Paulo 2019

 

Paulo R. Labegalini
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Vicentino de Itajubá-MG e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG)
Autor dos livros:
- Histórias Cristãs- Editora Raboni

- O Mendigo e o Padeiro - Editora Paco
- A Arte de Aprender Bem - Editora Paco
- Minha Vida de Milagres - Editora Santuário
- Administração do Tempo - Editora Ideias e Letras
- Mensagens que Agradam o Coração - Editora Vozes
- Histórias Infantis Educativas - Editora Cleofas
Apresentações musicais:
https://www.youtube.com/results?search_query=soraia+labegalini

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Mensagem da Semana - Nº 399 22 Janeiro 2019

O maravilhoso paraíso celeste

No capítulo ‘Felicidade do Céu’, do livro ‘Preparação para a Morte’, Santo Afonso descreve o Paraíso – lugar onde vão as almas dos justos após a purificação no Purgatório, ou então diretamente, por merecimento de santidade. Para o crescimento espiritual de todos nós e fortalecimento da fé cristã em cada coração, será muito proveitoso refletirmos aqui algumas palavras do citado Santo a esse respeito:

“Depois de entrar na felicidade de Deus, a alma não terá mais nada a sofrer. No Paraíso, não há doenças, nem pobreza, nem incômodos. Deixam de existir as vicissitudes dos dias e das noites, do frio e do calor; é um dia perpétuo e sempre sereno, primavera perpétua e sempre deliciosa. Não há perseguições, nem ciúmes; neste reino de amor, todos os seus habitantes se amam mútua e ternamente, e cada qual é tão feliz da ventura dos outros como da própria. Não há receios, porque a alma, confirmada na graça, já não pode pecar nem perder a Deus. Tudo é novo, tudo consola, tudo satisfaz.

Os olhos deslumbrar-se-ão com a vista desta cidade cuja beleza é perfeita. Que maravilha não nos causaria a vista de uma cidade cujas ruas fossem calçadas de cristal, e cujas casas fossem palácios de prata ornados de cortinados de ouro e de grinaldas de flores de toda espécie. Oh, quanto mais bela ainda é a cidade celeste!

Que delicioso não será ver todos os seus habitantes vestidos com pompa real, porque todos efetivamente são reis, como lhes chama Santo Agostinho: ‘Quot cives, tot reges’. Que delicioso não será ver Maria, que parecerá mais bela que todo o Paraíso! Que delicioso não será ver o Cordeiro divino, Jesus, o Esposo das almas! Um dia Santa Teresa viu apenas uma das mãos de Cristo e ficou cheia de admiração à vista de semelhante beleza.

Cheiros suavíssimos, perfumes incomparáveis regalarão o olfato. O ouvido ouvirá arrebatado as harmonias celestes. Um anjo deixou um dia São Francisco ouvir um único som da música celeste, e o Santo julgou morrer de felicidade. O que não será ouvir todos os Santos e todos os Anjos cantarem em coro os louvores de Deus! O que não será ouvir Maria celebrar as glórias do Altíssimo! A voz de Maria é no Céu – diz São Francisco de Sales – o que é num bosque a do rouxinol, que vence a de todas as outras aves.

Numa palavra, o Paraíso é a reunião de todos os gozos que se pode desejar. Mas, essas inefáveis delícias até aqui consideradas são apenas os menores bens do Paraíso. O maior é o Bem supremo, que é Deus – diz Santo Agostinho. A recompensa que o Senhor nos promete não consiste unicamente nas belezas, nas harmonias, nos outros encantos da bem-aventurada cidade; a recompensa principal é Deus, isto é, consiste em ver Deus face a face e amá-Lo.

Assegura Santo Agostinho que, para os condenados, seria como estar no Paraíso se chegassem a ver Deus. E acrescenta que se fosse dado a uma alma, ao sair desta vida, a escolha de ver a Deus ficando nas penas do inferno, ou ser livre do inferno e ao mesmo tempo privada da vista de Deus, ela preferiria a primeira condição.

A felicidade de contemplar com amor a face de Deus, não a podemos conceber neste mundo, mas procuremos avaliá-la, ainda que não seja senão pela rama, segundo os efeitos que conhecemos.”

