Paulo 2016

Paulo R. Labegalini
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Vicentino de Itajubá-MG e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG)
Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas
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Mensagem da Semana - Nº 295 22 Dezembro  2016

 

ENTÃO, É NATAL!

 

No capítulo 21 do Evangelho de Mateus, está escrito:

 

“Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu: ‘Não quero’. Mais tarde, porém, arrependeu-se e foi. Dirigindo-se ao segundo, falou-lhe do mesmo modo e ele respondeu: ‘Vou sim, senhor’. Mas, não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai? Responderam eles: ‘O primeiro’. Jesus disse-lhes: ‘Em verdade vos digo: os cobradores de impostos e as meretrizes vão preceder-vos no Reino de Deus. João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas, os cobradores de impostos e as meretrizes acreditaram nele. E vós, nem depois de verdes isto, vos arrependestes para acreditar nele’.”

 

Hoje, devemos dizer o mesmo aos incrédulos: ‘Jesus se fez homem para nos mostrar o caminho do Céu, e não acreditam n’Ele? Mas, ainda é tempo! Ele está renascendo no meio de nós! Se não o acolherem, a verdadeira Luz jamais brilhará nas trevas dos seus endurecidos corações’. Bem, e a consequência para os que não se converterem também está escrito na Bíblia e acredito que todos já sabem o castigo que sofrerão.

 

Eu, por exemplo, não posso propor a ninguém um modelo de perfeição segundo a minha maneira de viver, mas, na fraqueza humana, pelo menos procuro produzir frutos de sincero pecador arrependido. Um verdadeiro arrependimento das nossas ofensas a Deus é o primeiro passo para chegarmos a fazer o bem em plenitude. E quem foi batizado tem o dever cristão de se aproximar cada vez mais de Jesus Cristo para anunciá-Lo a todos, concorda?

 

Pois é, isso está ainda mais fácil porque é Natal! Novamente Ele veio ao nosso encontro e nos pede abrigo no coração; mas, infelizmente, muitas pessoas preferem desprezá-Lo, como fizeram em Belém, deixando-O nascer numa estrebaria. E o pior: abandonaram-No morrendo pregado na cruz! Não vamos repetir essa história, não é mesmo?

 

Então, coloque alegria na sua vida e confie na paz que vem do Céu; porém, saiba que só teremos um feliz Natal se tivermos o Espírito Santo dentro de nós. Isso significa: humildade, arrependimento dos pecados, oração e caridade – não somente hoje, mas sempre! E quem experimenta viver no amor de Deus, sente Sua forte presença a cada instante e pode dizer que isso é muito bom. Apesar das provações e sofrimentos da vida, prevalece a paz de espírito e a união na família.

 

Contudo, para os mais pessimistas, conto esta história:

 

“Um homem estava extremamente triste e desencorajado de se levantar todas as manhãs para ir trabalhar, enquanto a mulher ficava em casa. Querendo que ela soubesse o quanto lhe custava sair cada dia para o trabalho, ele fez o seguinte pedido:

 

– Meu Deus, eu dou duro todos os dias durante oito horas, sem contar com o transporte de ir e vir que me ocupa mais três horas! Minha mulher, que fica em casa, precisa saber o quanto eu sofro. O Senhor poderia trocar os nossos corpos para que ela compreendesse o meu calvário?

 

Na sua infinita bondade, o Criador aceitou o pedido e, no outro dia de manhã, o homem acordou mulher. Então, preparou o café da família, trocou as crianças para irem à escola, foi ao banco e ao supermercado, pagou algumas contas em lojas, lavou roupas, arrumou a casa, fez almoço, lavou as louças, ajudou os filhos nas tarefas, escovou o cachorro, passou roupas, preparou a janta, limpou a cozinha, deu banho nas crianças e as colocou para dormir, bateu um bolo para o dia seguinte e, enfim, fez a sua higiene pessoal e foi se deitar.

 

De manhã, levantou-se e rezou:

 

– Meu Deus, eu estava enganado por ter inveja da minha mulher que ficava em casa. Por favor, permita que possamos cada um retomar ao corpo original.

 

E o bom Deus respondeu:

 

– Meu filho, eu creio que você aprendeu a lição e ficarei muito feliz em restabelecer as coisas como eram antes, mas é preciso esperar nove meses... Você ficou grávido ontem à noite!

 

A partir daquele dia, ela – ou ele – passou também a fazer feira para comprar mais barato os legumes e conseguir guardar algumas economias para o parto. E embora adorasse jiló, não comprava porque ninguém mais na casa gostava e queria agradar o marido com os filhos – como quase todas as mulheres fazem.”

 

Que dureza, não? E você, quantos ‘jilós’ deixará de comer neste Natal para agradar o próximo? Fará isso por amor ou reclamando da vida? Se tivesse mais dinheiro, gastaria com os pobres ou aumentaria sua ceia? Lembre-se que os preferidos de Jesus continuam sendo os pobres e, nas famílias mais ricas, também acontecem grandes incompreensões, traições, paranoias etc. Enquanto isso, o tempo passa e o Menino-Deus aguarda para nascer.

 

Desejo que você limpe o seu coração, não sinta inveja, dê o perdão a quem ainda não foi perdoado e, mais do que nunca, tenha um santo Natal na família que o Senhor lhe presenteou. Salve Jesus Cristo!

 

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Mensagem da Semana - Nº 29416 Dezembro  2016

 

COMO COMEMORAR O NATAL

 

O dia de Natal só existe porque em Belém, há mais de dois mil anos, nasceu o Filho de Deus para nos salvar: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1, 14). Portanto, nenhuma comemoração nesse dia tem mais sentido do que sermos instrumentos de Jesus Cristo – que continua vivo entre nós. Mas, de que forma faremos isso?

 

Sem dúvida, pela vontade Divina, uma boa maneira de vivenciarmos o espírito do Natal será através da caridade. Não podemos nos esquecer que o Menino Jesus nasceu de uma família pobre e numa manjedoura! Se, hoje, temos fartura na ceia ou no almoço de Natal – talvez, muito mais do que Cristo teve em qualquer momento de sua vida aqui na terra –, é graças a Ele que conseguimos. Partilhando, portanto, um pouco com os pobres, a noite de Natal será mais bonita, porque Jesus estará alegre – derramando mais bênçãos sobre nós.

 

Como cristãos, outra opção que teremos na semana do dia 25 será visitar os doentes, as crianças abandonadas, os idosos carentes ou os encarcerados, e prestar solidariedade natalina a eles: falando da Família de Nazaré, pregando o Evangelho, levando presentes, fazendo orações etc. Isso pode parecer difícil ou quase impossível pra muita gente, mas, se fosse um parente nosso que estivesse vivendo alguma dessas situações, provavelmente não estaríamos lá também? É preciso lembrar que o próprio Cristo está presente em cada irmão que sofre as injustiças sociais do nosso país e, ajudando a eles, será a Deus que estaremos servindo!

 

No dia de Natal, também não poderemos deixar de agradecer: pelas nossas vidas; por cada momento de paz que desfrutamos com a nossa família; e pelos nossos dons. Dons que deveriam ser oferecidos ao Senhor durante o ano inteiro: na caminhada de evangelização do Seu povo; no trabalho de pastorais da Sua Igreja; e na realização de obras materiais para a construção do Seu Reino. Futuramente, quem agir assim, estará plantando a paz sonhada por todos.

 

E mesmo que você aceite alguma das minhas sugestões para comemorar o nascimento do Menino Jesus, não se esqueça também de, ao menos, telefonar para os amigos e lhes desejar um santo Natal com Cristo. É necessário, ainda, rezar pelos falecidos queridos e lhes oferecer uma missa.

 

Puxa, viu quanta coisa bonita é possível fazer com amor no coração? Mas, esse amor não pode ter preconceitos, porque o verdadeiro amor a ser doado vem de Deus – sem distinção de raça ou exclusões de qualquer espécie.

 

E que Deus dê um Natal de paz a todos os seus filhos... porque Natal é missa... Natal é partilha... Natal é oração... Natal é solidariedade com o irmão!

 

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Mensagem da Semana - Nº 293 – 9 Dezembro  2016

 

DEIXE A RAIVA SECAR

 

Mariana ficou feliz porque ganhou um joguinho de chá todo azulzinho e bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia veio bem cedo convidá-la para brincar, mas ela não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.

 

Júlia, então, pediu que lhe emprestasse o conjuntinho de chá para se distrair na garagem do prédio. Mariana não queria entregar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo seu ciúme por aquele presente tão especial.

 

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o brinquedo jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava quebrada. Chorando e muito nervosa, ela desabafou:

 

– Tá vendo o que a Júlia fez comigo, mamãe? Estragou tudo e ainda deixou jogado no chão!

 

Totalmente descontrolada, Mariana queria ir ao apartamento da amiguinha pedir explicações, mas a mãe, com muita sabedoria, ponderou:

 

– Filhinha, lembra daquele dia quando saiu com seu vestido branquinho e um carro jogou lama na sua roupa? Ao chegar em casa, você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você se recorda do que ela falou? Disse para deixar o barro secar primeiro que depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixe-a secar que fica bem mais fácil resolver tudo.

 

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. Logo depois, Júlia tocou a campainha, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

 

– Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe, ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro igualzinho pra você. Espero que não fique chateada porque não foi minha culpa!

 

– Não tem problema, minha raiva já secou – disse Mariana.

 

Dando um forte abraço na amiga, levou-a ao quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

 

Portanto, nunca tome qualquer atitude com raiva. O ódio nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são. Assim, você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos outros pela posição ponderada diante de uma decisão difícil. Lembre-se sempre: ‘Deixe primeiro a raiva passar’.

 

E, há algum tempo, foi exatamente isso que me disse um padre quando comentei um problema particular com ele. Aconselhou-me a não tomar nenhuma decisão com a cabeça quente porque eu poderia me arrepender depois. Pois bem, segui a sua orientação e as coisas foram se resolvendo – com muita oração, é claro.

 

Um conselho assim serve para o resto da vida, não é mesmo? Eu concordo que nem sempre é fácil agir com prudência nos momentos de confronto, porém, o que não se resolve com diálogo e bom senso, normalmente traz consequências ruins. Isso acontece no trabalho, na família, entre amigos e nas comunidades religiosas também!

 

Fernando Pessoa dizia: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”; e, realmente, o tempo nos mostra que isso é verdade! Só que a alma deixa de ser pequena quando crescemos na fé: rezando, perdoando, servindo o próximo com amor, enfim, cultivando a nossa espiritualidade.

 

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Mensagem da Semana - Nº 292 -3 Dezembro  2016

 

O PRECONCEITO ASSUSTA

 

Dizem que este fato é real e aconteceu num voo da British Airways entre Joanesburgo e Londres, quando uma senhora de 50 anos sentou-se ao lado de um africano. Visivelmente perturbada, ela chamou a aeromoça e falou alto:

 

- Você me colocou para viajar com este negro? Exijo outro lugar imediatamente!

 

A funcionária ficou meio desconcertada e respondeu:

 

- O nosso voo está lotado, mas verei o que posso fazer.

 

Após alguns minutos, ela voltou e disse à passageira insatisfeita:

 

- Como eu suspeitava, não há mais lugares vagos na classe econômica e nem na classe executiva; entretanto, há um lugar na primeira classe. Conversei com o comandante e ele resolveu abrir uma exceção, transferindo alguém com assento na classe econômica para a classe mais cara do voo.

 

A passageira, toda sorridente, agradeceu:

 

- Fico feliz com a resposta da senhorita e gostaria de cumprimentar o piloto também.

 

Então, a aeromoça completou:

 

- Essa mudança vai acontecer pelo fato de uma pessoa ser obrigada a sentar-se ao lado de outra tão mesquinha!

 

E dirigindo-se ao negro, falou:

 

- Senhor, se for de sua vontade, pegue seus pertences que o assento na primeira classe está à sua espera. Será um grande prazer para todos que lá estão viajarem na sua companhia.

 

Aqueles passageiros que ouviram a conversa, aplaudiram quando o africano se levantou para mudar de lugar. Da mesma forma, precisamos mostrar indignação quando coisas desse tipo acontecem à nossa volta. Se não protestarmos, a exclusão social vai ganhando espaço e o mal acaba invadindo muitos corações.

 

Por outro lado, há histórias belíssimas que retratam o amor do ser humano pelas coisas de Deus, inclusive pelos animais. Leia esta:

 

Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ele não pedia dinheiro, mas aceitava um pão ou sobras de comida dos mais abastados. Ao seu lado, sempre estava um vira-lata que atendia pelo nome de Malhado.

 

O pobre homem não bebia álcool, era tranquilo, mesmo quando não tinha nem um pouco de comida para matar a fome. Dizia que Deus lhe daria algo na hora certa e isso sempre acontecia.

 

Tudo aquilo que ganhava dava primeiro ao Malhado que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco. Não tinham onde morar e, quando anoitecia, dormiam onde estavam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte.

 

Certo dia, um senhor idoso foi bater um papo com o velho Serapião. Iniciou a conversa falando do Malhado, perguntando pela idade dele. O mendigo respondeu que não tinha ideia, pois se encontraram quando andavam pelas ruas, e contou:

 

- Nossa amizade começou com um pedaço de pão. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço. O senhor precisava ver como ele agradeceu, abanando o rabo, e daí não me largou mais. Ajuda-me muito e eu retribuo sempre que posso.

 

- Mas, como vocês se ajudam?

 

- Ele vigia quando estou dormindo. Ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.

 

- Serapião, você tem algum desejo na vida?

 

- Sim, tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina.

 

- Só isso?

 

- No momento é só isso que desejo.

 

- Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.

 

Assim que o idoso voltou e lhe entregou o sanduíche, ele arregalou os olhos, deu um sorriso e agradeceu a dádiva. Em seguida, jogou a salsicha para o Malhado e comeu o pão com os temperos.

 

Não entendendo aquele gesto do mendigo, o senhor perguntou intrigado:

 

- Por que você deu logo a salsicha para o Malhado?

 

- Para o melhor amigo, o melhor pedaço!

 

E continuou comendo, alegre e satisfeito. Admirado, aquele cidadão mais velho saiu dali contente por ter aprendido mais uma lição na vida: ‘Para o melhor amigo, o melhor pedaço!’. Isso veio de encontro com outra frase de efeito que ele conhecia, retratando o amor que devemos ter para com nossos irmãos: ‘As pessoas são pesadas demais para serem levadas nos ombros. Leve-as no coração’.

 

Recomendo que você deixe brotar do seu peito o desejo intenso de fazer o bem, seja a quem for. Se não maltratamos os animais, por que excluir pessoas? Jesus Cristo veio ao mundo para socorrer os sofredores e continua nos chamando para essa missão.

 

E os sinais que Ele nos dá não param, pois há anos, na costa ocidental da Índia, a água de um Tsunami não entrou na Basílica de Nossa Senhora da Saúde, a 100 metros da praia - segundo palavras do bispo diocesano, Dom Devadass Ambrose. As ondas de 12 metros inundaram todos os estabelecimentos ao redor, mas os dois mil fiéis que estavam na igreja nada sofreram. E lá se encontravam pessoas de várias raças!

 

Concluindo, peço que você também reze intensamente pela saúde corporal e espiritual do Papa. Independente da nacionalidade, ele foi escolhido por Deus para ser o nosso santo pastor.

 

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Mensagem da Semana - Nº 291 -25 Novembro  2016

 O QUE IMPORTA É O RESULTADO? 

Dois amigos cristãos morreram no mesmo dia e chegaram juntos ao Céu. Um deles, era um motorista de táxi desastrado que corria feito um louco e vivia causando acidentes; foi, então, conduzido por um anjo a uma morada belíssima no Paraíso. O outro, era um grande orador que pregava paz e bem a todos os lugares que frequentava e, surpreendentemente, ganhou uma pequena e simples habitação no Céu.

 

Inconformado, o pregador foi reclamar com São Pedro, assim:

 

- Eu passei a vida falando de amor entre os povos e recebi uma recompensa pior do que aquele motorista barbeiro? Ele colocava a vida das pessoas em risco, inclusive, eu morri dentro do táxi dele no acidente de ontem!

 

- Pois é - disse São Pedro -, o resultado da evangelização no trabalho dele foi melhor do que o seu!

 

- Mas, como? Isso é um absurdo!

 

- Veja, enquanto você pregava, muitos dormiam; e enquanto ele transportava pessoas, todos rezavam!

 

É claro que isso é só uma piada, mas muitos veem apenas o resultado do nosso trabalho e não os meios que usamos para alcançá-lo. Foi assim que muita gente julgou aquele caso da americana Terri Schiavo, 41 anos, que vivia em estado vegetativo há 15 e morreu após longa batalha judicial entre o marido e a família. Ela era mantida viva artificialmente e recebia alimentação por meio de um tubo inserido em seu estômago, que depois foi retirado. Os médicos previam que ela morreria de inanição em até duas semanas após o desligamento do tubo.

 

Bob e Mary, pais de Terri, afirmavam que ela teria um estado menos grave de dano cerebral, denominado ‘estado de consciência mínima’, e defenderam sua sobrevivência até a véspera do falecimento, quando apelaram pela última vez à Suprema Corte, que rejeitou a revisão do caso.

 

O porta-voz da Santa Sé na época, Joaquim Navarro Valls, disse que a vida é sagrada e que, no caso da americana, uma morte foi arbitrariamente antecipada. Então, o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal José Saraiva Martins, também já havia se manifestado classificando o caso de “um atentado contra a vida”.

 

Eu concordo que não podem ser permitidas medidas que apressem o fim de qualquer ser humano, porque a vida é a coisa mais valiosa que temos. Isto é o que penso do ponto de vista do bom senso e da fé católica. Eutanásia é pecado mortal, pois, se Deus nos deu a vida, só Ele pode tirá-la.

 

Mas, quem julgou apenas o ‘resultado’ do procedimento e não os meios utilizados, pode argumentar que a dor de Terri foi aliviada; contudo, isso não justifica premeditarem a morte da paciente. Assim diz o mandamento: “Não matarás!”; e quem ama a Deus, cumpre os seus preceitos e jamais os contesta.

 

Jesus disse: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”, portanto, o tempo da nossa permanência aqui na Terra a Ele pertence. E ‘vida em abundância’ não significa somente ter saúde, mas, principalmente, estar com Deus no coração.

 

Imagine se Nossa Senhora se desesperasse com o sofrimento que passou! Teria Ela o direito de pedir ao Pai que matasse seu Filho antes da crucifixão? E Jesus, não resistiu até o fim, perdoando os inimigos inclusive? Será que há religião que pregue a eutanásia a todos que sofrem? Pena que os juízes de alguns tribunais se acham acima do bem e do mal.

 

Se no mundo de hoje tivéssemos que mostrar claros exemplos de procedimentos e resultados dignos de um grande ser humano, apontaríamos para João Paulo II, concorda? Além de homem santo, ele defendeu justiça, liberdade e paz para todos, com argumentos fortes de promoção da vida. Foi um Papa corajoso e humilde, tocando nos corações de milhões de pessoas - ricas e pobres.

 

Após sua morte, ficou a certeza que é possível aliar a fé à política, a evangelização à falta de saúde, o desespero à paz, e a violência ao perdão. Todas as suas iniciativas tiveram bons resultados, porque o amor a Deus e ao próximo o conduziram à verdadeira caridade a todos os cantos do mundo.

 

Obrigado, João de Deus! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo que nos amou a ponto de nos presentear com um pastor incomparável a qualquer outro cidadão deste planeta! Viva a Virgem Maria, que esteve no coração do Papa durante toda a sua vida! E parabéns a todos os católicos que honram a nossa Igreja e trabalham para auxiliar os projetos do Sumo Pontífice!

 

E após a morte desse santo Papa, veio a certeza que temos mais um intercessor no Céu. Confie nisso, peça uma graça através do querido Bispo de Roma e ele estará rogando ao Pai por tudo aquilo que você precisa para chegar junto deles na morada eterna. Ah, mas não se esqueça de cumprir o seu papel de cristão fiel todos os dias - para que tal resultado lhe dê paz e prosperidade completa.

 

Até qualquer dia querido Papa, se Deus quiser!

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Mensagem da Semana - Nº 29019 Novembro  2016

TUDO DEPENDE DE NÓS

Era uma vez um lugar chamado ‘Cidade dos Resmungos’, onde todos resmungavam, resmungavam e resmungavam. No verão, reclamavam que estava muito quente; no inverno, que estava frio; quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair; se fazia sol, queixavam que não tinham o que fazer.

Os vizinhos se estranhavam, os pais brigavam com os filhos, e os irmãos batiam nas irmãs. Todos tinham algum problema e reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa. Um dia, chegou na cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas. Uma semana depois, ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão da praça e gritou:

- Ó cidadãos! Os campos estão abarrotados de trigo e os pomares carregados de frutas. As cordilheiras são cobertas de florestas espessas e os vales banhados por rios profundos. Jamais vi um lugar abençoado por tamanha abundância! Por que tanta insatisfação? Aproximem-se e lhes mostrarei o caminho da felicidade.

Ora, a camisa do mascate estava rasgada e poluída. Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riam ao pensar que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz; mas, enquanto riam, ele puxou uma corda do cesto e a esticou entre dois postes na praça da cidade. Então, segurando o cesto diante de si, gritou:

- Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham aqui dentro. Trocarei seus aborrecimentos por felicidade!

A multidão se aglomerou ao seu redor e ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas. Todo homem, mulher e criança da vila, rabiscaram suas queixas e as jogaram no cesto. Em seguida, observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda, de um extremo a outro. Então ele disse:

- Agora, cada um deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

E todos correram para examinar as anotações. Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema. Depois de algum tempo, a corda estava vazia.

Eis que muitos seguravam os próprios problemas que haviam colocado no cesto, julgando serem os menores na corda. Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo. Sempre que alguém sentia o desejo de reclamar, pensava no mascate, percebia que o seu problema era o menor daquela cidade e que só dependia de si mesmo para resolvê-lo, tornar-se mais feliz, inclusive ajudando a resolver os problemas dos outros.

E para melhor caracterizar o quanto cada um de nós pode ajudar a si e ao próximo, eis outra história:

Um monge peregrino e de poucas palavras foi ao encontro de um homem que estava com baixa autoestima e, portanto, em profunda depressão. Logo que o avistou no bosque, percebeu que ele abaixou a cabeça e evitou mostrar sua tristeza. O religioso, então, puxou conversa:

- O que faz aqui sozinho?

- Sou um ex-criminoso, perdi o afeto dos meus amigos e não tenho esperança de sair da lama em que me encontro.

- Podemos caminhar um pouco para conversar?

- Não quero. Sei que ninguém pode me ajudar. Vou morrer aqui neste lugar!

- Mas eu preciso da sua ajuda, meu senhor. Pode ao menos segurar esta corda para eu descer até o riacho e beber um pouco d’água?

Depois de algum tempo lá embaixo, o monge gritou:

- Já bebi bastante. Pode puxar!

Com toda a força, o homem tentou erguê-lo, mas não conseguiu. Tentou novamente, e nada! Foi quando viu que o monge segurava-se numa pequena árvore e evitava ser içado. Então, meio bravo, o robusto homem, mesmo deprimido, desabafou em alta voz:

- Que brincadeira boba é essa? Eu tentando ajudá-lo e você propositalmente resistindo?

Lá de baixo, o monge respondeu:

- Só estou retribuindo o que o senhor tem feito com todos que tentam ajudá-lo!

Pois é, tudo depende de você, leitor. Tudo também depende de você, leitora. Se desejam mudar qualquer tipo de situação, é necessário se desprenderem das ideias negativas que os impedem enxergar os melhores caminhos - da verdade, da justiça e do amor.

Lembrem-se que situações caóticas sempre abrem espaço para questionamentos, aprendizados e, como há várias maneiras de ajudarmos a melhorar determinados problemas, podemos também nos unir em favor de ações nobres que promovam a vida.

Sabemos que há centenas de voluntários que buscam amenizar a dor e devolver dignidade e esperança a muitos seres humanos. São pessoas abençoadas que ouvem apelos de carinho ecoando a todo instante. E essa legião pode aumentar se continuarmos aceitando os convites que Jesus nos faz. Não resistam a isso e sempre será Páscoa para nós! 

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Mensagem da Semana - Nº 289 -12 Novembro  2016

UM JULGAMENTO PARA A POSTERIDADE

 

“Há muito tempo, num tribunal de júri, referindo-se ao réu, o relator do processo leu as laudas sobre o caso, concluindo:

 

– Portanto, por sua culpa, alguns administradores sentem-se prejudicados, não conseguindo atingir os resultados esperados.

 

O réu, embora limitado, perante a acusação que lhe pesava, mantinha-se irreversível. Sua conduta era constante. A sessão prosseguiu e a palavra coube à promotoria, que argumentou:

 

– Conviver com o réu é praticar de forma desgastante a ciência do comportamento humano. A ele cabe organizar o nosso trabalho, nos aliviando da tensão interna e pressões externas. Torna-se insubstituível e nos obriga a definir objetivos, a concentrar nas prioridades e a controlar resultados no trabalho. Façamos dele um deus?

 

A defesa foi eloquente:

 

– O acusado não exige nada de ninguém, aliás, é benevolente com todos. Quem o menospreza, acaba rendendo-se a ele, mais cedo ou mais tarde. Se o aceitarmos com disciplina e organização, seremos proativos e teremos maiores possibilidades de sucesso; caso contrário, nossa produtividade estará comprometida.

 

Embora pairasse no ar certa concordância por parte dos jurados, a acusação rebateu:

 

– Nascemos sob sua égide e dizem que para o bem vivermos é necessário técnica e arte. Onde buscá-las se ele não as oferece?

 

A defesa intercedeu:

 

– É simples e lógica essa resposta. Um bom treinamento e planejamento diário resolvem quase todos os problemas nesse sentido. E como consequências, surgirão reeducação de hábitos e maior objetividade de ações. Pode-se negar a isso?

 

Novamente a promotoria:

 

– Nossas atividades consomem energia e possuem o seu custo. Não fosse o réu, certamente não teríamos sobrecargas de trabalho, desgastes físicos e emocionais em nosso meio. Peço a sua condenação, pois é um absurdo que o tenhamos como limite em nossas vidas.

 

E a defesa finalizou:

 

– Não façamos injustiça, senhores jurados. Ninguém pode acusar o réu de não se doar a todos de forma equitativa, até mesmo aos animais irracionais. Se ele foi colocado singular na natureza, uma razão a mais para que não o desprezemos nem o desperdicemos. Analisá-lo a cada dia e discuti-lo sempre, nos condiciona a melhorar o nosso desempenho profissional, familiar e pessoal. Basta administrá-lo adequadamente a partir de agora. Clamo pela sua absolvição.

 

Após o veredicto dos jurados, o meritíssimo juiz leu a sentença final:

 

– Absolvo o Tempo Improdutivo, esse período cronológico que limita as nossas atividades diárias, e o devolvo à vida de vocês com o nome de Tempo Planejado. Façam dele um bom uso, não o menosprezem nem o desperdicem ou, quem sabe, estarão aqui um dia em seu lugar prestando contas de suas vidas.

 

E nunca mais, em qualquer época, soube que o Tempo Planejado deixou de existir no trabalho dos profissionais eficazes.”

 

Bem, quando escrevi esta história há mais de vinte e cinco anos, a titulei de ‘A Lenda da Administração do Tempo’; e ainda hoje insisto que gerenciar o tempo é uma arte. Muitos acham que conseguem fazê-lo bem através de disciplina rígida no comportamento pessoal; outros procuram se organizar com moderação nas mudanças de hábitos. Respeito o estilo de cada um, mas ensino que estes cinco passos são essenciais à pessoa que procura melhorar a sua produtividade e a qualidade do serviço que presta:

 

1. ter um objetivo desafiador, mas, alcançável;

 

2. elaborar uma lista de tarefas a realizar;

 

3. estabelecer escala de importância e urgência para as tarefas, de acordo com o objetivo proposto;

 

4. fazer um planejamento diário de atividades, priorizando mais tempo para as coisas importantes; e

 

5. minimizar os desperdiçadores de tempo no trabalho, para tentar cumprir o planejamento.

 

Se, com o tempo, isso tudo funcionar com naturalidade, certamente existirá uma parcela de ‘tempo ganho’ pelo profissional que conseguiu melhorar a autodisciplina e organização pessoal. Mas, o que fazer com esse tempo?

 

Nos cursos que já ministrei, ao fazer esta pergunta, cheguei a ouvir de tudo um pouco, menos ‘rezar’. Por que será? Seria vergonha de professar a fé em público? Acho pouco provável esta hipótese e acredito ser falta de prioridade à oração.

 

São Vicente de Paulo rezava sete horas por dia! Dizia que só assim seria possível praticar obras de caridade em nome de Deus. Quanto mais rezava, mais caridade praticava, iluminado pelo Espírito Santo. Valeu a pena priorizar dessa maneira o tempo; hoje, ele também é santo e intercede por nós!

 

Ação e oração, oração e ação, não importa a ordem. O importante é sabermos administrar o nosso tempo e deixarmos uma parcela maior desse precioso recurso para evangelizar. Evangelizar orando! Evangelizar testemunhando o amor de Jesus e de Maria por nós! Evangelizar participando dos trabalhos da comunidade! Evangelizar dando as mãos ao irmão mais pobre!

 

Meus Deus, me ajude. Haja tempo!

 

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Mensagem da Semana - Nº 288 – 4 Novembro  2016

 

ALÉM DO DINHEIRO

 

Na minha opinião, o foco nas coisas de Deus é que nos torna melhores seres humanos e, por consequência, melhores profissionais. Se não fosse a ganância pelo poder, não existiria tanta vaidade, egoísmo e inveja. 

 

Também, temos a péssima mania de reclamar de tudo. É inerente ao ser humano esquecer de olhar o que tem para somente lembrar do que não tem e prestar atenção naquilo que não está do seu gosto. Que tal mudarmos essa atitude?

