Paulo 2019

 

Paulo R. Labegalini
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Vicentino de Itajubá-MG e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG)
Autor dos livros:
- Histórias Cristãs- Editora Raboni

- O Mendigo e o Padeiro - Editora Paco
- A Arte de Aprender Bem - Editora Paco
- Minha Vida de Milagres - Editora Santuário
- Administração do Tempo - Editora Ideias e Letras
- Mensagens que Agradam o Coração - Editora Vozes
- Histórias Infantis Educativas - Editora Cleofas
Apresentações musicais:
https://www.youtube.com/results?search_query=soraia+labegalini

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Mensagem da Semana - Nº 424 –  21 Julho 2019

 

Três orações maravilhosas

 

Acredito que não exista uma só pessoa de fé que não tenha recebido ou passado alguma oração a alguém. Eu tenho dezenas de textos que retratam diversos tipos de orações: de cura, de agradecimento, de consagração, de entrega, de louvor, novenas etc., e hoje, vou colocar à sua disposição apenas três, mas foram escolhidas com muito carinho e podem mudar a sua vida, afinal, quem não precisa de oração?

 

Eis a primeira, para ser rezada assim que acordar:

 

“Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-Te a paz, a sabedoria e a força. Quero olhar, hoje, o mundo com olhos cheios de amor: ser paciente, compreensivo, manso e prudente; ver Teus filhos como Tu mesmo os vês e, assim, não ver senão o bem em cada um. Cerra meus ouvidos a toda calúnia, guarda minha língua de toda maldade, que só de bênçãos se encha meu espírito e que eu seja tão bondoso e alegre que todos aqueles que se achegarem a mim sintam a Tua presença. Reveste-me de Tua beleza, Senhor, para que, no decurso deste dia, eu Te revele a todos. Amém.”

 

Como Deus atende quem pede com fé, passe a rezar esta oração com o coração voltado para o Céu e pode esperar dias cheios de paz, de amor e de bênçãos; porém, não deixe de continuar fazendo as orações matinais que você reza. Quanto mais, melhor.

 

A seguir, relato as lindas palavras de Santa Tereza de Calcutá:

 

“Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida; quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água; quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor. Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo; quando minha cruz parecer pesada, dai-me compartilhar a cruz do outro; quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos; quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém; quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo. Quando sentir necessidade de compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha; quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender; quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa. Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje. Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia e, dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.”

 

Que fé tinha a Madre Tereza, não? Procure rezar a oração com muita atenção e veja como é difícil usar de sinceridade o tempo todo! Na verdade, a Santa Madre apenas mostrou que entendeu completamente a mensagem de humildade e de partilha deixada por Jesus Cristo. Eu disse ‘apenas’? Queira Deus que saibamos encarar essa ‘comunhão’ com naturalidade.

 

E, como terceira oração, coloco esta de agradecimento:

 

“Obrigado, Senhor, pelos meus braços perfeitos, quando há tantos mutilados; pelos meus pés que andam, quando muitos se enrijeceram; pelos meus olhos que veem, quando há tantos sem luz; pelos meus ouvidos que ouvem, quando tantos se silenciaram para sempre; pela minha voz que canta, quando outras se emudeceram mesmo antes de nascer. É maravilhoso, Senhor, ouvir, cantar, sorrir, sonhar, quando tantas pessoas sofrem, choram, revolvem-se em pesadelos e morrem para sempre. Obrigado, Senhor, principalmente, por ter tão pouco a pedir e tanto a agradecer!”

 

Não é realmente uma grande bênção poder rezá-la antes de dormir ou, se preferir, pela manhã? Há pessoas mutiladas que a rezam como ação de graças! Mas, isso não é triste – no Céu, todos seremos iguais! –; triste é pensar nos ‘perfeitos’ que não têm coragem ou tempo para rezar.

 

Sempre que fiz algumas destas três orações em encontros que animei, alguém me pede uma cópia – o que significa que Deus tocou no coração daquela pessoa e ela passará a multiplicar as palavras que ouviu. Assim, de mão em mão, o Reino do Altíssimo vai se instalando em muitos outros lares brasileiros; lares abençoados como do Dr. Victo Rennó, que um dia me enviou estas palavras escritas por Dom Helder Câmara:

 

“Descobri, Mãe querida, donde vem o respeito imenso que me inspira toda mãe que passa, de ventre pesado, carregando o filho ou alimentando ao seio o fruto de seu amor. Não é só pensando no milagre da vida; penso em ti, Virgem Mãe, e honro em cada mãe o mistério de uma criatura gerar o Criador – o mistério do seio humano alimentar o Senhor da Vida!”

 

Refletindo com profundidade na mensagem, dá até para se emocionar. Pense você também: Nossa Senhora carregou Deus em seu ventre! Que criatura maravilhosa foi a nossa querida Mãe! Aliás, Ela sempre será bendita e maravilhosa!

 

Assim, de graça em graça alcançada, de oração em oração rezada, de CD em CD gravado, de caridade em caridade praticada... o mundo católico vai me fascinando cada vez mais. E quando criança, será que eu teria a coragem do menino desta história?

 

Conta-se que um professor pediu aos estudantes que citassem as sete maravilhas do mundo moderno. E começaram as opiniões: Pirâmides do Egito; Taj Mahal; Grand Canyon; Canal do Panamá; Empyre State Building; Basílica de São Pedro; Muralha da China...

 

Mas, o professor notou um estudante muito quieto e perguntou-lhe se tinha alguma coisa a dizer. E o menino respondeu: ‘Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam: andar; sentir sabor; ver; ouvir; rir; amar; e ter muita fé.’

 

O professor, impressionado, comentou: ‘Muito bem! Você é daqueles que não só carregam a cruz no peito, mas têm peito para carregar a cruz.’

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 423 –  15 Julho 2019

 

Você acredita nestas verdades?

 

Se Deus tivesse uma carteira, levaria a sua foto nela. Se não acredita, olhe estas provas do amor que Nosso Senhor tem por você: Ele lhe manda flores na primavera; lhe manda o nascer do sol a cada manhã; a qualquer momento que você quiser conversar, Ele lhe escuta; e, mesmo podendo morar em qualquer lugar do universo, Ele escolheu ficar no seu coração!

 

Tenha certeza: Deus é louco por você! Ele não lhe prometeu dias sem dor, risos sem sofrimento e nem sol sem tempestade, mas prometeu lhe dar: força a cada dia; conforto para as lágrimas; e muita luz para o caminho da salvação. Imagine, agora, Jesus lhe dizendo assim:

 

‘Eu lhe dei a vida, mas não vou vivê-la por você. Posso lhe mostrar caminhos, mas não carregarei você. Posso lhe chamar à Igreja, mas não implorar para que tenha muita fé. Posso lhe mostrar a diferença entre o certo e o errado, mas não decidir por você. Posso permitir que compre roupas bonitas, mas não exigir que seja formidável por dentro.

 

‘Eu posso lhe dar conselhos, mas não posso aceitá-los por você. Posso lhe oferecer amor, mas não impô-lo à força. Posso lhe ensinar a compartilhar, mas não adiantará nada se deixar de praticar a caridade. Posso lhe aconselhar sobre seus amigos, mas não posso escolhê-los em seu lugar. Posso alertar você sobre os pecados, mas não posso manter seu coração puro. Posso informar você sobre álcool e drogas, mas não posso exigir que me queira sempre por perto.

 

‘Eu posso lhe falar um pouco sobre sucesso, mas não vou atender você da forma que o deseja. Posso lhe ensinar sobre a gentileza, mas não forçarei você a ser fraterno. Posso caminhar a seu lado, mas não quero me impor contra a sua vontade. Posso lhe falar da vida, mas não lhe dar a vida eterna, se não quiser. Eu posso amar você incondicionalmente para sempre... e isso eu farei.’

 

E agora, dá para acreditar que ninguém é mais fiel a você do que o Todo-Poderoso? Na verdade, Ele tudo pode sim, mas nunca invadirá o seu coração sem permissão. E, se isso ficou bem claro, basta não desejar viver na escuridão que você sempre O terá por perto.

 

E como é bom ter certeza que as promessas de Jesus sempre serão cumpridas, não? Quando Ele enviou os doze para pregar (Mc 6), recomendou que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; e saíram cheios do Espírito Santo, gritando mais ou menos assim: ‘Convertei-vos e crede no Evangelho, pois o Reino de Deus está próximo!’ Hoje, os nossos sacerdotes fazem o mesmo, mas quantos de nós os ouvem? Por que os maus exemplos de alguns incrédulos influem tanto nos comportamentos de outros cristãos?

 

Conta-se que um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e pegou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o escorpião o picou e, devido a dor, o homem o deixou cair novamente no rio.

 

O monge, então, tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou na correnteza, colheu o animal e o salvou. Voltando para junto dos discípulos, um deles o recebeu perplexo, dizendo:

 

– Senhor, deve estar doendo muito! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Seria um a menos se se afogasse! Viu como ele respondeu à sua ajuda? Picou a mão que o salvava e não merecia nenhuma compaixão!

 

O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:

 

– Ele agiu conforme sua natureza... e eu, de acordo com a minha.

 

Que bonito exemplo, não? É claro que as histórias não devem ser compreendidas e vividas somente no contexto que aconteceram, mas, principalmente, no cotidiano de cada um de nós. Pense, então, em dar bons exemplos e salvar um ‘escorpião’ por dia através do seu amor, justiça e caridade. Um ao dia pode parecer muito quando o objetivo a ser alcançado não é regado com oração, porém, com o terço nas mãos, até os ‘escorpiões’ mais venenosos se tornam mansos!

 

É importante, então, ter certeza que todo batizado deve ser imitador de Cristo e só assim ganhará o Céu – eis aí outra verdade que ninguém pode refutar. Portanto, se você acredita nisto tudo que escrevi, dê graças a Deus, continue salvando os ‘escorpiões’ que encontrar pelo caminho e o Senhor continuará com a sua foto na carteira. Assim seja!

 

Hoje, 14 de julho, completo 40 anos de casado. Louvado seja Deus e sua Mãe, Maria Santíssima!

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 422 –  6 Julho 2019

 

Verdades que educam o coração

 

Olhando a agenda de planejamento diário da Sociedade de São Vicente de Paulo que usei, vi frases maravilhosas proferidas por grandes personagens da História. Seria impossível relatar todas aqui – são quase quatrocentas! –, mas, apenas como referências, eis algumas bonitas:

 

“Fazei-vos servos uns dos outros pela caridade” (Gl 5, 3).

 

“Deus quis que não recebêssemos nada que não passe pelas mãos de Maria” (São Bernardo).

 

“Quem não ama não descobriu a Deus, porque Deus é amor” (1ª João 4, 8).

 

“Acender o fogo do amor divino em todas as pessoas é continuar a missão do Filho de Deus” (São Vicente de Paulo).

 

“Há mais felicidade em dar do que em receber” (At 20, 35).

 

“Vós, pobres, sois para nós a imagem sagrada deste Deus que não vemos e, não sabendo amá-Lo de outro modo, nós O amaremos em vossas pessoas” (Antônio Frederico Ozanam).

 

“Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo” (Ef 5, 2).

 

“A glória de Deus é que o pobre viva” (Mons. Oscar Arnulfo Romero).

 

Dá para imaginar a motivação para servir o próximo quando eu abria a agenda e lia mensagens como estas? Acredito que o meu coração foi educado a tal ponto que estou mais perto de atender plenamente a este chamado do Papa João Paulo II:

 

“Voltemos nossa mente e nosso coração para São Vicente de Paulo, homem de ação e de oração, de organização e de imaginação, de comando e de humildade, homem de ontem e de hoje. Que aquele camponês das Landes, convertido pela graça de Deus em gênio da caridade, nos ajude a por mais uma vez as mãos no arado – sem olhar para trás – para o único trabalho que importa: o anúncio da Boa Nova aos pobres.”

 

Aproveitando o assunto, uma história árabe diz que um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para interpretar seu sonho.

 

– Que desgraça, senhor! – exclamou o adivinho. – Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

 

– Mas que insolente! – gritou o sultão, enfurecido. – Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

 

Mandou, então, que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

 

– Excelso, senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que havereis de sobreviver a todos os vossos parentes.

 

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso e, imediatamente, mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

 

– Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito! Por que ao primeiro ele expulsou do palácio e, a você, pagou uma fortuna?

 

– Lembra-te, meu amigo, tudo depende da maneira de dizer as verdades. Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

 

Que a verdade deve prevalecer em qualquer situação, não resta dúvida, mas a forma como é comunicada tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa: se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando dor e revolta; mas, se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

 

A embalagem, nesse caso, é o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos. Antes de ‘jogarmos na cara de alguém o que julgamos ser uma grande verdade!’, seria prudente rezar, dizê-la diante do espelho e, conforme for a própria reação, podemos seguir em frente ou adiar o nosso intento – evitando conflitos desagradáveis.

 

Juntando agora as partes deste artigo, posso concluir que existem dois tipos de verdade: a primeira, está contida no Evangelho e, a segunda, está dentro de cada um de nós – podendo ser aceita ou contestada por outra pessoa.

 

Eu jamais discuto a ‘Verdade das Escrituras’ e nem as frases proferidas pelos santos; apenas as aceito e sempre procuro incorporá-las em minha vida – são mensagens que recebo de Deus! Quanto à ‘verdade dos homens’, procuro avaliar a intenção de quem a diz e a consequência provocada pelo seu impacto nas pessoas. Em muitos casos, todo cuidado é pouco para ouvir e falar.

 

O importante é ter sempre em mente que a Verdade de Deus nunca causará prejuízo a ninguém e continuará no nosso meio para educar todos os corações. Portanto, por que não adequarmos as nossas ‘outras verdades’ à vontade d’Aquele que nos criou? Para isso, não é preciso ser adivinho, mas é necessário agir com sabedoria. O aprendizado está na Bíblia, na santa Missa, nas agendas católicas, enfim, nas lições que vêm do Céu.

 

Concluindo, quem poderá contestar a Verdade do Evangelho no Sermão da Montanha? Disse Jesus: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça... os misericordiosos... os puros de coração... os que promovem a paz... os que são perseguidos por causa da justiça... porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 3-12).

 

Amém!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 421 –  2 Julho 2019

 

Entre o céu e o inferno

 

Certo dia, uma diretora de Recursos Humanos de uma grande empresa morreu e sua alma chegou ao Paraíso, onde conheceu São Pedro. Disse-lhe o santo:

 

- Bem-vinda, mas não estamos seguros de que você se sentirá feliz conosco. É muito raro uma diretora de sucesso chegar aqui, sabia?

 

- Eu tenho outra opção? - questionou a mulher.

 

- Bem, façamos o seguinte: você passa um dia no inferno e outro aqui; então, escolhe onde quer ficar eternamente.

 

E ela desceu até o inferno. Chegando lá, a diretora entrou num clube maravilhoso e logo encontrou os amigos que trabalharam com ela – todos em trajes de festa e muito felizes. Jogaram golfe, jantaram juntos num ótimo restaurante e se divertiram bastante.

 

O diabo, surpreendentemente, mostrou-se um anfitrião de primeira classe. Era elegante, charmoso e muito educado. A executiva sentiu-se tão bem que, antes que desse conta, já estava na hora de ir embora.

 

Subiu, subiu, subiu... e se viu novamente na porta do Paraíso. Nas 24 horas seguintes, a mulher tocou harpa, rezou e cantou. Era tudo tão bonito e sereno que, também, quando ela percebeu, o dia já havia acabado. E São Pedro chegou para perguntar:

 

- Então, você pode me dizer o que escolheu?

 

- Senhor, o Paraíso é maravilhoso, mas me senti bem melhor lá embaixo, com meus amigos e aquela vida social intensa, que prefiro voltar pra lá.

 

Assim, ela, outra vez desceu, desceu... e, quando chegou, encontrou um lugar sujo e cheio de coisas ruins. Viu todos os amigos vestidos com trapos, trabalhando como escravos e aguilhoados por diabos. Dirigiu-se, então, a um dos capetas e perguntou-lhe chorando:

 

- Não entendo, ontem eu estive aqui e havia um clube! Comemos lagosta, caviar, dançamos e nos divertimos muito; agora, tudo o que existe é um deserto cheio de lixo e meus amigos são uns miseráveis!

 

O diabo olhou para ela, sorriu e disse-lhe:

 

- Ontem, estávamos lhe contratando. Hoje, você já faz parte da equipe. Ah, ah, ah...

