evitar as consequências de nossas ações, mas Deus é onipresente e onisciente. Não devemos ter medo do julgamento, pois Jesus assim prometeu: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25, 34). Mas essa “herança” só acontecerá se praticarmos atos de caridade, como dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, visitar os enfermos e os encarcerados, etc (Mt 25, 35s).

Desta maneira, ser vicentino é uma oportunidade ímpar que Deus nos dá para entrarmos no Paraíso. Quer prêmio maior que poder ver a face de Deus? Quer alegria maior que poder abraçar a Cristo e a Nossa Senhora? Há algo mais importante que entrar no Reino dos Céus?

Portanto, a fé vale muito no processo de santificação, pois é a base de tudo. Mas, sem as obras de caridade, ficará muito difícil alcançar a eternidade, como nos afiança São Tiago: “Assim como o corpo sem alma é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2, 26). Para reflexão: temos consciência de que as boas obras que praticarmos nos abrirão as portas do Paraíso?

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Divino 09/2018

A incapacidade de ver as virtudes nos outros

Cfd. Renato Lima (*)

Estamos vivendo em uma época na qual boa parte das pessoas estão cada vez mais preocupadas consigo mesmas. O egoísmo e o individualismo estão superando as previsões mais conservadoras. As pessoas falam apenas de dinheiro, carros, compras, viagens, bens patrimoniais e elementos relacionados ao aspecto material.

Há pouco espaço para o espiritual e para os valores familiares. Casamento e filhos, por exemplo, são assuntos quase proibidos! É, de fato, um cenário devastador para todos os cristãos, especialmente para nós, vicentinos, que lutamos para construir um mundo mais fraterno e menos desigual. É por isso que a mensagem salvífica de Cristo continua atual, e torna-se cada vez mais necessária num ambiente em que a maldade parece superar a bondade.

Nas redes sociais, por exemplo, é possível verificar a futilidade das pessoas e o grau bastante raso que os indivíduos têm ao se manifestarem publicamente. Elas procuram mostrar uma pretensa imagem de felicidade, ao estarem rodeadas de amigos, mas na verdade são pessoas solitárias, psicologicamente fragilizadas e tristes. Basta conferir os comentários delas, publicados nos sites de relacionamento pessoal.

O que dizer disso tudo? É realmente decepcionante e devastador comprovar que as pessoas estão, a cada dia, mais fechadas em seus mundos. E o que isso tem a ver com o trabalho de promoção humana da Sociedade de São Vicente de Paulo? Tudo! A ação de caridade desenvolvida pelos confrades e consócias é calcada na colaboração e na solidariedade, só podendo ser praticada por pessoas desapegadas e com um olhar aberto ao próximo.

Já o egoísta, por natureza, é uma pessoa que se preocupa unicamente consigo mesma. Ele não tem com quem debater um assunto, pois não precisa prestar contas a ninguém. Sua forma de ver o mundo é extremamente limitada. Ele tem enormes dificuldades em reconhecer as virtudes do próximo, portanto, como poderá levar uma palavra amiga a quem está sofrendo? O egoísta dificilmente rejubila-se com o sucesso do outro, por conta da inveja. Essas pessoas não têm a humildade de reconhecer derrotas, nem a magnanimidade de valorizar àqueles que se sobressaem nas atividades cotidianas.

Outro aspecto muito relevante: o estilo egoísta não se coaduna com o estilo da SSVP. Na nossa entidade, desde os primórdios da fundação, prevalece o “espírito colegiado” e o “desapego do próprio parecer” durante o processo de tomada de decisão. Falando mais claramente: as decisões são tomadas por consenso, escutando-se a todos e chegando-se a uma deliberação democrática e diplomática.

O egoísta, por sua vez, toma decisões unilaterais, e assim, prejudica o modo de ser da SSVP, cujo pilar reside no caráter coletivo das deliberações. Essa é outra problemática que podemos verificar quando alguns dirigentes vicentinos tomam decisões que são, posteriormente, consideradas inadequadas, pois foram idealizadas fora do espírito vicentino, egoisticamente.

Por fim, é lamentável que tenhamos membros com esse perfil individualista. Essas pessoas, geralmente, também ingressam na SSVP com interesses particulares, e até mesmo políticos, aproveitando-se do caráter meritório da associação para catapultar temas de interesse pessoal. São pessoas que permanecem na SSVP até o momento em que não conseguem absorver mais nada da entidade. Depois, saem da Conferência e não deixam saudades.

Cuidado com quem age dessa maneira, pois não possui o “selo de Ozanam” em sua fronte. Essas pessoas precisam, na realidade, de ajuda psicológica e de apoio espiritual para mudar suas próprias vidas, e somente deveriam pertencer a grupos sociais ou similares após resolverem, primeiro, sua delicada situação emocional.

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Divino 8/2018

SSVP: uma grande família

(*)Renato Lima

Todos nós sabemos que o trabalho primordial das Conferências Vicentinas é a assistência material e espiritual das famílias humildes que são socorridas. Mas além desse aspecto “familiar” da entidade, não podemos nos esquecer de que a própria Sociedade de São Vicente de Paulo é uma instituição familiar acima de tudo.