 

O escritor Chris Widener nos fala que devemos gastar um pouco do nosso tempo pensando no que temos de bom em nossa vida. Segundo ele, todos sabemos disso, mas, dificilmente paramos para pensar no assunto. E diz que, se fizermos isso, estaremos moldando a nossa atitude de gratidão e desenvolvendo padrões de pensamentos saudáveis que nos farão mais agradecidos.

 

Widener conta que existe um velho hino religioso americano que diz: ‘Conte as suas bênçãos, nomeie-as uma a uma’. Faça isso você também! Separe algum tempo para pôr no papel cada coisa pela qual deve se sentir grato. Para ‘variar tudo o que já vê no noticiário’, olhe mais para a classe socioeconômica que está abaixo da sua em vez de reparar nas que estão acima.

 

Focar seus pensamentos no que você não tem, mesmo sendo motivador, pode, às vezes, ser fonte de inveja e amargura. Olhar pelo menos de vez em quando para aqueles que têm menos do que você trará gratidão pelo que tem.

 

Quando trabalhamos nas pastorais da Igreja, quanto mais sucesso adquirimos, mais agradecemos a Deus e procuramos a companhia dos que também são humildes de coração. Assim, mesmo inconscientemente, vamos nos afastando dos mais afortunados.

 

E a fome nas ruas, já nos acostumamos e nos acomodamos com isso? Trabalhar em algum programa de caridade, por exemplo, abrirá nossos olhos para um mundo mais solidário, concorda? Escolha, por exemplo, uma Conferência Vicentina e torne-se pelo menos um mantenedor.

 

Chris Widener cita Richard Foster que, em seu livro ‘Dinheiro, Sexo e Poder’, diz que o dinheiro deseja ser amado, cortejado, desejado e acumulado. E confirma que doar uma parte do que tem quebrará o poder que a fortuna possa vir a ter sobre você.

 

Lembre-se, o dinheiro não é uma rota para o mal. O amor a ele é que é a fonte de muitos males. Dar uma boa contribuição aos necessitados regularmente, manterá as coisas na perspectiva certa – você é quem domina o dinheiro, e não o contrário! A verdadeira medida da riqueza de um homem está nas coisas que ele pode conquistar sem ter de comprá-las.

 

Quando rezamos de coração aberto, percebemos o quanto podemos realizar com muito menos dinheiro. Esse ‘exercício’ nos fará gratos por todos os ‘extras’ que possuímos e nem nos damos conta. E se você quer sentir na pele as privações dos pobres, experimente jejuar. Jejue por um dia ou dois dias, se conseguir. Você ficará realmente grato quando for comer novamente e passará a ver o mundo com outros olhos.

 

Lembre-se que o que nós temos nos foi dado. Sim, trabalhamos muito, suamos a camisa e cansamos o cérebro, mas, a natureza nos dá, todos os dias e totalmente de graça, o ar que respiramos. Certa vez, o pregador Billy Graham foi questionado sobre o que o deixara mais surpreso a respeito da vida e ele respondeu: ‘A brevidade dela’.

 

A vida é realmente muito curta e não temos certeza se amanhã ainda estaremos aqui. Também por isso, devemos lembrar que a vida, assim como o sucesso, é um dom de Deus, um grande presente! Então, devemos sempre serví-Lo e sermos eternamente gratos.

 

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Artigos anteriores: www.maikol.com.br

 

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Outros livros do autor:

 

Histórias Cristãs – Editora Raboni

 

O Mendigo e o Padeiro – Editora Paco

 

A Arte de Aprender Bem – Editora Paco

 

Minha Vida de Milagres – Editora Santuário

 

Administração do Tempo – Editora Ideias e Letras

 

Mensagens que Agradam o Coração – Editora Vozes

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Mensagem da Semana - Nº 28724 Outubro 2016

A BATALHA DE LEPANTO

No ano de 1571, os turcos atingiram o apogeu do poder e pareciam ter a cristandade nas mãos. Os seus exércitos estavam bem equipados e eram conduzidos por generais habilíssimos! Mostravam-se superiores à armada que os cristãos tinham para se defender.

Além de terem conquistado as mais belas províncias, também tinham por objetivo dominar a França e a Itália – transformando a Basílica de São Pedro em mesquita turca. O Papa Pio V governava a Igreja e estava aterrorizado com o perigo que ameaçava arruinar a própria civilização cristã.

Além de fracos, infelizmente os governos cristãos estavam muito divididos entre si. Intrigas, animosidades pessoais e ambições de cargos importantes impediam aquela união perfeita que se tornava tão necessária para resistir ao inimigo comum.

São Pio V, então, pôs toda a sua confiança no Rosário, trabalhando, ao mesmo tempo, incansavelmente por unir as forças cristãs. Por fim, deu ordem para que as suas armadas se organizassem para a batalha e, embora fossem inferiores aos turcos em número, equipamento, artilharia e navios, incitou-os a combaterem sem receio em nome de Deus e de Nossa Senhora.

As duas esquadras defrontaram-se no dia 7 de outubro e, para aumentar as dificuldades dos cristãos, o vento lhes era contrário; circunstância que, nos tempos de navegação à vela, podia tornar-se desvantagem fatal. Mas, obedecendo as ordens do Sumo Pontífice e colocando-se debaixo da proteção de Maria, a força cristã investiu contra o inimigo com ânimo admirável.

E, de súbito, o vento mudou, soprou com violência contra os infiéis e a batalha durou poucas horas, com total derrota da armadura turca. Tão completa foi a vitória que o poder do Islã ficou esmagado e salva a cristandade.

Durante esses terríveis dias e especialmente no dia da batalha, Pio V orava fervorosamente a Nossa Senhora do Rosário com fervor intenso, recorrendo assim à Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. No momento da vitória, entrou em êxtase e teve a revelação de que os cristãos tinham vencido. Voltando-se para os que o rodeavam, o Papa deu a boa notícia e todos se ajoelharam para dar graças a Deus e a Nossa Senhora.

Soube-se depois que, no maior fragor da batalha, os soldados muçulmanos tinham avistado uma Senhora acima dos mais altos mastros da esquadra católica, que os amedrontava com seu aspecto majestoso e ameaçador.

Para recordar e agradecer pela vitória de Lepanto, alcançada em 7 de outubro de 1571, a Santa Igreja instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário. Prescrita primeiramente por Gregório XIII para certas igrejas, foi estendida por Clemente XI ao mundo católico, em ação de graças por um novo triunfo alcançado por Carlos VI da Hungria sobre os turcos em 1716.

Por isso, o dia 7 de outubro também é conhecido como dia de Nossa Senhora das Vitórias. E foi esta a primeira grande vitória do Rosário. Desde então, milhares de santos, bem-aventurados, apóstolos e missionários, têm espalhado essa devoção por todo o mundo.

E você, também gostaria de contribuir com a divulgação deste fato maravilhoso? Aproveite, então, para ler esta história e não perder as oportunidades que Deus lhe dá para evangelizar:

“Dois jovens caminhavam por uma estrada e encontraram um grão de milho. Um deles, comentou:

– Tive uma idéia! Com este grão podemos ficar ricos! Plantaremos, nascerá um pé de milho e colheremos três espigas. Plantaremos as espigas e colheremos um pomar. Depois, plantaremos o pomar, colheremos uma roça e daí em diante ganharemos muito dinheiro!

– Excelente! - respondeu o segundo. – Agora, precisamos decidir o que faremos com a fortuna. Eu vou comprar um belo carro conversível e uma casa na praia; e você?

– Eu vou comprar uma caminhonete bem potente e um sítio. Só que tem uma coisa: não vou deixá-lo dirigir a minha caminhonete. Você é muito barbeiro e vai estragá-la.

– Tudo bem. Você também não vai passear no meu carro e muito menos dirigi-lo. Vou viajar por todo canto e você não vai comigo.

Após algum tempo de planos, discussões e troca de insultos, passou uma galinha e comeu o grão de milho!”

Bem, o milho representa as nossas oportunidades e a galinha representa o tempo. Pense nisso, tire suas próprias conclusões e semeie um final de ano cheio de atitudes e vitórias na evangelização. Não sabemos ao certo qual é o nosso tempo aqui na Terra, mas sabemos que recebemos um grande presente de Deus por ainda estarmos vivos em 2016.

E o que faremos para retribuir tamanha graça? No mínimo, não deixar que a ‘galinha’ venha e coma o grão de motivação no serviço a Deus. Há muito que fazer, se tivermos consciência da proposta que a Igreja nos faz: sede cristãos e missionários!

Com Nossa Senhora do Rosário à frente, ninguém poderá atrapalhar as nossas grandes conquistas. Assim seja!

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Mensagem da Semana - Nº 28617 Outubro 2016

O PODER DA ARGUMENTAÇÃO

“Humildemente, um ratinho pediu licença para participar do bate-papo animado entre o cachorro buldogue e o gato angorá. Tendo o acesso permitido, fez a seguinte solicitação:

– Eu gostaria muito de tê-los como amigos para passearmos juntos. O que acham?

O cachorro se manifestou rapidamente:

– Não daria certo. Você é muito lento e não conseguiria nos acompanhar nas corridas.

Mas o rato insistiu:

– Isso não seria problema. Conheço atalhos subterrâneos que me levariam rapidamente aos lugares onde vocês forem!

– Você anda sempre sujo! Nem tem dono para lhe dar um banho! – disse o gato.

E o ratinho também conseguiu um argumento para isso:

– Com a amizade de vocês, deixarei os esgotos e passarei a estar mais limpo também!

A palavra voltou para o buldogue:

– Com o seu tamanho, eu poderia pisar sem querer em você e não pretendo ser acusado de maltratar os amigos.

Após algum silêncio, o angorá teve mais uma brilhante opinião contra a nova amizade:

– Quando estou com fome e quero variar a alimentação, procuro ratos para comer. Gostaria de ser o meu almoço?

Pacientemente, o camundongo respondeu:

– Olha, seu gato, tenho fugido do senhor porque nunca tive a oportunidade de ajudá-lo a conseguir uma boa alimentação. Se quiser, lhe indico uns açougues ótimos!

Conversa vai, conversa vem, e os dois maiores pediram mais tempo para pensarem na proposta que receberam. Logo na manhã seguinte, os três voltaram a conversar e o imponente cachorro falou:

– Amigo rato, a partir de hoje, você será considerado nosso fiel companheiro, desde que não nos traga mau cheiro nem alguns companheiros indesejáveis.

E para surpresa dos dois parceiros, o ratinho recusou:

– Vocês me convenceram que realmente não daria certo nossa amizade. Além de tudo que me disseram ontem, eu também não quero ter amigos briguentos durante o dia e, ainda, dormindo a noite toda. Vivo melhor sozinho!

Ouvindo isso, as pulgas que acompanhavam o cachorro e o gato, pularam imediatamente no camundongo, convencidas que, ficando com ele, os seus problemas também seriam menores: sem barulho, sem gente por perto, sem água e sem muita correria.”

Bem, esta história serve para mostrar que, às vezes, nosso poder de argumentação ultrapassa as fronteiras previstas e ganha dimensões inimagináveis. Você viu que a intenção do rato era conquistar mais dois amigos, mas acabou convencendo também as pulguinhas. E a mesma argumentação que os animais usaram para rejeitar a amizade do ratinho, serviu para afastá-lo quando o aceitaram.

Portanto, não custa nada pensarmos melhor antes de excluirmos alguém do nosso meio, não? Caso contrário, quando quisermos reatar o bom convívio, pode ser tarde demais. Da mesma forma, quando tivermos oportunidades de testemunharmos as maravilhas do Reino de Deus, precisamos fazê-lo imediatamente e com convicção, pois evangelizar é a nossa maior missão na Terra.

Se alguém lhe dissesse que não é digno de servir a Deus, o que responderia? Santa Teresinha argumentou assim: “Ele não chama os que são dignos, mas os que lhe apraz”. E a mesma santa escreveu isto:

“Durante muito tempo perguntei por quê é que Deus tinha preferências, por quê é que as almas não recebiam todas o mesmo grau de graças, e espantava-me ao ver que Ele concedia favores extraordinários aos santos que O tinham ofendido, como S. Paulo e Santo Agostinho! Jesus dignou-se instruir-me acerca deste mistério. Pôs diante dos meus olhos o livro da natureza e compreendi que todas as flores que Deus criou são belas.

Ele quis criar os grandes santos que podem ser comparados aos lírios ou às rosas; mas criou também os mais pequenos e esses devem contentar-se em ser margaridas ou violetas, destinadas a alegrar o olhar do bom Deus quando Ele as pisa. A perfeição consiste em fazer a Sua vontade, a ser o que Ele quer que sejamos.”

E então, não foi convincente a explicação da doce Teresinha do Menino Jesus? Aliás, as explicações mais simples são as mais verdadeiras e aquelas que suscitam maior credibilidade. Quando temos que falar muito para convencer alguém, fica mais difícil, concorda? E quanta gente Santa Teresinha está convencendo até hoje!

O próprio Jesus quando chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser um cajado, e disse-lhes também: “Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos numa localidade, se os seus habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles”. Eles partiram e pregavam o arrependimento, expulsavam numerosos demônios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam.

Nenhum argumento podia impedi-los de praticar o bem! Isso também poderia acontecer conosco se...

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Mensagem da Semana - Nº 285 -10 Outubro 2016

 

 O QUE PASSOU... PASSOU?

Lendo o artigo ‘Sobreviventes’, de Luís Fernando Veríssimo, voltei à infância e recordei bons momentos da minha vida. Eis alguns trechos do texto:

 

"Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje! Quando éramos pequenos, viajávamos de carro sem cintos de segurança e sem airbag! Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial, nem data de validade. A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada. Que horror!

 

Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais não sabiam exatamente onde estávamos, mas, sabiam que não estávamos em perigo. A gente comia muito doce, pão com muita manteiga, mas ninguém era obeso. No máximo, um gordinho saudável. Nem se falava em colesterol.

 

Não existia o Playstation, nem TV a cabo, nem videocassete, nem computador. Tínhamos, simplesmente, amigos! A gente andava de bicicleta ou a pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos. Sozinhos, num mundo frio e cruel. Sem nenhum controle! Como sobrevivemos?

 

Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas. Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso. Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos! No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes.

 

Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado, mastigar chicletes na classe, mandar bilhetinhos falando mal da professora ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho. Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso! Sabíamos que quando os pais diziam ‘não’, era ‘não’.

 

Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas, tínhamos muita responsabilidade. E não é que aprendemos a resolver tudo? E sozinhos! Se você é um desses sobreviventes, parabéns, pois acho que curtiu os anos mais felizes de sua vida.”

 

Pois é, e para reforçar a teoria de que a sobrevivência está mais difícil e trágica pra muita gente, também vou reproduzir o texto ‘Tsunami’, da Irmã Zuleides Andrade, de Curitiba:

 

“A onda gigante que os asiáticos denominam ‘Tsunami’ não considerou quem merecia férias na orla marítima nem quem se alegrava pela oportunidade de um ganho extra. Não considerou a idade e procedência, os laços de família e amizade, os compromissos e carências. Nem ao menos levou em conta a proximidade com as festas natalinas e o renovar de esperanças do ano 2005.

 

Avassaladora, lavou praias, jardins, ruas, abrigos, habitações... Lavou e levou belezas naturais, propriedades, sonhos, projetos, presunções, egoísmos, virtudes e vícios dos humanos. Levou a segurança de lares e de amores cultivados, levou a mão amiga e o sorriso de tantas crianças.

 

A onda gigante lavou, levou e enterrou vidas. Obrigou os homens a abrirem grandes valas para enterrarem corpos. Empurrou muitos países a abrirem caminhos de solidariedade para irem ao encontro dos sobreviventes. Abriu também caminhos para os oportunistas. Há rumores de que chegam a sequestrar crianças para receberem os fundos do governo destinados aos órfãos.

 

Nossa ajuda chegará ao destino certo? Cabe a nós devolver a Deus, através dos flagelados, um pouco do muito que recebemos em bens materiais e espirituais. Há o sofrimento de milhões de pessoas que choram seus mortos e que perderam tudo. Há centenas de anjos voluntários que buscam amenizar a dor e devolver dignidade.

 

Vacilam fagulhas de fé. A esperança procura luzes para continuar em meio aos escombros da vida. Desponta e floresce a fina flor da caridade. A humana dor grita pelo amor. Percebemos, em meio a tanta tragédia, algumas centelhas de luz? A vida é um presente, o que estamos fazendo dela? O planeta é nossa casa, como cuidamos dele?

 

Que nossas preces, independente de crença e nacionalidade, nos irmanem em torno do Deus da Vida, pelos que partiram e pelos que permanecem. Que nas fendas abertas pela tragédia, no solo de tantas vidas e nações, consigamos plantar sementes de misericórdia, ajuda e esperança. Que esta dor aproxime corações e mentes, mãos e sentimentos, e mova o mundo a ações de solidariedade e de paz.

 

Que a água, fonte de pureza e de vida, retorne de mansinho, lave nossas mágoas, nossos medos, nossa dor, nossas dúvidas e deixe espaço para o beijo do sol que vem reacender nossa fé e brindar-nos com o arco-íris de esperança. Que nosso pensar, orar e agir, atenue, silencie e harmonize, pelo menos em parte, as notas trágicas na sinfonia da vida!”

 

E então, o que dizer mais? O que passou, passou? Será que não é possível resgatar as nossas boas experiências da infância para devolver um pouco de alegria àqueles que perdem tudo? Dom Hélder Câmara disse que “a realidade duríssima vivida pelos nossos povos nos vem ajudando a abrir os olhos e a tomar posição decidida em favor dos pobres”. Pense nisso e não fique só curtindo o passado, mas, faça a sua parte hoje!

 

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Mensagem da Semana - Nº 283 - 7Outubro 2016

 

É PRECISO SABER PEDIR

 

Numa folga que um gênio ganhou de seu amo, resolveu satisfazer um único desejo de cada pessoa que passasse pela estrada principal do lugarejo. E logo chegou um rapaz apressado que ouviu do gênio:

 

- Bom dia! Hoje vou satisfazer o seu maior desejo...

 

Nem terminou de falar e o sujeito saiu correndo. Paciente, o gênio abordou outro:

 

- Olá, meu senhor! Eu gostaria de lhe presentear com algo maravilhoso e que desejasse muito conseguir na vida. Pode pedir o que quiser e farei aparecer.

 

- Não me venha com brincadeiras! - disse o homem.

 

A terceira pessoa foi uma donzela, que respondeu:

 

- Prove que é um gênio e coloque uma melancia gigante na minha frente.

 

De imediato, a fruta apareceu, mas, a moça teve que se contentar com isso, já que apenas um desejo foi permitido a ela. E, mais tarde, chegou um homem com outro pedido:

 

- Quero uma linda morada no alto da montanha para nunca mais ver a minha horrível casa!

 

O desejo lhe foi concedido, mas, a casa em que morava foi ao chão, matando sua esposa.

 

E, quase à noite, surgiu a pessoa que teria direito ao último pedido. Era um cego, manco, que pensou, pensou e falou:

 

- Quero um dia ver a minha linda esposa, rainha, correndo comigo e com os nossos saudáveis filhos no imenso jardim do meu palácio.

 

Então, após alguns anos, o desejo dele foi completamente realizado: passou a enxergar, a correr, teve uma linda esposa, tornou-se rei e sempre foi muito rico. Portanto, ficou provado a todos do reino que um gênio só é útil para quem sabe pedir.

 

E você, tem conseguido grandes favores de Deus? Se Ele construiu o mundo em sete dias, é o maior gênio de todos, certo? Além disso, é nosso Pai e nos ama como ninguém! Mas, mesmo com essa certeza, é correto pensarmos que, com confiança no pedido, tudo iremos conseguir? Bem, pode ser, mas há algumas considerações a fazer.

 

Para ser atendido, qualquer um precisa ter um coração humilde, saber perdoar, receber os sacramentos e amar o próximo como a si mesmo. Mesmo assim, o nosso tempo cronológico não é o mesmo de Deus e Ele somente nos atende na hora certa!

 

Se eu tivesse direito de fazer um único pedido em benefício próprio, pediria ser templo permanente do Espírito Santo para nunca mais pecar. E você, o que desejaria para salvar a sua alma mais rapidamente? Na dúvida, disque algum destes telefones:

 

Quando estiver triste, ligue João 14; quando pessoas faltarem com você, ligue salmo 27; se quer ser frutífero, ligue João 15; quando estiver nervoso, ligue salmo 51; na preocupação, ligue Mateus 6, 19-34; no perigo, ligue salmo 91; quando Deus parecer distante, ligue salmo 139; quando sua fé precisar ser ativada, ligue Hebreus 11; se está solitário e com medo, ligue salmo 23; e quando você for áspero e crítico, ligue 1 Coríntios 13.

 

Para saber o segredo da felicidade de Paulo, ligue Colossenses 3, 12-17; para conselhos de cristianismo, ligue 1 Coríntios 5, 15-19; quando você sentir-se triste e sozinho, ligue Romanos 8, 31-39; para ter paz e descanso, ligue Mateus 11, 25-30; quando o mundo parecer maior que Deus, ligue salmo 90; para sentir a proteção de Cristo, ligue Romanos 8, 1-30; quando você deixar a casa para trabalhar ou viajar, ligue salmo 121; e quando suas orações forem egoístas, ligue salmo 67.

 

Para uma excelente oportunidade ou invenção, ligue Isaías 55; quando você quer coragem para fazer uma tarefa, ligue Josué 1; para permanecer junto com companheiros, ligue Romanos 12; quando pensar em investimentos, ligue Marcos 10; se seu livrinho de bolso está cheio, ligue salmo 37; se perdeu a confiança nas pessoas, ligue 1 Coríntios 13; se as pessoas parecem indelicadas, ligue João 15; se está desencorajado com o trabalho, ligue salmo 126; e se acha que o mundo e você estão crescendo pouco, é só ligar no salmo 19.

 

Estes telefones de emergência podem ser discados diretamente. Nenhum operador de assistência faz-se necessário porque todas as linhas do Céu estão liberadas 24 horas por dia; mas, concentre-se no pedido, caso contrário, irá lembrar-se desta história:

 

“Numa roda de amigos, durante um leilão de cavalos, muitos concordavam que era difícil fazer uma oração bem feita, sem nenhuma distração. A maioria dizia que, de fato, ninguém consegue rezar um ‘Pai-nosso’ sem distrair-se ao menos um instante, mas, no meio da discussão, apareceu um homem que afirmou ser capaz de rezar sem desconcentrar-se. Foi então apostado um valioso prêmio: ele ganharia se chegasse ao fim da oração sem se atrapalhar e sem dar a impressão que desviou o pensamento. O pessoal fez silêncio na sala, pensando a mesma coisa: ‘Duvido que ele seja capaz’. Enquanto isso, um cavalo estava sendo leiloado aos gritos lá fora - um belo animal! O homem, então, após o sinal da cruz, começou a rezar: ‘Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino... será que esse preço baixo no leilão é com arreio também?’.”

 

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Mensagem da Semana - Nº 282 - 25 Setembro 2016

 

A CARA DO CRISTÃO

 

Como é a cara de um cristão ou de uma cristã? Se nos referirmos simplesmente ao rosto, fica difícil saber a religião que cada pessoa pratica, não é mesmo? Por exemplo, se víssemos um padre conversando no meio de outras pessoas, não saberíamos que é sacerdote olhando apenas sua fisionomia. Da mesma forma, não identificaríamos com certeza o olhar de um vigarista.

 

Eu cheguei a pensar que seria bom se isso fosse diferente e não precisássemos perguntar sobre a fé de cada um, mas, como Deus fez tudo certo, hoje vejo que se a religião estivesse estampada no nosso rosto, muitos nem se aproximariam de irmãos com outras crenças, não é verdade?

 

Tempos atrás, um aluno me procurou pedindo para fazer prova noutro dia porque queria acompanhar a mãe dele numa cirurgia. Eu concordei de imediato, mas querendo orientá-lo na busca da cura – ele estava preocupadíssimo! –, perguntei: ‘Você é católico?’. Ele respondeu que não e eu falei: ‘Então, já que não acredita na intercessão dos santos, peça a Jesus com fé. Ele nos atende quando confiamos na Sua misericórdia’. Ele agradeceu e, antes de sair, disse-me: ‘Fique com Deus’.

 

Viu como mostramos um ao outro que temos fé no coração? Nem foi preciso sermos da mesma igreja, porém, não são somente as palavras que expõem a ‘cara do cristão’. Já ouvimos tantas vezes dizer que a ‘fé sem obras é morta’ que já é hora de agirmos como cristãos autênticos!

 

Para isso, as palavras, as gesticulações e os nossos atos precisam ser coerentes com os ensinamentos de Jesus Cristo. Ele disse: “Ide e evangelizai todos os povos”, que, significa ter dito: ‘Fale de mim, dê bons exemplos e estenda a mão aos necessitados’. Eu concordo que pouca gente age sempre assim, mas é possível melhorar.

 

Hoje em dia, quem olha as coisas do mundo com ambição, não tem tempo nem vontade de buscar a santidade. A televisão mostra rotineiramente desde palavrões até corpos degolados, e as audiências de programas de baixo nível estão sempre aumentando! Pelo menos, quanto a isso, nem tenho tido tempo para desperdiçar.

 

E numa das confraternizações que participei em final de ano, uma amiga de Pastoral comentou que está cada vez mais decepcionada com as pessoas no emprego dela. Ela é professora, afirmou que leva uma rasteira após outra por parte de gente falsa e não reage à altura para não provocar baixaria. E como é triste constatar a falta de amor ao próximo vendo deslealdade a toda hora!

 

Portanto, quem segue os Mandamentos de Deus e da Igreja tem a verdadeira cara de cristão, porque age com humildade, perdoa sempre, participa de orações e ama o irmão sem distinção. Sabemos que é muito mais fácil praticar isso tudo quando somos bem educados na infância, como nesta história:

 

“Um garoto de onze anos e o pai dele estavam hospedados num chalé para pescarem no imenso lago ao lado. À tarde, quando o pai foi comprar alguns sanduíches, o menino pegou a vara, colocou isca no anzol e lançou-o n’água. Em pouco tempo, fisgou um enorme peixe, mas, não conseguia tirá-lo do lago de tão grande! Então, avistou o pai se aproximando e gritou:

 

– Corra, papai, me ajude!

 

E não demorou muito para puxarem o peixe e verem que se tratava de uma pesca de muita sorte! O filho pulava de alegria e abraçava o pai, até que se acalmou e foi chamado para uma conversa um pouco mais séria:

 

– Filho, eu lhe disse que a temporada de pesca só começa amanhã, lembra?

 

– Sim, pai, mas eu só quis treinar um pouquinho!

 

– Tá certo, agora já treinou, mas temos que devolver o peixe ao lago.

 

– Devolver? Ele é muito grande e não sabemos se iremos pescar outro igual!

 

– Sei disso, filho, mas temos que respeitar as regras. Olhe, veja que ninguém está pescando ainda e não é justo fazermos isso escondido dos outros.

 

–Pai, deixa eu ficar com ele! Ninguém está vendo!

 

– Um dia você irá entender que fez a coisa certa jogando-o na água. E tem que ser agora, antes que morra, certo? Você o pescou e você irá devolvê-lo.

 

Com os olhos cheios d’água e ajudado pelo pai, o garoto retirou o anzol e viu o peixe sumir no lago. Hoje, o menino também é pai, leva seus filhos para pescarem no mesmo lugar e, antes de pegarem nas varas, ele orienta: ‘Como dizia o vovô: temos que fazer o que é certo. Antes de nos avisarem que começou a temporada, ninguém pesca, entenderam?’.

 

Ele nunca mais pegou um peixe tão maravilhoso como daquela vez, escondido do pai, mas, aprendeu que a boa conduta respeita os direitos dos outros, mesmo sem ninguém estar olhando. E nas histórias que conta aos filhos, ele acrescenta:

 

– A ética é uma questão de certo ou errado. Quando temos certeza do que é correto, agimos lealmente, mesmo que isso signifique ‘jogar um grande peixe n’água’. E lembrem-se: ‘A boa educação é como uma moeda de ouro: tem valor em toda parte’.”

 

Eu acrescentaria: Deus tudo vê!

 

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Mensagem da Semana - Nº 281 - 19Setembro 2016

AMAR COMO JESUS AMOU

Era uma vez um rouxinol que visitava o jardim de uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs. Nela, um jovem triste que gostava de pão, sempre deixava cair farelos no jardim e, o rouxinol, acreditava que o rapaz os jogava de propósito para alimentá-lo. Assim, criou-se um grande afeto entre eles.

Um dia, o jovem desolado falou ao jardineiro que queria uma rosa vermelha no jardim, e soube que poderia ter petúnias, violetas, cravos, menos rosas naquela época do ano. Escutando a conversa, o rouxinol ficou penalizado pela tristeza do rapaz e quis fazer algo para ajudar o amigo. Assim, a ave procurou um pássaro sabido, que lhe explicou:

- Na verdade, você pode conseguir imediatamente uma rosa vermelha, mas o sacrifício é grande e poderá lhe custar a vida!

- Não importa. O que devo fazer?

- Bem, você terá que se emaranhar na roseira sem flores e ali cantar a noite toda, sem parar. O esforço é imenso e seu peito pode não aguentar.

- Assim farei. É para a felicidade de um amigo.

Quando escureceu, ele se apertou nos galhos da roseira que ficava em frente à janela do jovem e se pôs a cantar. Seu canto tinha que ser mais alegre, porque precisava caprichar na formação da flor; porém, antes da rosa nascer, um grande espinho começou a entrar no peito do rouxinol cansado. Quanto mais cantava, mais o espinho entrava, mas ele continuou pela felicidade do amigo. E do peito da pobre ave escorreu sangue, que foi se acumulando sobre o galho da roseira e deu origem à mais linda rosa vermelha que já se viu. Pela manhã, ao abrir a janela e olhar o corpo inerte do rouxinol, o jovem disse:

- Que estúpido! Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio à roseira que tem espinhos!