 

Caro leitor, não encare esta história simplesmente como mais uma dentre dezenas que lhe contei. Peço que reflita e conclua que isso realmente acontece conosco todos os dias. Nos deparamos com o bem e com o mal a cada instante e decidimos qual o melhor caminho a seguir, não é mesmo? Mas, será que ainda dá para ter dúvidas entre as coisas que nos levarão ao Céu e ao inferno?

 

Bem, se a dúvida aparecer, pense o que Jesus Cristo faria se estivesse no seu lugar. Faça o mesmo e as portas do Céu se abrirão para você. Se agirmos assim, passaremos: a perdoar mais, a ofender menos, a ter paciência nos momentos difíceis, a amar mais o irmão que nos agride; enfim, tudo o que Jesus faria!

 

Portanto, quando você estiver para fazer algo que lhe pesará na consciência, pare e pense que está entre o Céu e o inferno. Se cair na tentação e desagradar a Deus, perderá o ‘estado de graça’ que se encontra e, como consequência, poderá ficar sem a proteção Divina no futuro. E eu lhe pergunto: vale a pena perder a companhia do seu anjo da guarda e se lambuzar de pecados?

 

É importante sabermos que o diabo faz de tudo para nos contratar, mas depois... Ao contrário, quando ficamos disponíveis para atender os chamados de Jesus, vislumbramos grandes recompensas no Paraíso. Mesmo aqui na Terra, só não recebe muitas graças quem não quer!

 

E para completar a mensagem de hoje, vou lhe contar mais uma história e, ao terminar a leitura, peço que você reflita se está desempenhando bem a sua missão de ‘barbeiro que almeja o Céu’.

 

Era uma vez um homem que foi ao barbeiro. Enquanto tinha seus cabelos cortados, contava suas experiências com Deus. O barbeiro, ia ouvindo e censurando a forma como o Senhor abençoava seu cliente.

 

Tantas foram as referências sobre o assunto que, repentinamente, o barbeiro incrédulo, não aguentando mais tanta religiosidade, falou:

 

- Deixa disso, meu caro. Deus não existe!

 

Surpreso com tal demonstração de ateísmo, o homem retrucou:

 

- Por que você diz isso?

 

- Ora, se Deus existisse mesmo, não haveria tantos doentes, mendigos, guerras etc. Olhe em volta e veja quanta tristeza!

 

Para não continuar discutindo, o freguês pagou o serviço e foi saindo da barbearia, quando avistou um homem maltrapilho, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada e suja abaixo do pescoço. Voltando-se para o barbeiro, comentou:

 

- Sabe de uma coisa? Você falou da sua descrença em Deus e eu quero lhe dizer que não acredito que barbeiros existam.

 

Também surpreso, o barbeiro gritou:

 

- Como? O que tem a ver uma coisa com a outra?

 

- É claro que tem! Se existissem barbeiros, certamente não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas e sem trato, não é?

 

O barbeiro, então, dando de ombros, respondeu:

 

- Ora, existem porque evidentemente não vêm a mim!

 

O fervoroso homem abriu um largo sorriso e disse-lhe:

 

- Ah! Agora você respondeu porque ainda existe tanta tristeza em torno de nós.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 420 –  24 Junho 2019

 

Precisamos parar de reclamar

 

Certa vez, cansado da vida cheia de pecados que levava, um cidadão resolveu ser monge. Dirigiu-se a um mosteiro e demonstrou disposição de se redimir dos pecados, viver uma vida de meditação e de sacrifícios, pois, apesar de ser rico, queria doar todos os seus bens à irmandade onde passaria o resto da vida. Sabia que seria uma caminhada difícil, mas o desejo de purificação da alma estava em primeiro lugar.

 

Ao chegar no mosteiro, foi recebido pelo Superior que, ao ouvir todo o seu relato de vida, argumentou que ele iria encontrar muitas dificuldades por perder o contato com o mundo de onde vinha. O candidato continuava firme em seu propósito; dizia renunciar a tudo e a todos para alcançar a paz interior e, principalmente, o reino dos céus.

 

Vendo a firmeza de caráter e a vontade de pertencer àquela irmandade, o Monge Superior aceitou-o como iniciante, mas alertou-o que, além das dificuldades já expostas, teria que se contentar em pronunciar apenas duas palavras a cada ano. Sem hesitar, o homem aceitou todas as condições.

 

Passado o primeiro ano, ele foi chamado e autorizado a dizer as suas duas primeiras palavras. E ele disse: ‘Comida fria.’ Falou-lhe o Superior: ‘Pode voltar para a sua reclusão.’ Após mais um ano, ele disse: ‘Cama dura.’ No final do terceiro ano, mais duas palavras: ‘Vou embora.’ O Superior, olhando bem nos seus olhos, exclamou: ‘Eu já sabia. Desde que você entrou aqui não faz outra coisa senão pensar em reclamar!’

 

Pois é, sabemos que existem pessoas que não resistem a qualquer dificuldade – reclamam de tudo e de todos. São pessoas que, na maioria das vezes, não fazem nada para melhorar as coisas, sempre dependem dos outros e nada está bom. Geralmente, quem mais reclama é quem menos direito tem.

 

Não é preciso que sejamos monges, mas, é indispensável fazermos uma reflexão sobre as maneiras simples de viver. Jesus Cristo não pregou nenhuma conduta de vida tão extraordinária que ninguém conseguisse cumprir sem reclamar; muito pelo contrário, resumiu tudo em ‘nos amarmos e vivermos sem pecados’. Para isso, é permitido a qualquer um: se divertir, ter dinheiro, usufruir de plena liberdade pessoal a cada dia etc; porém, sem deixar de rezar e praticar a caridade.

 

Hoje, eu só estou escrevendo sobre este assunto – parar de reclamar – porque um dia ouvi uma opinião que mexeu comigo. Foi durante o baile de formatura de minha filha, em Campinas. O meu sobrinho, casado e papai, me disse mais ou menos isto: ‘Tio, a partir de hoje, a Thaís precisa agradecer muito a Deus por estar formada. Muito pouca gente neste país tem o privilégio de tirar o diploma numa faculdade e ela conseguiu!’

 

Naquela noite, antes de dormir, fiquei pensando naquilo que ouvi e, embora tivesse a mesma opinião, concluí duas coisas interessantes: a primeira, que o meu sobrinho reza pouco – como ele mesmo confessou – e, mesmo assim, no meio da festa, falou de um grande dever espiritual de cada um de nós: agradecer quando recebe uma bênção; e, a segunda coisa que mexeu comigo, foi a reflexão sobre a oportunidade que tão poucos têm: estudar até se formar!

 

Eu vivo no meio de estudantes e, por isso, passo muitos dias convivendo com um ‘mundo irreal’ no nosso país: alunos bem alimentados, com capacidade para aprender, sorrisos nos lábios, contando os dias para se tornarem engenheiros etc. E depois que se formarem, será que darão valor ao presente que receberam de Deus ou serão novos ‘reclamões’ na face da Terra?

 

O sobrinho que citei dá um duro danado para sobreviver com dignidade e nem por isso reclama; aliás, vive sorrindo! Eu também poderia contar muitas histórias tristes que vejo no meu trabalho de Vicentino e, assim, puxar a orelha de quem vive reclamando de barriga cheia, mas, para não chocar o coração de alguém, vou relatar apenas um curioso testemunho dado pelo poeta Rupert Brooke.

 

Ele estava para embarcar num navio e viajar da Inglaterra para a América. No convés, todos tinham alguém para se despedir, menos ele. Rupert se sentiu terrivelmente solitário ao observar aqueles abraços, beijos e desejou ter alguém que sentisse sua falta. Logo vislumbrou um jovem à sua frente e perguntou seu nome. ‘William’, foi a resposta do rapaz. E o poeta lhe disse:

 

- William, você gostaria de ganhar algumas moedas?

 

- Claro que sim! O que devo fazer?

 

- Apenas acene para mim quando eu partir – instruiu o poeta solitário.

 

E, mesmo sabendo que o dinheiro não pode comprar o amor, por algumas moedas, o jovem William fez Rupert Brooke se sentir querido enquanto o navio se afastava. Algum tempo depois, o poeta escreveu: “Algumas pessoas sorriam, outras choravam; algumas abanavam lenços brancos, outras abanavam chapéus. E eu? Eu tinha William que, por poucas moedas, abanava entusiasmado seu enorme lenço vermelho e impedia que me sentisse completamente só.”

 

Que lição isso nos traz? Mostra que pessoas solitárias construíram paredes ao invés de pontes ao redor? Nem sempre, não é mesmo? Madre Teresa costumava descrever a solidão como ‘a maior doença do nosso tempo’. E os mais solitários não residem somente em asilos, nem vivem todos sozinhos. Rupert, por exemplo, estava só, com centenas de pessoas à sua volta!

 

É necessário reconhecer que, espiritualmente, não estamos sós. Precisamos buscar mais o sentido cristão de nossa vida e, assim, nunca estaremos no lugar do poeta: reclamando e dando moedas em troca de um simples aceno.

 

Há um provérbio hindu que diz: ‘Ajuda o barco do teu irmão a atravessar o rio e, quando menos esperares, o teu também já fez a travessia.’ Quem agir assim, certamente nunca se sentirá só e talvez não terá do que reclamar.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 419 –  15 Junho 2019

 

Precisamos servir com o coração

 

Existiu um ferreiro que, depois de uma juventude cheia de excessos, decidiu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas, apesar de toda dedicação, nada mais dava certo em sua vida; muito pelo contrário, seus problemas acumulavam-se cada vez mais.

 

Numa bela tarde, um amigo que o visitava, comentou: ‘É realmente muito estranho que, justamente depois de você se tornar um homem temente a Deus, sua vida começar a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda sua crença, nada tem melhorado!’

 

O ferreiro já havia pensado nisso muitas vezes e, agora, acreditava saber a resposta. Começou, então, a falar:

 

‘Nesta oficina, eu recebo o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isso é feito? Primeiro, eu aqueço a chapa de aço num calor infernal até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado que tenho e aplico vários golpes até que a peça adquira a forma desejada. Depois, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche de vapor. E ainda tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita – uma vez apenas não é o suficiente!’

 

O ferreiro deu uma pausa, e continuou: ‘Às vezes, o aço que chega às minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras; e como jamais se transformará numa boa lâmina de espada, eu simplesmente o coloco no monte de ferro velho que você viu na entrada da minha ferraria.’

 

Mais uma pausa, e o ferreiro concluiu: ‘Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições e tenho aceitado as marteladas que a vida me dá. Às vezes, sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço, mas a única coisa que peço é o seguinte: Meu Deus, não desista até que eu consiga tomar a forma que o Senhor deseja. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro velho das almas.’

 

Que história bonita, não? Quantas pessoas já passaram por isso e, por confiarem na Providência Divina, se transformaram em ótimas ‘lâminas de aço’! – leia o Livro de Jó na Bíblia Sagrada. Outros, por desistirem de servir a Deus com o coração à frente, estão cheios de rachaduras, esperando o pior acontecer.

 

Portanto, não há meio termo. Ou servimos a Deus ou servimos o diabo! E, para não deixar a impressão de que quem trabalha para Deus sofre como aço de espada e não recebe nada em troca, eis uma outra história interessante:

 

Numa noite, um homem estava dormindo em sua cabana quando, de repente, seu quarto ficou cheio de luz... e Deus lhe apareceu. O Senhor, então, mostrou uma grande rocha na estrada e explicou-lhe que deveria empurrar a rocha com toda a sua força, dia após dia.

 

E o homem assim o fez por muitos anos. Ele pelejou de sol a sol com seus ombros escorados na fria superfície da rocha imóvel, empurrando-a com toda a sua força. A cada noite, retornava aborrecido à sua cabana, sentindo que havia gasto todo o seu dia em vão.

 

E desde que o homem mostrou-se desencorajado, Satanás decidiu entrar em cena, colocando estes maus pensamentos em sua mente: ‘Você tem empurrado essa rocha por tanto tempo e ela ainda nem sequer se moveu? Desista!’ Isso dava ao homem a impressão de que a sua tarefa era impossível e que ele era um verdadeiro fracasso.

 

Assim, pensou em manter apenas o mínimo esforço na tarefa, mas, como era muito temente a Deus, resolveu rezar. E, ele disse: ‘Senhor, eu tenho trabalhado duro por muito tempo a Teu serviço, colocando toda a minha força para fazer aquilo que me mandou, entretanto, não consegui mover a rocha por nem um milímetro! O que está errado? Onde eu tenho falhado?’

 

O Senhor lhe respondeu com compaixão: ‘Meu filho, quando pedi que me servisse e você aceitou, eu disse que sua tarefa seria empurrar a rocha com toda a sua força, e é o que você tem feito. Eu nunca sequer mencionei que esperava que você a movesse; agora, você vem a mim, após todo o seu esforço, dizendo que falhou? Será isso realmente verdade?’

 

E continuou: ‘Olhe para si mesmo. Seus braços estão fortes e sadios, suas costas estão enrijecidas e bronzeadas, suas mãos estão calejadas pela pressão constante, suas pernas se tornaram musculosas e firmes. Você cresceu muito em saúde e agora suas habilidades superam o que você era antes! Apenas não moveu a rocha, mas, seu chamado foi para ser obediente, exercitando sua fé e confiança na minha vontade, e isso você fez. De hoje em diante, meu bom amigo, eu mesmo moverei a rocha sempre que você precisar.’

 

Pois é, quase sempre, o que Deus deseja de nós é apenas um pouco mais de obediência e, em troca, passamos a ter crédito com Ele. Que ótimo ‘negócio’ poderemos fazer!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 418 –  9 Junho 2019

 

É sempre muito bom ser bom

 

Estavam reunidos na floresta: um pássaro, um peixe, um coelho e um pato. Conversavam sobre suas habilidades e modos de lidarem com as adversidades da vida. A respeito da possível aproximação de um caçador, disse o pássaro: ‘Eu saio voando como um foguete.’ O peixe, por sua vez, comentou: ‘Se aparecer um caçador, eu nado com toda minha destreza e velocidade.’ O coelho, ponderou: ‘No meu caso, corro como uma bala.’

 

Demonstrando um certo ar de superioridade devido a aparente limitação de seus companheiros, o pato deu um passo à frente e declarou: ‘Eu não terei problemas em me safar, pois além de voar, sei nadar e correr. Farei qualquer uma dessas coisas, pois tenho várias habilidades e usarei a que for mais conveniente.’

 

A conversa seguia seu rumo quando, de repente, surgiu um caçador na floresta. Sem demora, o pássaro alçou voo, o peixe nadou rapidamente para o fundo do rio e o coelho saiu em disparada. O pato, porém, foi apanhado. Com tantas habilidades, não conseguiu definir a tempo a melhor estratégia de fuga!

 

Pois é, muitas vezes passamos a vida inteira adquirindo conhecimentos sobre assuntos que pouco acrescentam ao nosso futuro, relegamos os ensinamentos do Evangelho e caminhamos para locais distantes do objetivo que Deus nos deu. Vale a pena viver assim?

 

Há pessoas com erudição em muitas áreas, mas, por serem indecisas na fé, não conseguem superar em paz os desafios que a vida apresenta. É importante termos certeza que cada ser humano tem um talento especial que, lapidado e polido, o levará ao Céu. Porém, para se chegar lá, é preciso ser bom sempre!

 

E, falando em ‘ser bom’, há algum tempo recebi um e-mail de uma amiga com uma história que viveu junto com uma boa senhora:

 

“Numa tarde de dezembro, uma amiga veio me trazer um prato de quibes. Exímia em comida árabe, sempre me ofertava essas preciosidades. Fomos para a cozinha fazer um pequeno lanche e saborear os quibes quentinhos.

 

Conversando sobre diversos assuntos, ela olhou para o forno micro-ondas na parede e disse: ‘Puxa vida, um dia ainda quero ter um forno desses. Dizem que é uma maravilha! O que você acha?’ Respondi: ‘Na verdade, eu só o uso para esquentar a comida quando vou comer um mexido.’ Então, ela contou tudo o que faria se tivesse um forno daqueles.

 

À noite, fiquei pensando: ‘Meu Deus, por que uma mulher que trabalhou a vida inteira, lutadora incansável, boa esposa, mãe e avó, prestes a completar 50 anos de casada, não tem um forno tão simples e barato como esse? Tem coisas que não posso entender...’