Primeiramente, ela foi idealizada e estabelecida num ambiente de família. Bailly e os demais fundadores mantiveram o clima doméstico no seio do grupo, pois aqueles jovens eram, antes de tudo, amigos, e conviviam na mesma pensão, e “adotaram” Bailly e a esposa dele como seus pais morais.

Além da fundação “familiar” da SSVP, não podemos negar que a forma como as Conferências evoluem também tem a ver com as sociedades familiares. Explicando melhor: nossos dirigentes “saem” das Conferências; é lá que eles são formados, preparados e forjados. A preparação dos sucessores na estrutura da SSVP acontece dentro das Conferências, assim como nas empresas familiares.

Outro aspecto interessante, que só vemos em sociedades familiares, é a transmissão do conhecimento, da ética e dos valores do grupo. É evidente que existem os cursos de capacitação para o aperfeiçoamento dos procedimentos. Mas a garantia de que os novatos irão seguir no mesmo caminho trilhado por Ozanam e seus companheiros é uma responsabilidade dos atuais confrades e consócias.

Também é de responsabilidade dos atuais membros da SSVP a manutenção fiel às origens da entidade, assegurando que a entidade possa crescer sem perder o “marco zero” da fundação colegiada. Manter-se fiel às origens, à vocação e ao carisma da entidade é dever de todos os vicentinos, e tal “legado” deve ser “levado” a todos aqueles que ingressarem no grupo, posteriormente. É como se existisse uma “governança invisível” dentro da empresa familiar chamada SSVP!

As sociedades centenárias, como a nossa, são assim; possuem essas características, algumas delas intuitivas. É difícil até falar sobre o assunto, pois na verdade tais procedimentos acontecem com tanta naturalidade que nem nos damos conta de que somos uma “empresa familiar”. Voltando ao assunto dos dirigentes, é igual quando o dono da empresa, geralmente o pai da família, prepara seus filhos para, no futuro, conduzirem os destinos daquela empresa.

Assim também ocorre na SSVP. Quando um confrade ou uma consócia assume a presidência de uma Conferência, de um Conselho (não importa o nível hierárquico) ou de uma obra assistencial, a partir do primeiro dia de mandato já deve se preocupar com a sucessão. É preciso preparar bons nomes para que, quando a eleição chegar, não haja descontinuidade nas ações vicentinas. Por isso, devemos escolher dirigentes responsáveis e, acima de tudo, servidores.

Toda empresa tem seu negócio. O “negócio” da SSVP é a caridade. Não percamos o rumo. Às vezes, algumas pessoas recém-ingressadas introduzem ideias e posturas diferentes ao carisma vicentino, e seguramente esse tipo de influência externa trará danos. Não estou aqui defendendo que a SSVP seja uma instituição fechada; peço, apenas, que qualquer inovação seja muito bem refletida, e que os mais experientes possam analisar se tais aprimoramentos estejam afinados com nossas origens. Por exemplo, no campo da assistência, muitos vicentinos são obcecados por obras sociais, esquecendo-se do trabalho precípuo da Conferência que é a visita domiciliar, a maior obra social da SSVP! Não devemos perder nossas forças nem “diversificar” nossa atuação católica em “outros negócios” que não a caridade.

Portanto, valorizar e respeitar o “espírito primitivo” da Sociedade de São Vicente de Paulo é a chave da manutenção da entidade, sempre em unidade com a Igreja e a favor dos pobres, os preferidos de Deus. Que sejamos uma família, dentro e fora da Conferência!

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Divino 7/2018

A beleza espiritual da oração de canonização de Ozanam

 Renato Lima (*)

Nem sempre os vicentinos se apercebem sobre a beleza espiritual que é a “Oração de Canonização de Ozanam”, rezada ao final das reuniões vicentinas. Com pressa, às vezes, os membros da Conferência rezam a referida oração de forma acelerada, deixando de observar, com a atenção necessária, o conteúdo de cada frase, de cada verbo e de cada expressão. Na oração, não só pedimos pela canonização deste santo homem, como também meditamos a respeito da vida e da obra dele.

Logo na abertura, o texto diz: “Senhor, fizeste do beato Frederico Ozanam uma testemunha do Evangelho, maravilhado pelo mistério da Igreja”. É lindo ver que o Vaticano reconhece Ozanam como alguém que vivia intensamente o Evangelho e o próprio mistério da Igreja (“dimensão visível”, com o próximo, e “dimensão invisível”, com o Altíssimo). Na parte “Inspiraste seu combate contra a miséria e a injustiça, e o dotaste de uma generosidade incansável, ao serviço de todos aqueles que sofrem”, a oração fala que o Ozanam não se cansava de praticar o bem, combatendo não só a miséria física e material, como também a espiritual e moral.

Uma das partes mais bonitas é “Em família, ele se revelou filho, irmão, esposo e pai excepcional”. Aqui, fica cristalino que Ozanam era um vigoroso defensor da família, além de ser um marido dedicado, amoroso e romântico (como se sabe, ele presenteava a esposa Amélia, no dia 23 de cada mês, com um ramalhete de flores). A expressão “No mundo, sua ardente paixão pela verdade iluminou seu pensamento, seu ensinamento e seus escritos”, relata que Ozanam buscava a “santidade no mundo”, e não guardava os conhecimentos adquiridos apenas para si, compartilhando-os com todos, por meio de seus artigos, publicações e livros.