Daquele dia em diante, os farelos de pão se acumularam no jardim; mas, a rosa colocava um pouco mais de alegria no peito daquele jovem paraplégico.

Pois é, cada um dá o que acumula no coração. Às vezes, doamos o que temos de melhor, enquanto outros, recebem tudo friamente com os corações de pedra. E exemplos mostrando o lado bom e ruim das pessoas não faltam; aliás, vemos mais casos tristes do que felizes a cada dia. Leia este e veja se gosta:

Uma menina de cabelos compridos estava sozinha em casa. De repente, desligou a televisão, foi ao banheiro e pegou uma tesoura bem afiada. Em frente ao espelho, começou a cortar o cabelo até ficar bem curto. Correu, então, à porta da sala à espera do irmão. Quando ele chegou com os pais, a menina entregou-lhe todo aquele cabelo cortado, dizendo:

- Isto é para você. Agora já tem bastante cabelo, como eu!

O menino era careca porque se tratava de câncer e estava voltando de mais uma sessão de quimioterapia. Abraçando a irmã, foram correndo brincar no quintal.

Isso também é prova amor, não é? Uns doam cabelos; outros, os rins; e, Jesus nos deu todo o sangue que tinha nas veias, doando a própria vida! Em reconhecimento a isso, hoje Ele nos pede um pouco do nosso tempo para: ir à missa, ler a Bíblia, rezar o terço, perdoar e amar o próximo. Dá para fazer tudo isso sem derramar uma gota de sangue ou perder um fio de cabelo, concorda? Só não pode existir preguiça na mente e falta de fé no coração. O Papa Paulo VI um dia disse: “Quem é preguiçoso ofende o Espírito Santo!”

Esse é o primeiro passo para amar como Jesus amou. Falando assim, parece impossível chegar a tanto, mas só consegue quem persevera nos caminhos da santidade. Se, a cada dia, crescermos um pouco mais em espiritualidade - rezando e praticando a caridade -, em alguns anos já estaremos próximos do amor que Deus tem por nós! Não foi assim que os mártires se tornaram santos?

O problema maior é que alguns, fracos na fé, ficam inertes aos chamados do Céu, apenas vendo o tempo passar. Nesses casos, fica realmente difícil perdoar, agir com humildade, praticar a justiça e acolher o irmão que sofre. Se não fizermos isso por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, também não merecemos viver em paz, ser perdoados e ganhar um lugar no Paraíso.

A justiça divina não falha e acredito que todos concordam que temos o dever de retribuir os dons que de graça recebemos. Lembre-se sempre da ‘parábola dos talentos’ e não vacilará em servir a Deus.

Pois bem, enquanto temos saúde, podemos diversificar as ações e correr atrás da santidade com as próprias pernas; faltando uma melhor condição física, só restará o amor e a oração.

E então, seria necessário isso acontecer para amarmos como Jesus amou? Somente os doentes podem fazê-lo em plenitude? É preciso ficar preso a uma cama para nos santificarmos?

Pense nisso e sinta o quanto a vida lhe dá de bom e de belo para colocar em prática os seus talentos na evangelização. E quem disser que não sabe por onde começar, pergunte a um cursilhista. Estamos em toda parte e temos experiências maravilhosas com Deus, como aconteceu novamente este final de semana no Cursilho de Bom Repouso. Decolores!

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Mensagem da Semana - Nº 280 - 15 Setembro 2016

CUIDADO COM O QUE DIZ

Contam que quando o Titanic estava saindo para a sua primeira viagem, o capitão do navio disse a seguinte frase: ‘Nem Deus afunda este navio!’. Bem, sabemos que Deus não castigaria todos os passageiros apenas pela declaração irresponsável do comandante, mas, talvez, sua alma não tenha se salvado.

Outro fato parecido aconteceu em setembro na cidade de Londrina. Uma jovem de 19 anos, que começou a usar drogas, aguardava os amigos em casa para mais uma noitada. Os rapazes passaram para buscá-la com o som do carro muito alto e bebendo bastante.

A mãe da moça, desesperada, disse a eles antes de saírem: ‘Deus acompanhe vocês’. Gargalhando, a jovem pôs a cabeça para fora do veículo e gritou: ‘Só se for no porta-malas, porque aqui dentro está lotado!’. E não demorou muito para o motorista do carro perder o controle e bater num poste, matando os cinco passageiros.

Os bombeiros acharam drogas com os ocupantes do automóvel, mas ficaram surpresos com o estado do porta-malas - estava intacto! Lá, havia uma bandeja com 34 ovos e nenhum deles se quebrou, apesar do carro todo destruído! Impressionante, não? É claro que cada um tem o direito de concluir o que quiser, mas são fatos como este que também ajudam muita gente a tomar mais cuidado com o que diz.

Um simples ‘sim’ ou ‘não’ pode mudar completamente o rumo de nossa vida, não é mesmo? Hoje, quase todos meus ‘sim’ de antigamente se tornaram ‘não’, e vice-versa. Procuro deixar Jesus responder por mim e, assim, fica mais fácil tomar decisões acertadas a cada dia. E também não é difícil saber a vontade de Deus em cada situação, pois a Palavra d’Ele nos orienta naquilo que é certo e que é errado; portanto, é só colocar em prática os ensinamentos dos Evangelhos!

Por exemplo, uma senhora entrou apressada numa lanchonete e, enquanto comia uma porção de fritas, resolveu passar um e-mail urgente ao patrão através do laptop. Foi quando uma voz soou por trás:

- Tia, dá um trocado?

- Não tenho, menino.

- Só uma moedinha para comprar pão!

- Está bem, compro um pra você.

- Tia, pede pra colocarem manteiga também?

- Tá certo, mas depois me deixa trabalhar. Estou ocupadíssima!

O garçom trouxe o pedido e perguntou a ela se queria que pusesse o garoto para fora. Lembrando-se da homilia do padre no dia anterior, a senhora respondeu que o deixasse ficar. E, enquanto comia, o menino perguntou:

- Tia, você tem internet?

- Sim, tenho. É essencial no mundo de hoje.

- O que é a internet que todos falam?

- É um mundo virtual onde podemos ver e ouvir muitas coisas que acontecem por toda parte.

- E o que é virtual?

- É um local que imaginamos mas não podemos pegar. Criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer e até sonhamos!

- Ah, entendi! Eu vivo nesse mundo virtual.

- Você tem computador?

- Não, mas meu mundo é desse jeito. Minha mãe trabalha, passa o dia todo fora e eu fico imaginando ela passeando com a gente. Quando meu irmão pequeno chora de fome, dou água com açúcar pra ele e digo que é sopa. Meu pai está preso, mas sempre sonho que um dia vai voltar com brinquedos pra mim. Isso tudo é virtual, não é?

A ‘tia’ fechou o computador e, emocionada, pediu um sanduíche reforçado para o garoto levar ao irmão. Então, ela partiu para o seu mundo real e ele continuou vivendo no virtual - mas castigado pela sociedade atual.

Se cada um de nós fizesse um pouco do que aquela senhora fez, não existiria tanta gente passando fome pelas ruas. Talvez devêssemos também evangelizar mais a respeito do céu e do inferno. Se todos tivessem certeza que eles existem e que a nossa alma é eterna, muitos iriam querer salvá-la. Já pensou ficar sofrendo para sempre e sem a mínima possibilidade de sair do inferno? Deus me livre!

E como o meu maior desejo na vida é ver Nossa Senhora de perto e ela não aparece pra mim, vou continuar me esforçando para estar à sua frente no Céu. E este desejo é tamanho que não quero perder tempo no purgatório; então, neste final de semana irei trabalhar no Cursilho de Bom Repouso e ajudar mais irmãos receberem graças de Deus. Nada mais justo fazer a minha parte na construção do Reino, já que Jesus me dá graças de graça.

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Mensagem da Semana - Nº 280 - 15 Setembro 2016

 

CUIDADO COM O QUE DIZ

 

Contam que quando o Titanic estava saindo para a sua primeira viagem, o capitão do navio disse a seguinte frase: ‘Nem Deus afunda este navio!’. Bem, sabemos que Deus não castigaria todos os passageiros apenas pela declaração irresponsável do comandante, mas, talvez, sua alma não tenha se salvado.

 

Outro fato parecido aconteceu em setembro na cidade de Londrina. Uma jovem de 19 anos, que começou a usar drogas, aguardava os amigos em casa para mais uma noitada. Os rapazes passaram para buscá-la com o som do carro muito alto e bebendo bastante.

 

A mãe da moça, desesperada, disse a eles antes de saírem: ‘Deus acompanhe vocês’. Gargalhando, a jovem pôs a cabeça para fora do veículo e gritou: ‘Só se for no porta-malas, porque aqui dentro está lotado!’. E não demorou muito para o motorista do carro perder o controle e bater num poste, matando os cinco passageiros.

 

Os bombeiros acharam drogas com os ocupantes do automóvel, mas ficaram surpresos com o estado do porta-malas – estava intacto! Lá, havia uma bandeja com 34 ovos e nenhum deles se quebrou, apesar do carro todo destruído! Impressionante, não? É claro que cada um tem o direito de concluir o que quiser, mas são fatos como este que também ajudam muita gente a tomar mais cuidado com o que diz.

 

Um simples ‘sim’ ou ‘não’ pode mudar completamente o rumo de nossa vida, não é mesmo? Hoje, quase todos meus ‘sim’ de antigamente se tornaram ‘não’, e vice-versa. Procuro deixar Jesus responder por mim e, assim, fica mais fácil tomar decisões acertadas a cada dia. E também não é difícil saber a vontade de Deus em cada situação, pois a Palavra d’Ele nos orienta naquilo que é certo e que é errado; portanto, é só colocar em prática os ensinamentos dos Evangelhos!

 

Por exemplo, uma senhora entrou apressada numa lanchonete e, enquanto comia uma porção de fritas, resolveu passar um e-mail urgente ao patrão através do laptop. Foi quando uma voz soou por trás:

 

– Tia, dá um trocado?

 

– Não tenho, menino.

 

– Só uma moedinha para comprar pão!

 

– Está bem, compro um pra você.

 

– Tia, pede pra colocarem manteiga também?

 

– Tá certo, mas depois me deixa trabalhar. Estou ocupadíssima!

 

O garçom trouxe o pedido e perguntou a ela se queria que pusesse o garoto para fora. Lembrando-se da homilia do padre no dia anterior, a senhora respondeu que o deixasse ficar. E, enquanto comia, o menino perguntou:

 

– Tia, você tem internet?

 

– Sim, tenho. É essencial no mundo de hoje.

 

– O que é a internet que todos falam?

 

– É um mundo virtual onde podemos ver e ouvir muitas coisas que acontecem por toda parte.

 

– E o que é virtual?

 

– É um local que imaginamos mas não podemos pegar. Criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer e até sonhamos!

 

– Ah, entendi! Eu vivo nesse mundo virtual.

 

– Você tem computador?

 

– Não, mas meu mundo é desse jeito. Minha mãe trabalha, passa o dia todo fora e eu fico imaginando ela passeando com a gente. Quando meu irmão pequeno chora de fome, dou água com açúcar pra ele e digo que é sopa. Meu pai está preso, mas sempre sonho que um dia vai voltar com brinquedos pra mim. Isso tudo é virtual, não é?

 

A ‘tia’ fechou o computador e, emocionada, pediu um sanduíche reforçado para o garoto levar ao irmão. Então, ela partiu para o seu mundo real e ele continuou vivendo no virtual – mas castigado pela sociedade atual.

 

Se cada um de nós fizesse um pouco do que aquela senhora fez, não existiria tanta gente passando fome pelas ruas. Talvez devêssemos também evangelizar mais a respeito do céu e do inferno. Se todos tivessem certeza que eles existem e que a nossa alma é eterna, muitos iriam querer salvá-la. Já pensou ficar sofrendo para sempre e sem a mínima possibilidade de sair do inferno? Deus me livre!

 

E como o meu maior desejo na vida é ver Nossa Senhora de perto e ela não aparece pra mim, vou continuar me esforçando para estar à sua frente no Céu. E este desejo é tamanho que não quero perder tempo no purgatório; então, neste final de semana irei trabalhar no Cursilho de Bom Repouso e ajudar mais irmãos receberem graças de Deus. Nada mais justo fazer a minha parte na construção do Reino, já que Jesus me dá graças de graça.

 

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Mensagem da Semana - Nº 279 - Setembro 2016

ERRANDO E APRENDENDO

Há coisas que não têm volta, tipo: uma pedra atirada e uma palavra proferida. O tempo desperdiçado e uma oportunidade perdida, muitas vezes também não recuperamos mais. E um erro cometido, o que fazer? É claro que depende do erro e da situação, não é mesmo?

Em princípio, se uma pessoa qualquer souber o que deve ser feito, como deve ser feito e ainda por que fazê-lo, é muito provável que o faça bem feito e tenha autocontrole para minimizar os futuros erros, certo? Bem, mas há dois casos de erros inconscientes que quero comentar.

Certo dia, uma moça estava à espera de seu voo na sala de um aeroporto. Então, resolveu comprar um livro e um pacote de biscoitos. Ao seu lado sentou-se um homem e, quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. A jovem não disse nada, mas pensou: ‘Que cara de pau!’.

A cada biscoito que comia, o cidadão também comia outro. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia reagir. E, quando restava apenas um biscoito no pacote, ela pensou: ‘O que será que o abusado vai fazer agora?’. E percebeu que o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela.

A moça ficou bufando de raiva. Rapidamente o chamou de atrevido, pegou suas coisas e dirigiu-se ao embarque. Quando sentou confortavelmente no avião, para sua surpresa, o pacote de biscoito estava ainda intacto dentro da bolsa. Ela sentiu muita vergonha, pois quem havia comido o biscoito do outro foi ela! Procurou o sujeito para se desculpar, mas, ele não estava naquele voo.

Pois é, quantas vezes em nossa vida já ‘comemos os biscoitos errados’ e não tivemos consciência disso? Em comunidade, não procuramos ganhar espaço onde já tem gente trabalhando? Pelo menos, justificamos o desejo de ajudar ao invés de assumirmos a função? E quantos nos cedem humildemente o lugar sem reclamar da invasão!

Outro caso a considerar é de um homem que castigou a filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente. O dinheiro estava escasso naqueles dias, razão pela qual o pai ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.

Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presentinho ao pai, dizendo: ‘Isto é pra você, paizinho!’. Ele sentiu-se chateado pelo castigo, mas voltou a explodir quando viu que a caixa estava vazia. E gritou com ela: ‘Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro do embrulho?’.

A pequena criança olhou para cima com lágrimas nos olhos e falou: ‘Oh, paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro dela! Todos são para você, papai’. Ele, então, quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que o perdoasse.

Bem, dizem que o homem guardou a caixa ao lado de sua cama por anos e sempre que se sentia triste, pegava um beijo imaginário e recordava o amor que a filha havia posto ali. Pelo menos, neste caso, houve oportunidade de se desculpar e retribuir o amor recebido, mas, e na primeira história, sobrou apenas o sentimento de culpa no coração da moça, não foi?

É, feliz daquele que reconhece o erro, reveste-se de humildade e logo pede perdão! Quanto a ser perdoado ou não, já não cabe a quem errou, porém, é importante que haja o pedido de desculpas e o firme propósito de se colocar à disposição para um novo relacionamento de confiança mútua.

Quem diz que não consegue perdoar, deve rezar mais e pedir insistentemente ajuda ao Céu. Sempre há um ‘santo protetor de plantão’ que intercede a Deus por nós, com certeza. Portanto, escolha o seu padroeiro, peça com fé e confiança, e o seu coração logo se transformará.

Às vezes eu rogo assim: ‘Nossa Senhora do Sagrado Coração, ajude-me a ter o espírito manso e humilde, semelhante à senhora e ao seu santo Filho’. Em outras oportunidades, peço pelos meus filhos, meus netos, minha esposa, minha mãe, minha irmã, meus afilhados, parentes, amigos, e algumas mudanças vêm tão rapidamente que até me assusto!

Pois é, se a fé fosse suficientemente grande, não haveria motivo para o susto, concorda? Reconheço que ainda preciso crescer muito na fé. Quero, um dia, ter a certeza que, em nome de Deus, posso remover montanhas. Só de pensar que talvez eu não chegue a tanto, já é falta de fé!

Na minha opinião, o maior presente que Jesus nos dá e renova sempre é o Seu perdão. Se Ele não fosse tão misericordioso, já estaríamos condenados ao inferno há muito tempo. Por isso, eu não entendo a intenção da pessoa que erra e não aprende, ou aprende mas não pede perdão, ou pede perdão e não renova a sua vida na fé em Cristo! Bastaria um pouco de tempo dedicado à leitura dos Evangelhos para saber que a nossa missão na Terra é evangelizar!

Seria ótimo e oportuno se tirássemos lições dos nossos erros de cada dia, mas, infelizmente, isso pouco acontece. Resta rezar fervorosamente pelo futuro da humanidade, porque tudo pode ser mudado pela oração e só continua errando quem não reza e insiste em não pedir perdão.

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Mensagem da Semana - Nº 278 - 29 Agosto 2016

FRASES PARA GUARDAR NO CORAÇÃO

Eis algumas frases que encontrei na internet e, sem dúvidas, contêm muitas verdades:

“A melhor escola do mundo está nos pés dos mais velhos. / Quando se está apaixonado não dá para esconder. / Se apenas uma pessoa me disser: ‘Você me fez ganhar o dia!’; o meu dia também está ganho. / Ver uma criança adormecendo em meus braços é uma das maiores sensações de paz do mundo. / Ser generoso é mais importante do que estar certo. / Nunca se deve dizer ‘não’ ao presente de uma criança. / Eu sempre posso rezar por uma pessoa quando não tenho condições de ajudá-la de outra forma. / Não importa quão sério a vida me obrigue ser, todo mundo precisa de um amigo para brincar.

Às vezes, tudo que uma pessoa precisa é uma mão para segurar e um coração para entendê-la. / Umas simples voltas no quarteirão com meu pai, quando eu era criança, fizeram maravilhas em mim quando fiquei adulto. / A vida é como um rolo de papel-higiênico: quanto mais perto do fim, mais depressa passa. / Devemos estar contentes com Deus por não nos ter dado tudo o que pedimos. / O dinheiro não compra a elegância. / São aqueles pequenos acontecimentos diários que fazem a vida tão espetacular.

Debaixo de uma couraça tem sempre alguém precisando de reconhecimento e amor. / Deus não fez tudo em um dia; o que me faz achar que eu posso? / Ignorar os fatos não muda a importância deles. / Quando se quer ficar ‘quites’ com alguém, sem perdão, apenas estamos deixando que aquela pessoa nos fira de novo. / O amor, e não o tempo, cura todas as feridas. / O jeito mais fácil de crescer é me cercar de pessoas melhores que eu. / Todas as pessoas que encontramos merecem ser recebidas com sorrisos.

Não há nada mais doce do que dormir com os filhos e sentir a respiração deles no rosto. / Ninguém é perfeito até que eu me apaixone. / A vida é dura, mas, infelizmente, eu sou mais duro de coração. / As oportunidades não se perdem; alguém vai aproveitar as que eu perdi. / Quando se cultiva tristezas, a felicidade vai bater noutro lugar. / Eu gostaria de ter dito mais uma vez a meu pai que eu o amo antes de ele morrer. / Deve-se usar palavras suaves e macias porque, talvez amanhã, tenhamos que engoli-las.

Um sorriso é a forma mais barata para se melhorar o visual. / Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher como reagir a isso. / Quando seu bebê segura forte seu dedo mindinho, significa que você foi fisgado para a vida toda. / Todo mundo quer viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento estão na escalada. / É melhor dar conselhos principalmente em duas circunstâncias: quando for pedido e quando for uma questão de vida ou morte. / Quanto menos tempo eu gastar fazendo uma coisa, mais coisas eu faço para Deus.”

Pois é, se concordamos com a maioria das afirmações, por que erramos tanto? O que custa dedicarmos mais tempo às coisas de Deus? Bem, já vi muita gente argumentar que ‘reza em casa’ ou que ‘acha muito bonito o trabalho de caridade, mas não tem tempo pra isso’ etc. Eu não critico quem pensa assim porque também já fui um deles, mas, hoje, peço a Jesus que dê a todos a mesma oportunidade que tive de perseverar na Igreja Católica.

São tantas coisas maravilhosas que vivi, que afirmo convicto que é um caminho sem volta. Os acontecimentos que experimentei na vida sempre emocionam alguém; por isso, esta semana presenciei mais frutos de um artigo que escrevi – na reunião do Cursilho em Bom Repouso. Louvado seja Deus!

Bem, para não parecer que só ‘anônimos’ circulam pela internet, veja outras frases de ‘famosos’:

“Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilha, a harmonia e a organização do universo só podem ter se efetuado conforme um plano de um Ser todo-poderoso e onisciente” – Isaac Newton; “Ninguém pode negar o fato de que Jesus existiu, nem que Seus ensinamentos sejam belos. Ainda que alguns deles tenham sido proferidos antes, ninguém os expressou tão divinamente” – Albert Einstein; “Acho impossível que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um Criador” – Abraham Lincoln.

“A América necessita regressar aos princípios do amor e da aceitação da Palavra de Deus” – George Bush; “Se eu coloco a Bíblia abaixo de todos os livros, ela é que mantém todos eles; se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é o coração deles; e se eu a coloco em cima, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca” – Rui Barbosa; “Jesus foi o maior de todos os personagens históricos, aquele que teve mais significado e importância, tanto que a humanidade divide a história em a.C. e d.C.” – Luiz Inácio Lula da Silva.

E para finalizar, eu também deixo a minha colaboração: ‘Para haver paz em seu lar, não pode faltar: a oração, a verdade, a paciência e o perdão. O resto, Deus providencia”.

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Mensagem da Semana - Nº 277 - 26 Agosto 2016 

 

CAMINHANDO SEM DEUS 

 

Um macaco procurou um cientista humano e disse-lhe: 

 

- Há rumores de que pode ser verdade que os seres humanos descendem da nossa nobre raça. Bem, essa ideia é uma desgraça! Nenhum macaco jamais desprotegeu sua fêmea ou deixou seus bebês famintos ou arruinou a vida deles. E nunca se ouviu dizer que alguma mãe macaca tivesse doado seus filhos. Há também uma coisa que nunca foi vista: macacos cercando um coqueiro e deixando os cocos apodrecerem, proibindo outros macacos de se alimentarem. Sim, os humanos descendem de uma espécie rude que, com certeza, não somos nós. Portanto, nos deixem fora disso! 

 

Então, revoltado, o cientista decidiu se encontrar com Deus e dizer que os homens também não o aceitavam como Criador e nem precisavam mais d’Ele. E assim falou: 

 

- Deus, sabe como é, um punhado de nós tem pensado nesse assunto e eu vim dizer que você não nos criou e nem é mais necessário. Temos elaborado grandes teorias e ideias, clonamos uma ovelha e logo iremos clonar humanos! Como pode ver, realmente não necessitamos mais de você porque temos as nossas teorias e criações próprias. 

 

Deus balança a cabeça compreensivamente e diz: 

 

- Bom, sem ressentimentos, mas, antes, vamos fazer um concurso de criar um ser humano a partir do barro? 

 

O cientista rapidamente se adianta pegando um punhado de terra, mas, antes de voltar para o laboratório, Deus o adverte: 

 

- Assim não vale! Você tem que criar o seu próprio barro! Esta terra em suas mãos fui eu que criei. 

 

Revoltado mais uma vez, o cientista resolveu tirar férias e ir caçar no interior de Minas. Já no dia seguinte, estava fazendo tiro ao voo, quando um dos patos que alvejou caiu dentro de uma propriedade protegida por cerca de arame farpado. Sem ver ninguém por perto, pulou a cerca e, antes de pegar a caça, apareceu um velho dirigindo um tratorzinho: 

 

- Ei, moço, isso aqui é particular. Cê pode ir vortando. 

 

- Mas, é que eu atirei naquele pato e só vim pegá-lo. 

 

- Pode vortá. Caiu aqui, é meu, uai! 

 

- Olha, meu senhor, sou um influente cientista, posso meter-lhe uns processos e lhe tomar a propriedade. O senhor não sabe do que sou capaz. 

 

- Peraí, sô. Pur que qui a gente não acerta a questão usando a ‘Regrinha Minera pra Resorvê Pendenga’? 

 

- Como é isso? 

 

- É ansim: eu dô treis chutes nocê. Depois ocê dá treis chutes nimim. Quem aguentá mais caladim, quem gritá menos, ganha a pendenga! Mas, como sô mais véio, chuto primero. 

 

O homem da cidade avaliou aquele velhote franzino e, por curiosidade e pelo vício de querer ganhar disputas, resolveu topar. O velho, então, saltou do trator e só aí ficaram à vista as botas reforçadas que usava. Mesmo assim, o cientista raciocinou: ‘É um coroa fracote; eu aguento e depois acabo com ele no primeiro pontapé’. 

 

O primeiro chute do velho foi bem na virilha e o adversário imediatamente se ajoelhou gemendo. O segundo pegou no nariz e o homem se estatelou no pasto, segurando os urros. O terceiro acertou nos rins e, mesmo que quisesse, o cientista não conseguiria gritar, tamanha a dor. Mas, dentro de alguns minutos se refez, pôs-se de pé e ameaçou: 

 

- Agora pode ir rezando, vovô. Eu sou carateca e vou desmontá-lo. 

 

- Num carece, não. Eu disistu da pendenga e reconheço que perdi. Pode pegá seu pato. 

 

Novamente o ateu ficou louco de raiva e, inconformado, foi procurar um amigo sábio para lhe aconselhar. Lá chegando, começou a ‘se confessar’: 

 

- Eu acho que tudo isso está acontecendo porque espalhei rumores maldosos a respeito de um vizinho e, após ofendê-lo profundamente, descobri que o que eu havia dito era mentira. Agora, quero reparar o mal que fiz com algum tipo de simpatia. 

 

- Vou lhe receitar uma: ‘Vá ao mercado, compre uma galinha e mate-a. No caminho de casa, retire todas as penas e jogue-as, uma por uma, ao longo da estrada. Depois, volte, recolha todas que jogou e traga-as para mim’. 

 

Seguindo as recomendações, ele tentou, mas ficou decepcionado. Observou que o vento havia levado quase todas as penas e conseguiu recuperar poucas. E o amigo sábio concluiu a sua tese: 

 

- Você viu que é fácil jogá-las pelo caminho, mas impossível tê-las de volta. É assim também com rumores e fofocas: não leva muito tempo para espalhá-los, mas uma vez feito, você nunca irá desfazer completamente o estrago que causou. Pense nisso antes de falar algo sobre alguém! Agora, se está arrependido, procure um sacerdote e se confesse. Só Deus poderá lhe perdoar e abençoar os seus novos caminhos.
- Mas, eu rompi com Ele! 

 

- Mesmo assim, Ele não rompe o laço de amor com nenhum de seus filhos e está sempre de braços abertos para recebê-los de volta. Deus nos colocou no mundo e nada existiria se não fosse por Ele permitido. Acredite, confie nisso e não se arrependerá! 

 

Mas, será que o ateu confiou ou partiu sem Deus para novos desafios? O que você faria? 

 

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Mensagem da Semana - Nº 276 - 19 Agosto 2016

 

COISAS QUE SEMPRE EXISTIRÃO

 

Um dia, na festa de 90 anos da ‘Revista Adoremos’ em Belo Horizonte, recebi um prêmio por esta redação:

 

“Adorar a Deus é amar profundamente a Trindade Santa - mistério que só a fé explica. E esse sentimento de humildade se concretiza no coração humano quando ele se abre aos ensinamentos da verdade, da caridade e da justiça. Portanto, todo veículo de comunicação que difunde estes princípios, nos conduz a prestar um culto sincero a Deus.

 

Por isso, a Revista Adoremos tem cumprido o seu papel durante os últimos noventa anos! Como toda criança, começou engatinhando no início do século XX, caminhou com dificuldades por algum tempo, teve ajuda de muitos quando mais precisou e, principalmente, contou com as bênçãos do Céu todos os dias.

 

Hoje, as folhas são de melhor qualidade, a capa ganhou cor e muitas ilustrações, fotos, mas a mensagem é a mesma de sempre: ‘amai-vos uns aos outros’. Como há muitas maneiras de dizer isto, os textos não se repetem e os talentos dos articulistas se renovam ano a ano.

 

Foram centenas de destaques a datas importantes, reflexões, notícias, ensinamentos para o crescimento da nossa espiritualidade cristã, além de humor, histórias de santos e culinária. Isto tudo, bem temperado com amor à evangelização, continua presente na revista vicentina que sai de Minas para os quatro cantos do Brasil.

 

E São Vicente? Esteve em todas as edições! E Nossa Senhora? Também nunca faltou! E Ozanam? Sua vida foi passada a limpo por muita gente também! Enfim, Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo que impulsionou tantos corações a se unirem em favor dos pobres!

 

Amar é bom, realizar obras santas é ótimo e ser assinante da Revista Adoremos é fazer um bom uso da sabedoria que Deus nos deu. Bravo! Parabéns a todos nós!”

 

Ah, um outro fato que enviei à revista foi este:

 

O Pe. Marcelo Rossi contou que estranhou o comportamento de um senhor durante a missa que celebrou no Santuário do Terço Bizantino, em São Paulo. Assim que terminou a celebração, foi conversar com ele:

 

– Desculpe-me, mas tenho visto sua esposa erguendo os braços e louvando a Deus toda semana e o senhor sempre ficou de braços cruzados; hoje, porém, também acenou com ela e se manteve alegre! O que aconteceu?

