2015

  • Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá-MG e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

Mais uma linda história de fé - 30 dezembro 2015
Uma história comovente e de profundo amor da Mãe de Deus por seus filhos ocorreu no ano de 1917, em Portugal. Começa em 1916, quando o mundo passava pela I Guerra Mundial e por todas as desgraças que ela trazia às famílias – destruídas pela morte, pobreza e descrença. Naquela época, num vilarejo de Fátima, viviam três crianças: os irmãos Francisco e Jacinta – 9 e 7 anos – e a prima Lúcia de Jesus – 10 anos. Felizes, eles tomavam conta de ovelhas, brincavam e, principalmente, rezavam o Terço. 
Um dia, tocando o rebanho, descobriram uma gruta. Entraram para descansar e, de repente, apareceu-lhes um anjo convidando-os para rezar a seguinte oração: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam. Amém”.
A partir daquele dia, os pastorzinhos passaram a rezar constantemente, preparando seus corações para as próximas visitas do anjo; e, na sua última visita, ele deu às crianças três Hóstias pingando o Preciosíssimo Sangue de Jesus – a Primeira Comunhão! Assim, os pequenos foram perfeitamente preparados para as revelações futuras em suas vidas.
Os videntes receberam a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima ao meio dia de 13 de maio de 1917. Ela apareceu sobre uma árvore pequena, com uma nuvem a seus pés, vestida de branco e segurando um lindo Rosário. Naquele momento tão abençoado, a Virgem Maria disse-lhes: “Não temam, não lhes farei nenhum mal. Vim do Céu para pedir que venham aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora e, em outubro, direi quem sou e o que desejo de vocês para o futuro”.
Ela perguntou aos meninos: “Vocês se oferecem a Deus para suportar os sofrimentos que Ele enviar, em reparação pelos pecados com que é ofendido e pela conversão dos pecadores?”. Eles responderam “sim” e um pacto divino teve seu início. Os três compreenderam o que Maria pediu e nos pede até hoje: oração e conversão.
Durante os seis meses das aparições e mesmo depois que elas terminaram, os três foram interrogados e pressionados pelas autoridades. Chegaram a ser raptados, presos, ameaçados de morte, sofreram violências físicas e todos zombavam deles, mas, pela graça de Deus e intercessão de Nossa Senhora, superaram as dificuldades.
É importante sabermos que, na última das aparições, em 13 de outubro de 1917, Maria revelou em sua mensagem: “Eu sou a Senhora do Rosário. Vim para exortar os fiéis a reformarem o seu comportamento e pedirem perdão dos pecados que cometeram. É preciso que eles não ofendam mais a Jesus, já bastante ofendido e ultrajado pelos pecados e crimes da humanidade. Meu Coração Imaculado haverá de triunfar!”.
Em seguida, a chuva forte que caía parou e o sol girou no céu milagrosamente, fazendo mais de cinquenta mil pessoas acreditarem que Nossa Senhora estava aparecendo ali na Cova da Iria. Ela insistiu também em quatro pontos muito importantes para que o seu Imaculado Coração possa realmente triunfar e nos trazer muitas graças:
1. Que tenhamos uma grande devoção ao seu Imaculado Coração;
2. Que rezemos o Rosário diariamente, com muita fé e devoção;
3. Que façamos sacrifícios pelos pecadores, pelo Papa e em reparação aos pecados cometidos contra o seu Imaculado Coração; e
4. Que haja a nossa consagração sincera ao seu Imaculado Coração.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós também em 2016. Amém!

É dando que se recebe - 18 Dezembro 2015
Alguns amigos convidaram Nadin para um piquenique. O bom humor imperava e o almoço sobre a relva era dos mais perfeitos, mas a animação do grupo foi interrompida por um incidente que fez todos correrem em direção ao rio. Um desconhecido tinha escorregado e estava dentro d’água – muito lodosa naquele local.
– Dê-me sua mão! Dê-me sua mão! – gritava Nadin.
Não houve reação do homem aflito, que não sabia nadar e continuava a engolir água. Estava a dois dedos de afogar-se quando o Sr. Abdala apareceu, reconheceu o sujeito no rio e disse:
– Afastem-se todos e deixem comigo!
Estendeu a mão direita para o homem que se debatia e falou:
– Pegue a minha mão! Pegue a minha mão!
Num rápido impulso, o desconhecido agarrou-se à mão de Abdala, que o tirou do rio. Em seguida, os curiosos perguntaram:
– Explique-nos, Sr. Abdala, por que ele não nos deu a mão, mas agarrou à sua imediatamente?
– É muito simples – respondeu. – Eu o conheço há muito tempo e sei que é um sujeito de avareza sórdida. Vocês nunca ouviram falar que os avarentos costumam tomar e nunca dar? Foi por isso que não lhe pedi que me desse a mão, como fez Nadin, mas que pegasse a minha.
Pois é, quanta gente só pensa em ter e não se importa com o ser, não é mesmo? Esta é a maior dificuldade do nosso trabalho aos pobres: poucas pessoas querendo repartir e, por consequência, não aceitando participar do Plano Divino de Salvação.
Nas Celebrações da Eucaristia, Jesus nos diz: “Eu vos dou a paz!”; e mais: dá-nos o Espírito Santo para santificar a nossa vida e de toda a Igreja. O Espírito de Deus tem a missão de nos iluminar para andarmos nas estradas de Jesus. Portanto, tudo o que Cristo ensinou é inspirado pelo Espírito.
E quem não tem fé não entende como é possível Aquele que mais sofreu ser o mesmo que mais nos socorre e sempre nos perdoa. Meus olhos se extasiam diante dessa verdade, mas, infelizmente, muita gente é como São Tomé e insiste em não acreditar que é dando que se recebe. Isso tanto é verdade que Jesus continua sendo quem mais recebe amor e gratidão no mundo inteiro!
Quanto às ingratidões, que também são muitas, com certeza serão motivos de arrependimentos. Algumas pessoas terão saudades dos pobres pedindo um pedaço de pão à sua porta. Deus nos deu a vida e nos dá seu amor; deu-nos liberdade e nos dá sua Palavra; Ele nos deu a natureza farta e nos dá seu perdão; dotou-nos de inteligência e se oferece a nós com seu Corpo e Sangue! E o que fazemos com tudo isso? O que você oferece a Ele? Se é dando que se recebe, nossa resposta à tamanha misericórdia Divina deveria ser sempre: oração, justiça, serviço gratuito e caridade.
Jesus já venceu a morte e não precisa do nosso sangue derramado para agradá-lo, mas, através de simples gestos de amor, Ele permitirá entrarmos no Paraíso. Eu que, graças a Deus, tenho saúde, paz de espírito e fé no coração, valorizo cada suspiro do meu dia. Sirvo a Igreja Católica com alegria, tendo à frente a Virgem Maria, que Cristo nos deixou como Mãe. É a minha protetora de todas as horas e a amo imensamente!
Eu costumo dizer que havia quatro cruzes no Calvário: a primeira, de Cristo, até hoje representa a nossa salvação; a segunda, à direita de Jesus, estava o ‘bom ladrão’ Dimas, suplicando a misericórdia de Deus em remissão dos seus pecados; a terceira cruz suportou até o fim o peso do pecado, porque o ladrão que lá estava não usou da virtude do arrependimento para se salvar; e a quarta cruz foi ‘ocupada’ por Maria Santíssima, que suportou com firmeza o cruel e injusto sofrimento do seu Filho Santo.
Ela presenciou de pé a maior maldade humana da história sobre uma só Criatura. Deus a escolheu para estar naquela cruz porque sabia que nela podia confiar. E foi também confiando em Deus que Maria se tornou, com o seu exemplo, modelo de fé, de pureza, de amor e de fidelidade cristã. Com ela aprendemos que não existe sofrimento capaz de nos desviar das estradas de Jesus. À nossa frente, ela pisa na cabeça da serpente infernal e nos conduz, como filhos queridos, à cruz da salvação.
Neste Natal, peça a Nossa Senhora para livrar você da cruz da condenação e sempre curar as tristezas do seu coração. A cada dia, sempre que a sua cruz de pecador se tornar mais leve, lembre-se de agradecer: ‘Obrigado, minha Mãe querida! Eu lhe dei meus problemas e recebi favores do seu Imaculado Coração’.

Por amor ao Menino Jesus, sempre é dando que se recebe!
O seu nome está na lista? - 10 Dezembro 2015

Final de ano, é comum ver listas de aprovados em vestibular pra todo lado. Tempos atrás, me chamou a atenção uma reflexão da professora de psicologia do UNIVERSITAS: Ângela Maria Teixeira. Preparando o espírito daqueles que ficariam de fora do programa de bolsas na UNIFEI, ela fez um breve comentário sobre: ‘Será que o meu nome está na lista?’

Então, falou que em diversas fases de nossas vidas nos preocupamos em sermos incluídos em alguma lista: de aprovados no vestibular, de convidados para um casamento, de premiados em algum concurso etc. E concluiu dizendo que, independentemente dos resultados, sempre haverá alguma outra lista para torcermos estar nela, porque a vida continua.

Naquele dia, fiquei pensando: ‘Puxa, em quantas listas já fiz parte e em quantas eu também já fui excluído!’ Os coordenadores dos movimentos Ovisa e Cursilho, por exemplo, alegram e chateiam muita gente todo ano quando divulgam os nomes daqueles que irão trabalhar! E servir a Deus é tão bom que todos que experimentaram não querem parar! Tenho dito que fiquei igualmente feliz quando vi, pela primeira vez, outra pessoa no meu lugar em algum grupo de evangelização, porque reconheço que muitos merecem as mesmas oportunidades que já tive. Mas, infelizmente, nem todos os agentes pensam assim e alguns são capazes de se afastar da comunidade que servem se não forem incluídos em determinadas listas.

Conheço a história do colar perdido da rainha. Era uma joia rara, com muitos diamantes e pedras preciosas, que um dia foi levado do castelo por uma ave de rapina. A recompensa oferecida foi tão grande que todos do reino puseram-se a procurar. Uns vasculhavam os pastos, outros subiam no alto das montanhas, alguns procuravam nos ninhos de águias e gaviões, enfim, não faltava esforço para se tornar um cidadão muito rico.

Alguns meses depois, o bobo da corte não mais conseguia divertir os nobres devido à tristeza do colar perdido. Então, foi conversar com um sábio, que lhe disse:

– Você está muito preso nas coisas do mundo e nada vai melhorar se continuar assim. Olhe mais para as coisas do alto.

Aquelas palavras o entristeceram ainda mais, porque não viu sentido no conselho dado pelo bom homem. Foi quando resolveu fazer um longo passeio a pé pelo bosque e, ao passar por um grande lago de águas turvas, viu a imagem do colar real no fundo. Era um depósito de lixo e a sujeira boiava por toda parte, mas, não hesitou em colocar o braço no lago e tentar pegar a joia. Passou horas tentando e percebeu que não alcançaria. Veio a noite e o bobo dormiu no local – para vigiar aquilo que todos procuravam.

No dia seguinte, criou coragem e mergulhou na água contaminada. Ia, voltava, e nada de encontrar. Somente quando saía do lago, enxergava novamente o colar no fundo. Mais alguns dias tentando e percebeu que estava doente de tanto engolir água suja. Deitou com as costas no chão e, olhando para o alto, viu o colar pendurado no galho de uma grande árvore. Voltando a olhar para o lago, constatou que a imagem da preciosa joia refletia na água.

Sem forças para subir nos galhos e apanhar o colar, continuou deitado, pensando nas palavras do sábio: ‘Olhe mais para as coisas do alto’. Em pouco tempo, ele deixou de fixar os olhos no colar, passou a contemplar a beleza do céu, rezou, pediu perdão ao Criador e morreu em paz.

Quando os súditos do rei o encontraram, viram que seus olhos estavam arregalados para o céu. Tentando entender o que ele olhava antes de morrer, acharam o colar na árvore. Então, o bondoso monarca resolveu repartir a recompensa entre todos que procuraram a joia; e o bobo da corte ficou fora da lista! Mas, e na lista daqueles que entraram no Céu, será que ele não fez parte?

Você daria a sua vida para ganhar o Paraíso? Você pensou: ‘Talvez hoje não’. Acertei? Pois é, isso mostra que não confiamos plenamente nas promessas de Cristo! Se o Céu é um lugar onde corre leite e mel, onde não há tristeza e só tem gente boa, por que adiar tanto essa viagem? Aqui também é bom, não é mesmo? Sem pecados, concordo que sim.

Bem, prepare-se porque novas listas de pecados estão chegando: amigos que se reúnem para falar mal dos outros; pessoas que excluem os pobres da mesa farta; criaturas que não perdoam aqueles que erram... lista dos que vão para o purgatório... lista dos que não irão se salvar!

Se tiver juízo, reserve seu lugar em outras listas: daqueles que atendem os chamados de Deus; daqueles que amam o próximo; daqueles que lutam pela paz e pela justiça social... lista dos amigos do Sagrado Coração... lista dos devotos de Nossa Senhora... lista dos que buscam a salvação eterna!

Escreva o seu nome na lista que desejar, mas antes que ela seja divulgada. 

Nossos hobbies – 28 Novembro 2015

Quando eu era pequeno, gostava de cantar, jogar futebol, bater figurinhas, disputar partidas na mesa de botões e soltar pipas. Isso quase todo menino gosta; mas, hoje, percebo que dava preferência àquilo que melhor sabia fazer. Bolinha de gude e pião, por exemplo, ficavam em segundo plano porque eu sempre perdia. Ah, no pebolim, eu era bom também!

Esta introdução é importante para fundamentar que, quando criança, temos a tendência de fazer algo que mais sabemos e nos destacamos. Alguns diriam que são dons naturais de cada um e os levamos por toda a vida. Será? Já nascemos sabendo bater figurinhas? E jogar futebol de botões, não se aprende com muito treino?

Eu diria que cultivamos certos hobbies por diversos motivos: oportunidades, amizades, compromissos, habilidades, interesses, determinação, tempo, aptidão física etc. A cada época, incluímos ou excluímos algumas atividades principalmente por critérios pessoais e condições de saúde.

Já não vejo sentido ficar batendo figurinhas todo dia para me divertir. Jogar futebol, até que eu gostaria, mas os problemas que tive nas pernas já não permitem mais. Enfim, tudo tem o seu tempo e poucos hobbies ficam conosco para sempre. Aqueles que permanecem, às vezes são decorrência de outros mais antigos e muito cultivados.

Na infância, eu morava em São Paulo e escrevia dezenas de cartas a parentes de Monte Sião; hoje, continuo gostando de escrever e sirvo a Deus em artigos e livros católicos. Também continuo cantando, com mais responsabilidade!

E a fé, onde entra nessas histórias? Primeiro, é um dom teologal que recebemos no batismo, juntamente com a esperança e a caridade. Segundo, como diz São Tiago: ‘A fé sem obras é morta!’ Portanto, precisamos exercitar a fé guardada no coração e, muito mais que um hobby, ela se manifesta pelo amor em diversas situações.

Sabemos que, na família, toda atitude cristã dá frutos, mais cedo ou mais tarde. Os bons exemplos de fé que herdamos dos pais e passamos aos filhos podem ser verdadeiros canais de graça por muitas gerações. E não há nada de errado em dizer que tenho o hobby de rezar o Terço. Rezando com fé, quando mais, melhor. Podem chamar de hobby, de costume, de mania, de vício... é a mesma coisa.

E agradeço a Deus por permitir que eu lesse a Bíblia diversas vezes quando jovem. Suas Cartas de Amor continuam me ajudando a caminhar com dignidade cristã. Ah, e quando eu ia à missa, lembro perfeitamente que alguns colegas ficavam andando de bicicleta. Um deles, o Nelsinho, está morto há anos!

É claro que não podemos generalizar as conclusões por algum fato isolado, mas vejo claramente que há alguns hobbies melhores que outros: dançar é gostoso e não faz mal a ninguém; matar passarinhos é covardia; assistir filmes pornográficos prejudica o próprio espírito; gastar dinheiro votando no Big Brother é um grande desperdício que poderia socorrer um pobre morrendo de fome...

O importante é saber adequar os nossos hobbies aos chamados de Deus a cada dia. Eu gosto muito de assistir filmes, mas não o faço quando tenho reuniões de pastorais. E você, tem algum hobby que o está afastando de Jesus Cristo?

“Era uma vez três irmãos que moravam juntos. O mais velho vivia trabalhando; o do meio passava o dia rezando; e o mais novo, pescando. Um dia, o irmão trabalhador adoeceu e, por recomendação médica, tinha que se distrair na pesca. O caçula gostou da ideia porque passou a ter companhia todos os dias, e o irmão do meio sentiu necessidade de rezar ainda mais pelos outros dois.

Alimento em casa não faltava, pois os peixes chegavam fresquinhos toda tarde, mas as contas começaram a atrasar. Certa noite, os três conversaram e decidiram comercializar parte da pesca. O irmão que rezava começou a ajudar na venda dos peixes, porém, os pescadores não queriam mais vê-lo rezando enquanto as dívidas não fossem pagas.

Com as brigas diárias, a saúde do mais velho piorou e ele veio a falecer. Só então os outros irmãos perceberam que precisavam se unir na fé e no trabalho para vencer as dificuldades. A pesca, que antes era um hobby, passou a ser a principal fonte de renda, e a oração, que era desnecessária ao irmão pescador, lhes proporcionava paz e os sustentava na esperança de uma vida melhor. Mas foi preciso alguém morrer para que isso acontecesse!”

Da mesma forma, assim caminha a humanidade: uns dão valor àquilo que não traz salvação, outros rezam demais, e há aqueles que só sabem criticar porque não são capazes de ajudar em quase nada!

Ter um hobby saudável é bom, manter um hobby em favor da vida é melhor ainda; mas, insistir num costume que leva ao pecado é burrice. Como ninguém admite crescer em ignorância ano a ano, nada melhor do que mostrar grande sabedoria se aproximando mais do Mestre dos mestres. Eu tenho o hobby de rezar o Terço sempre. Quer se unir a mim para incorporar mais essa bela virtude em sua vida!

 

É isso aí! – 20 Novembro 2015

 

Alguns artigos que repasso são escritos meio às pressas por falta de tempo; então, eu penso: ‘Quanta gente tem coisas lindas para dizer e faltam oportunidades!’ Daí, procuro fazer o melhor que posso para honrar o privilégio que Deus me concede. 

E é também por isso que uso este espaço para contar histórias de outros autores, escrever mensagens de pessoas que nem conheço, elogiar atitudes de amigos, relatar homilias de sacerdotes etc. Tenho certeza que muita coisa vem até mim por vontade Divina e estavam reservadas para preencher esta página. 

Hoje, por exemplo, um dia, quando me preparava para escrever um novo artigo, vi sobre a mesa este texto de minha filha:

“Olá, Margarida, tudo bem? Meu nome é Soraia, sou amiga da Thalita, nós tivemos em comum a grande paixão pela dupla Sandy e Júnior... hehehe. Minha mãe se chama Fátima, ela vai dar uma palestra sobre o perdão e, através dela, eu soube que você iria fazer o cursilho. A gente não se conhece, mas mesmo assim eu gostaria de lhe escrever uma carta, pois, em minha experiência no Jovisa, vi o quanto é importante recebermos uma carta de alguém.

Bom, primeiramente, quero desejar que você faça uma ótima experiência em sua vida aí no cursilho, pois é realmente um encontro com Cristo; embora eu ainda não tenha feito, não tenho dúvidas disso! Todos que saem daí ficam maravilhados, são imensamente tocados por Ele, e com você não será diferente, porque Jesus ama a cada um de nós independente de nossos atos ou nossa raça.

O mundo anda muito cruel, não é mesmo? Não temos mais oportunidades de sermos ‘felizes’ se não formos fisicamente bonitas, ricas e viciadas num cigarrinho ou num sexo sem compromisso. É isso que o mundo espera de nós! Mas, será que somos realmente felizes agindo desta maneira? Será que uma pessoa idosa ou de origem humilde e sem beleza física não tem o mesmo direito à felicidade? Isso é uma coisa que me deixa muito triste hoje em dia, sabe.

Eu ligo a televisão e o que vejo? Nem é preciso dizer, né? Infelizmente, o nosso país retrata somente prostituição, somos vistos como seres descartáveis nos quatro cantos do Planeta. Carnaval não deveria existir, é uma perdição total! E o mais triste é que não precisava ser assim: poderiam dançar o mesmo axé com letras menos vulgares, poderiam ‘cair na folia’ sem ter que beijar qualquer um, poderiam festejar sem necessidade de preservativo.

Essas coisas mundanas me deixam profundamente magoado, eu tenho até medo de pôr um filho no mundo, pois não quero que ele veja o que estamos vendo, não quero que ele sofra como estamos sofrendo. Isso sem contar a violência que está cada vez mais absurda, inúmeras pessoas morrem sem saber o porquê, bandidos matam e dormem tranquilos, políticos usam o dinheiro dos miseráveis pra se divertirem com suas amantes... é vergonhoso!

Estou relatando tudo isso, não pra deixa-lo triste, mas pra lhe dizer que aí dentro você verá que nem tudo está perdido, que ainda existe alguém que pode transformar todo esse joio em trigo: Jesus! Ah, e não podemos nos esquecer daquela que, com todo amor, nos carrega nos braços: Maria! Jesus e Maria, a dupla infalível!

A única coisa que lhe peço é que você leve ao mundo tudo aquilo que vivenciar no cursilho: leve esperança, leve alegria, leve amor ao próximo, pois essa é a maior caridade que podemos fazer aqui na Terra. Deus não se importa se estamos desempregados, se temos poucos dólares na carteira, se temos um passado negro, se cometemos uma falha imperdoável aos olhos humanos, se não temos medidas de modelo... Deus ama na essência, ama nosso interior, valoriza aquilo que somos por dentro, ama com verdadeiro amor.

Deus quer renovar a sua vida, desde que você O leve para onde for. E esteja pronto para provações, sem desanimar. É como diz a música: ‘segura na mão de Deus e vai’. É muito triste quando alguém só procura Deus quando está gravemente doente. Deus não é uma ‘aspirina’, Ele não quer ser lembrado apenas nos momentos de aflição. Ele quer estar conosco na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, em todos os momentos da nossa vida!

Desde já, desejo a você uma vida de muitas alegrias, pois, para Ele, nunca é tarde pra recomeçar! Com o sangue de Jesus, tudo pode ser mudado! Um forte abraço, Soraia Labegalini.”

Lendo isto, um amigo do Nordeste concluiria: ‘Prooonto!’. E o pai do meu genro, lá do Sul, diria, como de costume: ‘É isso aí!’. E eu também quero opinar: ‘Matou a pau!’.

Se soubéssemos o quanto Deus insiste para vivermos no Seu amor, estaríamos aproveitando os ensinamentos do cursilho desde criança! Veja esta história que a consócia Odete me contou certo dia no encerramento das missões vicentinas:

“Um homem chegou ao Céu e imediatamente recebeu os parabéns de Jesus por tê-Lo servido por muitos anos. E conversaram:

- Mas quando foi que lhe servi, Senhor?

- Aqueles pães que você dava ao pobre na porta de sua casa, eu mesmo, em pessoa, os recebia.

- Nossa! Por misericórdia, perdoe-me! Se eu soubesse que era o Senhor, teria passado manteiga!”


Nada além do possível - 12 Novembro 2015

Um imperador viu-se diante de três dúvidas ao planejar uma atividade: Qual o tempo ideal para iniciar um planejamento e não deixar nenhum arrependimento? Que tipo de pessoa é mais necessária para ajudar? Qual é o ponto mais importante em qualquer planejamento?
O imperador ficou muito interessado em saber as respostas, pois, com isso, poderia caminhar com sucesso na vida. Então, ele mandou anunciar em todo o país uma grande recompensa àquele que lhe ensinasse as respostas corretas.
Depois de muitas tentativas, o soberano encontrou-se com um sábio e teve os esclarecimentos que tanto buscava: ‘O tempo ideal é este exato momento; a pessoa mais importante é aquela com quem está se relacionando mais; e o melhor trabalho é servir o próximo, fazendo-lhe o bem’.
Assim, o imperador ficou sabendo que o importante é o dia de hoje, pois nele está contido todo o futuro de realizações. Da mesma forma, não existe uma pessoa especial em algum lugar. Não são as pessoas de poder, de fortuna ou eruditas as mais preciosas. Uma pessoa com quem a gente está se relacionando agora é a que mais poderá ajudar. E sábio é aquele que consegue valorizar cada pessoa que se encontra em seu redor, considerando sua melhor característica.
Servir a todos é o caminho para conquistar a confiança desejada. Mesmo que seja uma pessoa simples, se deixa uma história para o bem do seu povo, é alguém que pode ser considerada imperadora da vida. Nada disso é impossível, concorda?
Eu tive uma experiência ímpar anos atrás na nossa Conferência de Vicentinos. Cheguei dizendo que se ninguém quisesse aceitar ser o novo presidente, eu iria sugerir que o grupo fosse extinto e cada um se unisse a outra conferência que desejasse. Há muito tempo vinha comentando que, devido minhas inúmeras atividades, jamais aceitaria a presidência.
Mesmo sem candidato, fizemos a eleição e acabei sendo o mais votado. Pensei em repetir tudo o que já havia dito, mas me emocionei, não tive força para frustrar aqueles que esperavam um pouco mais de esforço no meu trabalho, e acabei aceitando. Fiquei sobrecarregado por três anos, mas tenho certeza que recebi muitas bênçãos nessa caminhada. Com amor e oração, nada foi impossível.
Outra antiga história se refere a um rei da Tartária, que foi pescar acompanhado pelos nobres da corte. No caminho, cruzaram com um andante que proclamava em voz alta:
- Aquele que me der 100 dinares, retribuirei com um conselho que lhe será extremamente útil.
O rei disse ao homem:
- Que bom conselho poderá me dar em troca?
- Senhor, primeiro providencie os dinares e imediatamente o aconselharei.
O rei assim o fez, esperando dele alguma coisa realmente extraordinária; mas, o andante se limitou a dizer:
- Meu conselho é: ‘Nunca comece nada sem ter pensado no resultado final daquilo que está para fazer’.
Ao ouvir essas palavras, os nobres riram com gosto, comentando que o ‘conselheiro’ tivera razão ao tomar o cuidado de pedir o dinheiro adiantado.
- Vocês não têm razão em rir do excelente conselho que acabo de receber - disse o rei. - Certamente, ninguém ignora o fato de que se deve pensar antes de fazer alguma coisa; mas, todos nós cometemos o erro de desprezar isso, e as consequências são trágicas! Darei muita atenção ao conselho desse homem.
Procedendo de acordo com suas palavras, ele decidiu escrever o conselho com letras douradas nos muros do palácio e até gravá-lo em sua bandeja de prata. Dias depois, um cortesão ambicioso concebeu a ideia de matar o rei. Para tanto, subornou o cirurgião real com a promessa de nomeá-lo primeiro-ministro se introduzisse uma agulha envenenada no braço da majestade.
Quando chegou o momento de colher sangue do rei, a bandeja de prata foi colocada sob o seu braço, e o cirurgião não pode deixar de ler: ‘Nunca comece nada sem ter pensado no resultado final daquilo que está para fazer’.
Então, o cirurgião deu conta de que se fizesse o que o cortesão lhe tinha proposto e este subisse ao trono, simplesmente sua ambição poderia executá-lo antes de cumprir o trato. O rei, percebendo que o cirurgião estava tremendo, perguntou o que havia de errado com ele. Descoberto o complô, o cortesão foi preso e o rei passou a perguntar aos nobres:
- Ainda riem daquele conselheiro andante?
Pois é, isso completa a história anterior. Não só devemos iniciar rapidamente o que precisamos fazer, mas também contarmos com pessoas de boa vontade, servindo o próximo e avaliando os melhores resultados das nossas ações.

 

5 Novembro 2015

O CONSULTOR - 5 Novembro 2015

 

               “Um pastor de ovelhas estava cuidando de seu rebanho quando surgiu na estrada uma caminhonete linda, toda equipada. O veículo parou na frente do simples velhinho e logo desceu um homem com cerca de 30 anos, terno preto, camisa branca bem passada, gravata italiana, sapatos bicolores, e disse:

 

               - Amigo, se eu adivinhar quantas ovelhas tem no pasto, o senhor me dá uma?

 

               - Sim - respondeu o pastor meio desconfiado.

 

               Então, o homem pegou um computador, conectou via celular à internet, entrou no site da NASA, identificou a área do rebanho por satélite, calculou a média histórica do tamanho de uma ovelha daquela raça, baixou uma tabela do Excel com execução de macros personalizados e, depois de meia hora, disse ao velho:

 

               - O senhor tem 1324 ovelhas e, um detalhe: quatro podem estar grávidas!

 

               O pastor admitiu que estivesse certo. Como havia prometido, disse que poderia levar uma das ovelhas. O homem da cidade pegou o bicho e o levou à caminhonete. Quando estava saindo, o velho perguntou:

 

               - Desculpe, mas se eu adivinhar sua profissão, o senhor me devolve o animal?

 

               Duvidando que acertasse, o requintado cidadão concordou.

 

               - O senhor é consultor.

 

               - Incrível! Como adivinhou?

 

               - Por quatro razões: primeiro, pelo seu exibicionismo; segundo, veio sem que eu o chamasse; terceiro, me cobrou para dizer algo que eu já sabia; e quarto, nota-se que não entende nada do assunto que conversamos. Agora, por favor, devolva o meu cachorro!”

 

               Caro leitor, não se ofenda se você for consultor porque eu também sou e discordo da conclusão da história; mas, não é isso o que importa neste texto. Quero enfocar quem deve ser o nosso maior consultor na vida. Você já escolheu o seu? Tem argumentos para não trocá-lo por nenhum outro?

 

               Eu sei que alguns bons atributos do meu consultor são: tem muito amor para dar, possui sabedoria infinita, já venceu todas as tentações que poderiam desviá-lo do melhor caminho, comunga com a verdade, não concorda com o materialismo, nem com o poder ou o prazer pecaminosos. Ah, também não cobra nada dos ‘clientes’, muito pelo contrário, recompensa muito bem quem o ‘contrata’. Já deu para saber quem é, não? Com todas estas qualidades, Ele fica sem concorrentes no mercado.

 

               É importante lembrar que para nos aproximarmos mais de Deus e, por Sua graça, termos uma vida nova fundamentada no amor. Por 40 dias, Jesus foi tentado no deserto, não caiu e foi exaltado pelo Pai. As tentações que sofreu tiveram as dimensões: material, espiritual e afetiva. Como Ele as venceu, você sabe?

 

               A Bíblia nos diz que foi pela Palavra, pela obediência aos Mandamentos e também pela Sua humildade. E nós, hoje, comungamos com a maneira de ser e de viver de Jesus Cristo? Conseguimos renunciar os bens materiais em excesso e temos fé adoradora para sermos guiados pelo Espírito Santo?

 

               Vencer as tentações é um desafio para ser aceito com Cristo no coração. Dessa forma, a consultoria que nos ajuda a discernir o bem do mal sempre estará presente e a vitória virá! A morte, que tanto nos amedronta, não é a principal perda na vida; muito maior é o amor que morre dentro de nós enquanto vivemos.

 

            Não nos esqueçamos que temos uma grande missão cristã: promover a vida do irmão. Para isso, precisamos reconhecer que somos pecadores, limitados em nossas ações e, sabiamente, devemos correr atrás de um grande Consultor - que nos ajude a caminhar com dignidade fraterna.

 

            Uma segunda história relata a viagem de outros dois consultores: “Um advogado e um economista. Quando tiveram que passar por uma região alagada pela chuva, recorreram a um barqueiro e iniciaram a travessia a remo. Querendo contar vantagem perto do homem da roça, o advogado disse-lhe:

 

            - Você entende de leis?

 

            - Não, senhor. Eu não pude estudar porque precisei trabalhar desde criancinha.

 

            - Pois, saiba que você perdeu metade da sua vida! Hoje em dia, quem não conhece as leis deste país morre mais cedo - falou o advogado.

 

            E para não ficar fora da conversa fiada, o economista disse ao barqueiro:

 

            - Fazer contas você sabe, caboclo?

 

            - Sei não, meu senhor. Eu confio nas pessoas que pagam pelo meu trabalho.

 

            - Essa é boa! - caiu na gargalhada o economista. - Tenho certeza que você já perdeu metade da sua vida confiando nos outros.

 

            De repente, um enxame de abelhas passou por eles. No desespero de não serem picados, começaram a se debater e o barco virou. Ouvindo os gritos de socorro dos consultores, o barqueiro perguntou:

 

            - Vocês não aprenderam a nadar na correnteza? Então, perderão a vida inteira!”

 

De história em história, de testemunhos alegres e tristes que ouvimos, ganhamos experiência para concluir que ninguém melhor do que Jesus Cristo para ser o nosso Consultor eterno. O que foi dito por Ele, pode confiar!


29 Outubro 2015
COMEÇO, MEIO E FIM – 29 Outubro 2015

Muita gente diz que tudo na vida tem começo, meio e fim; mas, para nosso próprio bem, algumas coisas nunca podem chegar ao fim. Imagine se deixarmos de ter paciência, ou deixarmos de perdoar, ou de falar a verdade... Tudo aquilo que se fundamenta no amor, não pode acabar. 

Na teoria, isso funciona bem e acredito que dificilmente alguém discordaria; mas, na prática, a realidade muda completamente. Ao invés das pessoas preencherem seus corações com sentimentos de amor, reservam espaço para o egoísmo, a vaidade e a ambição. Então, os frutos desses pecados serão: a exclusão, a inveja, a mentira, o consumismo, a raiva etc.

Sem falar de religião é quase impossível convencer alguém a valorizar o amor ao próximo em qualquer circunstância; por isso, dizemos que ‘quem não se aproxima de Deus por amor, vai pela dor’. E quanta gente precisou chegar ao fundo do poço para crescer em espiritualidade! Conversando com um amigo esta semana, eu disse que todos os seus problemas de relacionamento no casamento acabariam se fizesse o cursilho. Ele me respondeu que o matrimônio já está quase no fim e fica difícil recomeçar.

De minha parte, continuarei insistindo e rezando; porém, não posso forçá-lo a fazer o que não quer. Fico triste nesses casos porque tenho certeza que, se aceitasse ajuda espiritual, tudo se resolveria em pouco tempo e poderia experimentar a verdadeira felicidade em família. São situações que podem não ter um final feliz sem um adequado início na fé cristã. 

         “Aquele que come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”, disse Jesus (Jo 6, 55). Que exemplo maravilhoso de um bom começo para chegarmos a um resultado maravilhoso, concorda? Acontece que também o percurso é fundamental para nos salvarmos. Por exemplo: você começa a se desculpar quando precisa praticar o terceiro Mandamento, ou empaca já no quinto Pecado Capital? 

Recordando, eis os Sete Pecados Capitais: Gula, Avareza, Soberba, Luxúria, Preguiça, Ira e Inveja. E os Dez Mandamentos: 

1º – Amar a Deus sobre todas as coisas 

2º – Não tomar o seu santo Nome em vã 

3º – Guardar domingos e dias de festa 

4º – Honrar pai e mãe 

5º – Não matar 

6º – Não pecar contra a castidade 

7º – Não furtar 

8º – Não levantar falso testemunho 

9º – Não desejar a mulher do próximo 

10º – Não cobiçar as coisas alheias 

Tenha convicção de que não é preciso ser santo para se comprometer com tudo isso, basta acreditar nas promessas de Cristo. E se o seu problema não é deixar de cumprir o quinto Pecado Capital, nem o terceiro Mandamento, então, está sempre lendo a Bíblia e ouve atentamente a Palavra de Deus nas missas, certo? Se isto for verdade, não me resta muito a dizer, aliás, tenho muito a aprender com você. 

Mas, se não for bem este o seu caso, concordo que fugir das tentações não é muito fácil; contudo, existem meios que nos ajudam a evitá-las. Antes de fechar o assunto, deixe-me contar uma pequena história: 

“Num imenso castelo, havia um velho trancado no porão – amargando uma pena perpétua. Todos os dias, quando o guarda da noite passava pelo corredor, o pobre velho lhe implorava clemência, dizendo que era inocente e que já não aguentava mais aquela triste e impiedosa solidão. 

Comovido com a dor do prisioneiro, o guarda resolveu secretamente soltá-lo. Assim que foi aberta a porta do cárcere, o velho se transformou imediatamente em Satanás e partiu para infernizar a vida de famílias da região. 

Inconformado com a maldade praticada, o guarda passou a caçá-lo por toda parte durante o resto de sua vida, até conseguir aprisioná-lo novamente no porão do castelo. E, já velho para continuar no trabalho, o redimido guarda resolveu então se aposentar, mas primeiro recomendou ao seu sucessor que jamais soltasse o perigoso prisioneiro. 

E o novo guarda foi sendo tentado pelas lamentações do encarcerado até que acabou libertando-o também. Quando percebeu que fora enganado, passou vários anos perseguindo o destruidor das famílias cristãs. E de guarda em guarda, mentira em mentira, esta história até hoje não tem um final feliz.” 

Agora, pense por um instante: você já fez o papel de um desses guardas da história? Eu também já me ‘vesti de guarda’ e libertei Satanás várias vezes, mas precisamos continuar insistindo em ajudá-lo em suas maldades? 

De minha parte, procuro mantê-lo bem preso num lugar onde quase nunca preciso chegar perto. E sabe qual é o meu segredo para ficar longe desse terrível inimigo? É simples: trabalho sempre contra os seus objetivos para deixá-lo bem furioso; assim, evito vê-lo com ‘pele de cordeiro’ – como o via quando fazia o papel de ‘guarda do castelo’. Imagine o estrago que ele faria na minha família se lhe desse a liberdade que deseja! 

Eis alguns conselhos que lhe dou para não ser atacado pelas forças do mal: comece rezando um pouco mais, continue participando das celebrações na Igreja, faça caridade e, como recompensa, verá a face de Jesus Cristo um dia. Este sim será um final feliz!

23 Outubro 2015
A
onde iremos nós?
No século XVII, Jesus apareceu a uma jovem para transmitir sua mensagem. Nascida na França, Margarida Maria teve uma infância sofrida, pois era órfã de pai e, muito nova, pegou uma estranha doença que só a deixou depois de fazer voto à Santíssima Virgem e ser uma de suas filhas religiosas. Começou, então, adorar o Santíssimo Sacramento e ter revelações divinas: “Eis aqui o Coração que tanto amou os homens, até se esgotar e consumir para testemunhar-lhe seu amor e, em troca, não recebe da maior parte senão ingratidões, friezas e desprezos”.

As muitas mensagens insistiram num maior amor à comunhão nas primeiras sextas-feiras do mês e à hora santa em reparação dos pecados da humanidade. A santa, portanto, recebeu a missão de espalhar pelo mundo a devoção ao Sagrado Coração, ofendido pela ingratidão dos homens. Foi perseguida, tachada de alucinada, até que a Providência colocou em seu caminho o jesuíta São Cláudio La Colombière, que lhe deu orientação e conseguiu fazer com que sua mensagem começasse a ser vista com outros olhos.

Pouco a pouco, essa mensagem foi se impondo e se espalhou por toda a Igreja. O Papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus e Pio XII recomendou esta devoção. Santa Margarida Maria faleceu aos 43 anos e foi canonizada em 1920.

Eis as promessas que recebeu de Jesus e que encantam a todos quando cantamos nas missas:

1. Darei às almas dedicadas a meu Coração, todas as graças necessárias à sua vida;

2. trarei e conservarei a paz em suas famílias;

3. consolá-los-ei em todas as suas aflições;

4. ser-lhes-ei refúgio na vida e principalmente na morte;

5. lançarei bênçãos abundantes sobre os seus empreendimentos;

6. os pecadores acharão em meu Coração a fonte de misericórdias;

7. as almas indecisas tornar-se-ão fervorosas;

8. as almas fervorosas elevar-se-ão a uma alta perfeição;

9. a minha bênção pousará sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem do meu Sagrado Coração;

10. darei aos sacerdotes o poder de tocar os corações mais endurecidos;

11. as pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre em meu Coração; e

12. a todos que comungarem nas primeiras sextas-feiras, em nove meses seguidos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

Hoje, infelizmente, poucos propagam estas promessas. Se, ao menos, os mais pecadores confiassem no Sagrado Coração, com certeza iriam recebendo graças maiores a cada dia até se tornarem fervorosos devotos. E uma devoção fiel nos leva a expor a imagem de Jesus em lugar de destaque no nosso lar.

Eu O mantenho ao lado do Imaculado Coração de Maria no móvel mais visível da sala de entrada do meu apartamento, porém, ao lado, fica a televisão que transmite as maiores crueldades de todos os tempos. O respeito pela vida do próximo já deixou de ser prioridade; a violência das armas mata inocentes em plena luz do dia; a integridade moral dos governantes não pode ser levada a sério; enfim, o amor está escasso na raça humana!

Aonde iremos nós?

Ninguém garante que a camada de ozônio irá nos proteger por mais alguns séculos, nem é possível afirmar que teremos água potável em abundância nas futuras gerações e, muito menos, que os grupos armados serão controlados nos próximos anos! Se não confiarmos na providência Divina, que esperança nos resta?

Somente a fé nos coloca em sintonia com Deus, nos livra dos piores pecados, nos mantém esperançosos em dias melhores, recompõe em nós a paz de espírito e nos ajuda a caminhar com dignidade cristã para um mundo melhor. Sem fé e obras de caridade, nada disso é possível.

Ainda bem que nem tudo é tristeza nos fatos cotidianos. Tanto na televisão quanto na internet, rolam coisas bonitas que nos fazem crescer na fé. Leia este parágrafo abaixo:

Não espere um sorriso para ser gentil; não espere ser amado para amar; não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de um amigo; não espere o melhor emprego para começar a trabalhar; não espere ter muito para partilhar; não espere a queda para lembrar de um bom conselho; não espere a dor para acreditar na oração; não espere ter tempo para poder servir; não espere a mágoa do outro para pedir perdão; nem espere a separação para se reconciliar. Não espere, porque você não sabe quanto tempo tem.

Linda orientação, não? Mas precisamos lembrar que algumas pessoas colocam todas as suas esperanças em coisas passageiras e vivem se frustrando. Na Sagrada Escritura, Jeremias diz o quanto é bendito o homem que confia no Senhor; Paulo afirma que quem está com Cristo nada precisa temer; Lucas comprova que até no sofrimento é possível ser feliz quando fugimos do pecado e colocamos a nossa esperança em Deus. Portanto, estes são os caminhos abençoados que devemos seguir hoje e sempre.

EM TUDO DAI GRAÇAS – 15 outubro 2015

Blasfemar nunca foi um de meus pecados. Em todas as dificuldades que vivi – e não foram poucas! –, continuei rezando e agradecendo pelo dom da vida, sempre com esperança de receber mais uma grande graça. Tenho dito às pessoas aflitas que, perseverando na fé, um dia irão entender os motivos das provações que estão passando.

Eu também não poderia imaginar em 1983 que, ao perder uma menina na semana do parto de minha esposa, seríamos tão abençoados três anos depois. O Alexandre, nosso terceiro filho, chegou para comprovar o presente que recebemos ao acreditar no amor de Jesus Cristo. Hoje, temos uma filha que intercede por nós no Céu e outros três conosco aqui na Terra – tudo pela graça de Deus!

Há uma história de um professor que pediu para os alunos levarem batatas e sacolas de plástico na aula.  No dia seguinte, ele os orientou a separarem uma batata para cada pessoa que sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro das sacolas. Algumas ficaram muito pesadas, e a tarefa consistia em, durante algumas semanas, levarem a todos os lugares as sacolas com batatas.

Naturalmente, o aspecto das batatas foi se deteriorando com o tempo e o incômodo de carregar as sacolas mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona. Ao colocarem a atenção nas batatas para não esquecê-las em nenhum lugar, os alunos também deixavam de priorizar outras coisas que eram importantes para eles.

Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter consigo a dor, a raiva e a negatividade. Principalmente quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o estresse e tirando nossa alegria. Rezar, perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a felicidade.

E após algumas semanas, o professor disse aos alunos que poderiam ir jogando fora as batatas que tivessem os nomes das pessoas que deixaram de ter ressentimentos. Mas, para isso, teriam que tomar a iniciativa de procurar cada desafeto e pedir ou dar o seu perdão. Com o tempo, muitos sacos ficaram quase vazios e, rapidamente, outros se esvaziaram completamente!

Da mesma forma, aprendendo a dar graças a todo momento, estaremos deixando de colocar ‘batatas’ nas nossas sacolas espirituais. E como é bom estar em paz com a consciência e sorrir para a vida, não é mesmo? Eu me lembro que, antigamente, saía do caminho de algumas pessoas para não precisar cumprimentá-las, e ainda dizia: ‘Perdi o meu dia hoje!’. Na verdade, eu perdia o dia, sim, mas por deixar de perdoar e de receber mais graças do Céu.

Com a experiência e a espiritualidade de hoje, se eu tivesse que orientar você a viver com alegria e ser mais abençoado a cada momento, diria assim:

1. Afaste-se dos pecados e das pessoas vingativas. 

2. Não reclame e não fale mal dos outros.

3. Cultive a alegria, o riso, o bom humor.

4. Evangelize mais o ambiente de trabalho e a sua casa.

5. Esteja sempre pronto a colaborar com as necessidades alheias.

6. Surpreenda as pessoas com convites para participar de orações.

7. Faça tudo com sentimento de amor e sem ressentimentos.

8. Ande com algum sinal de fé em você: terço, imagem na corrente, oração na carteira etc.

9. Confesse-se e comungue regularmente.

10. “Dai graças pelos dons que Deus lhes deu.”

Albert Einstein dizia: “Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto”. E Dom Helder Câmara, sabiamente completou: “Só sabe receber quem primeiro se dá”.

Portanto, dar graças é a condição necessária para receber graças e se doar ao próximo. A consequência disso, como todos sabem, é se aproximar do Reino de Deus. Existe coisa melhor do que isso? Quem já experimentou o imenso amor do Pai sabe que nada pode superar tamanha bondade! Mas, também gosto disto que li esta semana:

Se for para esquentar, que seja no sol. Se for para enganar, que seja o estômago. Se for para chorar, que seja de alegria. Se for para mentir, que seja a idade. Se for para roubar, que seja um beijo. Se for para perder, que seja o medo. Se for para cair, que seja na água. Se for para ter guerra, que seja de travesseiros. Se for para ter fome, que seja de amor. Se for para ser feliz, que seja o tempo todo.

Muito legal, porém, não custa dizer que, nas dificuldades, cada caso é um caso e os Dez Mandamentos devem prevalecer em qualquer situação. Quem obedece a Deus colhe os melhores frutos de todos os tempos. Pena que nem todos acreditam nisso e alguns até preferem viver no pecado. Se ao menos dessem graças de vez em quando, já seria um bom começo.


HISTÓRIAS DE FÉ - 10 Outubro 2015

Algumas graças que recebemos de Deus são tão maravilhosas que às vezes chego a pensar:

- Será que as merecemos? Até quando Ele nos dará novas oportunidades para nos arrependermos dos pecados e pararmos de ofendê-Lo? Por que não abrimos diariamente a Bíblia e constatamos a declaração de amor eterno d’Ele por nós?

Numa manhã de quarta-feira, 13 de setembro de 1999, encontrei o amigo Juarez na farmácia e conversamos sobre o Terço dos Homens daquela noite. Ele me disse que iria fazer o possível para comparecer porque não participava havia algum tempo daquele lindo momento de oração. Eu lhe respondi que talvez não fosse estar presente porque estava meio incomodado com pedras nos rins.

Nenhum dos dois apareceu na Capela de Nossa Senhora da Agonia naquela noite; mas, uma semana depois, nos encontramos lá, antes do santo Terço e cada um com uma graça para contar. Disse-me ele que, havia uma semana atrás, acabou não vindo rezar porque ficou sabendo da morte de um tio e precisou viajar.

Na viagem, chegando à noite e com chuva na Avenida Marginal de São Paulo, o para-brisa do carro deixou de funcionar. Depois de andarem muito no meio do trânsito, ele e a esposa começaram a se apavorar ao perceberem que haviam passado a saída da BR 116 - que entrariam - e já estavam na via Castelo Branco - com o primeiro retorno a 20 quilômetros adiante...

Foi quando ele parou o carro e disse a Nossa Senhora: ‘Se a Senhora me ajudar a sair dessa, eu prometo que nunca mais falto no Terço.’ Assim que fez o pedido, o para-brisa voltou a funcionar e não enguiçou mais até o seu destino! Um relato maravilhoso, não?

De minha parte, eu disse a ele que, através de uma urografia excretora, haviam sido confirmadas quatro grandes pedras no meu rim direito e, naquele dia em que conversávamos - uma semana após o primeiro exame -, eu havia me submetido a uma ultrassonografia e... apenas uma pedra minúscula estava no rim!

Segundo o médico urologista que me atendeu, foi espantoso as pedras terem sido eliminadas sem que eu tivesse tido pelo menos um pouco de dor. Como realmente eu não senti nada, sei que - mais uma vez! - fui abençoado por Nossa Senhora, que pediu a Jesus que me curasse.

É por esta e outras que continuo me esforçando para ser digno de tantas graças que recebo em família. Talvez um dia eu deixe de questionar:

- Será mesmo que as merecemos?

 

A vida é simples - 2 Outubro 2015
Sherlock Holmes e Dr. Watson foram acampar. Depois da refeição e de uma boa garrafa de vinho, deitaram-se para dormir na barraca. De madrugada, Holmes acordou e cutucou seu fiel amigo: 

– Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.

– Vejo milhares e milhares de estrelas.

– E o que isso significa?

Watson pondera por um minuto, depois responde:

– Astronomicamente, significa que há milhares de galáxias e bilhões de planetas. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar. Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e insignificantes. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correto?

– Watson, seu idiota, significa apenas que alguém roubou nossa barraca!

Essa história serve para mostrar que a vida é simples, nós é que temos a mania de complicar. E a complicamos porque julgamos e tomamos decisões erradas. As melhores decisões ocorrem quando:

– temos suficiente conhecimento do assunto;

– possuímos experiência pertinente ao fato; e

– raciocinamos com equilíbrio e responsabilidade.

Ser o mesmo na alegria e tristeza, afeto e raiva, coragem e medo, não é fácil, mas necessário e fundamental àqueles que têm nas mãos o destino de outras pessoas. Alguns exemplos, reais ou não, às vezes falam mais alto em nossa memória do que a própria teoria pregada sobre o assunto. Eis um fato bíblico:

“Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: ‘Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. Moisés mandou-nos na Lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu a isso?’ Perguntavam-lhe isso a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra. Como eles insistiam, ergueu-se e disse-lhes: ‘Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra’. Inclinando-se acusados pela própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele.” (Jo 8, 3-9)

Assim como este, a história nos tem mostrado um grande número de fatos retratando decisões acertadas, importantes e oportunas. Refletindo em cada caso, nossa conduta pessoal pode ser melhorada. Eis algumas conclusões que tiraram por nós:

Calar sobre sua própria pessoa, é humildade. Calar quando se vê o defeito do outro, é caridade. Calar quando a gente está sofrendo, é heroísmo. Calar diante do sofrimento alheio, é covardia. Calar diante da injustiça, é fraqueza. Calar quando o outro está falando, é delicadeza. Calar quando o outro espera uma palavra, é omissão. Calar e não falar palavras inúteis, é penitência. Calar quando não há necessidade de falar, é prudência. Calar quando Deus nos fala no coração, é silêncio. Calar diante do mistério que não entendemos, é sabedoria. Calar quando na escuridão da noite procuramos Deus e não o encontramos, é não saber procurar dentro do nosso coração. Ele sempre está conosco!

É muito simples entender que, até no silencio, a tomada de decisões é uma habilidade da mente humana que pode ser aprendida como qualquer outra habilidade; porém, a decisão do momento quase sempre depende da definição dada ao problema e do grau de risco assumido por quem a toma.

Há uma piada de um paraquedista que, não conseguindo fazer abrir o seu paraquedas durante um salto, pediu ajuda ao santo:

– Meu São Francisco, me ajude!

No mesmo instante em que uma mão lhe segurou no ar, ecoou uma voz perguntando:

– São Francisco de Assis ou de Paula?

O paraquedista aflito, apressadamente se decidiu:

– De Assis.

A mão que o segurava o soltou... e a voz lamentou:

– Sou ‘de Paula’.

Também em casos reais, muitas pessoas estão vivas graças às decisões acertadas que tomaram. Disse Santo Agostinho: “Deus não manda o impossível, mas, ao mandar, aconselha que faças o que podes e peças o que não podes”. E você, reza o suficiente para pedir ajuda a Jesus ou espera acontecer alguma complicação primeiro?

Fazemos escolhas desde que a gente se levanta até a hora de dormir. A gente escolhe esta ou aquela camisa, esta ou aquela calça, este ou aquele sapato... Na hora do almoço, escolhemos esta ou aquela comida, esta ou aquela bebida, doce ou frutas; porém, existem escolhas que são mais importantes do que o comer e o vestir.

Algumas escolhas se referem à religião, outras, ao tipo de vida – simples ou complicada –, e irão nos acompanhar para sempre. Em resumo, toda decisão depende de um sim ou não, contudo, o cuidado com que a tomamos determinará o nosso êxito – agora e na eternidade!

O silêncio de Cristo - 25 Setembro 2015
Uma antiga lenda norueguesa apresenta o episódio de um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida. Naquele lugar, havia uma cruz antiga e muitos vinham pedir a Cristo que fizesse algum milagre. Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-lhe um favor. Ajoelhou-se diante da cruz e disse:

– Senhor, quero padecer por vós. Posso substituir-vos na cruz?

O Senhor, então, abriu os lábios e falou mansamente:

– Meu servo, cedo ao teu desejo com uma condição. Aconteça o que acontecer e vejas o que vires, deves guardar sempre o silêncio.

– Prometo, Senhor! – respondeu Haakon.

Fizeram a troca e ninguém reconheceu o eremita na cruz. Durante muito tempo, ele conseguiu cumprir o compromisso sem dizer absolutamente nada. Certo dia, porém, chegou um rico e, depois de rezar, esqueceu ali a sua bolsa. Haakon viu e calou-se. Também não disse nada quando, duas horas mais tarde, veio um pobre e se apropriou da bolsa do rico.

Ainda não se manifestou quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois para pedir-lhe graças numa longa viagem. Nesse momento, porém, o rico tornou a entrar em busca da bolsa. Como não a encontrou, pensou que o rapaz teria se apropriado dela. Voltou-se para ele e interpelou com raiva:

– Dá-me a bolsa que me roubaste!

– Não roubei nenhuma bolsa!

– Não mintas; devolva-me já!

– Repito que não apanhei nenhuma bolsa!

O rico arremeteu-se furioso contra ele. Soou, então, uma voz forte: ‘Para com isso!’.

Olharam para cima e viram que a imagem falava. Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, defendeu o jovem e censurou o rico pela falsa acusação. Ficaram assustados e saíram correndo.

Então, Cristo dirigiu-se ao servo e disse-lhe:

– Desce da cruz. Não serves para ocupar o meu lugar porque não soubeste guardar silêncio.

– Mas, Senhor, como podia eu permitir essa injustiça?

Trocaram de lugar. Cristo voltou a ocupar a cruz e o eremita permaneceu diante dela. O Senhor continuou a falar-lhe:

– Tu não sabias que era conveniente para o rico perder a bolsa, pois trazia nela o cobiçado preço da virgindade de uma jovem. O pobre, pelo contrário, tinha necessidade desse dinheiro e fez bem em levá-lo inocentemente. Quanto ao rapaz que ia receber os golpes, suas feridas o teriam impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal: há minutos, o seu barco afundou e ele morreu. Tu não sabias; mas, eu sim. Por isso me calo.

Em seguida, o Senhor tornou a ficar em silêncio...

Pois é, muitas vezes nos perguntamos por quê Deus não nos responde. Por que Ele se cala? Gostaríamos que nos dissesse o que desejamos ouvir, mas Ele não o faz e apenas responde-nos com o silêncio. Deveríamos aprender a escutar esse silêncio até entender a resposta. O Divino silêncio é uma mensagem destinada a convencer-nos de que Ele, sim, sabe o que faz. Com quietude, diz-nos carinhosamente: ‘Confia em mim, sei o que é necessário fazer por você!’.

Infelizmente, ao invés do silêncio de Cristo, muitos preferem os sons contagiantes do pecado. Enquanto Jesus está solitário no sacrário, as novelas batem recordes de audiência! A profundidade da Palavra de Deus é quase totalmente desconhecida para muita gente, mas, quem dorme junto nas novelas todo mundo sabe e comenta.

Hoje em dia, aquele que aparece de repente na televisão mostrando o corpo e brigando a toda hora, vira ídolo e tem o direito de publicar bobagens em muitas revistas. Ao contrário, a voz de Cristo que ressoa na boca do Papa é pouco inserida nos principais meios de comunicação. Que mundo é este?

Um Big Brother Brasil dura aproximadamente três meses, e você sabe quanto custa eliminar cada candidato da casa? São feitos cerca de vinte e nove milhões de telefonemas; considerando trinta centavos cada ligação, teremos oito milhões e setecentos mil reais num só paredão! Para quem vai esse dinheiro?   

Além do mais, como disse José Neumari Pinto, da Rádio Jovem Pan: “O sábio público tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações. Aliás, algo muito natural para quem gasta mais de oito milhões numa noite, num país onde o cidadão vota para desclassificar um bobão ou uma bobona qualquer, mas não lembra em quem votou na última eleição”. Que tipo de cidadãos somos nós?

Quando a mega-sena acumula, enormes filas se formam nas portas das lotéricas, mas, quando divulgamos que uma família está passando fome, quase ninguém coloca a mão no bolso para ajudar. Por que será que as pessoas não entendem que apostar na loteria é dinheiro jogado fora, e visitar o pobre ajuda a viver eternamente no Céu?

São coisas como estas que mantém muitos corações fechados para ouvir os chamados de Deus. Quando nos confessamos e ficamos afastados do pecado, escutamos melhor a Palavra do Senhor: na Bíblia, nas missas, nas orações e na boca do pobre.

Portanto, é muito melhor o silêncio de Cristo – que nos faz refletir e crescer em espiritualidade. Só não o escuta quem não quer.

Espero que você possa... 14 setembro 2015 

PARTE 1:

Certa manhã, na redação da extinta Revista Manchete, o fundador Adolfo Bloch estava com sua equipe de fotógrafos olhando algumas imagens premiadas pelo mundo. Um dos profissionais comentou:

– Mas, também, o senhor tem que ver o equipamento deles! Só usam máquinas fotográficas de última geração – top de linha!

Bloch, então, respondeu:

– Ah, é? Você acha que a foto está boa por causa do equipamento?

E, tirando do bolso sua caneta Montblanc de ouro, disse:

– Toma, espero que você possa agora escrever um best-seller sem a ajuda de ninguém!

 

PARTE 2:

Em forma de poema, do Papa João Paulo II:

“Espero que você possa aceitar as coisas como elas são, sem pensar que tudo conspira contra você, porque parte de nós é entendimento, mas a outra parte é aprendizado.

Que você possa ter força para vencer todos os seus medos e que, no final, possa alcançar todos os seus objetivos, porque parte de nós é cansaço, mas a outra parte é vontade.

Que tudo aquilo que você vê e escuta possa lhe trazer conhecimento, que essa escola possa ser longa e feliz, porque parte de nós é o que vivemos, mas a outra parte é o que esperamos.

Que você possa aprender a perder sem se sentir derrotado, que isso possa fazer você cada vez mais guerreiro, porque parte de nós é o que temos, mas a outra parte é sonho.

Que durante a sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros, que você possa aceitar que só quem soube da sombra pode saber da luz, porque parte de nós é angústia, mas a outra parte é conforto.

Espero que você possa nunca deixar de acreditar, que nunca perca sua fé, porque parte de Deus é amor, e a outra parte também.”

 

PARTE 3:

Algumas mulheres muito bem vestidas almoçavam num bonito restaurante. Uma amiga dirigiu-se à mesa para cumprimentá-las e perguntou:

– É um almoço especial?

Uma delas respondeu:

– Estamos festejando o aniversário do meu bebê que hoje completa 2 aninhos.

– Mas, onde está ele? – questionou a amiga.

– Deixei-o na casa da minha mãe. Ela cuidará dele até a festa acabar. Não poderíamos nos divertir se ele estivesse por perto.

A amiga, indignada, falou:

– Espero que você possa aprender com o erro que está cometendo hoje e não deixar Jesus de fora da nossa festa de Natal, quando estaremos comemorando o aniversário do nosso Senhor.

 

PARTE 4:

O psiquiatra Roberto Shinyashiki escreveu:

“São quatro as loucuras da  sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse  significados individuais. A segunda loucura é você ter de estar feliz todos os dias. A terceira é você ter que comprar tudo o que puder. Por fim, a quarta loucura: você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe!

Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema.

Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pessoas. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela  camisa e diz: ‘Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz’.

Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

Espero que você possa entender que ter problemas na vida é inevitável, mas ser derrotado por eles é  opcional.”

 

PARTE 5:

Juntando as partes anteriores, concluirei em poucas palavras, porque acredito que algumas mensagens do texto já tenham ficado claras. Então, resta dizer apenas que espero que você possa se aproximar de Deus a cada dia e não se entregar totalmente às coisas do mundo. Parte de você é pecado, mas a outra parte é amor. Somente uma das partes pode levá-lo ao Céu. Pense nisso!

NOSSO QUERIDO PADRE LÉO - 4 setembro 2015

De vez em quando, bate mais forte a saudade de quem partiu deste mundo e ganhou outra morada. Quanto maior a afinidade que essa pessoa tinha conosco, maiores também as lembranças. Mas, como superar isso e voltar a viver dias felizes?

Disse Jesus aos apóstolos: “Não vos deixarei órfãos. Voltarei para vós. Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me vereis porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia conhecereis que estou no Pai e vós em mim e eu em vós” (Jo 14, 18-20). Dá para imaginar a dor que a ‘perda’ do Mestre trouxe para aqueles corações? O próprio Jesus lhes antecipou: “Em verdade, em verdade vos digo, haveis de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há de se transformar em alegria” (Jo 16, 20).

Eles superaram a tristeza da separação unindo-se no amor e na fé. Jesus também os orientou nisso: “Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas, e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14, 25-26); “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando” (Jo 15, 12-14).

Portanto, se Deus nos deu a graça de termos fé na ressurreição dos mortos, só nos resta continuarmos amando os nossos irmãos - vivos e mortos. A paz em nossos corações será mais completa se soubermos corresponder ao amor que o Pai nos concede para compartilharmos em comunhão fraterna.

Amar como Jesus amou e aceitar a vontade do Pai como Maria aceitou: estes são os nossos desafios sempre. Agindo e pensando assim, veremos que: embora os nossos entes queridos – chamados à glória de Deus no Céu – tenham deixado muitas saudades, as maravilhas que vêm d’Ele a cada instante em nossas vidas, superam a tudo e merecem um grande sorriso.

Recordo que a minha participação na ‘Tenda do Senhor’ da TV Canção Nova, dia 12 de abril de 1998, foi muito importante em vários aspectos: falamos da devoção à nossa Padroeira; cantamos duas músicas do CD que estávamos gravando; contamos com a força do saudoso Pe. Aquilino ao vivo; e tivemos a presença do Pe. Jonas conosco no mesmo programa.

Muitos nos assistiram através de parabólica, retransmissoras locais e sistemas de TV por assinatura. Houve dezenas de ligações telefônicas, evidenciando a audiência em várias partes do Brasil. Eu me lembro de pessoas ligando de Cuiabá, Brasília, Pato Branco, Lorena, Caratinga, São Paulo etc.

O Pe. Léo sempre dispensou comentários elogiosos. Na minha opinião, era o Faustão da Canção Nova – no sentido de alavancar audiências. Suas histórias, descontração e espiritualidade divertiam e comoviam muita gente. Uma história contada naquele dia foi esta:

"Certa época, quando ganhava projeção como autor de livros, ele recebeu um telefonema solicitando que enviasse a sua biografia para fazer parte de alguma obra importante que não me recordo mais. Disse-nos que passou a escrever coisas maravilhosas a seu respeito, até completar seis páginas. Esgotando suas lembranças, foi até o Santíssimo pedir inspiração para escrever mais. Lá, teve uma visão…

Ao lado de sua casa de infância, no Biguá, viu seu pai trabalhando, animais pastando e um monte de estrume no chão. Assim que a imagem que lhe veio à mente se aproximou do estrume fresco, Deus lhe disse: ‘Eis você aí’.

Aquilo o deixou chocado por alguns dias, sem entender o significado. Passou a rezar, pedindo discernimento do ocorrido, até que voltou a ver novas imagens. O lugar era o mesmo, mas o estrume já estava seco. Seu pai, então, se aproximou, o pegou com uma pá e o transportou até o terreno ao lado.

Chegando ao local, uma mão o esfarelou e passou a jogá-lo sobre a plantação quase morta, precisando de vida nova. Naquele momento, novamente Deus lhe falou: ‘É melhor ser estrume em minhas mãos do que ser ouro nas mãos do diabo’."

No programa, aplaudimos estas palavras do Senhor e espero que elas sirvam para nortear as nossas vidas, como serviram ao Pe. Léo até o dia de sua morte. Nós, filhos de Nossa Senhora, não podemos deixar de vigiar e orar, pois a caridade e a oração são forças inseparáveis que unem os cristãos.

Acredito que o nosso querido sacerdote esteja agradecendo e abençoando a todos que rezaram por ele. Que Jesus, Maria e José continuem sempre nos nossos corações para encontrarmos o grande comunicador da Palavra de Deus no Céu.

Eu quase me despedi deste mundo algumas vezes e continuo vivo; outros, esbanjando saúde, partiram cedo. A vida é assim mesmo: como Deus quer, ou como Deus permite, ou como merecemos, sei lá!

Parabéns pelas suas obras cristãs, Pe. Léo. Muito mais que o estrume do seu sonho, agora o senhor é um presente de ouro que oferecemos ao Senhor.

Histórias de fé - 29 agosto 2015

Em agosto de 1998, eu sentia fortes dores na garganta e mal conseguia cantar; mas, por amor à Maria Santíssima e com a ajuda de remédios, continuei participando do nosso grupo musical até o final da festa da Padroeira.

Logo na segunda-feira, procurei um laringologista - Dr. Natanael - e soube que estava com um nódulo na corda vocal esquerda - um diagnóstico preocupante segundo o próprio médico especialista, que me orientou a marcar um exame mais preciso para concluir qual seria o tipo de tratamento recomendado.

O exame foi agendado para a quinta-feira da mesma semana, dia 29, e eu já me preparava para uma destas duas possibilidades: ficar cerca de quatro meses em repouso de voz - sem cantar e sem dar aulas - ou me submeter a uma cirurgia.

Muitas pessoas na Comunidade Nossa Senhora da Agonia começaram a rezar, pedindo que a nossa querida Mãe me abençoasse com uma cura milagrosa; inclusive, na quarta-feira à noite, durante o Terço dos Homens, pedimos que Ela recebesse a nossa oração como oferecimento pela graça que eu necessitava. E eu rezei aquele terço com muita fé, mas ainda com muita dor de garganta.

No dia seguinte, assim que acordei, voltei a rezar, pensando no exame que faria logo às oito horas da manhã e resolvi passar na Capela para fazer mais uma prece. Lá se encontravam algumas senhoras da comunidade que recitavam o rosário das sete e eu as interrompi pedindo que rezassem por mim.

Foi quando uma coisa maravilhosa aconteceu: a coordenadora da comunidade, chamando-me à frente - diante do Santíssimo e da linda imagem de Nossa Senhora -, tomou a palavra e começou a interceder por mim. Ela pediu que ‘pelas sofridas Lágrimas de Maria e pelo precioso Sangue de Jesus eu fosse curado’. Disse ainda, carinhosamente, que eu era o ‘Roberto Carlos’ da comunidade e que se Nossa Senhora havia me enviado como cantor católico, não iria deixar que eu interrompesse essa missão.

Eu chorei bastante de emoção e, na certeza que estava sendo protegido pelo Santo Manto de Maria, fui cantando até a clínica. Lá, o médico introduziu uma microcâmara na minha boca enquanto eu rezava em silêncio. Depois de alguns minutos ele parou, me chamou à sua mesa e pediu que repetíssemos o procedimento de investigação porque, surpreendentemente, ele não havia conseguido encontrar o nódulo.

Foi quando eu tive certeza que realmente estava curado e afirmei isto a ele:

- O senhor pode procurar à vontade que não vai achar nada!

E foi o que ele fez: repetiu o exame e me disse que aquilo só podia ser um milagre, já que há três dias atrás ele próprio havia constatado o problema.

Quando, ao sair do consultório, eu o ouvi dizer que nem sinal de nódulo havia na corda vocal esquerda, disse a ele que a cura de Jesus Cristo não deixa nenhuma marca mesmo. E voltei para casa trazendo nas mãos um vídeo do exame realizado e um laudo, comprovando a cura milagrosa.

Hoje, sigo sendo o ‘Roberto Carlos’ enviado para cantar nas missas - sem nunca mais ter passado por problemas sérios na garganta.

Louvado seja Deus! Louvado seja sua Mãe, Maria Santíssima!

Trabalho de formiguinha - 22 agosto 2015

Escrevi em outro artigo que podemos aprender algumas lições com os animais. Entre muitas histórias que conheço, há uma da formiguinha que carregava uma enorme folha até o formigueiro. Enquanto as amigas transportavam rapidamente pequenos pedaços de alimentos, a formiguinha da folha grande mal conseguia prosseguir.

Acho que bastante gente já presenciou isso acontecendo; mas, o que levaria uma formiga tentar carregar um objeto com cerca de vinte vezes o seu tamanho? Certamente ela não pensou somente na sua sobrevivência, mas no sustento das demais companheiras.

E a história conta que quando ela estava quase chegando ao destino, passou um garoto correndo atrás da bola e pisou na formiguinha. Infelizmente, a coitadinha morreu e a folha não chegou ao formigueiro.

Bem, por se tratar de formiga, sei que o fato não ganha importância na vida de ninguém, mas, se uma pombinha fosse morta por um tiro enquanto voava para levar comida aos filhotes no ninho, tocaria mais em nossos corações? Será que alguém pensa na morte dos inocentes filhotinhos quando faz isso?

Eu diria que a raça humana está se importando pouco com os animais e cada vez menos com sua própria qualidade de vida. Quem é muito rico, geralmente não reza e nem reparte os bens com o pobre; quem é pobre, muitas vezes cai em desespero, rouba e mata o próximo; e quem é de classe média, vive meio sem tempo, tentando melhorar de situação. É claro que isso não é regra, mas, preste atenção nos noticiários da TV e conclua o quanto isso acontece.

O enfoque aqui não é a morte dos bichos, mas valorizar quem desempenha um trabalho de formiguinha na Igreja. O ‘agente formiguinha’ não procura carregar uma grande sobrecarga de trabalho nas costas; desenvolve atividades com o grupo, caminha na mesma direção dos outros e chega ao destino - no sacrário, onde está Jesus Cristo! Assim, corre menos risco de se perder ou de morrer no caminho - o trabalho de grupo é fundamental para o sucesso da missão!

Ao ver uma formiga caminhando sozinha, repare como parece que está desorientada. Se bloquearem o seu caminho, ela vai para outro lado, volta, segue para outra direção novamente, esbarra na parede... Se encontra alimento, passa por cima e continua mudando de rumo. De repente, alguém a avista e a mata!

No serviço de construção do Reino de Deus, lembre-se que o importante é estar sempre ajudando o grupo; portanto, não queira carregar muito peso nas costas ou realmente poderá ficar pelo caminho. Se precisar voar alto como uma pombinha, reze antes de decolar e, se algo ruim acontecer, Deus tomará conta de sua alma e de seus ‘filhotes’. Confie na providência Divina!

Em Lucas (21, 12-19), estão estas palavras de Jesus: “Mas, antes de tudo, vão deitar-vos as mãos e perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e metendo-vos nas prisões; hão de conduzir-vos perante reis e governadores, por causa do meu nome. Assim, tereis ocasião de dar testemunho. Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa, porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários. Sereis entregues até pelos pais, irmãos, parentes e amigos. Hão de causar a morte a alguns de vós e sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. Pela vossa constância é que sereis salvos”.

Santo Agostinho comentou:

“O Senhor far-me-á sair da terra dos mortais; Ele que, por mim, se dignou aceitar esta terra dos mortais e morrer às mãos dos mortais. Escutemos, também nós, a voz do Senhor que das alturas nos exorta e nos consola; escutemos a voz daquele que temos por pai e por mãe. Porque Ele escutou os nossos gemidos, viu a nossa aflição e sondou os desejos do nosso coração. E enquanto completamos a nossa peregrinação neste mundo, Ele não recusará aquilo que prometeu. Ele disse-nos: Quem fez a promessa é todo-poderoso, verdadeiro e fiel. Espera no Senhor; sê forte e corajoso no teu coração. Não te deixes pois perturbar”.

E o agente formiguinha não se deixa perturbar: reza o Terço, espera no Senhor, atende os chamados da comunidade para prestar alguma ajuda e faz caridade com amor no coração. O comprometido agente pombinha também possui um forte coração: vai buscar recursos em lugares distantes, tem uma visão panorâmica da situação e assume a responsabilidade por aqueles que confiam na sua missão.

Olhando a realidade que nos cerca, notamos que o caos está presente. Qual é a nação que não experimenta a angústia ao presenciar tanta violência e tanto desrespeito pela vida do homem? Mas, o agente seguidor de Jesus Cristo não terá o que temer. Ah, é importante lembrar que no ninho das pombinhas sempre tem formigas também.

E você - leitor, leitora -, com qual das duas espécies se parece? Nem falei do bicho preguiça porque sei que não é o seu caso, certo?

 

Histórias de fé - 15 agosto 2015

Eu sei que não é novidade pra ninguém dizer que, abaixo de Deus, Nossa Senhora tem o maior poder no mundo e, ainda, que tudo o que pede a seu Filho, consegue. Isso se comprova a cada dia através de graças maravilhosas que Ela concede a nós - queridos filhos devotos.

Para justificar o título deste artigo, vou citar dois fatos ocorridos no dia 31 de março de 2000 - o primeiro, na Capela de Nossa Senhora da Agonia; e o segundo, no Santuário.

Era uma sexta-feira, hora do almoço, quando uma vizinha amiga me procurou pedindo orações para a sua filha pequena, Laurinha, que estava com estomatite. Disse-me que a menina chorava há dois dias e não se alimentava direito nem de líquido! Chegamos a tentar nutri-la na cozinha de minha casa, mas o esforço foi em vão.

Sugeri, então, que levasse a linda garota à Capela e pedisse essa graça à Virgem Maria, pois a comunidade estava em adoração ao Santíssimo e era a oportunidade certa para se conseguir a cura. Quando saíam, ainda recomendei: peça com fé!

Na mesma tarde fiquei sabendo que a menina já estava se alimentando e não chorava mais. À noite, recebi um telefonema da mãe dizendo que Nossa Senhora havia atendido o seu pedido na hora e que estava muito feliz por ver a filha, naquele momento, dormindo tranquila em casa.

Pois bem, nesse mesmo dia, durante a oração do Rosário - 18 horas, no Monte do Santuário -, atendemos uma ligação do Pará. Uma moça desesperada dizia que iria se suicidar porque o seu problema não tinha solução. As pessoas que dialogaram com ela pediram que confiasse nas nossas orações e que estaríamos rezando o Rosário naquela intenção; mas, ainda assim, ela insistia em repetir que perdera as esperanças de sair daquela agonia.

Já no final do terceiro Terço, ela retornou a ligação dizendo que havia conseguido a graça que julgava impossível! E ainda hoje, com certeza, essa devota de Nossa Senhora segue testemunhando as maravilhas que se consegue através da oração.

Eu costumo dizer que dentro da minha cabeça existem dois bichinhos que vivem brigando: um deles é cruel, nunca reza e se alimenta de rancor; o outro é bom, caridoso, e se alimenta de oração. A cada dia, vence a briga aquele bichinho que eu alimento com mais frequência.

Acredite que o mesmo acontece com você. As graças maravilhosas que Maria Santíssima derrama neste mundo estão sobrando e só depende de cada um de nós saber buscá-las e passar a merecê-las. Faça a sua parte, seja um bom cristão e não se arrependerá.

 

O devido uso das mãos - 8 agosto 2015

 

À beira de um riacho, algumas mocinhas conversavam, contando vantagens de suas lindas mãos. Uma delas mergulhou as mãos na água e as gotas que caíam das suas palmas pareciam diamantes.

- Olhem como minhas mãos são lindas! A água corre nelas como joias preciosas - disse ela, levantando as mãos para as outras admirarem.

Realmente eram muito macias e brancas, pois a única coisa que fazia com elas era lavá-las em água fria e limpa.

Outra mocinha correu para colher morangos e esmagou-os nas palmas das mãos. O líquido escorreu pelos dedos até ficarem rosados como o céu ao sol nascente.

- Vejam que lindas mãos as minhas! O suco de morango escorre por elas como vinho!

Eram muito rosadas e macias, pois as lavava com suco de morangos todas as manhãs.

Outra mocinha colheu violetas e esmagou-as nas mãos até ficarem muito perfumadas.

- Olhem que lindas mãos eu tenho! São perfumadas como as flores dos bosques da primavera!

Eram delicadas e claras, pois uma das únicas coisas que fazia com elas era lavá-las com violetas todos os dias.

A quarta mocinha não mostrou as mãos, deixando-as no colo. Então, uma velha veio andando pela estrada, parou perto delas, e lhe mostraram as mãos, perguntando quais eram as mais belas. Para as três primeiras, ela balançou a cabeça; depois, pediu para ver as mãos da última mocinha. E a jovem levantou as mãos timidamente.

- Hum, estas mãos estão bem limpinhas - disse a mulher -, mas estão endurecidas pelo trabalho. Percebo que ajudam os pais: lavando as louças, varrendo o chão, limpando as janelas e semeando a horta. Estas mãos tomam conta do bebê, levam chá quente para a vovó e ensinam o irmãozinho menor como empilhar os toquinhos e empinar a pipa. Sim, estas mãos andam muito ocupadas fazendo da casa um lar feliz, cheio de amor e de carinho.

Então, a senhora idosa remexeu o bolso e retirou um anel de diamantes - com rubis mais vermelhos que morangos e turquesas mais azuis que violetas.

- Tome, use este anel, querida. Você merece o prêmio pelas belas mãos, pois são as mais úteis de todas.

Que linda história, não? Se você olhasse agora para as próprias mãos, sentiria orgulho das suas realizações? E se tivesse que contar tudo o que já fizeram, omitiria muitas coisas? Dá para prometer a Deus que atos ruins e omissões à caridade não voltarão a acontecer?

Eis outra história para reflexão:

Há muito tempo, havia um mestre que vivia com um grande número de discípulos num templo arruinado. Eles sobreviviam através de esmolas e doações conseguidas numa cidade próxima. Logo, muitos jovens começaram a reclamar das péssimas condições em que viviam. Em resposta, o velho mestre disse:

- Realmente, nós devemos reformar as paredes do templo. Como ocupamos o nosso tempo estudando e meditando, não há como trabalhar e arrecadar o dinheiro que precisamos, mas eu pensei numa solução simples. Cada um de vocês deverá ir para a cidade e roubar alguns bens, que poderão ser vendidos para arrecadar dinheiro. Dessa forma, nós seremos capazes de fazer uma boa reforma em nosso templo.

Os estudantes ficaram espantados por esse tipo de sugestão vir do sábio mestre, mas, como tinham o maior respeito por ele, não fizeram nenhum protesto. De modo bastante severo, o mestre ainda falou:

- Para não manchar nossa excelente reputação, já que estamos cometendo atos ilegais, solicito que roubem somente quando ninguém estiver olhando. Eu não quero que algum de vocês seja pego.

E partiram, prometendo coletivamente que não seriam flagrados para não causarem a desgraça do templo; porém, um discípulo não foi à cidade. O sábio mestre estranhou, se aproximou dele e perguntou:

- Por que você ficou para trás?

- Eu não posso seguir as suas instruções para roubar onde ninguém esteja vendo. Não importa aonde eu vá, sempre estarei olhando para mim mesmo. Meus olhos irão ver minhas mãos roubando!

O mestre abraçou o jovem com um sorriso de alegria e disse:

- Eu somente estava testando a integridade dos meus estudantes e você é o único que passou no teste!

Após muitos anos, o discípulo se tornou um grande mestre, provando que nossas mãos podem nos conduzir a lugares maravilhosos ou nos colocarem em situações pecaminosas. Enquanto algumas mãos batem e atiram, outras abençoam e repartem o pão. Enquanto algumas acusam, outras oferecem ajuda. E o pior: enquanto algumas são perfumadas para só receberem joias preciosas, outras mendigam trabalho e um prato de comida.

Pois é, trabalhando ou praticando a caridade, uns usam as mãos devidamente, enquanto outros, esbanjando riquezas, as usam para cavar a própria sepultura.

 

A moda sempre passa - 31 julho 2015

 

O que é moda, um dia passa. Há anos, quase todo mundo falava do polêmico livro de Dan Brown, ‘Código da Vinci’; depois veio o filme e bateu recordes em todo lugar. Agora, para ganhar dinheiro, vários autores se aproveitam do assunto e lançam teorias diversas a respeito. Nada além do normal nesse nosso planeta capitalista; mas, quem tem fé inabalável em Jesus Cristo e conhece sua história não se deixa enganar. O Padre Zezinho escreveu isto certa época:

“Há um tipo de católico que nunca leu nenhuma biografia de santo, nenhum documento oficial, não leu nenhuma encíclica de qualquer papa que fosse, jamais abriu o catecismo, não leu nem lê a Bíblia, não assina revistas católicas, não vê programas católicos, mas quando vê o tal livro que diz que Jesus casou com Madalena e que existe um tal cálice sagrado em algum lugar do planeta, vai, compra, lê, concorda e passa a defender o escritor. Nunca quis saber do resto e teria dificuldade de lembrar os rudimentos do catecismo de sua primeira comunhão, mas fala do livro como se, agora, sim, a verdade tivesse aparecido. Não pode ser levado a sério. Afirma-se, mas não é católico.

Há outro que sabe religião, mas também não tem visão abrangente da fé. Ficou na sua fé tangencial ligada a determinado movimento e também não lê história, nem dogmas, nem moral católica, nem leu as encíclicas, nem conhece o pensamento da Igreja. Limita-se aos livros de piedade do seu movimento. Ele descarta o livro com palavras nada agradáveis e o picha sem nunca ter lido. E não lê porque seu mentor disse que o livro é do demônio e não deve ser lido por um católico. Se não leu, não deveria falar do que não conhece.

Há o outro que conhece os principais livros do catolicismo e tem uma noção bem clara dos acertos e erros dos católicos. O livro de Brown não o assusta e, em muitos casos, até leva ao riso. O autor inventa fatos para provocar a autoridade da Igreja Católica, como o comediante inventa piadas para rir da autoridade do seu país. Dan Brown não é sério. Passa pela história como o falso entomólogo que foi procurar um tipo de inseto e, não o achando, descreve os bichinhos que achou parecidos com o seu inseto, como se fossem ele. E daí? Afinal, 99 entre 100 leitores não irão consultar nem verificar se é verdade o que ele afirma em forma de narrativa exótica e esotérica.

O escritor lança suspeitas, não prova e não se explica, afinal, ele não veio para isso. É um escritor que pesca diamantes em águas turvas. Suja a água e espera que as pessoas venham procurar com ele as verdades escondidas. O ingresso é o preço do seu livro. Eles ficam com as discussões e as dúvidas e o jovem Mister Brown com o lucro. Afinal, não é o primeiro, nem será o último livro dele. Tem cultura suficiente para abordar qualquer assunto e misturar os fatos como alguém embaralha cartas. Quem não conhece baralho, cai no seu truque. Quem leu os mesmos livros que ele leu e os que ele nunca leu nem lerá, sabe com quem está lidando.”

Pois é, será que sabemos o suficiente da vida de Jesus e de suas pregações? Confira se conhece estas verdades:

Aos 33 anos, Jesus foi condenado à morte - a pior da época! Somente os criminosos mais odiados morriam como Ele. E com Jesus ainda foi pior porque recebeu cravos nos membros! Sim, foram cravos e não pregos. Tinham de 15 a 20 centímetros, enfiados nos pulsos e não nas mãos, como dizem.

Jesus era obrigado a forçar todos os músculos das costas para não ter os pulsos rasgados, mas não podia fazê-lo por muito tempo porque perdia todo o ar dos pulmões. Dessa forma, era obrigado a se apoiar no cravo enfiado nos pés, que era maior do que os das mãos.

Já que seus pés não aguentariam por muito tempo senão rasgariam também, Jesus alternava esse ciclo simplesmente para conseguir respirar. E aguentou a situação por um pouco mais de três horas!

Alguns minutos antes de morrer, o Salvador da humanidade não sangrava mais - saia água de seus machucados. Ah, quando imaginamos machucados, pensamos em simples feridas; mas, não, eram verdadeiros buracos feitos no corpo!

Jesus derramou três litros e meio de sangue, teve três cravos enormes enfiados nos membros, uma coroa de espinhos na cabeça e um soldado romano perfurando com uma lança o seu tórax. Isso sem falar de toda humilhação que passou após ter carregado sua própria cruz por cerca de dois quilômetros - com pessoas cuspindo-lhe no rosto e atirando pedras em seu corpo.

Isso tudo para que tivéssemos um livre acesso a Deus, para que tivéssemos todos os pecados lavados; e ainda muita gente pensa que morreu pelos padres, monges, pastores, bispos, carolas etc. Graças a Jesus, eu me orgulho de ser um tipo de carola sim - um cristão que O serve e O adora!

Tenho plena consciência disto: qualquer tipo de modismo passa... quem despreza os ensinamentos de Cristo vai para o inferno... e a Palavra de Deus sempre permanece. É tudo verdade! Podemos acreditar.

A missa e o futebol – 24 julho 2015

 

José Roberto Torero, escritor do jornal ‘Folha de São Paulo’, há tempo redigiu um texto como se fosse Lelê, seu sobrinho fictício. Eis alguns trechos para relembrar nosso tempo de criança:

“Esse domingo foi um dia engraçado, porque eu fui em dois lugares bem diferentes mas que eram meio parecidos. De manhã, a minha mãe me levou na missa. De tarde, o meu pai me levou num jogo de futebol.

Se eu pudesse comer aquilo que o padre dá, ia ser bacana. E se um dia eu for padre, na minha igreja vai ter uma hóstia bem gostosa, com gosto de pizza ou de banana. Lá na missa, o padre ficou falando sobre os milagres de Jesus e disse que o maior de todos foi ele ter voltado dos mortos, porque ele tinha morrido, mas renasceu no final da história.

Bom, aí de tarde o meu pai, que é palmeirense, me levou para ver o jogo do Palmeiras contra o Atlético do Paraná, que foi o maior bom porque parecia que o Palmeiras ia perder de dois a zero, mas aí ele fez dois gols e empatou, e o meu pai ficou o maior aliviado e disse: ‘Você viu, Lelê? Foi um milagre! O time estava morto, mas renasceu no finzinho.’

Aí, por causa do que o meu pai disse, eu fiquei pensando que a missa e o jogo de futebol têm um monte de coisa igual. Então eu falei: ‘Pai, a primeira coisa igual é que o padre e o juiz gostam de se vestir de preto. Deve ser para parecer bem sério, porque quem se veste de preto é para parecer sério. E os dois dizem para todo mundo o que que é certo e o que que é errado.’

‘É, você até que tem razão, filho. Tem mais alguma coisa?’

Aí eu lembrei de uma coisa importante: ‘Nos dois lugares a gente reza. Só que na igreja todo mundo reza junto e no estádio cada um reza sozinho. O senhor mesmo nesse jogo ficou assim: Ai, meu Jesus Cristo, ilumina esse nosso ataque, senão quem vai ter um ataque sou eu.’

‘É, meu filho, para torcer pro Palmeiras a gente tem que ter muita fé mesmo!’

‘Outra coisa parecida é que a missa e o jogo têm torcida, e as duas cantam. A do jogo de futebol canta mais vezes que a da igreja, e isso é bom, mas a música deles têm palavrão, e isso é ruim. E também tem uma coisa engraçada, que é que na missa e no futebol tem o bom e o mau. Os bons são Deus e o nosso time, e os maus são: o Diabo e o outro time. E a gente sempre torce para o bom ganhar, mas às vezes quem ganha é o mau.’

‘Às vezes, não. Muitas vezes! Acabou ou tem mais alguma coisa, Lelê?’

‘Tem mais uma: na missa e no futebol a gente senta com uma turma que nem conhece e parece que é todo mundo é amigo. Será que é por isso que as pessoas vão na missa e no jogo? Por que elas gostam de ficar numa turma de amigos e torcer para a mesma coisa?’

Aí o meu pai pensou e disse: ‘Acho que é isso mesmo. Você anda muito esperto!’

‘Então, pai, se a missa é igual ao futebol, na semana que vem, em vez de eu ir na missa e no jogo, eu posso ir em dois jogos?’

Eu achei que tinha sido o maior esperto, mas aí o meu pai falou: ‘Hum... O seu argumento é muito bom, mas vamos fazer diferente. Já que é tudo igual, você vai na missa da manhã e na missa da tarde.’

Aí me ferrei. Eu sou esperto, mas o meu pai é mais. Droga!”

Pois é, tem muita coisa que eu poderia discordar da opinião de Lelê, mas sendo uma história de criança, vou deixar passar e apenas lembrar que Jesus também contava histórias há 2000 anos, tipo: “O Reino do Céu se compara a uma semente de mostarda que um homem plantou em seu jardim. Ela cresceu tanto que quase virou uma árvore, onde os pássaros do céu faziam ninho”. E Jesus continuou: “O Reino do Céu pode ser comparado também ao fermento, que uma mulher mistura em três medidas de farinha, de tal modo que a massa toda fica fermentada” (Lc 13, 18-21).

Fica claro que os exemplos são necessários, principalmente para explicar algo difícil de imaginar. Se eu tentasse dizer a uma pessoa que não tem fé o quanto poderá ser feliz caso se aproxime de Deus, seria uma tarefa meio árdua; mas, contando fatos milagrosos que já presenciei, ficaria um pouco mais fácil convencê-la a respeito do quanto o Pai nos ama.

Isso acontece muito nos retiros católicos, quando o Espírito Santo se faz presente e nos ajuda a mudar uma série de paradigmas nas cabeças das pessoas. Reforçamos que, aceitando a proposta que Deus nos faz, nossa opção de vida passa a ser outra: a santidade!

E tem gente que confunde santidade com ‘chatice’ ou ‘uma vida só voltada à oração’. Muito pelo contrário: buscar a santidade significa ser feliz já, sem incluir o pecado no dia-a-dia – que nos tira completamente a paz. Seguir Jesus é o único caminho para sermos felizes eternamente!

Portanto, entre a missa e o futebol, dá para ficar com os dois – cada um no seu tempo. Entre o pecado e a paz duradoura, não resta dúvida que a segunda opção é melhor. E entre histórias de crianças e as parábolas do Evangelho, também podemos reservar um tempinho para ambas, concorda?

Tenho certeza que Deus não se incomoda de passarmos algum tempo nos distraindo com coisas boas. Ah, mas não se deixe enganar: somente Jesus Cristo voltou dos mortos em carne e osso!

 

O tamanho da verdadeira caridade – 17.07.2015

 

Dizia Jesus às multidões: “Quando vedes uma nuvem levantar-se do poente, dizeis logo: ‘Vem lá a chuva’; e assim sucede. E quando sopra o vento sul, dizeis: ‘Vai haver muito calor’; e assim acontece. Hipócritas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu; como é que não sabeis reconhecer o tempo presente? Por que não julgais por vós mesmos o que é justo?” (Lc 12).

A natureza realmente nos dá lições maravilhosas e nos permite espelhar nossas vidas em acontecimentos marcantes! Muitos animais se ajudam a cada dia, possibilitando a sobrevivência da espécie e a realização do objetivo almejado. Os gansos, por exemplo, retratam bem a união de um grupo a ser imitado pelos humanos.

Embora a internet já tenha divulgado isso exaustivamente, você saberia dizer por que os gansos, quando voam, estabelecem uma formação em ‘V’? Vou recordar em alguns motivos:

1. À medida que cada ave bate as asas, cria uma área de sustentação para a espécie seguinte. Voando em ‘V’, o grupo inteiro consegue resistir pelo menos 71% a mais do que se cada ganso voasse isoladamente.

2. Quando o ganso líder se cansa, ele vai para a parte de trás da formação enquanto um outro assume a frente. E os gansos da retaguarda grasnam para encorajar o da frente a manter o ritmo e a velocidade.

3. Quando por qualquer motivo um fica para trás, dois outros saem da formação e seguem-no para protegê-lo. Eles o acompanham até que suas condições melhorem e, então, os três reiniciam a jornada, juntando-se a alguma formação mais próxima – até encontrarem o grupo original.

Concluindo, um ganso sozinho possivelmente não chegaria ao destino sem a ajuda do grupo. Também Jesus ensinou isso aos discípulos: ajudem-se mutuamente; o considerado maior sempre sirva o menor; unam-se para realizar uma missão com sucesso; não caminhem sozinhos etc. Como Deus fez a natureza e também instruiu os discípulos, só há coerência nisso tudo, concorda?

O foco é a caridade – esse dom maior que recebemos no Batismo e que, às vezes, fica adormecido por algum tempo. Quem não demonstra que ama o irmão, acaba dando espaço ao egoísmo e cai em muitas tentações no cotidiano. É preciso, então, orar e agir segundo os ensinamentos de Jesus – que também estão presentes na natureza.

Mas, para facilitar a nossa busca, como todo bom ensinamento está contido nos Evangelhos, recordo as palavras de Jesus aos discípulos: “Esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver” (Mc 12, 43-44). Ele se referiu às grandes ofertas feitas no templo pelos ricos, enquanto a viúva depositou apenas duas moedas no cofre.

Algumas pessoas sabem que a verdadeira caridade é aquela que brota do coração. Aliás, acho que todos sabem, mas poucos praticam. Um simples gesto de amor por parte de cada cidadão já seria o suficiente para alegrar e alimentar todo o planeta. Os ricos doariam dinheiro; os políticos zelariam pela justiça; os religiosos levariam a Palavra; os pobres retribuiriam com sorrisos; e os mansos de coração selariam a paz!

Não parece muito simples esta combinação? E é simples realmente! O problema é que muita gente não dá valor ao Reino de Deus e prefere prestar culto ao egoísmo e à ambição. Esses, de corações fechados à caridade, não entenderiam nem a mensagem desta história:

Dois irmãozinhos maltrapilhos iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira um morro. Estavam famintos e ouviam por diversas vezes: ‘Aqui não há nada, moleque’. Por fim, uma senhora humilde disse-lhes: ‘Vou ver se tenho alguma coisa para vocês, coitadinhos!’ Como também era pobre, voltou com uma pequena latinha de leite.

Que festa! Ambos se sentaram na calçada e o menorzinho disse para o de dez anos: ‘Você é mais velho, tome primeiro’. Então, o maior levou a lata à boca e, fazendo gesto de beber, apertou fortemente os lábios para que não penetrasse uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, disse ao irmãozinho: ‘Pronto, agora é sua vez. Só um pouco, hein!’. E o irmãozinho, dando um grande gole, exclamou: ‘Que gostoso!’.

Isso se repetiu várias vezes, até que o menorzinho bebeu todo o leite sozinho. E o detalhe mais importante: o mais velho começou a cantar, a sambar, a jogar futebol com a lata de leite... de estômago vazio, mas com o coração trasbordante de alegria. Quem viu a cena aprendeu esta grande lição: ‘Aquele que dá é mais feliz do que aquele que recebe!’ E quem não viu e veio saber depois, será que também aprendeu alguma coisa?

Da mesma forma, muitos não seguem Jesus porque não viram de perto o sofrimento d’Ele por nós. Infelizmente, se não mudarem, nem O verão no Céu.

expectativas – 10 julho 2015

 

Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou com um bilhete na boca, escrito:

– Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?

Junto com o bilhete havia uma nota de 50 reais! Então, o dono do açougue separou a carne, colocou-a numa embalagem plástica junto com o troco, e pôs na boca do cachorro. Como já era quase hora de fechar o estabelecimento, o proprietário decidiu seguir o animal.

Quando o cachorro chegou no semáforo, deixou o saco no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente e, depois, foi caminhando pela rua até parar numa casa. Pôs as compras na calçada, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso, mas ninguém abriu.

Então, circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e bateu com a cabeça no vidro várias vezes. Logo um senhor enfurecido saiu e começou a bater no cachorro. O açougueiro correu até a pessoa e o impediu, dizendo:

– Por Deus do Céu, o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!

– Um gênio? – respondeu. – Esta já é a terceira vez que este estúpido esquece de levar a chave!

Veja se concorda com a moral da história: ‘A gente pode até continuar excedendo às expectativas de muita gente, mas, para os olhos de alguns, estaremos abaixo do esperado.’

Isso nem sempre é verdade, mas quanto já aconteceu na nossa vida, não é mesmo? Esforçamo-nos além do normal para atingirmos a perfeição em algumas situações e... recebemos críticas! Melhoramos e... recebemos mais críticas! Serve de consolo saber que é assim com todo mundo. Se até Cristo continua não sendo o Líder de muita gente, quanto mais nós!

Olhando por outro ângulo, às vezes é bom que isso aconteça porque serve para lembrarmos que somos falíveis e pouco conseguimos sozinhos. ‘A união faz a força’, diriam, porém, também nem todo mundo pensa assim. Luís Fernando Veríssimo, por exemplo, acha que já tem experiência suficiente para caminhar sem muitos conselhos, e escreveu:

“Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere! Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde:

Prazer faz muito bem; dormir me deixa zero quilômetro; ler um bom livro faz-me sentir novo em folha; viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas, porém, incham-me o cérebro e volto cheio de ideais.

Brigar me provoca arritmia cardíaca; ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago; testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais? Os médicos deveriam proibir – como doem!

Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem – você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer e não há tomate ou mussarela que previna.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! Conversa é melhor do que piada; exercício é melhor do que cirurgia; humor é melhor do que rancor; amigos são melhores do que gente influente; economia é melhor do que dívida; pergunta é melhor do que dúvida; sonhar é melhor do que nada.

E quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.”

Pois é, nisto eu concordo com o escritor: ‘A nossa vida sempre muda!’; mas eu diria que há muitas influências de pessoas que procuram complicar o que está dando certo. É comum, em nossos dias: ouvirmos reclamações de alguém que se sentiu desrespeitado em seus direitos; vermos pais que são os próprios exemplos de desonra; conhecermos cidadãos que a palavra não tem o peso que deveria; enfim, fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem, não está mais em moda.

Por essa razão, antes de reclamar dos efeitos, devemos pensar se não estamos contribuindo com as causas, direta ou indiretamente. E só há um caminho para não frustrarmos as boas expectativas do nosso comportamento: praticar os ensinamentos de Jesus.

No capítulo 11 do Evangelho de São Lucas, um fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tinha lavado as mãos antes da refeição. Vendo que a expectativa daquele homem poderia ser mais bem ajustada, Jesus falou: “Vós limpais o corpo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.

Portanto, podemos também adequar as expectativas às reais necessidades de cada um. Unidos e aceitando os conselhos de Jesus, seremos melhores e mais fortes.

 

mais tempo para a família – 3 julho 2015

 

Numa pesquisa feita pela Revista Fortune com os principais executivos das grandes empresas, 48% dos entrevistados gostariam de ter um trabalho que os realizasse profissionalmente e deixasse tempo livre para a família e o lazer.  E 64% deles admitiram que nesse estágio da carreira escolheriam ter mais tempo do que dinheiro!

Pois é, cada vez mais, a família tem sido deixada de lado em função das urgências do dia-a-dia; mas, se vivêssemos 100% do tempo em família, provavelmente ficaríamos entediados e gostaríamos de novos desafios, certo?

Então, é fácil concluir que o equilíbrio entre o trabalho e a família é o passo certo para a felicidade. O problema é que, quando estamos com a família, muitas vezes continuamos trabalhando e mal temos tempo para conversarmos tranquilamente com a esposa, com os filhos etc.

O texto da revista ainda destaca: “muitas famílias moram juntas, mas não vivem juntas – a união familiar está sendo vencida pela falta de tempo! Quando nos damos conta, alguns pequenos problemas já se acumularam, se juntaram e causam rupturas familiares”.

No meu livro ‘Administração do Tempo’, procuro mostrar que para começarmos a viver com qualidade e para não dar tanto valor na quantidade do trabalho processado, precisamos usar o tempo com sabedoria. Isso significa: técnica e arte!

E além de paz nos lares, também precisamos resgatar bons momentos de relacionamento em grupo em nossa cidade porque há aqueles que explicitamente são desobedientes aos Mandamentos e vivem enfurnados no pecado. Como recuperar essas pessoas?

Contam que, um dia, um aluno pediu ao professor uma folha em branco para refazer a primeira questão da prova. Olhando o espaço disponível, ele lhe disse que poderia riscar os erros e resolver o exercício na própria página. Em casa, ao corrigir a questão, logicamente não considerou a parte nula e deu valor àquilo que ele havia acertado.

Deus também age assim conosco; aliás, ao invés de riscar o passado, Ele sempre permite que usemos uma nova folha em branco. E reflita se não é maravilhoso podermos confessar os pecados, sermos perdoados por tudo que fizemos de errado e, ainda, escrevermos uma nova história que nos levará à salvação!

Tudo isso só depende de cada um de nós, mas, infelizmente, muita gente diz que acredita em Deus só da boca pra fora, porque na hora de deixar de pecar e aceitar os Mandamentos, prefere continuar repetindo os erros. E – o pior! – deixando de se confessar, a folha de sua vida continuará manchada e será avaliada com fatos condizentes à condenação. É importante lembrar que a falta de perdão também é um pecado!

Não vale a pena deixar de perdoar sabendo que tudo passará com o tempo, queiramos ou não? E assim como há semelhanças entre pessoas, também há diferenças, e quem insiste em guardar mágoa, na verdade tem vergonha de ser igual aos bons e perder a identidade – além de desobedecer a Cristo!

Jogue fora sentimentos de tristeza, de menosprezo, de mágoa, de ódio, de injustiça contra você. Pare de remoer o passado, de abrir mão do direito de fazer justiça, de colocar diante de Deus sua frustração por não conseguir o que você quer.

Seja um espelho de fé! Se você caiu, levante-se! Se você perdeu, tente de novo! Nunca é tarde para reconstruir e recomeçar sua vida. Não deixe para amanhã; comece hoje! Você vai vencer se souber aliar: tempo, perdão, disciplina e oração. Parte disso sairá desta história:

Um mecânico estava desmontando o cabeçote de uma moto, quando viu na oficina um cardiologista muito conhecido. Deu um sinal a ele e falou: ‘Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração, tiro as válvulas, conserto-as e ponho tudo de volta para trabalhar perfeitamente. Como é que ganho tão pouco comparado ao senhor, se o nosso trabalho é praticamente o mesmo?’. O cirurgião deu um sorriso, se inclinou e disse baixinho ao mecânico: ‘Tente fazer isso com o motor funcionando!’.

Independente de quanto cada um ganha, pense no seguinte: Você gostaria que Jesus operasse um grande milagre no seu coração? Para que isso acontecesse, escolheria estar vivo ou morto? E quanto pagaria a Ele por isso? Seria capaz de pedir-lhe perdão e deixá-lo morar em você para sempre? Se respondeu ‘sim’, tem absoluta certeza disso?

Então, chegamos a um método de salvação: ‘Plantar a verdade para colher confiança; plantar o amor para colher amizade; administrar o tempo para colher gratidão; plantar a fé para colher milagres; e plantar o perdão para, enfim, colher salvação’. Boa colheita!

