Paulo 2019

 

Paulo R. Labegalini
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Vicentino de Itajubá-MG e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG)
Autor dos livros:
- Histórias Cristãs- Editora Raboni

- O Mendigo e o Padeiro - Editora Paco
- A Arte de Aprender Bem - Editora Paco
- Minha Vida de Milagres - Editora Santuário
- Administração do Tempo - Editora Ideias e Letras
- Mensagens que Agradam o Coração - Editora Vozes
- Histórias Infantis Educativas - Editora Cleofas
Apresentações musicais:
https://www.youtube.com/results?search_query=soraia+labegalini

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Mensagem da Semana - Nº 407 18 Março 2019

 

Livro: Pegadas na Areia

 

Publicado este mês pelas Editoras Appris/Prismas, eis um texto do início de meu novo livro:

 

“Certa tarde, quando eu tinha cerca de 13 anos, fui nadar com os amigos no chamado ‘Tanque do Assunto’ em Monte Sião. Lá, havia um cipó que nos permitia transpor a parte funda do rio. E como eu não sabia nadar, só soltava o cipó quando tinha certeza que cairia no raso.

 

Porém, numa das vezes em que me pendurei, minhas mãos escorregaram e fui parar no fundo! Graças a Deus, o Paulo Pintado percebeu que eu estava me afogando, pulou na água e me salvou. Depois, ainda me xingou e ficou furioso, porque eu o agarrei com tanta força pelo pescoço que quase morremos juntos.

 

A partir daquele dia – acho que para se vingar –, o Paulo começou a contar histórias de terror quando nos reuníamos à noite na praça da cidade. Acredito que alguém lhe tenha dito que eu tinha medo de assombração. E o danadinho era bom naquilo; tanto era que eu passava horas sem dormir à noite – ‘curtindo’ o medo!

 

Comecei a sair de perto quando as histórias começavam, o que não adiantou muito, porque ele já iniciava focando que, antigamente, na casa onde eu passava as férias, ouviam-se correntes arrastadas na madrugada e gritos de todo tipo. Nossa, aquilo era terrível para a minha imaginação!

 

Hoje, curado do medo, ainda penso o que leva uma pessoa ter prazer em praticar o mal. Sei que éramos crianças e o exemplo que citei pode não ser o melhor, mas, independentemente disso, há milhares de pessoas no mundo que não se importam com suas imagens aos que os cercam. Essas mesmas pessoas já praticaram o bem, mas também se alegram em fazer o mal!”
E tristeza nunca dá bons frutos. Tanto é verdade que, também eu, quando morava em república e cursava engenharia, fiz uma maldade com um colega. Era aniversário dele e, por ele ser órfão, não teria festa em família; porém, para nossa surpresa, a namorada dele trouxe um delicioso pudim para comemorarmos à noite. Ele ficou feliz da vida e nos prometeu repartir quando voltasse do treino de vôlei.

 

Ao retornar, por volta de 23 horas, nós quatro da república fingíamos dormir no quarto. Ele foi direto na geladeira e viu que só havia um prato com a calda do pudim! Rindo baixinho, nós ouvíamos o Zé Maria chorando e dizendo: ‘Que sacanagem! Não me deixaram nem um pedaço! Não acredito!’ E repetindo isso, ficou um bom tempo se lamentando na sala.

 

Quando acendeu a luz do quarto para dormir, nós o aguardávamos com o pudim nas mãos e cantamos parabéns. Ele não sabia se sorria ou se chorava, porque ficou triste por um bom tempo e comentava que a brincadeira foi de muito mau gosto.

 

‘Mau gosto’ também eu disse a um outro colega, Waldir, durante uma missa na época de adolescência. Aconteceu que, durante o ofertório, a cesta da coleta chegou ao banco em que estávamos e ele começou a procurar dinheiro nos bolsos. Ficou um bom tempo colocando a mão nos bolsos da frente da calça, nos bolsos de trás, procurou na jaqueta, voltou a conferir na calça... e a pessoa com a cesta esperando!

 

De repente, ele tirou um lenço e, sorrindo, enxugou o nariz. Eu fiquei morrendo de vergonha e balancei a cabeça, desaprovando a brincadeira de mau gosto do colega. Depois da missa, o Waldir repetia com ar de gozação: ‘Eu não disse que estava procurando dinheiro. Ela ficou esperando porque quis!’

 

E a última história pitoresca que lembro para contar – evidenciando algum tipo de maldade – ocorreu num feriado, na volta de Itajubá para Monte Sião. Meu primo, Toninho, dirigia o carro à noite na minha companhia e de mais três colegas.

 

Assim que cochilei, o Toninho combinou com os demais simularem um acidente. Então, num lugar seguro, apagou os faróis, saiu da estrada e, freando bruscamente, todos gritaram juntos. Eu acordei no banco de trás, percebi colegas meio caídos em cima de mim e, naquele silêncio, fiquei apavorado! Não sabia o que fazer e tentei sair a qualquer custo, mas as portas estravam travadas. Quando ‘acordaram’, se divertiram às minhas custas.

 

Pois é, nem toda brincadeira termina bem e, algumas, traumatizam e criam inimizades para sempre. Portanto, faça o bem, porque fazer o bem não faz mal a ninguém.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 406 12 Março 2019

 

Como abandonar-se nas mãos de Deus?

 

Para responder essa pergunta – título do artigo – é preciso ter fé. Quem crê em Deus e comunga com Seus planos de salvação, sabe que a esperança de receber a Sua misericórdia sempre existe e, assim, pode entregar-se completamente a Ele de diversas maneiras: na oração; na caridade; no serviço em comunidade; nas obras das pastorais; no anúncio do Evangelho; na obediência dos Mandamentos; na santa caminhada da Igreja etc. Tudo se baseia na fé – que deve ser ‘alimentada’ dia-a-dia através do esforço pessoal de cada um de nós.

 

Mas, o que é a fé? A Bíblia explica: “A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem” (Hb 11, 1). Portanto, quem se abandona em Deus de corpo e alma é porque tem muita fé.

 

Confiar na Providência Divina não é dar um pulo no escuro ou correr o risco de decepcionar-se; é tomar a decisão certa, usando toda sabedoria que o Espírito Santo nos concede – para a nossa própria salvação!

 

Eu sempre digo que tendo fé, saúde e paz, o resto a gente corre atrás. E quando nos falta saúde ou paz, é ainda mais importante nos fortalecermos na fé para recuperarmos o bem estar físico e espiritual, concorda?

