Irineu 2015

Abençoado ANO NOVO! - 31 Dezembro 2015
(As mensagens de Bom dia e Bom trabalho retornam em 21 de janeiro de 2016)
Obrigado por ter acompanhado as mensagens durante estes 19 anos
José Irineu Nenevê

30 Dezembro 2015
“Quem ama, corre, voa e alegra-se” (Imitação de Cristo, 1, III, 4).
Chegamos ao fim de mais um ano civil, do calendário gregoriano. No calendário litúrgico o novo ano começou com o Advento e o Natal. Foi difícil chegar ao fim deste ano, em função das dificuldades que se apresentaram em diversos campos para tantos, o que obrigou a muitos a mudarem de planos, adiarem outros e cancelarem muitos. Temos três pilares que nos ajudarão a vencer neste novo ano, diante das dificuldades; que são; a fé, a esperança e a caridade. A fé nos lembra da “viúva de Serepta” (1Reis 17, 13), que quando se preparava para fazer o último pedaço de pão para si e seu filho, a mão de Deus interveio, através do profeta Elias, e fez com que seus recursos nunca se esgotassem. A esperança, que diferente de uma espera inerte, torna-se criativa na finitude dos recursos disponíveis, sempre confiante na sua capacidade e no amor de Deus. E a caridade, que é o amor vivenciado na prática do bem. Ela nos permite sentir pelos olhos da “alma” e sempre ver o lado bom de tudo que se apresenta. Desta forma nossos braços se abrem com alegria para quem precisa de nossa ajuda. Nunca desista, confie sempre e jamais deixe de amar. FELIZ ANO NOVO (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos

28 Dezembro 2015
“Age de tal forma que tua família te reverencie mais do que te tema, porque o amor gera reverência e o medo gera o ódio” (Demóstenes, político ateniense, 384-322 a.C.)
O amor é a força “magnética” que une a família. O último domingo do ano é dedicado à família. Nestes últimos tempos, a família vem sendo atacada de todas as formas, colocando-se em dúvida até o significado do gênero humano. Quando pensamos em família, nos vem à mente a primeira delas, narrada no livro do Gênesis, na criação da humanidade. “Esta é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2, 23). “Assim, homem e mulher se encontram não como simples macho e fêmea, mas como pessoas, no face-a-face. O desafio é que se encontrem o homem humano e a mulher humana, como companheiros na viagem, que é a experiência da vida” (Marcos Fernandes). “O matrimônio é mais do que o amor conjugal. Ele é a nova criação da Graça regendo e recriando, dia após dia, o amor conjugal. Nesta nova criação, o casal deixa de mirar apenas à própria felicidade terrena, e passam a ser postos como responsáveis pelos homens, cuidadores deles, na grande família do Pai eterno. O amor do casal se torna, então, uma incumbência, e uma missão, que participa da missão do Filho na encarnação. Obra da graça, não é o amor que sustenta o matrimônio, mas o matrimônio que sustenta o amor conjugal” (idem). Mestre Eckhart diz: “Assim, deve ser um o teu amor, pois o amor não quer estar em nenhum lugar a não ser ali onde existe igualdade. Uma mulher e um homem são desiguais; no amor, porém, eles são totalmente iguais. Por isso, a Escritura diz muito bem que Deus fez a mulher de uma costela, tirando-a do lado do homem, e não da cabeça ou dos pés” (Sermão 27). Nossa missão é preservar a família no amor. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! 19 anos) 

24 Dezembro 2015
E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo.” (Lucas 2, 10)
Natal é alegria! O natal cristão testemunha a alegria de um encontro. O encontro de Deus com o Homem na pessoa de Jesus de Nazaré. Trata-se, portanto, de um encontro pessoal que aconteceu, acontece e está sempre acontecendo na História e na vida de homens e mulheres de boa vontade. A alegria desse encontro é em primeiro lugar de Deus. A alegria de Deus é a de quem ama total e incondicionalmente a pessoa humana. E ao vir ao encontro dela não foi por querer salvá-la das trevas do pecado, mas pura e simplesmente por amá-la e por querer demonstrar de perto a gratuidade, a beleza e a ternura desse amor. Nos céus os anjos e a multidão celeste cantam a alegria desse encontro (“Glória a Deus nas alturas...”), e na terra os homens tocados, sensibilizados pelo anúncio do canto celeste, experimentam a alegria de amar e de serem amados, e encontram a paz verdadeira que brota da experiência do amor que tudo pacifica e aquieta. O reverso da Divina alegria é o homem possuído pela alegria de Deus. É, com outras palavras, a alegria em resposta à dádiva desse encontro enquanto iniciativa divina. Essa alegria torna-se um modo de ser que aparece em tudo o que o Homem é e faz. É alegria que lhe toma a alma e o corpo. O corpo vibra em tudo com essa jovialidade e encantamento da alegria da alma nascida de um encontro pessoal com Jesus de Nazaré, que a cada natal nos renova com sua alegria inesgotável de ser. Aos que experimentam a cada natal a força e o brilho dessa alegria, testemunham e caminham por esse mundo, mesmo cheio de sombras e de dificuldades aparentemente sem fim, com a mesma leveza, bondade, compaixão, fascínio e amor que o Deus da alegria revelou em Jesus de Nazaré. Essa alegria não é  algo alheio e para além e aquém dos problemas do mundo e da  humanidade atual. Ela é e acontece em meio a tudo o que há de contraditório aos desígnios da bondade divina. Ela está aí, se encarna aí, e respeita tudo o que é humano e desumano. Porém, como em Jesus de Nazaré, a alegria transfigura toda tristeza enquanto modo de ser e agir do homem, e liberta a humanidade para a experiência do sorriso e da inocência que nos pertence como origem e como identidade. Dessa alegria somos chamados, como os pastores de Belém, a dar testemunho e a viver dela, pois quando ela nos toma verdadeiramente, nada e ninguém pode tirá-la ou apagá-la de nós. Que a alegria brotada desse encontro com o Divino em Jesus de Nazaré, e renovada a cada natal, esteja plenamente em ti e brilhe e alcance a todos os que contigo vivem de pequenas e grandes experiências de um encontro. Feliz nascimento na alegria de Deus! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

23 Dezembro 2015
E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo.” (Lucas 2, 10)
Natal é alegria! O natal cristão testemunha a alegria de um encontro. O encontro de Deus com o Homem na pessoa de Jesus de Nazaré. Trata-se, portanto, de um encontro pessoal que aconteceu, acontece e está sempre acontecendo na História e na vida de homens e mulheres de boa vontade. A alegria desse encontro é em primeiro lugar de Deus. A alegria de Deus é a de quem ama total e incondicionalmente a pessoa humana. E ao vir ao encontro dela não foi por querer salvá-la das trevas do pecado, mas pura e simplesmente por amá-la e por querer demonstrar de perto a gratuidade , a beleza e a ternura desse amor. Nos céus os anjos e a multidão celeste cantam a alegria desse encontro (“Glória a Deus nas alturas...”), e na terra os homens tocados, sensibilizados pelo anúncio do canto celeste, experimentam a alegria de amar e de serem amados ,e encontram a paz verdadeira que brota da experiência do amor que tudo pacifica e aquieta. O reverso da Divina alegria é o homem possuído pela alegria de Deus. É, com outras palavras, a alegria em resposta à dádiva desse encontro enquanto iniciativa divina. Essa alegria torna-se um modo de ser que aparece em tudo o que o Homem é e faz. É alegria que lhe toma a alma e o corpo. O corpo vibra em tudo com essa jovialidade e encantamento da alegria da alma nascida de um encontro pessoal com Jesus de Nazaré, que a cada natal nos renova com sua alegria inesgotável de ser. Aos que experimentam a cada natal a força e o brilho dessa alegria, testemunham e caminham por esse mundo, mesmo cheio de sombras e de dificuldades aparentemente sem fim, com a mesma leveza, bondade, compaixão, fascínio e amor que o Deus da alegria revelou em Jesus de Nazaré. Essa alegria não é  algo alheio e para além e aquém dos problemas do mundo e da  humanidade atual. Ela é e acontece em meio a tudo o que há de contraditório aos desígnios da bondade divina. Ela está aí, se encarna aí, e respeita tudo o que é humano e desumano. Porém, como em Jesus de Nazaré, a alegria transfigura toda tristeza enquanto modo de ser e agir do homem, e liberta a humanidade para a experiência do sorriso e da inocência que nos pertence como origem e como identidade. Dessa alegria somos chamados, como os pastores de Belém, a dar testemunho e a viver dela, pois quando ela nos toma verdadeiramente, nada e ninguém pode tirá-la ou apagá-la de nós. Que a alegria brotada desse encontro com o Divino em Jesus de Nazaré, e renovada a cada natal, esteja plenamente em ti e brilhe e alcance a todos os que contigo vivem de pequenas e grandes experiências de um encontro.
Feliz nascimento na alegria de Deus! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

22 Dezembro 2015
“Ninguém jamais viu a Deus; o Filho Unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” (Evangelho de João 1, 18)
O rosto revela muito de nosso interior. Ver Deus sempre foi o grande sonho dos Homens de todas as épocas, culturas e religiões. Segundo a tradição bíblica, isso nunca foi possível aos homens. Porém, para Deus tudo é possível. Ou seja, aos homens é inacessível e impossível ir a Deus e vê-Lo. No entanto, da parte de Deus, Ele tornou isso possível quando enviou seu Filho ao mundo. Jesus, o Filho Unigênito, ao encarnar-se, revelou para todos o rosto de Deus. Esse rosto não é o mesmo que a cara ou a face de Jesus; face como quando alguém se olha no espelho. Rosto é mais do que face. É o próprio modo de ser da pessoa se mostrando naquilo que é. Quando estamos com vergonha nosso rosto ruboriza dizendo tudo do nosso modo de ser tímido. Quando estamos serenos na totalidade de nosso ser, nosso rosto transmite paz. Desse modo, Jesus, do nascimento à morte de cruz, foi um contínuo revelar o rosto do Pai. N’Ele Deus volta seu rosto e seu olhar misericordioso para todos nós. Por Ele o sorriso do rosto divino brilha para nós. Nesse rosto Deus mostra sua alegria em nos amar. O que antes era inacessível para nós, em Jesus se tornou acessível. No natal cristão, contemplamos na criança da manjedoura esse rosto divino que nos olha com ternura e sorri para nós. Esse sorriso é bem diferente de uma gargalhada. Trata-se de um modo de ser jovial e cordial; de um modo de ser cheio de positividade para com a vida e para com a humanidade, independente de quem ela seja ou de como ela esteja. O modo de ser jovial e cordial de Deus é o seu sim incondicional e amoroso para nós. Ao contemplar esse rosto jovial nos reencontramos, também, com nossa própria alegria e com nosso próprio rosto. Nos reencontramos com a alegria de sermos filhos com o Filho, e de redescobrirmos nossa imagem e semelhança com o Pai. O natal cristão é anúncio e proclamação dessa alegria. Alegria que brota de uma revelação vinda do próprio Deus. Revelação da possibilidade de podermos finalmente contemplar o seu rosto divino que antes nos era inacessível. Alegria de um sorriso mútuo, fruto de um encontro ansiosamente esperado por muitos. O encontro de Deus com a humanidade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia!(19 anos)


21 Dezembro 2015
“A Alegria enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo é a tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho da busca desordenada de prazeres superficiais, de consciência isolada” (Papa Francisco em EG 1 e 2).
Deus nos acolhe com alegria, apesar de nossas faltas. O último domingo do Advento nos recorda a misericórdia de Deus, que nos acolhe com alegria. Recorda a alegria do encontro de duas senhoras, Isabel (mãe de João) e de Maria (mãe de Jesus), em cujo encontro as mães sentiram em seus ventres a exultação dos meninos. Compreenderam que para Deus nada é impossível. Tudo o que foi previsto no Antigo Testamento, está prestes a se realizar no nascimento de Jesus. É motivo de exultação. Tudo vai se realizando de maneira discreta que nem mesmo as pessoas que, embora estejam nas proximidades, nem percebem; só os que tinham o coração voltado para as maravilhas de Deus. E neste clima, as dificuldades desaparecem, na falta de um quarto confortável, uma estrebaria é improvisada, no lugar do berço, um cocho serve de aconchego. O amor no coração faz com que as dificuldades cedam lugar a acolhida, a ajuda fraterna. Este é o clima que antecede o Natal. Que tal se neste Natal, em vez de felicitações eletrônicas, você vá até a pessoa e lhe dê um abraço carinhoso, em que ela possa sentir o palpitar de seu coração, exultante de alegria por tê-la como amiga. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
 Bom Dia! (19 anos)

20 Dezembro 2015
“Vem, Senhor Jesus” 
(Apocalipse 22, 20)
Essa expressão é praticamente uma das últimas súplicas do livro do Apocalipse. A liturgia cristã repete incessantemente essa frase no tempo do advento. Uma vez que advento é tempo de espera do Cristo que vem, como entender que aquele que já veio como Salvador do mundo ainda seja solicitado a vir novamente ao nosso encontro? Dá a impressão, numa primeira abordagem, de que aqueles que assim repetem são ignorantes que nada sabem da Escritura Sagrada, pois se Jesus já salvou a humanidade, como pedir de novo que Ele venha para nos salvar? É ignorância? Ingenuidade religiosa e bíblica? É dúvida no terreno da fé? A bem da verdade, nada disso! O advento cristão proclama apenas que em Jesus o advento, a chegada de Deus já aconteceu. Deus se manifestou em seu Filho de modo radical e total. Em sua humanidade o divino se revelou e fez expirar o tempo de espera que milênios antes tantos ansiavam. O advento que hoje proclamamos e esperamos, em verdade, é o nosso! Advento para todos nós que ainda caminhamos de modo imperfeito neste mundo. Toda nossa preparação é para que em cada um de nós se manifeste ou se revele o que em Jesus já se deu de modo perfeito. Trata-se do advento de nós próprios e do advento de toda a criação que geme em dores de parto esperando seu momento de nascer com o homem através do fim de uma espera. Quando isso acontecer nosso advento se encerra e começaremos o início de nosso natal sem fim. Daí a importância de toda uma boa preparação em consonância com tudo o que espera ser pacificado, reconciliado, libertado e amado neste mundo. Eis a razão pela qual o advento cristão coloca em marcha toda uma esperança de mudança em nós próprios e, a partir de nós, no mundo, no planeta e no universo inteiro. Ao invocarmos em forma de prece, confiança e súplica o texto do apocalipse (vem, Senhor Jesus!), o fazemos na consciência de que nos sentimos como aqueles que apesar de Cristo nos ter salvo, experimentamos na nossa árdua peregrinação terrestre o pecado e a perversão. Só por isso é que ainda celebramos advento, ou melhor, imploramos a necessidade da vinda urgente de Deus aos nossos corações para nos reconduzir de volta às raízes e à origem de nossa salvação que está em Cristo Jesus, tornando-nos, pelo seu Espírito, semelhantes a Ele. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

19 Dezembro 2015
“Se você não luta para acabar com a corrupção e a podridão, você acaba sendo parte delas” (Joan Chandos Baez, cantora norte-americana, nasceu em 1941).