 

No dia seguinte, liguei para meu filho e pedi que me ajudasse a comprar um forno. Fomos cedinho para o Shopping BH e, de loja em loja, procuramos um que fosse adequado para ela, pois a família é grande e o modelo do meu não serviria. Achei o forno e comprei.

 

Com aquela caixa enorme no carro, pensei: ‘Quero deixar na porta da casa dela.’ Cheia de felicidade por estar repartindo o que Deus havia me dado, toquei o interfone e disse com voz de entregador de loja: ‘Uma encomenda pra você! Por favor, venha pegar porque vou deixar aqui no portão.’ Corri para a garagem da casa ao lado e fiquei com o corpo encolhido para que não me vissem.

 

Abriram a porta, pegaram a caixa e, quando vi que estava tudo normal, saí do meu esconderijo e fui embora. Deixei um papel, representando um cartão de oferecimento e, nele, eu dizia que estava me antecipando às comemorações das Bodas de Ouro, que seria no dia 31 de janeiro.

 

Quando subi as escadas do meu prédio, abri a porta do apartamento e ouvi a voz dela em prantos, falando na minha secretária eletrônica: ‘Você me mata Jandyra! Olha, estamos todos chorando de emoção... de felicidade. Sei que foi você, pois ontem conversamos sobre o forno micro-ondas.’ E, em lágrimas, disse muitas coisas elogiosas à minha pessoa.

 

Chorei de emoção também. Como é bom fazer alguém feliz! Não me custou quase nada e para ela foi a realização de um desejo de anos e anos. Ela que sabia usar o micro-ondas não o tinha e eu, que só esquentava comida, tinha o meu meio encostado no canto da cozinha. Não achei justo.

 

Professor, estou revelando este acontecimento porque estava lendo uma mensagem que recebi e, lá, dizia que devemos repartir tudo o que temos. O homem que escreveu a mensagem contou que foi à cozinha e viu dois perus. Ficou com um e levou o outro para um amigo pobre que morava no final da rua. O amigo nem ficou sabendo quem o havia colocado na sua porta, e pensou: ‘Vou levar o franguinho que assei para a fulana, que não deve ter nada para comer neste Natal.’

 

E as coisas foram sendo entregues sem que ninguém visse, de um amigo para outro, até que terminou num pedaço de bolo que uma criança ia comendo pela rua e, deixando cair o farelo, alimentava os pombinhos que vinham atrás – também comemorando o Natal.”

 

Pois é, há certas coisas que Deus nos mantém informados para que possamos saber os desejos dos nossos irmãos e, assim, repartir o que temos com eles. O Senhor sabe que, para alguns, tudo é tão difícil neste mundo e, para outros, as necessidades são obtidas em abundância e com grande facilidade!

 

Não podemos negar que é gostoso ver pessoas chorando de felicidade, não é mesmo? É sempre bom demais!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 417 –  1 Junho 2019

 

Um excelente negócio para você

 

Não custa nada darmos boas dicas de negócios aos amigos, não é mesmo? Quando isso acontece, além de os ajudarmos a lucrar um pouco mais, preservamos algumas amizades e uma boa imagem pessoal, com certeza. Mas, qual seria o melhor conselho que poderíamos dar a quem é muito desconfiado, não concorda em pagar comissão e também não quer correr riscos desnecessários?

 

Eu conheço um negócio cem por cento garantido, aliás, um verdadeiro tesouro! É a aquisição de uma propriedade, cujo dono é riquíssimo e, tamanha a sua generosidade, nem faz questão de dinheiro. Se provarmos a ele que somos obedientes aos seus ensinamentos, ganharemos um lote do seu reino sem desembolsar nenhum tostão! E, ainda, este investimento está ao alcance de todos!

 

Você já deve estar imaginando que só é possível isso tudo ser verdade se a propriedade for o Céu e o dono for Deus. E, sabendo disso, agora posso dizer-lhe que é o melhor negócio do mundo, pois não há chance de sermos enganados confiando nesta milenar promessa: “Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furam nem roubam” (Mt 6, 20).

 

Eu fico muito feliz quando penso que a minha fé cresce a cada dia e, com ela, aumenta a certeza de que vale a pena procurar viver em espírito de santidade aqui na Terra. Quem assim o faz, além das graças que recebe no dia-a-dia, será recompensado com uma vida de felicidade eterna – junto aos anjos e santos do Paraíso (Mc 10, 30).

 

Se todos pensassem assim, não seria necessário contar esta história – que retrata a maldade que existe no mundo:

 

“Era uma vez uma cobra perseguindo um vagalume que vivia a brilhar. Ele sempre fugia rápido com medo da feroz predadora, mas, a cobra nem pensava em desistir. Um dia, já sem forças, o vagalume parou e disse à cobra: ‘Antes de me comer, posso lhe fazer uma pergunta?’ Mais do que depressa a serpente concordou, preparando-se para dar o bote. E o pobre vaga-lume perguntou: ‘Se não pertenço à sua cadeia alimentar e nunca lhe fiz nenhum mal, por que insiste em me comer?’ A resposta já estava na ponta da língua da cobra: ‘Porque não suporto mais o seu brilho.’”

 

Eu imagino que muita gente agora, lendo este conto, deve estar se lembrando de ‘cobras’ e ‘vagalumes’ soltos pela cidade. Mas não adianta caracterizarmos os personagens da história sem nada fazermos para ajudá-los, não acha? Uma ‘cobra’ também pode chegar ao Céu se a perdoarmos, se rezarmos pela sua conversão e se ela própria aceitar as oportunidades que lhe dermos para melhorar. Será que alguém que não concorda em estender a mão aos ‘predadores de cristãos’ também não foi ‘cobra’ um dia?

 

Por outro lado, eis um relato de alguém que merece ser imitado:

 

A história é de um fazendeiro muito bem sucedido que, ano após ano, ganhava o troféu ‘Milho Gigante’ na feira de agricultura do município. Ele sempre entrava no concurso com seu formoso milho nas mãos e saía com uma faixa azul de vencedor no peito.

 

Numa dessas ocasiões, um repórter de jornal ficou intrigado com esta informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar seu qualificado e valioso produto: ‘Eu compartilho a semente do meu milho com os vizinhos!’ Então, o repórter lhe perguntou: ‘O que o leva distribuir sua melhor semente aos seus vizinhos, quando eles estão competindo com o seu milho gigante a cada ano?’

 

O fazendeiro sorriu por um instante e respondeu: ‘Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo em campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polenização degradará continuamente a qualidade do meu milho! Portanto, se eu quiser cultivar milho bom, tenho que ajudar meus vizinhos a cultivá-lo também.’

 

Assim é a nossa vida: se quisermos ter paz, devemos colaborar para que o próximo a tenha em abundância, caso contrário, o nosso bem-estar será instável e sujeito a muitas decepções. Mas, é preciso muita humildade para deixar de ser ‘cobra’ e compartilhar a boa semente com os vizinhos.

 

Lembre-se que Jesus Cristo nos fala no Evangelho de Mateus (Mt 24, 44): “Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá.” E sabemos que quando isso acontecer, quem tiver feito bons negócios será muito bem recompensado.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 416 –  26 Maio 2019

 

Ninguém, alguém, qualquer um, todo mundo

 

Acho que você já ouviu esta história ou outra bem parecida:

 

Moravam quatro pessoas na casa: Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém. Havia um importante trabalho a ser feito e Todo Mundo tinha certeza que Alguém o faria. Qualquer Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho de Todo Mundo e Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia fazê-lo, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de realizá-lo. Ao final, Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito.

 

Que caso engraçado, não? Agora, se eu lhe perguntasse quem agiu certo na história, talvez você a relesse e respondesse: ‘Ninguém!’ Mas, e se você soubesse que o referido trabalho deles era sair correndo para socorrer o filho de Alguém? Daí, Qualquer Um poderia tê-lo feito, concorda? A intenção não é complicar a cabeça de ninguém, mas deixar claro que todo mundo deve dar uma parcela de colaboração a qualquer um que vive pedindo ajuda a alguém.

 

E quando realmente precisarmos atender o pedido desesperado de um filho? Será que ele sempre será atendido nas suas necessidades espirituais como Jesus Cristo desejaria a qualquer um? Se os nossos filhos forem preparados adequadamente para alcançar algumas graças rezando sozinhos, não seria melhor do que terem que recorrer a alguém?

 

Contam que na reunião de pais, a diretora de uma escola ressaltou o apoio que eles deveriam dar aos próprios filhos. Pediu-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível, pois ela entendia que, embora todos daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicarem às crianças.

 

E a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e, com seu jeito humilde, explicou que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana, porque quando saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo; quando voltava do serviço, já era tarde e o garoto não estava mais acordado. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família.

 

Ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho; mas, tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa e, para que o menino soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Assim, quando o filho acordava e via o nó, sabia que o pai tinha estado ali e o havia beijado. Um simples nó era o meio de comunicação entre eles durante toda a semana.

 

A diretora ficou emocionada com aquela singela história e se mostrou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola!

 

Pois é, algumas vezes nos importamos tanto com a forma de educar os filhos que nos esquecemos da comunicação sincera através do sentimento. Simples gestos – como um beijo e um nó na ponta do lençol – valem muito mais do que presentes ou desculpas vazias.

 

É válido, portanto, preocuparmos-nos intimamente com nossos filhos, mas também é muito importante que eles sintam isso. E para que haja uma comunicação perfeita, é preciso que os filhos ‘ouçam a linguagem do nosso coração’, pois, em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto do que as palavras.

 

Por exemplo, é essencial que desde pequenas, as crianças sintam que a oração – revestida de muita fé – cura a dor de dente, o arranhão no joelho, o medo do escuro etc. Os filhos menores poderão não entender o significado de muitas palavras, mas saberão que os pais, através desse gesto de amor e de entrega, estarão fazendo o melhor que podem para ajudá-los.

 

Um nó na ponta do lençol serve para marcar presença e mostrar ao filho que alguém se preocupa com ele, mas é através da semente de fé plantada no coração que a criança terá certeza que poderá contar sempre com Aquele que a criou.

 

E você, algum dia deu nós nos lençóis de seus filhos? Não precisou? Ótimo! Mas, acredito que já rezaram juntos, não? E hoje, ainda rezam em família? Se estiver respondendo ‘sim’, tenho que dar-lhe os parabéns e dizer-lhe que está cumprindo o seu dever espiritual de pai – ou de mãe – aqui na Terra, pois há duas maneiras de se encarar a vida: uma, é acreditar que não existem milagres e, a outra, é dar graças por crer que todas as coisas são verdadeiros milagres.

 

Disse Jesus, o Autor dos milagres: “Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis” (Mt 21, 22); e ainda: “Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15, 7). Pena que muitos filhos não sabem ou não acreditam nisso!

 

Eu não tenho dúvidas ao dizer que precisamos construir um mundo melhor através da oração e do serviço ao irmão para continuarmos merecendo o milagre da vida; e se meus pais não tivessem me educado para esse fim, talvez hoje eu também não pensasse assim. E foi muito mais importante eu ter ficado rezando ao lado deles do que desfazendo nós dos lençóis.

 

Mas, cada caso é um caso e eu respeito a história que cada um viveu, apenas insisto que ainda é tempo de recuperar os períodos que os nossos filhos deixaram de rezar. Se ninguém se ajoelhar com eles, qualquer um terá a chance de fazê-los acreditar que alguém é mais importante que Jesus Cristo!

 

Que a Virgem Maria e São José ajudem todo mundo a rezar pela paz com os filhos e os abençoem sempre. Assim seja!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 415 –  20 Maio 2019

 

Quem não tem pecados nas costas?

 

Quase dois mil anos após Jesus ter dito: “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”, continuamos sofrendo as terríveis consequências da má conduta humana. O tempo passa, a Palavra de Deus é pregada pelos continentes a cada minuto, mas o pecado continua no coração do homem.

 

Certos pecados de nossa época são apenas mais ‘modernos’, do tipo: esbanjamento de automóveis, desperdício de água, aborto, corrupção política, violência nas ruas, contrabando de drogas, atentados diversos etc. Analisando caso a caso, conclui-se que alguns pecam por iniciativa própria e, outros, o fazem em grupo – o que é ainda pior!

 

Com isso, nos afastamos de Deus, o nosso planeta continua sendo destruído, a fome e a doença ficam fora de controle, enfim, a maldade ganha força e – por perverter o coração do homem – gera mais pecados na face da Terra. Que panorama triste, não? E mesmo sabendo que só existirá paz no mundo quando houver plenitude de amor em cada ser humano, pouco colaboramos para isso!

 

Pense nos seus amigos... inimigos, se tiver... parentes... mendigos... e, agora, responda: Você está fazendo bem feito a sua parte? Tem dito ‘sim’ ao amor que Deus manifesta em sua vida? Olha para Jesus Cristo com a consciência tranquila?

 

Saiba que, para não pecar, além de cumprir os dez mandamentos, você não deve: guardar ressentimentos de ninguém; se omitir em ajudar o irmão necessitado; trabalhar pensando somente em acumular bens materiais; ter a intenção de prejudicar outra pessoa com atos ou palavras; ou seja, os valores do Evangelho precisam ser vividos a cada dia e não somente em datas especiais.

 

É importante ressaltar que a vida muda para melhor se vivida com dignidade cristã. São João disse: “Onde existe o amor, Deus aí está”; portanto, deixando de lado o nosso egoísmo e as injustiças que praticamos, com amor, podemos realizar muito mais obras espirituais e prestar a verdadeira solidariedade que a Igreja tanto prega.

 

Eu tenho consciência que ninguém foi mais solidário conosco do que a Virgem Maria. Ela gerou o maior Tesouro que veio a este mundo e não O quis só para si, muito pelo contrário, entregou-O à morte de cruz para nos salvar. Foi o mais significativo testemunho de fé de toda a história! É por isso que sou apaixonado por Ela e, através dela, consigo muitas graças – e quantos milagres já testemunhei!

 

Em nome de Jesus, praticando a solidariedade sem preconceitos, os nossos pecados deixam de pesar tanto nas costas e, assim, nos acostumamos a viver em paz – como autênticos cristãos.

 

Eis uma história que ajudará a concluir tudo isso:

 

“Dois anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família rica, que se recusou a deixá-los ficar no quarto de hóspedes. Foram, então, colocados para dormir num pequeno e frio espaço no porão.

 

Quando estavam se ajeitando no chão duro, o anjo mais velho percebeu um buraco na parede e o consertou. O outro estranhou o que viu e logo perguntou o porquê daquilo. E o mais velho, apenas lhe respondeu: ‘As coisas nem sempre são o que parecem ser.’

 

Na noite seguinte, os anjos foram à casa de pessoas muito pobres, mas, muito hospitaleiras. Depois de dividirem o pouco de comida que tinham, o bom fazendeiro e sua esposa acomodaram os viajantes na única cama de casal, onde poderiam ter uma boa noite de descanso.

 

Pela manhã, os anjos viram os donos da casa em prantos. A única vaca que tinham, cujo leite era a fonte de renda do casal, estava morta no campo. O anjo mais novo ficou indignado e desabafou com o colega: ‘Como você pode deixar isso acontecer? O primeiro homem tinha tudo e você o ajudou. Esta família tem pouco, mas se dispôs a dividir tudo... e você deixou a vaquinha morrer!’

 

O anjo mais velho, pacientemente lhe explicou: ‘As coisas nem sempre são o que parecem ser. Quando ficamos no porão daquela mansão, vi que havia ouro dentro daquele buraco na parede e, como o dono da casa era totalmente obcecado por dinheiro e incapaz de dividir sua fortuna, tapei o buraco para que ele não o achasse. Na noite passada, quando estávamos dormindo na cama do fazendeiro, o anjo da morte veio buscar sua esposa. Eu, então, lhe dei a vaca em troca dela.’ E concluiu: ‘Viu? As coisas nem sempre são o que parecem!’”

 

Pois é, quando os fatos não se concretizam do jeito que gostaríamos, tendo fé e confiando na providência Divina, tudo irá se esclarecer algum dia. É preciso acreditar que até os anjos são solidários aos nossos problemas e se colocam a nosso serviço – sempre para nos ajudar! E se fizermos o mesmo com os nossos irmãos excluídos, maior será a ajuda que receberemos do Céu.