 

confie no poder de maria – 27 junho 2015

 

A pequena cidade francesa de Lourdes foi o lugar escolhido pela Virgem Maria para aparecer à camponesa Santa Bernadete Soubirous em 1858. E o Dr. Patrick Theillier, desde abril de 1998, é o médico permanente do Santuário e Presidente da Association Médical International de Lourdes, além de redator-chefe do Boletim da AMIL – 10.000 assinantes, divulgado em cinco línguas! Eis suas palavras, segundo o site www.lepanto.com.br:

“Inicialmente, o trabalho consiste em receber os peregrinos que supõem ter sido beneficiados por uma cura por intercessão de Nossa Senhora de Lourdes. São eles que o dizem e vêm testemunhar esse fato. Eu anoto e procuro investigar se existe a possibilidade de que essa cura seja reconhecida como milagrosa – é a primeira etapa.

A segunda, nos casos que me parecem mais probatórios, inicio uma pesquisa médica, recolhendo todos os documentos anteriores à cura e, os posteriores, para estar bem seguro de que ela realmente existiu. Devo estudar, com todos os médicos que passam por Lourdes, uma causa dessa cura que possa ser natural ou terapêutica. No total, devo dar a volta em torno da questão, para depois propor tal cura à Igreja, a fim de que Ela reconheça o milagre.

Qualquer médico pode entrar na nossa associação. Não pergunto a religião deles. A grande maioria é católica, mas não obrigatoriamente praticante. Eles vêm igualmente para fazer pesquisas ou simplesmente com uma finalidade humanitária de ajudar os doentes.

O primeiro milagre constatado foi o de Catherine Latapie, que era uma mulher de 38 anos. Ela tinha dado à luz quatro filhos e dois já haviam morrido. Na noite de 28 de fevereiro de 1858, sentiu a necessidade de vir à Gruta de Massabielle – onde Nossa Senhora apareceu.

Dois anos antes, ela caíra de uma árvore e teve uma paralisia cubital no braço direito, que a atrapalhava enormemente em suas atividades. Além disso, ela estava grávida e não hesitou em vir durante a noite para assistir à aparição – a décima segunda. Quando tudo tinha terminado, ela subiu na gruta – naquela época era preciso escalar um pouco. E encontrou a fonte em que, três dias antes, Nossa Senhora tinha pedido a Santa Bernadette para lavar-se.

A senhora Latapie colocou a mão e logo em seguida ficou com o uso completo do braço direito. Partindo de volta a pé para casa, a seis quilômetros da gruta, ela sentiu as dores do parto e deu à luz um filho que se chamou Jean Baptiste. Mais tarde, ele tornou-se padre.

Desde então, sessenta e seis milagres foram reconhecidos oficialmente pela Igreja. Seria bom explicar que é sempre o bispo da diocese, da qual vem a pessoa que foi curada, que reconhece o milagre. Portanto, não é o Papa, nem o Vaticano, e tampouco o bispo da diocese de Tarbes-Lourdes. Pelo mundo inteiro, o bispo local é quem recebe o dossiê reconhecido pela medicina.

No entanto, é bom saber que o número de curas declaradas pela medicina é cem vezes maior do que as reconhecidas pelas autoridades eclesiásticas. Apenas uma cura sobre cem declarações, em média, é reconhecida de modo oficial.

Enquanto médico católico, creio que em cada ser humano existe uma dimensão espiritual que é inerente à sua natureza. Somos criados à imagem e semelhança de Deus e existe em nós uma fonte de vida eterna. Considero que a cura física é um sinal da benevolência e da misericórdia de Deus em relação ao doente, mas que não acontece sem uma cura interior.

No Evangelho, todas as curas são sempre acompanhadas de uma cura interior: ‘Vai, tua fé te curou’; ‘A partir de agora não peques mais’; e assim por diante. A cura é um sinal de restabelecimento total da pessoa, e acredito que em Lourdes seja assim. A cura física é a única visível, a única sobre a qual podemos trabalhar, estudar e precisar, mas todas as curas físicas tocam a pessoa em toda a sua dimensão, seja ela física, psíquica ou espiritual.

Há curas invisíveis aqui e são talvez mais numerosas e importantes: as curas do coração, da alma, do pecado, a reconciliação com Deus, com os outros e consigo mesmo. Assim, acredito que não se pode apenas fixar o lado ‘prodigioso’ do milagre físico – frequentemente maravilhoso, claro –, mas devemos procurar o sentido que está escondido atrás dele: a cura interior.

Acredito que a cura é para todos, não somente reservada a alguns. Caso contrário, seria injusto; poder-se-ia perguntar: por que alguns se curam e outros não? Somos todos chamados a ser curados, cedo ou tarde, das nossas feridas e dos nossos pecados.

É preciso viver na esperança e entender que Deus nos ama, que Ele não está na origem do mal, da doença ou da invalidez. Caso contrário, viveremos como revoltados. É preciso entender que Ele sofreu e deu a sua vida por nós e nos salvou.

O mais importante é a saúde espiritual. É preciso ver essas curas físicas dentro de uma perspectiva de eternidade – como uma antecipação da ressurreição do nosso corpo.”

Pois é, este médico é bom de serviço e bom de cabeça também!

 

  • Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

deus perdoa - 20 junho 2015

 

1ª. Parte: Há 18 anos, escrevi este diálogo:

- Conte os seus pecados, meu filho.

- Padre, ontem eu estive na casa de um amigo para pedir dinheiro emprestado. Não encontrando ninguém, fui até o quarto do casal e tirei a quantia que precisava da gaveta da penteadeira. Estou desesperado, pois nunca tinha roubado antes.

- Calma, não chore! Deus tudo perdoa.

- Só que não terminou aí. Em seguida, a mulher dele apareceu, me perguntou o que estava fazendo no seu dormitório e, no momento, menti jurando-lhe que fui à sua procura. Entusiasmamo-nos e fizemos amor. Que vergonha!

- E era bonita essa mulher?

- Muito, padre, um mulherão!

- Então, Deus perdoa, filho.

- Mas o pior aconteceu depois. Meu amigo chegou, nos viu na cama e puxou o revólver. Parti pra cima dele e, no disparo inesperado, o matei! Não sei o que fazer, padre.

- Você vai rezar bastante e Deus vai lhe perdoar.

- Como me perdoar se eu roubei, menti, jurei falso, desejei a mulher do próximo e matei o meu melhor amigo? Tudo o que Jesus tanto combateu nas suas pregações!

- Quando Ele pregava não podia imaginar um homem na sua situação: endividado, tentado por uma bela mulher e ameaçado de morte. Neste caso, Deus perdoa. Vá em paz.

 

2ª. Parte: Há 7 anos, inspirado por um texto do Papa João Paulo II, escrevi isto:

O Sacramento da Confissão não só tem por objetivo o perdão dos pecados, mas leva também a um encontro profundo com Cristo - produz uma verdadeira ressurreição espiritual e uma restituição dos bens da vida. Por este motivo, seria ilusório querer buscar a santidade sem aproximar-se com frequência do Sacramento da conversão e da santificação. Esta obra é realizada pela Confissão através da purificação, da iluminação e da unificação com Cristo.

Quem se confessa com frequência e o faz com o desejo de progredir, está seguro de receber no Sacramento uma luz preciosa para seu caminho de perfeição. De confissão em confissão, o fiel experimenta progressivamente uma comunhão cada vez mais profunda com o Senhor misericordioso até a plena identificação com Ele.

Você concorda que não dá para desprezar tamanha graça em nossas vidas em apenas alguns minutos diante de um sacerdote? Por isso é que quando eu percebo que estou começando a ficar impaciente com alguma coisa, corro confessar. Mas, se é tão fácil, rápido e santificador, por que tanta gente reluta em receber esse Sacramento?

 

3ª. Parte: Trecho do artigo que publiquei na Revista Anais:

Pois é, o ser humano busca valores extraordinários e grandes fortunas, mas, quase sempre, despreza a sabedoria que Deus nos dá de graça: a riqueza espiritual contida na Bíblia. É bíblico o ensinamento: ‘Não juntem riquezas neste mundo, onde os ladrões assaltam e roubam; juntem antes riquezas no Céu, porque não há traça nem ferrugem para destruí-las. Onde tiverem a riqueza, aí terão o coração’. E quando recebemos Jesus Cristo na Eucaristia, encontramos o único Tesouro que pode entrar conosco na eternidade.

 

4ª. Parte: Conclusão:

Acho que deu para perceber que cresci bastante em espiritualidade, não? Trabalhando em comunidade, a gente aprende muitas coisas preciosas: valorizar os Sacramentos, amar o próximo, perdoar com o coração, obedecer com humildade, agir com simplicidade, rezar pelos sofredores; enfim, aprende-se a unir forças para ajudar na construção do Reino de Deus no meio de nós.

Aprendi também que: a autoestima combate a inveja e as tentações; a humildade combate a vaidade e o orgulho; a bondade evita o egoísmo e a ambição; e a sinceridade ajuda na imagem pessoal e na confiança que depositam em nós.

Há uma história de um casal que sobreviveu a um naufrágio e ficou 20 anos esquecido numa ilha. Quando cada um completou 60 anos de idade, apareceu-lhes um gênio prometendo conceder um desejo a ele e um outro a ela. A senhora logo pediu:

- Quero ficar aqui a sós com o meu velho para sempre porque nada mais me interessa além do seu amor.

Com este desejo concedido a ela e percebendo que não poderia mais sair da ilha, ele falou:

- Gostaria de ter uma companheira 30 anos mais nova do que eu para me motivar a ficar o dia todo junto dela.

Imediatamente o gênio elevou a idade dele para 90 anos, realizando o seu desejo.

Comigo também aconteceu mais ou menos isso. O único gênio que acredito - Nosso Senhor Jesus Cristo - me fez viver dezenas de anos maravilhosos em apenas 20. Desde 1991, quando estava praticamente morto num hospital, fui caminhando na fé e, hoje, me sinto próximo de Deus. O meu maior desejo é continuar com Ele para sempre, e sei que isso depende exclusivamente de mim, já que Jesus me perdoou por ter me afastado dele tantas vezes!

 

servir com muita alegria - 8 junho 2015

 

Entre as qualidades que um ser humano precisa para servir a Deus com alegria estão: a bondade, a humildade, a sinceridade e o amor próprio. Duas virtudes são para carregar dentro do peito - humildade e amor próprio - e as outras, de comportamento, devem ser disponibilizadas ao próximo - bondade e sinceridade - do meu livro: O Mendigo e o Padeiro.

O conjunto das qualidades é importante para o crescimento pessoal e discernimento de diversos problemas na vida de qualquer pessoa. Havendo equilíbrio entre elas, estaremos combatendo no dia-a-dia uma série de fatores que também impedem a nossa felicidade. Quando erramos, a correção de rota exige o resgate de alguma das quatro qualidades em maior grau - como já aconteceu por diversas vezes com você, concorda?

A verdadeira caridade estará presente nas ações daquele ser humano que possuir as quatro qualidades no coração. Então, se temos que praticar a bondade, a sinceridade, a humildade e o amor próprio, é tempo de deixarmos tudo o que é velho para trás e buscar somente aquilo que promove a vida.

Temos que ser solidários com o próximo porque Deus é solidário conosco; e isso não deve acontecer de vez em quando, mas, continuamente precisamos experimentar o amor do Pai. Ele nos criou para sermos felizes!

E você, como está a sua vida? Caminha junto com os irmãos ou procura chegar sozinho? Pratica a oração e a caridade? Será que estará vivo no ano que vem para ter nova chance de ajudar o próximo? Quem aceita o amor Divino pratica esse mesmo amor com as pessoas, promove a paz e a vida em abundância. Lembre-se: para não cair nas trevas, busque a luz de Jesus - o único caminho para a nossa salvação!

Há uma história de um monge peregrino à procura um homem que estava com baixa autoestima e vivia em profunda depressão. Logo que o avistou no bosque, percebeu que ele abaixou a cabeça e evitou mostrar sua tristeza. O religioso, então, puxou conversa: ‘O que faz aqui sozinho?’ E ouviu a franca resposta: ‘Sou um ex-criminoso, perdi o afeto dos meus amigos e não tenho esperança de sair da lama em que me encontro. Deixe-me em paz porque sei que ninguém pode me ajudar’.

Sabiamente o monge falou: ‘Mas eu preciso da sua ajuda, meu senhor. Pode ao menos segurar esta corda para eu descer até o riacho e beber um pouco d’água?’ Depois de algum tempo lá embaixo, o monge gritou: ‘Já bebi bastante. Pode puxar’.

Com toda a força, o homem tentou erguê-lo, mas não conseguiu. Tentou novamente, e nada! Foi quando viu que o monge abraçava uma pequena árvore e evitava ser içado. Então, meio bravo, o robusto homem, mesmo deprimido, desabafou em alta voz: ‘Que brincadeira boba é essa? Eu tentando ajudá-lo e você propositalmente resistindo?’ Lá de baixo, o monge respondeu: ‘Só estou retribuindo o que o senhor tem feito com todos que tentam ajudá-lo!’

Portanto, se desejar mudar qualquer tipo de situação, é necessário se desprender das ideias negativas que o impedem enxergar os melhores caminhos - da justiça e do amor. Ame-se de verdade e cresça espiritualmente a ponto de se alegrar com a felicidade alheia.

Numa palestra que proferi, contei a história de um filhote de águia que foi achada no mato por um camponês. Sem saber como cuidar dela, ele a criou junto às suas galinhas. Depois de muito tempo, um ambientalista soube da enorme águia que existia no terreiro do camponês e foi conversar com ele:

- Ei, amigo, você não pode tratar esse lindo animal assim como galinha!

- Mas esta águia se tornou uma galinha - disse o camponês.

- De jeito nenhum! Vou provar a você que os instintos dessa ave continuam presentes nela.

Então, o ambientalista levou a águia para cima do telhado e a soltou para que voasse. Ela foi ao chão e voltou para junto das galinhas. Não conformado com o resultado, ele voltou a pegar a águia e a soltou de cima de uma grande árvore. Novamente ela não voou. Foi quando ele a levou para o alto da montanha, fez com que olhasse na direção do sol e a jogou para o alto. Sem encontrar apoio no firmamento, a águia continuou voando por muito tempo.

Também nós somos imagem e semelhança de Deus. Às vezes é necessário alguém nos lembrar disso e até nos ajudar com algum empurrãozinho; porém, quando decolamos na fé, as virtudes que estavam guardadas no coração voltam com mais força e alegria.

Nosso Pai nos criou para sermos felizes na Terra e, principalmente, junto d’Ele no Céu.

 

errando e aprendendo - 22 maio 2015

 

Alguns anos atrás, um grupo veio ao meu apartamento fazer a Novena de Natal e, a cada mistério do terço, alguém puxava as jaculatórias. E chegou a vez de um amigo dizer o nome de algum santo de sua devoção. Como não lhe veio nada na memória, falou:

- Santa Lurdinha...

Respondemos sem muita convicção:

- Rogai por nós!

Antes de prosseguirmos a oração, uma senhora perguntou a ele:

- Existe essa santa?

- Sei lá, acho que sim - falou meio envergonhado, provocando muitas risadas.

Como a intenção dele não foi brincar ou desprezar a seriedade daquele momento de fé, todos entenderam a infelicidade que o levou a quebrar a corrente de intercessão à Santa Mãe de Deus. Porém, há pessoas que articulam gracinhas para tirar a atenção de quem está rezando.

Quando eu era jovem, sempre convidava um amigo para ir à missa e ele desconversava. Num domingo ele concordou e, durante a celebração, puxava conversa a toda hora. No ofertório, quando a sacola de coleta chegou até nós, ele colocou a mão no bolso esquerdo da calça, depois no direito... e começou a procurar nos bolsos da blusa enquanto a pessoa que segurava a sacola continuava esperando. Aquilo foi causando certo constrangimento, até que ele pegou o lenço no bolso de trás e, rindo, começou a limpar o nariz!

Alguns diriam que ‘jovem é assim mesmo’, outros poderiam pensar: ‘é melhor estar na igreja distraído do que pecando na rua’, mas, sem dúvida, o certo é aproveitar ao máximo cada momento de comunicação com Deus. Se já são tão poucos, não podemos desperdiçá-los e jogar as graças fora. Hoje, eu também me divirto contando isso às pessoas, mas não posso concordar com qualquer falta de respeito durante a Eucaristia.

Outro fato parecido aconteceu na década de 70 na igreja de Monte Sião - atual Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Na missa de quinta-feira santa - Santa Ceia -, eu era um dos 12 apóstolos sentados atrás do altar. Meu pai sempre assava e doava um pão grande e redondo para aquela celebração. Quando o alimento começou a passar de mão em mão entre nós, ao invés de ‘um dos apóstolos’ tirar o seu pedaço e entregá-lo ao próximo, começou a comê-lo sozinho!

Como o conhecíamos bem e sabíamos que iria ‘aprontar’ mais cedo ou mais tarde, quase choramos de tanto rir. No dia seguinte, eu soube que, cobertos de razão, muitos criticaram a nossa má conduta naquela hora santa. Portanto, eu também já compactuei com esse tipo de brincadeira indevida quanto estava frente a Jesus Cristo.

O importante é não continuar com os erros do passado. Atualmente, participo da missa prestando a máxima atenção o tempo todo. Não me atraso, não converso, fico atento às palavras do sacerdote, canto, louvo a Deus nas orações, comungo sempre, ajudo naquilo que posso, enfim, aceito os chamados para estar próximo do meu Salvador. E como não cabe a mim julgar algum tipo de conduta pecadora do próximo, naquilo que não posso interferir, rezo e entrego nas mãos de Deus.

Há algum tempo, fui a um casamento na Igreja Matriz de São Benedito em Itajubá e, ao meu lado, alguns convidados riam e conversavam em voz alta, tirando a minha concentração. Então, pedi a Nossa Senhora que tomasse conta deles por mim. Imediatamente se afastaram e saíram pela porta ao lado.

Quem já rogou à Mãezinha com fé sabe que a providência da Virgem Maria não tarda. Isso prova que não devemos nos exaltar e xingar os irmãos que ainda não têm a nossa espiritualidade. Tudo se resolve com paciência, perdão, amor e fé - como Jesus e seus pais nos ensinaram. Quem pratica a verdadeira caridade sabe bem como agir em todos os momentos.

Quando rezamos o Pai-nosso, pedimos: ‘Venha a nós o Vosso reino’; na oração do Creio, professamos a fé na comunhão dos santos; na linda e santa recitação da Ave-Maria, o nosso coração se exalta confiante nas palavras: ‘rogai por nós pecadores agora’; portanto, somos muito protegidos e nada devemos temer.

Ninguém é mais ou menos amado por Deus, apenas recebemos o que plantamos - de bom e de ruim. Se estivermos em estado de graça - sem maldades e pecados mortais -, tudo o que acontece contribui para um bem maior.

E você, que mora em Itajubá ou perto daqui, está convidado a participar da festa da nossa padroeira, Nossa Senhora do Sagrado Coração, no Instituto Padre Nicolau. Até domingo à noite, estarei na barraca de doces ajudando a servir bolos maravilhosos! Não erre ficando em casa.

 

 

PROVAÇÕES - 17 maio 2015

 

Um rato vivia correndo do gato da casa e, assim, lutava diariamente pela sobrevivência. Sua maior preocupação era com os filhos, pois sabia que se um ratinho caísse nas garras do felino, seria um desastre!

O gato também tinha filhotes e precisava se alimentar muito bem para tratar da família. Seu único problema era fugir do cachorro feroz. Quando o perdigueiro caçador estava por perto, os pais dos gatinhos ficavam vigilantes. Mas, nem o cachorro era completamente feliz. Ele sempre perdia alguns companheiros, que eram levados pela carrocinha. Isso o magoava muito e o fazia mais bravo a cada dia.

Naquela fazenda, apenas a vaca parecia não ser ameaçada pelas provações que os outros animais experimentavam; porém, com o passar do tempo, foi sacrificada pelo dono e virou churrasco. Sua carne alimentou também o cachorro, seu leite fez falta para o gato e, ao rato, nada mudou.

Assim é a vida: lutamos pela sobrevivência, nos preocupamos com os filhos, perseguimos os inimigos, ameaçamos a liberdade dos irmãos, nos acomodamos quando a situação nos favorece, mas continuamos dependendo uns dos outros. Àqueles que julgam estar acima do bem e do mal, quando menos esperam, a provação aparece. E nem sempre as piores consequências machucam os mais fracos - como aconteceu com a vaca da história que perdeu a vida!

Então, como se preparar para sofrimentos marcantes? Rezando e se conscientizando que a felicidade completa só encontraremos no Céu. E como sermos solidários com o sofrimento alheio? Amando os irmãos a ponto de praticarmos a verdadeira caridade: sem exclusão, sem hora marcada, com partilha material e espiritual. Mas, nas provações inesperadas, o que fazer? Bem, isso merece uma reflexão maior.

Há muitas dores na vida que mal entendemos: a perda de um parente próximo, uma traição, um desemprego na família, alguma doença grave e outras mais. Cada caso é um caso e as atitudes que tomamos são distintas, mas, em primeiro lugar, devemos permanecer em oração e confiar na providência Divina.

Da mesma forma, Deus nos dá força e confia na nossa dignidade cristã. Só assim alcançaremos a graça de sermos curados da dor que sentimos. Com humildade e perdão, será ainda mais fácil.

O perdão, por exemplo, é um dom especial que deve ser praticado sempre porque agrada muito ao nosso Pai eterno. Quem não perdoa, sofre as piores consequências e mata sua própria alma. Eu admiro demais quem estende a mão a quem lhe ofendeu. Sei que é preciso muita fé para perdoar, mas somente assim estaremos em sintonia com Deus para anunciar Jesus Cristo a todos.

E ser humilde é um comportamento realmente necessário nas tribulações? Eu sempre digo que sim se a humildade vem do coração. Quem erra, precisa de humildade para se redimir; quem trai, precisa de humildade para pedir e aceitar ajuda. Ser humilde é ser inteligente e usar a sabedoria sempre.

Quem está munido dos sete dons do Espírito Santo vence todas as provações sem vacilar na fé. Quem não os tem, sente-se órfão do amor do Criador de vez em quando. Eis os dons: temor de Deus, piedade, ciência, fortaleza, conselho, sabedoria e inteligência. Há como negar que já praticamos todos eles em nossa vida? Eu, por exemplo, em minha pequenez, os pratico todos os dias - mesmo involuntariamente. Usando e abusando dos dons que confirmamos no Crisma, nos tornamos mais resistentes às tentações. O óleo que recebemos nos deixou mais lisos para escaparmos do pecado.

O selo de cristão nos reveste com o Espírito santificador. É a maior garantia de qualidade que existe! Então, por que temer as provações se a coragem que precisamos vem de Deus? Ele não se doa a nós todos os dias na Eucaristia? Quem não procura Jesus na Igreja e no pobre, tem direito de reclamar dos problemas que enfrenta?

Contaram-me a história do comandante de um batalhão que vivia perseguindo um sargento, fazendo-o passar por inúmeros vexames. Certo dia, quando passava em revista à tropa, parou na frente do sargento, puxou o crucifixo que ele trazia na corrente e o jogou no chão. O subordinado, mesmo sabendo que poderia ser punido, saiu de forma, pegou o crucifixo, colocou-o no bolso e voltou à posição de sentido.

Mais tarde, o sargento foi chamado ao comando e achou que receberia uma grande advertência. Ao contrário, o comandante lhe disse: ‘Amanhã lhe darei uma promoção porque se você defende o seu Deus com tanto amor, é digno de ser um oficial do exército para defender a pátria’.

Esse é apenas um tipo de recompensa que recebemos quando enfrentamos as provações com dignidade cristã. Jesus, o Filho da Rainha, morreu por nós e isso prova que jamais nos abandonará. Portanto, coragem! O Senhor marcha à nossa frente!

 

VOCÊ TEM EXPERIÊNCIA? 8 maio 2015

 

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder à seguinte pergunta: ‘Você tem experiência?’ A redação abaixo foi desenvolvida por um dos aprovados e o texto vem fazendo sucesso na internet pela enorme criatividade:

“Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar; já me queimei brincando com vela; já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto; já conversei com o espelho e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.

Já passei trote por telefone; já tomei banho de chuva e acabei me viciando; já roubei beijo; já confundi sentimentos; já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro; já me cortei fazendo a barba apressado; já chorei ouvindo música no ônibus; já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas; já subi em árvore pra roubar fruta; já caí da escada de costas. Já fiz juras eternas; já escrevi no muro da escola; já chorei sentado no chão do banheiro; já fugi de casa pra sempre e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando; já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só; já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado; já me joguei na piscina sem vontade de voltar; já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios; já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei o meu lugar. Já senti medo do escuro; já tremi de nervoso; já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar; já apostei em correr descalço na rua; já gritei de felicidade; já roubei rosas num enorme jardim; já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um ‘para sempre’ pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a lua virar sol; já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú chamado coração, e agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: ‘Qual sua experiência?’. Isto ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser ‘plantador de sorrisos’ é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem se a todo momento tudo se renova?”

Considerando a criatividade do candidato, concordo que a redação tem muito valor, mas, com certeza, não foi somente a imaginação que pesou na avaliação. Sua coragem também contou bastante porque nem todos se arriscariam a perder uma oportunidade de emprego filosofando e deixando de responder objetivamente a pergunta. Na verdade, entenderam que ele inovou, respondendo além daquilo que imaginavam e referindo-se a dezenas de experiências vividas.

Acho que todos concordam que é burrice alguém repetir experiências ruins a toda hora sabendo que vai se prejudicar. Mesmo os animais irracionais ganham novas experiências a cada dia: gato escaldado tem medo de água fria, certo? Mas, e a rã, coitada, quando é colocada numa panela d’água que vai se aquecendo lentamente, morre cozida! Se tivesse jeito de reviver a mesma experiência...

E o homem, como se comporta após viver algumas más experiências: se parece mais com o gato ou com a rã? Por exemplo, ao pecarmos e vermos os malefícios sofridos pelo corpo e pela alma, jamais poderíamos cometer o mesmo erro se usássemos a fé e a razão. Aqueles que têm fé concordam, mas quem tenta justificar apenas pensando nos prazeres da carne, se comporta como a rã viva na panela e vai morrendo lentamente. É preciso coragem para seguir os caminhos de Jesus Cristo e não voltar a pecar.

Se você for como eu que tive muitas experiências de pecados, responda esta outra pergunta: ‘Ainda lhe resta alguma dúvida da existência e da misericórdia de Deus?’

No dia 23 de novembro de 1793, em discurso na catedral de Notre Dame, diante de quase 20 mil pessoas, um cientista proclamou a desnecessidade de Deus. Dizia que bastavam apenas a razão e o bom senso para que tudo se explicasse de maneira satisfatória. Com ousadia sem limites, resolveram apagar todos os sinais de Deus em Paris.

Num final de tarde, quando os encarregados pela destruição chegaram para derrubar as paredes de uma igreja, se depararam com o velho jardineiro que cuidava das flores. Ao vê-los chegar, perguntou curioso por que traziam tantas ferramentas, e alguém lhe respondeu:

- Viemos para apagar de vez os sinais de Deus na Terra.

- E onde estão as escadas? - falou o jardineiro.

- Mas, para que precisamos de escadas?

- Se vocês querem apagar todos os sinais, precisarão de uma escada muito longa para pegar as estrelas!

Concluindo, quem já teve alguma experiência verdadeira com Deus, tem criatividade e coragem de sobra para enfrentar o mundo até ganhar definitivamente o Céu.

 

OS SETE DEGRAUS DO SUCESSO PROFISSIONAL

                   

Hoje em dia, qualquer aprendizado é útil, principalmente no eixo tecnológico Gestão & Negócios. Entre outras competências, as empresas valorizam profissionais que aceitam mudanças, atuam em diversas áreas, têm espírito de grupo, minimizam retrabalhos, melhoram a qualidade do serviço e concentram-se nos resultados com postura ética.

Assim, a capacitação e a atualização constantes se tornam ferramentas necessárias aos profissionais que pretendem se manter no mercado de trabalho. E para ajudar agregar valor ao nível gerencial dos profissionais, o Instituto Federal Sul de Minas pode contribuir ainda mais em nosso campus, onde já é disponibilizado um Curso Técnico em Administração. Porém, esta proposta engloba assuntos fundamentais à capacitação na área de forma concentrada - 60 horas. É uma grande oportunidade para quem busca melhor qualificação e, um dia, também ser multiplicador de habilidades na empresa.

 

OBJETIVOS

Os objetivos a serem alcançados pelo corpo discente são:

Aprender conceitos básicos para melhorar a liderança e a eficácia nas ações.

Aprender como minimizar o tempo improdutivo para trabalhar com qualidade.

Aprender a falar com naturalidade para sentir-se mais seguro e atender a necessidade de cada cliente.

Aprender a estabelecer indicadores de satisfação dos clientes internos e externos, adequados aos serviços da empresa.

Aprender a entusiasmar-se para controlar os problemas de saúde decorrentes da ansiedade e do retrabalho.

Aprender atitudes e comportamentos necessários para o desenvolvimento do pensamento criativo.

Aprender a buscar e a aplicar a ética em todas as atividades do dia.

 

PÚBLICO ALVO

O curso destina-se:

- a profissionais de diversas áreas de uma empresa que tenham responsabilidades na supervisão de equipes;

- a profissionais que buscam desenvolver-se para assumirem com qualidade posições de chefia ou liderança;

- a professores e técnico administrativos do Instituto Federal Sul de Minas, que visam a aplicação do conteúdo com seus alunos e/ou colegas de trabalho.

 

PERFIL PROFISSIONAL E ÁREAS DE ATUAÇÃO

As orientações práticas do curso têm as seguintes finalidades após sua conclusão:

- integrar o conteúdo e a realidade profissional de cada participante, de forma interessante e aplicável ao dia a dia das organizações;

- reeducar hábitos e concentrar-se nas prioridades para alcançar melhores resultados;

- estabelecer uma rotina pessoal básica para procedimentos de sucesso profissional em qualquer área de atuação.

 

PRÉ-REQUISITO E MECANISMO DE ACESSO AO CURSO

Deseja-se que o participante do curso tenha concluído o ensino médio e possua alguma experiência na área gerencial para contribuir com o grupo discente. Caso o número de inscritos seja superior às vagas oferecidas (trinta e seis), o critério de seleção seguirá esta ordem de classificação:

- mais experiência profissional;

- maior grau de escolaridade;

- sorteio

As matrículas poderão ser feitas no campus do IF Sul de Minas, em horário comercial, mediante documentos pessoais e afirmativa de conclusão do ensino médio.

Curso gratuito.

 

MATRIZ CURRICULAR

1. Liderança - 8 horas

2. Administração do Tempo - 10 horas

3. Qualidade em Serviços - 12 horas

4. Comunicação Verbal - 12 horas

5. Criatividade - 6 horas

6. Motivação - 6 horas

7. Ética - 6 horas

O curso terá aulas expositivas, trabalhos em sala, debates, dinâmicas de grupo, filmes de treinamento e leituras de artigos. A distribuição da carga horária em cada subitem dos sete capítulos dependerá da maior/menor participação dos alunos.

 

PERÍODO E HORÁRIO DAS AULAS

Toda quarta-feira, das 18h30 às 21h30, no prédio da engenharia civil do Campus do IF Sul de Minas.

Início das aulas: dia 20 de maio

Encerramento: 7 de outubro (férias em julho)

Será aprovado o aluno que obtiver aproveitamento superior a sessenta pontos na média das avaliações e frequência igual ou superior a 75%.

PROFESSOR

Paulo Roberto Labegalini

- docente e coordenador de 2 cursos do IF Sul de Minas

- professor aposentado da Unifei - 36 anos de serviços

- engenheiro civil e doutor em engenharia de produção

- autor de vários livros e artigos publicados

 

  • Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

 

O ANJO ENVIADO - 1 maio 2015

 

Num local distante, dezenas de trabalhadores exploravam minério para um proprietário muito rico. Devido ao serviço pesado e o baixo salário, todos reclamavam da vida que levavam, enquanto o dono da terra ficava mais milionário.

Certa noite, um dos empregados teve uma visão: um anjo lhe disse que no domingo seguinte visitaria uma família muito pobre do lugar e lhe daria aquilo que mais lhe faltava. Entusiasmado, o trabalhador reuniu os amigos e contou a novidade. Logo a notícia se espalhou e cada um tentava adivinhar quem o anjo visitaria. Uns diziam que seria a tal mulher doente, outros apostavam num senhor com oito filhos que dormiam no chão, enfim, ninguém deixou de dar o seu palpite.

Na segunda-feira, logo que o dia amanheceu, a correria foi grande para confirmar quem fora agraciado pelo anjo. Quando souberam que a visita não aconteceu a nenhum deles, começaram a se revoltar e tentaram agredir o trabalhador que teve a visão, mas logo chegou o patrão contando:

- Ontem, um anjo enviado por Deus esteve na minha casa. Ele disse-me que há muito sofrimento entre vocês porque sou injusto na condição de vida que lhes proporciono. Enquanto cada um dos senhores se aproxima de Jesus pela dor, eu e minha família nos afastamos do Senhor pela ambição. Portanto, éramos espiritualmente os mais pobres deste lugar! Antes de partir, o anjo colocou muito amor no nosso coração e só então pudemos perceber o quanto devemos ajudar vocês. De hoje em diante, teremos o compromisso de tratá-los com dignidade, respeito e nada lhes faltará.

Que história maravilhosa, não? Lembre-se agora quantas vezes um anjo já esteve ao seu lado dizendo que você teria que mudar de vida e socorrer os necessitados... Quer uma ajuda para trazer o passado para o presente? Talvez alguém tenha pedido o seu auxílio para um pobre e você adiou a contribuição; ou, quem sabe, por ‘falta de tempo’, você deixou de rezar pela paz no mundo; ou será que, por teimosia, insiste em não participar de alguma pastoral da Igreja?

Tudo isso já aconteceu comigo e sei como fechei o coração em algumas fases da vida. Por isso, se está adormecido na fé, convido você a se tornar ‘anjo’ também. Cada visita que fizer à casa de quem mais precisa da sua ajuda, maior será seu próximo voo na evangelização.

A felicidade se conquista principalmente com paz na família, fé no coração e amor ao próximo. Temos que nos aproximar de Jesus a cada dia antes que as forças do mal cortem as nossas ‘asas de anjos’. Sem a condição de anjo, fica muito mais difícil transpor as dificuldades e salvar a humanidade. Quando descobri o tamanho das ‘minhas asas’, ganhei confiança e passei a servir melhor a Deus - voando todos os dias. E como é bom voar!

Portanto, se suas asas ainda estão fechadas, comece a movimentá-las com oração, depois dê pequenos saltos através da caridade e, finalmente, voe junto conosco, cristãos comprometidos, porque Jesus abre o caminho da evangelização à nossa frente. E há muitas maneiras de evangelizar porque o mundo é movido pela comunicação!

Temos o dever de nos comunicarmos bem: com naturalidade, conhecimento do assunto e entusiasmo; mas de que adianta tudo isso se não falarmos a verdade? Também é importante ter credibilidade para maior convencimento, que pode ser conquistada a cada dia com conduta exemplar. E a humildade do evangelizador, não é fundamental para atingir os corações necessitados? É claro que são características que não podemos desprezar, mas sem a ajuda divina, fica muito mais difícil uma comunicação eficaz; portanto, a oração também não pode faltar.

Dizem que cerca de 50% do poder de comunicação do ser humano está na linguagem corporal, 40% na voz e apenas 10% nas palavras. Isso significa que sem a gesticulação e a emoção, de quase nada adiantam as palavras! Mesmo assim, Jesus continua sendo o maior comunicador da história porque sua Palavra é recitada, ouvida e seguida em todo o mundo. Imagine se O víssemos falando à nossa frente, quanta paz nos traria!

Mas podemos ser anjos porta-vozes de Cristo, concorda? A melhor maneira de fazermos isso é nos unirmos no amor para construirmos juntos um mundo novo. Uma simples frase dita com sinceridade e fé pode ajudar a curar um irmão, como, por exemplo: “Deus te abençoe!”

E para lembrar que precisamos aproveitar bem as oportunidades que temos na evangelização, vou lembrar a história de um mosteiro onde os monges só podiam dizer duas palavras por ano! No final do primeiro ano que lá estava, um noviço foi até o monge superior e disse: ‘Comida fria’. Após o segundo ano, ele falou: ‘Cama dura’. Mais um ano se passou e lá estava ele de novo para dizer: ‘Vou embora’. O religioso superior escreveu este bilhete a ele: “Eu sabia que não ficaria. Você só reclama!’

 

Apresentação musical (Paulo Labegalini e sua filha Soraia): https://www.youtube.com/watch?v=fxCpFjV8zqU

 

 

  • Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

 

FÉ E OBEDIÊNCIA - 26 abril 2015

 

O capítulo 6 do Evangelho de São Marcos descreve o envio dos apóstolos dois a dois para sua primeira experiência missionária. Jesus pediu que não levassem dinheiro, nem pão, nem duas túnicas, mas falassem em seu nome contra os espíritos impuros. Sábio conselho!

E o resultado foi o melhor possível: converteram muitos corações, expulsaram demônios, curaram doentes e pregaram a paz. Isso tudo só foi possível por dois motivos principais: fé e obediência à Palavra de Deus. Como eles tinham convivido um longo tempo com o Senhor, parece ter sido mais fácil cumprir a missão; porém, hoje, o que nos torna diferentes dos doze apóstolos?

Pense: podemos ficar demoradamente com Jesus próximos ao sacrário e também podemos agir na vida das pessoas em nossas comunidades. Portanto, fazer uma experiência com Cristo é perfeitamente possível a qualquer pessoa. Basta querer!

Às vezes, a situação se complica na vida de algumas pessoas porque depositam fé e prestam obediência indevidamente. Aceitam conselhos que contradizem aos ensinamentos bíblicos e dão com os burros n’água, como nesta história:

Um casal humilde precisou viajar com o filho e resolveu transportar a carga no lombo de um burro. Como o animal era forte, colocaram também o menino em cima dele e partiram. No primeiro povoado que atravessaram, bateram à porta de uma casa pedindo comida, não foram atendidos e ouviram este argumento:

- Vocês deixam o garoto descansando e caminham a pé? O chefe da família, mais velho e suado, é que deveria estar em cima do burro!

Imediatamente fizeram a mudança, bateram n’outra casa e receberam mais um ‘não’.

- Como pode um senhor forte deixar a esposa caminhando enquanto viaja confortavelmente?

E com a mulher no lombo do animal, veio outra crítica:

- Coitado do burro! Esta senhora é muito pesada para ele. Já não chega a carga que carrega?

Finalmente, retiraram os fardos do seu lombo, cada um assumiu parte do peso e viajaram puxando o animal. Isso serve para lembrar que não podemos aceitar todos os tipos de orientações, principalmente vindas de pessoas que desconhecem ou não praticam a fé cristã. Temos que valorizar as nossas vocações!

E não só os sacerdotes são vocacionados - como muitos pensam -, mas todos nós! Quando alguém tem talento para determinado trabalho, dizemos que a pessoa tem vocação para aquela atividade; portanto, uns são mais inclinados para algumas aptidões do que outros. Mas, e quem não sabe nada?

Eu diria que Deus não criou ninguém assim porque a vocação mais sublime possível é o amor, que sempre está ao alcance de todos. E como o nosso grande objetivo na vida é chegarmos à santidade, quanto mais amarmos, mais estaremos atendendo ao chamado de Deus para exercitar a maior vocação que Ele nos deu.

Todavia, como nossa liberdade é praticamente ilimitada, não podemos sempre pensar que tudo o que fazemos advém de predisposição para os atos praticados. Por exemplo, qual era a vocação de Santa Maria Madalena? Sabemos que ela foi uma pecadora pública e depois se tornou anunciadora da palavra de Jesus - por ter sido curada por Ele. Então, tinha dupla vocação: prostituição e santidade?

Se prevalecesse a vontade de Deus, é claro que o pecado não faria parte de sua vida, mas, como qualquer um de nós, ela enfrentou o lado sujo da existência humana enquanto não teve uma verdadeira experiência com Cristo. Porém, percebeu o melhor sentido da vida quando atendeu ao chamado do Senhor: acompanhou-o até sua crucifixão, sepultamento e foi a primeira a reconhecer o Ressuscitado.

Depois que encontrou Jesus, ela tanto amou que acabou se santificando! Isso deixa claro que tinha uma forte vocação para servir a Deus. Então, não tenha dúvidas: se você amar a Santíssima Trindade sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo, parabéns, porque também estará sendo homenageado neste mês vocacional.

Bem, enviados já fomos desde o Batismo, agora é preciso ter consciência de que ser cristão é seguir Jesus Cristo com obediência e fé. E tudo de melhor nos será acrescentado!

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  • Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

 

A HISTÓRIA DE MARIA NOS APÓCRIFOS

 

Fiquei muito tempo atarefado com tantas atividades no Instituto Federal Sul de Minas que deixei de dar atenção às revistas católicas que recebo. E para não acumular esse material tão precioso ao coração, passei tudo em frente para que outras pessoas se reforçassem espiritualmente. Mas, o que senti mais falta foi estar desinformado das homenagens que Nossa Senhora recebe em diversos lugares do mundo.

Então, procurei na internet e li um extenso artigo do Frei Jacir de Freitas Faria, ofm, publicado no Jornal Estado de Minas, referente à história da Virgem Maria nos evangelhos apócrifos - textos das origens do cristianismo, que não fazem parte da Bíblia. Ele me trouxe novidades sobre a vida dessa personagem tão santa e polêmica entre os cristãos. É uma viagem fascinante e quem começa não quer parar. Muitas curiosidades são sanadas diante dos relatos maravilhosos.

Os principais textos e evangelhos apócrifos que falam de Maria são: O Nascimento de Maria: Proto-evangelho de Tiago; O Nascimento de Maria: Papiro Bodmer; Evangelho do Pseudo-Mateus; História de José, o Carpinteiro; Evangelho Armênio da Infância; Evangelho dos Hebreus; Livro da Infância do Salvador; Pistis Sophia; Aparição à Maria: Fragmentos de Textos Coptas; Lamentação de Maria: Evangelho de Gamaliel; Maria Fala aos Apóstolos: Evangelho de Bartolomeu; Trânsito de Maria do Pseudo-Militão de Sardes; Livro do Descanso; e O Evangelho Secreto da Virgem Maria.

Eu li este último e posso garantir que é uma obra literária belíssima que coloca Nossa Senhora narrando a própria história a João, seu discípulo predileto. Os apóstolos a chamavam de mãe, porque ela era exemplo de mulher integrada.

Frei Jacir diz que muitas tradições religiosas em relação a Maria têm suas origens nos apócrifos, assim como: a palma e o véu de nossa Senhora; as roupas que ela confeccionou para usar no dia da morte; sua assunção ao céu; a consagração à Maria e de Maria; os títulos que recebeu na ladainha dedicada a ela; os nomes de seu pai e de sua mãe; a visita que ela e Jesus receberam dos magos; o parto em uma manjedoura etc.

A virgindade de Maria é defendida pela quase totalidade dos textos. Ao falar da virgindade, a comunidade dos apócrifos tem intenção mais apologética que histórica. A pureza de Maria é demonstrada pela sua vida consagrada no templo de Jerusalém. Ela está sempre em contato com o sagrado e, quando Jesus nasce, a virgindade de Maria é mantida.

Os irmãos de Jesus eram de criação. Nem é preciso recorrer à interpretação de Jerônimo (séc. IV E.C.) que entendeu o substantivo ‘irmão’ dos evangelhos canônicos como primos. Além disso, José tinha 93 anos quando se casou com Maria - uma jovem entre 14 e 15 anos.

João - aquele que recebeu o encargo de cuidar dela - levou a palma da virgindade de Maria porque também se manteve virgem. Por isso, ainda hoje, se oferece a palma nas coroações de Nossa Senhora.

Maria também seguiu os costumes judaicos. Ela casou-se com José, conforme previa a Lei (Torá) que ela tanto observava e estudava. Seus pais eram descendentes de Davi e também o seria seu filho, Jesus. O nascimento dela foi impedido pela esterilidade da mãe, mas a bênção de Deus possibilitou o milagre. Somente uma boa judia podia receber essas bênçãos de Deus!

Toda a história da assunção da Virgem Maria está nos apócrifos. Os escritos sobre ela foram respostas aos questionamentos sobre a sua vida. Eles são as expressões da fé: na virgindade, assunção, santidade e liderança de Maria entre os primeiros cristãos. Não só esses escritos sobre Nossa Senhora ajudaram a difundir a fé nela como mãe de Deus, mas a arte e a liturgia.

Continuando o relato do frei, em 1950 a Igreja católica proclamou o dogma da Assunção de Maria, confirmando simplesmente um ensinamento tradicional. A assunção só foi possível porque ela era virgem. A presença dos apóstolos no momento em que Cristo vem buscá-la no sepulcro demonstra a legitimidade da assunção.

E Paulo estava entre eles. Ele não poderia conhecer os mistérios que se passava com ela, pois era apenas um iniciado na vida cristã. Os apóstolos não concordavam com as opiniões de Paulo, mas Jesus apareceu e o acolheu, o que significou que bastava um coração puro como o de Paulo ou de Maria para poder atingir a salvação.

Pois é, a nossa religião tem uma grande mulher. No cristianismo e no imaginário coletivo, Nossa Senhora permanecerá sempre como modelo de mãe intercessora; mas não estaria na hora de acrescentar a esse dado de fé a liderança apostólica e missionária de Maria que os apócrifos nos legaram? Ademais, nos apócrifos, Maria não deixou de ser mulher para ser a mãe de Jesus. Vale a pena ler os apócrifos sobre ela.

Bendito seja o Papa Emérito Bento XVI que disse: “Maria é o ideal da autêntica vida litúrgica”. Quem pode negar isto?

 

 

Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

 

UNÇÃO DOS ENFERMOS

 

Todo Sacramento é o prolongamento de um gesto salvífico de Cristo. Jesus curou: o cego de nascença (Jo 9,1-6), o homem de mão atrofiada (Lc 6,6-10), o paralítico da piscina (Jo 5,2-9), o servo do centurião (Mt 8,7), a sogra de Pedro (Mt 8,14), o paralítico da padiola (Mt 9,6), a mulher com fluxo de sangue (Mt 9,22) etc. Portanto, além de pregar a boa-nova do reino, Jesus percorreu todas as cidades e aldeias da região curando enfermidades: “Eu vim para que as ovelhas tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

A ressurreição de Jesus fez dele o Senhor da Vida! São Tiago disse: “Alguém entre vós está triste? Reze! Está alegre? Cante! Está doente? Chame os sacerdotes da Igreja e, estes, façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 13,15).

A ignorância do povo leva a pensar que a Unção dos Enfermos - chamada antigamente de extrema-unção - deve ser ministrada quando o doente está em agonia e vai morrer. Na verdade, é um sacramento de vida, de cura! Deus criou o homem e não o abandona até seu último dia na Terra. Ele pode libertá-lo de todas as doenças, como aconteceu há pouco tempo com uma amiga. Antes de um exame que lhe trazia muitas preocupações, ela procurou um sacerdote e recebeu a Unção. Dias depois, teve uma boa notícia no resultado do exame - contrariando o resultado anterior.

E como o doente geralmente é discriminado pela sociedade consumista que busca o sucesso, a enfermidade é o sofrimento mais específico para ser consagrado a Deus. Na doença também está a esperança de participar com Cristo da vida eterna.

Os efeitos deste Sacramento são vários: força espiritual para resistir as tentações e suportar com paciência os sofrimentos; apaga os pecados que não puderam ser confessados; restitui a saúde do corpo se for para a glória de Deus; purifica a alma para uma morte santa etc.

E toda pessoa batizada - que por doença grave ou debilidade mental se achar em perigo de vida - pode receber a Unção dos Enfermos, e voltar a recebê-la em outra mesma ocasião. Recomenda-se o arrependimento dos pecados e o desejo de receber o Sacramento - se a pessoa estiver consciente.

É importante lembrar que o óleo já era usado como medicamento na época de Cristo e, ainda hoje, encontra-se em muitos remédios. Além disso, o óleo dos enfermos é o sinal externo daquilo que o Espírito Santo faz internamente no ser humano: uma graça libertadora!

Então, quem aceitar voluntariamente continuar a missão de Cristo, deve: em casa, ter cuidados especiais com os velhinhos e doentes; na Paróquia, participar da Pastoral dos Enfermos; na sociedade, ajudar nas campanhas contra atentados à vida: aborto, alcoolismo, tóxico, consumismo, violência, pornografia; em breve, conscientizar os familiares que se apressem a buscar o Sacramento da Unção dos Enfermos em caso de necessidade para que, em união com Cristo, ofereçamos nosso sofrimento pela paz do mundo.

Todos os Sacramentos brotam da Páscoa do Senhor e contém o imenso amor de Deus. Com certeza, por meio da fé, os efeitos de cada Sacramento resolvem qualquer tipo de problema.

 

Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

 

DIVINA MISERICÓRDIA

 

Durante a segunda guerra - final da década de 30 - Jesus apareceu à Irmã Faustina e disse esta frase marcante: “A misericórdia é o meu maior atributo”. As aparições continuaram e, numa delas, Nosso Senhor pediu que ela mandasse pintar um quadro com a imagem que via naquele momento, e afirmou: “Eu prometo a salvação a quem venerar o quadro. Os raios vermelhos significam o meu sangue e os brancos a água que jorrou do meu coração quando o transpassaram com a lança. O meu olhar é o mesmo que olhei para os meus algozes na cruz. E repita sempre: Jesus, eu confio em vós.”

Irmã Faustina morreu sem ver a devoção ser propagada pelo mundo inteiro, mas, enquanto viveu, continuou passando as mensagens de Jesus: “Às três horas da tarde é a hora da santa misericórida para o mundo. Quem meditar pela minha paixão, nada lhe negarei. Diga: Ó sangue e água que jorrastes do coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em vós”.

É por esse motivo que hoje rezamos o Terço da Misericórdia diariamente às 15 horas. O Terço tem grande efeito de paz às pessoas desesperadas ou que estão à beira da morte. Seja você também um canal dessa salvação. Cada alma que ajudar a entrar no Céu, será sua intercessora junto a Deus.

Há duas fontes de salvação nesta vida: o Batismo, quando nos tornamos templos do Espírito Santo; e o Sacramento da Reconciliação, onde recebemos o perdão gratuito do Pai através do arrependimento. Quem não se santificar através dessas fontes, a Misericórdia Divina passa a ser a última tábula de salvação. E quem tem essa devoção pratica três obras de misericórdia para dar sentido à sua missão: oração, caridade e propagação da Palavra de Deus.

Lembro do caso de um velho conhecido que sofreu uma parada cardíaca e foi levado ao hospital. Enquanto estava internado, foi visitado pelos seus oito filhos e, durante a visita, teve uma segunda parada do coração. Um dos filhos rezava o Terço da Misericórdia pelo alívio do sofrimento do pai quando o médico entrou no quarto e pediu que todos se retirassem. De repente, olhou para o filho que rezava ocultamente e, sem que ninguém entendesse, disse: ‘Você fica’. Em seguida, o pai descansou e sua alma partiu para a eternidade.

Outros fatos maravilhosos são relatados todos os dias por quem propaga a devoção, mas, melhor do que saber graças do passado é vivenciar uma grande bênção através da oração. Então, não perca tempo; eis como rezar o Terço da Divina Misericórdia:

No princípio reza-se: um Pai Nosso, uma Ave Maria e o Credo. Nas contas grandes: ‘Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro’. Nas contas pequenas: ‘Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro’. No fim do terço, dizer três vezes: ‘Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro’. Em seguida, reza-se a Salve Rainha.

Faça esta jaculatória após cada mistério: ‘Ó sangue e água que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós’.

Pode confiar; é promessa de Jesus!

 

 

  • Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

 

AS NOSSAS OPORTUNIDADES

 

Um homem queria se casar com uma mulher perfeita. Anos se passaram e essa pessoa não aparecia; então, ele resolveu viajar o mundo à procura de sua futura esposa. Na Espanha, encontrou uma jovem fisicamente perfeita, mas não tão bonita interiormente. Na Grécia, a cultura de uma outra o impressionou, mas sua plástica não era tão bela.

Somente após procurar anos e anos, ele conheceu na Índia a tão sonhada mulher perfeita. Era linda por fora e por dentro, também era muito alegre e caridosa, enfim, tudo aquilo que ele imaginava encontrar numa só pessoa. Ao lhe propor casamento, ela não aceitou porque disse que só se casaria no dia em que encontrasse o homem perfeito.

Conto isso para concluir que o critério de perfeição é muito subjetivo. Quando tentamos administrar o tempo, normalmente não conseguimos cumprir um planejamento de atividades diárias exatamente como foi elaborado porque nem tudo está sob o nosso controle. Perfeito, só Deus!

Logicamente que toda atividade que estabelecemos prioridade máxima tem muita chance de se realizar. Servir o próximo, por exemplo, é prioritário para você? Infelizmente, não é somente a moedinha que colocamos na coleta da missa que vai mudar a vida de alguém, mas principalmente a nossa disponibilidade à caridade. Ou nos amamos sem exclusão, ou o Plano de Deus não se realizará na Terra!

Outra história diz que dois amigos vinham do trabalho caminhando por uma estrada de terra quando viram um grão de milho à frente. Surpreso com o fato, um deles comentou:

- Veja, encontramos a nossa mina de ouro! Se plantarmos este grão, nascerá um pé de milho; debulhando as espigas e voltando a plantar, teremos uma roça de milho; depois, debulhando novamente todas as espigas e plantando, teremos uma lavoura de milho e seremos grandes produtores!

- Puxa, como você é esperto! - respondeu o outro. - Mas não quero ser seu sócio porque não gosto da sua ganância. Assim que crescer o primeiro pé de milho, quero pegar as minhas espigas e cuidar da minha roça sozinho.

- Ah, é assim que você me agradece? Então, vamos fazer um contrato para não deixar dúvidas da parte de cada um. E também não aceito plantar este milho no seu quintal porque não sei se vai cuidar bem do nosso investimento.

Enquanto a discussão prosseguia, uma galinha passou por eles e comeu o milho!

Veja, podemos imaginar o grão como sendo as oportunidades que temos na vida e a galinha representando o tempo. Se não aproveitarmos cada boa oportunidade na hora certa, o tempo a levará embora. Por isso, é importante nos conscientizarmos que: as nossas lembranças ficaram no passado, as nossas esperanças estão no futuro, mas todas as oportunidades sempre estarão no presente. Quem não servir a Deus hoje, perderá mais uma grande oportunidade de se aproximar do Céu.

E como sempre fiz, não perdi esta chance de contar algumas histórias e convidar você a praticar o bem. Como caridade é um gesto de amor, quanto mais você rezar o terço e refletir os Evangelhos, melhor preparado estará o seu coração.

Se tanta gente ajuda tanta gente em tantas oportunidades, dá para administrar o tempo e fazer a sua parte, concorda? Porém, nem toda oportunidade deve ser aproveitada sem medir as consequências. Há casos que nos trazem muita satisfação, mas são bloqueadores da nossa salvação, como este exemplo:

O marido disse à esposa:

- Meu bem, ao invés de irmos à missa, vamos pegar um cineminha?

Ela respondeu:

- Não.

E foram felizes para sempre.

 

Lema da Campanha da Fraternidade 2015:‘Eu vim para servir’ (Mc 10,45)

 

  • Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

 

PRESENTES DE AMOR

 

Um garoto pobre com doze anos de idade entrou na loja, escolheu um sabonete comum e pediu ao proprietário que o embrulhasse para presente.

- É para minha mãe - disse com orgulho.

O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo. Pensou que poderia embrulhar junto algum artigo mais significativo; entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha na loja. Deveria ou não ajudar? O coração dizia sim, a mente dizia não.

Notando a indecisão do homem, o garoto pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. O proprietário ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valores tão insignificantes. E continuava no seu conflito mental.

Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, compraria algo bem melhor para sua querida mãe; e lembrou sua própria mãe. Fora pobre e, muitas vezes na infância, também desejara presentear sua mãezinha. Quando conseguiu emprego, ela já havia falecido. Agora, com aquele gesto, o garoto estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos.

Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado o dinheiro para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema? Impaciente, ele perguntou:

- Moço, está faltando alguma coisa?

- Não. É que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente a ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.

Na espontaneidade de seus doze anos, disse o menino:

- Nem um sabonete?

O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita vermelha e despachou o freguês sem dizer mais nada.

A sós, pôs-se a pensar: ‘Como é que nunca pensei em dar algo pequeno e simples para a mamãe? Sempre entendi que presente tinha que ser alguma coisa valiosa, tanto assim que, minutos antes, senti piedade da singela compra e pensei em melhorar o presente adquirido.’

Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor - o mais poderoso meio de tornar as pessoas felizes. Em qualquer circunstância, grandioso não é o que se dá, mas como se dá.

E essa história ainda nos mostra que todo presente deve se revestir de afeto. O valor do objeto não está no quanto ele vai aumentar o conteúdo das caixas registradoras, mas sim o quanto ele somará na contabilidade do coração de quem o recebe. E se o presente for espiritual, maior significado terá. Portanto, nesta quaresma, reze por aqueles que você ama.

Lema da Campanha da Fraternidade 2015:‘Eu vim para servir’ (Mc 10,45)

 

Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG)

8 março 2015

 

A PONTE DA MISERICÓRDIA - i

 

Para chegar ao tema deste artigo é preciso primeiro falar sobre o pecado, esse mal que se opõe aos valores do Reino de Deus. Disse Jesus: “O que sai da pessoa é que a torna impura” (Mc 7,16), e, sabemos, suas consequências vão além de prejuízos pessoais do pecador e atingem toda a sociedade.

Ao homem, o pecado o torna egoísta e covarde, por colocar-se em primeiro lugar nos prazeres da vida e por se esconder na mentira. E se engana quem pensa que pecar contra a castidade ou faltar à missa estão entre as maiores faltas do cristão. Eu diria que a omissão de amor ao próximo bate qualquer tipo de pecado porque envolve, primeiro, não se deixar amar por Deus.

Nosso querido Pai do Céu se aborrece com o ato do pecado, mas continua amando o pecador. O próprio Jesus nos ensinou e praticou isto em Lucas 7,36-50:

“Um fariseu convidou-o para comer consigo. Entrou em casa do fariseu, e pôs-se à mesa. Ora certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume. Colocando-se por detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume. Vendo isto, o fariseu que o convidara disse para consigo: ‘Se este homem fosse profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora!’ Então, Jesus disse-lhe: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer’. ‘Fala, Mestre’, respondeu ele. ‘Um prestamista tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou aos dois. Qual deles o amará mais?’ Simão respondeu: ‘Aquele a quem perdoou mais, creio eu.’ Jesus disse-lhe: ‘Julgaste bem.’ . . . Depois, disse à mulher: ‘Os teus pecados estão perdoados.’ Começaram, então, os convivas a dizer entre si: ‘Quem é este que até perdoa os pecados?’ E Jesus disse à mulher: ‘A tua fé te salvou. Vá em paz.’

Esta narrativa nos mostra o caminho do serviço e do perdão. Não aceitando praticar a Palavra, cairemos na desgraça do pecado - que é um ato de desamor a Deus e aos irmãos -, pois quem peca se idolatra, se coloca no lugar do Senhor: diz não a Ele, por rejeitar seu Plano de Amor; diz não a si mesmo, por se afastar do seu Criador; diz não à salvação do irmão, por levá-lo ao mal caminho.

Isto só acontece quando temos pleno conhecimento entre o bem e o mal, plena liberdade de nossos atos e plena consciência das consequências que podem advir. Assim sendo, não somente nossos atos mancham nosso coração, mas também omissões e pensamentos pecaminosos. E o maior perigo é se deixar viciar e se tornar escravo do pecado.

Mas, remédio existe pra tudo neste mundo e, neste caso, o remédio é santo! As soluções para o pecado são: conversão do coração, frequência nos Sacramentos - principalmente da Reconciliação -, oração contínua, devoção à Virgem Maria, prática da justiça e da fraternidade sem restrições. Pode não ser fácil estar em sintonia com tudo isso, mas os riscos de perder a graça divina e a salvação eterna são muito piores.

E quando paramos para pensar, concluimos o quanto é triste contagiar a comunidade praticando o mal. Muitos irmãos são levados ao desespero quando percebem distorções da santidade no meio em que vivem. Então, precisam tomar uma decisão muito séria, respondendo: ‘Com a ajuda do Espírito Santo, desejo agir como cristão consciente e comprometido com o Reino de Deus?’

Para que a decisão seja responsável, não pode deixar de haver convicção nestes princípios: o amor que o Pai nos criou, o precioso sangue que Jesus nos remiu e a disponibilidade do Espírito Santo que nos abençoa a cada instante. Conscientes que somos filhos do Altíssimo, podemos manter nossa comunhão com Deus, recusando pecados graves que nos levariam à morte. Quem passa por isso, pode dizer como é bom testemunhar a alegria da volta à Igreja de Jesus Cristo - renascendo para a vida de graça em abundância!

A graça é como uma corda que nos une ao Céu: quando pecamos, a corda é cortada e nos afastamos de Deus, mas, quando somos perdoados, a corda é atada por um nó. Então, ela se torna mais curta e ficamos mais próximos do Paraíso.

Como ainda falta muito para chegar à Ponte da Misericórdia, continuarei na semana que vem. E para preparar melhor o assunto, leia esta história:

Um homem queria se casar com uma mulher perfeita. Anos se passaram e essa pessoa não aparecia; então, ele resolveu viajar o mundo à procura de sua futura esposa. Na Espanha, encontrou uma jovem fisicamente perfeita, mas não tão bonita interiormente. Na Grécia, a cultura de uma outra o impressionou, mas sua plástica não era tão bela.

Somente após procurar anos e anos, ele conheceu na Índia a tão sonhada mulher perfeita. Era linda por fora e por dentro, também era muito alegre e caridosa, enfim, tudo aquilo que ele imaginava encontrar numa só pessoa. Ao lhe propor casamento, ela não aceitou porque disse que só se casaria no dia em que encontrasse o homem perfeito.

 

 

Paulo R. Labegalini:

 

18 outubro 2014

 

Ø  Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá - MG

 

MANEIRAS DE ENCARAR A VIDA

 

Existem muitos tipos de animais aquáticos, entre eles: as carpas, os tubarões e os golfinhos. A carpa é dócil, passiva e, quando agredida, não se afasta nem revida. Ela não luta mesmo quando provocada. Considera-se uma vítima, conformada com seu destino. Se alguém tem que se sacrificar, ela se sacrifica porque acredita que há escassez de alimento. Nesse caso, para parar de sofrer, ela se entrega.

Carpas também são aquelas pessoas que, numa negociação, sempre cedem e recuam; em crises, se sacrificam por não gostarem de ver outros sofrendo. Jogam o perde-ganha - perdem para que outros possam ganhar.

Eis a declaração que a carpa faz para si mesma:

- Sou uma carpa e acredito na escassez. Em virtude dessa crença, não espero jamais ver o melhor para mim. Assim, se não posso escapar da responsabilidade do destino dos outros, eu geralmente me sacrifico.

O tubarão, por natureza, agride mesmo quando não é provocado. Ele também crê que vai faltar alimento e, assim, que falte para outro, não para ele! Quer sempre tomar de alguém e passa o tempo todo buscando vítimas para devorar.

Que vítimas são as preferidas dos tubarões? As carpas! Tanto o tubarão como a carpa acabam viciados nos seus sistemas. Costumam agir de forma automática e irresistível, mas os tubarões jogam o ganha-perde - têm que ganhar sempre, não se importando que o outro perca.

Eis a declaração que o tubarão faz para si mesmo:

- Sou um tubarão e acredito na escassez. Em razão dessa crença, procuro obter o máximo que posso, sem nenhuma consideração pelos outros. Primeiro, tento vencê-los; se não consigo, procuro juntar-me a eles.

O terceiro tipo de animal é dócil por natureza, mas, quando atacado, revida. E se um grupo de golfinhos encontra uma carpa sendo atacada, defende a vítima e ataca seus agressores. São algumas das criaturas mais respeitadas das águas e, podemos afirmar, que são muito inteligentes!

O comportamento dos golfinhos em volta dos tubarões é legendário. Com astúcia, podem ser mortais para os tubarões. Os golfinhos nadam em torno e martelam; nadam e martelam. Usando seus focinhos bulbosos como clavas, eles esmagam metodicamente a caixa torácica do tubarão até que a criatura feroz deslize impotente para o fundo.

Portanto, escolhi o golfinho para simbolizar como tomar decisões e como lidar com rápidas mudanças devido às habilidades naturais desse mamífero. Os golfinhos procuram sempre o equilíbrio, jogando o ganha-ganha - tentam encontrar soluções que atendam às necessidades de todos.

Declaração que o golfinho faz para si mesmo:

- Sou um golfinho e acredito na escassez e na abundância potenciais. Assim como creio que posso ter qualquer dessas duas coisas, aprendo a tirar o melhor proveito da minha força e a utilizar os recursos de um modo eficaz.

       Se os golfinhos podem fazer isso, por que não nós? É possível participar do processo ganha-ganha no nosso cotidiano? É sempre bom lembrar que o nosso egoísmo e prepotência são finitos, chegando ao fim quando menos se espera. Esta história pode contribuir para vermos a vida com olhos de gratidão a Deus:

Certo dia, a pedra disse: ‘Eu sou forte!’

Ouvindo isso, o ferro falou: ‘Eu sou mais forte que você! Quer ver?’

Então, os dois duelaram até que a pedra se tornasse pó. Veio o fogo e disse ao ferro: ‘Eu sou mais forte que você! Quer ver?’

Também duelaram até que o ferro se derretesse. E a água disse: ‘Eu sou mais forte que você, fogo! Vamos ao duelo.’

Então, os dois duelaram até que o fogo se apagasse. Vendo isso, a nuvem disse: ‘Eu sou mais forte que a água!’

As duas duelaram até que a nuvem visse a água evaporar. E logo chegou o vento, dizendo à nuvem: ‘Eu sou mais forte que você!’

Então, o vento soprou a nuvem e ela se desfez. Logo, os montes disseram: ‘Nós somos mais fortes que qualquer vento! Quer ver?’

Duelaram até que o vento se cansasse e desistisse. Foi quando chegou o homem todo falante: ‘Eu sou mais forte que vocês!’

Então, dotado de grande inteligência, o homem perfurou os montes. Todo orgulhoso, falou: ‘Eu sou a criatura mais forte que existe!’

Todos acreditaram até que veio a morte, e o homem que se achava inteligente e forte, com um golpe apenas, acabou-se. A morte ainda comemorava quando, sem que ela esperasse, veio um novo Homem e, com apenas três dias de falecido, ressuscitou. E todo o poder Lhe foi dado no céu, na terra e debaixo da terra.

Vencendo a morte, Ele nos deu o direito à vida eterna através do seu sangue, que liberta do pecado, cura as enfermidades e salva a alma do tormento eterno. Esse homem é Jesus, o Filho de Deus, que disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá” (São João 11,25-26).

Viva Jesus Cristo, meu amigo íntimo!

 

25 julho 2014

 

Ø  Paulo R. Labegalini

Vicentino de Itajubá - MG

 

PAIS MAUS - 30 junho 2014

 

Irei reproduzir o texto que um dia foi entregue pelo professor de ‘Ética e Cidadania’ do Colégio Objetivo, em Americana, a todos os alunos da sala de aula, para que levassem a seus pais. A única condição solicitada pelo docente foi de que cada aluno ficasse ao lado do pai e da mãe até que terminassem a leitura. Dizia assim:

“Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais na educação, eu hei de dizer-lhes:

- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

- Eu os amei o suficiente para ter ficado duas horas em pé enquanto limpavam o quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

- Eu os amei o suficiente para deixá-los ver além do amor que eu sentia: mostrando o desapontamento e as lágrimas nos meus olhos.

- Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer ‘não’ quando eu sabia que poderiam me odiar por isso - em alguns momentos, até odiaram. 

Estou contente porque venci. No final, eles venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem essa lógica e lhes perguntarem se seus pais eram maus, os meus filhos irão dizer:

Sim, os nossos pais eram os piores do mundo! As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas e coisas saudáveis. As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e sorvetes no almoço, enquanto nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.

Nossos pais insistiam que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Insistiam sempre conosco para que lhes falássemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!

Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que eles os conhecessem. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos até os 16 para chegar um pouco mais tarde. Por causa dos nossos pais, nós perdemos experiências radicais na adolescência.

Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, roubos, atos de vandalismo, violações de propriedade, nem fomos presos por crimes. Foi tudo por causa dos nossos pais! E agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o possível para sermos ‘pais maus’ como eles foram. Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes pais maus!”

Pois é, não podemos esquecer que o nosso encontro com Deus acontece aqui na Terra. Vivendo entre as coisas que passam, fazemos a experiência das coisas que não passam. E nossos filhos precisam saber disso sempre, para valorizarem os limites que lhes impomos ao mostrarmos o caminho para o Céu.

Mas, se você ainda não sabe se tem verdadeira vocação para educar os filhos, imagine a seguinte cena:

Um dia você está sentado na praça olhando para o céu, não vê nada especial, somente algumas nuvens. Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta: ‘Será que vai chover hoje?’.

Se você responder ‘com certeza’, pode induzi-lo a se preparar para a chuva. Se a resposta for ‘não enche, estou pensando em outra coisa’, a pessoa irá se chatear pela sua maneira pouco gentil no tratamento. Se você responder ‘talvez, há boa probabilidade’, provavelmente o assunto se prolongará por mais algum tempo. Agora, se responder ‘não sei’, haverá uma boa chance de ganhar a confiança do desconhecido.

Digo isso porque poucas pessoas falam ‘não sei’ quando realmente não sabem. ‘Não sei’ é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo e predispõe os envolvidos a conseguirem dados mais concretos antes de tomar uma decisão. Mas, como é difícil assumir que não sabe educar os filhos, acabamos entregando-os àqueles que ‘sabem’.

Portanto, mantenha-se informado das coisas boas que estão acontecendo e oriente as pessoas que ama a trilhar bons caminhos.

 

 

obra de arte sem moldura - 25 maio 2013

 

Eis que um sujeito desce na estação do metrô de Nova Iorque vestindo jeans, camiseta e boné. Encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passageiros.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo: um Stradivarius de 1713, estimado em mais de três milhões de dólares! Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam mil dólares!

Cenas gravadas no metrô mostram homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. E a conclusão do fato é que estamos acostumados a dar valor às coisas dependendo do contexto. No caso de Bell tocando para a multidão, tratava-se de uma ‘obra de arte sem moldura e sem etiqueta de grife’. Isso acontece a toda hora em nossas vidas, em situações que não envolvem pompas e preços.

Temos controle dos nossos sentimentos e valores independente da manipulação do poder financeiro do mercado, ou será que valorizamos sempre mais aquilo que está com etiqueta de preço? Caridade, por exemplo, precisa de etiqueta para atingir o seu objetivo de servir o próximo?

O que não se compra precisaria sempre valer mais, concorda? Quanto custaria uma amizade sincera, um amor inesquecível, um perdão incondicional, um raio de sol na manhã de inverno, um abraço de uma criança grudada no pescoço? E se desse para comprar, quanto custaria a felicidade? E o amor de Deus por nós, teria como colocar algum preço?

Regina Brett, uma senhora de 90 anos, escreveu as 40 lições que a vida lhe ensinou. Com certeza, ela não venderia isso por dinheiro algum.    

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar de si.

7. Chore com alguém; cura melhor do que chorar sozinho.

8. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

9. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

10. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

11. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

12. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

13. Tudo pode mudar num piscar de olhos, mas não se preocupe: Deus nunca pisca.

14. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

15. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

16. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

17. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

18. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, vista lingerie chique.  Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial!

19. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

20. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir  roxo.

21. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

22. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.

23. Enquadre todos os ‘desastres’ com estas palavras: Em cinco anos, isto importará?

24. Sempre escolha a vida.

25. Perdoe tudo de todo mundo.

26. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

27. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

28. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

29. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

30. Acredite em milagres.

31. Deus ama você porque Ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

32. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

33. Envelhecer ganha da alternativa ‘morrer jovem’.

34. Suas crianças têm apenas uma infância.

35. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

36. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

37. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos  nossos mesmos problemas de volta.

38. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa para se salvar.

39. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

40. A vida não está amarrada com um laço, mas sempre é um presente.

Considere, leitor, que ler isto também não tem preço. E saiba agradecer, rezando e servindo o próximo com amor.

 

Sentimentos de avô - 17 Maio 2013

 

A saudade da minha netinha Luísa bate forte no peito e, há pouco, quando liguei pra ela, ouvi coisas assim: ‘Vovô, recebi a historinha que você mandou pra mim; comprou balinha pra me dar? eu te amo, vovô!’

Emocionado por pensar nela e com vontade de vê-la novamente, fui olhar algumas ‘coisas de criança’ na internet e vi relatos engraçados que foram publicados na revista ‘Pais e Filhos’:

Primeiro: Uma menina estava assistindo aula e sua professora disse que era impossível uma baleia engolir um ser humano porque, apesar de ser um mamífero muito grande, sua garganta é pequena. Mas, a menina insistiu que a Bíblia relata que Jonas foi engolido por uma baleia. Irritada, a professora repetiu que a baleia não pode engolir nenhum ser humano. A menina, então, disse:

- Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas.

A professora questionou:

- E o que vai acontecer se Jonas tiver ido para o inferno?

A menina respondeu:

- Aí a senhora mesma pergunta...

Segundo: Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava. Ela respondeu:

- Estou desenhando Deus.

A professora contestou:

- Mas, ninguém sabe como é Deus!

Sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:

- Saberão dentro de um minuto.

Terceiro: Uma menininha de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luis Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.

- E como aconteceu isso? - perguntou a mãe assustada.

- Não foi fácil, mamãe, mas três meninas me ajudaram a segurá-lo!

Quarto: Certo dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que a mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam na sua cabeleira escura. Olhou para ela e lhe perguntou:

- Por que você tem tantos cabelos brancos, mamãe?

- Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar, um de meus cabelos fica branco - respondeu a mãe.

A menina, então, logo disse:

- Mãe, por que todos os cabelos de minha avó estão brancos?

Quinto: Um menino de três anos foi com seu pai ver uma ninhada de gatinhos que tinham acabado de nascer. De volta à casa, contou à mãe que havia gatinhos e gatinhas.

- Como você soube disso? - perguntou a mãe.

- Papai os levantou e olhou por baixo. Acho que ali estavam etiquetas escritas.

Sexto: Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo:

- Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e disserem: ‘Ali está a Catarina, é advogada!’; ou também: ‘Este é o Miguel, médico’.

Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:

- E ali está a professora. Ela já morreu!

 Continuando a pesquisar na internet, eis o que achei:

Perguntaram a uma menina de cinco anos o que ela gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu:

- Gostaria de ser avó, porque os avós escutam e compreendem a gente. Além do mais, a família se reúne inteirinha na casa deles.  Minha avó, por exemplo, é uma mulher velhinha que não tem filhos, mas gosta dos filhos dos outros. Meu avô leva a gente para passear e conversa sobre pescaria e outros assuntos parecidos.

E continuou:

- Os avós não fazem nada e por isso podem ficar mais tempo com a gente. Como eles são velhinhos, não conseguem rolar pelo chão ou correr, mas não faz mal. Levam-nos ao shopping e nos deixam olhar as vitrines até cansar. Na casa deles tem sempre uma mesa cheia de coisas gostosas! Passeiam conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir seu perfume. Avós nunca dizem ‘depressa, já pra cama!’ ou ‘se não fizer logo, vai ficar de castigo’.

E não parou por aí:

- Quase todos usam óculos e eu já vi uns tirando os dentes e as gengivas. Quando a gente faz uma pergunta, os avós não dizem ‘menina, não vê que estou ocupado?’ Eles pensam e respondem de um jeito que a gente entende. Não falam com a gente como se fôssemos bobos, nem se referem a nós com expressões tipo ‘que gracinha!’, como fazem algumas visitas. O colo dos avós é quente e fofinho, bom da gente sentar quando está triste. Todo mundo deveria tentar ter um avô ou uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo suficiente para nós.

Bem, acho que chega. É melhor rir para não chorar de saudade.

 

humildade para aprender - 11 Maio 2013

 

Um menino ganhou uma medalha na escola por ser o aluno que melhor sabia ler. Sentiu-se feliz, orgulhoso e, assim que a aula terminou, voltou correndo para casa e entrou na cozinha como um furacão. Olhou para a velha empregada que estava no fogão e disse-lhe:

- Aposto que sei ler melhor do que você.

Vendo o livro de leitura colocado perto de si, a senhora o tomou nas mãos e tentou ler o que podia, gaguejando a toda hora. Terminou por dizer:

- Bem, meu filho, eu não sei ler.

O menino saiu satisfeito da cozinha e correu ao encontro do pai no escritório.

- Papai, a Maria não sabe ler! Eu, que ainda sou pequeno, já ganhei até medalha, olhe só! Imagine ela, já velha, não saber ler; deve ser horrível, né?

Com toda tranquilidade, o pai ergueu-se da cadeira, foi até uma estante e voltou com um livro em mãos. Depois falou ao filho:

- Foi maravilhoso você ter ganhado a medalha, mas, agora, leia este livro para eu ouvir.

O garoto o abriu depressa para iniciar a leitura e se surpreendeu ao ver que as páginas continham centenas de pequenos rabiscos. Chateado, exclamou:

- Nossa, eu não entendo nada disso que está escrito aqui!

- É um livro escrito em chinês, meu filho - disse o pai. - Assim como a Maria, você também não pode ler este livro, não é?

Envergonhado, o menino aprendeu a lição que serve a qualquer um de nós. Às vezes, precisamos lembrar que tudo o que não sabemos é muito mais do que aquilo que já aprendemos; ou, para quem conhece a história que contei, bastaria recordar que ‘não sabemos ler chinês’. Porém, só pensa assim quem tem humildade no coração.

Felizes as pessoas que sabem que precisavam aprender para melhor ensinar. Vivemos a ‘era da educação continuada’ e não podemos deixar de aprender e ensinar sempre.

E por falar em ver e aprender, você já viu um passarinho dormindo num galho ou num fio? Sabe como ele consegue ficar dormindo sem cair? O segredo está nos tendões de suas pernas: quando o joelho está dobrado, o pezinho segura firmemente qualquer coisa. Assim, os pés não irão soltar o galho até que ele desdobre o joelho para voar. Quanta sabedoria do Criador, hein?

Pensando na nossa caminhada, se tropeçamos, caímos e temos dificuldades para levantar, a maior segurança vem de um joelho dobrado em oração. Então, quando você estiver num emaranhado de problemas que o fazem perder a paz e a alegria, não se entregue ao desânimo. Lembre-se que, rezando com humildade no coração, aprenderá a solução para qualquer coisa que precisar. E como o passarinho, só desdobre o joelho quando tiver confiança para se levantar.

Se Deus cuida de um passarinho, abençoa todos os animais da Terra e a natureza que os cerca, imagina o que não fará por você, que é Seu filho amado! Basta pedir com confiança e a graça virá.

 

A FESTA SOCIAL A NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO JÁ COMEÇOU NO INSTITUTO PADRE NICOLAU - DE QUINTA A DOMINGO, 9 A 12 DE MAIO. COMPAREÇA E SE REJUBILE EM ALEGRIA CONOSCO!

 

Nossas escolhas - 4 Maio 2013

 

Mário de Andrade escreveu:

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, roeu até os caroços das outras.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturos.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos; quero a essência, minha alma tem pressa! Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. Caminharei perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!”

Mário de Andrade tem razão: cada vez mais, precisamos valorizar o essencial, como nesta história:

Um filho chegou para seu pai e perguntou:

- Pai, por que temos que reler a Bíblia se não conseguimos memorizar tudo e, quando passa certo tempo, acabamos esquecendo?

O pai olhou para um rio que se via do quintal e depois pediu ao filho:

- Pegue aquele cesto de junco, vá até o rio, encha-o de água e traga aqui.

O filho olhou para o cesto sujo e obedeceu. Andou dez minutos até o rio, encheu-o e voltou. Como o cesto era cheio de furos, a água foi escorrendo e, quando ele chegou em casa, já não restava nada.

O pai perguntou-lhe:

- Então, meu filho, o que você aprendeu?

- Aprendi que cesto de junco não segura água.

O pai ordenou-lhe que repetisse o processo e, quando o filho voltou com o cesto vazio, o pai questionou:

- E agora, meu filho, o que você aprendeu?

- Que cesto furado não segura água!

O pai, então, continuou ordenando que o filho repetisse a tarefa e, depois da quinta vez, o filho estava exausto de tanto ir e voltar. E o pai lhe perguntou novamente:

- Então, meu filho, o que você aprendeu?

- Não entendi o porquê de me mandar ir e voltar, pai, mas percebo que aquele cesto sujo agora é um cesto limpinho!

Com um sorriso afetuoso, o pai falou:

- Está vendo, filho? Apesar do cesto não segurar a água, a repetição constante de enchê-lo acabou deixando-o limpo.

Daí, o filho retrucou:

- Pai, o senhor me fez andar várias vezes para me mostrar uma forma de limpar o cesto?

- Você havia me perguntado por que é necessário ler constantemente a Bíblia. Hoje você aprendeu que, assim como o cesto sujo pôde ser limpo mesmo sem segurar a água, esse processo de leitura da Bíblia deixa a sua mente limpa e em sintonia com o nosso Criador.

Bem, neste artigo duas lições já foram passadas: escolher o essencial para bem viver e deixar-se conduzir pela Palavra de Deus. Em princípio, isto já basta, mas precisamos saber lidar com situações novas. Também por este motivo a Bíblia é tão extensa e rica nos ensinamentos. Requer que continuemos a ler partes que ainda não sabemos, pois quase tudo se transforma com o tempo. Eis um exemplo interessante:

Certa vez, duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente. Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa, não conseguiu escapar. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de se debater e afundou.

Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz e continuou a lutar. Aos poucos, com tanta agitação, o leite ao seu redor formou um pequeno nódulo de manteiga no qual ela subiu. Dali, conseguiu levantar vôo e sair do copo.

Tempos depois, a mosca tenaz novamente caiu num copo, desta vez cheio d’água. Como pensou que já conhecia a solução daquele problema, começou a se debater na esperança de que, no devido tempo, se salvasse. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira, gritou:

- Tem um canudo ali, nade até ele e suba.

A mosca tenaz respondeu:

- Pode deixar que eu sei como resolver este problema.

E continuou a se debater mais e mais até que, exausta, afundou na água.

Pois é, sabemos que soluções do passado, em contextos diferentes, podem transformar-se em problemas. Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de observar as mudanças ao redor e ficamos lutando inutilmente até afundar em nossa própria falta de visão! Velhos hábitos que nos levaram ao sucesso nos fazem perder oportunidades de evoluir.

Os mais experientes na fé sabem reconhecer essas transformações para fazerem suas escolhas.

 

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ESTA HISTÓRIA É SUA? - 27 abril 2013

 

 “No estado em que me achava, meio acordado, meio dormindo, me vi dentro de uma sala. Não existia nada de interessante nela, exceto uma parede cheia de gavetas - arquivos para cartões. E quando me aproximei dos arquivos, o primeiro título a me chamar a atenção foi ‘garotas que eu gostei’. Abri, comecei a ver os cartões e logo reconheci os nomes ali escritos.

Sem ninguém precisar me dizer, descobri onde estava. A sala era, na realidade, o catálogo da minha vida! E um senso de curiosidade, espanto, misturado com horror surgia dentro de mim ao abrir cada gaveta para descobrir seu conteúdo. Algumas me traziam belas alegrias, outras me envergonhavam.

Os títulos iam do mundano à extrema loucura:  livros que li; mentiras que contei; conselhos que dei; piadas que ri etc. Alguns eram hilariantes devido à sua exatidão: coisas que fiz quando estava com raiva; palavras que proferi contra meus pais; enfim, eu não parava de me surpreender com os conteúdos que se apresentavam.

Estava estupefato com o volume de coisas que fiz durante minha curta vida. Como eu tive tempo necessário para escrever aqueles milhões de cartões? E cada cartão, cada verdade, tinha a minha assinatura!

Cheguei, então, num arquivo intitulado ‘pensamentos sensuais’. Um calafrio percorreu todo o meu corpo. Abri a gaveta somente um pouquinho, pois não estava a fim de testar o tamanho, e tirei um dos cartões. Senti mal em saber que esse momento havia sido gravado, e um pensamento tomou conta de mim: ‘Ninguém deve saber da existência destes cartões. Tenho que destruir tudo!’

Em frenético movimento, puxei uma das gavetas, estendendo metros e metros de conteúdo. Quando a gaveta saiu, joguei-a de cabeça para baixo e descobri que todos os cartões estavam grudados. Fiquei desesperado e peguei um bolo de cartões para rasgá-los, mas não consegui. Eram duros como aço!

Cansado, retornei a gaveta ao seu lugar. Foi então que vi um arquivo novo, como se nunca tivesse sido usado, com o título: ‘pessoas com quem falei de Cristo’. O arquivo tinha menos de cinco centímetros de comprimento. Então, as lágrimas vieram. Caí de joelhos e chorei de vergonha, de pura vergonha! Pensei: ‘Ninguém pode entrar aqui. Tenho que trancar a sala e esconder a chave’.

Enquanto eu enxugava as lágrimas, vi Jesus entrando. Ele aproximou-se das gavetas e começou a abri-las, uma por uma, lendo os seus conteúdos. Nos momentos em que eu tive coragem suficiente para olhar Seu rosto, vi uma tristeza bem mais profunda do que a minha. E Ele ia exatamente aos piores títulos...

Finalmente, Ele virou-se e ficou me olhando com piedade, sem nenhuma raiva. Abaixei a cabeça e voltei a chorar, cobrindo a face com as mãos. Ele se aproximou, abraçou-me e chorou comigo. Depois, levantou-se e dirigiu-se para a fila de arquivos. Abriu a primeira gaveta, tirou o cartão e assinou o Seu nome. E assim fez com todos os cartões.

Quando percebi o que Ele estava fazendo, corri em Sua direção e gritei: ‘Por favor, não!’. Tudo o que eu quis dizer foi: ‘Seu nome não pode estar nestes cartões!’. Mas ali ficou escrito num vermelho escuro e vívido o santo nome de Jesus, que cobriu o meu com Seu próprio sangue!

Nunca entenderei como Ele assinou todos os cartões tão depressa, pois quando me dei conta, Ele já havia acabado. Colocou novamente a mão no meu ombro e disse: ‘Tudo está consumado!’.

Depois, Ele levou-me para fora da sala. Disse-me que ainda existem muitos cartões a serem escritos antes da vida eterna e lembrou-me que Deus enviou o seu Filho ao mundo não para julgá-lo, mas para que fosse salvo por Ele.”

Pois é, caro leitor, por toda a internet estão procurando o autor deste texto. Se for seu, sugiro que, nos cartões em branco, escreva casos de puro amor. Mas, como as histórias que irá contar ainda não aconteceram, valorize as qualidades que um ser humano precisa ter para caminhar com dignidade cristã: bondade, humildade, sinceridade e amor próprio. Duas virtudes são para se carregar dentro do peito - humildade e amor próprio - e as outras, de comportamento, devem ser disponibilizadas ao próximo - bondade e sinceridade.

Estas virtudes eu explico com detalhes no livro ‘O Mendigo e o Padeiro’ - Paco Editora. A obra conta a história de dois personagens que buscam um modelo de felicidade conjugal para ajudar casais com problemas de relacionamento. Procurando respostas para melhorar as vidas das pessoas, o destino de cada um também mudou.

Tenha certeza que, com Jesus Cristo no coração, sua vida igualmente mudará.

 

 

vivendo e aprendendo - 20 abril 2013

 

Uma moça tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem.

Durante o trajeto, o pai comentou sobre a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego ao seu lado, lembrou um cenário de Walt Disney e teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavras.

Anos depois, a moça fez a mesma viagem por aquela estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se. Do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário do pai, que havia falecido no ano anterior.

Pois é, isso acontece sempre: a gente vê o que mostra a nossa janela e quase nunca a janela do outro. A mesma estrada para uns é infinita; para outros, curta. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto outra parcela da população perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator essencial da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Assim, muitos grudam o nariz na sua janela, somente nos seus próprios interesses.

Este outro texto é de William Shakespeare - poeta e dramaturgo inglês do século 19. Gostei destes trechos:

“Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença entre dar as mãos e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de algum tempo você aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam. E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la; você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. O que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. Bons amigos são a família, que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que amigos mudam; percebe que seu velho amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas - pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada seja uma situação, sempre existem dois lados. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários celebrou. Aprende também que há mais de seus pais em você do que você suponha.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar atrás; portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar, que é forte para ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E aprende finalmente que a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”

Eu completaria Shakespeare, dizendo: ‘com Cristo, por Cristo e em Cristo alcançaremos a salvação’. Isto significa: aprender a viver.

 

COISAS DA VIDA - 12 abril 2013

 

Um sujeito lembrou que era o dia do aniversário da filha e que ainda não havia comprado um presente. Então, entrou numa loja e perguntou à vendedora:

- Quanto custa uma boneca Barbie?

- Depende - respondeu ela. - Temos: Barbie vai à academia, Barbie joga vôlei, Barbie vai às compras, Barbie vai à praia, Barbie vai dançar e Barbie divorciada.

- Tem diferença nos preços?

- A Barbie divorciada custa R$ 265,95 e as outras custam apenas R$ 39,95.

Ele se assustou com o preço da primeira boneca e perguntou:

- Mas, por que a divorciada é tão mais cara que as outras?

- Meu senhor, a Barbie divorciada vem com: o carro do Bob, a casa do Bob, a lancha do Bob, o trailer do Bob, os móveis do Bob e o celular do ex-marido Bob!

Bem, isto é apenas uma brincadeira da internet, mas sabemos que casos como este existem. Na separação de casais, muitos problemas acontecem e nem sempre o bom senso prevalece. Não me refiro somente à partilha de bens, mas, sobretudo, ao amor que deixou de existir.

Compreendo que o desejo dos cônjuges em ficar juntos possa ter acabado, porém, um não precisa ser inimigo do outro. Na intenção de ver o parceiro sofrer, a pessoa má intencionada começa perder a graça de Deus em sua própria vida. Jesus ensinou: reze pelos seus inimigos.

É simples entender que o amor é um dom gratuito que recebemos no Batismo e não temos o direito de aprisioná-lo. Quando abrimos o coração e o disponibilizamos ao irmão que sofre, se torna caridade. E a verdadeira caridade é aquela que tem sentido de compaixão - como Cristo praticou.

Não basta eu ter pena de alguém; se não acolho o sofrimento do próximo no coração e não me entrego na ajuda que ele precisa, fico distante da solução do problema. Ao adoecer um parente próximo, por exemplo, não nos envolvemos até o pescoço? Pelo menos um pouco desse amor deveria ser compartilhado com outros irmãos de fé, não acha?

Mas, quando entra o bendito dinheiro na história, quase tudo muda de figura. Temos em mente que: não vou repartir aquilo que ganhei com o meu suor; ao pobre dou apenas algumas moedinhas; não pagarei dízimo à Igreja etc.

Voltando a falar do divórcio, o dinheiro também é uma das maiores causas dos conflitos, principalmente durante e após a separação. Quem é rico, se apega tanto aos bens que parece ter medo de ficar pobre! Quem não tem muito, parece que quer deixar o parceiro na miséria! Será tão difícil entender que Deus deu a ambos - juntos! - a graça de possuírem alguns bens materiais aqui na Terra? Por que um precisa fechar a porta para o outro? E quem cuida da tristeza dos filhos quando cada um só pensa em si?

Hoje em dia, casais separados são comuns em nosso meio. Mesmo com aconselhamento que ‘a união se deu para sempre’, a Igreja Católica os acolhe com carinho e os orienta a perseverar na fé. Para isso, algumas reflexões de vida precisam periodicamente acontecer, como nesta história:

Um grupo de jovens formados e bem estabelecidos em suas carreiras decidiu visitar um velho professor da faculdade que sempre serviu de inspiração para eles. Durante a visita, o bate-papo se transformou em reclamação sobre o estresse em seus trabalhos e relacionamentos.

Ao oferecer chocolate quente a seus ex-alunos, o professor foi à cozinha e retornou com uma jarra cheia da bebida e com grande variedade de canecos. Alguns eram de porcelana, outros de vidro e de cristal, uns simples, outros caros e bonitos, e até alguns bem feios. Então, ele os convidou a se servirem da bebida.

Quando todos já estavam com o chocolate quente em mãos, o professor compartilhou seu pensamento:

Percebam que os canecos caros e bonitos foram os escolhidos, e que os simples e baratos foram deixados na mesa. Embora vocês achem normal desejarem os melhores para si, é aí que está a fonte dos problemas. O caneco no qual cada um está bebendo não acrescenta nada à qualidade da bebida; na maioria das vezes ele é apenas mais caro ou esconde o que se está bebendo. Vocês não queriam os canecos, apenas chocolate, mas inconscientemente escolheram os melhores.

Agora, por favor, considerem o seguinte: a vida é o chocolate quente; o emprego, o dinheiro e a posição na sociedade são os canecos - apenas ferramentas que fazem parte da vida. Às vezes, ao concentrarmos somente no caneco, deixamos de saborear o chocolate que o Céu tem nos ofertado. Lembrem-se sempre disto: Deus provê o chocolate; Ele não escolhe o caneco!

As pessoas mais felizes não são as que têm o melhor de tudo, mas as que fazem o melhor de tudo que têm. Viva simplesmente, ame generosamente, cuide-se imensamente, fale bondosamente e deixe o resto com Deus. Os mais ricos não são os que têm mais, mas os que precisam de menos.

Agora, aproveite você também, leitor, seu chocolate quente!

 

Nossas promessas - 5 abril 2013

 

O rei de um povo sofrido era conhecido pela sua valentia nas batalhas. Quando o país entrava em guerra, ele era o primeiro que montava em seu belo cavalo e saia à frente para a luta. Com isso, ganhava fama e respeito.

Um dia, porém, o cavalo preto adoeceu e passou a preocupar o rei. Sem aquele fiel aliado, o monarca sentia-se inseguro para enfrentar os inimigos. O cavalo não melhorava e o rei deixou de ficar à frente nas batalhas. Então, disseram a ele que havia um homem que poderia aconselhá-lo a sair daquela situação; e o rei foi procurar o sábio que lhe indicaram.

Viajou dois dias no lombo de outro cavalo e chegou à humilde casa de um homem muito velho que mal podia andar. Contando sua angústia ao sábio, ouviu este conselho:

- Não deixe para depois o que é mais importante em sua vida. Se o cavalo preto está doente há tanto tempo, vossa majestade já deveria ter adestrado outro animal. Faça-o imediatamente ou perderá o seu reino.

Revoltado com o conselho que recebeu, o rei mandou prender o velho sábio e retornou a galope para o palácio. Continuou tentando recuperar a saúde do cavalo de estimação e perdendo guerras. Mais algum tempo se passou e os invasores tomaram o trono do monarca.

Colocado na mesma cela em que estava o sábio que prendeu, o rei ouvia sempre estas palavras: ‘Nada é tão bom que nunca se acabe ou tão ruim que perdure para sempre. Precisamos cuidar do presente para plantarmos um futuro melhor’.

Pois é, que esta lição sirva também para a nossa vida. Pensando na próxima Copa do Mundo de Futebol, lembro-me que há quase doze anos eu estendi uma bandeira do Brasil no terraço do meu apartamento. Quando saía gol da nossa seleção, eu e meus filhos balançávamos a bandeira para fora do prédio. Depois disso, o pano estragou e eu prometi que compraria outra bandeira, mas ficou só na promessa.

Há quatro anos, perto do Natal, eu enfeitei a grade da frente do apartamento com lâmpadas coloridas. A decoração ficou bonita, mas estragou já no ano seguinte e prometi que faria algo melhor. O tempo passou, eu estive ainda mais ocupado e hoje não há luzes para acender.

Ah, outra promessa que deixei de cumprir foi me exercitar diariamente na bicicleta ergométrica que comprei. Naquela época, disseram-me que iria virar cabide, e foi o que aconteceu. Então, adquiri uma esteira eletrônica e prometi à família que iria caminhar nela todos os dias. Já está difícil manter esse ritmo, mas tentarei não decepcionar.

Ainda preciso ver se cumpro outras promessas que fiz há anos: ler alguns bons livros guardados, visitar amigos em São Paulo, arrumar as gavetas que guardo meus pertences, estudar o manual do teclado... Acho que preciso parar de prometer!

Contudo, nada disso é mais importante em minha vida do que a missão na evangelização. Isto eu não posso deixar de cumprir porque comprometeria o plano de salvação que Deus tem para algumas pessoas, inclusive eu! Não deixarei para depois as tarefas que Jesus confiou a mim.

Precisei trocar alguns ‘cavalos pretos’ e substituí-los por outros para transpor obstáculos, mas a caminhada não parou. Quantas vezes tive vontade de dizer: ‘hoje não’ ou ‘estou com preguiça’; porém, eu lembrava que o Pai me dava saúde, paz e fé no coração para servi-Lo. Da mesma forma que aprendi a perdoar, eu precisava passar esse amor às pessoas que ainda sentiam ódio dos irmãos. E da mesma forma que fui curado, eu precisava testemunhar a confiança que devemos ter na oração.

Assim, valorizando cada vez mais o sagrado, fui deixando de cumprir algumas promessas menos importantes. Quem sabe um dia, a minha bicicleta voltará a funcionar, as luzes e a bandeira do terraço voltarão a existir, alguns livros sairão da gaveta... Enquanto isso não acontece, cabe a mim: continuar servindo os pobres como vicentino, cantar nas missas com minha filha Soraia, além das Celebrações da Eucaristia sempre, sempre, sempre.

E você, leitor, tem deixado para depois os compromissos missionários de cristão batizado na Igreja Católica? Se ainda nem começou a cumprir essas ‘promessas’, imagine quantas pessoas já poderiam ter se convertido por seu intermédio!

Numa palestra que participei, ficou claro a mim o amor de Deus por nós. Ouvi as promessas que Jesus fez à humanidade no século XVII por meio de Santa Margarida Maria Alacoque. Eis a primeira e a última promessas:

“A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”; “A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

Diferente de mim, Ele sempre cumpre suas promessas.

 

 

aprender para reconstruir - 9 março 2013

 

Esta é a narrativa de um homem que estava infeliz com tudo o que lhe acontecia:

“Certo dia, decidi dar-me por vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, à  minha espiritualidade, até à minha vida. Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus:

- Senhor, poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?

A resposta me surpreendeu:

- Olha ao redor. Estás vendo a samambaia e o bambu? Pois bem, quando os semeei cuidei deles muito bem, não lhes deixei faltar luz e água. A samambaia cresceu rapidamente, seu verde brilhante cobria o solo; porém, da semente do bambu nada saía. E, apesar disso, eu não desisti do bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa; da semente do bambu, nada apareceu. Mas não desisti do triste bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa; mas no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante. Depois, o bambu cresceu mais de 20 metros.

Fui ouvindo e imaginando o final da história. E Deus continuou:

- O bambu ficou cinco anos afundando raízes, que o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver. A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que não pudessem superar.

E parecendo olhar bem no meu íntimo, concluiu:

- Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando estavas criando raízes? Eu jamais desisti do bambu e nunca desistirei de ti. Peço que não te compares com os outros. O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito. Teu tempo vai chegar. Crescerás muito!

- Quanto tenho que crescer? - perguntei.

- Tão alto quanto o bambu - foi a última resposta.”

Pode deduzir, leitor, que Deus quis dizer: ‘Tão alto quanto quiser que eu te ajude!’ Assim, espero que estas palavras também possam ajudá-lo a entender que Jesus nunca desistirá de você. Nunca se arrependa de um dia vivido - os bons trouxeram felicidade, os maus deram-lhe experiência. Ambos são essenciais para a vida. A felicidade adiciona doçura e os problemas nos mantêm fortes. O sucesso alimenta o ego, mas só Deus nos mantém caminhando rumo ao Céu.

Para viver melhor, o importante é sabermos aproveitar tudo o que encontramos pela frente. Imagine alguma pedra que surge no caminho... Isto já aconteceu com muitas outras pessoas...

O distraído nela tropeçou, o bruto a usou como projétil, o empreendedor a empregou para construir, o camponês fez dela um assento... Para meninos, foi brinquedo; Carlos Drummond de Andrade a poetizou; com ela, David matou Golias e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura. Em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem! Não existe pedra no caminho que não possa ser aproveitada para o próprio crescimento.

Lembre-se que cada instante que passa é uma gota de vida que nunca mais volta. Aproveite para evoluir e saiba tirar o melhor proveito, pois talvez não tenha tantas outras chances de reconstruir. Amar como Jesus amou não é fácil, sabemos, mas se cada um tentasse aplicar isso em sua vida de vez em quando, quem sabe se tornaria um hábito natural?

Julgamos as pessoas e vivemos criticando o que fazem ou deixam de fazer, o que é próprio do ser humano, concorda? Mesmo assim, não é obvio que sem amor no coração as coisas não irão melhorar? E se um tratamento mais carinhoso não partir de quem critica, fica ainda mais difícil mudar o que está errado e reconstruir relacionamentos pacíficos.

Assim o Reino de Deus será construído: Ele falando e nossos corações aceitando cumprir Sua vontade. Um dia nos esforçamos mais, outros menos, mas todos os dias sem pecados mortais nas costas. Não é tão difícil como algumas pessoas imaginam; basta tentar e ver que o ‘bambu’ começará a crescer.

Até o Papa Emérito Bento XVI já foi ‘samambaia’ e continuaria sendo pelo resto da vida se não aceitasse o plano de amor que Deus tinha para a sua vida. Tenho certeza que transpôs barreiras imensas para servir com retidão e se tornou o nosso maior pastor. Segundo as palavras de Jesus, o que o Papa ligar na Terra será ligado no Céu.

Portanto, quem aprender a crescer como um bambu de 20 metros, faltará pouco para a conexão com o Paraíso.

 

 

Paulo R. Labegalini:

 

trabalho de formiguinha - 2 Março 2013

 

Era uma vez uma formiguinha asseada, que se vestia diferente das outras e se considerava a mais bonita. Sonhava em viajar pelo mundo e adorava passear no bosque.

A rainha Paciência  ficava de olho nela, pois a formiguinha vivia nas nuvens e, com o inverno chegando, tinham que encher a despensa com bastante alimento. A formiguinha trabalhava sozinha, pois detestava as longas filas das formigas.

Um dia ela resolveu se libertar:

- Não agüento mais essa vida de andar umas atrás da outras. Quero ser independente, conhecer o mundo! Trabalha-se demais aqui e ninguém curte a vida. Vivemos todos num formigueiro super-apertado!

Então, quando todas dormiam, ela arrumou a trouxinha e saiu atrás de aventuras. Andando, prestava atenção em tudo: cada árvore diferente, cada pedra, cada flor. Mas, onde ela iria passar a noite?

Ouviu um barulho que vinha debaixo da mangueira elegante. Teve a ousadia de entrar no formigueiro e o que viu a deixou chocada: um monte de formigas trabalhando com  correntes amarradas nas pernas! Formigas velhas, crianças, doentes; que loucura era aquilo?

Logo soube que estava no buraco-prisão, pertencente ao formigueiro da rainha Ditadura. Lá, ninguém fugia porque temiam maldades maiores por parte da rainha. Imediatamente, a formiguinha resolveu soltá-las e promover uma revolução.

Depois que todas estavam soltas e os vigias presos, as mais fortes carregaram nas costas as fraquinhas e saíram correndo mais rápido que coelho assustado com bomba de São João. Quando o dia amanheceu, elas já estavam bem longe da prisão. Daí, a formiguinha Aventureira reuniu todas numa pedra e fez uma reunião.