Nosso papel no mundo é transformá-lo para melhor. Diante de um acontecimento, geralmente três atitudes se evidenciam: os que ficam apenas olhando; os que olham e criticam, mas nada fazem; e os que se lançam para solucionar o problema. Uma pessoa se afogando, por exemplo; uns ficam olhando para ver como vai ser o desfecho, outros olham e criticam, “deveria prestar mais atenção”, “deveriam colocar aviso de perigo” e por aí vai, e os que se lançam na água para ajudar o necessitado. Com a corrupção acontece algo semelhante: uns apenas observam, outros criticam e por fim, outro grupo age. Espera-se de quem age contra a corrupção, que seja um modelo de honestidade, caso contrário ele apenas está atuando como um ator, interpretando um papel, mas quando as cortinas se fecham, faz igual ou pior. Estes “atores” só temem uma coisa, a opinião pública, pois se alimentam da mídia. Para garantirem sua perpetuação nos “palcos”, criaram leis que os protegem e que impeçam que outros “atores” entrem neste “palco” tão lucrativo. Nada vai mudar profundamente enquanto não for feita uma revisão profunda nestas leis. Sem mudança nas bases, só mudam os atores o palco continua o mesmo. Somos mais capazes do que imaginamos. O mínimo que devemos fazer é mostrar nossa indignação com o que está errado, “pois quem se cala, consente”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

18 Dezembro 2015
“De hoje em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Evangelho de Lucas 1,48).
O Natal começa em nosso coração. Uma pessoa para ser considerada bem aventurada no sentido bíblico, é necessário estar totalmente entregue nas mãos de Deus, por uma vivência de fé na providência divina. No Evangelho de Mateus, capítulo 5, Jesus dá as características de uma pessoa bem-aventurada: pobre de espírito, ou seja, é dócil, confiante, alegre, humilde, pacífico etc. Que chora, ou seja, que é sensível ao sofrimento alheio, que se entrega nas mãos do Pai na confiança de sua misericórdia. Que é manso, ou seja, com paciência vai conquistando, diferente dos brutos e arrogantes, que ganham tudo no grito. Que é sedento de justiça, ou seja, luta para que o que é justo se sobreponha a favores e amizades. Que se compadece, ou seja, que tem um coração sensível ao sofrimento alheio e estende sua mão para ajudar. Que tem um coração limpo, isto é, nele só há pureza, ou seja, nem em pensamento quer o mal de alguém ou faz qualquer ato para manchar seu coração. Pessoa assim é bem-aventurada. Maria, por viver totalmente assim, foi agraciada com a maternidade do Filho de Deus. Na entrega total nas mãos do Pai, venceu os preconceitos sociais da época, que condenavam uma moça que engravidasse antes de coabitar com seu marido, vence as limitações orçamentárias, improvisando uma estrebaria para o nascimento de seu filho, vence as perseguições, pois teve que fugir e até mudar de país para preservar a vida da criança, tudo isso e muito mais. Bem aventurado no sentido bíblico é muito diferente do imaginado por quem acha que será tudo “sombra e água fresca”. O tempo de advento nos lembra todo o contexto da época, e nos questiona sobre nossa preparação para o Natal. Estamos sendo levados pela mídia que aponta cenários iluminados cheios de presentes, ou pela Bíblia que nos aponta a necessidade de se ter um coração bem-aventurado? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

8 Dezembro 2015
“As doçuras da vida não são sentidas pelo paladar... mas sim pelo coração que sabe amar...” (Luiz Henrique Passos Lima, citado em pensador.uol.com.br).
O sabor do Natal é sentido pelo amor. Paladar é outro órgão importante dos sentidos. Por ele degustamos e aprimoramos os gostos e desgostos. Com ele saboreamos tudo o que é agradável, e diferenciamos as mais variadas modalidades e tons de doce, salgado, azedo e amargo. Com outras palavras, com esse sentido do corpo exercitamos a percepção dos sabores. Ele treina em nós a capacidade de recepção e diferenciação, pois o que entra pela boca é acolhido ou não e previamente selecionado para ir ao estômago. Quando falamos de cultivar os sentidos na época natalina é para fazer esse mesmo movimento com as realidades do espírito. Em preparação ao natal desenvolvemos nossa capacidade olfativa para acolher tudo o que alimenta de fato o espírito. Espírito neste caso é tudo o que fazemos com intensidade, “pra valer”, colocando todo nosso empenho. Tudo o que buscamos como pertencente ao verdadeiro sentido do natal cristão; se for pra valer, então é espírito. Ao mesmo tempo, desenvolvemos em nós a capacidade de seleção. Selecionar é fazer escolhas importantes reunindo tudo aquilo que constitui a realidade mais profunda do natal. Essa forma de saborear selecionando é que se chama sabedoria. Sabedoria é capacidade de saborear bem as coisas, retirando delas o seu suco, a essência. No natal nos preparamos bem quando procuramos sugar dele a sua essência. E a essência do natal é a doçura do amor que não é sentida num primeiro momento pelo sentido externo do corpo, mas pelo espírito. E o espírito se alimenta do sabor do amor. O amor, por sua vez, só pode ser experimentado e saboreado pelo coração que sabe amar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia!

7 Dezembro 2015
“Ide e aprendei o que significam as palavras: “Quero a misericórdia e não os sacrifícios”. Porque não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (Jesus em Mateus, 9, 13).
Se quero encontrar a misericórdia, devo ser misericordioso. A palavra “misericórdia” se encontra 365 vezes na Bíblia. “Misericórdia” vem do latim, da junção de outras duas: “misereri” (miséria) e “cordis” (coração). Seria acolher no coração quem está na miséria. Deus é misericordioso, pois acolhe a todos em seu coração de Pai. No dia 8 de dezembro, o Papa Francisco irá abrir a “Porta Santa da Misericórdia”, dando início solene do Ano Santo da Misericórdia. Em todas as cidades no mundo, também haverá uma abertura solene das portas da Misericórdia, seria um pedido para que todos no mundo possam encontrar a Misericórdia de Deus Pai, sendo também misericordioso para quem vive na miséria, seja ela material ou espiritual. Jesus sempre colocou a acolhida misericordiosa de quem erra como sendo mais importante do que o cumprimento de certos preceitos legais. Haverá muitas comemorações durante este ano da Misericórdia, voltados em duas direções, na vertical, para encontrar a Misericórdia de Deus Pai para conosco e na horizontal, sendo misericordioso para com todos os que Deus colocou em nosso caminho. Penso que o Papa tomou esta decisão de convocar a todos para viverem um ano de misericórdia, devido aos últimos acontecimentos que desestabilizaram a paz no mundo.  Que o perdão e paz reinem em nossos corações. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

4 Dezembro 2015
“Tantos odores misturados, confundindo nosso olfato, só o cheiro do seu amor, permanece intacto dentro de mim” (Edna Frigato, poetiza paulista)
O “cheiro” precede a pessoa. No caminho de preparação para o natal existe um sentido que de modo particular, devemos cuidar e aprimorar para captarmos bem o significado essencial desta celebração. Trata-se do olfato. Olfato é ato de cheirar e de sentir odores. No dia-a-dia circulam tantos odores visíveis e invisíveis por nosso nariz. Cheiros bons como o de uma comida gostosa e de flores perfumadas. E, também, cheiros ruins como os de produtos estragados e podres, de chulé e de suor. Cheiros que ora agradam, ora incomodam. Outras vezes, eles se misturam e nos confundem, passando por nós e nós por eles. Mais importante, porém, do que identificar odores de coisas, é captar odores de situações, tais como aquelas em que dizemos: “Isto não está me cheirando bem!”; ou, “Estou sentindo cheiro de trapaça”. Quem sabe farejar bem as situações onde o clima ou o ambiente é hostil ou de ameaça aos princípios e valores em que a pessoa acredita, ali é bom manter a devida distância ou fugir, se for o caso.  Fugir aqui não é covardia ou medo, mas estratégia, perspicácia e postura de discernimento sábio. Por outro lado, lá onde tudo cheira amizade, concórdia, justiça, respeito, mas, sobretudo, amor, ali é essencial “armar tenda” e permanecer. Permanecer onde o amor se encontra tem o sentido de trabalhar nele, por ele, com ele e para ele, até unir-se totalmente a ele. O cheiro do amor é o cheiro de Deus. No natal nos sensibilizamos por este cheiro agradável e divino presente na pele e no modo de ser de um bebê nascido em uma manjedoura. Essa criança nasceu, cresceu, morreu e ressuscitou mantendo até o fim o cheiro do amor de Deus em seu modo de ser. Esse cheiro quando nos atinge deixa seu perfume para sempre. Nos afeta de tal modo que  deixa nosso odor mais agradável para gerar aproximação, comunhão e união entre as pessoas. Além, é claro, de gerar ambiente onde todos se sentem bem uns ao lado dos outros. Com outras palavras, onde existe o cheiro do amor, as pessoas vivem encantadas e atraídas umas pelas outras, e o ambiente onde vivem permanece perfumado de tudo o que é bom, agradável e perfeito. O natal cristão é a invocação e a convocação para a experiência do “atingimento” desse cheiro do amor de Deus em nossa humanidade. E a nossa humanidade é chamada a ser o “contágio”  deste odor em todas as nossas relações e ambientes onde nos fazemos presentes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom Dia! (19 anos)

3 Dezembro 2015
Com a chegada do sábado, começou a ensinar na sinagoga local, e muitos dos que O escutavam ficavam admirados e exclamavam: “De onde lhe vem tudo isto? E que sabedoria é esta que lhe foi outorgada?(Marcos 6,2).
Ouvir é uma “arte” milenar do ser humano. É pelos “ouvidos” que abrimos espaço em nossa mente (e “coração”) à comunicação, ao aprendizado, à compreensão. Ao ouvir a fala de alguém (por palavras ou gestos) nos aproximamos ou distanciamos, nos simpatizamos ou antipatizamos. Na escuta atenta aprendemos a aprender o aprender do próprio “aprender” em tudo. E é na audição que nos vem a compreensão. Compreensão até mesmo afetiva, no sentido de compreender as verdadeiras razões pelas quais as pessoas ou nós mesmos fazemos ou deixamos de fazer o que fazemos. Quando ouvimos atentamente, amamos mais e julgamos menos. Ao ouvir, um espaço enorme dentro de nós se abre para receber. Essa recepção aberta, livre, sem condições e pressuposições dentro de nós, no terreno religioso está intimamente ligada com a Fé. Diz Paulo apóstolo que “A Fé vem pelo ouvir, e o ouvir vem pela Palavra de Cristo” (Rm 10, 17). E Cristo é a Palavra de Deus encarnada, visível, palpável, comunicada a nós. Ouvir o sentido e o significado dessa Palavra como Pessoa, especialmente no tempo natalino, é fundamental para celebrar bem essa data. Não apenas de forma estética e piedosa, mas de maneira original e originária, captando sua identidade, espiritualidade e mística mais profunda. Hoje, o cientificismo, o arqueologismo e o historicismo tentam passar a imagem de que o nascimento de Cristo é uma repetição de velhos mitos de outras culturas e religiões, atropelando, assim, o seu significado único dentro da História da humanidade e da Fé cristã, ou seja, de que a mensagem cristã, o nascimento de Cristo, é um evento único com mensagem própria para todo homem e mulher que crê. Anterior a qualquer explicação científica, teológica, moral, arqueológica etc, é preciso ouvir o que o Cristo da Fé e a Fé em Cristo tem a dizer. Anterior aos nossos, arranjos, conceitos e preconceitos do evento natalino, é importante ouvir o que de fato Deus nos fala no Menino dado a nós por Ele, celebrado no simbolismo de uma manjedoura humilde dentro do imenso Universo. Sobretudo, é mais do que importante ouvir a mensagem única acerca da Sabedoria e do Amor de Deus que o natal cristão procura viver e reviver, cantar e se encantar, em suas celebrações internas e externas. Mensagem, esta, jamais pensada, dita ou vivida na História da humanidade. Nesta mensagem toda particular é que está fundamentada a origem do natal cristão que somos chamados a dar ouvido, a aprender e compreender para nos comunicarmos bem como filhos e filhas de Deus em todas as dimensões do nosso existir. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

2 Dezembro 2015
O Senhor disse: “Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos” (Êxodo 3, 7).
Onde há sofrimento, Deus está de olho. A visão pertence a um dos cinco sentidos do corpo. Ela é o órgão que nos permite ver, biologicamente falando. Ver tudo o que está ao nosso redor. Ver, no entanto, é bem mais do que fixar os olhos nas coisas, objetos, pessoas, cores etc. Ver é movimento de acolher, penetrar, importar, aprofundar, aprender, reaprender, investigar e, por que não dizer, refletir e pensar. Sim, um pensar profundo que, por vezes, precisa perder a visão para recuperá-la mais limpa e mais clara. No tempo de natal é importante cultivar a visão de tudo ao redor. Aprender a ver para além das apresentações superficiais do natal, muitas vezes, bem apresentados nas propagandas natalinas, no incentivo ao consumo desnecessário, no brilho excessivo dos enfeites ou na falta deles. Ver as jogadas políticas e econômicas que são armadas em tempos de festas de final de ano, enquanto o povo se diverte e confraterniza. Ver o sofrimento e a aflição do povo, especialmente dos mais pobres, não para ter pena e dó, mas para compreender que força é essa vinda de seus clamores que chega aos céus de nossa consciência e nos acorda para o sentido real da vida, da solidariedade, do amor e da misericórdia, tão apagados e adormecidos em nós. Essa dormência e apagão que nos oprime e deprime é que pede libertação nossa e deles. Abrir os olhos para essa aflição nos encaminha para o êxodo  em direção a uma nova Terra prometida, a um verdadeiro renascimento. Esse ver, também, é convite para uma viagem para dentro de nós mesmos. Ver o que nos aflige e incomoda, sobretudo, no relacionamento com os outros, pois isso que nos “coça” tanto a alma e a consciência; é nosso e não do outro. Ver e perceber isso como problema “meu”, e não do outro, já é um grande passo para uma nova e mais clara visão da vida e do outro. Dentro de nós há muitas emoções feridas, muitos sentimentos e pensamentos mal digeridos e mal resolvidos, clamando e pedindo para serem olhados e conhecidos. Pois só quando lhe damos verdadeira atenção; só quando conhecidos e olhados de frente, sem medo e com humildade, é que conseguimos dialogar com eles, reorganizá-los dentro de nós e encontrar a mensagem curativa e libertadora que eles mesmos nos dão. Natal é tempo de aprimorar esse ver, esse olhar, que sem excluir ou atropelar as aparências de tudo, vai ao fundo e profundo delas para encontrar a sua essência, a sua razão de ser, assim como Deus que vendo (penetrando) a aflição de seu povo, enxergou o que realmente o afligia. E, só vendo de fato é que encontrou ou jeito misericordioso de orientá-lo no seu processo de libertação. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

 

1 Dezembro 2015
“Os cinco sentidos são os guias da alma” (Leonardo di Ser Piero da Vinci, polímata italiano, 1452-1519).
Nossos sentidos são sensores de tudo o que nos rodeia. Os sentidos do corpo possuem seus equivalentes na alma ou no que chamamos de espírito. É uma espécie de espelho ou reflexo que atua tanto de fora para dentro como de dentro para fora. Isso significa que o que se faz nos sentidos e pelos sentidos do corpo, chega ou acontece, também, na alma. Sentido não tem aqui tanto a conotação de realidade apenas sensorial, mas de direção e orientação. Direção e orientação como o que nos atinge e nos guia para uma dimensão mais profunda de tudo e de nós mesmos. Sendo assim, na época natalina é importante fazer um exercício de cultivar bem os cinco sentidos numa boa realização desta celebração. Cultivar bem os cincos sentidos é usá-los e exercitá-los de forma sábia e inteligente para experimentar o significado mais profundo, neste caso, do natal, que traz vigor e alegria para a alma, especialmente, aos que creem e celebram este evento. A alma humana quando encontra o vigor e a alegria da vida, se reencontra na sua essência. A boa nova do vigor divino; da alegria de Deus; aparecendo de forma visível, palpável, audível, degustável e olfativa, chamam-se “Mistério da Encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo”. O natal cristão só tem sentido (orientação e direção) quando todos os sentidos do corpo e da alma dos que creem nesse Mistério se preparam e se voltam para este princípio gerador de vida e alegria. Tudo o que for feito ou preparado interna e externamente no cristão que celebra o natal, ou nos que comungam, respeitam e se identificam com este evento do divino no humano e do humano no divino, deve levar a sério o trabalho dos sentidos, não só para compreender sua importância e ressonância na História da humanidade de dois milênios para cá, mas, também, sua relevância no significado e entendimento que cada homem e mulher pode ter e recuperar a respeito de si mesmo como filho e filha bem amados de Deus. Preparar os cincos sentidos para receber e celebrar este Mistério, é o convite maior do tempo do advento para todos os Homens de boa vontade. Que tal exercício nos guie ao reencontro de nossa alma, ou melhor, ao núcleo, ao fundo mais profundo, à essência jovial de nosso ser, à alegria mais plena de nosso viver. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

30 Novembro 2015
“A recordação anual do nascimento do Messias em Belém renova no coração dos crentes a certeza de que Deus é fiel às suas promessas”(Karol José Wojtyla (João Paulo II), operário, santo e líder religioso, 1920-2005).