 

Sempre digo também que a maior herança que deixamos aos nossos filhos é a fé que colocamos em seus corações. Os pais que dão bons exemplos de fé católica aos seus descendentes, plantam vida em abundância nas gerações futuras – com raízes firmes, profundas e responsáveis por frutos cada vez mais abençoados.

 

Pois é, quem tem fé vai longe! Foi Jesus quem disse: “Todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá” (Lc 11, 10). E, ao curar um cego perto de Jericó, Jesus exclamou: “Tua fé te salvou” (Lc 18, 42). Portanto, seguir Jesus Cristo com humildade e mansidão é o mesmo que estar caminhando para o Céu numa estrada que nos conduz à verdadeira felicidade. A cada passo, a fé se renova e a presença de Deus se torna mais visível.

 

Eu não conheço alguém que tenha se arrependido de ter se abandonado nas Mãos de Deus, imitando Nossa Senhora. Ela seguiu à risca a voz que saiu da nuvem, dizendo: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que Ele diz” (Lc 9, 35). E, tendo passado por tantas provações, Maria Santíssima também foi agraciada por esta promessa de seu Filho, no Sermão da Montanha:

 

“Bem aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós” (Mt 5, 11-12).

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 405 7 Março 2019

 

O que fiz para merecer isso?

 

Infelizmente, é comum ver pessoas revoltadas com Deus, dizendo que nunca fizeram mal a ninguém e não aguentam mais tanto sofrimento! Para piorar as coisas, há quem deixa de ir à Igreja e até muda de religião, como se isso resolvesse todos os problemas.

 

Muita gente já me questionou e eu tenho tentado responder à pergunta usada como título deste artigo, mas, quando sinto a fé do próximo abalada, qualquer tipo de explicação naquele momento é inútil. E como já passei por sérios problemas na vida, sei que tudo pode ser mudado com paciência, oração e confiança na providência Divina.

 

Sempre que me pedem ajuda, prometo rezar e digo que Deus não manda castigo pra ninguém, mas, ao contrário, evita desgraças maiores e abençoa os filhos que trilham bons caminhos. Considero inteligente e equilibrado quem consegue aceitar com realismo os fatos irreversíveis e ainda procura superá-los com fé no coração – como fez Nossa Senhora ao pé da Cruz.

 

Portanto, é preciso saber separar as ‘coisas do mundo’ das ‘coisas de Deus’, senão, é impossível entender as provações que passamos nesta vida. E, para exemplificar como podemos crescer espiritualmente para melhor enfrentar o mundo, vou contar uma história.

 

“Era uma vez, um rei que tinha quatro rainhas. Ele amava a quarta esposa demais e vivia dando-lhe lindos presentes. Ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de exibi-la nos reinados vizinhos, contudo, tinha medo que um dia ela o deixasse por outro rei.

 

E também amava sua segunda esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele – com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar tempos difíceis.

 

A primeira esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo o que estava ao seu alcance para manter o rei poderoso, mas ele não a amava. Apesar de o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.

 

Um dia, o rei adoeceu e percebeu que seu fim estava próximo. Foi quando pensou em toda a luxúria de sua vida e ponderou: ‘É, agora eu tenho quatro esposas comigo, mas quando morrer, ficarei sozinho!’ Então, falou à quarta esposa: ‘Querida, te cobri das mais finas roupas e joias, mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que estou morrendo, você é capaz de morrer comigo para não me deixar partir sozinho?’

 

‘De jeito nenhum!’ – respondeu ela, saindo do quarto sem sequer olhar para trás. A resposta cortou o coração do rei. Tristemente, ele então perguntou à terceira esposa: ‘Eu também te amei tanto a vida inteira, você é capaz de morrer comigo?’

 

‘Claro que não, a vida é boa demais! Quando você morrer, eu vou casar de novo.’ – respondeu ela.  O coração do monarca sangrou de tanta dor; e ele falou à segunda esposa: ‘Eu sempre lhe ouvi quando precisei de ajuda e você sempre esteve ao meu lado. Você será capaz de morrer comigo para me fazer companhia?’

 

‘Sinto muito, mas, desta vez, não posso fazer o que me pede.’ – respondeu aquela esposa. E completou: ‘O máximo que eu farei será enterrá-lo.’ Esta resposta veio como um trovão na cabeça do rei, que ficou arrasado.

 

Daí, uma voz se fez ouvir: ‘Eu partirei com você e o seguirei por onde você for.’ O rei levantou os olhos e lá estava a sua primeira esposa: magrinha e muito sofrida! Com o coração partido, o marido disse-lhe: ‘Eu deveria ter cuidado melhor de você enquanto ainda podia...’ Em seguida, morreu.”

 

Na verdade, todos nós temos quatro ‘esposas’ na vida. A quarta esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos. Nossa terceira esposa é a riqueza. Gostamos de exibi-la, mas, quando morremos, tudo vai para os outros. A segunda esposa é a nossa família. Apesar de nos amar muito e estar sempre nos apoiando, na morte, o máximo que cada parente pode fazer é rezar e nos enterrar.

 

E nossa primeira esposa? É a nossa alma! Muitas vezes a deixamos de lado por perseguirmos os prazeres do mundo e, apesar disso, ela é a única que irá conosco – não importa para onde formos.

 

Lembre-se disso e se liberte um pouco mais da vaidade, do dinheiro e da vida fechada em família. Consiga mais tempo para a Confissão, a Eucaristia e a Partilha. Procure enxergar os chamados que recebe diariamente para servir Jesus Cristo e Ele não descuidará de sua alma. Fortaleça o quanto antes a alma, pois livre de pecados, será esse o maior presente que você poderá dar a si mesmo. Deixe que a alma brilhe aos olhos de Deus e, mesmo na eternidade, você nunca se arrependerá.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 404 25 Fevereiro 2019

 

O Milagre Eucarístico de Lanciano

 

Há mais de doze séculos, aconteceu um grande e prodigioso milagre na Igreja Católica. Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano – antigamente Anciano –, os monges de São Basílio viviam no Mosteiro de São Legoziano e, entre eles, havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante e sempre era perseguido pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse realmente o verdadeiro Corpo de Cristo e, o vinho, o Seu verdadeiro Sangue.

 

Mas, a graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse doloroso espinho saísse do seu coração. Foi quando, certa manhã – celebrando a Santa Missa, atormentado pela sua dúvida –, após proferir as palavras da consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne e o vinho em Sangue.

 

Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo algum tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural; até que, em meio à transbordante alegria e com o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

 

– Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!