Dentro da oração, há uma bela homenagem a São Vicente, de onde Ozanam e os demais cofundadores beberam nas fontes mais inspiradoras e autênticas da fé: “À nossa Sociedade, que concebeu como uma rede universal de caridade, ele soprou o espírito de amor, de audácia e da humildade, herdados de São Vicente de Paulo”. A curta vida de Ozanam (40 anos) não o impediu de ser um exemplo para toda a humanidade: “Em todos os aspectos de sua breve existência, emerge sua visão profética da sociedade, tanto quanto a influência de suas virtudes”. Esse trecho também se relaciona à Doutrina Social da Igreja, da qual Ozanam foi declarado precursor, pela Igreja, ao defender os direitos sociais, civis e trabalhistas, numa época em que aos operários era imposto um ritmo desumano de trabalho.

O Divino Espírito Santo dotou Ozanam de muitos talentos, e o texto assim o registra: “Por essa multiplicidade de dons, nós te agradecemos Senhor”. E por fim, pedimos a Deus, por meio de um novo milagre, a canonização de Antônio Frederico Ozanam: “E solicitamos – se é de Tua vontade – a graça de um milagre, pela intercessão do beato Frederico Ozanam. Possa a Igreja proclamar sua santidade, se esta for providencial para o momento atual. Nós te pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”. Só com a canonização de Ozanam é que poderemos mostrar, ao mundo todo, sem restrição de culto ou de veneração, o legado e as contagiantes virtudes deste santo homem!

Para conseguirmos lograr esse objetivo, precisamos de DEVOTOS! Sem devotos, jamais alcançaremos esse novo milagre indicado pela Igreja. Portanto, os vicentinos devem incluir, efetivamente, a figura de Ozanam em suas orações e petições particulares, para que, um dia, consigamos esse segundo milagre. Se continuarmos pedindo a Deus, por intercessão dos demais santos católicos, a respeito de nossas necessidades (emprego, saúde, etc), sem envolver Ozanam, ficará difícil obter o milagre. Mas se mudarmos nossa forma de orar, com certeza a veneração a Ozanam será intensificada e alcançaremos o milagre tão esperado pela comunidade vicentina internacional.

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Divino 6/2018

Benefícios para quem ajuda ao próximo

Renato Lima de Oliveira (*)

A Lei nº 7.352/1985 estabeleceu, no Brasil, a data de 28 de agosto como o “Dia Nacional do Voluntariado”. Voluntários são as pessoas que ajudam ao próximo sem se preocupar com reconhecimento, salário, status ou exposição política. É o cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitário.

Já se conhecem os benefícios que se têm ao realizar ações de ajuda ao próximo. Quem ajuda as pessoas, reduz o risco de morte precoce, vive mais, tem menos doenças, consegue emprego, entre outros ganhos pessoais.

Um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revela que pessoas empenhadas em ajudar ao próximo, em ações voluntárias, reduzem em 60% o risco de morte precoce. Os investigadores consideraram que a generosidade tem relação com a longevidade. A pesquisa mostra também que os mais egocêntricos têm mais que o dobro de risco de morrer mais cedo.

Existem pesquisas científicas apontando que a atitude de ajudar a quem precisa colabora também com a saúde, como, por exemplo, baixando os níveis de colesterol, reduzindo a hipertensão e aumentando a expectativa de vida.

Outras pesquisas internacionais apontam os grandes benefícios para a saúde do nosso corpo: ajudar ao próximo faz bem ao coração, ao sistema imunológico (aumenta as defesas naturais do organismo), aumenta a expectativa de vida e a vitalidade de maneira geral.

A palavra mais justa que define o trabalho voluntário é a solidariedade. Além de estar beneficiando a quem precisa, ajudar ao próximo faz bem ao coração. Vendo os problemas de outras pessoas é possível perceber que os nossos são bem pequenos, e que não devemos reclamar tanto e sim agradecer mais.

A importância de ser voluntário é tão grande que muitas empresas buscam empregar pessoas que possuam, em seus currículos, ações de voluntários e beneficentes. Nos processos seletivos, as corporações preferem pessoas que visam ao bem-estar social, oferecendo mais qualidade de vida para quem precisa, dedicando o tempo livre para contribuir com necessitados.

Atuar em ações sociais ajuda a conquistar melhores empregos. Gestores de recursos humanos de grandes empresas afirmam que um candidato que disponibiliza parte do tempo livre para ajudar outras pessoas pode ser considerado pela empresa como alguém comprometido com uma causa e que se pode esperar dele o mesmo comprometimento no trabalho.

Ajudar ao próximo faz bem à saúde do corpo e da alma, trazendo várias vantagens. A primeira delas é que nos propicia um sentido para a vida (esse prazeroso esforço de servir ao próximo é uma das mais maneiras de darmos um sentido para a vida). A segunda, é que torna-nos mais produtivos em nossa atividade profissional (quando a pessoa que se aproxima do sofrimento do próximo vê seus problemas pessoais numa outra dimensão).