 

– Bem, padre, há poucos dias fui surpreendido por bandidos no banco em que trabalho e fiquei de braços levantados por muito tempo enquanto uma arma permaneceu apontada em minha direção. Então, percebi que é muito melhor erguer os braços louvando do que qualquer outra coisa.

 

Pois é, quando criança, somos imaturos demais para pensar em Deus; quando jovens, somos autossuficientes e não precisamos d’Ele! Recém-casados, somos felizes ao extremo... Trabalhando, estamos sempre muito ocupados... Idosos, sempre meio cansados... E quando morremos? Bem, aí já é tarde demais para agradecer e pedir perdão, não? Ainda bem que eu percebi isso a tempo; e você?

 

Quem lê artigos católicos sabe que o dom maior da caridade é semelhante ao amor de Deus por nós: infinito e sem limites. Deus faz nascer o sol tanto para os maus quanto para os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos! Portanto, a caridade se estende também aos inimigos, porque cada ser humano deve ser para mim uma imagem do Salvador, que disse: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15, 12).

 

Praticar um amor-serviço ao próximo é acreditar que a caridade jamais acabará e, para amarmos assim, temos necessidade de recebermos o Espírito Santo – que distribui para nós o dom do amor, da bondade, da alegria, da mansidão e da paz. Ele nos torna irmãos de todo homem e nos faz viver em comunidade ao redor da Eucaristia.

 

No dia-a-dia, podemos ser caridosos em família através da tolerância e do perdão. Se Deus nos deu uma vida em comum com outras pessoas e aceitamos livremente conviver juntos, como podemos justificar a ausência de amor em nosso lar? O Pai nos amou primeiro, enviou seu Filho único para expiar nossos pecados, continua tendo uma imensa misericórdia por cada um de nós... e a nossa resposta a tudo isso: é gratidão ou ingratidão?

 

Veja o que disse São Paulo (1Cor 13), indicando o caminho mais excelente de todos:

 

“Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento aos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, é bondosa, não tem inveja, não é orgulhosa, não é arrogante, nem escandalosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acabará... Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade, porém, a maior delas é a caridade.”

 

O amor, o louvor e bons artigos católicos, jamais deixarão de existir.

 

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Mensagem da Semana - Nº 275 - 12 Agosto 2016

 

DÊ CARINHO A QUEM VOCÊ AMA

 

Um senhor idoso entrou apressado num táxi e foi dizendo ao motorista:

 

- Leve-me rápido à Clínica de Repouso Bom Jesus, por favor.

 

Ansioso por chegar logo, após cinco minutos de corrida, ele novamente falou:

 

- Não há outro caminho onde o trânsito esteja melhor?

 

- Vou sair desta avenida em breve, mas, diga-me, sua visita à clínica é urgente?

 

- Sim, e hoje estou atrasado.

 

- Desculpe-me perguntar, mas é algum parente seu que está internado?

 

- Minha esposa. Ela tem Mal de Alzheimer há cinco anos e eu nunca deixei de ir vê-la um só dia no horário certo. A doença já avançou muito e ela não me reconhece mais.

 

- Não estou entendendo! Se ela não sabe quem o senhor é, por que a pressa?

 

- Porque eu sei quem ela é.

 

Leitor, não dá vontade de conhecer o tal velhinho para lhe dar um abraço? Quantas pessoas com esse espírito de amor ao próximo existem no mundo? Bem, se todos os Vicentinos corresponderem à causa que abraçaram, só aí já são mais de quinhentos mil! Isso é muito pouco comparado aos bilhões de habitantes do planeta, não? E se juntássemos nessa conta todos os cristãos? Infelizmente, isso é uma utopia.

 

Eu sempre digo que não é fácil fazer caridade, porque, se fosse, todos fariam! Veja o que o patrono dos cursilhos de cristandade, São Paulo Apóstolo, disse aos fiéis de Corinto (1Cor 13), indicando o caminho mais excelente de todos:

 

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento aos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!

 

A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa, não é arrogante, nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará... Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade, porém, a maior delas é a caridade”.

 

Você pratica essa caridade perfeita? Eu pretendo chegar a isso, mas ainda falta muito; só que, a cada dia, tento melhorar um pouco mais e, com a ajuda dos anjos e santos de Deus, vou chegar lá! Se não rezarmos, nos esforçarmos e confiarmos, nunca chegaremos.

 

O amor é o dom maior que o Criador nos deu e quem o coloca a serviço do bem, será muito recompensado. E embora o prêmio final seja uma morada no Céu, Deus nos dá sinais, mostrando que estamos no caminho certo. Vejo isso através do carinho que tenho recebido por onde passo.

 

Quem é humilde de coração e age com simplicidade para promover a vida, só tem a ganhar. Eu até acho que aprendi isso um pouco tarde, mas, como dizem, antes tarde do que nunca! Hoje, vejo que meu pai era assim, minha mãe é assim, e eu acabei precisando errar muito para aprender. Digo a todos que o exemplo de Nossa Senhora precisa ser seguido para permitirmos que a caridade frutifique.

 

Há uma historinha que contamos às crianças, relatando um caso atípico no Céu: “Aconteceu, certa vez, que São José ficou preocupado ao ver pessoas estranhas no Paraíso e resolveu checar. Então, descobriu que todos os dias havia gente saindo do purgatório antes da hora e, sem a sua permissão, entravam felizes no Céu; mas, por onde passavam se ele próprio tomava conta do portão? Depois de muito andar, constatou que sua esposa ajudava os devotos a pularem o muro lateral!”

 

Bem, logicamente é só um conto, mas, de fato, se não fosse a Virgem Maria, quantos cristãos nem mais teriam amor pra dar! O carinho que ela nos trata contagia a todos! Experimente um pouco mais disso rezando o Terço e dando mais atenção a quem você ama. A pessoa pode nem saber disso, mas você demonstrando o seu amor, já será suficiente para um lindo e eterno relacionamento.

 

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Mensagem da Semana - Nº 274 - 5 Agosto 2016

 

TODOS ERAM POBRES!

 

Um dia, na festa de 90 anos da Revista Adoremos em Belo Horizonte, contei parte deste relato:

 

Em São Paulo, existe uma família muito pobre. O pai, chefe da casa, é pobre, a mãe é pobre e os dois filhos estão crescendo pobres. A faxineira que trabalha para eles também é pobre, assim como a governanta e a cozinheira. E para não restar dúvidas de que a pobreza é geral, a professora de piano da filha e o professor de equitação do menino são igualmente pobres. Ah, os empregados das fazendas e das indústrias que pertencem à família, também são todos pobres.

 

Bem, se você está rindo ou não está entendendo direito o relato, eu explico. O patrão, Dr. Castro, é um empresário bem sucedido nos negócios, mas pobre de espírito. Ele é incapaz de se sensibilizar com o sofrimento do ser humano e paga muito mal os seus empregados. Quando imagina que alguém pode lhe causar prejuízo, não vacila em despedir a pessoa. Rezar? Nem pensa nisso!

 

A esposa dele, a exuberante Letícia, faz questão de ser reconhecida como ‘a mais elegante do bairro’. Participa de jantares para ricos toda semana, mas nunca ninguém a encontrou numa missa ou festa beneficente. As roupas dela vêm da Europa e são feitas exclusivamente para ela. Certa vez, viu na televisão um vestido parecido com outro que havia comprado e viajou imediatamente para o exterior - foi procurar outro costureiro.

 

E se os pais são assim, imagine os filhos! Têm tudo o que querem e mais um pouco, porque dinheiro não é problema. Acho que nunca ouviram falar de caridade e só pensam em diversão. Pra falar a verdade, estudam apenas o suficiente para passarem de ano e ficarem livres dos ‘professores chatos’, como eles mesmos dizem. Embora menores de idade, são chamados de ‘senhor e senhorita’ pela governanta.

 

Um outro tipo de pobreza afeta a vida dos empregados da mansão: mal ganham para sobreviver! Veem o luxo e a riqueza por toda parte, mas não podem levar sequer um pouco de açúcar para casa. Um dia, Maria, a cozinheira, disse à patroa:

 

- Dona Letícia, perdoe-me pedir isso, mas estou sem dinheiro para comprar leite e a minha filhinha todo dia quer beber um pouco antes de dormir. Será que daria para a senhora deixar eu levar o resto que está na geladeira?

 

A resposta foi curta e grossa:

 

- Você não sabe que usamos a sobra para tratar dos gatos? É um leite gordo e faz mal para crianças!

 

Nas indústrias, os funcionários já fizeram greve duas vezes e, aqueles que ficaram à frente do movimento, foram demitidos. Hoje, como imaginam que conseguir outro emprego é difícil, mesmo ganhando pouco e desmotivados, os atuais empregados se sujeitam ao salário mínimo e a cara feia do patrão.

 

Mas, é engraçado, muita gente repetindo que gostaria de ser como o Dr. Castro, ou seja, milionário! Será que dinheiro no banco é o mais importante? Para quem não pensa na salvação da alma, ser rico certamente é um grande sonho, porém, a professora de piano da filha de Letícia, por exemplo, é muito mais feliz do que todos da casa.

 

Ela corre bastante atrás de alunos para poder ganhar um pouco mais e pagar sua faculdade a cada mês, também não pode comprar roupas e andar bem arrumada, mas, quando chega o final de semana, participa com muita alegria de uma reunião de caridade. Ela é Vicentina! E servindo o pobre, a professora sempre se encontra com Jesus Cristo e ganha forças para carregar sua cruz com dignidade. Ela é pobre em espírito, mas não pobre de espírito.

 

A pianista, portanto, não tem inveja dos afortunados, muito pelo contrário, oferece-lhes ajuda também, mas eles não têm tempo para a caridade! Ela até se prontificou em levar os filhos de Letícia para a catequese, mas foi informada que precisam se isolar por causa dos sequestros!

 

Felizmente, sabemos que quem não tem tempo para oração e caridade, vive perdendo tempo, não é mesmo? Por isso, eu peço sempre: ‘Senhor, dai-me saúde, paz e fé’; o resto, eu deixo para o Dr. Castro esnobar - ele pensa que sabe viver melhor do que nós!

 

E se amar é bom, realizar obras santas é ótimo! Mas, para fazermos bom uso da sabedoria que Deus nos deu, devemos ter por base esta história:

 

Um rei pediu ao súdito que fosse ao grande mercado do reino e lhe trouxesse o objeto mais precioso que encontrasse. Ao retornar ao palácio, o empregado lhe apresentou uma língua sobre a bandeja de prata. E o rei perguntou:

 

- Não havia nada melhor do que isto?

 

- Vi muita coisa bonita e valiosa, mas somente a língua fala de amor, perdoa, agradece e louva a Deus.

 

- Então, súdito fiel, volte lá agora e traga-me o que encontrar de mais repugnante.

 

Após algum tempo, em outra bonita bandeja, o humilde servo entregou a encomenda ao monarca, que perguntou assustado:

 

- Língua novamente? O que significa isso?

 

- Senhor, a mesma língua que agradece, também acusa e é responsável por diversas maledicências. Tudo depende do uso que fazemos dela!

 

Lembre-se, portanto, que a sua língua sempre será uma das responsáveis pelo seu grau de pobreza de espírito. Cuide bem dela!

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Mensagem da Semana - Nº 273 - 29 Julho 2016
COISAS DIFÍCEIS DE EXPLICAR
Uma mãe e seu filhotinho camelo estavam à toa, quando o bebê falou:

- Mãe, posso lhe perguntar umas coisas?

 

- Claro! O que está incomodando o meu filhote?

 

- Por que os camelos têm corcova?

 

- Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar gordura e por isso mesmo sobrevivemos longos períodos sem água nem alimento.

 

- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?

 

- Filho, certamente elas são assim para nos permitir caminhar no deserto! Sabe, com estas pernas eu posso me movimentar pela areia melhor do que qualquer um!

 

- E os nossos cílios, por que são tão longos? De vez em quando, eles atrapalham minha visão!

 

- Meu querido, os cílios longos e grossos são como uma capa de segurança. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto!

 

- Tá, mas se a corcova é para armazenar gordura enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger os olhos da areia do deserto, então, que diabos estão fazendo aqui no zoológico?

 

Pois é, o que será que a mãe respondeu? Será que o filhote concordaria com a explicação de que fazem parte de um grupo de animais confinados para visitação pública? Naquele local em que se encontravam, as corcovas, por exemplo, perdem a utilidade?

 

Da mesma forma, quando alguém não coloca a serviço de Deus os dons que recebeu, fica ‘enjaulado’ no mundo materialista, tentando conseguir argumentos para justificar a vida vazia que leva. Uns falam que não têm tempo para participar de reuniões na igreja, outros dizem que rezam em casa e alguns - os piores! - tentam se convencer que não precisam de Deus!

 

E você, acha que a caridade não precisa ser praticada por todos? Pensa que quando alguém morre por falta de socorro, o problema não é seu? Ninguém diria isso diretamente a Jesus Cristo sabendo que perderia o Céu, não é mesmo?

 

Em outra história de animais, contam que, certa vez, duas abelhas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente, assim, nadou até a borda, mas como a superfície era muito lisa e ela estava com as asas molhadas, não conseguia sair. Acreditando que não haveria salvação, a abelha desanimou, parou de tentar e afundou.

 

Sua companheira, apesar de não ser tão forte era tenaz e, por isso, continuou a se debater, a se debater e a se debater por tanto tempo que, aos poucos, o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a abelha conseguiu subir e levantar voo para um lugar seguro.

 

Tempos depois, a mesma abelha tenaz, por descuido, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido na vez anterior, começou a se debater na confiança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra abelha, vendo a aflição da companheira, pousou na beira do copo e gritou: ‘Há um canudo ali, nade até ele e suba!’. A abelha tenaz não lhe deu ouvidos e, baseando-se na sua experiência de sucesso, continuou a se debater e a se debater até que, exausta, afundou no copo cheio de água.

 

Se hoje ela estivesse viva, como explicaria a teimosia em não querer subir no canudo? Ah, talvez dissesse que sabia muito bem o que estava fazendo e, por isso, não quis ouvir um conselho amigo. E quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados até nos afundarmos na própria falta de visão?

 

Fazemos isso quando não conseguimos ouvir Jesus nos apontando a solução mais eficaz e, assim, perdemos a oportunidade de renovar nossa vida! Renovar é olhar a situação atual - como se fosse inteiramente diferente de tudo o que já vivemos - e permitir que Deus nos ajude a buscar novas soluções. Simples, não?

 

Dessa forma, o medo se extingue e toda experiência serve para nos conduzir a uma nova porta aberta: para a conversão que precisamos; para nos motivar a continuarmos buscando a santidade, para a autoestima que nos faz caminhar como filhos do Altíssimo! Quem se reveste com o Espírito Santo, sempre terá um ‘canudo abençoado’ por perto para não se afogar.

 

E então, você quer ir para o Céu? Quer estar lá ainda hoje? Tudo bem, pode até ser daqui a muito tempo, mas lembre-se: ‘Antes de ter a sua morada no Paraíso, Jesus precisa ter um lugar no seu coração’. Quando Ele habitar em você definitivamente, ninguém mais irá lhe dizer que se parece com um camelo trancado no zoológico ou com uma abelha se afogando num copo d’água.

 

E se já existe abrigo para o Salvador em você, aleluia! Agora, reze e faça bem feito a sua parte para salvar muitos outros ‘animais domésticos’ que precisam de ajuda.

 

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Mensagem da Semana - Nº 272 - 20 Julho 2016

 

A MAIOR PROVA DE AMOR

 

Há muito tempo atrás, um casal de velhinhos morava sem filhos numa casinha humilde de madeira. Eles se amavam e eram muito felizes, até que um dia aconteceu um acidente com a senhora: enquanto arrumava a casa, começou a pegar fogo na cortina e as chamas se espalharam por todo o corpo dela.

 

O esposo acordou assustado com os gritos e, quando a viu se debatendo, imediatamente tentou ajudá-la, mas o fogo também o atingiu antes de saírem da casa. Ao chegarem os bombeiros, havia apenas fumaça no local, e partiram com o casal para o hospital.

 

Após algum tempo, aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro da amada. Ainda em seu leito, a senhora estava deformada, pois as chamas queimaram o seu rosto. E ela foi logo falando:

 

– Tudo bem com você, meu amor?

 

– Por eu estar vivo, posso dizer que sim, mas o fogo atingiu os meus olhos e eu não posso mais enxergar. Quero, porém, que fique tranquila, querida, porque a sua beleza estará gravada em meu coração para sempre.

 

Então, triste pelo esposo, disse-lhe:

 

– Vendo tudo o que aconteceu, Nosso Senhor tirou-lhe a vista para não presenciar a minha deformidade. Com o rosto queimado, estou parecendo um monstro!

 

A partir daquela data, ela era os olhos do seu querido esposo e ele todos os dias dizia-lhe: ‘Como eu te amo!’. Assim viveram 20 anos, até que a senhora veio a falecer. E no dia do enterro, quando as pessoas se despediam, veio aquele senhor sem seus óculos escuros e, chegando perto do caixão, beijou o rosto da sua amada, dizendo num tom apaixonado: ‘Como você é linda, meu amor!’.

 

Vendo-o caminhar seguro e sozinho, um amigo perguntou se o que tinha acontecido era um milagre. Olhando-lhe nos olhos, o velhinho apenas falou: ‘Eu nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada, sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira e acreditando que eu ainda a amava’.

 

Portanto, sempre foram muito felizes e apaixonados!

 

Um amor maior do que esse só encontramos nas páginas da Bíblia Sagrada, onde Deus entregou seu único Filho para morrer em favor de toda a humanidade. Lendo os Evangelhos, sentimos que Jesus ditou uma verdadeira carta de amor a cada um de nós.

 

Como sabemos, aos 33 anos, o Filho de Deus foi condenado à morte de cruz – a pior morte da época! Os pregos tinham cerca de 15 a 20 centímetros e foram enfiados nos pulsos. Imagine a força que Ele tinha que fazer com os músculos das costas para não ter as mãos rasgadas! Mas, também, não podia forçar tanto tempo porque perdia todo o ar de seus pulmões; dessa forma, era obrigado a se apoiar no cravo enfiado nos pés.

 

E já que seus pés não aguentariam por muito tempo senão rasgariam também, Jesus alternava esse ‘ciclo’ simplesmente para conseguir respirar. O nosso Salvador suportou esse terrível sofrimento por um pouco mais de 3 horas! Muita coisa, não?

 

Alguns minutos antes de morrer, Ele não sangrava mais e saía água de seus cortes. Não tinha mais sangue, portanto, apenas saía água. E se considerarmos que um corpo humano é composto de aproximadamente 5 litros de sangue, Jesus derramou tudo por nós!

 

Além da humilhação que sofreu – carregando a cruz por cerca de dois quilômetros –, foi desprezado, esbofeteado, chicoteado, cuspido no rosto e coroado com espinhos. Isso tudo para nos redimir dos pecados e nos abrir as portas do Céu. E, o mais impressionante: Ele perdoou a todos! Todos, sem exceção! Ele morreu por você! Sim, você mesmo que está lendo este artigo.

 

E muita gente tem vergonha de mostrar a sua fé em Cristo, não é mesmo? Alguns nos veem trabalhando para Deus e dizem que somos caretas ou fanáticos! Infelizmente, a ganância e a pobreza de espírito deixa as pessoas cegas para a salvação da alma. Se todos aceitassem que a Virgem Maria é o nosso melhor caminho para chegarmos até Jesus e cressem que Ele é o único e verdadeiro Deus, nem mesmo este texto eu precisaria estar escrevendo.

 

Mas, faço isso com amor e na esperança que, um dia, Ele voltará revestido de glória para chamar os incrédulos. Isso não é utopia, muito pelo contrário, pela promessa e misericórdia de Deus, vai acontecer!

 

Há uma música que diz assim: ‘A nossa vida é feita de esperança; paz e flores nós queremos semear. Felicidade, somente alcança quem cada dia se dispõe a caminhar’. Pois é, pense que ainda resta a você não fingir que não enxerga – como o velhinho da história – e participar do Plano Divino de Salvação. Se rezar, Nossa Senhora lhe ajudará a manifestar uma linda prova de amor ao próximo. Tente!

 

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Mensagem da Semana - Nº 271 - 15 Julho 2016

NÃO DESISTA DA SUA FÉ

Se alguém lhe oferecesse dinheiro pedindo que você negasse a existência de Deus por somente um dia de sua vida, você o faria? Já sabe a decisão que tomaria ou primeiro precisaria saber quanto iria ganhar? Se fosse uma verdadeira fortuna, faria alguma diferença?

Com certeza, esse tipo de tentação não mexeria comigo porque tenho consciência que nenhuma riqueza no mundo é maior do que as bênçãos que vêm do Céu. Se eu não fosse tão privilegiado em saúde, paz na família e fé no coração, talvez desse mais valor às coisas materiais, mas, graças ao bom Deus, já possuo muito mais do que mereço.

E se algum amigo dissesse que ‘venderia a sua fé’ para resolver uns problemas, eu pediria que me contasse que tipo de problema é maior do que o amor de Jesus Cristo por nós – e duvido que o indivíduo pudesse se explicar. Na verdade, quem troca o nosso Salvador por dinheiro, compraria um lugar bem quente para viver na eternidade – e ainda pagaria caro por isso!

Mas, falando em ambiente quente, estou lembrando da visita que um Vicentino fez a outro que havia se afastado das reuniões da Conferência. Sentaram-se em frente a uma lareira e, sem conversarem, ficaram olhando a madeira queimar. Depois de algum tempo, aquele que foi fazer a visita pegou uma vara e separou uma brasa das demais.

Quando aquele pedaço de lenha se esfriou e ficou com aspecto de carvão, o vicentino visitante voltou a empurrá-lo junto das brasas ardentes e, num instante, eles perceberam que se acendeu novamente. Então, o dono da casa disse ao Confrade: ‘Amanhã, estarei junto com vocês no trabalho de caridade’.

Pois é, a nossa união dá força à missão. A fé de um cristão aquece o coração do outro num ritmo acelerado e inesgotável! Sou testemunha disso porque já viajei bastante – dando palestras e participando de encontros católicos – e, mesmo em cidades grandes como Brasília, São José dos Campos e Belo Horizonte, a dinâmica é a mesma: quando alguém fala em nome de Deus, muitos se emocionam e arregaçam ainda mais as mangas para construírem o Reino.

Quase todos que procuraram e experimentaram a misericórdia Divina, não a trocam por nada. Nem seria justo que a substituíssem, porque o nosso Pai sempre nos socorre quando O invocamos, não é mesmo? Se rezamos, Ele nos ouve; se nos arrependemos dos pecados, Ele nos perdoa; se caímos, Ele nos estende a mão; enfim, que tipo de filho trai um Pai assim?

Mas, como somos fracos na missão que recebemos pelo batismo, é bom não darmos chances ao pecado e sempre nos envolvermos com os trabalhos na comunidade. Lá, quando o grupo é comprometido com a evangelização, a chama da caridade não se apaga e Jesus permanece presente. Assim, fica muito difícil alguém desistir da fé e resolver enfrentar o mundo sozinho – mesmo com bastante dinheiro no bolso!

E eis outra pergunta que lhe faço agora: ‘Existe alguém que seja mais seu amigo do que o próprio Cristo?’

Enquanto pensa, vá lendo a história de Vladimir Petrov, um jovem prisioneiro de um campo de concentração no nordeste da Sibéria. Ele tinha um companheiro chamado Andrey e ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o suprimento que davam aos prisioneiros políticos não os mantinha vivos por muito tempo. Por isso, era natural roubarem comida uns dos outros para não morrerem.

E Vladimir escondia, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar – coisas que sua mãe lhe havia mandado, clandestinamente, de quase três mil quilômetros de distância! Guardava-os para quando a fome se tornasse insuportável e, como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo.

Certo dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro campo e, como não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse: ‘Deixe-a comigo que a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo’.

Um dia após a sua partida, uma tempestade de neve tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões. Só dez dias depois, os caminhos foram reabertos e, voltando ao lugar de origem, Vladimir não viu o amigo entre os demais. Dirigiu-se ao capataz e perguntou: ‘Onde está Andrey?’ Surpreso, ouviu a resposta: ‘Enterrado, mas, antes de morrer, pediu-me que guardasse isto para você’.

Vladimir sentiu um forte aperto no coração. Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete dizendo: ‘Escrevo enquanto posso mexer a mão. Não sei se viverei até você voltar porque estou horrivelmente debilitado e sem alimentos. Se eu morrer, avise a minha mulher e meus filhos. Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas. Seu amigo, Andrey’.

Mais uma vez, este relato prova que uma amizade duradoura só se constrói com fidelidade e honestidade recíprocas. Da parte de Deus, isso é inquestionável... e de sua parte? Sugiro que prove a verdadeira amizade que tem por Ele prometendo que nunca desistirá da sua fé.

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Mensagem da Semana - Nº 270 - 8 Julho 2016

 

A IMPORTÂNCIA DA CARIDADE

 

Dona Maria, uma velha senhora, morava só. Recebia um salário mínimo como pensionista do marido falecido e se virava para pagar aluguel, água, luz e gás. Alimentava-se mal para economizar e poder comprar seus remédios caros. Mesmo assim, no final do mês, sempre ficava devendo na farmácia e na mercearia. Tinha sete filhos, mas todos eram casados, lutavam com a vida e não podiam ajudar a mãe. Um dia, ela recebeu a visita de um deles:

 

- Mãe, estivemos conversando em família e, como a senhora vive só nesta pequena casa, pensamos em arrumar um lugar pra senhora sossegar.

 

- E o que vocês pensaram?

 

- Num lar para idosos. É limpo, comida boa, enfermeira, tudo controlado. Até já conseguimos o lugar.

 

- Lar de idosos? Vocês querem dizer, asilo? Depois de oitenta anos trabalhando muito e criando vocês, agora vão me enfiar num asilo?

 

- Mãe, a senhora vai gostar! O lar é bem cuidado, a senhora precisa ver. Nós gostamos muito de lá!

 

- Ah, gostaram? Vocês gostariam de ficar lá?

 

Então, dona Maria tirou um velho lenço do bolso do avental e começou a enxugar algumas lágrimas. Seus pensamentos falavam por ela: ‘Depois de velha, não podendo andar direito, quase surda e enxergando pouco, mesmo com um monte de filhos e netos, vou ser levada para morar num asilo de idosos. Ah, se o meu velho estivesse vivo!’.

 

Ouvira falar muito de asilos: gente fazendo caridade e olhando o próximo com carinho; mas, ficar distante da família, sem conviver com os netos, que tristeza! E o filho insistiu:

 

- Mãe, entenda bem, a gente não tem condição de olhar a senhora! Levar ao médico, dar remédios... e se a senhora cair, quebrar uma perna, vai ficar na cadeira de rodas?

 

- Mas, no asilo eu não posso cair também?

 

- Acontece que lá eles têm gente pra olhar!

 

No outro dia, dona Maria levantou cedo, arrumou a cama, fez o café e comeu pão seco. Começou a varrer a casa e viu um envelope na sala. Como não sabia ler, foi até a vizinha, dona Chica. Então, ela soube que a carta era do Dr. Antonio, advogado, pedindo para comparecer ao seu escritório.

 

- Dona Maria, o que a senhora fez? - perguntou a vizinha.

 

- Nada! Sabe, deve ser alguma coisa do asilo. Meus filhos vão me levar pra lá!

 

- Asilo? Que falta de caridade para com a mãe! Mas, espere, vou ligar para esse advogado e saber dessa história direito.

 

Conversando com a secretária, dona Chica ficou sabendo que a vizinha ganhou a ação da revisão de aposentadoria do marido e iria receber uma bolada! O dinheiro já estava no banco e a pensão mensal iria aumentar também.

 

- Minha Nossa Senhora, obrigada! Obrigada minha Santa! - exclamou a velha senhora, e começou a chorar de emoção. Mais tarde, contou para um dos filhos e, à noite, a família estava toda reunida em sua casa: filhos, noras, netos e até ‘amigos’!

 

- Mãe, parabéns! A senhora merece! Vamos fazer uma festa pro seu aniversário que foi no mês passado - falou uma filha, em nome de todos.

 

- Mas, e o asilo?

 

- Asilo? Mãe, esqueça disso! Tem muita gente aqui pra olhar a senhora!

 

Bem, refletindo sobre ‘caridade’, se isso não fosse importante para a nossa salvação, Jesus Cristo não nos teria pedido uma especial atenção com os pobres. Se não fosse importante para a promoção da vida, muita gente não estenderia humildemente a mão para receber um pedaço de pão. Se a caridade não fosse tão importante para cumprirmos a missão que Deus nos deu, quase não existiriam santos no Céu!

 

Pois é, sem a caridade, nem haveria a Sociedade de São Vicente de Paulo e a população do nosso planeta, com certeza, hoje seria muito menor. Se imaginarmos que, além dos vicentinos, outras milhões de pessoas ajudam o próximo, é fácil concluir que existem outros milhões de irmãos sobrevivendo graças aos corações generosos de quem os servem.

 

E o mais importante está em saber o que é ou deixa de ser caridade. Por exemplo, na história que leu neste artigo, em nenhum momento os filhos de dona Maria praticaram caridade, concorda? É claro que fica difícil julgar a intenção do outro, mas Deus tudo vê!

 

Nós, vicentinos, sabemos que a caridade não se limita a bens materiais, mas principalmente está na ajuda para aliviar os sofrimentos causados pela falta de fé, desamor ou injustiças sociais. Nestes casos, também os ricos precisam da nossa atenção para, um dia, crescendo em espiritualidade, se tornem benfeitores dos pobres.