 

A estas palavras, os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. A Carne apresentava uma coloração ligeiramente escura – tornando-se rósea se iluminada do lado oposto – e tinha uma aparência fibrosa. O Sangue era de cor ferrosa – entre o amarelo e o ocre –, coagulado em cinco fragmentos, de forma e tamanhos diferentes. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o monge num novo Tomé.

 

Aos reconhecimentos eclesiásticos do milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da ciência moderna – através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório. As relíquias foram colocadas num tabernáculo de marfim e, a partir de 1713, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata e o Sangue num cálice de cristal.

 

Foi em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos – de renome profissional e idoneidade moral – a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli, Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e Livre Docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica, para proceder aos exames – assessorado pelo Prof. Bertelli, Emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena.

 

Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises, nos seguintes termos:

 

1. A Carne é verdadeira carne;

 

2. O Sangue é verdadeiro sangue;

 

3. A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago), totalmente homogênea e não apresenta lesões – como apresentaria se fosse cortada com uma lâmina;

 

4. A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sanguíneo (AB) e pertencem à espécie humana;

 

5. É o mesmo tipo de Sangue encontrado no Santo Sudário de Turim;

 

6. Trata-se de Carne e Sangue de uma pessoa viva, vivendo atualmente, pois que esse Sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele mesmo dia, de um ser vivo;

 

7. No Sangue foram encontrados, além de proteínas normais, os seguintes minerais: cloretos, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio;

 

8. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário!

 

Se já não bastasse tanto mistério – que só a fé explica! –, há um outro dado desconcertante: pesando-se os cinco fragmentos de Sangue coagulado, cada um deles teve o mesmo peso dos cinco juntos! E, antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, os doutores Linoli e Bertelli enviaram aos frades um telegrama nos seguintes termos: “E o Verbo se fez Carne!”

 

É assim que o Milagre de Lanciano se apresenta aos nossos olhos: como a prova mais viva e palpável de que o “Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós”, mais do que uma simples simbologia para muitos, é o sinal Divino de que no Sacramento da Comunhão está o alimento do nosso espírito, da nossa fé, da nossa esperança nas promessas de Cristo para a nossa salvação. Disse Jesus: “Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (Jo 6, 54)

 

Reconhecendo que a maior e a mais preciosa de todas as bênçãos deste mundo é Jesus na Sagrada Eucaristia, podemos diariamente buscar n’Ele a cura para o nosso coração, nos afastando, assim, das armadilhas demoníacas para sempre. Adorando o Santíssimo Sacramento no altar, damos também um grande testemunho de fé cristã – acreditando que Jesus está vivo!

 

Aleluia! Glória a Jesus na Hóstia Santa!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 403 20 Fevereiro 2019

 

As promessas do sagrado coração

 

Walmir Alencar compôs ‘Cantando as doze promessas’ – o autor de ‘Perfeito é quem te criou’, ‘Vinde, Espírito Santo’, ‘Imagem e semelhança’ etc. Veja a letra, releia, divulgue, coloque em prática e a guarde sempre no coração.

 

“Doze promessas do Sagrado Coração aos filhos seus que abandonaram o pecado: darei as graças necessárias, diz Jesus, para cumprirem seus deveres de estado. A paz darei às suas almas angustiadas, outra promessa de seu Grande Coração. ‘Ó, vinde a mim vós todos que estais cansados, consolarei em toda vossa aflição’.

 

Feliz promessa do Coração de Jesus que dá certeza e esperança à própria sorte: ‘Serei refúgio e proteção durante a vida, mas sobretudo na hora de sua morte’. Aos seus devotos, que no amor forem constantes, Jesus promete suas bênçãos abundantes. Abençoará todos os seus empreendimentos, derramará bênçãos em todos os momentos.

 

Misericórdia, piedade e compaixão, os pecadores em Jesus encontrarão. E um oceano de amor, grande, infinito, abraça o filho que retorna arrependido. Tornar-se-ão as almas tíbias, fervorosas; linda promessa do Sagrado Coração. E as fervorosas subirão rapidamente à santidade, fruto dessa devoção.

 

Jesus promete abençoar aqueles lares onde estiver exposta e honrada a sua imagem. Dará a graça aos sacerdotes, seus amigos, de converter os corações endurecidos. Terão o nome bem escrito e bem gravado os que buscarem propagar a devoção. E este nome não será mais apagado – ficou gravado no Sagrado Coração.

 

E no extremo do Amor-Misericórdia, grande promessa para a última hora. É: quem fizer as comunhões reparadoras, não morrerá sem sua graça salvadora. Olhando a cruz nós vemos uma porta aberta: a entrada certa para a nossa salvação! É o Coração de Jesus Cristo transpassado! Ressuscitado! Glorioso Coração!”

 

Vale a pena decorar os pedidos do Mestre, não? Logicamente que, cantando, a letra se torna ainda mais bonita; e quem pratica a verdadeira devoção ao Coração de Jesus pode ter a certeza de que receberá as graças necessárias para cumprir fielmente sua missão: de pai, de mãe, de filho, de padre, de religiosa, de agente pastoral etc.

 

Sempre digo que herdarmos o céu ou o inferno é uma questão de opção – e cada um faz a sua! Como já abordei algumas vezes o tema ‘Paraíso Celeste’, hoje escreverei um pouco a respeito do ‘Inferno’ – lugar de tormentos (Lc 16, 28), para onde vão as almas daqueles que morrem na inimizade de Deus.

 

O texto que segue foi extraído da renomada obra ‘Preparação para a morte’, do grande Santo Afonso Maria de Ligório.

 

“O inferno é um abismo fechado de toda a parte, onde nunca penetrará raio de sol ou de qualquer outra luz. Neste nosso mundo o fogo ilumina; no inferno, deixará de ser luminoso. O fumo que sair dessa fornalha formará o dilúvio de trevas – de que fala São Judas Tadeu – e que afligirá os olhos dos condenados. São Tomás diz que os condenados só terão luz suficiente para serem mais atormentados; a esta sinistra claridade, verão o estado horrendo dos outros réprobos e dos demônios, que tomarão diversas formas para lhes causarem mais horror.

 

O olfato terá também o seu suplício. Quanto não sofreríamos se nos metêssemos num quarto onde jazesse um cadáver em putrefação! O condenado deve ficar no meio de milhões e milhões de condenados, cheios de vida com relação às penas que sofrem, mas verdadeiros cadáveres enquanto ao mau cheiro que exalam. Diz São Boaventura que o corpo de um condenado, se acaso fosse atirado à Terra, bastaria com sua infecção para fazer morrer todos os homens.