Para ajudar a quem precisa, basta ter disponibilidade de tempo e vontade de servir. Pode ser numa igreja, numa organização não governamental, num clube de serviço, entre outras possibilidades. O Brasil é um país ainda pouco solidário. Estima-se que somente 11% da população se envolva em alguma ação voluntária permanente, ou participe de grupos sociais de assistência, filantropia e caridade, como o Rotary Club, os Vicentinos, Cruz Vermelha ou o Centro de Valorização da Vida (CVV), entre tantos outros. Contudo, muitos alegram falta de tempo para poder engajar-se numa cause social.

São muitas as possibilidades de se empreender alguma ação voluntária, em instituições religiosas, educacionais, ambientalistas, esportivas, de saúde, de inclusão social. Basta começar. Quem sabe a data de hoje não estimula que muitos brasileiros ajudem a construir um país melhor, sendo voluntário?

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Divino 5/2018

O que significa a expressão “caridade organizada”?

Renato Lima (*)

Uma das principais características do trabalho vicentino é a chamada “caridade organizada”. Essa marca vem desde as origens do carisma, quando São Vicente de Paulo, em 1617, portanto há 400 anos, proferiu o célebre Sermão da Caridade, na cidade de Chatillon-des-Dombes, onde ele era pároco. Nos livros vicentinos, podemos encontrar a informação de que tal homilia ocorreu no dia 20 de agosto de 1617, quando o santo da caridade expôs a situação de carência vivida por uma família das redondezas da paróquia, e a comunidade respondeu prontamente ao apelo do sacerdote, fazendo-lhe visitas e doando-lhe bens.

Só que a ajuda prestada pelos membros da comunidade àquela família pobre ocorreu de maneira desorganizada. A entrega das doações, como alimentos, roupas, remédios e calçados, foi muita generosa. Era verão na França àquela altura e fazia muito calor; as pessoas descansavam pelo caminho, sentadas no chão refrescando-se nos riachos. Relata a história que tamanha era a quantidade de pessoas indo visitar a família necessitada que, pelo caminho, alguns chegavam a afirmar que se tratava de uma procissão. Eram apenas as pessoas de boa vontade, sensibilizadas pela solicitação de Vicente, para acolher e ajudar a uma família carente.

São Vicente, diante desse episódio memorável em Chatillon, teve a ideia de “organizar a caridade” para que o socorro daquela família acontecesse de forma ordeira, e que as doações pudessem ser entregues escalonadamente, em cotas menores e suficientes para a sobrevivência semanal ou mensal. Inicialmente, Vicente convidou as mulheres da cidade para organizarem a caridade e para cuidarem dos pobres e dos enfermos. Depois, outros leigos foram envolvidos nesse processo. A partir dessa experiência, o padre Vicente começou também a pedir doações perante as famílias abastadas da França, e iniciou seus projetos para acolher enfermos em hospitais.

Contudo, Vicente não chegou propriamente a estabelecer uma sistemática para as visitas semanais às famílias carentes. Todo o pensamento dele a respeito do assunto era transmitido nas palestras, nos escritos e nas homilias que ele dirigia aos paroquianos, às religiosas e às damas da caridade. Esse “clique” que Vicente de Paulo teve foi muito significativo, e marcou definitivamente o trabalho desse santo. Esse legado vem caracterizando praticamente todos os ramos da Família Vicentina, os fundados ou inspirados por ele, assim como a Sociedade de São Vicente de Paulo, cujo modus operandi reside justamente na visita domiciliar e na caridade organizada em nossas obras unidas e especiais.

Vicente foi inovador, único, vanguardista, pioneiro. Era missionário por natureza. Ele percebeu que aquele “pequeno gesto”, ao organizar a caridade em Chatillon, poderia ser replicado na França toda, especialmente na zona rural, por intermédio das famosas “missões”. E assim se fez: essa é a “marca registrada” de São Vicente de Paulo. Por meio da caridade organizada, Vicente estabelecia as duas dimensões da visita ao necessitado: a ajuda material e a ajuda espiritual. Tudo em Vicente era perfeito, pois ele estava sendo orientado pelo Espírito Santo para produzir boas obras, e possibilitar que outras pessoas pudessem desfrutar desse enorme benefício de santificação e conversão pessoal.

Se nós, vicentinos do século XXI, seguirmos à risca as orientações deixadas por Vicente de Paulo, por Rosalie Rendu, por Luísa de Marillac, Ozanam e os demais cofundadores, no sentido de praticar a verdadeira “caridade organizada”, iremos cada vez mais servir aos pobres com qualidade e eficiência. Essa organização é a responsável pelo êxito da ação vicentina, quer seja no aspecto administrativo das obras e projetos, quer seja no aspecto espiritual das visitas e do atendimento às famílias necessitadas.

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Divino 4/2018

Propaganda ou testemunho?

