Renato 2018

Renato Lima

Confrade Renato Lima, nascido em 1970, é Vicentino desde 1986. É o 16º Presidente Geral do Conselho Geral Internacional da SSVP (2016/2022).

- - -

Presidente Geral visita a cidade do Porto, Portugal

 

Data de publicação: 8 Outubro 2018

 

Nos dias 12, 13 e 14 de outubro, o confrade Renato Lima de Oliveira, 16º Presidente Geral da SSVP, estará em visita oficial ao Conselho Central do Porto, Portugal. Renato estará acompanhado da Presidente Nacional, consócia Alda Couceiro, e do presidente do Conselho local, confrade Manuel Carvas Guedes.

 

Renato conhecerá a “Casa Ozanam” (que é um projeto social que presta serviços de caridade aos mais carentes, entre idosos, crianças, famílias, jovens e sem-abrigo) e também o “Lar Santo Antônio” (para idosos).

 

O Presidente Geral visitará, ainda, algumas Conferências e Conselhos Particulares, e terá uma audiência com o bispo da diocese, Dom Manuel Linda. O ponto alto da visita será a Assembleia Geral e santa missa, com a presença de centenas de Vicentinos da área do Conselho Central e vizinhanças.

 

“Vamos cumprir uma agenda bem intensa, com muitas atividades no Porto e em outras cidades ao redor. Quero poder, também, conversar com os queridos confrades e consócias portuenses, que realizam um belo trabalho de caridade junto aos que sofrem. Isso é o que eu mais gosto de fazer quando das minhas viagens institucionais: conversar com os Vicentinos”, destacou o Presidente Geral.

O Conselho Central do Porto foi fundado em 1893. Atualmente, possui 25 Conselhos Particulares, 304 Conferências, seis obras vicentinas, 3.500 Vicentinos e 23.000 pessoas assistidas. Em 2019, a cidade foi escolhida pelo CGI para sediar as reuniões plenárias de junho, quando serão comemorados os 180 anos de existência do Conselho General.
- - - 

14 setembro 2018 – Edição 2/2018
Edição 2/2018 do Boletim Ozanam Network já está disponível
https://vincentians.ssvpglobal.org/…/network-portugues-agos…

Temos a alegria de informar que a edição nº 2/2018 do Boletim “Ozanam Network”, publicação oficial do Conselho Geral Internacional da SSVP, já está disponível.

 

Os grandes destaques do informativo são os ecos do 2º Encontro Internacional da Juventude da SSVP e da Plenária Internacional, eventos realizados há poucas semanas em Salamanca, Espanha.

 

O boletim traz, ainda, o resultado do 2º Concurso “A Primeira Conferência”, que este ano estuda a vida do fundador François Lallier.

 

Outros destaques: notícias dos países; editorial sobre a importância da formação; viagens missionárias do Presidente Geral; artigos de espiritualidade; informações sobre o Festival de Cinema “Os Sete Fundadores”, entre outras matérias.

 

Pedimos que todos os Conselhos Superiores/Nacionais ajudem ao Conselho Geral na difusão do referido boletim, fazendo-o chegar a todos os Conselhos, obras e Conferências.

 

Parabenizamos a equipe de comunicação do Conselho Geral pelo excelente trabalho realizado. Agradecemos aos tradutores pelo esforço árduo.

 

O boletim pode ser lido aqui 
https://vincentians.ssvpglobal.org/…/network-portugues-agos…

 

Renato Lima
- - -

 

A importância da formação para o Conselho Geral
Renato Lima
É por intermédio de uma boa formação Vicentina que os confrades e as consócias poderão aperfeiçoar sua dupla missão: a santificação pessoal e a prática da caridade.
O tema da formação é algo tão importante para o Conselho Geral Internacional que, dentro do rol dos 10 pontos do planejamento estratégico desse mandato, esse assunto ocupa a primeira posição: “Formação permanente e para todos os membros”. Para levar a cabo esse item, foi criada a Vice-Presidência Internacional de Formação e Treinamento, liderada pela consócia Marisa Téllez, da Espanha.
Ela conta com o apoio de 12 delegados territoriais de formação, que atuam em parceria com as Vice-Presidências Territoriais Internacionais. Assim, como se vê, o Conselho Geral reputa como prioridade total a formação dentro da Sociedade de São Vicente de Paulo, e para tal estabeleceu uma estrutura global para dar conta desse imenso desafio.
Quando assumi a presidência, recebi de meus predecessores uma série de excelentes módulos de capacitação que integram a “Formação Universal”. Até então, existiam as seguintes temáticas: 1) História e origens da SSVP; 2) Espiritualidade; 3) A pobreza e a mudança de estruturas; 4) A visita domiciliar; 5) A Regra da SSVP; 6) Vida na Conferência; 7) A solidariedade; 8) Relações internacionais; e 9) Apresentação da Doutrina Cristã.
Nesta gestão, estamos agregando novos temas ao programa internacional de formação, para oferecer aos países um conteúdo mais atualizado e interativo, sem perder jamais a conexão com os pilares deixados pelos nossos fundadores. Estes temas são: 1) Fazer bem o bem; 2) Crescimento pessoal; e 3) O amor prático. Nos próximos meses, a equipe internacional de formação estará concluindo outros módulos: 1) Missão, visão e valores; 2) Desenvolvimento do Plano Estratégico; 3) Comunicação e resolução de conflitos; 4) Autonomia da SSVP e reconhecimento da Igreja; e 5) Beatos e santos da SSVP.
É por intermédio de uma boa formação Vicentina que os confrades e as consócias poderão aperfeiçoar sua dupla missão: a santificação pessoal e a prática da caridade. Sem uma formação adequada e moderna, nenhuma dessas duas dimensões será alcançada. Essa formação não acontece apenas nos cursos ou módulos oferecidos pelo CGI ou pelos Conselhos Superiores, mas, sobretudo, durante as reuniões das Conferências e dos Conselhos.
Aproveito para informar que, em novembro desse ano, em Madri (Espanha), com a graça de Deus, estaremos reunindo toda a equipe de formação do Conselho Geral (a consócia Marisa e os 12 delegados territoriais) para trocar experiências, discutir a modulação existência e avançar nas ferramentas de comunicação que podem ser utilizadas para ampliar a formação. Pedimos as orações de todos.
Renato Lima de Oliveira - 16º Presidente Geral

 

- - -

 

Declaração oficial da SSVP a favor da vida

 

14 Setembro 2018

É compromisso absoluto da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) defender a vida e a família! Somos uma entidade leiga cristã, defensora da sacralidade da vida e dos valores do Evangelho, atuando nos cinco continentes e travando uma batalha contínua contra todas as formas de pobreza.
Temos percebido com tristeza, em todo o mundo, investidas de grupos que buscam a legalização do aborto. Seguimos a orientação da Santa Mãe Igreja e somos fiéis às palavras do querido Papa Francisco: “Quero enfatizar, com todas as minhas forças, que o aborto é um pecado grave, porque põe fim a uma vida humana inocente. Com a mesma força, no entanto, posso e devo afirmar que não existe nenhum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, ali onde se encontra um coração arrependido”.
Ratificamos nossa posição de defesa, não só por dever cristão, mas, sobretudo, como uma atitude frente à sacralidade da vida do ser humano. Defendemos a vida em todos os momentos e dificuldades em que ela se encontre. Repudiamos todas as argumentações, ameaças e mecanismos contra a vida! Não construiremos uma sociedade justa, com paz e prosperidade, admitindo o direito de assassinar os seres humanos, sobretudo os mais indefesos e inocentes.
Não foi e nunca será uma causa que possamos defender, nem aceitar, nem tolerar nem contemporizar. Cremos ainda, não existir coerência nem racionalidade nesta maneira de pensar. Ninguém – nações, sistemas de governos e grupos ativistas sem religião – pode negar o direito à vida a outros seres humanos.
Como vicentinos, somos eternos e incansáveis defensores da vida! Eis a tarefa que nos é irrenunciável como associação civil de leigos cristãos, devotos e comprometidos com o Reino de Deus. Nosso mister é promover a dignidade da pessoa humana. E isso significa, antes de tudo, reconhecer o direito inviolável à vida, desde a fecundação até a morte natural. Em nome da diretoria internacional, Renato Lima de Oliveira Presidente Geral
- - -

Novo prazo para envio das redações referentes ao Concurso Literário Internacional “A Primeira Conferência” – 2018

 

Data de publicação: 23 Julho 2018

 

Para obter um maior número de participações, o Conselho Geral Internacional (CGI) da Sociedade de São Vicente de Paulo decidiu ampliar o prazo final para o envio das redações do Concurso Literário Internacional “A Primeira Conferência”, que neste ano de 2018 aborda a vida, a obra e o legado do cofundador François Lallier.

 

O novo prazo, agora, é o dia 30 de agosto. O resultado do concurso será dado no dia 8 de setembro, quando a diretoria do Conselho Geral estará reunida em Paris, para a reunião trimestral. O resultado será publicado no site do CGI.

 

O “Ano Temático Internacional de François Lallier” foi declarado pelo 16º Presidente Geral Internacional, confrade Renato Lima de Oliveira, na Carta-Circular de 31 de janeiro deste ano. Uma das ações mais concretas para celebrar essa iniciativa é a realização deste concurso internacional de redações.

 

Os trabalhos inscritos não poderão ultrapassar 20 páginas e podem ser apresentados em cinco idiomas: português, espanhol, inglês, italiano e francês.

 

“Pedimos aos Conselhos Superiores que ajudem ao CGI na difusão deste concurso junto às Conferências e Conselhos em cada país, assim como nas escolas e colégios Vicentinos, além das universidades católicas”, solicitou amorosamente nosso Presidente Geral, Renato.

Confira, abaixo, as regras deste concurso:
– POR Anexo Ano Lallier
– PORT.Bases Ano Lallier
https://vincentians.ssvpglobal.org/pt-pt/actualite/novo-prazo-para-envio-das-redacoes-referentes-ao-concurso-literario-internacional-a-primeira-conferencia-2018/
- - - 

Conselho Geral deseja “Parabéns” ao 12º Presidente Geral, Amin de Tarrazi

 

Data de publicação: 19 Julho 2018

 

Toda a comunidade Vicentina internacional está em festa pelo aniversário do nosso querido confrade Amin André de Tarrazi, 12º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo, que ocupou essa função entre 1981 e 1993. Neste dia 20 de julho, o confrade Tarrazi está celebrando 90 anos de idade. “Desejamos ao confrade Amin muita saúde e energia para seguir adiante na obra do Senhor e na causa vicentina”, afirmou o 16º Presidente Geral, confrade Renato Lima de Oliveira.

 

Amin de Tarrazi nasceu em 1928 na cidade de Neuilly-sur-Seine, França. Sua formação acadêmica é invejável: Direito, Ciência Política, Literatura e Filosofia. É um confrade poliglota (fala, lê e escreve em quatro línguas: inglês, alemão, italiano e árabe). Trabalhou, quando na ativa, em grandes empresas ligadas ao setor de transportes e refinarias de petróleo. Já recebeu inúmeros prêmios e reconhecimentos públicos, entre eles a “Ordem de São Jorge”, do Vaticano.

 

Amin ingressou na SSVP em 1948, aos 20 anos de idade, vindo a ocupar diversas funções vicentinas nas áreas de formação, juventude, comunicação e administração. Ele também foi presidente do Conselho Nacional da França. Amin é um dos mais competentes organizadores de documentos, escritos e livros no âmbito do Conselho Geral, e também das “Cartas de Ozanam” e de outros documentos históricos da SSVP.

 

Atualmente, no Conselho Geral, o confrade Amin atua em duas frentes bem estratégicas: na Unesco e na Comissão Especial da Canonização de Ozanam. É notória a atividade do confrade Amin nos esforços pela canonização de Ozanam, vindo a ser um incansável propagador dessa causa. A beatificação de Ozanam em 1997 é produto direto da ação efetiva dele junto às autoridades eclesiásticas em Roma, além das orações de todos os vicentinos.

 

Neste dia 20 de julho de 2018, desejamos os nossos sinceros “parabéns” ao querido confrade Amin André de Tarrazi. Que Deus, em sua imensa bondade, conceda ao confrade Amin muitas bênçãos nesta data querida. “Amin, você é um presente de Deus para a nossa SSVP!”, destacou o confrade Renato Lima.

 

Clique aqui para ver um vídeo que o CGI fez em homenagem ao confrade Amin aquando do aniversário de 88 anos de vida.

https://www.facebook.com/SSVP.INTERNATIONAL/videos/1207765906012882/
- - - 

Conselho Geral reúne jovens e lideranças em Salamanca

 

Data de publicação: 17 Julho 2018

 

Durante uma semana, entre 16 a 23 de junho de 2018, a capital vicentina mundial mudou-se de Paris e foi instalada em Salamanca (Espanha), local onde o Conselho Geral Internacional (CGI) realizou diversas atividades, reuniões e eventos, na Casa dos Padres Vicentinos.

 

Um desses eventos foi o 2º Encontro Internacional de Jovens da SSVP (chamado de “Salamanca + 10”), com a presença de 120 lideranças juvenis vindas de países dos cinco continentes. Foram desenvolvidas palestras, dinâmicas, reflexões e debates, baseados no tema “Jovem Vicentino: protagonista do presente e do futuro”. O Santo Padre, Papa Francisco, enviou uma bênção apostólica aos jovens presentes no evento. Além de Salamanca, o encontro de jovens teve continuidade, por mais dois dias, em Madri, por meio de atividades práticas, como a visita a obras assistenciais.

 

A repercussão do “Salamanca + 10” nos meios de comunicação espanhóis e internacionais foi bastante grande. Além disso, o Presidente Geral deu posse a 12 novos delegados territoriais da juventude, que atuarão em sintonia com a Vice-Presidência Internacional da Juventude, Crianças e Adolescentes. O Presidente também anunciou que, em 2023, com a graça de Deus, será realizado o 3º Encontro Internacional de Jovens da SSVP, também na cidade de Salamanca.

 

O CGI também organizou a primeira reunião da Comissão Especial estabelecida para estudar as vantagens da criação de vários Conselhos Superiores dentro da Índia. A Comissão continuará estudando o assunto e apresentará sua conclusão em 12 meses. Segundo a Regra Internacional, nações com mais de 3.000 Conferências agregadas têm esse direito.

 

Também foi realizada a reunião trimestral da diretoria do Conselho Geral, onde foram tomadas importantes decisões. Uma delas foi a criação de uma Comissão Especial para elaborar um Código de Ética para uso das redes sociais. A Comissão Especial da Argentina também concluiu os seus trabalhos e ofereceu à diretoria do CGI um relatório com recomendações, sendo aprovada uma nota pública sobre o assunto.

 

Houve ainda o encontro anual dos Vice-presidentes Territoriais Internacionais (VPTIs), que são responsáveis por 12 regiões do planeta. Eles reforçaram as fortalezas e analisaram as debilidades em cada área, propondo melhorias por meio de troca de experiências. No ano que vem, esta reunião terá também a presença dos Coordenadores de Zona, que auxiliam os Vice-presidentes Territoriais nessa missão institucional.

 

Logo depois, foram promovidos dois importantes encontros, previstos na Regra Internacional: a reunião da Seção Permanente e a reunião do Comitê Executivo Internacional (este formado por 15 nações que, juntas, representam 85% de todos os Vicentinos do mundo). Nesses dois dias de reunião, os departamentos e serviços do CGI apresentaram os seus relatórios anuais, bem como os “informes morais” do Presidente Geral e do Secretário Geral. Além disso, houve a aprovação, por unanimidade, das contas do Conselho referentes a 2017 e orçamento para 2018.

 

Duas foram as palestras especiais proferidas: “Relacionamento da SSVP com os Parlamentos” (John Falzon, da Austrália) e “Quinze anos da Regra e da Confederação” (José Ramón Díaz-Torremocha, da Espanha, 14º Presidente Geral). Também o padre Robert Maloney, CM (assessor espiritual do CGI), celebrou diversas missas com lindas homilias, e apresentou ainda duas brilhantes reflexões, uma sobre a visita domiciliar e outra sobre os sonhos para a Família Vicentina.

 

A Comissão Canônica concluiu seus estudos e apresentou um relatório detalhado sobre o tema, o qual será enviado aos Conselhos Superiores para amplo debate, visando à votação do assunto em 2022, na Assembleia Geral Ordinária de Roma.

 

A primeira edição da Medalha “Caridade na Esperança” foi entregue oficialmente ao Rotary Club Internacional (a segunda medalha será entregue em junho de 2019; os países já podem fazer as suas indicações ao Conselho Geral a respeito de entidades reconhecidamente filantrópicas e que exercem um trabalho humanitário internacional realmente valoroso). Em comemoração aos 180 anos do Conselho Geral, a ser celebrado em junho de 2019, foi lançado o edital do Festival de Cinema “Os Sete Fundadores”, que dará prêmios para vídeos e filmes que retratem o momento sublime da fundação da SSVP (os trabalhos poderão ser enviados até setembro de 2019).

 

Aproveitou-se a oportunidade e dilatou-se o prazo para a entrega das redações do concurso do “Ano Temático Internacional de François Lallier”, que passou de 8 de julho para 30 de agosto.

 

No dia 19 de junho, o Presidente Geral precisou ausentar-se dos eventos para dirigir-se a Roma, onde o Vaticano realizou a primeira reunião do “Dicastério dos Leigos, da Família e da Vida”, instituição à qual a SSVP foi oficialmente reconhecida e dela faz parte. No mesmo dia, o Presidente reuniu-se com a Comissão Especial de Canonização de Ozanam, ocasião em que o padre Giuseppe Guerra, CM, trouxe atualizações sobre o andamento do processo. Houve ainda uma rápida visita à Casa Mãe dos Religiosos de São Vicente de Paulo (RSV).

 

Outras decisões tomadas durante as reuniões:

 

Foram aprovadas novas 200 agregações de Conferências e 10 instituições de Conselhos.

 

Foi feita uma apresentação bastante detalhada das metas do Projeto “SSVP Plus”, que pretende fundar Conferências Vicentinas nos países em que a SSVP ainda não está presente.

 

O Presidente Geral anunciou que, em 2019, o Conselho terá um novo organograma de serviços e funções, visando alocar melhor os talentos e dar mais eficiência à estrutura internacional.

 

Foi aprovado o “Protocolo Ético para Uso do Crowdfunding” (coleta de recursos econômicos pela internet) cujo texto será enviado aos Conselhos Superiores para ampla divulgação.

 

Foi aprovada a modernização na logomarca internacional da SSVP (um manual de aplicação da logomarca será enviado a todos os países em alguns meses).

 

Foi criada uma Comissão Especial para estudar a questão da logomarca, formada pelos seguintes países: Estados Unidos, Brasil, Austrália, Nigéria, Itália e França.

 

Foi aprovado um novo modelo, mais moderno, de “Carta de Agregação” e de “Carta de Instituição”, no formato tamanho A4.

 

Foi apresentada uma listagem atualizada sobre os “Breves Papais” e as “Indulgências concedidas à SSVP” (essa lista será enviada aos países nas próximas semanas).

 

O Conselho Geral Internacional agradece, do fundo do coração, a imensa generosidade dos Conselhos Superiores que patrocinaram a viagem de diversos jovens para o Encontro Internacional. O CGI também agradece profundamente ao Conselho Superior da Espanha pela eficiente parceria na organização de todos os eventos promovidos, bem como ao staff de Paris pela estreita cooperação. Por fim, o Presidente destaca a fundamental participação da Ozanam TV na transmissão, ao vivo, pela internet, de todos os eventos realizados, assim como pelo excelente trabalho realizado pela equipe brasileira que organizou o “Salamanca + 10”.

 

Durante os eventos realizados em Salamanca, a prefeitura da cidade fez uma bonita homenagem à SSVP e aos Jovens Vicentinos, concedendo ao Presidente Geral o título de “Hóspede Distinto”, reconhecimento que o confrade Renato dedicou a todos os vicentinos do mundo.