 

Caridade, portanto, tem que ser praticada sempre, em oração, sem pressa, desinteressadamente, com amor, sem exclusão e oferecendo algo significativo para promover a vida material ou espiritual do irmão. Geralmente, esse ato de acolhimento começa com um sorriso que brota de dentro do coração. Quem não o pratica em família, dificilmente partilhará o bem comum com outras pessoas.

 

Com certeza, alguém que ama o próximo como a si mesmo pratica a verdadeira caridade e será santo no Céu.

 

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Mensagem da Semana - Nº 269 - 1 Julho 2016

 

A caderneta vermelha

 

Uma história que li pela internet dizia que enquanto abria o telegrama, uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou conta do rosto de José Roberto. Palavras breves: ‘Seu pai faleceu. Enterro sábado 18 horas. Mamãe’.

 

Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos. Era como se houvesse morrido um estranho. Avisou a esposa, tomou o ônibus e se foi. No íntimo, não queria ir e, se estava indo, era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada. Ela sabia que pai e filho não se davam bem.

 

A coisa havia chegado a esse ponto no dia em que José Roberto havia feito as malas e partido, prometendo nunca mais botar os pés naquela casa. Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe pelo Natal, Ano Novo e Páscoa... Ele havia se desligado da família, não pensava no pai e a última coisa na vida que desejava era ser parecido com ele.

 

No velório, a mãe estava pálida e chorosa. Foi um abraço de desesperado silêncio. Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelhas – como as que o pai gostava de cultivar. Novamente José Roberto não verteu uma única lágrima – o coração não pedia. Era como estar diante de um desconhecido, mas acompanhou o funeral ao lado da mãe.

 

À noite, prometeu a ela que voltaria trazendo netos e esposa para conhecê-la, porque aquele que não o amava não estava mais lá para criticá-lo.

 

Na despedida, a mãe colocou-lhe algo pequeno na mão, dizendo-lhe: ‘Há mais tempo você poderia ter recebido isto, mas, infelizmente, só depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes’.

 

Minutos depois de começar a viagem, meteu a mão no bolso e pegou o presente: uma caderneta de capa vermelha. Abriu-a curioso e se deparou com páginas amareladas. Na primeira, reconheceu a caligrafia firme do pai: “Nasceu hoje o meu primeiro filho, um garotão! Estou orgulhoso de ser o pai daquele que será a minha continuação na Terra!”.

 

À medida  que folheava, sentia um aperto na boca do estômago, mistura de dor e perplexidade, pois as imagens do passado ressurgiam firmes e atrevidas como se acabassem de acontecer. Continuou:

 

“Hoje, meu filho foi para escola. Está um homenzinho! Quando eu o vi de uniforme, fiquei emocionado e desejei-lhe um futuro cheio de sabedoria. A vida dele será diferente da minha, que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai; mas, para meu filho, desejo o melhor”.

 

Outra  página: “Roberto me pediu uma bicicleta. Meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado. Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras”. José Roberto mordeu os lábios, pois lembrava-se da sua intolerância, das brigas feitas para ganhar a sonhada bicicleta. Se todos os amigos ricos tinham uma, por que ele também não poderia ter a sua? 

 

Foi lendo: “É duro para um pai castigar um filho e bem sei que ele poderá me odiar por isso, entretanto, devo educá-lo para seu próprio bem. Foi assim que aprendi a ser um homem honrado e esse é o único modo que sei ensiná-lo”.

 

José Roberto fechou os olhos e viu toda a cena quando, por causa de uma bebedeira, tinha ido parar na cadeia e, naquela noite, se o pai não tivesse aparecido para libertá-lo... Lembrava-se também do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore...

 

As páginas se sucediam com curtas e longas anotações, cheias das respostas que revelavam o quanto, em silêncio e amargura, o velho o havia amado.  A última página era a do dia em que o pai havia partido: “O que fiz de errado para meu filho me odiar tanto? Por que sou considerado culpado se apenas tentei transformá-lo num homem de bem? Meu Deus, não permita que essa injustiça me atormente para sempre! Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sido o pai que ele merecia ter”.

 

Depois, não havia mais anotações e as folhas em branco davam a ideia de que o pai tinha morrido naquele dia. José Roberto fechou depressa a caderneta. O peito doía e o coração parecia haver crescido tanto que lutava para escapar pela boca. Quando o ônibus chegou na rodoviária, levantou aflito e saiu correndo porque precisava de ar puro. A aurora rompia no céu e a vida continuava...

 

Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de humildade. Quis gritar, erguer-se procurando agarrar o velho para sacudi-lo e abraçá-lo. Encontrou apenas o vazio. Havia uma raquítica rosa vermelha no jardim de uma casa; então, José Roberto acariciou as pétalas e lembrou-se da mãozona do pai podando, adubando e cuidando com amor. Por que nunca tinha percebido aquilo antes?

 

Agora sim, uma lágrima brotou como o orvalho e, erguendo os olhos para o céu dourado, desabafou-se numa confissão sincera: “Se Deus me mandasse escolher hoje, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosse você, velho. Obrigado por tanto amor! E me perdoe por ter sido tão cego!”

 

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Mensagem da Semana - Nº 268 - 24 Junho 2016
OS FRUTOS DA BÍBLIA
Existiu um velho professor alemão cuja vida sempre impressionara sobremaneira seus alunos. Um dia, um deles resolveu descobrir o segredo daquela conduta maravilhosa. Então, escondeu-se no escritório onde o mestre costumava ficar antes de ir para casa. Já era tarde quando o professor chegou de sua última aula. Estava muito cansado, mas sentou-se e passou uma hora lendo a Bíblia. Depois, abaixou a cabeça numa oração silenciosa e, finalmente, fechando o Livro dos Livros, disse: ‘Bem, Senhor Jesus, nossa velha amizade continua linda como sempre. Conhecê-Lo é o que de melhor pude obter na vida. Se eu pudesse, faria todos os meus irmãos ouvirem a Sua Palavra. Obrigado por eu ser tão privilegiado em receber essas mensagens e, neste momento, gostaria que alguém estivesse me ouvindo também’.

O aluno, escondido, não conseguiu manter-se em silêncio e, emocionado, soluçou. O professor, então, após o susto, perguntou-lhe:

- Meu bom rapaz, o que deseja de mim? Há algo que tenha me pedido e, tendo eu recusado, voltou para tirar-me ocultamente?

O rapaz ficou pálido e respondeu envergonhado:

- Não, senhor. Sempre quis saber o que o mantinha tão iluminado para poder imitá-lo, só isso!

O mestre abriu um largo sorriso e iniciou sua explicação:

- Sente-se nesta cadeira e agradeça a Deus por essa oportunidade de atender o chamado d’Ele. E já que deseja imitar-me, saiba que eu também imito Jesus Cristo, digno de todo louvor! Ele me diz o que devo fazer e eu atendo!

- O senhor conversa com Ele?

- Sim, Ele me fala através deste Livro Sagrado. Todos os dias eu o escuto com muita atenção e, depois disso, fica fácil segui-Lo. Por exemplo, ouça o tesouro que me foi dado hoje neste capítulo de São Marcos...

E, assim, mais uma alma começou a se aproximar de Deus e caminhar rumo ao Céu.

A forte presença de Jesus nos chega como resultado da oração a sós com Ele e do estudo pessoal da Bíblia. Com certeza, Cristo se torna mais presente àquele que persiste em cultivar a Sua Palavra.

E você, leitor(a), sabe como melhorar de vida? A partir de hoje, sua Bíblia será aberta mais vezes e dará mais frutos? Essa maravilhosa graça, só depende de você!

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Mensagem da Semana - Nº 267 - 17 Junho 2016
COMO ANDA SUA FAMÍLIA? – PARTE II
Se tivéssemos a bênção de ter São Paulo nos orientando neste espaço que humildemente ocupo, ele poderia nos mostrar – inspirado por Deus – as grandes maravilhas da fé, tipo este trecho da Carta aos Hebreus:
“Irmãos, a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. Foi ela que fez a glória dos nossos antepassados. Foi pela fé que Abraão, obedecendo ao apelo Divino, partiu para uma terra que devia receber em herança. E partiu não sabendo para onde ia. Foi pela fé que ele habitou na terra prometida, como em terra estrangeira, habitando aí em tendas com Isaac e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Porque tinha a esperança fixa na cidade assentada sobre os fundamentos eternos, cujo arquiteto e construtor é Deus.
Foi pela fé que a própria Sara cobrou o vigor de conceber, apesar de sua idade avançada, porque acreditou na fidelidade daquele que lhe havia prometido. Assim, de um só Homem quase morto nasceu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como os grãos de areia da praia do mar. Foi na fé que nossos pais morreram. Embora sem atingir o que lhes tinha sido prometido, viram-no e o saudaram de longe, confessando que eram só estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Dizendo isto, declaravam que buscavam uma pátria. E se se referissem àquela donde saíram, ocasião teriam de tornar a ela. Mas não, eles aspiravam a uma pátria melhor, isto é, à celestial. Por isso, Deus não se dedigna de ser chamado o seu Deus; de fato, Ele lhes preparou uma cidade. Foi pela sua fé que Abraão, submetido à prova, ofereceu Isaac, seu único filho, depois de ter recebido a promessa e ouvido as palavras: ‘Uma posteridade com o teu nome te será dada em Isaac’. Estava ciente de que Deus é poderoso até para ressuscitar alguém dentre os mortos. Assim, ele conseguiu que seu filho lhe fosse devolvido. E isso é um ensinamento para nós!”

 

Pois é, e ainda tem gente que acredita em horóscopo, superstições, e duvida da providência Divina! Se desde milhares de anos atrás a fé ‘remove montanhas’, o que custa buscar meios para crescer em espiritualidade e curar o coração? Bastaria uma pessoa em cada família ser um canal de graças para que muitos se salvassem, mas, em muitos lares, nem isso acontece!

 

E lembre-se: tudo pode ser mudado pela oração. Vida predestinada só existe na cabeça de quem não reza! Infelizmente, de pecado em pecado, muitos relutam em aceitar a vontade de Deus e não aceitam convites para a oração e a caridade. Mas, assim como Jesus não desanimou, nós também continuaremos chamando a todos para a conversão plena, definitiva e longe das riquezas absurdas que muitos se apegam.

 

Falando em riqueza, conheço a história do homem que deixou uma carta para ser lida quando morresse. Então, no dia do seu enterro, a família ficou sabendo que ele queria ser carregado por todas as ruas da cidade, porém, com os braços fora do caixão e de mãos bem abertas. Completando o seu desejo, uma faixa seguia atrás: ‘Vejam, daqui não se leva nada!’.

 

Com certeza, foi a última vez que tentou dizer às pessoas o quanto estavam pecando em juntar tesouros aqui na Terra. Talvez ele tenha usado em muitas oportunidades a conhecida frase: ‘Você tem um escorpião no bolso?’. Não é o que dizemos brincando àqueles que não dão esmolas e nem pagam uma bala sequer para os amigos? Ah, e falando nisso, também estou lembrando de outra história.

 

Contam que um monge andava por uma estrada com outros religiosos quando viu um escorpião na água do rio. Vendo o bichinho afundando, logo o pegou para tirá-lo de lá, mas antes de colocá-lo a salvo na margem, quase foi picado. Inconformado, um amigo o repreendeu severamente, dizendo: ‘Que loucura a sua! Você não sabe que se trata de um bicho traiçoeiro e perigoso?’. Ele, calmamente respondeu: ‘Sim, eu sei, porém não posso deixar que a índole dele me contamine’.

 

Bem, só resta dizer que cada cristão é responsável pelos seus atos e só segue maus caminhos se quiser. Companhias ruins podem ser evitadas sempre que combatemos o mal com o bem; além disso, os nossos bons exemplos servem de espelho para toda a família que, um dia, se orgulhará até de sermos parentes!

 

Não podemos decepcionar Jesus, que nos disse: “A quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir”.

 

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Mensagem da Semana - Nº 266 - 10 Junho 2016

 

COMO ANDA SUA FAMÍLIA? Parte I

Esta é a história do homem que contratou um carpinteiro para ajudá-lo a arrumar algumas coisas na sua fazenda. O primeiro dia do empregado foi bem difícil: o pneu do seu automóvel furou, a serra elétrica quebrou, cortou duas vezes o mesmo dedo e, ao final da tarde, o carro não funcionou. O fazendeiro, então, deu-lhe uma carona para casa.

Durante o caminho, falaram bastante a respeito do dia cheio de problemas e, assim que chegaram, o carpinteiro convidou o patrão para conhecer sua família. Quando os dois estavam se encaminhando para a entrada da frente, o bom carpinteiro parou junto a uma árvore, fechou os olhos e, na ponta dos pés, tocou num dos galhos com as duas mãos.

Depois de abrir a porta, ele transformou-se: os traços tensos do rosto deram lugar a um grande sorriso, abraçou os filhos e beijou a esposa. Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro e, assim que passaram pela árvore, o homem da fazenda perguntou:

- Por que você se esticou todo para tocar na planta antes de entrar em casa?

- Ah, esta é a minha árvore dos problemas. Eu sei que não posso evitar ter aborrecimentos no trabalho, mas eles não devem chegar até a minha família. Então, toda noite, eu os deixo nesta árvore quando chego e os pego no dia seguinte. E quer saber de uma coisa? De manhã, quando volto para buscá-los, eles não são nem metade daquilo que me importunava na noite anterior!

Simples, não? Se ele não fizesse isso, certamente enfrentaria mais aborrecimentos à noite, amanhecendo cansado, ansioso e sem vontade de recomeçar o dia. Embora devamos partilhar certos problemas com a família, nem tudo precisa ser levado para dentro de casa, principalmente a raiva, como neste outro caso:

Linda estava andando apressada pela rua e, de repente, um estranho trombou nela. De imediato, ela falou: ‘Oh, me desculpe, por favor’. Mesmo com raiva, ainda sorriu para a pessoa que nunca havia visto e deu um tchau com a mão.

Mais tarde, ela estava fazendo o jantar e seu filho parou ao lado do fogão, em silêncio. Quando se virou, esbarrou nele, levou o maior susto e lhe deu uma bronca: ‘De novo! Filho, saia do caminho e não fique aqui me atrapalhando’. Depois, ela continuou mexendo na cozinha e ele se dirigiu sozinho para a sala - certamente com seu pequeno coração partido.

Quando Linda foi se deitar, ficou pensando: ‘Ao trombar com um estranho, quanta cortesia usei, mas, com meu filho, a criança que tanto amo, nem sequer lhe dei um abraço! Ainda ontem, ele me trouxe flores e ficou muito tempo escondido atrás da porta para me fazer uma grande surpresa’.

Naquele momento, ela se sentiu muito pequena. Então, foi até a cama do menino, ajoelhou-se ao seu lado e falou baixinho: ‘Acorde, filhinho, acorde. Estas são as flores que você trouxe para mim?’. Ele sorriu: ‘Eu as encontrei embaixo da árvore e as peguei porque achei tão bonitas como você! E sabia que iria gostar, especialmente da azul’. Daí, ela se desculpou pela bronca que havia lhe dado e dormiram em paz.

Bem, você já parou para pensar que, às vezes, colocamos bastante esforço em coisas muito menos importantes do que a nossa família? Temos tempo suficiente para darmos atenção às pessoas que nos amam? Que mal há em sermos carinhosos, dizer ‘eu te amo’ ou ‘muito obrigado’, dar um sorriso gostoso etc? Ao invés disso, há ocasiões em que agimos rudemente e não percebemos o quanto isso machuca os nossos queridos familiares. E a família é o nosso maior bem, concorda?

Sempre que enviava um novo artigo a uma revista, um redator agradecia carinhosamente e acrescentava estas duas frases: “É preciso que tenhamos alguma semelhança para nos entendermos, mas é preciso que sejamos diferentes para nos amarmos” (Paul Gèraldy); e “Nunca devemos levar tão a sério uma pessoa a ponto de odiá-la” (Paulo Francis). Quanta sabedoria, hein? Queira Deus que todos concordem e pratiquem.

Bem, já posso começar a concluir a mensagem de hoje. Eu diria que quem não descarrega o mau humor em casa e aceita as pessoas como elas são, já deu um grande passo para cultivar a paz em família. Porém, no dia-a-dia, não pode faltar diálogo, oração e fraternidade, para que o amor prospere sempre.

Seria ótimo se você também pudesse fazer uma reflexão imediata de ‘como anda a sua família’ e fosse participar das celebrações eucarísticas já sabendo o que buscar. Com certeza, com a Sagrada Família no coração e coisas boas na cabeça, tudo vai melhorar.

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Mensagem da Semana - Nº 265 - 3 Junho 2016

 

UM PULO NO PASSADO

 

Aconteceu que um casal entrou no restaurante com uma criança. O pai colocou o filho numa cadeira infantil e, de repente, o menino Daniel gritou:

 

- Olá, amigo! - batendo na mesa com suas mãozinhas gordas.

 

O pai viu à frente um homem sujo, com um casaco engordurado e rasgado jogado nos ombros.

 

- Olá, neném. Como está você? - disse o homem a Daniel.

 

Todos no restaurante se viraram para o mendigo e ninguém acreditava que ele não estivesse bêbado, principalmente quando a comida chegou à mesa e aquele homem continuou brincando com a criança. Então, marido e mulher se apressaram em terminar logo a refeição.

 

Quando acabaram de comer e levantaram-se para ir embora, Daniel se voltou para o velho, estendeu os braços e o deixou pegar no colo. Seus pais ficaram envergonhados com a submissão do menino ao mendigo, que fechou os olhos e deixou algumas lágrimas correrem pela face enquanto apertava a criança no peito.

 

Então, o velho homem devolveu o filho à mãe e disse-lhe:

 

- Cuide bem deste menino, minha senhora. Hoje, Deus me deu um presente maravilhoso.

 

Os pais, assustados, saíram correndo do lugar e, ao se sentirem seguros dentro do carro, arrependeram-se do comportamento que tiveram.

 

- Deus meu, Deus meu, me perdoe! - falou o pai.

 

- Não quisemos dividir nosso filho por um momento, mas, Deus compartilhou Seu Filho com toda a humanidade! - disse a mãe.

 

Pois é, eu escrevendo este fato do menino no restaurante, me veio à mente que, quando criança, gostava de assistir a série ‘O Túnel do Tempo’. A cada episódio, dois personagens voltavam ao passado e se envolviam com fatos épicos da História.

 

Eu vibrava ao reviver cenas que havia aprendido na escola, e acabava completando meus conhecimentos. Apenas me chateava por alguns resultados não poderem ser mudados, mas concordo que não seria sensato se isso acontecesse. No começo de cada filme, os personagens não sabiam para onde iriam, e eu achava que melhor seria se pudessem escolher.

 

Revivendo agora os sentimentos daquela época, me coloco na condição de sonhar com essa volta ao passado. Mas, para onde eu iria? Não podendo mudar os fatos, valeria a pena?

 

Bem, sem riscos de morte e sabendo o tempo da ‘viagem’, com certeza, eu aceitaria o desafio e minha opção seria conhecer Jesus Cristo face a face. Isto resolvido, restaria escolher o período de Sua vida que eu assistiria.

 

Em princípio, considerando os sofrimentos vividos por Cristo na paixão e morte, eu descartaria os mistérios dolorosos. Restariam, ainda, dezenas de passagens que marcaram a vida gloriosa de Nosso Senhor. Que bom seria vê-Lo realizando curas, perdoando, contando parábolas, falando de amor, chamando os apóstolos, repreendendo os doutores da lei, transformando água em vinho, instituindo a Eucaristia, se transfigurando... ressuscitando!

 

Porém, eu trocaria cada contemplação maravilhosa dessas cenas pelo nascimento do Menino Jesus. Além de adorá-Lo em particular, teria a ímpar oportunidade de ver a alegria estampada nos rostos da Virgem Maria e de São José. Então, eles veriam eu fazer algo impossível de ter acontecido naquela época: cantar ‘Noite Feliz’! Isto em nada mudaria a História, mas santificaria a minha vida a partir daquele momento.

 

Raciocine comigo, leitor(a): há como ser a mesma pessoa após pegar Deus Menino no colo? E mais: beijar as mãos de Nossa Senhora, abraçar o bom e justo José, presenciar o primeiro presépio vivo, ver a chegada dos Reis Magos; além de poder contar tudo isto aqui, nos próximos artigos.

 

Talvez eu não visse milagres nem grandes pregações de amor - que em nada diminuiria a minha fé. Contudo, ver Jesus criança já é mais do que qualquer presente que eu poderia imaginar, porque sempre tive adoração pelo Menino Jesus. Peço proteção a Ele diariamente, fiz música em Sua homenagem e O tenho no coração.

 

E dando um pulo no passado mais recente, eis um fato que tenho satisfação em contar:

 

Há dois anos que visitava uma fábrica de imagens religiosas em Mafra - Santa Catarina. Sempre que ia à casa de minha filha, passava pela fábrica e, em especial, namorava uma linda imagem do Menino de Nazaré - Ele de pé, com 83 centímetros de altura. Da primeira vez que perguntei o preço, disseram mil reais. Depois de algum tempo, aumentou para mil e duzentos!

 

São centenas de imagens naquele lugar, algumas gigantes, mas eu fiquei apaixonado pelo Menino. E eis que, no mês passado, voltando lá, falei brincando:

 

- O Menino Jesus abaixou de preço?

 

- Sim, reduzimos porque não o faremos mais e estamos liquidando - responderam.

 

Então, comentei com minha mãe:

 

- Deve ter voltado a custar mil reais. He he he...

 

- Agora, custa duzentos e vinte - falou o vendedor.

 

Fiquei preocupado em prejudicar o funcionário se tivesse errado o preço, e pedi para confirmar com o dono. Conclusão: a imagem está hoje em minha casa. Soube que até as estátuas menores são mais caras do que aquela, porém, Ele quis ser meu!

 

E já que não posso voltar à era de Cristo nem conversar com Sua imagem, tenho em vista algo possível de se realizar: visitá-Lo na casa do pobre e preparar melhor o meu coração para vê-Lo nascer no Natal.

 

Tenha a inocência de uma criança você também.

 

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Mensagem da Semana - Nº 264 - 30Maio 2016

 

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

 

Eis um relato que li há pouco:

 

“Certa vez, trabalhei numa pequena empresa de engenharia. Foi lá que fiquei conhecendo um rapaz chamado Mauro. Ele era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, pregando pequenas peças.

 

Havia também o Ernani, um pouco mais velho que o resto do grupo. Sempre quieto e pacífico; Ernani costumava comer o seu lanche à parte, num canto da sala. Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o almoço e ficava sentado sozinho debaixo de uma árvore mais distante.

 

Devido a esse comportamento, Ernani era o alvo natural das pegadinhas do grupo. Ora ele encontrava um sapo de plástico na marmita, ora uma pedra em seu chapéu, ora pasta de dente no sapato etc. E o que achávamos mais incrível é que ele aceitava tudo sem ficar bravo.

 

Num feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar no Pantanal e nos prometeu que, se conseguisse sucesso, daria um pouco do resultado da pesca para cada um de nós.

 

No seu retorno, ficamos muito animados quando vimos que ele havia pescado alguns dourados enormes. Mauro, entretanto, levou-nos para um canto e nos disse que tinha preparado uma boa peça para aplicar no Ernani. Dividiu os dourados, fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nós, mas havia separado os restos dos peixes num pacote maior, à parte.

 

– Será muito engraçado quando o Ernani desembrulhar este presente e encontrar espinhas, peles e vísceras! – disse-nos Mauro, que se divertia antecipadamente.

 

Então, após o almoço, cada um abriu o seu pacote, contendo uma bela porção de peixe, mas o maior ficou por último, e já estávamos quase explodindo de vontade de rir. Como sempre, Ernani sentou-se sozinho, mais afastado da grande mesa. Mauro, então, levou o pacote para perto dele, e ficamos na expectativa do que estava para acontecer.

 

Ernani pegou o enorme embrulho firmemente nas mãos, o levantou com dificuldades e um leve sorriso no rosto. Foi quando notei seus olhos brilhando de emoção.

 

– Eu sabia que você não se esqueceria de mim – disse com a voz embargada. – Tenho cinco filhos e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama. Estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar. Às vezes, quando passa mal, tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela. E a maior parte do meu salário tem sido para os médicos e os remédios. As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa.

 

Chorando, continuou:

 

– Vocês talvez achem esquisito eu comer o almoço sozinho, num canto. Bem, é que fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche. Ou, como hoje, tinha somente uma batata na minha marmita. Mas eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim. Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos terão, depois de alguns anos, comida de verdade – e começou a abrir o pacote.

 

Nós prestamos tanta atenção no Ernani enquanto falava, que nem havíamos notado a reação do Mauro. Depois, percebemos a sua aflição quando saltou e tentou pegar o pacote das mãos do Ernani. Era tarde demais. Ernani já tinha aberto o pacote e estava examinando cada pedaço de espinha, cada porção de vísceras, cada rabo de peixe.

 

Era para ter sido muito engraçado, mas ninguém riu. Todos nós ficamos olhando para baixo. E a pior parte foi quando Ernani, tentando sorrir, falou a mesma coisa que havíamos dito anteriormente:

 

– Muito obrigado!

 

Em silêncio, cada colega pegou o seu pacote e o colocou na frente do Ernani, porque, depois de muitos anos, havíamos entendido quem era aquele grande homem.

 

Uma semana depois, a esposa do Ernani faleceu. Cada um daquele grupo passou a ajudar as cinco crianças e, graças a Deus e ao grande espírito de luta delas, progrediram muito. Carlinhos, o mais novo, tornou-se um importante médico. Fernanda, Paula e Luísa, montaram o seu próprio e bem-sucedido negócio – produzem doces e salgados para padarias e supermercados. O mais velho, Ernani Júnior, formou-se em engenharia e, hoje, é diretor da mesma empresa em que eu, o Ernani e os demais colegas trabalhamos no passado.

 

Mauro, aposentado, continua fazendo brincadeiras, entretanto, são de um tipo muito diferente. Ele organizou nove grupos de voluntários que distribuem brinquedos para crianças hospitalizadas e as entreteem com jogos, estórias e outros divertimentos.”

 

Pois é, às vezes, convivemos por muitos anos com uma pessoa e tardiamente percebermos que mal a conhecemos. Nunca lhe demos a devida atenção, não demonstramos qualquer interesse pela sua vida, ignoramos suas necessidades e seus problemas.

 

Eis o ensinamento de Jesus Cristo: “Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. Assim seja!

 

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Mensagem da Semana - Nº 263 - 20 Maio 2016

 

CARA-DE-PAU

 

A correspondência abaixo foi enviada por um devedor a uma das várias lojas credoras:

 

“Prezados senhores, esta é a oitava carta de cobrança que recebo de Vossas Senhorias. Sei que não estou em dia com meus pagamentos, acontece que devo também em outras lojas e todas esperam que eu lhes pague. Contudo, meus rendimentos mensais só permitem que pague duas prestações no final de cada mês. As outras, ficam para o mês seguinte. Estou ciente de que não sou injusto, daquele tipo que prefere pagar esta ou aquela empresa em detrimento das demais. Ocorre o seguinte: todo mês, quando recebo meu salário, escrevo o nome dos credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco dentro de uma caixinha. Depois, retiro dois papéis, que são os sortudos que irão receber o meu dinheirinho suado. Os outros, paciência, ficam para o mês seguinte. Afirmo aos senhores que sua empresa vem constando todos os meses da minha caixinha. Se não os paguei ainda, é porque estão com pouca sorte. Finalmente, faço-lhes uma advertência: se continuarem me enviando cartas de cobrança ameaçadoras, serei obrigado a excluir o nome de Vossas Senhorias dos meus sorteios mensais. Sem mais, obrigado.”

 

Como tem gente esperta, não? Aliás, o adjetivo seria outro, mas deixa pra lá. Quem tem Deus no coração e segue uma religião séria – vivendo o Evangelho dia-a-dia –, não prejudica outras pessoas porque sabe que o pecado irá condenar eternamente sua alma. Eu diria que precisa até ser cara-de-pau de vez em quando, mas buscando o bem. Quantas vezes eu já ‘calcei a cara’ e saí pelas ruas pedindo ajuda para alguma obra de caridade! Hoje, se precisar, volto a fazê-lo sem constrangimento, mas nem sempre foi assim. Precisei vencer a timidez e me convencer da minha missão. Uma regra básica para conseguir os recursos necessários para cada obra é esta: ‘se não foi esmola e tomou emprestado, devolva’. Infelizmente, nem todos pensam assim, como nesta história:

 

Quase todos os dias, a vizinha de dona Carla lhe pedia o moedor de carne emprestado – que não gostava de cedê-lo porque era presente de casamento e o conservava há 35 anos sem quebrar. Além disso, moedor como aquele nem existia mais, pois os modernos têm rosca frouxa, cabo que enrosca e manivela que gira em falso.

 

Tanto a vizinha o emprestou que ele mudou de casa, já que a ‘nova dona’ não se preocupava em devolver o utensílio após o uso. Então, quando dona Carla precisava moer suas carnes, tinha que pedi-lo à vizinha! E embora achasse a situação muito injusta, a proprietária do aparelho tinha alma boa e procurava viver em paz com a amiga.

 

Um dia, porém, dona Carla foi até a casa da vizinha dizer que precisava usar por uma hora o seu utensílio:

 

– Oi, querida, poderia me emprestar o moedor de carne agora à tarde? Prometo que lhe devolvo rapidinho.

 

– Sinto muito, Carla, mas hoje estou preparando uns croquetes para o jantar e vou usá-lo o dia todo. Eu gostaria de ter um moedor elétrico, que rende mais, mas vou quebrando o galho com este velho por enquanto.

 

Pois é, quanta gente cara-de-pau vive se aproveitando da boa vontade dos outros, não é mesmo? Mal sabem que temos uma missão na Terra e também precisamos atuar junto às pessoas que não creem. Ser cristão inclui ser enviado ao mundo como representante de Jesus Cristo. A missão de Jesus, agora é a nossa missão: anunciar a vida eterna!