Que lindo relato do Céu! Somente alguém em estado de graça poderia ter tanta certeza das maravilhas que nos esperam, não? Êpa, nos esperam? Todos nós, sem distinção? Sim, todos que quiserem! Pense nisso e conclua comigo que Nosso Senhor chama igualmente a todos para o Seu Reino, mas, infelizmente, poucos aceitam esse convite.

Ao evangelizarmos em Seu nome, por que não conseguimos enfiar na cabeça de alguns irmãos a beleza de viver eternamente no Paraíso? Bastaria apenas que resolvessem experimentar as graças maravilhosas que sempre alcançamos em oração e, assim, passariam a trabalhar em comunidade... mas nem todos querem renunciar os pecados do mundo e seguir Jesus Cristo, não é mesmo?

Falando assim, você pode pensar que julgo já ter ganho o Paraíso, mas, acredite, eu tenho certeza que ainda preciso de muita purificação para chegar lá. Contudo, sempre digo que o meu objetivo neste mundo é mostrar a Deus que eu sou trigo e não joio para a humanidade. Para isso, sei que preciso sempre me penitenciar – através da Confissão Sacramental – para receber o Corpo de Cristo, pois São Paulo nos advertiu: “... todo aquele que comer este pão ou beber o cálice do Senhor indignamente... come e bebe a própria condenação.”

E, como sempre insisto, a oração do Terço também soluciona inúmeros problemas, assegura a salvação eterna e antecipa a implantação do Reino do Imaculado Coração de Maria no mundo. Enquanto eu for abençoado com uma boa saúde, vou rezando e trabalhando para chegar mais perto das maravilhas do Céu.

E você, o que tem feito para salvar mais almas para Jesus? Se a pessoa que você mais gosta estivesse prestes a pular de um prédio, não se arriscaria para salvá-la? Isso nunca acontecerá se você rezar por ela... e ainda poderá salvá-la de corpo e alma!

Tenha certeza: Deus é muito bom e justo com você.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 398 11 Janeiro 2019

Não desista de você

Infelizmente, nem todos superam os obstáculos com oração. Vou contar o triste caso de Lee Harvey – um americano órfão de pai e filho de uma mulher que destruiu três casamentos. A mãe não lhe deu nenhum afeto ou educação na infância e, por consequência, sua adolescência foi cheia de brigas e confusões.

Apesar de um Q.I. alto, Lee fracassou na escola e desistiu de estudar no penúltimo ano do segundo grau. Tentou ser fuzileiro naval, mas, foi expulso da corporação. Casou-se e teve dois filhos antes de abandonar o lar. Após algumas tentativas mal sucedidas de reconciliação com a esposa, um dia, foi à garagem de sua casa, apanhou uma espingarda e a levou consigo para o emprego que acabara de arranjar – num depósito de livros. E, de uma janela do terceiro andar daquele prédio, logo após o almoço do dia 22 de novembro de 1963, atirou duas balas – que esfacelaram a cabeça do presidente John F. Kennedy.

Este relato da vida de Lee Harvey Oswald mostra o quanto um ser humano pode se desviar dos caminhos de Deus. E, muitas vezes, somos culpados por tratar as pessoas da mesma forma que ele foi tratado. Quando poderíamos ter amado, retivemos a afeição. Quando poderia ter sido tão simples responder com um sorriso, criticamos. Quando a Palavra de Deus poderia ter iluminado a vida de um irmão, decidimos permanecer silenciosos...

Há um provérbio árabe que diz: ‘Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa.’ Pensando assim, outro americano – John Pierpont –sempre lutou contra o fracasso. Em 1866, aos oitenta e um anos, acabou seus dias como funcionário público de baixo escalão em Washington – arrastando o peso de inúmeras frustrações!

Formou-se em Yale, optando pela carreira de professor. No magistério, porém, logo se revelou um fracasso. Resolveu tentar um estágio como advogado, mas o fracasso outra vez não demorou a derrotá-lo. Como sua terceira opção, Pierpont tentou o mercado de secos e molhados: abriu um armazém. Novo fracasso, pois o homem simplesmente era incapaz de cobrar preços que lhe dessem lucro e não resistia aos pedidos de fiado.

Entre uma profissão e outra, ele escrevia poesias e, apesar de serem publicadas, não lhe rendiam direitos autorais suficientes para viver de versos. Conseguiu, então, ser indicado como candidato a governador de Massachussetts, mas perdeu a eleição. O mesmo aconteceu quando foi candidato ao senado.