 

Diga ‘não’ à morte e ‘sim’ à vida. Confesse, se liberte dos pecados e obtenha a cura que você tanto precisa. Experimente! As coisas nem sempre são tão boas ou ruins como parecem.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 414 –  14 Maio 2019

 

Um balanço de vida e salvação

 

O ano está passando e muitos ainda não prestaram atenção nas graças que continuam recebendo na vida. Esses, deixam de agradecer a Deus a cada amanhecer e querem que os seus projetos pessoais aconteçam o mais depressa possível, mas, e o Plano de Salvação que o Senhor traçou para o mundo, quando merecerá atenção? Enquanto não concluírem o planejamento de acumular bens materiais na Terra, os valores espirituais continuarão em segundo plano?

 

Chega até a ser engraçado como a maioria das pessoas leva a vida: reza só quando ‘dá tempo’; não perde uma única oportunidade de se divertir com os amigos; dificilmente lê o Evangelho; prefere se omitir dos trabalhos pastorais da Igreja; não se confessa; enfim, não se encontra com Jesus Cristo e ainda reclama quando alguma coisa dá errado!

 

Eu também já fiz tudo isso, mas, por deixar Deus agir em minha vida, hoje sou outra pessoa. Embora ainda pecador e, portanto, longe do Céu, eu simplesmente abracei a missão de ajudar a construir o verdadeiro Reino aqui na Terra e procuro fazer a minha parte.

 

E para que você também possa fazer um balanço de salvação em sua vida, leia primeiro esta história:

 

“Uma pobre mulher morava numa humilde casinha e estava com a neta muito doente. Como não tinha dinheiro para levá-la ao médico e percebendo que a criança piorava a cada dia, resolveu ir a uma Igreja distante para pedir ajuda a Nossa Senhora.

 

Ao entrar, encontrou algumas mulheres rezando e, quando iam se levantando, a vovó lhes disse: ‘Eu também gostaria de fazer uma oração.’ Vendo que se tratava de uma pessoa de idade, as senhoras concordaram e a velhinha começou: ‘Nossa Senhora, sou eu. Olha, a minha neta está muito doente e eu gostaria que a Senhora fosse lá cuidar dela. Pega uma caneta que eu vou dizer aonde fica.’

 

As mulheres estranharam, mas continuaram ouvindo: ‘Já está com a caneta? A Senhora vai seguindo o caminho daqui de volta pra casa e, quando passar a ponte, entra na segunda estradinha de barro, entendeu?’

 

A essa altura, as senhoras já estavam se esforçando para não rir, mas a vovó continuou: ‘Seguindo mais uns 20 minutinhos, tem uma vendinha. Vai pela rua depois da mangueira que o meu barraquinho é o último. Pode ir entrando que não tem cachorro e, olha, Nossa Senhora, a porta tá trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho. Pega ela, entra e cura a minha netinha, mas, por favor, não esqueça de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho, senão eu não consigo entrar quando chegar em casa.’

 

As mulheres, indignadas, a interromperam, dizendo que não era assim que se rezava, mas que ela poderia ir pra casa sossegada, pois, com certeza, a Mãezinha do Céu iria ouvir as suas preces e curar a menina.

 

A velhinha pegou o caminho um pouco desolada, mas, ao entrar em sua casinha, a neta veio correndo lhe contar: ‘Vó, eu ouvi um barulho na porta e pensei que fosse a senhora voltando, mas entrou uma mulher de vestido branco em meu quarto e me mandou levantar. Não sei como, mas eu simplesmente levantei e fiquei boa!’

 

E, em prantos, a menina continuou: ‘Depois, ela sorriu, beijou a minha testa e pediu que eu avisasse a senhora que ela deixaria a chave debaixo do tapetinho vermelho.’”

 

Pois é, o nosso orgulho e a nossa escolaridade não nos levam ao Céu. Leia os ensinamentos de Jesus sobre as ‘bem-aventuranças’ – Mateus 5, 1-12 – e saiba como chegar lá.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 413 –  7 Maio 2019

 

Cinco lições de vida

 

Em cada história deste artigo, peço que você tire algumas conclusões e as use para melhorar espiritualmente a vida que Deus lhe deu.

 

1 – Na escola:

 

Durante o segundo mês na escola de enfermagem, um professor passou o primeiro questionário de avaliação. Mário era bom aluno e respondeu rápido todas as questões até chegar na última, que era: ‘Qual o nome da mulher que faz a limpeza da escola?’ Ele já havia passado por ela várias vezes; era alta, cabelo escuro, tinha uns 40 anos, mas como podia saber o seu nome? O jovem entregou o teste deixando a referida questão em branco e, logo após, quis ter certeza se a última pergunta iria influir na nota. ‘É claro! – respondeu o professor. – Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas e todas terão um certo grau de importância. Cada uma deve merecer sua atenção, mesmo que seja num sorriso ou num simples cumprimento pelo nome.’ O enfermeiro Mário nunca mais esqueceu essa lição de respeito pelo ser humano e também guardou para sempre o nome da faxineira Madalena.

 

2 – Na chuva:

 

Numa noite, estava uma senhora negra numa estrada do estado do Alabama, enfrentando um tremendo temporal. O seu carro tinha enguiçado e ela precisava desesperadamente de uma carona.  Completamente molhada, começou a acenar para os veículos que passavam. Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos conflitos dos anos 60, parou para ajudá-la. Ele a colocou num lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela. A senhora parecia estar realmente com muita pressa, mas conseguiu anotar o endereço do rapaz e agradecê-lo. Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do jovem e, para sua surpresa, uma enorme TV colorida lhe foi entregue com um bilhete, que dizia: ‘Muito obrigada por me ajudar naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Por sua causa, consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me ajudado. Sinceramente, Sra. Nat King Cole.’

 

3 – Na lanchonete:

 

Um menino pobre, de 12 anos, entrou na lanchonete de um bonito hotel e sentou-se à mesa. ‘Quanto custa um sorvete com cobertura de chocolate?’, perguntou à garçonete. ‘Três reais’, respondeu-lhe a moça. O garoto puxou as moedas do bolso, começou a contá-las e depois questionou: ‘Bem, quanto custa o sorvete simples?’ A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete respondeu de maneira brusca: ‘Dois e cinquenta. Vai ou não querer?’ O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse sorrindo: ‘Eu vou querer, então, o sorvete simples.’ A moça trouxe-lhe o sorvete, a conta, colocou tudo na mesa e saiu apressada. O garoto tomou o sorvete, pagou a conta no caixa e deixou o hotel. Quando a garçonete voltou, começou a chorar à medida que ia limpando a mesa, pois do lado do prato havia 50 centavos em moedas. O menino não pediu a cobertura de chocolate porque queria que sobrasse a gorjeta da moça.

 

4 – Na estrada:

 

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada e ficou observando escondido. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Muitos até esbravejaram contra o rei, dizendo que ele não mantinha as estradas limpas. Um camponês, com uma boa carga de vegetais nas costas, ao se aproximar da imensa rocha, pôs de lado a bagagem e tentou removê-la. Após muita força e suor, finalmente conseguiu deslocar a pedra para o lado da estrada. Então, notou que havia uma bolsa no local onde estava a rocha. Dentro, achou moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei, dizendo que a recompensa era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho. O camponês aprendeu que Deus nunca abençoa um filho que quer fazer o bem, sem antes dar-lhe forças para realizar o seu desejo.

 

5 – Na montanha:

 

Um certo alpinista queria escalar sozinho o pico do Aconcágua, na América Central, mas não aceitava dividir os louros da conquista com mais ninguém – tal era a sua ambição. Na escalada, percebeu que não conseguiria chegar ao cume antes de anoitecer, mas decidiu seguir adiante, afinal, faltava tão pouco para atingir o topo! A noite chegou de mansinho e tomou conta de tudo. O alpinista já não enxergava mais nada e, mesmo assim, continuava subindo. Quando faltavam cem metros para concluir a escalada, seu pé pisou em falso e ele caiu! Na queda, via apenas figuras escuras passarem ao lado, até que sentiu um forte puxão. Percebeu que a corda do seu cinto havia se enroscado numa das pedras da montanha e, assim, ficou suspenso no ar – balançando de um lado para outro, sem enxergar nada. Começou a gritar por ajuda, mas em vão. Não restando outra coisa a fazer, pediu: ‘Deus, por favor, me salve!’ Então, uma voz ecoou grave, dizendo: ‘Se acredita em mim, corte a corda.’ Por alguns minutos houve um silêncio total. O alpinista pensou no que Deus lhe dissera, mas resolveu continuar agarrado na corda, pois, se a cortasse, tinha certeza que morreria na queda. No dia seguinte, uma equipe de resgate o avistou pendurado na montanha. Foram salvá-lo, mas o encontraram morto pelo frio da noite; estava a apenas dois metros do chão! Sua descrença o matou.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 412 –  1 Maio 2019

 

Um ser humano clonado teria alma?

 

No futuro, continuará sendo possível dizermos que ‘qualquer ser humano é filho de Deus’ e, ainda, que ‘todos nós fazemos parte dos planos divinos de salvação’? E se o homem realmente for clonado – infelizmente, parece que pode acontecer –, esse ser terá alma? Por se tratar de uma obra exclusivamente humana, será apenas uma ‘coisa’ a mais na face da Terra? Eis a opinião do Cônego José Luiz Villac, numa das edições da Revista Catolicismo:

 

“A alma é criada diretamente por Deus toda vez que se constitui um ser humano pela conjunção natural de um homem e de uma mulher. Discutiu-se, entre os teólogos, em que momento do desenvolvimento do feto isso se dá, mas a tendência atual defende que essa infusão ocorre no momento mesmo da concepção.

 

Assim, a alma estaria presente desde as primeiras etapas do desenvolvimento do ser humano, governando esse desenvolvimento. Seja como for, o aborto provocado, desde o instante seguinte à concepção, é sempre pecado mortal e passível de excomunhão.

 

No caso de um ser humano clonado – suposto que isso seja realmente realizável – o mesmo fato poderia dar-se? A alma seria criada e infundida por Deus no ser assim constituído? Se Ele não infundir a alma, poderemos não ter uma pessoa humana, mas um ‘monstro’ – eventualmente até um boneco dirigido pelo demônio! O futuro e a Igreja o dirão.

 

O Japão proibiu a clonagem; também autoridades religiosas têm se pronunciado: ‘A clonagem de embriões humanos para a investigação médica é imoral e desnecessária’ – afirmaram os Bispos da Inglaterra e Gales, pedindo aos membros do Parlamento inglês opor-se a essa disposição.

 

Da parte da Santa Sé, o diretor do Instituto de Bioética João Paulo II, Mons. Elio Sgreccia, disse que a clonagem de um ser humano é um ato grotesco contra a humanidade. Ele elogiou a decisão da Câmara de Representantes dos Estados Unidos por proibir toda forma de clonagem humana, tornando-a crime federal.

 

Na clonagem de animais irracionais, tem-se alegado que, mesmo as experiências que chegam a seu término, produzem seres com debilidades genéticas incomensuráveis, tornando o ser clonado suscetível de contrair toda espécie de doença e de apresentar malformações orgânicas. Imagine-se um ser vagamente parecido com um homem, mas que tem uma orelha no lugar do nariz, cabelo nascendo dentro dos olhos e coisas semelhantes – como se pode ver comumente em quadros da chamada arte moderna.

 

Com efeito, o que a clonagem humana tem de pior é o desígnio de alterar a própria ordem estabelecida por Deus para a propagação da espécie. Trata-se, portanto, de uma investida contra o próprio plano do Criador que, pela variedade e dessemelhança entre os seres, quis que fossem dessa maneira mais amplamente representadas as perfeições divinas.

 

Está escrito no Gênesis (1, 26) que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança; cada homem espelha uma parcela – por ínfima que seja – de alguma perfeição divina. O projeto de clonagem humana se insurge, pois, contra o desígnio divino de espelhar suas perfeições através da infinita variedade de seres criados. Como não ver atrás disso a mão do demônio que permanentemente tenta, por pouco ou muito que lhe seja permitido, deslustrar a obra magnífica da Criação?”

 

À reflexão do sacerdote, eu acrescentaria esta história:

 

Os animais reuniram-se na floresta e começaram a escolher algumas disciplinas práticas para treinar. O pássaro insistiu para que houvesse aula de voo; o peixe para que o nado fizesse parte do currículo; o esquilo achou que a subida em árvores era fundamental... o coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída. As sugestões foram atendidas, mas, cometeram um grande erro: os bichos participariam de todos os cursos oferecidos.

 

O coelho foi magnífico na corrida, mas queriam ensiná-lo a voar! Colocaram-no numa árvore e disseram: ‘Voa coelho!’ Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não só ficou sem aprender a voar como acabou também sem poder correr. O pássaro voava como nenhum outro, mas, o obrigaram a cavar buracos como a toupeira! Quebrou o bico, estragou as asas e passou a não conseguir voar tão bem.

 

Conclusão: ‘Os animais são diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais habilidades próprias. Não podemos forçar alguma espécie a ser igual à outra ou ter exatamente as mesmas qualidades.’

 

Também com o homem, se insistirmos na clonagem, acabaremos fazendo com que muitos sofram e, no final, poderão não ser nem parecidos com o que gostaríamos que fossem.

 

Na minha opinião, respeitar as diferenças significa amar a Deus e ao próximo.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 411 25 Abril 2019

 

O grande valor da espiritualidade

 

Apesar de ter perdido o braço esquerdo num terrível acidente de carro, um garoto de 10 anos decidiu praticar judô e começou as lições com um velho mestre japonês.

 

O menino ia muito bem, mas, após três meses de treinamento, o professor havia lhe ensinado apenas um movimento. O garoto, então, perguntou-lhe: ‘Mestre, não devo aprender mais golpes?’ O japonês lhe respondeu com convicção: ‘Este é realmente o único movimento que você sabe, mas também é o único que você precisará saber.’ Sem entender completamente mas acreditando em seu mestre, o aprendiz continuou treinando.

 

Meses mais tarde, o velho inscreveu o aluno em seu primeiro torneio e, para a surpresa de todos, o menino ganhou facilmente seus primeiros dois combates. A terceira luta prometia ser a mais difícil, mas, depois de algum tempo, o adversário tornou-se impaciente e agitado. Foi quando o menino usou seu único movimento para ganhar mais uma etapa da competição.

 

Espantado pelo sucesso alcançado, o garoto de um só braço estava agora nas finais do torneio. Dessa vez, seu oponente era bem maior, mais forte e mais experiente. Preocupado com a possibilidade do menino se machucar, cogitaram em cancelar a decisão; porém, o mestre interveio: ‘De forma alguma! Deixe-o continuar.’

 

Usando os ensinamentos do professor, o dedicado aluno entrou para lutar e, quando teve oportunidade, usou seu golpe para prender o adversário. E, assim, o menino ganhou o torneio. Foi o grande campeão!

 

Mais tarde, na academia, o garoto e o mestre viram em vídeo cada movimento das lutas. Então, o aluno criou coragem para perguntar aquilo que estava há muito tempo em sua mente: ‘Mestre, como eu consegui ganhar o torneio sabendo somente um movimento?’

 

‘Você ganhou por duas razões – respondeu o mestre. Em primeiro lugar, você dominou um dos golpes mais difíceis do judô e, em segundo, a única defesa possível para esse movimento seria o seu oponente agarrar o seu braço esquerdo.’

 

Portanto, a maior fraqueza do menino tinha se transformado em sua maior força. E nós também podemos usar as nossas fraquezas a nosso favor; para isso, são necessários: humildade, oração e determinação na missão.

 

Por exemplo, os Vicentinos se reúnem nas Conferências para rezar e discutir as ações necessárias na prática da caridade; nessas reuniões, muitos problemas são apresentados e, para minimizá-los, a espiritualidade cristã de cada um é de fundamental importância para superar toda espécie de fraqueza humana.

 

E quando falamos em espiritualidade – a nossa maneira de seguir Jesus Cristo –, sabemos que sempre precisamos melhorar. Assim como o garoto da história treinou judô por muito tempo para vencer seus combates, os Vicentinos, por exemplo, também precisam aprofundamento espiritual para praticar a caridade. Por isso, temos a ECAFO – Escola de Caridade Antônio Frederico Ozanam, da Sociedade São Vicente de Paulo.

 

Felizmente, muitos aceitam as limitações próprias e estão participando de formação e atualização permanentes, aprendendo: a cumprir melhor suas missões; a melhor desenvolver lideranças; a julgar melhor os irmãos sob a luz da fé; a se aperfeiçoar pela oração/ação através dos exemplos deixados por pessoas iluminadas na Terra.