 

O ouvido será continuamente atormentado pelos rugidos e queixas dos desesperados. Quando desejamos dormir, é com o maior desespero que ouvimos o lastimar contínuo de um doente, o ladrar de um cão ou o choro de uma criança. Pelo que diz respeito ao gosto, sofrer-se-á fome e sede. O condenado sentirá uma fome devoradora, mas nunca terá nem uma só migalha de pão. Além disso, será atormentado de tal sede que nem todas as águas do mundo bastariam para saciar.

 

Pela maneira como o condenado cair no inferno no último dia, dessa maneira viverá ali constrangidamente, sem nunca mudar de situação e sem nunca poder mexer pés nem mãos, enquanto Deus for Deus.”

 

Para nunca conhecer esse lugar horrível, reze assim ao Sagrado Coração de Jesus:

 

Senhor, eis-me aqui, remido por Teu precioso Sangue. Deixa-me entrar mais e mais dentro desse Coração misericordioso. Deixa-me perceber os Teus sentimentos, o Teu grande amor ao Pai e à humanidade. Que, do Teu Coração aberto, possa emanar o poder da Divindade que, atingindo o meu coração, renove-o totalmente à semelhança do Teu Coração! Amém!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 402 10 Fevereiro 2019

 

Os anjos de Deus

 

Um menino voltou-se para a mãe e perguntou: ‘Os anjos existem mesmo? Eu nunca vi nenhum!’ Como ela confirmou a existência deles, o filho a convidou para caminhar pelas estradas até encontrarem um.

 

Lá se foram – o menino correndo e a mãe seguindo atrás. De repente, uma carruagem majestosa e puxada por lindos cavalos brancos apareceu na estrada. Dentro estava uma formosa dama envolta em sedas, cheia de joias e com algumas plumas nos cabelos escuros. O pequeno correu à carruagem e perguntou à senhora: ‘Você é um anjo?’ Ela nem respondeu, apenas resmungou alguma coisa ao cocheiro que, chicoteando os cavalos, os fez sumir na curva da estrada.

 

O menino ficou coberto de poeira. Em seguida, esfregou os olhos, tossiu bastante e perguntou à mãe: ‘Não era um anjo, não é, mamãe?’ Ela respondeu-lhe sorrindo: ‘Com certeza não, meu filho. Mas, um dia poderá se tornar um!’

 

Mais adiante, uma jovem belíssima, num vestido branco, encontrou o menino. Seus olhos eram como estrelas azuis, e ele lhe perguntou: ‘Você é um anjo?’ Ela ergueu o garoto em seus braços e falou feliz: ‘Uma pessoa muito especial me disse ontem à noite que eu era um anjo!’ E enquanto o menino empolgado a beijava, a jovem viu seu namorado chegando. Tentou se livrar rapidamente da criança e, como não conseguiu se firmar nos saltos dos sapatos, foi ao chão.

 

‘Olhe, você sujou meu vestido branco, seu monstrinho!’ – disse ela, enquanto corria ao encontro do seu amado. O menino ficou chorando, até que sua mãe chegou e lhe enxugou as lágrimas com seu avental de algodão azul. O garoto abraçou o pescoço da mãe e disse-lhe: ‘Aquela moça também não era um anjo. Estou cansado, você me carrega?’

 

E voltaram para casa cantando: “Se acontecer um barulho perto de você, é um anjo chegando para receber suas orações e levá-las a Deus...” À noite, depois que rezaram e já iam dormir, a mãe ainda teve que responder mais esta pergunta do filho: ‘Mãezinha, você é meu anjo, não é?’ E cheia de sabedoria, ela explicou: ‘Não, meu amor, o seu anjo veio do Céu e foi Deus quem o enviou. Eu também tenho o meu anjo da guarda, que me ajuda a ser a sua protetora humana aqui na Terra e doar a minha vida por você – se for preciso. Agora, vá dormir e diga bom dia ao seu anjinho assim que acordar amanhã.’

 

Este é um conto simples, singelo e mais bonito quando temos a oportunidade de catequizar as crianças e ensinar-lhes o quanto Jesus e Nossa Senhora nos amam. Mas, com certeza, sempre surgem comparações entre as coisas do Céu e da Terra – como o anjo que o menino procurava na estrada. No caso da história, a grande diferença entre os anjos e os seres humanos está no fato de que os enviados de Deus nunca nos decepcionam, enquanto os homens sim.

 

No entanto, da mesma maneira que acusamos algumas pessoas de agirem errado conosco, também estamos sendo julgados por terceiros: pela nossa incoerência nas palavras, pelas nossas atitudes impróprias, pelo nosso egoísmo, pelas ambições, vaidades etc. O melhor seria que mudássemos de comportamento e déssemos o exemplo de não mais julgar ninguém.

 

Não restam dúvidas de que essa virtude de compreender melhor as pessoas requer humildade, mansidão no coração e muita oração, mas não é impossível de se conseguir – vindo a praticar sempre. Eu tenho tentado melhorar em aceitar todos como são e, quanto mais tento, mais preciso exercitar o perdão e também mais sinto o meu anjo da guarda me aconselhando a persistir nesse caminho.

 

Embora eu ainda esteja longe de ser o modelo de virtudes que Deus gostaria de ver em mim, posso testemunhar que quem vive procurando os caminhos do bem, da verdade e do amor, desfruta de muito mais alegrias do que decepções. Quando alguma coisa parece não ter conserto, acontece uma graça Divina e tudo volta ao normal.

 

E tentando concluir este artigo, peguei um semanário litúrgico para buscar algumas palavras de salvação. O tema de uma referida missa foi: ‘Deus muito perdoa a quem mostra muito amor’ e, no Evangelho (Lc 7, 36-50), Jesus deixa claro que aquele que mais perdoa será também sempre mais amado por todos.

 

Portanto, para fazer o papel de um anjo de Deus na construção de seu Reino e, um dia, conhecer os verdadeiros anjos e santos no Céu, lembre-se destes conselhos (que também obtive no folheto litúrgico que citei): “A autossuficiência mata a pessoa por dentro e por fora. Por isso, nas comunidades cristãs, não pode haver exclusões de pessoas nem arrogância, para que todos sejam sinais transparentes da bondade de Deus.”

 

Sempre que isso acontecer, juntamente com os anjos e os santos, poderemos dizer: ‘Glória e louvor ao Pai, que em Cristo nos reconciliou!’

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 401 1 Fevereiro 2019

 

Coisas de criança

 

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus: ‘Dizem que estarei sendo enviada à Terra amanhã, mas como vou viver lá sendo assim tão pequena e indefesa?’ E Deus disse: ‘Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e guiará os seus passos.’ A criança ainda quis saber como faria para ser feliz, e o Senhor lhe respondeu: ‘Seu anjo alegrará você e sempre será possível sentir-se muito amada.’

