(01.02.2012)

A força superior e a força interior

Cfd. Renato Lima

 

No cotidiano do trabalho das Conferências Vicentinas,  os confrades e as consócias só conseguirão realmente atingir os resultados desejados se depositarem em Deus todas as suas forças, virtudes, expectativas e realizações. “Só por nós, nada podemos empreender”, recitamos assim a “Oração da Entrega”, antes da visita domiciliar. Essa força superior é que nos move a desempenhar uma ação eficaz, buscando a promoção humana das famílias que nos foram confiadas.

Sempre sentimos no peito e no coração essa força naqueles momentos em que precisamos tomar uma decisão, ou estamos resolvendo um problema, ou ainda estamos no limite de nossas energias, e sentimos que precisamos da ajuda providencial e da presença de Deus. Ele nos traz o conforto para a alma e a bênção que tanto necessitamos. A força superior é como um bálsamo que alivia nossas dores. Ela nos orienta a discernir, indica-nos o caminho certo e abre nossos corações para escutar a voz serena do Senhor.

Juntamente com essa força divina, é preciso que o vicentino também possua uma “força interior” diferenciada, motivada, direcionada para a caridade, vocacionada. Sem essa força que vem de dentro, nossa ação deixaria de ser caridade para se tornar filantropia. Para se atuar como vicentino e realizar efetivamente a promoção das famílias assistidas, os confrades e as consócias devem ter aquele “brilho no olhar” e aquela “chama no coração”, condições fundamentais para se empreender um trabalho socioespiritual de qualidade e efetivamente promotor da justiça social. E isso vem de dentro, vem do nosso coração.

Essa força interior nos ajuda a buscar a felicidade a que todos nós temos direito, bem como nossa prosperidade pessoal. Depende exclusivamente da nossa força mais interior a disposição de mudar de vida e de melhorar nossos relacionamentos. A força interior afasta a solidão, elimina a tristeza, apaga o desânimo, supera as limitações e rechaça as contrariedades. Essa força faz com que sonhemos e lutemos para tornar realidade nossos sonhos. E, assim, impulsiona-nos a mudar esse mundo tão pouco cristão e fraterno em que estamos inseridos.

A força superior (nosso Deus) e a força interior (nosso ânimo), juntas, fazem a diferença e nos ajudam a nunca desistir nem esmorecer. Para cumprir nossa missão vicentina, só mesmo uma força divina que nos move para frente, ao mesmo tempo em que nossa força de vontade interior não nos deixa estagnar. Na verdade, em geral, essas características são comuns em pessoas que desenvolvem atividades voluntárias. Elas sabem que, além da vontade própria, há uma força superior (que nós católicos chamados de Deus) que as estimula a ajudar.

Os assistidos precisam ver em nós essas duas forças (a superior e a interior); eles também precisam ver Deus em nossos gestos e ser motivados por nós a vencerem na vida. Se nós vicentinos não conseguirmos ser a luz e o sal, como Jesus Cristo nos pediu, como eles poderão se espelhar em nós e crescer? Nossas forças precisam se converter em combustível e fermento para eles.

Temos que mostrar aos nossos assistidos que todos nós temos essa força interior, sem exceção. O Pai criou os seus filhos iguais e a cada um deu essa força. O que ocorre é que muitos não acreditam em seu potencial interno, pensando que não são capazes, e por isso, muitas vezes, abandonam o caminho que se abre à sua frente.

Dentro de cada um de nós, existe uma tremenda força interior, capaz de nos fazer continuar a jornada, enfrentando qualquer obstáculo que apareça. Ela é uma força que faz com que descubramos que somos capazes de atravessar as tormentas e ir em busca de um novo horizonte. E com a ajuda da força superior (nosso Deus onipotente e salvador), nada nos impedirá.

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