 

Jesus, antes de morrer e ressuscitar, formou pessoas para continuar sua obra: instruiu os doze apóstolos em tempo integral, segundo a condição e o talento de cada um. Imite o Mestre: use os seus dois braços para desferir um grande golpe na pobreza e se tornar vencedor(a) para Jesus Cristo. Com certeza, Ele há de lhe recompensar.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 410 13 Abril 2019

 

GUERRA ou paz: DEPENDE DE VOCÊ!

 

Dar palpites na vida dos outros é fácil, não é mesmo? Até opinar em ‘qual seria a melhor ação dos americanos contra a Venezuela’ é um direito de cada um; mas, praticar o que se prega é mais difícil.

 

Muita gente que defende uma grande retaliação militar por parte dos Estados Unidos provavelmente não se envolveria na guerra – com medo de morrer etc; outros, que falam de paz, vivem discutindo e fazendo inimigos por toda parte. Se todos nós desejamos viver em paz, o que realmente temos feito para unir os povos?

 

Imagine um poderoso patrão que gritou com seu diretor porque estava com ódio naquele momento. No mesmo dia, chegando em casa, o diretor que foi ofendido gritou com a esposa porque ela estava gastando demais. A esposa, por sua vez, gritou com a empregada que quebrou um prato. A empregada, então, descontou a bronca dando um chute no cachorrinho.

 

O animal saiu correndo e mordeu uma senhora que atrapalhou sua saída pelo portão da rua. A senhora, furiosa, foi à farmácia e acabou esbravejando com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser aplicada. O farmacêutico, à noite, gritou com sua mãe porque o jantar não estava do seu agrado.

 

A bondosa mãe, já idosa, passou a mão nos cabelos do filho, beijou-lhe a testa e disse: ‘Você está muito nervoso, pois trabalhou muito e a esta hora deve estar bastante cansado. Amanhã você se sentirá melhor.’ Abençoou lhe e foi se deitar. Naquele momento, o círculo do ódio se rompeu, pois o farmacêutico encontrou a tolerância, o perdão, a paz e o amor. No dia seguinte, ele acordou alegre e sorriu para todos.

 

Lembre-se que diariamente você se torna um personagem desta história e também poderá quebrar um círculo vicioso de ódio e vingança. Pense nisso sempre que estiver triste e descontente com alguém, pois, para que o mundo seja melhor, precisamos fazer bem feito a nossa parte a todo momento. É claro que com o Terço nas mãos e Jesus Cristo no coração fica muito mais fácil ter paciência e pregar a paz. Eis um bom exemplo:

 

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. Elas lhe faziam muitas perguntas e, algumas, ele não sabia responder. Como pretendia oferecer a melhor educação para elas, enviou-as para passar as férias com um amigo padre – aposentado, que morava no alto de uma colina. Este, por sua vez, respondia todas as perguntas das jovens, sem hesitar.

 

Muito impacientes por conviverem com um sacerdote sábio, as garotas resolveram inventar uma pergunta que o velho não soubesse responder. Certo dia, uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a irmã: ‘Dessa vez o padre não vai saber a resposta!’

 

‘O que você vai fazer?’ – perguntou a outra. E a irmã revelou seu plano: ‘Ficarei com a borboleta azul em minhas mãos e vou perguntar a ele se está viva ou morta. Se me disser que está morta, vou abrir as mãos e deixá-la voar. Se disser que está viva, vou apertá-la rapidamente e matá-la. Assim, qualquer resposta que ele nos der, será a errada.’

 

As duas meninas foram então ao encontro do sacerdote sábio, que rezava o Terço sob um eucalipto na montanha. Uma delas aproximou-se e perguntou: ‘Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me, está ela viva ou morta?’ Calmamente o padre sorriu e respondeu-lhe: ‘Depende de você, querida. Ela está em suas mãos!’

 

Assim é a nossa vida: o nosso presente e o futuro só depende de nós! Não devemos sempre culpar alguém porque algo deu errado; o insucesso também é uma oportunidade para recomeçar – com mais inteligência e paciência.

 

É importante termos consciência que somos os maiores responsáveis por aquilo que ainda não conquistamos e, para lutarmos contra as guerras infernais de toda espécie, a Paz de Cristo sempre estará em nossas mãos – como uma borboleta azul! Cabe a cada um escolher o que fazer com ela.

 

Siga este conselho: ‘Esforce-se para quebrar o círculo vicioso do ódio, reze para que ninguém interfira negativamente nessa sua decisão e você verá lindas borboletas voando por muito tempo.’ Só depende de você!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 409 8 Abril 2019

 

Os santos de nossa devoção

 

Dos santos mais populares da Igreja, setembro é um mês privilegiado de comemorações: São Gregório Magno – padroeiro dos cantores, dia 3; São João Crisóstomo – padroeiro dos pregadores, dia 13; e São Mateus, padroeiro dos banqueiros – dia 21; e no calendário dos católicos, tivemos também as festas marianas: Natividade de Nossa Senhora, dia 8; e Nossa Senhora das Dores, dia 15. E mais: dia 24, São Geraldo; dia 26, São Cosme e São Damião; dia 27, São Vicente de Paulo; e dia 29, os arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.

 

Para confirmar que todos merecem estar junto de Deus e também para aumentar a nossa fé, sempre vale a pena saber um pouco mais da vida exemplar de cada santo. Portanto, eis alguns maravilhosos detalhes destes últimos citados:

 

São Geraldo nasceu em Veneza e foi filho de Santo Estêvão, rei da Hungria. Em seu bispado, dedicou-se intensamente à renovação litúrgica, procurando tornar os cultos mais festivos e agradáveis. Um de seus surpreendentes dons era a profecia e, além de realizá-la como ninguém, também era dotado de vertiginosa coragem. Contam que, ao chegar na Igreja de Chonal para ser coroado, o rei Avon foi recebido aos gritos por São Geraldo, bradando:

 

“A Quaresma foi instituída para conceder perdão aos pecadores e recompensa aos justos. Tu a profanaste com assassinatos e, privando-me de meus filhos, privaste-me do nome de pai; é por isso que hoje não mereces perdão. Como estou disposto a morrer por Jesus Cristo, dir-te-ei o que vai acontecer-te: no terceiro ano de teu reinado, a espada vingadora se levantará contra ti e perderás, com a vida, o reino que obtiveste pela fraude e pela violência.”

 

Em 1047, estourou a perseguição ao cristianismo e as palavras do santo se confirmaram. Entre tantos bispos e cristãos mortos, estava também São Geraldo.

 

Já o mérito maior dos irmãos Cosme e Damião – padroeiros dos médicos e farmacêuticos – se resumia em curar todas as doenças e fazer caridade, sem receber nada em troca. Conta-se que uma vez, entretanto, contrariando a regra de conduta, Damião aceitou a remuneração de uma mulher por ele curada, de nome Paládia. O fato provocou uma severa bronca de Cosme, que disse não querer ser enterrado ao lado do irmão.

 

Diz a história que, quando foram sepultá-los separados, um camelo começou a bradar em voz humana, pedindo que enterrassem os dois irmãos juntos, uma vez que Damião havia recebido a oferta apenas para não humilhar a pobre mulher que curou.

 

Embora não se saiba ao certo, é provável que São Cosme e São Damião tenham sido martirizados no final do século IV, durante a perseguição aos cristãos pelo imperador Diocleciano.

 

E São Vicente de Paulo! Bem, este santo é venerado no mundo inteiro por suas boas ações em favor dos pobres. Nascido na França em 24 de abril de 1581, aos 19 anos abraçou o sacerdócio. Dedicou grande parte de seu tempo ao alívio material e espiritual dos remadores condenados – nas embarcações chamadas ‘galés’. Por isso, hoje é também considerado padroeiro dos prisioneiros.

 

O padre Vicente fundou quatro instituições de caridade e, em sua homenagem, Antônio Frederico Ozanam iniciou a Sociedade de São Vicente de Paulo, que hoje congrega quase um milhão de membros em 135 países!

 

São Vicente morreu em Paris no dia 27 de setembro, aos 79 anos de idade, e foi canonizado em 1737 – apenas 77 anos após o sepultamento. Entre suas inúmeras mensagens, esta ele sempre dizia aos sacerdotes: “Meus irmãos, amemos a Deus, mas amemo-Lo às nossas custas: com a fadiga de nossos braços e com o suor do nosso rosto.”

 

Os arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael aparecem na Sagrada Escritura com missões muito importantes para a história da humanidade. São Gabriel – que significa ‘Deus é Forte’ – é o anjo da Encarnação do Filho de Deus e também aquele que anunciou à Isabel a chegada de João Batista.

 

São Rafael – ‘Deus Cura’ – teve como função acompanhar o jovem Tobias, por isso é considerado o guia dos navegantes; e São Miguel – ‘Como Deus’ – é o padroeiro da Igreja Católica Universal, além de protetor dos comerciantes, juízes, paraquedistas etc. A trajetória dos cristãos com a Santa Providência sempre incluiu a devoção aos três poderosos arcanjos.

 

Não é gratificante sabermos os fatos que marcaram os bem-aventurados de Deus? Concluindo, eu sempre lembro destas palavras de Santo Agostinho: “Quando quer não pode; quando pode não quer. E assim, por um mal querer, perde-se um bom poder.” Certamente, esse grande Doutor da Igreja falou isso pensando naqueles que perdem boas oportunidades de ajudar as obras de Deus ou recusam se aprofundar na fé.

 

Eis o diálogo entre dois oportunistas no inferno:

 

– Estou aqui porque nunca dei ouvidos a ninguém – disse o primeiro.

 

– Gozado! – respondeu, chorando, o outro – Estou aqui porque sempre ouvi todo mundo!

 

Pois é, na Bíblia, Jesus nos ensina a viver como santos; pena que muitos não Lhe deem a menor atenção.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 408 1 Abril 2019

 

Muitos Anjos de Deus lutam sempre por nós

 

Um missionário americano contou esta história verdadeira quando visitou sua Igreja, em Michigan:

 

“Enquanto servia um pequeno campo hospitalar na África, de duas em duas semanas eu viajava de bicicleta pela floresta, perto da cidade, para ajudar pessoas. Era uma jornada de dois dias e requeria acampamento todas as noites no meio do caminho.

 

Numa dessas jornadas, eu cheguei na cidade aonde planejei coletar dinheiro no banco – para comprar remédios e suprimentos – e começar meu segundo dia no campo hospitalar. Observei dois homens brigando e notei que um deles estava seriamente ferido. Tratei de seus machucados enquanto falava de Deus a ele.

 

Duas semanas mais tarde, chegando novamente na cidade, fui abordado pelo jovem que havia tratado. Ele falou que sabia que eu tinha conseguido dinheiro e remédios; então disse-me: ‘Alguns amigos e eu seguimos você dentro da floresta, sabendo que acamparia à noite. Nós planejamos matá-lo e pegar todo dinheiro e drogas, mas, justo na hora em que entramos no seu acampamento, vimos que estava cercado por 26 guardas armados.’

 

Nessa hora, eu ri e falei que estava sozinho naquela ala da floresta. O jovem insistiu na questão e disse-me: ‘Não senhor, eu não fui a única pessoa que viu os guardas. Meus cinco amigos também viram e todos juntos contamos quantos eram. Esse foi o motivo pelo qual ficamos com medo e abandonamos o senhor.’ Aquilo me deixou confuso!”

 

Nesse momento do testemunho, um dos homens da congregação interrompeu o missionário e perguntou-lhe se poderia revelar o dia exato em que aquele fato havia acontecido. Após confirmada a data, o homem também contou a todos sua história:

 

“Naquela noite do incidente na África, era manhã aqui e eu estava preparando para jogar golf quando senti um chamado para rezar por você. Na hora, o chamado de Deus foi tão grande que pedi a homens desta igreja para se encontrarem comigo aqui neste Santuário... e rezamos por você.” E completou: “Por favor, os homens que me ajudaram a rezar poderiam se levantar?” Levantaram-se vinte e seis!

 

Esta história é um exemplo de como o Espírito Santo age misteriosamente em nossos caminhos e, com certeza, tudo pode ser mudado pela oração, exceto os destinos daqueles que já atravessaram os portões do inferno. Portanto, se todos nós realmente acreditássemos que Jesus nos ouve e rezássemos mais uns pelos outros, não teríamos tanto sofrimento sobre a Terra.

 

Eu não posso deixar de agradecer a fé que foi plantada e cresce em meu coração. Se não fosse por isso, como eu poderia acreditar nessa história do missionário americano? Se não fosse pela fé dos meus amigos e parentes, como eu poderia ter sido curado de tantas doenças físicas e espirituais nesses sessenta e três anos de vida?

 

E, convivendo com pessoas de fé, a minha espiritualidade cristã aumenta a cada dia. Por exemplo, numa Missa em que participei, ouvi o padre contar um caso interessante. Disse ele que, certa época, um protestante da Igreja Anglicana fez várias críticas ao Vaticano porque discordava da canonização dos santos. Convidado pela Santa Sé a examinar um dos processos de canonização em andamento, aceitou o desafio e ficou meses lendo a documentação que lhe foi entregue.

 

Assim que formou uma opinião a respeito, voltou ao Vaticano e disse estar convencido que aquele beato do processo realmente merecia ser declarado santo, mas continuava duvidando de outros santos e santas já confirmados pela Igreja. E completou: ‘Será que houve a mesma lisura e seriedade que verifiquei neste processo que analisei?’

 

Para sua surpresa, disseram-lhe que, nos outros, as exigências foram ainda muito maiores, pois aquele beato que o protestante acabara de analisar nunca seria declarado santo pela Igreja. O processo seria definitivamente arquivado por falta de documentação legal mínima – exigida em todos os casos.

 

Pois é, se somente os santos entram no Céu, precisamos de muitos anjos nos defendendo contra as ciladas do demônio e, ainda, de muito mais oração a cada dia. É por isso que eu procuro manter o meu anjo da guarda ao meu lado – não falando palavrões, ajudando os pobres, trilhando bons caminhos etc. – e quando alguém me pergunta o ‘preço’ de algum favor que lhe fiz, respondo: ‘Reze uma Ave-Maria por mim’.

 

Reze você também por aqueles que precisam alcançar mais algumas graças na vida. Para não me esquecer de ninguém, eu mantenho muitos nomes sobre o meu oratório e, toda manhã, rezo por todos eles. Divido as listas assim: oração pela saúde; oração pelas almas; e oração pelas intenções particulares. Sugiro que faça a sua relação e passe a me ajudar – numa grande corrente de fé.

 

Com Nossa Senhora à frente, a legião de anjos e santos do Céu continuarão vencendo muitas batalhas por nós. Todos os dias isso acontece e continuará acontecendo para a glória de Deus, mas somente alcançarão essa especial proteção aqueles que a buscarem com perseverança.

 

Eu não preciso ver vinte e seis anjos ou analisar alguns milagres em processos de canonização para continuar rezando e fazendo caridade... e você?

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 407 18 Março 2019

 

Livro: Pegadas na Areia

 

Publicado este mês pelas Editoras Appris/Prismas, eis um texto do início de meu novo livro:

 

“Certa tarde, quando eu tinha cerca de 13 anos, fui nadar com os amigos no chamado ‘Tanque do Assunto’ em Monte Sião. Lá, havia um cipó que nos permitia transpor a parte funda do rio. E como eu não sabia nadar, só soltava o cipó quando tinha certeza que cairia no raso.

 

Porém, numa das vezes em que me pendurei, minhas mãos escorregaram e fui parar no fundo! Graças a Deus, o Paulo Pintado percebeu que eu estava me afogando, pulou na água e me salvou. Depois, ainda me xingou e ficou furioso, porque eu o agarrei com tanta força pelo pescoço que quase morremos juntos.

 

A partir daquele dia – acho que para se vingar –, o Paulo começou a contar histórias de terror quando nos reuníamos à noite na praça da cidade. Acredito que alguém lhe tenha dito que eu tinha medo de assombração. E o danadinho era bom naquilo; tanto era que eu passava horas sem dormir à noite – ‘curtindo’ o medo!

 

Comecei a sair de perto quando as histórias começavam, o que não adiantou muito, porque ele já iniciava focando que, antigamente, na casa onde eu passava as férias, ouviam-se correntes arrastadas na madrugada e gritos de todo tipo. Nossa, aquilo era terrível para a minha imaginação!