 

Ainda confusa, a pequena criatura continuou perguntando: ‘Como poderei entender quando falarem comigo, se não conheço a língua deles?’ O Criador explicou que, com muito carinho e paciência, o bom anjo lhe ensinaria primeiro a rezar e depois a falar. E querendo logo encerrar as dúvidas, a criança exclamou: ‘Eu serei muito triste se estiver longe do Senhor!’ Aí, Deus sorriu e disse: ‘Seu anjo sempre falará de mim, lhe ensinará como me encontrar e, assim, eu também estarei dentro de você.’

 

Nesse momento, havia muita paz no céu e as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente: ‘Oh, Deus, se eu estiver pronta para ir agora, diga-me, por favor, qual o nome do meu anjo?’ E Deus respondeu: ‘Você chamará seu anjo de Nossa Senhora!’

 

Belo conto, não? Apesar de ser apenas uma história e Maria não ser anjo – mas a eterna Rainha dos anjos –, cada vez que eu a conto a alguém, digo que essa criança sou eu. O amor que sinto pela Santíssima Mãe do Céu é tão grande que chego a imaginar, quando pequeno, o Divino Pai me tocando e recomendando que eu nunca largue as mãos de Nossa Senhora. E quantas outras pessoas devem agora estar imaginando ter passado por isso também!

 

Quando Roberto Carlos compôs a sua grande homenagem à Virgem Maria, deve ter voltado a ter um humilde espírito de criança para escrever: ‘Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração, da minha vida, do meu destino, do meu caminho, cuida de mim.’

 

Até um grande amor pode se fundamentar em brincadeiras sadias de criança. Por exemplo, contam que um casal chegou a completar bodas de ouro sem nunca ter brigado, porque eles faziam um jogo muito interessante: um escrevia a palavra ‘Neoqerpv’ num lugar inesperado e, assim que o outro achasse, deveria escrevê-la em outro lugar escondido.

 

Eles colocavam Neoqerpv dentro do açucareiro para que o próximo que fosse usá-lo achasse, escreviam na janela embaçada pelo sereno, escreviam no sabonete e até no final do rolo de papel toalha! Não havia limite para colocar a palavra Neoqerpv e surpreender o parceiro.

 

Aquilo era mais do que um jogo de diversão – era um modo de vida! Muita gente não entendia a brincadeira que faziam e a felicidade que sentiam quando um achava o bilhete do outro, até que um dia, quando ela morreu, as palavras tristes do bondoso velhinho revelaram o grande segredo.

 

Durante o velório, ele disse a todos o que significava a palavra ‘Neoqerpv’: ‘Nunca esqueça o quanto eu rezo por você!’ E as pessoas passaram a compreender a vida que levaram: agradecendo a refeição que comiam, indo de mãos dadas à missa, ajudando os necessitados, criando os filhos na fé cristã, e, principalmente, um intercedendo a Deus pelo outro. O marido até mandou gravar Neoqerpv no caixão da eterna amada.

 

São coisas de criança que nos ajudam a chegar ao céu! E quanta gente se esquece que Jesus Cristo gravou ‘Eu te amo’ no coração de cada um de nós, no dia do batismo. Sem dúvida, aquela foi a data mais abençoada de nossa vida de criança e, como parte de minha missão evangelizadora, eu sempre dou testemunhos a casais, dizendo que a partir do dia que começamos a rezar e a trabalhar juntos a serviço de Deus, eu e minha esposa deixamos de brigar. E isso já faz mais de vinte anos!

 

Também os pais de uma criança devem cuidar bem dos valores que farão parte da vida dela. É triste saber que existem crianças rezando assim:

 

“Senhor, esta noite peço algo especial: me transforme num celular. Gostaria de ocupar o seu lugar para poder viver o que ele vive em minha casa, sem ser interrompido e nem questionado. Quero que me levem a sério quando falo e que acreditem em tudo o que eu digo. Quero também sentir o cuidado imediato que recebe o celular quando algo não funciona e ter a companhia do meu papai quando chega em casa. Gostaria que minha mamãe me procurasse quando está aborrecida e que meus irmãos brigassem para estar comigo. Me ajuda, Senhor, a viver a sensação de que a minha família larga tudo para passar alguns momentos ao meu lado. Amém!”

 

Pois é, saiba que não há nada que compense o fracasso familiar na cabeça de uma criança.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 400 26 Janeiro 2019

 

Quem é o burro da história?

 

Um dia, o saudoso padre Aquilino me passou esta história:

 

Um anjo do Céu resolveu fixar sua morada na Terra e desceu numa planície, por onde passava um lenhador puxando o seu burro pelo cabresto. Querendo obter informações sobre o mundo em que viviam, foi logo perguntando: ‘Por favor, neste planeta, quem de vocês inventou a guerra?’ Respondeu-lhe o burro: ‘Foi ele.’ – levantando a pata em direção ao homem.

 

‘E qual de vocês ajuda o outro?’ – perguntou o anjo. ‘Ele.’ – afirmou o homem, muito sem jeito. ‘Qual é o que, ao lombo, conduz os peregrinos cansados?’ – quis saber o anjo. ‘Sou eu, senhor.’ – falou o burro, todo envaidecido. ‘Mas, quem de vocês mata os outros animais para lhes comer a carne? – indagou o anjo. ‘Sou eu, sim, senhor.’ – afirmou o homem, muito cheio de si.

 

‘Quem conduziu Jesus ao Egito, vencendo léguas pelo deserto?’ – perguntou o anjo. ‘Foi ele aqui.’ – disse o homem, olhando para o burro. ‘Qual foi o que perseguiu o Menino Jesus e o quis degolar? – quis saber o anjo. ‘Foi ele, senhor.’ – disse o burro, de olho no homem. ‘E quem levou Jesus a Jerusalém para pregar a Boa Nova?’ – interrogou o anjo. ‘Ele.’ – confirmou o homem.

 

‘Quem fez a barbaridade de injuriar e crucificar Jesus?’ – indagou o anjo. ‘Ah, isso quem fez foi ele!’- retrucou o burro, levantando as orelhas e se afastando do dono. ‘Mas, quem entre vocês, por ter vida honrada e pura, é o rei da criação e se considera a imagem de Deus? Só pode ser você, não é burro?’ – quis concluir o anjo. ‘Não, senhor, sempre foi ele.’ – afirmou o burro, desapontado e com os olhos cheios de lágrimas.