 

“Foram dias de intensos debates, com a tomada de importantes decisões para o presente e o futuro da nossa querida SSVP. O Conselho Geral fortalece-se, a cada ano, com a participação ativa dos Conselhos Superiores nos novos projetos, programas e iniciativas em marcha. CGI significa, acima de tudo, comunicação e estratégia. Com a graça de Deus, o apoio dos países e a oração de todos, podemos seguir em frente, alcançando metas e resultados”, destacou o confrade Renato Lima, 16º Presidente Geral.

 

A cidade do Porto (Portugal) foi escolhida para ser a sede das reuniões do Conselho Geral em junho de 2019.

- - -


Dia Internacional dos Jovens Vicentinos
No dia 4 de julho, os Jovens Vicentinos da SSVP comemorarão seu Dia Internacional

 

Data de publicação: 29 Junho 2018

 

O dia internacional do Jovem da SSVP é uma iniciativa do Comitê Internacional de Jovens do Conselho Geral Internacional da SSVP, iniciada em 2017, e que neste ano, terá como foco principal “O Jovem Vicentino como promotor da cultura da Paz”.

 

De acordo com Willian Alves, presidente do Comitê Internacional de Jovens, este dia é muito especial e deve ser comemorado em todo o mundo, pois os Jovens são muito importantes para a instituição, eles lembram os jovens fundadores que em 1833 começaram a grande Rede de Caridade.

 

O dia 4 de julho é a data em que a Igreja celebra o dia do Beato Pier Giorgio Frassati, patrono dos Jovens Vicentinos, e que durante sua juventude participou ativamente de uma conferência da SSVP.

 

Inúmeras atividades podem ser realizadas para recordar esta data tão importante para o calendário do Conselho Geral Internacional da SSVP, como por exemplo:

 

– Festa para os jovens;
– Dia de Formação;
– Oração pela Canonização de Ozanam;
– Novena ao Beato Pier Giorgio Frassati;
– Renovação do Compromisso Vicentino;
– Dia de atividades de lazer e esportes;
– Liturgia Eucarística em Ação de Graças;
– Vídeo Conferência;
– Promoção Virtual no Facebook;
– E outras atividades.

 

O Comitê Internacional de Jovens pede que as atividades possam retratar ações que promovam a Paz no mundo e como os Jovens Vicentinos podem colaborar para isso.

 

Fotos e Comentários deverão ser enviados ao Conselho Geral para divulgação nas redes sociais e na website internacional. Pedimos ampla divulgação dos Conselhos Nacionais e que toda a Juventude Vicentina possa comemorar seu dia com muita alegria e serviço aos Pobres.

- - - 

20 de junho – DIA MUNDIAL DOS REFUGIADOS

 

Data de publicação: 20 Junho 2018

 

A Sociedade de São Vicente de Paulo, atuando internacionalmente nos cinco continentes, neste DIA MUNDIAL DOS REFUGIADOS (20 de junho), une-se aos esforços das Nações Unidas, da Igreja, da Família Vicentina e outras entidades internacionais, manifestando sua indignação e repúdio às causas do flagelo dos refugiados.

 

Queremos empreender uma profunda reflexão sobre os fatores que causam a emigração de tantas pessoas, submetidas a riscos extremos de vida. É urgente uma resposta concreta da comunidade internacional, assim como a busca de soluções para “acolher, proteger, promover e integrar os imigrantes e os refugiados” (Papa Francisco).

 

Estamos testemunhando os maiores níveis de deslocamento humano já registrados no mundo, por conta de conflitos, guerras ou perseguições (algumas delas de cunho religioso). Os refugiados são forçados a sair de suas casas, deixando suas vidas, seus empregos, suas famílias e suas culturas. Mais de metade dessas pessoas são jovens e crianças.

 

Por isso, o trabalho humanitário é mais importante do que nunca. Ratificamos que as pessoas não são peças de manobras de interesses políticos, muito menos invisíveis nos conflitos e guerras estabelecidos pelas nações promotoras destas graves situações.

 

Unimo-nos às diversas entidades cristãs ao chamado evangélico de acolhimento: “Era forasteiro e me acolhestes” (Mateus 25, 35). Reafirmamos, ainda, nosso apoio ao Pacto Global sobre Refugiados promovido pela ONU e convidamos as unidades Vicentinas a conhecerem e cooperarem com esse importante esforço mundial. O momento requer, além de orações, ações concretas e imediatas!

 

Agradecemos os Vicentinos que, por todo o planeta, vêm acolhendo os irmãos refugiados, dando-lhes dignidade, respeito e carinho, oferecendo uma mão amiga durante esse período de sofrimento da vida deles.

 

Renato Lima de Oliveira

 

16º Presidente Geral

https://www.ssvpglobal.org/pt-pt/actualite/20-de-junho-dia-mundial-dos-refugiados/
- - -


17 Junho 2018
https://www.youtube.com/watch?v=xrLRtMbZ-mA&feature=youtu.be

- - -

7 Junho 2018
Há dois anos, dois brasileiros colocavam-se amorosamente à disposição do Conselho Geral Internacional para o serviço como Presidente Geral. Há dois anos, acontecia em Roma (Itália) a eleição que deu ao confrade Renato Lima um mandato de seis anos (2016-2022). Parabéns à consócia Ada Ferreira que participou e abrilhantou a referida eleição. Graças a Deus, na SSVP, não há perdedores ou ganhadores: todos estamos aqui para o serviço desinteressado aos irmãos. Que Deus nos abençoe e que nossos processos eleitorais sejam sempre assim: abertos, democráticos, transparentes e participativos. Peço as orações de todos por mim e pelos integrantes do Conselho Geral, para poder cumprir nosso planejamento estratégico, projetos, programas e iniciativas.

- - - 
Declaração oficial da SSVP a favor da vida

4 Maio 2018
Nesse mês de maio, em que celebramos o mês de Maria e também o Dia das Mães, o Conselho Geral Internacional apresenta uma declaração bem clara sobre o direito à vida e sobre o papel protagonista da mulher.
É compromisso absoluto da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) defender a vida e a família! Somos uma entidade leiga cristã, defensora da sacralidade da vida e dos valores do Evangelho, atuando nos cinco continentes e travando uma batalha contínua contra todas as formas de pobreza.
Temos percebido com tristeza, em todo o mundo, investidas de grupos que buscam a legalização do aborto. Seguimos a orientação da Santa Mãe Igreja e somos fiéis às palavras do querido Papa Francisco: “Quero enfatizar, com todas as minhas forças, que o aborto é um pecado grave, porque põe fim a uma vida humana inocente. Com a mesma força, no entanto, posso e devo afirmar que não existe nenhum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, ali onde se encontra um coração arrependido”.
Ratificamos nossa posição de defesa, não só por dever cristão, mas, sobretudo, como uma atitude frente à sacralidade da vida do ser humano. Defendemos a vida em todos os momentos e dificuldades em que ela se encontre. Repudiamos todas as argumentações, ameaças e mecanismos contra a vida! Não construiremos uma sociedade justa, com paz e prosperidade, admitindo o direito de assassinar os seres humanos, sobretudo os mais indefesos e inocentes.
Não foi e nunca será uma causa que possamos defender, nem aceitar, nem tolerar nem contemporizar. Cremos ainda, não existir coerência nem racionalidade nesta maneira de pensar. Ninguém – nações, sistemas de governos e grupos ativistas sem religião – pode negar o direito à vida a outros seres humanos.
Como Vicentinos, somos eternos e incansáveis defensores da vida! Eis a tarefa que nos é irrenunciável como associação civil de leigos cristãos, devotos e comprometidos com o Reino de Deus.
Nosso mister é promover a dignidade da pessoa humana. E isso significa, antes de tudo, reconhecer o direito inviolável à vida, desde a fecundação até a morte natural.
Em nome da diretoria internacional
Renato Lima de Oliveira
Presidente Geral
- - -

Conselho Geral lança nova página na internet em 23 de abril de 2018

Uma das prioridades do Conselho Geral Internacional da SSVP é fortalecer a comunicação em todos os níveis, interna e externamente, sendo um dos itens prioritários do planejamento estratégico da atual gestão, presidida pelo confrade Renato Lima de Oliveira. Desta forma, para comemorar os 185 anos de fundação da SSVP e os 205 anos do nascimento do Bem-aventurado Ozanam, o Conselho Geral lança, no dia 23 de abril de 2018, sua nova página na internet.

O novo site ajudará a SSVP a ampliar a sua rede de caridade, comunicando de forma mais moderna, dinâmica e atrativa, respondendo melhor às exigências do mundo atual. Assim como nos disse o papa Bento XVI: “As novas tecnologias não somente estão a mudar a forma de comunicar, mas também está transformando a comunicação em si mesma, de tal sorte que a forma de difundir a informação e o conhecimento tem aberto oportunidades sem precedentes para estabelecer relações e construir mais fraternidade”.

No dia 23 de abril, data de fundação da SSVP e do aniversário de Ozanam, o novo site será lançado com inúmeras novidades. A página é diferente da anterior, pois agora haverá duas áreas distintas: uma para o público em geral (não Vicentinos), e outra apenas para Vicentinos.

No site de acesso geral, o objetivo é oferecer uma clara ideia que do significa a SSVP, detalhando sua missão, visão, princípios, valores e objetivos, assim como destacar notícias sobre a SSVP, suas atividades, projetos, programas e iniciativas, não só a respeito do Conselho Geral, mas, de todos os Conselhos Superiores também.

Por sua vez, o acesso exclusivo para os membros Vicentinos foi desenhado para ajudar os confrades e as consócias, além dos voluntários e colaboradores da SSVP, a estarem mais preparados com todo o material necessário para melhor servir aos que sofrem e necessitados, com documentos de formação, relatórios institucionais, manuais, leituras espirituais, módulos de capacitação e treinamento, informações sobre liderança servidora, etc.

Uma presença ativa, dinâmica e próxima no mundo digital é de vital importância para a SSVP internacional. Como sabemos, o Presidente Geral é jornalista e sabe bem que, sem uma comunicação eficiente, não é possível atingir bons resultados institucionais. “Estou muito feliz com o trabalho da Comissão de Comunicação no âmbito do Conselho Geral, além do suporte fundamental do nosso staff em Paris, ao desenvolver essa nova página. Espero que todos os confrades e consócias do mundo gostem do novo site, e possam desfrutá-lo. Pedimos que os Conselhos Superiores possam nos ajudar na difusão dessa notícia entre os seus nacionais”, agradeceu o confrade Renato Lima.

Nem todos os links estarão disponíveis, imediatamente, nas cinco línguas oficiais da Confederação. As traduções serão feitas paulatinamente. Quem quiser ajudar nesta tarefa, ficaremos muito felizes com sua generosa colaboração.
­- - -
Conselho Geral lança concurso internacional de redações sobre Lallier

Para comemorar de maneira mais intensa o “Ano Temático Internacional de François Lallier”, aberto pelo 16º Presidente Geral da SSVP, confrade Renato Lima de Oliveira, na sua Carta-Circular de 31 de janeiro último, o Conselho Geral Internacional da SSVP lançou, nesta semana (8 de fevereiro), o Concurso Literário Internacional “A Primeira Conferência”.

O edital, com as regras e anexos do concurso, está disponível no site do CGI (www.ssvpglobal.org). Os trabalhos escritos não poderão ultrapassar 20 páginas.  Serão concedidos prêmios em dinheiro para os três primeiros lugares (1.000, 750 e 500 euros, respectivamente). As Conferências Vicentinas dos autores premiados também receberão os mesmos valores em dinheiro, que devem ser usados em benefício das famílias assistidas ou de obras Vicentinas.

Poderão ser inscritos trabalhos em cinco idiomas: português, espanhol, inglês, italiano e francês. O prazo final para o envio das dissertações/redações é o dia 8 de julho de 2018 (cinco meses). A comissão organizadora anunciará o resultado final no dia 8 de setembro de 2018, e os prêmios serão entregues aos vencedores logo em seguida.

Este concurso está inserido no programa de trabalho do 16º Presidente Geral, que instituiu os “anos temáticos” com a finalidade de difundir a vida, a obra e o legado dos fundadores da primeira Conferência Vicentina, em 1833. “O Conselho Geral espera que muitos Vicentinos, especialmente os jovens, participem do concurso de Lallier, da mesma maneira como participaram do concurso de Bailly, que foi um grande sucesso. Precisamos estudar e valorizar a biografia dos nossos queridos fundadores”, destacou o confrade Renato Lima.

O mesmo concurso acontecerá nos anos seguintes, até 2022. No ano de 2019, o tema será “Paul Lamache”. Participe! Pedimos aos Conselhos Superiores que auxiliem o CGI na difusão desse concurso junto às Conferências e Conselhos em cada país, bem como nas escolas vicentinas e universidades católicas. Mais informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. (Anne, Marisa ou Juan Manuel).

- - -
A viagem missionária do Presidente Geral à África – Março 2018

Cfd. Renato Lima (*)

Entre os dias 20 de fevereiro e 15 de março deste ano de 2018, tive a alegria e o privilégio de conhecer, na qualidade de Presidente Geral da SSVP, sete países do continente africano, perfazendo 28.000 km de distância: Burquina Fasso, Nigéria, República Centro-africana, Zâmbia, Botsuana, Moçambique e África do Sul.

Em todos os lugares em que estive, fui muito bem recebido. Fiquei impressionado com o carinho, o vigor, a generosidade e a religiosidade dos Vicentinos africanos. Também me chamou a atenção a criatividade dos Vicentinos africanos para poder praticar a caridade com poucos recursos econômicos, além da inovação de muitos dos projetos sociais em execução.

Não é à toa que a SSVP está crescendo rapidamente na África, não somente em quantidade, mas, sobretudo, em qualidade. Estamos presentes em 41 países dos 55 que compõem o continente.

Em todas as nações, reuni-me com dezenas de sacerdotes, bispos, cardeais e núncios apostólicos. Cumpri uma agenda intensa: entrevistas a meios de comunicação, presença nas reuniões das Conferências e dos Conselhos, reuniões com a juventude, palestras em auditórios, visitas domiciliares e a obras vicentinas.

Nos encontros com as famílias carentes, senti forte emoção quando entrei nas casas delas, e pude trocar experiências sobre a vida sofrida que elas levam, as dificuldades relacionadas à saúde e ao emprego, os dilemas para a criação e educação dos filhos, a falta de apoio dos governos locais, a importância da participação na santa missa e nos sacramentos, entre tantos outros assuntos.

Também conversei muito nas Conferências e Conselhos por onde passei, deixando a mensagem de paz, de unidade e de caridade que o Conselho Geral leva a todas as nações.

Sou o primeiro Presidente Geral que vem de um país em desenvolvimento, como o Brasil, e por isso compreendo bem a realidade da África. São situações similares, com muitas desigualdades sociais, políticas, ambientais e econômicas.

(*) 16º Presidente Geral da SSVP.

- - -

23 Abril 2018

Estimado presidente,

Queridos membros da Diretoria,

Estimados presidentes de Conselhos Metropolitanos,

Há 185 anos, no dia 23 de abril de 1833, um grupo de leigos franceses católicos, devotos e visionários, reuniu-se em Paris, sob as luzes do Divino Espírito Santo, para fundar a primeira “Conferência de Caridade”, anos depois conhecida como “Sociedade de São Vicente de Paulo”. O que motivou aqueles homens de fé foi a prática da caridade, a santificação pessoal, a amizade entre eles e a construção de um mundo mais justo, baseado nos valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em poucos anos, a entidade nascente crescia rapidamente dentro da França, vindo a atingir outros países da Europa e do mundo. Atualmente, a SSVP está presente em 153 países/territórios, reunindo 800.000 membros e mais de 1 milhão de voluntários, ajudando a 30 milhões de pessoas por ano. Aquela primeira Conferência (Saint-Étienne-du-Mont) transformou-se em 50.000 novas “comunidades de fé e de serviço”. Um verdadeiro milagre de Deus operado pela intercessão dos nossos fundadores! A Igreja também, por meio de diversos Breves Papais, conferiu amplo reconhecimento institucional à SSVP, em diversas oportunidades.
Todos nós, Vicentinos do Século XXI, precisamos estar conscientes de que, com a graça de Deus, o trabalho que realizamos, embora bastante discreto, é muito efetivo e tem gerado inúmeros frutos para as pessoas socorridas. São incontáveis os benefícios proporcionados a milhões de seres humanos necessitados, que contam com a mão amiga Vicentina para continuar a superar os desafios da vida. Nem sempre percebemos a importância e a relevância que a ação caritativa da SSVP exerce no mundo.
Vale, aqui, mencionar algumas palavras de estímulo que o 1º Presidente Geral, Emmanuel Joseph Bailly de Surcy, incluiu na introdução da Regra de 1835, as quais eu muito aprecio: “Os sentimentos de fraternidade entre os confrades converterão os nossos corações num só coração, e todas as nossas almas numa única alma (“cor unum et anima una”), e isso tornará mais querida a nossa Sociedade fraterna. Ainda que amemos muito a nossa humilde Sociedade, temos que saber que ela é uma obra nascida pela misericórdia de Deus”.
É fundamental, ainda, mencionar as consócias e os confrades já falecidos nestes 185 anos de existência da SSVP. Recordamos respeitosamente a sua memória, e a eles dirigimos uma oração amorosa, pois os nossos predecessores que já se encontram na Casa do Pai fazem parte da “Conferência Celestial”, e seguem intercedendo por nós aqui na Terra. É por isso que nossa SSVP pode ser considerada uma verdadeira “escola de santidade”, uma vez que já temos cerca de 50 membros em processos de canonização em diferentes etapas, entre eles o bem-aventurado Ozanam.
Na condição de 16º Presidente Geral, e em nome da diretoria internacional, gostaria que essa mensagem chegasse a todos os Vicentinos do Brasil, felicitando-os pelos relevantes serviços prestados à humanidade, à Igreja e à sociedade civil. Mantenham-se firmes na fé, na caridade e na esperança, sempre em unidade com o Conselho Geral, que é o guardião da Regra e das origens da nossa Sociedade.
Que Deus continue nos cumulando de bênçãos, e que a Virgem Maria nos proteja de todos os males. Muito obrigado, Ozanam, Bailly, Lallier, Clavé, Le Taillandier, Lamache e Devaux! Obrigado, irmã Rosalie Rendu! Parabéns a todos os vicentinos do mundo. Viva a França! Viva o Brasil! Viva a SSVP!
Por fim, agradeço a todos pelo apoio dado na difusão dos principais projetos e programas internacionais que estão sendo levados a cabo pelo Conselho Geral, a fim de que os Vicentinos possam estar bem atualizados sobre as notícias e iniciativas em mancha. Mais detalhes podem ser obtidos no site do Conselho Geral: www.ssvpglobal.org. Peço suas orações pelo êxito deste mandato, pelos mais necessitados e para a glória do Senhor Jesus.
Confrade Renato Lima de Oliveira

16º presidente-geral

 - - - 

http://pt.ssvpglobal.org/Noticias/Noticias-do-CGI/Conselho-Geral-lanca-nova-pagina-na-internet-em-23-de-abril

- - -

Conselho Geral publica texto sobre os 185 anos de fundação da SSVP
O site do Conselho Geral Internacional publicou, hoje, 16 abril 2018, um texto, assinado pelo 16º Presidente Geral, confrade Renato Lima de Oliveira, sobre os 185 anos de existência da Sociedade de São Vicente de Paulo, cuja festa acontece na semana que vem, dia 23 de abril de 2018. Na mensagem, o confrade Renato destacou o crescimento da entidade, desde 1833, até os dias de hoje, atingindo a 800.00 membros em 153 países ou territórios.
O Presidente Geral também realçou a importância dos confrades e consócias já falecidos, que agora fazem parte da “Conferência Celestial”. “É por isso que nossa SSVP pode ser considerada uma verdadeira “escola de santidade”, uma vez que já temos cerca de 50 membros em processos de canonização em diferentes etapas, entre eles o bem-aventurado Antônio Federico Ozanam, que está comemorado 205 anos de nascimento”, observou o confrade Renato.
Leia a íntegra do texto clicando em:
http://pt.ssvpglobal.org/Noticias/Noticias-do-CGI/185-anos-de-caridade-e-de-amor-junto-aos-que-sofrem

- - -

185 anos de caridade e de amor junto aos que sofrem
16 Abril 2018
Notícias do CGI Aniversários