Quando o acontecimento é muito importante, devemos nos preparar. A palavra “advento”, de origem latina, traduz a ideia de preparação para uma chegada. No caso é a do Natal (chegada de Jesus). Pelo que se sabe, tudo começou quando os fiéis faziam três dias de jejum antes da festa do Natal. Depois, o Sínodo de Saragoça (380) determina três semanas de preparação. Assim, cada região teve seus costumes, sempre na intenção de se preparar para celebrar bem o Natal. Hoje o comércio, de certa forma, assumiu as preparações festivas, reunindo várias tradições, reforçando a ideia de ser uma época de presentear. Para quem tem fé, o advento é uma época de repensarmos a nossa vida, de como vivemos nossa fé, tendo em vista a nossa fidelidade para com Deus. Deus nunca nos abandona, nós é que nos afastamos e depois ficamos lamentando. Planeje um bom Advento para que o seu Natal seja maravilhoso.  (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

27 Novembro 2015
“A paz não é a ausência de guerra, é uma virtude, um estado de espírito, uma disposição para a benevolência, confiança e justiça”(Baruch Spinoza, filósofo holandês, 1632-1677).
A paz é uma frágil plantinha semeada em nosso coração. Na oração de São Francisco, encontramos muitos elementos de paz, e a primeira delas é a atitude de se colocar a serviço da paz, ser “um instrumento de vossa paz”. Neste serviço, quer levar amor no lugar de ódio, perdão no lugar de ofensa, união na discórdia, fé na dúvida, levar a verdade onde há erro, esperança aos desesperados, alegria onde reina a tristeza e luz na escuridão. Em vez de esperar que outros façam, começa fazendo, dá o primeiro passo. Acredita que o amor é capaz de vencer o ódio. Começa em casa, na sua vizinhança, no seu bairro, ao alcance de seu pé. Nesta disposição de benevolência, procura antes agir do que esperar. Conclui dizendo que é “dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna”. Em vez de lamentar a falta de paz, torne-se um portador de paz. Penso que quem se dispõe a isso, deve começar sorrindo, acreditando no amor, dando condições para que a bondade que se encontra em cada coração possa se desenvolver. Com isso, as feridas da alma que fecharam muitos corações serão curadas. A alegria voltará a embelezar as faces. Também no Evangelho de Lucas (10: 5-6) encontramos a recomendação de sempre saudarmos dizendo, “Paz esteja nesta casa”, e conclui dizendo: “E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, ela voltará para vós”. Se quisermos um mundo melhor, devemos começar o quanto antes a sermos arautos da paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

26 Novembro 2015
“Como é bom render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu Nome, ó Altíssimo; anunciar de manhã o teu amor leal e de noite a tua fidelidade” (Salmo 91(92) 1-2).
Como é bom saber agradecer. Agradecimento é um estado de espírito de quem se reconhece agraciado. Pessoas orgulhosas têm dificuldade de agradecer. Uma palavra de gratidão abre as “portas” do coração. A gratidão está implícita nos ensinamentos de Jesus. Na cura dos dez leprosos, Ele questiona por que apenas um veio agradecer a Deus? (Lc 17, 18). Quando entendermos que fazemos parte de um complexo sistema de vida, onde cada um tem seu papel e todos são importantes, então saberemos agradecer. Obrigado. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

 

24 Novembro 2015
“Apesar de nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles” (Augusto Jorge Cury, médico, psiquiatra, psicoterapeuta, doutor em psicanálise, professor e escritor brasileiro, nasceu em São Paulo em 1958).
Quem desiste de seus sonhos é levado pela correnteza da vida sem destino. Se perdermos tempo nos preocupando com a vida dos outros, deixaremos de realizar muita coisa que o “destino” colocou em nossa vida para ser feito por nós como um projeto único. Para nos ensinar sobre isso, o texto sagrado (Mt 25, 14-30) fala de talentos ou dons que cada um recebe para serem desenvolvidos. Deixa claro que cada um recebe conforme sua capacidade e que temos o dever de desenvolver nossos dons para assim termos o sucesso que merecemos. Depende de nós lutarmos para obtermos êxito em nossos empreendimentos. Dificuldades virão para provar nossa tenacidade. Quanto mais difícil a luta, mais saborosa é a vitória. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

23 Novembro 2015
“Para ir do sucesso ao fracasso é só um passo, do fracasso ao sucesso é um longo caminho” (Provérbio Iídiche).
Sucesso e fracasso são duas faces de uma mesma moeda. O sucesso está intimamente ligado às ambições da pessoa e aos seus valores. Assim, para um pescador o sucesso poderia ser pescar uma quantidade enorme de uma determinada espécie, mas para um ambientalista seria preservar esta mesma espécie para que nunca falte. Para muitos é ter dinheiro, que para alguns deveria vir de forma honesta e para outros a qualquer preço. A construção do sucesso é semelhante à construção de uma barragem, quando feito de forma adequada a partir de um bom projeto, respeitando as limitações do terreno, estabelecendo medidas de segurança para algum imprevisto, empregando material de boa qualidade e atento aos limites do fabricante, tem tudo para dar certo. Mas, quando feito de forma precipitada, contando apenas com a sorte, atropelando tudo e a todos, sem os cuidados necessários, mesmo que demore certo tempo, tende ao fracasso. Este chega de forma inesperada, como uma avalanche: destruindo tudo, restando apenas às lamentações. Assim, preserve com carinho cada passo do teu sucesso, tendo o respeito ao próximo como princípio, sabendo que são as bases bem feitas que dão sustentação aos maiores edifícios. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

20 Novembro 2015
“O hábito é uma segunda natureza que destrói a primeira” (Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust, escritor francês, 1871-1922).
De tanto fazer, nem sabe mais porque faz. A força do hábito tem um poder incrível de nos transformar ou mudar para melhor ou pior. Muitas coisas negativas e viciadas que encontramos em nós trilharam o caminho de dias, meses ou anos a fio se repetindo em nossas práticas cotidianas, por ou sem o nosso consentimento consciente. É o caso de quem começa se alimentando apenas com o que gosta. Com o tempo o paladar se habitua a procurar e a aceitar apenas o que o gosto pede, mesmo que seja só “porcaritos” (alimentos sem valor nutritivo). Quem assim procede, vai encontrar muita dificuldade para mudar o hábito alimentar se um dia ficar doente e tiver que fazer jejum das porcarias que comia, pois o gosto e o hábito de comer só o que gosta vira uma espécie de segunda natureza da pessoa. E o que se torna natureza em nós é bem mais complicado de mudar. Isso vale para tudo o que se refere a vícios e virtudes na vida da pessoa. Para mudar isso é necessário criar novos hábitos. Criar novos hábitos é mais do que substituir antigos hábitos, pois podemos apenas trocar uma porcaria por outra. Novos hábitos supõem mudar radicalmente o foco de interesse para aquilo que realmente pode e deve trazer saúde e qualidade de vida para a pessoa. Isso supõe, também, o abandono de um velho ciclo de hábitos ruins que só traziam consequências desastrosas para a pessoa, e abraçar um novo ciclo de hábitos que ajudem a criar uma personalidade madura e a sustentar um espírito alegre e sereno em todas as circunstâncias da vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

19 Novembro 2015
“Somente aqueles que nunca deram um tiro, nem ouviram os gritos e os gemidos dos feridos, é que clamam por sangue, vingança e mais desolação. A guerra é o inferno” (William Tecumseh Sherman, militar, empresário, educador e autor norte-americano, 1820-1891).
Quando ficamos surdos de ódio, também ficamos cegos aos horrores da guerra. A palavra “guerra” designa a hostilidade entre duas partes, ou o estado de tensão entre elas, mas também pode traduzir um período de busca, onde o discordar é uma tentativa de aprofundar um assunto. Heráclito costumava chamar a guerra de mãe e rainha de todas as coisas. Mas, entendia guerra como capacidade de discordar. Discordar não como simplesmente ser contra alguma coisa, mas como ter outro modo de ver, sentir e pensar a mesma coisa. Isso enriquecia e aprofundava, por exemplo, o debate, a discussão, a democracia, a política, enfim, a diversidade de coisas e de situações. Nesse sentido, fazer guerra era vital para o crescimento do que quer que fosse. Hoje, guerra virou sinônimo de domínio, de sangue, matança e vingança em nome de um modo de pensar, de ser e de agir único. Pela guerra se tenta bloquear as diversidades culturais, religiosas, políticas, econômicas e sociais das pessoas e das nações. A democracia tem se tornado um cabo de força de ricos e poderosos que se impõem aos mais fracos para se defender interesses pessoais e de grupos. Do outro lado, grupos fundamentalistas e extremistas de direita e de esquerda, espalhados pelo mundo, entendem que a democracia é uma ameaça à sua maneira estreita e bitolada de ver e pensar o real da realidade. Tanto um como outro fazem guerra no sentido de querer eliminar as diferenças, e não estão dispostos a fazer a guerra da discordância que leva à verdade que liberta a todos e constrói a harmonia e a paz. O resultado é o banho de sangue, de crueldade, covardia e vingança que assistimos no Planeta no momento atual (reflexo de milhares de anos de guerra entendidos como mera luta pelo poder e domínio das diferenças). Muitos dos que estão na guerra ignoram as razões de seus mandatários que jamais deram um tiro ou estiveram em contato com os horrores de uma guerra (esses se deliciam com os horrores via instrumentos tecnológicos). A guerra entendida no oposto do que pensava Heráclito é de fato um inferno, ou seja, inferioriza os homens, pois os coloca no nível mais baixo de sua condição humana. A esse tipo de mentalidade de guerra, de fato, é necessário fazer guerra, mas guerra da discordância, ou discordância desse modo de entender e fazer a guerra. Essa discordância traz concordância, pois tira cada um da sua estreiteza de ser, pensar e agir. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

18 Novembro 2015
Isso é aprendizagem. Entender de repente algo que sempre havia entendido, porém de uma maneira nova” (Doris May Tayler ou “Doris Lessing”, escritora iraniana, 1919-2013).
Para fazer fogo com apenas dois pedaços de madeira, é preciso repetir o movimento de atrito; para ganhar massa muscular, é preciso repetir os exercícios; para entender um texto, é preciso repetir a leitura. Quem tem o hábito de ler, sabe muito bem, por exemplo, que em certas disciplinas, ou determinadas áreas do saber, a tendência natural de qualquer um é achar que já entendeu o suficiente daquilo que leu. Ao ler uma vez entendemos o que lemos de um jeito. Ao ler duas, de outro modo. E, assim, sucessivamente. Aquilo que havíamos entendido na primeira e segunda leitura, de repente, nos surpreende com outra faceta de interpretação e compreensão. Isso, porque não somos nós que dominamos e direcionamos a leitura. Muito menos somos nós que  estabelecemos o grau de aprendizagem, mas é a leitura que nos domina, direciona e ensina. É ela que nos compreende, no sentido de nos envolver com sua visão e imensidão de possibilidades de entendimento. Se nos deixamos envolver por ela, aos poucos vamos percebendo que aquilo que até então entendíamos e dizíamos saber e dominar, ainda sofre de anemia de compreensão e sentido. No entanto, uma paisagem sempre nova se descortina para aqueles que estão na sede de conhecimento e famintos de aprendizagem em contato com a leitura. Ou melhor, aqueles que estão continuamente na atitude de receptividade para aprender a ler. Aprender é uma arte silenciosa, persistente e ousada, que exige petição e repetição o tempo todo para gerar novas e infinitas compreensões em nós, muito diferentes daquelas que até então entendíamos e sabíamos. Aprendizagem é um modo de ser que sabe que nunca sabe o bastante, mas nesse não saber mora a chance e a graça de aprender o que sempre havia entendido, só que de modo novo e inaudito. Eis o princípio da sabedoria e da boa experiência. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

17 Novembro 2015
“Somos aquilo em que acreditamos” (Wayne Walter Dyer, autor americano, 1940-2015).
Aquilo em que nós acreditamos, nos forja, nos configura e nos move. Nesse sentido, toda e qualquer pessoa acredita em algo pelo qual se devota e deixa sua vida ser guiada inteiramente. Para alguns, sua crença está fundada em entidades religiosas, no mundo do além e do aquém, na eternidade da alma etc. Já outros, só acreditam naquilo em que “veem”, ou seja, no material e tangível em qualquer esfera da existência. Há os que só acreditam na “não crença”, ou seja, excluem toda e qualquer forma de entidade e mundo metafísico, religioso ou que prega um ente superior e abstrato que governa o mundo ou universo. Hoje, há, também, os que acreditam em “extraterrestres” e outros seres estranhos que afirmam existirem em nosso mundo. Da mesma forma, há os que colocam sua crença maior em realidades como o dinheiro, o poder da ciência e da tecnologia, o status social, em diversas facetas do prazer, ou em mestres e gurus. Seja lá o que for e como for, cada um parece ter a sua crença pela qual vive e morre. Crença enquanto um conjunto de princípios, de valores, de ideias e ideais pelos quais pauta a conduta e modela a forma de viver. Tais princípios se constituem em fundamentos intocáveis, inabaláveis e inquestionáveis que se tornam o modo de pensar, de sentir, de querer e agir da pessoa, ou melhor, o seu modo de ser. Uma vez compreendidos ou interpretados de maneira errônea, extremista, pervertida e agressiva, é assim que a pessoa será. Será a sua crença bem ou mal interpretada. Mas, antes de pensar a crença que o homem é, é importante pensar o homem na sua crença. Indagar, antes de tudo, o que aconteceu com o homem para que sua crença, seja ela qual for, o conduza, hoje, para tão longe de si mesmo e do outro, bem como para o delírio da perversão, da violência e da morte do homem sobre o homem? A questão da crença, da violência, do fundamentalismo, da perversão humana, tem que ser antes a pergunta acerca do ser do homem. O esquecimento ou negligencia dessa questão acentua apenas os efeitos e não a questão ela mesma. Sem essa percepção e reflexão, a questão do ser do homem é desviada para o ser da crença, e dificilmente conseguiremos atuar e lidar de forma satisfatória com as grandes situações e questões que envolvem os dramas e tragédias gerados a partir da má compreensão e distorção que a crença fundamentalista de alguns grupos, religiosos ou não, provocam no mundo e na humanidade atual. Talvez, dessa questão que olhamos apenas de maneira superficial, como algo vago e abstrato, é que pode estar a provocação mais profunda, mais radical e mais decisiva de nosso destino ocidental e oriental do momento. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

16 Novembro 2015
“Vamos travar uma gloriosa luta contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo. Vamos pegar nossos livros e nossas canetas, pois são armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. A educação é a única solução”(Malala Yousafzai, estudante paquistanesa, laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 2014).
A educação deve levar as pessoas a duvidarem e a buscarem o fundamento das afirmações. Em pouco tempo após os atentados na França, o mundo se comoveu, graças à rápida divulgação da mídia. No mesmo dia houve também ataques na Tunísia e no Kuwait. Até nos esquecemos do desastre de Mariana e arredores. O sucesso de tais ataques é baseado no fanatismo de radicais que foram convencidos que estariam fazendo a vontade de Alá. Será que haveria o mesmo efeito se fosse permitido questionar a forma como Alá manifestou sua vontade, ou seja, buscar os fundamentos de tais afirmações, isto é, estudar. Esta é a base da luta de Malala, buscar no estudo a formação intelectual que servirá de base para sua vida, até para bem praticar sua religião. Nós também aceitamos muitas coisas sem nos questionar. Um exemplo: Ficamos orgulhosos porque esta semana a Usina de Itaipu gerou 2,3 milhões de megawatts (MWh), potência esta capaz de satisfazer a demanda mundial por 38 dias e 10 horas, e no entanto nem nos damos conta que na nossa conta de luz ainda estamos pagando mais caro por falta de energia de hidroelétrica. A educação deve ser capaz de levar as pessoas a pensarem, o que é bem diferente de aceitarem sem questionar. “A educação é a única solução”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia!

13 Novembro 2015
“Amar é deixar aqueles que amamos serem eles mesmos e não tentar moldá-los segundo nossa própria imagem. Caso contrário, amaríamos apenas o reflexo de nós mesmos” (Thomas Merton, monge católico e escritor francês, 1915-1968).
O amor faz crescer. Imagine se Jesus tentasse moldar os apóstolos segundo algum padrão angelical? Eles deixariam de serem eles mesmos e passariam a assumir um papel quase que de “zumbi”. No entanto Jesus amou a cada um do seu jeito, Pedro como pescador, Judas como um organizado em negócios (tanto que cuidava da bolsa), João e Tiago, como os irmãos Boanerges (filhos do trovão), meio impulsivos; e por aí vai, amou-os do jeito que eram. Com a convivência eles foram abrindo os olhos e vendo quem era Jesus e qual era o seu papel neste plano divino, e se transformaram em eloquentes oradores. Talvez só Judas, devido as suas habilidades, passasse em algum exame de seleção, no entanto foi justamente este que o traiu. Jesus respeitando a individualidade nos mostra que o amor faz crescer e liberta a pessoa para o autoconhecimento. As pessoas de nosso convívio são presentes que Deus nos deu para serem amadas do jeito que são. Aos poucos o próprio amor vai transformado a pessoa. Ter um padrão de perfeição e tentar encaixar a pessoa nele é um desrespeito. Se queremos ser amados como somos, também devemos amar descobrindo a grandeza de cada um. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

12 Novembro 2015
“Não há que ser forte. Há que ser flexível” (Provérbio chinês).
Quem deixa o orgulho e aprende a se dobrar no momento oportuno, adquire força interior e respeito ao próximo. Dizem que um dos maiores samurais do Japão, Miyamoto Musashi, jamais foi derrotado em uma luta, pois sempre procurou se adaptar às exigências da arte de lutar. A cada combate aprendia algo novo de si e de seus adversários, aperfeiçoando seu próprio modo de lutar. Muitos de seus oponentes foram pessoas muito hábeis no combate, porém, não eram flexíveis. Tinham técnica e força, mas seguiam inflexivelmente o mesmo padrão de golpes para qualquer tipo de combate. Miyamoto venceu muitos de seus combatentes logo no início, fazendo-os esperar longamente numa área preestabelecida para o combate. Quando chegava atrasado, já havia vencido seu opositor por meio da impaciência deles na espera. A impaciência os irritava, cegava, e os deixava ao jogo apenas dos instintos da luta, sem o uso da razão e da flexibilidade para entender o momento e as razões de seu inimigo. Tudo em nós e ao redor de nós, de certa forma, tem a estrutura de um combate de samurai, onde o exercício da força para impor o nosso modo de ser e de fazer as coisas, sem usar de flexibilidade, geralmente combatem contra nós mesmos. A arte de viver, de pensar, de sentir, de agir, seja lá no que for, pede sempre muita adaptação e flexibilidade. Nem de mais e nem de menos. Se vamos com força demais, as coisas e pessoas resistem a nós. Se vamos de corpo mole a coisa não anda e não acontece. Flexibilidade e adaptação é capacidade de se encaixar na coisa, e não encaixá-la em si. É um modo livre e aberto de estar na situação, aprendendo com ela, deixando-a ser no seu próprio. É como estar no ritmo de cada coisa para, no momento oportuno, fazer exatamente o que ela solicita de nós. Isso exige muita atenção, muita percepção, muito ouvido, muita calma e muito envolvimento, até dar o encaixe justo e perfeito. É quase como o movimento de fazer chave para a fechadura. Não é a fechadura que se adapta à chave, mas a chave à fechadura. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