- Amigas, vocês agora são livres. Podem fazer com as suas vidas o que quiserem. Ficarei aqui uns dias até ver que se organizaram e a primeira coisa que faremos é um formigueiro bem bonito.

Ela logo lhes ensinou a dividir tarefas de forma que tivessem tempo livre para se divertirem, sem fila, cada uma fazendo sua parte. Era tanta competência que tentaram eleger a formiguinha Aventureira como rainha oficial do grupo, mas a saudade bateu no coração e ela resolveu voltar às origens. Fez sua trouxinha e...

E o que? Como termino a história? A rainha Paciência a recebe feliz ou a expulsa por tê-la abandonado? Será que existe perdão no coração de uma formiga?

Pois é, herdamos dons maravilhosos e não os valorizamos como Jesus nos ensinou. Às vezes, até numa simples história torcemos por um final feliz e nos sentimos recompensados por isso, mas fazemos tudo ao contrário em nossa própria vida. Os anos passam, as oportunidades de felicidade não se renovam e a Palavra de Deus fica em segundo plano - segundo ou último, quem sabe!

Eu nunca ouvi alguém dizer que se arrependeu de perdoar, exceto quando o perdão não foi concedido com amor. Quem ama de coração tem compaixão do próximo e perdoa principalmente os mais próximos, tipo: parentes de sangue, cônjuges, colegas de trabalho, vizinhos. Depois da reconciliação, uma carga enorme de rancor sai do coração e abre espaço para sentimentos mais nobres - que agradam a Deus.

Sempre prego isto e pode parecer que vivo sem problemas com meus irmãos, o que não é verdade. Mesmo nas comunidades religiosas, existem fatos que nos magoam imensamente e poderiam ser motivos para distanciamento entre as pessoas, porém, precisa prevalecer a correção cristã acima de tudo. Jesus perdoava e dizia: “Vá e não volte a pecar”.

Imagine você, leitor, mais de 350 pessoas trabalhando numa festa por vários dias, se ‘esbarrando’ a toda hora, sem se conhecerem direito. E mais: servindo milhares de pessoas por dia que vêm de lugares e culturas diferentes. Dá para responder por que não acontecem brigas feias na prestação do serviço? Não seria comum existirem conflitos sem soluções em curto prazo?

A resposta é simples: se estão servindo a Deus sob a proteção de Maria Santíssima, tudo se resolve com relativa tranqüilidade. É assim na Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração, onde provações aconteceram e graças também. Sempre alcançamos o nosso objetivo: homenagear nossa Padroeira com alegria e muita paz.

Formamos uma igreja viva unida em Jesus Cristo. Assim como Maria, poderíamos nos acomodar e não aceitar o chamado de Deus, mas imitamos nossa querida Mãe e dissemos ‘sim’. Cristão comprometido é isso: disponibilidade para construir o Reino de Amor aqui na Terra.

Em nome de todos os agentes da nossa Comunidade, agradeço demais as formiguinhas que nos ajudarão novamente em maio deste ano. Que a Rainha desse ‘imenso formigueiro’ as recompense eternamente. Amém!

 

 

MARIA, A MÃE DE DEUS! - 23 Fevereiro 2013

 

Quando alguém me pergunta por que sou tão apaixonado por Nossa Senhora, digo que tenho muitas histórias para contar. Alguns fatos são recentes e, outros, nem mesmo eu sabia que influenciariam tanto em minha vida.

Repito o que já escrevi em livro: minhas avós e bisavós eram marianas fervorosas e viviam com o terço nas mãos, assim como mamãe o faz até hoje, graças a Deus. Principalmente por isso, temos recebido incontáveis bênçãos na família, talvez em igual número às Ave-Marias rezadas por elas.

Minha mãe contou-me que se eu nascesse mulher, iria chamar Maria Auxiliadora, porém, o nome abençoado da Mãe de Deus acabou ficando com a minha irmã: Maria Aparecida. Mas era eu que, de pequeno, gostava de ir à igreja e alguns parentes até diziam: ‘Este menino vai ser padre!’. Essa não foi a vontade do Senhor, contudo, dedico praticamente todo o meu tempo livre às coisas do Reino.

Cresci frequentando a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo. Aos dezessete anos, mudei-me para Monte Sião e assistia missas no Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Vim fazer faculdade em Itajubá-MG, passei a participar das celebrações na Matriz Nossa Senhora da Soledade e, hoje, após ajudar na construção do Santuário de Nossa Senhora da Agonia, faço parte da Comunidade de Nossa Senhora do Sagrado Coração. E, se você acha que os títulos de Maria foram apenas coincidências em minha vida, com certeza não foram.

Sou feliz por ver minha família caminhando com Maria nos passos de Jesus. Posso afirmar que a Rainha da Paz transformou os corações de todos e não deixa que haja grandes desavenças entre nós. Acabaram as brigas e confusões no meu lar e vivemos em clima de oração.

Tenho muitas histórias de graças alcançadas por meio de pedidos feitos a vários títulos da Virgem Maria. Contarei um grande favor que consegui de Nossa Senhora do Sagrado Coração; na verdade, o início da minha conversão eu devo a ela.

Eis o que escrevi no livro ‘Minha Vida de Milagres’ - Editora Santuário:

“Em 1994, quando comecei a cursar doutorado na USP, eu passava a semana hospedado na casa da minha irmã, em Campinas-SP. Sobre a mesa que eu estudava, havia uma pequena medalha que ‘me fazia companhia’ todos os dias. Antes de abrir os livros, eu dava um beijo na medalhinha e a colocava de volta.

Com o passar do tempo, achei estranho aquele lindo objeto continuar ali, porque muitas outras coisas eram deixadas e tiradas da mesa quando a faxineira arrumava a casa, mas a medalha permanecia no mesmo lugar. Um dia, perguntei à minha irmã de quem era a bonita medalhinha e ela me respondeu que, talvez, algum de seus filhos a tivesse ganho e nem se lembrava mais como foi parar naquela mesa. E completou: ‘Se quiser, pode ficar pra você’.

Naquela época, eu usava uma corrente no pescoço sem nada pendurado nela - pura vaidade! Então, coloquei a medalha e depois fiquei sabendo pela minha mãe que a imagem era de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Soube também que, quando eu era pequeno, todos os anos íamos à festa dela no Santuário Nacional de Vila Formosa, na capital paulista.

Bem, depois que comecei a carregá-la no peito, tudo foi mudando: passei a rezar o Terço, aceitei o chamado para coordenar um ministério de música católica, me envolvi com vários trabalhos em comunidade e, principalmente, o meu coração foi se tornando mais manso e humilde - semelhante ao Coração do Filho, que Nossa Senhora mostrava-me na imagem que pendurei na corrente.

E quando percebi que a medalha estava se estragando devido o uso, não tive dúvidas em substituí-la por outra e a guardei como lembrança da minha conversão. Às vezes, eu a retiro da gaveta, mostro a alguém que conhece esta história e explico: ‘Não é um objeto de sorte, mas devocional. Maria Santíssima não está nele, porém, por ter sido bento, é sagrado e um grande sinal de Deus, além de servir de inspiração nas orações’.

Muitos anos se passaram e pude retribuir um pouco da graça que recebi de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Trabalhando na comunidade em que ela é Padroeira, procuro me esforçar no serviço gratuito e sincero para me aproximar mais do amor de Deus. É emocionante cantar o ‘Lembrai-vos’ olhando para a linda imagem da querida Mãezinha no altar.”

Até parece que foi ontem que escrevi tudo isto, porque meu amor à querida Mãezinha só aumenta. Viva Nossa Senhora do Sagrado Coração! Viva a Mãe de Deus!

 

A SANTA MÃE IGREJA - 15 fevereiro 2013

 

Um jovem cumpria seu dever no exército; mas, era ridicularizado por ser cristão comprometido com a fé católica. Um dia, na intenção de humilhá-lo na frente do pelotão, o sargento da tropa pregou-lhe uma peça:

- Soldado Coelho, pegue esta chave, vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.

- Mas, sargento, o senhor sabe que eu não sei dirigir!

- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que lhe ordenei. Peça ajuda ao seu Deus e mostre-nos que Ele o ama.

O soldado, então, pegou a chave e foi até o veículo. Sentou-se no banco do motorista e fez esta oração: ‘Jesus, guia as minhas mãos e mostra a estas pessoas a tua fidelidade. Eu confio em Ti, Senhor, e sei que podes me ajudar. Amém’.

Em seguida, o garoto manobrou o jipe e o estacionou como queria o seu superior. Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos.

- O que houve gente? - indagou o soldado.

- Nós queremos o teu Deus, Coelho. Como fazemos para tê-lo? - perguntou o sargento.

- Basta aceitá-lo como Salvador; mas, por que todos decidiram por Jesus Cristo?

O superior pegou o soldado pelo braço e caminhou com ele até o jipe enquanto enxugava as lágrimas. Daí, levantou o capô e mostrou que o veículo não tinha motor!

Bem, eu sei, é só uma história, certo? Contudo, leitor, você acredita que isto pode acontecer ou acha que até Deus tem limites para fazer milagres? Quem já viu de perto graças impressionantes acontecerem - como eu, por exemplo -, sabe que nada é impossível neste mundo. E àquele que não tem fé, eu peço que espere um pouco mais. No tempo de Deus, aquilo que merece ser-lhe-á dado.

E se você está passando por provações, não se desespere, pois Deus tem visto suas lutas. Confie que os maiores problemas estão chegando ao fim. Continue rezando na certeza que uma bênção maior está direcionada a você. No tempo certo, Ele lhe dará a vitória. Enquanto isso, não complique as coisas como nesta outra história:

Sherlock Holmes e Dr. Watson foram acampar. Montaram a barraca e, depois da refeição e algumas garrafas de vinho, deitaram-se para dormir. Horas depois, Holmes acordou e cutucou seu fiel amigo:

- Meu caro Watson, olhe para cima e diga o que vê.

- Vejo milhares de estrelas - respondeu o amigo.

- E o que isso significa? - perguntou Holmes.

Watson ponderou por um minuto e depois enumerou:

- Astronomicamente, significa que há milhares de galáxias e, potencialmente, milhões de planetas. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 3h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar. Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos insignificantes diante d’Ele. Metereologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Então, está tudo correto, senhor?

Holmes ficou uns instantes em silêncio e respondeu:

- Watson, seu idiota, significa apenas que alguém roubou a nossa barraca!

Pois é, a vida é simples, nós é que temos a mania de complicar. Também na religião, vejo com muita simplicidade algumas verdades que aprendi na infância. Este texto divulgado na internet retrata um pouco isso:

Nossa família se difundiu pelo mundo e é feita de todas as raças; somos jovens e velhos, ricos e pobres, pecadores e santos. Com a graça de Deus, abrimos hospitais para cuidar dos doentes, fundamos orfanatos e ajudamos os necessitados. Somos a maior organização caritativa do Planeta, trazendo alívio e conforto para aqueles que tanto precisam.

Nós educamos mais crianças do que qualquer outra instituição, defendemos a dignidade de toda vida humana, preservamos o casamento e a família. Cidades receberam os nomes de nossos venerados santos, que percorreram o caminho do Céu antes de nós. Guiados pelo Espírito Santo, compilamos a Bíblia. Somos transformados pela Sagrada Escritura e pela Sagrada Tradição, que nos têm guiado firmemente por mais de dois mil anos!

Nós somos a Igreja Católica, com mais de um bilhão de pessoas na família, compartilhando sacramentos e plenitude da fé cristã. Por séculos, temos rezado por você e por todo o mundo, a cada hora, a cada dia, sempre que celebramos a missa. O próprio Jesus lançou os fundamentos da nossa fé quando disse a Pedro, o primeiro Papa: “Tu é Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. A partir disso, nós tivemos uma linha ininterrupta de pastores guiando a Igreja Católica, com amor e verdade, num mundo confuso e doloroso de viver.

E nesse mundo cheio de caos, dificuldades e dor, é reconfortante saber que algumas coisas permanecem coerentes e fortes: nossa fé católica e o eterno amor que Deus tem por toda a criação. Portanto, se você está fora da nossa Igreja, o convidamos a voltar. Nossa família é unida em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Também temos as infalíveis proteções da Virgem Maria, dos anjos e dos santos.

Nós somos católicos, apostólicos, romanos. Bem vindo à sua casa!

 

OS DOZE ‘SIM’ DE MARIA - PARTE II - 9 fevereiro 2013

Oração é um banho em Deus, um mergulho no amor Divino; e quem faz uma experiência profunda na fé altera o futuro de muitas pessoas, como São Francisco que, mudando de vida, transformou o rumo da História. Portanto, o banho em Deus nunca é sozinho.

Ouvi isto em um retiro que participei. Foram feitas reflexões a partir do documento: ‘Maria, Rumo ao Novo Milênio’, publicado pela CNBB em 1998. Irei citar os doze ‘sim’ da Santíssima Virgem no final do texto, mas, até chegar nesse parágrafo, transcreverei minhas anotações do retiro.

Sabemos que, embora batizados para uma vida na santidade, quase todos reclinam dessa condição e caem nos piores pecados. Com a Maria Santíssima não foi assim. Concebida sem pecado original, se tornou a primeira discípula de Jesus, além de a mais pura alma que passou pela Terra, a mais santa e a escolhida do Pai. Para São Lucas, ela é a perfeita discípula, aquela que respondeu sempre: ‘Eis-me aqui, Senhor’. Por isso, Nossa Senhora ocupa um lugar especial na Igreja e, considerando que nossa consciência afetiva está no coração, nós a veneramos ainda mais a cada dia.

Na minha vida, muita coisa aconteceu e mudou para melhor com ela. Eu me chamaria Maria Auxiliadora se nascesse mulher e, desde pequeno, as comunidades que frequentei foram todas marianas: Fátima, Medalha Milagrosa, Soledade, Agonia e do Sagrado Coração. Minha conversão maior em 1994 aconteceu quando comecei a rezar o Terço e coloquei no peito uma medalha de Nossa Senhora.

Todas as curas e grandes graças que alcançamos em família tiveram a intercessão de Maria. E mesmo sabendo que todo poder vem do Altíssimo, sem a ajuda da querida Mãezinha nossa caminhada teria sido mais difícil. Então, faz muito sentido para mim a frase: ‘Tudo por Jesus, nada sem Maria’. Também a música que cantamos nas missas é sempre oportuna: ‘Oh, vem conosco, vem caminhar, santa Maria vem!’.

Quem não perde a devoção em Nossa Senhora é mais feliz, porque somos seus filhos pelo laço da fé e Ela é a imagem daquilo que a Igreja quer. E o que mais me ajuda a viver com Ela é a perseverança na fé. Caminho sabendo que nunca estou sozinho e posso receber aquela ajuda que mais preciso. Também acredito piamente nos quatro dogmas de Maria: Mãe de Deus, Virgem Santa, Imaculada Conceição e Assunção ao Céu.

Os doze ‘sim’ que disse a Deus fizeram dela a santa maior da Igreja. Eis um pouco daquilo que aprendi e guardo no coração:

O ‘sim da salvação’ na anunciação do anjo, o ‘sim da caridade’ na visita à prima Isabel, o ‘sim da vida’ no nascimento do Filho, o ‘sim da obediência à tradição’ na apresentação do Menino no Templo, o ‘sim do Plano de Deus’ na fuga para o Egito, o ‘sim à família’ na perda e encontro do Filho, o ‘sim da humildade’ ao saber que Jesus disse “minha mãe e meus irmãos são os que fazem a vontade do meu Pai”, o ‘sim da intercessão’ quando pediu vinho ao Filho nas Bodas de Caná, o ‘sim do silêncio’ quando acompanhou Jesus caminhando para o Monte Calvário, o ‘sim de Mãe da Humanidade’ ao acolher aos pés da cruz a vontade de Deus: “Mulher eis aí teu filho”, o ‘sim da felicidade’ ao saber da ressurreição, e o ‘sim de Mãe da Igreja’ em Pentecostes.

Eu gostaria de explicar um a um; mas, prometi que contaria esta história neste artigo:

Construía-se uma grande catedral e muitos operários se ocupavam dos acabamentos. Um pavilhão fora especialmente preparado para outro importante trabalho - era o atelier dos escultores das imagens.

Um dia, um senhor resolveu penetrar na intimidade daquele recinto e, tendo identificado o mestre escultor, aproximou-se e contemplou o que fazia. Era a estátua de uma figura humana, entalhada em fino mármore. Lá pelas tantas, atreveu-se a indagar:

- Esta é a imagem que irá para o altar-mor?

O escultor voltou-se para ele como quem emergisse de profunda concentração e contestou:

- Não, este é um dos doze apóstolos que serão colocados ao longo do alinhamento mais elevado da cobertura.

- Nesse caso, as imagens ficarão a grande altura do solo e os detalhes jamais poderão ser apreciados! Vale a pena dedicar tanto tempo a isso?

A resposta do escultor veio rápida, encerrando o diálogo com sabedoria:

- Ele verá!

Pois é, caro leitor, mesmo que nem todos saibam de nossa paixão pela Mãe do Nosso Senhor, Ele sabe. A partir disso, Jesus fará florir no deserto da nossa vida. Isso aconteceu com o Padre Júlio Chevalier, que pediu para esculpir a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração, onde o Menino aponta para a Mãe, como se dissesse: ‘Ela soube como chegar ao meu Coração’.

 

OS DOZE ‘SIM’ DE MARIA - PARTE I  = 2 fevereiro 2013

 

Se você tivesse que rezar apenas dez Ave Maria e oferecê-las pedindo ou agradecendo algo, quais seriam suas intenções? Acredito que poderia não ser tão fácil lembrar-se de tudo que considera importante na vida, mas, com tempo para pensar, os critérios para isso brotariam do coração.

Na minha opinião, sentimentos de amor devem permear todas as intenções, permitindo inclusive rezar pelos inimigos - se houver. Nossa Senhora não abençoaria pedidos que contrariam princípios de cristandade; por isso, todo cuidado é pouco nas escolhas dos objetivos das orações.

Minha primeira Ave Maria seria pedindo graças à minha família, não por egoísmo, mas para continuarmos tendo paz, saúde, fé no coração; e melhor servir a Deus. A estes pedidos, certamente acompanhariam outros ocultos: esperança, coragem, emprego, caridade, felicidade etc. Eu colocaria tudo na mesma oração que, de tão fortes palavras, agraciaria muita gente que precisa de paz.

Consciente disso, a segunda eu ofereceria às intenções que guardo escritas em meu oratório. São casos de desempregos, doenças, vícios, pobreza e outros mais. Você já pensou em ter uma lista permanente de nomes aos pés de uma imagem de Nossa Senhora? Sabia que muitas graças podem ser alcançadas assim? Logicamente que a oração não pode faltar, mas evitaria repetições que demandam muito tempo. Considero que rezar uns pelos outros são presentes do Céu!

A terceira Ave Maria seria pelas intenções do Santo Padre, o Papa. Pode parecer estranho uma intenção contemplar outras, porém, nesse caso, eu estaria rezando pela construção do Reino nos corações dos homens. Ninguém sabe mais daquilo que a Igreja precisa do que o nosso querido Pastor, Bento XVI. Ah, só lembrando: eu também sempre rezo pelas intenções de minha mãe, que pede graças para um monte de gente!

A quarta oração seria pela libertação das almas do purgatório. Quantos parentes e amigos podem estar esperando a oportunidade de se encontrar com Cristo! Tais almas não conseguem mais se ajudar, porém, podemos e devemos rezar por elas, principalmente as esquecidas e as que mais precisarem da misericórdia Divina. E, com certeza, todas que ajudarmos a entrar no Céu intercederão a Deus por nós.

Quinta Ave Maria: pelos religiosos, missões e vocações do mundo inteiro. Se a messe está diminuindo é por culpa nossa - faltam orações e valores cristãos nas cabeças das pessoas. É preciso mais joelhos no chão e terços nas mãos para melhorar a força-tarefa da evangelização. Quem foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pode reclinar do seu compromisso missionário?

A sexta eu rezaria pelas pessoas que sofrem: desempregados, injustiçados, internados em hospitais, viciados, abandonados e incrédulos. Sim, também os incrédulos sofrem, e muito! Mesmo eu não conhecendo todos os sofredores da Terra, Nossa Senhora saberia quem mais precisa de graças e conversões.

Sétima Ave Maria: pelas pessoas que convivo diariamente no trabalho e nas pastorais da Igreja. Também ofereceria a todos os leitores que prestigiam e crescem com as mensagens que escrevo neste jornal, e mais: pediria bênçãos àqueles que rezam por mim. Rogaria à querida Mãezinha que retribuísse com graças o carinho de todos.

Oitava oração: em agradecimento a tudo aquilo que sou, que tenho e que farei. Sei que, se depender da vontade Divina, somente coisas boas virão e fatos ruins não mais voltarão. Aprendi bastante com os erros que cometi e, hoje, aceito melhor o Plano de Deus em minha vida.

A nona Ave Maria eu colocaria na intenção mais urgente que trago no coração e, no momento, pediria perseverança na fé aos familiares das vítimas de Santa Maria - RS.

Completando a dezena, rezaria a última pelos assistidos da Sociedade São Vicente de Paulo no mundo inteiro. São centenas de pessoas que dependem de outras para sobreviver. Para quem não sabe, o vicentino serve Jesus Cristo na pessoa do pobre e se santifica pela obra de caridade. É preciso muito amor no coração e muita ajuda do alto para dar conta de milhares de miseráveis por toda a parte. Uma Ave Maria é pouco pra tanta gente, mas a intenção é que vale.

E quem estará acolhendo cada continha de um mistério do terço será nossa maravilhosa Mãezinha do Céu, que disse os ‘doze sim’ na história da humanidade. Sobre isto escreverei no próximo artigo, mas encerro este dizendo que agrada muito o Senhor louvar Nossa Senhora. Ele que tudo sabe e tudo vê, conhece bem o coração daquele que ama a filha de Deus-Pai, a mãe de Deus-Filho e a esposa do Espírito Santo.

A historinha que faltou hoje também estará na continuação deste texto. Até lá.

 

O futuro já chegou? - 26 Janeiro 2013

 

Leia esta história:

‘Meu avô com noventa e tantos anos, estava sentado no banco do jardim olhando suas mãos. Sentei-me ao seu lado e lhe perguntei se estava bem. Ele levantou a cabeça e sorriu:

- Estou bem, obrigado - disse em voz suave. - Alguma vez, querido, voce já olhou suas mãos?

Lentamente as abri e contemplei. Virei as palmas para cima e para baixo, fiquei sem palavras e não sabia exatamente o motivo da pergunta. Então, meu avô explicou:

- Pense um momento sobre como suas mãos têm lhe servido através dos anos. As minhas, hoje enrugadas, secas e débeis, têm sido ferramentas que usei toda a minha vida para pegar e abraçar. Elas puseram comida em minha boca e roupa em meu corpo. Quando criança, minha mãe me ensinou a juntá-las em oração. Estiveram sujas, esfoladas, ásperas e dobradas. Mostraram-se inábeis quando tentei embalar minha filha recém nascida; decoradas com uma aliança, revelaram ao mundo que eu amava  alguém muito especial.

Comecei a entender que aquela conversa reservava momentos de muita emoção e resolvi prestar mais atenção quando meu avô continuou:

- Elas tremeram ao enterrar meus pais, minha esposa, e suaram quando entrei na igreja com minha filha no dia de seu casamento. Estas mãos têm penteado meu cabelo, lavado todo meu corpo e, até hoje, quando quase nada em mim funciona bem, estas mãos me ajudam a levantar, a sentar e ainda se juntam para rezar. Elas são as marcas de onde estive e, o mais importante, são estas mãos que Deus tomará nas Suas quando me levar à sua presença.

Desde então, nunca mais vi minhas mãos da mesma maneira, e lembro perfeitamente quando Jesus esticou Suas mãos, tomou as de meu avô e o levou. Agora, sempre que uso as mãos penso em meu querido avô. Jamais esquecerei que, na verdade, nossas mãos são uma benção!’

E você, leitor, o que está fazendo com suas mãos? Elas expressam carinho ou repulsam os outros? Preciso dizer-lhe para dar graças a Deus por elas, pois somente aqueles que amam com o coração limpo têm motivos para se orgulhar das mãos que receberam.

Sem medo de errar, posso afirmar que as mãos do nosso tempo não são como as de antigamente. Quando criança, ladrões só apareciam de vez em quando e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os ‘lanterninhas dos cinemas’ nos expulsassem pelas batidas de pés nas matinês de domingo. Mães, pais, professores, avós, tios e vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Confiávamos plenamente nos adultos.

Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror. Hoje, dá tristeza por tudo que perdemos, por tudo que meus netos um dia temerão, pelo medo no olhar de crianças, jovens e velhos. Matar os pais, os avós, seqüestrar, roubar, passar a perna, tudo virou banalidade de notícias policiais, logo esquecidas após o primeiro intervalo comercial.

Dizem abertamente que não levar vantagem é ser otário e pagar dívidas em dia é bancar o bobo. Há milhares de ladrões nas esquinas das cidades grandes, assassinos com cara de anjo no interior, pedófilos de cabelos brancos sorrindo como se nada de grave estivesse acontecendo! O que há conosco? Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas, recém-nascidos morrendo de fome! Que valores são esses?

Os carros valem mais que abraços, celulares coloridos são encontrados nas mochilas dos recém saídos das fraldas, TV ligadas o dia todo, DVDs com filmes pornográficos, vídeos-game de matança... O que mais virá em troca de um abraço? Mais vale um baseado do que um sorvete, mais valem dois vinténs do que um sorriso!

Fico pensativo quando leio isto nos blogs:

“Quando foi que o que existia de bom sumiu ou virou ridículo? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado, sem sentir medo? Quando me fechei ou me fecharam? Posso querer de volta a minha dignidade, a minha paz? Tenho o direito de sentar na calçada e ficar com a porta aberta nas noites de verão? Quero a vergonha e a solidariedade de volta à minha vida! Abaixo o ‘ter’! Viva o ‘ser’!”

Bem, se você e eu fizermos nossa parte bem feita e contaminarmos mais pessoas, muita coisa poderá melhorar. Também temos que rezar mais para Nossa Senhora nos abençoar.

 

A CRUZ SAGRADA - 21 Janeiro 2013

Continua circulando na internet as palavras do Frade Demetrius dos Santos Silva, publicadas no jornal ‘Folha de São Paulo’ de 09/08/2009:

“Sou padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas. Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada!

Jamais gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas. Não quero ver a Cruz nas Câmaras Legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte. Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados. Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.

É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa da desgraça dos pequenos e dos pobres.”

 Foi uma resposta ao Ministério Público que, em 4 de agosto de 2009, ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos das repartições publicas. Eu não concordo em generalizar a opinião de que a maioria dos políticos é ruim e os profissionais de direito também. É preciso analisar cada caso para um melhor julgamento, porém, em se tratando da Cruz de Cristo, todo respeito ainda é pouco.

São Bento rezava uma oração que continua sendo repetida milhares de vezes a cada hora em todo o mundo: “A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te Satanás, nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno”.

E a medalha de São Bento onde está gravada esta famosa oração é considerada um sacramental, quer dizer, um sinal poderoso de fé. Acredito que o uso da medalha protege contra as artes do demônio e concede graças - como a vitória sobre os inimigos perigosos e a tentação.

Na frente da medalha aparece uma cruz e as letras CSPB - são abreviações da frase em latim: ‘Cruz Sancti Patris Benedicti’ ou ‘Cruz do Santo Pai Bento’. No alto da cruz está gravada a palavra PAX, ou Paz, que é o lema da Ordem de São Bento. A imagem do santo aparece no verso da medalha; ele segura na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges beneditinos. Na outra mão, ele segura a cruz. Ao redor da medalha, lê-se ‘Eius in Obitu nro Praesentia Muniamur’, que quer dizer: ‘Que São Bento nos conforte na hora da nossa morte’.  

É representada também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu milagrosamente ileso.

Com certeza, o santo seguia os ensinamentos de Jesus, que dizia a todos: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia, tome a sua cruz e siga-me” - São Lucas, 9,23. E sabemos, as cruzes são diferentes nas costas de cada ser humano que vive: umas leves, outras muito pesadas, mas nenhuma que não possa ser carregada com fé.

Havia um homem que tanto se queixou de seu sofrimento que o Senhor lhe apareceu em sonho. Então, aproveitando a oportunidade, o queixoso indagou:

- Senhor, por que tenho que sofrer tanto?

Jesus respondeu:

- Você acha que sua cruz está pesada? Quer escolher outra?

- Sim, Senhor, eu gostaria!

Então, o homem foi levado ao lugar das cruzes. Ali havia um monte delas, de diversas variedades: cruzes de pedras preciosas, ouro, prata, tronco de árvores etc. E o homem viu uma cujo brilho se destacava das outras. Apontou-a e disse:

- Senhor, esta é a cruz que eu quero...

E Jesus, sorrindo, exclamou:

- Mas esta é a sua cruz! Por ser de ouro é muito brilhante, mas também muito pesada.

O homem finalmente compreendeu que sua cruz não lhe fora imposta por Deus, mas carregava a cruz que era fruto de sua própria escolha. Aceitou então aquela cruz para sempre, e ela já não lhe pesou tanto.

Pois é, muita gente escolhe uma cruz de ouro, não e mesmo? E muita gente, com o passar do tempo, serra sua cruz e a torna mais leve para suavizar a caminhada; porém, a parte que fica no caminho é o ‘serviço a Deus’ que, por ser pesado para alguns, reduzia a velocidade desenfreada em direção ao pecado. Terá valido a pena?

Nas procissões desta Semana Santa, se as cruzes imaginárias fossem materializadas, veríamos algumas grandes e pesadas sendo conduzidas por pessoas de almas iluminadas. Quanto maior a confiança na salvação, maior a força interior de alguém que almeja o Céu, sem se importar com o peso da cruz.

Enfim, a cruz é o instrumento de redenção do mundo. Sua representação desperta em nós os sentimentos de gratidão para com Deus, pelo benefício de nossa salvação. Passaram 500 anos após a morte de Jesus até os cristãos fabricarem a primeira cruz. Deixou de ser sinal de maldição e se tornou o maior símbolo do cristianismo.

Amigo, que a Cruz de Cristo não seja para ti apenas um amuleto, mas também a tua verdadeira luz!

 

 

 

SEGREDOS - 9 Janeiro 2013

Conviver com segredos nem sempre é fácil. Algumas pessoas dizem que são como túmulos e jamais contariam o que lhes disseram em confiança; outras, abrem o coração sem qualquer constrangimento e divulgam tudo o que sabem. Melhor seria se as conseqüências de cada caso fossem muito bem analisadas antes de revelarmos os segredos que sabemos, mas nem sempre isso acontece.

Numa matéria exibida pelo Fantástico, alguns segredos dos ‘segredos’ foram revelados:

“Guardar um segredo é mais ou menos como mentir. As duas coisas dependem de o córtex pré-frontal, uma parte da frente do cérebro, conseguir conter seu ímpeto de fazer sempre o mais fácil: falar a verdade. É isso mesmo: contar a verdade, contar tudo, é a tendência natural do cérebro.

Quer experimentar? Então vamos lá: responda rápido e em voz alta com uma mentira: em que cidade você nasceu?... A primeira resposta que vem à cabeça é a verdade, aquela que seu cérebro aprendeu com a experiência a associar às idéias: ‘cidade’, ‘eu’ e ‘nascer’.

Ao encontrar a resposta verdadeira sem fazer esforço, as áreas do seu cérebro que produzem a fala se preparam para dizer a verdade. Para mentir, é diferente e bem mais complicado. O córtex pré-frontal tem que conseguir eliminar a resposta verdadeira; depois, tem que buscar no seu banco de dados cerebral uma resposta alternativa: o nome de outra cidade, a mentira!

Essa busca exige o funcionamento de outras regiões que cuidam da linguagem. Nessa confusão toda, uma parte do cérebro especializada em conflitos é fortemente ativada. É o córtex cingulado anterior. Ele chama nossa atenção para o problema a resolver. No caso: pôr de lado a verdade, achar uma mentira e ainda não dar com a língua nos dentes.

Enquanto você mente ou esconde um segredo, é como se essa parte do cérebro ficasse gritando: ‘mas eu sei que não é isso!’ - o que deixa qualquer um aflito. Mas pelo menos para os segredos, a neurociência tem um remedinho. Se você não agüenta guardar seu próprio segredo, mas também não quer que ele se espalhe por aí, conte para duas pessoas ao mesmo tempo. Assim, elas poderão aliviar seu cingulado anterior falando sobre o segredo uma com a outra e ele ficará a salvo dos outros por mais tempo. Experimente!”

Viu! Não parece fácil? O grande problema reside nas falcatruas, imoralidades, falsidades e mentiras que geralmente envolvem os segredos. Quando alguém resolve revelar, muita gente fica em maus lençóis e os problemas vêm aos montes. É como dizem: Quem planta vento, colhe tempestade!

Mas há segredos que, se revelados, só trazem bem à humanidade. Veja, por exemplo, os segredos que Deus nos revelou através da História...

Até 1500 anos antes de Cristo, ninguém sabia sobre os Dez Mandamentos que foram entregues a Moisés. Na época, os judeus tentavam praticar centenas de princípios religiosos, que fundiam a cabeça de qualquer ser humano.

Jesus também revelou no Evangelho de São Mateus: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”. Pronto! Segredo posto e partilhado com todos.

Hoje sabemos que a Lei de Deus resume-se em amor, e Jesus ainda ajudou-nos a clarificar algumas revelações: “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só til, até que tudo seja cumprido.”

Se considerarmos essas elucidações bíblicas, um segredo é melhor do que o outro e devemos contá-los aos quatro cantos da Terra; porém, sempre estaremos preocupados com outros tipos de segredos, como nesta história:

Enquanto a mãe cozinhava, a filha aproximou-se e disse:

- Sabe, mãe, eu confio muito em você. Eu conto tudo pra você, pois sei que é minha amiga.

A mãe, com um sorriso nos lábios, respondeu:

- Que bom, meu amor. Isso me deixa tão feliz!

- Eu confio muito, muito. Só existem algumas coisas que nunca contei, coisas de quando eu era muito pequena.

Ela ainda era pequena, mas tremendamente grande na imaginação, e a mãe ficou aflita com aquela afirmação. O sorriso transformou-se numa pequena ruga na testa. O que a menina teria feito quando era muito pequena que a mãe não soubesse? Um monte de pensamentos povoou sua mente... Então, mesmo sentindo medo da resposta, formulou a pergunta:

- O que você fez que eu não posso saber e entender, meu amor?

- Mãe, eu não conto porque tenho vergonha...

- Você disse que confiava em mim!

- E confio.

- Então me conta. Anda logo!

A mãe já estava desesperada, desligou o forno e sentou-se, olhando fixamente para a filha. A menina, num gesto heróico, anunciou seu terrível segredo:

- Mãe, eu lambia meleca.

 

MÃE É MÃE - 6 Janeiro 2013

Este testemunho foi dado por uma médica dermatologista da cidade de Cruzeiro, SP:

“Em mais de vinte anos de vivência na medicina, já presenciei inúmeras cenas e situações que me marcaram, porém, se eu tivesse que escolher a cena que mais me comoveu como médica escolheria a que mais me marcou como mãe.

Foi em uma visita a uma Unidade de Terapia Intensiva, local onde geralmente os pacientes  estão necessitando de cuidados o tempo todo. Foi neste ambiente frio, cheio de aparelhos e medicamentos, que vivenciei a importância da maternidade.

Não se tratava de uma paciente grávida. Quem me chamou a atenção foi um velho homem, aparentando bem mais de oitenta anos, deitado em posição fetal, que gritava em meio ao seu delírio: ‘Mamãe! Mamãe! Ah, minha mãe...’

Para uma pessoa no fim da vida, doente, o que lhe  restara era chamar por sua mãe, e era um clamor  que vinha do coração, da alma! Somente quem poderia acolher sua dor, sua solidão naquele momento, era sua mãe. Todos os sons e ruídos da UTI desapareceram frente ao chamado choroso daquele homem que insistia em resgatar a mais importante de suas memórias: a sua mãe. Naquele momento, a médica deu lugar à mãe e me dei conta do quanto importante é ser mãe.

Quando Deus escolheu a mulher para acolher a vida em seu ventre, deu-lhe a responsabilidade de gerar seres humanos que são a imagem d`Ele. E para isso lhe deu uma infinita capacidade de amar, renunciar e esperar. Amar, sem impor condições; renunciar a tudo, até a si mesma pelos filhos; e esperar com muita paciência todas as condições que a vida lhe apresentar: a começar pela espera de nove meses para que a vida em seu corpo se torne vida para o mundo.

Durante a gestação, a mulher é a perfeita moradia. É no corpo da mulher que Deus fez a primeira morada de todo ser humano, e é neste corpo sagrado que abriga a vida, que a mulher experimenta a plenitude de ser mulher.

Quando seu ventre cresce, seu corpo ganha novas formas, as mamas se preparam para alimentar sua cria, todo o ser feminino se enche de glória para esperar o dia de dar a vida a um novo ser... E depois, fora do nosso corpo, acompanhamos toda uma trajetória: somos o porto seguro para passos cambaleantes... para abraços aflitos... para choros carentes... Por mais que os homens cresçam e envelheçam, somos nós, as mães, que ficamos em suas memórias.

Aquele velho homem me mostrou o quanto importante é o papel da mãe para todo ser humano. Fez-me também questionar porque tantas meninas na idade de serem filhas, e não mães, violentam seus corpos. Maquiadas por uma falsa liberdade, colocam em risco suas e outras vidas inocentes, com a desculpa de serem modernas. O corpo sagrado é violado e, muitas vezes, jovens, quase crianças, tornam-se mães, perdendo a oportunidade de vivenciarem com plenitude o divino mistério da vida.

Depois daquele dia na UTI, acrescentei mais uma responsabilidade ao meu papel de mãe. Pode ser que um dia - quando a gente pensa que os filhos não precisam mais de mãe - a gente seja a última lembrança na vida deles. Quero ser não só a última, mas  a  melhor lembrança!”

E depois de ler este relato, posso afirmar que muitas coisas passam pela mente: bate a saudade em quem já se despediu da mãe; aumenta a responsabilidade àquelas que ainda têm filhos para cuidar; dá vontade de abraçar a esposa que cedeu o corpo para formar uma família; enfim, fica a eterna gratidão às mulheres que marcaram presença no mundo na missão de ser mãe.

Um dia, na aula da Escola Vivencial do Cursilho, também falei de uma grande Mãe através do Movimento de Shöenstatt. Disse que tudo teve início em 18 de outubro de 1914, quando o Pe. José Kentenich manifestou seu desejo a um grupo de Jovens Congregados Marianos: transformar a Capela de São Miguel num Tabor de manifestações de glórias a Maria. Era seu plano criar um movimento de renovação religiosa e moral a partir dos tesouros e milagres de Nossa Senhora. Isto aconteceu na Congregação Mariana situada no vale de Schöenstatt, Alemanha.

Hoje, a Obra de Schöenstatt está presente em todo o mundo com Institutos, Uniões, Ligas, Movimentos Populares etc. Os santuários são reproduções fiéis do Santuário de Schöenstatt, e o Movimento Internacional já tem 180 capelas ao redor do mundo! Quem recebe uma capelinha em casa com a imagem da Mãe Rainha Três Vezes Admirável sabe por que é grande essa devoção em todo o planeta.

Na convicção do Pe. Kentenich, uma autêntica espiritualidade mariana deve conduzir a uma profunda espiritualidade cristológica e trinitária, a uma séria aspiração à santidade e a um generoso compromisso com a missão evangelizadora da Igreja. E a Mãe Rainha ‘faz esse papel’ porque é três vezes admirável: ela é Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos remidos. Ninguém alcançou tamanho mérito na humanidade!

Essa nossa Mãe nos atenderá sempre que chamarmos por ela, dentro ou fora da UTI. Viva Nossa Senhora!

 

PACTO COM A FELICIDADE - 28 Dezembro 2012

Na semana passada eu publiquei um texto de Natal do Pe. Maristelo e algumas pessoas responderam elogiando o texto.

Então, também por este motivo, eis parte da mensagem de Ano Novo que o mesmo sacerdote leu numa missa de final de ano na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração:

“Mudamos alguma coisa passando de um ano para o outro? Os dias depois de 1º de janeiro são diferentes dos dias anteriores a 31 de dezembro?

            Nosso poeta Drummond, encantado com este mistério assim falara do ano novo: ‘Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente’.

            Chamar este ano de ano velho não é uma ofensa pra quem conviveu conosco 365, na alegria e na tristeza? Cantar ‘adeus ano velho’ para ele não é uma forma cruel de despachar um companheiro de todas as horas, de todos os minutos e de todos os segundos? Cantar ‘Feliz Ano Novo’ não é uma forma excessivamente rápida de esquecer o passado e se envolver com o que chega?

No salmo 89 assim canta o salmista: ‘Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria!’ O desafio da passagem do ano não é a contagem dos dias que se passaram ou dos dias que faltam, mas  aprender a saborear os dias vividos e a salivar pelos dias que se aproximam. Santo Inácio de Loyola dizia: ‘Porque não é o muito saber  que sacia e satisfaz a  alma, mas o sentir e saborear as coisas internamente’.  Plagiando este mestre espiritual, poderíamos dizer que não são os muitos anos vividos que saciam a vida, mas a capacidade de sentir e saborear as experiências vividas.

Imagino a passagem de um ano para o outro como o encontro do idoso com a criança. O idoso não é um velho nem é um ultrapassado, mas é alguém que traz a experiência do vivido, tão respeitado nas culturas antigas. A criança não nasce instantaneamente, mas desde a concepção vai sendo gerada. Antes mesmo de ser gerada no ventre, vai sendo gerada no coração e no sonho de muitos homens e  mulheres, por isso não se sabe precisamente quando nasce uma criança.  Uma pessoa quando parte continua viva na mente e no coração daqueles que a amam.

A passagem do ano não é o funeral de um ano e o nascimento do outro, é a dança do idoso com a criança. Ele com os passos cansados, mas vividos. Ela ensaiando os passos, mas cheia de energia. Nesse baile, em vez de uma ampulheta se entrega uma rosa branca com folhas bem verdes, branca como a paz, verde como a esperança, sementes semeadas ontem, flores colhidas hoje, anunciando o fruto de amanhã. Ambos embalam uma criança que se chama Jesus.

Nós cristãos temos um conceito de tempo que se chama eternidade: existência absoluta, sem princípio nem fim, pois a nossa história foi assumida por Aquele que é o Ontem e o Hoje, o Princípio e o Fim, o Alfa e o Ômega, o Senhor do Tempo e da Eternidade, Aquele que era, que é, que será.

Na passagem do ano ao Senhor da Eternidade cantamos Te Deum: ‘A Ele o tempo e a eternidade, a glória e o poder pelos séculos sem fim’. Aos irmãos que estamos no tempo, diferente de Vinícius não dizemos: ‘que seja infinito enquanto dure’, mas sim que seja eterno, pois dura para sempre. Dizemos mais do que adeus ano velho ou feliz ano novo. Desejamos simplesmente eternidade feliz, eternamente feliz.”

Depois destas belas palavras, que tal fazermos um ‘Pacto com a Felicidade’? Por exemplo:

De hoje em diante, todos os dias ao acordar direi: ‘Hoje vou ser feliz’. Lembrarei de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade; sentirei que estou vivendo. Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Vou sorrir mais, cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades. Não julgarei os atos dos meus semelhantes, mas aprimorar os meus.

Reservarei minutos de silêncio para ter a oportunidade de ouvir. Não vou lamentar nem amargar as injustiças; pensarei no que posso fazer para diminuir seus efeitos. Não vou sofrer por antecipação, prevendo futuros incertos, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação. Não pensarei no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo. E o maior bem que possuo é a própria vida!

Vou lembrar-me de ler uma poesia, ouvir uma canção e dedicá-las a alguém, sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver uma pessoa sorrir. E quando a noite chegar, olharei para as estrelas, para o luar e agradecerei a Deus... porque eu fui feliz!

Que assim seja para todos em 2013.

 

NATAL E ANO NOVO - 21 dezembro 2012

Certa época, o Padre Maristelo encaminhou aos agentes da Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coracão uma mensagem de final de ano com trechos muito bonitos, assim:
“Chegou o Natal. O que dizer? A linguagem é impotente para expressar a realidade, nos diz a filosofia da linguagem. Para tocarmos a realidade, sobretudo as mais profundas da vida, só podemos por meio de metáforas, tocando-as com as pontas dos dedos e não as abarcando com a mão, como se acaricia o rosto de quem se ama. Metáforas como Moisés tirando as sandálias diante da sarça ardente.
Com o que poderemos comparar o Natal?
O Natal é como a alegria de um filho que recebe um telefonema de seu pai depois de anos sem contato nenhum. É isso e muito mais. É o pai que nos doa o filho para que sejamos filhos no Filho, dando-nos a alegria e a liberdade de viver.
O Natal é como a alegria de uma família que acolhe uma gravidez indesejada, mudando a vida, os corações e a reações das pessoas. É isso e muito mais. É a chegada do desejado, do esperado desde toda a eternidade, da criança que nos desinstala.
O Natal é como a Maria do presépio de Sartre: ‘A Virgem está pálida e olha para o menino. O que seria preciso pintar em seu rosto é uma admiração ansiosa que só apareceu uma vez num rosto humano. Pois Cristo é o seu filho, a carne da sua carne, e o fruto do seu ventre... E em certos momentos a tentação é tão forte que ela esquece que o menino é Deus. Aperta-o em seus braços e diz: meu pequeno! Mas, em outros momentos, fica desconcertada e pensa: Este Deus é meu filho. Esta carne divina é a minha carne. É feita de mim, tem os meus olhos’. É isso e muito mais. É a Amada encontrando o seu Amado.
O Natal é também como o José do mesmo presépio de Sartre: ‘E José? José, eu não o pintaria. Mostraria apenas uma sombra no fundo do celeiro e dois olhos brilhantes. Pois não sei o que dizer de José, e José não sabe o que dizer de si mesmo. Adora e está feliz por adorar e se sente um pouco em exílio. Creio que sofra sem confessar. Sofre porque vê o quanto a mulher que ama se parece com Deus, o quanto está perto de Deus. Pois Deus estourou como uma bomba na intimidade dessa família. José e Maria estão separados para sempre por esse incêndio de luz. E toda a vida de José, imagino, será para aprender a aceitar’. É isso e muito mais. É José acordando do seu sonho para sonhar o sonho de Deus.
O Natal é como o Menino Jesus de Fernando Pessoa: ‘Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo materno até Ele estar nu. Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar, põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho, sorrindo para os meus sonhos. Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro da Tua casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu brincar’. É isso e muito mais. É o Menino nos chamando para a manjedoura, nos dizendo que há lugar para nós na gruta do seu coração.
O Natal é como a Canção Amiga de Drummond: ‘Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças’. É isso e muito mais. É uma canção que acorda a criança adormecida dentro das pessoas e adormece os adultos.
O Natal é como a pergunta de Machado de Assis: ‘Mudaria o Natal ou mudei eu?’ É isso e muito mais. Muda cada natal, mudamos todos a cada natal. Mudaríamos no natal?
O Natal é tudo isso e muito, muito mais do que isso. O Natal é Natal. O Natal é.
Feliz Natal! E muito mais...”
Quanta poesia e imaginação de primeira qualidade do nosso querido sacerdote, não? São coisas de Deus! Porém, o mundo não vive somente o Natal, mas também muito mais.
Há muito tempo, Pilatos resolveu lavar as mãos e condenar Jesus ao invés de Barrabás. Os políticos lavam as mãos para não condenar os parlamentares por corrupção. Muitos governos resolveram não tomar providências para evitar o aquecimento global e, agora, não há retorno para o superaquecimento do planeta. Países ricos investem em armamentos de guerra e deixam centenas de milhares de pessoas morrendo de fome.
Em nome do modernismo, famílias inteiras ficam diante da TV vendo imoralidades, tipo Big Brother, enquanto igrejas padecem por falta de voluntários que desejam se salvar. Bebidas são consumidas com exageros em todos os lugares, tirando a paz de muitos corações que dependem da recuperação de pessoas viciadas.
Até quando deixaremos nossa sociedade ser violentada pelo mal? Até quando lavaremos as mãos e ficaremos sem rezar o suficiente para que as coisas mudem? O relativismo do pecado corrompe os bons costumes e o chamado de Cristo para que sejamos ‘sal da terra’ e ‘luz do mundo’ fica em segundo plano. Será sempre assim?
Levante suas mãos para o Céu e peça ajuda! Ainda é tempo de fazer bem feito a sua parte! Lembre-se que estamos iniciando um feliz novo ano.

CASOS E CONSELHOS - 15 dezembro 2012

Um professor de química queria ensinar os alunos sobre os males causados por bebidas alcoólicas e elaborou uma experiência que envolvia um copo com água, outro com cerveja e dois vermes. Colocando uma criatura na água e outra na cerveja, chamou a atenção da sala para o resultado. O verme que estava na água nadou agilmente no copo como se estivesse brincando. O bicho da cerveja se contorceu desesperadamente, louco para sair do líquido e, depois, afundou absolutamente morto.
Satisfeito, o professor perguntou aos alunos: ‘E então, o que podemos aprender desta experiência?’ Joãozinho levantou a mão e respondeu: ‘Beba cerveja e você nunca terá vermes!’
Pois é, como piada dá até pra rir, mas quando a bebida vira vício, o risco de morte aumenta gradativamente na vida da pessoa. E além do vício, há outros males que silenciosamente nos atacam a cada dia. Pensando nisso, um médico cardiologista publicou os ‘doze conselhos para ter um infarto feliz’:
1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.
2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se precisar, também aos domingos.
3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve serviço para casa e trabalhe até tarde.
4. Ao invés de dizer ‘não’, diga sempre ‘sim’ a tudo que lhe solicitarem.
5. Procure fazer parte de todas as comissões, diretorias e aceite convites para conferências, seminários, simpósios etc.
6. Não se dê ao luxo de um café da manhã e uma refeição tranquilos. Pelo contrário, aproveite o horário das refeições para fechar negócios.
7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro!
8. Nunca tire férias. Lembre-se que você é de ferro.
9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo; delegar é pura bobagem.
10. Se sentir que está perdendo o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo energéticos e antiácidos. Eles o deixarão tinindo!
11. Se tiver dificuldades em dormir, não perca tempo: engula calmantes de qualquer tipo. Agem rápido e são baratos.
12. E o mais importante: não se permita ter momentos de oração, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.
Outro médico, sem cinismo, deu sua receita para evitar adoecer: ‘Fale de seus sentimentos; tome decisões com o coração; busque soluções simples; não viva de aparências; aceite-se; perdoe; tenha esperança em coisas melhores; não viva muito tempo triste’.
Se fizermos uma composição disto com o inverso dos doze conselhos citados, certamente nossa qualidade de vida melhorará rapidamente, pois sabemos que o tempo passa voando e não permite retrocesso. Quando damos conta, já nos encontramos em fases delicadas da vida, que merecem todo cuidado. Esta história retrata bem isso:
Uma turma de amigos quarentões discutia onde jantar. Finalmente concordaram que seria no Café Ritz porque a garçonete era bonitona. Dez anos depois, aos cinquenta, se encontraram de novo e demoraram a resolver onde jantar. Finalmente foram ao Café Ritz porque a comida era boa e a seleção de vinhos excelente.
Passados mais dez anos, tornaram a discutir onde deveriam jantar. Chegaram à conclusão que iriam ao Café Ritz para desfrutar uma refeição na paz de um restaurante para não fumantes. Após outros dez anos, já com setenta de idade, juntaram-se e escolheram o Café Ritz porque tinha elevador e fácil acesso para cadeira de rodas.
E com oitenta anos no lombo, o grupo se reencontrou uma vez mais para jantar. Após duas horas de discussão, decidiram ir ao Café Ritz porque seria uma ótima ideia experimentar um restaurante onde nunca estiveram antes...
Eu sempre digo que quanto mais refletimos nos conselhos que recebemos ou casos conhecidos, mais devemos valorizar a sabedoria da Palavra de Deus - que nos orienta para a vida eterna. Por exemplo, o Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus (6, 7-15) diz assim:
“Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lhe pedirdes. Rezai, pois, assim: ‘Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia; perdoa as nossas ofensas, como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal’. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.”

EM DEFESA DA FÉ CATÓLICA - 8 dezembro 2012

Um cidadão estava atrasado para uma importante reunião no centro da cidade e não encontrava vaga para estacionar. Então, levantou as mãos para o céu e disse: ‘Senhor, me arruma um estacionamento e prometo que irei à missa todos os domingos pelo resto da minha vida’. Nesse instante, milagrosamente, apareceu uma vaga à sua frente, e ele rapidamente falou: ‘Não se preocupe, Senhor, já achei sozinho’.
Infelizmente, coisas assim acontecem. As pessoas se lembram de Deus apenas em momentos de apuros e, pior que isso, costumam criticar a religião a que ‘pertencem’ para aliviar a consciência. Por isso, em defesa da fé católica, quero convidar você, leitor, a esta reflexão:
O padre John McCloskey ganhou notoriedade por ter convertido ao catolicismo membros influentes da elite política americana, tradicional reduto de protestantes. Economista, abandonou um emprego promissor em Wall Street para se ordenar padre em 1981. No ano passado, foi entrevistado pela Revista Veja e deu respostas sensatas sobre religião e fé, pelo menos no meu ponto de vista. Eis alguns bons argumentos que usou:
Veja: Por que um protestante abriria mão de sua religião para se converter ao catolicismo?
Padre: Porque é crescente o número de protestantes que compartilham os valores morais da Igreja Católica. São cristãos que acreditam na Bíblia, nos dez mandamentos e têm laços pessoais com Jesus Cristo. Ao longo de seu pontificado, João Paulo II insistiu na defesa dos valores da Igreja. São 2000 anos de história! A Igreja Católica tem sacerdotes, Papa, tradição dos grandes santos, arte, cultura, literatura. Enfim, tem uma carga que não se vê em outras religiões.
Veja: O senhor concorda que boa parte dos católicos discorda da posição oficial da Igreja em assuntos como controle de natalidade e divórcio?
Padre: A posição do Papa sobre divórcio, aborto, controle de natalidade não pode mudar, pois está ligada ao que é a Igreja Católica. A Igreja propõe a verdade a seus fiéis, não impõe. Se alguém não quiser pertencer à Igreja, está livre para sair. Note que a Igreja Católica não é uma democracia. É uma instituição Divina que não pode ser questionada. Ao ser criada, tinha apenas doze apóstolos. Hoje chega a 1 bilhão de fiéis, e isso sem que precisasse mudar suas opiniões, baseadas na ressurreição Divina e na palavra de Jesus Cristo. É preferível ter um rebanho menor de católicos do que mudar as regras apenas para arregimentar mais seguidores.
Veja: É mais difícil converter um ateu ou alguém que já tem uma religião?
Padre: Converter o ateu, sem dúvida. Mas cada um tem sua própria história e sobretudo uma graça que o impele a buscar o catolicismo. Alguns fizeram a opção em questão de meses. Outros levaram anos. Não há uma receita pronta, é uma questão de graça e de boa vontade da pessoa que está se convertendo à fé católica.
Veja: É possível ser um católico não-praticante, ou isso é uma contradição?
Padre: Sempre existiram na Igreja os católicos não-praticantes, que são aqueles que não estão cumprindo as leis morais que norteiam a Igreja. Ou seja, culpam a Igreja, mas não culpam a si mesmos; porém, há a possibilidade de você confessar seus pecados e voltar à Igreja. Mas, sempre me pareceu uma contradição essa pretensão de ser católico sem acreditar no que a Igreja ensina.
Veja: As pesquisas mostram que a maioria dos católicos americanos acredita que os padres deveriam ter o direito de casar-se. Qual sua opinião sobre o celibato?
Padre: Acho difícil uma mudança no celibato, tradição que remonta aos apóstolos e que a maioria dos sacerdotes ainda apóia. Os que defendem o fim do celibato são grupos pequenos e barulhentos, que se dizem católicos liberais. Talvez seja o último grito antes da morte, pois boa parte desses ativistas tem mais de 70 anos. Nos últimos 35 anos, eles têm esperado mudanças profundas na Igreja, e tudo continua igual. Nada mudou, e nada vai mudar. Vale lembrar que todos os padres assumem um compromisso ao optar pela vida religiosa. O celibato é um símbolo de devoção a Jesus Cristo.
Veja: O senhor costuma repetir que a Igreja Católica só será revitalizada se retornar às raízes. O que significa isso?
Padre: Significa manter estrita fidelidade aos ensinamentos doutrinários e morais da Igreja, que são perpétuos e necessários para a salvação. A Igreja nunca vai rever sua posição de temas como contracepção, aborto, divórcio ou a participação de mulheres no sacerdócio. Para ela, qualquer pessoa - homossexual ou heterossexual - não deve exercer sua sexualidade exceto dentro do casamento. Como um homossexual não pode casar-se, tem de se manter casto. Todo católico deve submissão ao que a Igreja propõe como necessário à salvação.
Veja: A Igreja Católica brasileira perdeu milhões de fiéis nos últimos anos para seitas evangélicas. Por quê?
Padre: Muita gente abandonou a Igreja, mas não perdeu a fé. A maioria passou a ter um laço mais pessoal com Jesus, lendo a Bíblia. Não tenho elementos para analisar o que aconteceu no Brasil, mas acredito que a migração de católicos para as seitas evangélicas não deverá prosseguir pelos próximos anos. É algo que podemos recuperar no futuro.

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM - 2 Dezembro 2012

A responsabilidade dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística é muito grande em distribuir e também em receber a sagrada comunhão. A ponte entre Deus e os homens é missão nobre dos ministros, mas estar com a consciência tranquila para receber a Eucaristia é igualmente importante.
‘Fazei isto em memória de mim’ (Lucas 22, 19), significa realizar obras de amor lembrando os gestos de Jesus. Isto se completa na participação da Celebração Eucarística - consequência da caminhada cristã. Porém, se o coração não tem compaixão do próximo, o respeito excessivo pelo sagrado aparenta hipocrisia. As coisas de Deus exigem bom senso acima de tudo, mas sem limites extremos de anormalidade.
E para se levar a sério o pedido de Jesus - ‘Fazei isto em memória de mim’ -, precisamos ter princípios cristãos bem definidos, como aqueles citados no livro da Editora Santuário: ‘Cinco pães e dois peixes’, 10ª edição, de François Xavier Nguyen Van Thuan. O autor destaca 24 elementos de conduta cristã. Eis o que mais nos aproxima de Deus:
Desejar renovar o mundo; promover a felicidade do próximo; dar a vida pelo irmão; buscar a unidade dos cristãos; crer na Eucaristia; vestir a camisa do amor; deixar-se levar pela oração; viver o Evangelho; seguir somente Jesus Cristo; cultivar um amor especial por Maria; entender a ciência da Cruz (sofrer em Cristo); ter o ideal de se aproximar de Deus; temer o mal (resultado do pecado); manter o desejo de ‘vir a nós o vosso Reino’; desapegar-se dos bens materiais; ter contatos pessoais (e saber ouvir); ser discípulo e missionário de Jesus; fazer a vontade de Deus; saborear o momento presente; caminhar nas bem-aventuranças; buscar a recompensa no Paraíso...
Tudo isto em memória de Cristo! E se alguém, por exemplo, tem dificuldades em perdoar, não deve estar em conformidade com os passos cristãos propostos por François Van Thuan. E ainda: ao invés de assumirmos o risco de desorientar os amigos com alguns conselhos inúteis, por que não passar a divulgar esta relação ao próximo?
Aliás, quem tem o dom da comunicação precisa sempre pôr a ‘boca no trombone’. Leia abaixo alguns trechos de ‘Passeio Socrático’, escrito por Frei Betto:
“Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade?
Encontrei Daniela pela manhã no elevador, 10 anos, e perguntei: ‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã! Aulas de inglês, de balé, de pintura’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Em 1960, uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo catedrais; hoje, no Brasil, constrói-se shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, nem sujeira.
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:
- Estou fazendo um passeio socrático. Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

 

 

O BBB ESTÁ VOLTANDO! - 2 Novembro 2012

Sou da época que ‘BBB’ significava ‘Bom, Bonito e Barato’ - saudoso tempo em que se podia confiar nas aparências e promessas das pessoas. Hoje, sem grandes compromissos com a educação e a moralidade nas famílias brasileiras, faz-se qualquer coisa em troca do lucro e da fama. É claro que não podemos generalizar, mas, se não denunciarmos coisas erradas que vêm acontecendo aos montes, em breve só restarão exceções de ‘Brasileiro Bobo e Burro’.

A TV contribui muito para os ‘modismos’ que estamos vivendo e, infelizmente, não sobra quase nada de bom na programação da Globo se deixarmos de fora do horário nobre: notícias, filmes e esportes. E não podemos negar que a culpa disso é só nossa, que damos audiência máxima às novelas e ao ‘Big Brother Brasil’. Quem fica mais de uma semana fazendo palhaçadas ou se despindo na frente das câmeras vira ídolo e, a partir disso, começa a enriquecer com novos trabalhos na mídia. Não importa se o ‘famoso’ tem escolaridade ou boa comunicação, basta ser popular!

Enquanto Moacyr Franco, Joanna, Toquinho, Benito di Paula, Belchior e outros grandes talentos ficam fora dos nossos lares, vamos espiando o que acontece na ‘casa mais vigiada do Brasil’, onde besteiras e brigas não têm limites para acontecer. Talvez alguém pudesse defender esse tipo de programa afirmando que ‘faz parte da nossa realidade’; será mesmo?

Você concordaria em deixar filmar algum tipo de confusão em sua casa? Gostaria que pessoas rissem dos seus problemas? Esse tipo de ‘realidade’, que não contribui em nada para a formação cultural do nosso povo precisa vir à tona? Ah, mas a Globo ganha demais com isso, não é verdade?

E a explicação para o sucesso popular do BBB é simples: tem quem gosta; aliás, tem muita gente que gosta! E os que não gostam, o que fazer? Há noites que dá vontade de ver programas melhores para aliviar a carga de trabalho daquele dia, mas... Bem, os poucos que recorrem à TV Canção Nova, por exemplo, encontram alimento espiritual e conforto para a alma.

Como pouca gente se interessa em aprender os ensinamentos evangélicos e colocá-los em prática, uma opção seria recorrer a bate-papos com os amigos; contudo, há bons amigos para conversas sadias? Acho que todos responderiam ‘sim’, porém, há pesquisas indicando que isto já não é tão fácil como antigamente. Então, que tal cuidar das boas companhias?

Uma história retrata um grande terremoto onde morreram milhares de pessoas e animais, entre eles: João de Deus, seu cavalo e seu cachorro. Algum tempo depois, acordaram num lugar desconhecido com várias opções de caminhos para seguirem. Entraram na estrada mais próxima, logo chegaram numa porteira e foram atendidos por uma linda jovem:

- Que bom que vieram! O que desejam?

- Queremos um lugar para ficar eternamente; podemos entrar? - perguntou João.

- Infelizmente animais não entram aqui. Se desejar, somente o senhor será aceito - respondeu a moça.

- Eu agradeço, mas onde meus amigos não podem ficar eu também não entrarei.

E seguindo por outro caminho, avistaram mais uma porteira e foram igualmente bem atendidos por outra jovem:

- Olá, seu João, seja bem-vindo! Estávamos à sua espera.

- Mas eu não entrarei sem estes fiéis amigos que trouxe comigo. Fizeram parte de minha vida e não os abandonarei.

- Não se preocupe, eles serão nossos convidados especiais e não os deixaremos do lado de fora; na verdade, eu precisava ter certeza que o senhor os amava para liberar sua entrada no Céu.

Assim, os três amigos descansaram juntos no Paraíso.

Shakespeare também escreveu a respeito de amor e amizade:

“Perguntei a um sábio a diferença que havia entre amor e amizade, ele me disse essa verdade... O amor é mais sensível, a amizade mais segura. O amor nos dá asas, a amizade o chão. No amor há mais carinho, na amizade compreensão. O amor é plantado e com carinho cultivado, a amizade vem faceira e, com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira. Mas, quando o amor é sincero ele vem com um grande amigo, e quando a amizade é concreta ela é cheia de amor e carinho. Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração.”

Então, quem sabe, valorizando mais o convívio ético e moral na sociedade, aos poucos poderemos deixar de prestigiar imoralidades na televisão. E se você é contra tudo isto que escrevi, respeito sua opinião e continuarei rezando para que a vontade de Deus prevaleça muito além da nossa. Não sou o dono da verdade, mas sou o filho do Dono.

 

DO OURO AO LIXO - 27 outubro 2012

Conta-se que um jovem rico se acidentou de carro longe de casa. Um fazendeiro ouviu os gritos do moço e foi socorrê-lo, mas, espantou-se ao vê-lo no alto do penhasco, olhando para baixo e gritando:

- Minha BMW! Perdi minha BMW!

Percebendo que a mão esquerda do rapaz estava dilacerada, o fazendeiro alertou:

- Cara, você está tão desolado pela perda do carro que nem reparou no ferimento da sua mão! Olha o estrago que o acidente lhe causou!

Ao ver a mão ensanguentada, o jovem novamente pôs-se a gritar:

- Meu Rolex! Perdi meu relógio Rolex!

Isto pode parecer piada, mas coisas assim acontecem todos os dias. O ser humano é capaz de se preocupar mais com os bens materiais do que com a própria alma. Quanta gente pensa que tendo saúde e dinheiro não lhe falta nada! São pobres de espírito, muito diferentes dos pobres em espírito que Jesus valorizou.

Amar como Cristo amou parece utopia no mundo atual, onde não existem ‘santos’ como antigamente. E uma vida sem traços de santidade pode significar a exclusão do Reino do Céu, porque um pouco de humildade no coração e caridade nas ações são fundamentais no julgamento final.

Mesmo com defeitos e pecados, devemos servir a Deus com humildade e responsabilidade. No meu caso, as recompensas vêm na medida certa: paz, saúde e fé, além de relativo conforto e boas amizades. Porém, não posso descuidar da alma; se não estiver bem alimentada com oração, as diferentes tentações do mundo começam a me assombrar. Tudo fica mais fácil com a recitação do Terço, a reflexão da Palavra, a participação nos Sacramentos e a adoração ao Santíssimo. Quem não cuida da alma, padece nas provações.

E na sobrevivência do corpo, enquanto uns se apegam ao ouro, outros correm atrás do lixo - já virou emprego de carteira assinada catar resíduos sólidos para viver! Peço a Deus que esta passagem bíblica toque em muitos corações dourados, insensíveis às aflições de seus vizinhos do lixo: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos. Tomai sobre sós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11, 28-30).

Mas, também há muita gente boa no mundo. Eis o artigo de um juiz, livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo, que causou emoção nas pessoas:

“Indaga-me se as sentenças podem ter alma e paixão. Como devolver, por exemplo, a liberdade a uma mulher grávida, presa porque trazia consigo algumas gramas de maconha, sem penetrar na sua sensibilidade, na sua condição de pessoa humana? Foi o que tentei fazer ao libertar Edna, uma pobre mulher que estava presa há oito meses, prestes a dar à luz, com o despacho que a seguir transcrevo:

A acusada é multiplicadamente marginalizada: por ser mulher, numa sociedade machista; por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta; por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo; por não ter saúde; por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si.

Mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar numa homenagem à maternidade, porém, que na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia. É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho:

Liberdade para Edna e liberdade para o filho que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo com forças para lutar, sofrer e sobreviver.

Quando tanta gente foge da maternidade, quando pílulas anticoncepcionais pagas por instituições estrangeiras são distribuídas de graça e sem qualquer critério ao povo brasileiro, quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento são esterilizadas, quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da terra e não reduzir os comensais, quando por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum com o feto que traz dentro de si.

Este juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua mãe se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão. Saia livre, saia abençoada por Deus. Saia com seu filho, traga seu filho à luz, porque cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro e algum dia cristão. Expeça-se incontinenti o Alvará de Soltura.”

 

UNIDOS PARA SEMPRE - 19 outubro 2010

Hoje, encontrei este texto de Dom José Alberto Moura, Arcebispo de Montes Claros:

“Vivemos num contexto social de muitas ‘éticas’ até confrontantes. As desculpas para não se seguirem valores inerentes à natureza e a verdades objetivas são muitas. A título de se ser moderno ou não retrógrado passa-se, não raro, por cima da verdade e do direito em função do modismo ou da satisfação pessoal.

Na trilha e na busca de sentido para a convivência matrimonial, pode haver ledo engano de realização humana quando homem e mulher não se unirem em vista de uma real vocação conjugal. O impulso para o casamento, baseado unicamente no sensorial ou no desejo de os dois se gratificarem na complementaridade afetiva e sexual, frequentemente pode ser rompido com algum desequilíbrio de doação de um pelo outro.

Havendo, porém, em ambos, a consciência e o pacto de mútua ajuda para conseguirem um ideal de vida por motivo de um sentido de vida maior, dá-se base de fecundidade na vocação matrimonial. Para isso, é preciso orientação e formação para o valor do casamento como verdadeira vocação. Preparação para tanto é fundamental.

Caso contrário, viveremos cada vez mais a panacéia de uniões que não levam à realização das pessoas que se casam, com as consequências muitas vezes danosas para tantos filhos! Não à toa Jesus Cristo fala da união para sempre do casamento entre homem e mulher, para a busca da felicidade, que está num ideal de vida buscado perenemente. A bênção divina está no bojo de tal encaminhamento. Mas é preciso, nessa direção, haver preparação, vontade e responsabilidade de construção da vida a dois para valer.

Nada, assim, vai tirar o casal do sério de uma vida de amor e doação autênticos. Meios coadjuvantes para isso encontramos na ordem natural e sobrenatural: diálogo, compreensão, boa vontade, colaboração, valorização do outro, perdão, oração, meditação na Palavra de Deus, sacramentos, aceitação das observações do outro, aconselhamento...

Muitos são os obstáculos para que o amor matrimonial corra nessa perspectiva. A influência do paganismo, da mediocridade, a falta de formação e influência de grandes meios de comunicação materialistas dificultam a juventude a se pautar na vida por valores acima apresentados. Aliás, na sociedade vemos duas vocações de fundamental importância: a família e a política. Justamente para as duas há muita falta de preparo. As consequências são óbvias!

A Palavra de Deus nos auxilia para valorizarmos a vocação matrimonial: ‘Maridos, amai as vossas mulheres como o Cristo amou a Igreja e se entregou por Ela... Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo... Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne’ (Ef 5, 25.28.31).”

São palavras de muita sabedoria, principalmente quando o Arcebispo se refere à ‘aceitação das observações do outro’; sem isso, o casamento estremece. Sabemos que homem e mulher perfeitos não existem, muito menos sonhos para uma vida sem problemas. Veja esta história:

Um homem entra num restaurante com uma avestruz atrás dele. A garçonete pergunta o que querem, e o homem pede: ‘Um hambúrguer, batatas fritas e uma coca para mim e o mesmo para ela’. Depois, a garçonete traz a conta no valor de R$ 32,45. O homem coloca a mão no bolso e tira o valor exato para pagar.

No dia seguinte, eles retornam ao local e o homem diz: ‘Um hambúrguer, batatas fritas e um suco de laranja para mim e o mesmo para a avestruz’. Depois, de novo, o homem coloca a mão no bolso e tira o valor exato para pagar a conta: R$ 34,80.

Isto se torna uma rotina até que, um dia, a garçonete pergunta:

- Vão pedir o mesmo?

- Não, hoje vamos querer um filé à francesa com salada - diz o homem.

Após trazer o pedido para ambos, a garçonete diz:

- Ficou em R$ 87,60.

O homem coloca a mão no bolso e novamente tira o valor exato para pagar, colocando o dinheiro em cima da mesa. A garçonete não controla sua curiosidade e pergunta:

- Desculpe, senhor, mas como faz para ter sempre o valor exato a ser pago?

- Há alguns anos eu achei uma lâmpada velha e, quando a esfregava para limpar, apareceu um gênio e me ofereceu dois desejos. Meu primeiro desejo foi que eu tivesse sempre no bolso o dinheiro que precisasse para pagar o que eu quisesse.

- Que ideia brilhante! - falou a garçonete. - A maioria das pessoas deseja ter um grande valor em mãos ou algo assim, mas o senhor só será rico enquanto viver!

- É verdade, tanto faz se eu for pagar um litro de leite ou uma Mercedes, tenho sempre o valor necessário no bolso - respondeu o homem.

E a garçonete perguntou:

- Agora, o senhor pode me explicar a companhia da avestruz?

- Meu segundo desejo foi ter uma companheira com quadril grande, pernas longas e que sempre concordasse comigo em tudo...

 

COMO USAR O TEMPO - 12 outubro 2012

Administrar o tempo é uma arte. Muitos acham que conseguem fazê-lo bem com disciplina rígida no comportamento pessoal; outros procuram se organizar no tempo com moderação nas mudanças de hábitos. Respeito o estilo de cada um, mas como estudo o assunto há anos e também ganhei experiência nos contatos profissionais que mantive em cursos e palestras, hoje ensino que alguns passos são essenciais à pessoa que procura melhorar a sua produtividade profissional:

  1. ter um objetivo desafiador, mas alcançável;
  2. elaborar uma lista de tarefas a realizar;
  3. estabelecer ordens de importância e urgência para as tarefas, de acordo com o objetivo proposto;
  4. fazer um planejamento diário de atividades, priorizando tempo para as tarefas importantes; e
  5. minimizar os desperdiçadores de tempo no trabalho, para tentar cumprir o planejamento.

E se, com o tempo, isso tudo funcionar com naturalidade, certamente existirá uma parcela de ‘tempo ganho’ pelo profissional que conseguiu melhorar a autodisciplina e organização pessoal. O que fazer com esse tempo?

Nos cursos, ao fazer esta pergunta, cheguei a ouvir de tudo um pouco, menos ‘rezar’. Por que será? Seria medo de passar vergonha ao professar a fé em público? Acho pouco provável essa hipótese e acredito ser falta de prioridade à oração.

São Vicente de Paulo rezava sete horas por dia! Dizia que só assim seria possível praticar obras de caridade em nome de Deus. Quanto mais rezava, mais caridade praticava, iluminado pelo Espírito Santo. Valeu a pena priorizar dessa maneira o tempo, não? Hoje, ele também é santo e intercede pelas nossas ações.

Ação e oração, oração e ação, não importa a ordem. O importante é sabermos administrar o tempo e deixarmos uma parcela maior desse precioso recurso para evangelizar. Evangelizar orando! Evangelizar testemunhando o amor de Jesus e de Maria por nós! Evangelizar participando dos trabalhos na comunidade! Evangelizar dando as mãos ao irmão carente! Mas, antes de evangelizar, a participação na Eucaristia não pode faltar.

O Pe. Robert Degrandis, no livro ‘A Cura pela Missa’, diz que “o centro da fé católica é o sacrifício da missa. Devemos acreditar que a missa é muito mais do que até hoje imaginamos, porque ela é uma cerimônia de cura. Na missa, Cristo transforma as nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais. Se realmente cremos em Jesus presente na hóstia consagrada, obteremos a integridade ao receber seu corpo em nós”.

Muitos outros religiosos enfatizam que as partes da santa missa constituem elementos de uma cerimônia de cura. Santo Agostinho, por exemplo, escreveu sobre as curas que testemunhou em sua igreja, como resultado de as pessoas receberem a Eucaristia.

É maravilhoso ir à casa de Deus e participar da celebração do grande mistério da vida, da morte e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A nossa fé, a nossa oração e o nosso louvor a Deus nos colocam em estado de graça durante a missa.

E no decorrer da missa, somos perdoados pela Misericórdia Divina no ato penitencial, louvamos a Trindade Santa no hino de louvor, ouvimos a Palavra de Deus na proclamação do Evangelho, professamos a nossa fé no creio, fazemos os nossos pedidos na oração da comunidade, oferecemos as nossas vidas ao Senhor no ofertório, adoramos a Deus no Santo, presenciamos a transformação do pão e do vinho em corpo e sangue de Jesus na consagração, recitamos a oração perfeita que o próprio Jesus nos ensinou no Pai-nosso e, após o Cordeiro, chegamos à comunhão.

Ao recebermos o corpo santo de Cristo, vivenciamos o imenso amor e a infinita misericórdia de Deus para conosco ao permitir que, mesmo pecadores, tenhamos a graça de receber a própria pessoa que cura - Jesus, o centro da missa. Principalmente por isso, após a comunhão, devemos rezar ou cantar, dando graças por estarmos sendo abençoados naquele momento.

Se não bastassem todas essas maravilhas na missa, sabemos ainda que a Virgem Maria também está nos ouvindo como verdadeira mãe, e intercede por nós. Por isso é que, no ministério de música, cantamos quase o tempo todo, explodindo de alegria por sermos católicos.

Hoje, dia de Nossa Senhora Aparecida, após o encerramento da missa, quando eu estiver voltando para casa, quero rezar: “Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo por atender prontamente o sacerdote, após a bênção final, que nos enviou dizendo: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe”.

Confio que Deus sempre estará me acompanhando e colocando paz em meu coração.

 

DEUS ESTÁ NO COMANDO - 6 Outubro 2012

O velho mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo d’água, bebesse, e perguntou qual era o gosto.

- Ruim - disse o aprendiz.

O velho sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o sal foi jogado no lago. Então, o mestre falou:

- Beba um pouco dessa água e diga se está ruim.

- Não - disse o jovem.

- Pois é, acredito que a dor na vida de uma pessoa não muda, mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, meu jovem, a única coisa que deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está à sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: é deixar de ser ‘copo’ para tornar-se ‘lago’.

Esta história é um preâmbulo para eu comentar algumas provações da vida. Nem sempre é fácil suportá-las, mas crer que Deus está no comando e tem um maravilhoso plano para a nossa vida faz a caminhada valer a pena. É mais ou menos isto que o iluminado Pe. Fábio de Melo diz neste texto:

“Eu acho que a gente vive tão mal que às vezes precisa perder as pessoas para descobrir o valor que elas têm, e isso aconteceu uma vez na minha vida. Estava eu na minha casa, de manhã, quando recebi um telefonema dizendo que minha irmã estava morta. Minha irmã mais nova, cheia de vida, de repente não existe mais.

Fico pensando que às vezes, na vida, o ensinamento mais doído é esse: quando já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa. O inferno talvez seja isso:  a impossibilidade de mudar alguma situação. E quando as pessoas morrem, já não há mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, não podem amar, nem tão pouco ouvir de nós que os amamos.

Eu me lembro que uma semana antes de minha irmã morrer, ela havia me ligado. Foi a última vez que falei com ela, e eu me recordo que naquele dia eu estava apressado, com muita coisa pra fazer e desliguei o telefone rápido. Se eu soubesse que aquela seria a última oportunidade de falar com ela, eu certamente teria esquecido toda a pressa, porque quando você sabe que é a última oportunidade, você não tem pressa pra mais nada. Já não há mais o que fazer, e essa é a beleza da última ceia de Jesus!

Não há pressa, o momento é feito para celebrar a mística da última ceia e Jesus reúne aqueles que pra Ele tinham um valor especial, inclusive o traidor estava lá. Eu descobri com isso, com a morte da minha irmã, que eu não tenho o direito de esperar amanhã para dizer que amo, para perdoar, para abraçar, dizer que é importante, que é especial.

O amanhã eu não sei se existe, mas o agora eu vejo que existe, e às vezes, na vida, nos perdemos. Eu me lembro quantas vezes na minha vida de irmão com ela nós passávamos uma semana sem nos falarmos, porque houve uma briga, uma confusão. A gente se dava o luxo de passar uma semana sem se falar, e hoje eu não tenho mais nem cinco minutos para conversar com alguém que foi importante, que foi parte de mim.

Não espere as pessoas irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta. Nós não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã. Viva como se fosse o último dia da sua história. Se hoje você tivesse que realizar a sua última ceia porque é conhecedor que hoje é o último dia de sua vida, certamente você não teria pressa. Você celebraria até o fim e gostaria de ficar ao lado de quem você ama.

E depois que minha irmã morreu, eu descobri porque eu gostava tanto dessa música que vou cantar agora. Ela não fala de um amor que foi embora; o compositor fez para a filha que morreu em um acidente. Então, fica muito mais especial cantá-la e descobrir o cristianismo que está no meio das palavras, porque é assim: quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava. Ouçam a música gravada por Tim Maia:

‘Não sei por que você se foi, quantas saudades eu senti, e de tristezas vou viver, e aquele adeus não pude dar... Você marcou a minha vida, viveu, morreu na minha história; chego a ter medo do futuro e da solidão que em minha porta bate... E eu, gostava tanto de você! Gostava tanto de você!’

Agora, o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não há mais o que fazer.  Mas, não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nós sem deixar nenhum ensinamento. Tem que nos ensinar... Não dá pra sofrer em vão... Alguma coisa a gente tem que extrair... Então, extraia o sofrimento e descubra o ensinamento.

Depois da morte da minha irmã, eu faço questão de viver a vida como se fosse o último dia. Já que o passado é coisa do inferno e a gente não está no passado, muito menos no inferno, esta é a possibilidade de mudar o verbo, de trazê-lo para o presente e de cantá-lo olhando para as pessoas que são especiais.

Se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história, ao invés de você dizer que gostava, diga que gosta. Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora!”

 

AMOR ETERNO - 29 Setembro 2012

Um menino tinha uma cicatriz estranha no rosto. Os alunos de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao lado dele; na realidade, quando os colegas o viam, franziam a testa devido à marca ser muito feia.

Então, a turma se reuniu com o professor e sugeriu que aquele menino da cicatriz não frequentasse mais as aulas. O mestre levou o caso à diretora e ouviu que não poderiam expulsá-lo, mas, conversariam com o menino para que, a partir daquela data, ele fosse o último a entrar na sala e o primeiro a sair. Dessa forma, nenhum jovenzinho veria o seu rosto a não ser que olhasse para trás.

Sabendo da decisão, o menino prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: que ele dissesse aos alunos o porquê daquela cicatriz. Então, no dia seguinte, ele começou a se explicar:

- Sabe, turma, eu entendo vocês. Na realidade esta cicatriz é muito feia mesmo, mas eu a adquiri porque minha mãe era muito pobre e, para ajudar na alimentação de casa, passava roupa para fora quando eu tinha seis anos de idade.

A turma estava em silêncio, atenta a tudo. O menino continuou:

- Além de mim, havia mais três irmãozinhos: um de quatro anos, outro de dois e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida. Foi aí que, não sei como, a nossa casa de madeira começou a pegar fogo. Mamãe correu até o quarto em que estávamos, pegou meu irmãozinho de dois anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora. Ela colocou-me sentado no chão e disse-me para ficar com eles, pois tinha que voltar para buscar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama.

Nesse momento, até o professor e a diretora sentaram-se para ouvir o resto da história.

- Só que quando minha mãe tentou entrar na casa - falou o menino -, as pessoas que lá estavam não deixaram. Eu via minha mãe gritar: ‘minha filhinha esta lá dentro!’. Foi aí que decidi... Saí correndo e, quando perceberam, eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça e estava muito quente. Eu sabia o quarto em que ela estava e, quando lá cheguei, ela chorava muito. Nesse momento, percebi coisas caindo do teto; então me joguei em cima dela para protegê-la e alguma coisa quente encostou-se em meu rosto.

A turma continuava atenta ao menino; então ele concluiu:

- Vocês podem achar esta cicatriz feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e, todo dia quando chego, minha irmãzinha a beija porque sabe que é marca de muito amor.

Pois é, você que leu esta história deve saber que o mundo está cheio de cicatrizes. Não falo de cicatriz visível, mas daquela que não se vê. Palavras ruins e ações perversas deixam marcas nas pessoas e, às vezes, doem como as chagas de Jesus Cristo. Ele adquiriu muitas cicatrizes em suas mãos, pés, corpo e cabeça. Na verdade, as cicatrizes eram nossas, mas Ele pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou com todas, sem exceção. Também são marcas de profundo amor.

Eis o que escreveu o meu filho, Alexandre, um dia lá de Ouro Preto:

- Pai, este é o texto mais bonito que li nos últimos tempos, da música ‘Graças Pai’ do Pe. Fábio de Melo. Sei que você conhece, mas lendo com mais atenção, se nota o quão lindo é:

‘O que me fascina em Jesus não é só a capacidade de ressuscitar os mortos, de curar os cegos ou os paralíticos; o que me fascina n’Ele é a sua capacidade e a coragem de dizer que Deus é Pai, um Pai que tem preferência pelos piores homens e mulheres deste mundo. Um Pai que ama os que não merecem ser amados, que abraça os que não merecem ser abraçados e que escolhe os que não merecem ser escolhidos. Um Pai que quebra as regras ao nos desconcertar com seu amor tão surpreendente, um Pai que não quer se ocupar com os erros que você cometeu até o dia de hoje. Porque o amor que Ele tem por você é um amor cheio de futuro. Ele não está preso ao seu passado e a Ele não interessa o que você fez ou deixou de fazer de sua vida. A Ele, o que importa é o que você ainda pode fazer.’

E por falar naquilo que ainda podemos fazer, lembro o vigor na oração da Dona Sebastiana, nossa querida agente da Pastoral Familiar na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração. Na missa dos seus 83 anos de idade, ela ouviu o Pe. Maristelo ler este texto que escrevi para ela:

‘Dona Sebastiana Cândida Pereira é considerada a ‘Mãe do Seminário’ no Instituto Padre Nicolau, em Itajubá, MG. Por amor a Deus e a Virgem Maria, há 19 anos ela iniciou sua caminhada de acolhimento aos seminaristas e caridade com os padres. De cafezinhos a horas ininterruptas de dedicação, ela serviu voluntariamente sete sacerdotes: Mário, Tarcísio, Jorge, Cortez, Edvaldo, Joaquim e Maristelo. A recitação do Terço antes das missas, também por iniciativa dela, levou muitos fiéis a alcançar graças maravilhosas de Nossa Senhora do Sagrado Coração. O nome de dona Sebastiana ficará gravado para sempre no Sagrado Coração de Jesus.’

Estas palavras ao lado de sua foto ficarão em destaque numa das paredes do noviciado. Que Deus a conserve sempre assim, com amor eterno por cada um de nós.

 

 

O CÉU EM MIM - 22 Setembro

Cheguei apressado em casa, cheio de papéis nas mãos e preocupações na mente, entrei no elevador e subi. Do térreo ao 10º andar são exatamente 42 segundos, que pacientemente experimento várias vezes ao dia há 20 anos.

Na expectativa de a porta se abrir no tempo previsto, desocupei uma das mãos para segurar a chave do apartamento e adentrar rapidamente no lar, mas o elevador continuou fechado. Achei que houvesse acabado a energia, porém, eu continuava subindo. Dei uns pulinhos para me certificar do sentido do percurso e tive certeza que me dirigia para cima.

- Que coisa estranha! - pensei. - Como seria possível o elevador passar pelo telhado e ascender ao céu? Será que não pertenço mais a este mundo?

Fiquei apavorado. Por mais que achemos que estamos preparados para a morte, ninguém espera falecer dentro de um elevador. Comecei a apertar os botões e a bater na porta, mas nada se alterava, eu continuava subindo. Sem opção, pus a papelada no chão, limpei o suor do rosto e sentei, esperando o final do percurso.

Então, com tempo suficiente para ficar à toa, comecei a pensar no sentido da vida.

- O que fiz com a minha existência? Correspondi à vontade de Deus nas oportunidades que Ele me deu de fazer o bem? Agradeci o suficiente a Nossa Senhora por tantas bênçãos que me concedeu? Amei as pessoas como Jesus me ensinou ou, pelo menos, retribui o carinho que tanta gente demonstrou por mim?

Surpreendentemente eu não chorava. Mesmo lembrando minha adorável família, eu não chorava. Uma profunda paz interior tomou conta de mim e somente coisas boas vieram à cabeça: missas que cantei, palestras que ministrei no Cursilho e Ovisa, evangelização nas rádios e nos jornais, caridade com os vicentinos, trabalhos na Pastoral Familiar, livros católicos que escrevi, coordenação do Natal no Campus da UNIFEI, aulas, terços, futebol com os amigos, vida em família...

Ah, de repente, todas as lembranças antigas começaram a se apagar e somente as coisas mais recentes eu podia recordar. Lembrei de uma palestra que participei e aprendi este ensinamento:

O pecado é como um obstáculo que nos faz parar e refletir; e no Evangelho, obstáculo aparece como ‘escândalo’! Para quem está iniciando na fé, isso pode se tornar um impedimento definitivo para a caminhada cristã. Por isso, é preciso analisar com profundidade as consequências de se viver na graça ou viver negando a proposta divina - desgraça.

Infelizmente, poucos entendem os gestos de amor de Jesus para com os pecadores e, aqueles que ignoram, deixam de fazer essa belíssima experiência em suas vidas. Seria importante que nossa evangelização enfocasse o Plano de Deus para cada irmão em Cristo: amar uns aos outros, servindo com humildade no coração, construindo um mundo mais justo e fraterno. É um Plano de Amor e Salvação!

No capítulo 30 do Livro do Deuteronômio está escrito: “Eis que ponho diante de ti o bem e o mal. Escolha o bem e viverás”. Isso significa abrir mão de alguns interesses pessoais para assumir um projeto coletivo de felicidade - o que não é fácil! No sentido figurado, significa ‘rasgar o coração’. Por exemplo: o jovem rico do Evangelho de Marcos deixou tudo para seguir Jesus? Confiou na promessa de que não era necessária sua fortuna para entrar no Céu?

Como é difícil aconselhar outras pessoas, concorda? Mesmo preso no elevador, lembrei de um padre que estava procurando a agência de correios numa cidade do interior e encontrou um menino sentado na sarjeta.

- Meu jovem, pode me explicar onde fica o correio? - falou o sacerdote.

- Ali, depois daquela ponte, seu padre.

- Muito obrigado, mas vejo que você é tão novo e já está com um cigarro na boca! Eu sou o novo pároco da cidade e gostaria de lhe ensinar os caminhos de Deus. Vá à igreja e conversaremos.

- Que nada, seu padre. O senhor não sabe nem o caminho do correio e quer me ensinar o caminho de Deus?

Esbocei um sorriso e logo voltei à realidade do elevador que continuava subindo ao céu. Ao céu desconhecido ou ao Paraíso? Na dúvida, comecei a rezar, a pedir perdão dos meus pecados, a rogar pelos nomes que deixei escritos no oratório de casa, e fui me entregando nos braços do Pai com cânticos de louvor. Ficava feliz cada vez que pensava no pouco que fiz pela construção do Reino. Dava vontade de gritar com alegria: ‘Eu não esperei ficar velho e aposentado para servir a Deus!’

Dei razão a uma amiga que um dia me disse: ‘Não faça da sua vida um rascunho, pois pode não dar tempo de passar a limpo. Lembre-se que somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para melhorar o que somos. Enfim, é até melhor estar preparado para dar uma oportunidade e não ter nenhuma, do que ter uma oportunidade e não estar preparado’.

Êpa, após horas sozinho naquele lugar, o elevador parou e a porta se abriu. Então eu acordei. Viva, acordei para uma vida nova! Acorde você também.

 

TUDO EM FAMÍLIA - 15 Setembro 2012

Li Cunxin nasceu no ano de 1961 durante o governo chinês de Mao Tsé Tung, sexto filho de um total de sete. A hora das refeições era sempre triste, conta ele, porque sua mãe, muitas vezes, não tinha o que cozinhar. Inhame seco era a base da alimentação na maior parte do ano. Ocasionalmente, havia pão de milho, farinha na dispensa e, por isso, guardados para oferecer a visitas importantes.

Às refeições, as sete crianças ficavam esperando que o pai começasse a comer. Almoçavam inhames secos ou cozidos, dia após dia, mês após mês, ano após ano. Os pais comiam bem devagar para que sobrasse mais para os filhos.

A mãe dizia aos menores que deixassem a melhor porção para o pai, pois era ele quem garantia o sustento, mas o pai sempre arranjava desculpas e pedia que dessem a melhor parte para a mãe. Não fosse ela, enfatizava, nada teriam para comer senão ‘vento noroeste’. Uma vez por mês, após enfrentarem longas filas, podiam comprar um pedaço de porco gordo.

E Li Cunxin narra em suas memórias que, numa tarde, sua mãe o mandou comprar carne no açougue da comuna onde moravam. As filas eram enormes. Ele esperou mais de uma hora e, finalmente, conseguiu comprar um pedaço pequeno de carne porco. Saiu a correr e a saltar de felicidade por sua conquista.

Sua mãe cortou a carne em pedaços pequenos, igualmente feliz pela gordura que iria durar, com certeza, um bom tempo. Naquela noite, quando foi servida a carne com acelga, todos podiam ver o óleo precioso flutuando no molho.

Certo dia, um dos meninos encontrou um pedaço de carne de porco em sua porção. Sem pestanejar, colocou no prato do pai. Este repassou imediatamente a carne para o prato da mãe. Ela devolveu, dizendo:

- Não seja tolo! Fiz a comida especialmente para você. Precisa ficar forte para trabalhar!

Próximo ao pai estava o filho mais novo. O pai olhou para ele, chamou-o pelo nome e disse:

- Deixe-me ver seus dentes.

Antes que alguém pudesse dizer alguma coisa, ele colocou a carne na boca do filho. O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pelo longo suspiro da mãe. Sempre era assim: um raro pedacinho de carne em uma tigela de vegetais era passado de um para outro. Os olhos famintos pediam mais, mas sempre faltava. Todos sabiam que era difícil conseguir comida.

Assim era a vida naquela família, onde o pai trabalhava da madrugada ao entardecer por miserável pagamento mensal e a mãe lavava, limpava, cozinhava, costurava e, ainda, ia trabalhar no campo para conseguir um pouco mais de recursos.

Cuidado uns com os outros, é isso que o fato narrado nos ensina. Será que em nosso lar estamos passando esses valores para nossos filhos? Lendo a história da miséria vivida por Li Cunxin, podemos pensar que jamais seremos tão pobres a ponto de disputar um alimento. O importante a ressaltar é que cultivemos o amor - esse sentimento que se demonstra em pequenos gestos, em preciosas doações. Pode ser: ofertar uma flor, um favor, um mimo. Pode, com doçura, se resumir em fitar os olhos do outro e perguntar:

- Você está muito cansado? Como foi o seu dia? Que posso fazer para você se sentir melhor?

E isto não pode acontecer somente em família, mas também com pessoas que precisam de nossos cuidados, sejam ricas ou pobres. Você pensa nisso? Sua consciência está tranquila? Às vezes, meio por instinto, agimos corretamente sem querer, mas isso não pode acontecer só esporadicamente. Cristão que honra a condição de ser filho de Deus precisa ter um comportamento digno com frequência.

Esta historinha mostra que a sorte nem sempre está conosco e, um dia, a máscara cai. Os pais levaram o filho de oito anos e a irmãzinha de sete para a igreja. Eles sentaram na primeira fila para que o filho pudesse apreciar bem a missa, mas ele adormeceu no meio do sermão. O padre notou e decidiu dar-lhe um susto. Então, fez uma pergunta direta para ele:

- E você, meu jovem, diga: quem foi que criou o céu e a terra?

A irmã do guri espetou um alfinete na perna do menino, que acordou de sobressalto e gritou:

- Meu Deus!

- Muito bem, meu filho - disse o padre.

O pessoal que estava por perto olhou para o menino, mas daí a pouco ele voltou a dormir e o padre viu que precisava acordá-lo outra vez. Então perguntou:

- Responda-me agora, quem foi o filho de Maria e José?

A menina voltou a enfiar um alfinete no menino, que disse alto:

- Jesus!

O padre percebeu o que aconteceu, mas não podia dizer nada. O povo prestou ainda mais atenção no menino que deu a resposta correta, mas logo depois ele cochilou novamente e o padre questionou:

- O que disse Pedro para Jesus quando andava sobre as águas e começou a afundar?

Assim que a irmãzinha deu-lhe outra alfinetada, o menino berrou:

- Se você fizer isso comigo de novo eu lhe arrebento a cara!

 

PROMESSAS QUE SE CUMPREM - 11 Setembro 2012

Um rapaz de vassoura na mão bateu à porta de uma casa. Uma senhora abriu e perguntou o que ele queria. Disse o jovem:

- Estou vendendo vassouras para custear meus estudos no colégio. Por favor, compre uma, custa só cinco reais!

A dona da casa falou:

- Ficarei com a vassoura, mas, no momento, só tenho em casa uma nota de cem reais. Pode trocar?

- Posso trocar na loja da esquina. Dá-me o dinheiro e lhe prometo que em cinco minutos estarei de volta.

A compradora pensou: ‘Será que ele voltará com o troco? Prometeu, mas quem sabe se cumprirá a promessa?’

Como o olhar do moço inspirava confiança, deu-lhe o dinheiro e ele se foi. Passaram cinco minutos, dez, meia hora, uma hora, e o jovem não voltou. Triste, a senhora disse para si: ‘Ele não cumpriu a promessa. Como fui deixar ser enganada?’

No outro dia, às 9 horas da manhã, o mesmo rapaz bateu à porta. A cabeça estava enfaixada e viam-se manchas de sangue. Quando a mulher chegou, ele apressadamente disse:

- Prometi entregar-lhe o troco ontem, mas depois de trocado o dinheiro, fui atropelado por um automóvel. A batida do carro deixou-me inconsciente e levaram-me para o hospital. Assim que me recuperei, corri para cumprir a promessa. Queria desculpar-me pelo atraso.

- De fato - disse a senhora -, pensei que não voltaria, mas agora sei que cumpriu sua palavra. Vou ajudá-lo a custear seus estudos.

Pois é, este caso serve de gancho para dizer que, mesmo que nos pareça impossível, Deus sempre cumpre suas promessas. Parecia impossível Jesus nascer em Belém, pois José e Maria viviam em Nazaré e faltavam poucas semanas para Cristo nascer. Porém, veio um decreto do imperador romano, que mandou fazer um recenseamento em Israel. Ordenou que cada um, em data marcada, se apresentasse na localidade de origem da família. Como José e Maria eram descendentes do rei Davi e este nasceu em Belém, o casal se dirigiu para lá. E assim aconteceu que a promessa de Deus, dada pelo profeta Miquéias 700 anos antes do nascimento de Cristo, se cumpriu no dia de Natal. Jesus nasceu em Belém!

Outro fato: os soldados romanos eram pagãos e nada sabiam da Bíblia. Depois de terem crucificado Jesus, eles repartiram as roupas entre si. Entretanto, a respeito da túnica que era sem costura, disseram: “Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver a quem caberá”. Isso fazia parte da mensagem profética, pois muitos séculos antes do acontecimento liam-se no Salmo 22: “Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes”.

Portanto, aquilo que Deus promete realmente se realiza. O que Ele disse vale para sempre e podemos confiar firmemente em tudo. Infelizmente, muitas vezes, só fingimos que acreditamos. Leia isto:

Numa manhã de domingo, enquanto um pregador explicava o Evangelho num culto ecumênico, a assembléia de 2000 membros foi surpreendida por dois homens cobertos de preto da cabeça aos pés, armados com metralhadoras. Um deles gritou:

- Quem quiser receber uma bala por Cristo fique onde está.

Foi um corre-corre, e só permaneceram 20 pessoas no recinto. O homem que tinha gritado retirou a máscara, olhou para o pregador e disse:

- Pode continuar. Já coloquei os hipócritas na rua!

E você, ficaria ou fugiria? É engraçado como todos querem ir para o Céu, desde que não seja logo e não tenham que fazer aquilo que a Bíblia diz. É engraçado como as piadinhas obscenas correm livremente pela internet, mas falar de Jesus é costume de poucos. Engraçado como posso estar mais preocupado sobre o que falam a meu respeito do que aquilo que Deus pensa de mim. Será que algum pai de família já dirigiu ao filho a bênção do Livro dos Números? - “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o Seu rosto e te dê a paz”. Quantos acreditam que isto traz uma proteção especial à pessoa?

Se você está indeciso entre acreditar ou não, veja esta história:

Havia um grande muro separando dois grupos. De um lado estavam os anjos e os servos de Deus; do outro estavam os demônios e todos os humanos que não servem a Deus. Em cima do muro havia um jovem indeciso que havia sido criado num lar cristão, mas agora estava em dúvida se continuaria servindo ao Senhor ou se deveria aproveitar os prazeres do mundo.

O jovem observou que o grupo do lado de Deus o chamava sem parar:

- Ei, desce do muro agora, vem pra cá!

Já o grupo de Satanás não dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a um demônio:

- O grupo do lado santo fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que vocês não fazem o mesmo para me convencer a descer para vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando o capeta respondeu:

- É porque o muro já é nosso!

Lembre-se, leitor, não existe meio termo. O muro já tem dono!

 

A FELICIDADE EXISTE? - 1 Setembro 2012

Eu digo que a felicidade perfeita não existe; aliás, só a experimentaremos no Céu! E sei que esta afirmação pode contrariar a opinião de quem se julga imensamente feliz, mas eu ainda diria que, vivendo muitos momentos de alegria, pensamos ser felizes a toda prova. Será que isso é mesmo verdade?

Leitor, reflita nestas questões: ‘É possível rir da miséria que tira a dignidade de milhões de famílias no mundo? É bom viver num país com mais de 90% de cristãos e ver cerca de 20 milhões de irmãos flagelados? Sabendo que Jesus sofre no pobre desfigurado - Mt 25, 31-45 -, é possível ser feliz sem partilhar o que Ele nos deu?’.

Não é fácil falar sobre isso porque constrange muita gente, mas, felizmente, chegou a hora de pararmos de brincar de fazer caridade. Quem pensa que dando um trocado a um pedinte na porta de casa vai ajudar a resolver os nossos problemas sociais, está tentando enganar a si próprio. E quem vive rindo à toa porque se envolve em tudo o que lhe dá prazer e não tem tempo para Deus, está se afundando cada vez mais nos seus pecados.

Sei que uma dose de felicidade diária também é necessária à nossa caminhada cristã; eu sempre me proponho a levar paz e alegria aos corações dos ouvintes, contudo, de vez em quando, preciso enfocar um assunto meio triste para orientar os passos de algumas pessoas e fazê-las conhecer, um dia, a verdadeira felicidade.

Eu também já disse - e continuo dizendo! - que vivo feliz, mas estou consciente que apenas experimento momentos de alegria - quando tenho paz de espírito e estou em comunhão com Deus.

Pois bem, o importante nisso tudo é sabermos que a miséria do nosso vizinho nos afeta profundamente. Precisamos nos comprometer com o combate à fome, porque a falta de alimentos na mesa das famílias causa doenças, retarda o desenvolvimento mental das crianças, gera incapacidade para o trabalho, faz crescer a violência e desestrutura o lar.

A ganância em promover somente a própria felicidade nos afasta de Deus e, para diminuir essa distância, precisamos programar ações comunitárias libertadoras em todos os níveis. A vida deve estar sempre acima dos interesses materiais! Disse Jesus: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Lc 9, 13).

Portanto, vamos fazer tudo o que está ao nosso alcance: cortando gastos desnecessários, educando os nossos filhos para o baixo consumismo, participando de Mutirões de Combate à Fome, rezando e lutando ao lado da Igreja pelos direitos sagrados dos mais humildes, amparando o pobre com alegria... repartindo!

Você tem outras ideias? Com certeza, se quiser, será inspirado pelo Espírito Santo e poderá ajudar a formar novas gerações para o exercício pleno da cidadania!

 

ORAÇÕES - 25 Agosto 2012

Alguns conselhos de Madre Teresa de Calcutá serviam como orações:

“Muitas vezes, as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas; perdoe-as assim mesmo. Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro; seja gentil assim mesmo. E se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e inimigos verdadeiros; vença assim mesmo. Se é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo; mas seja honesto e franco assim mesmo. Se você tem paz e é feliz, podem sentir inveja; seja feliz assim mesmo. O bem que você faz hoje, pode ser esquecido amanhã, mas faça o bem assim mesmo. Dê ao mundo o melhor de si, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor assim mesmo. Veja que, no final das contas, tudo fica entre você e Deus.”