Há 185 anos, no dia 23 de abril de 1833, um grupo de leigos franceses católicos, devotos e visionários, reuniu-se para fundar a primeira “Conferência de Caridade”, anos depois conhecida como “Sociedade de São Vicente de Paulo”. O que motivou aqueles homens de fé foi a prática da caridade, a santificação pessoal, a amizade entre eles e a construção de um mundo mais justo, baseado nos valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em poucos anos, a entidade nascente crescia rapidamente dentro da França, vindo a atingir outros países da Europa e do mundo. Atualmente, a SSVP está presente em 153 países ou territórios, reunindo 800.000 membros e mais de 1 milhão de voluntários, ajudando a 30 milhões de pessoas por ano. Aquela primeira Conferência (Saint-Étienne-du-Mont) transformou-se em 50.000 novas “comunidades de fé e de serviço”. Um verdadeiro milagre de Deus operado pela intercessão dos nossos fundadores! A Igreja também, por meio de diversos Breves Papais, conferiu amplo reconhecimento institucional à SSVP, em diversas oportunidades.
Todos nós, Vicentinos do Século XXI, precisamos estar conscientes de que, com a graça de Deus, o trabalho que realizamos, embora bastante discreto, é muito efetivo e tem gerado inúmeros frutos para as pessoas socorridas. São incontáveis os benefícios proporcionados a milhões de seres humanos necessitados, que contam com a mão amiga Vicentina para continuar a superar os desafios da vida. Nem sempre percebemos a importância e a relevância que a ação caritativa da SSVP exerce no mundo.
Vale, aqui, mencionar algumas palavras de estímulo que o 1º Presidente Geral, Emmanuel Joseph Bailly de Surcy, incluiu na introdução da Regra de 1835, as quais eu muito aprecio: “Os sentimentos de fraternidade entre os confrades converterão os nossos corações num só coração, e todas as nossas almas numa única alma (“cor unum et anima una”), e isso tornará mais querida a nossa Sociedade fraterna. Ainda que amemos muito a nossa humilde Sociedade, temos que saber que ela é uma obra nascida pela misericórdia de Deus”.
Eu não poderia terminar essa reflexão sem mencionar as consócias e os confrades já falecidos nestes 185 anos de existência da SSVP. Recordamos respeitosamente a sua memória, e a eles dirigimos uma oração amorosa, pois os nossos predecessores que já se encontram na Casa do Pai fazem parte da “Conferência Celestial”, e seguem intercedendo por nós aqui na Terra. É por isso que nossa SSVP pode ser considerada uma verdadeira “escola de santidade”, uma vez que já temos cerca de 50 membros em processos de canonização em diferentes etapas, entre eles o bem-aventurado Ozanam.
Na condição de 16º Presidente Geral, e em nome da diretoria internacional, gostaria que essa mensagem chegasse a todos os Vicentinos do mundo, felicitando-os pelos relevantes serviços prestados à humanidade, à Igreja e à sociedade civil. Mantenham-se firmes na fé, na caridade e na esperança, sempre em unidade com o Conselho Geral,  que é o guardião da Regra e das origens da nossa Sociedade.
Que Deus continue nos cumulando de bênçãos e que a Virgem Maria nos proteja de todos os males. Muito obrigado, Ozanam, Bailly, Lallier, Clavé, Le Taillandier, Lamache e Devaux! Obrigado, irmã Rosalie Rendu! Parabéns a todos os Vicentinos do mundo. Viva a França! Viva a SSVP!
Cfd. Renato Lima de Oliveira
16º Presidente Geral

- - - 
Divino 10/2018

A devida recompensa e as obras de caridade

Renato Lima

Nossa salvação depende, além da fé viva que temos em Jesus Cristo, dos gestos e atos que tivermos realizado, aqui na Terra, perante o próximo. A Bíblia está repleta de “garantias divinas” sobre as recompensas que receberemos diante do bem verdadeiro que fizermos.

São Paulo adverte que iremos comparecer “ao tribunal de Cristo” com a finalidade de receber a “devida recompensa” (prêmio ou castigo) do que tivermos feito ao longo de nossa vida corporal (2ª Cor 5, 10). Noutra passagem, o mesmo Paulo garante “a coroa da justiça” (isto é, a vitória da salvação) àqueles que guardarem a fé e combaterem o bom combate (2ª Tm 4, 8), ou seja, para todos que aliarem fé e prática.

Na Carta aos Gálatas, Paulo alerta sobre as obras da carne, as quais, quem as praticar, não herdará o reino dos céus. Ao mesmo tempo, o apóstolo garante que quem viver e cumprir os frutos do Espírito Santo, entre eles a caridade e a bondade, serão salvos (Gl 5, 19-25). Também vale registrar duas passagens que se complementam entre si: “O Filho do Homem recompensará, a cada um, segundo suas obras” (Mt 16, 27) e “Eis que venho, em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras” (Apoc 22, 12).

Outra citação cabal pode ser encontrada em Romanos: “No dia do juízo, Deus retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna aos que fizerem o bem” (Rom 2, 6). Além da promessa de vida eterna, a vivência e prática da caridade também ajudam a melhorar-nos como pessoa: “Mantenham entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão de pecados” (I Pd 4, 8).

Também no Antigo Testamento podemos encontrar citações que atestam o julgamento dos fiéis com base nas obras de caridade realizadas ao longo da vida: “Tu lhes darás recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos” (Lamentações 3, 64). Em Provérbios, encontramos duas pérolas que trazem conforto ao nosso coração: “O encanto de um homem é a sua caridade” (Prov 19, 22) e “O homem benevolente será abençoado” (Prov 22, 9).

Portanto, como se vê, na Bíblia há diversas sinalizações de que todos nós, ricos ou pobres, passaremos pelo julgamento divino, e poderemos receber dois vereditos: o prêmio (céu) ou o castigo (inferno). Se formos caridosos e praticarmos a caridade durante nossas vidas, nossas chances de entrar nos céus é bastante elevada.

As Sagradas Escrituras são bem claras; nós, porém, é que, às vezes, tentamos mascarar as coisas para tentar evitar as consequências de nossas ações, mas Deus é onipresente e onisciente. Não devemos ter medo do julgamento, pois Jesus assim prometeu: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25, 34). Mas essa “herança” só acontecerá se praticarmos atos de caridade, como dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, visitar os enfermos e os encarcerados, etc (Mt 25, 35s).

Desta maneira, ser vicentino é uma oportunidade ímpar que Deus nos dá para entrarmos no Paraíso. Quer prêmio maior que poder ver a face de Deus? Quer alegria maior que poder abraçar a Cristo e a Nossa Senhora? Há algo mais importante que entrar no Reino dos Céus?

Portanto, a fé vale muito no processo de santificação, pois é a base de tudo. Mas, sem as obras de caridade, ficará muito difícil alcançar a eternidade, como nos afiança São Tiago: “Assim como o corpo sem alma é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2, 26). Para reflexão: temos consciência de que as boas obras que praticarmos nos abrirão as portas do Paraíso?

- - -

Divino 09/2018

A incapacidade de ver as virtudes nos outros

Cfd. Renato Lima (*)

Estamos vivendo em uma época na qual boa parte das pessoas estão cada vez mais preocupadas consigo mesmas. O egoísmo e o individualismo estão superando as previsões mais conservadoras. As pessoas falam apenas de dinheiro, carros, compras, viagens, bens patrimoniais e elementos relacionados ao aspecto material.

Há pouco espaço para o espiritual e para os valores familiares. Casamento e filhos, por exemplo, são assuntos quase proibidos! É, de fato, um cenário devastador para todos os cristãos, especialmente para nós, vicentinos, que lutamos para construir um mundo mais fraterno e menos desigual. É por isso que a mensagem salvífica de Cristo continua atual, e torna-se cada vez mais necessária num ambiente em que a maldade parece superar a bondade.

Nas redes sociais, por exemplo, é possível verificar a futilidade das pessoas e o grau bastante raso que os indivíduos têm ao se manifestarem publicamente. Elas procuram mostrar uma pretensa imagem de felicidade, ao estarem rodeadas de amigos, mas na verdade são pessoas solitárias, psicologicamente fragilizadas e tristes. Basta conferir os comentários delas, publicados nos sites de relacionamento pessoal.

O que dizer disso tudo? É realmente decepcionante e devastador comprovar que as pessoas estão, a cada dia, mais fechadas em seus mundos. E o que isso tem a ver com o trabalho de promoção humana da Sociedade de São Vicente de Paulo? Tudo! A ação de caridade desenvolvida pelos confrades e consócias é calcada na colaboração e na solidariedade, só podendo ser praticada por pessoas desapegadas e com um olhar aberto ao próximo.

Já o egoísta, por natureza, é uma pessoa que se preocupa unicamente consigo mesma. Ele não tem com quem debater um assunto, pois não precisa prestar contas a ninguém. Sua forma de ver o mundo é extremamente limitada. Ele tem enormes dificuldades em reconhecer as virtudes do próximo, portanto, como poderá levar uma palavra amiga a quem está sofrendo? O egoísta dificilmente rejubila-se com o sucesso do outro, por conta da inveja. Essas pessoas não têm a humildade de reconhecer derrotas, nem a magnanimidade de valorizar àqueles que se sobressaem nas atividades cotidianas.

Outro aspecto muito relevante: o estilo egoísta não se coaduna com o estilo da SSVP. Na nossa entidade, desde os primórdios da fundação, prevalece o “espírito colegiado” e o “desapego do próprio parecer” durante o processo de tomada de decisão. Falando mais claramente: as decisões são tomadas por consenso, escutando-se a todos e chegando-se a uma deliberação democrática e diplomática.

O egoísta, por sua vez, toma decisões unilaterais, e assim, prejudica o modo de ser da SSVP, cujo pilar reside no caráter coletivo das deliberações. Essa é outra problemática que podemos verificar quando alguns dirigentes vicentinos tomam decisões que são, posteriormente, consideradas inadequadas, pois foram idealizadas fora do espírito vicentino, egoisticamente.

Por fim, é lamentável que tenhamos membros com esse perfil individualista. Essas pessoas, geralmente, também ingressam na SSVP com interesses particulares, e até mesmo políticos, aproveitando-se do caráter meritório da associação para catapultar temas de interesse pessoal. São pessoas que permanecem na SSVP até o momento em que não conseguem absorver mais nada da entidade. Depois, saem da Conferência e não deixam saudades.

Cuidado com quem age dessa maneira, pois não possui o “selo de Ozanam” em sua fronte. Essas pessoas precisam, na realidade, de ajuda psicológica e de apoio espiritual para mudar suas próprias vidas, e somente deveriam pertencer a grupos sociais ou similares após resolverem, primeiro, sua delicada situação emocional.

- - -

Divino 8/2018

SSVP: uma grande família

(*)Renato Lima

Todos nós sabemos que o trabalho primordial das Conferências Vicentinas é a assistência material e espiritual das famílias humildes que são socorridas. Mas além desse aspecto “familiar” da entidade, não podemos nos esquecer de que a própria Sociedade de São Vicente de Paulo é uma instituição familiar acima de tudo.

Primeiramente, ela foi idealizada e estabelecida num ambiente de família. Bailly e os demais fundadores mantiveram o clima doméstico no seio do grupo, pois aqueles jovens eram, antes de tudo, amigos, e conviviam na mesma pensão, e “adotaram” Bailly e a esposa dele como seus pais morais.

Além da fundação “familiar” da SSVP, não podemos negar que a forma como as Conferências evoluem também tem a ver com as sociedades familiares. Explicando melhor: nossos dirigentes “saem” das Conferências; é lá que eles são formados, preparados e forjados. A preparação dos sucessores na estrutura da SSVP acontece dentro das Conferências, assim como nas empresas familiares.

Outro aspecto interessante, que só vemos em sociedades familiares, é a transmissão do conhecimento, da ética e dos valores do grupo. É evidente que existem os cursos de capacitação para o aperfeiçoamento dos procedimentos. Mas a garantia de que os novatos irão seguir no mesmo caminho trilhado por Ozanam e seus companheiros é uma responsabilidade dos atuais confrades e consócias.

Também é de responsabilidade dos atuais membros da SSVP a manutenção fiel às origens da entidade, assegurando que a entidade possa crescer sem perder o “marco zero” da fundação colegiada. Manter-se fiel às origens, à vocação e ao carisma da entidade é dever de todos os vicentinos, e tal “legado” deve ser “levado” a todos aqueles que ingressarem no grupo, posteriormente. É como se existisse uma “governança invisível” dentro da empresa familiar chamada SSVP!

As sociedades centenárias, como a nossa, são assim; possuem essas características, algumas delas intuitivas. É difícil até falar sobre o assunto, pois na verdade tais procedimentos acontecem com tanta naturalidade que nem nos damos conta de que somos uma “empresa familiar”. Voltando ao assunto dos dirigentes, é igual quando o dono da empresa, geralmente o pai da família, prepara seus filhos para, no futuro, conduzirem os destinos daquela empresa.

Assim também ocorre na SSVP. Quando um confrade ou uma consócia assume a presidência de uma Conferência, de um Conselho (não importa o nível hierárquico) ou de uma obra assistencial, a partir do primeiro dia de mandato já deve se preocupar com a sucessão. É preciso preparar bons nomes para que, quando a eleição chegar, não haja descontinuidade nas ações vicentinas. Por isso, devemos escolher dirigentes responsáveis e, acima de tudo, servidores.

Toda empresa tem seu negócio. O “negócio” da SSVP é a caridade. Não percamos o rumo. Às vezes, algumas pessoas recém-ingressadas introduzem ideias e posturas diferentes ao carisma vicentino, e seguramente esse tipo de influência externa trará danos. Não estou aqui defendendo que a SSVP seja uma instituição fechada; peço, apenas, que qualquer inovação seja muito bem refletida, e que os mais experientes possam analisar se tais aprimoramentos estejam afinados com nossas origens. Por exemplo, no campo da assistência, muitos vicentinos são obcecados por obras sociais, esquecendo-se do trabalho precípuo da Conferência que é a visita domiciliar, a maior obra social da SSVP! Não devemos perder nossas forças nem “diversificar” nossa atuação católica em “outros negócios” que não a caridade.

Portanto, valorizar e respeitar o “espírito primitivo” da Sociedade de São Vicente de Paulo é a chave da manutenção da entidade, sempre em unidade com a Igreja e a favor dos pobres, os preferidos de Deus. Que sejamos uma família, dentro e fora da Conferência!

- - -

Divino 7/2018

A beleza espiritual da oração de canonização de Ozanam

 Renato Lima (*)

Nem sempre os vicentinos se apercebem sobre a beleza espiritual que é a “Oração de Canonização de Ozanam”, rezada ao final das reuniões vicentinas. Com pressa, às vezes, os membros da Conferência rezam a referida oração de forma acelerada, deixando de observar, com a atenção necessária, o conteúdo de cada frase, de cada verbo e de cada expressão. Na oração, não só pedimos pela canonização deste santo homem, como também meditamos a respeito da vida e da obra dele.

Logo na abertura, o texto diz: “Senhor, fizeste do beato Frederico Ozanam uma testemunha do Evangelho, maravilhado pelo mistério da Igreja”. É lindo ver que o Vaticano reconhece Ozanam como alguém que vivia intensamente o Evangelho e o próprio mistério da Igreja (“dimensão visível”, com o próximo, e “dimensão invisível”, com o Altíssimo). Na parte “Inspiraste seu combate contra a miséria e a injustiça, e o dotaste de uma generosidade incansável, ao serviço de todos aqueles que sofrem”, a oração fala que o Ozanam não se cansava de praticar o bem, combatendo não só a miséria física e material, como também a espiritual e moral.

Uma das partes mais bonitas é “Em família, ele se revelou filho, irmão, esposo e pai excepcional”. Aqui, fica cristalino que Ozanam era um vigoroso defensor da família, além de ser um marido dedicado, amoroso e romântico (como se sabe, ele presenteava a esposa Amélia, no dia 23 de cada mês, com um ramalhete de flores). A expressão “No mundo, sua ardente paixão pela verdade iluminou seu pensamento, seu ensinamento e seus escritos”, relata que Ozanam buscava a “santidade no mundo”, e não guardava os conhecimentos adquiridos apenas para si, compartilhando-os com todos, por meio de seus artigos, publicações e livros.

Dentro da oração, há uma bela homenagem a São Vicente, de onde Ozanam e os demais cofundadores beberam nas fontes mais inspiradoras e autênticas da fé: “À nossa Sociedade, que concebeu como uma rede universal de caridade, ele soprou o espírito de amor, de audácia e da humildade, herdados de São Vicente de Paulo”. A curta vida de Ozanam (40 anos) não o impediu de ser um exemplo para toda a humanidade: “Em todos os aspectos de sua breve existência, emerge sua visão profética da sociedade, tanto quanto a influência de suas virtudes”. Esse trecho também se relaciona à Doutrina Social da Igreja, da qual Ozanam foi declarado precursor, pela Igreja, ao defender os direitos sociais, civis e trabalhistas, numa época em que aos operários era imposto um ritmo desumano de trabalho.

O Divino Espírito Santo dotou Ozanam de muitos talentos, e o texto assim o registra: “Por essa multiplicidade de dons, nós te agradecemos Senhor”. E por fim, pedimos a Deus, por meio de um novo milagre, a canonização de Antônio Frederico Ozanam: “E solicitamos – se é de Tua vontade – a graça de um milagre, pela intercessão do beato Frederico Ozanam. Possa a Igreja proclamar sua santidade, se esta for providencial para o momento atual. Nós te pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”. Só com a canonização de Ozanam é que poderemos mostrar, ao mundo todo, sem restrição de culto ou de veneração, o legado e as contagiantes virtudes deste santo homem!

Para conseguirmos lograr esse objetivo, precisamos de DEVOTOS! Sem devotos, jamais alcançaremos esse novo milagre indicado pela Igreja. Portanto, os vicentinos devem incluir, efetivamente, a figura de Ozanam em suas orações e petições particulares, para que, um dia, consigamos esse segundo milagre. Se continuarmos pedindo a Deus, por intercessão dos demais santos católicos, a respeito de nossas necessidades (emprego, saúde, etc), sem envolver Ozanam, ficará difícil obter o milagre. Mas se mudarmos nossa forma de orar, com certeza a veneração a Ozanam será intensificada e alcançaremos o milagre tão esperado pela comunidade vicentina internacional.

- - -

Divino 6/2018

Benefícios para quem ajuda ao próximo

Renato Lima de Oliveira (*)

A Lei nº 7.352/1985 estabeleceu, no Brasil, a data de 28 de agosto como o “Dia Nacional do Voluntariado”. Voluntários são as pessoas que ajudam ao próximo sem se preocupar com reconhecimento, salário, status ou exposição política. É o cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitário.

Já se conhecem os benefícios que se têm ao realizar ações de ajuda ao próximo. Quem ajuda as pessoas, reduz o risco de morte precoce, vive mais, tem menos doenças, consegue emprego, entre outros ganhos pessoais.

Um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revela que pessoas empenhadas em ajudar ao próximo, em ações voluntárias, reduzem em 60% o risco de morte precoce. Os investigadores consideraram que a generosidade tem relação com a longevidade. A pesquisa mostra também que os mais egocêntricos têm mais que o dobro de risco de morrer mais cedo.

Existem pesquisas científicas apontando que a atitude de ajudar a quem precisa colabora também com a saúde, como, por exemplo, baixando os níveis de colesterol, reduzindo a hipertensão e aumentando a expectativa de vida.

Outras pesquisas internacionais apontam os grandes benefícios para a saúde do nosso corpo: ajudar ao próximo faz bem ao coração, ao sistema imunológico (aumenta as defesas naturais do organismo), aumenta a expectativa de vida e a vitalidade de maneira geral.

A palavra mais justa que define o trabalho voluntário é a solidariedade. Além de estar beneficiando a quem precisa, ajudar ao próximo faz bem ao coração. Vendo os problemas de outras pessoas é possível perceber que os nossos são bem pequenos, e que não devemos reclamar tanto e sim agradecer mais.