11 Novembro 2015
Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos (Jean-Paul Charles Aymard Sartre, filósofo, escritor e crítico francês, 1905-1980).
O que alimenta meus pensamentos é a bússola que sigo. A ideia de que fazemos o que queremos até certo ponto é muito ingênua, pois tem muita coisa na vida que independe de nossa vontade e querer. Quem tem de trabalhar, por exemplo, jamais pode querer ficar o dia todo dormindo. Quem tem de pegar o ônibus para um compromisso sério, tem de esperar a hora do ônibus e não o que sua pressa deseja. Quem faz comida, precisa dar o tempo do cozimento e não o da vontade de comer naquele exato momento da fome. Em termos de comportamentos, também fazemos muitas coisas que não queremos. Gostaria de fazer o bem que quero, mas quando menos espero, faço o mal que não quero. Quando percebo já “dei com os burros n’água” com aquela palavra, com aquele gesto, com aquele julgamento, etc. Porém, se não faço aquilo que quero, mas mesmo assim tenho responsabilidade com aquilo que sou. Ou seja, sou responsável por tudo o que quero e também pelo o que não quero. Posso responder de forma sempre mais consciente e comprometida por tudo aquilo que me diz respeito, que sai de mim ou que entra em mim. Com outras palavras, sou responsável pelo que sou. E o que sou é um caminho já feito, um caminho de ter de assumir-se contínuo e um caminho de um vir a ser constante, só que de forma consciente. Ser consciente aqui significa que cada vez posso responder de modo melhor e mais adequado ao jeito humano de ser. Jeito humano de ser jamais é um molde ou uma fórmula preestabelecida de se viver. É uma obra destinada a ser prima, única, “irrepetível”. Uma obra feita com arte. Nesse sentido, não há desculpa para isentar-se do ter que ser o que se é: livre. Há, sim, o desculpar-se por não ter sido suficientemente livre nessa e naquela situação; nesse e naquele contexto de vida; e retomar o caminho da liberdade como um ato de justiça a  si mesmo. E liberdade supõe ser e fazer cada vez de novo, e de modo sempre novo, o melhor que pode para ser melhor. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia(19 anos)

10 Novembro 2015
"As verdades de que menos gostamos são, muitas vezes, aquelas de que temos mais necessidade de saber” (Provérbio chinês).
O outro pode ser um espelho de nossas fraquezas. No caminho do autoconhecimento acontece de só conhecermos e descobrirmos certas verdades de nós mesmos com os anos e o tempo. E nem sempre soa doce experimentar determinadas descobertas que fazemos a nosso respeito. É amargo tantas vezes ter que lidar com o nosso mundo sombrio e obscuro, que, geralmente, escondemos de nós mesmos. Não gostamos de olhar para aquilo que percebemos ser nosso ponto fraco, principalmente, quando esse ponto fraco é o ponto forte dos que nos atacam e ofendem. No entanto, se formos atentos e espertos, podemos descobrir que nessa fraqueza se esconde a nossa força. Ou melhor, podemos descobrir no nosso ponto fraco a grande verdade encoberta que tínhamos necessidade de saber para nos conhecer melhor e nos ajudar melhor. A nossa verdade interior brota tantas vezes desse ponto que, por vezes, ao longo da vida desviávamos o olhar em nosso caminho, porque era difícil admitir em nossa faceta de orgulho e de aversão a tudo o que cheira contrário ao nosso modo de pensar, ser e agir. Mas no momento em que lhe damos atenção e consideração, descobrimos que aquilo que imaginávamos serem as trevas que estavam em outros, na verdade estavam grudadas em nós próprios. No instante em que assumimos que aquilo é nosso, por mais amargo e difícil que seja admitir e reconhecer, o nosso mundo interior se ilumina e toda a amargura da verdade nua e crua que se descortina em nós e para nós, se converte em doçura. Começa aí o caminho de nossa libertação, de nossa transformação e de nossa paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

9 Novembro 2015
“Tudo o que vale a pena ser feito merece e exige ser bem feito” (Philip Dormer Stanhope Chesterfield, político e escritor inglês, 1694-1773).
O que sou se reflete em tudo o que faço. Na culinária popular mineira, há uma tradição que diz: não importa muito a quantidade de condimentos que colocamos na massa do bolo, ele só fica “bão” mesmo se faço com amor. O mesmo vale para tudo na vida. O que vai dar sabor em nosso viver é a quantidade de amor que coloco enquanto vou amassando os ingredientes de cada dia. Nada de adiar, nem lamentar o que deixou de fazer, dê sentido agora, enquanto está realizando, pois com amor, tudo fica mais alegre e divertido. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

6 Novembro 2015
“A deformidade do corpo não afeia uma bela alma, mas a formosura da alma reflete-se no corpo” (Lucio Aneu Sêneca, advogado, escritor e intelectual romano, 4 a.C.-65 d.C).
O brilho do olhar que a todos encanta por sua formosura, torna a pessoa maravilhosa, pois é um reflexo de sua bela alma. O verbo “afeiar” (pouco usado) traduz a ideia de tornar ou ficar feio, bem como, censurar ou comprometer a fama de alguém. Corpo e alma são duas faces da mesma moeda que é o ser humano. Mais ainda, um espelha o outro. O corpo expressa a alma e a alma se mostra no corpo. Um corpo sem alma é um cadáver. Uma alma sem corpo é um fantasma. Longe de qualquer dualismo, nosso corpo é o modo como nossa alma aparece desse e daquele jeito; nesta ou naquela situação concreta. E nossa alma é todo o ânimo, dispospara fora, e não o contrário. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

5 Novembro 2015

“Quando tudo for pedra... atire a primeira flor” (Rose Mary Sadalla, advogada e poetisa brasileira, de Belém no Pará).
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ição e vigor que brota dos ensaios do corpo com a realidade. A alma, nesse sentido, não se confunde diretamente com o corpo e sua materialidade, pois ela não se prende a ele e nem se detém nos seus limites, mas o transcende e ultrapassa. Por isso, qualquer deformidade do corpo nada diz da beleza da alma; mas, a alma pode colocar brilho e beleza em qualquer deformidade do corpo. Eis, porque, podemos nos encantar com uma pessoa cheia de deformidades no corpo e nos decepcionar com uma que, mesmo não tendo deformidades, vive sem o exercício que modela as grandes virtudes que embelezam a alma. A verdadeira beleza que convence, encanta e atrai, vem de “dentro”. 
Como a água que avança contornando obstáculos, nosso amor deve seguir em frente apesar das pedras. A tendência natural do ser humano quando encontra pela frente, e ao seu redor, resistência, dureza, agressão, desrespeito, desamor, ofensa etc, é o responder à altura ou pagar na mesma moeda. É assim no trânsito, no convívio caseiro, no relacionamento com colegas de trabalho e, até mesmo, no matrimônio. É mais fácil, mais cômodo e, aparentemente mais “seguro”, retribuir na mesma medida. Para isso, é necessário somente deixar os impulsos naturalmente fluírem. Nem precisa esforço! Eles estão aí quase como uma medida de proteção para o ego o tempo todo. Com essa medida de proteção, a pessoa se sente, por vezes, mais aliviada e mais vingada. O ego, de fato, vinga, ou seja, cresce, incha, fica satisfeito. Porém, ao invés de ficar mais maduro, fica apenas duro. Ao invés de se tornar um ego sadio e forte, fica um ego “mixuruca” e podre. Perde a sensibilidade e a percepção para outra realidade bem mais rica, profunda, importante e essencial do humano. Aquela que ensina a pessoa a viver de forma mais simples e real com a vida. Essa outra realidade só se alcança treinando o ego lá onde ele é continuamente bombardeado pelas resistências da vida. Para ficar um ego maduro, é necessário atirar flor onde tudo é pedra, ou melhor, fazer nascer flor entre as pedras. Aliás, as flores que nascem em meio às pedras são muito resistentes e belas. Suportam com maior facilidade as investidas do tempo. São, verdadeiramente, valentes! Cultivar flores em meio às pedras é um modo simbólico de falar do humano que cresce sempre junto às intempéries e vicissitudes da vida, sem negá-las, mas aprendendo com elas. Isso dá um tipo de humano sábio, forte e humilde, que se adapta a qualquer ambiente, tipo o sertanejo do Nordeste que aprende que ao invés de fazer a seca se adaptar a ele, se adapta a ela criando e recriando possibilidades de vida o tempo todo dentro dela. Um humano curtido e temperado na seca da vida fica mais concreto, mais sóbrio, mais grato e mais uno com a terra dos homens e com suas exigências. Diferente de quem desconhecendo as exigências da dureza da vida, ao ser lançado nela pra valer, fica “reclamão”, cheio de “frescura” e exigências com os outros, e anêmico por falta de vitamina na alma. Tais tipos adoecem facilmente com toda a sorte de sintomas reais e imaginários. A oração atribuída a São Francisco de Assis já ensinava e motivava as pessoas a fazerem crescer flores em meio às pedras quando proclamava: “Onde houver ódio, que eu leve o amor...” (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

4 Novembro 2015
“Viver é muito perigoso” (João Guimarães Rosa, escritor brasileiro, 1908-1967).
O perigo nos faz pensar antes de agir. Outro dia, uma mãe encontra seu filho de colo, segurando e mordendo uma cobra. A criança sobreviveu e a cobra morreu. Passado o susto inicial, nos damos conta de como a vida é frágil (fato ocorrido na pequena cidade de Mostardas, perto de Porto Alegre, no dia 01/11/2015). A consciência de que viver é muito perigoso nos faz mais responsáveis e engajados com a realidade, pois diante do perigo costumamos ter mais prudência e sermos mais racionais, menos impulsivos. O perigo nos propõe e nos dispõe ao “pensar”. E no pensar encontramos o modo de lidar com a vida cercada de perigos, sem cair em prejuízos. A vida, por sua vez, é um constante desafio ao pensar em cada passo e a cada esquina do viver. É pura responsabilidade com a situação, ou melhor, com o local onde temos os pés. Na responsabilidade há tensão, pretensão e atenção. Na atenção estamos tensos, no sentido de tencionados, estendidos e esticados, sem moleza e sem meias-medidas no jogo do real da realidade. Viver assim jamais dá dispersão e depressão, pois dispersão e depressão são distrações do caminho que leva à queda no abismo da incompreensão do perigo. Se bem entendido e vivido, o perigo é amigo. Amigo que nos livra da vida imprudente e irresponsável. Perigo, no fundo, é anjo da guarda que inspira o pensamento e nos coloca com os pés bem firmes e atentos a cada passo de nossa viagem na grande aventura da vida. Por isso, viver é muito perigoso. Significa, viver supõe pensar. O pensamento é perigoso para qualquer pessoa, para qualquer sociedade, pois mexe com a vida e faz a vida mexer. Está aí a raiz de qualquer criação, crescimento e maturação das pessoas, e de toda mudança ou transformação das coisas e do mundo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

3 Novembro 2015
“O verdadeiro progresso social não consiste em aumentar as necessidades, mas em reduzi-las voluntariamente; mas, para isso é preciso ser humilde” (Mahatma Gandhi, advogado, político e líder hindu, 1869-1948).
Quem pensa no próximo, se alegra em ajudar. Para girar a economia, alguém tem que produzir; outro consumir e o governo cobrar impostos dos dois. Quando precisa melhorar a arrecadação, é necessário aumentar a velocidade deste princípio. Então, se desperta no indivíduo a “vaidade” através das várias formas de mídia, para que ele tenha necessidade de consumir mais e melhor, para se destacar na sociedade. As pessoas se comportam como “ratos de laboratório”, agindo mais por impulso do que por verdadeira necessidade. Gandhi propõe um caminho inverso. Se eu tenho apenas dois pés, por que preciso de inúmeros pares de calçados? Qual a minha real necessidade? Ele propõe a humildade (se contentar com o pouco) para concentrar sua energia em criar coisas novas e bem aproveitar as que já têm. Mas, para isso temos que nos alegrar com o que temos, sem fazer comparações com o que os outros têm. Usar nossa criatividade para melhorar toda a sociedade, sabendo aproveitar bem os recursos disponíveis, sem desperdício, para que todos possam se beneficiar. Lembrando sempre que, em comunidade, é melhor chegar junto do que sozinho na frente. Por isso que se diz; “a união faz a força”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

30 Outubro 2015
Eu tenho medo é de não morrer!” (Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo, escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino, 1899-1986).
A morte preserva nossos entes queridos para um encontro definitivo. Em muitas culturas, ambientes e religiões, a morte e o morrer se revestem de sacralidade, de respeito e devoção. Não é culto à morte e idolatria aos mortos, mas cerimônia de reconhecimento e gratidão aos que, antes de nós, adormeceram e fizeram sua passagem através do sono da morte. Sono que faz despertar num renascimento, num ser inédito. A morte e o morrer são na verdade uma aventura de passagem da vida fugaz. É uma mutação onde passamos como peregrinos pela ponte do morrer rumo a um novo e imprevisível início. Passamos para junto dos que passaram. Porém, o nosso dilema milenar em relação à morte e ao morrer é o medo. São muitos os que possuem um medo doentio e aterrorizante da morte. Vêem nela o fantasma monstruoso e o pesadelo atormentante que visita o ser humano em hora inesperada. Essa mentalidade tornou-se cultura. Cultura do medo da morte, de tal forma que ao invés de fazer dela uma companheira e mestra que ensina as lições mais essenciais da vida, erguem muralhas psíquicas e cortinas de resistência na tentativa de mantê-la à distância da consciência e à margem das preocupações diárias. Quando, então, ela visita ou invade nossa cotidianidade e toca nossa sensibilidade com a passagem de um ente querido, ficamos fragilizados, revoltados e depressivos. Experimentamos a contra gosto o cálice amargo da separação, da dor da perda e da ruptura. Isto, principalmente, porque foi assim que sempre pensamos e lidamos com a noção da morte no seio da vida. A morte e o morrer, no entanto, apontam para nossa “finitude” (nossas limitações). Mostra que de manhã somos viçosas plantas na beirada do riacho da existência, mas à tarde murchamos e nos despedimos do dia. Não somos infinitos. A qualquer hora, mais dia, menos dia, passaremos, deixaremos, romperemos, mas, também, encontraremos, abraçaremos, renasceremos numa plenitude nova e redescobriremos que não há fim, apenas mudança e passagem para um novo modo de ser. Quem alimenta essa certeza, jamais terá medo da morte e do morrer. Terá, sim, medo de não morrer, pois não morrer significa a impossibilidade de mudar, de se transformar, de renascer, de viver e reencontrar mais plenamente o sentido da vida. Pois o sentido da vida está no amor e no amar. Quem aprende a amar se prepara para morrer e se abre ao desconhecido que é a morte. E como bem diz o filósofo e teólogo francês Jean Yves Leloup: “... morrer. Mas não sem antes ter vivido. Mas não sem antes ter amado.” (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

 


 29 Outubro 2015

“Aquele que sabe mandar encontra sempre quem deva obedecer” (Friedrich Wilhelm Nietzsche, filólogo, filósofo, crítico cultural, poeta e compositor alemão, 1844-1900).
Obedecer tem origem em (ob+audire) que é ouvir com o coração, pois confia na experiência de quem fala, o que passa disso é submissão. Em ambientes como família, empresas, escolas, exército e órgãos públicos, principalmente; é muito comum o exercício do “mandar”. Mandar muitas vezes é entendido como dar ordens, impor ou obrigar. Obedecer, por sua vez, nessa situação vira subserviência, ou seja, já que é inevitável, então obedeço, faço sem liberdade, sem querer, empurrado, na marra. Essa mentalidade do mandar e obedecer é que desanima, dá confusão, brigas, desentendimentos e impasses. Mandar, em suas raízes, é um modo de falar a partir de uma experiência, de alguém que de tanto fazer já ficou calejado e fala com propriedade da coisa do nosso interesse, e que foi tão bem trabalhada na pessoa e com a pessoa que ela acaba se tornando autoridade no assunto. A coisa torna-se um aprendizado que dá autoridade é que fala por si e “impõe” por si. Quem não tem esse jeito de ser se transforma em autoritário e quer mandar pela força física ou do cargo, acreditando que isso é poder. No mandar, quando bem entendido, quem aprendeu passa adiante o que sabe e o que manja. Aprendeu com a lida que a coisa ela mesma ensina no fazer e passa a ensinar os demais interessados. Desta forma, ao mandar encontra gente disposta a obedecer, encontra gente que escuta, pois obedecer é ouvir, escutar a experiência ela mesma e se envolver com ela da mesma forma que aquele que tem autoridade. E para mandar e para obedecer é necessário muito trato com a coisa dentro de um processo de amadurecimento e aprendizado daquilo que é do interesse comum. Onde tem essa dinâmica de mando e obediência, as relações ficam mais maduras, mais tranquilas, menos asfixiantes e a comunhão e parceria a respeito do que quer que seja se dá com mais facilidade e desenvoltura. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