 

Ao ouvir esta última resposta, o anjo levantou voo e, voltando ao Paraíso, passou a dizer aos outros arcanjos: ‘Não queiram viver na injustiça dos homens!’

 

Pensando bem, não é à toa que muitos humanos são chamados de burros, não é mesmo? E mesmo assim, a ofensa ainda poderia ser considerada um grande elogio, se pensássemos na utilidade desse animal irracional tão sofrido! Mas, analisando pelo lado da espiritualidade, você concorda que ‘burro’ mesmo é aquele que não aceita seguir Jesus Cristo? Sem querer ofender ninguém, reflita comigo se dá para entender um ser humano que, mesmo sabendo que está caminhando para o inferno, continua na vida de pecados! Não é burrice?

 

Eis outra história que poderá mudar o destino de muita gente inteligente:

 

Uma filha se queixou ao pai sobre sua vida e como as coisas estavam difíceis para ela. Já não sabia mais o que fazer e queria desistir de enfrentar os problemas. O pai, levou-a até a cozinha, encheu três panelas com água e as colocou em fogo alto. Numa, ele pôs cenouras, noutra, colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

 

Minutos depois, ele pescou as cenouras e as deixou numa tigela. Retirou os ovos e os depositou na mesa. Por último, pegou o caldo de café com uma concha e o colocou para coar. Virando-se para a filha, perguntou: ‘Querida, o que você está vendo?’ Ela respondeu: ‘Cenouras, ovos e café!’

 

Ele, então, pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que estavam macias. Ele também pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Depois de retirar a casca, ela verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, o pai pediu à filha que adoçasse e tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar o seu aroma delicioso.

 

Depois disso tudo, a jovem perguntou humildemente: ‘O que significa isso, pai?’ E ele explicou que cada ingrediente havia enfrentado a mesma adversidade: água fervendo; mas que cada um reagiu à sua maneira. A cenoura entrou forte, firme e inflexível, mas, depois de ter sido submetida à fervura, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis e, depois, se tornaram muito mais rijos.

 

O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que foi colocado na água quente, ele transformou a água! E o pai perguntou à filha: ‘Qual deles é você? Quando a tristeza bate à sua porta, como você responde? Você é do tipo cenoura, ovo ou pó de café?’

 

E continuou falando: ‘Você é como a cenoura que parece forte, mas, com a adversidade, murcha, se torna frágil e perde a força? Ou será que você é como o ovo que parece maleável e, depois de alguma provação, se torna duro por dentro? Ou será ainda que você é como o pó de café que mudou a água? Lembre-se que quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.’

 

Assim concluiu o pai: ‘Filha, seja como o pó de café: quando tudo ferver à sua volta, é hora de se tornar melhor e fazer com que todos reconheçam o seu valor.’

 

Só faltou ao pai dizer que tudo é muito mais difícil quando não se tem fé. Confiando em Deus, é possível superar todos os problemas nas Suas promessas: “... o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará.” (Jo 16, 23); “O que é impossível aos homens, é possível a Deus.” (Lc 18, 27); Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. (II Cor 12, 9); “Não te deixarei, nem desampararei.” (Heb 13,5).

 

É claro que um burro não entenderia isso!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 399 22 Janeiro 2019

O maravilhoso paraíso celeste

No capítulo ‘Felicidade do Céu’, do livro ‘Preparação para a Morte’, Santo Afonso descreve o Paraíso – lugar onde vão as almas dos justos após a purificação no Purgatório, ou então diretamente, por merecimento de santidade. Para o crescimento espiritual de todos nós e fortalecimento da fé cristã em cada coração, será muito proveitoso refletirmos aqui algumas palavras do citado Santo a esse respeito:

“Depois de entrar na felicidade de Deus, a alma não terá mais nada a sofrer. No Paraíso, não há doenças, nem pobreza, nem incômodos. Deixam de existir as vicissitudes dos dias e das noites, do frio e do calor; é um dia perpétuo e sempre sereno, primavera perpétua e sempre deliciosa. Não há perseguições, nem ciúmes; neste reino de amor, todos os seus habitantes se amam mútua e ternamente, e cada qual é tão feliz da ventura dos outros como da própria. Não há receios, porque a alma, confirmada na graça, já não pode pecar nem perder a Deus. Tudo é novo, tudo consola, tudo satisfaz.

Os olhos deslumbrar-se-ão com a vista desta cidade cuja beleza é perfeita. Que maravilha não nos causaria a vista de uma cidade cujas ruas fossem calçadas de cristal, e cujas casas fossem palácios de prata ornados de cortinados de ouro e de grinaldas de flores de toda espécie. Oh, quanto mais bela ainda é a cidade celeste!

Que delicioso não será ver todos os seus habitantes vestidos com pompa real, porque todos efetivamente são reis, como lhes chama Santo Agostinho: ‘Quot cives, tot reges’. Que delicioso não será ver Maria, que parecerá mais bela que todo o Paraíso! Que delicioso não será ver o Cordeiro divino, Jesus, o Esposo das almas! Um dia Santa Teresa viu apenas uma das mãos de Cristo e ficou cheia de admiração à vista de semelhante beleza.

Cheiros suavíssimos, perfumes incomparáveis regalarão o olfato. O ouvido ouvirá arrebatado as harmonias celestes. Um anjo deixou um dia São Francisco ouvir um único som da música celeste, e o Santo julgou morrer de felicidade. O que não será ouvir todos os Santos e todos os Anjos cantarem em coro os louvores de Deus! O que não será ouvir Maria celebrar as glórias do Altíssimo! A voz de Maria é no Céu – diz São Francisco de Sales – o que é num bosque a do rouxinol, que vence a de todas as outras aves.

Numa palavra, o Paraíso é a reunião de todos os gozos que se pode desejar. Mas, essas inefáveis delícias até aqui consideradas são apenas os menores bens do Paraíso. O maior é o Bem supremo, que é Deus – diz Santo Agostinho. A recompensa que o Senhor nos promete não consiste unicamente nas belezas, nas harmonias, nos outros encantos da bem-aventurada cidade; a recompensa principal é Deus, isto é, consiste em ver Deus face a face e amá-Lo.

Assegura Santo Agostinho que, para os condenados, seria como estar no Paraíso se chegassem a ver Deus. E acrescenta que se fosse dado a uma alma, ao sair desta vida, a escolha de ver a Deus ficando nas penas do inferno, ou ser livre do inferno e ao mesmo tempo privada da vista de Deus, ela preferiria a primeira condição.

A felicidade de contemplar com amor a face de Deus, não a podemos conceber neste mundo, mas procuremos avaliá-la, ainda que não seja senão pela rama, segundo os efeitos que conhecemos.”