A importância de ser voluntário é tão grande que muitas empresas buscam empregar pessoas que possuam, em seus currículos, ações de voluntários e beneficentes. Nos processos seletivos, as corporações preferem pessoas que visam ao bem-estar social, oferecendo mais qualidade de vida para quem precisa, dedicando o tempo livre para contribuir com necessitados.

Atuar em ações sociais ajuda a conquistar melhores empregos. Gestores de recursos humanos de grandes empresas afirmam que um candidato que disponibiliza parte do tempo livre para ajudar outras pessoas pode ser considerado pela empresa como alguém comprometido com uma causa e que se pode esperar dele o mesmo comprometimento no trabalho.

Ajudar ao próximo faz bem à saúde do corpo e da alma, trazendo várias vantagens. A primeira delas é que nos propicia um sentido para a vida (esse prazeroso esforço de servir ao próximo é uma das mais maneiras de darmos um sentido para a vida). A segunda, é que torna-nos mais produtivos em nossa atividade profissional (quando a pessoa que se aproxima do sofrimento do próximo vê seus problemas pessoais numa outra dimensão).

Para ajudar a quem precisa, basta ter disponibilidade de tempo e vontade de servir. Pode ser numa igreja, numa organização não governamental, num clube de serviço, entre outras possibilidades. O Brasil é um país ainda pouco solidário. Estima-se que somente 11% da população se envolva em alguma ação voluntária permanente, ou participe de grupos sociais de assistência, filantropia e caridade, como o Rotary Club, os Vicentinos, Cruz Vermelha ou o Centro de Valorização da Vida (CVV), entre tantos outros. Contudo, muitos alegram falta de tempo para poder engajar-se numa cause social.

São muitas as possibilidades de se empreender alguma ação voluntária, em instituições religiosas, educacionais, ambientalistas, esportivas, de saúde, de inclusão social. Basta começar. Quem sabe a data de hoje não estimula que muitos brasileiros ajudem a construir um país melhor, sendo voluntário?

- - -

Divino 5/2018

O que significa a expressão “caridade organizada”?

Renato Lima (*)

Uma das principais características do trabalho vicentino é a chamada “caridade organizada”. Essa marca vem desde as origens do carisma, quando São Vicente de Paulo, em 1617, portanto há 400 anos, proferiu o célebre Sermão da Caridade, na cidade de Chatillon-des-Dombes, onde ele era pároco. Nos livros vicentinos, podemos encontrar a informação de que tal homilia ocorreu no dia 20 de agosto de 1617, quando o santo da caridade expôs a situação de carência vivida por uma família das redondezas da paróquia, e a comunidade respondeu prontamente ao apelo do sacerdote, fazendo-lhe visitas e doando-lhe bens.

Só que a ajuda prestada pelos membros da comunidade àquela família pobre ocorreu de maneira desorganizada. A entrega das doações, como alimentos, roupas, remédios e calçados, foi muita generosa. Era verão na França àquela altura e fazia muito calor; as pessoas descansavam pelo caminho, sentadas no chão refrescando-se nos riachos. Relata a história que tamanha era a quantidade de pessoas indo visitar a família necessitada que, pelo caminho, alguns chegavam a afirmar que se tratava de uma procissão. Eram apenas as pessoas de boa vontade, sensibilizadas pela solicitação de Vicente, para acolher e ajudar a uma família carente.

São Vicente, diante desse episódio memorável em Chatillon, teve a ideia de “organizar a caridade” para que o socorro daquela família acontecesse de forma ordeira, e que as doações pudessem ser entregues escalonadamente, em cotas menores e suficientes para a sobrevivência semanal ou mensal. Inicialmente, Vicente convidou as mulheres da cidade para organizarem a caridade e para cuidarem dos pobres e dos enfermos. Depois, outros leigos foram envolvidos nesse processo. A partir dessa experiência, o padre Vicente começou também a pedir doações perante as famílias abastadas da França, e iniciou seus projetos para acolher enfermos em hospitais.

Contudo, Vicente não chegou propriamente a estabelecer uma sistemática para as visitas semanais às famílias carentes. Todo o pensamento dele a respeito do assunto era transmitido nas palestras, nos escritos e nas homilias que ele dirigia aos paroquianos, às religiosas e às damas da caridade. Esse “clique” que Vicente de Paulo teve foi muito significativo, e marcou definitivamente o trabalho desse santo. Esse legado vem caracterizando praticamente todos os ramos da Família Vicentina, os fundados ou inspirados por ele, assim como a Sociedade de São Vicente de Paulo, cujo modus operandi reside justamente na visita domiciliar e na caridade organizada em nossas obras unidas e especiais.

Vicente foi inovador, único, vanguardista, pioneiro. Era missionário por natureza. Ele percebeu que aquele “pequeno gesto”, ao organizar a caridade em Chatillon, poderia ser replicado na França toda, especialmente na zona rural, por intermédio das famosas “missões”. E assim se fez: essa é a “marca registrada” de São Vicente de Paulo. Por meio da caridade organizada, Vicente estabelecia as duas dimensões da visita ao necessitado: a ajuda material e a ajuda espiritual. Tudo em Vicente era perfeito, pois ele estava sendo orientado pelo Espírito Santo para produzir boas obras, e possibilitar que outras pessoas pudessem desfrutar desse enorme benefício de santificação e conversão pessoal.

Se nós, vicentinos do século XXI, seguirmos à risca as orientações deixadas por Vicente de Paulo, por Rosalie Rendu, por Luísa de Marillac, Ozanam e os demais cofundadores, no sentido de praticar a verdadeira “caridade organizada”, iremos cada vez mais servir aos pobres com qualidade e eficiência. Essa organização é a responsável pelo êxito da ação vicentina, quer seja no aspecto administrativo das obras e projetos, quer seja no aspecto espiritual das visitas e do atendimento às famílias necessitadas.

- - -

Divino 4/2018

Propaganda ou testemunho?

Cfd. Renato Lima

Na caminhada da Sociedade de São Vicente de Paulo, especialmente no dia a dia das Conferências, Conselhos e obras, surge sempre um dilema: como dar publicidade aos atos de caridade sem expor a imagem dos nossos assistidos e beneficiados? Afinal, a tradição vicentina e a Bíblia nos ensinam que “Tu, porém, quando deres uma esmola ou ajuda, não deixes tua mão esquerda saber o que faz a direita, para que a tua obra de caridade fique em secreto, e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (São Mateus 6, 3).

Essa passagem das Escrituras é citada nas Cartas Circulares da maioria dos presidentes gerais da SSVP como sinal de humildade, pois gestos de amor devem ser feitos no anonimato. Desta forma, vivemos um dilema histórico, que é a questão da publicidade de nossos atos de caridade. Jamais podemos usar os meios de comunicação para nos promover ou fazer propaganda pessoal sobre os nossos feitos. Somente Deus deve olhar a nossa caridade ao irmão que sofre.

Contudo, temos que saber divulgar nossas obras e, assim, conseguir mais apoiadores para a causa vicentina. É um dilema e, acima de tudo, uma linha bem tênue entre a “promoção indevida” e a “informação necessária que deve ser propagada”. Uma pergunta que devemos sempre nos fazer quando estamos divulgando, difundindo ou dando publicidade um evento vicentino, especialmente pelas redes sociais: isso é “propaganda” ou é um “testemunho de vida”? Esta é uma questão que, eticamente, deve sempre nos preocupar.

No meu caso, como vicentino há mais de 30 anos e atualmente servindo como presidente geral, a relação entre caridade e os meios de comunicação social causa-me grande predileção, por dois motivos. O primeiro, que é óbvio, tem a ver com a nossa entidade, que atua no mundo justamente para praticar obras de misericórdia, entre elas a visita domiciliar ou o cuidado amoroso em nossas obras assistenciais. A segunda razão é profissional: sou jornalista e atuo no mercado de comunicações desde quando saí da universidade, em 1991. E dentro da SSVP, já atuei em vários Departamentos de Comunicação em nível de Conselho Particular, Central e Metropolitano. Portanto, conheço bem o assunto técnico do qual estamos nos referindo.

Hoje em dia, com o avanço das redes sociais, nunca foi tão oportuno falar sobre os meios de comunicações e refletir sobre o impacto deles no cotidiano das pessoas, dos governos e das instituições. O mundo mudou, e os meios de comunicação também. A leitura diária de jornais vem cedendo espaço para os posts nas redes sociais, alterando a maneira como as pessoas se informam. Há ainda o fenômeno das “fake news” (notícias falsas) ou das “verdades alternativas” que confundem os leitores e desqualificam as fontes confiáveis. É preciso ter cuidado com esse mundo novo, em que nem sempre as informações são verdadeiras.

Os Conselhos vicentinos devem estar preparados para desenvolver ações que melhorem a comunicação interna e a comunicação externa. As notícias das Conferências precisam ser conhecidas, e as decisões dos Conselhos precisam ser difundidas. Isso só pode acontecer se a comunicação fluir corretamente. Porém, deve-se ter cuidado para que a publicidade de nossos atos não seja vista como “falsa humildade” ou “promoção pessoal”.

Esse mundo novo exige de nós, vicentinos, uma postura também moderna para agir junto aos meios de comunicação, sem expor a imagem das pessoas assistidas, ao mesmo tempo em que podemos utilizar os meios de comunicação para difundir nosso carisma, recrutar novos membros e obter mais doações. Não é uma tarefa fácil, mas deve ser perseguida.

Devemos usar responsavelmente os meios de comunicação na defesa da justiça social e na proteção dos direitos dos vulneráveis. Da mesma forma, somos instados a aproveitar as ferramentas da modernidade em prol dos mais carentes. Ozanam e São Vicente, como certeza, se estivessem fisicamente entre nós, hoje, estariam envolvidos com essa temática.

- - -

Divino 3/2018

Atacar as reais causas da miséria

Renato Lima (*)

Por ocasião da realização da assembleia geral vicentina em Paris, para a celebração dos 15 anos de fundação da Sociedade de São Vicente de Paulo, em 1848, o confrade Antônio Frederico Ozanam, a pedido do Presidente Geral àquela altura (Adolphe Baudon), preparou um discurso para ser lido em tal cerimônia, no qual ele começa a apresentar seu pensamento social. Baudon encontrava-se em recuperação após receber um tiro, durante a Revolução Burguesa de 1848, na França, vindo a amputar uma de suas pernas.

No discurso, Ozanam aborda muitos temas. Ele não se esquece de reconhecer o apoio do clero para o crescimento da ação vicentina. Da mesma maneira, Ozanam endereça um elogio aos assessores espirituais das Conferências, considerando-os fundamentais no dia a dia da SSVP. Noutra parte do texto, Ozanam fala sobre a importância das contribuições econômicas das Conferências aos Conselhos, comentando que “quanto mais as doações crescem, mais as atividades vicentinas se multiplicam”, permitindo que, assim, mais pobres passassem a ser assistidos.

Ele enfatiza que as necessidades dos mais carentes são muitas, e que as contribuições financeiras são importantes para a manutenção dos serviços vicentinos. O desemprego, a fome, o frio e outras carências são elencadas no discurso pois, segundo ele, a caridade praticada nas Conferências vai aliviar esses sofrimentos das pessoas. “Nas Conferências, aprendemos a exercitar o bem, e não poderia existir a falsa presunção ou qualquer aparente inferioridade dos assistidos”, enfatiza Ozanam.

Ozanam procura, nos parágrafos do discurso, transmitir uma mensagem aos novatos que estavam recém-ingressando na SSVP. Ele se preocupava em dar conselhos e fazer recomendações, refletindo sobre o papel social empreendido pelos confrades. Ele instigava aqueles jovens aspirantes com perguntas do tipo: “como aliviar a miséria sem remover suas causas?” ou “como regenerar o mundo e erradicar o mal?”. São indagações intrigantes que provocam, ainda hoje, nossa reflexão mais crítica.

Nosso principal fundador faz uma bela análise dos primeiros 15 anos da Sociedade de São Vicente de Paulo, focando também na importância da esmola. Ozanam foi contundente ao dizer que a esmola é importante e consiste numa ação que deveria ser praticada por todos. “A esmola não é um direito de ninguém, mas um dever para todos”, acentuou. Para ele, a justiça social se soma à caridade, e as pessoas que têm muito deveriam ser mais generosas com as que pouco ou nada têm. Na verdade, Ozanam prega que nós, vicentinos, seremos sempre “devedores dos pobres”.

É neste discurso que Ozanam proclama uma das frases mais célebres dele: “É muito pouco aliviar as tristezas dos indigentes. Devemos pôr as mãos nas raízes do mal e, por meio de sábias reformas, diminuir as causas reais da miséria do povo”. Aqui, ele deixa bem claro que somente a caridade não resolveria os males sociais, mas que a justiça social deveria ser acionada para atacar as causas da miséria. Fica bem clara a defesa que Ozanam faz da justiça social, antecipando-se à Doutrina Social da Igreja.

Ao final do texto, Ozanam compara a SSVP de 1833 com a de 1848, e faz questão de dizer que a entidade é a mesma, com seu espírito primitivo mantido. Ele rechaçou as divisões, as contendas e as discórdias que pudessem atingir a entidade. Ozanam também reforçou a necessidade da visita semanal domiciliar e pediu orações pelo clero. São orientações que nós, vicentinos do século XXI, também devemos seguir.

- - -

Divino 2/2018

A SSVP pelo mundo

Cfd. Renato Lima

As estatísticas mais atualizadas dão conta de que a Sociedade de São Vicente de Paulo encontra-se presente em 153 países (a mais recente nação é a Libéria, que ingressou na Sociedade em novembro do ano passado), totalizando 50 mil Conferências, 800 mil membros, 1 milhão e meio de voluntários e 30 milhões de pessoas beneficiadas, ou por intermédio da visita domiciliar ou usuários das obras vicentinas, como lares de idosos e creches.

O continente em que a SSVP está mais presente é a África, com 46 países (logo depois, vêm América com 35, Europa com 31, Ásia com 25 e Oceania com 15). Será que alguém imaginaria que a Sociedade de São Vicente de Paulo cresceria tanto assim, que sairia da Europa e teria maior contingente em áreas mais pobres do planeta, como a América Latina e a África? Nem Bailly, nem Ozanam, nem os demais cofundadores poderiam crer. Mas os desígnios de Deus são assim (Provérbios 19, 21).

Desde a fundação da primeira Conferência, em 23 de abril de 1833, passando pela criação do Conselho Geral Internacional em 1839, chegando aos tempos de hoje, a entidade já teve 16 presidentes gerais internacionais, desde Emmanuel Joseph Bailly de Surcy, sendo 12 franceses, um português, um espanhol, um cingapurense e um brasileiro (o autor deste artigo, com muito orgulho). A sede da entidade permanece em Paris por razões culturais, históricas e de legado dos nossos predecessores.

A visita domiciliar é a característica marcante do trabalho dos membros da SSVP; contudo, “nenhuma obra de caridade é estranha à Sociedade”, como nos ensinou a irmã Rosalie Rendu e os primeiros sacerdotes lazaristas. O contato pessoal dos confrades e consócias com as pessoas que sofrem, qualquer que seja essa necessidade, é a marca registrada dos vicentinos. Além da visita, há diversas obras de caridade espalhadas pelo mundo, como moradias populares (vilas), creches, lares de idosos, hospitais, centros de juventude e atenção às pessoas em solidão, por exemplo.

Para que a nossa instituição não crescesse sem organização, Ozanam e seus companheiros tiveram duas outras geniais ideias: a elaboração da Regra e a constituição dos Conselhos. A Regra é o normativo jurídico que mantém a entidade unida desde os primórdios, lembrando a todos que o “espírito primitivo” não pode ser alterado nem desconfigurado para se garantir que a SSVP seguirá fiel ao desejo dos fundadores. Os Conselhos são o elo que unem as Conferências com a sede internacional em Paris, garantindo, por meio das Cartas de Agregação, o laço de pertencimento à Sociedade de São Vicente de Paulo.

O membro da SSVP é uma pessoa de ação, mas acima de tudo, é uma pessoa de oração. Portanto, a ação de caridade empreendida pelos vicentinos não consiste apenas em gestos concretos materiais, mas, acima de tudo, de suporte espiritual a quem precisa. O confrade e a consócia, em todas as partes do mundo, colabora com a Santa Igreja na difusão do Evangelho e dos sacramentos, levando a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo aos irmãos mais empobrecidos.

Pode mudar a língua, podem mudar a cultura, pode até a realidade sociopolítica ser diferente; mas o confrade e a consócia, em todo o mundo, é a mesma pessoa: simples, dedicada, voluntária, resiliente, devota, esperançosa e, acima de tudo, missionária. Por isso, eu sempre digo que “ser vicentino é fazer as pessoas felizes”. Como digo na Carta-Circular de 31 de janeiro de 2018: o vicentino é um eterno abençoado. É um missionário vocacionado, por natureza. Dedicado às causas altruístas. Discreto e sensível em estender a mão amiga a quem dela precisa. Possui amigos em todas as partes do mundo. Defensor da família e dos valores do Evangelho. Pessoa de fé, católico praticante e apoiador da Igreja. Pessoa de oração e de ação. Sempre disponível e solidário. Criativo e inovador. Propagador da cultura da paz.

Amante da justiça e inconformado com as injustiças sociais. Difusor da Doutrina Social da Igreja. Focado no próximo, focado no outro. Voluntário por natureza. Educador de mão cheia. Comprometido com a construção de um mundo melhor, mais justo e igualitário, com oportunidades para todos. Essas são algumas características do vicentino. Por isso, reafirmo que “o vicentino é um eterno abençoado”, sempre.

Para que toda essa organização funcione bem, existe em Paris, desde 1839, o Conselho Geral Internacional. O Conselho é formado por uma diretoria composta por vicentinos dos cinco continentes, escolhidos diretamente pelo Presidente Geral para auxiliarem na gestão do Conselho por um mandato de seis anos. Em linhas gerais, de forma sucinta, esta é a SSVP pelo mundo hoje.

Cfd. Renato Lima

16º Presidente Geral

- - -

Divino 1/2018

2018: Ano Temático Internacional de François Lallier

Na condição de 16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo, e em sintonia com a diretoria do Conselho Geral Internacional (CGI), declaramos 2018 como o ANO TEMÁTICO INTERNACIONAL DE FRANÇOIS LALLIER. Pretendemos estimular o estudo sobre a biografia e obra deste homem memorável, que atuou decisivamente, juntamente com seus amigos jovens estudantes da Sorbonne, em 1833, para fundar as “Conferências da Caridade”.

François Lallier (1814-1886) foi um advogado competente e também juiz de Direito. Ele era reconhecido pelo uso culto da linguagem e teve o privilégio de minutar a primeira Regra, em 1835. Em 1837, foi nomeado Secretário-Geral da Sociedade, encarregado de redigir circulares e cartas. Ele foi o fundador mais jovem, e um dos que morreu com idade mais avançada. Foi testemunha viva de inúmeros acontecimentos envolvendo aquela entidade nascente. Um dos trabalhos mais destacados de Lallier foi escrever, em 1879, a pedido do 3º Presidente Geral, Adolphe Baudon, o livreto “Origens da Sociedade de São Vicente de Paulo, de acordo com as recordações dos seus primeiros membros”.

Para tanto, no início deste ano (8 de fevereiro), o Conselho Geral abriu um concurso internacional de redações, com no máximo 20 páginas, conforme regulamento específico que está disponibilizado no site do CGI (www.ssvpglobal.org). Os trabalhos podem ser enviados ao Conselho até o dia julho de 2018. Serão concedidos prêmios em dinheiro, tanto para os autores vencedores como para as Conferências em que eles atuam.

Estamos seguros de que o concurso sobre Lallier será um grande sucesso (assim como foi o concurso de 2017, sobre Emmanuel Joseph Bailly de Surcy), e que todos os Conselhos e meios de comunicação vicentinos ajudarão o CGI na difusão dessa iniciativa, incentivando a participação de todos. Oxalá muitos candidatos ao concurso venham do Brasil! Esse certame é uma maneira de o Conselho Geral Internacional valorizar o papel de todos os fundadores, que juntos receberam a inspiração divina de fundar a Sociedade de São Vicente de Paulo.