28 Outubro 2015
“A educação é um projeto de formar uma pessoa com independência financeira, autonomia comportamental e responsabilidade social”(Içami Tiba, médico psiquiatra, colunista e escritor, 1941-2015).
O conhecimento intrínseco vem à luz pela educação. Educação enquanto formação pode soar para alguns como colocar na forma, enquadrar, padronizar. Mas, aqui, formação que educa e educação que forma quer dizer entrar num exercício intenso e profundo de amadurecimento das próprias capacidades, muitas delas, talvez, entulhadas ou enrijecidas pela falta de clareza e compreensão do que se é e do que se pode ser. Nesse sentido, formar é externar, isto é, trazer o melhor de sua forma humana para fora. Fazer e deixá-la vir à luz no seu formato mais rico e mais profundo, mais largo e mais intenso, mais original e mais originário. É esse trabalho de fazer e deixar aparecer o melhor que somos é que é o nosso maior desafio educativo. Baseado nele é que nos tornamos independentes, autônomos e responsáveis no mundo em que somos e estamos. Nessa tarefa os pais, mestres, professores, guias e educadores só podem nos acompanhar e motivar, jamais nos substituir. Na educação enquanto formação e na formação enquanto educação somos todos aprendizes, parceiros e operadores. Só assim é que a educação nos educa e a formação nos forma. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)
27 Outubro 2015
“A incerteza foi sempre o chão familiar da escolha” 
(Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, nasceu em 19 de novembro de 1925).
Quanto mais possibilidades existem, mais temos incertezas. Escolha está relacionada com a ideia de colheita. Colheita nos lembra o movimento do agricultor ou camponês no solo familiar de seu trabalho diário, desde o preparo inicial para lançar a semente até colocá-lo à disposição do consumo. Para isso sempre foi necessário preparo, cultivo, colheita, separação, distinção, reunião, seleção, embalagem, enfim, todo um trabalho de suor e dedicação para que o produto final estivesse apto ao consumo. E o ato de consumi-lo era mais do que apenas colocá-lo no estômago. Era tirar dele o sumo, a essência da vida. Este movimento de colher e recolher para tirar a essência da vida foi entendido, também, como a arte de pensar e de fazer escolha. Escolha era bem mais do que optar entre duas ou mais alternativas. Era um abraçar ciente, pra valer, de apenas uma única possibilidade e seguir por ela com todos os riscos e consequências. Como tal, uma escolha nasce no terreno da incerteza, lá onde somos colocados na parede da decisão para separar bem, distinguir e reunir o que está disperso em nós mesmos e no mudo que nos cerca. A incerteza neste caso é o solo fértil das nossas possibilidades de decisão, e nem sempre o lugar da mera dúvida e inércia do pensar. Na sociedade atual estamos diante de muitas incertezas, no campo da ética, da política, da religião, da economia etc. Na incerteza costumamos vacilar no desespero e na escolha sem critério do tipo “ma-mãe man-dou ba-ter nes-ta da-qui”. Porém, trata-se de nossa chance de cultivo e trabalho árduo do pensar. Refere-se ao exercício de colher e recolher, de separar e reunir bem o que desafia o nosso ser no mundo. Se quisermos, de fato, desfrutar de novas intuições; novas ideias; novas possibilidades e novas criações em todos os campos de nossa existência; devemos aproveitar das “cutucadas” da incerteza, pois nela estamos continuamente sendo movidos a fazer boas e acertadas escolhas em nossa vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!Bom Dia! (19 anos)

23 Outubro 2015

“A intolerância pode ser aproximadamente definida como a indignação dos que não têm opinião” (Gilbert Keith Chesterton, escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhista e conferencista britânico, 1874-1936)
Podemos ouvir até com os ouvidos, mas se o coração está surdo, permanecemos no vazio da ignorância. A palavra “intolerância”, em medicina, define a pessoa que é incapaz de suportar certas substâncias tóxicas, mas em geral, ela define a pessoa que tem atitude odiosa e agressiva a quem tem opinião diferente da sua. Para assumir tal postura, o normal seria primeiro conhecer o que o outro pensa e as suas razões. Como isso é difícil e muitas vezes há um bloqueio e aversão a quem pensa diferente, a pessoa sente-se ameaçada e começa a atacar, sem ouvir o que o outro tem a dizer. Muitas injustiças foram cometidas através dos tempos, por pessoas que condenaram por intolerância, ou seja, sem primeiro ouvir, ou procurado buscar a verdade. Chesterton vai além, diz que estas pessoas são incapazes até de ter opinião, e talvez por isso o ódio das opiniões alheias. Pense antes de emitir sua opinião. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

22 Outubro 2015
“'Hábitos são inicialmente teias de aranha, depois fios de arame”
 (Provérbio chinês).
De tanto fazer, nem percebe mais como faz. Hábito é tudo o que de tanto ser repetido toma corpo em mim. Vira uma espécie de segunda pele. Tal qual teia de aranha, para ser tecido do início ao fim ele exige muita elasticidade na paciência, e bastante resistência, tal qual um arame, para sustentar os ataques e investidas das contrariedades. É pela força do hábito que o caráter se firma e se modela. E quem almeja crescer no exercício de qualquer virtude, e pretende abandonar toda espécie de vícios, só tem bom êxito deixando-se abraçar pelas teias do hábito, pois é ele quem tece a grande morada, ou melhor, o grande edifício (habitat) de nossa personalidade humana. Sem hábito nada dentro de mim é digno de ser considerado maduro, forte e valioso. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! 
Bom Dia! (19 anos)


21 Outubro 2015
“O dinheiro é esterco do diabo” (Basílio de Cesaréia, advogado, professor e bispo católico, 329-379).
Para quem trabalha diretamente com dinheiro de outros, ele é como qualquer papel. Seu valor é relativo. O dinheiro ganha importância na proporção que nos deixamos encantar. São Basílio, em seu tempo, via como o dinheiro corrompia tudo e a todos, por isso disse: “O dinheiro é esterco (fezes) do diabo”. Essa frase pode assustar e dar margem para muitas interpretações equivocadas entre as pessoas, principalmente aos mais apegados e devotados ao “santo dinheirinho”. Uma delas é pensar que o dinheiro é uma maldição em si, que faz mal ao ser humano, ou que quem o toca ou faz uso dele tem pacto com o “demo”. Se for por aí não é o que Basílio de Cesaréia pensava e dizia. Nem mesmo o que São Francisco de Assis repetiu um dia aos seus frades ao pedir cuidado com esse poderoso “instrumento”. Mas, se pensarmos no dinheiro um grande instrumento (“esterco”) capaz de gerar brigas, divisões, injustiças, confusões e corrupções entre as pessoas, então este é o melhor esterco que se pode lançar mão para influenciar a mente e o coração das pessoas para promover a distância, a divisão e a discórdia. Muitos homens e mulheres têm se tornado um canteiro fértil onde o dinheiro é semeado e usado como “estrume” propício para fazer nascer todo tipo de perversão individual e social. Por trás de tudo está o esterco do diabo em forma de dinheiro semeando o medo, a insegurança e, consequentemente, realizando a busca distorcida pelo poder e pelo espírito egoísta do “salve-se quem puder”. Na base de tantos desentendimentos está o esterco do diabo se disseminando feito erva daninha, corrompendo tudo que encontra pela frente. Se houver uma reflexão da má utilização que as pessoas estão fazendo do dinheiro, então é possível dizer que o diabo aqui não é uma entidade vinda do além e do aquém para nos forçar a fazer o que não queremos e, sim, o próprio homem no seu modo de ser dividido e afastado de sua origem que, na sua alienação, transforma o dinheiro (cartão de crédito, cheque, ações de mercado etc.) em esterco para cultivar tudo o que destrói e marginaliza. No entanto, é possível pensar o dinheiro como esterco de outra forma, isto é, como um bom instrumento que bem cultivado faz frutificar o bem. Pensá-lo como um esterco que cada homem e mulher pode cultivar no solo da consciência, do coração e das mãos, dentro de casa, do comércio, das empresas, da política, da economia, para fazer frutificar práticas justas e fraternas. Neste sentido, o dinheiro é e pode se tornar um ótimo instrumento (esterco) para promover tudo o que o ser humano precisa para viver na concórdia, na paz, na justiça e no respeito aos seus direitos fundamentais. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia!
20 Outubro 2015
“Convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las”(Nelson Falcão Rodrigues, jornalista e escritor brasileiro, 1912-1980).
Somos nós que devemos ter o controle do animal enjaulado dentro de nós. Diz o provérbio indígena que dentro do coração humano existem dois lobos lutando entre si, o amor e o ódio. Vence aquele que mais alimentamos. Isso vale para tudo o que possamos imaginar circulando dia-a-dia dentro de nós: os vícios e as virtudes, a bondade e a maldade, os talentos e os defeitos, a alegria e a tristeza, os sucessos e os fracassos, as disposições e as indisposições, a pureza e a malícia etc. Tudo está dentro de nós, adormecido como realidade e como possibilidade, esperando apenas o nosso consentimento e o nosso cultivo para vir à tona e se materializar dessa ou daquela forma. É a luta e o jogo contínuo da bela e a fera, do chapeuzinho vermelho e o lobo mau, da bruxa e a princesa. Nesse sentido, nem sempre somos responsáveis pelo que está adormecido dentro de nós; mas, somos responsáveis pelo que nos tornamos com aquilo que cultivamos interiormente. No caso de nossas ferocidades, elas estão aí para serem conhecidas, administradas e organizadas, jamais para serem “libertas” sem a nossa autorização e domesticação. A única atenção e tempo que devemos dar a elas são para amansá-las quando insistem em nos dominar. Caso contrário, todo o nosso tempo e energia deve ser gasto e investido na preocupação com o lobo bom e amigo, pois do trato habilidoso com ele depende a boa condução de nossa vida e dos nossos relacionamentos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

19 Outubro 2015
“Talento é quando um atirador atinge o alvo que os outros não conseguem. Gênio é quando um atirador atinge o alvo que os outros não vêem” (Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, 1788-1860).
Para ver além das aparências é preciso sentir com o coração. Alvo é um objetivo. Para se atingir um alvo é necessária muita concentração neste objeto a ser alcançado. Para isso toda a recompensa e honra oriundas da conquista futura devem ser ignoradas. Todo o ser deve estar focado no que deve ser feito. Com isso todo seu talento vai se revelando até o momento que atinge o alvo. Mas, quando o atirador esquece-se até de si mesmo, e se deixa tomar por sua missão, se fazendo um com ela, então ele começa a ver algo que está além da aparência, aí sim, ao atirar ele atinge o que ninguém vê. Somos mais capazes que imaginamos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)


16 Outubro 2015

“A esperança é o sonho do homem acordado”
(Aristóteles, filósofo grego, 384-322 a.C).
Se quiser colher, precisa primeiro plantar, o que passa disso é ilusão. Esperança é tecer uma espera firme e inquebrantável em torno de algo que move o meu desejo de querer que algo aconteça e que é possível de acontecer. Enquanto tal, o que move o meu desejo é muitas vezes desenhado previamente nos mistérios das expectativas da mente e do coração. O sonho, de modo semelhante, é feito de imagens e símbolos que se arquitetam explícita ou implicitamente dentro de mim. E, o que está dentro, de certo modo se comunica, vem à tona pelo sonho, seja ele bom ou ruim. O sonho, por sua vez, pode ser dormindo ou acordado. Ao sonhar acordado é na forma de esperança que o faço. Nesse sentido, posso colocar a esperança em entidades divinas, em pessoas, em coisas, em promessas etc.. Hoje é comum, por exemplo, colocar esperança em jogos de loteria, mesmo suspeitando que são manipulados e feitos de “cartas marcadas”. Ou, então, naquela expectativa de que um dia tudo vai ser melhor, ainda que esse “um dia” seja apenas o conforto para driblar a frustração e o desconforto do momento em torno da real situação em que vivo. A esperança como sonho acordado, no entanto, significa outra coisa. É um modo inteligente de trabalhar aqui e agora os próprios desejos e expectativas que me movem, sem ficar jogando para o amanhã ou para terceiros a possibilidade de realização do que me incita no momento. Esperar em forma de sonho acordado é estar vigilante, atento, até mesmo diante das enganações de segundos e terceiros que vivem e sobrevivem de alimentar falsas expectativas e pseudo-esperanças financeiras e milionárias nos desesperados. Usar da esperança e do sonho dos pobres e desesperados (que sempre apelam para um último álibi para fazer a luta pela vida) para alcançar vantagens financeiras, deveria ser considerado um crime constitucional contra a nação, um atentado à inocência das pessoas. O que pode e deve ser feito, especialmente em momentos de crise, é alimentar esperanças possíveis e concretas nas pessoas. Sobretudo, incentivá-las de verdade e dar a elas a chance de realizarem seus sonhos acordados, pois esperança enquanto sonho que apenas põe as pessoas na fila da espera sem fim, e sem realização, jamais é esperança ou sonho, é apenas  uma mentira bem contada, destinada a iludir os inocentes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia!(19 anos)

15 Outubro 2015
“Um só é vosso Mestre, e vós sois todos irmãos” (Evangelho de Mateus, 23, 8)
Quem ama ensina fazendo. Naquele tempo, os que tinham algum conhecimento, eram assediados pelos “sedentos de saber”, que buscavam aprender ouvindo-os. A vaidade fazia com que gostassem de serem chamados de “mestres” e alguns se vestiam de forma diferenciada para se destacarem dos demais. Jesus, o “Mestre dos mestres”, age de forma diferente, aponta para Deus como fonte de todo o saber e ensina amando-os. Acolhe a todos em suas diferenças, e ensina respeitando suas individualidades. Com as crianças Ele se coloca à altura de seus olhos, nem acima nem abaixo, e as abraça com carinho. Com os rudes de coração, Ele pede que antes de acusarem alguém, que examinem primeiro suas consciências, e vejam suas atitudes mais ocultas. Com os fragilizados com as doenças, Ele primeiro cura. Para todos dá esperança e pede que sejam irmãos. “Quem quiser ser o maior, seja o menor e servo de todos” (Mt 20). Jesus transformou homens simples e iletrados em grandes pregadores.  Assim, sua “escola” começa pelo perdão e acolhida amorosa, para que a pessoa se sinta fortalecida e com coragem para buscar o saber que vem de Deus e assim iluminar sua caminhada. Mostra-nos que para ensinar, precisamos primeiro acolher, curar “as feridas da alma”, e no amor transmitir nosso conhecimento. Aos professores que fazem desta escola de amor ao próximo sua profissão, pedimos a Deus forças para que não desanimem nos momentos difíceis e sabedoria para diferenciar o certo do errado, antes de ensinar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

14 Outubro 2015
“A maior de todas as torres começa do solo”
 (Provérbio Chinês).
Construir a própria torre a partir da base (solo) é bem diferente de tomar posse de alguma. Quem deseja crescer na vida, em qualquer sentido ou em qualquer direção, precisa começar do solo. Solo aqui é onde tenho os pés. Onde tenho os pés é a base de onde devo partir. Esse “de onde” significa o concreto, a minha possibilidade real, o meu cotidiano, o que tenho e posso no momento. Por vezes, o que prejudica o crescimento real das coisas em mim é o movimento alienado e alienante do real da realidade. Começo a lamentar o que não sou e o que não tenho ou a querer além das possibilidades da situação e do momento. E, assim, em nome desses dois extremos, abandono o “solo” para ficar no “indefinido”. O indefinido gera insegurança, comodismo ou ansiedade. O segredo do crescimento interno e externo em mim mesmo é partir sempre de novo e de modo novo do solo. Partir do solo, tantas vezes, é começar do pouco, do insignificante, do banal, mas sem banalizar nada. É, também, ter que cavar com as próprias “unhas” o terreno onde estou para encontrar o fundo e o profundo das coisas, isto é, o seu sentido essencial. É enraizar em toda e qualquer pequena possibilidade à vista e às mãos para fazer brotar algum verde de esperança até dar os frutos de uma grande conquista. Isso implica deixar de ser ou “demasiadamente exigente”, ou “radicalmente frouxo” comigo mesmo. Manter perseverantemente o crescimento diário, sem o impulso intempestivo da afobação, é um bom método para crescer. Desse modo, a vida mesma se encarrega de me colocar no equilíbrio entre o céu e da terra, ou seja, naquele meio onde tenho os pés bem enraizados no solo (a isso se chama humildade) e a cabeça elevada aos céus (a isso se chama inteligência, sabedoria). Dessa harmonia é que me torno uma torre inabalável e segura que serve de sustento e proteção para a grande muralha que envolve a minha personalidade e o meu caráter. A essa torre e muralha bem construída em muitos povos se deu o nome de morada, castelo, de casa. Ela é símbolo primeiro de outra morada chamada ética, ou se qu
iser, no âmbito religioso, de espiritualidade. Quando negligencio essa construção é que tudo rui e desmorona na vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve)Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