Cfd. Renato Lima

Na caminhada da Sociedade de São Vicente de Paulo, especialmente no dia a dia das Conferências, Conselhos e obras, surge sempre um dilema: como dar publicidade aos atos de caridade sem expor a imagem dos nossos assistidos e beneficiados? Afinal, a tradição vicentina e a Bíblia nos ensinam que “Tu, porém, quando deres uma esmola ou ajuda, não deixes tua mão esquerda saber o que faz a direita, para que a tua obra de caridade fique em secreto, e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (São Mateus 6, 3).

Essa passagem das Escrituras é citada nas Cartas Circulares da maioria dos presidentes gerais da SSVP como sinal de humildade, pois gestos de amor devem ser feitos no anonimato. Desta forma, vivemos um dilema histórico, que é a questão da publicidade de nossos atos de caridade. Jamais podemos usar os meios de comunicação para nos promover ou fazer propaganda pessoal sobre os nossos feitos. Somente Deus deve olhar a nossa caridade ao irmão que sofre.

Contudo, temos que saber divulgar nossas obras e, assim, conseguir mais apoiadores para a causa vicentina. É um dilema e, acima de tudo, uma linha bem tênue entre a “promoção indevida” e a “informação necessária que deve ser propagada”. Uma pergunta que devemos sempre nos fazer quando estamos divulgando, difundindo ou dando publicidade um evento vicentino, especialmente pelas redes sociais: isso é “propaganda” ou é um “testemunho de vida”? Esta é uma questão que, eticamente, deve sempre nos preocupar.

No meu caso, como vicentino há mais de 30 anos e atualmente servindo como presidente geral, a relação entre caridade e os meios de comunicação social causa-me grande predileção, por dois motivos. O primeiro, que é óbvio, tem a ver com a nossa entidade, que atua no mundo justamente para praticar obras de misericórdia, entre elas a visita domiciliar ou o cuidado amoroso em nossas obras assistenciais. A segunda razão é profissional: sou jornalista e atuo no mercado de comunicações desde quando saí da universidade, em 1991. E dentro da SSVP, já atuei em vários Departamentos de Comunicação em nível de Conselho Particular, Central e Metropolitano. Portanto, conheço bem o assunto técnico do qual estamos nos referindo.

Hoje em dia, com o avanço das redes sociais, nunca foi tão oportuno falar sobre os meios de comunicações e refletir sobre o impacto deles no cotidiano das pessoas, dos governos e das instituições. O mundo mudou, e os meios de comunicação também. A leitura diária de jornais vem cedendo espaço para os posts nas redes sociais, alterando a maneira como as pessoas se informam. Há ainda o fenômeno das “fake news” (notícias falsas) ou das “verdades alternativas” que confundem os leitores e desqualificam as fontes confiáveis. É preciso ter cuidado com esse mundo novo, em que nem sempre as informações são verdadeiras.

Os Conselhos vicentinos devem estar preparados para desenvolver ações que melhorem a comunicação interna e a comunicação externa. As notícias das Conferências precisam ser conhecidas, e as decisões dos Conselhos precisam ser difundidas. Isso só pode acontecer se a comunicação fluir corretamente. Porém, deve-se ter cuidado para que a publicidade de nossos atos não seja vista como “falsa humildade” ou “promoção pessoal”.

Esse mundo novo exige de nós, vicentinos, uma postura também moderna para agir junto aos meios de comunicação, sem expor a imagem das pessoas assistidas, ao mesmo tempo em que podemos utilizar os meios de comunicação para difundir nosso carisma, recrutar novos membros e obter mais doações. Não é uma tarefa fácil, mas deve ser perseguida.

Devemos usar responsavelmente os meios de comunicação na defesa da justiça social e na proteção dos direitos dos vulneráveis. Da mesma forma, somos instados a aproveitar as ferramentas da modernidade em prol dos mais carentes. Ozanam e São Vicente, como certeza, se estivessem fisicamente entre nós, hoje, estariam envolvidos com essa temática.

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Divino 3/2018

Atacar as reais causas da miséria

Renato Lima (*)

Por ocasião da realização da assembleia geral vicentina em Paris, para a celebração dos 15 anos de fundação da Sociedade de São Vicente de Paulo, em 1848, o confrade Antônio Frederico Ozanam, a pedido do Presidente Geral àquela altura (Adolphe Baudon), preparou um discurso para ser lido em tal cerimônia, no qual ele começa a apresentar seu pensamento social. Baudon encontrava-se em recuperação após receber um tiro, durante a Revolução Burguesa de 1848, na França, vindo a amputar uma de suas pernas.

No discurso, Ozanam aborda muitos temas. Ele não se esquece de reconhecer o apoio do clero para o crescimento da ação vicentina. Da mesma maneira, Ozanam endereça um elogio aos assessores espirituais das Conferências, considerando-os fundamentais no dia a dia da SSVP. Noutra parte do texto, Ozanam fala sobre a importância das contribuições econômicas das Conferências aos Conselhos, comentando que “quanto mais as doações crescem, mais as atividades vicentinas se multiplicam”, permitindo que, assim, mais pobres passassem a ser assistidos.

