Irineu

José Irineu Nenevê - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. - é autor do livro “Bom Dia e Bom Trabalho - Sabedoria para todos os dias”, Editora Vozes. Todo dia ele escreve algo assim:

6 Fevereiro:2013:

“Há derrotas que têm mais dignidade do que a vitória” (Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo, escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino 1899-1986). As marés ganham força no jogo de recuar e avançar no momento oportuno. A palavra “dignidade” nos lembra de respeito e honra. Assim o modo de estar no embate é mais importante que o seu resultado. Derrota e vitória são faces da mesma moeda. Quando se joga; se luta ou se empreende em qualquer negócio, excetuando o empate, se diz que sobra apenas a derrota ou vitória. Dependendo do modo como alguém se coloca no jogo, na luta ou naquilo que exige doação e empenho para obter um determinado resultado que seja do agrado da pessoa ou do grupo, um empate pode soar derrota e, também, vitória. Uma vitória pode ser abraçada como empate ou derrota; e uma derrota se transforma em vitória ou empate. Há os que se colocam na disposição de sempre ganharem, mas que ao perderem encontram sentido na derrota e voltam ao combate com mais prudência e sabedoria. Mas há os que só pensam em vencer e quando são derrotados caem em desgraça e desânimo total, pois na verdade jamais aprenderam a perder ou conviver com a derrota. Para esses qualquer “não”; qualquer paredão; qualquer limite; qualquer adversidade está fora de cogitação. Desse modo, quando qualquer uma dessas realidades se aproxima, são, imediatamente, rejeitadas e "esperneadas" para serem lançadas fora do caminho e da vontade. E a sensação de frustração, derrota e desânimo assume um tom generalizado. Por outro lado, existem os que se acomodaram tanto com as derrotas que pensam que seu destino é perder sempre. Por isso, abandonaram qualquer esforço de superação e de pensamento para o sucesso e a vitória. Instalou-se numa espécie de pessimismo e vitimismo que os faz viverem apenas na espera do último toque de recolher para se livrarem dessa “triste” e “injusta” vida. Quem se coloca em qualquer situação da vida que exige determinação; luta; engajamento, doação e decisão, com apenas duas possibilidades do “ou”, “ou”, já estreitou a porta para as imensas possibilidades do jogo da vida. A vida nem sempre nos faz dançar no ritmo do ganhar ou perder. Elas às vezes nos leva a perder na vitória, a ganhar na derrota, a empatar etc.. A sua amplidão de significado e possibilidades é infinita. Tão infinita que nos coloca a todo instante no dinâmico aprendizado do ganhar e perder, do perder e ganhar, para sempre de novo ajeitar, corrigir e amadurecer nossa vontade, nossa compreensão e nossos sentimentos. E quem está livre e aberto para esse tipo provocação da vida, encontra o tempo todo dignidade em muitas derrotas e desapego e prudência nas diversas vitórias. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