Caro leitor, é preciso muito amor no coração para praticar tudo isto, não é mesmo?

Mas, enquanto não chegamos a essa condição, para demonstrarmos nosso amor ao Criador num fiel trabalho de salvação, podemos repassar às pessoas todo material de evangelização que chegar às nossas mãos. Multiplique, você também, mensagens cristãs e orações que Jesus permitir chegar até você, como esta:

“Se os meus valores são representados pelos bens da terra, será inútil dizer: ‘Pai nosso que estais no céu, santificado seja o Vosso nome’. Se acho tão sedutora a vida e quero que todos os meus desejos se realizem, será inútil dizer: ‘Venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu’. Se prefiro acumular riquezas e não me importo em magoar os que atravessam o meu caminho, será inútil dizer: ‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido’. Se escolho sempre o caminho mais fácil e se, por minha vontade, procuro os prazeres materiais, será inútil dizer: ‘E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal’. E se, sabendo que sou assim, nada faço para melhorar, pouco adiantará dizer: Amém!”

Pois é, precisamos refletir mais nas palavras das orações e rezá-las com mais humildade também. Lembre-se que, enquanto Jesus ensinava na sinagoga de Nazaré, muitos comentavam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro?” - Mt 13. E Jesus não fez ali muitos milagres porque eles não tinham fé.

Nesta curta passagem da vida de Jesus, há dois aspectos a considerar: a prepotência e a humildade. Um é humano e, o outro, divino. Um sentimento favorece o pecado e, o outro, agrada a Deus. Enquanto a prepotência exclui muitos necessitados, o homem humilde abraça a caridade.

Portanto, pense nisso: Humildade ou prepotência como conduta de vida? Os dois juntos não podem fazer parte do mesmo coração e da mesma oração.

 

VOCÊ AMA DEUS DE VERDADE? - 18 Agosto 2012

Às vezes me pergunto: Como é possível nos esquecermos de Cristo? Se acreditássemos em tudo o que Ele nos ensinou, não questionaríamos as graças que recebemos a cada instante, você concorda? Há aqueles que querem, um dia, estar com Ele, mas não se aproximam da Eucaristia! E muitos ainda dizem, como Satanás: ‘Eu acredito em Deus!’, mas também não fazem nada para agradá-Lo e somente O procuram quando estão em grandes apuros!

Há muito tempo, numa missa que participei no Instituto Padre Nicolau, o querido Pe. José Maria disse que, na catedral de Lubeck, na Alemanha, há uma lápide de mármore em que se encontra esculpido o seguinte:

“Assim falou Nosso Senhor Jesus Cristo: ‘Vocês me chamam de Mestre e não me obedecem, me chamam de Luz e não me veem, me chamam de Caminho e não me seguem, me chamam de Sábio e não me escutam, me chamam de Vida e não me desejam, me chamam de Justo e não me amam, me chamam de Rico e não me solicitam, me chamam de Eterno e não me procuram, me chamam de Bom e não confiam em mim, me chamam de Senhor e não me servem, me chamam de Onipotente e não me louvam, me chamam de Juiz e não me respeitam, me chamam de Poderoso e não me temem. Assim, eu os condeno, e não me culpem depois de tudo isso!’.”

Bem, se estas acusações não são dirigidas a você, levante as mãos para o céu e agradeça a fé que possui e a disponibilidade de tempo que oferece a Deus, porque são poucos os que O amam de verdade: sempre com o coração voltado à oração, com gestos de fraternidade cristã ao próximo e trabalhando fielmente na evangelização. Trocando em ‘miúdos’, vejamos algumas boas iniciativas para demonstrar o nosso grande amor ao Senhor, começando por esta linda oração a ser feita diante do Santíssimo Sacramento:

“Jesus Ressuscitado, eu creio que Você está vivo diante dos meus olhos na Hóstia consagrada. Creio, também, no Seu poder contra toda espécie de mal, porque Você venceu o pecado e a morte. Eu clamo, Jesus, que Seu sangue seja agora derramado sobre todos os meus familiares. Peço que, pelo poder libertador e salvífico deste sangue, possamos nos livrar de toda opressão diabólica na nossa família. Peço, ainda, que atenda este pedido que agora faço na Sua presença... Eu louvo o Pai por ter nos dado Você, Jesus, como presente de Páscoa. Eu agradeço ao Espírito Santo que me ilumina e me conduz nos momentos de sofrimento. Muito obrigado, meu Salvador.”

Querido leitor, reze para que Jesus nos inspire a construir um mundo novo, fazendo-nos homens e mulheres melhores, capazes de amá-Lo de verdade. Assim seja!

 

NOSSA SENHORA ME CUROU - 11 Agosto 2012

Quando a Igreja de Monte Sião estava sendo elevada a Santuário, entreguei ao Pe. Ramon uma declaração, confirmando a cura milagrosa que recebi da padroeira da cidade. O documento - assinado e com firma reconhecida - encontra-se arquivado entre outros de igual importância.

Eis o relato que escrevi:

“Declaro, por livre vontade que, em novembro de 1991, recebi uma grande graça de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa - padroeira da cidade de Monte Sião, sul de Minas Gerais.

Nessa época, encontrava-me internado no Hospital Vera Cruz, em Campinas-SP, com uma enfermidade gravíssima no coração, chamada ‘endocardite’, além de uma trombose venosa na perna direita. O chefe da equipe médica, Dr. Vitório Verri, disse à minha esposa e a familiares próximos que eu tinha cerca de 2% de chance de vida. O mesmo médico foi contra a minha transferência para o Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, porque achava que eu não chegaria vivo ao local.

Sabendo do meu estado clínico, minha tia, Waldina Gottardello Tavares da Silva, residente em Monte Sião, certa tarde se dirigiu à Igreja Matriz e anunciou no alto falante que eu estava precisando de oração. Um grande número de pessoas se reuniu diante da imagem de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e rezou um terço por mim.

A partir daquele dia, comecei a me recuperar, por intercessão da Virgem da Medalha Milagrosa e, na véspera do Natal daquele ano, tive alta no hospital. Na saída, após dois meses internado, o próprio Dr. Verri me perguntou se eu havia feito alguma promessa pela minha cura, pois confirmou que não havia explicação médica para isso. Disse-me, ainda, que por não haver ficado nem sequer uma sequela em meu organismo, o caso era para ser citado e discutido em conferências médicas como ‘extraordinário em nível mundial’. Emocionado, pude dizer ao médico que a Mãe de Deus me curou.

Hoje, trabalho incansavelmente na construção do Santuário de Nossa Senhora da Agonia, em Itajubá-MG, agradecido a Maria Santíssima - com o título de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa - pela minha cura.

Por ser verdade, este filho mariano apaixonado data e assina esta declaração. Itajubá-MG, 10 de agosto de 1999.”

Pois é, o tempo passa e a cura permanece. Serei eternamente agradecido a todos que rezaram por mim e continuo fazendo o mesmo pelos enfermos, pobres e desesperados. Quando dou este testemunho em palestras, geralmente choro ao falar do amor que sinto pela Mãezinha querida e de tantas outras graças que ela me concedeu. Viva Nossa Senhora!

 

INTERNET: UM BEM OU UM MAL? - 4 Agosto 2012

Nesta era da internet, temos a possibilidade maior de manter diálogos frequentes com os amigos, parentes e outras pessoas que nunca vimos pessoalmente. A evangelização também ganhou espaço, já que é muito mais fácil atingir uma grande camada da população através de e-mail ou sites religiosos.

E foi por intermédio do correio eletrônico que: fiz contato e participei de programas na televisão; enviei e tive meus livros aceitos para publicação; continuo remetendo artigos para sites católicos; respondo a todos os questionamentos dos amigos; seleciono matérias para este espaço etc. Mesmo enfocando apenas o lado espiritual da vida... quanta coisa maravilhosa usufruí e tenho à disposição, não é mesmo?

Bem, por outro lado, se mal usada, a rede mundial de computadores também pode levar muita gente à condenação da própria alma: ao pregar maldades para prejudicar terceiros; visitando páginas de sexo; repassando palavrões; e, principalmente, perdendo tempo com tudo isso ao invés de rezar, fazer caridade e ir à igreja. E quando pensamos nos jovens, o quadro se agrava, porque muitos pais os incentivam a pesquisar na internet, sem saber que os ‘bate-papos’ e ‘cultura inútil’ acabam prevalecendo durante a navegação.

A UNESCO divulgou uma pesquisa feita com estudantes na faixa de 15 anos e envolvendo 41 países, onde o Brasil ocupa um dos últimos lugares em matemática e ciências. Em ‘leitura’, cerca de 50% dos alunos brasileiros estão abaixo do nível de alfabetização!

Imagino que alguns diriam: ‘Mas, isso não é de hoje e nem culpa exclusiva da internet’, com o que eu concordo, mas vamos deixar isso permanecer? Estamos criando nossos filhos para colocá-los no Céu ou para aprenderem pornografia? Queremos educá-los nas Leis de Deus ou influenciados por ‘amigos internautas’?

Acredito que quase todos - pais e mães - responderiam que querem o melhor para os filhos, mas, vejo que a maioria não se esforça muito pra isso. Enquanto os jovens não conhecerem profundamente o Amor de Deus, não saberão discernir entre o bem e o mal - inclusive para usar a internet.

Enfim, no sentido espiritual, a internet será um bem maior para a humanidade se a usarmos com os mesmos critérios que Nosso Senhor Jesus Cristo a usaria. Faça a sua parte.

 

MINHAS SETE MULHERES - 29 Julho 2012

Comentarei hoje o meu amor pelas sete mulheres da minha vida.

A primeira, minha mãe, talvez eu nem precisasse confirmar, já que, como muitos dizem: ‘mãe é mãe’; mas a minha é realmente uma grande mãe em todos os sentidos. Ela aconselha, respeita minhas decisões e reza sem parar. Ah, dona Wanda também é uma super-avó, sogra carinhosa como poucas e transborda alegria. Graças a Deus, ela é minha mãe!

Minha irmã, Maria Aparecida, também foi muito importante nesses meus 55 anos de vida. Mesmo hoje, quando preciso, ela me estende a mão, o braço, o ombro... enfim, não mede esforços para me ajudar. Gerou meus três queridos sobrinhos e luta incansavelmente pelo bem estar de todos.

Bem, a terceira, é minha abençoada esposa. Esta, todos conhecem, porque é figurinha fácil ao meu lado por onde vou. Já passamos grandes provações juntos - aliás, imensas! - e aprendemos a nos amar de verdade. Há dez anos, trocamos as brigas por orações e o desespero pela confiança nas promessas do Senhor.

Agora, vou falar da Thaís, minha filha mais velha. Quando ela nasceu, eu chorei de alegria. Lembro-me que encontrei a Irmã Emiliana no corredor da maternidade e, em prantos, disse-lhe que já era pai! E, aqui entre nós: ela também é chorona como eu e viria chorar se ouvisse isto.

Chegou a vez da quinta? Bem, é a quinta a ser citada apenas na ordem cronológica de nascimento, pois minha segunda filha, Soraia, tem dons muito especiais na família: é professora de português, canta afinadíssimo e tem olhos azuis! Antes, eu a carregava comigo para cantar nas missas, agora, ela me chama à oração.

A sexta mulher da minha vida é a minha netinha, Luísa, de 4 anos. Graças ao bom Deus, ela é um encanto de criança e diz que é o meu grude! Mora no sul do Paraná e, quando nos despedimos para viajar de volta, cada um fica uns dias chorando de saudades - ela e eu. Como é bom ser avô!

Falta falar de quem? É claro: Nossa Senhora! Sou apaixonado por Ela e nem sei dizer quanto. Já lhe prestei homenagens cantando, trabalhando, compondo, escrevendo e falando do amor que sentimos um pelo outro. Eu peço, Ela me atende; Ela pede e eu faço. É uma relação simples e sincera entre um coração de mãe e seu filho obediente.

Se não fosse por Ela, eu nem estaria aqui confessando o meu amor pelas outras seis mulheres; na verdade, nem imagino onde e como eu estaria agora. Deus A colocou para me proteger, me guiar, e diariamente rezo assim a Ela: ‘Santa Mãe querida, dai-nos a sua bênção. Que os raios de luz de Sua coroa sejam lâmpadas para os nossos pés e que seu sagrado manto seja o nosso eterno abrigo. Que o Seu infinito amor nos assista, amém!’.

Minhas outras seis mulheres sabem que a Mãe de Deus é o grande amor da minha vida. É por isso que eu as amo tanto também.

 

SERÁ MESMO QUE TUDO PASSARÁ? 20 julho 2012

É, nesta vida, tudo passa. Deixamos para trás: as alegrias e as tristezas; os sonhos e os pesadelos; os elogios e as ofensas; as verdades e as mentiras; enfim, o tempo nos ajuda a esquecer, a superar e a conformarmo-nos com quase tudo. Mas, eu disse ‘quase’? Pensando bem, nem tudo fica no passado, não é mesmo?

Carregamos conosco: a nossa experiência de vida, o conhecimento adquirido, a fé viva no coração, o respeito conquistado, as amizades sinceras, as obrigações para com a família... e a verdadeira missão que recebemos de Deus! Quanta coisa, hein? Bem, mas se esse assunto fosse discutido em público, acredito que daria muito ‘pano pra manga’, porque nem todos iriam concordar com tudo o que eu disse até agora.

Por exemplo: uns diriam que os sonhos nunca morrem; outros afirmariam que o tempo só maltrata um coração ferido de saudades; e alguns nem saberiam dizer a missão que têm neste mundo! É triste concordar que muitos pensem assim: ‘Servir a Deus e ao próximo não é coisa pra mim’. Será que esta infeliz realidade não passará?

No capítulo 5 do Evangelho de São Mateus, Jesus nos diz: “Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!... Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis?... Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. Concordo que não é nada fácil fazer isso, mas há alternativa melhor de conquistar amigos e agradar a Deus? Não é perdoando que somos perdoados e rezando que entraremos na vida eterna?

É óbvio concluir que é melhor viver na presença de amigos do que de inimigos, portanto, quanto mais amizades fizermos, maior será a nossa recompensa. E mais: ganhando a confiança das pessoas, teremos mais espaço para evangelizar! Imagine só como seria bom se você chegasse ao trabalho e todos se sentissem alegres com a sua presença, vindo cumprimentá-lo sorrindo e lhe desejando um ótimo dia de atividades. Dá para sonhar com isso?

Caso você perceba boas intenções no seu coração, tenho certeza que Deus providenciará uma graça muito maior a você. Jesus o transformará num cristão luz do mundo e os frutos do seu trabalho ao próximo permanecerão para sempre. Acredite nisto para não deixar passar essa graça.

 

A HISTÓRIA DE UMA SANTA MÃE - 14 Julho

Cada vez que leio a vida de um santo, tenho vontade de relatá-la aqui, mas acabo dando preferência a outra boa história ou a um tema que me recomendaram. Hoje, porém, vou enfocar uma maravilhosa personagem da nossa Igreja: Santa Mônica - famosa por ter sido mãe de Santo Agostinho e ter conseguido a plena conversão do filho.

Ela nasceu em Tagaste - África do Norte - no ano 332 e desejava dedicar-se à vida de oração e solidão; mas, seus pais fizeram-na casar com Patrício - homem de gênio terrível, mulherengo, jogador e sem religião. Ele a fez sofrer por trinta anos, mas, jamais levantou a mão contra ela. Tiveram três filhos: dois homens e uma mulher. Os dois menores foram sua alegria e consolo, mas Agostinho também a fez sofrer por dezenas de anos.

Naquela região, onde as pessoas eram muito agressivas, as demais esposas perguntavam a Mônica por que seu marido nunca a agredia. Ela respondia: ‘Quando meu marido está mal humorado, me esforço para estar de bom humor e, quando ele grita, eu me calo. Como são necessários dois para brigar e eu não aceito a briga, não brigamos!’ Esta fórmula fez-se célebre no mundo e serviu a milhões de mulheres para manterem a paz em casa.

Embora Patrício criticasse as orações e generosidade da esposa, nunca se opunha que ela se dedicasse a estas boas obras. Mônica rezava, oferecia sacrifícios por seu marido e, no ano de 371, alcançou de Deus a graça de seu batismo. Um ano depois, ele morreu santamente, deixando a pobre viúva com o problema do filho mais velho, Agostinho.

Por ser extraordinariamente inteligente, Agostinho estudava filosofia, literatura e oratória na capital do estado, mas, teve a desgraça de ver seu pai, quando vivo, não se interessar por seus progressos espirituais. Somente lhe importava que tirasse boas notas, que brilhasse nas festas sociais e que se sobressaísse nos exercícios físicos, mas, sobre a salvação de sua alma, não lhe ajudava em nada. E isso foi fatal para o filho, pois caiu de corpo e alma no pecado.

Quando o pai morreu, Agostinho tinha 17 anos e Mônica recebia notícias dizendo que o jovem levava uma vida nada santa. Aos 29 anos, o jovem decidiu ir à Itália para dar aulas. Já era doutor e a mãe se propôs a ir junto para livrá-lo de todos os perigos morais. Ela se encontrou com o arcebispo Santo Ambrósio. Nele, viu um verdadeiro pai. Agostinho também ficou impressionado e começou a escutá-lo com profundo carinho e a mudar suas ideias da fé católica.

E aconteceu que no ano 387 Agostinho se propôs a mudar de vida. Deixou seus vícios e, na Festa da Ressurreição, fez-se batizar. Convertido, se dispôs a voltar com a mãe e o irmão à sua terra, na África; mas, ela, que já tinha conseguido tudo o que queria na vida, morreu tranquila aos 55 anos de idade. Milhares de mães e esposas encomendaram-se a Santa Mônica por todos estes séculos, pedindo que as ajude a converter seus maridos e filhos... e conseguiram milagres admiráveis!

 

ENSINAR PARA APRENDER - 5 Julho 2012

Você se lembra bem dos mandamentos entregues a Moisés? Vamos recordá-los:

1º. Amar a Deus sobre todas as coisas - como resposta à misericórdia sem medidas que Ele tem por nós.

2º. Não tomar seu santo nome em vão - porque só deve ser pronunciado com profundo respeito.

3º. Guardar domingos e festas de guarda - o dia do Senhor para os seus filhos é sagrado!

4º. Honrar pai e mãe - a família nos garante o apoio afetivo e efetivo na busca da salvação.

5º. Não matar - significa promover a vida!

6º e 9º. Não pecar contra a castidade / Não desejar a mulher do próximo - a sexualidade humana precisa estar a serviço do amor e da vida.

7º e 10º. Não furtar / Não cobiçar as coisas alheias - a cada um, o que lhe pertence.

8º. Não levantar falsos testemunhos - a honra do irmão tem de ser muito respeitada.

Quando prego aos jovens, preciso falar um pouco mais sobre o pecado contra a castidade: buscar prazer sem nenhuma consideração moral, sem amor, sem respeito pelo corpo do outro e sem sensibilidade às consequências - isso tudo vai contra o projeto de Deus para a nossa sexualidade. O sexo só tem sentido no amor conjugal a serviço da vida e não como instrumento de escravidão ou de prostituição. Banalizar o próprio corpo é o mesmo que se condenar à morte!

Em relação aos sete sacramentos da Igreja, temos aqueles de iniciação cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia; dois de cura: Confissão e Unção dos Enfermos; e os sacramentos do serviço aos outros: Ordem e Matrimônio. Eu só não recebi o sacramento da Ordem; os demais continuam me fortalecendo na missão de ‘cristão luz do mundo’.

E refletindo mais um pouco em ensinar e aprender, aprenda mais esta história:

Certo dia, a Solidão bateu à porta de um grande sábio. Ele convidou-a para entrar e, momentos após, ela saiu decepcionada. Descobriu que não podia capturar aquele ser bondoso, pois ele sempre estava acompanhado do Amor de Deus. Depois, a Ilusão também bateu à sua porta. Ele, amorosamente, pediu que entrasse em sua humilde morada, mas logo ela saiu correndo e gritando que estava cega. O coração do sábio era tão luminoso de amor que havia ofuscado a própria Ilusão.

A fama do sábio foi crescendo e, a cada dia, novos visitantes chegavam para conquistá-lo: a Tentação, o Desespero, a Impaciência, a Mentira, o Ódio, a Tristeza e o Engano. Todos também saíram decepcionados com o equilíbrio daquela alma maravilhosa. Porém, a Morte bateu à sua porta, entrou e não mais saiu. O tempo foi passando e, cheios de receio, os discípulos penetraram na casa e encontraram o cadáver do mestre estirado no chão. Imediatamente começaram a chorar, mas, depois, entenderam porquê a Morte foi aceita pelo mestre: ele havia cumprido a missão de ensinar a todos como resistir aos servos do Pecado. Sejamos assim também, amém!

 

SERÁ QUE HOJE JESUS SERIA CONDENADO? - 29 Junho 2012

É muito estranho alguém acreditar em horóscopo e não usar de água benta, por exemplo, para se proteger. Bem, logicamente, quem pensa o contrário, também não dá nenhum valor à água benta por um sacerdote e continua preso a superstições, não é mesmo? Mas, se os padres são os legítimos representantes de Jesus na Terra, podemos concluir que, se Ele voltasse, seria novamente condenado à morte?

Infelizmente, se não usasse de proteção Divina, acredito que sim, porque a maior parte do nosso povo perdeu o respeito por quase tudo o que é sagrado e prefere buscar alternativas pagãs para sobreviver. Muitos, só na hora do desespero recorrem a Deus, mas sem amá-lO e - pior! - sem conhecê-lO. Ninguém pode amar a quem não conhece e, quem não ama o irmão sofrido que vê, como vai amar a Deus que não vê? Continua tudo muito estranho, não?

Leitor, lembre-se que o capítulo 2 do livro do Eclesiástico ensina que Deus conduz a vida do ser humano conforme a entrega e retidão do seu coração. Reflita, agora, um pouco nestas Palavras: “Mantém o teu coração firme e sê constante, inclina teu ouvido e acolhe as palavras de inteligência, e não te assustes no momento da contrariedade... suporta as demoras de Deus... tudo o que te acontecer, aceita-o... crê em Deus e ele cuidará de ti... confia nele e a recompensa não te faltará... vós, que temeis o Senhor, esperais coisas boas: alegria duradoura e misericórdia... quem permaneceu nos seus mandamentos e foi abandonado?”

Parece simples afirmar que acreditamos fervorosamente nas promessas do Antigo Testamento, mas, até que ponto? Será que resistiríamos a uma grande tribulação de dor com dignidade cristã? Antes da certeza na resposta, não devemos esquecer que no capítulo 9 do Evangelho de São Marcos, os discípulos não conseguiram expulsar os demônios por falta de oração! E, ainda, todos os que seguiam Jesus, deixaram-no praticamente sozinho no Calvário - por temerem morrer com Ele na cruz.

Pois é, se até os doze apóstolos decepcionaram Nosso Senhor em tantas oportunidades, não é tão trivial dizermos que somos muito mais fiéis aos ensinamentos Divinos, afinal, eles largaram tudo para se dedicarem exclusivamente à Verdade e, mesmo assim... Mas, talvez, o mais importante hoje não seja este tipo de comparação.

Voltando ao livro do Eclesiástico, não é difícil concluir que só iremos ter paciência nas provações e plena confiança na misericórdia do Pai, quando colocarmos diariamente em prática os dons que recebemos no batismo: fé, esperança e caridade. Rezando sempre para crescer na fé, estudando a Palavra de Deus para não perder a esperança de salvação, e ajudando o irmão necessitado, estaremos plantando mais amor em nossos corações.

 

RENOVAR-SE PARA VOAR ALTO - 22 Junho 2012

O trabalho de evangelização da Igreja Católica não para e continua trazendo muita gente para perto de Deus por meio de lindas celebrações da Eucaristia, músicas maravilhosas, shows e meios de comunicação diversos, mas, insisto, poucos abrem os corações a Deus. O quê fazer então?

Bem, em primeiro lugar, não podemos desanimar. Se Jesus Cristo nos passou a missão de pregar o Evangelho, temos que nos preparar para altos voos, levando a Palavra aos mais pecadores. E para atingir um maior número de pessoas, não devemos descuidar da oração. Quanto mais oração, maior será o Reino de Deus na Terra. A oração nos renova na fé, na esperança e nos impulsiona para o serviço cristão.

Agora, você leitor que deseja continuar recebendo graças do Céu e também chegar lá um dia, responda com sinceridade:

Dou prioridade à oração todos os dias? Sou exemplo de vida na minha família? Partilho com os pobres parte do que Deus me deu? Contribuo com o dízimo e algumas outras obras da minha comunidade? Rezo pelo Papa, pelos bispos, sacerdotes, seminaristas, missões religiosas e novas vocações? Faço penitências pela paz no mundo e conversão dos pecadores?

Espero que tenha se saído bem porque, refletindo nas palavras que eu disse, percebi que tenho coisas para melhorar. Só de reconhecer isso, já dou graças a Deus pela renovação que Ele procederá em mim, permitindo que eu viva os próximos anos como ‘água viva’.

E qual justificativa usaria o pecador que não quer melhorar suas atitudes indignas de cristão? Será que se julgaria com capacidade suficiente para caminhar sozinho, carregando sua cruz individualmente? Preste atenção nesta história:

‘Após a morte, um homem estava tentando achar o caminho do Céu, quando encontrou São José. E o santo lhe mostrou uma enorme cruz, dizendo que teria que carregá-la até a entrada do Paraíso. Pois bem, São José foi à frente e o homem com a cruz, atrás. No caminho, o serrote de São José caiu e, aproveitando da situação, o pretendente ao Céu cortou um pedaço da cruz, tornando-a mais leve. Mais adiante, novamente a cruz pesou e o homem usou o serrote para diminuir o seu tamanho. E estando bem próximo de se salvar, ele avistou uma vala profunda, onde precisaria da cruz inteira para fazer de ponte e poder passar.’

Bem, o homem ficou fora do Céu. E nós?

Peçamos a Deus que esta reflexão sirva para aprendermos que, quando as condições não forem favoráveis, carreguemos pacientemente a cruz por algum tempo até começarmos o processo de renovação. E quando o peso dos pecados for aliviado, alegremente iniciaremos o processo de ajudar o próximo também.

Diga comigo: amém!

 

UMA VIDA MUITO ABENÇOADA - 16 Junho 2012

Um viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo e, aos poucos, percebeu que o curso d’água ganhava volume. Bem mais adiante, o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num maravilhoso espetáculo de águas cantantes. A música atraiu mais o viajante, que se aproximou e foi descendo pelas pedras. Descobriu, finalmente, uma gruta.

A natureza criara, com paciência, caprichosas formas nas paredes da gruta. Ele foi adentrando, admirando sempre mais e mais as pedras gastas pelo tempo, quando, de repente, avistou uma placa. E, com a lanterna, iluminou estas palavras: ‘Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir’.

Assim também aconteceu comigo. Até o ano de 1994, eu explodia à toa e tentava conseguir as coisas sem paciência, mas, desde então, a suavidade do amor de Nossa Senhora e a mansidão do Coração de Jesus invadiram e transformaram o meu espírito. Hoje, tenho plena consciência de tudo quanto fiz de errado e do papel que desempenho na Igreja de Cristo. Percebi que os caminhos santos do Senhor são abençoados, mas, mesmo percorridos com fé e esperança, nos revelam muitas surpresas - assim como um rio: ora manso, ora turbulento.

Fui atingido por uma cura interior tão forte que já consigo aceitar passivamente as adversidades da vida e enxergar a felicidade que há de vir. Se eu tivesse que gravar numa placa tudo o que aprendi, escreveria: ‘A conversão é uma bênção, a renúncia ao pecado é sempre uma batalha a ser vencida e a construção de um mundo novo é a nossa maior missão’.

Nada foi tão fácil como pode parecer, mas valeu a pena. Foram mais alegrias do que tristezas e muito mais graças alcançadas do que decepções; na verdade, as decepções nunca vêm do alto e sim do seres humanos, mas a todos já perdoei. O sentimento que trago hoje no peito é de imensa gratidão por tantas maravilhas que experimentei após os meus trinta e oito anos de idade.

Dom Hélder Câmara, no magnífico livro ‘O Evangelho com Dom Hélder’, escreveu assim: “É tal a fraqueza humana que, quando recebemos elogios e mais elogios, muito depressa passamos a acreditar neles, a nos julgarmos muito bons mesmo, a nos vermos quase santos. E isso é o fim, pois o que o Senhor verdadeiramente ama é a humildade. Não a humildade exterior, mas a humildade no coração. Se alguém julga que é capaz de prosseguir sozinho, sem o auxílio do Senhor, Ele o deixa ir e então o pior lhe sucede: ele cai, ele se anula”.

Peço a Deus que me livre do orgulho, da vaidade e da ambição, para eu comungar sempre o Corpo de Cristo e continuar divulgando fielmente as atitudes cristãs que nos levarão ao Céu. Assim seja!

APOSTAS E CONSELHOS - 10 Junho 2012

Um dia, Jesus foi tentado pelo demônio (Mc 1,12-15) e resistiu, porque sabia que não podia se desviar do caminho santo. E Ele permitiu que o demônio o tentasse para nos mostrar que ninguém passará por este mundo sem ser provado; porém, o pior de tudo é sabermos que a tentação sempre tem aparência de coisa boa: a Cristo, o diabo prometeu fazê-lo dono do mundo; a nós, promete o inferno!

Você, ouvinte da Rádio Futura FM, pode agora estar questionando: ‘O inferno é coisa boa?’. Bem, eu apostaria que muita gente pensa que sim, pois continuam pecando mesmo sabendo o destino que os espera! Na verdade, procuram não pensar no inferno e preferem ‘se deliciar com os pecados do dia-a-dia’: não amando a Deus e aos irmãos; pecando contra a castidade; desonrando pai e mãe; desrespeitando os dias santos; matando; levantando falsos testemunhos; cometendo adultérios; roubando; cobiçando as coisas do próximo... e maldades piores.

Parece ter muitas ‘coisas boas’ nestes pecados? Dou graças a Deus se você disse ‘não’, porque aposto que todos nós já levantamos falsos testemunhos, ou tivemos um pouco de inveja da riqueza, ou enfrentamos os nossos pais... concorda? O importante, hoje, é termos confessado e vencido as tentações - para ganharmos o Céu.

Jesus se defendeu do demônio no deserto usando a própria Palavra de Deus, portanto, também temos que usar dessa Força para nos prevenir. Da mesma forma que Cristo fez jejum, rezou muito e louvou o Pai, precisamos confiar nas graças que alcançaremos se formos mais obedientes e menos auto-suficientes. Aposto também que as ocasiões de pecado poderão, assim, ser evitadas.

E como todo bom conselho é bem-vindo na vida de qualquer pecador, que tal este:

Sempre que desejar a proteção de Deus, não peça somente para si, mas pense nos seus semelhantes. Concentre-se e diga com fé:

‘Jesus Cristo, que veio ao mundo para nos trazer vida nova, sabemos que os pobres são o nosso caminho mais curto de salvação... sabemos que a vossa Mãe nunca nos deixa órfãos nas aflições... e sabemos que a Páscoa do cristão é todo dia! Vós que fostes tentado e vencestes a morte, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, amém!’.

Aposto em momentos felizes a todos que seguirem este conselho.

 

 

QUAL SEU MELHOR GESTO NA VIDA? - 2 Junho 2012

Se eu fosse responder a esta pergunta, confesso que, no momento, muitas coisas me viriam à cabeça. Pensei nisto e conclui que meu grande gesto não me beneficiou financeiramente, nem agradou somente a mim e também foi algo muito abençoado... Contarei um caso que sempre lembro e agradeço aos céus.

Numa sexta-feira de 1998, logo que comecei a minha caminhada de vicentino, fui visitar uma família no Bairro Santa Rosa e fiquei impressionado com o que vi. O casal e seis filhos pequenos viviam num local fedido, sem luz, banheiro entupido, fogueira no meio da sala - não tinham gás para cozinhar o restinho de alimento que sobrou -, vidros das janelas quebrados, roupas sujas, enfim, viviam abaixo do limite da miséria.

Impulsionado pelo espírito de caridade de São Vicente de Paulo, fui buscar o Secretário da Ação Social do Município e o levei para ver de perto a situação. Como ele também não dispunha de recursos para resolver tudo, corri atrás de gás, de encanador, de vidros na Casa Sulina, de alimentos e roupas limpas. Consegui também ajuda para pagar as contas de luz em atraso e para comprar um pouco de material de limpeza.

Passei o tempo todo correndo, mas bastou eu doar um único dia da minha vida para dar um pouco de dignidade humana àquela família. Acabou até sendo muito pouca dedicação para tantas melhorias, não? É por isso que eu agradeço a Deus por tudo quanto acabei fazendo - iluminado pelo Espírito Santo.

E na segunda-feira, com outros membros da nossa Conferência, conseguimos creche para as crianças, alguns remédios e, após mais algum tempo, quando um emprego para a esposa do casal já estava quase certo na AFL, eles se envolveram numa confusão e saíram às pressas da cidade.

Você, leitor, deve estar pensando que de nada adiantou tudo o que fizemos porque a história começou e terminou muito triste, é isso? Eu não penso assim. Tanto é verdade que estou contando o caso como ‘um feliz exemplo de algo importante que pratiquei na vida’! E se pensarmos em ajudar o próximo somente na certeza que tudo terminará bem, as barreiras serão muito maiores.

Pense agora na vida de Jesus... Mesmo Ele sabendo do seu caminho à Cruz, teve pressa? Desanimou em algum momento? Anunciou o Reino com má vontade? E não considere que usou de forças sobrenaturais para resistir o sofrimento e a humilhação que passou, pois não foi isso que aconteceu. Jesus aceitou a vontade do Pai, amou e perdoou os irmãos - incondicionalmente!

Que Ele nos ajude a perseverar nos grandes gestos de caridade a cada dia. Amém!

 

* H I S T Ó R I A - 26 Maio 2012

 

Dois amigos cristãos morreram no mesmo dia e chegaram juntos ao Céu. Um deles era um motorista de táxi, desastrado, que corria feito um louco e vivia causando acidentes. Ele foi, então, conduzido por um anjo a uma morada belíssima no Paraíso. O outro era um grande orador que pregava paz e bem a todos os lugares que frequentava, mas, surpreendentemente, ganhou uma pequena e simples habitação no Céu.

Inconformado, o pregador foi reclamar com São Pedro, assim:

- Eu passei a vida falando de amor entre os povos e recebi uma recompensa pior do que aquele motorista barbeiro? Ele colocava a vida das pessoas em risco, inclusive, eu morri dentro do táxi dele no acidente de ontem!

- Pois é - disse São Pedro -, o resultado de evangelização no trabalho dele foi melhor do que o seu!

- Mas, como? Isso é um absurdo! - falou o homem.

E logo veio a resposta do santo:

- Veja, enquanto você pregava, muitos dormiam; e enquanto ele transportava perigosamente as pessoas, todos rezavam!

É claro que isso é só uma piada, mas muitos veem apenas o resultado do nosso trabalho e não os meios que usamos para alcançá-lo, não é mesmo?

Jesus disse: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”, portanto, o tempo da nossa permanência aqui na Terra a Ele pertence. E ‘vida em abundância’ não significa somente ter saúde física, mas, principalmente, ter Deus no coração.

Não se esqueça de cumprir o seu papel de cristão fiel todos os dias para que o resultado disso lhe dê paz e prosperidade completa.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

O DOCE GOSTO DA FÉ CATÓLICA

Eu respeito todas as crenças e jamais falaria mal de alguma sem conhecê-la, mas posso comentar de cadeira a fé católica porque a pratico diariamente. Aconselho isto a todos que conheço: ‘Se querem viver em paz e se salvar, sigam os Mandamentos de Deus, rezem para Nossa Senhora, participem da Eucaristia e aceitem as orientações do Papa’. Quem fizer isso, com certeza absoluta, não poderia agradar mais a Jesus em nenhum outro lugar.

Sei que há meninas que dizem não ter tempo para ir à igreja, mas passam a madrugada em frente ao prédio do seu ídolo, esperando ele abanar da janela! Outras escrevem bilhetes com dois quilômetros de comprimento ao namorado: ‘te amo, te amo, te amo...’, mas são incapazes de rezar um Terço! Enquanto enamoradas, fazem qualquer coisa por um homem, mas será que fariam o mesmo pelo pai, pelo irmão ou pelo marido? Passariam em claro tantas noites e se dedicariam dessa maneira? Talvez mal saibam que, em caso de doença, basta rezar uma Ave-Maria com fé e aguardar a Mãe-Medianeira conseguir a graça que precisam.

A oração da Ave-Maria nasceu da Bíblia (Lc 1, 28 e 42) e do povo. Não é à toa que a Virgem Maria é a Padroeira do Brasil, com o nome de Nossa Senhora Aparecida: sua imagem é feita de barro, é pequena e humilde, porque abençoa a classe mais simples da nação: os sofredores e os pobres - todos se sentem representados na imagem.

Foi esse povo que colocou nela o manto azul, como presente. Ele é todo ornamentado e muito bonito, porque todos gostam muito de Nossa Senhora. Milhões de pessoas fazem romaria a Aparecida todos os anos, agradecendo as graças, carregando o andor e cantando ‘Ave-Maria’. Por que agem assim? Porque em Maria, o povo vê realizado o ideal que alimenta há muitos séculos: a liberdade dos filhos de Deus.

E por amá-la tanto é que continuamos inventando nomes carinhosos a ela. Minha devoção e paixão pela Mãezinha querida fazem com que eu tenha, só no meu quarto, as imagens de Nossa Senhora: Aparecida, das Graças, de Fátima, Desatadora dos Nós, do Sagrado Coração e da Soledade. Com devoção a ela, compus a letra de uma música, que diz assim:

“Virgem Santa, medianeira dos favores do Senhor, / me acompanhe na alegria, alivie a minha dor. / Nos caminhos tortuosos, me segure pela mão; / nos momentos gloriosos, seu é o meu coração. / Mãe das Graças, da Agonia, do Sagrado Coração, / Soledade, Aparecida, do Socorro, a mesma são.”

Graças a Deus, minha família tem essa forte devoção: dormimos e acordamos com Maria no coração. Mas, a vida das pessoas às vezes é outra: uns se matam, outros se ajudam; poucos rezam e muitos se perdem; novas promessas de salvação aparecem e alguns acreditam. Enquanto isso, continuo rezando e dizendo que quem praticar os ensinamentos da Igreja Católica entrará no Céu.

 

* H I S T Ó R I A - 19 Maio 2012

 

Um monge peregrino foi ao encontro de um homem que estava com auto-estima baixa e, portanto, em profunda depressão. Logo que o avistou no bosque, percebeu que ele abaixou a cabeça e evitou mostrar sua tristeza. O religioso, então, puxou conversa:

- O que faz aqui sozinho?

- Sou um ex-criminoso - disse o homem. - Perdi o afeto dos meus amigos e não tenho esperança de sair da lama em que me encontro. Sei que ninguém pode me ajudar. Vá embora, vou morrer aqui neste lugar.

E o monge, astuto, falou:

- Mas eu preciso da sua ajuda, meu senhor. Pode ao menos segurar esta corda para eu descer até o riacho e beber um pouco de água?

E depois de algum tempo lá embaixo, o monge gritou:

- Já bebi bastante, pode puxar.

Com toda a força o homem tentou erguê-lo, mas não conseguiu. Tentou novamente, e nada! Foi quando viu que o monge segurava-se numa pequena árvore e evitava ser içado. Então, meio bravo, o robusto homem, mesmo deprimido, desabafou em alta voz:

- Que brincadeira boba é essa? Eu tentando ajudá-lo e você propositalmente resiste?

Lá de baixo, o monge respondeu:

- Só estou retribuindo o que o senhor tem feito com todos que lhe oferecem ajuda!

Pois é, lembre-se leitor: se desejar mudar qualquer tipo de situação, é necessário se desprender das ideias negativas que lhe impedem enxergar os melhores caminhos - da verdade, da justiça e do amor.

Sempre podemos nos unir em favor de ações nobres que promovam a vida.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

NÃO PERCA O SEU MAIOR TESOURO

Carlos Drummond de Andrade escreveu assim:

“Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou... O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.

Sofreu nesse período? Foi aprendizado... Chorou muito? Foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia... Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechou a porta até para os anjos... Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da sua melhora...

Pois é, agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego? Uma nova profissão? Um corte de cabelo arrojado, diferente? Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador ou qualquer outra coisa? Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de Deus lhe esperando!

Tá se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu período de isolamento... Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para chegar perto de você! Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos... Ficamos horríveis! O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.

Recomeçar... Hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar? Ir alto? Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas na vida. Pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos. Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental... Jogar fora tudo que lhe prende ao passado, ao mundinho das coisas tristes... Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagem e toda aquela tranqueira que guardamos. Jogue tudo fora, mas, principalmente, esvazie seu coração, fique pronto para a vida... Porque sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura.”

Bem, criticar Carlos Drummond é coisa séria e eu não ousaria fazê-lo, mas vou interpretar as palavras dele. Quando ele disse ‘sonhe alto e queira o melhor do melhor’, pareceu-me incoerente com a colocação: ‘encontrar prazer nas coisas simples de novo’; mas, pensando melhor, é possível conseguir as duas coisas ao mesmo tempo, sim. Por exemplo, uma oração é um gesto simples de súplica, agradecimento ou entrega, e nos traz tudo aquilo que merecemos de Deus.

Acredito que Drummond também pensou assim, porque demonstrou um pouco de fé no texto. E quantas outras coisas simples ajudam a construir um mundo melhor: o amor ao próximo, o perdão, a paciência, a verdade, o respeito à vida, a fidelidade conjugal, o temor a Deus, a humildade no coração, a mansidão da alma, o espírito de paz... Querer isso tudo na vida não é sonhar em ter o melhor do melhor que existe?

 

* H I S T Ó R I A - 12 Maio 2012

 

Era uma vez, um lugar chamado ‘Cidade dos Resmungos’, onde todos resmungavam. No verão, reclamavam que estava muito quente; no inverno, que estava frio; quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair. Os vizinhos se estranhavam, os pais brigavam com os filhos, e os irmãos batiam nas irmãs.

Um dia, chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas. Uma semana depois, ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão da praça e gritou:

- Ó cidadãos! Os campos estão abarrotados de trigo e os pomares carregados de frutas. Jamais vi um lugar abençoado por tamanha abundância! Por quê tanta insatisfação? Aproximem-se e lhes mostrarei o caminho da felicidade.

A camisa do mascate estava rasgada e poluída; havia remendos nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riam ao pensar que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz; mas, enquanto riam, ele puxou uma corda do cesto e a esticou entre dois postes na praça da cidade. Então, segurando o cesto diante de si, gritou:

- Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham aqui dentro do cesto. Trocarei seus aborrecimentos por felicidade!

A multidão se aglomerou ao seu redor e ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas. Todo homem, mulher e criança da vila rabiscaram suas queixas e as jogaram no cesto. Em seguida, observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda, de um extremo ao outro. Então ele disse:

- Agora, cada um deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar as anotações. Manusearam os pedaços de papel, refletiram, cada qual tentando escolher o menor problema. Depois de algum tempo, a corda estava vazia.

E eis que muitos seguravam os mesmos problemas que haviam colocado no cesto, julgando serem os menores na corda. Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo. Sempre que alguém sentia o desejo de reclamar, pensava no mascate, percebia que o seu problema não era tão grande e que dependia principalmente de si para tornar-se mais feliz - inclusive ajudando a resolver os problemas dos outros.

Querido amigo, sabemos que há centenas de voluntários que buscam amenizar a dor e devolver a esperança a muitos seres humanos. São pessoas abençoadas que ouvem apelos de carinho ecoando a todo instante. Não reclame tanto! Faça você também a sua parte.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

ALGUMAS VERDADES E MENTIRAS

Há coisas na vida que acontecem sem muitos questionamentos: desperdiçamos o tempo esperando que as pessoas atendam as nossas expectativas; ficamos preocupados com o que os outros estão fazendo e deixamos de realizar coisas importantes; colocamos a culpa das nossas falhas nas costas de terceiros... Se cada um assumisse a responsabilidade dos atos e fizesse bem feito a sua parte, quase todos os problemas do mundo estariam resolvidos, você concorda?

E se formos buscar a verdade, na maioria das experiências ruins que vivemos existe pelo menos uma mentira. Na verdade, a mentira pode deixar de ser mentira sob certos argumentos, mas, sabemos, toda mentira corrompe o espírito do ser humano e se espalha muito mais rapidamente do que qualquer boa notícia.

Sendo assim, não seria sensato vivermos dizendo somente verdades? Saiba que isso é perfeitamente possível e nunca trará consequências ruins a ninguém - é uma questão de bons princípios morais e religiosos. Mas, sempre haverá alguém defendendo a seguinte tese: ‘Uma mentirinha sem maldade de vez em quando, não é pecado!’.

Eu não me arriscaria afirmar isso; apenas diria que nunca sabemos quais os maus resultados de cada mentira até que outros fatos aconteçam. Às vezes, uma mentirinha de nada tende a justificar outra e desencadeiam-se grandes injustiças - como muita gente já experimentou.

Se Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”... se Nossa Senhora foi escolhida para ser a Mãe de Deus pela pureza do coração... se o Papa não diz sequer uma pequena mentira... como justificar uma vida de mentiras? Para nos salvarmos, é melhor nos acostumarmos com as verdades e deixarmos as inverdades para trás.

Dizem que, dentro de nós, existem dois cachorros brigando: um dócil e outro raivoso. Vencerá a briga aquele que melhor alimentarmos! Por isso, rezando e praticando a caridade, tudo será mais fácil, pois o Espírito Santo estará sempre do nosso lado e o cão raivoso não terá chances de vencer.

Sempre digo que a única coisa que ninguém pode nos tirar é a fé que levamos no peito; porém, há quem a perca sozinho, porque não cuida da sua espiritualidade.

Portanto, leitor, aceite esta grande verdade: ‘Mantenha acesa a Luz de Cristo no coração e, com certeza, nunca se arrependerá de não tê-la trocado por muitos diamantes’.

 

* H I S T Ó R I A - 6 Maio 2012

 

Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, a espera de um resultado compensador. Foram anos de pouco retorno, até que um dia chegou a grande colheita. Foi perfeita, abundante, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram eufóricos. E cada um seguiu feliz para casa.

À noite, já no leito e cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:

- Eu sou casado, tenho filhos fortes e uma companheira fiel, que certamente me ajudarão no fim da vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço a apoiá-lo e precisará muito mais do dinheiro da colheita do que eu.

Então, levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu. Ao mesmo tempo em sua casa, o outro não pegava no sono, questionando:

- Puxa, para quê preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter.

Não perdeu tempo, pulou da cama, encheu a carroça do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do amigo. O entusiasmo era tanto que não deu para esperar o amanhecer.

Na estrada escura daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados, mas não foram necessárias palavras para entenderem a mútua intenção que levavam no coração. Perceberam que tão importante quanto o trabalho, está a partilha com o irmão mais necessitado.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

QUEM PERSERVERAR SERÁ CURADO

Eis uma passagem bíblica: (Lv 13, 1-2, 44-46)

“O Senhor disse a Moisés e a Aarão: ‘Quando um homem tiver um tumor, um furúnculo ou uma mancha branca na pele de seu corpo e isso virar uma ferida de lepra, esse homem deve ser levado ao sacerdote, a Aarão ou a alguns dos sacerdotes, seus descendentes. Todo homem leproso tem de andar com as roupas rasgadas e com os cabelos assanhados. Precisa tampar a sua barba e gritar: Impuro! Impuro! Enquanto ele tiver esta ferida, deve ser tratado como um impuro. Sendo impuro, tem de morar sozinho e fora do acampamento’.”

No Evangelho de Marcos, cap. 1, um ‘impuro’ é curado. Diz assim:

“Naquele tempo, um leproso veio ao encontro de Jesus, gritando por ele. Caindo de joelhos, disse: ‘Se quiser, o Senhor pode me curar!’ Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Quero, fique curado!’ No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado.” (Mc 1, 40-42).

São Marcos gostava de contar que Jesus não veio ao mundo apenas para salvar a alma do homem, mas veio salvá-lo em seu corpo e em seu espírito. Também é importante saber que, naquele tempo, as leis hebraicas eram muito severas e violentas. Assim que alguém se percebesse leproso, deveria retirar-se do convívio e sair da cidade com uma campainha no pescoço. O rigor foi ao extremo de passar a doença física para a doença moral: a lepra era considerada castigo e, por conseguinte, o leproso seria pecador e evitado por todos - não só como doente, mas também como detestado por Deus!

Bem, Jesus e seus discípulos curaram muitos leprosos, a vida santa de São Francisco de Assis começa no encontro com um leproso, mas, hoje, a lepra é totalmente curável e ninguém mais fica ‘impuro’ se estende a mão e toca num enfermo. Jesus quebrou esta ‘lei’, porque sua compaixão é maior do que qualquer lei.

E a nossa caridade, também está acima de qualquer lei? A ajuda e carinho ao próximo enfrentam barreiras na sociedade? Quando a ajuda é concreta, toda mão estendida com humildade também recebe graças!

Esta é outra verdade: ‘Quem perseverar nos caminhos de Deus, será curado de todos os males que o afligem’. Assim como Jesus curou o leproso e nos libertou dos preconceitos do povo do Antigo Testamento, seus anjos e santos nos ajudam nas libertações espirituais que precisamos; contudo, é preciso buscar a graça. Consiga a sua com oração e caridade.

* H I S T Ó R I A - 29 Abril 2012

 

Três jovens irmãos deixaram a chácara onde moravam e foram trabalhar na cidade. Conseguiram ser empregados na mesma empresa, com o mesmo salário, mas, dois anos depois, João ganhava 1.000 reais por mês, Paulo 2.000 e Joaquim 4.000.

O pai deles, quando soube que não recebiam os mesmos valores, foi saber com o empresário a razão das diferenças de salários. O patrão, então, chamou João e disse-lhe:

- Ouvi comentários que uns importadores do Oriente mandaram vir um avião cheio de mercadorias japonesas. Pode ir ao aeroporto e fazer um relatório do carregamento?

Minutos mais tarde, João regressou ao escritório e falou:

- Telefonei para um amigo e soube que o avião veio carregado com 1.000 rolos de seda.

Em seguida, o patrão chamou Paulo, que ganhava 1.000 reais a mais, e pediu-lhe a mesma coisa. Duas horas depois, ele chegou ao escritório com esta descrição:

- São 1.000 rolos de seda, 500 computadores e 1.000 canas de bambu pintadas à mão.

Por fim, o empresário pediu o mesmo a Joaquim, que ganhava dobrado. Ele só voltou depois do expediente e explicou:

- A carga principal do avião tem 1.000 rolos de seda. Eles queriam 60 reais por rolo e fiz uma proposta de compra para adquirir todos os rolos. Mandei um e-mail a um cliente e lhe ofereci os rolos por 75 cada. Também havia 500 computadores. Telefonei a outro cliente e vendi com 8 reais de lucro por unidade.

Quando Joaquim saiu do escritório, o patrão disse ao pai dos moços:

- Então, viu? O João não faz o que mando, o Paulo só faz exatamente o que ordeno, mas, o Joaquim faz além do que lhe peço.

Ficou claro que os dons dos três eram bem diferentes nos negócios, aliás, como acontece com pessoas de quase todas as famílias.

Pois é, assim é o mundo. Uns têm dons para os negócios, outros são bonitos apenas por fora, mas, para Deus, todos são iguais quando possuem amor no coração. Nem sempre esse amor nos leva à riqueza material, mas, com certeza, nos conduz ao Céu!

 

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MULHER: SEXO FORTE OU FRÁGIL?

Não podemos negar que, em quase todos os lares, a mulher trabalha mais que o homem - embora com serviços diferentes, caso a caso. Mas, antes de continuar a reflexão, preste atenção nesta passagem bíblica:

“Naquele tempo, Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. Uma mulher, que tinha uma filha com espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. A mulher era pagã, nascida na Fenícia, da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. Jesus disse: ‘Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos’. A mulher respondeu: ‘É verdade, Senhor, mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair’. Então Jesus disse: ‘Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha’. Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela” (Mc 7, 24-30).

Que texto maravilhoso! Não só por ser a Palavra da Salvação, mas também porque uma mulher convenceu Jesus a fazer um milagre! Ele, que vinha curando os judeus - povo da primeira aliança -, realizou esta cura a uma criatura pagã, mostrando sim que não excluía outros povos, mas sob a influência direta de uma corajosa mulher - da qual Jesus não pode se esconder!

No Livro do Gênesis, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele”. E, após criar todos os animais, pediu a Adão que lhes desse nomes. Mesmo obedecendo ao Criador, Adão não encontrou uma auxiliar semelhante a ele. Então, Deus tirou-lhe uma das costelas, formou a mulher e a conduziu a Adão, que exclamou: “Desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!”

Até hoje, todos os homens da face da Terra reconhecem que Adão teve muito bom gosto em aceitar o presente de Deus. Feliz o homem que respeita a fragilidade física da esposa e se faz respeitar. Feliz o homem que tem uma mulher religiosa que o ajuda a alcançar graças para toda a família. Feliz o homem que a perdoa e a ama de coração. Feliz o homem que cumpre com as promessas feitas diante do padre no dia do casamento. Feliz o homem que reconhece o sexo forte que tem ao seu lado e luta para viverem juntos na eternidade.

A família rezando unida é o maior exemplo do amor que Jesus Cristo tem por nós. Em minha casa, somos consagrados a Nossa Senhora e, Ela, nos mantém firmes na fé.

Caro leitor, consagre-se você também: “Ó minha senhora e também minha Mãe, eu me ofereço inteiramente todo a vós...”

 

* H I S T Ó R I A - 22 Abril 2012

 

Dois jovens caminhavam por uma estrada, quando viram um grande grão de milho. Um deles comentou:

- Tive uma ideia: com este grão podemos ficar ricos! Plantaremos, nascerá um pé de milho e colheremos três espigas. Plantaremos as espigas e colheremos um pomar. Depois, plantaremos o pomar, colheremos uma roça e daí em diante ganharemos muito dinheiro!

- Excelente! - respondeu o outro. - Agora, precisamos decidir o que faremos com a fortuna. Eu comprarei um belo carro conversível e uma casa na praia; e você?

- Eu vou comprar uma caminhonete bem potente e um sítio. Só que tem uma coisa: não vou deixá-lo dirigir a minha caminhonete. Você é muito barbeiro e vai estragá-la.

- Tudo bem - disse o amigo, já de cara feia. - Você também não vai passear no meu carro e muito menos dirigi-lo. Viajarei por todo canto e você não vai comigo.

E após algum tempo de planos, discussões e troca de insultos, passou uma galinha por eles e comeu o grão de milho.

Bem, nesta história, o milho representa as nossas oportunidades e a galinha representa o tempo. Se não aproveitarmos as boas oportunidades, o tempo as leva embora. Pense nisso, tire suas próprias conclusões e semeie um ano cheio de atitudes e vitórias na evangelização. Não sabemos ao certo qual é o nosso tempo aqui na Terra, mas sabemos que já recebemos um grande presente de Deus por estarmos vivos em 2012.

E o que faremos para retribuir tamanha graça? No mínimo, não deixar que alguma ‘galinha’ venha e coma a semente de motivação no serviço a Deus. Há muito que fazer com Jesus Cristo à frente e amor no coração.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

NOSSOS INSUBSTITUÍVEIS SACERDOTES

O texto a seguir foi escrito pelo romancista mexicano Hugo Vaz e é um dos mais bonitos e verdadeiros pensamentos que já vi. Eis o texto:

“Quando se pensa que nem a Santíssima Virgem pode fazer o que um sacerdote faz... e que nem os anjos, nem os arcanjos, nem Miguel, nem Gabriel, nem Rafael, nem príncipe algum daqueles que venceram Lúcifer podem fazer o que um sacerdote faz... Quando se pensa que Nosso Senhor Jesus Cristo, na última Ceia, realizou um milagre maior do que a criação do Universo com todos os seus esplendores - transformou o pão e o vinho em seu Corpo e Sangue para alimentar o pecador -, e que esse prodígio, diante do qual se ajoelham os anjos e os homens, o sacerdote pode repeti-lo todos os dias...

Quando se pensa no outro milagre que somente um sacerdote pode realizar: perdoar os pecados, e que o que ele liga no fundo do seu humilde confessionário, Deus, cumprindo sua própria Palavra, o liga no Céu, e o que ele desliga, no mesmo instante o desliga Deus... Quando se pensa que o mundo morreria da pior fome se chegasse a lhe faltar esse pouquinho de Pão e esse pouquinho de Vinho...

Quando se pensa que isso pode acontecer, porque estão faltando as vocações sacerdotais, e que, se isso acontecer, se estremecerão os Céus e se romperá a Terra, como se a mão de Deus tivesse deixado de sustentá-la; e as pessoas gritarão de fome e de angústia, e pedirão esse Pão, e não haverá quem lhes dê; e pedirão a absolvição de suas culpas, e não haverá quem as absolva, e morrerão com os olhos abertos pelo maior dos espantos...

Quando se pensa que um sacerdote é mais necessário do que um presidente, mais do que um militar, mais do que um banqueiro, mais do que um médico, mais do que um professor, porque ele pode substituir a todos em parte de suas atividades e ninguém pode substituí-lo... Quando se pensa que um sacerdote, quando celebra no altar, tem uma dignidade maior do que um rei, e que não é um símbolo, nem sequer um embaixador de Cristo, mas é Cristo mesmo que está ali, repetindo o maior milagre de Deus...

Quando se pensa em tudo isso, compreende-se a imensa necessidade de fomentar as vocações sacerdotais; compreende-se o afã com que, nos tempos antigos, cada família ansiava que do seu seio brotasse, como um ramo de perfume, uma vocação sacerdotal; compreende-se o imenso respeito que os povos tinham pelos sacerdotes - o que se refletia em suas leis...

Compreende-se que ajudar a custear os estudos de um jovem seminarista é aplainar o caminho por onde chegará ao altar um homem que, durante meia hora todos os dias, será muito mais que todas as celebridades da Terra e que todos os santos do Céu, pois será Cristo mesmo, sacrificando o seu Corpo e o seu Sangue, para alimentar o mundo!”

 

* H I S T Ó R I A - 15 abril 2012

 

Numa folga que ganhou de seu amo, um gênio resolveu satisfazer um único desejo de cada pessoa que passasse pela estrada principal do lugarejo. E logo chegou um homem apressado que ouviu do gênio:

- Olá, meu senhor! Eu gostaria de lhe presentear com algo que desejasse muito conseguir na vida. Pode pedir o que quiser e farei aparecer.

A pessoa respondeu:

- Prove que é um gênio e coloque uma melancia gigante na minha frente.

De imediato, a fruta apareceu, mas ele teve que se contentar com isso, já que apenas um desejo lhe foi permitido. E mais tarde, chegou um sujeito com outro pedido:

- Quero uma linda morada no alto da montanha para nunca mais ver a minha horrível casa.

O desejo lhe foi concedido, mas a casa em que morava foi ao chão, matando sua esposa.

E quase à noite, surgiu a pessoa que teria direito ao último pedido. Era um cego, manco, que pensou, pensou e falou:

- Quero um dia ver a minha linda esposa, rainha, correndo comigo e com os nossos saudáveis filhos no imenso jardim do meu palácio.

Então, após alguns anos, o seu desejo foi completamente realizado: passou a enxergar, a correr, teve uma linda esposa, tornou-se rei e sempre foi bem sucedido nos negócios. Portanto, ficou provado a todos do reino que um gênio só é útil para quem sabe pedir.

E você, tem conseguido grandes favores de Deus? Se Ele construiu o mundo em sete dias, é o maior gênio de todos, concorda? Além disso, é nosso Pai e nos ama como ninguém! Mas, mesmo com essa certeza, é correto pensarmos que, com confiança no pedido, tudo iremos conseguir? Bem, pode ser, mas há algumas considerações a fazer.

Para ser atendido, qualquer um precisa ter um coração humilde, saber perdoar e amar o próximo como a si mesmo. Mesmo assim, o nosso tempo cronológico não é o mesmo de Deus e Ele somente nos atende na hora certa!

 

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EXPLICANDO MINHA DEVOÇÃO A MARIA

Quando alguém me pergunta por que sou tão apaixonado por Nossa Senhora, digo que tenho muitas histórias para contar. Alguns fatos são recentes e, outros, nem mesmo eu sabia que influenciariam tanto em minha vida.

Minhas avós e bisavós eram marianas fervorosas e viviam com o Terço nas mãos, assim como mamãe o faz até hoje, graças a Deus. Principalmente por isso, temos recebido incontáveis bênçãos na família, talvez em igual número às Ave-Marias rezadas por elas.

Minha mãe contou-me que se eu nascesse mulher, iria chamar ‘Maria Auxiliadora’, porém, o nome abençoado da Mãe de Deus acabou ficando com a minha irmã: Maria Aparecida. Mas, era eu que, de pequeno, gostava de ir à Igreja e alguns parentes diziam: ‘Esse menino vai ser padre!’. Essa não foi a vontade de Deus, contudo, dedico praticamente todo o meu tempo livre às coisas do Reino.

Algumas dessas coisas são para o resto da vida, pois fazem parte da missão que abracei: ser compositor e escritor católico; fazer caridade como vicentino; aconselhar espiritualmente os casais que me procuram; dar testemunhos de minha fé em palestras; atender chamados para cantar nas missas... Faço tudo com muito amor no coração, procurando impor a máxima qualidade em cada serviço, já que o Senhor merece que nada seja feito às pressas, não é mesmo?

Bem, voltando a falar de Maria, cresci frequentando a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo. Aos dezessete anos, mudei-me para Monte Sião e assistia missas no Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Vim fazer faculdade em Itajubá, passei a participar das celebrações na Igreja de Nossa Senhora da Soledade e, hoje, como todos sabem, faço parte da Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração. E, se você acha que os títulos de Maria foram apenas coincidências em minha vida, continue ouvindo.

Em outubro de 1992, passei dois meses internado em Campinas com trombose na perna e bactérias no coração - endocardite. Numa manhã de domingo, os médicos chamaram a minha esposa e disseram que o óbito poderia ocorrer naquele dia. Chegaram parentes de toda parte esperando pelo pior, mas, tia Waldina anunciou no alto-falante do Santuário Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, em Monte Sião, que às 15 horas rezariam um Terço pela minha saúde. Encheu de gente no Santuário e Nossa Senhora realizou um grande milagre naquela tarde.

Foi quando percebi que havia uma ‘missão maior’ reservada pra mim neste mundo, mas só em 1994 - nas viagens que fazia semanalmente para cursar doutorado em São Paulo - comecei a rezar o Terço e rapidamente renovei os meus valores espirituais. Sou feliz por ver minha família caminhando com Maria nos passos de Jesus. Recordo muitos outros fatos que mereceriam ser relatados, mas o tempo aqui não é suficiente. Por hora, meu coração grita: Viva Nossa Senhora!

 

* H I S T Ó R I A - 30 Março 2012

 

Um homem estava extremamente triste e desencorajado de se levantar todas as manhãs para ir trabalhar, enquanto sua mulher ficava em casa. Querendo que ela soubesse o quanto lhe custava sair cada dia para o trabalho, ele fez o seguinte pedido:

- Meu Deus, eu dou duro todos os dias durante oito horas, sem contar o transporte de ir e vir que me ocupa mais três horas! Minha mulher, que fica em casa, precisa saber o quanto eu sofro. O Senhor poderia trocar os nossos corpos para que ela compreendesse o meu calvário?

Na sua infinita bondade, o Criador aceitou o pedido e, no outro dia de manhã, o homem acordou mulher. Então, preparou o café da família, trocou as crianças para irem à escola, foi ao banco e ao supermercado, pagou algumas contas em lojas, lavou roupas, arrumou a casa, fez almoço, lavou as louças, ajudou os filhos nas tarefas, escovou o cachorro, passou roupas, preparou a janta, limpou a cozinha, deu banho nas crianças e as colocou para dormir, bateu um bolo para o dia seguinte, fez sua higiene pessoal e, finalmente, foi se deitar.

De manhã, levantou-se e rezou:

- Meu Deus, eu estava enganado por ter inveja da minha mulher que ficava em casa. Por favor, permita que possamos cada um retomar ao corpo original.

E o bom Deus respondeu:

- Meu filho, eu creio que você aprendeu a lição e ficarei muito feliz em restabelecer as coisas como eram antes, mas é preciso esperar nove meses... Você ficou grávido ontem à noite!

A partir daquele dia, ela - ou ele - passou também a fazer feira para comprar mais barato os legumes e conseguir guardar algumas economias para o parto. E embora adorasse jiló, não comprava porque ninguém mais na casa gostava, e queria agradar o marido e os filhos - como quase todas as mulheres fazem.

Que dureza, não? E você, leitor, quantos ‘jilós’ deixará de comer para agradar o próximo? Fará isso por amor ou reclamando da vida? Se tivesse mais dinheiro, gastaria com os pobres ou aumentaria sua ceia dominical? Lembre-se que os preferidos de Jesus continuam sendo os pobres.

Desejo que você limpe o seu coração, não sinta inveja, dê o perdão a quem ainda não foi perdoado e, assim, tenha uma vida muito mais feliz.

 

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A CARIDADE E AS DROGAS

É importante lembrar que faz parte do trabalho vicentino assistir pessoas com dependências químicas, porque não é justo escolhermos qual tipo de caridade vamos praticar. E, embora seja muito mais fácil socorrer pobres famintos, também devemos ajudar os nossos irmãos que não conseguem se libertar dos vícios. Portanto, levando alguns desses tristes casos para as conferências vicentinas, na unção do Espírito Santo, sempre será possível um encaminhamento abençoado para cada um deles.

Se nada for feito, estaremos deixando de cumprir a missão que abraçamos quando fomos aclamados membros da Sociedade São Vicente de Paulo: “Aliviar os sofrimentos do próximo, mediante o trabalho coordenado de seus membros.” Sabemos que é um compromisso assumido pelo resto da vida e, se Deus quiser, será também o nosso passaporte para o Céu.

É comum ouvir pessoas dizendo que ‘drogado é caso de polícia’ ou que ‘ele entrou nas drogas porque quis’, mas é raro saber de cristãos leigos combatendo a propagação das drogas em nosso meio... até que alguns membros de suas famílias estejam envolvidos. Quando isso acontece, o caso deixa de ser da polícia, aparecem alguns ‘culpados’ que ninguém conhece, enfim, começam a surgir justificativas, tempo e força de vontade para resolver o problema.

Fiz esta reflexão para mostrar que nós, confrades e consócias da SSVP, não podemos agir assim. O mal das drogas existe, está se alastrando e precisa de toda ajuda possível para enfrentá-lo - desde a conscientização na infância até o encaminhamento de dependentes para tratamento.

Madre Teresa de Calcutá dizia: “Perdoe os insensatos, os falsos e os invejosos. Seja gentil, honesto e faça o bem. Dê o melhor de si e o melhor virá, porque, no final, o acerto será sempre entre você e Deus.” Pensando assim, ela via Jesus presente em todo trabalho que fazia e recebia muito amor - porque amava a todos. E quanta gente diz não conhecer o rosto de Deus, mesmo se olhando no espelho! Quantos se esquecem das obras dos santos e deixam escapar a grande oportunidade de ganhar o céu!

Enquanto achamos difícil amar aqueles que são diferentes de nós, Jesus Cristo sofre na pessoa do excluído. Rezemos para que São Vicente nos ajude a dar o grande exemplo de caridade cristã no combate às drogas. Todos merecem uma nova chance de voltar a sorrir.

 

* H I S T Ó R I A - 25 Março 2012

Certo dia, uma moça estava à espera de seu vôo na sala de um aeroporto. Então, resolveu comprar um livro e um pacote de biscoitos. Ao seu lado sentou-se um homem e, quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. A jovem não disse nada, mas pensou: ‘Que cara de pau!’

A cada biscoito que comia, o cidadão também comia outro. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia reagir. E quando restava apenas um biscoito no pacote, ela pensou: ‘O que será que o abusado vai fazer agora?’ E percebeu que o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela.

A moça ficou bufando de raiva. Rapidamente o chamou de atrevido, pegou suas coisas e dirigiu-se ao embarque. Quando sentou confortavelmente no avião, para sua surpresa, o pacote de biscoito estava ainda intacto dentro da sua própria bolsa. Ela sentiu muita vergonha, pois quem havia comido o biscoito do outro foi ela! Procurou o sujeito para se desculpar, mas ele não estava naquele voo.

Pois é, quantas vezes em nossa vida já ‘comemos os biscoitos errados’ e não tivemos consciência disso?

Outro caso a considerar é de um homem que castigou a filhinha de três anos por desperdiçar um rolo de papel de presente. O dinheiro estava escasso naqueles dias, razão pela qual o pai ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.

Apesar de tudo, na manhã seguinte a menininha levou o presentinho ao pai, dizendo: ‘Isto é pra você, paizinho!’ Ele sentiu-se chateado pelo castigo, mas voltou a explodir quando viu que a caixa estava vazia. E gritou com ela: ‘Você não sabe que quando se dá um presente a alguém a gente coloca alguma coisa dentro do embrulho?’

A pequena criança olhou para cima com lágrimas nos olhos e falou:

- Oh, paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro dela! Todos são para você, papai.

Ele, então, quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que o perdoasse.

Seria ótimo e oportuno se tirássemos lições dos erros de cada dia, mas, infelizmente, isso pouco acontece. É preciso rezar fervorosamente pelo futuro da humanidade, porque tudo pode ser mudado pela oração e só continua errando quem não reza e insiste em não pedir perdão.

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

MUITOS SERÃO OS CHAMADOS

Muita gente pensa que vai continuar vivendo aqui na Terra por muitos e longos anos só no lazer, no pecado e sem oração. Vivem na certeza de que nada de mal lhes acontecerá até que tenham tempo de se arrependerem e de reservarem um bom lugar no Céu. Pensando e agindo assim, deixam de valorizar os bens espirituais e se arriscam - a cada minuto - a perder a salvação eterna!

Será que alguém não conhece a Palavra sobre como deve viver um cristão? Disse Jesus: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida? Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos: e então recompensará a cada um segundo suas obras.” (Mt 16, 24-27).

Essa recompensa será tanto maior quanto maiores forem as nossas obras do Espírito, mas, mesmo seguindo Jesus Cristo e valorizando as coisas do Espírito à espera da salvação, temos que aceitar as provações que o mundo nos impõe.

Sabemos que muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos (Mt 20). Portanto, se você quiser ser ‘sal da terra, luz do mundo, trigo ao invés de joio’, reze bastante e guarde sempre estes ensinamentos de Jesus no seu coração:

“Eu vim para que as ovelhas tenham a vida, e para que a tenham em abundância.” (Jo 10, 10); “Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas: porque vou para junto do Pai.” (Jo 14, 12); “Este é o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.” (Jo 15, 12); “Referi-vos estas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16, 33).

E sempre que você se sentir chamado por Deus e quiser ajudar a levar mais almas para o Céu, espelhe-se no SIM de Nossa Senhora. Ela disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1, 38).

Com Maria, nossa Mãe, formamos a Igreja Viva do Terceiro Milênio para a glória de Deus. Amém!

* H I S T Ó R I A - 15 Março 2012

 

Se amar é bom, realizar obras santas é ótimo! Mas, para fazermos bom uso da sabedoria que Deus nos deu, podemos ter por base esta história:

Um rei pediu ao súdito que fosse ao grande mercado do reino e lhe trouxesse o objeto mais precioso que encontrasse. Ao retornar ao palácio, o empregado lhe apresentou uma língua sobre a bandeja de prata. E o rei perguntou:

- Não havia nada melhor do que isto?

- Vi muita coisa bonita e valiosa, mas somente a língua fala de amor, perdoa, agradece e louva a Deus - respondeu o súdito.

- Então, súdito fiel, volte lá agora e traga-me o que encontrar de mais repugnante - ordenou o rei.

Após algum tempo, em outra bonita bandeja, o humilde servo entregou a encomenda ao monarca, que lhe perguntou assustado:

- Língua novamente? O que significa isso?

- Meu senhor - respondeu o empregado -, a mesma língua que agradece, também acusa e é responsável por diversas maledicências. Tudo depende do uso que fazemos dela!

Então, lembre-se, leitor, sua língua sempre será uma das responsáveis pelo seu grau de pobreza de espírito. Cuide bem dela, assim como o Pe. Marcelo Rossi o fez quando contou que estranhou o comportamento de um senhor durante a missa que celebrou no Santuário do Terço Bizantino, em São Paulo. Assim que terminou a celebração, foi conversar com aquele tal senhor:

- Desculpe-me, mas tenho visto sua esposa erguendo os braços e louvando a Deus toda semana e o senhor sempre ficou de braços cruzados; hoje, porém, também acenou com ela e se manteve alegre! O que aconteceu?

- Bem, padre - disse ele -, há poucos dias fui surpreendido por bandidos no banco em que trabalho e fiquei de braços levantados por muito tempo enquanto uma arma permaneceu apontada em minha direção. Então, percebi que é muito melhor erguer os braços louvando do que qualquer outra coisa.

Pois é, quando criança, somos imaturos demais para pensar em Deus; quando jovens, somos auto-suficientes e achamos que não precisamos d’Ele! Recém-casados, somos felizes ao extremo... Trabalhando, estamos sempre muito ocupados... Idosos, sempre meio cansados... E quando morremos? Bem, aí já é tarde demais para agradecer e pedir perdão. Ainda bem que eu percebi isso a tempo; e você... também?

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

ALGUMAS SÁBIAS PALAVRAS

Será que você será capaz de descobrir quem pronunciou as sábias palavras que vou relatar agora? Leia com atenção:

“Uma vez tive a mais extraordinária experiência na Índia. Havia um enorme congresso sobre a fome. Eu fui convidada a participar da reunião e me perdi no caminho. De repente, eu consegui achar o lugar e notei que ali, justamente na porta onde centenas de pessoas estavam falando sobre a comida e a fome, havia um homem que estava morrendo.

Em vez de ir à reunião, eu levei aquele homem para casa. E ele morreu lá. Morreu de fome. As pessoas no congresso estavam falando que em 15 anos nós teríamos muita comida, tanto disso e tanto daquilo, e aquele homem morreu. Vocês podem ver a diferença?

Eu nunca olho para as massas como minha responsabilidade. Eu olho para o indivíduo. Eu só posso amar uma pessoa de cada vez. Eu só posso alimentar uma pessoa de cada vez. Só uma, uma, uma. Você se aproxima de Cristo quando se aproxima das outras pessoas. Como disse Jesus: ‘Tudo o que você fizer para o menor de meus irmãos, você estará fazendo a mim’.

Portanto, você começa e eu começo. Eu ajudo uma pessoa e, talvez, se eu não tivesse ajudado aquela pessoa eu não teria ajudado 42.000! Todo o trabalho é apenas uma gota no oceano, mas se você não coloca essa gota, o oceano terá uma gota a menos.

Faça algo por você: faça algo em sua família, algo em sua Igreja. Apenas comece: uma, uma, uma coisa de cada vez. No final da vida, não seremos julgados por quanto dinheiro nós conseguimos fazer, seremos julgados pelo ‘eu estava com fome e você me alimentou, eu estava nu e você me cobriu, eu estava sem casa e você me abrigou’.

Não apenas com fome de pão, mas com fome de amor. Não apenas com necessidade de roupas, mas com necessidade de dignidade e respeito. Não apenas sem teto devido à falta de uma casa de tijolos, mas sem teto devido à rejeição.”

E então, conseguiu imaginar quem nos passou esta bela orientação de salvação? Se eu lhe disser que foi uma madre e que ela já está junto de Deus fica fácil, não?

Pois é, Madre Teresa de Calcutá nos deixou algumas lições de vida que deveriam ser seguidas por muitos cristãos. Viveu um trabalho incansável realizado junto aos excluídos, sempre no sentido de promovê-los na dignidade humana de sobrevivência e na fé. E, como ela mesma disse, se cada um fizesse um pouquinho disso, o sofrimento no mundo seria bem menor e, com certeza, Jesus Cristo levaria muito mais almas para o céu.

Querido irmão, vamos seguir os rastros deixados por uma humilde e frágil freira de Calcutá?

 

* H I S T Ó R I A - 11 Março 2012

 

Um senhor idoso entrou apressado num táxi e disse ao motorista:

- Leve-me rápido à Clínica de Repouso Bom Jesus, por favor.

Ansioso por chegar logo, após cinco minutos de corrida, ele novamente falou:

- Não há outro caminho onde o trânsito esteja melhor?

- Vou sair desta avenida em breve - disse o motorista - mas, diga-me, sua visita à clínica é tão urgente assim? Desculpe-me perguntar, mas é algum parente seu que está internado?

- Minha esposa - respondeu o senhor. - Ela tem Mal de Alzheimer há cinco anos e eu nunca deixei de ir vê-la um só dia no horário certo. A doença já avançou muito e ela não me reconhece mais.

- Não estou entendendo! - exclamou o motorista. - Se ela não sabe quem o senhor é, por que a pressa?

- Porque eu sei quem ela é - concluiu o cavalheiro.

Então, leitor, não dá vontade de conhecer o tal velhinho para lhe dar um abraço? Quantas pessoas com esse espírito de amor ao próximo existem no mundo? Eu sempre digo que não é fácil fazer caridade, porque, se fosse, todos fariam! Veja o que São Paulo escreveu aos fiéis de Corinto:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento aos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa, não é arrogante, nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará... Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade, porém, a maior delas é a caridade.”

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

DEVEMOS PRESTAR MAIS ATENÇÃO...

Por que geralmente passamos mais tempo vendo televisão do que servindo a Deus? Por que gastamos facilmente - talvez - cinquenta reais em roupas e quase nunca em caridade? Por que dizemos que não sabemos meditar o Rosário quando aprendemos dezenas de coisas novas todos os dias? Por que lemos jornais e revistas e deixamos a Bíblia fechada? E por que queremos ficar em cadeiras da frente no teatro e sentamos no fundo da Igreja?

Não é engraçado estarmos diariamente ocupados para assistir a Santa Missa, mas disponíveis para papos com os amigos? Não é engraçado acreditarmos em superstições, mas duvidarmos da Providência Divina? Não é engraçado gostarmos de piadas, mas evitarmos falar da Palavra de Deus? E não é engraçado querermos ir para o Céu desde que não tenhamos que deixar de pecar?

Pensando bem, nada disso é engraçado, mas é muito triste! Seria engraçado se nos divertíssemos sabendo que estamos cumprindo a nossa missão de cristão! Aí sim, teria muito mais sentido o nosso sorriso e, com certeza, estaríamos agradando também aqueles que mais nos amam neste mundo: Jesus e Maria Santíssima, que sempre confiam em nós!

Pensando bem, é tão fácil repartir a diversão cotidiana com o serviço para o Reino de Deus! Se eu resolver rezar um Terço, gasto vinte minutos; se vou à missa, dou um grande passo na minha conversão em apenas sessenta minutos; se medito com fé um capítulo do Evangelho, meu coração se renova num instante; se me confesso com um padre, sou aliviado de uma porção de pecados; se pratico uma ação de caridade com oração, ganho indulgências e me aproximo mais do céu!

Pensando bem, é realmente muito fácil receber muitas graças em minha vida porque só depende de mim! Quem dirige a maior parte do meu tempo sou eu! Portanto, se me proponho a não desapontar Aquele que me criou e não entristecer a minha Mãe Santíssima, ninguém poderá interferir.

Pensando bem, só tenho a ganhar sendo um bom cristão! Posso deixar bons exemplos aos meus filhos e colocá-los no caminho da vida eterna! Abençoarei várias gerações futuras da minha família mostrando que quem reza nunca fica longe dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

Pensando bem, quem não abraça uma missão cristã neste mundo anda em círculo e acaba não saindo do lugar. E se não sai do lugar, acaba não alcançando a felicidade completa e pode perder a última oportunidade de receber a Misericórdia Divina em sua vida. E - o pior! - se não for perdoado, vai passar eternamente sofrendo!

Pensando bem, a eternidade não tem fim. É melhor pensarmos bem mesmo!

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda, quarta e sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

* H I S T Ó R I A - 4 Março 2012

 

Certa vez, duas abelhas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente; assim, nadou até a borda, mas como a superfície era muito lisa e ela estava com as asas molhadas, não conseguia sair. Acreditando que não se salvaria, a abelha desanimou, parou de tentar e afundou.

Sua companheira, apesar de não ser tão forte era tenaz e, por isso, continuou a se debater, a se debater por tanto tempo que, aos poucos, o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a abelha conseguiu subir e levantar voo para um lugar seguro.

Tempos depois, a mesma abelha tenaz, por descuido, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido na vez anterior, começou a se debater na confiança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra abelha, vendo a aflição da companheira, pousou na beira do copo e gritou:

- Há um canudo ali, nade até ele e suba!

A abelha tenaz não lhe deu ouvidos e, baseando-se na sua experiência de sucesso, continuou a se debater até que, exausta, afundou no copo cheio de água.

Se hoje ela estivesse viva, como explicaria a teimosia em não querer subir no canudo? Ah, talvez dissesse que sabia muito bem o que estava fazendo e, por isso, não quis ouvir um conselho amigo.

E quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados... até nos afundarmos na própria falta de visão!

Fazemos isso quando não conseguimos ouvir Jesus nos apontando a solução mais eficaz e, assim, perdemos oportunidades de renovar nossa vida. Renovar é olhar a situação atual - como se fosse inteiramente diferente de tudo o que já vivemos - e permitir que Deus nos ajude a buscar novas soluções. Simples, não?

Dessa forma, o medo se extingue e toda experiência serve para nos conduzir a uma nova porta aberta: para a conversão que precisamos; para nos motivar na busca da santidade; para a auto-estima que nos faz caminhar como filhos do Altíssimo!

Quem se reveste com o Espírito Santo, sempre terá um ‘canudo abençoado’ por perto para não se afogar.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**VITAMINAS ESPIRITUAIS

 

Como você tem cuidado das suas vitaminas espirituais? Sem ‘ingeri-las’ regularmente, você fica desprotegido, enfraquece, cai em tentação e sua alma padece. Portanto, não custa nada seguir Jesus Cristo para estar sempre bem vitaminado de bênçãos.

As melhores vitaminas que conheço são: missa, confissão, comunhão, oração, caridade e evangelização. E para que você possa refletir um pouco mais como anda a sua conduta cristã, leia com atenção o relato abaixo:

“Se, em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor, será inútil dizer: PAI NOSSO.

Se os meus valores são representados pelos bens da terra, será inútil dizer: QUE ESTAIS NO CÉU.

Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo, será inútil dizer: SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME.

Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades, será inútil dizer: VENHA A NÓS O VOSSO REINO.

Se, no fundo, o que eu quero mesmo é que todos os meus desejos se realizem, será inútil dizer: SEJA FEITA A VOSSA VONTADE.

Se não leio o Evangelho e nem sei qual é a minha missão neste mundo, será inútil dizer: ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.

Se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome, será inútil dizer: O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE.

Se não importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar os que atravessam o meu caminho, será inútil dizer: PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO.

Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho do Cristo, será inútil dizer: E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.

Se, por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz, será inútil dizer: MAS LIVRAI-NOS DO MAL.

Se, sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar, será inútil dizer: AMÉM.”

Querido leitor, peçamos a Jesus que nos inspire a participarmos com fé na construção de um mundo novo, fazendo-nos homens e mulheres melhores do que somos. E se esta for a vontade de Deus, diga com convicção: AMÉM!

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda, quarta e sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

* H I S T Ó R I A - 25 Fevereiro 2012

 

Uma mãe e seu filhotinho camelo estavam à toa, quando o bebê falou:

- Mãe, posso lhe perguntar umas coisas?

- Claro! O que está incomodando o meu filhote? - disse ela.

- Por quê os camelos têm corcova, mãe?

- Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar gordura e sobreviver longos períodos sem água e alimento.

- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas? - quis saber o filhote.

- Filho - respondeu a mãe -, certamente elas são assim para nos permitir caminhar no deserto! Sabe, com estas pernas eu posso me movimentar pela areia melhor do que qualquer outro animal!

- E os nossos cílios, mãe, por que são tão longos? De vez em quando, eles atrapalham minha visão!

- Meu querido - disse pacientemente ela -, os cílios longos e grossos são como uma capa de segurança. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto!

- Tá certo mãe, mas se a corcova é para armazenar gordura enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger os olhos da areia do deserto, então, mãe, que diabos estamos fazendo aqui no zoológico?

Pois é, o que será que a mãe respondeu? Será que o filhote concordaria com a explicação de que fazem parte de um grupo de animais confinados para visitação pública? Naquele local em que se encontravam, as corcovas, por exemplo, teriam utilidade?

Da mesma forma, quando alguém não coloca a serviço de Deus os dons que recebeu, fica ‘enjaulado’ no mundo materialista, tentando conseguir argumentos para justificar a vida vazia que leva. Uns falam que não têm tempo para participar de reuniões na igreja, outros dizem que rezam em casa mesmo e alguns - os piores! - tentam se convencer que não precisam de Deus.

E você, acha que a caridade não precisa ser praticada por todos? Pensa que quando alguém morre por falta de socorro, o problema não é seu? Espero que, ao contrário, você concorde que ninguém diria isso diretamente a Jesus Cristo sabendo que perderia o Céu, não é verdade?

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**TODO ATEU É TRISTE?

 

O jornal ‘O Lutador’, de Belo Horizonte, publicou anos atrás uma matéria assinada por Carlos Scheid, que respondeu à declaração do teólogo Leonardo Boff, quando disse: “Prefiro ser um ateu alegre a ser um religioso do tipo do Pe. Marcelo”.

Inconformado com a alternativa apontada pelo teólogo, Scheid escreveu:

“Ateu alegre não existe. Todo ateu é triste. Quando um ateu honesto e autêntico se vê diante de uma pessoa que crê, não consegue evitar o comentário: ‘Eu gostaria de crer como você!’ Na prática, os ateus são pessoas muito úteis. Prestam à humanidade o precioso serviço de dar o triste exemplo da extrema infelicidade que é viver e morrer sem Deus. Ao contemplar o ateu e seu beco sem saída, o homem de fé pode dar graças a Deus pelo dom da fé.”

E continuou Carlos Sheid:

“Sim, todo ateu é triste. Sua vida não tem sentido. Ignora sua fonte. Ignora seu destino. Se o ateu escreve, destila amargura. O verme do ceticismo e da descrença rói suas noites insones. Se pensa na morte, nela vê um terrível absurdo. No pólo oposto, o homem de fé sabe que a vida se projeta além da morte e pode celebrar antecipadamente o retorno ao coração do Pai.”

Eu acho que você, leitor, gostaria de continuar lendo essa belíssima reflexão do citado autor da matéria, mas acredito que já foi o bastante para consolidarmos uma opinião a respeito do Pe. Marcelo, não? Afinal, o que ele tem feito de errado?

Deus lhe deu uma linda missão evangelizadora e ele a cumpre com Jesus e Maria no coração - como poucos o fazem nesse mundo de tantos pecados e de tantas injustiças com os nossos irmãos necessitados. Talvez a incompreensão de muitos exista porque o Pe. Marcelo se tornou famoso e vende milhares de CDs cantando, mas se esquecem que ele se dedica integralmente às obras da Igreja - inclusive doando os direitos autorais para a sua congregação!

Sabemos que na falta de assunto, vale tudo: até criticar o abençoado Pe. Marcelo. Seria muito mais louvável ‘imitá-lo’, procurando levar a Palavra de Deus ao povo via grandes emissoras de rádio e de televisão - ocupando, assim, um espaço que a Igreja Católica poucas vezes conseguiu!

Se até o Papa nos convoca a dar testemunhos de fé cristã rumo a um mundo mais justo, quem somos nós para discordarmos dos meios usados pelo Pe. Marcelo e por outros sacerdotes cantores? Portanto, felizes aqueles que, de coração, seguem os seus passos, pulam e cantam como eles.

Parabéns, grande Pe. Marcelo!

 

* H I S T Ó R I A - 22 Fevereiro 2012

 

Há muito tempo, um casal de velhinhos morava sem filhos numa casinha humilde de madeira. Eles se amavam e eram muito felizes, até que um dia aconteceu um acidente com a senhora: enquanto arrumava a casa, começou a pegar fogo na cortina e as chamas se espalharam por todo o seu corpo.

O esposo acordou assustado com os gritos e, quando a viu se debatendo, imediatamente tentou ajudá-la, mas o fogo também o atingiu antes de saírem do lar. Ao chegarem os bombeiros, havia apenas fumaça no local, e partiram com o casal para o hospital.

Após algum tempo, aquele senhor um pouco menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro da amada. Ainda em seu leito, a senhora estava deformada, pois as chamas queimaram o seu rosto. E ela logo falou:

- Tudo bem com você, meu amor?

- Por eu estar vivo, posso dizer que sim - disse ele -, mas o fogo atingiu meus olhos e eu não posso mais enxergar. Quero, porém, que fique tranquila, querida, porque a sua beleza estará gravada em meu coração para sempre.

Então, triste pelo esposo, ela disse-lhe:

- Vendo tudo o que aconteceu, Nosso Senhor tirou-lhe a vista para não presenciar a minha deformidade. Com o rosto queimado, estou parecendo um monstro!

E a partir daquela data, ela foi os olhos do seu querido esposo e ele todos os dias dizia-lhe: ‘Como eu te amo, meu amor!’ Assim viveram 20 anos, até que a senhora veio a falecer. E no dia do enterro, quando as pessoas se despediam, chegou aquele senhor sem óculos escuros e, chegando perto do caixão, beijou o rosto da sua amada, dizendo num tom apaixonado: ‘Como você é linda, minha querida!’

Vendo-o caminhar seguro e sozinho, um amigo perguntou-lhe se fora agraciado com um milagre. Olhando-lhe nos olhos, o velhinho apenas falou: ‘Eu nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada, sabia que seria duro para ela viver daquela maneira e acreditar que eu ainda a amava. Assim, mesmo com essa mentira, fomos felizes e apaixonados!’

Um amor maior do que esse encontramos nas páginas da Bíblia Sagrada, onde Deus entregou seu único Filho para morrer em favor de toda a humanidade. Lendo os Evangelhos, sentimos que Jesus ditou uma verdadeira carta de amor a cada um de nós.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO

 

Hoje, início de quaresma, quero recordar um fato vivido por Santo Antônio:

Um dia, em Tolosa, um rico e poderoso incrédulo, chamado Guialdo, teve longa discussão com Santo Antônio sobre o dogma, para ele inadmissível, da presença real de Nosso Senhor na Eucaristia! E o herege fez uma proposta ao Santo: ‘Tenho uma mula. Prendê-la-ei e deixá-la-ei em jejum durante três dias. No fim desse tempo, levá-la-ei à praça pública em presença de todos e apresentarei a ela a ração de aveia. Por vosso lado, lhe mostrareis a hóstia que, segundo as vossas palavras, contém o corpo do homem-Deus. Se a mula rejeitar a aveia para ajoelhar-se diante da hóstia, eu me declararei católico.’

No dia marcado, na praça, entre as zombarias de uns e apreensões de outros, apareceu o apóstolo com o Santíssimo Sacramento e o herege com a mula. Antônio impôs silêncio e, virando-se para o animal, lhe disse: ‘Em nome de teu Criador que trago, embora indigno em minhas mãos, conjuro-te e ordeno-te, ó ser desprovido de razão, a vir imediatamente prostrar-se diante d’Ele, para que os hereges reconheçam, por esse ato, que toda a criação está sujeita ao Cordeiro que se imola sobre nossos altares.’

Ao mesmo tempo ofereceram à mula o que reclamava o seu estômago, e ela, dócil à voz do santo, sem tocar na aveia, avança e dobra os joelhos diante do Santíssimo Sacramento, em atitude de adoração. A vitória de Antonio foi completa! O herege confessou lealmente suas faltas e, fiel à palavra que empenhara, declarou publicamente seus erros.

Que fato impressionante, não? Até me arrepio de contar! E um dia, no programa ‘A Tenda do Senhor’, referindo-se a esta história, o Pe. Léo comentou: “Se até um burro ajoelhou-se, por que ainda existem pessoas que não se ajoelham?”

Deixo esta pergunta para que alguém me ajude a respondê-la.

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda, quarta e sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

* H I S T Ó R I A - 12 Fevereiro 2012

 

Vladimir Petrov, um jovem prisioneiro de um campo de concentração no nordeste da Sibéria tinha um companheiro chamado Andrey e ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o suprimento que davam aos prisioneiros políticos não os mantinha vivos por muito tempo. Por isso, era natural roubarem comida uns dos outros para não morrerem de fome.

E Vladimir escondia numa pequena caixa alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar - coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente de quase três mil quilômetros de distância! Guardava-os para quando a fome se tornasse insuportável. E como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo.

Certo dia, Vladimir soube que seria enviado para um trabalho temporário em outro campo e, como não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse:

- Deixe-a comigo que a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo.

Um dia após a sua partida, uma tempestade de neve tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões. Só dez dias depois, as estradas foram reabertas e, voltando ao lugar de origem, Vladimir não viu o amigo entre os demais. Dirigiu-se ao capataz e perguntou:

- Onde está Andrey?

A resposta o surpreendeu:

- Ele está enterrado, mas, antes de morrer, pediu-me que guardasse isto para você.

Vladimir sentiu um forte aperto no coração. Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete dizendo:

- “Escrevo enquanto posso mexer a mão. Não sei se viverei até você voltar porque estou horrivelmente debilitado e sem alimentos. Se eu morrer, avise minha mulher e meus filhos. Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas. Seu amigo, Andrey.”

Este relato prova que uma amizade duradoura só se constrói com fidelidade e honestidade recíprocas. Da parte de Deus, isso é inquestionável... e de sua parte, caro leitor? Sugiro que prove a verdadeira amizade que tem por Ele rezando um pouco mais e nunca desistindo da sua fé!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**O MUNDO EM QUE VIVEMOS

 

Segundo dados da UNESCO, temos em nosso Planeta: mais de 60% de pessoas analfabetas; cerca de 50% sofrem de má nutrição; 80% habitam em moradias de construção precária; e, o pior, 50% de toda a riqueza do Planeta se encontra nas mãos de aproximadamente 6% da população!

Com certeza, este não é o mundo que Jesus Cristo pediu que construíssemos. Se, no meio dos cristãos, pelo menos houvesse mais justiça social, poderíamos afirmar que os ensinamentos do Santo Evangelho prevalecem entre nós, mas, infelizmente, nem isso acontece!

Mesmo assim, sabemos, o céu mantém suas portas abertas para quem nele quiser morar. E todos nós somos chamados a participar do banquete do Senhor, principalmente neste Brasil de fé católica; ou será que algum nosso conhecido nunca ouviu falar de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe, Nossa Senhora? É claro que já, não é mesmo?

A Igreja Católica sempre está reconhecendo fatos milagrosos que acontecem através da intercessão da nossa Rainha e, ainda assim, muita gente prefere ignorar os caminhos da purificação. Cada vez mais vai se alastrando o consumismo e o sexo liberado entre nós!

Tenho certeza que o pecado será excluído da Terra quando Jesus Cristo voltar, ou melhor, os piores pecadores serão excluídos do Reino de Deus! Enquanto isso não acontece, que tal trabalharmos para estar entre os felizes escolhidos do Pai?

Um conselho que dou para aqueles que querem iniciar uma caminhada na fé católica é o seguinte: leia e medite diariamente um trecho do Evangelho; reze o Terço (se não puder participar de algum Movimento Mariano, compre um livro ou um CD para aprender a rezá-lo); se confesse sempre; assista missas semanais, receba Jesus na Eucaristia; ame e ajude o seu irmão.

Isso é muito mais do que um simples conselho - é a receita para a salvação! Reflita comigo neste texto que tirei do Boletim Brasileiro da Sociedade São Vicente de Paulo:

“Eu pedi a Deus que tirasse o meu orgulho e Deus disse que não cabia a Ele tirá-lo, mas a eu deixá-lo. Eu pedi que me desse paciência e Deus disse que a paciência nasce das atribulações e que ela não é concedida, mas merecida. Eu pedi a Deus que me concedesse a felicidade e Ele disse que me daria as suas bênçãos e que a felicidade eu teria que encontrar por mim mesmo. Eu pedi a Deus que me poupasse do sofrimento e Ele falou que a dor me afasta das ilusões da vida e me leva para mais perto d’Ele. Eu pedi que moldasse a minha vida espiritual e Deus disse que eu deveria crescer por mim mesmo, mas para produzir frutos, Ele seria o meu jardineiro. Eu perguntei a Deus se Ele me amava, e Ele me disse que me ama tanto que seu Filho morreu por mim. Então, eu pedi a Deus que me ajudasse a amar os outros como ele me ama... e Deus disse assim: Finalmente você compreendeu!”

 

* H I S T Ó R I A - 4 Fevereiro 2011

 

Dona Maria, uma velha senhora, morava só. Recebia um salário mínimo como pensionista do marido falecido e se virava para pagar aluguel, água, luz e gás. Alimentava-se mal para economizar e poder comprar alguns remédios caros. Tinha sete filhos, mas todos eram casados, lutavam com a vida e diziam que não podiam ajudar a mãe. Um dia, ela recebeu a visita de um deles:

- Mãe, conversamos em família e, como a senhora vive só nesta pequena casa, pensamos em arrumar um lugar pra senhora sossegar. Há um lar para idosos que é limpo, comida boa, enfermeira, tudo controlado. Até já conseguimos reservar um quarto.

- Lar de idosos? - disse a mãe. - Você quer dizer asilo? Depois de oitenta anos trabalhando muito e criando vocês, agora vão me enfiar num asilo?

- Mãe, a senhora vai gostar! - respondeu o filho. - O lar é bem cuidado, a senhora precisa ver. Nós gostamos muito de lá!

Então, dona Maria tirou um velho lenço do bolso do avental e começou a enxugar as lágrimas. Seus pensamentos falavam assim por ela: ‘Depois de velha, não podendo andar direito, quase surda e enxergando pouco, mesmo com um monte de filhos e netos, vou ser levada para morar num asilo. Ah, se o meu velho estivesse vivo!’

No dia seguinte, dona Maria levantou cedo, arrumou a cama, fez o café e comeu pão seco. Começou a varrer a casa e viu um envelope no chão da sala. Então, soube que a carta era do Dr. Antonio, advogado, pedindo para ela comparecer ao seu escritório.

Dias depois, dona Maria soube que ganhou a ação da revisão de aposentadoria do marido e iria receber uma bolada! O dinheiro já estava no banco e a pensão mensal iria aumentar também.

À noite, a família estava toda reunida em sua casa: filhos, noras, netos e até alguns ‘amigos desconhecidos’! O filho mais velho então disse:

- Mãe, parabéns! A senhora merece! Vamos fazer uma festa pro seu aniversário, que foi no mês passado.

- Mas, e o asilo? - questionou ela.

- Asilo? Mãe, esqueça disso! Tem muita gente aqui pra olhar a senhora!

Amigo leitor, caridade, sabemos, tem que ser praticada sempre, com oração, sem pressa, desinteressadamente, com amor, sem exclusão e oferecendo algo significativo para promover a vida material ou espiritual do irmão. Esse ato de acolhimento começa com um sorriso que brota dentro do nosso coração. Quem não o pratica em família, dificilmente partilhará o bem comum com outras pessoas.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**OS FINAIS DE SEMANA CHEIOS DE GRAÇA

 

Há cerca de dois anos, eu curtia passar os domingos lendo jornais, dormindo, indo ao clube e assistindo televisão. À noite, depois da missa, sentava na lanchonete da praça com a família para jantar e passar o tempo “apreciando o movimento”. De nada disso eu me arrependo, mas também nada disso me traz saudades.

Atualmente, os meus finais de semana são muito mais corridos e mais abençoados! Aproveito a folga do trabalho profissional para me dedicar às coisas de Deus e sou bem mais feliz assim: preparando músicas para a próxima missa; escrevendo textos iguais a este; lendo as revistas católicas que assino; assistindo algumas programações da Rede Vida e da TV Canção Nova; visitando os pobres... Isso tudo, sem perder missa e dar atenção à família, é claro!

Assim, há anos que não leio os jornais dominicais, nem vou ao clube nadar e muito menos fico fazendo hora na praça. Quando alguém procura me repreender dizendo que preciso me divertir ou me atualizar, respondo que Deus providencia tudo aquilo que precisamos no devido tempo, se oferecermos a Ele o nosso próprio tempo. A minha família sempre está comigo nessas atividades que relatei e, quanto à atualização que preciso, procuro rapidamente algumas notícias que me interessam na internet.

Em alguns finais de semana, sinto cansaço físico, mas a paz de espírito compensa tudo!

Bem, eu acho importante passar um pouco das minhas atividades para as pessoas, porque muita gente pensa que para atuar nas comunidades católicas precisa ser um ‘fanático religioso’ ou até mesmo ter grande vocação para os trabalhos de Deus. No meu caso, eu simplesmente aceitei um chamado de Jesus, me apaixonei ainda mais por Nossa Senhora e tenho certeza que me dei bem.

Ninguém precisa fazer exatamente o mesmo que eu, já que Jesus nos dá tempo e liberdade suficientes para todas as nossas necessidades, mas, como já disse, sou feliz assim.

Nas prateleiras do supermercado espiritual da vida - que nunca fecha - tenho procurado colocar no meu carrinho de compras: muita humildade, mais paciência, um pouco de caridade, compreensão, fé, sabedoria, oração, amor ao próximo, graças abundantes de Nossa Senhora, cantos e louvores a Deus. Agindo assim, de vez em quando me sinto na obrigação de perguntar: ‘Quanto será que já devo?’ Quem sempre me dá a resposta é Nosso Senhor Jesus Cristo, falando alto no meu coração: ‘Meu filho, paguei sua conta há muito tempo no Monte Calvário. Faça bom uso das suas compras. Vá em paz e volte sempre’.

E sempre agradeço: Muito obrigado, Senhor!

 

* H I S T Ó R I A - 29 Janeiro 2012

 

Um velho professor alemão sempre impressionara sobremaneira seus alunos. Um dia, um deles resolveu descobrir o segredo daquela conduta maravilhosa. Então, escondeu-se no escritório onde o mestre costumava ficar antes de ir para casa.

Já era tarde quando o professor chegou de sua última aula. Estava muito cansado, mas sentou-se e passou uma hora lendo a Bíblia. Depois, abaixou a cabeça numa oração silenciosa e, finalmente, fechando o Livro Sagrado, disse:

- Bem, Senhor Jesus, nossa velha amizade continua linda como sempre. Conhecê-Lo é o que de melhor pude obter na vida. Se eu pudesse, faria todos os meus irmãos ouvirem a Sua Palavra. Obrigado por eu ser tão privilegiado em receber essas mensagens e, neste momento, gostaria que alguém estivesse me ouvindo também.

O aluno, escondido, não conseguiu manter-se em silêncio e, emocionado, soluçou. O professor, então, após o susto, perguntou-lhe:

- Meu bom rapaz, o que deseja de mim? Há algo que tenha me pedido e, tendo eu recusado, voltou para tirar-me ocultamente?

O rapaz ficou pálido e respondeu envergonhado:

- Não, senhor. Sempre quis saber o que o mantinha tão iluminado para poder imitá-lo, só isso!

O mestre abriu um largo sorriso e iniciou sua explicação:

- Sente-se nesta cadeira e agradeça a Deus por essa oportunidade de atender o Seu chamado. E já que deseja imitar-me, saiba que eu também imito Jesus Cristo, digno de todo louvor! Ele me diz o que devo fazer e eu atendo!

- O senhor conversa com Ele? - perguntou o jovem.

- Sim, Ele me fala através deste Livro Sagrado. Todos os dias eu O escuto com muita atenção e, depois disso, fica fácil segui-Lo. Por exemplo, ouça o tesouro que me foi dado hoje neste capítulo de São Marcos...