Ele enfatiza que as necessidades dos mais carentes são muitas, e que as contribuições financeiras são importantes para a manutenção dos serviços vicentinos. O desemprego, a fome, o frio e outras carências são elencadas no discurso pois, segundo ele, a caridade praticada nas Conferências vai aliviar esses sofrimentos das pessoas. “Nas Conferências, aprendemos a exercitar o bem, e não poderia existir a falsa presunção ou qualquer aparente inferioridade dos assistidos”, enfatiza Ozanam.

Ozanam procura, nos parágrafos do discurso, transmitir uma mensagem aos novatos que estavam recém-ingressando na SSVP. Ele se preocupava em dar conselhos e fazer recomendações, refletindo sobre o papel social empreendido pelos confrades. Ele instigava aqueles jovens aspirantes com perguntas do tipo: “como aliviar a miséria sem remover suas causas?” ou “como regenerar o mundo e erradicar o mal?”. São indagações intrigantes que provocam, ainda hoje, nossa reflexão mais crítica.

Nosso principal fundador faz uma bela análise dos primeiros 15 anos da Sociedade de São Vicente de Paulo, focando também na importância da esmola. Ozanam foi contundente ao dizer que a esmola é importante e consiste numa ação que deveria ser praticada por todos. “A esmola não é um direito de ninguém, mas um dever para todos”, acentuou. Para ele, a justiça social se soma à caridade, e as pessoas que têm muito deveriam ser mais generosas com as que pouco ou nada têm. Na verdade, Ozanam prega que nós, vicentinos, seremos sempre “devedores dos pobres”.

É neste discurso que Ozanam proclama uma das frases mais célebres dele: “É muito pouco aliviar as tristezas dos indigentes. Devemos pôr as mãos nas raízes do mal e, por meio de sábias reformas, diminuir as causas reais da miséria do povo”. Aqui, ele deixa bem claro que somente a caridade não resolveria os males sociais, mas que a justiça social deveria ser acionada para atacar as causas da miséria. Fica bem clara a defesa que Ozanam faz da justiça social, antecipando-se à Doutrina Social da Igreja.

Ao final do texto, Ozanam compara a SSVP de 1833 com a de 1848, e faz questão de dizer que a entidade é a mesma, com seu espírito primitivo mantido. Ele rechaçou as divisões, as contendas e as discórdias que pudessem atingir a entidade. Ozanam também reforçou a necessidade da visita semanal domiciliar e pediu orações pelo clero. São orientações que nós, vicentinos do século XXI, também devemos seguir.

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Divino 2/2018

A SSVP pelo mundo

Cfd. Renato Lima

As estatísticas mais atualizadas dão conta de que a Sociedade de São Vicente de Paulo encontra-se presente em 153 países (a mais recente nação é a Libéria, que ingressou na Sociedade em novembro do ano passado), totalizando 50 mil Conferências, 800 mil membros, 1 milhão e meio de voluntários e 30 milhões de pessoas beneficiadas, ou por intermédio da visita domiciliar ou usuários das obras vicentinas, como lares de idosos e creches.

O continente em que a SSVP está mais presente é a África, com 46 países (logo depois, vêm América com 35, Europa com 31, Ásia com 25 e Oceania com 15). Será que alguém imaginaria que a Sociedade de São Vicente de Paulo cresceria tanto assim, que sairia da Europa e teria maior contingente em áreas mais pobres do planeta, como a América Latina e a África? Nem Bailly, nem Ozanam, nem os demais cofundadores poderiam crer. Mas os desígnios de Deus são assim (Provérbios 19, 21).

Desde a fundação da primeira Conferência, em 23 de abril de 1833, passando pela criação do Conselho Geral Internacional em 1839, chegando aos tempos de hoje, a entidade já teve 16 presidentes gerais internacionais, desde Emmanuel Joseph Bailly de Surcy, sendo 12 franceses, um português, um espanhol, um cingapurense e um brasileiro (o autor deste artigo, com muito orgulho). A sede da entidade permanece em Paris por razões culturais, históricas e de legado dos nossos predecessores.

A visita domiciliar é a característica marcante do trabalho dos membros da SSVP; contudo, “nenhuma obra de caridade é estranha à Sociedade”, como nos ensinou a irmã Rosalie Rendu e os primeiros sacerdotes lazaristas. O contato pessoal dos confrades e consócias com as pessoas que sofrem, qualquer que seja essa necessidade, é a marca registrada dos vicentinos. Além da visita, há diversas obras de caridade espalhadas pelo mundo, como moradias populares (vilas), creches, lares de idosos, hospitais, centros de juventude e atenção às pessoas em solidão, por exemplo.

Para que a nossa instituição não crescesse sem organização, Ozanam e seus companheiros tiveram duas outras geniais ideias: a elaboração da Regra e a constituição dos Conselhos. A Regra é o normativo jurídico que mantém a entidade unida desde os primórdios, lembrando a todos que o “espírito primitivo” não pode ser alterado nem desconfigurado para se garantir que a SSVP seguirá fiel ao desejo dos fundadores. Os Conselhos são o elo que unem as Conferências com a sede internacional em Paris, garantindo, por meio das Cartas de Agregação, o laço de pertencimento à Sociedade de São Vicente de Paulo.

