“Quando eu me despojo do que eu sou, eu me torno o que eu poderia ser” (Lao-Tsé, filósofo chinês, seculo VII a.C.)

Muita gente, no início do ano costuma fazer uma faxina nos armários e dispensas para se livrar de tudo o que estava ocupando espaço e sem uso, e assim dar lugar ao novo. Na espiritualidade acontece algo semelhante, ou seja, tudo o que impede a pessoa de crescer deve dar lugar ao que ajuda neste crescimento. O primeiro passo é o despojamento. Despojamento é uma palavra muito preciosa para a espiritualidade cristã e budista. Ela tem a ver com uma atitude decidida da pessoa de travar luta dentro de si contra tudo aquilo que a impede de ser ela mesma. Despojamento nesse sentido é renúncia e anúncio. Renúncia do que atrapalha no crescimento pessoal e anúncio daquilo que se deve querer e buscar como o centro, o núcleo e o tesouro maior do coração. Quem se põe na viagem séria e determinada do despojamento de si, enquanto renúncia, percebe que aos poucos vai se anunciando na sua maneira de pensar, sentir e querer, uma nova paisagem de ser, ou seja, se vai transformando naquilo que poderia ser. Porém, se no momento ainda não se é o que se poderia ser, isso se deve ao fato de que o caminho do despojamento ainda é bastante fraco e tímido. É importante lembrar que a jornada da renúncia, enquanto despojamento, nada tem a ver com uma visão negativa de si. A renúncia do despojamento significa fazer sempre mais esforço para abrir e criar espaço dentro de si para receber o ser que ainda não somos e podemos ser. Nesse sentido, o que ainda não somos e podemos ser só se manifesta na sua grandeza, força e decisão, na medida de nosso despojamento e abertura. É como um copo de água que para ficar pleno e transbordante do que realmente interessa precisa lançar fora ou despojar-se do que no momento é menos interessante ou inútil. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (16 anos)

Free business joomla templates