5 Fevereiro 2013:

“Apanha os botões de rosa enquanto podes. O tempo voa. E esta flor que hoje sorri; Amanhã estará moribunda” (Walt Whitman, poeta norte-americano, 1819–1892, in “Sociedade dos Poetas Mortos”). Na cadência do tempo é a intensidade vivida que faz a diferença. Apanhar os “botões da rosa enquanto podes” é um convite para um despertar, um contemplar e um experimentar cada fase da vida de um modo pleno, especialmente, quando se trata da juventude. Na verdade, cada fase da vida tem um apelo para o ser jovem. Jovem no sentido daquilo que está sempre caminhando para a origem, para lá onde tudo se dá como novo, cordial e essencial. É a ambiência de onde tudo se renova na sua identidade maior e mais profunda. O contrário desse modo de ser é o “caduco” e ultrapassado. O Jovem, no entanto, que mesmo sendo de idade primaveril, mas caminha distante desse modo de entender-se na origem e para a origem, nada colhe do sentido de sua identidade. Por sua vez, ainda que o tempo do relógio (das nossas medidas cronológicas) determine quase tudo de nossos ritmos, preocupações e ocupações, e nos conduza, à semelhança de um botão de rosa, para um depois; para um entardecer, para um amanhecer e para um “murchar” praticamente inevitável; é possível manter-se na origem e conservar-se sempre jovial, cordial, generoso e aberto para com as diversas situações da existência, mesmo as mais trágicas e destoantes da nossa compreensão usual da vida e do ser jovem. Por outro lado, um alerta sempre pisca na travessia que fazemos nesse mundo. Ele diz que em qualquer fase da vida devemos aprender a cuidar de nós mesmos e de tudo o que importa. O botão do crescimento e amadurecimento da rosa da vida segue o curso que lhe é próprio, jamais como um destino cruel e impiedoso que precisa se cumprir; mas como um dom e uma tarefa que precisa ser revelado e acolhido em cada pétala que se ergue e se vai. O amanhã da rosa é apenas o arremate e a plenitude de sua beleza, de seu esplendor e de seu sentido de ser. O seu amanhã e amanhecer, mesmo que moribunda, nunca se dá como um caminhar para a diminuição e desmoronamento de si, mas para a realização e encontro com uma nova possibilidade de ser. O sentido de ser jovem e da juventude está na descoberta e no engajamento com esse modo de compreensão. Quem entende isso sabe que viver pouco ou muitos anos nada garante ou decide acerca do botão da flor da vida. Sabe, também, que morrer tragicamente cedo (na flor da idade) ou envelhecer com doenças e limitações diversas, em nada diminui ou acrescenta ao ser jovem ou ao ser da velhice. Tudo se firma e afirma; tudo se compõe e decide no “enquanto podes” de cada momento, de cada oportunidade; de cada dia; de cada hora, minuto e segundo em que cada um se coloca na disposição e compromisso com o caminhar para a origem e identidade maior de si mesmo. Por essa razão é que no voar do tempo o mais importante não é perder, nem desperdiçar tempo; mas perder-se no tempo sem dar significado e qualidade a Ele, ou melhor, ao tempo que nos ocupa e no qual somos ocupados e preocupados constantemente. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

4 Fevereiro 2013:

“Um irmão pode ser um amigo, porém um amigo será sempre um irmão” (Demétrio de Falero, orador, filósofo e político ateniense, 350-280 a.C.). Para ser uma amizade verdadeira o coração tem que estar presente. Um testemunho quase comum entre os amigos que se reúnem a trinta e seis anos é que eles sentem na amizade algo mais forte que os laços de família com seus irmãos de sangue. Foram nos anos de estudo que a amizade foi se solidificando. Hoje todos formados e residindo em várias partes do Brasil e do Mundo, mas fazem questão (quando isso é possível) de se reunirem com seus amigos de dois em dois anos. Nem há agenda preparada, somente a alegria do encontro que na partilha de vida, vai enriquecendo a amizade. As lembranças do tempo de estudantes arrancam risadas. Alguns já partiram para a casa do Pai, mas seus feitos são relembrados como se eles estivessem presentes. Tudo é dividido, desde o preparo dos alimentos até os serviços de limpeza. De suas terras trazem lembranças para a partilha, no final do encontro, as despesas divididas faz com que todos participem sem pesar para ninguém. Voltam renovados pela força da amizade. Faz lembrar a passagem Bíblica que diz; “quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro” (Eclo 6). (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

1 Fevereiro 2013:

“A palavra dita não pode voltar atrás” (Quinto Horácio Flaco, poeta lírico e satírico romano, 65-8 a.C.).