 

Hoje, curado do medo, ainda penso o que leva uma pessoa ter prazer em praticar o mal. Sei que éramos crianças e o exemplo que citei pode não ser o melhor, mas, independentemente disso, há milhares de pessoas no mundo que não se importam com suas imagens aos que os cercam. Essas mesmas pessoas já praticaram o bem, mas também se alegram em fazer o mal!”
E tristeza nunca dá bons frutos. Tanto é verdade que, também eu, quando morava em república e cursava engenharia, fiz uma maldade com um colega. Era aniversário dele e, por ele ser órfão, não teria festa em família; porém, para nossa surpresa, a namorada dele trouxe um delicioso pudim para comemorarmos à noite. Ele ficou feliz da vida e nos prometeu repartir quando voltasse do treino de vôlei.

 

Ao retornar, por volta de 23 horas, nós quatro da república fingíamos dormir no quarto. Ele foi direto na geladeira e viu que só havia um prato com a calda do pudim! Rindo baixinho, nós ouvíamos o Zé Maria chorando e dizendo: ‘Que sacanagem! Não me deixaram nem um pedaço! Não acredito!’ E repetindo isso, ficou um bom tempo se lamentando na sala.

 

Quando acendeu a luz do quarto para dormir, nós o aguardávamos com o pudim nas mãos e cantamos parabéns. Ele não sabia se sorria ou se chorava, porque ficou triste por um bom tempo e comentava que a brincadeira foi de muito mau gosto.

 

‘Mau gosto’ também eu disse a um outro colega, Waldir, durante uma missa na época de adolescência. Aconteceu que, durante o ofertório, a cesta da coleta chegou ao banco em que estávamos e ele começou a procurar dinheiro nos bolsos. Ficou um bom tempo colocando a mão nos bolsos da frente da calça, nos bolsos de trás, procurou na jaqueta, voltou a conferir na calça... e a pessoa com a cesta esperando!

 

De repente, ele tirou um lenço e, sorrindo, enxugou o nariz. Eu fiquei morrendo de vergonha e balancei a cabeça, desaprovando a brincadeira de mau gosto do colega. Depois da missa, o Waldir repetia com ar de gozação: ‘Eu não disse que estava procurando dinheiro. Ela ficou esperando porque quis!’

 

E a última história pitoresca que lembro para contar – evidenciando algum tipo de maldade – ocorreu num feriado, na volta de Itajubá para Monte Sião. Meu primo, Toninho, dirigia o carro à noite na minha companhia e de mais três colegas.

 

Assim que cochilei, o Toninho combinou com os demais simularem um acidente. Então, num lugar seguro, apagou os faróis, saiu da estrada e, freando bruscamente, todos gritaram juntos. Eu acordei no banco de trás, percebi colegas meio caídos em cima de mim e, naquele silêncio, fiquei apavorado! Não sabia o que fazer e tentei sair a qualquer custo, mas as portas estravam travadas. Quando ‘acordaram’, se divertiram às minhas custas.

 

Pois é, nem toda brincadeira termina bem e, algumas, traumatizam e criam inimizades para sempre. Portanto, faça o bem, porque fazer o bem não faz mal a ninguém.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 406 12 Março 2019

 

Como abandonar-se nas mãos de Deus?

 

Para responder essa pergunta – título do artigo – é preciso ter fé. Quem crê em Deus e comunga com Seus planos de salvação, sabe que a esperança de receber a Sua misericórdia sempre existe e, assim, pode entregar-se completamente a Ele de diversas maneiras: na oração; na caridade; no serviço em comunidade; nas obras das pastorais; no anúncio do Evangelho; na obediência dos Mandamentos; na santa caminhada da Igreja etc. Tudo se baseia na fé – que deve ser ‘alimentada’ dia-a-dia através do esforço pessoal de cada um de nós.

 

Mas, o que é a fé? A Bíblia explica: “A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem” (Hb 11, 1). Portanto, quem se abandona em Deus de corpo e alma é porque tem muita fé.

 

Confiar na Providência Divina não é dar um pulo no escuro ou correr o risco de decepcionar-se; é tomar a decisão certa, usando toda sabedoria que o Espírito Santo nos concede – para a nossa própria salvação!

 

Eu sempre digo que tendo fé, saúde e paz, o resto a gente corre atrás. E quando nos falta saúde ou paz, é ainda mais importante nos fortalecermos na fé para recuperarmos o bem estar físico e espiritual, concorda?

 

Sempre digo também que a maior herança que deixamos aos nossos filhos é a fé que colocamos em seus corações. Os pais que dão bons exemplos de fé católica aos seus descendentes, plantam vida em abundância nas gerações futuras – com raízes firmes, profundas e responsáveis por frutos cada vez mais abençoados.

 

Pois é, quem tem fé vai longe! Foi Jesus quem disse: “Todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá” (Lc 11, 10). E, ao curar um cego perto de Jericó, Jesus exclamou: “Tua fé te salvou” (Lc 18, 42). Portanto, seguir Jesus Cristo com humildade e mansidão é o mesmo que estar caminhando para o Céu numa estrada que nos conduz à verdadeira felicidade. A cada passo, a fé se renova e a presença de Deus se torna mais visível.

 

Eu não conheço alguém que tenha se arrependido de ter se abandonado nas Mãos de Deus, imitando Nossa Senhora. Ela seguiu à risca a voz que saiu da nuvem, dizendo: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que Ele diz” (Lc 9, 35). E, tendo passado por tantas provações, Maria Santíssima também foi agraciada por esta promessa de seu Filho, no Sermão da Montanha:

 

“Bem aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós” (Mt 5, 11-12).

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 405 7 Março 2019

 

O que fiz para merecer isso?

 

Infelizmente, é comum ver pessoas revoltadas com Deus, dizendo que nunca fizeram mal a ninguém e não aguentam mais tanto sofrimento! Para piorar as coisas, há quem deixa de ir à Igreja e até muda de religião, como se isso resolvesse todos os problemas.

 

Muita gente já me questionou e eu tenho tentado responder à pergunta usada como título deste artigo, mas, quando sinto a fé do próximo abalada, qualquer tipo de explicação naquele momento é inútil. E como já passei por sérios problemas na vida, sei que tudo pode ser mudado com paciência, oração e confiança na providência Divina.

 

Sempre que me pedem ajuda, prometo rezar e digo que Deus não manda castigo pra ninguém, mas, ao contrário, evita desgraças maiores e abençoa os filhos que trilham bons caminhos. Considero inteligente e equilibrado quem consegue aceitar com realismo os fatos irreversíveis e ainda procura superá-los com fé no coração – como fez Nossa Senhora ao pé da Cruz.

 

Portanto, é preciso saber separar as ‘coisas do mundo’ das ‘coisas de Deus’, senão, é impossível entender as provações que passamos nesta vida. E, para exemplificar como podemos crescer espiritualmente para melhor enfrentar o mundo, vou contar uma história.

 

“Era uma vez, um rei que tinha quatro rainhas. Ele amava a quarta esposa demais e vivia dando-lhe lindos presentes. Ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de exibi-la nos reinados vizinhos, contudo, tinha medo que um dia ela o deixasse por outro rei.

 

E também amava sua segunda esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele – com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar tempos difíceis.

 

A primeira esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo o que estava ao seu alcance para manter o rei poderoso, mas ele não a amava. Apesar de o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.

 

Um dia, o rei adoeceu e percebeu que seu fim estava próximo. Foi quando pensou em toda a luxúria de sua vida e ponderou: ‘É, agora eu tenho quatro esposas comigo, mas quando morrer, ficarei sozinho!’ Então, falou à quarta esposa: ‘Querida, te cobri das mais finas roupas e joias, mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que estou morrendo, você é capaz de morrer comigo para não me deixar partir sozinho?’

 

‘De jeito nenhum!’ – respondeu ela, saindo do quarto sem sequer olhar para trás. A resposta cortou o coração do rei. Tristemente, ele então perguntou à terceira esposa: ‘Eu também te amei tanto a vida inteira, você é capaz de morrer comigo?’

 

‘Claro que não, a vida é boa demais! Quando você morrer, eu vou casar de novo.’ – respondeu ela.  O coração do monarca sangrou de tanta dor; e ele falou à segunda esposa: ‘Eu sempre lhe ouvi quando precisei de ajuda e você sempre esteve ao meu lado. Você será capaz de morrer comigo para me fazer companhia?’

 

‘Sinto muito, mas, desta vez, não posso fazer o que me pede.’ – respondeu aquela esposa. E completou: ‘O máximo que eu farei será enterrá-lo.’ Esta resposta veio como um trovão na cabeça do rei, que ficou arrasado.

 

Daí, uma voz se fez ouvir: ‘Eu partirei com você e o seguirei por onde você for.’ O rei levantou os olhos e lá estava a sua primeira esposa: magrinha e muito sofrida! Com o coração partido, o marido disse-lhe: ‘Eu deveria ter cuidado melhor de você enquanto ainda podia...’ Em seguida, morreu.”

 

Na verdade, todos nós temos quatro ‘esposas’ na vida. A quarta esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos. Nossa terceira esposa é a riqueza. Gostamos de exibi-la, mas, quando morremos, tudo vai para os outros. A segunda esposa é a nossa família. Apesar de nos amar muito e estar sempre nos apoiando, na morte, o máximo que cada parente pode fazer é rezar e nos enterrar.

 

E nossa primeira esposa? É a nossa alma! Muitas vezes a deixamos de lado por perseguirmos os prazeres do mundo e, apesar disso, ela é a única que irá conosco – não importa para onde formos.

 

Lembre-se disso e se liberte um pouco mais da vaidade, do dinheiro e da vida fechada em família. Consiga mais tempo para a Confissão, a Eucaristia e a Partilha. Procure enxergar os chamados que recebe diariamente para servir Jesus Cristo e Ele não descuidará de sua alma. Fortaleça o quanto antes a alma, pois livre de pecados, será esse o maior presente que você poderá dar a si mesmo. Deixe que a alma brilhe aos olhos de Deus e, mesmo na eternidade, você nunca se arrependerá.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 404 25 Fevereiro 2019

 

O Milagre Eucarístico de Lanciano

 

Há mais de doze séculos, aconteceu um grande e prodigioso milagre na Igreja Católica. Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano – antigamente Anciano –, os monges de São Basílio viviam no Mosteiro de São Legoziano e, entre eles, havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante e sempre era perseguido pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse realmente o verdadeiro Corpo de Cristo e, o vinho, o Seu verdadeiro Sangue.

 

Mas, a graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse doloroso espinho saísse do seu coração. Foi quando, certa manhã – celebrando a Santa Missa, atormentado pela sua dúvida –, após proferir as palavras da consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne e o vinho em Sangue.

 

Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo algum tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural; até que, em meio à transbordante alegria e com o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

 

– Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!

 

A estas palavras, os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. A Carne apresentava uma coloração ligeiramente escura – tornando-se rósea se iluminada do lado oposto – e tinha uma aparência fibrosa. O Sangue era de cor ferrosa – entre o amarelo e o ocre –, coagulado em cinco fragmentos, de forma e tamanhos diferentes. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o monge num novo Tomé.

 

Aos reconhecimentos eclesiásticos do milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da ciência moderna – através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório. As relíquias foram colocadas num tabernáculo de marfim e, a partir de 1713, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata e o Sangue num cálice de cristal.

 

Foi em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos – de renome profissional e idoneidade moral – a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli, Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e Livre Docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica, para proceder aos exames – assessorado pelo Prof. Bertelli, Emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena.

 

Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises, nos seguintes termos:

 

1. A Carne é verdadeira carne;

 

2. O Sangue é verdadeiro sangue;

 

3. A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago), totalmente homogênea e não apresenta lesões – como apresentaria se fosse cortada com uma lâmina;

 

4. A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sanguíneo (AB) e pertencem à espécie humana;

 

5. É o mesmo tipo de Sangue encontrado no Santo Sudário de Turim;

 

6. Trata-se de Carne e Sangue de uma pessoa viva, vivendo atualmente, pois que esse Sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele mesmo dia, de um ser vivo;

 

7. No Sangue foram encontrados, além de proteínas normais, os seguintes minerais: cloretos, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio;

 

8. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário!

 

Se já não bastasse tanto mistério – que só a fé explica! –, há um outro dado desconcertante: pesando-se os cinco fragmentos de Sangue coagulado, cada um deles teve o mesmo peso dos cinco juntos! E, antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, os doutores Linoli e Bertelli enviaram aos frades um telegrama nos seguintes termos: “E o Verbo se fez Carne!”

 

É assim que o Milagre de Lanciano se apresenta aos nossos olhos: como a prova mais viva e palpável de que o “Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós”, mais do que uma simples simbologia para muitos, é o sinal Divino de que no Sacramento da Comunhão está o alimento do nosso espírito, da nossa fé, da nossa esperança nas promessas de Cristo para a nossa salvação. Disse Jesus: “Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (Jo 6, 54)

 

Reconhecendo que a maior e a mais preciosa de todas as bênçãos deste mundo é Jesus na Sagrada Eucaristia, podemos diariamente buscar n’Ele a cura para o nosso coração, nos afastando, assim, das armadilhas demoníacas para sempre. Adorando o Santíssimo Sacramento no altar, damos também um grande testemunho de fé cristã – acreditando que Jesus está vivo!

 

Aleluia! Glória a Jesus na Hóstia Santa!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 403 20 Fevereiro 2019

 

As promessas do sagrado coração

 

Walmir Alencar compôs ‘Cantando as doze promessas’ – o autor de ‘Perfeito é quem te criou’, ‘Vinde, Espírito Santo’, ‘Imagem e semelhança’ etc. Veja a letra, releia, divulgue, coloque em prática e a guarde sempre no coração.

 

“Doze promessas do Sagrado Coração aos filhos seus que abandonaram o pecado: darei as graças necessárias, diz Jesus, para cumprirem seus deveres de estado. A paz darei às suas almas angustiadas, outra promessa de seu Grande Coração. ‘Ó, vinde a mim vós todos que estais cansados, consolarei em toda vossa aflição’.

 

Feliz promessa do Coração de Jesus que dá certeza e esperança à própria sorte: ‘Serei refúgio e proteção durante a vida, mas sobretudo na hora de sua morte’. Aos seus devotos, que no amor forem constantes, Jesus promete suas bênçãos abundantes. Abençoará todos os seus empreendimentos, derramará bênçãos em todos os momentos.

 

Misericórdia, piedade e compaixão, os pecadores em Jesus encontrarão. E um oceano de amor, grande, infinito, abraça o filho que retorna arrependido. Tornar-se-ão as almas tíbias, fervorosas; linda promessa do Sagrado Coração. E as fervorosas subirão rapidamente à santidade, fruto dessa devoção.

 

Jesus promete abençoar aqueles lares onde estiver exposta e honrada a sua imagem. Dará a graça aos sacerdotes, seus amigos, de converter os corações endurecidos. Terão o nome bem escrito e bem gravado os que buscarem propagar a devoção. E este nome não será mais apagado – ficou gravado no Sagrado Coração.

 

E no extremo do Amor-Misericórdia, grande promessa para a última hora. É: quem fizer as comunhões reparadoras, não morrerá sem sua graça salvadora. Olhando a cruz nós vemos uma porta aberta: a entrada certa para a nossa salvação! É o Coração de Jesus Cristo transpassado! Ressuscitado! Glorioso Coração!”

 

Vale a pena decorar os pedidos do Mestre, não? Logicamente que, cantando, a letra se torna ainda mais bonita; e quem pratica a verdadeira devoção ao Coração de Jesus pode ter a certeza de que receberá as graças necessárias para cumprir fielmente sua missão: de pai, de mãe, de filho, de padre, de religiosa, de agente pastoral etc.

 

Sempre digo que herdarmos o céu ou o inferno é uma questão de opção – e cada um faz a sua! Como já abordei algumas vezes o tema ‘Paraíso Celeste’, hoje escreverei um pouco a respeito do ‘Inferno’ – lugar de tormentos (Lc 16, 28), para onde vão as almas daqueles que morrem na inimizade de Deus.

 

O texto que segue foi extraído da renomada obra ‘Preparação para a morte’, do grande Santo Afonso Maria de Ligório.

 

“O inferno é um abismo fechado de toda a parte, onde nunca penetrará raio de sol ou de qualquer outra luz. Neste nosso mundo o fogo ilumina; no inferno, deixará de ser luminoso. O fumo que sair dessa fornalha formará o dilúvio de trevas – de que fala São Judas Tadeu – e que afligirá os olhos dos condenados. São Tomás diz que os condenados só terão luz suficiente para serem mais atormentados; a esta sinistra claridade, verão o estado horrendo dos outros réprobos e dos demônios, que tomarão diversas formas para lhes causarem mais horror.