Renato Lima de Oliveira

16º Presidente Geral

- - -

Divino 00/2018

Conheça um pouco sobre o confrade Renato,

de Brasília, 16º Presidente Geral da SSVP

Caros leitores do jornal “Alô, Vicentinos”, agradeço a todos vocês pelas orações. Meu ingresso na SSVP se deu em 16 de abril de 1986, quando eu era ainda estudante no Ensino Médio, na cidade de Campinas (SP). Pertenci, àquela altura, à Conferência Santo Tomás de Aquino. Fui secretário neste grupo (responsável pelas atas das reuniões semanais). Tinha apenas 16 anos de idade.

Ao regressar a Brasília para cursar Jornalismo na UnB, em 1989, ingressei na Conferência Nossa Senhora da Saúde, na paróquia que se localizada na 702 Norte. Lá fui também secretário. Mudei-me de endereço em 1992, e passei a frequentar a Conferência São Francisco de Assis, que fica no Santuário de mesmo nome, na 914 Norte. Neste grupo fui presidente por 3 anos e secretário por diversos mandatos.

Atualmente, participo da Conferência Nossa Senhora de Fátima, localizada nas dependências da Creche São Vicente de Paulo, do Cruzeiro Velho, ao lado da Paróquia Nossa Senhora das Dores. Somos um grupo pequeno (7 membros) e possuímos 4 famílias assistidas que vivem nas redondezas do Cruzeiro Velho. A Creche é uma obra unida do Conselho Central que cuida de 100 crianças carentes.

Entre 1989 e 2010, ocupei outras funções no âmbito dos Conselhos. Fui presidente do Conselho Central Divino Espírito Santo (4 anos) e atuei na coordenação das áreas de comunicação (editor do Jornal Convincente por 12 anos), formação (ECAFO por 4 anos) e juventude (Comissão de Jovens por 8 anos).

No âmbito do Conselho Geral Internacional (CGI), sediado em Paris, fui convidado pelo então 14º Presidente Geral, José Ramón Díaz Torremocha, em 2000, a ocupar o cargo de assistente de comunicação. Entre 2008 e 2016, fui chamado para servir ao Conselho na função de Vice-presidente Territorial Internacional para a América do Sul. Nessa função, atuamos na coordenação dos 12 países sul-americanos, levando os Vicentinos para a Bolívia e o Suriname, que eram as nossas últimas fronteiras nesta região.

Em junho de 2016, fui eleito com 60% dos votos de todos os Conselhos Superiores para ser o 16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo, o primeiro brasileiro desde a criação da entidade, em 1833, na França. O mandato vai até setembro de 2022 (seis anos). Creio que nossa atuação diferenciada na América do Sul tenha sido a razão pela qual a maioria dos países me elegeu, pois aqui desempenhamos um trabalho muito profícuo, com a ajuda de uma equipe muito competente.

Agora, no Conselho Geral, temos uma mesa diretora composta por vicentinos de todos os continentes, que me ajudam a levar adiante essa grande responsabilidade, e ao mesmo tempo um privilégio, que é ser o PRESIDENTE GERAL INTERNACIONAL dos Vicentinos. Tenho procurado levar as boas práticas do Brasil e dos países com os quais lidei para o cenário internacional. Boa parte da nossa plataforma de trabalho já possui essas características. Do Brasil, convidei 16 confrades e consócias que aceitaram meu convite e, hoje, fazem parte de algum serviço dentro da estrutura internacional da SSVP, a quem agradeço de coração.

Nosso planejamento estratégico é formado por 10 pontos, que vão desde metas de expansão da entidade nos países em que ainda não estamos (cerca de 60 nações), como também aprimoramentos na formação, juventude, comunicação, inovação e gestão. Temos muito trabalho adiante!

Nossa prioridade é a canonização do principal fundador dos Vicentinos, o querido Antônio Frederico Ozanam, leigo exemplo de santidade, de caridade e de católico engajado nas causas sociais. Já estive com o papa Francisco em três ocasiões, e sempre trato dessa temática com Sua Santidade.

Por fim, registro que minha eleição como Presidente Geral não mudou minha rotina de vida. Sou o mesmo Renato de sempre, que trabalha 8 horas por dia na Anatel, leva os filhos ao colégio, vai ao mercado fazer compras, paga contas, etc. Sou o mesmo vicentino, nesses 32 anos de atividade na SSVP. O vicentino leva uma vida simples, embora abençoada por Deus.

Quero agradecer, de coração, ao jornal “Alô, Vicentino” e ao Conselho Central de Formosa por todo o apoio que temos recebido nesses primeiros meses de mandato, ajudando-nos a difundir, na nossa região, os programas e iniciativas em marcha pelo Conselho Geral, como o “Ano Temático de Lallier”, o Projeto “SSVP Plus” e a Ouvidoria Geral, entre várias outras inovações. MUITO OBRIGADO! Continuem rezando por mim e pela diretoria do Conselho Geral.

Confrade Renato Lima de Oliveira

16º Presidente Geral

- - -

Há dois anos, dois brasileiros colocavam-se amorosamente à disposição do Conselho Geral Internacional para o serviço como Presidente Geral. Há dois anos, acontecia em Roma (Itália) a eleição que deu ao confrade Renato Lima um mandato de seis anos (2016-2022). Parabéns à consócia Ada Ferreira que participou e abrilhantou a referida eleição. Graças a Deus, na SSVP, não há perdedores ou ganhadores: todos estamos aqui para o serviço desinteressado aos irmãos. Que Deus nos abençoe e que nossos processos eleitorais sejam sempre assim: abertos, democráticos, transparentes e participativos. Peço as orações de todos por mim e pelos integrantes do Conselho Geral, para poder cumprir nosso planejamento estratégico, projetos, programas e iniciativas.

Paulo 2018

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Vicentino de Itajubá-MG e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG)
Autor dos livros:
- Histórias Cristãs- Editora Raboni

- O Mendigo e o Padeiro - Editora Paco
- A Arte de Aprender Bem - Editora Paco
- Minha Vida de Milagres - Editora Santuário
- Administração do Tempo - Editora Ideias e Letras
- Mensagens que Agradam o Coração - Editora Vozes
- Histórias Infantis Educativas - Editora Cleofas
Apresentações musicais:
https://www.youtube.com/results?search_query=soraia+labegalini

- - -

Mensagem da Semana - Nº 387 14 Outubro 2018

 

As três árvores

 

Conta uma lenda que no alto de uma montanha existiam três pequenas árvores que sonhavam em ser importantes depois de grandes, tipo: um baú cheio de tesouros, ou parte de um navio real, ou uma linda mesa de um palácio etc. Todas estavam ansiosas em ser transformadas naquilo que desejavam, mas os lenhadores não sabiam disso.

 

A primeira árvore foi cortada e dela foi feito um cocho de animais coberto de feno. Quando as outras duas souberam, ficaram decepcionadas e passavam os dias imaginando o quanto a ‘amiga’ deveria estar sofrendo por não ter quase nenhuma utilidade. Porém, numa noite cheia de estrelas e muitas bênçãos em Belém, uma Virgem colocou o seu Filho recém-nascido naquele cocho e, naquele momento, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.

 

A segunda árvore, a maior de todas, virou um simples barco de pescadores e vivia cheia de peixes mal cheirosos. Pensando que o seu sonho nunca se realizaria, vivia triste e desolada até que, durante uma tempestade, quando os pescadores que estavam naquela embarcação temiam por suas vidas, um Homem chegou andando sobre o mar e disse: “Paz!” De repente, a árvore entendeu que estava carregando o Rei dos céus e da terra.

 

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore se espantou quando foi cortada e transformada numa cruz de martírio. Sentiu-se horrível e cruel, mas, no domingo, o mundo todo se alegrou. A árvore entendeu que ela fez parte da salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam do Filho de Deus ao olharem para ela.

 

Assim, três pequenas árvores tiveram alguns sonhos, mas, suas realizações foram mil vezes melhores do que haviam imaginado – porque prevaleceu o plano que Deus havia traçado para cada uma delas. Da mesma forma, nossas vidas podem não depender apenas de nossas escolhas e decisões pessoais. Se soubermos confiar na generosidade de Maria Santíssima e na misericórdia de seu Filho, sempre seremos surpreendidos por Eles – que sabem o que é melhor para cada um de nós e o que realmente merecemos receber.

 

Uma das músicas católicas que retratam bem qual deveria ser o nosso espírito cristão no dia-a-dia, é aquela que diz: ‘Eu confio em Nosso Senhor, com fé, esperança e amor.’ Quem se fortalece nessa confiança através da oração do Terço e da Eucaristia diária, tem mais força para superar os problemas e encontra mais facilmente o caminho para o céu.

 

Muitas vezes, Jesus nos mostra que as nossas vidas são como castelos de areia neste mundo de pecados; de repente, vem uma onda forte e desmorona tudo o que materialmente construímos, mas, o reino espiritual – dentro de nós – permanece. Nessa hora, sabemos quem realmente confia na providência de Deus para sair da crise existencial com dignidade cristã.

 

Depois de chorar um pouco – o que é normal após um tombo –, o católico que se fortaleceu na fé, segura nas mãos de Nossa Senhora e age como uma criança ao ver o seu castelo desmoronado: começa a construí-lo num lugar mais sólido, onde as ondas não poderão atingi-lo. E, em pouco tempo, haverá um grande sorriso no ar – abençoado pela querida Mãe que sempre protege seus filhos muito amados.

 

As experiências vividas devem suscitar em nós um dinamismo novo, que nos leve a investir em iniciativas concretas aquele entusiasmo que sentimos. O próprio Jesus nos adverte: ‘Quem, depois de deitar a mão ao arado, olha para trás, não é apto para o Reino de Deus’ (Lc 9, 62). Na causa do Reino, não há tempo para olhar para trás, menos ainda para dar-se à preguiça. Há muito trabalho à nossa espera; por isso, devemos pôr mãos a uma eficaz programação pastoral.

 

Portanto, sem olhar para trás, mesmo rezando e confiando na vontade de Deus, devemos pedir para sermos transformados em ‘grandes árvores de espiritualidade cristã’. Enquanto isso, sigamos trabalhando com a Igreja para salvar almas, porque o resto é quase sempre um castelo de areia sujeito a se desmoronar pelo peso do pecado.

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 386 12 Outubro 2018

 

O quanto somos pobres

 

Certo dia, um pai rico levou seu filho para o interior com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas eram pobres. Ficaram uma semana na fazenda de uma família de poucos recursos materiais e, quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho o que ele havia aprendido. E o garoto respondeu:

 

– Eu vi que nós temos um cachorro em casa e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança metade do jardim, eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda iluminada com luz artificial, eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira. Obrigado, pai, por me mostrar o quanto somos pobres!

 

Não é verdade que isso tudo depende da maneira de como olhamos para as coisas? Se temos fé, amor, saúde, paz, amigos, família e ainda nos sobra alguns trocados para ajudar um irmão necessitado, nós temos tudo!

 

Infelizmente, alguns filhos herdam dos pais um quadro pintado com as cores do mundo, onde não existe a mão de Deus abençoando as pessoas, onde as paisagens refletem somente riquezas materiais e onde o maior artista do mundo é aquele que pegou no pincel. Assim, o consumismo aumenta e a religião fica em último plano na vida dos pobres filhos ricos. Mal sabem eles que, às vezes, a falta de dinheiro chega a ser uma bênção!

 

Diariamente, às seis da tarde, muitas pessoas rezam com o terço nas mãos, fé no coração e alcançam pela misericórdia de Deus muitas graças. Se somente dessem valor às roupas caras e festas, estariam rezando? Chegariam ao céu?

 

Quem experimenta o amor da Mãe maravilhosa que temos pode testemunhar o quanto somos abençoados por Ela. Mesmo sabendo que não passamos de simples poeira numa imensa casa – em comparação ao poder do nosso Criador –, Nossa Senhora cuida de cada um de nós como cuidou de seu filho Jesus. E mesmo aqueles que se afastam de seus braços, Ela os espera retornar para conduzi-los à vida eterna.

 

Ah, lembrei-me da história verídica de uma menina cristã americana, chamada Emy. Com três anos de idade, ela começou a questionar por quê não tinha olhos azuis como os pais e os irmãos. Respondiam-lhe que um dia Deus iria lhe mostrar a razão.

 

Anos depois, Emy foi ser missionária na Índia e lutava para libertar as crianças que seriam vendidas pelas famílias que passavam fome; mas, para poder entrar nos ‘templos’ de comércio sem ser reconhecida como estrangeira, se disfarçava de indiana: passando pó de café na pele, cobrindo os cabelos etc. Um dia, uma amiga lhe disse: “Puxa, Emy, você já pensou que não teria como se disfarçar se tivesse olhos claros como todos da sua família?”

 

Creia que Deus está no controle de tudo. Ele sabe o quanto somos pobres de espírito, mas ouve todas as nossas orações e as responde na hora certa. Confie nisso, caminhe junto com a Igreja Católica e terá muitas histórias lindas para contar.

 

Viva Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do nosso Brasil!

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 385 5 Outubro 2018

 

Pais e filhos

 

Como tudo o que vem de Deus é perfeito e fomos criados à sua imagem e semelhança, o ser humano tem o privilégio de possuir diversos dons divinos neste mundo, mas, infelizmente, nem sempre age com a fé e a razão. Geralmente, o homem despreza a missão maior que o Senhor lhe deu na vida: evangelizar! Assim, deixa de rezar, não pratica a caridade e segue caminhos incertos.

 

Muitas famílias servem de exemplo quando falamos de ‘valorização de bens espirituais’, pois, os pais cumprem os seus compromissos cristãos e os filhos, desde cedo, se envolvem com os movimentos jovens da comunidade. Nem é preciso dizer que, através dessa dedicação às coisas de Deus, recebem bênção sobre bênção e nada lhes faltará.

 

Mas, o maior exemplo de todos, continua sendo o amor compartilhado na Sagrada Família. Até hoje, sentimos o quanto somos abençoados quando recorremos à Família de Nazaré: formada por Jesus, Maria e José. Eles não desfrutaram de riquezas materiais e nem gostavam de badalações, apenas confiavam na providência de Deus e procuravam não desagradar o Pai.

 

O livro do Eclesiástico (3, 3-7.14-17) mostra que amar os pais é a base para uma vida feliz em família: “Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe, é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida; a caridade feita a teu pai não será esquecida, mas, servirá para reparar os teus pecados e, na justiça, será para a tua edificação.”

 

Não é maravilhosa esta promessa do Senhor? Ele irá nos abençoar por toda a eternidade se ampararmos e ‘respeitarmos os nossos pais’! – 4º mandamento da Lei de Deus. Não é importante que os nossos filhos também saibam disso?

 

Também não devemos esquecer o ensinamento da carta de São Paulo aos Colossenses (3, 17-21): “Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio d’Ele, dai graças a Deus, o Pai. Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.”

 

E o salmo 127 diz: “Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor.”

 

Mostre estas leituras aos seus filhos – ou aos seus pais – e sinta que a Palavra de Deus nunca volta, mas, sempre produz bons frutos – que saboreados em família, nos conduzem à vida eterna!

 

E, para vocês, pais e mães, sempre que forem abençoar os filhos, lembrem-se destas palavras do Livro dos Números (6, 22-27): “O Senhor falou a Moisés, dizendo: Fala a Aarão e seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: ‘O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ Assim, invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei.” – Palavra do Senhor. Graças a Deus!

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 384 28 Setembro 2018

 

Muitos serão os chamados...

 

Muita gente quer viver por muitos e longos anos só no lazer, no pecado e sem oração. Vivem na certeza de que nada de mal lhes acontecerá até que tenham tempo de se arrependerem e de reservarem um bom lugar no Céu. Pensando e agindo assim, deixam de valorizar os bens espirituais e se arriscam – a cada minuto! – a perder a salvação eterna!

 

Será que alguém não conhece a Palavra sobre como deve agir um cristão? Disse Jesus: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida? Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos: e então recompensará a cada um segundo suas obras.” (Mt 16, 24-27)

 

Essa recompensa será tanto maior quanto maiores forem as nossas obras: “Deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis aos apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis. Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a Lei. Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como vos já preveni: os que as praticarem não herdarão o reino de Deus! Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. Pois, os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito. Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós.” (Gl 5, 16-26)

 

Mas, mesmo seguindo Jesus Cristo e valorizando as coisas do Espírito à espera da salvação, temos que aceitar as provações que o mundo nos impõe: “Se o mundo vos odeia, sabeis que odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas, do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa.

 

Mas, vos farão tudo isto por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou. Se eu não viesse e não lhes tivesse falado, não teriam pecado; mas agora não há desculpa para o seu pecado. Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai.” (Jo 15, 18-23).

 

Sabemos que muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos (Mt 20). Portanto, se você quiser ser (ou continuar sendo) ‘sal da terra’, ‘trigo ao invés de joio’, reze bastante e guarde sempre estes ensinamentos de Jesus no seu coração:

 

Eu vim para que as ovelhas tenham a vida, e para que a tenham em abundância.” (Jo 10, 10). “Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas: porque vou para junto do Pai.” (Jo 14, 12); “Este é o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.” (Jo 15, 12); “Referi-vos estas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16, 33)

 

E sempre que se sentir chamado por Deus e quiser ajudar a levar mais almas para o Céu, espelhe-se no SIM de Nossa Senhora: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1, 38)

 

Com Maria, nossa Mãe, formamos a Igreja Viva do Terceiro Milênio – para a glória de Deus! Amém.

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 383 21 Setembro 2018

 

São Vicente como exemplo

 

Todos somos convidados à santidade, mas, por motivos que a própria razão desconhece, às vezes desprezamos garantir um lugar no céu e deixamos o chamado de Deus para depois. Se Ele exigisse que nos colocássemos a Seu serviço somente através de duras penitências ou através de total desprezo a tudo de bom que o mundo nos oferece, teríamos muitos argumentos para tentar explicar-Lhe a nossa omissão; mas, sabemos, é muito mais coerente a um cristão sempre agradar a Deus, porque qualquer um pode ser feliz – e como! – sem se envolver com os pecados mortais.

 

São Vicente de Paulo alcançou a santidade e a felicidade eterna porque atendeu a orientação de São Paulo aos Coríntios (1Cor 13): “Aspirai aos dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!

 

A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará. Por ora, subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade.”

 

Que lição maravilhosa para conduzir os nossos trabalhos Vicentinos! Se sempre levássemos com firmeza esta Palavra de Salvação aos quatro cantos da terra, a caridade praticada pela Sociedade São Vicente de Paulo seria ainda maior – e precisa ser muito maior! É por isso que acredito que, ao enviar as Relíquias do nosso Patrono ao Brasil, Nosso Senhor Jesus Cristo nos chamou definitivamente à real responsabilidade da caridade. Precisamos despertar o nosso ardor missionário e mostrar ao mundo que somos instrumentos da vontade de Deus em socorro dos pobres!

 

As riquezas, porém, não são um mal em si, mas possuem o perigo de prender os corações dos ricos demasiadamente a elas. Quando isso ocorre – e, infelizmente, normalmente ocorre! – os afortunados deixam de salvar as próprias almas porque se fazem de surdos ao serem chamados para a construção do Reino de Deus. Portanto, todo aquele que não se despoja das afeições desregradas neste mundo e não busca um espírito de pobreza – o desapego de bens materiais –, dificilmente ganhará o céu. E todos os ricos precisam saber disso.

 

O trabalho Vicentino não pode parar! Uns, Deus chama à pregação; outros, à conversão; os Vicentinos, chama à visita ao pobre em seu domicílio para, em nome da Igreja, realizar esse trabalho maravilhoso de caridade, de doação pessoal e de amor – usando os dons que Ele próprio nos deu. Altruísmo ou filantropia não é o ideal Vicentino. A Sociedade São Vicente de Paulo é uma escola de vivência humana em ajudar o outro. É uma escola de santidade e nos coloca mais próximos do céu.

 

Na graça de Deus, contando com o amor de Maria e a proteção de São Vicente, vamos contribuir para que as nossas Conferências sejam ainda mais dinâmicas e os pobres muito mais felizes. Coragem! Vale a pena.

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 382 13 Setembro 2018

 

Você sabia disso?