A palavra pode ser mais doce que o “mel”, mas também pode ferir mais que um “punhal”. Quando dizemos algo mais apressadamente do que gostaríamos, ou pronunciamos uma palavra que sentimos, imediatamente, que magoou alguém, temos o gesto quase que automático de levar a mão à boca. Mas, pronto! Lá se foi uma palavra ou a frase, o que já foi dito não pode mais voltar atrás! Fica apenas o remorso, o arrependimento e o desejo de reparação. De qualquer forma, palavra bem dita ou mal dita é palavra que se foi e fez o que tinha que fazer. E querer corrigir o que foi dito quase sempre conduz a mais atrapalhos se o que queremos fazer é apenas remediar a situação. Tudo isso mostra que a palavra tem muito poder de edificação e destruição em nós e em meio a nós. Quando dita de modo construtivo e veraz ela cria, educa, eleva, aproxima, transforma, diverte, une e confraterniza as pessoas. Porém, quando pronunciada de modo destrutiva gera traumas, desequilíbrios e feridas que nem mesmo o relógio do tempo consegue curar. Hoje, assistimos na mídia e vemos em jornais, revistas, internet e outros meios, a inflação de palavras ditas sem bom senso, sem propósito, sem cuidado e sem reflexão. Apenas para mostrar que se domina determinada área ou conteúdo de um saber. Esse domínio é mentiroso e mais deforma do que forma pessoas. O esforço de depuração de tudo fica enorme e nem todos o fazem com senso crítico. São simplesmente levados pela onda das palavras ocas e modismos de palavras, até criar uma cultura de palavras, de linguajar e de costumes fúteis originados pelo poder da palavra. Costumes que em nada edifica ou integra as pessoas. Deixa-as apenas dependentes e ansiosas por novos modismos no modo de falar e de viver. Talvez, nos dias atuais, tenhamos uma tarefa única e gigantesca de trabalhar melhor as palavras em todos os sentidos conosco mesmos e com os demais, pois nada nesse mundo nos diz respeito de forma tão corriqueira, tão próxima e tão penetrante, quanto o manejo com a palavra. E é ela quem faz ser o que somos, ou melhor, somos o que a palavra nos faz ser. Tudo, nesse sentido, se decide no “jogo” com e no jogo das palavras. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia!

30 Janeiro 2013:

“Vou ao meu gabinete todas as manhãs e nele passo longas horas fazendo o que tem que ser feito, da melhor maneira que posso. E quando fazemos o que melhor podemos, não podemos fazer melhor. De modo que, quando vou dormir, entrego tudo ao Senhor e esqueço” (Harry S. Truman, 33º presidente americano, 1884-1972). Para determinadas posturas e comportamentos humanos é muito importante observar que mais vale o “como”, do que o “o quê’. Mais do que o segundo, o primeiro traduz uma experiência, um jeitão já consagrado de lidar com a coisa propriamente dita. Essa experiência é mais ou menos quando se diz que certa comida é “à moda da casa”. Algo que é “a moda” nada tem a ver com a moda enquanto uma fase passageira das coisas, como a moda de uma roupa, de um corte de cabelo ou tipo de calçado. Ela se refere ao que foi cultivado num longo processo, saboreado e provado até conquistar um ponto que se torna uma especialidade ou autoridade no assunto. Desta forma, enquanto o que fazemos, pensamos, sentimos, falamos ou queremos está apenas no nívelo do “o quê” é sinal de que ainda nos conservamos no abstrato, no vago, no estranho e no distante. Nessas horas temos dificuldade de explicar, de dizer como funciona e como se mostra. a coisa Já quando se trata do “como”, nos mostramos mais familiares e familiarizados com a coisa; mais íntimos e próximos daquilo que queremos expressar ou mostrar. É assim que nos mais diversos relacionamentos as coisas se tornam mais simples e mais concretas quando conseguimos dizer o “como” , enquanto um ponto de partida. Dar um aperto de mão, um bom dia, um abraço, por exemplo, pode ser algo automático, frio e formal, na base do fazer por fazer. Mas, pode, também, dependendo do “modo” como como se faz, ser a expressão da alegria de um encontro, de uma amizade querida, de um afeto sincero. Dar algo a alguém (uma esmola, por exemplo) pode ser uma expressão de misericórdia e compaixão pelo próximo, mas pode, por outro lado, ser apenas um entregar ao outro um objeto para desencargo de consciência, ou seja, sem nenhuma ligação com o princípio da doação. Eis porque, nesse sentido, vale mais o modo com que falamos do que aquilo que falamos; vale mais a maneira como trabalhamos do que as muitas coisas que fazemos; vale mais o modo com que brincamos do que a quantidade de lazer que inventamos para driblar o tempo; vale mais o modo como rezamos do que as mil e uma orações e ritos que realizamos de modo seco e sem vida. Vale mais o modo com que no dia a dia tratamos as pessoas nos pequeninos espaços de tempo que temos com elas, do que os prolongados e cheios encontros que fazemos para tentar consertar as dificuldades dos relacionamentos. O “modo”, nesse sentido, pede apenas da nossa parte um cultivo, um engajamento fiel e leal com tudo e com todos, a cada momento e em cada circunstância, para fazer as coisas, os relacionamentos aparecerem no seu “bom” e “reto” tom. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