13 Outubro 2015
“Na vida, o nosso espelho é o outro” (Michael Odoul, conferencista francês, fundador do Instituto Francês de Shiatsu).
Ao conhecer o outro, entendo mais do próprio eu. O que conhecemos como espelho nada mais é do que imitação do que acontece com nosso próprio olho quando olhamos os objetos. O que olhamos passa pela córnea, pupila e cristalino e se mostra ou se reflete de modo invertido no fundo do próprio olho. O espelho, também, tem três camadas: vidro, prata e fundo preto. Ele, portanto, reflete tudo o que incide nele. Ao refletir, dobra, ou melhor, volta para si mostrando o que é. Nesse sentido, é possível entender que quando se trata de relações humanas, o outro sou eu mesmo.  Com outras palavras, o outro nada mais é do que eu mesmo projetado para fora. O que vejo, falo, sinto e penso a respeito do outro é, simplesmente, eu mesmo refletido como outro. Daí a importância de sempre estar atento ao modo como me relaciono com quem quer que seja, pois por mais entendido e conhecedor que possa parecer do próximo, do irmão, do parceiro, do colega... do que chamo e entendo como outro, nada mais é do que minha impressão, minha opinião, meu ponto de vista, meu modo de perceber, julgar e sentir a mim mesmo. Isso vale tanto para as coisas boas quanto para as ruins. O que posso captar e conhecer do outro é apenas o que ele me mostra e me dá na sua demonstração, jamais o que projeto. A partir dessa visão, é essencial olhar sempre no espelho para me ver melhor e, assim, evitar de achar que o que vejo no outro é a realidade do outro. O outro aqui é apenas eu mesmo cada vez refletido sobre alguém, sobre um fato, sobre alguma coisa. Se o que vejo é negativo sou convidado a melhorar a imagem pela percepção de mim mesmo. Se for positivo cuidar para jamais embaçar ou desfigurar tal imagem. O espelho é um reflexo. E como reflexo é uma reflexão de mim mesmo para me ver, rever e conhecer melhor. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

 

9 Outubro 2015
“Circunstâncias... palavras vazias de sentido utilizadas para retirar a responsabilidade de seus companheiros pelos erros cometidos”(Mariano José de Lara, escritor espanhol, 1809-1837).
Um ato impensado pode gerar uma vida de arrependimentos. Depois que inventaram a palavra “desculpa”, muita gente saiu ilesa de suas responsabilidades. O bombardeio de precisão cirúrgica em um hospital dos “médicos sem fronteira” gerou uma série de pedido de desculpas, mas, o fato de ter provocado muitas vítimas é irreversível. Vemos fatos semelhantes em decisões políticas que geram uma série de transtornos. Muitas vezes nos dá a impressão que quem está no comando está brincando de “deus”, e toma decisões sem medir as possíveis consequências, mas, depois quando dá errado pede “desculpa” e fica tudo bem. E o estrago provocado? Quem vai reparar? O prejuízo acaba ficando com a parte mais fraca que nem tem voz e vez. Em todo lugar vemos isso, até com as crianças, “quebrou, desculpa”, sim, e daí? Com isso criamos uma sociedade de irresponsáveis. Quando seus erros vêm à tona, se fazem de vítima, que são injustiçados e perseguidos. Deveriam ter pensado antes de fazer besteira. Se quisermos um mundo melhor amanhã devemos educar nossas crianças hoje, e assim termos adultos mais responsáveis. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)
8 Outubro 2015
“Não faça aos outros aquilo que não queres que façam contigo” (Provérbio chinês).
A boca fala do que brota no coração. O poder da fala e da realização de qualquer coisa está muito bem expresso no texto do Gênesis quando Deus diz: “Faça-se...”. Trata-se da fala geradora, criativa. Pelo poder da fala algo se faz, se materializa, vem à tona. O mesmo vale para os pensamentos e sentimentos em relação ao próximo. Fale, pense ou sinta qualquer coisa em relação ao próximo e isso vai mais dia, menos dia, se materializar, conforme o dito, pensado e sentido. Por isso, é importante perceber se aquilo que falo, penso e sinto em relação a quem quer que seja é positivo ou negativo, é bom ou ruim, é construtivo ou destrutivo. Mas, devo lembrar que o que imagino fazer ao outro, antes de qualquer coisa já está em mim, já me pertence como criação minha. Se está em mim já está feito e está em ação dentro de mim. E o primeiro prejudicado (ou beneficiado) sou eu mesmo. Vale, então, a máxima de não fazer ao outro o que não quero que façam comigo. É o mesmo que pedir para se fazer em mim somente o que é bom, agradável e perfeito. Para isso é necessário limpar toda fala, todo pensamento e sentimento que são nocivos à minha saúde global. Eis o melhor caminho para evitar causar danos ao próximo. Eis uma forma simples de amar o próximo como a si mesmo, pois quem se ama e se ajuda jamais fará o mal a alguém, uma vez que está sem lixo ou sucata para jogar nos outros. Pelo fato de sua fala, seus pensamentos e sentimentos serem bons, fará ao outro tudo aquilo que faz; que cultiva e que deseja para si próprio enquanto se ama. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom Dia! (19 anos)

7 Outubro 2015
“Não há que ser forte. Há que ser flexível” (Provérbio chinês).

O arco de flecha é feito de madeira flexível, pois quando se dobra ele ganha força e energia. Flexibilidade é arte de aprender a se dobrar. Dobrar aqui tem o sentido de se duplicar, de se transformar em dois, ou melhor, de se colocar no lugar do outro para buscar compreender sua posição, seu posicionamento, sua maneira de ser, de pensar e de agir. Quem se dobra, se desdobra dentro de si e consegue perceber melhor o outro e as diferentes exigências que se mostram numa situação e num encontro. Ao se dobrar, a pessoa se humilha; mas, humilhar nesse sentido é ir ao chão, à terra, ao concreto da vida, pois o risco é de viver a vida às margens dela, sem inserção e sem encarnação, sem gosto e sem percepção do que é a sua essência. Quem está fora ou à margem da vida tem a tendência de querer impor a própria posição em tudo e em todos pela insegurança de se estar alienado da verdade das coisas. Por sua vez, quem tem dificuldade de se humilhar e de se dobrar, costuma ter corpo pesado e rígido numa posição ereta. Só que o ereto aqui é o congelado, rígido e inflexível. O inflexível, congelado e rígido tem uma enorme dificuldade de se mover e de se virar para situações que exigem diálogo, compreensão, aceitação e encarnação nas realidades diferentes e nas diferenças da realidade, pois está o tempo todo fechado e endurecido em suas posições e posicionamentos. Por outro lado, o flexível, o que se dobra, nada tem a ver com o frouxo e desleixado que tudo deixa passar e que está sempre à mercê do vento que vai e que vem. O flexível só vai com o vento porque percebe e compreende que pode ir e vir com sabedoria e segurança, sem perder a própria identidade ou liberdade. O flexível sabe que não sabe tudo, mas que pode aprender de cada pessoa e de cada situação a cada momento. Ele nunca força nada para demonstrar força e poder, mas ao ser flexível torna tudo forte, robusto, seguro, dialogável e sólido. Não é à toa que da palavra flexível tem, também, a palavra reflexão. Reflexão, nessa acepção, é capacidade de dobrar-se sempre de novo e de modo novo sobre uma coisa no exercício constante de procurar escutá-la, compreendê-la e acolhê-la na sua diferença, nos seus desafios, nos seus convites e na sua imprevisibilidade. Ser flexível, portanto, é ser reflexivo. No fundo, é arte de pensar o que nos faz pensar, ou que nos provoca a pensar. E só aprendemos a pensar, pensando. Pensando o sentido de tudo o que nos vem ao encontro diariamente. É pensar, sobretudo, o mistério do desconhecido que a todo instante bate e rebate á nossa porta pedindo passagem e morada na hospitalidade de nosso ser. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!

6 Outubro 2015
“Você só poderá ver suas limitações através dos olhos de outras pessoas” (Provérbio Chinês).
Outros olhos nos veem por outro ângulo. Quem pensa que limitação é cerca ou paredão que impede o avanço e o crescimento, se equivoca. Limitação significa um cercado bem real para o exercício de nossas possibilidades. Quem se exercita no que é e no que tem, avança, transcende e conquista sempre novas possibilidades de ser. Quando se trata de olhar para nós mesmos, temos dificuldades de enxergar limitações, principalmente por partir do pressuposto de que limitação é muro onde tudo termina e se fecha. Nesse sentido, ninguém gosta de ser limitado, pois cheira a proibição e negação. Pensar, assim, já é uma limitação que damos a nós mesmos. Ou seja, pensar a limitação como proibição, negação, paredão etc.; já é um estreitamento da visão de limitação. Por essa razão, a vida se encarrega de colocar inúmeros limites sobre nós. Eles vêm da natureza, dos acontecimentos, mas, sobretudo, das pessoas. Do modo como elas nos enxergam e criticam. Ao nos criticar e nos mostrar como nos vêem, nos dão uma sacudida e um choque para acordarmos e aprendermos a olhar para aquilo desviamos o olhar e que precisamos aperfeiçoar. Na psicologia Junguiana (do suíço Carl Gustav Jung, 1875-1961) se chamaria isso de “sombras”. Sombra enquanto nosso lado obscuro; aquele que evitamos mostrar aos outros e que só aparecem nos sonhos, comportamentos, e em nossas ações e reações inesperadas. Olhar nossas sombras é, de um forma bem simples, aprender a lidar com tudo aquilo que costumamos negar em nós mesmos e que projetamos sobre os outros: nossa tristeza, nossos preconceitos, nossa ira, nossos medos, nossa preguiça, nossa insegurança, nosso orgulho, nossa frustração, nossos juízos negativos sobre o semelhante, e por aí vai. Nesse sentido, o juízo, o olhar e a fala do outro, que por vezes nos machuca, podem ser nossos mestres, pois nos abrem os olhos, o coração e a mente para percebermos e trabalharmos o que ainda está imperfeito e mal elaborado em nós. Ver os próprios limites, as próprias sombras, é um convite rotineiro para a organização, reorganização e harmonização de vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia!(19 anos)

5 Outubro 2015

“Tudo o que faço é Nosso Senhor que me guia” (São Francisco de Assis, místico católico italiano, 1181-1226).
Quem se deixa guiar pelo Senhor encontra um tesouro. Na contramão de todo pensamento moderno de realização, onde a posse de bens representa garantia de sobrevivência, São Francisco apresenta a pobreza, como seu maior tesouro. A única coisa que ele queria era viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nesta busca, ele abre três vezes a Bíblia e encontra sua resposta; na primeira abertura encontra a passagem que diz; “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que possuis e dá-o aos pobres” (Mt 19, 21). Na segunda; “Nada leveis pelo caminho” (Lc 9, 3). Na terceira; “Quem quiser vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24). Isto bastou para que ele se decidisse por um modo de vida simples e pobre. Mas em vez de ficar esperando que as coisas caíssem prontas do céu, incentivou seus irmãos ao trabalho dizendo; “o trabalho, embora humilde e simples, confere honra e respeito e sempre será um mérito ante Nosso Senhor”. Portanto, era um exemplo de trabalho para garantir o sustento. Ao longo de sua caminhada, vai percebendo que tudo o que existe no universo é fruto do amor de Deus e incentivou este amor e respeito a toda a natureza; “todos os seres são iguais, pela sua origem, seus direitos naturais e divinos e seu objetivo final”. Talvez seu modo de vida nos alerte a renunciarmos a tudo o que é supérfluo em nossa vida para nos concentrarmos no que é essencial. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)
2 Outubro 2015
“Você nasce sem pedir e morre sem querer. Aproveite o intervalo” (Frase da internet, de autoria desconhecida).

A vida é um dom maravilhoso quando somos maravilhosos. Há duas verdades em nós que não podemos mudar e nem controlar: o fato de que nascemos e de que um dia vamos morrer. Acerca do nascimento, quando tomamos conhecimento, já estava feito; portanto, não pedimos e nem marcamos o dia, a hora, o momento, o local e a situação para nascer. A despeito da morte, jamais saberemos o quando e o como vamos morrer. Nossa chegada e saída neste mundo independem de nossa iniciativa e escolha. Depende de nós o sentido que damos ao que já somos e herdamos, e o modo como queremos viver. Entre o nascimento e a morte temos o curso e o percurso da vida para aproveitarmos dos recursos disponíveis do caminho. Aproveitar é dispor do que se é, do que se tem e do que nos é dado, fazendo bom uso disso e conquistando nesse intervalo de nascimento e morte a maturidade e a plenitude do viver. Aproveitar desse intervalo é, também, nos responsabilizarmo-nos pelo que recebemos e pelo que queremos ser. Igualmente, aproveitar a vida é tirar dela o seu suco vital, a sua essência. Desta forma, é possível chegar um dia ao encontro da morte muito grato por ter nascido, muito feliz por ter vivido e muito preparado para poder morrer. Aliás, só morre bem quem vive bem. Só compreende bem a morte, ou a morte como um bem, quem viveu de bem com a vida. A isto se chama tirar proveito da vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

1 Outubro 2015
“Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar” (Friedrich Wilhelm Nietzsche, filólogo, filósofo, crítico cultural, poeta e compositor alemão, 1844-1900).

Somos o que somos em nosso interior. Não saber o que se quer ser é uma forma de dizer que se está aberto às possibilidades do ser. Como o ser se manifesta de formas variadas, abrir-se a ele para deixar ser a sua manifestação é melhor do que querer dizer como ele deve ser. Quando ousamos querer controlá-lo dizendo que queremos ser isso e aquilo, ele se retrai e ficamos apenas com nossas medidas estreitas que coloca tudo dentro de um dogmatismo e fundamentalismo. Em relação ao ser o melhor é deixar ser e viver de sua manifestação, acolhendo e nos responsabilizando pela sua doação e orientação. No entanto, para preparar o advento do ser podemos ser, também devemos nos devotar à tarefa de nos ocupar com aquilo que não queremos nos tornar. Por exemplo, numa situação onde para salvar a própria pele diante de situações extremas que ameaçam a sobrevivência, muitas pessoas podem começar a ficarem egoístas; mesquinhas e espertalhonas. Ao mesmo tempo, em tal situação é muito desafiante querer ser alguém honesto, justo e sensato. É possível, por outro lado, começar afirmando para si mesmo que o que não desejo me tornar, ou seja, não quero me tornar egoísta, mesquinho e espertalhão só porque a sobrevivência está sendo ameaçada. Para exemplificar, vejamos como se comportam alguns refugiados que procuram uma nova vida na Europa (fugindo da guerra na Síria, e de outros países). Muitos deles, embora sedentos e famintos, ao receberem a comida jogada pelos soldados que distribuem a comida, não avançam e nem empurram os próprios irmãos para abocanhar a comida feito um animal. Ainda que mais famintos do que outros, não perdem a chance de se conservarem humanos em meio a uma situação limite da sobrevivência. Em alguns casos, repassam gentilmente a comida a alguém que sentem estar em piores condições do que eles, crianças, por exemplo. Tais pessoas não sabem o que querem ser diante de uma situação desesperadora, mas sabem exatamente o que não querem se tornar. É com tais pessoas que existe a chance de brotar uma nova humanidade em meio ao caos e ao egoísmo de muitos. É com elas e por elas que o futuro da humanidade está à salvo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

30 Setembro 2015
“Quem não vive para servir, não serve para viver” (de Mahatma Gandhi, citado pelo Papa Francisco).
No simples servir se revela a grandeza da pessoa. Servir é o modo de ser do servo. Servo é quem serve. O que serve é o que presta; que tem valor e importância. E na vida só o que serve e presta é  que resolve de fato! Na experiência cristã quando se fala de ser servo, serviço, significa ter o mesmo modo de ser de Deus que apareceu e se mostrou em Jesus Cristo. Ou seja, é ter em nós o modo de bondade, grandeza, beleza, onipotência, humildade, ternura e cuidado de Deus. Esse modo de ser quando aparece sustenta tudo e a todos. Ele aparece na mãe terra, na água, no vento, no céu, nas plantas, no sol, na gravidade do planeta etc. Aparece em forma de doação, cuidado e sustento. Se a água e o vento resolvessem parar de servir e começassem a fazer greve, estaríamos todos mortos. No entanto, é da doação e gratuidade discreta e invisível dessas realidades que nos mantemos de pé e vivos sobre a terra. Assim, também, Deus não aparece por aí fazendo propaganda de si, mas discreta e humildemente está o tempo todo cuidando e servindo a tudo e a todos para que vivamos e sejamos sustentados sobre a terra. Quando esse modo de servir nos toma, também, então desaparecem as relações de superioridade e inferioridade, de exclusão e abandono, de maior e menor dentro de padrões culturais de marginalização e ostentação de uma sociedade. É nesse ser servo que está a chance de sermos verdadeiramente imagem e semelhança de Deus e irmão uns dos outros. E ser imagem e semelhança de Deus nada tem a ver com ter a mesma cor de pele, de olhos, formato do nariz, tamanho de cabelo, altura e aparência física d'Ele, mas com o ter o seu jeitão de amar e cuidar, mesmo lá onde tudo parece ser “imprestável” e decadente. A esse jeitão de amar e cuidar é que a experiência cristã chama de servir. E aos que possuem essa característica fundamental e essencial do ser cristão é que se chama de servo. Assim sendo, o servo é o que está o tempo todo e em tudo cuidando da vida. E porque vive para servir é que a vida serve, ou seja, é útil, preciosa e bela. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