Com a Guerra Civil em andamento, aos setenta e seis anos, Pierpont apresentou-se como Capelão ao 22º Regimento de Voluntários, mas pediu baixa quinze dias mais tarde, ao descobrir que não tinha estômago para guerras. Morreu, como já disse, pensando ter sido um perfeito fracassado.

Não conseguiu fazer até o fim uma única coisa das que tentou, mas, no Natal, todos nós cantamos a música que John Pierpont compôs e nos deixou de presente: Jingle Bells!

Pois é, há casos e casos reais – tudo é bênção ou lição! Seja qual for o seu, lembre-se que Deus nunca desiste de salvar você.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 397 –  2 Janeiro 2019

A Senhora do Rosário de Fátima

Como o primeiro dia do ano a Igreja festeja a devoção à Santa Mãe de Deus, começo 2019 com uma história de profundo amor da Maria Santíssima por seus filhos, que ocorreu em 1917, Portugal. Começa em 1916, quando o mundo passava pela I Guerra Mundial e por todas as desgraças que ela trazia às famílias – destruídas pela morte, pobreza e descrença. Naquela época, num vilarejo de Fátima, viviam três crianças: os irmãos Francisco e Jacinta Marto – 9 e 7 anos – e a prima Lúcia de Jesus – 10 anos. Felizes, eles tomavam conta de ovelhas, brincavam e, principalmente, rezavam o Terço.

Um dia, tocando o rebanho, descobriram uma gruta. Entraram para descansar e, de repente, apareceu-lhes um anjo convidando-os para rezar a seguinte oração: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam. Amém.” E o Anjo da Paz disse-lhes também que os Corações de Jesus e Maria ficariam profundamente tocados se eles rezassem com muita fé.

A partir daquele dia, os pastorzinhos passaram a rezar constantemente, preparando seus corações para as próximas visitas do anjo; e, na sua última visita, ele deu às crianças três Hóstias pingando o Preciosíssimo Sangue de Jesus – a Primeira Comunhão! Assim, os pequenos foram perfeitamente preparados para as revelações futuras em suas vidas.

Os videntes receberam a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima ao meio dia de 13 de maio de 1917. Ela apareceu sobre uma árvore pequena, com uma nuvem a seus pés, vestida de branco e segurando um lindo Rosário. Naquele momento tão abençoado, a Virgem Maria disse-lhes: “Não temam, não lhes farei nenhum mal. Vim do Céu para pedir que venham aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora e, em outubro, direi quem sou e o que desejo de vocês para o futuro.”

Ela perguntou aos meninos: “Vocês se oferecem a Deus para suportar os sofrimentos que Ele enviar, em reparação pelos pecados com que é ofendido e pela conversão dos pecadores?” Eles responderam ‘sim’ e um pacto divino teve seu início. Os três compreenderam o que Maria pediu e nos pede até hoje: oração e conversão.

Assim, eles começaram a sofrer grandes tribulações, mas sempre eram fortalecidos pelos Sagrados Corações. Chegaram a viver uma experiência ímpar na história da humanidade: no dia 13 de julho de 1917, Nossa Senhora permitiu que eles tivessem uma terrível visão do inferno e das almas ali condenadas. Depois disso, tiveram ainda mais horror do pecado e do mal, dedicando-se com muito ardor à oração e à penitência.

Durante os seis meses das aparições e mesmo depois que elas terminaram, os três foram interrogados e pressionados pelas autoridades. Chegaram a ser raptados, presos, ameaçados de morte, sofreram violências físicas e todos zombavam deles, mas, pela graça de Deus e pela intercessão de Nossa Senhora, superaram as dificuldades.

É importante sabermos que, na última das aparições, em 13 de outubro de 1917, Maria revelou em sua mensagem: “Eu sou a Senhora do Rosário. Vim para exortar os fiéis a reformarem o seu comportamento e pedirem perdão dos pecados que cometeram. É preciso que eles não ofendam mais a Jesus, já bastante ofendido e ultrajado pelos pecados e crimes da humanidade. Meu Coração Imaculado haverá de triunfar!”