E, assim, com aquelas palavras, mais uma alma começou a se aproximar de Deus e caminhar rumo ao Céu. Com certeza, Cristo se torna mais presente àquele que persiste em cultivar a Sua Palavra.

E você, sabe como melhorar de vida a partir de hoje? Se sua Bíblia for aberta mais vezes, você dará muito mais frutos.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**O PURGATÓRIO EXISTE?

 

Um dia, li na revista ‘Catolicismo’ a resposta que o Cônego José Luiz Villac deu a um leitor, que lhe perguntou se o Purgatório existe e se as Escrituras falam a seu respeito. Eis a resposta:

“O Purgatório não só existe, mas é mesmo uma das maravilhas da providência e bondade divinas. Sua existência é verdade de Fé, confirmada pelo Concílio Tridentino, bem como pelas Sagradas Escrituras e toda a Tradição da Igreja. Ademais, à luz da simples razão, entendemos que, sendo Deus perfeitíssimo e Santo dos Santos, nós não poderemos chegar à sua divina presença se estivermos marcados pela mancha do pecado. Então, não existindo o Purgatório - onde as almas são purgadas dessas manchas até estarem resplendentes de santidade para comparecerem diante do Criador - só lhes restaria o Inferno. Mas, Deus quer salvá-las e por isso instituiu o Purgatório.”

Continuando a sua explicação, o cônego completou:

“Em sua Providência sapientíssima e misericordiosa, Deus criou esse estado, o purgatório, prévio à felicidade eterna, para onde vão temporariamente as pessoas que morrem sem terem expiado suficientemente, aqui na Terra, a pena devida pelos pecados mortais cometidos e perdoados, e também pelos pecados veniais perdoados ou não, mas cuja pena não foi integralmente paga. O texto da Escritura mais preclaro a respeito do Purgatório é o II Livro de Macabeus, o qual narra como Judas Macabeu mandou oferecer um sacrifício pelos que haviam morrido na batalha, por expiação de seus pecados.”

Então, caro leitor, sabendo da existência do Purgatório, devemos nos irmanar no combate do pecado e sempre nos purificar por meio do Sacramento da Confissão. Através do perdão dos pecados e de ações cristãs, alcançamos vários estágios de ‘estado de graça’ a cada dia. Quando nos confessamos diante de um sacerdote, mais força temos para combater a imoralidade: imoralidade dos programas execráveis de alguns canais da TV brasileira; das injustiças sociais; das drogas; enfim, das tentações de Satanás.

Eu creio na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Por isso, me confesso, comungo e rezo o Terço para me afastar do mal. Tenho certeza que é o mínimo que devo praticar sem vacilar.

Devemos nos lembrar ainda que até o Papa se confessa! Também não podemos nos esquecer que, em 1917, Nossa Senhora de Fátima disse a Francisco que ele teria que rezar muitos Terços antes de entrar no Céu, e ele só tinha nove anos de idade! E o mais importante: na Eucaristia, Jesus nos dá força para buscarmos as nossas necessidades espirituais que nos levarão junto Dele no Céu.

Portanto, o Purgatório existe! Chegar a conhecê-lo no futuro e ficar pouco ou muito tempo lá, depende hoje de cada um de nós.

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda, quarta e sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

Contato:

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Artigos anteriores:

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* H I S T Ó R I A - 22 janeiro 2012

 

Certo dia, uma senhora que passava por momentos muito difíceis ligou para um locutor de rádio e, através daquela oportunidade, ela resolveu fazer o seu apelo, dizendo:

- Eu estou passando por uma grande prova: o desemprego bateu à minha porta, tenho filhos pequenos, meu esposo está fazendo apenas alguns serviços extras e a renda não é suficiente. Se algum irmão puder me ajudar com alimentos eu ficaria muito grata. Aquilo que Deus tocar em seu coração eu agradeço e será de grande ajuda.

E ela deixou seu endereço; porém, no momento do apelo, um ateu estava ouvindo a programação e disse:

- É hoje que eu acabo com essa raça de cristãos... é hoje!

Então, ele se dirigiu ao mercado e fez aquela compra! De tudo comprou um pouco e, depois, disse assim para duas pessoas que trabalhavam com ele:

- Vocês vão até a casa dessa senhora, entreguem esta compra e, quando ela perguntar quem mandou, digam que foi o diabo.

E aqueles homens seguiram rumo à casa da necessitada. Bateram palmas, ela com toda humildade atendeu e eles disseram:

- Viemos trazer esta compra para a senhora.

Descarregaram tudo e ela agradeceu demais; mas, vendo que a mulher não se interessou em saber quem era o doador dos mantimentos, um deles perguntou:

- A senhora não vai querer saber quem lhe deu esta compra?

Ela, tranquila, respondeu:

- Não, não é preciso. Quando o meu Deus manda, até o diabo obedece!

Pois é, quando os critérios de moralidade e justiça não são adequados, a providência Divina protege os filhos amados - sabemos muito bem disso.

À luz da Sagrada Escritura, sabemos o que é certo, o que é errado e não podemos deixar que a ambição supere a caridade. O nosso relacionamento com Deus precisa ser ético!

E você, tem consciência que na natureza só o homem e a mulher assumem comportamento ético? A partir dos três anos de idade já entendemos muita coisa a respeito da diferença entre o bem e o mal. Por isso, os bons costumes e deveres do nosso povo podem ser melhorados por você para a construção de uma sociedade justa e solidária!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**OS NOSSOS QUERIDOS SACERDOTES

 

Até hoje, nos relacionamentos que tive com os sacerdotes, nunca houve nenhum tipo de atrito, graças a Deus. Além disso, sempre ocorreu muita descontração em cada encontro, alternando o útil e o agradável nos diálogos.

Nas reuniões de comunidade, por exemplo, mesmo com a presença de vigários diferentes, temos boas recordações de brincadeiras sadias, que eles usaram para motivar e unir ainda mais o grupo em busca de um objetivo comum.

Ah, se Jesus Cristo e Maria Santíssima estivessem sempre em nossos corações como estão presentes nos seus filhos prediletos - os sacerdotes! Aí sim, acredito que não teríamos muitas coisas para nos preocupar! Mas, como conseguir essa graça? Com certeza, ‘imitando’ a conduta dos sacerdotes: rezando um pouco mais, conseguindo tempo para ajudar nas obras de Deus, fugindo do pecado, pregando o Evangelho, combatendo as injustiças, incentivando a caridade entre irmãos, recebendo diariamente a Eucaristia...

Parece difícil, mas se torna fácil quando abrimos o nosso coração ao Amor de Maria e à Paz que emana de Jesus. O trabalho em comunidade nos aproxima de Deus, a tal ponto, que a nossa caminhada passa a ser cada vez mais cristã, por obra do Espírito Santo.

Quem está nesse caminho consegue entender melhor os padres, mesmo sabendo que enfrentam uma série de problemas quase insuperáveis para qualquer leigo como nós. Todos deveriam ter essa experiência de convivência com os sacerdotes para reconhecerem que eles têm muito carinho para conosco e precisam da nossa compreensão quando nos orientam ou, principalmente, quando nos repreendem nas falhas que cometemos.

Também nos programas de televisão, quando presentes, os padres ficam à vontade, aceitando brincadeiras e testemunhando a fé viva que brota de seus corações. Com poucas exceções, cada vez mais se tornam grandes exemplos para as novas vocações! Reze comigo:

ORAÇÃO VOCACIONAL: “Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: vem e segue-me. Derrama sobre nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao reino, na vida consagrada e religiosa. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança a nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja. Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder sim. Amém.”

 

* H I S T Ó R I A - 14 Janeiro 2012

 

Um homem contratou um carpinteiro para ajudá-lo a arrumar algumas coisas na sua fazenda. O primeiro dia do empregado foi bem difícil: o pneu do automóvel furou, a serra elétrica quebrou, cortou duas vezes o dedo e, ao final da tarde, o carro não funcionou. O fazendeiro, então, deu-lhe uma carona para casa.

Durante o caminho, falaram bastante a respeito do dia cheio de problemas e, assim que chegaram, o carpinteiro convidou o patrão para conhecer sua família. Quando os dois se encaminhavam para a entrada da frente, o bom carpinteiro parou junto a uma árvore, fechou os olhos e, na ponta dos pés, tocou num dos galhos com as duas mãos.

Depois de abrir a porta, ele transformou-se: os traços tensos do rosto deram lugar a um grande sorriso, abraçou os filhos e beijou a esposa. Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou o patrão até o carro e, assim que passaram pela árvore, o homem da fazenda perguntou:

- Por que você se esticou todo para tocar na planta antes de entrar em casa?

E o carpinteiro respondeu:

- Ah, esta é a minha árvore dos problemas. Eu sei que não posso evitar ter aborrecimentos no trabalho, mas eles não devem chegar até a minha família. Então, toda noite, eu os deixo nesta árvore quando chego e os pego no dia seguinte. E quer saber de uma coisa? De manhã, quando volto para buscá-los, eles não são nem metade daquilo que me importunava na noite anterior!

Simples, não? Se ele não fizesse isso, certamente enfrentaria mais aborrecimentos à noite, amanhecendo cansado, ansioso e sem vontade de recomeçar o dia. Embora devamos partilhar certos problemas com a família, nem tudo precisa ser levado para dentro de casa, principalmente a raiva.

E você, já parou para pensar que, às vezes, colocamos bastante esforço em coisas muito menos importantes do que a nossa família? Temos tempo suficiente para darmos atenção às pessoas que nos amam? Não esqueçamos que a família é o nosso maior bem.

Eu diria que quem não descarrega o mau humor em casa e aceita as pessoas como elas são, já deu um grande passo para cultivar a paz em família. E no dia-a-dia, não pode faltar diálogo, oração e fraternidade, para que o amor prospere também.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**A MÚSICA NA EVANGELIZAÇÃO

 

Cada vez mais a música católica atrai pessoas à conversão. Não só jovens, mas também vovôs e vovós são tocados pelas belíssimas melodias e mensagens que escutam.

          Sabemos que não é correto alguém ir à missa exclusivamente pelas músicas da celebração, mas, quando isso acontece, tal condição dura muito pouco tempo. A liturgia é tão maravilhosa nos mistérios de nossa fé, que acaba conduzindo cada um ao centro da Celebração Eucarística - Jesus Cristo: o mesmo ontem, hoje e sempre. E, neste contexto, as músicas colaboram bastante também.

         Caro ouvinte, se, ao cantar, você deseja rezar duas vezes, medite bem nas palavras que canta e espere até crescer a sementinha de amor plantada em seu coração. Em pouco tempo, você não será o mesmo. E as obras de Jesus, por meio de Maria, estarão mais fortemente presentes na sua vida - uma vida nova!

Que se renove em nós, a cada dia, a fidelidade em servir a Deus cantando, no desejo sincero de encontrá-Lo no convívio fraterno com os irmãos. Mas se você prefere rezar, muito mais opções terá. Veja que linda esta oração escrita por Madre Tereza:

“Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida; quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água; quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor. Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo; quando minha cruz parecer pesada, dai-me compartilhar a cruz do outro; quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos; quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém; quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo. Quando sentir necessidade de compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha; quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender; quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa. Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje. Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria. Amém!”

Repito, quem escreveu esta oração foi Madre Tereza, aquela de Calcutá - serva do Senhor, devota de Maria e um grande exemplo para todos nós.

Cantando ou rezando com o coração, Deus sempre nos ouvirá!

 

* H I S T Ó R I A - 7 Janeiro 2012

 

Havia uma mulher muito rica que tinha um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um ótimo emprego e uma família unida. Ela não conseguia conciliar tudo isso porque os seus afazeres profissionais lhe ocupavam todo o tempo e, como consequência, a sua vida familiar e espiritual estava cada vez mais deficitária. Se o trabalho lhe chamava, ela desaparecia dos filhos; se surgiam problemas na organização de festas que planejava, ela deixava o marido de lado; e, assim, as orações também ficavam para depois.

Um dia, seu pai lhe deu uma flor raríssima de presente e disse a ela:

- Filha, esta flor vai ajudá-la muito mais do que imagina. Peço que não deixe de regá-la e podá-la de vez em quando para ter em troca este perfume maravilhoso e esta beleza incomparável.

O tempo foi passando, os problemas surgindo e a vida seguindo tão confusa que não permitia àquela senhora cuidar da flor. Ela chegava em casa, olhava o presente, via que não mostrava nenhum sinal de fraqueza e passava direto.

Quando a flor secou e morreu, ela levou um susto! Chorou muito e contou ao pai o que havia acontecido. Ele, então, respondeu:

- Eu já imaginava isso e não posso lhe dar outra flor porque não existe nenhuma igual a essa. Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e as graças que você perde por não rezar. Como uma planta, os sentimentos também morrem! Você se acostumou a ver a flor sempre lá, bonita, perfumada, e se esqueceu de cuidar dela. Daqui pra frente, ajude as pessoas que ama e coloque Deus no seu coração, caso contrário, sua dor será muito maior do que a simples perda de uma linda flor.

Caro leitor, eu também procuro mostrar às pessoas algumas alternativas de fortalecimento na fé, mas reflita comigo:

Por descuido, quantas vezes deixamos de socorrer um irmão aflito - rico ou pobre - e pouco nos importamos com seu coração? Assim como a flor da história que por falta d’água morreu, a Água Viva não deveria faltar na vida de alguém, concorda?

Eu tenho a solução: ‘Se o nosso poço estiver sempre cheio, todos beberão!’

 

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**O AMOR DO PAI CELESTE

 

Era uma vez um sujeito que não dormia de preocupação devido a um grande pecado que o atormentava. Passava noites se remoendo, com dor na consciência, sem conseguir se desculpar. Certo dia, resolveu procurar um padre e contar a ele o seu problema. Acabou se confessando, foi perdoado pela Misericórdia do Pai e conseguiu viver em paz, perseverando na fé.

É fácil concluir que o nosso personagem mudou de linha de ação para resolver o problema; antes, preocupava-se em se desculpar, depois, resolveu experimentar o Amor de Deus e não mais pecar. Portanto, o passo inicial ao se analisar um problema é o resultado que se deseja atingir. E foi olhando para o futuro que o cidadão do citado exemplo resolveu o seu problema.

Que bom se todo cristão se conscientizasse que é um filho amado de Deus e Nele confiasse para alcançar os melhores resultados nos seus problemas! Nunca existiriam dúvidas sobre qual o caminho a seguir; mas, infelizmente, muitos não buscam a Deus por amor e, quando o fazem, já estão sofrendo na dor.

Para aquele que caminha nas estradas de Jesus e é protegido por Maria Santíssima, parece tão simples usar do seu poder de decisão pessoal para aceitar o Amor de Deus e se entregar à Sua vontade! Por quê assim também não agem alguns de nossos irmãos em Cristo? Até quando irão insistir em critérios de decisão baseados em riscos, sem oração?

Tenho certeza de que muita gente, ao tomar a decisão de participar da Santa Missa, por exemplo, vai progredir no relacionamento com Deus. Passará a conhecer Jesus Cristo como Salvador e Senhor! Também ficará fortalecido em dons e carismas pelo poder do Espírito Santo, e crescerá com os demais irmãos na vida comunitária!

Você, leitor, não quer atingir um resultado maravilhoso em sua vida, quando poderá ter um encontro pessoal com Jesus? Os responsáveis em revigorar a sua fé e a sua identidade no Amor de Deus estão muito próximos de você. Há muitas comunidades católicas com as portas abertas e, mais que isso, precisando da sua ajuda - precisando do seu trabalho!

Olhe você também para o futuro e comece agora a rezar. Peça ao Espírito Santo que aja na sua decisão e, principalmente, agradeça a Ele por mais essa oportunidade de experimentar o Amor Divino em sua vida.

Vá à missa, confie na graça de Deus, reze! Assim como eu, você vai se sentir muito melhor.

 

* H I S T Ó R I A - 23 Dezembro 2011

 

Quando um rei completou 25 anos de monarca, decidiu libertar o prisioneiro que o convencesse de sua inocência. Quatro foram trazidos até ele; e disse-lhe o primeiro:

- Majestade, nunca fiz nada de errado. Um inimigo acusou-me falsamente!

- Eu jamais matei alguém. Confundiram-me com um assassino - disse o outro.

- Estou aqui porque o juiz não gostava de mim - falou o terceiro.

E o último, usando de sinceridade, comentou:

- Não posso negar que tirei a vida de um homem, senhor. Naquela época, eu era muito violento e não tinha controle sobre a minha coragem. Hoje, me arrependo, mereço o castigo que recebo, mas peço a Cristo que, um dia, todos venham a me perdoar.

Diante deles, o rei colocou o cetro na cabeça do quarto prisioneiro e tomou a decisão:

- É você quem vai sair daqui. Vou aproveitar o seu arrependimento e dar-lhe uma nova chance de permanecer bom antes que volte a ser malvado e ponha tudo a perder.

Pois é, assim nosso Pai age conosco: no primeiro sinal de arrependimento sincero, nos perdoa e nos envia para os caminhos da salvação. Portanto, bastaria um pouquinho de fé e bom senso para que o pior dos homens se reconciliasse com Ele, porém, pra muita gente, isso parece impossível.

Contam que, conversando sobre cristianismo, um cosmonauta ateu disse a um fervoroso neurocirurgião: ‘Eu sempre viajo pelo céu e nunca vi um anjo. A mim, isso prova que eles não existem!’ O médico, então, respondeu: ‘Eu também já operei cérebros de pessoas geniais e jamais vi uma ideia. Isso nos torna menos inteligentes?’

Na verdade, fica difícil a graça divina atingir alguém que não aceita as verdades contidas no Evangelho, mas, mesmo assim, não podemos desanimar em levar mais almas para o Céu porque, para Deus, nada é impossível.

Feliz Natal com Jesus no coração!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**O SANTO ROSÁRIO

 

A oração diária do Terço é um dos cinco pedidos que Nossa Senhora nos faz em suas mensagens de Mediugórie para a salvação do mundo. Não devemos nos esquecer que o Terço tem sido - e sempre será - uma “poderosa arma” do cristão contra as forças do mal aqui na Terra.

E quanto nós podemos aprender com Maria! Vejamos alguns exemplos:

  1. Muitos irmãos, nos sofrimentos e provações, se revoltam contra Deus e até O abandonam, afastando-se d’Ele e da Sua Igreja. Se seguissem o exemplo da Mãe celeste - na aceitação da vontade de Deus em sua vida -, teriam a certeza de que o Senhor nos ama e de que através do sofrimento podemos crescer na fé, pois, de todo mal aparente, Deus tira um bem maior.
  2. Ao oitavo dia do nascimento de Jesus, Maria O leva para ser circuncidado e, após se completarem os dias de purificação, se dirige ao Templo para consagrá-Lo ao Senhor. Assim, Maria nos ensina que a primeira preocupação e atitude dos pais deve ser a de iniciar os filhos na fé, através do Sacramento do Batismo.
  3. São Lucas nos relata, na visita dos pastores a Jesus recém-nascido, que, eufóricos, revelam a José e a Maria tudo o que ouviram dos anjos, e adoram o Menino-Deus. O texto diz que “Maria meditava estas palavras em seu coração”. Certamente, a Virgem Maria compreendeu que Deus lhe falava através daqueles simples pastores que seu filho era o Salvador esperado por Israel. E, mais uma vez, nossa Mãe Santíssima vem nos ensinar a refletir em todos os fatos e acontecimentos de nossa vida. Isso é preciso, porque Deus nos fala através de fatos e de pessoas para que, com a simplicidade e a humildade de Maria, possamos ter o coração alimentado em nossa caminhada rumo à Casa do Pai.
  4. Se olhamos para Jesus e imaginamos o Seu sofrimento na Cruz, podemos também olhar para Maria e tentar imaginar a dor que sentiu naqueles momentos. Mas, diante dessa cena, a postura de Maria muito nos ensina. Diz São João que ela “estava de pé” junto à Cruz, e isso significa que, mesmo na maior dor, ela não estava em desespero, em revolta. Mais uma vez, estava entregue nas mãos de Deus, aceitando Sua vontade até finalmente ouvir: “Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito”.

Vamos, portanto, neste tempo de tantas injustiças com os filhos de Deus, olhar para Maria e examinar a nossa postura diante do sofrimento e das tribulações. Se ela nos pede que rezemos o Santo Terço diariamente - ainda muito pouco se compararmos com as bênçãos que todos os dias recebemos em nossas vidas -, vamos logo atender a este pedido da Mãe com o nosso generoso “sim”.

Como diz Roberto Carlos na sua composição: “Com o Terço na mão peço a vós, minha Virgem Maria: minha prece levai a Jesus, Santa Mãe que nos guia...”

 

* H I S T Ó R I A - 31 dezembro 2012

 

Um mecânico estava desmontando o cabeçote de uma moto, quando viu na oficina um cardiologista muito conhecido. O médico lia um texto fixado na parede, que mostrava algumas dicas para ser feliz:

- Sorria sempre.

- Divida com os outros.

- Mantenha seu espírito jovem.

- Relacione-se com ricos, pobres, bonitos e feios.

- Sob pressão, mantenha-se calmo.

- Perdoe aos que lhe incomodam.

- Tenha alguns amigos em quem confiar.

- Valorize cada momento com quem você ama.

O mecânico aproximou-se do cardiologista e falou:

- Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração, tiro as válvulas, conserto-as e ponho tudo de volta para trabalhar perfeitamente. Como é que ganho tão pouco comparado ao senhor, se o nosso trabalho é praticamente o mesmo?

O cirurgião deu um sorriso, se inclinou e disse baixinho ao mecânico:

- Tente fazer isso com o motor funcionando!

Pois é, independente de quanto cada um ganha, são dois trabalhos dignos e de respeito, mas reflita:

Você gostaria que Jesus operasse um grande milagre no seu coração? Para que isso acontecesse, escolheria estar vivo ou morto? E quanto pagaria a Ele por isso? Seria capaz de pedir-lhe perdão e deixá-lo morar em você para sempre?

Se responder ‘sim’, tem absoluta certeza disso? Então, chegamos ao ‘método de salvação’ para o ano de 2012: ‘Plantar a verdade para colher confiança; plantar o amor para colher amizade; plantar a vida para colher gratidão; plantar a fé para colher milagres; e plantar a caridade para, enfim, colher salvação’.

Boa colheita!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**A SITUAÇÃO DA FOME NO MUNDO

 

Livro do Eclesiástico (5, 8): “Não confie nas riquezas injustas, porque elas não o ajudarão no dia da desgraça”.

Afirmar que o nosso povo é generoso e que, ainda assim, falta comida na mesa do pobre, parece incoerência, mas é verdade. O fato é que quando uma equipe de ‘pessoas conhecidas na cidade’ sai às ruas pedindo mantimentos, muito se arrecada, porém, se ninguém for buscar de casa em casa, pouca gente dá.

Infelizmente, cada vez mais essa realidade se propaga nas famílias cristãs de Itajubá. Caso houvesse mais voluntários para novas equipes de arrecadação, o problema estaria praticamente resolvido, mas, atualmente, a proporção entre famílias precisando de alimentos e pessoas comprometidas em angariá-los, é bastante injusta.

Será que existe alguém que ainda não ouviu falar da pobreza que há nos bairros periféricos da cidade? Eu até concordo que ir olhar de perto constrange muita gente, mas sabendo que algumas comunidades ajudam, porque voluntariamente não entregam suas contribuições?

É inútil procurar justificativas, pois dezenas poderiam ser apresentadas, mas acredito que nenhuma iria convencer o nosso irmão pobre que vê a ganância tomar conta da sociedade. Cada vez mais o rico se fecha em sua casa e se esquece que um dia será julgado por isso.

Nós, vicentinos, cadastramos as famílias carentes após fazermos uma visita para averiguar as reais necessidades de alimentação, e acompanhamos a situação de cada uma mês a mês. Quando há prioridade em outro tipo de ajuda que foge das nossas possibilidades - recursos financeiros, por exemplo -, procuramos socorrer os assistidos através de campanhas de arrecadação.

E para uma proteção especial em minha vida, além de um melhor discernimento no trabalho aos pobres, quando eu saio da cama, toda manhã, rezo assim:

“Levante-se Deus e a bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes, e sejam dispersos os seus inimigos e fujam de Sua face todos os que os odeiam. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!”

Já que os governantes do país não conseguem resolver os graves problemas sociais que temos, nós, vicentinos, vamos à luta.

Faça também você a sua parte no ano novo, caro leitor, pois a fome não pode esperar!

 

 

 

* H I S T Ó R I A - 18 Dezembro 2012

 

Certa vez, um homem rico queixou-se a um amigo:

- Por que será que todos estão sempre me criticando por ser avarento se sabem que vou deixar tudo o que possuo para os pobres?

Após uma pausa, o amigo disse:

- Acho que é o mesmo que aconteceu entre o porco e a vaca.

- Como assim? - quis saber o outro.

E calmamente o amigo lhe explicou:

- Conta-se que o porco estava se queixando a uma vaca por ser muito impopular. Disse ele: ‘As pessoas estão sempre falando de sua bondade e de seus meigos olhos castanhos. De mim, só falam mal e isso é muito injusto. Claro, você está sempre fornecendo leite, mas eu forneço muito mais: bacon, presunto, carne e até meus pés deixam em conserva! Mesmo assim, por que gostam mais de você do que de mim?’ E vaca respondeu: ‘Bem, talvez porque forneço o meu produto enquanto estou viva!’

Caro leitor, certamente, boa reputação e atos de generosidade são reconhecidos muito mais do que heranças, não é mesmo? Também por isso, devemos permitir que todos enxerguem os nossos dons na defesa da vida e não simplesmente nos prestem homenagens após a morte.

Deus não nos ama porque somos bons, mas porque Ele é bom! Aquele que não ama o próximo é porque não buscou a Deus. Ele é puro amor!

Pensando nisso, esforce-se para ser a ‘vaca’ da história e a recompensa virá em dobro: muitas graças neste mundo e, por fim, a doce vida eterna!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**OS VICENTINOS

 

            Empenhar-se, toda a vida, para fazer o irmão feliz, exige viver no Amor de Deus - significa amar como Jesus amou. Nós, vicentinos, saímos de casa nas horas de lazer para visitar o pobre, visitar o doente, ou até mesmo providenciar sepultamentos para pessoas que não são nossos parentes, mas estão ligadas a nós pelo Amor de Deus. Porém, o tempo do vicentino dedicado ao amigo-pobre não é roubado da família - que a ele tem direito -, mas da cerveja com os amigos, por exemplo. As comemorações e festas pagãs quase sempre são substituídas por orações, porque o trabalho com o pobre também é oração que chega a Deus.

            O amor pelo pobre é o traço de união de todos os vicentinos do mundo. Mesmo quando agimos com energia nas dificuldades enfrentadas pelos irmãos necessitados, nós o fazemos com amor. O próprio Jesus nos mostrou que energia na medida certa também revela amor.             E todas as obras da SSVP só têm sentido se partirem desse desejo de servir o pobre - servi-lo após a constatação de suas reais necessidades. Não ajudamos ao chefe da família substituindo-o em suas responsabilidades junto aos seus, mas o ajudamos a dirigir e a orientar os seus familiares. Para isso, é preciso conhecer o verdadeiro pobre, aquele que não pede esmolas nas ruas, mas curte sozinho a sua pobreza. Cabe a nós, vicentinos, encontrá-los. Eles são a imagem de Cristo e só quem estiver despojado da ganância em acumular bens materiais aqui na terra os enxerga e os promove.

            Uns, Deus chama à pregação; outros, à conversão; os vicentinos, Deus chama à visita ao pobre em seu domicílio para, em nome da Igreja, realizar este trabalho maravilhoso de caridade, de doação pessoal, de amor, usando os dons que Ele nos deu.

            Altruísmo ou filantropia não é o ideal vicentino. A Sociedade São Vicente de Paulo é uma escola de vivência humana em ajudar o outro. É uma escola de santidade e nos coloca mais próximos de Deus.

Eis a ORAÇÃO A SÃO VICENTE DE PAULO (que concede 100 dias de indulgência):

“Ó glorioso São Vicente, padroeiro de todas as obras de caridade e pai de todos os necessitados, vós que nunca na vossa vida abandonastes a ninguém de quantos vos imploraram, considerai a multidão dos males que pesam sobre nós e vinde em nosso auxílio; alcançai do Senhor socorro aos pobres, alívio aos enfermos, consolo aos aflitos, proteção aos desamparados, caridade aos ricos, conversão aos pecadores, zelo aos sacerdotes, paz à Igreja, tranquilidade às nações e a todos a salvação. Fazei que experimentemos todos os efeitos de uma piedosa compaixão e que assim socorridos por vós nas misérias desta vida, sejamos reunidos convosco no Céu, onde não haverá nem tristeza, nem dores, mas somente gozo, dita e bem-aventurança eterna. Amém.”

E eu encerro com o cumprimento vicentino: “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!” - “Para sempre seja louvado!”

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

* H I S T Ó R I A - 11 Dezembro 2012

 

Contam que depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao lar e, passando por um arbusto, ouviram um gemido. Acharam, então, um homem agonizante com uma grande mancha de sangue próxima ao coração e, com muita dificuldade, o carregaram para um casebre rústico, onde trataram do ferimento.

Uma semana depois, já restabelecido, o homem lhes contou que havia sido assaltado e, ao reagir, fora ferido por uma faca. Disse também que conhecia o agressor e que não descansaria enquanto não se vingasse. Então, se dirigindo ao mestre, falou:

- Senhor, muito lhe agradeço por ter salvado a minha vida. Agora, vou ao encontro daquele que me atacou e fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.

O bondoso sábio olhou fixo para o homem e disse:

- Vá e faça o que deseja; entretanto, devo informá-lo que me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento.

O homem ficou assustado e exclamou:

- Senhor, é muito dinheiro! Sou um simples trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!

- Se não pode pagar pelo bem que recebeu, com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram? Antes de se vingar, procure saber quanto ainda deve! E não faça cobrança pelas coisas ruins que lhe aconteçam na vida, pois, com certeza, você vai pagar muito mais caro.

Pois é, pode ser muito difícil perdoar certas atitudes de terceiros, mas, se Deus não nos perdoasse, como chegaríamos ao Céu? O perdão que Ele nos concede a cada Confissão não é gratuita e fundamentada no amor que tem por nós?

Portanto, para sermos imensamente gratos e merecermos receber outras graças, precisamos fazer o mesmo. Amando e perdoando, o nosso fardo fica muito mais leve e sempre haverá um bom samaritano em nossa vida.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**ENTRE SEM BATER

 

Não sei o autor deste texto, mas reflita comigo, caro leitor, que coisa linda:

Deixe entrar sem bater, meu amigo, os que morrem de frio, mais por falta de amor do que da roupa. Deixe entrar sem bater os que perderam o rumo dos trilhos complicados da existência; talvez achem no céu de seu abraço a estrela de Belém.

Deixe entrar sem bater os que têm fome mais de carinho do que de pão, e reparta com eles sua vida - que vale muito mais do que seu dinheiro. Deixe entrar sem bater os que chegam a pé, empoeirados e cansados, porque a passagem do destino era cara demais e ninguém lhes pagou sequer o bilhete da terceira classe no trem da felicidade.

Deixe entrar sem bater os enjeitados no princípio: filhos de mães solteiras, filhos do prazer criminoso e egoísta. Deixe entrar sem bater os enjeitados no fim: os velhos e velhinhas que deram tudo de si, que perderam as pétalas da vida em benefício dos frutos - seus filhos -, e agora são deixados a murchar no fundo dos asilos.

Deixe entrar sem bater os esquecidos, por não poderem mais fazer carinhos, porque ficaram tão grossas suas mãos - com calos e feridas do trabalho - que agora suas carícias parecem que machucam a face que os rejeita. Deixe entrar sem bater - como se a casa fosse deles -, os que não tiveram tempo de ser crianças, porque a vida lhes impôs uma enxada nas mãos, quando deveria pôr nelas algum tipo de brinquedo.

Deixe entrar sem bater os que nunca tiveram sorrisos em seus lábios, porque a lágrima chegava sempre primeiro, entrando-lhes pelo canto da boca e estragando com sal o doce da alegria.

Deixe entrar sem bater todos estes, sem temer que falte espaço, porque no coração de um cristão sempre cabe mais um - e até milhares! -, e depois que tiver a sala do seu peito lotada de infelizes, aleijados e famintos, você vai ter, amigo, a maior das surpresas: verá que a face torturada de tantos desgraçados se transforma, de repente, no rosto luminoso e sorridente de Jesus - Jesus falando assim só para você:

“Meu filho, agora é a sua vez; entre você também sem bater, a casa é sua. Um cantinho do céu é todinho seu!”

 

* H I S T Ó R I A - 4 Dezembro 2011

 

Certa vez a água, o fogo e o amor resolveram percorrer uma grande floresta a passeio. Ao entrar na mata cerrada, o fogo fez logo um pedido: ‘Meus amigos, aqui tudo é confuso, com milhares de caminhos possíveis. Caso eu me perca, por favor, encontrem a fumaça e perguntem por mim. A fumaça é minha filha e lhes dirá onde poderão me achar’.

A água, praticamente repetiu a mesma coisa, dizendo: ‘Onde encontrarem a umidade, perguntem por mim. Ela é minha amiga íntima e lhes indicará onde estou’.

E o amor, por sua vez, falou: ‘Como não tenho ninguém conhecido por perto, não posso me afastar de vocês. Caso eu me perca, jamais me encontrarão’.

Assim, a água e o fogo resolveram colocar o amor como guia do passeio que faziam e sempre o seguiam, sem nunca se perderem. Muito satisfeito com a confiança nele depositada, o amor, então, passou a conduzir os amigos por caminhos cada vez mais seguros.

A mesma lição precisa periodicamente ser repassada em nossas vidas. A partir do momento que perdemos o amor, o nosso serviço a Deus fica em segundo plano e tudo contribui para nos levar aos caminhos do pecado. Por isso, quem quiser ser um grande servo na construção do Reino, nunca se afaste do amor fraterno em favor de muitos, e jamais se perderá.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**A SAUDADE DOS QUE PARTIRAM

 

De vez em quando, bate mais forte no nosso peito a saudade daquela pessoa querida que partiu aqui da terra e ganhou uma outra morada. Quanto maior foi a afinidade no relacionamento que essa pessoa tinha conosco, maiores também as lembranças que deixou. Mas, é possível superar isso e passar um dia mais feliz?

Disse Jesus aos apóstolos: “Não vos deixarei órfãos. Voltarei para vós. Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me vereis porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia conhecereis que estou no Pai e vós em mim e eu em vós.”

Dá para imaginar a dor que a “perda” do Mestre trouxe para aqueles corações? O próprio Jesus lhes antecipou o fato, assim: “Em verdade, em verdade vos digo, haveis de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza se há de transformar em alegria.”

Os apóstolos superaram a tristeza da separação unindo-se no amor e na fé. Jesus também os orientou nisso com estas palavras: “Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas, e vos recordará tudo o que vos tenho dito”. E no cap. 15 de S. João está escrito assim: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.”

Portanto, se Deus nos deu a graça de termos fé na ressurreição dos mortos, só nos resta continuarmos amando, cada vez mais, os nossos irmãos - vivos e mortos. A paz em nossos corações será completa se soubermos corresponder ao amor que o Pai nos concede para compartilharmos em comunhão fraterna.

Amar como Jesus amou e aceitar a vontade do Pai como Maria aceitou: estes serão os nossos grandes desafios. Agindo e pensando assim, veremos que: embora os nossos entes queridos - chamados à glória de Deus no céu - tenham deixado muitas saudades, as maravilhas que vêm do Senhor, a cada instante em nossas vidas, superam a tudo e merecem um grande sorriso.

Deus quer lhe ver feliz! E que as bênçãos da Sagrada Família desçam abundantemente sobre todos nós, no céu e na terra. Amém!

* H I S T Ó R I A - 26 Novembro 2011

 

Uma mulher de 55 anos entrou em estado de coma. De repente, ela ouviu uma voz perguntar:

- Quem és?

- Sou a mulher do prefeito da cidade - disse ela.

- Não pergunto com quem estás casada, pergunto quem és.

E o diálogo continuou assim:

- Sou mãe de quatro filhos bem educados e todos já encaminhados.

- Não pergunto quantos filhos tens, mas quem és.

- Sou pós-graduada em psicologia e sempre exerço com dignidade a minha profissão.

- Mas não perguntei qual é a tua profissão e sim quem és!

- Ah, já sei o que queres saber! Sou cristã e quase sempre cumpri os meus deveres de caridade.

- Quase? Então, quase cumpriste a tua missão, não é?

E, num instante, milagrosamente ela recuperou-se, mas nunca se esqueceu daquela frase: ‘Quase?’

Na certeza de que ainda havia muito a fazer, resolveu ter mais tempo às coisas de Deus para, um dia, conseguir responder com convicção à pergunta: ‘Quem és?’

Então, ela se dedicou mais à oração e amou os pobres até alcançar os 87 anos. Ao morrer, tudo foi diferente, sem muita tristeza, pois era considerada uma pessoa santa. Muitos não sabiam que havia sido a mulher do prefeito, nem que tinha estudado, nem quantos filhos e netos tinha, mas diziam que havia ajudado dezenas de pessoas.

Portanto, também é fácil concluir que a nossa vida é um verdadeiro milagre de Deus e, quem não a aproveita, desperdiça a chance de ganhar um passaporte para o Céu! Lá, encontraremos pessoas que amaram como Jesus as amou.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

ANDAMOS SEMPRE NA CONTRAMÃO?

 

Um dia, um cristão - como qualquer um de nós - levantou-se mais cedo para assistir o amanhecer. A beleza da criação Divina estava além de qualquer descrição e, enquanto contemplava, louvou o Criador pelo Seu esplêndido trabalho. Naquele momento, Deus falou com ele:

          - Você me ama?

          - É claro que sim, meu Salvador!

          - Se você tivesse alguma dificuldade física, ainda assim me amaria?

          - Seria difícil, Senhor, mas eu ainda Te amaria.

          - Se você fosse cego, amaria minha criação?

          - Como eu poderia amar algo sem a possibilidade de ver? É estranho pensar nisso, mas acredito que eu amaria só de ouvir falar.

          - Caso você fosse surdo, ainda ouviria a minha Palavra?

          - Pensando bem, ouvir a Palavra não é simplesmente usando os ouvidos e sim o coração. Bem, embora também fosse difícil, eu ainda ouviria a Tua Palavra, Senhor.

          - E se fosse mudo, ainda louvaria meu Nome?

          - Se permitisses que eu cantasse com a alma, eu louvaria Teu Nome.

          - Então, se você realmente me ama, por quê peca?

          - Porque sou apenas um humano, Senhor! Não sou perfeito!

          - Mas, quando está com problemas, você procura ser perfeito e reza com fervor, canta nos retiros, me busca nas horas de adoração... Por quê, nesta semana, você não está espalhando as boas novas? Por quê cria desculpas quando lhe dou oportunidades de servir em meu Nome? Você é muito abençoado e eu não lhe fiz para que jogasse sua vida fora. Eu o abençoei com talentos para me servir, mas você continua pecando! Será que você realmente me ama?

          - Por favor, perdoa-me, Senhor. Eu não sou digno de ser Teu filho.

          - Esta é a minha graça, filho: eu nunca o abandonarei. Quando você chorar, eu terei compaixão e chorarei com você. Quando cair, vou levantá-lo. Quando estiver cansado, eu o carregarei. Estarei com você até o final dos tempos e o amarei para sempre.

          - Como pude ter sido tão fraco, Senhor? Como pude esquecer o quanto me amas?

Então, Jesus esticou Seus braços e mostrou-lhe as mãos com dois enormes buracos sangrentos. Logo, o filho pecador curvou-se aos Seus pés e, chorando, O adorou verdadeiramente.

Pois é, há coisas na vida que nunca esquecemos e, outras, muito mais importantes, que só lembramos quando alguém nos sacode. Às vezes, andamos na ‘contramão’ da estrada que nos leva ao Céu: não ouvimos o chamado de Deus à conversão, não damos a mão ao irmão necessitado e nos deixamos levar pelo egoísmo, vaidade e ambição. Vamos amar a Deus de verdade?

 

* H I S T Ó R I A - 20 Novembro 2011

 

Havia um menino que, de tanto ouvir falar das coisas de Deus, queria se encontrar com um anjo. Sabia que teria um longo caminho pela frente; portanto, encheu uma pequena mochila com pastéis, latas de guaraná e começou sua caminhada.

Quando chegou à praça, encontrou um velhinho olhando os pássaros. O menino sentou-se junto dele, abriu a mochila e ia tomar um gole de refrigerante quando percebeu que o senhor idoso estava com fome.

Então, ofereceu-lhe um pastel e o velhinho, muito agradecido, aceitou e deu um gostoso sorriso - tão gostoso que o garoto quis ver de novo! Ofereceu-lhe também seu guaraná e mais uma vez o velhinho sorriu para o menino.

Estavam felizes e ficaram ali sentados sem se falarem, comendo pastel e bebendo guaraná pelo resto da tarde. Quando começou a escurecer, o garoto resolveu voltar para casa; mas, antes de sair, deu um grande abraço no velho, que retribuiu com o maior sorriso que o menino já havia recebido.

Chegando em casa, com a alegria estampada na face, sua mãe perguntou surpresa: ‘Filhinho, o que você fez hoje que o deixou tão feliz?’ Ele respondeu: ‘Passei a tarde com um anjo! Sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais tinha visto!’

Enquanto isso, o velhinho entrou radiante na sua cabana e a filha também lhe perguntou: ‘Por onde esteve que voltou tão contente?’ Ele não vacilou e respondeu sorrindo: ‘Comi pastéis e tomei bastante guaraná no parque. Deus é muito bom!’

Bem, não é difícil concluir que aquele menino realizou um ‘pequeno milagre’ na cabeça do idoso, concorda? Como teria sido o dia do velhinho sem a presença do garoto? Talvez, não teria se alimentado, nem sorrido e, quem sabe, receberia o desprezo de muita gente. Porém, alguns pastéis, guaraná e amor fizeram a felicidade de mais um irmão carente.

Só quem já ajudou alguém e recebeu um largo sorriso de Deus sabe como isso é gostoso!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

VAMOS PARTIR PARA O CÉU?

 

Basta um pouquinho de fé no peito e meia hora por dia para renovarmos a nossa vida completamente. Por exemplo: a oração do Terço leva apenas 15 minutos; a leitura do Evangelho do dia não passa de 5 minutos; e só mais alguns minutinhos para rezarmos pelo Papa, pela Igreja, pelas famílias, pela paz no mundo, pelas almas, religiosos, missões, vocações, obras santas, pobres, desempregados, doentes, perseguidos, drogados, crianças e velhos abandonados, pecadores e pessoas sem fé, intenções e agradecimentos pessoais.

Contudo, quando o final de semana chegar, precisamos de um pouco mais de tempo para a missa dominical e para a caridade. O correto seria praticarmos a caridade diariamente também - principalmente o amor ao próximo -, mas, pensando exclusivamente em bens materiais, não devemos deixar a semana passar em branco - mesmo sem recursos financeiros. Frederico Ozanam e seus companheiros, quando fundaram a Sociedade de São Vicente de Paulo, não podendo socorrer os pobres com alimentos, levavam feixes de lenha para aquecê-los no inverno!

E o mesmo Ozanam, quando ainda era pouco fervoroso, um dia viu o professor Ampère ajoelhado dentro de uma igreja, em Paris. Espantou-se porque ali estava o maior gênio da Escola Politécnica e o descobridor da eletricidade dinâmica! E Ozanam pensou: ‘Se o notável André Marie Ampère, que descobriu uma das leis básicas do eletromagnetismo, não se sente diminuído ou envergonhado ao demonstrar a grandeza da sua fé, não vejo mais motivo para conservar o meu espírito envenenado pelo pecado!’

Também é sempre bom lembrar que quando Jesus viveu de corpo presente aqui na Terra, pediu a Zaqueu que abrisse a sua casa, pediu um pouco de água fresca à samaritana, pediu um burrico para entrar em Jerusalém e uma sala para celebrar a Páscoa. Agora, Ele pede a você que renove os seus valores e consiga mais tempo no seu dia para ajudá-Lo a construir o Reino - que também é nosso! Dá para negar este pedido?

Para nunca desanimar, lembre-se ainda que, na última ceia, quando São Judas Tadeu perguntou a Jesus por quê se manifestaria a eles e não ao mundo, ouviu que a revelação de Deus está reservada a quem ama e observa sua Palavra. Portanto, quanto mais nos aproximamos Dele, mais graças nos são concedidas.

Concluindo as minhas orientações de hoje, preste muita atenção nestas palavras quando rezar o Pai-nosso: “Seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu”... E a vontade de Deus na Terra é nos levar para o Céu!

Crie coragem e grite bem alto no amanhecer do dia: ‘Eu sou de Jesus Cristo!’

 

* H I S T Ó R I A - 15 novembro 2011

 

Um dia, sonhei que me deparei com uma grande sala. Ao me aproximar, percebi um guardião na porta, dizendo:

- Ninguém pode ficar muito tempo aqui, onde estão guardados os livros da vida. Aquele que tiver acesso ao seu livro e modificá-lo, poderá mudar o seu destino. Dou-lhe cinco minutos e nem mais um segundo, entendeu?

 Eu nem acreditava! Cinco minutos eram mais que suficientes para decidir o resto da minha vida; afinal, poderia apagar e acrescentar o que eu quisesse! Entrei e a primeira coisa que vi foi o livro da vida de um primo querido. Não aguentei de curiosidade, abri, comecei a ler e verifiquei que o futuro lhe reservava muita coisa boa. Logo vi o livro de outra pessoa que não encontro há anos e também dei uma boa espiada.

Enfim, me deparei com o meu próprio livro. Era o momento de mudar o meu destino! Peguei a borracha para apagar todas as coisas ruins, tirei do bolso a caneta para escrever só coisas boas e pensei:

- Serei a pessoa mais feliz do mundo!

Mas, quando abri a primeira página, o guardião bateu no meu ombro e disse:

- Seu tempo acabou. Pode sair.

Fiquei atônito e reclamei:

- Eu não tive tempo de ler o meu livro!

- Pois é - disse ele -, eu lhe dei cinco preciosos minutos e você só se preocupou com a vida dos outros!

Abaixei a cabeça, cobri minha face com as mãos e saí da sala. O que poderia fazer então?

De repente, acordei e voltei à realidade. Percebi que nada precisava ser modificado. Ali estavam a minha esposa, os meus três filhos, e ninguém trazia seu livro da vida nas mãos porque o futuro a Deus pertence e Ele o escreve de acordo com os nossos atos e omissões.

Tenho certeza que as páginas em branco do nosso livro da vida não serão manchadas pelo pecado se nos dedicarmos à evangelização e ajuda ao nosso irmão.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

COMO ESTÁ O SEU CORAÇÃO?

 

Um dia, a minha filha Thaís me enviou isto pela internet:

“Pai, a minha amiga Renata está participando de uma seleção de treinee na Kraft, em Curitiba. De 18.000 candidatos, ela ficou entre os 19 finalistas; consequentemente, foi a última entrevista. Para estar bem protegida, ela levou um terço e o colocou no soutien, mas, em meio às trocas de roupa, ela também trocou de soutien e não se lembra de ter voltado a colocar o terço nele. Em virtude disso, procurou em todas as suas coisas, no chão, na mala, na cama, em todo o quarto do hotel, banheiro, passou a mão várias vezes pelo corpo e dentro do soutien novo... e nada.

Foi pra entrevista super triste, pois além de ter perdido um terço, ele era presente de uma tia muito querida dela. Chegou em casa, aqui em Campinas, e só sabia falar pra todo mundo que tinha perdido o terço. Quando foi tomar banho, o terço caiu no chão... esteve o tempo todo com ela! A Renata não se conforma porque procurou 500 vezes, inclusive na roupa que estava vestindo! Achei o máximo! Foi bom, porque minhas amigas são meio descrentes. Agora, a Rê está super católica. Beijo grande.”

Como este tipo de coisa a gente não explica - só sabe que houve um sinal de Deus na vida da pessoa -, compartilhei da alegria da Thaís, dizendo que a fé nos conduz a caminhos maravilhosos!

Na mesma semana, resolvi ler um livro que ganhei da fervorosa amiga Maria Dalva Sousa Monti, relatando os milagres de Nossa Senhora da Salette. A aldeia francesa ‘La Salette’ fica na Cordilheira dos Alpes, onde a Virgem Maria apareceu a dois meninos, Maximino e Melânia, em 1846. As revelações e profecias foram muitas, as libertações e curas também; mas, o que mais me impressionou foi a coragem dos videntes quando começaram a ser perseguidos e chamados de hereges. Diziam que tudo o que é verdadeiro permanece e o que é falso desaparece; portanto, deram a vida para sustentar os fatos.

E até hoje podemos continuar recebendo muitas graças através dessa santa devoção em que o Céu se manifestou. Há uma linda novena no final do livro e, nela, encontram-se as palavras de Nossa Senhora aos meninos: “Se meu povo não quer se submeter, sou forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não o posso mais sustentar”.

É sabido que, em todas as aparições, nossa Mãe Santíssima pede orações e conversões para um mundo melhor. Não podemos perder as esperanças de que muitos corações ainda serão tocados por Deus através do nosso humilde trabalho.

Nos ‘Dez Mandamentos da Serenidade’ do Papa João XXIII, está escrito: “Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém”. Mas, é importante saber que ‘hoje’ significa ‘todo dia’ e não somente em datas especiais. Seja você também um soldado de Cristo!

 

* H I S T Ó R I A - 7 novembro 2011

 

Ao chegar em casa, certa senhora notou que sua jóia de alto valor não se encontrava mais presa ao vestido. Ficou apreensiva porque a recebera do esposo há poucas semanas e precisava recuperá-la.

Julgando tê-la perdida no carro, desceu as escadas e voltou à garagem. Abriu o veículo, examinou cuidadosamente cada cantinho, mas nada! O que fazer? Como já era tarde, o mais sensato seria deixar as novas buscas para o dia seguinte.

Nas primeiras horas da manhã, ela fez uma ligação para o teatro onde estivera na véspera e foi gentilmente atendida pelo gerente. Contou, então, com detalhes a respeito do ocorrido. Disse-lhe que estava certa de haver perdido a jóia durante o espetáculo da noite anterior - um broche de ouro, cravejado de brilhantes, de valor incalculável!

O gerente, demonstrando todo o interesse em colaborar na busca, pediu-lhe que permanecesse na linha enquanto faria as verificações de praxe. Saiu à procura do administrador, a quem indagou o possível aparecimento da jóia em meio aos papeis retirados do chão do teatro. O administrador informou prontamente que a jóia havia sido encontrada e estava guardada em lugar seguro.

Voltando ao telefone para transmitir a feliz notícia, o gerente constatou que a senhora já havia desligado. Como não sabia seu endereço ou telefone, foi impossível encontrá-la para entregar o objeto que tanto desejou recuperar.

Pois é, quantas pessoas buscam a Deus pedindo alguma coisa de muita importância, mas não ‘ficam na linha’ aguardando a solução. Desanimam depressa demais e partem em busca de outra alternativa, esquecendo que Jesus, algumas vezes, demora numa resposta porque o tempo não é oportuno ou porque a nossa vontade não é a d’Ele!

E a falta de paciência na espera pode levar alguém a precipitações, cujas consequências conduzem a sofrimentos ou prejuízos pelo resto da vida!

Portanto, leitor, aja sempre com bastante paciência, amor ao próximo, fé no coração e desapego às coisas materiais. Se eu fizer bem feita a minha parte e você a sua, todos nós seremos muito mais felizes.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

A SOLUÇÃO PARA O SEU PROBLEMA

 

Da maneira que a sobrevivência se apresenta injusta e sofrida pra tanta gente neste mundo, é preciso arranjar tempo para se aproximar de Deus. Santo Agostinho dizia: “A oração sobe e a misericórdia desce”. Mas, é preciso rezar com fé e diariamente! Muita gente diz que não é atendido nos pedidos que faz ao Céu, mas, só reza nas horas de aperto, ou reza sem convicção, ou está manchada de pecados e não se confessa, ou pouco faz para merecer a graça.

Portanto, há soluções para todos os nossos problemas, sim, porque o nosso Pai não nos colocou na Terra para nos castigar. Ele tem um plano maravilhoso para cada um de nós que, logicamente, se completará no Céu, desde que obedeçamos aos seus Mandamentos. Nada mais justo, já que nós, pais, também fazemos o mesmo com nossos filhos: se nos obedecem, nos alegramos e caminhamos lado a lado; se desobedecem, os repreendemos e procuramos mostrar-lhes o caminho do bem - para que não sofram mais tarde.

Se você concorda comigo que é muito mais fácil preencher um coração com a Palavra do Senhor do que encher uma bolsa com dinheiro, concordará também que tudo pode ser resolvido com paciência, amor e confiança na oração, pois, para Deus, nada é impossível!

E se me disser que acha difícil falar das maravilhas do Evangelho para um irmão sofrido, eu diria que a sua ‘bolsa financeira’ nunca esteve vazia o suficiente para sentir o que ele está sentindo. Ou será que a nossa condição privilegiada de animal racional serve pra tudo na vida, menos para evangelizar?

Você sabia que se colocar um falcão num cercado de um metro quadrado, aberto apenas na parte de cima, apesar de sua habilidade para o voo, o pássaro será um prisioneiro? A razão é que um falcão sempre começa o voo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá prisioneiro pelo resto da vida na pequena cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado num piso completamente plano, tudo que ele conseguirá fazer será andar de forma confusa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar.

Um zangão, se cair num pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de fugir onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente de tanto jogar-se contra o fundo do vidro.

 Não podemos ser como o falcão, o morcego e o zangão, que se atiram obstinadamente contra os obstáculos sem perceber que a saída está logo acima. Deus é a solução de todos os problemas e nunca deixa de responder àqueles que O procuram.

 

Paulo R. Labegalini:

 

* H I S T Ó R I A - 30 Outubro 2011

 

No zoológico, as crianças estavam esperando numa fila para que um artista pintasse suas faces com patinhas de tigre. Nisso, uma menina disse à outra:

- Você tem tantas sardas que ele não vai ter onde pintar!

Sem graça, a menininha abaixou a cabeça e começou a chorar. Sua avó, então, ajoelhou-se e disse-lhe docemente:

- Adoro suas sardas, querida. Quando eu era menina, sempre quis ter sardas e ser muito bonita, como você!

E a netinha falou:

- Não acredito em nada disso. É verdade mesmo, vovó?

- Claro! - disse a senhora. - Quer ver? Diga-me uma coisa mais bonita que sardas.

- As suas rugas - falou a menina.

Depois, sorriram, se abraçaram e esbanjaram felicidade durante todo o passeio. Mais uma vez, demonstrou-se que os olhos de quem ama veem tudo de belo no outro.

E eu também soube que, certa vez, um soldado disse a Napoleão Bonaparte:

- Imperador, sois o nosso deus. Só falta criardes a nossa religião!

E Napoleão lhe respondeu:

- Para alguém fundar uma religião é preciso duas coisas: primeiro, morrer numa cruz; segundo, ressuscitar. A primeira eu não quero e a segunda eu não posso!

Se este diálogo existiu, não tenho certeza, mas a conclusão é sábia. Se dizemos que nossa vida não tem preço, qual o valor que damos ao Autor da Vida?

E se você concorda que o valor é infinito, pense que Ele a deu por nós! Então, vale a pena ficar cego e desprezar a religião que Jesus nos deixou? Quem não tem tempo para Deus, vive perdendo tempo!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

A ALEGRIA PERFEITA

 

Para você, o que significa uma ‘alegria perfeita’ em sua vida?

Se me perguntassem, eu diria: em primeiro lugar, não acho possível ser feliz estando afastado de Deus; portanto, a verdadeira alegria só poderá ser alcançada com oração. Consciente disso, logo que levanto, me benzo com água benta, faço a Consagração a Nossa Senhora e rezo quatro orações de proteção pessoal, na certeza que as forças do mal não estarão me tentando naquele dia. São elas:

1. “Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos e de todos os perigos e pecados. Amém.”

2. Oração a São Miguel Arcanjo: “São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe, Deus, instantemente o pedimos. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo Divino poder, precipitai no inferno a satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas - que permaneçam aos pés da Cruz de Jesus. Assim seja.”

3. “Levanta-se Deus, intercedendo a bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e toda a milícia celeste, e sejam dispersos os Seus inimigos e fujam de Sua face todos os que os odeiam. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.”

4. Oração ao Santo Anjo da Guarda: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade Divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine e me dê a paz. Amém.”

Quem conhece estas orações, percebe que acrescentei umas palavras a mais, mas já me acostumei com elas assim e nem sei exatamente como eram antes. O importante é que sejam rezadas com o coração e muita confiança em cada frase pronunciada. Rezo ainda muitas outras orações e jaculatórias toda manhã.

Isso já seria o suficiente para alcançar a perfeita alegria em cada dia? Logicamente que não, mas é um bom começo, concorda? Ficam faltando: as obras de caridade, a oração do Terço, a Santa Missa, a reflexão na Sagrada Escritura, muita paciência em casa, amor ao próximo a todo momento e estar sempre disposto a multiplicar os talentos. Confesso que não pratico tudo todos os dias, mas, na semana, continuo servindo ao bom Deus.

E a paz que sinto quando o domingo termina não tem preço. Isto sim, para mim, é uma verdadeira alegria! O dever cumprido para com Deus, para com a Igreja e para com os irmãos, me dá a certeza que consegui vencer as tentações do mundo e enviei um tijolo a mais para o Céu - na construção da minha morada eterna.

 

* H I S T Ó R I A - 14 outubro 2011

 

Nas missas, um sacerdote ficava incomodado ao ver uma senhora de joelhos, rezando o tempo todo durante a homilia. Era só ele começar a explicar o Evangelho e ela se ajoelhava.

Um dia, após a celebração, o padre se aproximou da mulher e disse:

- Minha senhora, quero lhe pedir um favor. Quando eu estiver fazendo o sermão, procure prestar atenção nas minhas palavras e, para isso, não é necessário ficar de joelhos no primeiro banco da igreja! Guarde o terço e permaneça sentada como os demais, por favor!

Daquela data em diante, ela seguiu exatamente a orientação que recebeu; mas, ele, embora aliviado com a nova postura da fiel devota, não conseguia repetir suas belas homilias de tempos atrás.

Certa manhã, voltou a falar com a mesma senhora:

- Desculpe-me por incomodar-lhe novamente, mas eu gostaria de saber se as pessoas comentam que estou tendo dificuldades em encaixar as palavras nas reflexões que faço nas missas.

Ela respondeu:

- Sim, eu tenho escutado falarem isso, mas, se o senhor quiser, volto a me ajoelhar e pedir a Deus que o abençoe no sermão, como eu fazia antes!

Bem, só conheço a história até aí, mas, se eu fosse o sacerdote, concordaria que ela continuasse rezando cada vez mais por mim.

Rezar só faz bem e nunca devemos desprezar uma prece feita com o coração.

Há muitas maneiras de rezar, principalmente quando estamos servindo a Deus com humildade e espírito cristão: socorrendo os pobres, evangelizando, organizando eventos religiosos ou estudando para o crescimento espiritual.

E no sentido de aceitar os convites de Deus, rezar nunca é demais!

Desejo a você, leitor, muita paz, saúde e perseverança na fé. Isto também é uma oração!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

OS CUIDADOS COM A LÍNGUA

 

Há dois fatos nos Evangelhos que merecem ser lembrados: o primeiro, relata uma cilada que prepararam para o Mestre (Mt 22, 15-21):

“Os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: ‘Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?’

Jesus percebeu a maldade deles e disse: ‘Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? Mostrai-me a moeda do imposto!’ Trouxeram-lhe então a moeda e Jesus disse: ‘De quem é a figura e a inscrição desta moeda?’ Eles responderam: ‘De César’. Jesus então lhes disse: ‘Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’.”

Como se vê, a pergunta feita a Jesus era de extrema gravidade, pois envolvia um dilema, do qual acreditavam que Ele não poderia sair: se dissesse que não deviam pagar o imposto, acusá-lo-iam a Pôncio Pilatos; se dissesse que devia ser pago, desagradaria o povo de Israel. A questão era embaraçosa de todos os pontos de vista, mas a sabedoria Divina na resposta desconcertou os fariseus - que nem ao menos replicaram.

No segundo fato bíblico que vou citar, a pergunta capciosa foi apresentada a propósito por Jesus (Lc 14, 1-6):

“Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Diante de Jesus, havia um hidrópico. Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da lei e aos fariseus: ‘A lei permite curar em dia de sábado ou não?’ Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o. Depois lhes disse: ‘Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?’ E eles não foram capazes de responder a isso.”

Portanto, ler diariamente um trecho da Sagrada Escritura é importante, mas isto pouco adianta àquele que não vive o seu conteúdo de coração aberto. Seguir Jesus é usar de muita sabedoria na observância da Lei, procurando sempre promover a vida plena e eterna para todos. Quem tem em mente a prática do bem e caminha em comunhão com o Espírito Santo, não se torna escravo da hipocrisia religiosa, não é mesmo?

Alguns fariseus foram exemplos de que Deus não escolhe os mais capacitados para servi-Lo, mas capacita os escolhidos. E, ainda hoje, os escolhidos são aqueles que respondem ‘sim’ ao chamado e se oferecem para servir com humildade.

 

 

* H I S T Ó R I A - 9 outubro 2011

 

Havia uma tribo que morava num lugar horrível. Lá, quase não batia sol, nem viam as estrelas e existiam poucos animais. Viviam à beira de um rio, se alimentando de peixes e sempre com medo de saírem daquele buraco.

Um dia, um grupo de jovens resolveu se aventurar pelos caminhos escuros e descobrir outros meios de sobrevivência. Enfrentando muitos perigos, foram em frente até chegarem ao topo de uma montanha. Maravilhados com a luz do sol e o verde da mata, iniciaram uma discussão para resolver se voltariam ou não à tribo para buscar os que lá ficaram. Como não chegaram a um acordo, alguns foram em frente e outros retornaram - novamente enfrentando todos os perigos, por amor aos amigos que deixaram para trás.

De volta ao esconderijo, os eufóricos jovens começaram a contar tudo o que os esperava do outro lado; mas, julgados loucos pelos mais velhos, foram condenados à morte. Uns morreram e outros conseguiram escapar, levando mais pessoas para desfrutarem as maravilhas que Deus pôs na natureza.

O tempo foi passando e, quanto mais coisas descobriam, mais tentativas faziam para trazer àqueles que ficaram na escuridão. E sempre a história se repetia: uns aceitavam, saíam e não se arrependiam; mas os teimosos preferiam não acreditar em nada e expulsavam os ‘loucos’.

Amigo leitor, devemos sempre nos questionar: ‘Onde nos encaixamos na história? Continuamos no mundo perdido, estamos acomodados no lugar maravilhoso, ou buscamos resgatar aqueles que precisam de ajuda?’

Um dia, não seremos julgados pelos carros que compramos, nem pelas viagens que fizemos, ou pelas roupas que vestimos, mas, sobretudo, pelas nossas obras espirituais. Quem não tem tempo para Deus, vive perdendo tempo e pode perder o Céu!

Sabemos que há muitos que continuam vivendo nas trevas, não conhecem os caminhos da graça e aguardam os nossos testemunhos de fé. Cabe a cada um de nós, mais privilegiados, retirá-los do mundo obscuro e conduzi-los ao amor infinito de Deus.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

QUANDO A FÉ PREVALECE

 

O Antigo Testamento diz que a fidelidade a Deus dá vida ao homem: “...eu sou o Senhor que te cura” (Êx 15, 26). Também nos Evangelhos, apesar dos muitos milagres de cura citados, Jesus deixou bem claro: “Quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 27). Portanto, quem não colocar em prática o dom da fé que recebeu no batismo, corre o risco de desanimar e deixar de receber a graça.

Até Madre Teresa de Calcutá acreditou que Deus a havia abandonado, chegando a duvidar de Sua existência. Mas, perseverando com fé nas suas provações, na década de 70 escreveu assim: “Sem sofrimento, o nosso trabalho poderia ser apenas um serviço social. Toda a desolação dos pobres deve ser resgatada e nós devemos tomá-la um pouco sobre os nossos ombros”.

Pois é, sabemos que a graça de Deus está em toda parte; mas, Ele quer a nossa; mas, a colaboração para concedê-la. Muitas vezes, quem menos espera alcançá-la, fica completamente estarrecido com tamanha maravilha, como ocorreu nesta história real - divulgada no ‘site da Canção Nova’:

Um sacerdote de Nova Iorque se dispôs a rezar numa das paróquias de Roma quando, ao entrar, encontrou um mendigo e percebeu que era um companheiro de seminário - ordenado padre no mesmo dia que ele. Depois de identificar-se, escutou do mendigo como havia perdido a fé e a vocação. Ficou profundamente chocado.

No dia seguinte, o sacerdote americano teve a oportunidade de assistir a Missa privada do Papa. Ajoelhou-se diante dele, pediu que rezasse por seu companheiro de seminário e descreveu brevemente a situação. Um dia depois, recebeu o convite para almoçar com o Santo Padre e levar o referido homem.

Após o almoço, o Pontífice solicitou ao sacerdote que os deixasse a sós e pediu ao mendigo que escutasse sua confissão. O homem, impressionado, respondeu que já não era sacerdote, mas o Papa disse-lhe: ‘Uma vez sacerdote, sacerdote sempre’. Insistiu o mendigo: ‘Porém, estou fora de minhas faculdades de presbítero!’. Explicou-lhe, então, o Papa: ‘Eu sou o bispo de Roma e posso encarregar-me disso’.

O homem escutou a confissão do Santo Padre e lhe pediu que também escutasse a sua. Depois disso, chorou amargamente. Ao final, João Paulo II lhe perguntou em que paróquia estava mendigando, o designou assistente do pároco e encarregado da atenção aos mendigos. Alguém imaginaria isto?

Um dia, perguntaram a João Paulo II se iria renunciar. Ele respondeu: “Se Cristo tivesse descido da cruz, eu teria o direito de renunciar”. Portanto, querido leitor, viva a sua fé e a pratique da maneira que Deus lhe permitir. A Igreja sempre rezará por você.

 

* H I S T Ó R I A - 2 Outubro 2011

 

Num pequeno lugar, um grupo de pessoas sempre se divertia com o ‘idiota da aldeia’. Era um pobre coitado, sem nenhuma intelectualidade, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente o chamavam ao bar e ofereciam a ele uma escolha entre duas opções: uma moeda de um real ou outra de cinquenta centavos. Ele pegava a menor e deixava a de um real sobre o balcão, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos poucos amigos que tinha, chamou-o e perguntou se ainda não havia percebido que a moeda que escolhia valia menos. O bobo, respondeu: ‘É claro que sei, mas se eu pegar a maior, a brincadeira acaba e vou deixar de ganhar cinquenta centavos!’

Pois bem, quais eram os verdadeiros tolos na história? Certamente não era o ‘bobo’, pois, ele se mostrava pouco ganancioso - a ponto de manter sua miúda fonte de renda - e não se importava com a opinião dos outros a seu respeito. Como a ambição e o orgulho derrubam muita gente importante, o ‘bobinho’ conseguia levar a vida com certa sabedoria.

Mas, logicamente, ninguém gostaria de estar no lugar dele, concorda? Sabemos que é triste depender de esmolas para viver, embora, ser rico, também é motivo de desgraça para muitos. Eu que nunca estive em nenhuma dessas duas situações - graças a Deus! -, fico imaginando o que faria se precisasse enfrentar um dos extremos financeiros: a miséria ou a fortuna.

Com fome e sem sapatos para calçar, será que eu iria à igreja? E com um iate para descansar nos finais de semana ou cavalos bonitos para montar, será que eu daria valor à oração?

Se você tivesse que ajudar ou receber ajuda, quem gostaria de ser: o rico ou o pobre? Se responder ‘nenhum deles’, eu diria que não é justo você deixar de contribuir para melhorar a situação social em que vivemos.

Madre Teresa dizia: “O que eu posso fazer, você não pode; o que você pode, eu não posso; mas, juntos, podemos fazer belas coisas para Deus”.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

MINHA AVÓ QUERIDA

 

Eu me recordo com carinho de minha nona Sebastiana - mãe de meu pai e minha madrinha de batismo. Desde que eu era pequeno, ela tinha verdadeira paixão por mim e eu por ela. Em 1983, quando tive trombose, ela me visitou todos os dias no hospital de Monte Sião. Quando pude andar novamente e fui até a casa dela, ela chorou como criança a me ver de pé. Falava comigo com sotaque italiano que me emociono só de lembrar.

Quando faleceu, em 1989, os filhos, noras e netos ficaram com os pertences dela - e não eram poucos! Ela guardava bonitos jogos de crochê, tinha relógios antigos e uma cristaleira cheia de peças vistosas. Todos pegaram alguma coisa, mas eu, quando soube da ‘partilha’, já não restava mais nada e não vi a ‘minha parte’.

Um ano depois, a casa foi vendida. Passaram-se mais alguns meses e eu me lembrei que a nona tinha uma imagem de São Sebastião num oratório pregado na parede do tanque de lavar. Conversando com a minha mãe, perguntei quem havia ficado com aquela imagem e ela me disse que não sabia. Fui até lá, perguntei à senhora proprietária a respeito e ela respondeu: “Tem sim uma imagem de santo lá no quintal. Se quiser, pode levar”. Eu nem pude acreditar que aquilo era verdade.

Hoje, no oratório com mais de vinte santos que tenho no quarto, a imagem de São Sebastião é a mais antiga e, segundo muitas pessoas que viram, é também a mais bonita - tem mais de 50 anos! Com certeza, a nona intercedeu a Deus para que ela fosse minha e eu rezo diante dela todas as manhãs.

Pois bem, embora com pouca cultura, minha nona sempre tomou decisões certas na vida: rezava demais; batalhou com dignidade para o sustento da família - quando foi rica e quando ficou pobre; sempre praticou a caridade; esbanjou amor e obediência ao nono; e nunca caiu em tentação de pecados mortais. Se não fosse assim, eu estaria agora contando passagens de sua vida? Eu teria o presente que ela me deixou? Ela chegaria ao final da ‘estrada’ que, com a ajuda de Deus, escolheu?

Tenho fé que vou encontrá-la no Céu e dar-lhe os parabéns pelas belas escolhas que fez. Quero dizer-lhe também que, mesmo após a sua morte, todos aplaudiram as decisões que tomou, baseadas em honestidade e confiança no Senhor. E espero contar-lhe ainda que meu pai aprendeu muitas virtudes com ela, me criou com o seu exemplo de homem temente a Deus e, eu, procurei orientar os meus filhos a seguirem pelo mesmo caminho.

Ela acreditou que tudo pode ser mudado pela oração e nunca confiou que o nosso destino já está traçado. Deus tem uma linda missão para cada um de nós, nos dá muitos dons para trilharmos nos bons caminhos e sempre nos chama à conversão. Uns aceitam o Seu chamado de amor, outros só O escutam na dor e, alguns, decidem caminhar sozinhos. Resolva, com oração, você também!

 

* H I S T Ó R I A - 24 Setembro 2011

 

Antônio, um pai de família, quando voltava do trabalho deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente. Vinha cortando todo mundo e, quando se aproximou do carro de Antônio, deu-lhe uma tremenda fechada e o jogou para a outra pista. Naquela hora, a vontade de Antônio foi xingá-lo e impedir sua passagem, mas logo pensou:

- Coitado! Para estar tão nervoso e apressado assim, com certeza precisa chegar logo ao seu destino.

Assim, foi diminuindo a marcha e o deixou passar.

Chegando em casa, Antônio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela esposa. Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua mulher veio ao seu encontro e o tranquilizou, dizendo:

- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho. Ele já está fora de perigo.

Bem, acredito que já deu para concluir que o cirurgião era aquele senhor apressado que Antônio havia dado passagem. E se os dois estivessem com pressa, o que teria acontecido? E se o médico não atendesse o chamado com tanto amor à vida humana, qual seria o destino do menino inocente?

Neste caso, uma pessoa comprometida com a saúde do próximo evitou uma morte, mas há quem diga que não visita um pobre por ‘falta de tempo’. Corre tanto que só se ocupa com ‘coisas urgentes’!

Ainda bem que Jesus deixou bem claro que os dois primeiros Mandamentos são os mais importantes: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo’. Portanto, não há como colocar nada na frente disso e ainda usar alguma desculpa para disfarçar a preguiça ou se acomodar no serviço a Deus.

Exercite, você também, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

O PREÇO DAS NOSSAS ESCOLHAS

 

No filme ‘Crimes e Pecados’, o personagem interpretado por Woody Allen diz: “Nós somos a soma das nossas decisões”. Concordo que, se não aceitarmos os chamados de Deus, colheremos o que plantamos e o ‘destino’ nada tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outras e, de opção em opção, vamos escrevendo a história de nossa vida. Não é tarefa fácil, pois no momento em que alguém escolhe ser médico, por exemplo, está fechando as portas das outras profissões para sempre; mas, não se pode ter tudo, não é mesmo?

No amor, acontece a mesma coisa: namora-se um, outro, até que chega o momento em que é preciso decidir com quem se casar e como estruturar uma família, assumindo a responsabilidade de conduzi-la nos caminhos da fé e do amor.

Todas as decisões têm seus prós e contras: morar ou não na cidade; ter muitos ou poucos filhos; comer de tudo ou ser vegetariano; enfim, a maioria das alternativas é válida, mas há um preço a pagar por elas!

Muita gente gostaria de ser uma pessoa diferente a cada ano só para deixar as experiências ruins para trás e recomeçar, tipo: ser solteiro novamente; não ter mais filhos para cuidar; zerar as contas a pagar etc. Como nada disso é possível para quem tem caráter, nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, concorda?

É lógico que devemos reavaliar decisões e trocar de caminho - ninguém é o mesmo para sempre -, mas as mudanças devem acrescentar algo positivo para o futuro e não apenas anular as experiências vividas. A estrada da vida é longa, o tempo é curto e quanto menos errarmos, melhor.

Bem, caso isto tudo tenha ficado bem claro e você concordado comigo, vamos refletir agora em como melhorar as nossas decisões. Partindo da célebre frase de Einstein: “É mais fácil quebrar um átomo do que mudar um hábito”, sem dúvida, antes estar sempre no caminho certo do que tentar correr atrás do prejuízo, não?

Portanto, as nossas decisões só nos colocarão numa trilha abençoada se forem tomadas com oração. Rezando, reduzimos as possibilidades de alguma coisa dar errada e, assim, ganhamos o respeito de muitos e a confiança necessária para fugirmos dos pecados. Quanto mais isto tudo acontecer - orar e tomar decisões que nos aproximem de Deus -, mais bonita será a nossa ‘história de hábitos’ quando partirmos para o Céu.

Olhe ao seu redor... Quanta gente quer lhe dar a mão ou precisa da sua ajuda para se levantar! Faça o que Jesus Cristo faria se estivesse no seu lugar ou explique a sua escolha a Ele. Cada um pagará sozinho o preço da sua decisão.

 

* H I S T Ó R I A - 17 Setembro 2011

 

Certa vez, um garoto entrou na sala de emergência de um hospital depois de ter sido atropelado. O motorista que o socorreu, ao ser interpelado para efetuar o depósito necessário ao atendimento, informou que não possuía, naquele momento, dinheiro ou cheque que pudesse oferecer em garantia, mas, se o hospital aceitasse, poderia pagar no mês seguinte.

O atendente resolveu consultar um dos diretores do hospital, que também era o médico de plantão naquele momento. Após muita conversa, o médico não liberou o atendimento, fato que levou a criança a falecer.

O diretor, novamente chamado para assinar o atestado de óbito do garoto, ao chegar para o exame cadavérico, descobriu que o menino atropelado era seu próprio filho!

Pois é, se arrependimento matasse! Mas, mesmo sabendo que tais fatos continuam acontecendo, educamos nossos filhos para enfrentarem com sabedoria o poder financeiro que toma conta do mundo? Ensinamos que eles serão muito mais felizes se não ostentarem tanto luxo na vida? Combatemos no dia-a-dia do lar as falsidades ideológicas que a televisão procura incutir em suas mentes?

O dinheiro fala mais alto em muitas circunstâncias, não é mesmo? E, infelizmente, sabemos que chega a ser mais importante do que a vida de muita gente!

Refletindo neste caso que contei, chego à conclusão que a vida é simples se permitirmos que o amor more definitivamente em nossos corações. O amor sincero vence até os sete pecados capitais: a gula, a luxúria, a avareza, a ira, a inveja, a preguiça e o orgulho.

Alguém um dia disse assim: ‘Se você não ama o suficiente e é muito apegado ao dinheiro, por pior que seja o buraco em que você se encontra, reaja logo e pense que, por enquanto, ainda não há terra por cima’.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

HOMENAGEM ÀS CRIANÇAS E À VIRGEM MÃE

 

Reflita comigo, querido leitor, a quem é mais fácil prestar uma homenagem? Talvez, uns digam: ‘Às crianças, é claro, pois qualquer presentinho ou passeio já as diverte!’ Será mesmo? Como, então, explicar que alguns filhos ricos não se contentam com nada? E como agradar a criança pobre se os pais não têm nem comida em casa?

Por outro lado, homenagear a Virgem Maria é muito fácil: basta rezar um Terço, ou assistir uma Missa, ou ajudar um pobre, ou perdoar um inimigo, ou fazer uma penitência, ou se consagrar ao Imaculado Coração; enfim, tudo o que agrada a Deus, alegra o coração da Mãe. Qualquer esforço extra de nossa parte para homenageá-la, acaba se transformando num presente maravilhoso.

Tempo para isso sempre arranjamos. E falando em rezar, esta belíssima oração é atribuída a São Bernardo (séc. XII) e tornou-se muito popular desde o século XV:

‘Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa proteção, implorado Vosso socorro e invocado Vosso auxílio, fosse por Vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como minha Mãe recorro; de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de ouvi-las propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém.’

Outra linda oração que rezo diariamente, aprendi, ainda jovem, quando parti para um estágio em São Paulo - 1977 - e recebi de minha mãe uma estampa de Nossa Senhora Aparecida. No verso, estava escrito: ‘Santa Mãe querida, dai-nos a Sua bênção. Que os raios de luz de Sua coroa sejam lâmpadas para os nossos pés e que Seu sagrado manto seja o nosso eterno abrigo. Que o Seu infinito amor nos assista. Amém.’

Para concluir estas homenagens, só resta dizer que tudo o que vem de Deus é maravilhoso: as nossas crianças, as orações que as mães ensinam aos filhos e, acima de tudo, a proteção que temos da mais pura entre todas as criaturas: Nossa Senhora. Tenho conversado com pessoas, pedindo que as ajude a rezar pela graça que precisam. Por exemplo, certa vez, um dos porteiros do prédio onde moro - ele não é católico - pediu que eu rezasse pela dor que vinha sentindo há um ano - desde que operou de hérnia. Disse-me que não dormia à noite e passava o dia inteiro com dor. Dei a ele uma estampa de Nossa Senhora da Agonia e pedi que rezasse comigo a oração. Já no dia seguinte, ele estava alegre e contou que a dor havia passado. De lá pra cá, ele passa bem e nem se lembra do incômodo que sentia.

Confiando em Nossa Senhora como uma criança confia na mãe, Ela também nos homenageará com muitas bênçãos. Assim seja!

 

 

* H I S T Ó R I A - 11 setembro 2011

 

Numa missa de domingo, um rapaz levou no bolso um aparelho eletrônico que, ligado, interferia no som da igreja e, de propósito, o jovem acionava várias vezes o botão do objeto durante a celebração - para desespero dos presentes, que não sabiam o que estava acontecendo.

Na semana seguinte, a mesma história se repetiu e nas demais também, até que resolveram ‘aposentar’ os microfones sem fio para se livrarem do problema; porém, durante uma procissão de rua, todos os microfones precisaram ser usados e o barulho da interferência clandestina voltou.

Um engenheiro de som foi chamado pelo padre e, já naqueles dias, montou um equipamento que permitia detectar de onde vinha o sinal daquela frequência. Pois bem, no final da próxima missa, pegaram o autor da peraltice.

Então, uma comissão da paróquia foi à sua casa conversar com os pais. Ficaram sabendo que o garoto era um excelente aluno no colégio e havia conquistado vários prêmios em pesquisas que realizou. Mas, apesar dessa inteligência, os paroquianos constataram que o rapaz desconhecia a misericórdia de Deus!

Daí, entregaram de presente a ele a Bíblia Sagrada e o convidaram a participar da Pastoral da Juventude, que se reunia todos os sábados no salão comunitário. Em pouco tempo, ele se enturmou com os novos colegas e, um ano depois, foi crismado.

O padrinho que ele escolheu era a mesma pessoa que o presenteou com a Bíblia e o introduziu no grupo jovem. Foi a maneira de o rapaz reconhecer que ‘desamor, com amor se paga’.

Hoje, ele é responsável pelo som na igreja e se esforça em melhorar a qualidade do equipamento, inclusive, projetou um sistema que impede as interferências que ele próprio causava. E ninguém consegue imaginar a paróquia sem a presença dele nos aparelhos.

E quantos jovens poderiam seguir por esse caminho, não? Caro leitor, você concorda que quando os pais não conseguem evangelizar os filhos, deveriam procurar ajuda na comunidade? Será que os responsáveis por ‘garotos-problema’ sabem os horários de grupo-jovem nas paróquias? Se houvesse mais amor e oração nos lares, quanta desgraça poderia ser evitada.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

PASSOS PARA O CÉU

 

A cada passo errado que damos, a nossa carga de pecados fica ainda mais pesada e mais nos distanciamos da graça de Deus. Infelizmente, isso continua acontecendo com a maioria das pessoas, não? Mas, considerando a grande dose de inteligência de que somos dotados e o dom da fé que recebemos no batismo, por quê demoramos tanto para dar meia-volta e correr para os braços do Pai? Se Deus falasse com cada um de nós, nos converteríamos mais depressa, você concorda?

Porém, depois de tudo que Jesus sofreu e diante de tantos milagres que acontecem a todo momento, seria um absurdo exigir ouvir a voz do Senhor ecoando alta e clara em nossos ouvidos. Quem busca, a ouve diariamente na Missa, na Bíblia e nas palavras do pobre que clama por socorro, contudo, como colocar isso na cabeça daquele que não tem fé? O que podemos fazer é mostrar-lhe que não somos capazes de enquadrar os mistérios de Deus nos estreitos limites da razão humana e, ainda, afirmar que a Santíssima Trindade está infinitamente acima da nossa capacidade de compreensão.

São Paulo dizia aos romanos que “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8, 28) e, para quem tem fé, isto é suficiente para confiar na providência Divina. Portanto, o Senhor sabe aproveitar os acontecimentos da nossa vida para o nosso próprio bem. Aceitar esta verdade é ter fé e saber abandonar-se nas mãos de Jesus.

Todos os santos chegaram ao Céu pelo martírio ou pela perseverança na oração, e não será andando na ‘contramão’ que iremos imitá-los. Mesmo vendo centenas de pessoas correndo morro abaixo e se afastando de Deus, devemos continuar buscando o perdão do Pai e caminhar passo a passo rumo à vida eterna. Refletindo nos ensinamentos bíblicos, enxergaremos melhor as ‘placas de sinalização’ para acharmos o caminho certo.

Conta-se que um rei resolveu criar algo diferente para as pessoas do seu povoado: um lago de leite. Então, pediu que cada um levasse um copo de leite naquela próxima madrugada e o jogasse no reservatório vazio. Quando amanhecesse, o lago estaria formado.

Na manhã seguinte, tal foi a surpresa quando o rei viu o lago cheio d’água e não de leite. Consultando o conselheiro do reino, foi informado que todas as pessoas tiveram o mesmo pensamento: ‘No meio de tanto leite, se o meu copo for de água, ninguém perceberá!’

É por este tipo de comodismo que continuamos andando na contramão do atalho que nos leva ao Paraíso. Se cada um fizer a sua parte em qualquer circunstância da vida, sempre estará pronto a dizer: ‘Bendito seja Deus que me conduz ao Céu’.

 

* H I S T Ó R I A - 3 Setembro 2012

 

Um senhor de idade foi morar com o filho, a nora e o netinho de cinco anos. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. Na hora de comer, as ervilhas rolavam, caíam da colher e, quando ele pegava no copo, derramava leite na toalha da mesa. Sempre o filho e a nora irritavam-se com a bagunça e diziam: ‘Precisamos tomar uma providência!’

Então, decidiram colocar uma mesinha no canto da cozinha para o avô comer sozinho, enquanto o restante da família fazia as refeições na mesa do centro. E desde que o velho quebrou dois pratos, sua comida só era servida numa tigela de madeira. O netinho sempre via algumas lágrimas em seus olhos e ficava triste também.

Numa noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão manuseando pedaços de madeira e perguntou: ‘O que você está fazendo, menino?’. O filho respondeu: ‘Tigelas para você e mamãe comerem quando eu crescer’.

Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. E embora não tivessem respondido, sabiam o que precisava ser feito.

Imediatamente, o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente o conduziu à mesa de jantar. Dali pra frente, ele comeu todas as refeições com a sua família, que não se importava mais quando um garfo caía, ou o leite era derramado, ou a toalha ficava suja. Aprenderam que se não dessem amor ao velho, iriam se arrepender amargamente um dia.

E nós, será que já vivemos o suficiente para aprendermos que a vida nem sempre nos dá uma segunda chance para amar? Será que aprendemos que amar é dar o melhor que temos a quem mais precisa? Será que sabemos que as pessoas que mais nos amam são aquelas que já experimentaram o nosso amor? E será que praticamos o amor sincero e fraterno que Jesus nos ensinou? Pense nisso.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

UM VERDADEIRO ATO DE ENTREGA

 

Eis algumas palavras de Jesus, reveladas a um sacerdote italiano de Nápoles - Dolindo Ruotolo - que morreu em fama de santidade. Esta mensagem nos ajuda a crescer muito na fé:

“Por que vós tão facilmente vos deixais inquietar e perturbar? Entregai-me, pois, as vossas preocupações e tudo irá acalmar-se. Assim, em verdade eu vos digo, que cada ato confiante, verdadeiro e completo de entrega a mim, produz justamente aquele efeito que vós tanto desejais e soluciona a situação dolorosa, cheia de espinhos.

Entregar-se a mim não significa deixar-se tomar pelo medo, preocupação, desespero e, só depois, recorrer a mim numa oração fervorosa para que eu vos socorra. Antes, fechar tranquilamente os olhos da alma e abandonar-se a mim, para que somente eu o leve à outra margem, como uma criança que dorme nos braços de sua mãe.

Aquilo que vos perturba e prejudica é a pertinácia em refletir e ponderar vossas preocupações, atormentando-se ainda em querer fazer, a qualquer preço, tudo por si mesmo. Quando, porém, sou eu que atuo, quando a alma em necessidade se dirige sem reservas a mim nos seus interesses espirituais e materiais, esforçando-se por olhar para mim enquanto pode dizer cheia de confiança: ‘Cuidai Vós’, então, assim, ela fecha os olhos interiores e descansa em meus braços. Enquanto vos atormentais em demasia, recebereis poucas graças. Quando, porém, as vossas orações forem um total ‘confiar-se’, então, recebereis muitas graças.

No sofrimento, rezais para que eu o retire de vós, todavia, da maneira como vós imaginais. É verdade que vos dirigis a mim, mas quereis que eu me amolde às vossas ideias; são como os doentes que pedem auxílio médico, no entanto, eles mesmos prescrevem-lhe o modo de se tratarem. Quanto a vós, não agis dessa maneira, mas rezai como eu vos ensinei no Pai Nosso.

Quando achardes que o mal piora ainda mais ao invés de melhorar, não vos preocupeis. Fechai de novo os olhos da alma, ou seja, do coração, e dizei-me com toda confiança: ‘Seja feita a Vossa vontade, cuidai Vós, ó Senhor!’. Pois, então, eu vos digo que vou cuidar e intervir como um médico, com toda a minha onipotência divina e que, se for necessário, operarei até um milagre.

Repousai simplesmente em mim, acreditai na minha bondade, rogo-vos com insistência e vos asseguro na força do meu amor que quando dizeis nesta disposição: ‘Cuidai Vós’, eu vou cuidar inteiramente, vou consolar-vos, libertar-vos e conduzir-vos. E quando tiver que vos levar por outro caminho diverso daquele que vós pensais, eu irei instruir-vos.

Por isso, confiai inteiramente em mim, descansai em mim, entregai-vos em tudo a mim! Operarei milagres na medida de vossa entrega total e confiante a mim.”

Querido leitor, repita comigo: ‘Jesus Cristo, eu me entrego a Vós. Cuidai de mim, amém!’

 

* H I S T Ó R I A - 28 agosto 2011

 

Um jovem disse ao abade de um mosteiro:
- Eu gostaria de ser um monge, mas nada aprendi de importante na vida exceto jogar xadrez. Por ser uma bela e nobre diversão, quem sabe se este lugar não está precisando de mim?
O abade estranhou o pedido, mas pegou um tabuleiro, chamou um velho monge, ex-campeão de xadrez, e solicitou que jogasse com o rapaz. Antes de começar a partida, porém, acrescentou:
- Embora precisemos de diversão, não podemos permitir que todos fiquem praticando xadrez. Então, teremos apenas o melhor dos jogadores aqui. Se nosso monge perder, ele sairá do mosteiro e abrirá uma vaga para você, meu jovem.
O abade falava sério e o rapaz sentiu que jogava sua própria vida. Começou a suar frio e a olhar para o tabuleiro como se fosse o centro do mundo! E com muita habilidade nas jogadas, atacou o monge que, mesmo perdendo, não escondia seu olhar de santidade.
Vendo a serenidade do adversário, o rapaz começou a errar de propósito, afinal, não seria justo entrar para o mosteiro daquele jeito. De repente, o abade interrompeu a partida, dizendo:
- Jovem, você aprendeu muito mais do que lhe ensinaram. Primeiro, concentrou-se para vencer e foi capaz de lutar pelo que desejava. Depois, teve disposição para sacrificar-se por uma nobre causa. Seja bem-vindo ao mosteiro, porque mostrou que sabe equilibrar a justiça com a misericórdia.

Caro leitor, é importante lembrar que da mesma maneira que gostamos de receber ajuda nas dificuldades, todos gostam, e uns precisam muito mais da nossa compaixão do que imaginamos.

O amor ao próximo deve sempre prevalecer.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** RESGATE DA AUTO-ESTIMA

 

Apresento hoje uma sequência de conselhos para cultivarmos o nosso amor-próprio a cada dia. O autor dos nove itens abaixo é o padre americano Robert Degrandis, que trabalha com ministério de cura há quase cinquenta anos!

  1. Estou bem como estou, não como estava ou poderia ser. Sou amável assim como sou, com todos os meus pontos positivos, com todos os meus pontos fracos, inclusive pecados.
  2. Deus não faz questão de que eu seja perfeito, mas sim de que eu me entregue a ele planamente agora mesmo.
  3. Sentimentos de culpa fazem mal. Deus não quer que eu sinta culpa por coisas que não posso mudar. Deus quer que eu trabalhe naquilo que posso mudar.
  4. Posso admitir erros, problemas e fraquezas, sem perda do amor-próprio. O que importa é aprender com os erros e tratar de enfrentar os problemas.
  5. Tenho valor, não importa o que digam ou pensem os outros. Mesmo as pessoas que mais amo podem destruir minha importância ou minha dignidade como pessoa.
  6. Minha importância não se baseia no que faço ou realizo, mas no que sou como pessoa.
  7. Sou capaz de fazer o bem pelos outros e conseguir êxito na medida certa. Eu cresço ao aprender a dar e receber.
  8. Posso mudar se realmente quiser, e posso dar forma ao meu futuro com as decisões tomadas hoje.
  9. Posso ser feliz, ainda que a vida não tome o jeito que eu gostaria. Sou tão feliz quanto quero ser.

Aqueles que praticarem estes ensinamentos, certamente viverão mais felizes e serão mais aceitos na sociedade. Para isso, é muito importante que tenhamos plena consciência da Misericórdia de Deus para conosco. Se Ele nos ama e perdoa, por que também não nos amamos sem sentimentos de culpa?

No Evangelho escrito por Marcos (12, 3), Jesus nos convida a amar, assim: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Se meditássemos mais na profundidade dessas palavras, saberíamos que não é possível amar um irmão senão na medida em que se ama a si próprio. Portanto, todo sentimento de culpa pode e deve ser curado: primeiro numa confissão - através do perdão do Pai que nos criou - e, depois, dentro de cada um de nós.

No campo da psicologia, a importância ao amor-próprio em tratamentos e análises também é cada vez maior porque todas as ciências se fundamentam nos ensinamentos do mesmo mestre: Jesus Cristo.

 

* H I S T Ó R I A - 21 agosto 2012

 

Um homem começou a pintar um barco de vermelho brilhante, como fora contratado para fazer. Enquanto trabalhava, percebeu que a tinta passava por um buraco no fundo e decidiu consertar o vazamento. Quando terminou, recebeu o pagamento e se foi.

No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e lhe deu um belo cheque. O homem ficou surpreso com o presente e disse:

- Ontem, o senhor já me pagou pela pintura!

- Mas isto é por ter consertado o buraco no fundo do barco - falou o proprietário.

Ainda estranhando o grande valor que recebia, o pintor indagou:

- Não está me pagando uma quantia muito alta por algo tão insignificante?

E, finalmente, o dono da embarcação explicou:

- Meu caro amigo, deixe-me contar-lhe que me esqueci de mencionar o vazamento e, quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado. Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida dos meus filhos! Nem tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua boa ação. Pedirei a Deus que sempre o abençoe por isso. Vá em paz!

Pois é, a nossa felicidade sempre está em fazer outras pessoas felizes; portanto, não importa para quem, quando e de que maneira, mas ajude, ampare, enxugue as lágrimas e conserte os ‘vazamentos’ que puder. Cada boa ação feita com amor vale como uma caridade a mais e, com certeza, contará pontos para você no Céu.

 

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** SÓ POR HOJE, PROMETO...

 

Além dos mandamentos sagrados da Lei de Deus, o grande homem e Papa João XXIII cumpria outros dez mandamentos que ele mesmo elaborou. São eles:

Primeiro: Só por hoje, tratarei de viver exclusivamente este meu dia sem querer resolver o problema da minha vida de uma vez.

Segundo: Só por hoje, terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros. Serei delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém e não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim.

Terceiro: Só por hoje, me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas neste também.

Quarto: Só por hoje, me adaptarei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.

Quinto: Só por hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me que, assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.

Sexto: Só por hoje, praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

Sétimo: Só por hoje, farei uma coisa de que não gosto e se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Oitavo: Só por hoje, traçarei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas, em todo caso, vou fazê-lo e me guardarei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

Nono: Só por hoje, ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim mesmo - como se existisse somente eu no mundo - ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

Décimo: Só por hoje, não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gozar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.

Querido leitor, que tal, durante um dia só, prometer praticar esses ensinamentos do Papa João XXIII e deixar de pensar que seria desanimador se tivesse que praticá-los durante toda a vida? E se não causar nenhum mal à humanidade, que tal renovar a mesma promessa a cada dia?

Eu também não passo um só dia sem cumprir uma promessa: ‘Só por hoje, vou trabalhar na construção do Reino de Deus’. Que bom seria se você que me ouve também quisesse estar ao meu lado cumprindo esta promessa!

 

* H I S T Ó R I A - 14 agosto 2011

 

Um homem era empregado de uma fábrica na periferia da cidade onde morava. Toda manhã, ele pegava o ônibus e viajava cinquenta minutos até o trabalho. Na mesma condução, entrava uma velhinha que, sentada próxima à janela, tirava um pacotinho da bolsa e jogava alguma coisa para fora do ônibus.

Um dia, o homem ficou curioso e não resistiu em perguntar:

- Bom dia, desculpe, mas o que a senhora está jogando pela janela?

- Jogo sementes de flor - respondeu. - É que eu pego este ônibus todos os dias e gostaria de poder viajar vendo flores coloridas pelo caminho. Imagine como seria bom!

- Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto e são esmagadas pelos pneus dos carros ou devoradas pelos passarinhos? Acha mesmo que as flores irão nascer aí, na beira da estrada?

- Acho, meu filho. Mesmo que muitas sementes sejam perdidas, algumas certamente cairão na terra e, com o tempo, irão brotar.

- Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água!

- Ah, eu faço a minha parte. Sempre há dias de chuva, além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca nascerão, não é mesmo?

Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e continuou o seu ‘trabalho’. O homem desceu logo adiante, achando que aquela senhora estava meio caduca. O tempo passou, ele se aposentou e, um dia, no mesmo ônibus, o homem levou um susto: olhou para fora e avistou margaridas na beira da estrada, junto com hortênsias azuis, rosas vermelhas e outras flores. A paisagem estava colorida e linda! Ele lembrou-se da velhinha, procurou-a nos assentos e... nada! Acabou perguntando ao cobrador, que lhe respondeu:

- A senhora das sementes? Pois é, morreu de pneumonia já faz algum tempo.

O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. Sentiu uma lágrima correr pelo rosto e pensou: ‘Quem diria, as flores brotaram mesmo! Mas, pensando bem, de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda que plantou!’.

Naquele instante, escutou atrás de si uma gostosa risada de criança. Olhou e viu uma garotinha apontando entusiasmada pela janela:

- Olha mamãe, que lindo! Quanta flor pela estrada! Como se chamam aquelas azuis? E as branquinhas?

Então, ele entendeu o que a velhinha havia feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que semeou, ela cumpriu a sua missão, afinal, tinha dado um presente maravilhoso às pessoas.

No dia seguinte, o homem entrou num ônibus que iria por outras estradas, sentou-se do lado da janela e, com um sorriso maroto nos lábios, tirou um pacotinho do bolso...

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO

 

Hoje, quero recordar um fato vivido por Santo Antônio:

Um dia, em Tolosa, um rico e poderoso incrédulo, chamado Guialdo, teve longa discussão com Santo Antônio sobre o dogma, para ele inadmissível, da presença real de Nosso Senhor na Eucaristia! E o herege fez uma proposta ao Santo: ‘Tenho uma mula. Prendê-la-ei e deixá-la-ei em jejum durante três dias. No fim desse tempo, levá-la-ei à praça pública em presença de todos e lhe apresentarei a ração de aveia. Por vosso lado, lhe mostrareis a hóstia que, segundo as vossas palavras, contém o corpo do homem-Deus. Se a mula rejeitar a aveia para ajoelhar-se diante da hóstia, eu me declararei católico’.

No dia marcado, na praça, entre as zombarias de uns e apreensões de outros, apareceu o apóstolo com o Santíssimo Sacramento e o herege com a mula. Antônio impôs silêncio e, virando-se para o animal, lhe disse: ‘Em nome de teu Criador que trago, embora indigno em minhas mãos, conjuro-te e ordeno-te, ó ser desprovido de razão, a vir imediatamente prostrar-se diante d’Ele, para que os hereges reconheçam, por esse ato, que toda a criação está sujeita ao Cordeiro que se imola sobre nossos altares’.

Ao mesmo tempo ofereceram à mula o que reclamava o seu estômago, e ela, dócil à voz do santo, sem tocar na aveia, avança e dobra os joelhos diante do Santíssimo Sacramento, em atitude de adoração. A vitória de Antonio foi completa! O herege confessou lealmente suas faltas e, fiel à palavra que empenhara, declarou publicamente seus erros.

Que fato impressionante, não? Até me arrepio de contar! E um dia, quando participei do programa ‘A Tenda do Senhor’ na TV Canção Nova, referindo-se a esta história, o Pe. Léo comentou: “Se até um burro ajoelhou-se, por que ainda existem pessoas que não se ajoelham?”

Deixo esta pergunta para você, leitor, responder.

 

* H I S T Ó R I A - 7 agosto 2011

 

Um bondoso homem de oração vivia só numa velha cabana; porém, sempre limpa e abençoada. Muitos vinham visitá-lo quando precisavam de algumas graças na família, por confiarem na sua intercessão junto a Deus.

Com o passar dos anos, quase toda a população do lugar já conhecia o interior da cabana; contudo, ele nunca havia sido convidado para sequer tomar uma xícara de chá na casa de alguém. Mas, a humildade daquele homem era tanta que ele pouco se importava com isso.

Um dia, quando a saúde da esposa de um rico proprietário de terras se agravou, foram buscar o bondoso servo do Senhor para rezar com ela. Lá chegando, o dono da fazenda o recebeu na porteira:

- Ainda bem que veio. Já era hora! Peça a Deus que a cure e prometo que vou reformar a sua cabana inteira.

- O senhor me desculpe, mas não é dessa forma que o Pai nos atende.

- Bem, então, diga o que quer que eu faça!

- Quero que todos vocês entrem no quarto da senhora comigo e rezem juntos com muita fé.

- Ora, dizem que as suas orações são muito complicadas e demoram muito também!

- Demoram um pouco sim, mas, se o Senhor nos ouve pelo tempo que desejamos, o que custa rezarmos unidos por uma hora?

- Tá certo, não vamos mais perder tempo. Entre logo!

Quando chegaram ao quarto da esposa, ela já estava rezando em voz alta. Imediatamente, o homem de fé ajoelhou-se, pôs-se a acompanhá-la e, durante toda a semana, sem que ninguém o buscasse, ele continuou indo até a fazenda e rezando com a senhora.

Mais alguns dias se passaram e, certa tarde, o homem da cabana foi surpreendido com a chegada do fazendeiro e assessores no seu modesto lar. O rico senhor de botas começou a falar:

- Eu tomei a liberdade de trazer minha esposa até aqui porque ela me disse que vocês combinaram de rezar hoje e vou receber uns amigos em casa. Fiquem aí rezando porque eu estou atrasado no meu compromisso e preciso ir embora. Até mais tarde.

Poucas horas depois, durante a grande festa que dava na propriedade, o fazendeiro foi interrompido e informado que sua esposa havia morrido. Meio atordoado com a inesperada notícia, gritou com o empregado:

- E você, seu incompetente, a deixou lá na cabana, morta, nos braços daquele santo fajuto?

- Não, patrão, há mais um homem com eles.

- Quem mais chegou naquele lugar horrível?

- Antes de entrar, ele me beijou a face e disse que era filho do carpinteiro!

Pois é, queira Deus que seus anjos venham também um dia nos buscar!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** CRIATIVIDADE NA EVANGELIZAÇÃO

 

Todos nós somos criativos em maior ou menor grau; basta sabermos usar a criatividade para alcançarmos, com simplicidade, alguns resultados desejados.

No trabalho, por exemplo, se o patrão nos cobra um serviço urgente e o tempo não é suficiente para realizá-lo adequadamente, a criatividade pode ser mais bem praticada para o sucesso da missão. Nos estudos, muitos alunos conseguem bons resultados por serem criativos no aprendizado: inventam artifícios diversos para decorar fórmulas; destacam aspectos importantes da matéria para resumir; fazem questionários, simulando a própria prova etc.

Também podemos usar do nosso poder criativo e ajudar muitos irmãos a seguirem pelos caminhos da fé. Um simples objeto religioso à mostra no nosso corpo serve como instrumento de evangelização. Pode ser uma camiseta, um terço, uma corrente, um broche, enfim, um símbolo que destaque a nossa devoção e dê abertura para que outras pessoas se sintam atraídas por aquela mensagem.

Colocar um adesivo plástico no vidro do carro é outro recurso válido e barato para evangelizar. Têm imagens de Jesus e de Maria belíssimas que até chamam a atenção! Basta ser criativo: escolhendo uma bela estampa e divulgando-a em local de destaque.

Além desses meios, eu procuro evangelizar com testemunhos de fatos vividos em família ou na comunidade. Por serem casos reais que provam o amor de Jesus e de sua Mãe por nós, geralmente tocam profundamente nas pessoas. Assim, fica mais fácil ‘amolecer certos corações’ e conduzi-los para junto de Deus.