 

O olfato terá também o seu suplício. Quanto não sofreríamos se nos metêssemos num quarto onde jazesse um cadáver em putrefação! O condenado deve ficar no meio de milhões e milhões de condenados, cheios de vida com relação às penas que sofrem, mas verdadeiros cadáveres enquanto ao mau cheiro que exalam. Diz São Boaventura que o corpo de um condenado, se acaso fosse atirado à Terra, bastaria com sua infecção para fazer morrer todos os homens.

 

O ouvido será continuamente atormentado pelos rugidos e queixas dos desesperados. Quando desejamos dormir, é com o maior desespero que ouvimos o lastimar contínuo de um doente, o ladrar de um cão ou o choro de uma criança. Pelo que diz respeito ao gosto, sofrer-se-á fome e sede. O condenado sentirá uma fome devoradora, mas nunca terá nem uma só migalha de pão. Além disso, será atormentado de tal sede que nem todas as águas do mundo bastariam para saciar.

 

Pela maneira como o condenado cair no inferno no último dia, dessa maneira viverá ali constrangidamente, sem nunca mudar de situação e sem nunca poder mexer pés nem mãos, enquanto Deus for Deus.”

 

Para nunca conhecer esse lugar horrível, reze assim ao Sagrado Coração de Jesus:

 

Senhor, eis-me aqui, remido por Teu precioso Sangue. Deixa-me entrar mais e mais dentro desse Coração misericordioso. Deixa-me perceber os Teus sentimentos, o Teu grande amor ao Pai e à humanidade. Que, do Teu Coração aberto, possa emanar o poder da Divindade que, atingindo o meu coração, renove-o totalmente à semelhança do Teu Coração! Amém!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 402 10 Fevereiro 2019

 

Os anjos de Deus

 

Um menino voltou-se para a mãe e perguntou: ‘Os anjos existem mesmo? Eu nunca vi nenhum!’ Como ela confirmou a existência deles, o filho a convidou para caminhar pelas estradas até encontrarem um.

 

Lá se foram – o menino correndo e a mãe seguindo atrás. De repente, uma carruagem majestosa e puxada por lindos cavalos brancos apareceu na estrada. Dentro estava uma formosa dama envolta em sedas, cheia de joias e com algumas plumas nos cabelos escuros. O pequeno correu à carruagem e perguntou à senhora: ‘Você é um anjo?’ Ela nem respondeu, apenas resmungou alguma coisa ao cocheiro que, chicoteando os cavalos, os fez sumir na curva da estrada.

 

O menino ficou coberto de poeira. Em seguida, esfregou os olhos, tossiu bastante e perguntou à mãe: ‘Não era um anjo, não é, mamãe?’ Ela respondeu-lhe sorrindo: ‘Com certeza não, meu filho. Mas, um dia poderá se tornar um!’

 

Mais adiante, uma jovem belíssima, num vestido branco, encontrou o menino. Seus olhos eram como estrelas azuis, e ele lhe perguntou: ‘Você é um anjo?’ Ela ergueu o garoto em seus braços e falou feliz: ‘Uma pessoa muito especial me disse ontem à noite que eu era um anjo!’ E enquanto o menino empolgado a beijava, a jovem viu seu namorado chegando. Tentou se livrar rapidamente da criança e, como não conseguiu se firmar nos saltos dos sapatos, foi ao chão.

 

‘Olhe, você sujou meu vestido branco, seu monstrinho!’ – disse ela, enquanto corria ao encontro do seu amado. O menino ficou chorando, até que sua mãe chegou e lhe enxugou as lágrimas com seu avental de algodão azul. O garoto abraçou o pescoço da mãe e disse-lhe: ‘Aquela moça também não era um anjo. Estou cansado, você me carrega?’

 

E voltaram para casa cantando: “Se acontecer um barulho perto de você, é um anjo chegando para receber suas orações e levá-las a Deus...” À noite, depois que rezaram e já iam dormir, a mãe ainda teve que responder mais esta pergunta do filho: ‘Mãezinha, você é meu anjo, não é?’ E cheia de sabedoria, ela explicou: ‘Não, meu amor, o seu anjo veio do Céu e foi Deus quem o enviou. Eu também tenho o meu anjo da guarda, que me ajuda a ser a sua protetora humana aqui na Terra e doar a minha vida por você – se for preciso. Agora, vá dormir e diga bom dia ao seu anjinho assim que acordar amanhã.’

 

Este é um conto simples, singelo e mais bonito quando temos a oportunidade de catequizar as crianças e ensinar-lhes o quanto Jesus e Nossa Senhora nos amam. Mas, com certeza, sempre surgem comparações entre as coisas do Céu e da Terra – como o anjo que o menino procurava na estrada. No caso da história, a grande diferença entre os anjos e os seres humanos está no fato de que os enviados de Deus nunca nos decepcionam, enquanto os homens sim.

 

No entanto, da mesma maneira que acusamos algumas pessoas de agirem errado conosco, também estamos sendo julgados por terceiros: pela nossa incoerência nas palavras, pelas nossas atitudes impróprias, pelo nosso egoísmo, pelas ambições, vaidades etc. O melhor seria que mudássemos de comportamento e déssemos o exemplo de não mais julgar ninguém.

 

Não restam dúvidas de que essa virtude de compreender melhor as pessoas requer humildade, mansidão no coração e muita oração, mas não é impossível de se conseguir – vindo a praticar sempre. Eu tenho tentado melhorar em aceitar todos como são e, quanto mais tento, mais preciso exercitar o perdão e também mais sinto o meu anjo da guarda me aconselhando a persistir nesse caminho.

 

Embora eu ainda esteja longe de ser o modelo de virtudes que Deus gostaria de ver em mim, posso testemunhar que quem vive procurando os caminhos do bem, da verdade e do amor, desfruta de muito mais alegrias do que decepções. Quando alguma coisa parece não ter conserto, acontece uma graça Divina e tudo volta ao normal.

 

E tentando concluir este artigo, peguei um semanário litúrgico para buscar algumas palavras de salvação. O tema de uma referida missa foi: ‘Deus muito perdoa a quem mostra muito amor’ e, no Evangelho (Lc 7, 36-50), Jesus deixa claro que aquele que mais perdoa será também sempre mais amado por todos.

 

Portanto, para fazer o papel de um anjo de Deus na construção de seu Reino e, um dia, conhecer os verdadeiros anjos e santos no Céu, lembre-se destes conselhos (que também obtive no folheto litúrgico que citei): “A autossuficiência mata a pessoa por dentro e por fora. Por isso, nas comunidades cristãs, não pode haver exclusões de pessoas nem arrogância, para que todos sejam sinais transparentes da bondade de Deus.”

 

Sempre que isso acontecer, juntamente com os anjos e os santos, poderemos dizer: ‘Glória e louvor ao Pai, que em Cristo nos reconciliou!’

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 401 1 Fevereiro 2019

 

Coisas de criança

 

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus: ‘Dizem que estarei sendo enviada à Terra amanhã, mas como vou viver lá sendo assim tão pequena e indefesa?’ E Deus disse: ‘Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e guiará os seus passos.’ A criança ainda quis saber como faria para ser feliz, e o Senhor lhe respondeu: ‘Seu anjo alegrará você e sempre será possível sentir-se muito amada.’

 

Ainda confusa, a pequena criatura continuou perguntando: ‘Como poderei entender quando falarem comigo, se não conheço a língua deles?’ O Criador explicou que, com muito carinho e paciência, o bom anjo lhe ensinaria primeiro a rezar e depois a falar. E querendo logo encerrar as dúvidas, a criança exclamou: ‘Eu serei muito triste se estiver longe do Senhor!’ Aí, Deus sorriu e disse: ‘Seu anjo sempre falará de mim, lhe ensinará como me encontrar e, assim, eu também estarei dentro de você.’

 

Nesse momento, havia muita paz no céu e as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente: ‘Oh, Deus, se eu estiver pronta para ir agora, diga-me, por favor, qual o nome do meu anjo?’ E Deus respondeu: ‘Você chamará seu anjo de Nossa Senhora!’

 

Belo conto, não? Apesar de ser apenas uma história e Maria não ser anjo – mas a eterna Rainha dos anjos –, cada vez que eu a conto a alguém, digo que essa criança sou eu. O amor que sinto pela Santíssima Mãe do Céu é tão grande que chego a imaginar, quando pequeno, o Divino Pai me tocando e recomendando que eu nunca largue as mãos de Nossa Senhora. E quantas outras pessoas devem agora estar imaginando ter passado por isso também!

 

Quando Roberto Carlos compôs a sua grande homenagem à Virgem Maria, deve ter voltado a ter um humilde espírito de criança para escrever: ‘Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração, da minha vida, do meu destino, do meu caminho, cuida de mim.’

 

Até um grande amor pode se fundamentar em brincadeiras sadias de criança. Por exemplo, contam que um casal chegou a completar bodas de ouro sem nunca ter brigado, porque eles faziam um jogo muito interessante: um escrevia a palavra ‘Neoqerpv’ num lugar inesperado e, assim que o outro achasse, deveria escrevê-la em outro lugar escondido.

 

Eles colocavam Neoqerpv dentro do açucareiro para que o próximo que fosse usá-lo achasse, escreviam na janela embaçada pelo sereno, escreviam no sabonete e até no final do rolo de papel toalha! Não havia limite para colocar a palavra Neoqerpv e surpreender o parceiro.

 

Aquilo era mais do que um jogo de diversão – era um modo de vida! Muita gente não entendia a brincadeira que faziam e a felicidade que sentiam quando um achava o bilhete do outro, até que um dia, quando ela morreu, as palavras tristes do bondoso velhinho revelaram o grande segredo.

 

Durante o velório, ele disse a todos o que significava a palavra ‘Neoqerpv’: ‘Nunca esqueça o quanto eu rezo por você!’ E as pessoas passaram a compreender a vida que levaram: agradecendo a refeição que comiam, indo de mãos dadas à missa, ajudando os necessitados, criando os filhos na fé cristã, e, principalmente, um intercedendo a Deus pelo outro. O marido até mandou gravar Neoqerpv no caixão da eterna amada.

 

São coisas de criança que nos ajudam a chegar ao céu! E quanta gente se esquece que Jesus Cristo gravou ‘Eu te amo’ no coração de cada um de nós, no dia do batismo. Sem dúvida, aquela foi a data mais abençoada de nossa vida de criança e, como parte de minha missão evangelizadora, eu sempre dou testemunhos a casais, dizendo que a partir do dia que começamos a rezar e a trabalhar juntos a serviço de Deus, eu e minha esposa deixamos de brigar. E isso já faz mais de vinte anos!

 

Também os pais de uma criança devem cuidar bem dos valores que farão parte da vida dela. É triste saber que existem crianças rezando assim:

 

“Senhor, esta noite peço algo especial: me transforme num celular. Gostaria de ocupar o seu lugar para poder viver o que ele vive em minha casa, sem ser interrompido e nem questionado. Quero que me levem a sério quando falo e que acreditem em tudo o que eu digo. Quero também sentir o cuidado imediato que recebe o celular quando algo não funciona e ter a companhia do meu papai quando chega em casa. Gostaria que minha mamãe me procurasse quando está aborrecida e que meus irmãos brigassem para estar comigo. Me ajuda, Senhor, a viver a sensação de que a minha família larga tudo para passar alguns momentos ao meu lado. Amém!”

 

Pois é, saiba que não há nada que compense o fracasso familiar na cabeça de uma criança.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 400 26 Janeiro 2019

 

Quem é o burro da história?

 

Um dia, o saudoso padre Aquilino me passou esta história:

 

Um anjo do Céu resolveu fixar sua morada na Terra e desceu numa planície, por onde passava um lenhador puxando o seu burro pelo cabresto. Querendo obter informações sobre o mundo em que viviam, foi logo perguntando: ‘Por favor, neste planeta, quem de vocês inventou a guerra?’ Respondeu-lhe o burro: ‘Foi ele.’ – levantando a pata em direção ao homem.

 

‘E qual de vocês ajuda o outro?’ – perguntou o anjo. ‘Ele.’ – afirmou o homem, muito sem jeito. ‘Qual é o que, ao lombo, conduz os peregrinos cansados?’ – quis saber o anjo. ‘Sou eu, senhor.’ – falou o burro, todo envaidecido. ‘Mas, quem de vocês mata os outros animais para lhes comer a carne? – indagou o anjo. ‘Sou eu, sim, senhor.’ – afirmou o homem, muito cheio de si.

 

‘Quem conduziu Jesus ao Egito, vencendo léguas pelo deserto?’ – perguntou o anjo. ‘Foi ele aqui.’ – disse o homem, olhando para o burro. ‘Qual foi o que perseguiu o Menino Jesus e o quis degolar? – quis saber o anjo. ‘Foi ele, senhor.’ – disse o burro, de olho no homem. ‘E quem levou Jesus a Jerusalém para pregar a Boa Nova?’ – interrogou o anjo. ‘Ele.’ – confirmou o homem.

 

‘Quem fez a barbaridade de injuriar e crucificar Jesus?’ – indagou o anjo. ‘Ah, isso quem fez foi ele!’- retrucou o burro, levantando as orelhas e se afastando do dono. ‘Mas, quem entre vocês, por ter vida honrada e pura, é o rei da criação e se considera a imagem de Deus? Só pode ser você, não é burro?’ – quis concluir o anjo. ‘Não, senhor, sempre foi ele.’ – afirmou o burro, desapontado e com os olhos cheios de lágrimas.

 

Ao ouvir esta última resposta, o anjo levantou voo e, voltando ao Paraíso, passou a dizer aos outros arcanjos: ‘Não queiram viver na injustiça dos homens!’

 

Pensando bem, não é à toa que muitos humanos são chamados de burros, não é mesmo? E mesmo assim, a ofensa ainda poderia ser considerada um grande elogio, se pensássemos na utilidade desse animal irracional tão sofrido! Mas, analisando pelo lado da espiritualidade, você concorda que ‘burro’ mesmo é aquele que não aceita seguir Jesus Cristo? Sem querer ofender ninguém, reflita comigo se dá para entender um ser humano que, mesmo sabendo que está caminhando para o inferno, continua na vida de pecados! Não é burrice?

 

Eis outra história que poderá mudar o destino de muita gente inteligente:

 

Uma filha se queixou ao pai sobre sua vida e como as coisas estavam difíceis para ela. Já não sabia mais o que fazer e queria desistir de enfrentar os problemas. O pai, levou-a até a cozinha, encheu três panelas com água e as colocou em fogo alto. Numa, ele pôs cenouras, noutra, colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

 

Minutos depois, ele pescou as cenouras e as deixou numa tigela. Retirou os ovos e os depositou na mesa. Por último, pegou o caldo de café com uma concha e o colocou para coar. Virando-se para a filha, perguntou: ‘Querida, o que você está vendo?’ Ela respondeu: ‘Cenouras, ovos e café!’

 

Ele, então, pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que estavam macias. Ele também pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Depois de retirar a casca, ela verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, o pai pediu à filha que adoçasse e tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar o seu aroma delicioso.

 

Depois disso tudo, a jovem perguntou humildemente: ‘O que significa isso, pai?’ E ele explicou que cada ingrediente havia enfrentado a mesma adversidade: água fervendo; mas que cada um reagiu à sua maneira. A cenoura entrou forte, firme e inflexível, mas, depois de ter sido submetida à fervura, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis e, depois, se tornaram muito mais rijos.

 

O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que foi colocado na água quente, ele transformou a água! E o pai perguntou à filha: ‘Qual deles é você? Quando a tristeza bate à sua porta, como você responde? Você é do tipo cenoura, ovo ou pó de café?’

 

E continuou falando: ‘Você é como a cenoura que parece forte, mas, com a adversidade, murcha, se torna frágil e perde a força? Ou será que você é como o ovo que parece maleável e, depois de alguma provação, se torna duro por dentro? Ou será ainda que você é como o pó de café que mudou a água? Lembre-se que quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.’

 

Assim concluiu o pai: ‘Filha, seja como o pó de café: quando tudo ferver à sua volta, é hora de se tornar melhor e fazer com que todos reconheçam o seu valor.’

 

Só faltou ao pai dizer que tudo é muito mais difícil quando não se tem fé. Confiando em Deus, é possível superar todos os problemas nas Suas promessas: “... o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará.” (Jo 16, 23); “O que é impossível aos homens, é possível a Deus.” (Lc 18, 27); Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. (II Cor 12, 9); “Não te deixarei, nem desampararei.” (Heb 13,5).