Em seguida, a chuva forte que caía parou e o sol girou no céu milagrosamente, fazendo mais de cinquenta mil pessoas acreditarem que Nossa Senhora estava aparecendo ali na Cova da Iria. Ela insistiu também em quatro pontos muito importantes para que o seu Imaculado Coração possa realmente triunfar e nos trazer muitas graças:

- Que tenhamos uma grande devoção ao seu Imaculado Coração;

- Que rezemos o Rosário diariamente, com muita fé e devoção;

- Que façamos sacrifícios pelos pecadores, pelo Papa e em reparação aos pecados cometidos contra o seu Imaculado Coração; e

- Que haja a nossa consagração sincera ao seu Imaculado Coração.

Que história maravilhosa! É por este e outros fatos que confio plenamente na proteção de Nossa Senhora. Ela olha por mim, pela minha família, pela nossa Comunidade, pelos nossos padres, pelos nossos doentes, enfim, Ela está à frente de tudo o que pensamos e fazemos. E quando algo me preocupa em excesso, rezo assim: “Mãezinha, toma conta disso pra mim.” E preciso dizer o que acontece?

Em julho do ano passado, quando estive em Fátima com um grupo de devotos, senti a emoção de presenciar os lugares onde a Virgem Maria esteve com os pastorinhos, pude rezar o Terço e missa naquele local e participar da comovente procissão de luz à noite. Não há palavras para descrever essa forte experiência de fé. E também por isso, eu quero continuar sendo um pastorzinho da Rainha, e você?

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 396 –  21 Dezembro 2018

 

Como comemorar o natal?

 

O dia de Natal só existe porque em Belém, há quase dois mil anos, nasceu o Filho de Deus para nos salvar: “...E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (Jo 1, 14). Portanto, nenhuma comemoração neste dia tem mais sentido do que sermos instrumentos de Jesus Cristo - que continua vivo entre nós. Mas, de que forma faremos isso?

 

Sem dúvida, pela vontade de Deus, uma maneira de vivenciarmos o espírito do Natal será através da caridade. Não podemos nos esquecer que o Menino Jesus nasceu de uma família pobre, numa manjedoura. Se, hoje, temos fartura na ceia ou no almoço de Natal – talvez, muito mais do que Cristo teve em qualquer momento de sua vida aqui na terra -, é graças a Ele que conseguimos. Nesta semana, partilhando um pouco do que é nosso com os pobres, a noite de Natal será mais bonita, porque Jesus estará mais alegre – derramando mais bênçãos sobre nós.

 

Como cristãos, outra opção que teremos no dia 25 será visitar os doentes, as crianças abandonadas, os idosos carentes ou os encarcerados, e prestar solidariedade natalina a eles: falando de Jesus e de Maria, pregando o Evangelho, levando presentes, fazendo orações etc. Isso pode parecer difícil ou quase impossível pra muita gente por estar reunida com familiares, mas se fosse um parente próximo nosso que estivesse vivendo alguma dessas situações, provavelmente não estaríamos lá também? É preciso lembrar que o próprio Cristo está presente em cada irmão anônimo que sofre as injustiças sociais do nosso país e, ajudando a eles, será a Deus que estaremos servindo.

 

No dia de Natal, também não poderemos deixar de rezar. Rezar principalmente agradecendo pelas nossas vidas, agradecendo por cada momento de paz que desfrutamos com a nossa família e agradecendo pelos nossos dons. Dons que deveriam ser oferecidos ao Senhor durante o ano inteiro: na caminhada de evangelização do Seu povo, no trabalho de pastorais da Sua Igreja e na realização de obras materiais para a construção do Seu Reino. Quem agir assim, estará plantando a paz rumo ao Novo Milênio.

 

E mesmo que você, caro leitor, aceite alguma das minhas sugestões para comemorar o nascimento do Menino Jesus, não se esqueça também de, ao menos, telefonar para os amigos e lhes desejar um santo Natal com Cristo. Na minha opinião, isso é mais importante do que um simples cartão de boas festas. Quem sabe, durante a conversa, você não terá oportunidades de contar sobre a sua boa ação da semana e lhes sugerir que façam o mesmo? Se o fizer, o Espírito Santo estará ao seu lado lhe ajudando. Experimente!

 

Que Deus dê um Natal de paz a todos os seus filhos. Peço a Nossa Senhora que abençoe o Papa, que abençoe o Brasil, que abençoe o nosso pároco, que abençoe as nossas comunidades e também que abençoe e converta o mundo inteiro ao Coração de Jesus.

 

Natal é missa! Natal é partilha! Natal é oração! Natal é solidariedade com o irmão! E que os anjos digam ‘amém’!

Paulo R. Labegalini
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