 

Num dia do século XIII, Santo Antônio estava pregando em Rímini, cidade da Itália, quando foi desafiado publicamente por um herege chamado Bonvillo, que gritou:

 

Ó frade sabichão! Chega de dizer bobagens, de inventar mentiras, de enganar o povo. Eu nunca acreditarei que Deus possa estar num pedaço de pão. Isso é invenção sua!

 

De nada valeram os argumentos teológicos que frei Antônio lhe apresentou sobre a Santa Ceia, pois o homem insistia:

 

Eu acreditarei na sua Eucaristia, mas exijo uma prova. Vou deixar minha mula três dias sem comer o seu alimento preferido, o cheiroso feno do campo, e vós podeis trazer diante dela o que dizeis ser o alimento dos cristãos, na qual, está presente o Senhor Jesus. Pois bem, se a minha mula se ajoelhar reverente diante da hóstia, aí sim, eu acreditarei.

 

Um silêncio profundo se fez na imensa praça de Rímini. O povo católico, silencioso, esperava algum desfecho para aquele estranho e provocante desafio. E, Bonvillo, continuou em alta voz:

 

E digo mais, ó frade Antônio! Se a mula se ajoelhar diante daquilo que vós chamais de Santíssimo Sacramento, eu também me ajoelharei.

 

A expectativa era grande. De repente...

 

Aceito, ó Bonvillo! Aceito o seu desafio, se é para o bem de sua alma, se é para o bem do povo de Deus aqui reunido, se é para a honra e glória do Senhor.

 

Dali a três dias, na hora marcada, a praça já estava tomada por uma imensa multidão – alguns foram por devoção e, outros, por simples curiosidade. Cantando um hino eucarístico, frei Antônio saiu liturgicamente vestido da catedral, trazendo consigo um lindo ostensório com a Hóstia sagrada.

 

Não demorou muito e lá chegou o fanático herege – berrando e puxando a sua pobre mula. Parando perto do altar, espalhou o feno cheiroso que trouxe num saco às costas. Santo Antônio, recolhido, permanecia de joelhos em oração. Quando Bonvillo soltou a mula, já todo sorridente prevendo o desfecho da caminhada do animal faminto, seus olhos não acreditaram no que viram: a mula não se movia do lado do religioso.

 

Em vão, o herege começou a empurrá-la para a erva fresca. Brandia nos ares o seu chicote, mas tudo era inútil. Frei Antônio, então, levantou-se, pegou o Santíssimo e começou a abençoar a multidão que, piedosa, se ajoelhou. Naquele mesmo instante, como se estivesse acompanhando o povo cheio de fé, também a mula dobrou suas patas dianteiras, deixando Bonvillo solitário em pé. Comovido e cheio de lágrimas, ele dobrou os joelhos e cantou com a multidão: “Bendito e louvado seja o Santíssimo Sacramento!”

 

E o dono da mula fez-se cristão! Cristão católico. Você sabia disso?

 

Outra manifestação Divina, muito comentada como ‘Milagre Eucarístico’, aconteceu há doze séculos na igreja de Lanciano, também na Itália. Durante o momento da consagração na Santa Missa, a hóstia e o vinho se transformaram em Carne e Sangue humanos! O relicário que conserva o Corpo e o Sangue coagulado de Jesus encontra-se à visitação pública até os dias de hoje.

 

Que fatos maravilhosos! Como estes, existem muitos outros que nos fazem crescer na fé; inclusive corpos de centenas de santos que, após séculos de falecimento, ainda se conservam não corrompidos pelo tempo – como presenciei pessoalmente este ano em Paris: São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré e Santa Luísa de Marillac. E sabemos, quando vivos, todos recebiam Jesus na Eucaristia frequentemente.

 

Perante o mistério, a gente se cala e perante o milagre a gente se ajoelha, reza e agradece. Agora que você já sabe mais estas lindas histórias verídicas sobre Jesus Cristo vivo na Santa Eucaristia, não deixe de recebê-lo toda semana na comunhão. Humildemente, dobre os seus joelhos e aproveite para pedir a Ele que restaure a sua vida e o seu coração.

 

Com fé, se você conseguir essa graça, logo se colocará a Seu serviço e em veneração a sua Mãe Santíssima. Assim seja.

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 381 7 Setembro 2018

 

O cão e o coelho

 

Eram dois vizinhos. O primeiro comprou um coelho para os filhos e, assim que o viram, as crianças do outro vizinho também pediram um bicho ao pai. O homem, então, comprou um pastor alemão, e começou a rolar o seguinte papo entre os vizinhos:

 

Ele vai comer o meu coelho!

 

De jeito nenhum, imagina! O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e pegar amizade. Eu entendo de bicho, não há problema.

 

De fato, cresceram juntos e brincavam sempre. Tudo gerava felicidade para os filhos dos vizinhos até que o dono do coelho foi passar um final de semana com a família na praia, deixando o seu animal sozinho.

 

No domingo, antes de voltarem de viagem, a família que tinha o cachorro estava reunida na sala assistindo TV, quando entra o pastor alemão com o coelho arrebentado entre os dentes, todo sujo de terra e, é claro, morto. Foi um desespero geral. Dizia o homem:

 

- O vizinho estava certo. E agora, como vamos explicar esta violência?

 

A primeira providência foi bater duro no cachorro e, cada vez que pensavam como reagiriam os filhos dos vizinhos ao verem o coelho morto, davam mais umas pauladas no cachorro. E, enquanto o pastor latia e lambia os ferimentos no quintal, a família toda se apressou em dar um banho no coelho, secá-lo e colocá-lo bem limpinho na sua casinha. Ficou lindo, até parecia estar dormindo.

 

Algumas horas depois, ouviram os amigos chegando da praia e logo começaram os gritos das crianças. Em menos de cinco minutos, o dono do coelho veio bater à porta – branco, assustado, parecia que tinha visto um defunto. E, começou outro papo entre os vizinhos:

 

O que foi, que cara é essa?

 

O coelho... o coelho...

 

O coelho, o que?

 

Morreu!

 

Como morreu? Ainda hoje parecia tão bem quando esteve aqui no quintal de casa brincando.

 

Morreu na sexta-feira, antes de viajarmos.

 

Na sexta?

 

Foi. Morreu atropelado na sexta. As crianças o enterraram no quintal e, agora, ele voltou pra casinha!

 

Bem, a história termina aqui. O que aconteceu depois, não importa, mas, ficou clara a injustiça que cometeram com o fiel amigo do coelho – o pobre cachorro. Imagine o pastor alemão que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância. Após muito farejar, descobre o corpo enterrado e, provavelmente com o coração partido, desenterra o coitadinho do coelho, vai mostrá-lo para os donos e...

 

Sempre que lembrarmos desta história, iremos pensar no cachorro como um grande injustiçado ou até mesmo um herói. Por outro lado, aqueles que o surraram, mesmo sem saberem de todos os fatos, tentaram usar da mentira para esconder um possível ato de covardia do animal.

 

É comum sermos os donos da verdade para tentarmos encobrir as nossas falhas, não? Julgamos antecipadamente os fatos e tiramos conclusões precipitadas que venham a nos favorecer de alguma maneira, concorda? Por isso é que o mundo caminha para rumos tão pecaminosos! Falta justiça, amor e compreensão nos corações humanos. Em decorrência disso, vêm ambição, falta de perdão e vida materialista – fundamentados no consumismo e crenças absurdas!

 

Antes de julgarmos e batermos em alguns ‘cachorros’ para tirarmos proveito da situação, temos que refletir no exemplo de humildade que o grande injustiçado da humanidade – Jesus Cristo – nos deixou: o lugar onde Ele nasceu foi emprestado, o barco que navegou foi emprestado, o burrico que montou foi emprestado, os pães e peixes que multiplicou foram emprestados, o local onde instituiu a Eucaristia foi emprestada e o túmulo em que O sepultaram também foi emprestado. Só a cruz foi exclusivamente d’Ele!

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 380 31 Agosto 2018

 

Mensagens que agradam o coração

 

Hoje vou resumir vários contos que estão há algum tempo esperando a vez.

 

O primeiro diz que um grande artista havia pintado um lindo quadro e, no dia do leilão beneficente, compareceu muita gente importante no local. Quando viram a obra – Jesus batendo suavemente à porta de uma casa –, ficaram maravilhados e as ofertas não paravam de subir, até que a pessoa que o arrematou notou que a porta foi pintada sem fechadura. Questionado, o pintor lhe explicou: ‘Esta é a porta do coração humano, que só se abre do lado de dentro. Jesus estará sempre batendo, mas, cabe a cada um de nós deixá-Lo entrar.’

 

O segundo conto relata que o inglês George Tomas estava andando na rua e viu um menino carregando uma gaiola com três passarinhos. Perguntou ao garoto o que iria fazer com eles e soube que seriam objetos de diversão até morrerem por maltrato. O inglês, indignado, disse que queria comprá-los e ouviu do menino: ‘Por que o senhor os quer, se são pardais e não servem pra nada?’ George lhe respondeu: ‘Quero apenas soltá-los!’ E os comprou por dez dólares. Da mesma forma, quando Jesus andava na Galiléia, soube que Satanás estava se divertindo com as pessoas aqui na terra. Perguntou-lhe por que fazia aquilo e ficou sabendo que era muito fácil para o maligno ensinar pessoas fracas na fé: a fazer bombas, a usar revólveres para matar, a divorciar, a usar drogas – até conseguir matá-las! Quando Jesus perguntou quanto ele queria por todos aqueles que o seguiam, foi questionado imediatamente: ‘Por que você iria querer pessoas traiçoeiras, mentirosas e avarentas? Irão lhe desprezar e até lhe cuspirão no rosto, mas, se insiste, quero todas as suas lágrimas e todo o seu sangue.’ E Deus pagou esse preço pelas nossas liberdade e salvação!

 

Na terceira história, o diabo fez um desafio a Jesus: ‘Não pode me vencer no computador, pois digito muito mais rápido que você!’ Mesmo sem querer competir, aceitou a aposta para ver até onde a maldade do demônio iria chegar. Na hora marcada, lá estava Satanás com uma máquina incrível! Jesus, na sua humildade, trazia consigo um simples XT, 4,77 MHz e 2 mega de memória. Aquele que digitasse o maior texto em 30 minutos seria o vencedor.

 

O diabo começa a competição de maneira feroz: 900 toques por minuto! Do outro lado, Jesus digita calmamente com dois dedos e, confiando na vitória do bem sobre o mal, segue ‘catando milho’ no teclado. Após vinte e nove minutos, quando Satanás já estava na casa dos 20 MB de texto contra 5 KB de Jesus, cai a luz! Os juízes resolveram considerar os tamanhos finais dos arquivos, assim que a energia voltasse. E Jesus venceu porque havia memorizado o seu texto. O diabo perdeu porque ele nunca salva!

 

Como se fosse uma quarta história, vou citar algumas cartinhas que crianças inglesas escreveram para Deus: “Querido Deus, eu não pensava que laranja combinava com roxo até que vi o pôr-do-sol que você fez terça-feira. Foi demais!”; “Querido Deus, você queria mesmo que a girava fosse assim ou foi um acidente?”; “Querido Deus, em vez de deixar as pessoas morrerem e ter que fazer outras novas, por que você não mantém nós que você tem agora?”; “Querido Deus, obrigado pelo meu irmãozinho, mas eu rezei por um cachorrinho!”; “Querido Deus, choveu o tempo todo durante as nossas férias e meu pai falou coisas feias sobre você! Não vou dizer quem sou para evitar que você possa machucá-lo.” Continuando: “Querido Deus, por favor me mande um poney. Eu nunca lhe pedi nada antes, você pode checar.”; “Querido Deus, eu aposto que é muito difícil você amar todas as pessoas do mundo, não? Na nossa família só tem quatro e eu nunca consigo!”; “Querido Deus, se você olhar para mim na missa domingo, vou lhe mostrar o meu sapato novo.”; “Querido Deus, eu não acho que alguém poderia ser um Deus melhor do que você. Quero que saiba que não estou dizendo isso porque você já é Deus.”

 

Faça um bom proveito destes contos, mude seus hábitos para ser um cristão sempre melhor e não mande a sua ‘cartinha’ dizendo apenas: “Querido Deus, eu tenho um grande problema!” Escreva assim: “Querido Deus, eu disse ao meu problema que eu tenho um grande Deus!”

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 379 21 Agosto 2018

 

As duas vizinhas

 

Duas vizinhas viviam em pé de guerra e não podiam se encontrar que era briga certa. Um dia, dona Jacira resolveu provocar ainda mais a ‘inimiga’ e mandou-lhe esterco de vaca como presente – para ver a reação da outra.

 

Assim que dona Clotilde abriu o embrulho, sentiu que a situação estava se tornando insuportável e passou a rezar pedindo paz entre elas. À noite, sonhou que foi visitar o inferno e viu todas as pessoas passando muita fome. Lá, os garfos eram enormes, os braços dos pecadores não se dobravam nos cotovelos e, como era regra comer pegando na ponta do garfo, ninguém conseguia levar a comida à boca.

 

No dia seguinte, dona Clotilde sonhou que foi visitar o céu e, lá, também os cotovelos não eram articulados, os garfos eram grandes, a regra para se alimentar era a mesma, mas todos estavam felizes e bem gordinhos. Quando perguntou a um anjo como era possível aquilo estar acontecendo, ouviu a resposta: ‘No inferno, eles não se perdoam e continuam passando fome. Aqui, ninguém guarda ressentimentos e um alimenta o outro – levando a comida do garfo até a boca do mais próximo.’

 

Algum tempo depois, dona Jacira recebeu uma linda cesta de flores e um bilhete de sua vizinha: “Querida, cultivei-as com o esterco que você me presenteou, aliás, um excelente adubo que serviu para reatarmos a amizade. Comprei uns garfos especiais e gostaria que você almoçasse comigo amanhã. Com carinho, Clotilde.”

 

Foi assim que elas aprenderam que cada um dá ao próximo aquilo que tem em abundância dentro de si. Resolveram, então, cultivar a paz para viverem em paz e, como a felicidade completa só existe nos corações de pessoas de fé, cada vez mais a oração passou a fazer parte de suas vidas.

 

Eu acredito que muito mais do que uma bela história, este relato serve para nos ajudar a refletir na importância do perdão nos dias de hoje. Primeiro, porque se não perdoamos não somos por Deus perdoados e não seremos salvos. Segundo, porque as consequências da falta de perdão são todas ruins à nossa saúde. Terceiro, porque quem não perdoa não é digno de professar a fé cristã e deixa de alcançar muitas graças para a família.

 

Eu já fui uma pessoa que rangia os dentes quando me lembrava de alguns desafetos, mas, com sinceridade, hoje isso não acontece mais. Há anos que rezo, pedindo a Jesus que faça o meu coração manso e humilde semelhante ao d’Ele e, com a ajuda de Nossa Senhora da Agonia, a cada dia vou melhorando um pouquinho mais.

 

Citei a ajuda de minha Mãezinha porque Ela me acompanha sempre e foi por seu intermédio que descobri a minha missão na Igreja Católica. Convivendo com pessoas que a amam com fervor, aprendi o verdadeiro espírito cristão que nos aproxima de Deus e, analisando a vida da Virgem Maria, concluí que não há limites para servir e obedecer o seu Filho Santo.

 

Contudo, sabemos que as graças não chegam de graça. Só as continuam recebendo em abundância aqueles que se perdoam e vivem em comunidade. É um exercício para a santidade que se completa na missão que abraçamos na Igreja Católica. Se Jesus Cristo perdoou até aqueles que o traíram, quem somos nós para guardarmos rancores uns dos outros?

 

Voltando à história das duas vizinhas, podemos tirar mais uma lição a respeito do perdão: ‘Quem quer amar como Jesus amou e quer ser protegido por Maria Santíssima, deve evangelizar e perdoar sempre. Só assim poderá chegar ao céu.’

 

Então, perdoe e evangelize você também, porque, com certeza, não se arrependerá.

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 378 17 Agosto 2018

 

Berços católicos

 

Ao receber uma das revistas católicas que assino, me surpreendi ao constatar que meu pai – já falecido – fazia aniversário no dia em que anteriormente era celebrada a festa de Nossa Senhora Rainha – 31 de maio –, festa que hoje é comemorada na data de seu falecimento: 22 de agosto. Embora nem todos pensem assim, eu creio que essas datas contribuíram bastante na caminhada de meu pai rumo ao céu.

 

Ele era devoto de Nossa Senhora, assistia missa aos domingos e, temente a Deus, nunca blasfemou diante das dificuldades que enfrentou. Foi um marido exemplar, um ótimo pai e sempre cumpriu as suas obrigações sociais e fiscais com honestidade. Seus filhos – eu e minha irmã –, receberam os nomes abençoados de Paulo e Maria. Sua esposa, até hoje persevera na religião católica com uma fé invejável e inabalável. Nunca foi rico, mas sempre teve o suficiente para conduzir a sua família nos caminhos do bem, da verdade e do amor.

 

Quem acredita apenas em coincidências, não irá se convencer que meu pai nasceu e morreu em datas especiais e que, também por isso, teve uma proteção maior de Deus desde a sua concepção; contudo, nós que testemunhamos dia-a-dia a providência Divina na vida das pessoas, sabemos que toda fé tem uma história e, algumas, removem montanhas!

 

Como essa fé veio de meus avós-paternos – que também eram católicos fervorosos –, com certeza, cada Ave-Maria rezada em família contribuiu para santificar a vida de meu pai desde o dia em que nasceu até a sua boa morte.

 

Pensando, agora, na família de minha mãe, recordo que meus avós viviam num lar aconchegante e iluminado pelo Espírito Santo. Nas férias, os filhos e netos chegavam de mala e cuia para ficarem meses comendo e bebendo à vontade, e, eles, sempre trabalhando e acolhendo a todos com muito amor.

 

Minha avó-materna, que viveu 94 anos, rezava vários terços e assistia missa diariamente pela televisão! Era uma criatura adorável que merecia a graça de Deus, vendo todos os seus filhos indo à igreja, rezando e dignificando o berço católico em que nasceram.

 

Ouvindo esta história, se alguém ainda relutasse em concordar que o exemplo dos pais é fundamental na fé dos filhos, eu diria que desde pequeno gosto de ir à igreja por influência de meus pais. Quando garoto, eu saía das missas dizendo que iria ser padre! Sei que isso não aconteceu porque Deus tinha outros planos pra mim.

 

Mas, aos quarenta anos de idade – antes tarde do que nunca! – eu aceitei o chamado de Nossa Senhora da Agonia e passei a me dedicar na construção de seu Santuário, propagar a sua devoção, rezar em comunidade, ajudar os pobres, tocar, cantar, compor, gravar músicas católicas etc. Tive várias provações na vida até ver frutificar a semente cristã que meus pais plantaram em mim.

 

E, como minha esposa também cresceu na fé católica, nossos filhos amam a nossa Igreja, são devotos da Virgem Maria e rezam para a glória do Reino de Deus no meio de nós. Isso serve para mostrar que a família que persevera unida nos caminhos de Jesus e de Maria Santíssima, estende as graças recebidas por várias gerações.

 

Eu não tenho dúvida que meu pai e meus avós continuam intercedendo por nós no céu; inclusive, eu alcancei uma graça maravilhosa no dia do aniversário de meu pai! Quem ler o capítulo 20 de São Mateus, compreenderá melhor tudo o que estou afirmando: “Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.”

 

Portanto, quem não conduzir os filhos às suas obrigações cristãs na igreja católica, não poderá reclamar futuramente da vida materialista que eles abraçaram; sobretudo, é injusto não dar a eles a oportunidade de conhecerem Aquele que os criou. No mundo de hoje, com tantos pecados e perigos, ou estamos com Deus ou estamos sem Deus – não há meio termo. E para estarmos com Ele e sua Mãe querida, temos que procurá-Los na oração diária do Terço, na santa missa, nas obras de caridade e na construção da igreja de pedras – que servirá para fortalecer o Corpo Místico de Jesus Cristo, do qual fazemos parte.

 

O berço católico que Jesus nasceu está ao alcance de todos nós. Como Ele, podemos ser cuidados por José e Maria, podemos confiar na doutrina da única Igreja que Ele deixou nas mãos de Pedro e podemos evangelizar como seus discípulos bem o fizeram. Tempo e dons para isso Ele nos deu de sobra. Basta apenas querermos.