29 Janeiro 2013:

“Muitas vezes as palavras que deveriam ser ditas naquele momento só se apresentam à nossa mente quando já é tarde demais” (André Paul Guillaume Gide, escritor francês, 1859-1951). A palavra é a expressão do que temos em mente. A mente trabalha com o material que temos armazenado no subconsciente, fruto de toda a nossa vivência. A busca de conhecimentos, as experiências, as alegrias e decepções, as descobertas etc. vão formando um arsenal que virão à tona quando encontrar ressonância. Mas se desconhecemos sua importância, de nada servem. Por isso é importante refletirmos com o que vamos aprendendo, e não apenas armazenar, ou seja, devemos fazer nossa mente trabalhar, pensar, questionar e extrair aprendizado para que tenhamos condições de utilizar corretamente quando necessário. Na arte de falar, o controle emocional é muito importante. Quantas vezes ficamos até sem ação, quando algo nos surpreende, ou em alguns casos, explodimos em palavras sem sentido, que ferem quem as ouve, mas quando analisadas, nem era nossa intenção dizê-las e nos arrependemos de termos falado tudo aquilo. Mas as consequências já se manifestaram. Como para um atleta a prática de exercícios é que lhe dá segurança em seu esporte; também na arte de falar, é a busca de conhecimento adequado, com controle emocional e a prática da reflexão é que vão dando a nossa mente condições de usarmos as palavras certas, com o tom adequado no momento oportuno. As musicas, os pronunciamentos e as notícias que escutamos etc. devem ser analisados em seu conteúdo para sentimos se as palavras fazem sentido, ou são apenas bonitas, mas que na prática nada dizem. Neste exercício aprenderemos a empregar as palavras corretas e no momento adequado não teremos dificuldade. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

28 Janeiro 2013:

“Quereis prevenir? Fazei com que as leis sejam claras e simples” (Cesare Bonesana, o marquês de Beccaria, jurista, filósofo, economista e literato italiano, 1738-1794). “Antes prevenir que remediar”. A tragédia em Santa Maria no Rio Grande do Sul comoveu a nação e o mundo pelo número de vítimas, mas principalmente porque era apenas uma confraternização, um encontro alegre entre os jovens. Pelo que foi noticiado, a causa foi um rojão que atingiu o isolamento acústico e provocou um incêndio e este gerou muita fumaça tóxica, e na tentativa de fuga, houve confusão generalizada. Foi sem intenção, uma fatalidade. Por isso existem normas técnicas para prevenir tais incidentes que vão desde o emprego de materiais não inflamáveis até a criação de saídas emergências em quantidade suficiente; que facilitem uma evacuação rápida e segura. Para garantir uma diversão mais segura, pede-se o alvará de funcionamento. Situações de risco acontecem em todo o lugar, por isso existe a prevenção. Cinto de segurança, cadeirinha para bebe, carro com a manutenção em ordem, motorista em condições de dirigir etc. são atitudes preventivas. Em casa, jamais colocar facas na gaveta com o fio de corte para cima, guardar materiais inflamáveis ou tóxicos em lugar seguro etc. Na empresa, evitar gavetas abertas, sinalizar saídas, evitar sobrecargas em tomadas etc. Quando se acostuma a ter atitudes de segurança, muitos desastres são evitados. As famílias que perderam seus entes queridos sofrem com a dor; a nação entristecida pede a Deus força para que eles consigam superar esta tragédia. Para as autoridades acedeu uma luz amarela de atenção, para que as normas sejam claras e simples, mas que a fiscalização seja eficiente e possa garantir a tranquilidade de todos. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