29 Setembro 2015
“O essencial é invisível aos olhos. Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência” (Antoine de Saint-Exupéry, escritor, ilustrador e piloto francês, 1900-1944).
O mais valioso se mantém protegido. Ver o essencial é uma das coisas mais exigentes e desafiantes de nosso tempo. Estamos tão acostumados a ver somente aparências neste tal “mundo real” e “mundo virtual”, que o essencial nos passa “desapercebido” (desprovido de aparecimentos). Isto porque o essencial é invisível aos olhos, e para ver o invisível temos que cultivar ou aprender a ter olhos para o invisível. O invisível é o que está diante de nossos olhos o tempo todo, mas escondido no que aparece e se mostra. Por exemplo, ao olhar para um ladrão e assassino vemos apenas sua perversão e maldade. Dificilmente conseguimos ir além e perceber algum sinal de bondade que esteja escondida nele. Por isso, em nome de nossa ética, moral, religião e padrões de justiça, costumamos ver apenas o seu ato de maldade e crueldade e o colocamos na cadeia para pagar sua pena (embora a forma de justiça da sociedade tenha que apelar para esses recursos para evitar problemas maiores para o corpo social). Esse tipo de olhar jamais recupera o malfeitor, e cega ainda mais o nosso olhar para a verdade das pessoas. O olhar que vê para além das aparências é o do amor. O olhar do amor nada tem de ingênuo e de tolo frente ao mal e à maldade das pessoas e do mundo, mas penetra no núcleo da verdade para  deixar brotar seu sentido maior. É semelhante ao olhar das mães sobre os filhos que os veem para além do que estão no momento (sujos, drogados, alcoolizados, prisioneiros por furtos e assassinatos etc), mas os vê na verdade do que são em referência à sua maternidade: filhos. É o olhar da essência. E na essência as pessoas são mais do que parecem e aparecem ser. É nesse sentido que existem muitas pessoas boas, religiosas,  éticas, bons pais e mães de família, bons cidadãos, que lutam para serem íntegros, mas têm dificuldade em superar determinados vícios e obstáculos pessoais. Quem conseguir vê-los com o coração, na sua essência, é que pode compreendê-los e ajudá-los na sua humanização. É o que Deus faz com cada um de nós a todo o momento e em todas as situações. Daí dizer o texto sagrado: “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”. (1Samuel 16, 7). É sob o cuidado atento desse olhar que todos somos e estamos salvos perante Deus. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

28 Setembro 2015
“O êxito consiste em vencer o temor do fracasso” (Charles Augustin Sainte-Beuve, escritor e crítico literário francês, 1804-1869).
O medo faz ver coisas onde nada existe. A palavra temor traduz a ideia de medo, receio, etc. Quando temos medo, uma simples sombra já provoca uma reação de defesa ou fuga. Na maioria dos casos é pura imaginação. Só o fato de pensarmos com medo, já nos impede de avançar. A maioria de nossos temores desaparece quando ficamos diante deles com coragem. Quando nossa determinação acredita em nosso sucesso, e a coragem faz-nos agir sem medo, os obstáculos tornam-se trampolins para o nosso êxito. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

25 Setembro 2015

“A crise causa medo, mas quem toma medidas à luz da criatividade, uma nova porta se abre” (Juarez de Oliveira:http://pensador.uol.com.br/).

 

Quando caímos na água, a primeira providência é tentar sair e sobreviver; só depois a salvo, é que vamos atrás dos culpados. Crise tornou-se o jargão mais usado para traduzir, sobretudo, o cenário político e econômico de muitas nações, dentre elas o Brasil, nesse atual momento histórico. A palavra crise, no entanto, assusta alguns e é indiferente a outros. Aos que a crise assusta está implícita a atitude da insegurança. Insegurança, muitas vezes, cultural, no sentido daquelas pessoas que nasceram e cresceram num ambiente hostil onde tudo foi de muita carência e controle. Insegurança “institucional”, quando aquelas pessoas eleitas para administrarem os recursos da nação em favor do povo, o fazem em causa própria, com todo um aparato de “blindagem” jurídica, que no fim só o povo paga a conta. Assim sendo, a insegurança frente ao futuro pessoal e familiar no que se refere à comida, trabalho, moradia e saúde, gera medo e coloca a pessoa na defensiva. Essa defensiva pode ser a opção desesperada, muitas vezes, pela violência, pelo furto, pela manipulação e “esperteza” no mundo das atividades políticas, comerciais e empresariais, e pela submissão a toda e qualquer forma de atuação para ter um ganho na vida (tráfico, prostituição, corrupção etc..). O Brasil com sua onda de violência, roubos e encarecimento dos preços, vive um pouco esse tipo de medo e insegurança. Por outro lado, aos que a crise é indiferente, é porque eles a entendem como desafio e momento de adaptação e criatividade. Descobrem que na crise há a chance de se pensar e ver melhor as coisas. Dão-se conta que é possível usar com mais inteligência o orçamento pessoal e familiar. Que se pode acordar para a necessidade de evitar os excessos e esbanjamentos inúteis na comida, na roupa, no modo de viver e até no lazer.  Que se pode ser mais solidário e compreensivo com as necessidades alheias. Acorda-se para a importância de criar caminhos alternativos que jamais ousaram pensar antes que fossem possíveis. E ao procurar tais caminhos com confiança e decisão, descobrem que se podem abrir portas e ultrapassar fronteiras que até então eram desconhecidas. Descobre-se além de tudo, que é possível conservarem o caráter sem maculá-lo quando a contrariedade surge. Aqui não se trata de driblar a crise ou fingir que ela não existe, mas como ela, realmente, existe e afeta a todos, a diferença está no modo como cada um a vê e faz uso dela. Quem, no entanto, a vê como monstro assustador pode se apavorar, ficar inseguro e agir dentro dela com base no medo. E quem está com medo, ou foge, ou agride, ou ainda se defende desesperadamente. É nesse momento que se corre o risco de manchar o caráter. Já quem é indiferente à crise, se adapta, cria e tem nela o momento da procura de soluções novas e de crescimento. Lembrando que ser indiferente aqui é como estar em cima do muro à espreita. Estar em cima do muro é diferente de ser omisso. Ou seja, é ter um posicionamento próprio de quem está vigilante, do tipo que não ir na onda de quem está à direita ou à esquerda, nem abaixo ou acima. Estes são os que tomam decisões à luz da criatividade em meio aos desafios e saem vencedores ao final. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

24 Setembro 2015

“Algum dia em qualquer parte, em qualquer lugar, indefectivelmente te encontrarás a ti mesmo, e essa, somente essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga de tuas horas” (Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto, ou “Pablo Neruda”, poeta chileno, 1904-1973).

 

O espelho reflete nossa imagem, mas de forma invertida; nossa verdadeira imagem está em nosso coração. Encontrar-se ou reencontrar-se pode ser doce, ou amargo, ou, ainda, amargo e doce. Pode ser doce quando se encontra o que sempre se buscou, ou melhor, quando se experimenta a profunda sensação de estar em casa de novo e se reconhece ali o lugar de onde jamais deveria ter saído (como o filho pródigo do texto bíblico). É amargo quando um dia a pessoa se depara consigo mesma totalmente irreconhecível, aos cacos e destruída. É como olhar-se no espelho e se reconhecer desfigurada por tudo o que fez e buscou de forma inadequada. Porém, pode ser amargo e doce no sentido de que, ao se ver aos cacos e desfigurada, a pessoa, finalmente, se percebe, se questiona, se arrepende de ter feito tanto mal a si mesma, e se posiciona para buscar se reorganizar e abrir-se a uma transformação total de seu ser. Aqui é onde o que era amargo se transforma em doçura da alma, e a pessoa passa a ter um novo modo de ser que ao invés de exorcizar os antigos comportamentos e modos de vidas, lê e coloca tudo sob a luz do novo que a transfigurou. Esse novo que transfigura, inverte, perverte e converte a pessoa é que na linguagem religiosa se chama conversão. O convertido jamais é alguém que simplesmente deixou de fazer isso ou aquilo que era ruim, viciado e “pecaminoso”. O convertido é alguém que pega tudo o que era até o momento e coloca a serviço daquilo que o atraiu e transformou nas raízes de seu ser na direção do melhor.  Nele nada se perde, nada se joga fora, nada se exorciza, mas tudo se organiza e reorganiza; Tudo se cria e se recria; tudo se reinterpreta e se modela a partir daquilo que o fez se encontrar e se reencontrar consigo mesmo nas origens de sua identidade. É assim que toda a amargura se converte em doçura. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

23 Setembro 2015

“No estudo, não há nenhuma saciedade” (Desidério Erasmo de Rotterdam, teólogo e humanista holandês, 1466-1536).

Quando se tem sede do infinito do saber, quanto mais se bebe, mais sente sede. A palavra “saciedade” vem do latim (sacietas, -atis) e traduz a ideia de estar satisfeito, fastio. Mas, ao nos depararmos com a palavra “estudo”, geralmente nos salta à mente uma gama de palavras e compreensões ligadas à escola; livros, professores, alunos, universidades, aprendizagem, notas, exames etc.. Então, o modo mais imediato de pensar nisso é remetendo ao mundo escolar e às leituras das mais diversas espécies. Nesse sentido, há os que são até viciados em ler livros, frequentar cursos e mais cursos, visando atualização, reciclagem, mercado de trabalho e competência profissional. E no estudo parece que quanto mais se busca, mais se sente a necessidade de buscar. Por essa razão alguns, percebendo o tamanho da exigência, abandonam a empreitada logo cedo. Mas, que tal se pudéssemos perceber o estudo e sua “insaciedade” de outra forma e em outras áreas, como por exemplo, no estudo da alma humana, dos relacionamentos e, sobretudo, de nós mesmos? Uma vez que estudo tem a ver com o manter-se ocupado com uma coisa, como o envolvimento que criança tem com um brinquedo (por exemplo) para descobrir não apenas seu funcionamento, sua lógica, mas seu mundo de significados e de importância no contexto em que está e vive, talvez em relação à alma humana, ao relacionamento com as pessoas e com o nosso autoconhecimento devamos ser insaciáveis também. Isto, no sentido de querer sempre aprender, sempre investigar e descobrir algo novo e importante para enriquecer ainda mais tudo o que sabemos e não sabemos até o momento. No estudo da alma humana, do outro, e de nós mesmos, tudo está aberto e chamando à leitura atenta e cuidadosa, ao aprendizado constante, à aproximação livre e respeitosa e ao saber que nada sabe para deixar o misterioso desconhecido se revelar como é. Quem tem esse modo de leitura e de estudo é universal no sentido de ser inteiro; íntegro em si mesmo e “um” com todos os demais. Quem é inteiro um (uno) com todos é conhecido e chamado de sócio, amigo, companheiro, camarada, irmão e por aí vai. São Francisco de Assis é chamado de irmão universal porque foi alguém uno com o céu e a terra, com as plantas e animais, com os grandes e pequenos, com as pessoas e demais criaturas. Essa unidade nasceu, cresceu e se plenificou nele através do volume de tempo e envolvimento com o estudo de si mesmo e de tudo o que o cercava e envolvia no cotidiano. Por essa razão, também, ele não foi um universitário de uma escola universitária, mas um universitário da vida, do mundo, da humanidade, do universo, (se fazendo um com todas as criaturas do universo). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)


22 Setembro 2015

“O mal que fazemos não atai contra nós tanta perseguição e tanto ódio como as nossas boas qualidades” (François, Duque de Rochefoucauld, escritor e moralista francês, 1613-1680).

“Com os acomodados o demônio nem se preocupa” (dito popular). Na estrada da vida, quando fazemos a opção pelo caminho do mal tudo é facilitado, sem nenhuma resistência vindo contra nós para nos impedir ou para estimular a seguir adiante. Somos incentivados, de certa forma, para adentrarmos ainda mais nos recintos da maldade. Tudo o que em nós constituía as boas qualidades que moldavam nosso caráter se desfazem como fumaça ao vento. No entanto, no instante em que nos decidimos pelo caminho do bem e pelo cultivo das boas qualidades, ali começam as resistências, a perseguição e o ódio. Até os mais próximos se voltam contra nós. A resistência para frear nosso ânimo; a perseguição para nos meter medo e covardia; e o ódio para nos enfraquecer, visto que o ódio é o maior sinal de fraqueza do homem. Porém, toda boa qualidade que a duras penas forjou nosso caráter e nosso modo de ser nas peripécias do tempo, deve ser preservada e defendida como tesouro maior de nosso coração. Isto porque para perseguir e combater contra as nossas boas qualidades surgem de todas as direções as mais variadas espécies de vícios e maquinações, visando provar sua grandeza, sua capacidade, sua largura, sua profundidade e sua firmeza. Permanecer nas boas qualidades quando se é golpeado de todas as formas e por todos os pontos é que mede o tamanho de nosso caráter, a essência de nossas virtudes e a nobreza de nosso espírito. Só na prova e nas resistências é que descobrimos o quanto de bondade e de qualidade temos e somos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

21 Setembro 2015

“As palavras nunca traduzem quando o que se quer dizer vai além da alma” (Julio Cortázar, escritor argentino, 1914-1984).

 

As palavras são limitadas quando quem fala é a alma. Os seres vivos se comunicam de várias formas. No reino animal, existe uma infinidade de sons, ultra-sons, infra-sons, gestos, olhares, toques, etc. que possibilita que todos possam estabelecer uma comunicação eficiente. As palavras são invenção do humano nesta comunicação. Podem ser escritas, sonoras, gesticuladas etc para tentarem comunicar o que sentimos. Elas sempre são limitadas, pois dependem do nível de compreensão e do estado emocional de quem as recebe. Quando há harmonia, muitas vezes as palavras são até desnecessárias. Quando há desentendimentos, elas nem são ouvidas. Elas são como nitroglicerina, que devem ser manuseadas com cuidado para que esteja tudo em paz, caso contrário, ao menor gesto, podem explodir. Talvez por isso São Francisco dizia a seus confrades, que deveríamos ter um pescoço como o das girafas quando fossemos falar, para que as palavras tivessem tempo para serem repensadas antes de serem pronunciadas, e assim muitos desentendimentos seriam evitados. Nem tudo o que pensamos e dizemos é entendido na mesma profundidade, pois quem ouve vai usar seus critérios para mensurar o que foi dito. Quem maravilhoso seria se pudéssemos expressar nossos sentimentos sem o uso das palavras e elas apenas complementassem o que já expressamos por nossas atitudes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

 

18 Setembro 2015

 

“O que a pessoa pensa de si mesma, isso é que determinará o seu destino” (Henry David Thoreau, escritor e poeta norte-americano, 1817-1862)

 

Pensar é “ruminar” ideias. A todo instante somos bombardeados com informações. A grande maioria delas passa despercebida. Aquelas que nós filtramos e dedicamos nossa atenção terá influência sobre nós. Elas farão seu “ninho” em nossa mente e passarão a ter o comando de nossas ações, sem que percebamos. Por isso, é importantíssimo direcionar nossos pensamentos para o bem, ou melhor, saber extrair o que é bom de cada informação que chega até nós. Mas, para que isso seja possível, devemos nos conhecer melhor, isto é, conhecer nossa capacidade e talentos, e o faremos usando nosso pensar. Recordo-me de uma ocasião em que Jesus dormia enquanto o barco onde estavam atravessava uma tempestade, no desespero eles acordaram Jesus, então Ele chama a atenção deles pela pouca fé (por não acreditarem na força oculta dentre deles mesmos que seria capaz de ajudá-los) (Lucas 8, 22-25). Deus nos deu a capacidade de realizar muitas coisas; o que falta é despertar esta capacidade latente que nós temos. Ela determinará nosso futuro. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

 

17 Setembro 2015

 

“Na vida não existem prêmios nem castigos, mas sim consequências” (Robert Green Ingersoll, orador e líder político norte-americano, 1833-1899)

 

A vida responde a nossa iniciativa. Uma bela colheita de maçãs foi consequência de muita mão de obra, que envolveu tempo e paciência, bem como o cuidado do agricultor. O pódio de um atleta foi consequência de muito esforço pessoal em treinamento, vencendo a indisposição, o frio, o cansaço, a falta de recursos, etc. A crise que vivemos é consequência de uma série de falhas em investimentos mal feitos, falta de controle nos gastos públicos, aumento indiscriminado da máquina pública, facilidade em desviar recursos e por aí vai. Querer jogar esta conta para a população é o mesmo que dizer que nada vai mudar. As consequências podem ser desastrosas. Quando analisarmos um fato de nosso interesse, devemos aprofundar a pesquisa, buscando no passado mais distante o “fio do novelo” para desenrolá-lo pacientemente; assim, teremos base para corrigir as distorções, se for o caso. O que somos hoje é consequência de uma série de fatores que associados, de certa forma, nos formaram. O que seremos amanhã será consequência das atitudes que tomarmos hoje. Oriente seu pensamento e suas ações para o bem, o bom, o correto, etc para poder colher bons frutos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

 

16 Setembro 2015

 

“Quando as pessoas compreenderem que o mundo não é para ser disputado palmo a palmo, mas sim compartilhado, quando deixarem de lado o desejo de ser o centro das atenções, talvez entendam que a humildade é privilégio dos grandes, e apenas os medíocres não sabem disso” (pensamento budista).