Que lindo relato do Céu! Somente alguém em estado de graça poderia ter tanta certeza das maravilhas que nos esperam, não? Êpa, nos esperam? Todos nós, sem distinção? Sim, todos que quiserem! Pense nisso e conclua comigo que Nosso Senhor chama igualmente a todos para o Seu Reino, mas, infelizmente, poucos aceitam esse convite.

Ao evangelizarmos em Seu nome, por que não conseguimos enfiar na cabeça de alguns irmãos a beleza de viver eternamente no Paraíso? Bastaria apenas que resolvessem experimentar as graças maravilhosas que sempre alcançamos em oração e, assim, passariam a trabalhar em comunidade... mas nem todos querem renunciar os pecados do mundo e seguir Jesus Cristo, não é mesmo?

Falando assim, você pode pensar que julgo já ter ganho o Paraíso, mas, acredite, eu tenho certeza que ainda preciso de muita purificação para chegar lá. Contudo, sempre digo que o meu objetivo neste mundo é mostrar a Deus que eu sou trigo e não joio para a humanidade. Para isso, sei que preciso sempre me penitenciar – através da Confissão Sacramental – para receber o Corpo de Cristo, pois São Paulo nos advertiu: “... todo aquele que comer este pão ou beber o cálice do Senhor indignamente... come e bebe a própria condenação.”

E, como sempre insisto, a oração do Terço também soluciona inúmeros problemas, assegura a salvação eterna e antecipa a implantação do Reino do Imaculado Coração de Maria no mundo. Enquanto eu for abençoado com uma boa saúde, vou rezando e trabalhando para chegar mais perto das maravilhas do Céu.

E você, o que tem feito para salvar mais almas para Jesus? Se a pessoa que você mais gosta estivesse prestes a pular de um prédio, não se arriscaria para salvá-la? Isso nunca acontecerá se você rezar por ela... e ainda poderá salvá-la de corpo e alma!

Tenha certeza: Deus é muito bom e justo com você.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 398 11 Janeiro 2019

Não desista de você

Infelizmente, nem todos superam os obstáculos com oração. Vou contar o triste caso de Lee Harvey – um americano órfão de pai e filho de uma mulher que destruiu três casamentos. A mãe não lhe deu nenhum afeto ou educação na infância e, por consequência, sua adolescência foi cheia de brigas e confusões.

Apesar de um Q.I. alto, Lee fracassou na escola e desistiu de estudar no penúltimo ano do segundo grau. Tentou ser fuzileiro naval, mas, foi expulso da corporação. Casou-se e teve dois filhos antes de abandonar o lar. Após algumas tentativas mal sucedidas de reconciliação com a esposa, um dia, foi à garagem de sua casa, apanhou uma espingarda e a levou consigo para o emprego que acabara de arranjar – num depósito de livros. E, de uma janela do terceiro andar daquele prédio, logo após o almoço do dia 22 de novembro de 1963, atirou duas balas – que esfacelaram a cabeça do presidente John F. Kennedy.

Este relato da vida de Lee Harvey Oswald mostra o quanto um ser humano pode se desviar dos caminhos de Deus. E, muitas vezes, somos culpados por tratar as pessoas da mesma forma que ele foi tratado. Quando poderíamos ter amado, retivemos a afeição. Quando poderia ter sido tão simples responder com um sorriso, criticamos. Quando a Palavra de Deus poderia ter iluminado a vida de um irmão, decidimos permanecer silenciosos...

Há um provérbio árabe que diz: ‘Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa.’ Pensando assim, outro americano – John Pierpont –sempre lutou contra o fracasso. Em 1866, aos oitenta e um anos, acabou seus dias como funcionário público de baixo escalão em Washington – arrastando o peso de inúmeras frustrações!

Formou-se em Yale, optando pela carreira de professor. No magistério, porém, logo se revelou um fracasso. Resolveu tentar um estágio como advogado, mas o fracasso outra vez não demorou a derrotá-lo. Como sua terceira opção, Pierpont tentou o mercado de secos e molhados: abriu um armazém. Novo fracasso, pois o homem simplesmente era incapaz de cobrar preços que lhe dessem lucro e não resistia aos pedidos de fiado.

Entre uma profissão e outra, ele escrevia poesias e, apesar de serem publicadas, não lhe rendiam direitos autorais suficientes para viver de versos. Conseguiu, então, ser indicado como candidato a governador de Massachussetts, mas perdeu a eleição. O mesmo aconteceu quando foi candidato ao senado.

Com a Guerra Civil em andamento, aos setenta e seis anos, Pierpont apresentou-se como Capelão ao 22º Regimento de Voluntários, mas pediu baixa quinze dias mais tarde, ao descobrir que não tinha estômago para guerras. Morreu, como já disse, pensando ter sido um perfeito fracassado.

Não conseguiu fazer até o fim uma única coisa das que tentou, mas, no Natal, todos nós cantamos a música que John Pierpont compôs e nos deixou de presente: Jingle Bells!

Pois é, há casos e casos reais – tudo é bênção ou lição! Seja qual for o seu, lembre-se que Deus nunca desiste de salvar você.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 397 –  2 Janeiro 2019

A Senhora do Rosário de Fátima

Como o primeiro dia do ano a Igreja festeja a devoção à Santa Mãe de Deus, começo 2019 com uma história de profundo amor da Maria Santíssima por seus filhos, que ocorreu em 1917, Portugal. Começa em 1916, quando o mundo passava pela I Guerra Mundial e por todas as desgraças que ela trazia às famílias – destruídas pela morte, pobreza e descrença. Naquela época, num vilarejo de Fátima, viviam três crianças: os irmãos Francisco e Jacinta Marto – 9 e 7 anos – e a prima Lúcia de Jesus – 10 anos. Felizes, eles tomavam conta de ovelhas, brincavam e, principalmente, rezavam o Terço.

Um dia, tocando o rebanho, descobriram uma gruta. Entraram para descansar e, de repente, apareceu-lhes um anjo convidando-os para rezar a seguinte oração: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam. Amém.” E o Anjo da Paz disse-lhes também que os Corações de Jesus e Maria ficariam profundamente tocados se eles rezassem com muita fé.

A partir daquele dia, os pastorzinhos passaram a rezar constantemente, preparando seus corações para as próximas visitas do anjo; e, na sua última visita, ele deu às crianças três Hóstias pingando o Preciosíssimo Sangue de Jesus – a Primeira Comunhão! Assim, os pequenos foram perfeitamente preparados para as revelações futuras em suas vidas.