18 Janeiro 2013:

“Os melhores momentos da vida vêm por si mesmos. Não há sentido em esperá-los” (Thornton Niven Wilder, escritor americano, 1897-1975). O inesperado revela seus encantos. Narra um conto (Sendas Perdidas), que um operário fazia sempre o mesmo trajeto de casa a seu trabalho, atravessando um trecho de mata. Um dia distraído em seus pensamentos, errou a senda (atalho) por onde costumava passar e quando se deu conta, estava perdido. Tentou desesperadamente achar o caminho, mas nada. Sentou-se para descansar e depois de algum tempo começou a observar quanta beleza havia na vegetação, no movimento dos insetos, no brilho da luz entre a vegetação, na variedade de espécies, mas ele nunca tinha notado. Neste contemplar avista seu destino. Daquele dia em diante, as sendas perdidas se transformaram em fonte de encantos. Quantas vezes entramos em uma rotina e nela deixamos passar tantos encantos em nossas sendas diárias. Estamos tão fechados em nós mesmos que, por mais que sejam belos, nossos olhos continuam fechados a seus encantos, porque nosso coração está angustiado, ou preocupado. Esperar por um momento imaginário faz com que inúmeros outros nem sejam percebidos. Há lindos momentos em nossa vida esperando que nossos “olhos” os vejam e nosso coração se encante. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

17 Janeiro 2013:

“Deve proporcionar um imenso prazer governar, pois são tantos os que buscam cargos no governo” (Voltaire, filósofo e escritor francês, 1694-1778). Governar é administrar o que é do povo em favor do povo. As agências de notícias nos informam que o governo terá que criar mais ministérios para atender a tantas solicitações dos partidos por cargos de comando em “unidades” do executivo que tenham seus cofres abarrotados. O nome nem interessa muito, o que é importante são as verbas disponíveis e de preferência sem o controle do TCU (Tribunal de Contas da União). A contrapartida de serviço à população é totalmente ignorada. Algumas vezes o material comprado é entregue nas unidades, mas é deteriorado pela ação do tempo porque ninguém distribuiu a quem de direito. Mas a comissão foi garantida e recebida. Quando não envolve material, como consultoria e afins, ninguém fica sabendo. Governar virou sinônimo de ganhar sem medida. Para acalmar a população, guando esta dá sinais de indignação, punem alguns, mas preserva a maioria. Como a mídia é “controlada” com verbas do governo, ela evita se aprofundar nas investigações. Este modelo político de governar está levando o país à ruína. Talvez o voto distrital seja um meio para se buscar uma transformação. Mas alguém vai querer largar o “osso” em favor da população? “Em time que está ganhando não se mexe” (dito popular). (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

16 Janeiro 2013:

“O homem que comete um erro e não o corrige comete outro erro muito maior” (Confúcio, filósofo chinês, 55-478 a.C.). O erro, quando assumido com humildade, torna-se uma fonte de aprendizado. Existem inúmeros tipos de erro, desde um desvio até a falta de exatidão. Em todas as áreas da ciência eles servem de alerta na busca de correção visando à perfeição dos dados. As empresas que buscam qualidade em seus produtos e serviços, os erros são fonte de dados na melhoria dos processos para se tomar medidas corretivas (corrigir o erro) e preventivas (evitar que se repita) visando satisfazer seus clientes (internos ou externos). Por isso elas têm um cuidado especial em coletar, registrar e tratar dos erros (sem esconder debaixo do tapete), pois eles são um “tesouro” na busca de correção dos desvios nos processos. Quanto mais cedo um erro for corrido, menos danos ele pode causar. O que vale para a pesquisa e para as empresas, também vale para nossa vida. Quando um erro for detectado, quer num desvio de conduta, quer numa ação, ele deve ser assumido, corrigido e devem ser tomadas as medidas preventivas para que não se repita. Todo erro aponta para uma prevenção a ser tomada. Jesus para ilustrar esta atitude (Mt 18), diz que, se teu olho te leva ao erro, arranca-o e joga fora. Parece duro demais, mas é assim que tem que ser na correção de um erro; devem ser tomadas atitudes sérias e não paliativas. Por exemplo, se ao beber a pessoa torna-se inconveniente, então deve ser evitado até o primeiro gole, pois o álcool já fez estragos em seu organismo atingindo até sua “parte nervosa”. Se um palito de fósforo aceso pode fazer explodir um depósito de combustível, jamais use qualquer fonte de ignição neste ambiente instável. Faça dos erros uma fonte de melhoria contínua em sua vida. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