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 377 11 Agosto 2018

 

Tudo depende das mãos

 

Uma raquete de tênis em minhas mãos não tem uso algum, mas nas mãos do Guga, encantam o mundo. Uma vara em minhas mãos não serve nem para reger uma orquestra desafinada, mas nas mãos de Moisés, o ajudou a abrir o Mar Vermelho. Dois peixes e cinco pães em minhas mãos mal dariam para preparar um jantar em família, mas, há dois mil anos nas mãos de Jesus, alimentaram milhares de pessoas!

 

É fácil concluir que tudo depende das mãos: mãos que sabem jogar tênis podem fazer fortuna; mãos que obedecem a Deus podem receber muitas graças; e as mãos do Salvador ao serem pregadas na cruz, provaram que o verdadeiro amor ao próximo nos conduz à vida eterna!

 

É uma pena que alguns colocam os seus problemas nas mãos de pessoas que jogam com a sorte e outros preferem usar amuletos que ‘dão sorte’; eu, entrego as minhas preocupações nas mãos de Nossa Senhora – que afasta de mim a tentação de acreditar na sorte.

 

E no nosso cotidiano? Vemos diariamente algumas mãos enaltecendo a vida cristã e outras insistindo em cavar a própria sepultura! Enquanto há mãos abençoadas que recebem Jesus na Eucaristia, há também aquelas que nunca pegam no Terço.

 

Existem mãos caridosas, mas, infelizmente, existem outras que só servem para levar a comida à própria boca – aumentando a fome no mundo. Disse Jesus: “Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.” (Mc 9, 43-44)

 

Há uma história de uma linda flor que nasceu no meio das pedras. Passou uma jovem e a arrancou porque achava que seria melhor cuidada em sua casa, mas, após uma semana, a flor morreu. Algum tempo depois, no mesmo lugar, a jovem encontrou outra flor igual àquela que havia apanhado. Pensando em não cometer o mesmo erro, deixou-a lá, mas veio a tempestade e a matou.

 

Pela terceira vez a jovem encontrou outra flor no meio das pedras. Decidiu, então, voltar todos os dias para trazer terra, regar, adubar, podar, até formar um lindo canteiro! Dessa forma, através de suas mãos – que sempre cultivavam aquele jardim –, podia apanhar flores e ainda mantinha bonitas as que ali ficavam.

 

Eis um exemplo de mãos que por duas vezes erraram, mas, em tempo, foram capazes de produzir uma linda obra e belas colheitas! É feliz aquele que aprende com os próprios erros e se redime – praticando o bem dentro e fora de sua casa! Todos têm essa chance e são chamados por Deus para libertarem as mãos dos pecados, mas poucos aproveitam.

 

Até os animais irracionais lutam desesperadamente pela vida quando ameaçados de morte e, às vezes, conseguem sobreviver graças ao esforço de suas patas, mas, o homem, chega a usar as próprias mãos para se afastar de Deus; e o pior: não se arrependendo e não se convertendo, jamais verá a Deus!

 

Conta-se que um fazendeiro caiu da sela quando passeava montado num de seus melhores cavalos. Furioso, empurrou o animal num buraco bem fundo, chamou o capataz e ordenou que o soterrasse. Logo vieram mais alguns empregados e começaram a jogar terra no local; no entanto, assim que a terra caía sobre o cavalo, ele se sacudia e ia pisando sobre ela.

 

Logo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar e estava subindo à medida que a terra caía, até conseguir sair. Preocupados com o castigo que receberiam do patrão, levaram o cavalo para longe e disseram que o haviam sacrificado – como lhes fora ordenado. Apesar da mentira, aprenderam que as mãos que condenam são as mesmas que salvam!

 

Eu também aprendi que estas minhas mãos – que agora escrevem este artigo – podem ser muito mais úteis rezando por alguém que precisa sair do fundo do poço, do que apontando os erros que eventualmente essa pessoa cometeu. É importante denunciar as injustiças, mas sempre pedindo a Deus que nos dê força e dignidade cristã para aceitarmos as provações.

 

Agradeço ao Pai pelas minhas mãos perfeitas quando há tantas mutiladas. Agradeço pelas minhas mãos abençoadas que trabalham quando há tantas que mendigam. Agradeço pelas minhas mãos fervorosas que rezam quando há tantas que fraquejam na fé. Agradeço pelas minhas mãos sadias que tocam um instrumento na missa quando há tantas que pegam em armas.

 

Agradeço também a Nossa Senhora – a quem consagrei a minha vida – por conduzir as minhas mãos pelos caminhos do bem, da verdade e do amor. Que Ela ajude a colocar o futuro desta nação mariana nas mãos das pessoas certas. Assim seja!

 

NOTA: Leia o livro “O Evangelho Secreto da Virgem Maria”, escrito pelo padre espanhol Santiago Martín e publicado pela Editora Mercuryo (em parceria com a Paulus). Vale a pena ocupar suas mãos com esse texto maravilhoso!

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 376 5 Agosto 2018

Rico entra no céu?

Numa das edições da revista ‘Catolicismo’, o Cônego José Luiz Villac respondeu a um leitor que perguntou se um rico pode passar pelo buraco da agulha e ir para o céu. Eis a resposta:

“Havia em Jerusalém uma porta tão estreita e tão baixa, que os camelos não podiam passar por ela sem que lhes fosse retirada toda a carga e, ainda assim, lhes era preciso abaixar-se e passar quase de rastos. Chamavam-na ‘Porta da Agulha’, daí vem o provérbio de que se serve Jesus: ‘Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. Digo-vos mais: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino dos Céus.’ (Mt 19, 23-24).

É certo, pois, que os ricos que empreguem bem suas riquezas, conformando-se aos Mandamentos e à vontade de Deus, podem perfeitamente salvar-se. É o caso de lembrar que Nosso Senhor frequentava a casa de Lázaro, que era rico, e o considerava como amigo. E uma das figuras exponenciais em santidade do Antigo Testamento, o Patriarca Abraão, era não só rico, mas riquíssimo.

Tal é porém o apego dos homens aos bens desta terra – não só dos ricos, mas muitas vezes dos que pouco possuem – que desapegarmo-nos deles é um verdadeiro prodígio da graça, que só Deus pode operar.”

Na resposta do cônego, acho que ficou claro que as riquezas não são um mal em si, mas possuem o perigo de prender os corações dos ricos demasiadamente a elas. Quando isso ocorre – e, infelizmente, normalmente ocorre! – os afortunados deixam de salvar as próprias almas porque se fazem de surdos ao serem chamados para a construção do Reino de Deus. Portanto, todo aquele que não se despoja das afeições desregradas neste mundo e não busca um espírito de pobreza – o desapego de bens materiais –, dificilmente ganhará o céu.

Agora, você talvez reflita assim: ‘Eu conheço uma pessoa que só pensa em luxo e dinheiro. Essa, quando morrer, coitada!’ Mas, antes de julgar alguém, lembre-se que faz parte da sua missão cristã alertar as ‘ovelhas desgarradas’ do mal que lhes espera se continuarem fora dos caminhos do bem, da verdade e do amor. E não pense que isso é impossível, porque muitos ‘poderosos’ se converteram e perseveraram na fé até ganharem o céu.

De nada adianta ficarmos olhando as pessoas ostentarem o falso poder que julgam ter sobre os pobres e, ainda, sentirmos pena do castigo que lhes espera após a morte; é preciso acreditarmos que podemos influir nas mudanças que Deus quer operar em suas vidas. Quando os discípulos perguntaram: “Quem, pois, pode salvar-se? Então, Jesus, olhando para eles, disse: ‘Para os homens isto é impossível, porém não para Deus, porque a Deus todas as coisas são possíveis.’ (Mc 10, 26-27).”

Sabemos que a fé e a caridade nos encaminham para a salvação, mantendo acesa a chama da esperança em nossos corações – que nos leva a buscar as graças necessárias para perseverarmos no amor de Deus. Como ninguém já nasce com fé, é preciso continuarmos crescendo espiritualmente através da oração e da caridade para honrarmos o sacramento que recebemos no batismo – fomos abençoados como: filhos de Deus, filhos da Virgem Maria e irmãos em Cristo.

“Sem a fé é impossível agradar a Deus”, disse São Paulo (Heb 11, 6). Consciente disso, hoje recordo que meus avós paternos passaram a ser pessoas de muito mais fé cristã alguns anos após terem perdido toda a fortuna que possuíam! Eu acredito que ganharam o céu devido a essa providência de Deus em suas vidas, embora na época tenham sofrido bastante. Contudo, tendo crescido na fé, valorizaram mais os bens espirituais e passaram pelo fundo da agulha. Por isso é que peço ajuda ao Pai e à Mãe Santíssima para eu sempre saber repartir o pão e nunca me arrepender de ter tido alguns bens materiais nesta vida.

Contam que uma pobre senhora entrou num rico armazém e pediu que lhe pesassem cinquenta centavos de feijão para levar de almoço aos filhos. Vendo que a mulher não tinha mais dinheiro, o comerciante ainda brincou na frente de todos: ‘Tem certeza que é só isso o que deseja?’ Apesar da humilhação, ela educadamente respondeu: ‘Sim, senhor, vou comprar o que Deus permitir que eu leve.’

Ao pesar o feijão, o proprietário percebeu que o saco ficou quase cheio, mas, conferindo o marcador da balança, entregou-lhe o pacote. Somente algum tempo depois que a senhora saiu é que o comerciante constatou que a sua balança havia quebrado, ficando furioso por perder parte do seu precioso feijão. Certamente, se lhe tivesse dado de coração um pouco mais além do peso, não lhe faria falta e o ajudaria a entrar no céu.

Não há loucura maior do que trocar a salvação da alma pelas coisas deste mundo. Pena que muitos ricos não enxerguem isso!

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 375 31 Julho 2018

Aproveite seu pedaço de vida

Continua circulando nos computadores do mundo inteiro um texto emocionado do famoso escritor Gabriel Garcia Marquez, quando vivia lúcido seus últimos dias de vida, vítima de um câncer linfático. Eis alguns trechos de sua despedida deste mundo:

“Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.

Se eu tivesse um pedaço de vida, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse, regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e não deixaria passar um dia sem dizer às pessoas: te amo, te amo!

Aos homens, lhes provaria que estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar. A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos, ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas, com o esquecimento.

Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo.”

São palavras que todos acham tristes, mas, até que ponto, depende do ponto de vista. Sabemos que o pecado é o maior inimigo à nossa salvação, portanto, aqueles que partem para a vida eterna em estado de graça, acabam tendo uma grande recompensa após a morte. Por exemplo, quem reza o Terço diariamente, acaba sendo abençoado por Nossa Senhora e não ficará no purgatório pagando os seus pecados veniais – promessa feita pela Virgem Maria ao beato Alain de la Roche.

Portanto, quem tem fé sabe que, cumprindo os mandamentos de Deus, nosso Divino Pai nos concederá um lugar definitivo no céu. O próprio Jesus Cristo disse textualmente: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu guardei os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.”

Quem não souber por onde começar a ganhar o céu, pode seguir o conselho de Madre Tereza de Calcutá: “O fruto do silêncio é a oração; o fruto da oração é a fé; o fruto da fé é o amor; o fruto do amor é o trabalho.”

Refletindo nessas palavras, proponho que cada um comece uma vida nova transformando o seu próprio coração: pedindo diariamente a Jesus que lhe dê um coração manso e humilde semelhante ao d’Ele. Ao conseguir essa graça, é importante introduzir mais oração no seu cotidiano e começar a ajudar aquele necessitado que se encontra mais próximo. Lembre-se, você também, que é agradável a Deus oferecer os seus dons - que Ele gratuitamente lhe deu - a quem mais precisa de ajuda.

E para completar as citações feitas neste texto, lembro as palavras do nosso querido Antonio Frederico Ozanam – fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo: “É no presente onde se situam as nossas obrigações e no passado - onde repousam as nossas recordações - que reside o futuro, onde se dirigem as nossas esperanças.” Significa dizer que quem planta a Palavra de Deus, colhe muitas graças em sua vida.

Vamos oferecer o tempo de vida que nos resta à construção de um mundo melhor, onde a oração, o amor e a caridade prevaleçam entre os cristãos. E para continuar nos caminhos de Jesus e de Maria, lembre-se desta história:

“Um velho homem vendia balões de gás numa quermesse e, por um descuido, deixou escapar o balão azul, que subiu até desaparecer no céu. Um menino negro, olhando para os outros balões, perguntou ao vendedor: ‘Se o senhor soltasse o balão preto, ele também subiria tão alto assim?’ E o velho respondeu: ‘Talvez até mais, meu filho, pois não é a aparência, mas o que está dentro dele que o faz subir.’”
Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 374 25 Julho 2018

A motivação do cristão

O motivo espontâneo que nos leva a uma determinada ação, chamamos de motivação. É um recurso pessoal insubstituível no desempenho eficaz de tarefas importantes e não pode ser cedido por terceiros, mas, determinadas influências - nos momentos certos - servem para aumentar ou destruir a motivação.

Isso significa dizer que a motivação brota de dentro de cada um e ninguém pode se manter motivado se não desejar; por exemplo: quem não reza, não cresce na fé e deixa de conseguir muitas graças em sua vida. Se insistir em não rezar, continuará distante de Deus; no entanto, se passar a frequentar um grupo de oração com o espírito despojado de rancor, começará a sentir o poder do Espírito Santo e se motivará a prosseguir rezando.

Em todo o mundo, são milhares de pessoas que se convertem e se renovam na fé católica todos os meses porque começaram a conhecer as maravilhas dos valores espirituais. Quanto mais rezam, mais se aproximam de Deus, mais O conhecem e mais testemunhos podem dar para influir na motivação de outras pessoas a se salvarem também.

Com a graça de Jesus e de Maria Santíssima, nós que perseveramos - rezando e trabalhando para o Reino de Deus - sabemos que nos fortalecemos na fé uns com os outros. Nem sempre podemos evitar alguns problemas ou crises em nossas vidas, mas a vitória espiritual do céu sobre o inferno sempre prevalece. A cada batalha vencida, mais motivados ficamos para enfrentar as tentações e os pecados.

Acredito que você concorda comigo quanto à importância de sempre estarmos motivados para fazermos o bem ao próximo, não? Concorda também que essa motivação nos torna mais alegres e saudáveis dia a dia? Por isso é que Jesus - na Sua sabedoria divina - pediu que evangelizássemos os nossos irmãos. Ele sabia que a paz e o amor reinariam entre aqueles que aceitassem a verdade do Evangelho.

Portanto, pense como você pode influir positivamente nas decisões das pessoas e comece a assumir a responsabilidade de mostrar a todos o quanto poderão ser felizes se viverem unidos nos ensinamentos da fé cristã. Se duvidar de seu poder de argumentação, lembre-se que quando falamos em nome de Deus e de sua Mãe, o Espírito Santo age sobre nós e nunca quebramos a cara.

Se quiser praticar a sua influência nas decisões dos amigos sem a ajuda de Deus – se isso for possível! –, faça um teste dizendo a eles que vai faltar leite a partir de amanhã. Acredito que, mesmo aqueles que não iriam tomar leite nesta semana, irão correndo comprar alguns litros de reserva. Num outro teste, ofereça um copo de leite a algum amigo que gosta demais do produto, mas fale também que você o comprou de uma senhora que cuida de gatos doentes. Provavelmente essa pessoa dirá que ficou desmotivada para tomá-lo, não acha?

Pois é, se isso tudo é possível sem nenhuma oração antes da tarefa, imagine o que acontecerá com a invocação do Espírito do Senhor para abençoar a missão que você escolher dentro da Igreja! Assim como eu estou lhe dando este empurrãozinho, muitos estão à sua espera para receberem uma palavra amiga que os motive a viverem melhor.

Por falar em viver melhor, você tem levado uma vida mais voltada à santidade? Você sabia que pode oferecer uma indulgência plenária para uma alma do purgatório? Retornando ao assunto principal deste artigo, você concorda que se pensarmos em viver eternamente junto à Sagrada Família no céu, estaremos sempre motivados a buscar indulgências aqui na terra?

Lembre-se que a indulgência plenária – que apaga os nossos pecados temporais e nos livra do purgatório – pode ser obtida cumprindo quatro condições: confissão, comunhão, rezando pelas intenções do Papa e, no mesmo dia, complementando com uma dessas possibilidades: adorando o Santíssimo por meia hora, fazendo uma Via-sacra, rezando o terço em família, lendo e meditando a Palavra de Deus também por meia hora, realizando uma obra de caridade, peregrinando num Santuário e lá rezando pelo menos o Creio e o Pai-nosso, e mais algumas outras opções que não me recordo no momento, mas, que, certamente, o padre da sua igreja saberá informar.

Vamos correr atrás do perdão? Imagine que Deus escreveu os seus pecados na areia do paraíso e os apagará com um sopro de misericórdia assim que você se arrepender. Agora pare de imaginar e comece a receber mais graças em sua vida, porque é muito fácil agradar a Deus; basta querer!

A motivação do cristão sempre está na oração e no trabalho junto ao irmão.

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 373 8 Julho 2018

Sobre o amor

Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos da face da terra: a Alegria, a Vaidade, a Tristeza, o Amor, entre outros. Um dia, percebendo que a ilha estava sendo invadida pelo mar, todos pegaram os seus barcos e começaram a fugir, porém, o Amor teve a embarcação roubada e saiu pedindo ajuda.

A Riqueza logo gritou avisando que não poderia levá-lo porque havia muito ouro em seu barco. A Vaidade recusou ajudá-lo por ele estar todo molhado e causar estrago no carpete do seu lindíssimo barco. Da mesma forma, negando levá-lo, passaram a Tristeza e a Alegria. A primeira, preferiu ir sozinha chorando e, a Alegria, sorria e cantava tanto que nem prestou atenção no pedido de socorro.

Enfim, quando já estava quase se afogando, o Amor foi pego por um velhinho e deixado a salvo numa outra ilha distante. Recuperado do susto, o Amor agradeceu ao velho Tempo pelo resgate e foi saber com a dona Sabedoria porque somente aquele senhor idoso o ajudou. E a Sabedoria lhe respondeu: ‘Somente o Tempo é capaz de mostrar aos outros sentimentos a importância de resgatar o Amor.’ E ele, o Amor, passou então a entender a incompreensão dos ‘amigos’.

Poderiam fazer parte da história vários outros personagens que sempre destroem o amor, como: o ódio, a inveja, o egoísmo, a mentira e a covardia; mas, aliados ao amor, também poderiam estar: a solidariedade, o perdão, a verdade, a bondade e a justiça. Se esses aliados predominassem no mundo de hoje, não haveria necessidade de esperarmos o tempo provar a importância do amor entre os homens.

E o mais espantoso é que nenhum de nós confessa que mente, ou que tem inveja, ou que é egoísta, covarde etc. Por que será que agimos assim? Dois mil anos após Jesus Cristo ter pregado com tanta sabedoria a necessidade do amor fraterno na humanidade e, ainda, ter morrido demonstrando o seu Amor por nós, é preciso mais tempo para entendermos que não nos salvaremos sem isso?

Na Romênia, um homem sempre dizia ao filho: ‘Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado.’ E, naquela época, houve um grande terremoto no lugar onde viviam, separando pai e filho. Um estava na estrada – voltando do trabalho para casa – e, o outro, ficou debaixo dos escombros da escola onde estudava.

Logo que o pai desesperado chegou na escola destruída, foi avisado que não havia mais sobreviventes, contudo, tomado de grande tristeza e de muita fé, passou a procurar o filho gritando: ‘Sempre estarei ao seu lado, meu filho!’ Muitos olhavam desolados para aquele senhor escavando com as próprias mãos e pedindo ao filho que o esperasse, pois iria achá-lo.

Quando algumas pessoas se aproximavam dizendo a ele que fosse para casa, ele retrucava: ‘Você vai me ajudar?’ E elas se afastavam, porque não viam chance de haver sobreviventes. Mas, o homem pensava na promessa que havia feito ao filho e continuava a incansável procura.

