“Tenha paciência com tudo o que ainda está por resolver em seu coração” (Rainer Maria Rilke, escritor austríaco, 1875-1926).

As frutas que amadurecem artificialmente e ás pressas perdem o melhor de seu sabor. Quando admiramos um entalhe em madeira, por sua riqueza de detalhes e por sua perfeição, nem se quer imaginamos todo o trabalho que teve o autor daquela obra. Certamente ele teve que dominar seu espírito para poder sentir a inspiração e ter paciência nos momentos de cansaço e desânimo, nas dificuldades momentâneas e na falta de recursos. Manteve a calma e foi resolvendo os problemas na medida em que iam aparecendo, sem sofrer por antecipação. Se ele cede à tentação da precipitação e acha que nada dá certo, irá ficar nervoso e poderá comprometer a qualidade de seu trabalho, podendo até por tudo a perder. Algo semelhante acontece com tudo o que se refere ao nosso emocional, ou seja, as coisas de nosso coração. Como também buscamos em nossa vida sempre o melhor, o perfeito, por isso mesmo, ela se assemelha a uma obra de arte, onde o artista somos nós. Nela nem tudo sai como planejamos, e nestes momentos teremos que agir como o escultor, isto é, manter a calma nos momentos de turbilhão, para vencer os desafios que surgem inesperadamente. É com paciência e coragem que vamos desvencilhando as dificuldades que surgem. Um passo de cada vez, querer apressar o que ainda está em formação, pode por tudo a perder, pois cada coisa tem seu tempo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!

“Quando eu me despojo do que eu sou, eu me torno o que eu poderia ser” (Lao-Tsé, filósofo chinês, seculo VII a.C.)

Muita gente, no início do ano costuma fazer uma faxina nos armários e dispensas para se livrar de tudo o que estava ocupando espaço e sem uso, e assim dar lugar ao novo. Na espiritualidade acontece algo semelhante, ou seja, tudo o que impede a pessoa de crescer deve dar lugar ao que ajuda neste crescimento. O primeiro passo é o despojamento. Despojamento é uma palavra muito preciosa para a espiritualidade cristã e budista. Ela tem a ver com uma atitude decidida da pessoa de travar luta dentro de si contra tudo aquilo que a impede de ser ela mesma. Despojamento nesse sentido é renúncia e anúncio. Renúncia do que atrapalha no crescimento pessoal e anúncio daquilo que se deve querer e buscar como o centro, o núcleo e o tesouro maior do coração. Quem se põe na viagem séria e determinada do despojamento de si, enquanto renúncia, percebe que aos poucos vai se anunciando na sua maneira de pensar, sentir e querer, uma nova paisagem de ser, ou seja, se vai transformando naquilo que poderia ser. Porém, se no momento ainda não se é o que se poderia ser, isso se deve ao fato de que o caminho do despojamento ainda é bastante fraco e tímido. É importante lembrar que a jornada da renúncia, enquanto despojamento, nada tem a ver com uma visão negativa de si. A renúncia do despojamento significa fazer sempre mais esforço para abrir e criar espaço dentro de si para receber o ser que ainda não somos e podemos ser. Nesse sentido, o que ainda não somos e podemos ser só se manifesta na sua grandeza, força e decisão, na medida de nosso despojamento e abertura. É como um copo de água que para ficar pleno e transbordante do que realmente interessa precisa lançar fora ou despojar-se do que no momento é menos interessante ou inútil. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (16 anos)

“A pessoa mais vivida não é aquela que ultrapassou os cem anos, mas aquela que mais intensamente experimentou a vida” (Jean Jacques Rousseau, filósofo francês, 1712-1778).

A busca da perfeição se dá com muito empenho. Imagine que alguém ganhou um iPad2, com todas as facilidades disponíveis e para evitar que se estrague ele o mantenha guardado na embalagem. Em pouco tempo já estará ultrapassado, mesmo sem uso. Ainda que tenha decorado o manual de instruções, se evitar usar o aparelho ele será apenas uma espécie de objeto de decoração, pois ele precisa ser utilizado para dar ao usuário acesso a todas as facilidades. Com a vida acontece algo semelhante! Ela é cheia de oportunidades, temos muitas capacidades, mas, tudo isso só estará disponível quando começamos a desenvolver nossos talentos e viver a nossa vida. À medida que vamos fazendo, as habilidades vão aparecendo. Veja um artista: a cada obra, sua percepção vai se aprimorando, suas habilidades vão aparecendo, e suas obras ganham destaque. Se ficar escondido dentro de casa e nada fizer, jamais poderá ser reconhecido como uma pessoa de talento. Assim somos nós: temos mais capacidade que possamos imaginar, mas elas só irão se revelando na medida em que deixamos elas se desenvolverem. Cabe ao nosso querer dar o primeiro passo para revelar todo nosso potencial de vida, pois ‘a jornada mais longa sempre começa com um primeiro passo’ (dito popular). (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (16 anos)

“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a PAZ!” (Livro dos Números 6, 24-26).

Quem abençoa também é abençoado. Esta bênção foi ensinada a Moisés pelo próprio Deus. Foi como um acordo de Deus com o povo; fiquem ao meu lado que assim vos abençoarei. Achei propícia esta citação para o início de mais um ano de trabalho, pois o labor deixa de ser fardo pesado quando ele é feito com alegria, entendendo que nosso esforço está contribuindo para um mundo melhor. Muito mais motivo de júbilo são as palavras desta bênção, pois além de abençoar Ele guarda, protege, defende. Faz brilhar sua face, o brilho dissipa as trevas, a escuridão dá lugar à luz, e onde há luz tudo está às claras, sem lugar para o erro e seus companheiros. Deus nos conhece no mais íntimo de nosso ser e por isso mesmo Ele se compadece de nós, ou seja, nos acolhe em nosso arrependimento. Quando alguém se afasta, a primeira atitude é virar o rosto em outra direção e seguir seu caminho; mas, quando alguém se reconcilia as faces novamente se encontram; assim quando nos reconciliamos, Deus se volta para nós num gesto de amor e nos dá sua PAZ. Por volta de 1223, foi revelado a São Francisco para utilizar esta mesma bênção ao abençoar. Abençoe também o seu trabalho, sua família, seus amigos e até seus inimigos para que eles iluminados se arrependam de seus erros e voltem ao caminho do bem. Assim começaremos bem mais um ano sendo abençoados por Deus. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (16 anos)

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