11 Janeiro 2013:

“A abelha e vespa disputam as mesmas flores; porém não chegam ao mesmo mel” (Joseph Joubert, ensaísta e moralista francês, 1754-1824). É no fazer bem feito que a perfeição aparece. Um mecânico experiente é capaz de desmontar e montar um sistema mecânico com rapidez devido a sua prática, ou seja, a perfeição foi alcançada com o tempo e a dedicação em melhorar. Outro que só conhece a teoria, dificilmente chegará ao mesmo resultado no mesmo tempo, pois falta a prática. Há uma grande diferença em fazer e em fazer bem feito, com perfeição. Quem se preocupa apenas em cumprir os prazos estabelecidos para a entrega da encomenda, corre o risco de ter que refazer, se o produto apresentar problemas, pois “a pressa é inimiga da perfeição”. Mas quem procura fazer bem feito cada etapa, e procura aperfeiçoar seu processo de produção, certamente seu produto tende a perfeição, e dificilmente apresentará problemas. Esta busca de melhoria constante é como um estado de espírito, uma maneira de ser, muito comum em grandes “mestres”. Esta postura diante do fazer é que dá a identidade do ser. A grande inimiga da perfeição é a preguiça com seus amigos, o relaxo, o comodismo. Em uma colmeia, existem inúmeras abelhas fazendo com perfeição seu serviço, sem interferir no serviço as outras, para que o mel seja de qualidade. Quando se procura fazer bem feito o seu trabalho, nem sobra tempo para observar ou criticar o trabalho dos outros. Quem muito critica é porque tem pouco serviço, ou nem sabe como fazer o seu direito. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

10 Janeiro 2013:

“A oração nasce no coração e não apenas na boca ou no pensamento” (Bispo Teófano Hermesista). A oração abre as portas do infinito. Orar é abrir o coração para o diálogo com Deus. Narra uma lenda que uma criança ouviu falar que a oração era uma conversa com Deus, mas ela nem sabia ler e procurou descobrir como orar. Um ancião mostrou-lhe três morros no horizonte e lhe disse; para começar basta você dizer; “um, dois, três, bendito seja quem te fez” e isso já é uma oração. E assim ela descobriu que à medida que orava seu coração se alegrava sem uma razão aparente. Com o tempo descobriu que podia orar com toda a criação. Quando oramos estamos em harmonia com o Criador do universo e tudo nos irmana. Jesus quando fala de oração, dá o exemplo de duas atitudes; uma pessoa orgulhosa que chega ao templo e agradece por ser bom, pagar o dízimo, ajudar os necessitados e etc.; e o outro pede a Deus que tenha piedade, pois se reconhecia pecador. Disse Jesus, que o último foi justificado e outro não, devido a seu orgulho (Leia em Lucas 18, 9-14). Se prestarmos atenção na oração que Jesus ensinou, Ele começa dizendo “Abba” (em aramaico); que é a expressão que uma criança se dirige a seu pai (“papaizinho”) seria “Nosso Papaizinho que estais no céu” etc.; ou seja, um paizinho que te acolhe com carinho. Os evangelhos contêm várias citações sobre a força da oração; "Tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes e será assim convosco" (Marcos 11:24). "Pedi, e dar-se vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se vos-á" (Mateus 7:7) dentre outras. O mais importante é orar com amor no coração, num diálogo carinhoso, as orações impressas ou decoradas, são apenas para auxiliar. Deus te espera de braços abertos para conversar contigo. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

9 Janeiro 2013:

“É preciso ser humilde como o pó para descobrir a verdade” (Mahatma Gandhi, advogado, místico e político hindu, 1869-1948). A verdade foge do coração orgulhoso. O pó penetra em todos os lugares, pelos menores orifícios, devido a sua ínfima espessura. Muitas vezes nem nos damos conta de sua ação, mas no decorrer do dia, notamos sua presença em todos os contos, pois sua ação foi humilde e silenciosa. Gandhi se fez humilde, se vestiu como um homem simples; fabricou a própria roupa, despertou a importância de ser simples no meio de tantas oportunidades de se orgulhar, e com isso elevou o seu povo. Quando somos iguais a torrões de terra, somos notados e a verdade pode se esconder de nós, mas ao atingir a mais ínfima partícula, nada mais temos a perder e a verdade se revela. É um trabalho constante de toda uma vida, a de eliminar o orgulho na busca de ser humilde. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