 

É claro que um burro não entenderia isso!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 399 22 Janeiro 2019

O maravilhoso paraíso celeste

No capítulo ‘Felicidade do Céu’, do livro ‘Preparação para a Morte’, Santo Afonso descreve o Paraíso – lugar onde vão as almas dos justos após a purificação no Purgatório, ou então diretamente, por merecimento de santidade. Para o crescimento espiritual de todos nós e fortalecimento da fé cristã em cada coração, será muito proveitoso refletirmos aqui algumas palavras do citado Santo a esse respeito:

“Depois de entrar na felicidade de Deus, a alma não terá mais nada a sofrer. No Paraíso, não há doenças, nem pobreza, nem incômodos. Deixam de existir as vicissitudes dos dias e das noites, do frio e do calor; é um dia perpétuo e sempre sereno, primavera perpétua e sempre deliciosa. Não há perseguições, nem ciúmes; neste reino de amor, todos os seus habitantes se amam mútua e ternamente, e cada qual é tão feliz da ventura dos outros como da própria. Não há receios, porque a alma, confirmada na graça, já não pode pecar nem perder a Deus. Tudo é novo, tudo consola, tudo satisfaz.

Os olhos deslumbrar-se-ão com a vista desta cidade cuja beleza é perfeita. Que maravilha não nos causaria a vista de uma cidade cujas ruas fossem calçadas de cristal, e cujas casas fossem palácios de prata ornados de cortinados de ouro e de grinaldas de flores de toda espécie. Oh, quanto mais bela ainda é a cidade celeste!

Que delicioso não será ver todos os seus habitantes vestidos com pompa real, porque todos efetivamente são reis, como lhes chama Santo Agostinho: ‘Quot cives, tot reges’. Que delicioso não será ver Maria, que parecerá mais bela que todo o Paraíso! Que delicioso não será ver o Cordeiro divino, Jesus, o Esposo das almas! Um dia Santa Teresa viu apenas uma das mãos de Cristo e ficou cheia de admiração à vista de semelhante beleza.

Cheiros suavíssimos, perfumes incomparáveis regalarão o olfato. O ouvido ouvirá arrebatado as harmonias celestes. Um anjo deixou um dia São Francisco ouvir um único som da música celeste, e o Santo julgou morrer de felicidade. O que não será ouvir todos os Santos e todos os Anjos cantarem em coro os louvores de Deus! O que não será ouvir Maria celebrar as glórias do Altíssimo! A voz de Maria é no Céu – diz São Francisco de Sales – o que é num bosque a do rouxinol, que vence a de todas as outras aves.

Numa palavra, o Paraíso é a reunião de todos os gozos que se pode desejar. Mas, essas inefáveis delícias até aqui consideradas são apenas os menores bens do Paraíso. O maior é o Bem supremo, que é Deus – diz Santo Agostinho. A recompensa que o Senhor nos promete não consiste unicamente nas belezas, nas harmonias, nos outros encantos da bem-aventurada cidade; a recompensa principal é Deus, isto é, consiste em ver Deus face a face e amá-Lo.

Assegura Santo Agostinho que, para os condenados, seria como estar no Paraíso se chegassem a ver Deus. E acrescenta que se fosse dado a uma alma, ao sair desta vida, a escolha de ver a Deus ficando nas penas do inferno, ou ser livre do inferno e ao mesmo tempo privada da vista de Deus, ela preferiria a primeira condição.

A felicidade de contemplar com amor a face de Deus, não a podemos conceber neste mundo, mas procuremos avaliá-la, ainda que não seja senão pela rama, segundo os efeitos que conhecemos.”

Que lindo relato do Céu! Somente alguém em estado de graça poderia ter tanta certeza das maravilhas que nos esperam, não? Êpa, nos esperam? Todos nós, sem distinção? Sim, todos que quiserem! Pense nisso e conclua comigo que Nosso Senhor chama igualmente a todos para o Seu Reino, mas, infelizmente, poucos aceitam esse convite.

Ao evangelizarmos em Seu nome, por que não conseguimos enfiar na cabeça de alguns irmãos a beleza de viver eternamente no Paraíso? Bastaria apenas que resolvessem experimentar as graças maravilhosas que sempre alcançamos em oração e, assim, passariam a trabalhar em comunidade... mas nem todos querem renunciar os pecados do mundo e seguir Jesus Cristo, não é mesmo?

Falando assim, você pode pensar que julgo já ter ganho o Paraíso, mas, acredite, eu tenho certeza que ainda preciso de muita purificação para chegar lá. Contudo, sempre digo que o meu objetivo neste mundo é mostrar a Deus que eu sou trigo e não joio para a humanidade. Para isso, sei que preciso sempre me penitenciar – através da Confissão Sacramental – para receber o Corpo de Cristo, pois São Paulo nos advertiu: “... todo aquele que comer este pão ou beber o cálice do Senhor indignamente... come e bebe a própria condenação.”

E, como sempre insisto, a oração do Terço também soluciona inúmeros problemas, assegura a salvação eterna e antecipa a implantação do Reino do Imaculado Coração de Maria no mundo. Enquanto eu for abençoado com uma boa saúde, vou rezando e trabalhando para chegar mais perto das maravilhas do Céu.

E você, o que tem feito para salvar mais almas para Jesus? Se a pessoa que você mais gosta estivesse prestes a pular de um prédio, não se arriscaria para salvá-la? Isso nunca acontecerá se você rezar por ela... e ainda poderá salvá-la de corpo e alma!

Tenha certeza: Deus é muito bom e justo com você.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 398 11 Janeiro 2019

Não desista de você

Infelizmente, nem todos superam os obstáculos com oração. Vou contar o triste caso de Lee Harvey – um americano órfão de pai e filho de uma mulher que destruiu três casamentos. A mãe não lhe deu nenhum afeto ou educação na infância e, por consequência, sua adolescência foi cheia de brigas e confusões.

Apesar de um Q.I. alto, Lee fracassou na escola e desistiu de estudar no penúltimo ano do segundo grau. Tentou ser fuzileiro naval, mas, foi expulso da corporação. Casou-se e teve dois filhos antes de abandonar o lar. Após algumas tentativas mal sucedidas de reconciliação com a esposa, um dia, foi à garagem de sua casa, apanhou uma espingarda e a levou consigo para o emprego que acabara de arranjar – num depósito de livros. E, de uma janela do terceiro andar daquele prédio, logo após o almoço do dia 22 de novembro de 1963, atirou duas balas – que esfacelaram a cabeça do presidente John F. Kennedy.

Este relato da vida de Lee Harvey Oswald mostra o quanto um ser humano pode se desviar dos caminhos de Deus. E, muitas vezes, somos culpados por tratar as pessoas da mesma forma que ele foi tratado. Quando poderíamos ter amado, retivemos a afeição. Quando poderia ter sido tão simples responder com um sorriso, criticamos. Quando a Palavra de Deus poderia ter iluminado a vida de um irmão, decidimos permanecer silenciosos...

Há um provérbio árabe que diz: ‘Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa.’ Pensando assim, outro americano – John Pierpont –sempre lutou contra o fracasso. Em 1866, aos oitenta e um anos, acabou seus dias como funcionário público de baixo escalão em Washington – arrastando o peso de inúmeras frustrações!

Formou-se em Yale, optando pela carreira de professor. No magistério, porém, logo se revelou um fracasso. Resolveu tentar um estágio como advogado, mas o fracasso outra vez não demorou a derrotá-lo. Como sua terceira opção, Pierpont tentou o mercado de secos e molhados: abriu um armazém. Novo fracasso, pois o homem simplesmente era incapaz de cobrar preços que lhe dessem lucro e não resistia aos pedidos de fiado.

Entre uma profissão e outra, ele escrevia poesias e, apesar de serem publicadas, não lhe rendiam direitos autorais suficientes para viver de versos. Conseguiu, então, ser indicado como candidato a governador de Massachussetts, mas perdeu a eleição. O mesmo aconteceu quando foi candidato ao senado.

Com a Guerra Civil em andamento, aos setenta e seis anos, Pierpont apresentou-se como Capelão ao 22º Regimento de Voluntários, mas pediu baixa quinze dias mais tarde, ao descobrir que não tinha estômago para guerras. Morreu, como já disse, pensando ter sido um perfeito fracassado.

Não conseguiu fazer até o fim uma única coisa das que tentou, mas, no Natal, todos nós cantamos a música que John Pierpont compôs e nos deixou de presente: Jingle Bells!

Pois é, há casos e casos reais – tudo é bênção ou lição! Seja qual for o seu, lembre-se que Deus nunca desiste de salvar você.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 397 –  2 Janeiro 2019

A Senhora do Rosário de Fátima

Como o primeiro dia do ano a Igreja festeja a devoção à Santa Mãe de Deus, começo 2019 com uma história de profundo amor da Maria Santíssima por seus filhos, que ocorreu em 1917, Portugal. Começa em 1916, quando o mundo passava pela I Guerra Mundial e por todas as desgraças que ela trazia às famílias – destruídas pela morte, pobreza e descrença. Naquela época, num vilarejo de Fátima, viviam três crianças: os irmãos Francisco e Jacinta Marto – 9 e 7 anos – e a prima Lúcia de Jesus – 10 anos. Felizes, eles tomavam conta de ovelhas, brincavam e, principalmente, rezavam o Terço.

Um dia, tocando o rebanho, descobriram uma gruta. Entraram para descansar e, de repente, apareceu-lhes um anjo convidando-os para rezar a seguinte oração: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam. Amém.” E o Anjo da Paz disse-lhes também que os Corações de Jesus e Maria ficariam profundamente tocados se eles rezassem com muita fé.

A partir daquele dia, os pastorzinhos passaram a rezar constantemente, preparando seus corações para as próximas visitas do anjo; e, na sua última visita, ele deu às crianças três Hóstias pingando o Preciosíssimo Sangue de Jesus – a Primeira Comunhão! Assim, os pequenos foram perfeitamente preparados para as revelações futuras em suas vidas.

Os videntes receberam a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima ao meio dia de 13 de maio de 1917. Ela apareceu sobre uma árvore pequena, com uma nuvem a seus pés, vestida de branco e segurando um lindo Rosário. Naquele momento tão abençoado, a Virgem Maria disse-lhes: “Não temam, não lhes farei nenhum mal. Vim do Céu para pedir que venham aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora e, em outubro, direi quem sou e o que desejo de vocês para o futuro.”

Ela perguntou aos meninos: “Vocês se oferecem a Deus para suportar os sofrimentos que Ele enviar, em reparação pelos pecados com que é ofendido e pela conversão dos pecadores?” Eles responderam ‘sim’ e um pacto divino teve seu início. Os três compreenderam o que Maria pediu e nos pede até hoje: oração e conversão.

Assim, eles começaram a sofrer grandes tribulações, mas sempre eram fortalecidos pelos Sagrados Corações. Chegaram a viver uma experiência ímpar na história da humanidade: no dia 13 de julho de 1917, Nossa Senhora permitiu que eles tivessem uma terrível visão do inferno e das almas ali condenadas. Depois disso, tiveram ainda mais horror do pecado e do mal, dedicando-se com muito ardor à oração e à penitência.

Durante os seis meses das aparições e mesmo depois que elas terminaram, os três foram interrogados e pressionados pelas autoridades. Chegaram a ser raptados, presos, ameaçados de morte, sofreram violências físicas e todos zombavam deles, mas, pela graça de Deus e pela intercessão de Nossa Senhora, superaram as dificuldades.

É importante sabermos que, na última das aparições, em 13 de outubro de 1917, Maria revelou em sua mensagem: “Eu sou a Senhora do Rosário. Vim para exortar os fiéis a reformarem o seu comportamento e pedirem perdão dos pecados que cometeram. É preciso que eles não ofendam mais a Jesus, já bastante ofendido e ultrajado pelos pecados e crimes da humanidade. Meu Coração Imaculado haverá de triunfar!”

Em seguida, a chuva forte que caía parou e o sol girou no céu milagrosamente, fazendo mais de cinquenta mil pessoas acreditarem que Nossa Senhora estava aparecendo ali na Cova da Iria. Ela insistiu também em quatro pontos muito importantes para que o seu Imaculado Coração possa realmente triunfar e nos trazer muitas graças:

- Que tenhamos uma grande devoção ao seu Imaculado Coração;

- Que rezemos o Rosário diariamente, com muita fé e devoção;

- Que façamos sacrifícios pelos pecadores, pelo Papa e em reparação aos pecados cometidos contra o seu Imaculado Coração; e

- Que haja a nossa consagração sincera ao seu Imaculado Coração.

Que história maravilhosa! É por este e outros fatos que confio plenamente na proteção de Nossa Senhora. Ela olha por mim, pela minha família, pela nossa Comunidade, pelos nossos padres, pelos nossos doentes, enfim, Ela está à frente de tudo o que pensamos e fazemos. E quando algo me preocupa em excesso, rezo assim: “Mãezinha, toma conta disso pra mim.” E preciso dizer o que acontece?

Em julho do ano passado, quando estive em Fátima com um grupo de devotos, senti a emoção de presenciar os lugares onde a Virgem Maria esteve com os pastorinhos, pude rezar o Terço e missa naquele local e participar da comovente procissão de luz à noite. Não há palavras para descrever essa forte experiência de fé. E também por isso, eu quero continuar sendo um pastorzinho da Rainha, e você?

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 396 –  21 Dezembro 2018

 

Como comemorar o natal?

 

O dia de Natal só existe porque em Belém, há quase dois mil anos, nasceu o Filho de Deus para nos salvar: “...E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (Jo 1, 14). Portanto, nenhuma comemoração neste dia tem mais sentido do que sermos instrumentos de Jesus Cristo - que continua vivo entre nós. Mas, de que forma faremos isso?

 

Sem dúvida, pela vontade de Deus, uma maneira de vivenciarmos o espírito do Natal será através da caridade. Não podemos nos esquecer que o Menino Jesus nasceu de uma família pobre, numa manjedoura. Se, hoje, temos fartura na ceia ou no almoço de Natal – talvez, muito mais do que Cristo teve em qualquer momento de sua vida aqui na terra -, é graças a Ele que conseguimos. Nesta semana, partilhando um pouco do que é nosso com os pobres, a noite de Natal será mais bonita, porque Jesus estará mais alegre – derramando mais bênçãos sobre nós.

 

Como cristãos, outra opção que teremos no dia 25 será visitar os doentes, as crianças abandonadas, os idosos carentes ou os encarcerados, e prestar solidariedade natalina a eles: falando de Jesus e de Maria, pregando o Evangelho, levando presentes, fazendo orações etc. Isso pode parecer difícil ou quase impossível pra muita gente por estar reunida com familiares, mas se fosse um parente próximo nosso que estivesse vivendo alguma dessas situações, provavelmente não estaríamos lá também? É preciso lembrar que o próprio Cristo está presente em cada irmão anônimo que sofre as injustiças sociais do nosso país e, ajudando a eles, será a Deus que estaremos servindo.

 

No dia de Natal, também não poderemos deixar de rezar. Rezar principalmente agradecendo pelas nossas vidas, agradecendo por cada momento de paz que desfrutamos com a nossa família e agradecendo pelos nossos dons. Dons que deveriam ser oferecidos ao Senhor durante o ano inteiro: na caminhada de evangelização do Seu povo, no trabalho de pastorais da Sua Igreja e na realização de obras materiais para a construção do Seu Reino. Quem agir assim, estará plantando a paz rumo ao Novo Milênio.

 

E mesmo que você, caro leitor, aceite alguma das minhas sugestões para comemorar o nascimento do Menino Jesus, não se esqueça também de, ao menos, telefonar para os amigos e lhes desejar um santo Natal com Cristo. Na minha opinião, isso é mais importante do que um simples cartão de boas festas. Quem sabe, durante a conversa, você não terá oportunidades de contar sobre a sua boa ação da semana e lhes sugerir que façam o mesmo? Se o fizer, o Espírito Santo estará ao seu lado lhe ajudando. Experimente!

 

Que Deus dê um Natal de paz a todos os seus filhos. Peço a Nossa Senhora que abençoe o Papa, que abençoe o Brasil, que abençoe o nosso pároco, que abençoe as nossas comunidades e também que abençoe e converta o mundo inteiro ao Coração de Jesus.

 

Natal é missa! Natal é partilha! Natal é oração! Natal é solidariedade com o irmão! E que os anjos digam ‘amém’!

Paulo R. Labegalini
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