O importante é que, na evangelização, nunca falte humildade no relacionamento com os irmãos desgarrados e sempre haja muita oração - pedindo ao Espírito Santo que nos ilumine para resgatar almas quase perdidas.

Mas, pelo fato de eu estar falando de criatividade, não dá para esgotar o assunto. Cada um pode e deve colocar em prática o dom criativo que Deus lhe deu e ajudar a chamar mais pessoas para o trabalho em comunidade. Se nos unirmos contra as ciladas do demônio, cada vez mais nos afastaremos do pecado e alcançaremos mais graças dos céus.

Ao ressuscitar, Jesus nos mostrou, no bom sentido, que ‘quem ri por último, ri melhor’. Portanto, a cada alma que ajudarmos a chegar ao Paraíso, estaremos cumprindo uma parte da nossa missão aqui na terra e provocando boas gargalhadas dos anjos da guarda.

Se você ainda não tentou ajudar a Deus no processo de pescar e salvar almas, tenha coragem, seja criativo e tente. Um dia verá que valeu a pena!

 

* H I S T Ó R I A - 31 julho 2011

 

Um viajante resolveu passar alguns dias no mosteiro. Certa tarde, entrou num dos templos e encontrou um monge sorrindo.

- Por que o senhor sorri? - perguntou ao religioso.

- Porque entendo o significado das bananas. - disse o monge, abrindo a bolsa ao lado e tirando uma banana podre de dentro. E completou: - Esta é a vida que passou e não foi aproveitada no momento certo. Agora é tarde demais.

Em seguida, pegou uma bananinha verde, dizendo:

- Esta é a vida que ainda não aconteceu. É preciso esperar o momento certo!

Finalmente, tirou da bolsa uma banana madura, descascou e dividiu-a com o visitante, afirmando:

- Este é o momento presente. Saiba vivê-lo com sabedoria.

Ao partir, o viajante ficou pensando: ‘Quando uma pessoa imagina as melhores coisas da vida, geralmente pensa em bens materiais, como: carros, casas, roupas, jóias, jantares, dinheiro etc. Mas, então, o que é viver com sabedoria?’.

Na volta da viagem, ele passou novamente pelo mosteiro e fez a mesma pergunta ao monge:

- O que é viver com sabedoria?

- Há uma técnica infalível para descobrir isso - falou o religioso. - Imagine que você acorde amanhã e saiba que é a única pessoa viva em todo o mundo, mas Deus lhe dá a oportunidade de escolher uma dessas coisas para ter pelo resto de sua existência: a pessoa que desejasse ou todo dinheiro que quisesse. O que escolheria?

- É claro que escolheria alguém que eu gostasse demais e pudesse conviver em paz por toda a eternidade - falou o homem sem vacilar.

- Pois bem, isso é viver com sabedoria - disse o monge.

Agora, para concluir, caro leitor, responda: Ter sempre por perto uma pessoa amiga - rezando e lhe ajudando - mesmo que você perdesse tudo, não vale mais do que tentar guardar muito dinheiro?

Se respondeu ‘sim’, diga isso aos seus filhos e conhecidos, ajudando-os assim a promoverem a vida, a não desperdiçarem o tempo com bobagens e, também, aceitarem a felicidade de Deus sem muitos pecados no coração.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** OS VALORES DE DEUS

 

‘Aquilo que recebemos pela quantia que pagamos’, essa é a base da medida do valor que damos a um serviço. E acredito que você concorda que, ao contratar um serviço, o preço constitui um elemento crucial na avaliação do resultado desejado.

Por exemplo: antes de cortar o cabelo, o cliente tem uma expectativa de como ficará a sua aparência após o corte. Ao ver o resultado, conclui se está ou não do seu agrado e, em função dessa avaliação, fica ou não satisfeito em pagar a quantia combinada, certo?

Portanto, se o que se está vendendo no mercado não passar no teste de valor, o cliente deixará de comprar. Para ele, o preço que paga por determinada qualidade tem que ser, no mínimo, igual aos benefícios que obtém.

Assim, caro ouvinte, no mundo competitivo de hoje, para continuar vendendo cada vez mais, cabe ao fornecedor adicionar mais valor quanto possível antes, durante e depois da prestação do seu serviço, concorda?

É dessa maneira que as coisas funcionam no mundo dos homens, mas como será esse julgamento de valor no Reino de Deus? Vejamos a parábola dos operários da vinha (Mt 20, 1-15):

“Com efeito, o reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha. Pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: ‘Por que estais todo o dia sem fazer nada?’ Eles responderam: ‘É porque ninguém nos contratou.’ Disse-lhes ele então: ‘Ide vós também para minha vinha.’

Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: ‘Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros.’ Vieram aqueles da undécima hora, e receberam cada qual um denário. Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas, só receberam cada qual um denário. Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo: ‘Os últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor.’ O senhor, porém, observou a um deles: ‘Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura, vês com maus olhos que eu seja bom?”

Ao relatar esta parábola, Jesus deixou bem claro que a justiça de Deus é diferente da justiça dos homens. Se considerarmos o conceito de valor explicado no início do artigo, realmente cada trabalhador da vinha teria que receber uma quantia proporcional àquela de um dia de trabalho, mas, se entrarmos agora no Reino de Deus, sabemos que ‘muitos dos últimos serão os primeiros’!

Pense nisso e recupere o que deixou de fazer para agradar o Senhor. Ainda dá tempo!

 

* H I S T Ó R I A - 24 Julho 2011

 

Um ateu estava passeando num bosque, olhando tudo o que ‘acidentalmente a evolução havia criado’, e pensava admirado:

- Mas que árvores majestosas! Que belos animais!

Caminhando, ouviu um ruído nos arbustos atrás de si. Virou-se e avistou um corpulento urso pardo vindo em sua direção. Disparou, então, a correr o mais rápido que podia, mas, olhando por cima do ombro, reparou que o urso estava demasiadamente próximo.

Tentou imprimir maior velocidade, quando tropeçou e caiu num enorme buraco. Rapidamente levantou-se, só que o urso já estava acima dele, procurando atingi-lo ferozmente com a pata. Nesse momento, o ateu deixou escapar:

- Oh, meu Deus!

Repentinamente, o tempo parou, o urso ficou sem reação e até as águas do rio deixaram de correr. À medida que uma luz brilhava, a voz vinda do céu dizia:

- Tu recusaste a minha graça durante todos esses anos, ensinaste a outros que eu não existia e reduziste a criação a um acidente cósmico. Agora, esperas que eu te ajude a sair desse apuro? Devo esperar que tenhas fé em mim?

O ateu olhou para a Luz e disse:

- Seria hipócrita de minha parte pedir que, de repente, me passes a tratar como um cristão, mas, talvez, possa tornar o urso um cristão?!

Disse-lhe novamente a voz:

- Muito bem, sou generoso, vou atendê-lo.

Foi quando o rio voltou a correr e os sons da floresta recomeçaram. Então, o urso recolheu as patas, fez uma pausa, abaixou a cabeça e falou:

- Senhor, agradeço profundamente por este alimento que agora vou comer. Nhoc!

Aconselho a quem não deseja passar por algo parecido, sempre se lembrar que Deus conduz a vida do ser humano conforme a entrega e a retidão do seu coração. Confie n’Ele e a recompensa não lhe faltará.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** O SANTO DIA DE DOMINGO

 

Muita gente aguarda o domingo para descansar. Longe do trabalho, aproveita para dormir até mais tarde, ler o jornal, assistir televisão, ir ao clube se encontrar com os amigos, comer um pouco melhor e ir à missa.

Se você, leitor, concorda que essas atividades são praticadas pela sua família aos domingos, ótimo! Parabéns por saberem conciliar o lazer com a obrigação cristã no dia dedicado ao Senhor. Continuem assim que, certamente, não se arrependerão.

Nos finais de semana, ao chegar à igreja, é gratificante ver todo o seu espaço interno tomado pelos filhos de Maria, que buscam a Deus em agradecimento às graças recebidas a cada dia. Quanto mais gente, mais bonita é a missa: o coral canta mais alegre, o hino de louvor ressoa mais alto, a fila da comunhão parece não acabar; enfim, tudo contribui para aumentar a nossa fé.

Eu tenho dificuldades apenas para entender a razão daqueles que ficam fora desse banquete do Pai. Será que realmente é falta de tempo? Os programas de televisão, as matérias do jornal e os passeios também são adiados no domingo? Por que então, em alguns casos, só não sobra tempo para se dedicar à religião?

Normalmente, a culpa não é do tempo, muito pelo contrário, geralmente o temos de sobra nos finais de semana. O problema está na fé!

Se o nosso amor a Deus fosse correspondido em tudo aquilo que Ele nos abençoa, teríamos tempo para estar com Ele, na sua casa, todos os dias da semana. Só a graça de termos saúde para isso já deveria ser o suficiente. Não é maravilhoso poder caminhar, enxergar, se comunicar, sorrir ... e, às vezes, até chorar?

Ainda pior do que não ir à missa aos domingos e dias santos, é não colaborar para que a família o faça. Algumas pessoas que não têm esse ‘hábito’ de assistir missa acabam convidando outras pessoas para atividades de lazer nos horários que poderiam estar na igreja, desencorajando-as de rezar.

É por isso que peço a Jesus que continue abençoando todo o seu povo e, cada vez mais, conduzindo mais gente à sua Igreja, onde maravilhas acontecem - é bênção sobre bênção em cada palavra que Deus coloca em nossos corações!

Caro amigo, nada deve impedir de assistirmos missa aos domingos, recebermos as bênçãos de Jesus e de Maria, e sermos sempre um canal de graças para toda a nossa família. Até os enfermos podem fazê-lo pela televisão, e muitos o fazem com alegria!

Com a graça de Deus, participar da Santa Eucaristia só depende de cada um de nós.

 

* H I S T Ó R I A - 17 Julho 2011

 

Um garoto pobre - descalço e vestido de forma humilde - entrou numa loja, escolheu um sabonete comum e pediu que o embrulhasse para presente.

- Vou entregá-lo no dia das mães - disse ele com orgulho.

O proprietário olhou com piedade para o freguês e, sentindo grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo. Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete, algum artigo mais significativo; entretanto, ficou indeciso: o coração dizia que deveria fazer aquilo, mas a mente dizia que não.

O garoto, notando aquela indecisão, pensou que o balconista estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou no balcão. O homem ficou ainda mais comovido quando viu as pratas de valor tão insignificante. E mesmo no seu conflito mental, concluiu que, se o garoto pudesse, compraria algo bem melhor para a mãe.

O menino, então, começou a ficar ansioso porque notava que alguma coisa parecia estar errada, e pensava: Por que o homem não embrulha logo o sabonete?

No campo da emoção, dois sentimentos se conflitavam: a compaixão do homem e a desconfiança do garoto. Impaciente, o menino perguntou:

- Moço, está faltando alguma coisa?

- Não, é que de repente lembrei-me de minha mãe - falou o balconista. - Ela morreu quando eu era muito jovem e sempre quis dar um presente a ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.

- Nem mesmo um simples sabonete?

O homem se calou, conteve o choro e desistiu da ideia de melhorar o presente. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma linda fita colorida e recebeu o dinheiro.

Depois, a sós, pôs-se a pensar:

- Como nunca imaginei dar algo simples para a minha mãe? Sempre achei que presente tinha que ser valioso! Hoje, recebi uma grande lição, porque aprendi que, junto com o sabonete do menino, seguia o melhor de todos os presentes: o seu gesto de amor!

Realmente, o importante não é o que se dá, mas como se dá, não é mesmo? Todo presente deve revestir-se de afeto e o valor não está no quanto vai aumentar o conteúdo das caixas registradoras, mas o quanto somará na contabilidade do coração que o recebe.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** A SANTA MISSA

 

O Pe. Robert Degrandis, no livro ‘A Cura pela Missa’, diz que “o centro da fé católica é o sacrifício da missa. Devemos acreditar que a missa é muito mais do que até hoje imaginamos, porque ela é uma cerimônia de cura. Na missa, Cristo transforma as nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais. Se realmente cremos em Jesus presente na hóstia consagrada, obteremos a integridade ao receber seu Corpo em nós”.

Muitos outros religiosos também enfatizam que as partes da santa missa constituem elementos de uma cerimônia de cura. Santo Agostinho, por exemplo, escreveu sobre as curas que testemunhou em sua igreja, como resultado de as pessoas receberem a Eucaristia.

 

É maravilhoso ir à casa de Deus e participar da celebração do grande mistério da vida, da morte e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A nossa fé, a nossa oração e o nosso louvor a Deus nos colocam em estado de graça durante a missa.

Em alguns lugares, ao chegarmos à igreja, a água benta já se encontra à disposição para nos renovar em nome da Trindade: o Pai que nos criou, o Filho que nos salvou e o Espírito Santo que nos santifica.

No decorrer da missa, somos perdoados pela Misericórdia Divina no Ato Penitencial, louvamos a Trindade Santa no Hino de Louvor, ouvimos a Palavra de Deus na proclamação do Evangelho, professamos a nossa fé no Creio, fazemos os nossos pedidos na oração da comunidade, entregamos as nossas vidas ao Senhor no ofertório, adoramos a Deus no canto do Santo, presenciamos a transformação do pão e do vinho em corpo e sangue de Jesus na consagração, recitamos a oração perfeita que o próprio Jesus nos ensinou no Pai-nosso e, após o Cordeiro de Deus, chegamos à comunhão.

Ao recebermos o corpo santo de Cristo no nosso, vivenciamos o imenso amor e a infinita misericórdia de Deus para conosco ao permitir que, mesmo pecadores, tenhamos a graça de receber a própria pessoa que cura - Jesus, o centro da missa. Principalmente por isso, após a comunhão, devemos rezar ou cantar, dando graças por sermos muito abençoados naquele momento.

E se não bastasse todas essas maravilhas na missa, sabemos ainda que a Virgem Maria também está nos ouvindo como verdadeira mãe, e intercedendo a Deus por nós! Por isso, o ministério de música canta quase que o tempo todo na Celebração da Eucaristia, explodindo de alegria por tantas bênçãos.

Caro leitor, saiba que nada substitui a santidade da missa. E acredite que, no seu encerramento, as palavras do sacerdote sempre serão atendidas pelo nosso Pai: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

 

 

* H I S T Ó R I A - 10 Julho 2011

 

Ela era casada com um homem por quem se apaixonou na adolescência, tinha um lindo filho para completar sua felicidade e vivia dizendo que era uma mulher realizada. Tudo caminhava muito bem, até o dia em que descobriu que a pessoa que tanto amava estava a traindo - e não era algo recente.

Apreensiva, dirigiu-se ao marido e exigiu respeito. A resposta que recebeu foi bruta e desrespeitosa. Em breve, o seu príncipe encantado se transformou num ser irracional e agressivo. Foi quando ela percebeu que toda a segurança do maravilhoso casamento havia terminado e, não podendo conviver com alguém que a agredia até fisicamente, decidiu se matar e terminar também com a vida do próprio filho! Faria isso para que o marido sofresse amargamente de arrependimento.

Então, pegou na mão da criança e saiu correndo, atravessando todas as avenidas movimentadas do lugar. Os carros freavam como podiam, até que o menino escapou-lhe das mãos e correu em direção à grade de proteção do viaduto. Estranhamente, a mãe desesperou-se ao ver o filho ameaçado de cair daquele lugar tão alto e morrer. Ao alcançá-lo, deu-lhe um forte abraço, começou a chorar e a dizer que o amava. Foi quando um motorista desceu do carro e disse-lhe: ‘Por um minuto a senhora não perde o seu filho!’

Voltando para casa, ela pensou: ‘Em um minuto apenas, a tormenta passou, a dor também passou e o meu filho ausente voltou. A nossa vida vai continuar!’.

Chegando em casa, ajoelhou-se, rezou e a esperança renasceu. Mais um minuto e a vida floresceu novamente para todos daquela família, porque a Misericórdia Divina mostrou-lhes que, com paciência e devoção, os caminhos obscuros se enchem de luz.

Não duvide disso! E reze pela paz nas nossas famílias.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** aproveite BEM o seu pedaço de vida

 

Continua circulando nos computadores do mundo inteiro, via internet, um texto emocionado do famoso escritor Gabriel Garcia Marquez - quando vivia lúcido e consciente seus últimos dias de vida, vítima de um câncer linfático. Eis alguns trechos de sua despedida deste mundo:

“Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.

Se eu tivesse um pedaço de vida, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse, regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e não deixaria passar um dia sem dizer às pessoas: te amo, te amo!

Aos homens, lhes provaria que estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar. A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos, ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.

Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo.”

Querido leitor, são palavras como estas, do escritor, que todos acham tristes, mas depende do ponto de vista. Sabemos que o pecado é o maior inimigo à nossa salvação; portanto, aqueles que partem para a vida eterna em estado de graça, têm uma grande recompensa após a morte.

Quem tem fé sabe que, cumprindo os mandamentos de Deus, nosso Divino Pai nos concederá um lugar definitivo no céu. O próprio Jesus Cristo disse textualmente: “Se guardares os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu guardei os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.”

E quem não souber por onde começar a ganhar o céu, pode seguir o conselho de Madre Tereza de Calcutá: “O fruto do silêncio é a oração; o fruto da oração é a fé; o fruto da fé é o amor; o fruto do amor é o serviço”.

 

* H I S T Ó R I A - 3 julho 2011

 

Um carpinteiro encontrou uma lâmpada mágica e dela saiu um gênio, dizendo:

- Eu lhe permitirei encontrar tudo o que perder na vida, desde que nunca minta pra mim.

Logo na semana seguinte, o bom homem cortava o galho de uma árvore ao lado de um rio, quando seu machado caiu dentro da água. Imediatamente chamou o gênio que, mergulhando, trouxe-lhe um machado de ouro e perguntou:

- É este seu machado?

- Não, não é ele - disse o homem.

O gênio entrou novamente no rio e, desta vez, tirou um machado de prata.

- E este, é seu?

- Também não.

Finalmente, o gênio mostrou um machado com o cabo de madeira e o carpinteiro falou sorrindo:

- Agora sim, é ele!

Contente com a sinceridade do homem, o gênio da lâmpada mandou-o de volta para casa dando-lhe os dois outros machados de presente. E o mesmo aconteceu com diversos objetos perdidos por vários anos.

Um dia, o carpinteiro e sua esposa estavam passeando na floresta quando surgiram alguns lobos raivosos. Cada um correu para um lado e se perderam na mata. Após horas de procura pela mulher, o marido suplicou ajuda ao gênio, que logo apareceu com a Ana Paula Arósio.

- É esta sua esposa?

- Sim, sim, é ela! - falou o homem.

- Mentiroso! - disse o gênio. - Você nunca mais terá a minha ajuda!

- Por favor, gênio, me perdoe. Entenda que se eu dissesse ‘não’, você me traria a Luana Piovani e, se eu novamente dissesse ‘não’, você mostraria minha mulher e, quando eu dissesse 'sim', então nos mandaria todos juntos para casa! Isso acontecendo, meu casamento estaria acabado, não acha? Então, para evitar essa desgraça, prefiro ficar com a Ana Paula comigo apenas enquanto procuro a minha mulher.

E gênio o perdoou, considerando que mentiu por uma causa nobre: a felicidade da sua família!

É claro que, por ser uma história, muita gente pode dizer que quase nenhum homem faria isso. Eu digo o contrário: ‘Se o esposo tiver consciência da sua responsabilidade em conduzir a família para o Céu, não cairá em tentação’. E com a esposa, acontece a mesma coisa.

 

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** Como anda nossa vida?

 

É comum as pessoas se cumprimentarem e, ao serem questionadas como estão passando, responderem: ‘tudo bem!’; mas, será que sempre estão bem mesmo? Acredito que muita gente responderia o contrário se usasse de sinceridade naquele momento e quisesse passar algum tempo contando suas preocupações. Na verdade, o que vai bem ou mal na vida da gente depende do ponto de vista e da fé de cada um.

Há pessoas que ‘olham para trás’, veem os problemas dos outros - bem piores que os seus - e, aliviadamente, dizem que são muito felizes! Talvez, o mais adequado seria dizerem: ‘Somos muito abençoados por Deus, porque não é possível ter paz de espírito vendo desgraças acontecendo na vida de tanta gente’. Na verdade, a alegria que eleva a alma só começa a existir quando partilhamos o nosso pão de cada dia.

E sempre há uma maneira de ajudar alguém ou de ser ajudado neste mundo. Quem pede ajuda precisa da nossa caridade - que envolve ação e oração; quem oferece ajuda e o faz desprovido de interesse coloca em prática o seu espírito cristão e se aproxima mais das graças que vêm do céu - pois acaba conseguindo um ‘crédito especial’ de Deus.

Portanto, reflita um pouco mais em tudo o que vem acontecendo na sua vida e responda de coração aberto: Como vai você? Quando precisou de ajuda, foi procurar as bênçãos de Jesus Cristo e de Nossa Senhora? ou preferiu acreditar em crendices e superstições? Ao ver um irmão sofrido, rezou por ele e o tratou como o Senhor nos orientou?

Eu procuro orientar as pessoas a seguirem o caminho que me ensinaram desde que comecei minha caminhada na Igreja. Ainda estou aprendendo a ser um discípulo fiel de Jesus Cristo; mas, muita coisa já coloco em prática.

A nossa Conferência Vicentina, Nossa Senhora do Sagrado Coração, assiste os pobres com cesta básica, remédios, gás de cozinha, além de apoio espiritual. Eu, por exemplo, sempre que visito a minha assistida no Bairro da Capitinga, peço que reze uma Ave-Maria comigo. Ela não cansa de me dizer que intercede muito a Deus por mim e que eu sou um anjo bom que lhe enviaram do Céu.

Imagine você, quantas graças eu tenho recebido em minha vida através das orações dessa senhora! Tenho certeza que, uma pessoa como ela - sofrida, fervorosa e responsável na educação dos netos -, consegue prontamente favores de Deus. Sabendo que as nossas obras espirituais são as mais valorizadas pelo Pai, continuo pedindo para aquela vovó: “Reze sempre pelo nosso trabalho vicentino e pela minha família.”

Portanto, a verdadeira paz de espírito está dentro de cada um e, vendo tanta injustiça social e sofrimento de tantos irmãos aqui na terra, só alcançaremos a felicidade completa no Céu, se Deus quiser!

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

Contato:

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Artigos anteriores:

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* H I S T Ó R I A - 23 Junho 2011

 

Um jovem empresário dirigia apressado em seu novo Audi quando, de repente, um tijolo espatifou-se na porta lateral do carro. Freou bruscamente, saltou, pegou uma criança pelo braço e gritou:

          - Que besteira pensa que fez? Este é um carro caro e aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro, sabia?

          - Por favor, senhor, me desculpe. Fiquei desesperado porque ninguém estava disposto a parar neste local. Meu irmão desceu sem freio, caiu no barranco com sua cadeira de rodas e eu não consigo levantá-lo. O senhor poderia me ajudar a colocá-lo de volta na cadeira?

Movido por uma grande compaixão, o motorista dirigiu-se rapidamente ao jovenzinho paralítico. Pegou o lenço, limpou os arranhões e, verificando que tudo estava bem, olhou para o céu e disse:

- Obrigado, meu Deus. Abençoe estes jovens muito mais que a mim.

Em seguida, o empresário trafegou lentamente de Audi para casa, refletindo na vida consumista que levava. Ele nunca consertou a porta amassada, porque queria lembrar-se de não ir tão rápido pela vida e, assim, nenhum outro irmão sofrido teria que atirar tijolos para obter a sua atenção.

Caro leitor, espero que você também saiba que Deus sempre fala em nossos corações. Algumas vezes, quando não temos tempo para ouvi-Lo, Ele tem que jogar alguns tijolinhos em nós. Faça a sua escolha: escutar o chamado e tomar atitudes positivas em favor dos pobres... ou esperar pelo tijolo.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** pais e filhos

 

Como tudo o que vem de Deus é perfeito e fomos criados à sua imagem e semelhança, o ser humano tem o privilégio de possuir diversos dons divinos neste mundo; mas, infelizmente, nem sempre age com a fé e a razão. Geralmente, o homem despreza a missão maior que o Senhor lhe deu na vida: evangelizar! Assim, deixa de rezar, não pratica a caridade e segue caminhos incertos.

Muitas famílias servem de exemplo quando falamos de ‘valorização de bens espirituais’, pois os pais cumprem os seus compromissos cristãos e os filhos, desde cedo, se envolvem com os movimentos jovens da comunidade. Nem é preciso dizer que, através dessa dedicação às coisas de Deus, recebem bênção sobre bênção e nada lhes faltará.

Mas, o maior exemplo de todos continua sendo o amor compartilhado na Sagrada Família. Até hoje sentimos o quanto somos abençoados quando recorremos à Família de Nazaré: formada por Jesus, Maria e José. Eles não desfrutaram de riquezas materiais e nem gostavam de badalações; apenas, confiavam na providência de Deus e procuravam não desagradar o Pai.

O livro do Eclesiástico (3, 3-7.14-17) relata que amar os pais é a base para uma vida feliz em família. Diz assim: “Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe, é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe”. E continua:

“Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes em nenhum dos dias de sua vida; a caridade feita a teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados e, na justiça, será para a tua edificação.”

Então, não é maravilhosa esta promessa do Senhor? Ele irá nos abençoar por toda a eternidade se ampararmos e respeitarmos os nossos pais! - este, aliás, é o 4º mandamento da Lei de Deus! Você não acha importante que os nossos filhos também saibam disso?

Para vocês, pais e mães, sempre que forem abençoar os filhos, lembrem-se destas palavras do Livro dos Números: “O Senhor falou a Moisés, dizendo: Fala a Aarão e seus filhos, ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: ‘O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ Assim, invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei.” (Nm 6, 22-27) - Palavra do Senhor. Graças a Deus!

 

Paulo R. Labegalini:

* H I S T Ó R I A - 18 Junho 2011

 

Um executivo contratou um jardineiro de 16 anos para trabalhar em sua casa e, certo dia, o rapaz pediu permissão para utilizar o telefone. O patrão prontamente o atendeu e não pode deixar de escutar a conversa em viva-voz:

- A senhora está precisando de um jardineiro?

- Não, eu já tenho um.

- Mas, além de cortar, eu também retiro o lixo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.

- Isso o meu jardineiro também faz.

- Eu programo o atendimento o mais rápido possível.

- O meu jardineiro também me atende imediatamente.

- Senhora, o meu preço é um dos melhores!

- Não, muito obrigada. O preço do meu jardineiro também é muito bom. Passe bem.

Quando o garoto desligou o telefone, o executivo lhe perguntou:

- Você deixou de conquistar mais uma cliente?

- Não, eu sou o jardineiro dela. Apenas verifiquei o quanto estava satisfeita com o meu atendimento.

Interessante a maneira como o rapaz soube da qualidade do seu serviço, não? E você, como está tratando os seus clientes? Alguma vez já mediu a satisfação dos consumidores dos serviços que presta? Bem, quem faz ‘negócios’, certamente sabe como agir ou está preocupado demais com a concorrência, mas, em primeiro lugar, todos nós temos outros ‘clientes’ muito mais importantes a servir: os pobres.

Com fé viva no coração, somos capazes de trabalhar pelo Reino de Deus com a mesma criatividade e atitude positiva que o jovem jardineiro da história. E servir a Cristo e aos pobres significa sempre considerá-los nossos principais clientes na vida.

Assim, como os clientes geralmente têm razão, precisamos saber se estão satisfeitos com o nosso serviço.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** berços católicos

 

Hoje, darei um testemunho a respeito da fé maravilhosa que vivi em família: desde meus avôs até os dias de hoje.

Meu pai - já falecido - fazia aniversário no dia em que anteriormente era celebrada a festa de Nossa Senhora Rainha - 31 de maio -, festa que, hoje, é comemorada na data de seu falecimento: 22 de agosto. Embora nem todos pensem assim, eu creio que essas datas contribuíram bastante na caminhada de meu pai rumo ao céu.

Ele era devoto de Nossa Senhora, assistia missa aos domingos e, temente a Deus, nunca blasfemou diante das dificuldades que enfrentou. Foi um marido exemplar, um ótimo pai e sempre cumpriu suas obrigações com honestidade. Seus filhos - eu e minha irmã -, receberam os nomes bíblicos de Paulo e Maria. Sua esposa, minha mãe, até hoje persevera na religião católica com uma invejável e inabalável fé.

Essa fé também veio de meus avôs-paternos - que também eram católicos muito fervorosos! Cada Ave-Maria rezada em família contribuiu para santificar a vida de meu pai desde o dia em que nasceu até a sua boa morte.

Pensando, agora, na família de minha mãe, recordo que meus avôs viviam num lar aconchegante e iluminado pelo Espírito Santo. Nas férias, os filhos e netos chegavam de mala e cuia para ficar meses comendo e bebendo à vontade, e, eles, sempre trabalhando e acolhendo a todos com muito amor.

Minha avó-materna rezava vários terços e assistia missa diariamente pela televisão! Era uma criatura adorável que merecia a graça de ver todos os seus filhos indo à igreja e dignificando o berço católico em que nasceram.

E se alguém ainda relutasse em concordar que o exemplo dos pais é fundamental na fé dos filhos, eu diria que desde pequeno ‘gosto’ de ir à igreja por influência de meus pais. Quando garoto, eu saía das missas dizendo que iria ser padre! Sei que isso não aconteceu porque Deus tinha outros planos pra mim.

E como minha esposa também cresceu na fé católica, nossos filhos amam a nossa Igreja, são devotos da Virgem Maria e trabalham conosco para a glória do Reino de Deus no meio de nós. Isso serve para mostrar que a família que persevera unida nos caminhos de Jesus e de Maria Santíssima, estende as graças recebidas por várias gerações.

Eu não tenho dúvida que meu pai e meus avôs continuam intercedendo por nós no céu.

O berço católico que Jesus nasceu está ao alcance de todos nós. Como Ele, podemos evangelizar como seus discípulos bem o fizeram. Tempo e dons para isso Ele nos deu de sobra. Basta apenas querermos.

 

* H I S T Ó R I A - 12 Junho 2011

 

Numa roda de amigos, durante um leilão de cavalos, muitos concordavam que era difícil fazer uma oração bem feita, sem nenhuma distração. A maioria dizia que, de fato, ninguém consegue rezar um ‘Pai-nosso’ sem se distrair ao menos um instante. Mas, no meio da discussão, apareceu um homem que afirmou ser capaz de rezar sem se desconcentrar.

Foi então apostado um valioso prêmio: ele ganharia se chegasse ao fim da oração sem se atrapalhar e sem dar a impressão que desviou o pensamento. O pessoal fez silêncio na sala, pensando assim: ‘Duvido que ele seja capaz’.

Enquanto isso, um cavalo estava sendo leiloado aos gritos lá fora - um belo animal! O homem, então, após o sinal da cruz, começou a rezar: ‘Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino... será que esse preço é com arreio também?’

Coitado, não? Perdeu o prêmio e as bênçãos da oração; mas, o que fez o pobre homem distrair-se e cair em tentação? Você apostaria na prepotência? Apostaria tudo, talvez, na ambição? Eu apenas lhe daria este conselho: ‘Para fugir do pecado, seja humilde de coração e desapegado dos grandes bens materiais deste mundo’. O próprio Jesus, um dia, foi tentado pelo demônio e resistiu, porque sabia que não podia se desviar do caminho santo.

Da mesma forma que Cristo fez jejum, rezou muito e louvou o Pai, precisamos confiar nas graças que alcançaremos se formos mais obedientes e menos auto-suficientes. Aposto também que as ocasiões de pecado poderão, assim, ser evitadas.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** tudo depende das mãos

 

Uma raquete de tênis em minhas mãos não tem uso algum; mas, nas mãos do Guga, encantaram o mundo. Uma vara em minhas mãos não serve nem para reger uma orquestra desafinada; mas, nas mãos de Moisés, o ajudou a abrir o Mar Vermelho. Dois peixes e cinco pães em minhas mãos mal dariam para preparar um jantar em família; mas, há dois mil anos nas mãos de Jesus, alimentaram milhares de pessoas!

É fácil concluir que tudo depende das mãos: mãos que sabem jogar tênis podem fazer fortuna; mãos que obedecem a Deus podem receber muitas graças; e as mãos do Salvador ao serem pregadas na cruz, provaram que o verdadeiro amor ao próximo nos conduz à vida eterna!

É uma pena que alguns colocam os seus problemas nas mãos de pessoas que jogam com a sorte e outros preferem usar amuletos que ‘dão sorte’; eu entrego as minhas preocupações nas mãos de Nossa Senhora - que afasta de mim a tentação de acreditar na sorte.

E no nosso cotidiano: vemos diariamente algumas mãos enaltecendo a vida cristã e outras insistindo em cavar a própria sepultura! Enquanto há mãos abençoadas que recebem Jesus na Eucaristia, há também aquelas que nunca pegam no Terço.

Existem mãos caridosas, mas, infelizmente, existem outras que só servem para levar muita comida à própria boca - aumentando a fome no mundo. Disse Jesus: “Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.” (Mc 9, 43-44)

É feliz aquele que aprende com os próprios erros e se redime - praticando o bem dentro e fora de sua casa! Todos têm essa chance e são chamados por Deus para libertarem as mãos dos pecados; mas, poucos aproveitam.

Até os animais irracionais lutam desesperadamente pela vida quando ameaçados de morte e, às vezes, conseguem sobreviver graças ao esforço de suas patas; mas, o homem, chega a usar as próprias mãos para se afastar de Deus; e o pior: não se arrependendo e não se convertendo, jamais verá a Deus!

Agradeço ao Pai pelas minhas mãos perfeitas quando há tantas mutiladas. Agradeço pelas minhas mãos abençoadas que trabalham quando há tantas que mendigam. Agradeço pelas minhas mãos fervorosas que rezam quando há tantas que fraquejam na fé. Agradeço pelas minhas mãos sadias que tocam um instrumento na missa quando há tantas que pegam em armas.

Agradeço também a Nossa Senhora - a quem consagrei a minha vida! - por conduzir as minhas mãos pelos caminhos do bem, da verdade e do amor. Que Ela ajude sempre a colocar o futuro desta nação mariana nas mãos das pessoas certas.

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

 

* H I S T Ó R I A - 5 Junho 2011

 

Numa aldeia, muitos passavam a vida colecionando objetos descartados por outras pessoas, porque descobriram que a posse de uma grande e variada quantidade de artigos velhos os faziam valiosos novamente.

Um dos colecionadores tinha uma provisão esplêndida de garrafas coloridas de vidro e chamava a atenção pendurando-as em árvores e criando músicas ao tocá-las com varas.

Outro, colecionava sapatos de todos os tipos e comentava o quanto variavam os tamanhos e as formas dos pés das pessoas. Havia colecionador de panelas, de livros cômicos, de jornais esportivos; na verdade, era uma verdadeira coleção de colecionadores!

Um dia, um velho homem vagando pela aldeia perguntou onde ficava a praça dos colecionadores. Ele levava um grande pacote, mas não parecia estar carregando muito peso. Assim que encontrou o lugar, muitos perceberam que havia um novo colecionador entre eles e quiseram saber o que o velho trazia no pacote.

- É apenas o meu almoço e uma capa de chuva - respondeu ele.

- Você quer dizer que não tem nenhuma coleção? - perguntaram-lhe.

- Oh, sim. Eu sou um grande colecionador, mas o que coleciono não cabe em nenhuma caixa, pois eu guardo os problemas e as preocupações das pessoas.

Como essa era uma ideia estranha, pediram que ele lhes explicasse. E explicou:

- Bem, há muito tempo, descobri que todos querem se livrar das preocupações, dos fardos pesados, das tristezas, dos tempos difíceis - essas coisas que jogam as pessoas para baixo e tornam suas vidas mais tristes. Assim, eu me ofereço para colecionar esses problemas e todos se sentem bem! Não é simples?

Alguns pensaram que era uma convicção tola e possivelmente perigosa à reputação da profissão, mas logo apareceu um novo comerciante e novamente perguntou-lhe como colecionava problemas.

- Bem - disse o velho homem -, provavelmente há algo em sua vida que o aborrece agora mesmo. Fale-me um pouco dessa preocupação e eu a acrescentarei à minha coleção.

- Mas como isso me ajudará? Você pode desaparecer com o problema só porque lhe falo sobre isso? - quis saber o comerciante.

- Não, mas você se sentirá melhor. Vamos, tente! - desafiou-lhe o homem mais velho.

Assim, a pessoa falou sobre algo muito triste. Quando a história terminou, o colecionador de problemas acenou com a cabeça algumas vezes, elevou as mãos como se erguesse algo pesado, fingiu colocar na caixa e falou:

- Pronto! Eu guardei este para você. Como se sente?

- Estranho, me sinto bem! Eu acho que posso controlar o problema muito melhor agora. Realmente funciona! - exclamou o outro homem.

Aquelas palavras se espalharam ao vento e todos os dias havia uma multidão em volta do velho.

Caro amigo, colecionar problemas ainda funciona. Basta ouvirmos as pessoas, pedirmos que desabafem e, assim, reflitam melhor nas coisas boas da vida! Seja você também um colecionador de problemas e ajude quem precisar.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** será que rico entra no céu?

 

A revista ‘Catolicismo’, através do Cônego José Luiz Villac, respondeu a um leitor que perguntou se um rico pode passar pelo buraco da agulha e ir para o céu. Eis a resposta:

“Havia em Jerusalém uma porta tão estreita e tão baixa, que os camelos não podiam passar por ela sem que lhes fosse retirada toda a carga e, ainda assim, lhes era preciso abaixar-se e passar quase de rastos. Chamavam-na ‘Porta da Agulha’, daí vem o provérbio de que se serve Jesus: ‘Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. Digo-vos mais: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino dos Céus’ (Mt 19, 23-24).”

E continuou o cônego:

“É certo, pois, que os ricos que empreguem bem suas riquezas, conformando-se aos Mandamentos e à vontade de Deus, podem perfeitamente salvar-se. É o caso de lembrar que Nosso Senhor frequentava a casa de Lázaro, que era rico, e o considerava como amigo. E uma das figuras exponenciais em santidade do Antigo Testamento, o Patriarca Abraão, era não só rico, mas riquíssimo.

Tal é, porém, o apego dos homens aos bens desta terra - não só dos ricos, mas muitas vezes dos que pouco possuem - que desapegarmo-nos deles é um verdadeiro prodígio da graça, que só Deus pode operar.”

Querido amigo, na resposta do cônego Villac, acho que ficou claro que as riquezas não são um mal em si, mas possuem o perigo de prender os corações dos ricos demasiadamente a elas. Quando isso ocorre, os afortunados deixam de salvar as próprias almas porque se fazem de surdos ao serem chamados para a construção do Reino de Deus. Portanto, todo aquele que não se despoja das afeições desregradas neste mundo e não busca um espírito de pobreza - o desapego de bens materiais -, dificilmente ganhará o céu.

Agora, você poderá estar refletindo: ‘Eu conheço uma pessoa que só pensa em luxo e dinheiro. Essa, quando morrer, coitada!’. Mas, antes de julgar alguém, lembre-se que faz parte da sua missão cristã alertar as ‘ovelhas desgarradas’ do mal que lhes espera se continuarem fora dos caminhos do bem, da verdade e do amor. E não pense que isso é impossível, porque muitos ‘poderosos’ se converteram e perseveraram na fé até ganharem o céu.

Sabemos que a fé e a caridade nos encaminham para a salvação, mantendo acesa a chama da esperança em nossos corações - que nos leva a buscar as graças necessárias para perseverarmos no amor de Deus.

Disse São Paulo aos Hebreus: “Sem a fé é impossível agradar a Deus”.

 

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

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Paulo R. Labegalini:

* H I S T Ó R I A - 30 Maio 2011

 

Um dia, um homem recebeu a notícia de que acabara de ser nomeado mandarim. Ficou tão eufórico que não se conteve e correu contar a um amigo, dizendo assim:

- Serei um grande homem agora e preciso de roupas que façam jus à minha nova posição na vida!

- Conheço o alfaiate perfeito para você - replicou o amigo. - É um velho que sabe dar a cada cliente o corte perfeito. Vou lhe passar o endereço.

E o novo mandarim foi ao alfaiate que, cuidadosamente, tirou suas medidas e, depois de guardar a fita métrica, disse:

- Há mais uma informação que preciso saber. Há quanto tempo o senhor é mandarim?

- Ora, o que isso tem a ver com a medida do meu manto? - perguntou o cliente.

- É que um mandarim recém-nomeado fica tão deslumbrado com o cargo, que mantém a cabeça altiva e estufa o peito. Assim, tenho que fazer a parte da frente maior que a de trás - explicou o alfaiate. E continuou falando: - Um ano mais tarde, quando os transtornos advindos da experiência o tornam sensato e ele olha adiante para ver o que vem em sua direção, aí costuro o manto de modo que a parte da frente e a de trás tenham o mesmo comprimento. E mais tarde ainda, depois que está curvado pelos anos de trabalho cansativo e humildade adquirida, então faço o manto de modo que as costas fiquem mais longas que a frente. Portanto, tenho que saber há quanto tempo o senhor está no cargo para que a roupa lhe assente apropriadamente.

O novo mandarim saiu da loja pensando menos no manto e mais no motivo que levara seu amigo a mandá-lo procurar exatamente aquele sábio alfaiate.

Da mesma forma, estou pensando em você que lê esta história. Sabe me dizer qual é hoje o comprimento do seu manto? Será que não está meio curto na frente?

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** a motivação do cristão

 

O entusiasmo espontâneo que nos leva a uma determinada ação, chamamos de motivação. É um recurso pessoal insubstituível no desempenho eficaz de tarefas importantes e não pode ser cedido por terceiros, mas, determinadas influências - nos momentos certos - servem para aumentar ou reduzir a motivação.

Isso significa dizer que a motivação ‘brota’ de dentro de cada um e ninguém pode se manter motivado se não desejar; por exemplo: quem não reza, não cresce na fé e deixa de conseguir muitas graças em sua vida. Se insistir em não rezar, continuará distante de Deus; no entanto, se passar a frequentar um grupo de oração com o espírito despojado de rancor, começará a sentir o poder do Espírito Santo e se motivará a prosseguir rezando.

São milhares de pessoas - em todo o mundo - que se convertem e se renovam na fé católica todos os meses porque começaram a conhecer as maravilhas dos valores espirituais. Quanto mais rezam, mais se aproximam de Deus, mais O conhecem e mais testemunhos podem dar para influir na motivação de outras pessoas a se salvarem também.

Com a graça de Jesus e de Maria Santíssima, nós que perseveramos - rezando e trabalhando para o Reino de Deus - sabemos que nos fortalecemos na fé uns com os outros. Nem sempre podemos evitar alguns problemas ou crises em nossas vidas, mas a vitória espiritual do céu sobre o inferno sempre prevalece. A cada batalha vencida, mais motivados ficamos para enfrentar as tentações e os pecados.

Acredito que você concorda comigo, querido leitor, quanto à importância de sempre estarmos motivados para fazermos o bem ao próximo, não? Concorda também que essa motivação nos torna mais alegres e saudáveis no dia-a-dia? Por isso é que Jesus - na Sua sabedoria divina - pediu que evangelizássemos os nossos irmãos. Ele sabia que a paz e o amor reinariam entre aqueles que aceitassem a verdade do Evangelho.

Portanto, pense como você pode influir positivamente nas decisões das pessoas e comece a assumir a responsabilidade de mostrar a todos o quanto serão felizes se viverem unidos nos ensinamentos da fé cristã. Se duvidar de seu poder de argumentação, lembre-se que quando falamos em nome de Deus e de sua Mãe, o Espírito Santo age sobre nós e nunca ‘quebramos a cara’.

Assim como eu estou lhe dando este empurrãozinho agora, muitos estão à sua espera para receberem uma palavra amiga que os motive a viver melhor.

A motivação do cristão sempre está na oração e no trabalho junto ao irmão.

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

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* H I S T Ó R I A - 22 Maio 2011

 

Havia um sujeito apelidado de Cabeçudo. Nascera com uma cabeça realmente grande, mas era um cara pacato e inteligente. Só não gostava de ser chamado pelo apelido porque, desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava: onde quer que o encontrasse, lhe dava uma palmada na cabeça e perguntava: ‘Tudo bem, Cabeçudo?’

Um dia, depois de centenas de tapinhas na cabeça, o Cabeçudo deu uma grande surra no engraçadinho, que, após deixar o hospital, foi dar queixa na delegacia. O caso se complicou e foi a julgamento.

No tribunal, na hora de defender o agressor, um velho e sábio advogado começou assim:

- Meritíssimo juiz, estou convicto de que o meu cliente não deva continuar preso porque não lhe pega bem o apelido de Cabeçudo.

E quando todos pensaram que iria continuar a defesa, ele repetiu:

- Meritíssimo juiz, estou convicto de que o meu cliente não deva continuar preso porque não lhe pega bem o apelido de Cabeçudo.

Em seguida, repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:

- Peço ao senhor que, por favor, prossiga com a sua defesa.

O advogado, porém, fingiu que não ouviu e continuou:

- Meritíssimo juiz, estou convicto de que o meu cliente não deva continuar preso porque não lhe pega bem o apelido de Cabeçudo.

 O juiz não aguentou e ameaçou:

- Seu irresponsável! Está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.

Foi então que o velho advogado disse:

- Se, por repetir uma frase apenas três vezes o senhor me ameaça de prisão, pense na situação deste pobre homem que, durante quarenta anos, todos os dias foi chamado de Cabeçudo!

Dessa forma, o réu foi absolvido e voltou a viver em paz.

Então, temos muitas maneiras de promover alegria e esperança aos nossos irmãos. Vamos deixar as brincadeiras de mau gosto de fora! Não sejamos ‘cabeçudos’!

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** provação com oração

 

Falar de doença e de hospital - como na reflexão de ontem - nunca é agradável, mas, hoje também, irei contar as lições que aprendi há 12 anos com a doença do meu filho, Alexandre.

Quando vi a sua perna toda inchada, fui com ele para Campinas e, como já suspeitávamos, o diagnóstico foi trombose venosa profunda com provável causa hereditária, pois eu já tive duas iguais a essa.

Muitos parentes se apavoraram ao saber que um menino de apenas quatorze anos estava acometido com uma enfermidade que inspirava tantos cuidados no tratamento, mas, com a graça de Deus, eu e ele sempre estivemos confiantes na sua total recuperação.

O grande sinal para isso recebemos ao entrarmos no hospital. Saindo do elevador, encontramos uma irmã de caridade que havia levado Jesus Sacramentado aos doentes e, ao nos ver chegar, perguntou se desejaríamos comungar. Foi o único momento de emoção que passei no hospital: ver o próprio Deus e Senhor nosso nos esperando e se oferecendo para nos purificar!

A partir daquele momento, todos os dias a irmã nos trazia Jesus no quarto - graça que não teríamos alcançado se não estivéssemos, digamos, presos ali! Ele, o Todo-Poderoso, foi o único a visitar diariamente o Alexandre nos dez dias que ficou internado - isso talvez por ele ser um coroinha tão dedicado naquela época!

E com o alimento espiritual que recebeu, meu filho se manteve alegre na cama, mesmo numa posição pouco confortável - inclinado para manter as pernas pra cima. Rezou o terço todos os dias, e, no único domingo que passou no hospital, pediu para ligar a televisão logo cedo, assim que acordou. Fiquei impressionado ao ver que a Santa Missa estava começando naquele instante! E mais uma vez ele foi abençoado por poder participar da Celebração da Eucaristia no Dia do Senhor.

Muitas outras bênçãos e providências divinas aconteceram naqueles dias: eu e minha esposa ajudamos muitas pessoas no hospital, ora com uma palavra de esperança, ora entregando estampas de Nossa Senhora da Agonia; a nossa comunidade se uniu ainda mais em orações e penitências; os amigos de escola do Alexandre ligavam pra ele dizendo que estavam rezando pela sua recuperação; enfim, as obras espirituais que Jesus nos reservava foram colocadas em prática através dessa provação que passamos.

E, como não poderia deixar de ser, o resultado disso tudo foi maravilhoso! Além da cura, ficamos fortalecidos na fé e com mais certeza de que somos filhos muito amados da Virgem Maria e do seu Santo Filho, Jesus Cristo.

Por isso, tenho certeza que tudo pode ser mudado para melhor com fé e oração.

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

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* H I S T Ó R I A - 15 Maio 2011

 

Um velho americano vivia sozinho em Minnesota. Ele queria formar seu jardim, mas era um trabalho muito pesado mexer toda aquela terra. Seu único filho, que normalmente o ajudava, estava na prisão.

O velho, então, escreveu a seguinte carta a ele:

- Querido filho, estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não fazê-lo porque sua mãe adorava a época do plantio depois do inverno, mas estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, não haveria esse problema; mas, sei que não pode me ajudar, pois ficará mais dois anos na prisão!

Pouco tempo depois, o velho recebeu o seguinte telegrama:

- Pelo amor de Deus, pai, não escave a terra. Foi lá que escondi os corpos dos assassinatos que cometi!

E, às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes policiais apareceu e cavou o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho escreveu outra carta ao filho, contando o que acontecera. E esta foi a resposta:

- Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer daqui pelo senhor.

Logicamente que este fato não serve de exemplo para ajudarmos os idosos a buscarem soluções para os seus problemas, mas retrata um tipo de auxílio inédito, concorda? E se excluirmos esta alternativa que o filho encontrou para ajudar o pai, não existiriam dezenas de outras opções para o plantio do jardim?

Então, não é exagero dizer: ‘Para qualquer tipo de problema existem várias soluções. É só encontrá-las, com Deus no coração!

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

** Um exemplo de pessoa

Há cerca de 12 anos, rezávamos pela saúde de Fernando Silvério - chamado de Fedão pelos colegas em Monte Sião. Não posso dizer que eu, particularmente, era um de seus amigos, mas vários jovens me contaram que o rapaz era duro na queda.

Mesmo doente e passando por vários tratamentos e cirurgia, Fernando se mantinha alegre, otimista e, principalmente, não reclamava de quase nada. Sei que foi um quadro triste para os amigos e parentes ver a doença ir debilitando o nosso querido estudante de dezenove anos; mas, ao mesmo tempo, ele e a família dele nos deixaram exemplos de como carregar uma pesada cruz com solidariedade, fé cristã e dignidade humana.

Na semana que Deus o levou, eu estive com ele no Hospital Vera Cruz, em Campinas. Cheguei na terça de manhã para fazer uma cirurgia de hérnia e fui logo ao seu quarto. Lá estava ele com seus pais e com os anjos que o protegiam. Até que o enfermeiro me chamasse para a preparação cirúrgica, conversamos um pouco.

Iluminado pelo Espírito Santo, disse-lhe que Deus não manda doenças pra ninguém, muito pelo contrário, sempre nos abençoa com curas e libertações. Expliquei que se a graça não chega da maneira que esperamos, é porque o nosso Criador nos está reservando uma bênção ainda maior: a vida eterna junto d’Ele no Paraíso.

Seus pais, sempre falando em Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, tiveram forças para ficar ao lado do filho até o último suspiro! E, até hoje, falam com muito carinho da proteção que receberam da nossa Santa Mãezinha, pois sabem que Ela continua cuidando do filho deles lá no céu.

No dia seguinte, já de alta médica após a minha abençoada operação, retornei ao quarto do Fernando e rezamos uma Ave-Maria de mãos dadas. Pedi a Nossa Senhora que ficasse ao seu lado e não o deixasse sofrer.

Antes de ir embora, recomendei ao Fernando que recebesse Jesus Cristo na Eucaristia diariamente e deixei a oração de Nossa Senhora da Agonia para que rezasse. Ele agradeceu, dei-lhe um beijo na testa e, com um sorriso, desejei que permanecesse com Deus no coração.

Naquele final de semana, já em Itajubá, quando liguei ao hospital para saber dele, seu pai disse-me que o filho se encontrava em coma, mas, por iniciativa própria quando ainda consciente, ele pediu a oração de Nossa Senhora, rezou e ficou algum tempo segurando a linda imagem da nossa Rainha nas mãos.

Não posso deixar de contar que quando fui chamado para a cirurgia, ainda no quarto do Fernando, disse a ele que a vontade de Deus poderia ser me levar deste mundo antes dele e, então, combinamos: ‘quem for primeiro intercederá ao Senhor pela paz do outro aqui na terra’.

Agradeço ao meu exemplar amigo Fernando por estar intercedendo por mim lá de cima.

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

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Paulo R. Labegalini:

 

* H I S T Ó R I A - 8 Maio 2011

 

Numa aldeia, vivia um velho muito pobre, mas invejado até pelos reis, pois tinha um magnífico cavalo branco. Ofereciam quantias fabulosas pelo animal, mas o bom homem só dizia que ele não estava à venda. Certa manhã, o cavalo sumiu da cocheira e as pessoas diziam:

- Velho estúpido, sabíamos que um dia o animal seria roubado! Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!

Mas, sabendo dos comentários, serenamente, o velho respondia:

- Não exagerem! Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira. Este é o fato!

Quinze dias depois, o cavalo voltou. Ele tinha fugido para a floresta e, ao regressar, trouxe consigo uma dúzia de lindos cavalos selvagens. O povo então disse ao velho:

- Você estava certo. A fuga do animal não se tratava de uma desgraça; na verdade, provou ser uma bênção!

E o velho explicou:

- Novamente vocês estão se adiantando. Apenas digam que o cavalo está de volta; se é uma bênção ou não, quem sabe?

E seu único filho começou a treinar os cavalos. Uma semana depois, o moço caiu de um deles e fraturou as pernas. Rapidamente as pessoas se reuniram e julgaram os fatos:

- Velho, foi uma desgraça a chegada dos animais. Seu filho trabalhador perdeu o uso das pernas e, agora, você está mais triste que nunca!

- Vocês estão obcecados por julgamentos - disse o senhor de idade avançada. - Não se adiantem tanto! Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma bênção! Um dia, isso nos será revelado.

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar e somente o filho do velho foi poupado, pois ainda estava se recuperando. A cidade inteira chorava, porque sabia que era uma luta perdida e a maior parte dos jovens jamais voltaria. Foram até o velho e disseram:

- Você acertou de novo. Aquela queda se transformou numa bênção! Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Os nossos se foram para sempre!

- Vocês continuam julgando? - falou o idoso. - Digam que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e o meu não foi. Somente Deus sabe se isso é melhor para cada um deles.

Um dia, a guerra terminou. Quanto aos jovens da cidade que foram lutar... bem, esta história vai longe...

Concluindo o assunto, aprenda a não julgar antes da hora. Confie em Deus... e a bênção virá!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** nosso comprometimento com as coisas de deus

 

Eu conheço uma outra história que é mais ou menos assim:

“Uma senhora muito elegante levou o marido enfermo a uma clínica e pediu que o médico o examinasse. Assim que terminou a consulta, em conversa particular, a esposa perguntou ao médico se o caso do seu companheiro era grave. Ouviu, então, a resposta:

- Pode ficar tranquila: ele sente apenas uma carência afetiva no casamento. Eu sei que a senhora é uma empresária de sucesso, viaja muito e quase não tem tempo para dedicar à família; mas, se quiser que ele sare, precisa começar a cozinhar pra ele, levá-lo pra passear, dormir sempre em casa e, assim, em uma semana ele estará bom.

Na saída do consultório, o marido quis saber dela o que o médico havia dito. E a esposa lhe respondeu:

- “Ele disse que você vai morrer daqui a uma semana!”

Pois bem, quando não há comprometimento com o objetivo a ser alcançado, o resultado pode vir a ser o pior possível. Isso também acontece com a missão que recebemos de Deus: ou a abraçamos com amor e buscamos superar as dificuldades com dignidade, ou fracassamos.

Dizemos que temos um ‘problema’ quando existem vários caminhos para chegarmos à solução de alguma preocupação e não sabemos qual a melhor opção. Se isso acontece, será que refletimos o quanto a oração pode encurtar esses caminhos?

É comum estarmos atribulados com dezenas de compromissos de trabalho, compromissos pessoais e sociais, e quase sem tempo às coisas de Deus! Na correria em que vivemos, a oração perde espaço e, em muitos casos, cai no esquecimento. Quando isso ocorre, realmente fica mais difícil a solução para qualquer tipo de problema.

Portanto, sem oração, ficamos desprotegidos para vencer o mal e - o que é pior - desprezamos pedir para a Providência Divina guiar os nossos passos neste mundo cercado de pecados. De alguma forma temos que dar valor e sentido ao nosso comprometimento com a missão que o nosso Pai nos deu. E tudo começa com a oração!

As imagens de Nossa Senhora, dos anjos e dos santos que tenho em casa, me fazem lembrar de rezar várias vezes ao dia e não somente quando sobra tempo para Deus. Pense nisso você também!

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

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Paulo R. Labegalini:

 

* H I S T Ó R I A - 1 Maio 2011

 

Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. Durante a primeira semana de viagem, procuraram um lugar ideal e, por aproximadamente mais duas semanas, limparam a área, desembalaram a cesta de alimentos e terminaram as arrumações. Só então descobriram que tinham esquecido o sal!

Após uma longa discussão, a tartaruguinha mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o saleiro, pois era a mais rápida de todas. Ela lamentou, esperneou, mas aceitou ir com uma condição: que ninguém comesse nada até que ela retornasse. Todas concordaram.

Três dias se passaram e a pequenina não voltava. Quatro... cinco... então, no sexto dia de sua ausência, a tartaruga mais velha não aguentou conter sua fome e começou a desembrulhar um sanduíche.

Nesta hora, a tartaruguinha saiu de trás de uma árvore e gritou:

- Viu! Eu sabia que vocês não iriam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal!

Descontando os exageros, muitas coisas na vida acontecem mais ou menos da mesma forma: desperdiçamos o tempo esperando que as pessoas atendam as nossas expectativas; ficamos preocupados com o que os outros estão fazendo e deixamos de realizar coisas importantes. Colocamos a culpa das nossas falhas nas costas de terceiros! Se cada um assumisse a responsabilidade dos atos e fizesse bem feito a sua parte, quase todos os problemas do mundo estariam resolvidos.

Vamos melhorar?

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

** somos templo do espírito santo!

Graças ao nosso Batismo nos tornamos templos do Espírito de Deus! Dá para imaginar o que isso significa em nossas vidas? Certamente, para a maioria das pessoas que fossem consultadas, usando de sinceridade responderiam: ‘Não, não sei’. Pelo menos é assim que muitos se comportam: convivendo diariamente com muitos pecados.

Eu sei que todos nós somos pecadores e também não me julgo santo - quem me dera! -, mas se cada filho de Deus quisesse realmente que o Espírito Santo nele habitasse, não se esforçaria um pouco mais para isso?

É comum ouvir palavrões a todo instante em recintos públicos ou até mesmo nas redes abertas de televisão. Embora isso não seja um pecado mortal, também não é importante para a nossa sobrevivência. Quem usa um ou outro palavrão na sua comunicação, deveria refletir melhor sobre o mau exemplo que está dando à sociedade e, até mesmo, àqueles que não gostariam de ouvir aquilo naquele momento - inclusive o Espírito Santo!

Mas, se isto fosse colocado em debate, com certeza causaria muita polêmica porque muitos diriam que falam palavrões apenas nos desabafos e sem nenhuma intenção maldosa. Em minha opinião, mesmo assim poderiam evitá-los e, com o tempo, substituí-los por outros termos mais adequados.

Eu fui aos poucos me educando nesse sentido e não me arrependo. Aliás, por que me arrependeria de estar me comunicando segundo Jesus Cristo espera que eu o faça? Hoje, não consigo me comportar indignamente sabendo que também estou magoando a minha Mãe Santíssima que tanto me ajuda! Se, um dia, espero estar junto de Jesus e de Maria no céu, sei que preciso começar a me preparar para isso aqui na terra o quanto antes - e até já perdi muito tempo!

Como não entrei nesse caminho sozinho, aconselho as pessoas se espelharem em ‘alguém mais puro’ para, assim, melhorar a sua vida. O ideal seria se esse ‘alguém’ fosse um bom religioso ou algum santo, mas, sendo uma pessoa de bem, pode e deve servir como espelho de vida cristã.

Saiba também que quando algum pecado estiver tentando você insistentemente, é preciso que se confesse, comungue e reze um pouco mais para se livrar do mal que procura entrar na sua vida.

Ser templo do Espírito Santo é uma missão muito séria, por isso devemos nos comprometer com a purificação do nosso corpo e da nossa alma para que Ele possa habitar em nós vinte e quatro horas por dia.

Para quem nunca tentou, é muito fácil: basta querer morar no paraíso... santamente, alegremente e eternamente!

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

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Paulo R. Labegalini:

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* H I S T Ó R I A - 24 Abril 2011

 

Uma noviça recém-chegada ao convento procurou a superiora e disse-lhe:

- Querida madre, ainda não entendi por que recitamos tantas orações diferentes se não iremos conseguir decorá-las nunca!

Antes de responder, a madre pediu-lhe que fosse à gruta e trouxesse água num velho cesto de vime. A noviça estranhou a tarefa, mas apanhou o recipiente e se dirigiu à gruta. Mal enchia o cesto e a água vazava quase toda.

Quando chegou à madre, foi logo dizendo:

- Onde despejo a água? Só sobrou um restinho!

Foi, então, orientada a jogá-la numa linda roseira e ir buscar mais para aguar as outras flores do jardim. Vendo que a água se perdia no caminho, a noviça corria cada vez mais, tentando aproveitar o máximo que pudesse. Na sexta viagem, já exausta e toda molhada, ela falou ofegante à madre:

- Até quando tenho que fazer isso com este cesto vazado ao invés de um balde novo?

- Até você compreender a transformação que está havendo com o cesto! - disse a superiora.

- Madre, o cesto está ficando cada vez mais limpo. Só isso! - falou a noviça.

E a freira mais experiente completou:

- Exatamente, minha filha. Isso também acontece quando você reza: mesmo sem memorizar tudo o que recebe, sua alma vai se purificando com as palavras da oração!

Pois é, quando se trata de valores espirituais, nossos hábitos devem ser melhorados a cada dia.

Eu sempre lembro o que dizia o Pe. José Maria, que foi vigário em Itajubá: “Ninguém vai para o céu sozinho, ninguém vai para o inferno sozinho”. Pensando nisso, não é melhor adotarmos os hábitos daqueles que querem se salvar? E todo processo de santidade começa pela oração.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** Resgatar o amor próprio

 

Hoje, apresento uma sequência de conselhos para cultivarmos a auto-estima a cada dia. O autor dos nove itens é o padre americano Robert Degrandis, que trabalha com ministério de cura há quase cinquenta anos!

Estou bem como estou, não como estava ou poderia ser. Sou amável assim como sou, com todos os meus pontos positivos, com todos os meus pontos fracos, inclusive pecados.

Deus não faz questão de que eu seja perfeito, mas sim de que eu me entregue a ele planamente agora mesmo.

Sentimentos de culpa fazem mal. Deus não quer que eu sinta culpa por coisas que não posso mudar. Deus quer que eu trabalhe naquilo que posso mudar.

Posso admitir erros, problemas e fraquezas, sem perda do amor-próprio. O que importa é aprender com os erros e tratar de enfrentar os problemas.

Tenho valor, não importa o que digam ou pensem os outros. Mesmo as pessoas que mais amo podem destruir minha importância ou minha dignidade como pessoa.

Minha importância não se baseia no que faço ou realizo, mas no que sou como pessoa.

Sou capaz de fazer o bem pelos outros e conseguir êxito na medida certa. Eu cresço ao aprender a dar e receber.

Posso mudar se realmente quiser, e posso dar forma ao meu futuro com as decisões tomadas hoje.

Posso ser feliz, ainda que a vida não tome o jeito que eu gostaria. Sou tão feliz quanto quero ser.

Aqueles que praticarem estes ensinamentos, certamente viverão mais felizes e serão mais aceitos na sociedade. Para isso, é muito importante que tenhamos plena consciência da Misericórdia de Deus para conosco. Se Ele nos ama e perdoa, por que também não nos amamos sem sentimentos de culpa?

No Evangelho escrito por Marcos (12, 3), Jesus nos convida a amar: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Se meditássemos mais na profundidade dessas palavras, saberíamos que não é possível amar um irmão senão na medida em que se ama a si próprio. Portanto, todo sentimento de culpa pode e deve ser curado: primeiro numa confissão - através do perdão do Pai que nos criou - e, depois, dentro de cada um de nós.

No campo da psicologia, a importância ao amor-próprio em tratamentos e análises também é cada vez maior porque todas as ciências se fundamentam nos ensinamentos do mesmo mestre: Jesus Cristo.

 

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* H I S T Ó R I A - 17 Abril 2011

 

Na época dos escravos, um patrão maldoso resolveu dar um grande castigo ao empregado capturado na fuga e enviou-o a uma ilha deserta com uma pesada corrente presa nas pernas. Não havendo como fugir e mal conseguindo andar, o pobre escravo passava os dias tentando arrebentar a corrente com pedras.

Dois anos se passaram e o empregado sobrevivia comendo frutas e batendo na corrente, até que uma embarcação chegou ao lugar. Ao encontrar o escravo, um dos tripulantes perguntou-lhe:

- Quem é você e o que faz acorrentado nesta ilha deserta?

- Eu era escravo - respondeu. - Fui deixado aqui para morrer na solidão.

O tripulante da embarcação lhe disse:

- Bem, acho que suas orações foram ouvidas porque somos contra a escravidão e iremos colocá-lo em liberdade. Vamos embora, ainda temos mais três dias de viagem!

- E a corrente, pode cortá-la? - perguntou o sujeito acorrentado.

- Infelizmente não temos ferramentas a bordo. Isso só será possível no porto - responderam a ele.

- Então - suplicou o ex-escravo -, permita-me levar algumas pedras e continuar tentando arrebentar a corrente!

Veja, leitor, parece estranho o cidadão não querer imediatamente se libertar das pedras, mas, pensando bem, após dois anos nessa vida - dia e noite sem fazer outra coisa -, até dá para afirmar que o fez por força do hábito, concorda? E quase tudo na vida ‘funciona’ assim: faço porque sempre fiz; continuo fazendo porque já acostumei; não mudo porque não tenho vontade.

Disse Einstein: “É mais fácil romper um átomo do que quebrar um hábito!”

Quem sabe, você pode provar que Einstein estava errado e, a partir de hoje, sair de algum vício que o faz sofrer! Com Deus no coração, você conseguirá.

 

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** só por hoje, prometo

 

Além dos mandamentos sagrados da Lei de Deus, o grande homem e Papa João XXIII cumpria outros dez mandamentos que ele mesmo elaborou. São eles:

Primeiro: Só por hoje, tratarei de viver exclusivamente este meu dia sem querer resolver o problema da minha vida de uma vez.

Segundo: Só por hoje, terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros. Serei delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém e não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim.

Terceiro: Só por hoje, me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas neste também.

Quarto: Só por hoje, me adaptarei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.

Quinto: Só por hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me que, assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.

Sexto: Só por hoje, praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

Sétimo: Só por hoje, farei uma coisa de que não gosto e se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Oitavo: Só por hoje, traçarei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas, em todo caso, vou fazê-lo e me guardarei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

Nono: Só por hoje, ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim mesmo - como se existisse somente eu no mundo - ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

Décimo: Só por hoje, não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gozar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.

Querido amigo, que tal, durante um só dia, prometer praticar esses ensinamentos do Papa João XXIII e deixar de pensar que seria desanimador se tivesse que praticá-los durante toda a vida? E se não causar nenhum mal à humanidade, que tal renovar a mesma promessa a cada dia?

Eu também não passo um só dia sem cumprir uma promessa: ‘Só por hoje, vou trabalhar na construção do Reino de Deus’. Que bom seria se você também quisesse estar ao meu lado cumprindo esta promessa!

 

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* H I S T Ó R I A - 10 Abril 2011

 

Tempos atrás, num distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos mil espelhos. Lá chegando, um pequeno e feliz cãozinho olhou através da porta, mas, para sua grande surpresa, deparou-se com outros mil pequenos e felizes cãezinhos - todos com os rabinhos balançando tão rapidamente quanto o dele. Logo abriu um enorme sorriso e foi correspondido com mil enormes sorrisos! Quando saiu, pensou: ‘Que lugar maravilhoso! Voltarei um montão de vezes’.

Neste mesmo vilarejo, outro cãozinho não tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Também olhou através da porta e, quando viu mil olhares hostis de cães que lhe fitavam, rosnou e mostrou os dentes. Ficou horrorizado ao ver mil cães mostrando-lhe os dentes lá dentro. Saiu correndo e pensou: ‘Que lugar horrível! Nunca mais volto aqui’.

Bem, os rostos que nós conhecemos têm um pouco de ‘espelho’ e podemos considerar que fazemos parte de uma casa de quase mil espelhos diariamente! Quando conversamos com alguém que transmite paz e fé, não desejamos que o mundo seja assim um dia e não ficamos mais aliviados dos problemas que nos afligem?

O mesmo ocorre com aquelas pessoas que interagem conosco; portanto, repare bem na imagem que você vê nos rostos que encontra em seu caminho, pois podem ser o reflexo do seu próprio rosto!

 

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** os presentes de deus

 

Deus nos deu Jesus e Maria de presente aqui na Terra e, como não existe nada melhor que isso, deveríamos saber agradecer o Pai por essa grande bênção em nossas vidas.

Mas, mesmo sem merecermos, os presentes do céu continuam chegando - porque a bondade e a misericórdia de Deus são infinitas! O simples fato de continuarmos respirando a cada dia que amanhece também é uma bênção, assim como a nossa fé católica e a proteção que temos dos anjos e santos são bênçãos maiores ainda. Enfim, não existem palavras capazes de expressar as graças que são derramadas sobre nós neste mundo de Deus.

No meu caso, dou graças ao Senhor, meu Criador, não somente pelas coisas materiais que posso desfrutar, mas, principalmente pelos valores espirituais que aprendi a cultivar. Hoje, sei que a caridade e a oração não podem deixar de existir na minha vida. Quanto mais eu rezo e ajudo os pobres, mais presentes eu recebo de Deus.

Quando comecei minha caminhada em comunidade católica - há cerca de 15 anos -, por rezar pouco e quase não participar de obras de caridade, eu não imaginava vir a ser, um dia, tão abençoado! Sem citar fatos menores para não me alongar muito, vou contar alguns ‘presentinhos’ que recebi nesse período.

  • Em primeiro lugar, sem dúvida, está a proteção de Nossa Senhora. Ela tem me surpreendido com inúmeras graças que só a fé explica. Além das orações que faço em agradecimento, me consagrei a Ela e sempre dou testemunhos do seu amor por mim.
  • Um segundo presentinho: alguns amigos terem me levado para a Sociedade São Vicente de Paulo. Isso veio preencher um grande vazio dentro de mim, possibilitando eu ser orientado a praticar a caridade com critérios justos de favorecimento aos mais necessitados. Aprendi que ser proclamado Vicentino é um caminho sem volta e, a cada dia, mais me conscientizo que Jesus Cristo está presente no meio dos pobres.

E os presentes espirituais não param aí. Ajudo na Pastoral Familiar, nos movimentos de Cursilhos, Ovisa, Casar, sou Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística, comunicador católico, canto e continuo me esforçando para um dia ser digno de tantas bênçãos de Deus.

Com certeza, querido leitor, você possui dons maravilhosos que o Criador lhe deu gratuitamente. O amor é o maior deles e pode dar frutos maravilhosos!

Reconheça que Jesus e Maria querem continuar morando no seu coração e ajude a construir o Reino de Deus em tudo aquilo que puder.

 

* H I S T Ó R I A - 3 abril 2011

 

Um homem entrou na igreja e começou a dizer: ‘Deus, eu vim aqui porque não tem espelhos. Sou muito feio, nada dá certo na minha vida por causa da minha aparência e gostaria que o Senhor melhorasse isso em mim, por favor!’.

No mesmo instante, um sacerdote que ouviu as palavras dele, disse-lhe: ‘Não se julga alguém pela aparência, meu filho; o corpo é apenas o templo do espírito! Não importa se suas pernas são tortas, desde que guiem você rumo ao amor; não importa se suas mãos são calejadas, desde que dêem e recebam honestamente; não importa a cor de seus olhos, desde que enxerguem o bem; não importa quão danificados são seus cabelos, porque só servem para lhe cobrir a cabeça; não importa o tamanho de seu nariz, desde que inspire e expire a fé; não importam as rachaduras de sua boca, desde que proclame a vida!’

Rumo à saída da igreja, já quase convencido de que o padre estava certo, o homem chegou diante de uma porta de vidro e ouviu uma voz do alto: ‘Agora, filho, olhe com alegria para este espelho e lembre-se que, em minhas Escrituras, não há uma só frase dizendo que sou bonito’.

Pois é, os espelhos possuem muito mais utilidades do que simplesmente alimentarem o nosso ego, não é mesmo? Não podemos nos esquecer que Deus nos fez à Sua imagem e semelhança. Se à imagem do Amor fomos criados, o importante é aquilo que carregamos dentro de nós. E todo espelho que colocarem à nossa frente deve refletir amor!

 

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** RECEITA DE VIDA

 

Em um Encontro de Grupos da Terceira Idade no Sul de Minas foi distribuída a seguinte mensagem:

“O dia mais belo de sua vida: hoje. A coisa mais fácil: equivocar-se. O obstáculo maior: o medo. O maior erro: abandonar-se. As raízes de todos os males: o egoísmo. A distração mais bela: o trabalho. A pior derrota: o desalento. Os melhores professores: as crianças. A primeira necessidade: comunicar-se. O que mais faz feliz: ser útil aos demais. O mistério maior: a morte. O pior defeito: o mau humor. A pessoa mais perigosa: a mentirosa. O sentimento pior: o rancor. O presente mais belo: o perdão. A receita mais rápida: o caminho santo. A sensação mais grata: a paz interior. O resultado mais eficaz: o sorriso. O melhor remédio: o otimismo. A maior satisfação: o dever cumprido. A força mais potente do mundo: a fé. As pessoas mais necessárias: os pais. A coisa mais bela: o amor!”

Que texto bonito, não? Mais que bonito, são palavras muito profundas que deveriam ser guardadas no fundo do coração! Realmente, é uma verdadeira receita de vida.

Se misturássemos algumas palavras-chave do texto para exemplificar a linha de conduta de um verdadeiro cristão - supostamente chamado José -, talvez ficasse bem assim:

“Hoje, José venceu o medo de equivocar-se, superou o egoísmo e partiu para um trabalho de caridade. Procurou os velhos em desalento, buscou as crianças abandonadas, e foi comunicar-se com eles - saber das suas necessidades. Sentiu como é importante ser útil aos marginalizados, antes que a morte sofrida os leve para junto de Deus. Viu de perto que o mau humor, a mentira e o rancor, em muitos casos, destruíram sonhos e lares. Constatou ainda que aquele que vive no caminho correto da justiça e do perdão acaba tendo paz no coração.

Apesar do sorriso amarelo no rosto por ver tanta injustiça social, José voltou à feliz casa de seus pais com a sensação do dever cumprido e otimista em conseguir mais ajuda para os seus novos amigos. Uma definitiva missão passou a fazer parte da vida de José: testemunhar mais a sua fé e levar amor aos seus irmãos.”

Queridos amigos, o que nos impede de seguir o exemplo de José? Medo de equivocar-se? Egoísmo? Pouca fé? Falta de amor?

Com Deus no coração, somos mais fortes para enfrentar todas as provações deste mundo! E apenas para completar a reflexão do início deste texto, eu acrescentaria:

A criatura mais pura: Maria. O caminho da salvação: Jesus.

 

* H I S T Ó R I A - 27 Março 2011:

 

Havia uma garotinha que gostava de passear pelos jardins. Um dia, viu uma borboleta espetada no espinho de uma roseira e, muito cuidadosamente, soltou a borboleta encantada, que lhe disse:

- Por sua bondade, vou conceder-lhe seu maior desejo.

A garotinha pensou por um momento e pediu:

- Quero ser muito feliz.

A borboleta, então, aproximou-se dela, sussurrou algo em seu ouvido e desapareceu subitamente.

A garota cresceu e ninguém na terra era mais feliz do que ela. Sempre que alguém lhe perguntava sobre o segredo de tanta felicidade, ela somente sorria e respondia:

- Soltei a borboleta e ela me ensinou a ser feliz.

Quando ficou bem velha, os amigos temeram que o segredo fabuloso pudesse morrer com ela e imploraram:

- Diga-nos, por favor, o que a borboleta lhe disse?

A amável velhinha novamente sorriu e revelou:

- Ela disse que todas as pessoas, por mais seguras que pudessem parecer, precisariam muito da minha alegria!

Portanto, não se esqueça: ‘Quando você estende a mão a alguém, por menor que seja a ajuda, também está liberando felicidade para a sua vida. Mas, se você só quer receber, a felicidade eterna nunca lhe baterá à porta’. * Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** AS QUATRO CRUZES DO CALVÁRIO

É de triste lembrança pra muita gente a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo; mas, as lições de vida que Ele nos deixou merecem continuar sendo analisadas a cada dia. Imagine as cruzes que estavam de pé no Calvário...

A primeira, a cruz de Cristo, ao centro, até hoje representa a nossa salvação. Mesmo aqueles que são injustiçados pela cobiça que há no mundo, conseguem entrar na vida eterna se carregarem as suas cruzes com dignidade cristã.

Na segunda cruz, à direita de Jesus, estava o apelidado de ‘bom ladrão’, Dimas, suplicando a misericórdia de Deus em remissão dos seus pecados. Que ‘sorte’ teve São Dimas em poder se confessar com o Filho de Deus antes de sua morte! A sua cruz representa o perdão.

A terceira cruz suportou até o fim o peso do pecado. O ladrão que lá estava não usou da virtude do arrependimento para se salvar e morreu na cruz da condenação.

Portanto, três cruzes: a da salvação, a do perdão e a cruz da condenação.

E na quarta cruz, quem estava nela? Quem mereceu estar na cruz da pureza? Essa cruz foi ‘assumida’ por Maria Santíssima, a Virgem Mãe que suportou com firmeza o cruel e injusto sofrimento do seu Filho Santo. Ela presenciou, de pé, a maior maldade humana da história sobre uma só Criatura.

Deus a escolheu para estar naquela cruz porque sabia que nela podia confiar. E foi também confiando em Deus que Maria se tornou, com o seu exemplo, modelo de fé, modelo de amor e modelo de fidelidade cristã.

Hoje, graças à providência Divina, Maria é a nossa Mãe! Com ela aprendemos que não existe sofrimento capaz de nos desviar das estradas de Jesus. À nossa frente, ela pisa na cabeça da serpente infernal e nos conduz, como filhos queridos, à cruz da salvação.

Peça a Nossa Senhora para livrar você da cruz da condenação e sempre curar as agonias de seu coração; e, a cada dia, sempre que a sua cruz de pecador se tornar mais leve, lembre-se de agradecer. Agradeça assim: "Obrigado minha querida Nossa Senhora, Mãe da Igreja, Mãe de Deus e minha Mãe!"

E como eu, consagre-se a ela todos os dias, dizendo assim: "Ó minha senhora e também minha mãe, eu me ofereço inteiramente todo a vós e, em prova de minha devoção, eu hoje vos dou meu coração. Consagro a vós meus olhos, meus ouvidos, minha boca; tudo o que sou desejo que a vós pertença. Incomparável Mãe, guardai-me, defendei-me como filho e propriedade vossa. Amém!"

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta. Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

* H I S T Ó R I A - 20 Março 2011:

 

Há muitos anos, numa cidadezinha do interior, o povo se afastava cada vez mais da Igreja. As missas eram pouco frequentadas e quase ninguém procurava o padre para confissões, batizados e casamentos.

Certa manhã, os sinos soaram forte anunciando o falecimento de alguém e, no alto-falante da Matriz, o sacerdote dizia: ‘Morreu nesta cidade um filho muito querido do Pai. O corpo encontra-se no salão paroquial, onde será velado’.

Os primeiros que lá chegaram, estranharam o caixão lacrado e a falta de informações sobre o defunto. Isso fez com que mais pessoas permanecessem no velório até à hora do enterro. Veio, então, a ordem do vigário, autorizando o corpo partir para o cemitério.

Toda a cidade acompanhou o féretro pelas ruas e, assim que desceu ao túmulo, a tampa do caixão foi aberta. Uma enorme fila se formou para saber a identidade do falecido e começaram a passar ao lado da cova. Cada pessoa que olhava, via no interior do buraco o próprio rosto refletido no fundo espelhado do caixão vazio.

Atingidos no íntimo da alma, os moradores da cidade foram à igreja pedir perdão a Deus e, daquele dia em diante, muita coisa mudou na vida daquelas pessoas: saíram do caminho da desgraça eterna e entenderam bem as palavras de Santo Agostinho: “Deus te criou sem precisar de ti, mas Ele não te salvará sem a tua vontade”.

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** É MELHOR SER ESTRUME NAS MÃOS DO SENHOR

 

No ano de 1999, eu participei do Programa Tenda do Senhor, na Canção Nova, apresentado pelo querido Pe. Léo - nosso conterrâneo e saudoso homem de fé - que sempre recebeu comentários elogiosos de todo o Brasil, pelo seu carisma e descontração nas mensagens que passava. Na minha opinião, ele era o Faustão ou o Silvio Santos da Canção Nova, no sentido de alavancar audiências. Suas histórias, humor e espiritualidade, divertiam e comoviam muita gente.

E uma história contada ao vivo pelo Pe. Léo foi a seguinte:

Certa época, quando ele ganhava projeção como autor de livros, recebeu um telefonema, solicitando-lhe que enviasse a sua biografia para fazer parte de algum órgão importante que não me recordo agora. Disse-nos que ele próprio passou a escrever coisas maravilhosas a seu respeito até completar seis páginas! Esgotando as suas lembranças, foi até o Santíssimo pedir inspiração para escrever mais. Lá, teve uma visão…

Ao lado de sua casa de infância, aqui perto, no Biguá, viu o seu pai trabalhando, animais pastando e um monte de estrume no chão. Assim que a imagem que lhe veio à mente se aproximou do estrume fresco, Deus lhe disse: ‘Eis você aí’.

Aquilo o deixou chocado por alguns dias, sem entender o significado. Passou a rezar, pedindo discernimento do ocorrido, até que voltou a ver novas imagens. O lugar era o mesmo, mas o estrume já estava seco. Seu pai, então, se aproximou, o pegou com uma pá e o transportou até o terreno ao lado.

Chegando ao local, uma mão o esfarelou e passou a jogá-lo sobre a plantação quase seca, precisando de vida nova. Naquele momento, novamente Deus lhe falou: ‘É melhor ser estrume nas minhas mãos do que ser ouro nas mãos do diabo’.

No mesmo programa que eu participava, aplaudimos estas palavras do Senhor e espero que elas sirvam para nortear as nossas vidas, como serviram ao Pe. Léo até o seu falecimento. Eis uma de suas belas colocações:

“As feridas do coração são alimentadas pela inveja, pelo rancor, pelo julgamento e pela atitude crítica. Em geral, o que publicamente criticamos nos outros acabamos fazendo também. A vida é sábia. Jesus ensinou, com uma clareza estupenda, que devemos fazer aos outros aquilo que desejamos para nós. Logo, não devemos fazer para ninguém o que não queremos para nós mesmos.”

Portanto, caro ouvinte, nós, filhos de Nossa Senhora, não podemos deixar de vigiar e orar, pois ações de amor e oração são forças insuperáveis que unem os cristãos.

E que Jesus e Maria continuem sempre nos corações de todos nós, amém!

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta. Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

* H I S T Ó R I A - 13 março 2011

 

Um cientista dos Estados Unidos conseguiu um voluntário numa penitenciária. Era um condenado à morte que seria executado na cadeira elétrica.

Aceitando participar da experiência, ele seria libertado se sobrevivesse após um pequeno corte em seu pulso - pequeno, mas suficiente para gotejar todo o sangue que tinha no corpo. Se o sangue coagulasse, ele seria libertado, caso contrário, morreria sem dor.

Fizeram, então, o corte em seu pulso e disseram-lhe que ouviria o gotejamento na vasilha; mas, sem que ele soubesse, debaixo da cama havia um frasco de soro com uma pequena válvula, e era o soro do frasco que gotejava.

Com o passar do tempo, o condenado foi perdendo a cor e teve uma parada cardíaca. Ele morreu sem ter perdido praticamente nenhum sangue; e o cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre tudo o que é aceito pelo homem - seja positivo ou negativo - e, ainda, a ação da mente envolve todo o organismo - quer seja na parte orgânica ou psíquica.

Este fato é um alerta para filtrarmos o que enviamos à nossa mente, pois ela, às vezes, não distingue o real da fantasia, o certo do errado. Simplesmente grava e cumpre aquilo que acreditamos ser verdade.

Sabendo disso, hoje você até pode deixar de perdoar e continuar guardando na mente as maldades que lhe fizeram em algum momento da vida, mas, com o tempo, as feridas podem não ser mais cicatrizadas. Não adie suas boas ações; o lucro maior é sempre seu.

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** A CARIDADE COMEÇA NA FAMÍLIA

O nosso trabalho na Sociedade São Vicente de Paulo nos leva a testemunhar muitas injustiças sociais e algumas chegam a nos comover profundamente. É impressionante constatar de perto a miséria em certas famílias, abandonadas à sorte pelos próprios parentes! Por que será que isso acontece?

Os motivos (ou desculpas) são diversos. Quando um pai se refere ao filho que está desfrutando de boa situação financeira, diz que o ‘coitado’ tem os seus próprios compromissos e não pode assumir outras despesas. Quando outro pai de família, cheio de filhos, comenta que os seus pais possuem bens noutra cidade, alega que não combinam de gênio e nunca daria certo morarem juntos. E por aí vai...

De acordo com as nossas possibilidades, ajudamos os mais necessitados, independente de raça ou religião. O nosso trabalho vicentino envolve também o crescimento espiritual da família, desde que aceitem alguma orientação nesse sentido. Acreditamos que com cesta básica mensal, oração, higiene, trabalho e educação, aos poucos, muitos renascem para a vida.

Voltando aos elos familiares, algumas necessidades não poderiam ser supridas pelos próprios parentes? Em muitos casos, sim. Principalmente quando o sofrimento maior vem do espírito, qualquer filho ou irmão de sangue poderia estar ajudando.

É triste dizer isso, mas, infelizmente, um pouco de carinho com um pouco de atenção chegam a despistar a fome ou a tristeza de muita gente. Seria mais importante para alguns pais verem um parente chegando para prestar solidariedade do que o seu alimento batendo à porta. Mesmo sabendo dessa verdade, pouco podemos fazer nesse sentido, pois outros assistidos sempre esperam o nosso socorro.

O desemprego aumenta, a fome assusta e as doenças preocupam. Enquanto não podemos atuar diretamente contra esses ‘fantasmas’, será que não existe alguém de nossa família esperando por carinho e atenção? Imagine algum parente seu que sofre e reflita o que Jesus Cristo gostaria de lhe pedir que fizesse por ele.

Quantas mães rezam Terços e Terços sozinhas! Quantos pais idosos não vão mais à missa porque ninguém os leva! Quantos filhos se revoltam com a vida indigna dos pais! Quantos gostariam de ter as migalhas dos ricos para comer! Quantos agonizam por falta de remédios!

Acho que não é necessário dizer mais nada, pois cada um sabe o que poderia estar fazendo pelo seu irmão e não o faz. Quanto ao irmão ser ou não de sangue, para Jesus não importa, mas julgando com o meu coração humano e também pecador, dói mais quando vejo alguém sofrendo, sendo que a família tem condições de acolhê-lo e o deixa abandonado. Pense nisso.

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

Paulo R. Labegalini:

 

* H I S T Ó R I A - 8 março 2011

 

Um empresário faleceu e, no Paraíso, o anjo guardião foi mostrando-lhe as diversas moradias. Passando por uma linda casa, o homem perguntou: ‘Quem mora aí?’ O anjo respondeu: ‘É aquele seu motorista que morreu no ano passado’.

A seguir, surgiu outra casa ainda mais bonita. ‘E aqui, quem mora?’ - perguntou o senhor. O anjo explicou: ‘Aqui é a casa da Rosalina, aquela cozinheira que você despediu sem justa causa’.

Então, o homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas residências, a morada dele deveria ser, no mínimo, um palácio! Estava ansioso por vê-la.

Nisso, o anjo parou diante de um barraco de tábuas velhas e disse: ‘Esta é a sua casa’. O empresário falou indignado: ‘Como é possível? Vocês poderiam ter feito coisa muito melhor pra mim!’

‘Poderíamos - respondeu o anjo -, mas construímos de acordo com o material que você nos enviou lá de baixo, enquanto estava na Terra!’

Pois é, apesar de ser apenas uma história, é mais ou menos isso que acontece quando morremos; portanto, é bom sempre fazermos um balanço das nossas obras espirituais.

Será que você pode afirmar que sua dedicação em ajudar o próximo traz alegria a quem sofre? Um pouco mais de esforço em praticar a caridade pode fazer grande diferença na vida de muita gente.

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** DEVEMOS OBEDECER SEMPRE?

 

Desde pequeno aprendemos que ser obediente é importante na educação do ser humano, mas até que ponto? É difícil discordar que uma criança deve obedecer aos pais, um militar deve obedecer ao comandante e um empregado deve obedecer ao patrão. Por outro lado, nem sempre um político obedece ao partido a que pertence ou um jogador de futebol obedece ao esquema tático do treinador... mas, por que isso acontece?

A resposta parece simples: porque o ser humano pensa que não nasceu para ser mandado sempre. Por ser dotado de inteligência, não concorda com determinadas “regras” que limitam o comportamento dele e a sua liberdade... porém, nem sempre se dá bem sendo desobediente.

E com relação a Deus, como fica a nossa obediência? Por que a sua Palavra é desrespeitada? A resposta também é simples: porque Deus nos dá mais liberdade de escolha do que qualquer “patrão”! E muita gente se aproveita disso para desobedecer, sem medir as consequências, não é verdade?

Quem será que já parou o suficiente para pensar que essas consequências estão entre o céu e o inferno? Será que é muito forte esse tipo de colocação? A resposta ainda é simples: caminhando na fé, nos afastamos do inferno e nada devemos temer!

Portando, encarando a linda realidade de que somos filhos de Deus e a Ele devemos total obediência, aconselho que rezemos sempre esta parte da “Ladainha da Humildade”:

“Do desejo de ser estimado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser amado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser buscado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser louvado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser honrado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser preferido, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser consultado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser aprovado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser adulado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser humilhado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser desprezado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser rejeitado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser caluniado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser esquecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser ridicularizado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser escarnecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser injuriado, livrai-me, Jesus!

Ó Maria, Mãe dos humildes, rogai por nós. São José, protetor das almas humildes, rogai por nós. São Miguel, que fostes o primeiro a lutar contra o orgulho e o primeiro a abatê-lo, rogai por nós. Ó justos todos, santificados a partir do espírito de humildade, rogai por nós”.

Querido leitor, humildade e obediência são virtudes inseparáveis para se aproximar de Deus. Aproveite a sua chance e a liberdade de escolha que Ele lhe dá.

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

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* H I S T Ó R I A - 27 fevereiro 2011

 

Num posto de gasolina, um cliente encheu o tanque e se esqueceu de assinar o cheque. O frentista, então, disse para o colega que estava entrando no turno de trabalho: ‘O cheque daquele médico da esquina está com problema. Mostre a ele se vier ao posto’.

O segundo frentista também passou a mensagem ao próximo: ‘O Dr. Antônio deu um cheque sem fundo. Se aparecer, faça ele pagar o prejuízo em dinheiro’.

E a má comunicação prosseguiu até esta última versão: ‘Estou sabendo que o doutorzinho é traficante! Se ele pintar aqui, chame a polícia e, lembre-se, ele é muito perigoso! Tá sendo procurado como Toninho do Pó’.

Esta história parece um absurdo, não? Mas, coisas assim acontecem a toda hora, pois a língua pode causar estragos irreparáveis. Até Jesus foi vítima dos caluniadores.

Concluindo todo este raciocínio, você pode estar pensando: ‘Eu não sou tão maldoso como aqueles frentistas do posto’. Eu acredito em você, mas não deixe de refletir bem antes de falar e julgar os atos de outras pessoas. A notícia corre muito rapidamente!

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

** DEUS CASTIGA QUEM NÃO PAGA PROMESSAS?

Uma leitora do jornal “O São Paulo”, da Arquidiocese de São Paulo, um dia enviou esta pergunta ao Pe. Cido Pereira: “Deus castiga quem não paga promessas?”. Eis um trecho da resposta dada pelo padre: “Não é necessário fazer promessas, pois Deus sabe do que precisamos. Quem, porém, quiser fazer promessas, prometa a Deus uma vida de santidade, marcada pelo amor a Ele e ao próximo. E saiba agradecer os sinais de bondade que Deus vai fazendo você experimentar ao longo da vida”.

Na edição seguinte do jornal, a leitora achou que a sua pergunta não fora respondida e insistiu: “Afinal, quem não cumpre promessas é castigado ou não?”. Eis mais um trecho da resposta do Pe. Cido: “Se o amor de Deus por nós é tão grande, você acha que Ele iria, logo depois de uma bênção maravilhosa, nos dar um castigo, só porque não cumprimos o que prometemos? Até porque se Deus nos fez experimentar o seu amor, Ele o fez gratuitamente e não pelo que lhe prometemos”.

Caro amigo, eu também penso assim. A Paternidade Divina não se vinga dos filhos ingratos dessa forma, mas continua lhes dando oportunidades para a conversão. E se a conversão for definitiva na vida de um cristão, agradará muito mais ao Pai do que o cumprimento de promessas.

Isso não significa dizer que ninguém deva pagar as suas promessas, muito pelo contrário. Todos nós temos o dever de agradecer e louvar a Deus pelas graças recebidas; porém, algumas pessoas, em momentos de desespero, fazem promessas quase impossíveis de serem cumpridas. E daí, você sabe o que fazer depois?

Volto, em parte, à explicação do Pe. Cido: acredito que Deus concordaria que substituíssem as promessas difíceis por uma vida de santidade, marcada pelo amor a Ele e ao próximo. Assim, não precisariam mais se preocupar com novas promessas.

Tenha certeza que, com Deus, sempre que ‘furamos’ os compromissos assumidos, somos perdoados e ganhamos novas oportunidades para nos reconciliarmos com Ele no seu amor. Isso só não dura para sempre porque o nosso tempo neste mundo é limitado. Se Ele cumpre tudo o que nos promete e nós nunca lhe mostramos gratidão, o nosso tempo vai se esgotando e o dia do juízo final chegará!

Quando Jesus curou dez leprosos e só voltou um para agradecer (Lc 17), Ele indagou: “Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?”. Isso mostra que o Senhor fica feliz com cada coração agradecido, embora não exija sacrifícios de ninguém.

Não se esqueça disso: Deus é puro amor!

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta.

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Paulo R. Labegalini:

* H I S T Ó R I A - 20 FEVEREIRO 2011

Uma senhora contou à filha um pouco de sua própria vida. Disse assim:

Quando eu era muito jovem, minha mãe me perguntou qual era a parte mais importante do corpo. Eu achava que o som era muito importante para nós, seres humanos, então eu falei: ‘as orelhas, mãe’.

Ela discordou, dizendo: ‘Não, muitas pessoas são surdas e não deixam de ser especiais. Mas, continue pensando sobre este assunto que em outra oportunidade eu volto a lhe perguntar’.

Algum tempo se passou até que minha mãe me questionou outra vez sobre aquilo. Desde que fiz a primeira tentativa, eu imaginava ter encontrado a resposta correta; mesmo assim, dessa vez eu disse a ela: ‘Mãe, a visão é muito importante para todos, então, devem ser os olhos’.

Ela falou: ‘Você está aprendendo rápido, mas a resposta ainda não está correta porque há muitas pessoas que são cegas’.

Pensei: ‘Dei mancada novamente!’ Continuei minha busca ao longo do tempo, minha mãe me perguntou em várias outras oportunidades e, sempre que eu opinava, sua resposta era a mesma: ‘Não, mas você está ficando mais esperta a cada ano!’

Então, um dia, meu avô morreu. Todos choravam. Quando fui dar o meu adeus final ao vovô, minha mãe olhou para mim e me perguntou: ‘Você já sabe qual a parte do corpo mais importante?’ Eu fiquei meio chocada por ela me fazer aquela pergunta naquele momento! Sempre achei que era apenas um jogo entre nós.

Daí, ela me olhou de um jeito que somente uma mãe pode fazer. Eu vi lágrimas em seus olhos quando disse: ‘Minha querida, a parte do corpo mais importante é o seu ombro! Nele, pode-se apoiar a cabeça de um amigo ou de alguém muito amado que chora.

É verdade, leitor, todos precisam de um ombro para chorar em algum momento da vida. Eu espero que você tenha bastante amor no coração para que seus amigos chorem em seu ombro, se um dia precisarem.

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

* A SANTA MISSA

O Pe. Robert Degrandis, no livro ‘A Cura pela Missa’, diz que “o centro da fé católica é o sacrifício da missa. Devemos acreditar que a missa é muito mais do que até hoje imaginamos, porque ela é uma cerimônia de cura. Na missa, Cristo transforma as nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais. Se realmente cremos em Jesus presente na hóstia consagrada, obteremos a integridade ao receber seu Corpo em nós”.

Muitos outros religiosos também enfatizam que as partes da santa missa constituem elementos de uma cerimônia de cura. Santo Agostinho, por exemplo, escreveu sobre as curas que testemunhou em sua igreja, como resultado de as pessoas receberem a Eucaristia.

É maravilhoso ir à casa de Deus e participar da celebração do grande mistério da vida, da morte e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A nossa fé, a nossa oração e o nosso louvor a Deus, nos colocam em estado de graça durante a missa.

Em alguns lugares, ao chegarmos na igreja, a água benta já se encontra à disposição para nos renovar em nome da Trindade: o Pai que nos criou, o Filho que nos salvou e o Espírito Santo que nos santifica.

No decorrer da missa, somos perdoados pela Misericórdia Divina no ato penitencial, louvamos a Trindade Santa no hino de louvor, ouvimos a Palavra de Deus na proclamação do Evangelho, professamos a nossa fé no creio, fazemos os nossos pedidos na oração da comunidade, entregamos a nossa vida ao Senhor no ofertório, adoramos a Deus no canto do Santo, presenciamos a transformação do pão e do vinho em Corpo e Sangue de Jesus na consagração, recitamos a oração perfeita que o próprio Jesus nos ensinou no Pai-Nosso e, após o Cordeiro, chegamos à comunhão.

Ao recebermos o Corpo Santo de Cristo no nosso, vivenciamos o imenso amor e a infinita misericórdia de Deus para conosco ao permitir que, mesmo pecadores, tenhamos a graça de receber a própria pessoa que cura - Jesus, o centro da missa! Principalmente por isso, após a comunhão, devemos rezar ou cantar, dando graças por sermos muito abençoados naquele momento.

E se não bastassem todas essas maravilhas na missa, sabemos ainda que a Virgem Maria também está nos ouvindo como verdadeira mãe, e intercedendo a Deus por nós! Por isso, o ministério de música canta quase que o tempo todo na Celebração da Eucaristia, explodindo de alegria por tantas bênçãos.

Saiba que nada substitui a santidade da missa. Acredite que, no seu encerramento, as palavras do sacerdote sempre serão atendidas pelo nosso Pai: ‘Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe’.

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* H I S T Ó R I A - Paulo R. Labegalini - 13 Fevereiro 2011

 

Uma senhora estava molhando o jardim de sua casa quando foi interpelada por um garotinho de 9 anos, que lhe disse:

- Dona, tem pão velho?

- Se está com fome, posso dar um jeito. Onde você mora? - perguntou a senhora.

- Depois do zoológico - respondeu o menino.

- Bem longe daqui, hein? Você está na escola? - quis saber ela.

- Não - disse ele. - Minha mãe não tem dinheiro para comprar material!

- E seu pai, mora com vocês?

- Já faz tempo que ele sumiu! - falou o garotinho de olhar triste.

A mulher, então, sentou-se no banco do jardim e disse-lhe:

- Antes do pão, quero que você me conte um pouco de sua vida, de seus irmãos...

E o papo prosseguiu.

A bondosa senhora jogou água nos pés do menino, deu-lhe uma toalha para se enxugar e ficou alguns minutos ao seu lado, dialogando. Depois, disse-lhe sorrindo:

- Vou buscar alimento. Serve pão novo?

- Não precisa, não. A senhora já conversou bastante comigo, isso é suficiente. Vou andando e volto amanhã. A que horas a senhora estará aguando estas plantas novamente?

Pois é, que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor, não? Por acaso, você já ouviu isto de alguém: ‘Não preciso de mais nada hoje; já conversou bastante comigo, isso é suficiente!’?

Há quanto tempo você sabe que os pobres ganham muitos ‘pães velhos’? Apenas o ‘pão de amor’ não fica velho, porque ele é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse: "Eu sou o Pão da Vida!"

 

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** A GRAÇA DA CURA

 

Por meio da intercessão da Mãe de Deus, eu já fui curado de várias enfermidades. E não foram problemas simples, tanto físicos como espirituais, embora para Jesus, na Sua infinita Misericórdia, todos os problemas são iguais.

A cada cura em pessoas de minha família, houve um novo despertar na fé. Reconhecíamos que para continuarmos sendo filhos amados de Jesus e de Maria, teríamos que ser instrumentos de evangelização e paz aqui na Terra. Passando a agir assim, temos sido muito abençoados em todos os sentidos.

Às vezes, penso como seria bom se todo filho curado por Deus viesse a trabalhar conosco nas comunidades de Itajubá-MG! Devido às graças alcançadas, já teríamos um batalhão de agentes evangelizadores!

Mas, graças a Deus, não podemos reclamar, pois sabemos que estamos cumprindo a missão para a qual fomos chamados e, ainda, estamos conscientes de que a ninguém Jesus dá, para carregar, um fardo mais pesado do que a sua própria resistência.

Por outro lado, quantos irmãos carentes em fé e esperança poderiam estar sendo assistidos se tivéssemos mais pessoas trabalhando conosco! Não seria essa a melhor maneira de agradecer a graça Divina derramada cotidianamente em nós?

Ainda bem que, mesmo aos filhos errantes, nossa Mãezinha querida, a Virgem Maria, abraça e abençoa com amor. E essa bênção é incondicional àqueles que lhe pedem com fé. Eu costumo iniciar as minhas orações matinais assim: “Vinde Espírito Santo! Vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima esposa!”. Acredito que somos atendidos mais rapidamente quando invocamos Nosso Senhor por meio da Rainha do Céu e da Terra.

E cada vez mais dou o meu testemunho com esta frase: “Puxa vida, como é bom ter fé e trabalhar para Deus!” Eu já me convenci disso porque senti na pele que por Ele, tudo pode ser mudado e, principalmente, quando praticamos o amor e o perdão, somos abençoados com muitas curas em nossas vidas. Para Deus, com arrependimento sincero e fé, querer é poder!

Somos o maior país católico do mundo e precisamos dar continuidade às obras sociais e espirituais da nossa Igreja. Muitos irmãos pobres e famílias desestruturadas dependem da nossa Comunidade de Fé e nós também dependemos de você. Peço em nome de Jesus e faço-lhe ainda um convite: participe mais da Santa Missa e perceba as boas mudanças que isso propiciará em sua vida!

E que Deus abençoe todas as suas intenções.

 

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35 - 3629-1259 (UNIFEI)

 

* H I S T Ó R I A - 06 Fevereiro 2011

Paulo R. Labegalini

Um réu estava sendo julgado por assassinato na Inglaterra. Eram fortes as evidências sobre a sua culpa; mas o cadáver não havia sido encontrado.

Quase no final da sua sustentação oral, o advogado recorreu a um truque. Falou: ‘Senhoras e senhores do júri, eu tenho uma surpresa para vocês! Dentro de um minuto, a pessoa presumivelmente assassinada neste caso vai entrar neste tribunal’. - E apontou para a porta.