O membro da SSVP é uma pessoa de ação, mas acima de tudo, é uma pessoa de oração. Portanto, a ação de caridade empreendida pelos vicentinos não consiste apenas em gestos concretos materiais, mas, acima de tudo, de suporte espiritual a quem precisa. O confrade e a consócia, em todas as partes do mundo, colabora com a Santa Igreja na difusão do Evangelho e dos sacramentos, levando a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo aos irmãos mais empobrecidos.

Pode mudar a língua, podem mudar a cultura, pode até a realidade sociopolítica ser diferente; mas o confrade e a consócia, em todo o mundo, é a mesma pessoa: simples, dedicada, voluntária, resiliente, devota, esperançosa e, acima de tudo, missionária. Por isso, eu sempre digo que “ser vicentino é fazer as pessoas felizes”. Como digo na Carta-Circular de 31 de janeiro de 2018: o vicentino é um eterno abençoado. É um missionário vocacionado, por natureza. Dedicado às causas altruístas. Discreto e sensível em estender a mão amiga a quem dela precisa. Possui amigos em todas as partes do mundo. Defensor da família e dos valores do Evangelho. Pessoa de fé, católico praticante e apoiador da Igreja. Pessoa de oração e de ação. Sempre disponível e solidário. Criativo e inovador. Propagador da cultura da paz.

Amante da justiça e inconformado com as injustiças sociais. Difusor da Doutrina Social da Igreja. Focado no próximo, focado no outro. Voluntário por natureza. Educador de mão cheia. Comprometido com a construção de um mundo melhor, mais justo e igualitário, com oportunidades para todos. Essas são algumas características do vicentino. Por isso, reafirmo que “o vicentino é um eterno abençoado”, sempre.

Para que toda essa organização funcione bem, existe em Paris, desde 1839, o Conselho Geral Internacional. O Conselho é formado por uma diretoria composta por vicentinos dos cinco continentes, escolhidos diretamente pelo Presidente Geral para auxiliarem na gestão do Conselho por um mandato de seis anos. Em linhas gerais, de forma sucinta, esta é a SSVP pelo mundo hoje.

Cfd. Renato Lima

16º Presidente Geral

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Divino 1/2018

2018: Ano Temático Internacional de François Lallier

Na condição de 16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo, e em sintonia com a diretoria do Conselho Geral Internacional (CGI), declaramos 2018 como o ANO TEMÁTICO INTERNACIONAL DE FRANÇOIS LALLIER. Pretendemos estimular o estudo sobre a biografia e obra deste homem memorável, que atuou decisivamente, juntamente com seus amigos jovens estudantes da Sorbonne, em 1833, para fundar as “Conferências da Caridade”.

François Lallier (1814-1886) foi um advogado competente e também juiz de Direito. Ele era reconhecido pelo uso culto da linguagem e teve o privilégio de minutar a primeira Regra, em 1835. Em 1837, foi nomeado Secretário-Geral da Sociedade, encarregado de redigir circulares e cartas. Ele foi o fundador mais jovem, e um dos que morreu com idade mais avançada. Foi testemunha viva de inúmeros acontecimentos envolvendo aquela entidade nascente. Um dos trabalhos mais destacados de Lallier foi escrever, em 1879, a pedido do 3º Presidente Geral, Adolphe Baudon, o livreto “Origens da Sociedade de São Vicente de Paulo, de acordo com as recordações dos seus primeiros membros”.

Para tanto, no início deste ano (8 de fevereiro), o Conselho Geral abriu um concurso internacional de redações, com no máximo 20 páginas, conforme regulamento específico que está disponibilizado no site do CGI (www.ssvpglobal.org). Os trabalhos podem ser enviados ao Conselho até o dia julho de 2018. Serão concedidos prêmios em dinheiro, tanto para os autores vencedores como para as Conferências em que eles atuam.

Estamos seguros de que o concurso sobre Lallier será um grande sucesso (assim como foi o concurso de 2017, sobre Emmanuel Joseph Bailly de Surcy), e que todos os Conselhos e meios de comunicação vicentinos ajudarão o CGI na difusão dessa iniciativa, incentivando a participação de todos. Oxalá muitos candidatos ao concurso venham do Brasil! Esse certame é uma maneira de o Conselho Geral Internacional valorizar o papel de todos os fundadores, que juntos receberam a inspiração divina de fundar a Sociedade de São Vicente de Paulo.

Renato Lima de Oliveira

16º Presidente Geral

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Divino 00/2018

Conheça um pouco sobre o confrade Renato,

de Brasília, 16º Presidente Geral da SSVP

Caros leitores do jornal “Alô, Vicentinos”, agradeço a todos vocês pelas orações. Meu ingresso na SSVP se deu em 16 de abril de 1986, quando eu era ainda estudante no Ensino Médio, na cidade de Campinas (SP). Pertenci, àquela altura, à Conferência Santo Tomás de Aquino. Fui secretário neste grupo (responsável pelas atas das reuniões semanais). Tinha apenas 16 anos de idade.