 

Mas, um problema do cristão que se converteu há muito tempo é se esquecer de como é triste viver sem Cristo. Não importa o quanto as pessoas pareçam estar felizes e bem sucedidas, se não mudarem, estarão destinadas à separação eterna de Deus. E mesmo que você julgue precisar ser cara-de-pau para entrar na vida dos outros, vá em frente na evangelização porque os anjos do Céu o acompanharão.

 

Quem se isola, enterra seus dons e perde a oportunidade de dar e receber amor sincero. Lembre-se também da lição deste caso:

 

Havia uma pessoa que morava numa casa sem janelas e revestida de espelhos, inclusive o chão e o teto. Olhava sua imagem de vários ângulos dezenas de vezes ao dia e analisava: suas doenças, suas limitações físicas, seu baixo salário, sua infelicidade e outras mazelas.

 

Certa manhã, um espelho do quarto quebrou e, em substituição, foi colocada uma janela. Passando a olhar por ela de vez em quando, aquela pessoa egoísta foi percebendo que lá fora existiam muitas pessoas que choravam, que eram mais pobres que ela, que sofriam e que se ajudavam também.

 

Isso se tornou um verdadeiro tormento, porém, quando outro espelho quebrou e outra janela foi instalada, percebeu também que existiam outras pessoas diferentes daquelas que passavam pela janela da frente. Eram mais alegres e sempre paravam para conversar umas com as outras. Isso se repetiu com o tempo e outras janelas foram instaladas naquela casa.

 

Então, a pessoa que residia ali pode experimentar o sabor da felicidade, passando a conversar com muita gente e não enxergando somente os seus problemas. A cada gesto de caridade que praticava, dava mais valor à vida.

 

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Mensagem da Semana - Nº 262 - 12 Maio 2016

 

AS DÚVIDAS DA FÉ

 

Revistas e jornais do mundo inteiro divulgaram as ‘décadas de escuridão’ na vida de Madre Teresa de Calcutá. Segundo algumas cartas secretas da beata, ela chegou a duvidar da existência de Deus, vivendo agoniada e experimentando a profunda dor da falta de esperança. Isto sendo verdade, como explicar a dedicação à caridade daquela que foi considerada uma santa viva?

 

Acredito que não é tão difícil entender o desespero de quem sofre e pensa que suas orações não são ouvidas. A dor da perda de alguém na família, por exemplo, é muito forte e leva algumas pessoas ao desespero. Então, se quem pensa em si próprio chega a chorar por longos períodos, imagine quem sofre por extremo amor aos irmãos!

 

É isso que deve ter acontecido com Madre Teresa. Trabalhando diariamente para os mais pobres dos pobres, penetrou na intimidade dos miseráveis e começou a assumir o sofrimento de muita gente. Fisicamente enfraquecida, sentiu-se completamente abandonada na fé. Até Jesus bradou na cruz: “Pai, por que me abandonaste?”.

 

Mesmo isto sendo possível, alguém ainda poderá questionar: ‘Mas, por que ela pregava uma boa conduta cristã e a praticava fielmente se não confiava em Cristo?’ Com certeza, não foi bem assim. Ninguém diz que Jesus está em todos os lugares e ganha um Prêmio Nobel da Paz mentindo.

 

Colocando mais uma vez a minha opinião, penso que ela falava tanto em Deus e bradava a todo instante o infinito amor Divino por ela, que passou a achar que estava exagerando. Eu li vários textos onde a madre disse que Cristo está presente até nos sorrisos que damos e recebemos. Com o tempo, ela sentiu que falar de Deus ou em nome de Deus, nem sempre é fácil e requer grande segurança e responsabilidade.

 

Fico feliz porque o mesmo padre que conduz o processo de canonização da missionária quem expõe essas dúvidas - Brian Kolodiejchuck. Novamente, a Igreja Católica não omite a verdade e considera que crises de fé podem ser caminhos para a santidade. Outros santos já passaram por ausência de fé no coração, como Santo Agostinho, hoje Doutor da Igreja. Enquanto não se convenceu de que ‘fé é convicção de fatos que não se veem’, viveu apenas as coisas do mundo.

 

Voltando à Madre Teresa, 50 anos de escuridão não demonstra completa incoerência da ‘santa da sarjeta’? Segundo o Padre Brian, isso enaltece as virtudes da beata: “Ela não sentia o amor de Cristo dentro de si e poderia ter se fechado, mas estava de pé toda manhã às 4h30, pronta a se dedicar em tempo integral aos menos favorecidos”. Que exemplo maravilhoso, não?

 

Portanto, quem quiser criticar o período de escuridão da irmãzinha indiana, precisa ter um coração melhor do que o dela, mas segundo o critério desta história:

 

Um jovem estava no centro da cidade proclamando ter o coração mais belo da região. Ele o desenhou numa cartolina e todos admiraram aquele coração. Não havia marca ou qualquer outro defeito; então, concordaram que era o coração mais lindo que já tinham visto.

 

Enquanto o jovem ficava ainda mais orgulhoso por seu belo coração, um velho senhor apareceu diante da multidão e disse:

 

- Por que o coração dele é melhor do que o meu?

 

O velho também desenhou o seu coração, dizendo que ainda batia forte, mas estava castigado e repleto de cicatrizes. Havia locais em que alguns pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não se encaixavam direito, formando calombos e irregularidades.

 

O jovem olhou para o coração do velho e comentou sorrindo:

 

- O senhor deve estar brincando! Compare nossos corações: o meu está perfeito e intacto; o seu é uma mistura de cicatrizes, enxertos e buracos!

 

- Sim - disse o idoso. - Olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja, cada cicatriz representa o pedaço do meu coração que doei às pessoas que entraram na minha vida e doei bastante amor. Muitas delas, deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no lugar de onde tirei do meu.

 

Nesse instante, muita gente começou a se aproximar do velho para ouvir melhor suas palavras. Ele prosseguiu:

 

- Como os pedaços nunca são iguais, formaram-se várias ondulações. Algumas vezes, entreguei pedaços do meu coração a pessoas erradas. Por isso, há buracos que sangram, causam dor, lembrando-me do amor pelo outro desprezado. Portanto, esse é um coração em que as marcas deixadas contam uma história de vida no amor. E então, jovem, qual é a verdadeira beleza de um coração?

 

O moço estava calado e lágrimas escorriam pelo rosto dele. Em seguida, aproximou-se do velho, tirou um pedaço do seu coração e ofereceu ao senhor de coração partido, que retribuiu o gesto. E o jovem olhou para o seu próprio coração, cortado, não mais tão perfeito, porém mais belo que antes. Os dois se abraçaram e saíram caminhando satisfeitos.

 

Pois é, como deve ser triste passar a vida com o coração intacto, não? Aí está a chance de você, leitor, enviar um pedaço do seu e receber outro pedaço de volta; ou, diga que ama Deus e ignore o pobre. Nesta última opção, infelizmente, você manterá o seu coração intacto.

 

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Mensagem da Semana - Nº 261 - Maio 2016

 

DESEJO O SUFICIENTE PARA VOCÊ

 

Eis o relato de um cidadão comum no aeroporto:

 

“Há pouco tempo, fui levar minha filha para uma viagem e vi pai e filho se despedindo. Quando anunciaram a partida, eles se abraçaram e o pai disse:

 

- Eu te amo. Desejo o suficiente para você.

 

O filho respondeu:

 

- Pai, nossa vida juntos tem sido mais do que suficiente. O seu amor é tudo de que sempre precisei. Desejo o suficiente para você também.

 

Eles se abraçaram e o filho partiu. O velho passou por mim e encostou-se na parede. Pude ver que precisava derramar algumas lágrimas. Tentei não me intrometer nesse momento, mas ele percebeu minha presença e se dirigiu a mim, perguntando:

 

- Você já se despediu de alguém sabendo que seria para sempre?

 

- Já - respondi. - Mas, por que foi um adeus para sempre?

 

- Estou doente e ele vive longe daqui. Vemo-nos pouco e penso que a próxima vinda dele será para o meu funeral.

 

- Quando estavam se despedindo, ouvi o senhor dizer ‘desejo o suficiente para você’. Posso saber o que isso significa?

 

Ele começou a chorar e explicou:

 

- É um desejo que tem sido passado de geração para geração na minha família. Meus pais costumavam falar isso para todo mundo. Quando dizemos ‘desejo o suficiente para você’, desejamos uma vida de coisas nem sempre boas, mas o suficiente para que a pessoa se apóie nelas.

 

Então, continuou como se estivesse recitando:

 

- Desejo a você sol, chuva e felicidade suficiente para que mantenha o seu espírito alegre. Desejo-lhe dor suficiente para que as bênçãos na vida pareçam muito maiores. Desejo que ganhe o suficiente para satisfazer os desejos materiais de sobrevivência, e perdas suficientes para apreciar tudo o que possui. Tenha amigos queridos em número suficiente para que chegue feliz ao adeus final.

 

E concluiu:

 

- Dizem que leva um minuto para encontrar uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas uma vida inteira para esquecê-la - e se afastou soluçando.”

 

Pois é, esta história pode parecer estranha porque quase todo mundo deseja o melhor para os parentes e amigos, porém, sabemos, não há pessoa que nunca passou por algum sofrimento. Então, por que não desejar apenas a felicidade suficiente para cada um trilhar caminhos cristãos? Quando rezamos por alguém e entregamos seu destino nas mãos de Deus, Ele sabe dar a graça suficiente para cada filho.

 

Se soubéssemos amar na medida certa, perdoar nos momentos certos e servir a Deus no tempo certo, seríamos suficientemente felizes. Como nem sempre agimos assim, precisamos sentir a dor da perda para reconhecermos o quanto desprezamos as graças do passado. Por isso é que muita gente diz: ‘Eu era feliz e não sabia!’ Já aconteceu isso com você?

 

Um dia, ouvi uma explicação sobre eneagrama - símbolos que representam autoconhecimento e processos de renovação. Ficou claro que, quando estamos psicologicamente desintegrados, agimos compulsivamente na necessidade de sermos amados.

 

A desintegração leva alguém a ser egoísta, a não agir com naturalidade e, muitas vezes, passar por cima dos outros. A humildade fica em segundo plano e a pessoa vai se afastando de Deus, como, por exemplo: ficando obstinada pelo sucesso; tendo necessidade de aparecer, falando inclusive daquilo que não sabe; fingindo domínio e felicidade; exigindo perfeccionismo dos outros etc. E o pior: abraçando outros vícios ruins com o tempo.

 

Jesus, pelo contrário, era perfeitamente integrado em corpo e alma: como servo, em determinação, nas orações, em sabedoria, seguindo a Lei com bondade, agindo com liderança, revelando profecias, pregando a paz, enfim, era um homem conciliador e fazia tudo certo. A tríade coração/cabeça/entranhas funcionava em perfeita harmonia!

 

Então, se fomos criados à imagem e semelhança de Deus, precisamos assumir a responsabilidade de viver o Evangelho. Somente assim conseguiremos viver integrados como irmãos. E para não mais repetir ‘eu era feliz e não sabia’, comece a acreditar nisto:

 

Quando você dá atenção a alguém que sofre, Deus se manifesta através do Espírito Santo. Quando está na solidão e buscando paz no coração, Deus está com você. As boas surpresas inesperadas que acontecem em sua vida, são sempre providência de Deus. Na solução de problemas considerados impossíveis de se resolverem, Deus os assumiu por você. Quando a tristeza vai embora e pinta alegria na sua família, foi um abraço de Deus. E quando você caminha quase sem forças, Deus o carrega nos braços.

 

Exceto no pecado, Deus está na frente de tudo! Ah, e você pensa que está lendo isto por acaso? É claro que não! Então, compartilhe o amor de Deus com seus irmãos e deseje o suficiente a eles também.

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Mensagem da Semana - Nº 260 - 28 Abril 2016
ATITUDE É TUDO!

 

Eu tenho dois princípios para servir a Deus e aos irmãos: humildade e qualidade. Mesmo sabendo que sou limitado nas minhas habilidades e pecador no comportamento, me esforço para conseguir os melhores resultados possíveis, sem fugir à responsabilidade de cada tarefa.

 

Hoje, o maior problema que enfrento refere-se à falta de tempo. Embora concordando que a pressa é inimiga da perfeição, os clientes exigem ‘um serviço rápido com garantia de qualidade’. Há muita incoerência nisto, mas é assim que vários consumidores de serviços se comportam, tenham ou não razão.

 

Para não me prejudicar na saúde, criei uma nova metodologia de trabalho: correr sorrindo. Já que não posso reduzir as inúmeras atividades de cada dia, por que não realizá-las com bom humor? Todos ganham com isso, principalmente eu! Então, quando surge um problema delicado ou sem solução, ao invés de ficar furioso, lamento sorrindo, dizendo algo mais ou menos assim: ‘Só me faltava essa!’.

 

Logicamente que a oração e a esperança vêm acompanhando tudo aquilo que faço, portanto, quando não é a vontade de Deus que algo aconteça como eu desejaria, procuro compreender que não mereço receber um presente naquele momento e corro atrás do prejuízo, mas, como disse, sem estresse e palavrões, como nesta história:

 

Uma mulher em tratamento de quimioterapia acordou numa manhã, olhou no espelho e percebeu que tinha poucos fios de cabelo na cabeça.

 

– Bom – disse ela –, acho que vou trançar meus cabelos hoje.

 

Assim o fez e teve um dia maravilhoso.

 

Na semana seguinte, ela viu que tinha somente uns dez fios de cabelo.

 

– Hum, acho que vou partir meu cabelo no meio agora.

 

Mais um dia se passou, ela olhou no espelho e percebeu que tinha apenas três cabelos!

 

– Bem, hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.

 

E se divertiu com isso.

 

No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e notou que não havia um único fio na cabeça.

 

– Yes! Não tenho que pentear meu cabelo hoje – falou sorrindo.

 

Agindo assim, a mulher ajudou muito na sua recuperação e não sofreu a todo instante pelo problema que a acometia.

 

Pois é, atitude é tudo! Vive mais quem é agradável com as pessoas, sabe perdoar, ama intensamente a família, não se apega somente às coisas materiais, age com simplicidade, tem um coração humilde, faz caridade e entrega sua vida a Deus. É difícil ser assim?

 

Concordo que jamais se desviar desse procedimento chega a ser anormal, mas quando penso nas consequências ruins que resultam das ações de um ser humano nervoso e injusto com o próximo, concluo que vale a pena ser bom, custe o que custar.

 

Veja a história da francesa Bernadete, por exemplo, a jovem para quem apareceu a Virgem de Lourdes. Ela morreu aos 35 anos e seu corpo foi desenterrado três vezes num intervalo de 46 anos, devido ao processo de canonização, com a incrível surpresa que sempre estava intacto, apesar de seu rosário oxidado e o hábito úmido.

 

Para surpresa dos médicos que a desenterraram na primeira vez, tudo nela estava incorruptível; e continua assim, começando pelo fígado, que é o primeiro que se danifica, além dos dentes e das unhas. Por suas boas obras, confirmo que ela recebeu a Virgem Maria em uma gruta às margens de um riacho em Lourdes.

 

Além do mais, tantos anos depois de sua morte, por seu corpo ainda corre sangue líquido. É algo sobrenatural! E por essa obra de Deus, a Igreja decidiu pô-la numa urna de cristal em Lourdes, para a veneração de todos que por ali passam. Hoje, Santa Bernadete teria mais de 160 anos de idade. E você, quanto tempo já viveu?

 

Não espere um sorriso para ser gentil. Não espere ser amado para amar. Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de um amigo. Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar. Não espere ter muito para compartilhar um pouco. Não espere a queda para se lembrar do conselho. Não espere a dor para acreditar na oração. Não espere ter tempo para poder servir. Não espere a mágoa do outro para pedir perdão, nem espere a separação para se reconciliar. Não espere, porque você não sabe quanto tempo tem de vida.

 

E como eu também não sei, pauto minha vida em atitudes cristãs. Não basta humildade no coração, sorriso no rosto e oração de vez em quando, é preciso tomar iniciativas que me levem a resultados expressivos na evangelização e na caridade. Quanto mais pessoas me ajudarem, maior será a festa no Céu.

 

Como dizia Antonio Frederico Ozanam, fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo: “A caridade deve voltar os olhos para frente, porque as misérias futuras são infinitas”.

 

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Mensagem da Semana - Nº 259 - 19 Abril 2016
EDUCANDO COM CLASSE

Um menino de nove anos estava assistindo aula e, de repente, uma pequena poça formou-se entre seus pés. Isso nunca havia acontecido antes, mas ele molhou a calça porque não conseguiu evitar. Sabia que quando os colegas descobrissem, nunca mais o deixariam em paz.
O garoto imediatamente abaixou a cabeça e rezou: ‘Querido Deus, eu necessito de ajuda! Mais cinco minutos e serei um menino morto!’. Então, levantou os olhos e viu a professora se aproximando com um copo d’água na mão. Inexplicavelmente, ela tropeçou e despejou-a no seu colo. Ele fingiu ficar irritado, mas, ao mesmo tempo, agradeceu aliviado: ‘Obrigado, Senhor!’
Daí, em vez de ser objeto de ridículo, o garoto foi alvo de compaixão. A professora saiu apressadamente com ele e entregou-lhe um calção de ginástica para vestir enquanto sua calça secava. O menino, espantado, sussurrou para a professora:
– A senhora fez aquilo de propósito, não foi?
– Claro! Eu também molhei minha calça uma vez; mas não deixe acontecer de novo, certo?
São histórias como esta que confirmam ser possível agir com categoria para corrigir alguém. Da mesma forma, o Padre Zezinho usou as palavras certas para responder a um jovem protestante, Paulo, que lhe escreveu:

 

“Sou evangélico há seis meses e sei que Maria não pode nada, menos ainda as imagens dela que vocês adoram. Sua Igreja continua idólatra. Já fui católico e hoje sou feliz porque só creio em Jesus. Você, com suas canções, é o maior propagador da idolatria mariana. Converta-se enquanto é tempo, senão vai para o inferno com suas canções idólatras.”

 

Eis a resposta: “Sua carta chega a ser cruel. Em quatro páginas você consegue mostrar o que um verdadeiro evangélico não pode ser. Seus irmãos mais instruídos na fé sentiriam vergonha de ler o que você disse contra nós católicos e contra Maria. O irônico de tudo isso é que, enquanto você vai para lá agredindo a Mãe de Jesus e diminuindo o papel dela no cristianismo, um número enorme de evangélicos fala dela, hoje, com maior carinho e começa a compreender a devoção dos católicos por ela. Você pegou o bonde atrasado, na hora errada e deve ter ouvido os pastores errados, porque, entres os evangélicos, tanto como entre nós católicos, Maria é vista como a primeira cristã, e a figura mais expressiva da evangelização depois de Jesus. Eles sabem da presença firme e fiel de Maria ao lado do Filho divino. Evangélico hoje, meu caro, é alguém que pautou sua vida pelos evangelhos e, por ser um bom evangélico, não é preciso agredir nem os católicos nem a Mãe de Jesus. Você é muito mais antimariano do que cristão ou evangélico. Seu negócio é agredir Maria e os católicos. Nem os bons evangélicos querem gente como você no meio deles. Quanto ao que você afirma que nós adoramos Maria, sinto pena de você. Enquanto católico, segundo você mostra, já não sabia quase nada de Bíblia por culpa da nossa Igreja; agora que virou evangélico, parece que sabe menos ainda de Bíblia, de Jesus, de Deus e do Reino dos Céus. Está confundindo culto de veneração com culto de adoração, está caluniando quem tem imagens de Maria em casa ao acusá-los de idólatras. Ora, Paulo, há milhões de católicos que usam das imagens e sinais do catolicismo de maneira serena e inteligente, e você usava errado, teria que aprender. Ao invés disso, foi para outra igreja decidir quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Tornou-se juiz da fé dos outros. Deu um salto gigantesco em seis meses, de católico tornou-se evangélico, pregador de sua igreja e já se coloca como a quarta pessoa da Santíssima Trindade, porque está decidindo quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Mais uns dois anos, talvez dê um golpe de estado no céu e se torne a primeira pessoa da Santíssima Trindade. Então, talvez, mande Deus avisar quem você vai pôr no céu e no inferno. Sua carta é pretensiosa. Sugiro que estude mais evangelismo e, em poucos anos, estará escrevendo cartas bem mais fraternas e bem mais serenas do que esta. Desejo de todo o coração que você encontre bons pastores evangélicos. Há muitíssimos homens de Deus nas igrejas evangélicas que ensinarão a você como ser um bom cristão e como respeitar a religião dos outros. Isso você parece que perdeu quando deixou de ser católico. Era um direito que você tinha: procurar sua paz. Mas parece que não a encontrou ainda, a julgar pela agressividade de suas palavras. Quanto a Maria, nenhum problema: é excelente caminho para Jesus. Até porque, quem está perto de Maria, nunca está longe de Jesus. Ela nunca se afastou, tire isso por você mesmo. Se você se deu ao trabalho de me escrever para me levar a Jesus e se acha capaz disso, imagine então o poder da Mãe de Deus! De Jesus ela entende mais do que você. Ou, inebriado com a nova fé, você se acha mais capaz do que ela? Se você pode sair por aí escrevendo cartas para aproximar as pessoas de Jesus, Maria pode milhões de vezes mais com sua prece de Mãe. Ela já está no céu e você ainda está aqui apontando o dedo contra os outros e decidindo quem vai ou quem não vai para lá. Grato por sua carta. Mostrou-me porque devo lutar pela compreensão entre as igrejas. É por causa de gente como você.”

 

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Mensagem da Semana - Nº 258 - 15 Abril 2016
O TESOURO QUE NÃO SE ACABA

 

Num pequeno país distante, existia um cidadão chamado Saul, que se julgava infeliz por ser pobre. Vivia se queixando da vida que levava, precisando trabalhar duro para dar um pouco de conforto à família. No mesmo lugar, morava um homem simples, muito sábio e admirado por todos. Aparentava paz de espírito por onde andava, sempre sorrindo e fazendo o bem sem escolher a quem.

 

Um dia, Saul descobriu que o sábio era portador de um grande diamante. Então, pensou: ‘Essa é a explicação da sua felicidade: disfarça ser pobre, mas, na verdade, é muito rico!’. E resolveu testar a bondade daquele homem, na intenção de desmascará-lo em público se não conseguisse o que pretendia.

 

Quando chegou à casa do sábio, encontrou-o colhendo verduras na horta e partiu logo para o ataque:

 

- Sei que o senhor se faz de miserável, mas possui um valioso diamante. Por que escondeu por tanto tempo isso da gente e nos fez pensar que pessoa como eu poderia alcançar a felicidade?

 

- Saul, meu amigo, a joia que possuo foi confiada a mim quando meu avô morreu. Isso já faz trinta anos e nunca precisei desfazer dele para sobreviver e servir o próximo.

 

- Ah, é? Então quero ver se consegue ficar sem o tesouro. Já que é considerado um bom homem, por que não o dá a mim de presente?

 

- Sempre desejei fazer isso: entregá-lo a quem o desejasse muito e tivesse a coragem de pedi-lo a mim. Vou buscá-lo, ele é seu!

 

Surpreso com tamanha caridade, Saul saiu de lá saltando de alegria e se sentindo o homem mais rico do mundo; mas nem tudo foi maravilhoso como sonhou. Após se desfazer do diamante, largou o emprego, gastou o dinheiro e as dificuldades vieram em maior número. A cada nova derrota, mais lhe chateava saber que o sábio continuava feliz.

 

E Saul foi novamente ao seu encontro, mas agora com um pouco de humildade no coração:

 

- Perdoe-me importuná-lo novamente, mas preciso que me revele qual o seu verdadeiro tesouro. Sei que é muito maior do que aquele diamante que me deu. Pode também doá-lo a mim e me fazer um homem feliz?

 

- Infelizmente, isso eu não posso fazer, porém, quero que saiba que onde está o seu tesouro, sempre estará o seu coração. Valorize o que é belo, o que agrada a Deus, e será feliz.

 

Esta história eu ouvi na homilia de um sacerdote. Gostei da mensagem porque parece que o mesmo fato já aconteceu com cada um de nós. Toda vez que desejamos mais paz em nossa vida, nos esquecemos que ela está dentro de nós!

 

Nosso coração fica tão atribulado com amenidades sem valor espiritual que não encontramos a própria felicidade escondida no peito. Mesmo quando Jesus nos fala, insistimos em não ouvi-Lo, como no Evangelho de domingo passado:

 

“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”

 

Portanto, o tesouro que não se acaba está na prática cotidiana da caridade, no perdão, na paciência, na oração, na humildade, na bondade, na sinceridade, enfim, no amor! Quem age assim, será cada vez mais abençoado e encontrará a felicidade eterna. Aqueles que constroem o Reino de Deus no mundo sabem bem do que estou falando.

 

No livro ‘Minha Vida de Milagres’, lançado pela Editora Santuário, escrevi isto na introdução:

 

“Não foi à toa que em 1991 eu fui resgatado das trevas e devolvido à luz. Minha missão neste mundo ainda não estava cumprida, aliás, mal havia começado. Hoje, tenho consciência que não tinha experimentado com profundidade o amor de Deus; portanto, afastado d’Ele, deixaria de entrar no Céu se morresse naquela época.

 

Jesus não manda castigo a ninguém, contudo, quando permite que coisas ruins aconteçam, há dois motivos para isso: salvar alguma alma que se perderia futuramente ou providenciar abundantes graças às pessoas de fé.

 

Foram centenas de terços e muitos joelhos no chão para que eu pudesse voltar a caminhar com minhas próprias pernas, fora do leito de um hospital. Mas, Deus é tão bom que aproveitou todas aquelas orações para me dar uma graça ainda maior: a cura espiritual.”

 

E posso completar estas palavras dizendo que a cura espiritual é sempre acompanhada de grande responsabilidade por parte de quem a recebe. É como se Jesus dissesse: ‘Eu lhe dou a paz, Eu lhe entrego a minha paz, e ela continuará com você enquanto for fiel às coisas do alto’. Quanto mais nos entregarmos ao serviço gratuito na Igreja, mais graças recebemos.

 

Isto também é bíblico: “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido”. E como muito me foi dado, retribuo um pouco a cada dia - para não perder o tesouro a mim confiado. Amém!

 

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Mensagem da Semana - Nº 257 - 8 Abril 2016

 

COMPETÊNCIA E HUMILDADE

 

Tales de Mileto nasceu no ano 625 antes de Cristo e morreu aos 78 anos. Foi filósofo e considerado um dos sete sábios da Grécia Antiga. Também matemático e astrônomo, Tales viajou ao Egito, onde realizou estudos complexos e se envolveu com os mistérios da religião.

 

É atribuída a ele a previsão de um eclipse do Sol e, ainda, realizou uma façanha incrível: conseguiu estabelecer com precisão a altura das pirâmides, medindo apenas a sombra que projetavam. Chamaram-no: ‘Pai da Geometria’.

 

Certa vez, um sofista se aproximou dele e tentou confundi-lo com perguntas difíceis, mas o sábio estava à altura da prova e respondeu sem a menor vacilação. Eis as nove perguntas e respostas:

 

1 – O que é mais antigo? – Deus, porque sempre existiu.

 

2 – O que é mais belo? – O Universo, porque é obra de Deus.

 

3 – Qual é a maior de todas as coisas? – O espaço, porque contém tudo do Criador.

 

4 – O que é mais constante? – A esperança, porque permanece no homem, mesmo depois de ter perdido tudo.

 

5 – Qual é a melhor de todas as coisas? – A virtude, porque sem ela não existiria nada de bom.

 

6 – Qual é a coisa mais rápida de todas? – O pensamento, porque, em menos de um minuto, nos permite voar até o final do Universo.

 

7 – Qual é a mais forte de todas as coisas? – A necessidade, porque é com ela que o homem enfrenta todos os perigos da vida.

 

8 – O que é o mais fácil de tudo? – Certamente, dar conselhos.

 

Na nona pergunta, nosso sábio deu uma resposta não entendida por muita gente:

 

9 – O que é mais difícil? – Conhecer-se a si mesmo.

 

Pois é, de fato, quase não nos conhecemos. A cada chamado de Deus, pensamos em recuar, achamos que não somos capazes, muito menos dignos e, às vezes, a resposta afirmativa demora para amadurecer. Isso acontece também com alguns de nós, servindo nas comunidades.

 

Quando Jesus chamou os apóstolos para segui-Lo, assumiram a missão de servir a Deus e ficar junto d’Ele. Mesmo sendo limitados e pecadores, foram capacitados, curados dos erros cometidos e exerceram um grande Ministério! Também nossa experiência vocacional de ser cristãos nos faz comprometidos com a vida da Igreja. As dificuldades virão, mas a causa é nobre! E nos motivamos nas palavras de São Paulo aos Filipenses: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

 

Talvez sejamos bons demais para o Inferno e ruins demais para ganhar o Céu; então, só nos resta trilhar o caminho da santidade para merecermos o Paraíso. Esse caminho certamente passa pelo Sacramento da Eucaristia – “Sinal visível da graça invisível”, segundo Santo Agostinho. Com Jesus no coração, o Reino de Deus estará sempre dentro de nós.

 

E a palavra chave para servir o Senhor é ‘humildade’. Leia isto:

 

Um senhor de 70 anos viajava de trem ao lado de um jovem universitário que carregava o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia Sagrada e estava aberta no Livro de Marcos. Sem muita cerimônia, o jovem interrompeu a leitura do mais velho e perguntou:

 

– O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

 

– Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Há algo de errado com ele?

 

– Mas, é claro que há! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.

 

– É mesmo? E o que dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

 

– Bem – respondeu o universitário –, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo para explicar, mas passe-me o seu cartão e lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

 

O senhor, então, entregou o cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior do que uma ameba! No cartão, constava: ‘Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas, Universidade Nacional da França’.