Os jurados, ansiosos, ficaram atentamente olhando até que um minuto se passasse. Nada aconteceu e o advogado, então, completou: ‘Todos vocês olharam com expectativa; portanto, ficou claro que ainda têm dúvidas se alguém realmente foi morto, estou certo?’

Os jurados, visivelmente surpresos, retiraram-se para a decisão final. Minutos depois, o júri voltou e pronunciou o veredicto: ‘Culpado!’

O advogado reagiu: ‘Como culpado? Vocês estavam em dúvida! Eu vi todos olharem fixamente para a porta!’

E o juiz esclareceu: ‘Sim, todos nós olhamos para a porta, menos o seu cliente’.

Pois é, são lições como esta que deixam no espírito muitas experiências de vida. Eleve agora o seu pensamento a Deus, agradeça mais esta oportunidade de estar vivo e guarde no coração a certeza de que não há injustiça que sempre dure e nem bem que nunca se acabe.

Tudo passa e, com a nossa versão da verdade, tudo pode se tornar melhor.

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão.

 

COMO USAR MELHOR O TEMPO?

 

Administrar o tempo é uma arte. Muitos acham que conseguem fazê-lo bem através de disciplina rígida no comportamento pessoal; outros, procuram se organizar no tempo com moderação nas mudanças de hábitos.

Se, com o tempo, isso funcionar com naturalidade, certamente existirá uma parcela de tempo “ganho” pelo profissional que conseguiu melhorar a autodisciplina e organização pessoal. Mas, vem a pergunta: o que fazer com esse tempo?

Nos cursos que eu ministro, ao fazer este questionamento, cheguei a ouvir de tudo um pouco, menos “rezar”. E por que será? Seria vergonha em professar a fé em público? Acho pouco provável essa hipótese, e acredito ser falta de prioridade à oração.

São Vicente de Paulo rezava sete horas por dia! Dizia ele que só assim seria possível praticar obras de caridade em nome de Deus. Quanto mais rezava, mais caridade praticava - iluminado pelo Espírito Santo. Valeu a pena priorizar dessa maneira o seu tempo, não? Hoje, ele também é santo e intercede por nós no Céu!

Eis outro caso de prioridade na oração: centenas de pessoas participam das celebrações da Festa da Padroeira do Brasil todo ano no Santuário Nacional, em Aparecida-SP - Aparecida do Norte, como dizemos. Será que foi fácil conseguirem tempo para isso?

Um dia, eu li esta mensagem do Papa João Paulo II aos jovens: “Deixem-se guiar pelo Espírito Santo do Senhor e, a exemplo de tantos santos e beatos da América, estejam dispostos a deixar tudo por Cristo, para segui-Lo como missionários do Evangelho.”

Deixar tudo não significa ter tempo de sobra para as orações e as obras de caridade? O que estamos fazendo com as 24 horas que Deus nos dá gratuitamente a cada dia?

Ação e oração, oração e ação, não importa a ordem. O importante é sabermos administrar o nosso tempo e deixarmos uma parcela maior desse precioso recurso para evangelizar. Evangelizar orando! Evangelizar testemunhando o amor de Jesus e de Maria por nós! Evangelizar participando dos trabalhos da comunidade! Evangelizar dando as mãos ao irmão mais pobre!

Reze e confie, porque para as coisas de Deus, com amor no coração, sempre haverá tempo de sobra.

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM 106,9 MHz: 6 h e 18 h - segunda a sexta. Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

TV: Canal 20 - 5 Fevereiro 2011

 

A vocês, amigos, quero relatar as boas novidades que tenho a lhes passar:

1. O programa ‘Confiamos no Amor’ sofreu alguns ajustes esta semana e, agora, se encontra no formato definitivo. Agradeço àqueles que já escutaram e rezaram conosco. Os comentários que tenho recebido me motivam a continuar evangelizando também pela rádio. (Reveja o texto no final desta mensagem)

2. A partir de segunda-feira, dia 7 fevereiro 2011, também terei diariamente um programa na TV: Canal 20 - para assinantes da Mastercabo. Será um formato diferente da Rádio Futura FM, pois contarei uma pequena história a cada dia e passarei uma breve mensagem final, totalizando 3 minutos no máximo. O programa se chamará ‘Nossa Reflexão’ e irá ao ar em quatro horários: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br irá conter os programas, inseridos um por vez, assim que forem exibidos no Canal.

3. Atendendo a pedidos, todo final de semana enviarei a vocês - no mesmo e-mail - 2 textos: um deles que foi apresentado no programa ‘Confiamos no Amor’ da Rádio Futura FM, e o outro de ‘Nossa Reflexão’ do Canal 20. Assim, continuaremos em contato semanalmente como fazíamos há anos. O site www.maikol.com.br conterá todos os textos. Amanhã, domingo, providenciarei o primeiro envio.

Obrigado pela atenção e pelo carinho com o meu projeto de evangelização. Divulguem aos amigos, por favor. Fiquem com Deus e com a Virgem Maria. Abraços. Paulo Labegalini

 

Rádio Futura FM - 1 fevereiro 2011

Caros amigos, convido-os a ouvir minhas mensagens cristãs diariamente na Rádio Futura FM. Quem mora em Itajubá-MG, pode sintonizar em FM 106,9 MHz. Quem reside fora, acesse pela internet: www.futurafm.com.br .

O programa conta com as participações de minha esposa (Fátima) na ‘Oração do Ângelus’ e de minha filha (Soraia) nas músicas. Vai ao ar de segunda à sexta, às 6 h e 18 h, com o título ‘Confiamos no Amor’

É mais uma conquista da evangelização católica na mídia. Fiquem com Deus.

 

* Paulo partiu para um novo tipo de comunicação

 

COMO PERSEVERAR NA CARIDADE - 14 janeiro 2011

 

Sabemos que o amor ao próximo deve ser praticado sempre, pois é o único sentimento que transforma duas pessoas num único ser. Por isso, aconselho confrades e consócias a tirarem proveito das dificuldades nos relacionamentos, conscientizando-se que um será remodelado para o outro e todos para uma Rede de Caridade. E graças ao bom Deus, o resultado dessas orientações tem sido maravilhoso.

Dizer que precisamos de paz, de coragem e de esperança para bem viver, também não é novidade para qualquer Vicentino. Um pouco mais complicado é convencer alguns irmãos a perdoar, a dizer a verdade e a rezar. Às vezes, para enraizar um ensinamento, conto histórias como esta:

Uma menininha muito sapeca arrancava os cabelos da boneca, derrubava pratos quando pedia para enxugar a louça e, com cara de levada, dizia sempre:

- Desculpe, mamãe!

Tinha certeza que, pronunciando esta frase, obtinha completa absolvição. E aconteceu que, uma manhã, derramou café na toalha da mesa. Assim que falou ‘desculpe’, viu sua mãe enrolar a toalha, pegar uma colher e dizer:

- Filha, agora você é uma fada e esta é uma varinha de condão. Diga dez vezes ‘desculpe, mamãe’ e esta mancha de café irá desaparecer.

A garotinha repetiu apressadamente a frase e, quando terminou, abriu a toalha e viu que a mancha continuava do mesmo jeito. Chateada, começou a chorar, e sua mãe lhe explicou:

- Não podia mesmo desaparecer, filha! Dizer ‘desculpe’ não resolve nada em muitas situações. Agora, vou encher outra xícara com café e você vai tomar sem derrubar, certo?

Pois é, uma simples historinha de criança pode nos ensinar uma grande lição. Eu imagino estar um dia diante de Deus e dizer a Ele: ‘Desculpe, Senhor, eu não fiz nada para ajudar no Seu projeto de evangelização’. Então, o que aconteceria comigo? Não sei, mas não quero correr o risco.

Hoje em dia, se alguém disser que tem uma receita mágica para resolver algum tipo de problema, rapidamente haverá um grupo interessado em saber, praticar e divulgar. Por isso, nós, Vicentinos, precisamos ser orientados espiritualmente por pessoas sérias, éticas e de muita fé, porque um coração recheado de bons ensinamentos caminha mais alegremente.

São Vicente também dava seus conselhos evangélicos, chamados de virtudes pessoais -colhidos do Evangelho de Jesus Cristo e do seu exercício cotidiano junto aos pobres. Eis os cinco conselhos: simplicidade, humildade, mortificação, mansidão e zelo pelas almas. Seguir nesse caminho de santidade não é fácil; é preciso haver, principalmente, sinceridade na prática da caridade.

Resumindo minhas palavras, não podemos perseverar na caridade sem amor no coração. Esta é a ‘receita’ que disponibilizo em livro: auto-estima, humildade, bondade e sinceridade. As duas primeiras virtudes precisamos carregar dentro do peito e, as outras duas, disponibilizar ao próximo - seja o pobre ou outro Vicentino. Segundo minha experiência na SSVP, isto minimiza problemas de relacionamentos, falta de perdão, mentiras e desculpas para não assumir o trabalho com responsabilidade.

A sustentabilidade da caridade no planeta depende de cada um de nós. Não esmoreça, faça a sua parte!

 

Cfr. Paulo Roberto Labegalini - Professor da Universidade Federal de Itajubá e membro da Conferência Nossa Senhora do Sagrado Coração.

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Minha despedida deste jornal - 12 dezembro 2010

Paulo Roberto Labegalini

 

Em meados de 1997, eu escrevi uma matéria para ‘O Sul de Minas’ intitulada ‘Os Vicentinos’. Pouco tempo depois, o engenheiro Alfredo Pacheco disse-me que fazia parte do conselho editorial do jornal e proporia aos demais membros a minha participação semanal. Assim, há 13 anos, teve início a coluna ‘Oriente-se’.

E graças ao bom Deus e às bênçãos da minha querida Mãezinha do Céu, nunca deixei de encaminhar meus artigos nas datas estabelecidas pela redação. Este é o de número 660, o último que será publicado.

Aos meus leitores, quero informar que eu não abdicaria da missão evangelizadora que assumi, muito pelo contrário, a cada ano procurei adicionar assuntos de interesse comunitário às mensagens cristãs. Falei de pessoas, comentei eventos que participei, confirmei convicções pessoais, coloquei a Palavra de Deus na mídia, transcrevi orações, brinquei nas piadas, orientei como trilhar caminhos para o Paraíso e, na maioria das vezes, contei histórias.

Os textos poderiam ter sequência, porém, na semana passada, o sócio proprietário deste jornal, Luiz Antonio Santiago, telefonou-me e explicou que, devido às próximas mudanças, o espaço que ocupo será substituído. Fiquei surpreso, mas reafirmei que não escrevo para venderem jornal nem para promoção pessoal, mas para passar mensagens e testemunhos da fé cristã. Portanto, mesmo que eu e O Sul de Minas não tenhamos prejuízo, certamente o Reino de Deus perderá uma contribuição a mais na Terra.

Pois bem, já que o fato está consumado, só me resta me despedir. Os redatores que trabalhei - Regilena, Moacir Carvalho, Trotta - e os padres Missionários do Sagrado Coração sempre apoiaram esta coluna. Alguns sacerdotes - como o padre Mauro - diziam que usavam minhas histórias nas pregações. Centenas de leitores fizeram contato afirmando o quanto lhes fazia bem cerca de 4.000 palavras toda semana. O Moacir de Souza e sua equipe, que atuaram na gestão anterior do jornal, valorizaram demasiadamente os textos que escrevi. A todos, muito obrigado.

Se mais alguém vier a se lamentar pela decisão tomada pelo Santiago, eu direi: dos males, o menor. Pelo menos ninguém morreu, ninguém brigou, não haverá rancor. Continuaremos todos irmãos e, acredito, rezando uns pelos outros. De minha parte, terei cerca de três horas a mais na semana para outra atividade. No período que estaria escrevendo um artigo, quem sabe levarei comunhão para um doente ou prepararei uma música nova para cantar nas missas.

Quem precisar de alguma iniciação na Igreja católica pode me procurar. Sou Vicentino, membro da Pastoral Familiar, participo do Movimento OVISA, do Cursilho e conheço outros grupos na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração que precisam de agentes. Mesmo involuntários, novos pontos de encontro aparecerão. Na Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UNIFEI, as portas estarão abertas aos amigos e parceiros. Os eventos do Natal no Campus estão chamando cada vez mais pessoas e, neles, sempre estarei presente.

Hoje, aqui, eu falaria do espetáculo maravilhoso proporcionado pelo Ballet Bolshoi sábado passado, do grandioso encontro de corais domingo, mas o espaço não será suficiente. Você, leitor, poderá saber outros detalhes dos shows em veículos de comunicação que estão cobrindo o Natal no Campus 2010. Quando sair esta publicação, os shows de Jair Rodrigues e Adriana Calcanhoto já terão passado, mas a Banda Sinfônica ainda não. Compareça neste sábado, dia 18, e estaremos juntos. Obrigado pela doação de alimentos e brinquedos para o almoço solidário do dia 19. Será uma grande festa de aniversário ao Menino Jesus.

Neste artigo, eu também acrescentaria alguns detalhes da homenagem que recebi esta semana do Grupo Escoteiro Itajubá por relevantes serviços prestados ao escotismo em nossa cidade. Isso foi fruto do meu lema de vida: servir a Deus com humildade, qualidade e responsabilidade - serviço que se concretiza na caridade, amando o pobre. E ainda aconselho: perdoe e será perdoado, peça a Nossa Senhora e será atendido, confie que cada porta que se fecha, outras se abrirão.

Não posso reclamar do ano que está findando. Recebi três homenagens, lancei mais dois livros, fiz novas amizades, compartilhei sucesso profissional e paz espiritual. Minha família caminha com dignidade cristã, superando todos os obstáculos do dia-a-dia; enfim, Jesus Cristo me proporciona condições ideais para continuar no Seu discipulado. As coisas que não são de minha compreensão, o tempo mostrará o porquê prevaleceram outras opiniões.

Em almoço recente do grupo de casais Ovisinha, eu e o amigo André Gesualdi comentamos que algumas decisões são tomadas contra a nossa vontade e mexem significativamente com nossas vidas. Nunca saberemos exatamente o que vem pela frente, mas a fé e o amor do coração ninguém pode nos tirar.

Um santo Natal a todos e que 2011 reflita um grande sorriso de Jesus Cristo para nós.

 

Lições para comemorar o natal - 5 dezembro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Um professor se encontrou com um grupo de jovens que falavam contra o casamento. Os rapazes argumentavam que o que mantém um casal junto é a atração física e, quando isso se esfria, é preferível acabar com a relação. O mestre disse que respeitava aquela opinião, mas lhes contou o seguinte:

“Meus pais viveram casados 55 anos. Uma manhã, mamãe sofreu um infarto. Meu pai a levou à caminhonete e dirigiu a toda velocidade até o hospital. Quando chegou, infelizmente ela já havia falecido.

Durante o enterro, meu pai não falou e, somente à noite, ele pediu que o levássemos ao cemitério. Não discutimos e fomos. Pedimos permissão ao zelador e, com uma lanterna, encontramos a lápide. Meu pai chorou e disse aos filhos:

- Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem ideia do que é compartilhar a vida com uma mulher assim. Vivemos a alegria de ver nossos filhos terminarem suas carreiras, rezamos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, nos abraçamos em cada Natal e perdoamos nossos erros. Estou conformado porque ela se foi antes de mim, porque não teve que sentir a dor de me enterrar. Sou eu que ficarei sozinho e agradeço a Deus por isso.

Quando terminou, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e, acreditem, era ele que nos consolava! Então, naquela noite, entendi o que significa um verdadeiro amor e o que professam duas pessoas realmente comprometidas com a salvação de suas almas.”

Assim que o mestre terminou, os jovens universitários não quiseram argumentar. Esse tipo de relação era algo que não conheciam e os deixou maravilhados.

E para não me limitar somente a um caso fictício, vou relatar partes da vida de uma verdadeira cristã. Para ela, Natal não acontecia apenas em dezembro, mas o ano inteiro! Leitor, vamos nos inspirar em Maria Antonieta Consoli para comemorarmos com alegria o nascimento do Menino Jesus?

Para Maria, as celebrações preferidas eram o Natal, o Sete de Setembro e o Dia das Mães. Nasceu em Pouso Alegre (MG) no ano de 1910 e, ao chegar a Itajubá-MG, lecionou no Grupo Escolar Theodomiro Santiago. Depois, foi nomeada para a Escola de Horticultura, hoje Escola Estadual Wenceslau Braz.

Sua dedicação ao ensino chamava a atenção dos diretores e colegas de trabalho. Tinha respeito pelo Pavilhão Nacional e orgulhava-se de nunca ter deixado de cantar o Hino Nacional antes das aulas. Seus alunos ainda recordam o carinho e a atenção que eram dispensados a cada um, pois não faltava uma pequena lembrança ou alguma guloseima para os mais carentes. Também jamais levantou a voz com algum deles.

Ao aposentar-se, dedicou-se mais aos filhos, netos, trabalhos filantrópicos e religiosos - foi Ministra da Eucaristia. Mesmo com mais de 80 anos, levava a Sagrada Comunhão aos doentes e pessoas incapacitadas de irem à igreja. Seu sorriso era cativante, suas amigas eram como verdadeiras irmãs.

Em novembro de 2004, Antonio Claret, seu filho, veio a Itajubá para se despedir, pois estava de partida para a França - iria participar do casamento do filho Luciano. Maria, então, lhe pediu que fizesse chegar às mãos do Papa um lindo cachecol que ela havia feito com esmero. Mesmo sabendo da provável impossibilidade de realizar a tarefa, Antonio pegou o cachecol e prometeu à mãe que o seu pedido seria realizado.

Após o casamento, Antonio e os vários parentes viajaram para Roma, entregaram o cachecol e uma carta a um dos secretários de João Paulo II. A carta foi escrita em italiano por Maria, referindo-se à sua descendência e dados pessoais.

Em janeiro de 2005, ela recebeu uma resposta em português de Sua Santidade, agradecendo o cachecol e enviando uma bênção especial para toda a família. Maria considerou ser este o maior presente que recebeu na vida.

Ela faleceu no dia 1º de julho de 2005, aos 95 anos de idade, perfeitamente lúcida. Hoje, todos aqueles que cruzaram os caminhos de Maria Consoli recordam-se dos momentos agradáveis ao seu lado: declamando poesias, rezando em latim ou francês, e cantando nostálgicas canções italianas. O abraço amigo, as palavras de coragem, de fé, de amor e de carinho foram os alguns frutos deixados por Maria aqui na Terra.

Eu me orgulho de ser amigo de seu filho, Antonio, hoje Presidente do CODPHAI em Itajubá. Pessoa de bem, amoroso com a família e com os amigos, também é referência de inspiração para comemorarmos o Natal com alegria.

E por falar em alegria contagiante, sábado, dia 11, começam os shows no Campus da UNIFEI. O Ballet Bolshoi mostrará porque é considerado um dos maiores espetáculos do país e, durante a semana, ainda tem: encontro de corais (mais de 500 crianças), Jair Rodrigues, Adriana Calcanhoto (infantil) e Banda Sinfônica. As luzes, presépios e mesas natalinas também esperam por você.

 

três CONVITEs ESPECIAis - 28 novembro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

“Como você sabe, está chegando a data do meu aniversário. Todos os anos, as pessoas fazem festa em minha honra e creio que neste ano acontecerá a mesma coisa. As pessoas também vão às compras, o rádio e a TV fazem centenas de anúncios e, em todo lugar, não se fala outra coisa a não ser dos preparativos para o grande dia.

Há décadas, começaram a festejar o meu nascimento. No começo, pareciam compreender e agradecer o que fiz por eles; mas, hoje em dia, poucos sabem por quê razão o celebram. Famílias se reúnem e se divertem muito, mas não sabem do que se trata.

Estou me lembrando do ano passado: ao chegar o Natal, havia coisas deliciosas na mesa, com muitos presentes, mas não me convidaram. Eu era o aniversariante e ninguém se lembrou de me convidar! Fecharam a porta na minha cara! Só que isso não me surpreendeu porque, nos últimos anos, muitos me excluíram de suas vidas.

Como não me chamaram, entrei sem fazer ruído. Estavam todos brindando, contando piadas, divertindo-se. Aí chegou um velho gordo vestido de vermelho, com barba branca e gritando: ‘Ho! Ho! Ho!’ Parecia ter bebido demais... Deixou-se cair pesadamente numa cadeira e todos correram, dizendo: Papai Noel! Papai Noel! - como se a festa fosse para ele!

Quando chegou meia-noite, começaram a se abraçar. Estendi meus braços esperando que alguém viesse, e ninguém se aproximou. De repente, começaram a entregar os presentes e cheguei perto para ver se, por acaso, havia algum para mim... Nada!

O que você sentiria se, no dia do seu aniversário, todos se presenteassem e não dessem nenhum presente para você? Compreendi, então, que eu estava sobrando na festa. Saí em silêncio, fechei a porta e fui embora.

Cada ano que passa é pior: muitas pessoas só se lembram da ceia, dos presentes, das festas; de mim, poucos comentam. Mas, neste Natal, gostaria que você me permitisse entrar na sua vida, reconhecendo que, há mais de dois mil anos, vim ao mundo para lhe dar minha própria vida na cruz e, assim, salvá-lo dos pecados.

E já que muitos não me convidam para a festa que fazem, farei a minha própria festa. Estou nos últimos preparativos e logo enviarei os convites. Este, agora, é especial para você. Só quero que me diga se quer vir. Prepare-se porque, quando menos esperar, darei a minha grande festa! Sua família e as pessoas que quiser trazer serão muito bem recebidas.

Ah, esqueci de dizer que, na minha festa, não haverá choro nem ranger de dentes; somente paz, amor e justiça. Pena que muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos.” - Jesus Cristo.

Caro leitor, vamos juntos nessa festa? Os preparativos começam na noite deste sábado, dia 4, no Campus da UNIFEI. As luzes decorativas serão acesas, os presépios e as mesas natalinas estarão montados, dando início à confraternização maior que acontecerá nas igrejas, dia 25.

O confrade Aluizio da Mata, vicentino de Sete Lagoas (MG), também encaminhou-me este texto-convite na semana passada. Vale a pena ler e refletir.

“Em minha opinião, Natal deveria ser apenas uma ocasião de agradecimento a Deus pelo nascimento de Jesus. Foi o maior presente que o Criador poderia dar para a humanidade.

Talvez porque a própria Bíblia narre que Jesus recebeu presentes ao nascer, o homem tenha pensado em imitar o gesto, mas, hoje em dia, o motivo e a intenção mudaram completamente, pois poucos são os que se lembram de Jesus no Natal. O comércio, o consumismo, a própria falta de religião tem contribuído para que seja assim.

Lembro-me que, quando criança, nossos presentes de Natal eram coisas de utilidade. Roupas, sapatos, e só. Os brinquedos, nós mesmos fazíamos. Qualquer manga verde caída do pé era nosso boi, pois colocávamos nela pedaços de paus imitando pernas e chifres. Pedaços de cabaça eram transformados em carros de boi. Minhas irmãs ganhavam bonecas de pano que minha mãe fazia com a ajuda delas. E éramos felizes.

Hoje, as crianças recebem muitos presentes no Natal, às vezes um presente de cada adulto da família. E por mais que ganhem, logo deles se esquecem. Embora mais bem elaborados, já não têm os atrativos dos presentes de antigamente. Dê uma busca em sua casa e achará muitos brinquedos guardados ou esquecidos.

Todas as crianças terão um Natal assim? Certamente não. Existem milhares de crianças que não ganharão nada neste Natal. Se falarmos em termos de Planeta, serão milhões de crianças! E isto não dói na nossa consciência?

Não tem nada mais agradável a Deus do que um nome escrito em Seu coração com o sorriso de uma criança pobre. Caso você não possa ou não tenha coragem de ir até um bairro distante, vá a uma agência dos Correios. Lá existem centenas de cartas de crianças pedindo algum brinquedo. Você pode optar levar o presente e entregá-lo com suas próprias mãos, ou deixar o carteiro entregar por você.”

Aceitando estes três convites, você concorrerá a uma passagem para o Céu.

 

Uma Solenidade espetacular! - 21 novembro 2010

Paulo Roberto Labegalini

 

Domingo passado, dia 21 de novembro, recebi uma homenagem da Academia Itajubense de Letras que me deixou emocionado. Numa solenidade ímpar, fui condecorado com o Diploma de Honra ao Mérito pela participação cultural, social e artística em nossa cidade.

A presidente e sempre simpática Terezinha Ofélia Nascimento Rennó, teceu grandes elogios a mim, assim como outros acadêmicos: Marcos Antonio Olivas, Paulo Roberto Tavares Pereira, Wilson Ribeiro de Sá, Rozelet Fernando Armentano Silva, Fredmarck Gonçalves Leão etc.

Há anos, eu estive numa reunião da Academia, a convite da Ana Cley Marques Pizarro, tocando e cantando para os presentes. Não me lembro o motivo, mas também foi alguma homenagem especial que prestaram. Mas, nesta de agora, foram quase três horas de mensagens que agradaram todos os corações.

Agradeci dizendo que, se soubesse que as emoções seriam tão fortes, teria tomado um calmante. Também disse que ser homenageado por imortais é coisa do outro mundo! E passei a falar com o coração, já que tudo o que eu pensei dizer foi apagado pelas lágrimas.

Lembrei quando o professor Fredmarck concorreu pela terceira vez a diretor da EFEI. Mesmo sabendo que eu era um professor bem mais novo, foi ao meu gabinete e pediu que eu revisasse sua proposta para o debate com os demais candidatos. Fiquei impressionado com sua humildade em me procurar, considerando que ele trazia consigo uma enorme bagagem de competência. Naquele dia, aprendi um pouco mais a me nivelar com as pessoas menos favorecidas.

Depois, olhei para o acadêmico Benedito Paulo Nogueira e comentei que ele foi uma das primeiras pessoas que conheci em Itajubá-MG. Em 1974, quando cheguei para fazer a matrícula na Faculdade de Engenharia Civil, fui recebido por ele, atual secretário, que me disse: “Você é um rapaz de sorte! Chamamos todas as listas de espera e, mesmo assim, sobraram três vagas. Chamamos mais três alunos e somente dois vieram. Então, como última tentativa, resolvemos chamar mais um - exatamente você!” Eu concluí a história, dizendo agora ao Paulo Nogueira que fui o melhor aluno daquela turma, graças ao meu esforço e às bênçãos divinas.

E lembrei do meu falecido pai e da época que fiquei doente no hospital, em 1991, à beira da morte! Minha irmã, minha filha Soraia e muitos presentes choravam durante o relato, mas eu afirmei que aquilo não foi em vão. Entendi que o amor de Deus me impulsionava a servir o próximo e, somente por este motivo, eu estava recebendo aquela homenagem. Na pessoa da dona Ambrosina Freitas Paiva, agradeci a presença de todos e pedi que os meus parentes se levantassem para receber aplausos - coadjuvantes que são da minha vida abençoada.

Dirigi um obrigado especial à minha querida mãe, à minha esposa e a Nossa Senhora. Uma do céu e duas da terra, carregaram-me no colo a vida toda. Ah, também comentei a grata presença dos confrades do Círculo Italiano: Antônio Consoli, Giovani e Antonio Trota. A engenheira Marita Arêas de Souza Tavares e esposo, formados pelo Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atual UNIFEI, vieram de Belo Horizonte com um dia de antecedência para me cumprimentarem. Quanta bondade!

Enfim, havia muita gente prestigiando a outorga que recebi. Por e-mail, recebi e respondi mais de 50 mensagens de parabéns. São amigos do coração que repartiram à distância as alegrias desse momento - mais um sinal de Deus, dizendo que estou no caminho certo: ajudando na evangelização.

E a dona Terezinha Ofélia declamou um poema, escrito pelo seu falecido pai, B. Nascimento, que, segundo ela, poderia ter sido feito à minha pessoa. Título: Fogo Santo.

“Eis, meu Senhor; aos vossos pés minha alma. Contrita e pronta ao fogo desse Amor, que, sendo agitação, refreia e aclama, e, sendo chama, apaga toda dor...

Que o caminho tortuoso e duro espalma, e, sendo chispa, abranda o sofredor; que emana dessas mãos, sangrando a palma, do vosso atroz martírio, ó meu Senhor!

Essa fogueira não me faz espanto, que é refrigério, é fogo sacrossanto. Lançai-me nele, nele irei queimar-me...

Incinerai-me em vosso fogo ameno! Minha alma pronta está e estou sereno: condenado a esse fogo, hei de salvar-me.”

Quanta honra! Mais uma vez, agradeci a todos. Perdoem-me aqueles que esqueci de citar neste artigo, mas tenham certeza que rezarei por vocês. E antes do encerramento da reunião, convidei os amigos para participarem dos eventos do Natal no Campus UNIFEI 2010. Os ingressos gratuitos serão disponibilizados no início de dezembro para estes shows:

- dia 11, sábado - Ballet Bolshoi (Santa Catarina) - espetáculo clássico;

- dia 12, domingo - Encontro de Corais (mais de 300 vozes: adulto e infantil) - espetáculo musical;

- dia 15, quarta - Jair Rodrigues - espetáculo da família;

- dia 17, sexta - Adriana Calcanhoto (Show Partimpim 2) - espetáculo infantil;

- dia 18, sábado - Banda Sinfônica de Santa Rosa de Viterbo - concerto de Natal.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe Maria Santíssima!

 

NATAL NO CAMPUS UNIFEI 2010 - 13 novembro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Mais um ano está terminando e os preparativos para o aniversário de Jesus Cristo acontecem em toda parte. Como cristão comprometido, eu não poderia ficar de fora da grande Festa de Natal: na minha família, na caridade, na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração, na cidade de Itajubá-MG e no Campus da UNIFEI.

A comemoração do nascimento do nosso Salvador é tão importante que, graças a Ele, acalmarei o meu coração muitas vezes para rezar, agradecer, louvar, sorrir, amar, servir e também saborear os frutos da programação de Natal da nossa Universidade. As atrações são muitas e bastante gente trabalhou para que tudo saísse com a melhor qualidade possível.

Em 2010, fiquei contente com a participação dos alunos que se envolveram no Projeto. Nove entidades estudantis continuam prestando serviços voluntários nas diversas atividades que elaboramos. Eis os grupos atuantes: Universidade Cultural, UNIFEI Jr, AIESEC, Curso Assistencial Teodomiro Santiago - CATS, Grupo de Oração Universitária - GOU, Restaurante Acadêmico Jr, Associação Atlética, Diretório Acadêmico, Amigos de Itajubá - CEVAI. Todos com o mesmo objetivo: desenvolver ações sócio-culturais direcionadas às tradições natalinas.

É importante ressaltar que a Universidade não possui somente excelência tecnológica, mas também tem a preocupação de educar seus alunos e estender a formação cultural para a comunidade externa por meio de música, teatro e dança.

No ano passado, devido à excelente programação artística, cuidados extremos com a iluminação decorativa e almoço solidário envolvendo cerca de 1.000 pessoas carentes, o Natal no Campus tornou-se referência social, cultural e turística na região. Trazendo cerca de 50 mil pessoas em visitação e participação nos espetáculos, a Universidade Federal uniu cultura e brilho natalino para celebrar o nascimento do Deus Menino.

Até o momento, estão confirmados os seguintes shows em dezembro deste ano:

- dia 11, sábado - Ballet Bolshoi (Santa Catarina) - espetáculo clássico;

- dia 12, domingo - Encontro de Corais (mais de 300 vozes: adulto e infantil) - espetáculo musical;

- dia 15, quarta - Jair Rodrigues - espetáculo da família;

- dia 17, sexta - Adriana Calcanhoto (Show Partimpim 2) - espetáculo infantil;

- dia 18, sábado - Banda Sinfônica de Santa Rosa de Viterbo - concerto de Natal.

O ‘Almoço Solidário’ será no dia 19, com distribuição de brinquedos, Papai Noel, brincadeiras infantis e transporte para as famílias carentes. O ‘IV Festival de Presépios e Mesas Natalinas’ estará exposto de 4 a 19 de dezembro.

Agradecemos a Deus porque o Projeto hoje é reconhecido como um dos grandes eventos sócio-culturais de época no Sul de Minas. A Comissão de Cultura e Extensão do ‘Consórcio das Universidades Federais das Regiões Sul e Sudeste de Minas Gerais’ destacou alguns bons eventos institucionais: Festival de Inverno - UFOP, Semana Literária - UFSJ, Semana do Fazendeiro - UFV, Festival Pró-Música - UFJF, e Natal no Campus - UNIFEI.

Nas edições anteriores, vieram a Itajubá artistas e grupos de expressão internacional. Recordando: Padre Fábio de Melo, Teatro Mágico, Ilusionista Issao Imamura, Comediante Sérgio Rabelo, Moacyr Franco, Professor Felipe Aquino, missionário Dunga (evento ao vivo pela TV Canção Nova), Adriana Calcanhoto, Grupo Armatrux, Orquestras Sinfônicas e outros.

Caro leitor, neste Natal, eu desejo que sua vida seja elogiada tanto quanto um bom jogo de futebol. Que você possa driblar todas as tristezas e matar no peito algumas poucas angústias. Que possa ainda mostrar cartão amarelo para a falsidade e cartão vermelho para os seus medos.

Desejo que você mande para a lateral as pessoas maldosas e, se tiver uma derrota, que lhe sirva de lição sem deixar revolta. Que você possa chutar para escanteio as más amizades e não cometer nenhuma falta com seus melhores amigos. Que também possa ter força no ataque para seguir em frente e ter, na defesa, calma e simplicidade para que não lhe machuquem. Que você faça belíssimos gols, conquiste e comemore amizades leais.

E que possa jogar bem, realizar e ser campeão na vida, mas, principalmente, que faça lindas jogadas de paz e de amor, porque, se tudo isso acontecer, os verdadeiros cristãos estarão na arquibancada o aplaudindo com entusiasmo!

Mas, antes disto se tornar realidade, dia 4 de dezembro acenderemos as luzes do Campus, do Prédio Central da UNIFEI, e você está convidado a comparecer com alegria no coração. Aqui mesmo, nesta coluna, informarei onde retirar os ingressos gratuitos para os eventos.

Agindo como irmãos, muito mais pessoas encontrarão felicidade neste final de ano. Natal é partilha, é confraternização! Natal é mais amor e serviço gratuito aos nossos irmãos!

 

a superuniversidade - 7 novembro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Em 3 de agosto deste ano, o jornal Estado de Minas publicou isto:

“Foi dada a largada para a criação de uma das maiores universidades públicas do país. Nesta terça-feira, os sete reitores das instituições que vão compor a Superuniversidade do Sudeste de Minas Gerais, apelido dado ao consórcio de estabelecimentos federais de ensino superior, assinaram um protocolo de intenções durante reunião em Belo Horizonte. O documento deverá passar pelo crivo dos conselhos universitários, os quais dirão se aprovam ou não a fusão envolvendo as federais de Alfenas, Itajubá, Juiz de Fora, Lavras, São João del-Rei, Ouro Preto e Viçosa. O protocolo será formalizado terça-feira que vem, no campus da UFSJ em Divinópolis, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministro da Educação Fernando Haddad e o grupo de reitores.”

Bem, desde aquela oportunidade, temos dito que não existirá a Superuniversidade. A intenção do consórcio entre as sete universidades do Sul e Sudeste de Minas é permitir parcerias diversas para alcançar melhores resultados naquilo que fazem sozinhas. Não haverá perda de autonomia nem fusões, os recursos financeiros serão maiores para financiamentos de projetos, o diálogo permanecerá constante, os intercâmbios de alunos e professores fluirão com certa normalidade, as pesquisas terão mais qualidade, a extensão mais opções e os cursos poderão contar com novos laboratórios. Parabéns a quem pensou nisto.

Então, a Superuniversidade pela fusão das sete mineiras não acontecerá, mas, na verdade, a Superuniversidade já existe! Mesmo que seja em nossos corações, a Universidade Federal de Itajubá pode receber este título porque está caminhando para 100 anos de fundação e de reconhecida competência naquilo que realizou. Continuamos pequenos em tamanho, porém muito grandes em história!

E 2013 será o ‘Aniversário do Centenário’, com muita festa, homenagens, e as ações nesse sentido já começaram. Sábado passado, dia 5 de novembro de 2010, alguns dos 72 voluntários se reuniram para discutir as subcomissões de trabalho. Sob a coordenação dos professores Elzo Aranha e Daniela Rocha, ficou transparente o entusiasmo das pessoas na participação do projeto. Reitor, docentes, alunos, diplomados, todos irmanados no empreendimento dos 100 anos para mostrar ao mundo o que representamos no cenário tecnológico deste país.

Há três coisas na vida que não voltam mais: tempo, palavras e oportunidades. Com certeza, não estamos perdendo tempo na iniciativa de prepararmos o centenário da nossa Superuniversidade. As palavras que o reitor proferiu sábado foram desafiadoras: “Não faremos apenas um livro ou um selo comemorativo. Queremos algo ‘fora do quadrado’, inovador, aquilo que ninguém fez”. Eu completei dizendo que temos a oportunidade de participar dessa história muito além daquilo que já fizemos; agora, montando o imenso quebra-cabeça do passado.

Peçamos a Deus que estas outras três coisas não destruam os nossos sonhos: a raiva, o orgulho e a falta de perdão. Que também não percamos a esperança, a paz e a união. Que valorizemos cada vez mais o amor, a família e os amigos. Não nos deixemos influenciar pelo dinheiro, pela fama e pelos interesses pessoais. Que tenhamos dignidade cristã, responsabilidade e humildade, sempre em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

E a alegria no trabalho não pode faltar. Mesmo nas dificuldades, seremos mais felizes colocando esperança no coração. Sejamos, então, gratos a Deus mesmo nas provações, que nos farão crescer espiritualmente se vivermos com fé.

Veja que bela reflexão circula pela internet:

Agradeço: por minha mulher dizer que teremos cachorro quente no jantar, porque ela está em casa comigo; pela minha filha reclamar de ter que lavar a louça, porque isso significa que não está nas ruas; pelas broncas do chefe, pois isto mostra que estou empregado!

Agradeço: pela bagunça que restou depois da festa, porque foi maravilhoso estar rodeado de amigos; pelas roupas que estão ficando apertadas, porque significa que tenho mais que o suficiente para comer; pela grama a ser cortada, pelas janelas que precisam ser limpas e pelas calhas que preciso consertar, porque significa que tenho uma casa para morar.

Agradeço também: pela vaga que demorei a achar bem no final do estacionamento, porque pude contar com meu meio de transporte; pela conta monstruosa de energia que pago, porque isso significa que estou vivo; pela senhora desafinada que canta atrás de mim na igreja, porque ainda posso ouvir; pelos músculos doloridos ao final do dia, porque fui capaz de dar duro o tempo inteiro!

Eu agradeço, leitor, por receber e-mails demais, pois significa que um monte de amigos pensa em mim. E dou graças a Deus por existir a Superuniversidade Federal de Itajubá, que este ano realizará mais um lindo Natal no Campus. Na semana que vem, comentarei a programação.

 

A RESSONÂNCIA DA ESPERANÇA - 31 outubro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Na formação que o Padre Maristelo deu aos Ministros da Comunhão Eucarística na semana passada, comentou um artigo de Leonardo Boff publicado no Jornal do Brasil em 2004, intitulado ‘Ressonância Shumann’. Segundo o pesquisador alemão, a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera - cerca de 100 km acima de nós -, possuindo uma frequência mais ou menos constante de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera - condição comum de todas as formas de vida.

 Confirmou-se também que os vertebrados são dotados da mesma frequência e não podemos ser saudáveis fora dessa condição biológica natural. Sempre que os astronautas ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam; mas submetidos à ação de um simulador Schumann, recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Por milhares de anos as ‘batidas do coração da Terra’ tinham essa frequência e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 90, a frequência passou para 13 hertz, o que significa dizer que o coração da Terra disparou! Então, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, conflitos no mundo, aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros.

E o pior: devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16! Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.

Então, se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade e muito amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Precisamos respirar juntos com a Terra para conspirar com ela pela paz.

Pois bem, partindo dessa teoria, o Padre Maristelo disse que temos que saber aproveitar o momento presente, sem nos desesperarmos e, principalmente, com esperança em Deus. Ele abordou seis pontos do livro ‘Testemunhas da Esperança’, de François Van Thuan, publicado pela Editora Cidade Nova em 2002.

1 - Enfrentar os desafios com a força da graça de Deus - porque somos a favor da vida!

2 - Esperar em Deus - porque o jeito certo e a hora certa vêm do alto.

3 - Aventurar na esperança - porque é preciso experimentar o amor Divino.

4 - Esperar contra todas as esperanças - porque, com fé, o resultado será a vontade de Deus.

5 - Viver com esperança - porque não suportaríamos as provações sem isso.

6 - Renovar a esperança - porque somos pequenos e somente cresceremos com Cristo.

E com muitas outras explicações a respeito dessas orientações, nosso vigário também abordou algumas questões que foram jogadas na mídia nas eleições presidenciais. Disse que a discussão do aborto foi apenas uma motivação política para que grupos religiosos decidissem o pleito. O tema é real, mas precisaria ser discutido com mais profundidade e não superficialmente como aconteceu - favor ou contra, simplesmente.

Assim, temas importantes foram relegados a um segundo plano e a caça de votos se pautou por muito tempo em assuntos religiosos, onde, em grande parte, os palpites partiram de pessoas que não têm espiritualidade para emitir opiniões. Mesmo com esse triste cenário, o resultado das urnas já é conhecido e, com fé no coração, temos realmente que renovar as esperanças de viver num país melhor.

Nunca teremos, numa só pessoa, a plena sabedoria de um velho e a completa energia de um jovem. Falhas humanas sempre existirão e só Jesus continuará sendo a nossa esperança de salvação eterna. As obras de Deus passam, mas Ele amará o mundo para sempre, porque está na essência de Deus fazer coisas boas.

Viver com simplicidade e tranquilidade significa, também, viver a Palavra Sagrada a cada dia. Traços de perfeição somente poderão ser alcançados através da arte de amar - servindo o próximo e toda a humanidade. Temos que entender que, muitas vezes, um planta e o outro colhe, como aconteceu com Moisés em busca da Terra Prometida.

Na cruz, Jesus nos mostrou que o que parecia o maior fracasso se transformou em extrema vitória gloriosa. Portanto, o sofrimento pode não representar um sinal de infelicidade quando se tem fé. Na oração do Pai-Nosso, por exemplo, aprendemos a dizer: ‘... seja feita a Vossa vontade’. Acreditando nisto, o Espírito nos é dado para renovar a paz na Terra!

Não esqueçamos também de Maria aos pés da cruz: sofrendo, mas serena e repleta de esperança. Ela acreditava que a morte é a alegria para aqueles que se salvam. E nós, confiamos na proteção que temos ao dirigir a Ela estas palavras: ‘... rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte’?

Assim como um dócil cachorrinho de estimação, vamos brincar mais, deixar que as pessoas se aproximem sem rosnar, tirar uma soneca sem culpa, caminhar juntos, ser leais e alegrar os ambientes. Se até a Dilma e o Serra que se xingaram tanto podem vir a ser amigos, todos nós também podemos.

 

A HUMILDADE DO REGADOR - 24 outubro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Há regadores de diversos tipos: grandes, pequenos, coloridos, de alumínio, de plástico, modernos, e até uma simples canequinha pode servir para aguar um vasinho de planta na janela. Todos têm a função de dar vida à vegetação, e é o jardineiro que sabe escolher exatamente o regador mais apropriado para cada situação. Se a chuva é pouca e não há mangueira disponível, lá vai o regador cumprir sua tarefa do dia, colaborando com a missão do jardineiro que o conduz.

Na infância, eu passava férias em Monte Sião e gostava de apreciar o lindo jardim na praça da cidade. Ficava impressionado com o capricho das podas, formando bichos nos ciprestes e estrelas nos buchinhos - tudo verdinho, mesmo no inverno! O jardineiro levava a fama, mas o simples regador também fazia a sua parte.

E se imaginássemos que Jesus é o grande jardineiro do Pai, quem seria o regador conduzido por Ele? Antes de responder, é preciso lembrar a missão que Jesus recebeu quando veio a nós: fazer com que todos tenham vida em abundância (Jo 10, 10). Usando uma imagem relacionada com a natureza, podemos dizer que Jesus veio transformar a terra seca e rachada do mundo em um jardim cheio de vida, onde todos possam encontrar as condições necessárias para viver com dignidade.

Então, para formar um jardim em que o povo possa desfrutar amor e paz, nós, cristãos, também recebemos o mesmo envio do Pai. Pelo Batismo, assumimos a responsabilidade de tornarmo-nos um só com Cristo e devemos irrigar a esperança junto àqueles de vida mais ressecada, ameaçados pela morte do corpo e da alma. Portanto, somos regadores nas mãos de Jesus!

A missão que cada ser humano tem no Jardim do Reino é singular, intransferível e nenhum outro pode realizar. Para desempenhar as tarefas com sucesso, cada regador precisa ser dócil, abandonando-se nas mãos do jardineiro para que ele o conduza aonde há mais necessidade de água. O lugar não importa, já que o regador confia no seu condutor e estará sempre disponível para servir. Pode ser usado na sua própria casa, no meio de gente abandonada, nas igrejas, nos hospitais e até em outras cidades. O importante é estar sempre cheio, porque regador vazio enferruja e não serve para nada.

E a grande vantagem de sermos regadores a serviço de Deus é estarmos repletos de água da melhor qualidade: Água Viva do Espírito Santo, a única capaz de saciar a sede do mundo! Como a samaritana do Evangelho de São João (4, 15), precisamos também dizer a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede”.

Mas, antes de querer irrigar as vidas dos outros, todo cristão deve permitir que a sua terra seca se torne um bonito jardim, contendo fontes de água pura, tipo: a escuta da Palavra, a participação na Eucaristia, a vida de oração e a prática da caridade. Somente quem experimenta disso com humildade pode ser conduzido por Cristo.

A palavra humildade vem do latim, que significa ‘filhos da terra’. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. Humilde também é aquele que reconhece o seu chão, que assume seus deveres e culpas sem resistência.

A humildade dos que vivem na pobreza pode ser vista pelos ricos como fraqueza. Na verdade, é preciso ser muito corajoso para levantar os humilhados que foram jogados ao chão. Também é preciso muita oração para o abastecimento do espírito; e haja água no regador!

Por isso, é bom lembrar que a nossa oração só é acolhida por Deus quando parte de um coração solidário com os oprimidos e empobrecidos. São Paulo, quando velho, preso e condenado à morte, meditou sobre a sua vida (2Tm 4, 7): “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. É o testamento de alguém que estava com a consciência do dever cumprido e aguardava com humildade e confiança a recompensa de Deus.

Também no capítulo 18 do Evangelho de São Lucas, Jesus mostra a oração humilde de um cobrador de impostos que se apresenta diante de Deus de mãos vazias, mas disposto a acolher a graça: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador”. No mesmo momento, mais à frente do templo, reza um fariseu orgulhoso, auto-suficiente, satisfeito pelo que é e pelo que faz: “Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. Eu jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de toda a minha renda”. O desprezo pelos outros contaminou a sua oração.

Eis uma grande lição para nós: um esperava a recompensa e, o outro, a misericórdia. Considerando que Jesus já nos trouxe a Salvação, resta-nos conquistá-la pela súplica de perdão e prática de boas obras. Não queiramos, porém, nos justificar sempre pelas faltas, mas nos alegrar por sermos bons regadores nas obras da Igreja, pois, segundo o nosso Senhor: “Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.

 

RECORDANDO O PASSADO - 17 outubro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Segunda-feira, 11 de outubro, houve dois encontros de turmas na UNIFEI - alunos formados em 1985 e 1960. A turma de 25 anos lembrou-se de mim como professor da época e alguns até perguntaram se eu pertencia ao outro grupo - 50 anos de formado! Sei que foi brincadeira, mas a cor branca dos meus cabelos era a mesma dos mais experientes.

Pela manhã, após o tradicional plantio das árvores no Campus, um ex-aluno da turma mais antiga reuniu outros da mais nova e disse:

- Prestem atenção para vocês fazerem o mesmo que eu. Quando completei 25 anos de formado levei a minha esposa para um passeio no Japão. Agora, após mais 25 anos, fui lá buscá-la.

E entre brincadeiras e cantorias, muita coisa boa aconteceu, incluindo uma breve palestra que ministrei e muitos agradecimentos dos presentes. Em nome dos animados mais experientes, falou Fernando Brandão, que assina com categoria a coluna abaixo da minha neste jornal.

Assim como eu, a professora Maris Stela - representante da outra turma - também ficou contente com a confraternização e, depois, escreveu-me assim:

- Labega, o evento da minha turma (1985) foi muito bom. Fizemos churrasco, jantar dançante, futebol com as famílias, placas, plantio de árvore e, com a graça de Deus, o dinheiro deu! Você sabe que tudo que eu faço entrego para Deus, confio totalmente e tudo dá certo.

Pois é, quem tem Jesus no coração não fica na mão. Além disso, como é bom rever os amigos e recordar as alegrias do passado! Se o reitor não estivesse viajando, eu não teria participado da festa nem saberia o nome das pessoas que compareceram. E sabe quando seria o meu encontro com os integrantes dos grupos? Com alguns, se Deus permitisse, somente na festa do Céu!

Mas eu também curti a minha infância nos anos 60, quando carros não tinham cintos de segurança e íamos soltos no banco de trás fazendo farra - isso não era perigoso! A gente andava de bicicleta pra lá e pra cá sem capacete; bebíamos água de mangueira e não águas minerais em garrafas esterilizadas; brincávamos na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer; não havia celulares e nossos pais nem imaginavam onde estávamos!

Tudo era divertido: braço no gesso, dentes partidos, joelhos ralados, testa esfolada, e ninguém se queixava disso. Comíamos doces à vontade, pão com manteiga gordurosa, bebidas com o ‘perigoso açúcar refinado’, e não se falava de obesidade - éramos super ativos! Ninguém procurava um psicólogo para resolver problemas de hiperatividade.

As nossas festas eram animadas por radiolas com discos de vinil, luz negra e um delicioso coquetel feito de groselha e maçã em cubinhos. Tínhamos um pouco de tudo para bem viver: liberdade, fracassos, sucessos, deveres, e aprendíamos a lidar com cada um deles. E quer saber como conseguimos sobreviver? Acima de tudo, porque éramos felizes!

Hoje em dia, com todo aparato tecnológico à nossa volta, muita gente perde o sentido da vida. Se experimentassem a felicidade nas coisas simples do coração, o mundo seria melhor. É triste pensar que quem tem carro não anda a pé, quem engorda diz não ter tempo para fazer exercícios, quem não perdoa acha que é justo pagar com a mesma moeda, quem tem muito se apega cada vez mais ao dinheiro, quem não ama o irmão... bem, este é melhor nem comentar.

E uma lição passada por alguém mais experiente aconteceu no lar de um casal que estava junto há mais de 60 anos. Tinham compartilhado tudo um com o outro e não havia segredos entre eles, com exceção de uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário. Desde que se casaram, ela pediu ao marido que nunca a abrisse nem perguntasse o que havia nela. 

Por todos aqueles anos, ele nem pensou em quebrar a promessa, mas um dia a esposa ficou doente e o médico falou que ela não sobreviveria. Então, o velhinho pegou a caixa, levou-a para perto da cama da mulher e ela concordou que era hora dele saber o segredo.

Quando a abriram, havia duas bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava dez mil reais! Assustado, ele perguntou o que aquilo significava, e ela explicou:

- Quando nos casamos, minha avó me disse que o sucesso de um matrimônio feliz é nunca brigar por nada e, se alguma vez eu ficasse com raiva de você, era para permanecer quieta e fazer uma boneca de crochê.

O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava: ‘Se somente duas bonecas estavam na caixa, ela ficou com raiva de mim apenas duas vezes por todos esses anos!’ E beijando as mãos dela, falou:

- Querida, você me explicou sobre as bonecas, mas de onde veio todo esse dinheiro? 

- Ah, esse é o dinheiro que eu guardei com a venda das outras bonecas.

 

semana de graças - 10 outubro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Hoje contarei fatos da semana passada, cheia de graças!

Segunda-feira, dia 4, comemorou-se São Francisco de Assis em várias partes do mundo. Na missa pelas almas da Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração, cantei a música do Padre Irala, cuja letra maravilhosa é a oração de Francisco, um santo que mudou o rumo da história no século XIII. Parte dela diz assim: “Ó mestre, fazei que eu procure mais: consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado; pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna”.

Terça à noite, realizamos o ‘I Encontro dos Grupos Incubados’ da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UNIFEI. Devido a uma forte chuva, muita gente faltou, mas contamos com as presenças: do prefeito, Jorge; da Secretária de Ação Social, Lurdinha; do vereador, Santi; do representante do poder executivo de Pouso Alegre, Coutinho; e, principalmente, de vários membros dos grupos populares que recebem nossas orientações no trabalho cotidiano. Parabéns à nossa Intecoop, que ainda nos ofereceu um farto coquetel.

Quarta-feira também foi chique! As sete universidades mineiras do Sul/Sudeste que estudam a possibilidade de participar de um consórcio universitário se reuniram em Itajubá-MG. Passamos o dia em reuniões - diversas áreas temáticas - e fechamos uma pré-proposta, que deverá ser discutida pelos Conselhos Universitários e encaminhada ao Ministro da Educação. Apesar de existirem muitas diferenças no ensino, pesquisa e extensão entre as instituições, prosperou um clima de harmonia desde o primeiro encontro. Seremos maiores e melhores brevemente, se Deus quiser.

Quinta, dia 7 de outubro, festejou-se Nossa Senhora do Rosário - data instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nessa batalha, em meio à recitação do Rosário, os cristãos católicos resistiram aos ataques turcos, vencendo-os em combate. Logo pela manhã, pedi à minha Protetora que abençoasse o Natal no Campus 2010 da UNIFEI. Eu estava preocupado com a indefinição da aprovação do projeto no Ministério da Cultura. Sem o incentivo da Lei Rouanet, ficaria muito difícil conseguir patrocínios de empresas para a festa de aniversário de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Perdoe-me, leitor, mas confesso que a minha fé não foi suficiente para acreditar que o assunto se resolveria naquele mesmo dia; mas, eis que às 18 horas, início da Oração da Ave-Maria, partiu um e-mail de Brasília informando-me que o projeto fora aprovado! Muitas pessoas ouviram os meus louvores de alegria, extravasando gratidão a Nossa Senhora. Quem já rezou e confiou na proteção da Virgem Maria, sabe que a graça não demora a chegar. Mãe é Mãe!

Na sexta, passei a manhã preocupado com as aulas que ministraria à tarde. A minha garganta não estava boa e as quatro aulas da semana precisariam ser dadas para não atrasar a matéria. Pedi a São Brás que me ajudasse e consegui falar bastante, sem maiores dificuldades. Somente à noite, senti um pouco de cansaço e resolvi não sair de casa. Minha esposa estava com a garganta bem pior do que a minha e deixamos de comparecer na apresentação cultural promovida pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UNIFEI: Orquestra de Câmara Opus. Liguei para o maestro Amaury Vieira e disse-lhe que não iríamos. Então, fiquei tranquilo, porque sei que ele toma conta disso melhor do que eu. Ah, e ainda recebi dele uma pequena bênção, um sacramental: ‘Fica com Deus’.

Os sacramentais não conferem a graça em si, à maneira dos sacramentos; mas, são caminhos que conduzem a ela, ajudando a santificar as diferentes circunstâncias da vida. Eles despertam em nós sentimentos de amor e de fé, porque precisamos estar revestidos a todo momento da graça santificadora. Com essa bênção, somos protegidos por Deus dos ataques de Satanás. Sabemos que o diabo não quer que sejamos portadores da bênção e nem que a recebamos, mas a Providência Divina é muito superior a isso.

No sábado, após cantar com a minha filha na missa que celebrou o nascituro, um noviço do Instituto Padre Nicolau entregou-me um convite. Dizia assim: ‘Você que canta, está convidado a fazer parte do coral que estamos formando, para uma apresentação no dia 23 de dezembro’. Estendo isto a você, leitor. Faça contato com o noviço Adeilson: (35) 3622-0749. Participe com amor da ‘I Cantata de Natal da Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração’. Será um lindo presente ao nosso Salvador.

E domingo, dia em que escrevo este artigo, um amigo não perdeu a oportunidade de me encaminhar uma piada, brincando com o momento político que vivemos. Dizia que três amigos estavam conversando, quando um deles perguntou:

- Se o Maluf e o Tiririca estivessem num edifício em chamas e vocês só pudessem salvar um deles, o que fariam?

- Eu iria almoçar - respondeu o primeiro. - Eu iria ao cinema - falou o outro.

 

obrigado itajubá - 3 outubro 20210

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Pela primeira vez, esta coluna é escrita por um cidadão itajubense. Eu sou natural de São Paulo e já me considerava mineiro de coração, mas, após o título de ‘Cidadão Honorário’, aos 54 anos tornei-me conterrâneo daqueles que aqui nasceram.

A solenidade aconteceu em 28 de setembro no Campus da Universidade Federal de Itajubá-MG, em Sessão Solene da Câmara, contando com a presença de autoridades locais: prefeito, juízes, promotores etc. Cada vereador indicou uma pessoa para receber o título e os dez nomes foram aprovados por unanimidade em reunião anterior.

Os demais homenageados foram: Antonio Carlos Parreira Tiengo, Celem Mohallem, José Ribeiro dos Santos, Jussara Maria Rocha, Luiz Gonzaga Camargo, Octávio Scofano, Ronaldo César Brasil de Souza, Tereza Cristina Figueira Cavalca e Valéria do Carmo Bento Borges - todos declaradamente emocionados.

O Auditório Prof. João Luiz Carneiro Rennó estava lotado, cerca de 200 pessoas atentas a tudo que acontecia: apresentação do coral sob a regência do maestro Amaury Vieira; exibições de fotos, histórias de vida e currículos elogiosos.

Antes de ser chamado para receber o prêmio, houve a narração dos resultados abençoados que obtive no passado e o telão apresentou imagens que selecionei para aquele momento, com: minha esposa, meus filhos, minha netinha, minha mãe, reitor da Universidade, amigos Amaury e Lenarth, padres Clemildes e Fábio de Melo.

Com a voz meio embargada, eu disse de improviso mais ou menos isto:

“Em primeiro lugar, quero parabenizar os demais homenageados, todos merecedores dos títulos que recebem nesta noite. Eu aprendi a amar esta cidade desde 1974, quando cheguei para estudar. Aqui me formei, constituí família e continuo trabalhando. A cada elogio que recebo, considero um sinal de Deus, dizendo que estou no caminho certo, que sou um cidadão de bem. Agradeço: as pessoas que me ajudam na Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, na Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, os professores Renato Nunes e Paulo Shigueme que confiam no meu trabalho, agentes da Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração, Pastoral Familiar, Vicentinos, amigos de Cursilho e Ovisa - também responsáveis pelos meus feitos. Neste horário, eu estaria em reunião semanal dos Vicentinos; mas, o Presidente da Conferência resolveu cancelar a reunião para também estar aqui. Recebi dezenas de e-mails carinhosos esta semana parabenizando-me pelo título, e quero ler apenas um deles, escrito por um funcionário da UNIFEI, um poeta, que disse assim: ‘Das vitórias mais difíceis, ficam as recordações mais belas; dos momentos mais felizes, a saudade mais doce’ - José Ivanildo de Almeida. Obrigado Santi pela indicação, Claiton pela organização, obrigado meus queridos Jesus e Nossa Senhora - minha Mãe e Mãe de Deus -, obrigado pela presença de todos e tenham uma boa noite.”

Aliviado por ter concluído o ‘discurso’, dirigi-me para os membros da mesa e passei a cumprimentá-los. De repente, lembrei de outro agradecimento e voltei ao microfone: “Desculpem, mas faltou algo importante: a minha família! Quero agradecer tudo o que recebi da minha mãe, da minha irmã - aqui presentes -, dos meus filhos e da minha esposa - de pequena estatura, mas uma grande mulher! Que Deus lhes pague”.

Puxa vida, quase ocorreu um esquecimento imperdoável! Aliás, outro esquecimento aconteceu: dizer que o Prefeito e a Secretária Leandra têm sido grandes parceiros nas ações sociais da Intecoop. Logo após o evento, pedi perdão ao Dr. Jorge e, agora, agradeço o apoio de ambos.

Eis os dizeres da placa que recebi: “Os poderes Públicos Municipais de Itajubá, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o Decreto Legislativo no 241/10, de autoria do Vereador Antônio Raimundo Santi, conferem ao Exmo. Sr. Professor Paulo Roberto Labegalini o Título de Cidadão Honorário de Itajubá, para o que mandaram expedir o presente diploma.” Se meu pai estivesse vivo ficaria muito orgulhoso do filho, que educou com bons princípios cristãos.

Durante o coquetel, recebi abraços - um deles italiano, do amigo Antonio Consoli - e ouvi comentários diversos elogiando a solenidade. Uma pessoa disse-me que, na leitura do meu currículo, não citaram a mais importante ação que desenvolvo há anos: a minha coluna neste jornal. Concordei porque sei o quanto tem ajudado pessoas que buscam paz nos corações, e disse isto ao engenheiro Mafra lá presente - meu leitor número um! Este artigo é o número 650 em 13 anos ininterruptos.

Se eu fosse citar todos os que me cumprimentaram, não caberia aqui. Minha filha Soraia chegou após dar aulas, o amigo Wlamir precisou sair mais cedo e rezou por mim, outros companheiros estavam ouvindo a palestra do professor Chicão - um cidadão ímpar que me ensinou coisas lindas -, mas, com certeza, todos irmanados no meu lema de vida: servir ao próximo com respeito, humildade e qualidade.

Agora, minha responsabilidade aumentou e peço a Deus que continue ao meu lado.

 

Pesquisa de opiniões - 26 setembro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Contam que na carpintaria houve uma estranha assembleia. Foi a reunião das ferramentas para acertar suas diferenças. O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando os outros.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a exclusão da lixa. Dizia que era muito áspera no tratamento com os demais. A lixa acatou, com a condição de que expulsassem a trena, que sempre julgava os outros segundo a sua medida, como se fosse a única perfeita.

Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, a trena e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se transformou num fino móvel. Quando a carpintaria novamente ficou só com as ferramentas, a assembleia reativou a acirrada discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra:

- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas virtudes. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos nos fortes. Somente juntos faremos um trabalho de excelente qualidade.

Como resultado, a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia os demais, a lixa era especial para limar asperezas e a trena era precisa. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de gabarito. Imperou a alegria pela oportunidade de trabalharem juntos.

O mesmo ocorre com os seres humanos. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. Ao contrário, quando se busca os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil apontar defeitos e qualquer um pode fazê-lo; mas, encontrar qualidades, isto é para os humildes e corajosos.

E corajosos foram também os vereadores da Câmara Municipal de Itajubá-MG. Deixando para outras oportunidades alguns justos reconhecimentos a tanta gente boa que reside na cidade, resolveram homenagear dez pessoas com o título de ‘Cidadão Honorário’. Eu agradeço imensamente fazer parte da lista e comentarei a cerimônia no próximo artigo.

Que bom seria se a raça humana se comportasse com respeito e educação no convívio com o próximo, não? O mundo seria perfeito e as homenagens poderiam ter o critério de sorteio, onde qualquer cidadão mereceria o aplauso da população. Infelizmente, sentimentos negativos ainda moram em muitos corações.

Ataques pessoais diversos acontecem a todo instante em toda parte, e para não particularizar exemplos, cito esta provocação em forma de piada:

Uma convenção de todas as cervejarias aconteceu no Brasil. Muita gente famosa estava por lá: presidentes da Kaiser, da Brahma, da Antártica, da Skol e de outras fabricantes. No final do dia, os executivos decidiram beber alguma coisa no bar.

O presidente da Kaiser chegou pedindo em voz alta:

- Garçom, me traz uma Kaiser, por favor.

O presidente da Antártica não deixou por menos:

- Amigo, me vê uma Antártica bem gelada!

O Presidente da Brahma pediu uma maravilhosa Brahma, e assim por diante, até que o garçom, já premeditando a resposta, perguntou ao presidente da Skol o que ele iria beber. Para a surpresa dos presentes, o executivo calmamente disse:

- Por favor, me dá um suco de laranja.

Então, um de seus ‘colegas’ perguntou:

- Por que você não pediu uma Skol?

Mostrando indiferença, ele respondeu:

- Se vocês não vão beber cerveja, eu também não vou!

E como o final desta semana premiará nossos representantes na política, façamos nossas orações para termos um clima de paz e que o bem da Nação esteja em primeiro lugar. Precisamos de um Brasil cada vez mais justo, mais fraterno com os pobres, além do frequente combate à corrupção, para um dia não ouvirmos mais histórias como esta:

A Organização das Nações Unidas fez uma grande pesquisa mundial. A pergunta era: ‘Por favor, diga honestamente qual sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo’. O resultado foi desastroso.

Os alemães não entenderam o que é ‘escassez’; os africanos não sabiam o significado da palavra ‘alimentos’; os argentinos desconheciam a expressão ‘por favor’; os americanos perguntaram o que quer dizer ‘resto do mundo’; os cubanos pediram explicações sobre ‘opinião’; e os políticos brasileiros estão até hoje debatendo o significado de ‘honestamente’.

Após a eleição, peçamos a Deus que:

Se for para esquentar, que seja no banho de sol. Se for para chorar, que seja de alegria. Se for para mentir, que seja a idade. Se for para roubar, que seja um beijo. Se for para perder, que seja o medo. Se for para ter guerra, que seja de travesseiros. Se for para ter fome, que seja de amor. Se for para ser feliz, que seja o tempo todo... a caminho do Paraíso. Pesquise e faça bem feita a sua parte neste domingo.

 

O céu é o limite - 19 setembro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Para quem tem como lema de vida: ‘O Céu é o meu limite’, parabéns! Desde que pratique isto com coerência, é sinal que está no caminho certo: do bem, da verdade e do amor.

Ao contrário, aquele que guarda pedados mortais na alma, nunca poderia dizer algo semelhante, pois está cada vez mais se afastando do Céu. Menos mal saber que a qualquer momento poderá se aliviar da carga pecaminosa que carrega nas costas; mas, para isso, é preciso se reconciliar com o Criador.

Isto só será possível por meio da Confissão Sacramental. Com arrependimento, fé e penitência, a remissão dos pecados fará de nós homens novos. Novos para a família, para os amigos, para a Igreja, na sociedade e novos para o Céu. Basta querer mudar e perseverar na graça de Deus.

No mês passado, o reitor da UNIFEI nos lembrou a história dos operários que passavam o dia arrebentando pedras no canteiro de obras de uma igreja. Quando questionados sobre o tipo de trabalho que desenvolviam, respondiam simplesmente: estamos quebrando pedras. Um dia, um deles respondeu: estou construindo uma catedral; e a visão do grupo mudou para melhor.

E nós, simplesmente empurramos a vida com a barriga ou caminhamos para o Céu? Quem escolheu a segunda opção, lembre-se que: os obstáculos devem ser superados com amor no coração; os passos não podem se desviar da caridade; e a esperança na salvação jamais deve faltar. Não é preciso pressa nem promessas, apenas um pouco mais de alegria pela vitória que virá.

E por falar em promessas, o porteiro do prédio onde moro contou à minha filha Soraia o caso do homem que era apaixonado por uma moça e, para conquistá-la, disse-lhe com entusiasmo:

- Vou provar o meu amor por você. Se quiser se casar comigo, atravessarei parte do oceano a nado, percorrerei milhares de quilômetros a pé no deserto e até subirei o Monte Everest!

Ela respondeu:

- Você acha que eu vou me casar para ter um marido que não para em casa?

Da mesma forma, não adianta prometer o impossível a Deus e, principalmente, coisas sem importância para o crescimento espiritual. Prometa, por exemplo, que vai perdoar aqueles que lhe ofenderam e, inclusive a eles, fará sempre o bem. A fé cristã passa pelo amor a Jesus e ao próximo.

Talvez você se lembre da novela ‘Gabriela’ da Rede Globo, em que o tema musical foi composto por Dorival Caymmi e interpretado por Gal Costa. Uma estrofe era esta: ‘Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim’. Pessoa desse tipo é séria candidata a viver infeliz e perder o Céu. Sem mudanças para corrigir o rumo do pecado, as ‘Gabrielas’ não se salvarão!

Alfredo Gontijo de Oliveira, Presidente do Centro Tecnológico de Minas Gerais, fez uma palestra na UNIFEI na semana passada e chamou a isto de ‘Síndrome da Gabriela’. Segundo ele, por trás de uma grande verdade universal existe sempre um oposto, que muitos dizem também ser uma grande verdade. Baseados nisto, as pessoas insistem no erro e relutam em mudar de vida.

Aliás, para não precisar seguir Cristo, cidadãos se apegam a qualquer tipo de crença e até acreditam em ‘futurologia’! Enquanto uns dizem que viver com Deus é bom, outros dizem que viver com Ele é perigoso... e por aí vai.

Ainda bem que as orações nos ajudam a refletir na vida que levamos e, ao mesmo tempo, nos fortalecem com bênçãos diversas. Veja esta:

“Senhor, se um dia eu estiver sufocado, cheio da vida, com vontade de sumir, insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim, pergunta-me se eu quero trocar a luz pelas trevas ou se eu quero trocar a mesa posta pelos restos que tantos buscam no lixo. Pergunta-me se quero trocar meus pés por uma cadeira de rodas.

Se eu reclamar de coisas banais, pergunta-me se desejo trocar minha voz por gestos, se eu quero substituir o mundo dos sons pelo silêncio dos que nada ouvem, ou trocar o jornal que leio e depois jogo no lixo pela miséria dos que vão buscá-lo para fazer dele seu cobertor.

Pergunta-me se eu quero trocar minha saúde pelas enfermidades de tanta gente, pergunta-me até quando não reconhecerei as Tuas bênçãos a fim de fazer da minha vida um hino de louvor, hino de gratidão, para dizer sempre do fundo do meu coração: Obrigado, Senhor, por mais este dia!”

Concluindo as orientações de hoje, espero que você saiba, leitor, que existe um reservatório infinito de vagas no Céu. Reconhecendo o amor que Deus tem por nós e ajudando a construir um Reino de Amor, seremos fortes candidatos a assumir algumas dessas vagas no Paraíso: onde não há choro nem ranger de dentes.

Mas, para fazer do Céu o seu limite, você precisa cumprir os 10 Mandamentos e evitar os 7 Pecados Capitais. Por exemplo: você tira de letra o 8º Mandamento? E o 5º Pecado Capital, não é problema em sua vida? Recordando os dois: ‘não levantar falso testemunho’ e ‘preguiça’. Se concorda que nem sempre é fácil seguir os passos de Jesus, pratique cada vez mais as ações que deseja viver na eternidade.

 

cada um é cada um - 12 setembro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Se fizéssemos uma pesquisa com comentaristas de futebol que acompanharam a seleção brasileira desde a Copa de 1970 no México, acredito que alguns dos 11 nomes mais lembrados seriam estes: Taffarel, Carlos Alberto Torres, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Falcão, Gerson e Rivelino; Zico, Pelé e Romário.

A seleção B também contaria com muitos craques: Leão, Cafu, Luiz Pereira, Amaral e Leonardo; Júnior, Sócrates e Kaká; Tostão, Ronaldo e Rivaldo.

Imaginando isto como verdade, assim que o resultado da pesquisa fosse divulgado, muita gente ficaria indignada por não ver seus ídolos na relação, tais como: Júlio César, Carpeggiani, Ronaldinho Gaúcho, Clodoaldo, Jairzinho, Careca, Edmundo, Robinho e outros. Sem querer polemizar, eu escalaria Waldir Peres, Ademir da Guia, Edu (ponta esquerda do Santos) e César Sampaio, quatro dos maiores jogadores que vi jogar.

Os torcedores mais antigos diriam que é um crime não considerar os magníficos das Copas de 58 e 62 na pesquisa. Ficaram de fora: Gilmar, Djalma Santos, Mauro Ramos, Nilton Santos, Zito, Didi e Garrincha! Mas, quem tirar do time para considerar mais estes na pesquisa?

Enfim, em cada cabeça uma sentença, não é mesmo? Principalmente na religião, existem crenças de todo tipo - algumas fundamentadas em história e tradição, outras sem o menor cabimento. Hoje em dia, se alguém disser que tem uma receita mágica para resolver algum tipo de problema, rapidamente haverá um grupo interessado em saber, praticar e divulgar.

Na missa de sábado passado, o Padre Maristelo contou o caso de um pregador que dizia ter a solução para a aquisição da casa própria: doando o mês de aluguel à igreja, no final de 12 meses conseguiria comprar o seu imóvel. Conclusão: o problema de habitação estaria resolvido no mundo inteiro!

Pois é, sabemos que não é assim que alcançamos graças. Por isso é importante sermos orientados espiritualmente por pessoas sérias, éticas e de boa fé. Um coração recheado de ensinamentos bíblicos vive e caminha mais alegremente.

Leia esta história:

No consultório localizado perto da residência de um médico, um homem bastante doente falou isto em momento de desespero:

- Doutor, tenho muito medo de morrer. Diga-me, o que há do outro lado?

Calmamente o médico respondeu:

- Não sei, meu amigo.

- Você não sabe? E fala com essa tranquilidade?

Neste momento, ouviram ruídos de arranhões e ganidos do lado de fora do consultório. Quando o médico abriu a porta, um cachorro entrou e pulou festivamente sobre ele. Virando-se para o paciente, o médico comentou:

- Notou o meu cachorro? Ele nunca veio a esta sala, não sabia o que havia aqui, apenas imaginou que seu dono estava presente. E quando a porta se abriu, ele entrou sem medo. Da mesma forma, não sei quase nada a respeito do que há depois da vida, mas uma coisa eu tenho certeza: o meu Senhor estará lá me esperando. Isto para mim já é o suficiente.

E para você, leitor, é suficiente?

Eu quero, sim, me encontrar com Jesus Cristo e Nossa Senhora um dia, mas não tenho pressa. Também não digo isto só por brincadeira, é verdade! Enquanto estou aqui na Terra, tenho oportunidades de ajudar o próximo, amar minha família, servir a Igreja Católica, receber graças da Virgem Maria, evangelizar o nosso povo, fortalecer a minha fé e participar dos Sacramentos. Assim, espero chegar mais depressa no Céu!

Pode parecer incoerência dizer que não tenho pressa e, ao mesmo tempo, afirmar que quero chegar depressa, mas é assim que a coisa funciona. Quanto mais obras na construção do Reino, menor será o tempo de purgatório e mais rapidamente chegaremos ao Paraíso. Para isso, precisamos vencer o grande desafio comum a todos os cristãos: viver as coisas do alto com os pés no chão!

Infelizmente, há gente que pensa diferente e procura tirar pessoas do caminho do bem, da verdade e do amor. Esta semana recebi pela internet o texto que segue. Encarei como piada, mas sei que há muitas cabeças que pensam mais ou menos assim:

Quando uma manada de búfalos é caçada, os mais fracos e lentos - que estão atrás do rebanho - são mortos primeiro. Essa realidade é boa para a manada como um todo, porque aumenta a velocidade média e a saúde de todo o rebanho - pela matança dos mais doentes.

De forma parecida opera o cérebro humano: beber álcool em excesso mata neurônios, mas, naturalmente, a bebida ataca os neurônios mais fracos primeiro. Neste caso, o consumo regular de cerveja, cachaça, uísque, vinho, rum e vodka, eliminam os neurônios mais lentos, tornando o cérebro uma máquina mais rápida e eficiente.

E ainda: 23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool. Isso significa que os outros 77% dos acidentes são causados pelos canalhas que bebem água, sucos, refrigerantes e outras porcarias!

 

Projeto de evangelização - 5 Setembro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Uma menininha muito sapeca arrancava os cabelos da boneca, derrubava pratos quando a mãe pedia para enxugar a louça e, com cara de levada, dizia sempre:

- Desculpe, mamãe!

Tinha certeza que, pronunciando essa frase, obtinha completa absolvição. E aconteceu que, uma manhã, derramou café na toalha da mesa. Assim que falou ‘desculpe’, viu sua mãe enrolar a toalha, pegar uma varinha e dizer:

- Filha, agora você é uma fada e esta é uma varinha de condão. Diga dez vezes ‘desculpe, mamãe’ e esta mancha de café irá desaparecer.

A garotinha repetiu apressadamente a frase e, quando terminou, abriu a toalha e viu que a mancha continuava do mesmo jeito. Chateada, começou a chorar, e sua mãe lhe explicou:

- Não podia mesmo desaparecer, filha! Dizer ‘desculpe’ não resolve nada em muitas situações. Agora, vou encher outra xícara com café e você vai tomar sem derrubar, certo?

Pois é, uma simples historinha de criança pode nos ensinar uma grande lição. Eu imagino estar um dia diante de Deus e dizer a Ele: ‘Desculpe, Senhor, eu não fiz nada para ajudar no Seu projeto de evangelização’. Então, o que aconteceria comigo? Não sei, mas não quero correr esse risco.

Por isso, após dois anos do primeiro CD gravado com minha abençoada filha, Soraia, resolvemos gravar outro. Avaliando as composições bonitas que ficaram fora de ‘Nossas Músicas Preferidas, volume 1’ e outras novas que surgiram recentemente, mais 18 canções foram selecionadas. O disco também é mais um agradecimento a Jesus e a Virgem Maria por tantas graças que alcançamos na evangelização através da música.

Repetindo o que eu disse na reportagem deste jornal na semana passada, peço a Deus que as nossas mensagens de amor e de fé possam ser partilhadas gratuitamente com todos os que buscam paz nos corações.

Na Livraria e Papelaria Lápis de Cor, ganha o CD quem comprar o livro ‘O Mendigo e o Padeiro’, Paco Editorial, que conta a história de dois personagens que buscam um modelo de felicidade conjugal para ajudar casais com problemas de relacionamento. Procurando respostas para melhorar a vida das pessoas, o destino de cada um também mudou.

A necessidade de praticar quatro virtudes pessoais antes de chegarem ao objetivo foi fundamental para o mendigo e o padeiro entenderem a missão que receberam. O conjunto das qualidades - auto-estima, humildade, bondade e sinceridade - continua sendo importante para o crescimento pessoal e o discernimento de diversos problemas na vida de qualquer pessoa. Havendo equilíbrio entre elas, o ser humano poderá combater uma série de fatores que impedem sua felicidade.

Eis o prefácio do livro:

“O MENDIGO E O PADEIRO é mais uma publicação do Professor Paulo Roberto Labegalini. Um livro pequeno de ensinamentos grandes, de leitura fácil com mensagens profundas. Um livro de ficção, que retrata a realidade de muitos indivíduos ou de muitas almas.

De forma bastante didática, o autor invoca pequenas histórias e parábolas para destacar as qualidades pessoais de um ser humano - bondade, sinceridade, humildade e amor próprio; ensina a cultivar algumas virtudes para o relacionamento conjugal e a combater alguns desvios de conduta nesse convívio para atingir resultados importantes no casamento.

De forma tão simples como fazer um bolo seguindo receita, o autor indica os ingredientes para a construção da felicidade conjugal: paz, amor e fé. Assim como uma receita perfeita indica os ingredientes, as quantidades e o modo de preparo; na receita matrimonial, o autor dá os ingredientes e recorre a alguns sábios conselhos, tipo ‘modo de fazer’: “ver com os olhos do coração, acreditar que o bem vencerá, tirar lições do sofrimento, jogar fora a tristeza e falar de Jesus Cristo”.

Se muitos mendigos recorrem a viadutos como moradias - seja por condições financeiras, incompreensão ou falta de apoio da sociedade -, muitos homens necessitam de determinação, vontade própria, humildade e real desejo para saírem de masmorras edificadas com o desmoronamento de casamentos. Nestas situações, o apoio de terceiros é fundamental; mas, o que conta para Deus é o ‘querer’ do interessado.

Quando um mendigo pobre em espírito realmente quer sair do seu viaduto e voltar para o seio da família, quando pactua com Jesus Cristo com sinceridade e humildade, recebe graças por intervenção divina e obras do Espírito Santo. Paulo Roberto é um desses agraciados; desde que se converteu há quase duas décadas, é um novo homem e um novo chefe de família. Ele tem se dedicado à pregação do Evangelho e, sempre que solicitado, vai a socorro de casamentos em risco e, sem constrangimentos, dá testemunhos que emocionam até os mais céticos.

No conto criado pelo autor, um personagem é apontado para falar de paz, amor e fé; na vida real, para testemunhar sobre Felicidade Conjugal; indico a você, caro leitor, o testemunho do Paulo Roberto.” - José Ayrton Labegalini - Diretor do Colégio Objetivo de Monte Sião-MG

 

felicidade conjugal - 29 agosto 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Naquela noite, enquanto a esposa servia o jantar, o marido segurou sua mão e disse-lhe:

- Quero o divórcio. Nosso casamento acabou.

Ela ficou muito brava. Jogou longe os talheres e gritou:

- Você resolve isso sozinho? Você não é homem para enfrentar os nossos problemas?

Naquela noite não conversaram mais. Ouvia-se apenas ela chorando, sabendo que o coração dele não pertencia mais a ela. A mulher que ele conviveu pelos últimos dez anos tornou-se uma estranha.

No dia seguinte, após passar a tarde com outra mulher, o marido chegou em casa e encontrou a esposa sentada no sofá, à sua espera. Então, ela apresentou suas condições para o divórcio: não queria nada dele, mas pediu um mês de prazo antes de se separarem. Pediu ainda que, durante os próximos trinta dias, ele a carregasse no colo para fora da casa todas as manhãs, ao sair para trabalhar. Ele estranhou, mas concordou.

Quando a levou no primeiro dia, foi muito estranho. O filho pequeno os aplaudiu, dizendo:

- O papai está carregando a mamãe no colo. Viva!

Suas palavras causaram constrangimento. Ela fechou os olhos e falou baixinho:

- Não conte para o nosso filho sobre o divórcio. Ele tem provas para fazer e precisa de paz.

No segundo dia, foi um pouco mais fácil para os dois. Ela apoiou-se no peito do marido, que sentiu o cheiro do perfume que usava. Então, percebeu que há muito tempo não prestava atenção naquele aroma delicioso. Pensou que aquela mulher havia dedicado uma dezena de anos da vida a ele, sem nunca pensar em outra pessoa.

Nos próximos dias, foi virando rotina e, às vezes, até divertido. Ela havia emagrecido bastante, estava mais serena e bonita. Certa vez, o filho entrou no quarto do casal e disse:

- Pai, está na hora de você carregar a mamãe. Posso ajudar?

No último dia, quando a segurou, por algum motivo ele não conseguia mover as pernas. O menino já tinha ido para a escola e o marido pronunciou estas palavras:

- Eu não percebi o quanto perdemos da nossa intimidade com o tempo. Não quero mais me divorciar. Por favor, me perdoe, posso voltar a fazê-la feliz.

Ela tocou na testa dele e falou:

- Você está com febre? Mas, se quiser falar sério, saiba que nosso casamento ficou chato porque não soubemos valorizar os pequenos detalhes da vida; não foi por falta de amor.

Ele a carregou com muito carinho e foi trabalhar. No caminho de volta para casa, comprou um buquê de rosas e escreveu: ‘Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe’.

Nas semanas seguintes ele ficou sabendo que a esposa estava muito doente e vinha se tratando há meses. Muito ocupado com outras mulheres, não houve tempo para se informar da enfermidade da esposa. E mesmo sabendo que morreria, ela quis poupar o filho dos efeitos do divórcio, prolongando a vida a três junto à família que constituiu. Valeu a pena porque, pelo menos aos olhos do filho, o pai era um homem muito carinhoso com a mãe.

Durou pouco tempo a felicidade que voltou a existir naquele lar. Ela se foi e restou a saudade que a grande mãe e a dedicada esposa deixou. Se detalhes importantes ao casamento fossem valorizados, teriam plantado a felicidade com raízes mais profundas desde o início.

E foi pensando mais ou menos isto que escrevi o romance ‘O Mendigo e o Padeiro - uma história que retrata dois personagens em busca de um modelo de felicidade conjugal. O lançamento foi na cidade de Itapetininga (MG), durante um encontro de avivamento vicentino, com a participação de 500 pessoas.

Antes, na palestra, eu disse que o amor a Deus e ao próximo deve ser praticado como se fosse um só mandamento, porque é o único sentimento que transforma duas pessoas num único ser. E aconselhei os confrades e as consócias a tirarem proveito das crises, conscientizando-se que um será remodelado para o outro e todos para um Reino de Amor.

A cada livro vendido, entreguei gratuitamente o último CD que gravei com a Soraia, minha filha - ‘Nossas Músicas Preferidas - volume 2’. Graças ao bom Deus, o resultado dessas iniciativas foi maravilhoso e continuará evangelizando muita gente. Nem preciso ser um bom vendedor de livros para comercializar uma quantidade considerável de exemplares, já que é um serviço a Deus e o Espírito Santo sempre me ajuda.

Dizer que todo casamento precisa de paz, de amor e de fé, não é novidade para qualquer pessoa. Há algum tempo, também tenho dito que não pode faltar o perdão, a verdade e a oração. Agora, porém, no livro, o mendigo e o padeiro descobriram coisas novas. Só lendo para saber mais detalhes da felicidade conjugal.

 

Piedade! misericórdia! - 22 Agosto 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Os termos piedade e misericórdia se confundem no significado. Alguns dicionários definem como sinônimos e, até nas missas, no ato penitencial, os consideramos iguais. As músicas de perdão repetem: ‘Misericórdia, Senhor!’ ou ‘Piedade de nós!’, o que significa que realmente os termos podem ser usados para a mesma finalidade.

Jesus disse: “Quero misericórdia e não sacrifício”; e nos deu a entender que as situações injustas devem ser mudadas - os excluídos precisam ser ajudados. E confirmou isto ao explicar que “os que têm saúde não precisam de médicos, mas sim os doentes”. Tudo se relaciona com o amor ao próximo, um dos dois maiores Mandamentos.

Então, vale a pena entender o significado de misericórdia: ‘Acolher no coração a miséria do outro’. A Virgem Maria, por exemplo, denominada ‘Mãe de Misericórdia’, recebeu este título para honrar sua imensa bondade. E quando nos referimos às obras de misericórdia, citamos diferentes modos de exercer a caridade, o que condiz com a conduta cristã tão valorizada por Cristo.

Eu ainda acho que o termo ‘misericórdia’ é mais forte que ‘piedade’, porque piedade se assemelha mais a ‘dó’. Para mim, ter piedade não significa acolher a miséria do outro no coração, mas simplesmente um sentimento de indignação. Misericórdia, porém, acrescenta amor ao fato de o próximo estar sofrendo, o que já é uma grande diferença entre os dois sentimentos.

 Pois é, mas fica uma pergunta no ar: ‘Quem tem misericórdia de alguém é impulsionado a praticar a caridade?’ Sabemos que nem sempre isso acontece e, portanto, teríamos que achar outro termo que refletisse o sentimento de querer estar junto daquele que sofre. E esse sentimento de pesar já existe: compaixão!

Compaixão é mais que dó, mais que piedade e mais que misericórdia. Compaixão é um sentimento mais humano e não reflete apenas a tristeza que sentimos diante da dor alheia. Quem pratica a verdadeira caridade, comprometido em ajudar o próximo, sente compaixão. E não há como negar que o despertar da dor no coração de algumas pessoas as move a tentar minimizar o sofrimento do irmão - isso é compaixão!

Bartimeu, o cego de Jericó, suplicou: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim”; e ficou curado. Jesus, também tomado por compaixão, curou o paralítico e deu a ele saúde eterna, porque perdoou ainda os seus pecados. Na condição divina, Ele não via apenas as aparências, mas principalmente o que estava no coração.

A compaixão talvez seja a maior virtude humana porque é isenta de preconceitos e julgamentos. É por isso que o egoísta não desenvolve esse sentimento e se torna frio e calculista - insensível ao sofrimento alheio, como eram os fariseus. Quantos procuram um ouvido ou um ombro amigo na vida e não encontram! Os ouvidos estão dando mais atenção aos aparelhos eletrônicos; filhos pequenos têm computadores, mas faltam-lhes afetos humanos. Isso é justo?

Vale lembrar ainda que não devemos compartilhar o mal, o que significa que nem todo sofrimento merece compaixão, tipo: o invejoso que sofre por cobiça, o tirano que perdeu a guerra. Podemos, contudo, nos compadecer pelo sentimento de culpa de quem errou e se arrependeu, porque todo pecado merece perdão nas condições de arrependimento sincero e intenção de não mais errar. Como não conseguimos viver sem pecados, devemos buscar a graça de Deus no Sacramento da Reconciliação.

Então, numa escala crescente entre dó e caridade, eu colocaria: piedade, misericórdia e compaixão. A piedade se assemelha mais a dó, a misericórdia incorpora o sentimento de tristeza diante da dor alheia, e a compaixão desperta a vontade de se envolver na solução do problema. Quanto mais amor no coração, mais próximo de Deus estaremos.

Mas tudo isso depende da fé de cada um. Era no nosso tempo que Jesus estava pensando ao falar: “Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?” (Lc 18, 8). E o início do capítulo 11 da Carta aos Hebreus traz a definição de fé: “Ora, a fé é garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se vêem”. Unindo isto à mensagem bíblica de ‘onde estiver o vosso tesouro aí estará o vosso coração’, podemos concluir que já podemos tomar posse do Reino de Deus praticando a compaixão pelos pobres. E um lembrete importante: ‘A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito será pedido’.

Ninguém gosta de sofrer e a compaixão às vezes leva a isso. Porém, até no sofrimento alguns fazem piadas, como esta:

Um cidadão passou mal na rua e foi levado ao setor de emergência de um hospital administrado por freiras. Foi operado do coração e, depois de estar parcialmente restabelecido, a freira responsável pela tesouraria lhe perguntou:

- Caro senhor, sua operação foi bem sucedida e o senhor está salvo. Como pretende pagar a conta? Tem seguro-saúde?

- Não, Irmã. Também não tenho dinheiro, filhos, emprego, nada! Eu tenho somente uma irmã solteirona que é freira, mas não tem um tostão.

- Desculpe, mas as freiras não são solteironas como o senhor disse. Elas são casadas com Deus!

- Então, por favor, mande a conta pro meu cunhado.

Hehehe... Misericórdia!

 

VOCÊ É INSUBSTITUÍVEL - 8 agosto 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Na sala de reuniões de uma multinacional, o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos, e olhando nos olhos de cada um, ameaça:

- Ninguém aqui é insubstituível, entenderam?

A frase parece ecoar nas paredes da sala em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada até que, de repente, um braço se levanta e o diretor o interpela furioso:

- Alguma pergunta cretina?

- Tenho, sim. E Beethoven, quem o substituiu?

- O que o senhor quer dizer com isso? - resmunga em tom mais baixo o diretor.

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e acho muito pertinente falar a respeito. As empresas se esforçam em descobrir talentos, reter talentos; mas, no fundo, continuam dizendo que os profissionais são simples peças dentro das organizações e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Quem substituiu Tom Jobim, Ayrton Senna, Ghandi, Frank Sinatra, Garrincha, Santos Dumont, Monteiro Lobato, Elvis Presley, Beatles, Jorge Amado, Pelé, Albert Einstein, Picasso, Zico?

Após um breve silêncio, o gestor continua:

- Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostavam e o que sabiam fazer bem, ou seja, fizeram seus dons brilharem; portanto, ainda são insubstituíveis! E acho que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora de os líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da equipe, focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia para criticar suas deficiências.

Fortalecido com as palavras do colega, outro gestor disse:

- É verdade, ninguém lembra se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis, melodias inesquecíveis - resultados de seus talentos. Cabe aos líderes de organizações mudarem o olhar sobre a equipe e voltarem seus esforços para descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o dom de cada um em prol do sucesso de seu projeto deveria ser o maior objetivo.

Então, meio sem palavras, o diretor lançou um desafio à equipe: que lhe trouxessem a solução para o problema que vinham enfrentando. Se conseguissem equacioná-lo em tempo de reverter os prejuízos, ganhariam recompensas e passariam mais tempo com suas famílias. Assim, motivados com a nova situação e valorizados pelas competências que julgavam possuir, começaram a trabalhar na solução do problema.

E completando essa linha de pensamento, se todos fossem reprovados por suas fraquezas, Garrincha correria um sério risco em não atuar por ter as pernas tortas, Albert Einstein pararia os estudos por ter tirado notas baixas na escola, Beethoven viveria desmotivado por ser surdo... E o mundo teria perdido todos esses talentos!

Ah, quando o Zacarias de ‘Os Trapalhões’ morreu, ao iniciar o programa seguinte, Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: ‘Estamos todos muito tristes com a partida do nosso irmão Zacarias. Hoje, para substituí-lo, chamamos... Ninguém, pois nosso Zaca é insubstituível’.

Portanto, nunca se esqueça: você é um talento único! Com toda certeza, ninguém o substituirá. Eu também sou um só, mas ainda assim, sou quem sou. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa boa para alguém. E por não poder fazer tudo, não me recuso a trabalhar no pouco que posso ajudar.

Às vezes fico triste pensando nas mães que rezam terços e terços sozinhas. E quantos pais idosos não vão mais à missa porque ninguém os leva! Quantos filhos também se revoltam com a vida indigna dos pais! Muita gente gostaria de ter as migalhas dos ricos para comer! E quantos agonizam por falta de remédios!

Acho que não é necessário dizer mais nada, pois cada um sabe o que poderia estar fazendo pelo seu irmão e não faz. Quanto ao irmão ser ou não de sangue, para Jesus não importa; mas julgando com o meu coração humano e pecador, dói mais quando vejo alguém sofrendo, sendo que a família tem condições de acolhê-lo e o deixa abandonado. A caridade deveria sempre começar em casa e, depois, com a graça de Deus, se espalhar por toda a humanidade.

Se você concorda comigo, primeiro olhe ao seu redor e depois, se puder, ajude as famílias carentes e excluídas da nossa sociedade. Com certeza, a recompensa a quem sofre e a quem ajuda virá do Céu.

No mundo, sempre existirão pessoas que irão amar você por aquilo que é, e outras, que irão tentar desprezá-lo pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso com muita paz de espírito. Valorize-se sempre mais, ajude o próximo e, um dia, todos saberão que você é insubstituível.

 

obra de arte sem moldura - 1 Agosto 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Eis que um sujeito desce na estação do metrô de Nova Iorque vestindo jeans, camiseta e boné. Encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passageiros.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo: um Stradivarius de 1713, estimado em mais de três milhões de dólares! Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam mil dólares!

Cenas gravadas no metrô mostram homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. E a conclusão do fato é que estamos acostumados a dar valor às coisas dependendo do contexto. No caso de Bell tocando para a multidão, tratava-se de uma ‘obra de arte sem moldura e sem etiqueta de grife’. Isso acontece a toda hora em nossas vidas, em situações que não envolvem pompas e preços.

Temos controle dos nossos sentimentos e valores independente da manipulação do poder financeiro do mercado, ou será que valorizamos sempre mais aquilo que está com etiqueta de preço? Caridade, por exemplo, precisa de etiqueta para atingir o seu objetivo de servir o próximo?

O que não se compra precisaria sempre valer mais, concorda? Quanto custaria uma amizade sincera, um amor inesquecível, um perdão incondicional, um raio de sol na manhã de inverno, um abraço de uma criança grudada no pescoço? E se desse para comprar, quanto custaria a felicidade? E o amor de Deus por nós, teria como colocar algum preço?

Regina Brett, uma senhora de 90 anos, escreveu as 40 lições que a vida lhe ensinou. Com certeza, ela não venderia isso por dinheiro algum.

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar de si.

7. Chore com alguém; cura melhor do que chorar sozinho.

8. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

9. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

10. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

11. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.

12. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

13. Tudo pode mudar num piscar de olhos, mas não se preocupe: Deus nunca pisca.

14. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

15. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

16. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

17. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

18. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, vista lingerie chique. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial!

19. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

20. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

21. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

22. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.

23. Enquadre todos os ‘desastres’ com estas palavras: Em cinco anos, isto importará?

24. Sempre escolha a vida.

25. Perdoe tudo de todo mundo.

26. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

27. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

28. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

29. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

30. Acredite em milagres.

31. Deus ama você porque Ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

32. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

33. Envelhecer ganha da alternativa ‘morrer jovem’.

34. Suas crianças têm apenas uma infância.

35. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

36. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

37. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

38. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa para se salvar.

39. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

40. A vida não está amarrada com um laço, mas sempre é um presente.

Considere, leitor, que ler isto também não tem preço. E saiba agradecer, comparecendo na Igreja Matriz Nossa Senhora da Soledade na Semana Nacional da Família - que começará neste domingo, dia dos pais.

 

Sentimentos de avô - 25 julho 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Após dez dias de convivência diária, minha netinha de quase três anos, Luísa, foi embora para sua casa no Paraná. Ela é muito apegada a mim e, por estar de férias, eu passava o dia todo com ela. Agora, a saudade bate forte no peito e, há pouco, quando liguei pra ela, ouvi coisas assim: ‘Vovô, conta uma historinha pra mim? Você compra balinha pra me dar? Eu te amo, vovô!’

Emocionado por pensar nela e com vontade de vê-la novamente, fui olhar algumas ‘coisas de criança’ na internet e vi relatos engraçados que foram publicados na revista ‘Pais e Filhos’.

Primeiro: Uma menina estava assistindo aula e sua professora disse que era impossível uma baleia engolir um ser humano porque, apesar de ser um mamífero muito grande, sua garganta é pequena. Mas, a menina insistiu que a Bíblia relata que Jonas foi engolido por uma baleia. Irritada, a professora repetiu que a baleia não pode engolir nenhum ser humano. A menina, então, disse:

- Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas.

A professora questionou:

- E o que vai acontecer se Jonas tiver ido para o inferno?

A menina respondeu:

- Aí a senhora mesma pergunta.

Segundo: Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava. Ela respondeu:

- Estou desenhando Deus.

A professora contestou:

- Mas, ninguém sabe como é Deus!

Sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:

- Saberão dentro de um minuto.

Terceiro: Uma menininha de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luís Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.

- E como aconteceu isso? - perguntou a mãe assustada.

- Não foi fácil, mamãe, mas três meninas me ajudaram a segurá-lo.

Quarto: Certo dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que a mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam na sua cabeleira escura. Olhou para ela e lhe perguntou:

- Por que você tem tantos cabelos brancos, mamãe?

- Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar, um de meus cabelos fica branco - respondeu a mãe.

A menina, então, logo disse:

- Mãe, por que todos os cabelos de minha avó estão brancos?

Quinto: Um menino de três anos foi com seu pai ver uma ninhada de gatinhos que tinham acabado de nascer. De volta à casa, contou à mãe que havia gatinhos e gatinhas.

- Como você soube disso? - perguntou a mãe.

- Papai os levantou e olhou por baixo. Acho que ali estavam etiquetas escritas.

Sexto: Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo:

- Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e disserem: ‘Ali está a Catarina, é advogada!’; ou também: ‘Este é o Miguel, médico’.

Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:

- E ali está a professora. Ela já morreu!

 Continuando a pesquisar na internet, eis o que achei:

Perguntaram a uma menina de cinco anos o que ela gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu:

- Gostaria de ser avó, porque os avós escutam e compreendem a gente. Além do mais, a família se reúne inteirinha na casa deles. Minha avó, por exemplo, é uma mulher velhinha que não tem filhos, mas gosta dos filhos dos outros. Meu avô leva a gente para passear e conversa sobre pescaria e outros assuntos parecidos.

E continuou:

- Os avós não fazem nada e por isso podem ficar mais tempo com a gente. Como eles são velhinhos, não conseguem rolar pelo chão ou correr; mas, não faz mal. Levam-nos ao shopping e nos deixam olhar as vitrines até cansar. Na casa deles tem sempre uma mesa cheia de coisas gostosas! Passeiam conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir seu perfume. Avós nunca dizem ‘depressa, já pra cama!’ ou ‘se não fizer logo, vai ficar de castigo’.

E não parou por aí:

- Quase todos usam óculos e eu já vi uns tirando os dentes e as gengivas. Quando a gente faz uma pergunta, os avós não dizem ‘menina, não vê que estou ocupado?’ Eles pensam e respondem de um jeito que a gente entende. Não falam com a gente como se fôssemos bobos, nem se referem a nós com expressões tipo ‘que gracinha!’, como fazem algumas visitas. O colo dos avós é quente e fofinho, bom da gente sentar quando está triste. Todo mundo deveria tentar ter um avô ou uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo suficiente para nós.

Bem, acho que chega. É melhor rir para não chorar!

 

humildade para aprender - 18 julho 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Ganhei um presente do amigo Lenarth em abril deste ano e praticamente nem o tinha aberto. Aconteceu que minha filha, Soraia, gostou das histórias que viu e pediu emprestado para contar aos seus alunos; assim, somente agora, nas férias, pude tê-lo de volta.

O título é ‘E, para o resto da vida... Contos que tocam o coração’, de Wallace Leal V. Rodrigues. Eis o que o Lenarth escreveu na primeira página: “Este é um livro simples, de histórias simples e para pessoas simples como você! Apesar de sua simplicidade, ele encerra ensinamentos profundos que merecem ser guardados em nossas mentes e corações para o resto da vida”.

De hoje em diante, com certeza, muitos contos desta coluna serão tirados do livro, começando por este:

Um menino ganhou uma medalha na escola por ser o aluno que melhor sabia ler. Sentiu-se feliz, orgulhoso e, assim que a aula terminou, voltou correndo para casa e entrou na cozinha como um furacão. Olhou para a velha empregada que estava no fogão e disse-lhe:

- Aposto que sei ler melhor do que você.

Vendo o livro de leitura colocado perto de si, a senhora o tomou nas mãos e tentou ler o que podia, gaguejando a toda hora. Terminou por dizer:

- Bem, meu filho, eu não sei ler.

O menino saiu satisfeito da cozinha e correu ao encontro do pai no escritório.

- Papai, a Maria não sabe ler! Eu, que ainda sou pequeno, já ganhei até medalha, olhe só! Imagine ela, já velha, não saber ler; deve ser horrível, né?

Com toda tranquilidade, o pai ergueu-se da cadeira, foi até uma estante e voltou com um livro em mãos. Depois falou ao filho:

- Foi maravilhoso você ter ganho a medalha, mas, agora, leia este livro para eu ouvir.

O garoto o abriu depressa para iniciar a leitura e se surpreendeu ao ver que as páginas continham centenas de pequenos rabiscos. Chateado, exclamou:

- Nossa, eu não entendo nada disso que está escrito aqui!

- É um livro escrito em chinês, meu filho - disse o pai. - Assim como a Maria, você também não pode ler este livro, não é?

Envergonhado, o menino aprendeu a lição que serve a qualquer um de nós. Às vezes, precisamos lembrar que tudo o que não sabemos é muito mais do que aquilo que já aprendemos; ou, para quem conhece a história que contei, bastaria recordar que ‘não sabemos ler chinês’. Porém, só pensa assim quem tem humildade no coração.

Na semana passada, eu fui matar a saudade da minha netinha Luísa, que mora em Rio Negro. Ali perto, na cidade de Mafra, Santa Catarina, aconteceu um encontro de professores da Universidade do Contestado. Mesmo em férias, os docentes se reuniam às noites para discutir assuntos relacionados à formação dos alunos - conscientes que precisavam aprender para melhor ensinar.

O assunto no dia que participei foi ‘Planejamento Pedagógico’ e, após breve explanação da palestrante, iniciou-se a discussão. Eu era a única pessoa de fora da Instituição e procurei me comportar apenas como ouvinte, embora, por ter sido convidado, poderia também usar a palavra. E foi o que fiz no apagar das luzes, pedindo que os professores refletissem melhor sobre: formação permanente - para o resto da vida! - e educação à distância. Conclui dizendo que vivemos a ‘era da educação continuada’ e não podemos deixar de aprender e ensinar sempre.