Ao regressar a Brasília para cursar Jornalismo na UnB, em 1989, ingressei na Conferência Nossa Senhora da Saúde, na paróquia que se localizada na 702 Norte. Lá fui também secretário. Mudei-me de endereço em 1992, e passei a frequentar a Conferência São Francisco de Assis, que fica no Santuário de mesmo nome, na 914 Norte. Neste grupo fui presidente por 3 anos e secretário por diversos mandatos.

Atualmente, participo da Conferência Nossa Senhora de Fátima, localizada nas dependências da Creche São Vicente de Paulo, do Cruzeiro Velho, ao lado da Paróquia Nossa Senhora das Dores. Somos um grupo pequeno (7 membros) e possuímos 4 famílias assistidas que vivem nas redondezas do Cruzeiro Velho. A Creche é uma obra unida do Conselho Central que cuida de 100 crianças carentes.

Entre 1989 e 2010, ocupei outras funções no âmbito dos Conselhos. Fui presidente do Conselho Central Divino Espírito Santo (4 anos) e atuei na coordenação das áreas de comunicação (editor do Jornal Convincente por 12 anos), formação (ECAFO por 4 anos) e juventude (Comissão de Jovens por 8 anos).

No âmbito do Conselho Geral Internacional (CGI), sediado em Paris, fui convidado pelo então 14º Presidente Geral, José Ramón Díaz Torremocha, em 2000, a ocupar o cargo de assistente de comunicação. Entre 2008 e 2016, fui chamado para servir ao Conselho na função de Vice-presidente Territorial Internacional para a América do Sul. Nessa função, atuamos na coordenação dos 12 países sul-americanos, levando os Vicentinos para a Bolívia e o Suriname, que eram as nossas últimas fronteiras nesta região.

Em junho de 2016, fui eleito com 60% dos votos de todos os Conselhos Superiores para ser o 16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo, o primeiro brasileiro desde a criação da entidade, em 1833, na França. O mandato vai até setembro de 2022 (seis anos). Creio que nossa atuação diferenciada na América do Sul tenha sido a razão pela qual a maioria dos países me elegeu, pois aqui desempenhamos um trabalho muito profícuo, com a ajuda de uma equipe muito competente.

Agora, no Conselho Geral, temos uma mesa diretora composta por vicentinos de todos os continentes, que me ajudam a levar adiante essa grande responsabilidade, e ao mesmo tempo um privilégio, que é ser o PRESIDENTE GERAL INTERNACIONAL dos Vicentinos. Tenho procurado levar as boas práticas do Brasil e dos países com os quais lidei para o cenário internacional. Boa parte da nossa plataforma de trabalho já possui essas características. Do Brasil, convidei 16 confrades e consócias que aceitaram meu convite e, hoje, fazem parte de algum serviço dentro da estrutura internacional da SSVP, a quem agradeço de coração.

Nosso planejamento estratégico é formado por 10 pontos, que vão desde metas de expansão da entidade nos países em que ainda não estamos (cerca de 60 nações), como também aprimoramentos na formação, juventude, comunicação, inovação e gestão. Temos muito trabalho adiante!

Nossa prioridade é a canonização do principal fundador dos Vicentinos, o querido Antônio Frederico Ozanam, leigo exemplo de santidade, de caridade e de católico engajado nas causas sociais. Já estive com o papa Francisco em três ocasiões, e sempre trato dessa temática com Sua Santidade.

Por fim, registro que minha eleição como Presidente Geral não mudou minha rotina de vida. Sou o mesmo Renato de sempre, que trabalha 8 horas por dia na Anatel, leva os filhos ao colégio, vai ao mercado fazer compras, paga contas, etc. Sou o mesmo vicentino, nesses 32 anos de atividade na SSVP. O vicentino leva uma vida simples, embora abençoada por Deus.

Quero agradecer, de coração, ao jornal “Alô, Vicentino” e ao Conselho Central de Formosa por todo o apoio que temos recebido nesses primeiros meses de mandato, ajudando-nos a difundir, na nossa região, os programas e iniciativas em marcha pelo Conselho Geral, como o “Ano Temático de Lallier”, o Projeto “SSVP Plus” e a Ouvidoria Geral, entre várias outras inovações. MUITO OBRIGADO! Continuem rezando por mim e pela diretoria do Conselho Geral.

Confrade Renato Lima de Oliveira

16º Presidente Geral

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Há dois anos, dois brasileiros colocavam-se amorosamente à disposição do Conselho Geral Internacional para o serviço como Presidente Geral. Há dois anos, acontecia em Roma (Itália) a eleição que deu ao confrade Renato Lima um mandato de seis anos (2016-2022). Parabéns à consócia Ada Ferreira que participou e abrilhantou a referida eleição. Graças a Deus, na SSVP, não há perdedores ou ganhadores: todos estamos aqui para o serviço desinteressado aos irmãos. Que Deus nos abençoe e que nossos processos eleitorais sejam sempre assim: abertos, democráticos, transparentes e participativos. Peço as orações de todos por mim e pelos integrantes do Conselho Geral, para poder cumprir nosso planejamento estratégico, projetos, programas e iniciativas.

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