 

Um fardo compartilhado fica mais fácil de ser carregado. A palavra humildade tem sua origem no húmus da terra, ou seja, na base de nossos pés, que apesar de estar por baixo, é ele que dá sustento a tudo. Quem é humilde nunca deseja estar por cima dos outros, ao contrário, é prestativo e solidário. Jesus ensina que o caminho do sucesso está na solidariedade, quando diz; quem quiser ser o maior, seja o menor e servo de todos. Para demonstrar isso, ele lava os pés de seus discípulos. Humildade é força, jamais submissão. É na partilha e no amor que ela demonstra sua grandiosidade. Quando caminhamos juntos, percorremos distâncias ainda maiores. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

15 Setembro 2015

“O mar, por sua natureza, estaria tranquilo e quieto se os ventos não o agitassem. Da mesma forma as pessoas ficariam tranquilas e dóceis se a mídia não as importunasse” (Sir Francis Bacon, filósofo e estadista britânico, 1561-1626).

Quem pensa sabe dimensionar o que vê. Somos bombardeados constantemente por uma série de informações oriundas das diversas fontes de mídia a nosso dispor. Privilegiamos uns em detrimento de outros conforme o nosso interesse. Dependendo do grau de envolvimento, nos tornamos até fanáticos por um ponto de vista. E assim nos tornamos marionetes de quem controla a mídia. Um acontecimento corriqueiro pode se tornar grandioso, dependendo da forma como ele é transmitido. O antídoto para essa dependência é desenvolver nossa capacidade de pensar. Pensar é ver com os próprios olhos sem o ponto de vista de outros. Para isso, devemos ler bastante, buscar intensamente, refletir muito. Com nossa reflexão vamos criando o habito de pensar. Mas, quem pensa e sai da dependência das opiniões alheias, geralmente é mal visto, por ser livre. Mesmo assim, vale a pena pensar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia! (19 anos)

14 Setembro 2015

“Há uma grande diferença entre a ovelha que bale e aquela que pasta” (Frei Egídio de Assis, místico franciscano italiano, 1190-1262).

Falar é até fácil, fazer é mais difícil. A ovelha é tida como um dos animais mais dóceis. Talvez por isso que João denomina Jesus como o Cordeiro de Deus (1,29). Esta frase de Frei Egídio foi dita em Italiano e traz consigo a comparação entre quem fala das coisas de Deus (que bale = “che predica”) e quem pratica as coisas de Deus (que pasta = “che pratica”). Assim ele chama atenção de tantos pregadores da Palavra de Deus, que buscam a atenção pelo seu jeito de falar, semelhante a uma ovelha no pasto que bale, mas na vida pessoal deixa a desejar na prática da mesma palavra. Também chama a nossa atenção para que as nossas palavras (ou nossos conselhos) sejam o “reflexo” de nossa vivência, ou seja, antes de pedir para os outros praticarem, pratique você primeiro; só então suas palavras terão o peso de sua vivência. Vale para tudo, desde a educação dos filhos até a convivência com os amigos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia!

11 setembro 2015

“A mosca que pousa no doce mel fica impedida de voar, da mesma forma a alma que fica presa ao doce sabor dos prazeres, perde sua liberdade e o poder da contemplação” (São João da Cruz, filósofo, teólogo e místico espanhol, 1542-1591).

Na vida, fazemos escolhas. Algumas boas, outras ruins. Em todas elas ficamos dependentes de suas consequências. Podemos até tentar remediar, mas alguma marca sempre fica. Assim, pense muito antes de fazer suas escolhas, geralmente o que é mais prazeroso e doce, tem resultados doloridos e amargos. O pescador oferece ao peixe uma apetitosa isca, mas, escondido encontra-se um anzol para fisgá-lo. Fique atento quando tudo parecer muito fácil e atrativo; você pode estar sendo vítima de uma armadilha. Prefira ficar com o que é justo e correto. Como nos ensina o Livro Sagrado, Deus ouve o clamor dos justos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom Dia!  (19 anos)

10 setembro 2015

“Não deixe que o sol se ponha sem que antes tenhas deposto todos os teus rancores” (Mahatma Gandhi, advogado e líder político hindu, 1869-1948).

O rancor envenena quem o retém. Em maior ou menor intensidade, todos nós passamos por momentos difíceis, e muitas vezes saímos machucados em nosso espírito, por tudo o que aconteceu. Sentimos-nos injustiçados e sem muitas perspectivas imediatas, e deste sentimento pode nascer o rancor. Quando ele entra em nosso espírito logo aparece o ódio que cega nossa visão para o bem, deixando aflorar a vingança. A mitologia grega tem em “Medusa” o arquétipo de quem odeia, pois em só pensado em destruir, esquece que dentro de si, também existe o remédio para a cura. Dentro de nós também existe um bálsamo capaz de curar qualquer mal, que é o amor. Deixando a amor aflorar, percebemos que somos capazes e mais belos que imaginamos e poderemos dar a volta por cima de qualquer situação, assim que o perdão curar nossas feridas. Por isso, a recomendação de se livrar dos rancores antes de deitar nossa cabeça para dormir. Lembre-se do conselho de Jesus, se ao “orar” você se lembrou que alguém tem algo contra ti, vá imediatamente se reconciliar, para só depois “orar”. Podemos escolher entre o amor e o ódio; prefira o amor, pois, nos deixa mais felizes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!

Bom Dia!

9 setembro 2015

“O homem desconhece a bondade e ainda assim se julga forte. Não tem mais suficiência, só reclama de seus direitos; ninguém sabe ser modesto, só pensa em sucesso. E isto conduz à ruína” (Lao Tsé, filósofo chinês, 571-531 a.C. citado em “Tao te Ching”, poema 67).

Só acha o diamante entre os seixos de um rio, quem está com seu espírito atento às pequenas variações das pedras. Para o antigo filósofo chinês, o caminho da perfeição era uma busca pessoal e estava alicerçada em três pilares; a bondade, a suficiência e modéstia. Destes três nasciam todas as outras virtudes do ser humano. A pessoa que trilhava este caminho respeitava toda a natureza. Em sendo bom para com todos, ia aos poucos gerando uma força interior que ampliava seus horizontes. Ao almejar pouco para viver, sabendo tirar o máximo do pouco que se tinha, ele adquiria a suficiência, ou seja, sem grandes aspirações materiais. Em sendo modesto, sem querer ser mais do que ninguém, ele assumia uma atitude de eterno aprendiz, isto é, tudo tem a ensinar para quem está aberto a aprender. De nada adianta ficar esperando acontecer. Se quisermos algo bem feito, devemos arregaçar nossas mangas e começar a fazer. O ontem já se foi, nem adianta lamentar; o agora tudo pode para quem quer; o amanhã será a consequência. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!

Bom Dia!
(19 anos)

4 Setembro 2015

“Vivemos em uma época muito perigosa. Os seres humanos aprenderam a dominar a natureza muito antes de aprenderem a controlar a si mesmos” (Albert Schweitzer, teólogo, filósofo, médico, escritor, músico e missionário alemão, 1875-1965).

Uma vida só tem sentido quando vivida no amor. Uma imagem que chocou o mundo, pelo menos para quem tem sensibilidade, foi a de um menino sírio encontrado morto em uma praia da Turquia, de bruços e com parte do rosto enterrado na areia. Choca porque todos nós passamos pela infância e o que nos vem à mente são as brincadeiras e o mundo de fantasias que criamos com as coisas mais triviais. Choca quando pensamos que iguais a ele existem uma quantidade enorme de outras crianças que ninguém fotografou, mas também tiveram sua infância cerceada. Choca quando pensamos no desespero dos pais que chegaram ao ponto de arriscar suas vidas e a de seus filhos para fugirem das atrocidades de fanáticos que lhes roubaram tudo e agora até a vida. Choca quando pensamos em nós como seres humanos que pouco ou quase nada conseguimos fazer porque vivemos em um mundo globalizado onde tudo é orquestrado e controlado por poucos que só agem desde que os interesses dos amigos sejam preservados. Se este fato distante foge de nosso alcance imediato, nossa dignidade de seres humanos nos cobra uma postura ética no ambiente onde vivemos agora. Precisamos agir. Podemos ser mais amorosos com quem convivemos, desde nosso lar, nosso ambiente de trabalho e até com quem desconhecemos, no mínimo com um sinal alegre de um bom dia. Pode parecer pouco, mas o amor é capaz de transformar os ambientes mais hostis em lugar de paz. O amor quando vivido se amplia e irradia para todos, mas quando egoisticamente confinado ele se atrofia. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!

Bom Dia!
(19 anos)

3 Setembro 2015

 “Tolerância significa desculpar os defeitos dos demais; tato, não reparar neles” (Arthur Schnitzler, escritor e médico austríaco, 1862-1931).

 O tolerante é antes de tudo um equilibrista. A palavra tolerância traduz a idéia de condescendência. Então tolerar é aguentar. Mas, aguentar, em geral entende-se como ficar sustentando um peso ou uma situação sem reclamar, anos a fio. É como se dissesse “eu só aguento, porque não tem outro jeito...”. Dessa forma, aguenta-se uma injustiça, uma humilhação, uma agressão, um relacionamento mal resolvido durante anos, uma ofensa etc.. Com o tempo isto fica tão insuportável que a pessoa explode com uma reação inesperada, ou implode com uma enfermidade. Tolerar enquanto aguentar é capacidade de aprender a andar com equilíbrio por entre dificuldades próprias e alheias. É cultivar uma habilidade de não deixar entrar em si o mau do outro, e nem sair de si o que ainda está mal elaborado e mal compreendido. Quem exercita essa habilidade começa a ter tato (sensibilidade) para jamais reparar (ficar restaurando, voltando ao que já aconteceu) o defeito próprio ou o do próximo, pois sabe que restaurar um defeito apenas o faz continuar vivendo e tendo força e vez na pessoa e na situação. Ter tato é conseguir tocar e ser tocado por esse sentido originário de tolerância para conseguir desculpar-se e desculpar o outro com seus defeitos. Quando a culpa é desculpada, a liberdade e a alegria inebriam a vida dos envolvidos no processo de tolerância.  (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!

Bom Dia!
(19 anos)

2 Setembro 2015

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Livro dos Provérbios de Salomão; capítulo 9, 10 e capítulo 1, 7; também em Salmo 111, 10).

No amor temor é comprometimento. Temor é bem diferente de medo. Medo é uma atitude de repulsa perante um perigo real ou imaginário. Real e imaginário, no sentido de que o que a pessoa sente como ameaça já faz parte de sua existência. Ela já está envolvida. O interno ou externo apenas reforça o que ela já traz consigo ou, ainda, o externo apenas expressa o interno, e o interno se mostra no externo. Já o “temor” (citado no texto) é atitude de cuidado por algo grande e precioso que se tem ou que se está diante. Temor é zelo por uma realidade que nos toma, nos envolve, e que não queremos perder ou estragar. Por essa razão, o temor do Senhor nada diz de ter medo d'Ele, mas ter em si o modo como Ele é na sua infinita Sabedoria. Esse cuidado e zelo é fazer de tudo o que está ao alcance para em tudo ser como o Senhor é. Como Ele é Sábio em tudo o que faz, invisto tudo em mim para ser semelhante a Ele na sua Sabedoria. Trata-se de um aprendizado na medida em que o sigo, e que vai me iluminando e perfazendo o meu modo de ser em todas as situações. Ou seja, é esse modo de cuidado e zelo chamado “temor” que deve estar na origem de meu próprio ser, naquilo que penso, sinto e faço. Ele é o princípio que governa tudo o que sou e faço. Se esse princípio move tudo em mim, então, ele me ensina, me guia e me mostra tudo o que ele sabe, de tal forma que faça o que fizer tudo em mim se torna eco desse saber. E esse saber nada diz de ter conhecimento sobre as coisas, mas um modo de ser e de estar que me faz e perfaz em todas as coisas. O modo de ser e de estar entre as coisas, por sua vez, nunca é de domínio, de destruição, de força, de imposição e exploração, mas, de solidariedade, de justiça, de fraternidade, de compreensão, de respeito e amor. A terra, o céu, o universo inteiro depende desse modo de ser sábio para manter-se em paz e harmonia. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!

Bom Dia!
(19 anos)

1 setembro 2015

“Não encontre um defeito, encontre uma solução” (Henry Ford, engenheiro e empresário americano, 1863-1947).

O que deu errado todo mundo sabe; o que pode dar certo só percebe quem vê com o “coração”. Ver com o coração é colocar paixão no olhar. De um olhar “apaixonado” nascem as soluções. Em determinados ambientes é comum encontrar mais pessoas pessimistas do que otimistas; mais negativas do que positivas; mais "críticas" do que engajadas. Isto se deve a muitos fatores, dentre eles, a formação familiar que insiste em recriminar todas as iniciativas boas, especialmente, dos filhos; a formação acadêmica que trilha sempre a reflexão que foca nos pontos negativos da história de uma sociedade. A formação religiosa que moraliza demais as falhas dos fiéis; a história pessoal de cada um marcada por acentos contínuos nos defeitos de comportamento etc.. Com o tempo, olhar o negativo, os defeitos, as fraquezas, os “pecados”, torna-se um costume, um hábito, um modo de ver, pensar e agir. Torna-se um padrão de vida que repercute em várias situações e relações, dificultando, assim, a percepção do que é bom; positivo e solucionável no ambiente onde se está e se interage. Nesse sentido, quando um problema é apresentado, não faltam aqueles que, moldados por sua formação negativa, de início já tecem as críticas destrutivas e mostram os defeitos e dificuldades. Para se trilhar um caminho de sucesso na vida é importante aprender a encontrar solução lá onde tudo parece perdido e sem saída. Esta habilidade nem sempre é da natureza das pessoas. Vai precisar de muito treino dos sentidos e da razão. Exige um olhar globalizante das coisas que consegue captar detalhes mínimos que escapam aos olhos dos pessimistas e desacreditados. Este olhar é o que o Pequeno Príncipe, de Saint Exupéry, chamava de “olhar essencial” diante de tudo o que está invisível aos olhos. Ele precisa de cultivo diário bem ali onde tudo se passa e se dá. E do cultivo desse olhar essencial nascem as mais surpreendentes soluções para o que quer que seja. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!

Bom Dia!
(19 anos)

31 agosto 2015

“O excesso de luz cega a vista. O excesso de som ensurdece o ouvido. Condimentos em demasia estragam o gosto. O ímpeto das paixões perturba o coração. A cobiça do impossível destrói a ética. Por isso, o sábio em sua alma determina a medida de cada coisa. Todas as coisas visíveis lhe são apenas setas que apontam para o invisível” (Lao Tsé, filósofo chinês, 571-531 a.C. citado em “Tao te Ching”, poema 12).

O equilíbrio está no meio. Na busca para entender os mistérios que envolvem o ser, quem trilha este caminho percebe que o aspecto visível esconde algo muito maior. Tudo está em harmonia e equilíbrio. Quando alguém quebra este equilíbrio, abre o caminho para o caos. Como em uma gangorra na qual brincam as crianças, quando o peso está só de um lado, este abaixa e o outro levanta e ela fica imóvel e ninguém consegue mais brincar. Para recomeçar a brincadeira, é preciso restabelecer o equilíbrio entres as partes, e alternar os movimentos. Em nossa vida acontece algo semelhante, tudo que é exagerado de uma parte, deixa faltar na outra e tudo tende a parar. Precisamos restabelecer o equilíbrio em nossa vida, sabendo que tudo aponta para algo muito maior, as coisas são transitórias, hoje existem, amanhã acabam, mas o que é construído em nossa alma permanece. Há um tesouro em nosso coração aguardando ser descoberto. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!

Bom Dia!
(19 anos)

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Leia o Livro: BOM DIA E BOM TRABALHO, sabedoria para todos os dias. Ed VOZES.

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