Assim também pensam os participantes do 23º Laboratório Coral de Itajubá, que acontece nesta semana. Alunos e regentes, coralistas há anos, continuam com interesse no assunto para melhorarem os conhecimentos e habilidades. O resultado disso é sempre maravilhoso, podendo ser presenciado na apresentação de encerramento, que acontecerá sábado à noite, dia 24, no Anfiteatro da Medicina. Será um espetáculo para chinês ver!

E por falar em ver e aprender, você já viu um passarinho dormindo num galho ou num fio? Sabe como ele consegue ficar dormindo sem cair? O segredo está nos tendões de suas pernas: quando o joelho está dobrado, o pezinho segura firmemente qualquer coisa. Assim, os pés não irão soltar o galho até que ele desdobre o joelho para voar. Quanta sabedoria do Criador, hein?

Pensando na nossa caminhada, se tropeçamos, caímos e temos dificuldades para levantar, a maior segurança vem de um joelho dobrado em oração. Então, quando você estiver num emaranhado de problemas que o fazem perder a paz e a alegria, não se entregue ao desânimo. Lembre-se que, rezando com humildade no coração, aprenderá a solução para qualquer coisa que precisar. E como o passarinho, só desdobre o joelho quando tiver confiança para se levantar.

Se Deus cuida de um passarinho, abençoa todos os animais da Terra e a natureza que os cerca, imagina o que não fará por você, que é Seu filho amado! Basta pedir com confiança e a graça virá.

 

Nossas escolhas - 11 Julho 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Mário de Andrade escreveu:

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, roeu até os caroços das outras.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturos.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos; quero a essência, minha alma tem pressa! Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. Caminharei perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!”

Mário de Andrade tem razão: cada vez mais, precisamos valorizar o essencial, como nesta história que a prima Joseane me enviou de Amparo:

Um filho chegou para seu pai e perguntou:

- Pai, por que temos que reler a Bíblia se não conseguimos memorizar tudo e, quando passa certo tempo, acabamos esquecendo?

O pai olhou para um rio que se via do quintal e depois pediu ao filho:

- Pegue aquele cesto de junco, vá até o rio, encha-o de água e traga aqui.

O filho olhou para o cesto sujo e obedeceu. Andou dez minutos até o rio, encheu-o e voltou. Como o cesto era cheio de furos, a água foi escorrendo e, quando ele chegou em casa, já não restava nada.

O pai perguntou-lhe:

- Então, meu filho, o que você aprendeu?

- Aprendi que cesto de junco não segura água.

O pai ordenou-lhe que repetisse o processo e, quando o filho voltou com o cesto vazio, o pai questionou:

- E agora, meu filho, o que você aprendeu?

- Que cesto furado não segura água!

O pai, então, continuou ordenando que o filho repetisse a tarefa e, depois da quinta vez, o filho estava exausto de tanto ir e voltar. E o pai lhe perguntou novamente:

- Então, meu filho, o que você aprendeu?

- Não entendi o porquê de me mandar ir e voltar, pai, mas percebo que aquele cesto sujo agora é um cesto limpinho!

Com um sorriso afetuoso, o pai falou:

- Está vendo, filho? Apesar do cesto não segurar a água, a repetição constante de enchê-lo acabou deixando-o limpo.

Daí, o filho retrucou:

- Pai, o senhor me fez andar várias vezes para me mostrar uma forma de limpar o cesto?

- Você havia me perguntado por que é necessário ler constantemente a Bíblia. Hoje você aprendeu que, assim como o cesto sujo pôde ser limpo mesmo sem segurar a água, esse processo de leitura da Bíblia deixa a sua mente limpa e em sintonia com o nosso Criador.

Bem, neste artigo duas lições já foram passadas: escolher o essencial para bem viver e deixar-se conduzir pela Palavra de Deus. Em princípio, isto já basta, mas precisamos saber lidar com situações novas. Também por este motivo a Bíblia é tão extensa e rica nos ensinamentos. Requer que continuemos a ler partes que ainda não sabemos, pois quase tudo se transforma com o tempo. Eis um exemplo interessante:

Certa vez, duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente. Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa, não conseguiu escapar. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de se debater e afundou.

Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz e continuou a lutar. Aos poucos, com tanta agitação, o leite ao seu redor formou um pequeno nódulo de manteiga no qual ela subiu. Dali, conseguiu levantar vôo e sair do copo.

Tempos depois, a mosca tenaz novamente caiu num copo, desta vez cheio d’água. Como pensou que já conhecia a solução daquele problema, começou a se debater na esperança de que, no devido tempo, se salvasse. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira, gritou:

- Tem um canudo ali, nade até ele e suba.

A mosca tenaz respondeu:

- Pode deixar que eu sei como resolver este problema.

E continuou a se debater mais e mais até que, exausta, afundou na água.

Pois é, sabemos que soluções do passado, em contextos diferentes, podem transformar-se em problemas. Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de observar as mudanças ao redor e ficamos lutando inutilmente até afundar em nossa própria falta de visão! Velhos hábitos que nos levaram ao sucesso nos fazem perder oportunidades de evoluir.

Os mais experientes na fé sabem reconhecer essas transformações para fazerem suas escolhas.

 

A SANTA MÃE IGREJA

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Um jovem cumpria seu dever no exército, mas era ridicularizado por ser cristão comprometido com a fé católica. Um dia, na intenção de humilhá-lo na frente do pelotão, o sargento da tropa pregou-lhe uma peça:

- Soldado Coelho, pegue esta chave, vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.

- Mas, sargento, o senhor sabe que eu não sei dirigir!

- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que lhe ordenei. Peça ajuda ao seu Deus e mostre-nos que Ele o ama.

O soldado, então, pegou a chave e foi até o veículo. Sentou-se no banco do motorista e fez esta oração: ‘Jesus, guia as minhas mãos e mostra a estas pessoas a tua fidelidade. Eu confio em Ti, Senhor, e sei que podes me ajudar. Amém’.

Em seguida, o garoto manobrou o jipe e o estacionou como queria o seu superior. Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos.

- O que houve gente? - indagou o soldado.

- Nós queremos o teu Deus, Coelho. Como fazemos para tê-lo? - perguntou o sargento.

- Basta aceitá-lo como Salvador; mas, por que todos decidiram por Jesus Cristo?

O superior pegou o soldado pelo braço e caminhou com ele até o jipe enquanto enxugava as lágrimas. Daí, levantou o capô e mostrou que o veículo não tinha motor!

Bem, eu sei, é só uma história, certo? Contudo, leitor, você acredita que isto pode acontecer ou acha que até Deus tem limites para fazer milagres? Quem já viu de perto graças impressionantes acontecerem - como eu, por exemplo -, sabe que nada é impossível neste mundo. E àquele que não tem fé, eu peço que espere um pouco mais. No tempo de Deus, aquilo que merece ser-lhe-á dado.

E se você está passando por provações não se desespere, pois Deus tem visto suas lutas. Confie que os maiores problemas estão chegando ao fim. Continue rezando na certeza que uma bênção maior está direcionada a você. No tempo certo, Ele lhe dará a vitória. Enquanto isso, não complique as coisas como nesta outra história:

Sherlock Holmes e Dr. Watson foram acampar. Montaram a barraca e, depois da refeição e algumas garrafas de vinho, deitaram-se para dormir. Horas depois, Holmes acordou e cutucou seu fiel amigo:

- Meu caro Watson, olhe para cima e diga o que vê.

- Vejo milhares de estrelas - respondeu o amigo.

- E o que isso significa? - perguntou Holmes.

Watson ponderou por um minuto e depois enumerou:

- Astronomicamente, significa que há milhares de galáxias e, potencialmente, milhões de planetas. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 3h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar. Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos insignificantes diante d’Ele. Metereologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Então, está tudo correto, senhor?

Holmes ficou uns instantes em silêncio e respondeu:

- Watson, seu idiota, significa apenas que alguém roubou a nossa barraca!

Pois é, a vida é simples, nós é que temos a mania de complicar. Também na religião, vejo com muita simplicidade algumas verdades que aprendi na infância. Este texto que recebi do amigo Ruy Márcio retrata um pouco disso:

Nossa família se difundiu pelo mundo e é feita de todas as raças; somos jovens e velhos, ricos e pobres, pecadores e santos. Com a graça de Deus, abrimos hospitais para cuidar dos doentes, fundamos orfanatos e ajudamos os necessitados. Somos a maior organização caritativa do planeta, trazendo alívio e conforto para aqueles que tanto precisam.

Nós educamos mais crianças do que qualquer outra instituição, defendemos a dignidade de toda vida humana, preservamos o casamento e a família. Cidades receberam os nomes de nossos venerados santos, que percorreram o caminho do Céu antes de nós. Guiados pelo Espírito Santo, compilamos a Bíblia. Somos transformados pela Sagrada Escritura e pela Sagrada Tradição, que nos têm guiado firmemente por mais de dois mil anos!

Nós somos a Igreja Católica, com mais de um bilhão de pessoas na família, compartilhando sacramentos e plenitude da fé cristã. Por séculos, temos rezado por você e por todo o mundo, a cada hora, a cada dia, sempre que celebramos a missa. O próprio Jesus lançou os fundamentos da nossa fé quando disse a Pedro, o primeiro Papa: “Tu é Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. A partir disso, nós tivemos uma linha ininterrupta de pastores guiando a Igreja Católica, com amor e verdade, num mundo confuso e doloroso de viver.

E nesse mundo cheio de caos, dificuldades e dor, é reconfortante saber que algumas coisas permanecem coerentes e fortes: nossa fé católica e o eterno amor que Deus tem por toda a criação. Portanto, se você está fora da nossa Igreja, o convidamos a voltar. Nossa família é unida em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Também temos as infalíveis proteções da Virgem Maria, dos anjos e dos santos.

Nós somos católicos, apostólicos, romanos. Bem vindo à sua casa!

 

ESTA HISTÓRIA É SUA?

 

Paulo Roberto Labegalini

 

“No estado em que me achava, meio acordado, meio dormindo, me vi dentro de uma sala. Não existia nada de interessante nela, exceto uma parede cheia de gavetas - arquivos para cartões. E quando me aproximei dos arquivos, o primeiro título a me chamar a atenção foi ‘garotas que eu gostei’. Abri, comecei a ver os cartões e logo reconheci os nomes ali escritos.

Sem ninguém precisar me dizer, descobri onde estava. A sala era, na realidade, o catálogo da minha vida! E um senso de curiosidade, espanto, misturado com horror surgia dentro de mim ao abrir cada gaveta para descobrir seu conteúdo. Algumas me traziam belas alegrias, outras me envergonhavam.

Os títulos iam do mundano à extrema loucura: livros que li; mentiras que contei; conselhos que dei; piadas que ri etc. Alguns eram hilariantes devido à sua exatidão: coisas que fiz quando estava com raiva; palavras que proferi contra meus pais; enfim, eu não parava de me surpreender com os conteúdos que se apresentavam.

Estava estupefato com o volume de coisas que fiz durante minha curta vida. Como eu tive tempo necessário para escrever aqueles milhões de cartões? E cada cartão, cada verdade, tinha a minha assinatura!

Cheguei, então, num arquivo intitulado ‘pensamentos sensuais’. Um calafrio percorreu todo o meu corpo. Abri a gaveta somente um pouquinho, pois não estava a fim de testar o tamanho, e tirei um dos cartões. Senti mal em saber que esse momento havia sido gravado, e um pensamento tomou conta de mim: ‘Ninguém deve saber da existência destes cartões. Tenho que destruir tudo!’

Em frenético movimento, puxei uma das gavetas, estendendo metros e metros de conteúdo. Quando a gaveta saiu, joguei-a de cabeça para baixo e descobri que todos os cartões estavam grudados. Fiquei desesperado e peguei um bolo de cartões para rasgá-los, mas não consegui. Eram duros como aço!

Cansado, retornei a gaveta ao seu lugar. Foi então que vi um arquivo novo, como se nunca tivesse sido usado, com o título: ‘pessoas com quem falei de Cristo’. O arquivo tinha menos de cinco centímetros de comprimento. Então, as lágrimas vieram. Caí de joelhos e chorei de vergonha, de pura vergonha! Pensei: ‘Ninguém pode entrar aqui. Tenho que trancar a sala e esconder a chave’.

Enquanto eu enxugava as lágrimas, vi Jesus entrando. Ele aproximou-se das gavetas e começou a abri-las, uma por uma, lendo os seus conteúdos. Nos momentos em que eu tive coragem suficiente para olhar Seu rosto, vi uma tristeza bem mais profunda do que a minha. E Ele ia exatamente aos piores títulos...

Finalmente, Ele virou-se e ficou me olhando com piedade, sem nenhuma raiva. Abaixei a cabeça e voltei a chorar, cobrindo a face com as mãos. Ele se aproximou, abraçou-me e chorou comigo. Depois, levantou-se e dirigiu-se para a fila de arquivos. Abriu a primeira gaveta, tirou o cartão e assinou o Seu nome. E assim fez com todos os cartões.

Quando percebi o que Ele estava fazendo, corri em Sua direção e gritei: ‘Por favor, não!’. Tudo o que eu quis dizer foi: ‘Seu nome não pode estar nestes cartões!’. Mas ali ficou escrito num vermelho escuro e vívido o santo nome de Jesus, que cobriu o meu com Seu próprio sangue!

Nunca entenderei como Ele assinou todos os cartões tão depressa, pois quando me dei conta, Ele já havia acabado. Colocou novamente a mão no meu ombro e disse: ‘Tudo está consumado!’.

Depois, Ele levou-me para fora da sala. Disse-me que ainda existem muitos cartões a serem escritos antes da vida eterna e lembrou-me que Deus enviou o seu Filho ao mundo não para julgá-lo, mas para que fosse salvo por Ele.”

Pois é, caro leitor, por toda a internet estão procurando o autor deste texto. Se for seu, sugiro que, nos cartões em branco, escreva casos de puro amor. Mas, como as histórias que irá contar ainda não aconteceram, valorize as qualidades que um ser humano precisa ter para caminhar com dignidade cristã: bondade, humildade, sinceridade e amor próprio. Duas virtudes são para se carregar dentro do peito - humildade e amor próprio - e as outras, de comportamento, devem ser disponibilizadas ao próximo - bondade e sinceridade.

Estas virtudes eu explico com detalhes no livro ‘O Mendigo e o Padeiro’ - a ser lançado no segundo semestre. A obra conta a história de dois personagens que buscam um modelo de felicidade conjugal para ajudar casais com problemas de relacionamento. Procurando respostas para melhorar as vidas das pessoas, o destino de cada um também mudou.

Tenha certeza que com Jesus Cristo no coração, sua vida, leitor, igualmente mudará.

 

 

FESTA NO INSTITUTO PADRE NICOLAU - 4 Julho 2014

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Quando alguém me pergunta por que sou tão apaixonado por Nossa Senhora, digo que tenho muitas histórias para contar. Alguns fatos são recentes e, outros, nem mesmo eu sabia que influenciariam tanto em minha vida.

Repito o que já escrevi em livro: minhas avós e bisavós eram marianas fervorosas e viviam com o Terço nas mãos, assim como mamãe o faz até hoje, graças a Deus. Principalmente por isso, temos recebido incontáveis bênçãos na família, talvez em igual número às Ave-Marias rezadas por elas.

Minha mãe contou-me que se eu nascesse mulher, iria chamar Maria Auxiliadora; porém, o nome abençoado da Mãe de Deus acabou ficando com a minha irmã: Maria Aparecida. Mas era eu que, de pequeno, gostava de ir à igreja e alguns parentes até diziam: ‘Este menino vai ser padre!’. Essa não foi a vontade do Senhor; contudo, dedico praticamente todo o meu tempo livre às coisas do Reino.

Cresci frequentando a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo. Aos dezessete anos, mudei-me para Monte Sião e assistia missas no Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Vim fazer faculdade em Itajubá, passei a participar das celebrações na Matriz Nossa Senhora da Soledade e, hoje, como todos sabem, faço parte da Comunidade de Nossa Senhora do Sagrado Coração. E, se você acha que os títulos de Maria foram apenas coincidências em minha vida, com certeza, não foram.

Sou feliz por ver minha família caminhando com Maria nos passos de Jesus. Posso afirmar que a Rainha da Paz transformou os corações de todos e não deixa que haja grandes desavenças entre nós. Acabaram as brigas e confusões no meu lar e vivemos em clima de oração.

Tenho muitas histórias de graças alcançadas por meio de pedidos feitos a vários títulos da Virgem Maria. Contarei um grande favor que consegui de Nossa Senhora do Sagrado Coração; na verdade, o início da minha conversão eu devo a ela.

Eis o que escrevi no livro ‘Minha Vida de Milagres’ - Editora Santuário:

“Em 1994, quando comecei a cursar Doutorado na USP, eu passava a semana hospedado na casa da minha irmã, em Campinas. Sobre a mesa que eu estudava, havia uma pequena medalha que ‘me fazia companhia’ todos os dias. Antes de abrir os livros, eu dava um beijo na medalhinha e a colocava de volta.

Com o passar do tempo, achei estranho aquele lindo objeto continuar ali, porque muitas outras coisas eram deixadas e tiradas da mesa quando a faxineira arrumava a casa, mas a medalha permanecia no mesmo lugar. Um dia, perguntei à minha irmã de quem era a bonita medalhinha e ela me respondeu que, talvez, algum de seus filhos a tivesse ganho e nem se lembrava mais como foi parar naquela mesa. E completou: ‘Se quiser, pode ficar pra você’.

Naquela época, eu usava uma corrente no pescoço sem nada pendurado nela - pura vaidade! Então, coloquei a medalha e depois fiquei sabendo pela minha mãe que a imagem era de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Soube também que, quando eu era pequeno, todos os anos íamos à festa dela no Santuário Nacional de Vila Formosa, na capital paulista.

Bem, depois que comecei a carregá-la no peito, tudo foi mudando: passei a rezar o Terço, aceitei o chamado para coordenar um ministério de música católica, me envolvi com vários trabalhos em comunidade e, principalmente, o meu coração foi se tornando mais manso e humilde - semelhante ao Coração do Filho, que Nossa Senhora mostrava-me na imagem que pendurei na corrente.

E quando percebi que a medalha estava se estragando devido o uso, não tive dúvidas em substituí-la por outra e a guardei como lembrança da minha conversão. Às vezes, eu a retiro da gaveta, mostro a alguém que conhece esta história e explico: ‘Não é um objeto de sorte, mas devocional. Maria Santíssima não está nele, porém, por ter sido bento, é sagrado e um grande sinal de Deus, além de servir de inspiração nas orações’.

Muitos anos se passaram e pude retribuir um pouco da graça que recebi de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Trabalhando na comunidade em que ela é Padroeira, procuro me esforçar no serviço gratuito e sincero para me aproximar mais do amor de Deus. É emocionante cantar o ‘Lembrai-vos’ olhando para a linda imagem da querida Mãezinha no altar.”

Até parece que foi ontem que escrevi tudo isto, porque meu amor à querida Mãezinha só aumenta. A Novena deste ano conta com a participação das paróquias da cidade, além de outras da região: Piranguçu, Delfim Moreira e Maria da Fé. As celebrações estão muito bonitas, alternando momentos de alegria e emoção, sempre refletindo no tema: ‘Maria, mulher eucarística, espelho da unidade’.

E a festa social acontece de 13 a 16 de maio. Ainda dá tempo de você comparecer e se confraternizar conosco. Além de comes e bebes deliciosos, há bingo e música para se divertir. Eu e minha esposa estamos na barraca de doces, oferecendo somente coisas gostosas: canjica, choconhaque, bolos recheados, rocambole, tortas e pudins - deu até água na boca ao escrever isto! Que Jesus abençoe imensamente todos que nos ajudaram!

Viva Nossa Senhora do Sagrado Coração! Viva!

 

vivendo e aprendendo - 27 junho 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

A história abaixo veio da França, onde vivem a Sandra e o Ricardo. Ela me encaminhou o texto, com estas palavras no corpo do e-mail: “Ôi Paulo, tudo bem por ai? Muita agitação com os jogos da copa? Por aqui tudo tranquilo, sem agitação, nem parece que estamos tendo uma copa do mundo. Ainda mais agora, com a França fora. Recebi este texto e achei interessante, é por isso que te repasso. Abraço a todos”.

Uma moça tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem.

Durante o trajeto, o pai comentou sobre a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego ao seu lado, lembrou um cenário de Walt Disney e teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavras.

Anos depois, a moça fez a mesma viagem por aquela estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se. Do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário do pai, que havia falecido no ano anterior.

Pois é, isso acontece sempre: a gente vê o que mostra a nossa janela e quase nunca a janela do outro. A mesma estrada para uns é infinita; para outros, curta. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto outra parcela da população perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator essencial da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Assim, muitos grudam o nariz na sua janela, somente nos seus próprios interesses.

E também pela internet recebi um texto de William Shakespeare - poeta e dramaturgo inglês do século 19. Gostei destes trechos:

“Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença entre dar as mãos e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de algum tempo você aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam. E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la; você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. O que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. Bons amigos são a família, que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que amigos mudam; percebe que seu velho amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas - pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada seja uma situação, sempre existem dois lados. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários celebrou. Aprende também que há mais de seus pais em você do que você suponha.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar atrás; portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar, que é forte para ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E aprende finalmente que a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”

Eu completaria Shakespeare, dizendo: ‘com Cristo, por Cristo e em Cristo alcançaremos a salvação’. Isto significa: aprender a viver.

 

COISAS DA VIDA 20 junho 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Um sujeito lembrou que era o dia do aniversário da filha e que ainda não havia comprado um presente. Então, entrou numa loja e perguntou à vendedora:

- Quanto custa uma boneca Barbie?

- Depende - respondeu ela. - Temos: Barbie vai à academia, Barbie joga vôlei, Barbie vai às compras, Barbie vai à praia, Barbie vai dançar e Barbie divorciada.

- Tem diferença nos preços?

- A Barbie divorciada custa R$ 265,95 e as outras custam apenas R$ 39,95.

Ele se assustou com o preço da primeira boneca e perguntou:

- Mas, por que a divorciada é tão mais cara que as outras?

- Meu senhor, a Barbie divorciada vem com: o carro do Bob, a casa do Bob, a lancha do Bob, o trailer do Bob, os móveis do Bob e o celular do ex-marido Bob!

Bem, isto é apenas uma brincadeira da internet, mas sabemos que casos como este existem. Na separação de casais, muitos problemas acontecem e nem sempre o bom senso prevalece. Não me refiro somente à partilha de bens, mas, sobretudo, ao amor que deixou de existir.

Compreendo que o desejo dos cônjuges em ficar juntos possa ter acabado, porém, um não precisa ser inimigo do outro. Na intenção de ver o parceiro sofrer, a pessoa mal intencionada começa perder a graça de Deus em sua própria vida. Jesus ensinou: reze pelos seus inimigos.

É simples entender que o amor é um dom gratuito que recebemos no Batismo e não temos o direito de aprisioná-lo. Quando abrimos o coração e o disponibilizamos ao irmão que sofre, se torna caridade. E a verdadeira caridade é aquela que tem sentido de compaixão - como Cristo praticou.

Não basta eu ter pena de alguém; se não acolho o sofrimento do próximo no coração e não me entrego na ajuda que ele precisa, fico distante da solução do problema. Ao adoecer um parente próximo, por exemplo, não nos envolvemos até o pescoço? Pelo menos um pouco desse amor deveria ser compartilhado com outros irmãos de fé, não acha?

Mas, quando entra o bendito dinheiro na história, quase tudo muda de figura. Temos em mente que: não vou repartir aquilo que ganhei com o meu suor; ao pobre dou apenas algumas moedinhas; não pagarei dízimo à Igreja etc.

Voltando a falar do divórcio, o dinheiro também é uma das maiores causas dos conflitos, principalmente durante e após a separação. Quem é rico, se apega tanto aos bens que parece ter medo de ficar pobre! Quem não tem muito, parece que quer deixar o parceiro na miséria! Será tão difícil entender que Deus deu a ambos - juntos! - a graça de possuírem alguns bens materiais aqui na Terra? Por que um precisa fechar a porta para o outro? E quem cuida da tristeza dos filhos quando cada um só pensa em si?

Hoje em dia, casais separados são comuns em nosso meio. Mesmo com aconselhamento que ‘a união se deu para sempre’, a Igreja Católica os acolhe com carinho e os orienta a perseverar na fé. Para isso, algumas reflexões de vida precisam periodicamente acontecer, como nesta história que já contei nesta coluna e revivi na reunião de Ministros da Comunhão Eucarística na semana passada.

Um grupo de jovens formados e bem estabelecidos em suas carreiras decidiu visitar um velho professor da faculdade que sempre serviu de inspiração para eles. Durante a visita, o bate-papo se transformou em reclamação sobre o estresse em seus trabalhos e relacionamentos.

Ao oferecer chocolate quente a seus ex-alunos, o professor foi à cozinha e retornou com uma jarra cheia da bebida e com grande variedade de canecos. Alguns eram de porcelana, outros de vidro e de cristal, uns simples, outros caros e bonitos, e até alguns bem feios. Então, ele os convidou a se servirem da bebida.

Quando todos já estavam com o chocolate quente em mãos, o professor compartilhou seu pensamento:

Percebam que os canecos caros e bonitos foram os escolhidos, e que os simples e baratos foram deixados na mesa. Embora vocês achem normal desejarem os melhores para si, é aí que está a fonte dos problemas. O caneco no qual cada um está bebendo não acrescenta nada à qualidade da bebida; na maioria das vezes ele é apenas mais caro ou esconde o que se está bebendo. Vocês não queriam os canecos, apenas chocolate, mas inconscientemente escolheram os melhores.

Agora, por favor, considerem o seguinte: a vida é o chocolate quente; o emprego, o dinheiro e a posição na sociedade são os canecos - apenas ferramentas que fazem parte da vida. Às vezes, ao concentrarmo-nos somente no caneco, deixamos de saborear o chocolate que o Céu tem nos ofertado. Lembrem-se sempre disto: Deus provê o chocolate; Ele não escolhe o caneco!

As pessoas mais felizes não são as que têm o melhor de tudo, mas as que fazem o melhor de tudo que têm. Viva simplesmente, ame generosamente, cuide-se imensamente, fale bondosamente e deixe o resto com Deus. Os mais ricos não são os que têm mais, mas os que precisam de menos.

Agora, aproveite você também, leitor, seu chocolate quente!

 

Nossas promessas - 13 Junho 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

O rei de um povo sofrido era conhecido pela sua valentia nas batalhas. Quando o país entrava em guerra, ele era o primeiro que montava em seu belo cavalo e saia à frente para a luta. Com isso, ganhava fama e respeito.

Um dia, porém, o cavalo preto adoeceu e passou a preocupar o rei. Sem aquele fiel aliado, o monarca sentia-se inseguro para enfrentar os inimigos. O cavalo não melhorava e o rei deixou de ficar à frente nas batalhas. Então, disseram a ele que havia um homem que poderia aconselhá-lo a sair daquela situação; e o rei foi procurar o sábio que lhe indicaram.

Viajou dois dias no lombo de outro cavalo e chegou à humilde casa de um homem muito velho que mal podia andar. Contando sua angústia ao sábio, ouviu este conselho:

- Não deixe para depois o que é mais importante em sua vida. Se o cavalo preto está doente há tanto tempo, vossa majestade já deveria ter adestrado outro animal. Faça-o imediatamente ou perderá o seu reino.

Revoltado com o conselho que recebeu, o rei mandou prender o velho sábio e retornou a galope para o palácio. Continuou tentando recuperar a saúde do cavalo de estimação e perdendo guerras. Mais algum tempo se passou e os invasores tomaram o trono do monarca.

Colocado na mesma cela em que estava o sábio que prendeu, o rei ouvia sempre estas palavras: ‘Nada é tão bom que nunca se acabe ou tão ruim que perdure para sempre. Precisamos cuidar do presente para plantarmos um futuro melhor’.

Pois é, que esta lição sirva também para a nossa vida. Vivendo agora a Copa do Mundo de Futebol, lembro-me que há oito anos eu estendi uma bandeira do Brasil no terraço do meu apartamento. Quando saía gol da nossa seleção, eu e meus filhos balançávamos a bandeira para fora do prédio. Depois disso, o pano estragou e eu prometi que compraria outra bandeira, mas ficou só na promessa.

Há três anos, perto do Natal, eu enfeitei a grade da frente do apartamento com lâmpadas coloridas. A decoração ficou bonita, mas estragou já no ano seguinte e prometi que faria algo melhor. O tempo passou, eu estive ainda mais ocupado e hoje não há luzes para acender.

Ah, outra promessa que deixei de cumprir foi me exercitar diariamente na bicicleta ergométrica que comprei. Naquela época, disseram-me que iria virar cabide, e foi o que aconteceu. Então, no mês passado, adquiri uma esteira eletrônica e prometi à família que iria caminhar nela todos os dias. Já está difícil manter esse ritmo, mas tentarei não decepcionar.

Ainda preciso ver se cumpro outras promessas que fiz há anos: ler alguns bons livros guardados, visitar amigos em São Paulo, arrumar as gavetas em que guardo meus pertences, estudar o manual do teclado... Acho que preciso parar de prometer!

Contudo, nada disso é mais importante em minha vida do que a missão na evangelização. Isto eu não posso deixar de cumprir porque comprometeria o plano de salvação que Deus tem para algumas pessoas, inclusive eu! Não deixarei para depois as tarefas que Jesus confiou a mim.

Precisei trocar alguns ‘cavalos pretos’ e substituí-los por outros para transpor obstáculos; mas, a caminhada não parou. Quantas vezes tive vontade de dizer: ‘hoje não’ ou ‘estou com preguiça’; porém, eu lembrava que o Pai me dava saúde, paz e fé no coração para servi-Lo. Da mesma forma que aprendi a perdoar, eu precisava passar esse amor às pessoas que ainda sentiam ódio dos irmãos. E da mesma forma que fui curado, eu precisava testemunhar a confiança que devemos ter na oração.

Assim, valorizando cada vez mais o sagrado, fui deixando de cumprir algumas promessas menos importantes. Quem sabe um dia, a minha bicicleta voltará a funcionar, as luzes e a bandeira do terraço voltarão a existir, alguns livros sairão da gaveta... Enquanto isso não acontece, cabe a mim: continuar servindo os pobres como Vicentino, coordenar um grupo de agentes da Pastoral Familiar, cantar nas missas com minha filha, estar presente a cada quinze dias na Escola Vivencial do Cursilho, participar mensalmente do nosso Ovisinha, além das Celebrações da Eucaristia sempre, sempre, sempre.

E você, leitor, tem deixado para depois os compromissos missionários de cristão batizado na Igreja Católica? Se ainda nem começou a cumprir essas ‘promessas’, imagine quantas pessoas já poderiam ter se convertido por seu intermédio!

Domingo passado, numa palestra que ouvi do religioso Mauro - Missionário do Sagrado Coração que se tornará diácono dia 4 de julho -, ficou claro o amor de Deus por nós. Ele citou as promessas que Jesus fez à humanidade no século XVII por meio de Santa Margarida Maria Alacoque. Eis a primeira e a última promessas:

“A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”; “A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

Diferente de mim, Ele sempre cumpre suas promessas.

 

minhas recordações - 6 junho 2020

 

Paulo Roberto Labegalini

 

A primeira vez que pisei em Itajubá-MG foi para prestar vestibular em dezembro de 1973. Vindo de Monte Sião, lembro que o ônibus passou por lugares cheios d’água perto de Santa Rita e eu comentei com um amigo: ‘Choveu muito por aqui!’

Passei a noite num quarto do ‘Prédio do Nagib’ no bairro da Varginha. O local, alugado para estudantes, às vezes virava uma bagunça à noite. Pude testemunhar isso porque, no ano seguinte, já cursando Engenharia Civil, morei no primeiro andar do pequeno edifício. E quando não aguentei mais a falta de sossego, fui para uma pensão na Rua Silvestre Ferraz, onde eu era muito querido pela Dª. Geralda.

E 1975 foi muito corrido! Eu dividia o tempo entre a faculdade e o Batalhão. O segundo ano de engenharia exigia dedicação nos estudos e o NPOR também não deixava por menos. Quantas vezes eu chegava de farda para assistir aula e, meio envergonhado, percebia olhares estranhos de toda parte. Ainda bem que os professores entendiam o meu esforço e, quando perdia provas, davam outros testes para eu fazer.

Nunca poderia imaginar que eu viria a ser colega de trabalho do Bonaldi, Chicão, Hermeto, Costanti, Ulderico, Márcio Tadeu, Fredmarck, Rocha, Djalma e tantos outros. O mundo é tão pequeno que, na EFEI, até chefe de alguns deles eu fui, mas sempre com humildade e muito respeito por grandes cabeças que eram. Desde 1979, quando ingressei na Escola Federal de Engenharia, aprendi bastante e fui ajudado por muita gente, como o Márcio Tadeu que me propôs escrevermos livros juntos e me orientou no Mestrado.

Anos depois, recebi um certificado que muito me honrou: fui diplomado pela Associação dos Ex-alunos da EFEI. E parti para o Doutorado na Poli da USP, que conclui em 1998. Até então, eu me dedicava às coisas do mundo - algumas fundamentais para a profissão, mas não tão importantes para a missão maior que me esperava.

Então, na mesma época, iniciei minha caminhada como agente de Pastorais da Igreja Católica. Fundei um ministério de música, fiz OVISA, Cusilho de Cristandade, tornei-me Vicentino e passei a escrever para ‘O Sul de Minas’. Este texto é o artigo 634 em 13 anos de evangelização. Em decorrência disso tudo, há dois anos recebi uma homenagem da ‘Câmara dos Dirigentes Lojistas de Itajubá’ por serviços prestados à comunidade.

E na cidade de Nossa Senhora da Soledade nasceram meus três filhos, fiz amigos, rezei, sorri, chorei, apresentei programas de rádio e aprendi com a vida. Entre erros e acertos, acho que o balanço já é positivo. Orgulho-me de ser Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística e coordenar alguns grupos que desempenham trabalhos relevantes na cidade: Pastoral Familiar, Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, Natal no Campus; além de ser responsável pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da UNIFEI. Muita gente interage comigo para ajudar o próximo, principalmente minha esposa.

Também sinto saudades de algumas boas almas que estão junto de Deus. Na semana passada, fui ao velório do professor Álvaro Pereira Rizzi e percebi o quanto o admirava como mestre e ilustre cidadão. Rezei em nome dos alunos que ele tanto ajudou e lembrei que, cada vez que nos encontrávamos, ele elogiava algum artigo que eu escrevia.

Certo dia, na Avenida Paulo Chiaradia, eu estava com pressa e buzinei para alguém que dirigia à minha frente. Imediatamente o motorista deu-me passagem e, quando ultrapassei, vi que era o professor Rizzi. Virei o rosto para ele não me conhecer e fiquei com remorso, pensando: ‘Eu poderia ter buzinado para qualquer outra pessoa, menos para ele. Como fui malcriado!’.

Sempre quis me desculpar com o meu ex-professor, mas preferi compartilhar coisas melhores nas raras vezes que conversamos - para aprender um pouco mais com aquele homem exemplar.

Pois é, o tempo é impiedoso! Mesmo sabendo aproveitá-lo, alguns momentos não voltam mais. A única coisa que fica é a Palavra de Deus, que também falou alto em meu coração nesta cidade que aprendi a amar. São Gregório Magno, Papa e doutor da Igreja que viveu no século VI, ao comentar o capítulo 10 do Evangelho de São Marcos - onde o cego Bartimeu gritou para Jesus em Jericó e foi curado -, disse:

“Com razão, a Escritura nos apresenta este cego sentado à beira do caminho e pedindo esmola, porque a Verdade diz acerca de Si mesma: ‘Eu sou o caminho’. Assim, todo aquele que ignora a claridade da luz eterna é cego.

Se cremos no Redentor, estamos sentados à beira do caminho; mas se desprezamos pedir que nos seja dada a luz eterna e a oração, ainda não pedimos esmola. Porém, se conhecemos a cegueira do nosso coração e oramos a fim de recebermos a luz da verdade, então somos efetivamente este cego sentado à beira do caminho que pede esmola.

Assim, aquele que reconhece as trevas da sua cegueira e sente a privação da luz eterna, grite com toda a sua alma: Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!”

 Portanto, enquanto Deus permitir, continuarei gritando para Itajubá ouvir.

 

CRIATIVIDADE NA EVANGELIZAÇÃO - 30 Maio 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Um dia, diante de um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que conseguisse vê-lo na posição correta. Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a propriedade e prestígio; mas como seria enxergar o pinheiro na posição correta?

O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser meio contorcionista. Portanto, ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso que ver aquele pinheiro em sua posição correta era vê-lo como uma árvore torta. E completou:

- Nós temos essa mania de querer consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se tentarmos endireitá-la, ela vai rachar e morrer. Também nos nossos relacionamentos, é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele sonha e não o que pode lhe oferecer.

Pois é, concordo que sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão ao alcance dos outros, porque temos essa visão de consertar o que achamos errado. Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado. Os pais também sofreriam menos com os filhos, pois, conhecendo-os, não colocariam expectativas falsas nas suas vidas, gerando crianças frustradas, rebeldes e inseguras.

Pelo menos tente ver as pessoas como são. Pare de imaginar como deveriam ser e não insista em consertá-las da maneira que somente você acha bonito. Crie menos dificuldades no relacionamento; se vemos as coisas como são, muitos problemas deixam de existir, sem brigas, sem ressentimentos.

Olhe para você mesmo com ‘olhos otimistas’ e enxergue as coisas que ainda deve fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos de outras pessoas, mas pode vir a ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região.

E quando faltam opções para engrandecer a alma, duas coisas podem ser buscadas: criatividade e evangelização. Ambas podem ser praticadas numa única ação: criatividade na evangelização. Esta opção sempre existirá para qualquer pessoa temente a Deus, e os resultados são maravilhosos, tanto pessoais quanto comunitários.

Todos nós somos criativos em maior ou menor grau; basta sabermos usar a criatividade para alcançarmos, com simplicidade, alguns resultados desejados. No trabalho, por exemplo, se o patrão nos cobra um serviço urgente e o tempo não é suficiente para realizá-lo adequadamente, a criatividade pode ser praticada para o sucesso da missão.

Nos estudos, muitos alunos conseguem bons resultados por serem criativos no aprendizado: inventam artifícios diversos para decorar fórmulas; destacam aspectos importantes da matéria para resumir; fazem questionários, simulando a própria prova etc.

Também podemos usar do nosso poder criativo e ajudar muitos irmãos a seguir pelos caminhos da fé. Um simples objeto religioso à mostra no nosso corpo serve como instrumento de evangelização. Pode ser uma camiseta, um terço, uma corrente, um broche, enfim, um símbolo que destaque a fé e dê abertura para outras pessoas se sentirem atraídas por aquela mensagem.

Colocar um adesivo plástico no vidro do carro é um outro recurso válido e barato para evangelizar. Têm imagens de Jesus e de Maria belíssimas que chamam a atenção! Basta ser criativo: escolhendo uma bela estampa e a divulgando em local de destaque.

Além desses meios, eu procuro evangelizar com testemunhos de fatos vividos em família ou na comunidade. Por serem casos reais que provam o amor de Jesus e de Nossa Senhora por nós, geralmente tocam profundamente nas pessoas. Assim, fica mais fácil amolecer certos corações e conduzi-los para junto de Deus.

Na evangelização, o importante é nunca faltar humildade no relacionamento com os irmãos desgarrados, e sempre rezar com confiança - pedindo ao Espírito Santo que nos ilumine para resgatar almas perdidas.

Mas, falando de criatividade, não dá para esgotar o assunto. Cada um pode e deve colocar em prática o dom criativo que Deus lhe deu e ajudar a chamar pessoas para o trabalho em comunidade. Se nos unirmos contra as ciladas do demônio, nos afastaremos do pecado e alcançaremos mais graças do Céu.

Ao ressuscitar, Jesus nos mostrou que ‘quem ri por último ri melhor’. Portanto, a cada alma que ajudarmos a chegar ao Paraíso, cumpriremos parte da nossa missão e provocaremos boas gargalhadas dos anjos da guarda.

Então, se você ainda não procurou ajudar a Deus no processo de pescar e salvar almas, tenha coragem, seja criativo e tente. Logo verá que valeu a pena!

 

aprender para reconstruir - 23 Maio 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Esta é a narrativa de um homem que estava infeliz com tudo o que lhe acontecia:

“Certo dia, decidi dar-me por vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, à minha espiritualidade, até à minha vida. Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus:

- Senhor, poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?

A resposta me surpreendeu:

- Olha ao redor. Estás vendo a samambaia e o bambu? Pois bem, quando os semeei cuidei deles muito bem, não lhes deixei faltar luz e água. A samambaia cresceu rapidamente, seu verde brilhante cobria o solo; porém, da semente do bambu nada saía. E, apesar disso, eu não desisti do bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa; da semente do bambu, nada apareceu. Mas não desisti do triste bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa; mas no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante. Depois, o bambu cresceu mais de 20 metros.

Fui ouvindo e imaginando o final da história. E Deus continuou:

- O bambu ficou cinco anos afundando raízes, que o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver. A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que não pudessem superar.

E parecendo olhar bem no meu íntimo, concluiu:

- Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando estavas criando raízes? Eu jamais desisti do bambu e nunca desistirei de ti. Peço que não te compares com os outros. O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito. Teu tempo vai chegar. Crescerás muito!

- Quanto tenho que crescer? - perguntei.

- Tão alto quanto o bambu - foi a última resposta.”

Pode deduzir, leitor, que Deus quis dizer: ‘Tão alto quanto quiser que eu te ajude!’ Assim, espero que estas palavras também possam ajudá-lo a entender que Jesus nunca desistirá de você. Nunca se arrependa de um dia vivido - os bons trouxeram felicidade, os maus deram-lhe experiência. Ambos são essenciais para a vida. A felicidade adiciona doçura e os problemas nos mantêm fortes. O sucesso alimenta o ego, mas só Deus nos mantém caminhando rumo ao Céu.

Para viver melhor, o importante é sabermos aproveitar tudo o que encontramos pela frente. Imagine alguma pedra que surge no caminho... Isto já aconteceu com muitas outras pessoas...

O distraído nela tropeçou, o bruto a usou como projétil, o empreendedor a empregou para construir, o camponês fez dela um assento... Para meninos, foi brinquedo; Carlos Drummond de Andrade a poetizou; com ela, David matou Golias e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura. Em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem! Não existe pedra no caminho que não possa ser aproveitada para o próprio crescimento.

Lembre-se que cada instante que passa é uma gota de vida que nunca mais volta. Aproveite para evoluir e saiba tirar o melhor proveito, pois talvez não terá tantas outras chances de reconstruir. Amar como Jesus amou não é fácil, sabemos, mas se cada um tentasse aplicar isso em sua vida de vez em quando, quem sabe se tornaria um hábito natural?

Julgamos as pessoas e vivemos criticando o que fazem ou deixam de fazer, o que é próprio do ser humano, concorda? Mesmo assim, não é óbvio que sem amor no coração as coisas não irão melhorar? E se um tratamento mais carinhoso não partir de quem critica, fica ainda mais difícil mudar o que está errado e reconstruir relacionamentos pacíficos.

Como é gostoso saber que somos compreendidos em nossas virtudes e defeitos! Durante a Festa Social de Nossa Senhora do Sagrado Coração, enquanto eu vendia doces, aproximou-se um cidadão chamado Gerson para dizer que comprava o jornal O Sul de Minas para ler semanalmente esta coluna. Fez mais alguns elogios e foi-se embora, mas ficou o sentimento positivo de reconhecimento pelo meu trabalho na evangelização. Pedi que não deixasse de rezar por mim, e eu rezo por ele.

Assim o Reino de Deus será construído: Ele falando e nossos corações aceitando cumprir Sua vontade. Um dia nos esforçamos mais, outros menos, mas todos os dias sem pecados mortais nas costas. Não é tão difícil como algumas pessoas imaginam; basta tentar e ver que o ‘bambu’ começará a crescer.

Até o Papa Bento XVI já foi ‘samambaia’ e continuaria sendo pelo resto da vida se não aceitasse o plano de amor que Deus tinha para a sua vida. Tenho certeza que transpôs barreiras imensas para servir com retidão e se tornou o nosso maior pastor. Segundo as palavras de Jesus, o que o Papa ligar na Terra será ligado no Céu.

Portanto, quem aprender a crescer como um bambu de 20 metros, faltará pouco para essa conexão com o Paraíso.

 

trabalho de formiguinha - 16 maio 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Era uma vez uma formiguinha asseada, que se vestia diferente das outras e se considerava a mais bonita. Sonhava em viajar pelo mundo e adorava passear no bosque.

A rainha Paciência ficava de olho nela, pois a formiguinha vivia nas nuvens e, com o inverno chegando, tinham que encher a despensa com bastante alimento. A formiguinha trabalhava sozinha, pois detestava as longas filas das formigas.

Um dia ela resolveu se libertar:

- Não aguento mais essa vida de andar umas atrás da outras. Quero ser independente, conhecer o mundo! Trabalha-se demais aqui e ninguém curte a vida. Vivemos todos num formigueiro super-apertado!

Então, quando todas dormiam, ela arrumou a trouxinha e saiu atrás de aventuras. Andando, prestava atenção em tudo: cada árvore diferente, cada pedra, cada flor. Mas, onde ela iria passar a noite?

Ouviu um barulho que vinha debaixo da mangueira elegante. Teve a ousadia de entrar no formigueiro e o que viu a deixou chocada: um monte de formigas trabalhando com correntes amarradas nas pernas! Formigas velhas, crianças, doentes; que loucura era aquilo?

Logo soube que estava no buraco-prisão, pertencente ao formigueiro da rainha Ditadura. Lá, ninguém fugia porque temiam maldades maiores por parte da rainha. Imediatamente, a formiguinha resolveu soltá-las e promover uma revolução.

Depois que todas estavam soltas e os vigias presos, as mais fortes carregaram nas costas as fraquinhas e saíram correndo mais rápido que coelho assustado com bomba de São João. Quando o dia amanheceu, elas já estavam bem longe da prisão. Daí, a formiguinha Aventureira reuniu todas numa pedra e fez uma reunião.

- Amigas, vocês agora são livres. Podem fazer com as suas vidas o que quiserem. Ficarei aqui uns dias até ver que se organizaram e a primeira coisa que faremos é um formigueiro bem bonito.

Ela logo lhes ensinou a dividir tarefas de forma que tivessem tempo livre para se divertirem, sem fila, cada uma fazendo sua parte. Era tanta competência que tentaram eleger a formiguinha Aventureira como rainha oficial do grupo, mas a saudade bateu no coração e ela resolveu voltar às origens. Fez sua trouxinha e...

E o que? Como termino a história? A rainha Paciência a recebe feliz ou a expulsa por tê-la abandonado? Será que existe perdão no coração de uma formiga?

Pois é, herdamos dons maravilhosos e não os valorizamos como Jesus nos ensinou. Às vezes, até numa simples história torcemos por um final feliz e nos sentimos recompensados por isso, mas fazemos tudo ao contrário em nossa própria vida. Os anos passam, as oportunidades de felicidade não se renovam e a Palavra de Deus fica em segundo plano - segundo ou último, quem sabe!

Eu nunca ouvi alguém dizer que se arrependeu de perdoar, exceto quando o perdão não foi concedido com amor. Quem ama de coração tem compaixão do próximo e perdoa principalmente os mais próximos, tipo: parentes de sangue, cônjuges, colegas de trabalho, vizinhos. Depois da reconciliação, uma carga enorme de rancor sai do coração e abre espaço para sentimentos mais nobres - que agradam a Deus.

Sempre prego isto e pode parecer que vivo sem problemas com meus irmãos, o que não é verdade. Mesmo nas comunidades religiosas, existem fatos que nos magoam imensamente e poderiam ser motivos para distanciamento entre as pessoas, porém, precisa prevalecer a correção cristã acima de tudo. Jesus perdoava e dizia: “Vá e não volte a pecar”.

Imagine você, leitor, mais de 350 pessoas trabalhando numa festa por vários dias, se ‘esbarrando’ a toda hora, sem se conhecerem direito. E mais: servindo milhares de pessoas por dia que vêm de lugares e culturas diferentes. Dá para responder por quê não acontecem brigas feias na prestação do serviço? Não seria comum existirem conflitos sem soluções em curto prazo?

A resposta é simples: se estão servindo a Deus sob a proteção de Maria Santíssima, tudo se resolve com relativa tranquilidade. Foi assim na Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração, onde provações aconteceram e graças também. Com orações e a liderança do Padre Maristelo, alcançamos o nosso objetivo: homenagear nossa Padroeira com alegria e muita paz.

E se alguém me perguntasse o motivo que nos leva a largar todos os afazeres pessoais, profissionais e familiares para trabalhar na festa, eu perguntaria aos coordenadores da parte social deste ano - Claudinho, Inez, João Carlos e Suely. Perguntei e os festeiros me responderam:

- Formamos uma Igreja viva unida em Jesus Cristo. Assim como Maria, poderíamos nos acomodar e não aceitar o chamado de Deus, mas imitamos nossa querida Mãe e dissemos ‘sim’. Cristão comprometido é isso: disponibilidade para construir o Reino de Amor aqui na Terra.

Em nome de todos os agentes da nossa Comunidade, agradeço demais as formiguinhas que nos ajudaram. Que a Rainha desse ‘imenso formigueiro’ as recompense eternamente. Amém!

 

OS DOZE ‘SIM’ DE MARIA - PARTE II - 25 Abril 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Alguns de meus artigos rendem um pouco mais daquilo que normalmente se pode esperar nesse tipo de evangelização. Na semana passada, quando comentei as intenções das dez Ave Maria que rezei, diversos amigos pediram mais uma por outra causa ou ofereceram orações a mim. Rezando mais, se aproximaram dos céus e novas graças também receberam.

Oração é um banho em Deus, um mergulho no amor Divino; e quem faz uma experiência profunda na fé altera o futuro de muitas pessoas, como São Francisco que, mudando de vida, transformou o rumo da História. Portanto, o banho em Deus nunca é sozinho.

Ouvi isto do Padre Maristelo no Retiro para a Festa de Nossa Senhora do Sagrado Coração, sábado passado, dia 24. Ele fez reflexões a partir do documento: ‘Maria, rumo ao novo milênio”, publicado pela CNBB em 1998. Irei citar os doze ‘sim’ da Santíssima Virgem no final do texto, mas, até chegar nesse parágrafo, transcreverei minhas anotações do Retiro.

Sabemos que, embora batizados para uma vida na santidade, quase todos reclinam dessa condição e caem nos piores pecados. Com Maria Santíssima não foi assim. Concebida sem pecado original, se tornou a primeira discípula de Jesus, além de a mais pura alma que passou pela Terra, a mais santa e a escolhida do Pai. Para São Lucas, ela é a perfeita discípula, aquela que respondeu sempre: ‘Eis me aqui, Senhor’. Por isso, Nossa Senhora ocupa um lugar especial na Igreja e, considerando que nossa consciência afetiva está no coração, nós a veneramos ainda mais a cada dia.

Na minha vida, muita coisa aconteceu e mudou para melhor com Ela. Eu me chamaria Maria Auxiliadora se nascesse mulher e, desde pequeno, as comunidades que frequentei foram todas marianas: Fátima, Medalha Milagrosa, Soledade, Agonia e do Sagrado Coração. Minha conversão maior em 1994 aconteceu quando comecei a rezar o Terço e coloquei no peito uma medalha de Nossa Senhora.

Todas as curas e grandes graças que alcançamos em família tiveram a intercessão de Maria. E mesmo sabendo que todo poder vem do Altíssimo, sem a ajuda da querida Mãezinha nossa caminhada teria sido mais difícil. Então, faz muito sentido para mim a frase: ‘Tudo por Jesus, nada sem Maria’. Também a música que cantamos nas missas é sempre oportuna: ‘Oh, vem conosco, vem caminhar, santa Maria vem!’

Quem não perde a devoção em Nossa Senhora é mais feliz, porque somos seus filhos pelo laço da fé e ela é a imagem daquilo que a Igreja quer. E o que mais me ajuda a viver com Ela é a perseverança na fé. Caminho sabendo que nunca estou sozinho e posso receber aquela ajuda que mais preciso. Também acredito piamente nos quatro dogmas de Maria: Mãe de Deus, Virgem Santa, Imaculada Conceição e Assunção ao Céu.

Os doze ‘sim’ que disse a Deus fizeram d’Ela a santa maior da Igreja. Eis um pouco daquilo que aprendi e guardo no coração:

O ‘sim da salvação’ na anunciação do anjo, o ‘sim da caridade’ na visita à prima Isabel, o ‘sim da vida’ no nascimento do Filho, o ‘sim da obediência à Tradição’ na apresentação do Menino no Templo, o ‘sim do Plano de Deus’ na fuga para o Egito, o ‘sim à família’ na perda e encontro do Filho, o ‘sim da humildade’ ao saber que Jesus disse “minha mãe e meus irmãos são os que fazem a vontade do meu Pai”, o ‘sim da intercessão’ quando pediu vinho ao Filho nas Bodas de Caná, o ‘sim do silêncio’ quando acompanhou Jesus caminhando para o Monte Calvário, o ‘sim de Mãe da Humanidade’ ao acolher aos pés da cruz a vontade de Deus: “Mulher, eis aí teu filho”, o ‘sim da felicidade’ ao saber da ressurreição, e o ‘sim de Mãe da Igreja’ em Pentecostes.

Eu gostaria de explicar um a um, mas prometi que contaria esta história neste artigo:

Construía-se uma grande catedral e muitos operários se ocupavam dos acabamentos. Um pavilhão fora especialmente preparado para outro importante trabalho - era o atelier dos escultores das imagens.

 Um dia, um senhor resolveu penetrar na intimidade daquele recinto e, tendo identificado o mestre escultor, aproximou-se e contemplou o que fazia. Era a estátua de uma figura humana, entalhada em fino mármore. Lá pelas tantas, atreveu-se a indagar:

- Esta é a imagem que irá para o altar-mor?

O escultor voltou-se para ele como quem emergisse de profunda concentração e contestou:

- Não, este é um dos doze apóstolos que serão colocados ao longo do alinhamento mais elevado da cobertura.

- Nesse caso, as imagens ficarão a grande altura do solo e os detalhes jamais poderão ser apreciados! Vale a pena dedicar tanto tempo a isso?

A resposta do escultor veio rápida, encerrando o diálogo com sabedoria:

- Ele verá!

Pois é, caro leitor, mesmo que nem todos saibam de nossa paixão pela Mãe do Nosso Senhor, Ele sabe. A partir disso, Jesus fará florir no deserto da nossa vida. Isso aconteceu com o Padre Júlio Chevalier, que pediu para esculpir a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração, onde o Menino aponta para a Mãe, como se dissesse: ‘Ela soube como chegar ao meu Coração’.

 

OS DOZE ‘SIM’ DE MARIA - PARTE I - 18 abril 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Se você tivesse que rezar apenas dez Ave Maria e oferecê-las pedindo ou agradecendo algo, quais seriam suas intenções? Acredito que poderia não ser tão fácil lembrar-se de tudo que considera importante na vida, mas, com tempo para pensar, os critérios para isso brotariam do coração.

Na minha opinião, sentimentos de amor devem permear todas as intenções, permitindo inclusive rezar pelos inimigos - se houver. Nossa Senhora não abençoaria pedidos que contrariam princípios de cristandade; por isso, todo cuidado é pouco nas escolhas dos objetivos das orações.

Minha primeira Ave Maria seria pedindo graças à minha família, não por egoísmo, mas para continuarmos tendo paz, saúde, fé no coração; e melhor servir a Deus. A estes pedidos, certamente acompanhariam outros ocultos: esperança, coragem, emprego, caridade, felicidade etc. Eu colocaria tudo na mesma oração que, de tão fortes palavras, agraciaria muita gente que precisa de paz.

Consciente disso, a segunda eu ofereceria às intenções que guardo escritas em meu oratório. São casos de desempregos, doenças, vícios, pobreza e outros mais. Você já pensou em ter uma lista permanente de nomes aos pés de uma imagem de Nossa Senhora? Sabia que muitas graças podem ser alcançadas assim? Logicamente que a oração não pode faltar, mas evitaria repetições que demandam muito tempo. Considero que rezar uns pelos outros são presentes do Céu!

A terceira Ave Maria seria pelas intenções do Santo Padre, o Papa. Pode parecer estranho uma intenção contemplar outras, porém, nesse caso, eu estaria rezando pela construção do Reino nos corações dos homens. Ninguém sabe mais daquilo que a Igreja precisa do que o nosso querido Pastor, Bento XVI. Ah, só lembrando: eu também sempre rezo pelas intenções de minha mãe, que pede graças para um monte de gente!

A quarta oração seria pela libertação das almas do purgatório. Quantos parentes e amigos podem estar esperando a oportunidade de se encontrar com Cristo! Tais almas não conseguem mais se ajudar, porém, podemos e devemos rezar por elas, principalmente as esquecidas e as que mais precisarem da misericórdia Divina. E, com certeza, todas que ajudarmos a entrar no Céu intercederão a Deus por nós.

Quinta Ave Maria: pelos religiosos, missões e vocações do mundo inteiro. Se a messe está diminuindo é por culpa nossa - faltam orações e valores cristãos nas cabeças das pessoas. É preciso mais joelhos no chão e terços nas mãos para melhorar a força-tarefa da evangelização. Quem foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pode reclinar do seu compromisso missionário?

A sexta eu rezaria pelas pessoas que sofrem: desempregados, injustiçados, internados em hospitais, viciados, abandonados e incrédulos. Sim, também os incrédulos sofrem, e muito! Mesmo eu não conhecendo todos os sofredores da Terra, Nossa Senhora saberia quem mais precisa de graças e conversões.

Sétima Ave Maria: pelas pessoas que convivo diariamente no trabalho e nas pastorais da Igreja. Também ofereceria a todos os leitores que prestigiam e crescem com as mensagens que escrevo neste jornal, e mais: pediria bênçãos àqueles que rezam por mim. Rogaria à querida Mãezinha que retribuísse com graças o carinho de todos.

Oitava oração: em agradecimento a tudo aquilo que sou, que tenho e que farei. Sei que, se depender da vontade Divina, somente coisas boas virão e fatos ruins não mais voltarão. Aprendi bastante com os erros que cometi e, hoje, aceito melhor o Plano de Deus em minha vida.

A nona Ave Maria eu colocaria na intenção mais urgente que trago no coração e, no momento, pediria perseverança na fé aos cursilhistas que participaram do 20º Cursilho Masculino de Cristandade no final da semana passada. Quem os viu e quem os vê! Na segunda-feira, muitos estavam na Escola Vivencial à noite e transbordavam alegria - são pessoas que receberam mais uma graça na vida. Como nos disse o Pe. Edvaldo naquela noite: graça é um presente fora de hora; mesmo não merecendo, é um grande favor que vem exclusivamente pela bondade de Deus.

Completando a dezena, rezaria a última pelos assistidos da Sociedade São Vicente de Paulo no mundo inteiro. São centenas de pessoas que dependem de outras para sobreviver. Para quem não sabe, o vicentino serve Jesus Cristo na pessoa do pobre e se santifica pela obra de caridade. É preciso muito amor no coração e muita ajuda do alto para dar conta de milhares de miseráveis por toda a parte. Uma Ave Maria é pouco pra tanta gente, mas a intenção é que vale.

E quem estará acolhendo cada continha de um mistério do terço será nossa maravilhosa Mãezinha do Céu, que disse os ‘doze sim’ na história da humanidade. Sobre isto escreverei no próximo artigo, mas encerro este dizendo que agrada muito o Senhor louvar Nossa Senhora. Ele que tudo sabe e tudo vê, conhece bem o coração daquele que ama a filha de Deus-Pai, a mãe de Deus-Filho e a esposa do Espírito Santo.

A historinha que faltou hoje também estará na continuação deste texto. Até lá.

 

O futuro já chegou? - 11 abril 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

O artigo da semana passada - Recordar para Viver - rendeu alguns papos com amigos pela internet. Disseram-me que também sentem saudades das coisas boas da infância, em tempos que não voltam mais. Será mesmo que não voltarão um dia?

E dando sequência a isso, vou explorar um pouco mais o assunto, contando esta história que recebi do amigo Raimundo Rafael Vieira - Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística da Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração:

“Meu avô, com noventa e tantos anos, estava sentado no banco do jardim olhando suas mãos. Sentei-me ao seu lado e lhe perguntei se estava bem. Ele levantou a cabeça e sorriu:

- Estou bem, obrigado - disse em voz suave. - Alguma vez, querido, você já olhou suas mãos?

Lentamente as abri e contemplei. Virei as palmas para cima e para baixo, fiquei sem palavras e não sabia exatamente o motivo da pergunta. Então, meu avô explicou:

- Pense um momento sobre como suas mãos têm lhe servido através dos anos. As minhas, hoje enrugadas, secas e débeis, têm sido ferramentas que usei toda a minha vida para pegar e abraçar. Elas puseram comida em minha boca e roupa em meu corpo. Quando criança, minha mãe me ensinou a juntá-las em oração. Estiveram sujas, esfoladas, ásperas e dobradas. Mostraram-se inábeis quando tentei embalar minha filha recém nascida; decoradas com uma aliança, revelaram ao mundo que eu amava alguém muito especial.

Comecei a entender que aquela conversa reservava momentos de muita emoção e resolvi prestar mais atenção quando meu avô continuou:

- Elas tremeram ao enterrar meus pais, minha esposa, e suaram quando entrei na igreja com minha filha no dia de seu casamento. Estas mãos têm penteado meu cabelo, lavado todo meu corpo e, até hoje, quando quase nada em mim funciona bem, estas mãos me ajudam a levantar, a sentar e ainda se juntam para rezar. Elas são as marcas de onde estive e, o mais importante, são estas mãos que Deus tomará nas Suas quando me levar à sua presença.

Desde então, nunca mais vi minhas mãos da mesma maneira, e lembro perfeitamente quando Jesus esticou Suas mãos, tomou as de meu avô e o levou. Agora, sempre que uso as mãos penso em meu querido avô. Jamais esquecerei que, na verdade, nossas mãos são uma bênção!”

E você, leitor, o que está fazendo com suas mãos? Elas expressam carinho ou repulsam os outros? Preciso dizer-lhe para dar graças a Deus por elas, pois somente aqueles que amam com o coração limpo têm motivos para se orgulhar das mãos que receberam.

Sem medo de errar, posso afirmar que as mãos do nosso tempo não são como as de antigamente. Quando criança, ladrões só apareciam de vez em quando e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os ‘lanterninhas dos cinemas’ nos expulsassem pelas batidas de pés nas matinês de domingo. Mães, pais, professores, avós, tios e vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Confiávamos plenamente nos adultos.

Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror. Hoje, dá tristeza por tudo que perdemos, por tudo que meus netos um dia temerão, pelo medo no olhar de crianças, jovens e velhos. Matar os pais, os avós, sequestrar, roubar, passar a perna, tudo virou banalidade de notícias policiais, logo esquecidas após o primeiro intervalo comercial.

Dizem abertamente que não levar vantagem é ser otário e pagar dívidas em dia é bancar o bobo. Há milhares de ladrões nas esquinas das cidades grandes, assassinos com cara de anjo no interior, pedófilos de cabelos brancos sorrindo como se nada de grave estivesse acontecendo! O que há conosco? Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas, recém-nascidos morrendo de fome! Que valores são esses?

Os carros valem mais que abraços, celulares coloridos são encontrados nas mochilas dos recém saídos das fraldas, TVs ligadas o dia todo, DVDs com filmes pornográficos, vídeos-game de matança... O que mais virá em troca de um abraço? Mais vale um baseado do que um sorvete, mais valem dois vinténs do que um sorriso!

Fico pensativo quando leio isto nos blogs:

“Quando foi que o que existia de bom sumiu ou virou ridículo? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado, sem sentir medo? Quando me fechei ou me fecharam? Posso querer de volta à minha dignidade, a minha paz? Tenho o direito de sentar na calçada e ficar com a porta aberta nas noites de verão? Quero a vergonha e a solidariedade de volta à minha vida! Abaixo o ‘ter’! Viva o ‘ser’!”

Bem, se você e eu fizermos nossa parte bem feita e contaminarmos mais pessoas, muita coisa poderá melhorar. Temos que rezar para Nossa Senhora abençoar as palavras do professor Renato Nunes, Reitor da UNIFEI, ditas no encerramento do Natal no Campus: “Seria pedir demais, a cada um de nós, que transforme os dias futuros num permanente Natal? Seria pedir demais?”

 

304 - conduta Ética (1ª parte)

No V Encontro Nacional dos Meios de Comunicação da Sociedade São Vicente de Paulo, de 13 a 15 de agosto em São José dos Campos, ministrei a palestra ‘Ética como fonte de espiritualidade’. Iniciei dizendo que o mundo acostumou-se com condutas antiéticas e muitas pessoas fazem delas um meio de vida!

Para mostrar essa realidade, afirmei que ética é um conjunto de limites que cada um se impõe na busca da ambição, ou seja, tudo o que não se deseja fazer na conquista dos objetivos. Teoricamente, deveria então significar as boas regras de fazer e agir de cada pessoa, como, por exemplo: não mentir, não roubar etc.

Isso depende da idade, do sexo, da profissão, da religião e da conquista almejada? Indiretamente sim, porque quanto maior a ambição, menor o rigor com a ética! Acho que nem é preciso dizer que os profissionais dos departamentos de compra e de venda de uma empresa não seguem o mesmo código de ética, não? E o Zeca Pagodinho que trocou a Schincariol pela Brahma, foi ético? E o que dizer do Gugu Liberato quando fez a falcatrua do inventado sequestro para ganhar audiência?

Bem, se fôssemos falar de política então, muitos governantes ficariam abaixo da crítica pelas promessas que não cumpriram. Isso prova que, quase sempre, a conduta ética só é usada de acordo com a situação e em benefício próprio.

E todos somos ambiciosos; uns mais, outros menos. O problema é que normalmente decidimos nossa ambição antes dos nossos princípios éticos, quando o certo seria o contrário. Então, contei a história que o Pe. Maikol me enviou pela internet:

Certo dia, numa programação de uma rádio católica, ligou uma senhora que estava passando por momentos muito difíceis. E através daquela oportunidade, ela resolveu fazer o seu apelo, dizendo: ‘Eu estou passando por uma grande prova: o desemprego bateu em minha porta, tenho filhos pequenos, meu esposo está fazendo apenas alguns serviços extras, porém a renda não é suficiente. Se algum irmão puder me ajudar com alimentos eu ficaria muito grata. Aquilo que Deus tocar em seu coração eu agradeço e será de grande ajuda’.

E ela deu o seu endereço; porém, no momento do apelo, um ateu estava ouvindo a programação e disse: ‘É hoje que eu acabo com essa raça de católicos... ah, é hoje!’. Então, ele se dirigiu para o mercado e fez aquela compra!

De tudo comprou em dobro e pediu para duas pessoas que trabalhavam com ele: ‘Vocês vão até a casa dessa senhora, entreguem esta compra e quando ela perguntar quem mandou, digam que foi o diabo’.

E assim seguiram aqueles homens rumo à casa da necessitada. Bateram palmas, ela com toda humildade atendeu e eles disseram: ‘Viemos trazer esta compra para a senhora’. Descarregaram tudo e ela agradeceu demais; mas, os homens sussurraram entre si: ‘Ela não vai perguntar quem mandou a compra?’.

Foi na hora de ir embora que um deles falou: ‘Ei, você não vai querer saber quem lhe deu esta compra?’ Ela, tranquila, respondeu: ‘Não é preciso. Quando o meu Deus manda, até o diabo obedece!’.

Pois é, quando os critérios de moralidade e justiça não são adequados, a providência Divina protege os filhos amados - sabemos muito bem disso. Mas, a ética precisa ser preservada para sustentar a paz entre os homens e, entendendo a ética como sendo uma reflexão crítica sobre a moralidade, seu objetivo é balizar as ações humanas. Portanto, com certeza, todos nós precisamos ter ética para reforçar ou transformar a moral.

À luz da Sagrada Escritura, sabemos o que é certo e o que é errado e não podemos deixar que a ambição supere a Verdade das verdades. O nosso relacionamento com Deus precisa ser ético! E o Código de Ética enviado pelo Senhor está resumido nos 10 Mandamentos, concorda? Assim, como Ele cumpre tudo o que nos promete, a ética cristã exige que sigamos o modo de ser e de agir de Jesus Cristo.

Você tem consciência que, na natureza, só o homem e a mulher assumem comportamento ético? A partir dos três anos de idade, já entendemos muita coisa a respeito da diferença entre o bem e o mal. Por isso, hoje, os bons costumes e deveres do nosso povo podem ser melhorados por você!

E falando sobre a ética vicentina, que supera a ética cristã e precisa ser muito vigiada para não perdermos a credibilidade dos nossos benfeitores, citei alguns pontos básicos a serem seguidos: humildade nas ações, transparência no comportamento, compromisso com a Regra da SSVP, repúdio às ideologias contrárias à fé cristã, desapego aos interesses pessoais contraditórios à vida de santidade, decisões iluminadas pelos ensinamentos da Igreja Católica e luta para a construção de uma sociedade justa e solidária.

Na semana que vem, voltaremos ao assunto para comentar especificamente sobre ‘ética como fonte de espiritualidade’.

Nota: Neste domingo à noite, 22 de agosto, após a transmissão da santa missa, ouça pela Rádio Itajubá a entrevista que farei com os candidatos a reitor e vice-reitor da UNIFEI.

Na palestra, a partir deste ponto, eu iniciaria a abordagem do tema principal: ‘Ética como fonte de espiritualidade’. Na semana que vem, se Deus quiser, completarei o assunto.

 

305 - conduta Ética (2ª parte)

Retomando o assunto da semana passada, ainda muita coisa precisa ser dita sobre ‘ética como fonte de espiritualidade’. Por exemplo, buscando adquirir maior consciência dos direitos humanos, mais ética e moral se torna a vida social. Também combatendo o consumismo exagerado, os valores éticos serão valorizados. E ouvindo Jesus, deixamos a ética enraizar-se no coração: “Aquele que é fiel nas pequenas coisas, é também fiel nas grandes; e aquele que é injusto no pouco, também o é no muito” (Lc 16, 10-12).

 

Podemos, ainda: divulgar maciçamente aqueles que fazem o bem, como prova de amor fraterno; agir com imparcialidade nas decisões de julgamento a terceiros, evitando sermos antiéticos; atender os anseios dos pobres, para ganharmos confiança sólida nas relações éticas com a sociedade etc.

 

Bem, para esclarecer o que é certo e o que é errado na conduta humana, pense: ‘O que Jesus Cristo faria se estivesse no meu lugar?’, e mantenha o Espírito Santo no seu coração para não ultrapassar os seus limites de cristão autêntico! E na intenção de reforçar a sua conduta cristã, lembre-se disto: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vença o mal pelo bem” (Rm 12, 21).

 

Nos meios de comunicação social, o princípio ético fundamental é este: ‘A pessoa e a comunidade humanas são a finalidade e a medida de todos os recursos disponíveis’. Por isso, quando você estiver no comando, não imponha seus ‘critérios supostamente éticos’ aos subordinados, a menos que esteja seguindo princípios previamente estabelecidos.

 

Ainda na comunicação social, um código de ética deve exprimir os condicionantes das ações que caracterizam a filosofia: ‘O fim não justifica os meios’. E todo código de ética deve conter idéias claras, simples e diretas, não possibilitando interpretações subjetivas. Um compromisso com a dignidade do ser humano também é essencial, hoje, na ação ética.

Partindo para alguns exemplos, o que você acha que faria um professor muito severo com seus alunos quando soubesse que o seu filho colou na prova para passar de ano? Iria reclamar com o professor do menino e pediria que o reprovasse? Você concorda que o pai poderia não ter a mesma postura de ‘fechar os olhos’ com um de seus alunos? E a sua dignidade com essa ação antiética, como fica?

Pense agora no jogador Ronaldo, o fenômeno, quando saía em manchetes de jornais por trair a esposa. Ele estava preocupado com as crianças que representa como embaixador da Unicef? E nós, católicos, quando discutimos em comunidade e insistimos em sempre ter razão - mesmo sabendo que isso acaba excluindo pessoas dos trabalhos -, estamos servindo a Deus?

Um jovem, ao aproximar-se de Jesus e perguntar o que haveria de fazer para chegar ao Céu, Ele respondeu-lhe: “Se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos”. Pois é, o Reino de Deus não tem preço, no entanto, custa apenas a nossa obediência aos valores morais do Evangelho. A Pedro e a André ainda custou o abandono de barcas e redes; à viúva, duas pequenas moedas; a outro, só um copo de água fresca. Ainda bem que Deus sempre se alegra com a oferta do nosso pobre coração!

Todos nós temos um pouco de sombra e um pouco de luz. O segredo do bom cristão é sempre irradiar luz aos que precisam. Aprender e ensinar com humildade, também podem nortear a nossa conduta ética, pois onde estiver o nosso tesouro, lá estará o nosso coração.

Fazendo a nossa parte, o Céu sempre nos ajudará; e não há nada melhor para deixarmos no mundo do que a nossa total conversão. Aliás, falando em deixar algo de bom, fiquei muito agradecido ao Senhor por me inspirar a compor a letra do Canto dos Comunicadores da Sociedade São Vicente de Paulo. A música foi feita pela Banda Deus Imenso, de São José dos Campos, e o refrão ficou assim: ‘Vicentino que abraça a missão / e aceita o chamado à vocação / de resgatar o pobre, o pobre sofredor, / anuncia Jesus Cristo, Salvador!’.

E as três estrofes: ‘Microfone, imagem ou computador / a serviço da Palavra do Senhor, / comunicam o caminho a seguir / e o alimento abençoado repartir. // São Vicente foi o grande professor; / Ozanam, imenso comunicador. / Confrade mais consócia e oração, / enriquecem qualquer pobre coração. // Divulgar as maravilhas do Senhor, / é dom, é caridade, é amor! / Faz parte da evangelização / que prega liberdade e comunhão’.

Como teste para saber se você aprendeu algo mais sobre ética, veja se concorda com a resposta que o pai deu ao filho ao ser questionado sobre o assunto: ‘Ter ética, meu filho, é repartir com o meu sócio o dinheiro que uma velhinha sempre dá a mais, por engano, quando vai fazer compras na nossa padaria’.

 

O diretor espiritual dos vicentinos, Pe. Eli Chaves, escreveu isto na Revista Adoremos:

“A vivência autêntica da fé requer uma conduta ética em todas as áreas de atuação para contribuir na educação da consciência moral das pessoas, superando todo autoritarismo e armadilhas do individualismo”. E

o americano Rushworth Kidder, falou:

“Não conseguiremos sobreviver ao longo do século XXI com a ética do século XX. A escala da nossa tecnologia está alavancando nossa ética de uma maneira jamais vista no passado”.

Portanto, quanto mais formos éticos, caridosos e convincentes, mais estaremos imitando São Vicente.

 

Recordar para viver - 4 abril 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Para mim, a Semana Santa deste ano veio recheada de compromissos. Pelo fato de eu só ter sido escalado para cantar no domingo de Páscoa - nos anos anteriores a agenda ficava lotada -, deixei meu coração disponível para comungar com os irmãos. Foi muito bom ficar no meio do povo desfrutando com atenção cada momento das celebrações.

Missas, procissões, adorações, tudo muito bonito! E como disse o Padre Maristelo: “Se servimos mal, mostramos que somos servos inúteis; se servimos bem, não fizemos mais que nossa obrigação. O amor que Deus tem por nós é muito maior do que toda dedicação que prestamos a Ele. Mesmo não aceitando Isaac de oferenda - filho de Abraão -, Deus Pai entregou seu Filho amado em sacrifício para nos salvar”.

Valeu a pena reservar um tempo maior ao Senhor e sentir o amor que Ele tem por nós. Sua Palavra ressoou mais forte em nossas vidas e tenho certeza que novos frutos virão. “Não servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro”, foi uma mensagem muito importante desta Campanha da Fraternidade. Temos subsídios de sobra para refletir neste tema em nossas pastorais - para caminhar na partilha e na fraternidade. Nunca podemos desanimar da felicidade compartilhada, ao contrário desta história:

Um rapaz pediu a Jesus um emprego e uma mulher que o amasse. No dia seguinte, abriu o jornal e tinha um anúncio de emprego. Ele foi ao local, viu a fila muito grande e disse: ‘Eles são melhores do que eu’; e foi embora.

No caminho, um garoto lhe deu uma rosa; mas, no ônibus, chateado com a vida que levava, jogou a flor pela janela. Ao chegar em casa, brigou com Jesus: ‘É assim que me tratas? É assim que me amas?’. E foi dormir.

Em sonho, Jesus lhe disse: ‘O emprego era seu, mas você não confiou e desistiu antes mesmo de lutar. A rosa, inspirei aquela criança a lhe dar. O amor da sua vida sentou ao seu lado no ônibus, mas, em vez de lhe dar a flor, jogou-a fora’.

Pois é, Jesus abre as portas e mostra o caminho; porém, se sua fé é pequena e você desiste nos primeiros obstáculos, eles continuam impedindo sua caminhada para a felicidade. E quem já foi feliz sabe que as boas recordações e muitas orações ajudam na perseverança.

Recebi um e-mail do amigo Inácio Costa, comentando que o texto abaixo é do professor José Antônio, da Universidade Federal de São João del-Rei. Veja se faz você recordar alguns momentos felizes que viveu:

“Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa nos recebiam alegres e iam se apresentando, um por um.

- Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a dos meus irmãos. Aí chegava outro menino e repetia-se toda a diplomacia.

- Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora.

Também eram assim as visitas: singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas - e dizia:

- Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... Juntava todo mundo, as piadas pipocavam e as gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança. Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.

Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa. A mesma alegria se repetia e, quando iam embora, também ficávamos à porta. Olhávamos, olhávamos, até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa.

- Vamos marcar uma saída?

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores. Casas trancadas - pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos, do leite... Que saudade do compadre e da comadre!”

Sou testemunha que tudo isso é verdade, mas, graças a Deus, as procissões ainda existem!

 

a cruz sagrada - 28 Março 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Continuam circulando na internet as palavras do Frade Demetrius dos Santos Silva, publicadas no jornal ‘Folha de São Paulo’ de 09/08/2009:

“Sou padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas. Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada!

Jamais gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas. Não quero ver a Cruz nas Câmaras Legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte. Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados. Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.

É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa da desgraça dos pequenos e dos pobres.”

 Foi uma resposta ao Ministério Público que, em 4 de agosto de 2009, ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos das repartições publicas. Eu não concordo em generalizar a opinião de que a maioria dos políticos é ruim e os profissionais de direito também. É preciso analisar cada caso para um melhor julgamento; porém, em se tratando da Cruz de Cristo, todo respeito ainda é pouco.

São Bento rezava uma oração que continua sendo repetida milhares de vezes a cada hora em todo o mundo: “A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te Satanás, nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno”.

E a medalha de São Bento onde está gravada esta famosa oração é considerada um sacramental, quer dizer, um sinal poderoso de fé. Acredito que o uso da medalha protege contra as artes do demônio e concede graças - como a vitória sobre os inimigos perigosos e a tentação.

Na frente da medalha aparece uma cruz e as letras CSPB - são abreviações da frase em latim: ‘Crux Sancti Patris Benedicti’ ou ‘Cruz do Santo Pai Bento’. No alto da cruz está gravada a palavra PAX, ou Paz, que é o lema da Ordem de São Bento. A imagem do santo aparece no verso da medalha; ele segura na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges beneditinos. Na outra mão, ele segura a cruz. Ao redor da medalha, lê-se ‘Eius in Obitu nro Praesentia Muniamur’, que quer dizer: ‘Que São Bento nos conforte na hora da nossa morte’.

É representada também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu milagrosamente ileso.

Com certeza, o santo seguia os ensinamentos de Jesus, que dizia a todos: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia, tome a sua cruz e siga-me” - São Lucas 9, 23. E sabemos, as cruzes são diferentes nas costas de cada ser humano que vive: umas leves, outras muito pesadas, mas nenhuma que não possa ser carregada com fé.

Havia um homem que tanto se queixou de seu sofrimento que o Senhor lhe apareceu em sonho. Então, aproveitando a oportunidade, o queixoso indagou:

- Senhor, por que tenho que sofrer tanto?

Jesus respondeu:

- Você acha que sua cruz está pesada? Quer escolher outra?

- Sim, Senhor, eu gostaria!

Então, o homem foi levado ao lugar das cruzes. Ali havia um monte delas, de diversas variedades: cruzes de pedras preciosas, ouro, prata, tronco de árvores etc. E o homem viu uma cujo brilho se destacava das outras. Apontou-a e disse:

- Senhor, esta é a cruz que eu quero...

E Jesus, sorrindo, exclamou:

- Mas esta é a sua cruz! Por ser de ouro é muito brilhante, mas também muito pesada.

O homem finalmente compreendeu que sua cruz não lhe fora imposta por Deus, mas carregava a cruz que era fruto de sua própria escolha. Aceitou então aquela cruz para sempre, e ela já não lhe pesou tanto.

Pois é, muita gente escolhe uma cruz de ouro, não e mesmo? E muita gente, com o passar do tempo, serra sua cruz e a torna mais leve para suavizar a caminhada; porém, a parte que fica no caminho é o ‘serviço a Deus’ que, por ser pesado para alguns, reduzia a velocidade desenfreada em direção ao pecado. Terá valido a pena?

Nas procissões desta Semana Santa, se as cruzes imaginárias fossem materializadas, veríamos algumas grandes e pesadas sendo conduzidas por pessoas de almas iluminadas. Quanto maior a confiança na salvação, maior a força interior de alguém que almeja o Céu, sem se importar com o peso da cruz.

Enfim, a cruz é o instrumento de redenção do mundo. Sua representação desperta em nós os sentimentos de gratidão para com Deus, pelo benefício de nossa salvação. Segundo o nosso vigário, Pe. Maristelo, passaram 500 anos após a morte de Jesus até os cristãos fabricarem a primeira cruz. Deixou de ser sinal de maldição e se tornou o maior símbolo do cristianismo.

Na Páscoa e sempre, a Cruz Sagrada seja a minha luz... E que a Cruz de Cristo não seja para você apenas um amuleto, mas também a tua verdadeira luz!

 

segredos - 21 Março 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Conviver com segredos nem sempre é fácil. Algumas pessoas dizem que são como túmulos e jamais contariam o que lhes disseram em confiança; outras, abrem o coração sem qualquer constrangimento e divulgam tudo o que sabem. Melhor seria se as consequências de cada caso fossem muito bem analisadas antes de revelarmos os segredos que sabemos; mas, nem sempre isso acontece.

Numa matéria exibida recentemente pelo Fantástico, alguns segredos dos ‘segredos’ foram revelados:

“Guardar um segredo é mais ou menos como mentir. As duas coisas dependem de o córtex pré-frontal, uma parte da frente do cérebro, conseguir conter seu ímpeto de fazer sempre o mais fácil: falar a verdade. É isso mesmo: contar a verdade, contar tudo, é a tendência natural do cérebro.

Quer experimentar? Então vamos lá: responda rápido e em voz alta com uma mentira: em que cidade você nasceu?... A primeira resposta que vem à cabeça é a verdade, aquela que seu cérebro aprendeu com a experiência a associar às idéias: ‘cidade’, ‘eu’ e ‘nascer’.

Ao encontrar a resposta verdadeira sem fazer esforço, as áreas do seu cérebro que produzem a fala se preparam para dizer a verdade. Para mentir, é diferente e bem mais complicado. O córtex pré-frontal tem que conseguir eliminar a resposta verdadeira; depois, tem que buscar no seu banco de dados cerebral uma resposta alternativa: o nome de outra cidade, a mentira!

Essa busca exige o funcionamento de outras regiões que cuidam da linguagem. Nessa confusão toda, uma parte do cérebro especializada em conflitos é fortemente ativada. É o córtex cingulado anterior. Ele chama nossa atenção para o problema a resolver. No caso: pôr de lado a verdade, achar uma mentira e ainda não dar com a língua nos dentes.

Enquanto você mente ou esconde um segredo, é como se essa parte do cérebro ficasse gritando: ‘mas eu sei que não é isso!’ - o que deixa qualquer um aflito. Mas, pelo menos para os segredos, a neurociência tem um remedinho. Se você não aguenta guardar seu próprio segredo, mas também não quer que ele se espalhe por aí, conte para duas pessoas ao mesmo tempo. Assim, elas poderão aliviar seu cingulado anterior falando sobre o segredo uma com a outra e ele ficará a salvo dos outros por mais tempo. Experimente!”

Viu! Não parece fácil? O grande problema reside nas falcatruas, imoralidades, falsidades e mentiras que geralmente envolvem os segredos. Quando alguém resolve revelar, muita gente fica em maus lençóis e os problemas vêm aos montes. É como dizem: Quem planta vento, colhe tempestade!

Mas há segredos que, se revelados, só trazem bem à humanidade. Veja, por exemplo, os segredos que Deus nos revelou através da História...

Até 1250 anos antes de Cristo, ninguém sabia sobre os Dez Mandamentos que foram entregues a Moisés. Na época, os judeus tentavam praticar centenas de princípios religiosos, que fundiam a cabeça de qualquer ser humano.

Jesus também revelou no Evangelho de São Mateus: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”. Pronto! Segredo posto e partilhado com todos.

Hoje sabemos que a Lei de Deus resume-se em amor, e Jesus ainda ajudou-nos a clarificar algumas revelações: “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só til, até que tudo seja cumprido.”

Se considerarmos essas elucidações bíblicas, um segredo é melhor do que o outro e devemos contá-los aos quatro cantos da Terra; porém, sempre estaremos preocupados com outros tipos de segredos, como nesta história:

Enquanto a mãe cozinhava, a filha aproximou-se e disse:

- Sabe, mãe, eu confio muito em você. Eu conto tudo pra você, pois sei que é minha amiga.

A mãe, com um sorriso nos lábios, respondeu:

- Que bom, meu amor. Isso me deixa tão feliz!

- Eu confio muito, muito. Só existem algumas coisas que nunca contei, coisas de quando eu era muito pequena.

Ela ainda era pequena, mas tremendamente grande na imaginação, e a mãe ficou aflita com aquela afirmação. O sorriso transformou-se numa pequena ruga na testa. O que a menina teria feito quando era muito pequena que a mãe não soubesse? Um monte de pensamentos povoou sua mente... Então, mesmo sentindo medo da resposta, formulou a pergunta:

- O que você fez que eu não posso saber e entender, meu amor?

- Mãe, eu não conto porque tenho vergonha...

- Você disse que confiava em mim!

- E confio.

- Então me conta. Anda logo!

A mãe já estava desesperada, desligou o forno e sentou-se, olhando fixamente para a filha. A menina, num gesto heróico, anunciou seu terrível segredo:

- Mãe, eu lambia meleca!

 

MÃE É MÃE - 14 Março 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Este testemunho foi dado por uma médica dermatologista da cidade de Cruzeiro-SP:

“Em mais de vinte anos de vivência na medicina, já presenciei inúmeras cenas e situações que me marcaram; porém, se eu tivesse que escolher a cena que mais me comoveu como médica, escolheria a que mais me marcou como mãe.

Foi em uma visita a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), local onde geralmente os pacientes estão necessitando de cuidados o tempo todo. Foi neste ambiente frio, cheio de aparelhos e medicamentos, que vivenciei a importância da maternidade.

Não se tratava de uma paciente grávida. Quem me chamou a atenção foi um velho homem, aparentando bem mais de oitenta anos, deitado em posição fetal, que gritava em meio ao seu delírio: ‘Mamãe! Mamãe! Ah, minha mãe...’

Para uma pessoa no fim da vida, doente, o que lhe restara era chamar por sua mãe, e era um clamor que vinha do coração, da alma! Somente quem poderia acolher sua dor, sua solidão naquele momento, era sua mãe. Todos os sons e ruídos da UTI desapareceram frente ao chamado choroso daquele homem que insistia em resgatar a mais importante de suas memórias: a sua mãe. Naquele momento, a médica deu lugar à mãe e me dei conta do quanto importante é ser mãe.

Quando Deus escolheu a mulher para acolher a vida em seu ventre, deu-lhe a responsabilidade de gerar seres humanos que são a imagem d`Ele. E para isso lhe deu uma infinita capacidade de amar, renunciar e esperar. Amar, sem impor condições; renunciar a tudo, até a si mesma pelos filhos; e esperar com muita paciência todas as condições que a vida lhe apresentar: a começar pela espera de nove meses para que a vida em seu corpo se torne vida para o mundo.

Durante a gestação, a mulher é a perfeita moradia. É no corpo da mulher que Deus fez a primeira morada de todo ser humano, e é neste corpo sagrado que abriga a vida, que a mulher experimenta a plenitude de ser mulher.

Quando seu ventre cresce, seu corpo ganha novas formas, as mamas se preparam para alimentar sua cria, todo o ser feminino se enche de glória para esperar o dia de dar a vida a um novo ser... E depois, fora do nosso corpo, acompanhamos toda uma trajetória: somos o porto seguro para passos cambaleantes... para abraços aflitos... para choros carentes... Por mais que os homens cresçam e envelheçam, somos nós, as mães, que ficamos em suas memórias.

Aquele velho homem me mostrou o quanto importante é o papel da mãe para todo ser humano. Fez-me também questionar porque tantas meninas na idade de serem filhas, e não mães, violentam seus corpos. Maquiadas por uma falsa liberdade, colocam em risco suas e outras vidas inocentes, com a desculpa de serem modernas. O corpo sagrado é violado e, muitas vezes, jovens, quase crianças, tornam-se mães, perdendo a oportunidade de vivenciarem com plenitude o divino mistério da vida.

Depois daquele dia na UTI, acrescentei mais uma responsabilidade ao meu papel de mãe. Pode ser que um dia - quando a gente pensa que os filhos não precisam mais de mãe - a gente seja a última lembrança na vida deles. Quero ser não só a última, mas a melhor lembrança!”

E depois de ler esse relato, posso afirmar que muitas coisas passam pela mente: bate a saudade em quem já se despediu da mãe; aumenta a responsabilidade àquelas que ainda têm filhos para cuidar; dá vontade de abraçar a esposa que cedeu o corpo para formar uma família; enfim, fica a eterna gratidão às mulheres que marcaram presença no mundo na missão de ser mãe.

Na aula da Escola Vivencial do Cursilho da próxima segunda-feira à noite, dia 22, também falarei de Mãe, através do Movimento de Shöenstatt. Direi que tudo teve início em 18 de outubro de 1914, quando o Pe. José Kentenich manifestou seu desejo a um grupo de Jovens Congregados Marianos: transformar a Capela de São Miguel num Tabor de manifestações de glórias a Maria. Era seu plano criar um movimento de renovação religiosa e moral a partir dos tesouros e milagres de Nossa Senhora. Isto aconteceu na Congregação Mariana situada no vale de Schöenstatt, Alemanha.

Hoje, a Obra de Schöenstatt está presente em todo o mundo com Institutos, Uniões, Ligas, Movimentos Populares etc. Os santuários são reproduções fiéis do Santuário de Schöenstatt, e o Movimento Internacional já tem 180 capelas ao redor do mundo! Quem recebe uma capelinha em casa com a imagem da Mãe Rainha Três Vezes Admirável sabe porquê é grande essa devoção em todo o planeta.

Na convicção do Pe. Kentenich, uma autêntica espiritualidade mariana deve conduzir a uma profunda espiritualidade cristológica e trinitária, a uma séria aspiração à santidade e a um generoso compromisso com a missão evangelizadora da Igreja. E a Mãe Rainha ‘faz esse papel’ porque é três vezes admirável: ela é Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos. Ninguém alcançou tamanho mérito na humanidade!

Essa nossa Mãe nos atenderá sempre que chamarmos por ela, dentro ou fora da UTI. Viva Nossa Senhora!

 

compromissos na QUARESMA - 7 Março 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Você ainda quer ter um compromisso de jejuar nesta quaresma? Então, jejue de julgar os outros e descubra que Jesus também vive neles. Jejue de palavras que ferem e farte-se de frases que purificam. Jejue de preocupações e alimente-se de oração. Jejue de tristeza e encha seu coração de alegria.

E se ainda quiser sacrifícios maiores por amor a Deus, jejue de egoísmos e encha-se de compaixão pelos outros. Jejue de rancores e encha-se de atitudes de reconciliação. Jejue de palavras em excesso e viva de silêncios para escutar melhor. Jejue de tudo o que lhe afaste do Senhor e procure tudo o que d’Ele se aproximar.

Se todos vivermos estes jejuns, nossos dias irão se inundando de paz, de amor e de confiança. Que nossos corações se abram com os jejuns da quaresma para receber Jesus Ressuscitado na Páscoa com muito amor.

Ah, também podemos usar nosso poder criativo para ajudar muitos irmãos a seguir pelos caminhos da fé. Um simples objeto religioso à mostra no nosso corpo serve como instrumento de evangelização. Pode ser uma camiseta, um terço, uma corrente, um broche, enfim, um símbolo que destaque a nossa crença e dê abertura para que outras pessoas se sintam atraídas por aquela mensagem.

Colocar um adesivo plástico no vidro do carro é outro recurso válido e barato para evangelizar. Têm imagens de Jesus e de Maria Santíssima belíssimas que chamam muito a atenção. Basta ser criativo: escolhendo uma bela estampa e divulgando-a em local de destaque.

Além desses meios, eu procuro evangelizar com testemunhos de fatos vividos em família ou na comunidade. Por serem casos reais que provam o amor de Cristo e de Nossa Senhora por nós, geralmente tocam profundamente nas pessoas. Assim, fica mais fácil ‘amolecer certos corações’ e conduzi-los para junto de Deus.

O importante é que, na evangelização, nunca falte humildade no relacionamento com os irmãos desgarrados e sempre haja muita oração - pedindo ao Espírito Santo que nos ilumine para resgatar almas perdidas.

Também o nosso trabalho na Sociedade São Vicente de Paulo nos leva a testemunhar muitas injustiças sociais e algumas chegam a comover profundamente outras pessoas. É impressionante constatar de perto a miséria em certas famílias, abandonadas à sorte pelos próprios parentes! Por que isso acontece?

Os motivos - ou desculpas - são diversos. Quando um pai se refere ao filho que está desfrutando de boa situação financeira, diz que o ‘coitado’ tem seus próprios compromissos e não pode assumir outras despesas. Quando outro pai de família, cheio de filhos, comenta que os seus pais possuem bens noutra cidade, alega que não combinam de gênio e nunca daria certo morarem juntos. E por aí vai...

De acordo com as nossas possibilidades, ajudamos os mais necessitados, independente de raça ou religião. O nosso trabalho na Conferência Nossa Senhora do Sagrado Coração envolve também o crescimento espiritual da família, desde que aceitem alguma orientação nesse sentido. Acreditamos que com cesta básica mensal, gás, oração, higiene, trabalho e educação, aos poucos, muitos renascem para uma vida nova.

Voltando aos elos familiares, algumas necessidades não poderiam ser supridas pelos próprios parentes? Em alguns casos, sim. Principalmente quando o sofrimento maior vem do espírito, qualquer filho ou irmão de sangue poderia estar ajudando.

É triste dizer isso, mas, infelizmente, um pouco de carinho com um pouco de atenção chegam a despistar a fome ou a tristeza de muita gente. Seria mais importante para alguns pais verem um parente chegando para prestar solidariedade do que o seu alimento batendo à porta. Mesmo sabendo dessa verdade, pouco podemos fazer nesse sentido, pois outros assistidos sempre esperam o nosso socorro.

O desemprego aumenta, a fome assusta e as doenças preocupam. Enquanto não atuarmos diretamente contra esses ‘fantasmas’, será que não existe alguém de nossa família esperando por carinho e atenção? Imagine algum parente seu que sofre e reflita o que Jesus Cristo gostaria de lhe pedir que fizesse por ele nesta quaresma...

Quantas mães rezam terços e terços sozinhas! Quantos pais idosos não vão mais à missa porque ninguém os leva! Quantos filhos se revoltam com a vida indigna dos pais! Quantos gostariam de ter as migalhas dos ricos para comer! Quantos agonizam por falta de remédios!

Acho que não é necessário dizer mais nada, pois cada um sabe o que poderia estar fazendo e não faz. Quanto ao irmão ser ou não de sangue, para Jesus não importa, mas julgando com o meu coração humano e pecador, dói mais quando vejo alguém sofrendo e sei que a família tem condições de acolhê-lo e o deixa abandonado.

A caridade deveria sempre começar em casa e, depois, com a graça de Deus, se espalhar por toda a humanidade. Se você concorda comigo, primeiro olhe ao redor e depois, se puder, ajude os vicentinos na assistência que fazem às famílias carentes e excluídas da nossa sociedade. Com certeza, a recompensa a quem sofre e a quem ajuda virá do Céu. Nunca duvide disso.

 

casos e conselhos - 27 fevereiro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Um professor de química queria ensinar os alunos sobre os males causados por bebidas alcoólicas e elaborou uma experiência que envolvia um copo com água, outro com cerveja e dois vermes. Colocando uma criatura na água e outra na cerveja, chamou a atenção da sala para o resultado. O verme que estava na água nadou agilmente no copo como se estivesse brincando. O bicho da cerveja se contorceu desesperadamente, louco para sair do líquido e, depois, afundou absolutamente morto.

Satisfeito, o professor perguntou aos alunos: ‘E então, o que podemos aprender desta experiência?’ Joãozinho levantou a mão e respondeu: ‘Beba cerveja e você nunca terá vermes!’

Pois é, como piada dá até pra rir, mas quando a bebida vira vício, o risco de morte aumenta gradativamente na vida da pessoa. E além do vício, há outros males que silenciosamente nos atacam a cada dia. Pensando nisso, um médico cardiologista publicou os ‘doze conselhos para ter um infarto feliz’:

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se precisar, também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve serviço para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer ‘não’, diga sempre ‘sim’ a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, diretorias e aceite convites para conferências, seminários, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã e uma refeição tranquilos. Pelo contrário, aproveite o horário das refeições para fechar negócios.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro!
8. Nunca tire férias. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo; delegar é pura bobagem.

10. Se sentir que está perdendo o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo energéticos e antiácidos. Eles o deixarão tinindo!

11. Se tiver dificuldades em dormir, não perca tempo: engula calmantes de qualquer tipo. Agem rápido e são baratos.

12. E o mais importante: não se permita ter momentos de oração, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Outro médico, sem cinismo, deu sua receita para evitar adoecer: ‘Fale de seus sentimentos; tome decisões com o coração; busque soluções simples; não viva de aparências; aceite-se; perdoe; tenha esperança em coisas melhores; não viva muito tempo triste’.

Se fizermos uma composição disto com o inverso dos doze conselhos citados, certamente nossa qualidade de vida melhorará rapidamente, pois sabemos que o tempo passa voando e não permite retrocesso. Quando damos conta, já nos encontramos em fases delicadas da vida, que merecem todo cuidado. Esta história retrata bem isso:

Uma turma de amigos quarentões discutia onde jantar. Finalmente concordaram que seria no Café Ritz porque a garçonete era bonitona. Dez anos depois, aos cinquenta, se encontraram de novo e demoraram a resolver onde jantar. Finalmente foram ao Café Ritz porque a comida era boa e a seleção de vinhos excelente.

Passados mais dez anos, tornaram a discutir onde deveriam jantar. Chegaram à conclusão que iriam ao Café Ritz para desfrutar uma refeição na paz de um restaurante para não fumantes. Após outros dez anos, já com setenta de idade, juntaram-se e escolheram o Café Ritz porque tinha elevador e fácil acesso para cadeira de rodas.

E com oitenta anos no lombo, o grupo se reencontrou uma vez mais para jantar. Após duas horas de discussão, decidiram ir ao Café Ritz porque seria uma ótima idéia experimentar um restaurante onde nunca estiveram antes...

Eu sempre digo que quanto mais refletimos nos conselhos que recebemos ou casos conhecidos, mais devemos valorizar a sabedoria da Palavra de Deus - que nos orienta para a vida eterna. Por exemplo, o Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus (6, 7-15) diz assim:

“Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lhe pedirdes. Rezai, pois, assim: ‘Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia; perdoa as nossas ofensas, como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal’. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.”

No mês passado, eu segui este conselho e rezei o Pai Nosso em mais dois Santuários: Nossa Senhora Desatadora dos Nós (Campinas) e Mãe Rainha Três Vezes Admirável (Atibaia). Tenho certeza que a oração me ajudou no processo de aprender a amar o próximo.

 

em defesa da fé católica -20 fevereiro 2010

 

Paulo Roberto Labegalini

 

Um cidadão estava atrasado para uma importante reunião no centro da cidade e não encontrava vaga para estacionar. Então, levantou as mãos para o céu e disse: ‘Senhor, me arruma um estacionamento e prometo que irei à missa todos os domingos pelo resto da minha vida’. Nesse instante, milagrosamente, apareceu uma vaga à sua frente, e ele rapidamente falou: ‘Não se preocupe, Senhor, já achei sozinho’.

Infelizmente, coisas assim acontecem. As pessoas se lembram de Deus apenas em momentos de apuros e, pior que isso, costumam criticar a religião que ‘pertencem’ para aliviar a consciência. Por isso, em defesa da fé católica, quero convidar você, leitor, a esta reflexão:

O padre John McCloskey ganhou notoriedade por ter convertido ao catolicismo membros influentes da elite política americana, tradicional reduto de protestantes. Economista, abandonou um emprego promissor em Wall Street para se ordenar padre em 1981. No ano passado, foi entrevistado pela Revista Veja e deu respostas sensatas sobre religião e fé, pelo menos no meu ponto de vista. Eis alguns bons argumentos que usou:

Veja: Por que um protestante abriria mão de sua religião para se converter ao catolicismo?

Padre: Porque é crescente o número de protestantes que compartilham os valores morais da Igreja Católica. São cristãos que acreditam na Bíblia, nos dez mandamentos e têm laços pessoais com Jesus Cristo. Ao longo de seu pontificado, João Paulo II insistiu na defesa dos valores da Igreja. São 2000 anos de história! A Igreja Católica tem sacerdotes, Papa, tradição dos grandes santos, arte, cultura, literatura. Enfim, tem uma carga que não se vê em outras religiões.

Veja: O senhor concorda que boa parte dos católicos discorda da posição oficial da Igreja em assuntos como controle de natalidade e divórcio?

Padre: A posição do Papa sobre divórcio, aborto, controle de natalidade não pode mudar, pois está ligada ao que é a Igreja Católica. A Igreja propõe a verdade a seus fiéis, não impõe. Se alguém não quiser pertencer à Igreja, está livre para sair. Note que a Igreja Católica não é uma democracia. É uma instituição Divina que não pode ser questionada. Ao ser criada, tinha apenas doze apóstolos. Hoje chega a 1 bilhão de fiéis, e isso sem que precisasse mudar suas opiniões, baseadas na ressurreição Divina e na palavra de Jesus Cristo. É preferível ter um rebanho menor de católicos do que mudar as regras apenas para arregimentar mais seguidores.

Veja: É mais difícil converter um ateu ou alguém que já tem uma religião?

Padre: Converter o ateu, sem dúvida. Mas cada um tem sua própria história e sobretudo uma graça que o impele a buscar o catolicismo. Alguns fizeram a opção em questão de meses. Outros levaram anos. Não há uma receita pronta, é uma questão de graça e de boa vontade da pessoa que está se convertendo à fé católica.

Veja: É possível ser um católico não-praticante, ou isso é uma contradição?

Padre: Sempre existiram na Igreja os católicos não-praticantes, que são aqueles que não estão cumprindo as leis morais que norteiam a Igreja. Ou seja, culpam a Igreja, mas não culpam a si mesmos, porém, há a possibilidade de você confessar seus pecados e voltar à Igreja. Mas sempre me pareceu uma contradição essa pretensão de ser cat