 

8 Janeiro 2013: “Perdoar é não levar em conta as limitações e defeitos do outro, nem levá-los muito a sério, mas minimizar, com bom humor, dizendo; sei que você não é assim!” (Robert Spaemann, filósofo alemão, nasceu em 1927). Só o amor e o perdão curam as feridas da alma. Quando examinamos as cicatrizes em nossa pele, nos recordamos de como elas aconteceram, muitas são oriundas de brincadeiras de criança, outras de acidentes domésticos, outras ainda de traumatismos mais sérios, mas que hoje estão na lembrança. Existem outras feridas invisíveis que ficam “na alma”, algumas viraram cicatrizes com o tempo, outras podem estar abertas, que ao menor toque, voltam a “sangrar”. Estas foram produzidas em situações em que nem sempre tivemos a oportunidade de esclarecer e acabamos assumindo por algo que nem estávamos envolvidos completamente, ou que na hora o medo nos fez “covarde”. Para situações assim só existem dois remédios, o perdão e o bálsamo do amor. Jesus quando perdoa Pedro por sua covardia em negá-lo três vezes, ao encontrá-lo pescando, mas sem pegar nada, pede que lance as redes para o outro lado, e ao chegar à praia, oferece uma refeição preparada por ele. Nenhuma cobrança só o perdão. O bálsamo do amor já tinha feito o processo de cura quando ele reconheceu o mestre. Precisamos curar as feridas da alma com um perdão sincero para podermos respirar aliviados desfrutando a alegria de também sermos perdoados por Deus. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

4 Janeiro 2013:

“O sinal mais claro de sabedoria é uma constante serenidade” (Michel Eyquem de Montaigne, escritor e filósofo francês, 1533-1592). O sábio age na “paz”. Uma pessoa que detém muitos conhecimentos nem sempre é um sábio. O sábio é quem sabe usar seu conhecimento no momento adequado, sem querer aparecer, apenas para ajudar. Por se reconhecer pequeno diante da imensidão do saber, primeiro ouve com atenção antes de emitir qualquer opinião. Sabe valorizar a opinião do outro, pois vê nela uma fonte de conhecimento a ser desenvolvida. Sendo assim, jamais humilha alguém quando “dá uma bola fora”, ao contrário, procura ajudá-lo. A verdadeira sabedoria é um dom divino. Na carta de São Tiago (3, 17-18), ele nos ensina que “a sabedoria que vem do alto (vem de Deus) é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia”. O que transparece de uma pessoa sábia é a sua serenidade. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

3 Janeiro 2013:

“Não queiras que as coisas ocorram exatamente como tu queres. Deseja, mas o faça bem, pedindo para que se realizem naturalmente, e serás feliz” (Epicteto de Frigia, filósofo grego latino, 55-135). Para poder ver precisamos primeiro abrir nossos olhos. Muitas pessoas no início de um novo ano civil fazem uma série de pedidos; muitos deles carregados de superstições, no desejo que todos sejam atendidos e o novo ano seja pleno de êxitos. Mas nem todos sabem pedir. Imagine alguém que pediu um “cavalo” de presente para poder passear e ganha um “Ford Mustang” todo equipado, que poderá ir muito além de seus limites e logo começa a se lastimar que seu desejo não foi atendido, pois em sua limitação mental nem chegou a perceber que recebeu muito além do que imaginava. Quantas vezes isso acontece conosco, se algo não saiu da forma como imaginamos, logo nos irritamos sem primeiro procurar analisar todos os aspectos envolvidos e a forma como foram realizados. Temos que ampliar nossos horizontes e ver além das aparências para poder perceber o que está invisível aos nossos olhos limitados. Quem dá forma a nossos sonhos é nosso desejo ilimitado. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (17 anos)

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