Os videntes receberam a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima ao meio dia de 13 de maio de 1917. Ela apareceu sobre uma árvore pequena, com uma nuvem a seus pés, vestida de branco e segurando um lindo Rosário. Naquele momento tão abençoado, a Virgem Maria disse-lhes: “Não temam, não lhes farei nenhum mal. Vim do Céu para pedir que venham aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora e, em outubro, direi quem sou e o que desejo de vocês para o futuro.”

Ela perguntou aos meninos: “Vocês se oferecem a Deus para suportar os sofrimentos que Ele enviar, em reparação pelos pecados com que é ofendido e pela conversão dos pecadores?” Eles responderam ‘sim’ e um pacto divino teve seu início. Os três compreenderam o que Maria pediu e nos pede até hoje: oração e conversão.

Assim, eles começaram a sofrer grandes tribulações, mas sempre eram fortalecidos pelos Sagrados Corações. Chegaram a viver uma experiência ímpar na história da humanidade: no dia 13 de julho de 1917, Nossa Senhora permitiu que eles tivessem uma terrível visão do inferno e das almas ali condenadas. Depois disso, tiveram ainda mais horror do pecado e do mal, dedicando-se com muito ardor à oração e à penitência.

Durante os seis meses das aparições e mesmo depois que elas terminaram, os três foram interrogados e pressionados pelas autoridades. Chegaram a ser raptados, presos, ameaçados de morte, sofreram violências físicas e todos zombavam deles, mas, pela graça de Deus e pela intercessão de Nossa Senhora, superaram as dificuldades.

É importante sabermos que, na última das aparições, em 13 de outubro de 1917, Maria revelou em sua mensagem: “Eu sou a Senhora do Rosário. Vim para exortar os fiéis a reformarem o seu comportamento e pedirem perdão dos pecados que cometeram. É preciso que eles não ofendam mais a Jesus, já bastante ofendido e ultrajado pelos pecados e crimes da humanidade. Meu Coração Imaculado haverá de triunfar!”

Em seguida, a chuva forte que caía parou e o sol girou no céu milagrosamente, fazendo mais de cinquenta mil pessoas acreditarem que Nossa Senhora estava aparecendo ali na Cova da Iria. Ela insistiu também em quatro pontos muito importantes para que o seu Imaculado Coração possa realmente triunfar e nos trazer muitas graças:

- Que tenhamos uma grande devoção ao seu Imaculado Coração;

- Que rezemos o Rosário diariamente, com muita fé e devoção;

- Que façamos sacrifícios pelos pecadores, pelo Papa e em reparação aos pecados cometidos contra o seu Imaculado Coração; e

- Que haja a nossa consagração sincera ao seu Imaculado Coração.

Que história maravilhosa! É por este e outros fatos que confio plenamente na proteção de Nossa Senhora. Ela olha por mim, pela minha família, pela nossa Comunidade, pelos nossos padres, pelos nossos doentes, enfim, Ela está à frente de tudo o que pensamos e fazemos. E quando algo me preocupa em excesso, rezo assim: “Mãezinha, toma conta disso pra mim.” E preciso dizer o que acontece?

Em julho do ano passado, quando estive em Fátima com um grupo de devotos, senti a emoção de presenciar os lugares onde a Virgem Maria esteve com os pastorinhos, pude rezar o Terço e missa naquele local e participar da comovente procissão de luz à noite. Não há palavras para descrever essa forte experiência de fé. E também por isso, eu quero continuar sendo um pastorzinho da Rainha, e você?

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 396 –  21 Dezembro 2018

 

Como comemorar o natal?

 

O dia de Natal só existe porque em Belém, há quase dois mil anos, nasceu o Filho de Deus para nos salvar: “...E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (Jo 1, 14). Portanto, nenhuma comemoração neste dia tem mais sentido do que sermos instrumentos de Jesus Cristo - que continua vivo entre nós. Mas, de que forma faremos isso?

 

Sem dúvida, pela vontade de Deus, uma maneira de vivenciarmos o espírito do Natal será através da caridade. Não podemos nos esquecer que o Menino Jesus nasceu de uma família pobre, numa manjedoura. Se, hoje, temos fartura na ceia ou no almoço de Natal – talvez, muito mais do que Cristo teve em qualquer momento de sua vida aqui na terra -, é graças a Ele que conseguimos. Nesta semana, partilhando um pouco do que é nosso com os pobres, a noite de Natal será mais bonita, porque Jesus estará mais alegre – derramando mais bênçãos sobre nós.

 

Como cristãos, outra opção que teremos no dia 25 será visitar os doentes, as crianças abandonadas, os idosos carentes ou os encarcerados, e prestar solidariedade natalina a eles: falando de Jesus e de Maria, pregando o Evangelho, levando presentes, fazendo orações etc. Isso pode parecer difícil ou quase impossível pra muita gente por estar reunida com familiares, mas se fosse um parente próximo nosso que estivesse vivendo alguma dessas situações, provavelmente não estaríamos lá também? É preciso lembrar que o próprio Cristo está presente em cada irmão anônimo que sofre as injustiças sociais do nosso país e, ajudando a eles, será a Deus que estaremos servindo.

 

No dia de Natal, também não poderemos deixar de rezar. Rezar principalmente agradecendo pelas nossas vidas, agradecendo por cada momento de paz que desfrutamos com a nossa família e agradecendo pelos nossos dons. Dons que deveriam ser oferecidos ao Senhor durante o ano inteiro: na caminhada de evangelização do Seu povo, no trabalho de pastorais da Sua Igreja e na realização de obras materiais para a construção do Seu Reino. Quem agir assim, estará plantando a paz rumo ao Novo Milênio.

 

E mesmo que você, caro leitor, aceite alguma das minhas sugestões para comemorar o nascimento do Menino Jesus, não se esqueça também de, ao menos, telefonar para os amigos e lhes desejar um santo Natal com Cristo. Na minha opinião, isso é mais importante do que um simples cartão de boas festas. Quem sabe, durante a conversa, você não terá oportunidades de contar sobre a sua boa ação da semana e lhes sugerir que façam o mesmo? Se o fizer, o Espírito Santo estará ao seu lado lhe ajudando. Experimente!

 

Que Deus dê um Natal de paz a todos os seus filhos. Peço a Nossa Senhora que abençoe o Papa, que abençoe o Brasil, que abençoe o nosso pároco, que abençoe as nossas comunidades e também que abençoe e converta o mundo inteiro ao Coração de Jesus.

 

Natal é missa! Natal é partilha! Natal é oração! Natal é solidariedade com o irmão! E que os anjos digam ‘amém’!

Paulo R. Labegalini
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