 

Esta frase é de Pasteur, notável cientista e descobridor de várias vacinas, em especial, a antirrábica: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima”.

 

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Mensagem da Semana - Nº 256 - 2 Abril 2016

 

SORTE OU GRAÇA?

 

Um homem esperava para atravessar uma avenida quando um brilho na grama chamou sua atenção. Deu uma olhada, imaginou ser um caco de vidro e foi embora. Mais tarde, outro homem percebeu o brilho, abaixou-se, pegou a pedra suja e viu que era diferente, enviando raios luminosos quando iluminada pelo sol. Olhou, olhou e disse a si mesmo:

 

- Imagina se isto é uma pedra preciosa! Deve ter caído de algum anel de bijuteria. Se levar a um joalheiro, ainda terei que aguentar a gozação por ter achado que poderia ser valiosa. Logo eu iria achar uma joia perdida na grama?

 

Então, jogou a pedra no chão e atravessou a avenida, meio triste pela sua pouca sorte; porém, em seguida, outro homem percebeu o brilho na grama e, atraído pela beleza da pedra, pensou:

 

- Parece um diamante, mas também pode ser apenas um pedaço de vidro colorido. Preciso levá-la ao joalheiro e pedir uma avaliação. Quem sabe é a resposta às minhas orações?

 

Colocou-a no bolso e, à tarde, descobriu ser um diamante de muitos quilates e lapidação especial. Assim, devido o valor da pedra, o homem de sorte pode saldar muitas dívidas e estruturou sua vida. Mas, será que foi somente sorte mesmo?

 

Quando alguém especial aparece em nossa vida e nos ajuda nas aflições, é sorte? Se ganharmos na loteria, é sorte? E quando um tratamento de saúde nos leva à cura, também é sorte ou é mais competência médica? O que dizer então do ar que respiramos, dos alimentos que comemos, da fé que temos, da família que nos cerca... Na verdade, tudo é graça!

 

Como na história que contei, algumas pessoas aproveitam as oportunidades que aparecem para melhorarem de vida. Isso acontece principalmente porque acreditam na providência Divina, que tarda, mas não falta! Outros seres humanos preferem desprezar a mão de Deus e nem agradecem as graças que recebem.

 

Estou lendo um livro que ganhei de um ex-aluno: ‘Diário - A Misericórdia Divina na Minha Alma’, escrito por Santa Faustina no século passado. O valor espiritual do livro não tem preço e nos leva a entender o significado das provações, mesmo considerando todo amor que Jesus tem por nós. Somente às almas simples, Deus revela as verdades ocultas aos sábios e doutores deste mundo.

 

Em 22 de fevereiro de 1931, no quarto de um convento na Polônia, Irmã Faustina viu Nosso Senhor vestido de branco e, da túnica entreaberta sobre o peito, saíam dois grandes raios: um vermelho e outro pálido. Jesus lhe disse: “Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: ‘Jesus, eu confio em Vós’. Por meio dessa imagem, concederei muitas graças às almas”.

 

Eis as promessas a quem confiar na Sua misericórdia: salvação eterna, grandes progressos no caminho da perfeição, graça de uma morte feliz e outros dons que a Ele suplicarem. Para ter direito a isto, Jesus ressaltou que precisamos confiar na Sua bondade, dedicar amor ativo ao próximo e perseverar no estado de graça santificante - confissão e comunhão. Em especial, na Festa da Misericórdia - primeiro domingo depois da Páscoa -, Ele citou a última tábua de salvação aos pecadores: “Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade”.

 

E as promessas vão além: “Quando recitam o Terço da Misericórdia junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus e a misericórdia insondável envolve a alma. Pela recitação desse Terço, aproximas a humanidade de Mim”. Confesso que, mesmo quando fiquei limitado na compreensão da leitura, encontrei estas palavras de Jesus: “Como Deus é na sua essência, ninguém compreenderá, nem a inteligência dos anjos, nem a humana; mas o Meu amor não engana ninguém”.

 

Embora eu não esteja nem na metade das 500 páginas do livro, percebi que pelas graças concedidas à alma, pode-se conhecer o grau da sua intimidade com o Senhor. E a Irmã confessou como conseguiu isso: “Foi Nossa Senhora que me ensinou a amar Deus interiormente e em tudo cumprir a Sua santa vontade. O amor suporta tudo, o amor vencerá a morte, o amor não teme nada. Sois alegria, ó Maria, porque por Vós Deus desceu à Terra e ao meu coração”.

 

E que lindo este ensinamento de Jesus: “Procura fazer com que todo aquele que se encontrar contigo se despeça feliz. Cria à tua volta uma atmosfera de felicidade, porque tu recebeste muito de Deus, e por isso dá muito aos outros”. A isto também a santa cumpriu fielmente, mesmo tendo sofrido muito nos 33 anos que viveu. Deixou esta certeza: “O sofrimento é uma graça. Pelo sofrimento, a alma assemelha-se ao Salvador; no sofrimento, cristaliza-se o amor. Quanto maior o sofrimento, tanto mais puro torna-se o amor”.

 

E voltando à história do início, concluo que nada é puramente sorte. Santa Faustina escreveu: “A graça que é destinada para mim nesta hora, não se repetirá na hora seguinte”. E quem já leu o Diário sabe de mais esta promessa:

 

“As almas que divulgam o culto da Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende seu filhinho e, na hora da morte, não serei Juiz para elas, mas sim o Salvador Misericordioso” - Jesus Cristo.

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Mensagem da Semana - Nº 255 - 28 Março 2016
MAIS UMA HISTÓRIA DE FÉ

 

Em 2001, meu sobrinho de 15 anos foi para os Estados Unidos como intercambista. Na antevéspera da viagem, ele me ligou de Monte Sião e pediu que lhe desse uma medalha de Nossa Senhora. Marcamos almoçar em Pouso Alegre e, antes de nos despedirmos, coloquei a medalha benta no pescoço dele, dei-lhe um beijo e disse-lhe: ‘Vá sempre à missa e reze o terço’. Em setembro do mesmo ano, seis dias após o atentado terrorista de Nova Iorque, ele me enviou esta carta:

 

“Oi, Betão. Como estão as coisas por aí? Aqui a gente tá triste com o que aconteceu, mas vamos levando como a gente pode. Mas, não é pra isso que tô te escrevendo, eu tô te escrevendo pra contar que todos os dias eu estava rezando o terço, e tava indo do jeito que eu queria. Eu pedia pra ser feliz na minha primeira família, pra que eu não sofresse com a saudade e que eu fosse um formando na minha escola. E tudo o que eu pedi aconteceu, até hoje eu tenho uma relação muito boa com a minha primeira família. A saudade vem de uma forma gostosa porque eu lembro das coisas boas que eu fazia e eu tento ensinar pro pessoal aqui.

 

Depois de uns dias na minha primeira casa, eu ia na igreja e o padre gostava muito de mim. Então, ele sempre falava: ‘Vamos rezar pelo Felipe, pra que ele encontre uma família boa e pra que ele tenha um ótimo ano aqui com a gente’. E no fim de uma das missas, ele me deu um crucifixo lindo, que foi abençoado pelo Papa e eu o coloquei na minha correntinha.

 

Um dia depois, acharam uma família e eu fiquei entusiasmado, querendo conhecer eles logo... você entende. A mulher da minha primeira casa me disse que ela queria ficar comigo se eu não achasse uma família até o fim da semana e a representante disse que tinha gostado de mim também. E eu tinha adorado a casa e os filhos dessa representante, então eu já fui pra outra casa desenstusiasmado, porque eu achava que eu tinha duas casas muito boas pra ficar e eu ia pra uma outra.

 

Mas, eu fui pra lá, fiquei triste, chorei à noite e falei: ‘Nossa Senhora da Agonia, me tire dessa agonia, eu estava tão feliz na outra família. Por favor, me ajude’. E antes de dormir, eu rezei o terço. No outro dia, eu liguei pra representante e falei que eu não tinha gostado, e perguntei se era verdade que ela podia ficar comigo. Ela falou: ‘Felipe, eu não sei, a escola aqui na minha cidade não quer aceitar outro intercambista. Eu te ligo mais tarde’.

 

Eu desliguei o telefone e rezei o terço aquele dia. Passaram algumas horas e ela me ligou que vinha me pegar na mesma noite pra eu ir pra casa dela, mas a escola não tinha dado a resposta se eu poderia estudar lá ou não. Todos os dias eu rezava o terço e falava: ‘Por favor, que eu vá estudar em Warrensburg’. Passaram uns dias e o diretor ligou e falou que eu não poderia ir.

 

Eu fiquei triste, mas mesmo assim agradeci a Deus e no outro dia eu rezei o terço. Mas, eu não rezei no outro dia, e no outro, e no outro, até que eu comecei a ficar triste, com saudade de casa, desanimado com a minha escola.

 

Todos os dias eu ia pra escola meio xingando, não tinha muita paciência, tava pra baixo mesmo. Daí eu pensei: ‘Nossa! Jesus me colocou na casa que eu queria, me fez um formando, não estava deixando eu sofrer com a saudade e eu não rezei mais o terço!’.

 

Então, eu fui lá e rezei. No dia seguinte, veio um menino e me chamou pra sentar perto dele numa aula, eu fui e a gente ficou conversando. Ele me convidou pra ir a festas com ele, me convidou pra jogar beisebol, me enturmou com mais gente.

 

Sexta-feira eu fui pra escola animado, joguei um monte de jogos, fiz mais amizades. Daí, à noite, eu fui num jogo de futebol americano da minha escola. Minha família tá muito boa. Ah, e eu esqueci de uma coisa: meu irmão, aqui, tinha mudado o jeito dele comigo, daí depois que eu rezei o terço, ele sempre me convida pra fazer um monte de coisas. Agora ele tá como um irmão mesmo!

 

Eu não sei se você conseguiu sentir mais ou menos a história, mas eu tô mais do que convencido de que rezar o terço faz muito bem pra gente. Muito obrigado, porque foi você que falava, insistia pra eu rezar. Manda um beijão pra todo mundo aí, e pra você, um beijão especial. Felipe.”

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Mensagem da Semana - Nº 254 - 19 Março 2016
RESPONDA, SE SOUBER

 

1 – Deus nos castiga?

 

2 – Por que você vai à igreja?

 

3 – O que mais devemos praticar: a oração ou a caridade?

 

4 – Qual o maior presente que você poderia dar hoje a Jesus?

 

5 – Em quem você mais confia: no seu anjo da guarda ou no motorista de ônibus que lhe conduz?

 

Se deixou de responder alguma pergunta, reflita mais um pouco antes de continuar a leitura...

 

Os argumentos que tenho para estas questões você saberá na sequência e, se não concordar com alguma afirmação, sugiro que procure outros aconselhamentos espirituais – de sacerdotes, por exemplo.

 

Santo Agostinho dizia: “Deus não manda o impossível, mas, ao permitir alguma provação, aconselha que faça o que pode e peça o que não pode”. Isto já responde muitas coisas, principalmente que Ele não castiga ninguém e fica de plantão para nos ouvir e ajudar.

 

A maior prova disso veio com Jesus Cristo, sofrendo por nós, pedindo que nos amássemos e prometendo a salvação eterna a quem se libertar dos pecados mortais. Êpa! Este é o grande problema – se libertar dos pecados –, não é mesmo? Então, por onde começar: pela oração ou pela caridade?

 

Rezar nunca é demais e interceder pelos outros também é uma forma de caridade; portanto, todo processo de conversão começa pela oração. Abrindo o coração a Deus, Ele se manifestará com Seu amor e os frutos acontecerão em ações de caridade.

 

Há quem diga que é muito mais importante socorrer alguém do que ficar rezando num quarto o dia inteiro, mas, se esquece que a caridade continua presente no mundo porque tem muita gente pedindo pelos necessitados. Até Jesus se recolhia e rezava! Todos os nossos santos protetores rezavam muito também. Mesmo São Vicente de Paulo, que socorria os pobres, meditava a Palavra de Deus cerca de três horas por dia!

 

E quem respondeu que o maior presente que pode dar a Jesus é um grande gesto de caridade, não deve esquecer que somente o pratica se tiver amor a Deus e ao próximo. Ajudar por ajudar, tirando um peso da consciência, não é caridade. Então, quem não acredita em Deus ou não ama o irmão, pode até fazer filantropia, mas nunca caridade.

 

Isto também aprendemos na igreja durante as homilias dos sacerdotes, mas não é este o maior motivo que me leva à Casa de Deus. Vou para aprender a amar. Procuro me abandonar nas mãos do Pai e peço que me ensine a amar como Jesus Cristo amou os pecadores que O procuravam. Nunca chegarei a essa perfeição, mas continuarei tentando através da Eucaristia.

 

E quanto ao anjo da guarda, que atenção damos a ele? Confiamos plenamente na sua proteção? No início, fiz comparação com um motorista de ônibus porque, muitas vezes, entregamos nossas vidas em suas mãos. Enquanto ele dirige, conversamos, lemos, olhamos a paisagem e dormimos tranquilamente – mesmo sem o conhecermos! Se agíssemos assim com o anjo que nos guia, teríamos melhor qualidade de vida: sem tantas preocupações e acidentes pelo caminho.

 

Para isso, precisamos conversar com ele toda manhã, pedindo proteção para o nosso dia; e agradecer à noite, antes de dormir. Você age assim?

 

Pois bem, se Deus não nos castiga, se crescemos em espiritualidade nas missas, se rezamos, praticamos caridade e somos vigiados pelo anjo da guarda, por que não somos plenamente felizes? Um dos motivos eu posso responder: devido à ambição instalada no coração – que tira o sossego de muita gente.

 

No julgamento final, Deus não perguntará quantos metros quadrados tinha sua casa; perguntará quantas pessoas recebeu nela. Deus não perguntará que modelo de carro comprou; perguntará quantas pessoas transportou para ajudá-las. Não perguntará a marca da roupa em seu armário; perguntará quantos pobres vestiu. Não perguntará se era alto seu salário; perguntará se vendeu sua consciência para consegui-lo.

 

Deus não perguntará que título tinha; perguntará se realizou o trabalho com o melhor de sua capacidade. Não perguntará quantos amigos fez; perguntará quantas pessoas consideravam você um grande amigo. Deus não perguntará em que lugar vivia; perguntará como tratava seus vizinhos. E não perguntará a cor de sua pele; perguntará pela pureza do seu interior.

 

Somente quem muito ama marca sua presença neste mundo.

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Mensagem da Semana - Nº 253 - 11 Março 2016
VAIDADE E ESPIRITUALIDADE
Uma donzela encontrou um sapo na floresta, que disse-lhe:
- Se me beijar, deixarei de ser sapo e me transformarei num competente professor.
Ela o levou para casa e passou a cuidar dele. Algum tempo depois, o sapo perguntou-lhe:
- Você não vai me beijar para nos casarmos?
- É claro que não! - respondeu ela. - Posso ganhar muito mais dinheiro com um sapo falante do que com um professor.
Bem, isto caracteriza a desvalorização da nossa carreira em todos os níveis, mas, o enfoque aqui é outro. Quanta gente agradece o pouco dinheiro que ganha e dignifica o trabalho que tem! Há pessoas que lutam dia e noite pela sobrevivência e nunca reclamam! A melhor explicação para isso está na espiritualidade que conquistaram, e existem alguns aspectos relevantes da espiritualidade:

 

1 - Não receber a graça de Deus em vão: é preciso caminhar na fé e servir o próximo, produzindo frutos na evangelização.

 

2 - Saber partilhar: Jesus era rico em amor e dividiu seu tesouro com os pobres. É exemplo que precisa ser imitado.

 

3 - Ter compaixão: sempre expressar aquilo que apaixona o nosso humilde coração.

 

4 - Superar fraquezas: com oração, viver uma grande experiência Divina nas tribulações.

 

5 - Abandonar-se em Deus: confiando na Eucaristia e nas promessas de Cristo. Abraão e Sara tiveram filho com mais de 90 anos!

 

Dizemos que os homens são como pássaros: voam de dia e voltam ao ninho à noite. O problema é que o dia, às vezes, significa anos de escuridão para o ser humano. O importante, então, é disponibilizar tempo para o coração. Se estivermos envolvidos com bons propósitos, a chama de amor nunca se apagará.
São Paulo escreveu que ‘quem semeia pouco, colhe pouco; dê conforme seu coração decide’. E não podemos esperar sempre os mesmos resultados porque, como na ‘Parábola do Semeador’, cada semente depende do terreno em que foi lançada. Se o solo for fértil em esperança, a semente germinará.
O mesmo Paulo falou: “Quando estou fraco é que sou forte!”. Com certeza, se referiu ao amor de Cristo que nos congrega como irmãos. Costumo afirmar que, infelizmente, a doença deste século é a vaidade. Quando tudo dá certo, dizemos: ‘Eu fiz!’; e desprezamos a graça de Deus e a ajuda de tantos aliados que, na fraqueza, são pilares para a nossa sobrevivência.
No século XIX, um grande pregador foi convidado a discursar para o rei e, quando ia começar a reflexão que havia preparado, ‘deu branco’! Ele, então, pregou falando de sua fraqueza e de como era pequena a sua sabedoria. Assim, realizou uma das melhores oratórias de sua vida e encantou a todos. Pois é, sem vaidade, tudo flui melhor.
Pois é, se com todo pecado que existe no mundo não conseguimos acabar com a Igreja, é porque ela é verdadeiramente santa e encabeçada por Cristo! A segurança que precisamos para viver deve ser fortalecida por meio da espiritualidade, e a Igreja é a ponte entre Jesus e os homens de fé. O que vem de Deus, chega a nós através dos ensinamentos precisos da Igreja.
A Bíblia mostra as pessoas como eram: com suas fragilidades e seus pecados. Retrata a Verdade! Jesus teve até prostitutas e ladrões como antepassados distantes, o que prova que a santidade pode ser alcançada em qualquer condição de existência; mas cuidado: ninguém toma o Céu por assalto! Embora o Paraíso não deva ser almejado somente por santos, somente nele chegará quem se aproximar de Deus aqui na Terra. Por exemplo: quem acolhe o próximo com amor e caminha na fé, está próximo do Senhor.
E Deus nos ama tanto que não nos poupa de sofrimentos para crescermos em espiritualidade. Nas situações adversas, se desejarmos, acumulamos muitos tesouros no Céu. Posso falar por mim que, com tantas doenças e brigas em família, aprendi grandes lições. E as recompensas têm sido maravilhosas!
Se eu não rezar e me policiar cada vez mais, posso novamente cair em tentação e inverter os valores. Pode até parecer estranha esta colocação: a vaidade e a espiritualidade caminham muito próximas de nós a todo momento; porém, quanto mais crescermos em espiritualidade, mais nos afastamos da vaidade. É uma luta constante.

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Mensagem da Semana - Nº 252 - 3 Março 2016

EU TE AMO
Eu li uma história verídica, contada por John Powell, professor de ‘Teologia da Fé’ da Loyola University de Chicago, Estados Unidos. Eis um resumo da narração:
Um dia, há muitos anos, eu estava de pé esperando meus alunos entrarem na sala para nosso primeiro dia de aula do semestre. Foi aí que vi Tom pela primeira vez e não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando seus cabelos longos e loiros, que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos!
Tom acabou se revelando ‘ateísta de plantão’ do meu curso. Constantemente, fazia objeções ou questionava sobre a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era bastante incômodo.
No fim do curso, ele se aproximou e me perguntou num tom irônico:
- O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
Resolvi usar uma terapia de choque:
- Não, eu não acredito. Tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará.
Ele deu de ombros e foi embora da sala e da minha vida. Algum tempo depois, soube que Tom tinha se formado e recebi uma notícia triste: ele estava com um câncer terminal. E antes que eu resolvesse ir à sua procura, ele veio me ver.
Quando entrou na minha sala, percebi que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais. Entretanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci.
- Tom, tenho pensado em você. Ouvi dizer que está doente - falei.
- Ah, é verdade, estou seriamente doente. Tenho câncer nos dois pulmões. É uma questão de semanas agora.
- Você consegue conversar bem a esse respeito?
- Claro, poderia ser pior. Eu poderia ter cinquenta anos e não ter noção de ideais, ou pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais importantes da vida. Mas, a razão pela qual eu realmente vim vê-lo foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula.
Tom continuou:
- Eu lhe perguntei se acreditava que eu encontraria Deus algum dia, e o senhor respondeu: ‘Ele o encontrará’. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado no assunto. Mas, quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que se tratava de um tumor maligno, comecei a pensar com mais seriedade sobre a ideia de procurar Deus. E quando a doença se espalhou por outros órgãos, comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do Paraíso.
- E o que aconteceu? - perguntei.
- Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período, sem sucesso? A gente fica cansado, desanimado. Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto atrás de onde Deus poderia estar, eu simplesmente decidi utilizar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa.
E Tom contou que começou a se aproximar de algumas pessoas. O primeiro, foi seu pai:
- Papai, eu gostaria de conversar com você. Eu o amo muito! Só queria que você soubesse disso. Em prantos, o rapaz de 25 anos confidenciou:
- Ele chorou, me abraçou com força e conversamos durante toda a noite. Foi tão bom poder me sentar junto do meu pai, conversar, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava... Foi uma emoção indescritível! Naquela hora, eu estava apenas começando a me abrir com as pessoas que amava.
Então, quando eu menos esperava, olhei e lá estava Ele. Deus não veio ao meu encontro quando lhe implorei, e acredito que estava agindo como um domador de animais que, segurando um chicote, diz: ‘Vamos, pule! Eu lhe dou três dias... Três semanas...’ Ele age a Seu modo e a Seu tempo, mas o que importa é que Ele me encontrou. O senhor estava certo, professor, ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.
- Tom - eu disse bastante comovido -, encontrar Deus não é fazer d’Ele uma solução para os nossos problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim se tornando disponível para o verdadeiro Amor. O apóstolo João disse isto: “Deus é Amor e aquele que vive no Amor, vive com Deus e Deus vive com ele”. E completei:
- Tom, posso pedir-lhe um favor? Você viria à minha aula de Teologia da Fé e contaria aos alunos o que acabou de me contar? Se eu lhes contasse, não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles.
Então, marcamos uma data, mas ele não pode ir. Teve um outro encontro muito mais importante do que aquele. Ele se foi, dando o grande passo para a verdadeira felicidade. E, antes de morrer, ainda conversamos uma vez.
- Professor, não vou ter condições de falar com sua turma. O senhor falará com todo mundo por mim? Diga que nunca deixem de dizer ‘eu te amo’ aos amigos, e confirme que existe um grande Deus que cuida de cada um de nós. E eu lhe prometi:
- Falarei, Tom. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder.
Agora, espero que as pessoas que tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus amigos, para que mais gente possa conhecê-la.

 

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Mensagem da Semana - Nº 251 - 27 Fevereiro 2016
SEDE PERFEITOS
O livro ‘Maria, a maior educadora da história’, de Augusto Cury, nos leva a admirar ainda mais a perfeição de Nossa Senhora. O autor, que diz não praticar nenhuma religião, tira conclusões impressionantes ao estudar os comportamentos e a inteligência da Mãe de Jesus. Segundo Cury, o livro expressa “a visão da psicologia, psiquiatria e pedagogia sobre a mulher mais famosa e desconhecida da História”, e indaga: “Por que não foi escolhido um grupo de intelectuais para formar o Homem que dividiria a humanidade?”.
Descobriu-se que a inteligência de Maria era fascinante e sua capacidade de ensinar, deslumbrante. Os dez princípios utilizados por Ela para educar Jesus são uma fonte de lucidez para a educação moderna. Eis um trecho do livro sobre o Mestre:
“Jesus certa vez disse: ‘Felizes os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus’. Não disse que os filhos de Deus são os que fazem orações o dia todo, os que têm atitudes angelicais, os que são isentos de falhas, mas os pacificadores. Suas palavras deixaram maravilhada a multidão que O ouvia.”
E falando da Virgem Maria:
“Ninguém conseguiria produzir um poema de uma complexidade intelectual e existencial tão grande como o Magnificat e, ainda mais, de improviso e fatigada, se não fosse sobredotada. Esta frase pode surpreender o mundo religioso: Maria tinha intelecto de um gênio.”
E o autor rasga ensinamento: “Muitos que se acharam especialistas em Deus mataram, excluíram, arruinaram vidas, silenciaram vozes. Construíram um deus no teatro da sua mente para excluir seus semelhantes. Um deus da dimensão do seu egoísmo, do tamanho das suas verdades dogmáticas. Os ignorantes olham para baixo e acham que o mundo é do tamanho dos seus passos, os sábios olham para cima e veem o mundo sem dimensão.
Maria olhava cada vez mais para o alto. O seu Magnificat era o retrato vivo de uma pessoa humilde e inteligente que enxergava algo além da nação judaica e da tradição dos seus pais. Muitos querem ter uma espiritualidade obediente, Maria tinha sonhos mais altos, queria uma espiritualidade inteligente.”
E por aí vai. Portanto, não há como negar que a educação de Jesus foi aprendida no lar de Nazaré. Tudo o que pregou, foi vivido na Sagrada Família, com Maria e José à frente. No capítulo 6 do Evangelho de São Mateus, por exemplo, Jesus diz: “A lâmpada do corpo são os olhos; se os teus olhos estiverem sãos, todo o teu corpo andará iluminado. Se, porém, os teus olhos estiverem doentes, todo o teu corpo andará em trevas”.
No mesmo capítulo, Ele recomenda: “Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas”.
E para não alongar demais, eis um conselho maravilhoso de Jesus: “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos?”. E conclui pedindo que imitemos o Pai celeste que é perfeito!
Fácil, não? É só não pecar com os olhos, perdoar sempre e amar os inimigos. Nossa Senhora fez muito mais que isto! E mesmo pensando ser impossível uma mudança radical de vida, podemos dar um passo por dia. Que tal nos comprometermos em não excluir nenhum irmão do nosso serviço a Deus? Assim, veremos que a união faz a força e faremos também a vontade do Bom Pastor, que sempre chamou suas ovelhas para a missão.
Eis uma linda oração, pedindo bênçãos para o nosso caminho rumo ao Céu. Reze você também:
“Torna-nos puros de coração para contigo parecer. Torna-nos humildes de alma para sermos semelhantes a Ti. Torna-nos amor, Senhor, para podermos amar a todos. Torna-nos verdade, meu Pai, para que possamos conseguir que a mentira não se infiltre no mundo. Torna-nos guerra, Senhor, para podermos exterminar o mal. Torna-nos paz, Mestre, para podermos apaziguar a todos os necessitados. Torna-nos semelhantes a Ti, para salvarmos a humanidade e morrer por nossos irmãos. Amém!”
E uma história relata a vida de um homem muito exigente que procurava encontrar a mulher perfeita para desposar. Os anos passavam e ele não conseguia encontrá-la. Então, resolveu correr o mundo e buscar realizar seu sonho. Depois de muito tempo viajando, finalmente a conheceu: era uma jovem de bela plástica, alegre e de grande espiritualidade. Sem perder tempo, propôs casamento a ela, mas recebeu como resposta:
– Eu só me casarei quando encontrar o homem perfeito!
Pois é, atingir a perfeição é importante para servir a Deus, mas julgar e excluir o irmão nos torna mais imperfeitos.
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Mensagem da Semana - Nº 250 - 20 Fevereiro 2016
TEM GOSTO PRA TUDO

Não sei se é bom ou ruim o fato de que tem gosto pra tudo na raça humana. Há um lado bom dessa afirmação se pensarmos que todos se casam porque sempre há pretendentes de plantão. Seria terrível para os homens caso as mulheres só se apaixonassem pelos galãs das novelas, por exemplo; mas, quem sabe, seria pior para os artistas se precisassem demonstrar compromissos com as Leis de Deus para serem amados.

Pois é, infelizmente, também há adeptos para qualquer tipo de pecado: mata-se por dinheiro, as novelas têm melhor ibope do que as missas, a fama é mais valorizada do que praticar a caridade no anonimato, revistas pornográficas vendem em grandes quantidades enquanto a Bíblia fica jogada num canto da casa...

Quanta gente pode estar lendo isto e pensando: ‘Viver não é só rezar e nada mais’. Concordo, mas exagerar nas coisas erradas sem se arrepender, caminhando para o inferno, é demais para a minha compreensão. Tem gente que diz ser incapaz de perdoar e vive pedindo perdão a Deus. Reza o Pai-nosso somente da boca para fora!

 

Como o Criador é amor, precisamos nos abrir a esse amor para sermos salvos. Quem se volta para Deus, recebe o perdão dos pecados e caminha rumo ao Céu. Pena que, ao invés disso, muitos preferem ficar na escuridão e se afundar na incredulidade.

 

Eu continuo tentando me aproximar de Jesus a cada dia, principalmente quando lembro o quanto Ele me ama. Os ‘milagres’ que recebi foram em grande número e até escrevi um livro contando, porém, recordo algumas graças que nunca narrei. Podem parecer pequenas, mas, sem elas, talvez eu nem estivesse escrevendo este artigo.

 

Em novembro de 1973, fui a Campinas-SP assistir algumas aulas de revisão no Curso Mac Poli Vestibulares. Fiquei hospedado numa república de amigos durante 40 dias. Certa manhã, ao perceber que um colega ainda não havia se levantado do beliche, comecei a fazer-lhe cócegas, pedindo que acordasse. De repente, ele desferiu um forte ‘coice’ e encaixou o calcanhar no meu olho direito. Fui jogado para trás e me desesperei por não estar enxergando quase nada.

 

Durante a aula, ao invés de prestar atenção no assunto, testava sucessivamente a visão, mas nada de enxergar. Como o jogador Tostão havia encerrado a carreira recentemente por um problema no olho, concluí que, como ele, a minha retina havia se descolado. Então, toda a esperança de cura recaiu na oração e comecei a rezar, rezar e rezar. No dia seguinte, tudo se normalizou. Hoje, meus olhos veem claramente os caminhos de Jesus Cristo à minha frente.

 

Também há mais de trinta anos em Monte Sião, eu voltava a pé da casa da Fátima, ainda minha namorada, numa noite muito fria. Não havia ninguém na rua e resolvi correr um pouco para me aquecer e terminar de assistir um jogo na televisão. Ao chegar na praça, tropecei e fui de cabeça na quina da calçada. Lembro que vi a um palmo de distância a quina de pedra à minha frente quando desviei o rosto. Levantei com a calça rasgada, mas dando graças a Deus por estar com a cabeça inteira. Foi um tremendo susto e uma grande bênção.

 

Um terceiro fato marcante ocorreu em 1994, quando eu e a Fátima íamos para Campinas-SP aplicar o vestibular da UNIFEI. Perto de Itapira, devido à chuva pesada, parei o carro no acostamento e, em seguida, fomos atingidos por um veículo em alta velocidade. Resumindo a história, o meu Fiat Uno ficou completamente destruído na parte de trás e a seguradora deu perda total. Se tivesse alguém sentado no banco traseiro, provavelmente teria morrido.

 

Eis a providência Divina: todo ano meus filhos me acompanhavam nessa viagem; a única vez que isso não aconteceu foi naquele dia. Meio de última hora, eles ficaram e se salvaram. Além disso, se o violento impacto não tivesse sido exatamente no pneu traseiro esquerdo, a lataria do veículo não nos protegeria e teríamos nos machucado bastante, com certeza. Eu apenas cortei o supercílio.

 

Se estas graças foram as menores, imagine quanto Nossa Senhora e seu Filho já me ajudaram! Portanto, se alguém me considera muito ‘rezador’, já sabe os motivos que me levaram a isso, além da missão que tenho de evangelizar.

 

E concluindo, conta-se que havia um pastor que, independente do que lhe acontecesse, rendia graças a Deus, como orienta a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses: “Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”.

 

Certo dia, ele foi assaltado e o fato gerou tristeza, mas também muita curiosidade em saber, no culto seguinte, como ele iria relatar o caso e se conseguiria agradecer pelo assalto. Então, no domingo pela manhã, o pastor deu início à sua pregação, dizendo que lhe fora subtraída a carteira com algum dinheiro. Afirmou que gostaria de compartilhar com a comunidade quatro motivos de agradecimento a Deus pelo assalto:

 

Era grato, pois até então nunca havia sido roubado. Agradecia também porque o assaltante levou apenas a carteira e poupou-lhe vida. Rendeu graças pelo fato de que não carregava uma quantia expressiva de dinheiro. E o principal motivo: ele era o assaltado e não o assaltante. Antes de encerrar a reflexão, o pastor falou: ‘Tem gosto pra tudo, mas o gosto da gratidão tem um sabor especial’.
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Mensagem da semana Nº 249 - 13 Fevereiro 2016
VIVA EM PAZ

Um amigo me enviou estes dois parágrafos há algum tempo:

Sonhe, mas, não deseje ser quem não é - isso é pesadelo! Almeje, mas não queira uma vida igual do outro - isso é tristeza! Imagine, mas não fantasie com o que não pode ter - isso é loucura! Dispute, mas não tente vencer o invencível - isso é suicídio! Fale, mas não apenas de si próprio - isso é egoísmo! Apareça, mas não se mostre com orgulho - isso é exibicionismo! Admire, mas não se machuque com inveja - isso é falta de amor!

Avalie, mas não se coloque como modelo de conduta - isso é egocentrismo! Alegre-se, mas não com alarde - isso é desequilíbrio! Elogie, mas não se desmanche em bajulações - isso é hipocrisia! Observe, mas não faça julgamentos - isso é pecado! Chore, mas não se declare um ser infeliz - isso é falta de esperança! Ande, mas não atravesse o caminho alheio - isso é invasão! Viva feliz com o que pode ter e com o que pode ser - isso é paz!

Bem, se a conduta do homem fosse mais lógica e menos psicológica, ninguém plantaria a própria infelicidade, não é mesmo? Sabendo que iria sofrer, seria muita idiotice se enfurnar no pecado até chegar ao fundo do poço, porém, é exatamente assim que muita gente vive: quanto mais se afunda, mais pecado comete!

 Você gostaria que Jesus perdoasse tudo, fazendo de conta que não se importa com nada de errado em sua vida? É irônico a gente deixar Deus de lado e depois se perguntar por que o mundo está um inferno... acreditar em tudo o que os amigos dizem e pôr em dúvida o que diz a Bíblia... ou dizer ‘creio em Deus’, mas seguir o demônio... ou mesmo amar Cristo aos domingos, mas ser um cristão omisso no resto da semana!

 Também irônico é estar mais preocupado com o que os outros pensam de nós e magoar tanto Jesus, que morreu para nos salvar. Amando a Deus sobre todas as coisas, Ele continuará sendo justo com as belas promessas que nos fez e tudo será mais fácil - com paz de espírito no coração. É tão simples quanto esta história que o Elias Rangel me enviou:

 No primeiro milênio, a carta de um rei foi interceptada por um súdito e, devido seu conteúdo confidencial, deu início a uma chantagem - cobrando pelo silêncio e estipulando um alto preço pela devolução. O monarca pagou os melhores investigadores para conseguirem reaver a carta, mas, apesar de destruírem imóveis e cavarem buracos, nada conseguiram.

 A curiosidade do rei foi se tornando maior do que a raiva, e o levou a propor ao chantagista: ‘Não me interessa o seu silêncio. Pago o dobro do que pede, mas, para me levar onde escondeu a correspondência’. O súdito aceitou a proposta, pegou o dinheiro e conduziu o rei à sua casa. Em cima da mesa da cozinha, entre guardanapos e frutas, estava a carta.

 Este conto retrata o quanto as respostas estão à vista de todos. Não existe nada que a Palavra de Deus não explique. Normalmente colocamos as questões muito longe do nosso alcance e fica faltando conhecimento para solucioná-las, mas a Bíblia nunca está distante demais de nossas mãos. Por isso é fácil explicar o porquê tanta gente procura um sacerdote para se aconselhar. Ele se inspira nas Escrituras Sagradas e conta com a ajuda do Espírito Santo.

 Pois é, como disse o fundador da Sociedade São Vicente de Paulo: “Os maiores homens e mulheres são aqueles que nunca avançaram o plano do destino, mas que se deixaram conduzir pela mão da Providência Divina” - Beato Antonio Frederico Ozanam. São maiores porque herdarão o Reino de Deus e descansarão em paz. Aliás, muitos almejam descansar em paz na eternidade, mas jogam fora o ambiente de paz a cada dia.

 E paz não é sinônimo de alegria. Mesmo vivendo em paz, a felicidade não é completa para aqueles que se preocupam com o sofrimento dos pobres. São Francisco de Sales escreveu: “O calvário é a montanha das pessoas que amam”. E sabendo que quem ama reza pelo próximo e pratica a caridade, poderemos viver grandes momentos de paz e dividi-la com muitos irmãos também. É preciso não se esquecer que toda posse material é contrária à esperança de quem nada tem.

 Dizem ser verdade que um príncipe cresceu tentando realizar uma tarefa que seu pai lhe deu. Precisava separar as jóias verdadeiras das falsas sem a ajuda de ninguém. Tudo estava num grande baú: tanto os grandes tesouros quanto as bijuterias. E o herdeiro do reino passou anos estudando o valor de cada peça.

 Quando ficou moço, ele concluiu a missão e apresentou o resultado ao rei. Então, seu pai lhe perguntou quais jóias deveriam dar aos pobres para amenizar suas dívidas. O príncipe rapidamente respondeu:

- As mais caras, meu pai. O que poderiam fazer com as bijuterias senão enfeitar o próprio corpo?

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- Muito bem, faça isso, meu filho - respondeu o rei. - Mas, quando este tesouro for entregue, lembre-se que existe um outro muito maior dentro de você. Não o guarde para si, divida seus valores com todos: o amor, a justiça, a humildade, a verdade e o perdão. Enquanto você aprendia a separar as jóias, eu aprendi a selecionar as melhores virtudes humanas. Oferecendo isso às pessoas, você reinará em paz!
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Mensagem da semana Nº 248 – 2 Fevereiro 2016
SOMOS CRIATURAS ESPECIAIS
Quando eu tinha 13 anos e morava em São Paulo, comecei a frequentar um curso de datilografia no Colégio Nossa Senhora Consolata. A instrutora era a mesma que ministrou aulas ao meu tio Nenê havia 20 anos! Já meio de idade e sempre sisuda, a irmã de caridade era extremamente exigente.

 

Lembro-me que, para concluir o curso, passávamos por 50 lições e um teste de desempenho final, quando se cronometrava o tempo para digitar um texto. Guardo na memória as dezenas de vezes que um aluno se levantava, ia mostrar a lição datilografada à irmã e voltava com uma folha em branco para refazer. Isso também aconteceu comigo e, principalmente quando elaborava alguma tabela trabalhosa, era desanimador repetir a tarefa.

 

Quando alguém se diplomava, ia à frente e recebia o certificado sob aplausos dos colegas. No dia em que fui receber o meu, a irmã disse algo que quase me matou de susto! Com sotaque italiano, falou mais ou menos assim: ‘O Labegalini foi o melhor aluno que passou por aqui’. E começou a chorar! Fiquei todo desconcertado, sem entender nada, pois nunca havia conversado outros assuntos com ela e muito menos poderia imaginar que se simpatizava comigo.

 

Também recordo que passei alguns dias encucado e contava às pessoas em busca de alguma explicação. Uns levaram na brincadeira, outros devem ter achado que menti, mas, hoje tenho a resposta: ‘Fui um aluno especial na vida daquela professora de datilografia!’. Após tantos anos de hábito, sentada numa cadeira e esperando alguém lhe apresentar a lição pronta para corrigir, percebeu que finalmente havia chegado alguém que justificou sua perseverança em ensinar.

 

Sei que todos têm histórias como esta para contar, afinal, quem já não cativou ou encantou alguém? Deus nos fez criaturas muito especiais! Cada um é diferente do outro e ninguém pode ser substituído em determinadas situações. É claro que me refiro às atitudes de amor, porque, no pecado, as maldades são mais fáceis de imitar.

 

Santo Agostinho, Doutor da Igreja que morreu no ano 430, comentando sobre o capítulo 21 do Evangelho de São João, escreveu:

 

“O Senhor pergunta a Pedro se ele o ama, coisa que já sabia; e pergunta-o não uma vez, mas, duas e, mesmo três. E, de cada vez, Pedro responde que o ama; e, de cada vez, Jesus lhe confia o cuidado de apascentar as suas ovelhas.

 

Torna-se evidente que aqueles que se ocupam das ovelhas de Cristo, com a intenção de fazer delas ovelhas suas mais do que de Cristo, têm para com elas um afeto maior do que o que experimentam para com Cristo. É o desejo da glória, do poder e do proveito que os conduz e não o amoroso desejo de obedecer, de socorrer e de agradar a Deus.

 

Com efeito, o que significam estas palavras: ‘Amas-me? Apascenta as minhas ovelhas’? É como se dissesse: Se me amas, não te ocupes de ti mesmo, mas, das minhas ovelhas; olha-as não como tuas, mas, como minhas; nelas, procura a minha glória e não a tua, o meu poder e não o teu, os meus interesses e não os teus. Não nos preocupemos, pois, conosco mesmos; amemos o Senhor e, ocupando-nos das ovelhas d’Ele, procuremos o interesse do Senhor sem nos inquietarmos com o nosso.”

 

Pois é, se fomos criados com imenso amor e somos especiais aos olhos de Deus, precisamos justificar nossa existência cumprindo fielmente a missão de irmãos em Cristo. Uma das maneiras de nos lembrarmos dessa responsabilidade é recordar o quanto somos abençoados, como relata esta história:

 

Sonhei que fui ao Céu e um anjo mostrava as diversas áreas lá existentes, dizendo:

 

– Esta é a área de embalagem e entrega. Aqui, as graças e bênçãos solicitadas são processadas e enviadas às pessoas que as pediram.

 

Notei que todos estavam muito ocupados, tal era a quantidade de bênçãos que deveriam ser encaminhadas.

 

–  Esta é a seção de reconhecimento –  falou o anfitrião, mostrando poucos anjinhos à sua frente. –  É tão triste! As pessoas recebem as bênçãos que pediram, porém quase ninguém envia confirmação de reconhecimento. Bastaria dizer: ‘Grato, Senhor!’.

 

–  E quais bênçãos devem ser reconhecidas? – perguntei.

 

–  Se tem alimento em sua geladeira, roupas no corpo e um lugar para dormir, você é mais rico que 75% dos moradores deste mundo! Se tem dinheiro no banco e algumas moedas sobrando em casa, você está entre os 8% mais bem sucedidos do planeta! Se tiver seu próprio computador, você é parte de 1% que tem essa oportunidade.

 

E continuou:

 

–  Se acordou hoje com mais saúde que doença, é mais abençoado que os muitos que nem sequer sobreviverão a este dia. Se nunca experimentou o temor da batalha, a solidão da prisão, a agonia da tortura, nem as dores de sofrimento, está à frente de 700 milhões de pessoas!

 

Comecei a ver como eu sou abençoado, mas o anjo completou:

 

–  Se pode ir a uma igreja sem o temor de ser preso e torturado, é invejado por mais de três bilhões de pessoas, que não podem reunir-se com outros de sua fé. Se teus pais estão vivos e casados, é uma raridade! Se pode sorrir, você é um exemplo a tantos que estão em desespero.

 

Então, acordei, percebi o quanto sou especial neste mundo e, imediatamente, enviei ao Departamento Divino de Reconhecimento a seguinte mensagem: ‘Obrigado, Senhor!’

 

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OUTRA LINDA HISTÓRIA DE FÉ
Mensagem da semana Nº 247 – 29 Janeiro 2016
Há mais de doze séculos, aconteceu um grande e prodigioso milagre na Igreja Católica. Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano – antigamente Anciano –, os monges de São Basílio viviam no Mosteiro de São Legoziano e, entre eles, havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante e sempre era perseguido pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse realmente o verdadeiro Corpo de Cristo e, o vinho, o Seu verdadeiro Sangue.
Mas a graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse doloroso espinho saísse do seu coração. Foi quando, certa manhã – celebrando a Santa Missa atormentado pela sua dúvida –, após proferir as palavras da consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne e o vinho em Sangue.
Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo algum tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural; até que, em meio a transbordante alegria e com o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:
“Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!”
A estas palavras, os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. A Carne apresentava uma coloração ligeiramente escura – tornando-se rósea se iluminada do lado oposto – e tinha uma aparência fibrosa. O Sangue era de cor ferrosa – entre o amarelo e o ocre –, coagulado em cinco fragmentos, de forma e tamanhos diferentes. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o monge num novo Tomé.
Em novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos – de renome profissional e idoneidade moral – a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli – Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e Livre Docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica – para, assessorado pelo Prof. Bertelli – Emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena –, proceder aos exames. 

Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises, nos seguintes termos:

 1. A Carne é verdadeira carne;

 2. O Sangue é verdadeiro sangue;

 3. A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago), totalmente homogênea e não apresenta lesões – como apresentaria se fosse cortada com uma lâmina;

 4. A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sanguíneo (AB) e pertencem à espécie humana;

 5. É o mesmo tipo de Sangue encontrado no Santo Sudário de Turim;

 6. Trata-se de Carne e Sangue de uma pessoa viva, vivendo atualmente, pois que esse Sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele mesmo dia, de um ser vivo;

 7. No Sangue foram encontrados, além de proteínas normais, os seguintes minerais: cloretos, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio;

 8. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário!

 Se já não bastasse tanto mistério – que só a fé explica! –, há um outro dado desconcertante: pesando-se os cinco fragmentos de Sangue coagulado, cada um deles teve o mesmo peso dos cinco juntos! E, antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, os doutores Linoli e Bertelli enviaram aos frades um telegrama nos seguintes termos: “E o Verbo se fez Carne!”

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Qual seu maior fracasso? - 13 Janeiro 2016
Mensagem da semana 246
Certa vez, no programa ‘Prazer em Conhecê-lo’ da Rede Vida, Idalina de Oliveira perguntou à entrevistada: “Qual o seu maior fracasso?” Ela pensou, pensou, e disse não se lembrar. Acredito que refletiu em fracassos profissionais, já que é uma jornalista de sucesso; mas, e os pecados de cada dia, não são fracassos pessoais?
Nesse sentido, todos nós já fracassamos, e muito! Quem discordar, é porque não se arrepende de ter ofendido a Deus e, nesse caso, ainda não foi perdoado. Mesmo aquele que só cometeu pecadinhos, deve haver algo um pouco mais grave que justifique um tipo de fracasso.
Entendo que contar pecados na TV é muito constrangedor e eu também pensaria bastante antes de abrir o coração em rede nacional; porém, no cursilho, o fazemos com naturalidade. Levados pela emoção e verdade, mostramos o quanto nos afastamos de Deus a cada tropeço na fé. E não há quem discorde: é impossível chegar ao Céu sem praticar os ensinamentos de Cristo.
Tenho um amigo que contesta a vida que levo. Segundo ele, basta rezar um pouco em casa, não prejudicar ninguém e gozar a vida. É claro que cada caso é um caso e a Misericórdia Divina é infinita, mas, considerando tudo quanto recebemos gratuitamente de Deus, concluo que temos muitas obrigações para com Ele – sempre!
Se dependesse de tempo sobrando, eu nem entraria na igreja! Se dependesse de oportunidades para diversões e passeios, eu nem estaria escrevendo este artigo. Se dependesse de períodos de cansaço, não atenderia alguns chamados do Pai. Portanto, ou é prioridade cumprir a nossa missão de cristão, ou corremos um sério risco de um grande fracasso após a morte!
Todos ouviram que Deus nos ajuda e nos perdoa enquanto vivos, e nos julga quando morremos. Quem tem fé e não duvida disso, com racionalidade cumpre os Mandamentos entregues a Moisés; porém, como cada um se salva por opção própria, precisamos rezar por aqueles que condenam a alma, mal usufruindo a liberdade que têm. Se priorizarmos levar Jesus no coração, tempo para as obras do Reino não faltará e nenhum outro grande fracasso virá!
Mas, e se um sonho de ‘ser rei’ fracassou, por onde recomeçar? Recebi este texto de um amigo; reflita nos seus ensinamentos:
“Certo homem, após uma longa e exaustiva caminhada, parou para descansar. Ao se deitar, fechou os olhos e num instante dormiu. Enquanto dormia um sono profundo, teve a oportunidade de fazer a retrospectiva do momento da sua concepção até os dias atuais. Em seu sonho, pôs a pensar cada etapa e instante vivido de maneira muito clara. Tudo lhe vinha à mente como num filme da melhor qualidade. Foi então que começou a perguntar sobre o seu desejo de ser rei: ‘O que foi que fiz até hoje? Quais foram minhas realizações? Onde foi que errei?’
Após estes questionamentos, as respostas começaram a surgir naturalmente:
Você fez muitas coisas, mas não as fez uma de cada vez, quis fazer tudo ao mesmo tempo como se cada coisa não precisasse tempo e exclusividade. Suas ações têm méritos e não podem ser descartadas. Apesar das atribulações, você não foi de todo um instrumento sem valor. Mas, com tudo isso, acabou perdendo o seu desejo e o sonho de ser rei, porque, para ser rei, algumas coisas são imprescindíveis.
Em primeiro lugar, é preciso saber escutar os outros e você não tinha tempo. Lembra quando aquele amigo que você dizia gostar tanto o procurou para desabafar a vida e você disse que precisava terminar uma tarefa e depois o procuraria? Isto não aconteceu! Vou lhe dar mais um exemplo para ver que o seu tempo era escasso:
Certa vez, seu filho pequeno perguntou:
– Papai, quanto é que o senhor ganha na empresa onde trabalha?
E você meio que apressado respondeu. Passados dez dias, seu filho falou:
– Papai, hoje o senhor pode sair uma hora mais cedo do trabalho! Eu juntei os jornais, ferro velho, garrafas de plástico que estavam lá na garagem, consegui vender e arrumei R$ 18,50, o preço de uma hora extra do seu trabalho. Este é o tempo que preciso para poder dizer que cresci. Eu lhe amo muito e quero lhe dar um abraço porque não consigo lembrar quando foi a última vez que nos abraçamos, e eu sinto tanta falta disso!
E o homem refletiu: ‘Mas, onde foi que errei?’
Às vezes, queremos ganhar o mundo e perdemos a vida. Talvez não tenha observado à sua volta. À nossa volta, existem pessoas que precisam de nós e que não podem esperar. Ser rei é ir além, é sair de si, é morrer para si mesmo, é viver para o outro. Pode parecer estranho tudo isso, mas têm coisas que só vivendo é que se pode entender.
Erramos quando acreditamos somente em nossa força, não damos ouvido aos outros, não perdoamos, não amamos e não nos amamos! Erramos mais ainda quando não acreditamos que, para ser rei de verdade, os palácios são dispensados, basta ter um grande coração e ser sonhador.
E o tempo? O tempo se encarrega de arrumar tempo quando for necessário ter tempo. Para ser rei não é preciso ter tempo, basta ‘ser humano’ somente. Como dizia Santa Teresinha do Menino Jesus: Tudo é Graça!”

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O poder da fé – 13 Janeiro 2016
Mensagem da semana 245
Você que tem o coração mariano sabe que fazemos qualquer coisa para agradecer as graças que recebemos da nossa Mãezinha, não é mesmo? E quando tudo contribui para nos desviar do caminho santo, caímos de joelhos e fortalecemos nossa proteção.
Nesse sentido, recebi um texto enfatizando que uma das primeiras reações das pessoas diante de problemas difíceis é ver obstáculos. Foi o que Maria, irmã de Marta, enxergou: “Senhor, já cheira mal, porque é de quatro dias”. E concluiu que de nada adiantaria remover a pedra da entrada do túmulo de seu irmão Lázaro.
Fazê-lo voltar à vida era uma tarefa impossível aos homens, mas possível a Deus. Remover a pedra, porém, era uma tarefa que os homens poderiam realizar. E Jesus deixou esse trabalho a cargo deles, dizendo: “Tirai a pedra”.
Pois é, um milagre requer a parceria entre Deus e o homem. O ser humano entra com a fé e Deus entra com a ação sobrenatural. Se o homem não faz a sua parte, o milagre não acontece. É óbvio que Deus pode fazer tudo sozinho, mas lhe agrada a fé n’Ele depositada pelo homem. Por isso, a Bíblia diz: “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmo 37, 4).
O Evangelho de Mateus registra que Jesus deixou de fazer milagres em Nazaré devido à incredulidade das pessoas. Uma coisa é a fé teórica; outra, é a fé viva – a maravilhosa experiência da relação homem-criador nos momentos mais difíceis da vida.
Há vezes em que, diante de uma tribulação, sentimo-nos desanimados e não temos disposição para remover a pedra que impede nosso acesso à solução do problema. Só pensamos no ‘mau cheiro’ que nos incomoda, mas Deus, que é maior que todos os problemas, nos diz: ‘Tirai a pedra!’ Se não removermos o obstáculo da nossa incredulidade e não exercermos a nossa fé, perderemos a oportunidade de receber uma nova graça.
E você, está passando por alguma situação difícil? Esse problema já é de ‘quatro dias e cheira mal’? Já recorreu a Jesus e a resposta ainda não chegou? Continue confiando porque Ele sabe o tempo de lhe dar a bênção. Não desanime; remover a pedra significa fazer a sua parte na solução do problema. Exerça sua fé e verá a glória do Pai Misericordioso.
Era impossível a Naamã mergulhar no rio sete vezes e ficar curado da lepra? Era impossível aos discípulos lançarem a rede outra vez ao mar para terem sucesso na pescaria? Era impossível aos apóstolos recolherem cinco pães e dois peixes para que Jesus os multiplicasse e alimentasse a multidão? E era impossível aos serventes, nas bodas em Caná, encherem as talhas com água para que Jesus a transformasse em vinho? Para Deus, nada foi impossível!
Queremos ver mais milagres em nossa vida, certo? Então, não duvidemos das promessas de Deus. Se diante de um problema Ele nos mandar remover a pedra que serve de obstáculo à solução esperada, obedeçamos. Ele sabe até onde vai a nossa capacidade de lutar e não deixará que carreguemos fardos superiores à nossa força. Ele não espera o impossível de nós e sabe o tempo certo de agir em nosso favor.
Portanto, quando diante de um problema você sentir que nada pode fazer e que esgotou toda sua capacidade física, mental e emocional, lembre-se: Deus é maior que tudo e ainda lhe resta o recurso espiritual: o maravilhoso dom da fé!
Disse Jesus: “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo!” Então, comece a retirar algumas ‘pedras menores’ do caminho. As grandes, Nossa Senhora cuidará.

 

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Cristo conta com você
7 janeiro 2016 – mensagem da semana 244 

Há uma lenda que relata a história de um homem que encontrou uma garrafa mágica. Ao abri-la, imediatamente apareceu um gênio, dizendo que iria conceder-lhe um desejo. O homem, então, pensou: ‘Sou rico, tenho família, possuo grande inteligência para negócios... Já sei! Eu quero conhecer profundamente todas as religiões’.
Desejo concedido, ele passou a dar palestras nos templos, igrejas e sinagogas do mundo inteiro, e seus ensinamentos eram profundamente admirados; porém, ele jamais cumpriu a sua missão na Terra por não professar uma única fé. Sempre que começava um trabalho num lugar, logo se desviava para outra tarefa num centro distante. E quando morreu, será que ele se salvou?
Infelizmente, quando se trata de religiões diferentes, nem todos os caminhos nos levam ao mesmo lugar; por isso, temos que trilhar o caminho da salvação eterna! Bem, como católico convicto da missão que abracei, tenho certeza que para chegar ao Céu não posso misturar nenhuma outra crença no coração, senão me desvio dos ensinamentos que Jesus deixou.
Estou vivendo uma fase feliz da vida! Motivos para isso eu tenho de sobra; mas, focando exclusivamente o doce gosto da minha fé, confesso que essa alegria deve-se ao meu envolvimento na ‘Igreja deste trio maravilhoso’: a Eucaristia, Nossa Senhora e o santo Papa. Em que outra religião encontramos isso? Disse Jesus: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16, 18).
Posso comentar de cadeira a fé católica porque a vivo 24 horas por dia. E aconselho a todos que conheço: ‘Se quer viver em paz e se salvar, siga os Mandamentos de Deus, reze para Nossa Senhora, participe da Eucaristia e aceite as orientações do Papa Francisco’. Quem fizer isso, com certeza absoluta, não poderia estar agradando mais a Jesus em nenhum outro lugar.
A oração da Ave-Maria nasceu da Bíblia (Lc 1, 28 e 42) e do povo. Não é à toa que a Virgem Maria é a Padroeira do Brasil, com o nome de Nossa Senhora Aparecida: sua imagem é feita de barro, é pequena e humilde, porque abençoa a classe mais simples da nação: os sofredores e os pobres – todos se sentem representados na imagem.
Foi esse povo que colocou nela o manto azul, como presente. Ele é todo ornamentado e muito bonito, porque todos gostam muito de Nossa Senhora. Milhões de pessoas fazem romaria à cidade de Aparecida todos os anos, agradecendo as graças, carregando o andor e cantando ‘Ave-Maria’. Por quê? Porque em Maria, o povo vê realizado o ideal que alimenta há muitos séculos: a liberdade dos filhos de Deus.
Mas, estranha é a vida: uns se matam e outros se ajudam; poucos rezam e muitos se perdem; novas promessas de salvação aparecem e alguns acreditam. Enquanto isso, continuo rezando e dizendo que quem praticar os ensinamentos da Igreja Católica, vai entrar no Céu!
Você, leitor, lembre-se que é batizado em nome de Jesus e do Espírito Santo; por isso, tem a missão de evangelizar porque Deus lhe deu vocação para isso. Não despreze os seus talentos na dimensão da fé e desfrute o abundante amor que há em seu coração. Se nos unirmos para semear os valores do Reino de Deus, realmente faremos valer a vontade de Jesus: sermos fermento, sal e luz para o mundo.
Seu compromisso de cristão é cumprir o Plano de Deus no seu trabalho, na sua família e na nossa Igreja. É impossível transferir essa responsabilidade para outra pessoa. Faça Cristo viver em você! Ele o chama para a oração, para a formação cristã e para a ação entre os sedentos de amor. Qual a sua resposta?
Eis mais uma história:
Era uma vez um menino de muita fé chamado Zé da Mata. Quase não tinha instrução e sempre viveu na roça. Diziam que era escolhido por Deus devido o coração bom e grande discernimento de tudo o que acontecia.
Um costume que chamava a atenção de todos era, por exemplo, ao ver uma borboleta voando, batia três palmas e falava: ‘Um, dois, três, foi Deus quem fez!’ Quando passava pelo riacho, jogava água para o alto e repetia: ‘Um, dois, três, foi Deus quem fez!’ E também, antes de cortar lenha, batia com o martelo no tronco da árvore e contava: ‘Um, dois, três, foi Deus quem fez!’
Certo dia, ele foi levado pelo tio a uma igreja da cidade e, pela primeira vez, participou da Celebração da Eucaristia. Durante a consagração do pão, o Zé começou a aplaudir sem parar. Após a missa, foi chamado à sacristia para se explicar ao sacerdote, e falou:
– Como o senhor é forte, seu padre! Como conseguiu levantar aquele Homem tão grande nas pontas dos dedos?
O vigário louvou em alta voz, dizendo:
– Bendito seja Deus que se revela aos pequeninos!
E você, tem compromissos com Jesus Eucarístico?

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