Alguns policiais e bombeiros também tentavam tirá-lo do local dizendo que corriam riscos de explosões e mais desabamentos, mas, ele sempre repetia: ‘Vocês vão me ajudar?’ E, assim, trabalhou quase sem descanso por trinta horas, até que ouviu o filho responder: ‘Pai, estou aqui. Eu sabia que você viria!’

Em seguida, os bombeiros resgataram quinze dos trinta e quatro alunos daquela classe – graças à confiança daquele pai em cumprir a promessa que fizera ao filho. E, antes das crianças saírem dos escombros por um pequeno buraco aberto pelos bombeiros, o filho que tanto confiava no pai disse aos amigos: ‘Podem ir primeiro. Haja o que houver, o meu pai estará me esperando!’

E você, leitor(a), em nome de Jesus – que é Deus, com o Pai e o Espírito Santo –, promete amar e ajudar o irmão necessitado e sofredor? Se você já aprendeu que o pobre merece a mesma oportunidade de sobrevivência que damos aos nossos filhos, comece a procurá-lo com mais amor sobre os escombros, porque o barco do tempo continua passando!

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 372 6 Julho 2018

 

Uma graça que jamais esquecerei

 

Em agosto de 1998, durante a Novena de Nossa Senhora da Agonia, eu sentia fortes dores na garganta e mal conseguia cantar; mas, por amor à Maria Santíssima e com a ajuda de remédios, continuei participando do nosso grupo musical até o final da festa – domingo, dia 25 de agosto.

 

Logo na segunda-feira, procurei um laringologista e soube que estava com um nódulo na corda vocal esquerda – um diagnóstico preocupante segundo o próprio médico especialista, que me orientou a marcar um exame mais preciso para concluir qual seria o tipo de tratamento recomendado.

 

O exame foi agendado para a quinta-feira da mesma semana, dia 29, e eu já me preparava para uma destas duas possibilidades: ficar cerca de quatro meses em repouso de voz – sem cantar e sem dar aulas – ou me submeter a uma cirurgia. Estas alternativas de tratamento foram feitas pelo próprio médico que consultei e que faria o exame de videolaringoscopia na quinta-feira.

 

Muitas pessoas na Comunidade Nossa Senhora da Agonia começaram a rezar, pedindo que a nossa querida Mãe me abençoasse com uma cura milagrosa; inclusive, na quarta-feira à noite durante o Terço dos Homens, pedimos que Ela recebesse a nossa oração como oferecimento pela graça que eu necessitava. E eu rezei aquele Terço com muita fé, mas ainda com muita dor de garganta.

 

No dia seguinte, assim que acordei, voltei a rezar, pensando no exame que faria logo às oito horas da manhã e resolvi passar na Capela de Nossa Senhora da Agonia para fazer mais uma prece. Lá se encontravam algumas senhoras da comunidade que recitavam o rosário das sete e eu as interrompi pedindo que rezassem por mim.

 

Foi quando uma coisa maravilhosa aconteceu: a coordenadora da comunidade, chamando-me à frente - diante do Santíssimo e da linda imagem de Nossa Senhora da Agonia -, tomou a palavra e começou a interceder por mim. Ela pediu que ‘pelas sofridas Lágrimas de Maria e pelo precioso Sangue de Jesus eu fosse curado’. Disse ainda, carinhosamente, que eu era o Roberto Carlos da comunidade e que se Nossa Senhora havia me enviado como cantor católico, não iria deixar que eu interrompesse essa missão.

 

Eu chorei bastante de emoção e, na certeza que estava sendo protegido pelo Santo Manto de Nossa Senhora da Agonia, fui cantando até a clínica. Lá, o médico introduziu uma micro câmera na minha boca enquanto eu rezava em silêncio. Depois de alguns minutos ele parou, me chamou à sua mesa e pediu que repetíssemos o procedimento de investigação porque, surpreendentemente, ele não havia conseguido encontrar o nódulo.

 

Foi quando eu tive certeza que realmente estava curado e afirmei isto a ele: “O senhor pode procurar à vontade que não vai achar nada!” E foi o que ele fez: repetiu o exame e me disse que aquilo só podia ser um milagre, já que há três dias atrás ele próprio havia constatado o problema.

 

Quando, ao sair do consultório, eu o ouvi dizer que nem sinal de nódulo havia na corda vocal esquerda, disse a ele que a cura de Jesus Cristo não deixa nenhuma marca mesmo. E voltei para casa trazendo nas mãos uma fita de vídeo – do exame realizado – e um laudo, comprovando a cura milagrosa.

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Salve Nossa Senhora da Agonia!

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 371 29 Junho 2018

 

Só o amor constrói?

 

Apesar de ser uma frase muito usada, acho necessário refletirmos um pouco mais no real sentido da mensagem: ‘Só o amor constrói’. Para isso, como sempre gosto de fazer, contarei algumas histórias!

 

“Era uma vez um menino rebelde que resolveu escrever o seguinte bilhete à sua mãe: ‘Cortei a grama, quero receber R$ 3,00; arrumei o meu quarto, quero R$ 2,00; cuidei do meu irmãozinho, quero mais R$ 2,00; varri o quintal, cobro R$ 3,00; o total da sua dívida é de R$ 10,00.’

 

A mãe olhou para ele e, vendo-o cheio de expectativa em receber o dinheiro, escreveu no verso do mesmo bilhete: ‘Por lhe dar a vida, não quero receber nada; por tantas noites sem dormir, rezando por você, não quero receber nada; por comidas, roupas e brinquedos, não quero receber nada; pelas suas travessuras e prantos que me fez passar, também não quero receber nada; o custo total do meu amor por você é nada.’

 

O menino leu a resposta e voltou a escrever: ‘A sua dívida já está totalmente paga por você ser a minha mãe!’ E, a partir daquele dia, muita coisa mudou entre eles.”

 

Assim é o amor de Nossa Senhora por nós: totalmente grátis e com a vantagem das bênçãos que vêm do céu. Mas, se quisermos continuar merecendo as graças desse imenso amor, temos que nos esforçar para não mais magoar nossa querida Mãe Santíssima com pecados. Sempre que não reconhecemos o quanto somos abençoados pela Virgem Maria e continuamos querendo cobrar-lhe um preço injusto – que só os valores do mundo podem pagar –, estamos marcando passo e deixando de caminhar para junto de Deus.

 

E, para concluir que tipo de amor é forte ou fraco na construção do Reino de Deus, vou contar mais uma história – que deverá ficar gravada na sua memória:

 

“O vento discutia com o sol sobre qual dos dois tinha mais força e poder. Resolveram, então, participar de uma prova: o primeiro que conseguisse tirar a capa de um homem que caminhava na rua, seria o vencedor. Imediatamente, o vento disse que todos o respeitavam e começou a soprar com toda a força, chegando até a causar uma forte chuva. E quanto maior era o vendaval, mais o homem se abrigava – segurando a capa com as duas mãos.

 

Chegando a vez do sol provar a sua força, calmamente começou a lançar os seus raios quentes sobre a cabeça do pobre homem até que, fazendo-o suar, obrigou-o a tirar a capa e a sentar-se à sombra de uma árvore.”

 

Você deve conhecer muitas pessoas que agem como o vento: falando de respeito e visando a força. Mal sabem elas que a força é uma forma de defesa e que, na natureza, temos um belo exemplo: muito mais dias de sol do que de vento! (Leia: 2Cor 12, 7-10).

 

Pois é, pena que, quase sempre, aprendemos tão pouco de tudo de belo que a vida nos ensina! Estas duas histórias que contei servem agora para nos ajudar a refletir melhor sobre algumas coisas importantes para agradar a Deus:

 

Você reza diariamente e agradece a Jesus e a Maria pelo Amor que eles demonstram por você? Você tem lutado para fugir dos pecados e ganhar a salvação eterna? Você tem demonstrado o seu amor pelos irmãos necessitados, como Jesus Cristo nos ensinou?

 

Sempre que respondemos ‘sim’ a estas perguntas, estamos espiritualmente entendendo o real sentido do verdadeiro Amor – aquele que vem de Deus: sincero como o amor de mãe, manso como os raios de sol, gratuito como as graças que recebemos de Nossa Senhora e abençoado como um casal ao ver nascer o filho.

 

Portanto, antes de dizer que ‘só o amor constrói’, julgue se esse amor é suficientemente sincero, manso, gratuito e abençoado. Praticando esse Amor, você estará ajudando na construção do Reino de Deus e não enganará ninguém – principalmente você, na caminhada para o céu.

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Mensagem da Semana - Nº 370 – 21 Junho2018

 

Sábias palavras

 

Será que você é capaz de descobrir quem pronunciou as sábias palavras destacadas no texto abaixo?

 

“Uma vez tive a mais extraordinária experiência em Bombay. Havia um enorme congresso sobre a fome. Eu fui convidada a participar da reunião e me perdi no caminho. De repente, eu consegui achar o lugar e notei que ali, justamente na porta do lugar onde centenas de pessoas estavam falando sobre a comida e a fome, havia um homem que estava morrendo.

 

Em vez de ir à reunião, eu levei aquele homem para casa. E ele morreu lá. Morreu de fome. As pessoas no congresso estavam falando como em 15 anos nós teríamos tanta comida, tanto disso e tanto daquilo, e aquele homem morreu. Vocês podem ver a diferença?

 

Eu nunca olho para as massas como a minha responsabilidade. Eu olho para o indivíduo. Eu só posso amar uma pessoa de cada vez. Eu só posso alimentar uma pessoa de cada vez. Só uma, uma, uma. Você se aproxima de Cristo quando se aproxima das outras pessoas. Como disse Jesus: ‘Tudo o que você fizer para o menor de meus irmãos, você estará fazendo a mim.’

 

Portanto, você começa e eu começo. Eu ajudo uma pessoa e, talvez, se eu não tivesse ajudado àquela pessoa eu não teria ajudado 42000. Todo o trabalho é apenas uma gota no oceano, mas, se você não coloca essa gota, o oceano terá uma gota a menos.

 

Faça algo por você: faça algo em sua família, algo em sua Igreja. Apenas comece: uma, uma, uma coisa de cada vez. No final da vida, não seremos julgados por quanto dinheiro nós conseguimos fazer, seremos julgados pelo ‘eu estava com fome e você me alimentou, eu estava nu e você me cobriu, eu estava sem casa e você me abrigou.’

 

Não apenas com fome de pão, mas, com fome de amor. Não apenas com necessidade de roupas, mas com necessidade de dignidade e respeito. Não apenas sem teto devido à falta de uma casa de tijolos, mas sem teto devido à rejeição.”

 

E então, conseguiu imaginar quem nos passou esta bela orientação de salvação? Se eu lhe disser que foi uma madre e que ela já está junto de Deus, fica fácil, não?

 

Pois é, Madre Teresa de Calcutá nos deixou algumas lições de vida que deveriam ser seguidas por muitos cristãos. Viveu um trabalho incansável realizado junto aos excluídos, sempre no sentido de promovê-los na dignidade humana de sobrevivência e na fé. E, como ela mesma disse, se cada um fizesse um pouquinho disso, o sofrimento no mundo seria bem menor e, com certeza, Jesus Cristo levaria muito mais almas para o céu.

 

Mas, enquanto muita gente não se importa em ajudar o próximo e prefere continuar gastando só em luxo, a pobreza se alastra e a violência cresce. Parece redundante insistir, porém, é importante que todos se lembrem que o próprio Jesus se reveste de pobre e nos convida a socorrê-lo; daí, prestando ou não esse socorro, vem a sábia conclusão de Madre Teresa: é assim que seremos julgados!

 

Quando eu penso que após a morte ainda existe uma vida eterna, imagino as duas possibilidades acontecendo com as pessoas que deixam este mundo: algumas almas se salvam e ganham o céu, enquanto outras padecem para sempre no inferno! Pare você também pra pensar e procure imaginar o que significa ‘para sempre’.

 

Permita-me ajudar nesta conclusão e dizer que o infinito não se explica. Após a nossa morte física, nunca mais sairemos do lugar para onde iremos! Portanto, é bom lembrarmos que, nesta vida, Deus age com amor e misericórdia a nosso favor, porém, no juízo final, Deus é Justiça. (Leia: Mateus 7, 6-14)

 

Eu sei que este tipo de reflexão causa uma certa angústia nas pessoas que não encontraram Jesus Cristo em suas vidas e ainda não experimentaram o Amor de Maria, mas serve para mostrar-lhes como chegar à felicidade eterna: por exemplo, seguindo os rastros deixados por uma humilde e frágil freira de Calcutá.
Paulo R. Labegalini

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 36910 Junho 2018

 

A quarta pereira

 

Há quem defenda uma filosofia de comunicação baseada nas três peneiras: a da Verdade, a da Bondade e a peneira da Necessidade. Vamos a um exemplo:

 

“Um funcionário chegou no chefe e disse-lhe:

 

- O senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Rocha! Disseram que ele...

 

Antes de terminar, o chefe o interrompeu:

 

- Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?

 

- Que peneiras, chefe?

 

- A primeira é a da Verdade. Você tem certeza que esse fato é absolutamente verdadeiro?

 

- Como posso saber? Só sei o que me contaram! – respondeu o funcionário.

 

- Então, a sua história já vazou a primeira peneira. Vamos para a segunda, que é a da Bondade. Gostaria que os outros também dissessem isso a seu respeito?

 

- Claro que não, Deus me livre! – falou o funcionário assustado.

 

- Então, o que iria me contar passou também pela segunda peneira. Finalmente, vamos ver a terceira peneira: a da Necessidade. Você acha mesmo necessário passar esse comentário adiante?

 

- Bem, talvez não. Pensando melhor, estou até envergonhado daquilo que iria dizer-lhe sobre o Rocha.

 

- Pois é, da próxima vez que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo dessas três peneiras antes de obedecer ao seu impulso de passá-lo adiante, certo? – concluiu o chefe.”

 

Concordo plenamente com os critérios da verdade, da bondade e da necessidade para avaliar um fato antes de contá-lo a terceiros, mas eu ainda o submeteria ao crivo de mais uma peneira. Qual seria a sua quarta peneira, leitor(a)?

 

Na minha opinião, a última peneira seria a da Salvação. E, para melhor esclarecer mais este critério de julgamento, vou dar outro exemplo:

 

“Um cidadão flagrou um amigo furtando o seu livro de estimação e, na mesma hora, prometeu ao companheiro que iria castigá-lo. Refletindo sobre as três peneiras, concluiu:

 

- Sei que o fato retrata a verdade, não condenaria ninguém que me repreendesse por um eventual roubo e acho necessário contar aos outros para que lhe sirva de lição.

 

Mas, quando pensou na própria salvação, teve certeza que Jesus não aprovaria a sua vingança. Uma verdadeira conduta de cristão seria perdoá-lo e dar-lhe outra chance de se redimir do erro cometido. Portanto, como a história não vazou a peneira da Salvação, resolveu procurar o amigo e dizer-lhe que estava perdoado e que não iria mais castigá-lo.”

 

Muitos pensam que não é fácil praticar o perdão, fugir do pecado e viver em oração, mas isso tudo é preciso para entrarmos no Reino do Céu. Aqueles que pedem e renovam a proteção de Nossa Senhora a cada dia, ficam muito mais próximos de Deus e conseguem vencer as tribulações deste mundo.

 

Todos nós queremos ir para o céu, certo? Portanto, reflita sobre a importância das amizades que conquistou na vida e pense também como você pode vir a se salvar. Analise os fatos na verdade, julgue-os com bondade, pondere na real necessidade de comentá-los com os outros e lute pela sua salvação.

 

Agindo assim, mesmo que às vezes alguém não compreenda a sua atitude, com certeza, nunca se arrependerá.

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 36831 Maio 2018

 

Vale a pena ter fé

 

Cada vez mais sinto que os caminhos percorridos por Jesus Cristo e abençoados por Nossa Senhora nos conduzem à vida em abundância na Terra e à salvação no Céu. Esta certeza é possível porque, pela providência de Deus, me relaciono com muitas pessoas fortalecidas na fé que, apesar de sofrerem provações, alcançam muitas graças também.

 

Apenas citando dois fatos dos inúmeros que eu soube, vou testemunhar que vale a pena ter fé.

 

Há anos, a ex-coordenadora da Comunidade Nossa Senhora da Agonia esteve em Viana do Castelo, Portugal, visitando o único Santuário já construído à Senhora da Agonia no mundo. Chegando na cidade, ao aproximar-se do local santo, viu a porta de entrada fechada e começou a pedir a Nossa Senhora que a ajudasse entrar, já que vinha de tão longe e explodia de desejo em poder rezar naquele lugar.

 

Sozinha, parou diante da imensa porta do Santuário e, girando a maçaneta, conseguiu entrar. Vendo que não havia mais ninguém lá dentro, fechou a porta e ficou cerca de uma hora e meia rezando, até que ouviu um barulho de chave abrindo a mesma porta que havia passado.

 

Foi grande o espanto da senhora que destrancou a porta do Santuário quando viu que já havia alguém lá dentro. A portuguesa disse-lhe que encontrou a porta fechada à chave e ambas se emocionaram com aquele ‘milagre de Nossa Senhora da Agonia’.

 

Que graça maravilhosa, não? Como eu já vivi coisas parecidas na minha vida, imagino a emoção que uma pessoa sente quando é abraçada por nossa querida Mãe. Vale a pena ter fé!

 

Um outro testemunho foi dado aos nossos jovens por uma pessoa querida da Comunidade Sol de Deus. Ela contou-lhes que todos os dias quando entravam na capela para a oração do Rosário da manhã, viam fezes de morcego em cima do altar. Assim, virou rotina primeiro limparem o local para depois rezarem. Os esforços para capturarem o morcego eram sempre em vão.

 

Um dia, antes do quarto mistério glorioso – Assunção de Nossa Senhora ao Céu –, pediram à Mãe Rainha que providenciasse um final para aquele problema que os afligia e, antes de terminarem a dezena de Ave-marias, o morcego caiu morto perto do altar.

 

Os nossos jovens ficaram maravilhados e louvaram Jesus e Maria por mais essa graça alcançada por pessoas de fé – que sabem o que é importante para a construção do Reino de Deus no meio de nós.

 

Por falar em coisas importantes, conta uma lenda que uma senhora passava com uma criança no colo pela porta de uma caverna quando ouviu uma voz vinda lá de dentro: “Entre e pegue as riquezas que quiser, mas não se esqueça do mais importante!”

 

Curiosa, ela entrou e viu que lá havia um grande tesouro. Começou a colocar tudo no seu avental quando voltou a ouvir a voz dizendo: “Daqui a cinco minutos a porta se fechará para sempre e você nunca mais poderá entrar ou sair, mas não se esqueça do mais importante!”

 

Apressada, a senhora corria para fora e para dentro carregando as riquezas quando a porta se fechou e ela, do lado de fora, percebeu que esquecera o filho lá dentro. E, para sempre, ficou sem aquilo que lhe era mais importante!

 

E também lembro que, um dia, um sacerdote me disse que estava maravilhado com as bênçãos que aconteceram em sua vida – principalmente no mês de maio. Portanto, seja também merecedor(a) de mais bênçãos em família: fortaleça a sua fé na oração e na caridade, mas não se esqueça que você alcançará mais graças quando buscar primeiro os bens espirituais e não apenas os materiais: isso é muito mais importante para Deus!

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 367Maio 2018

 

 

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 36620 Maio 2018

 

Pensando bem...

 

Eu gostaria de dar um grande presente à minha Santa Mãe, Nossa Senhora de Fátima, neste 13 de maio – dia das mães! Seria melhor se todos os seus filhos se unissem e não a fizessem mais sofrer, não? Deixe-me pensar como resolver isso...

 

Por que passamos mais tempo vendo televisão do que servindo a Deus? Por que gastamos facilmente cinquenta reais em roupas e quase nunca em caridade? Por que dizemos que não sabemos meditar o Rosário quando aprendemos dezenas de coisas novas todos os dias? Por que lemos jornais e revistas e deixamos a Bíblia fechada? Por que queremos ficar em cadeiras da frente no teatro e sentamos no fundo da Igreja?

 

Não é engraçado estarmos diariamente ocupados para assistir a Santa Missa, mas, disponíveis para o papo com os amigos? Não é engraçado acreditarmos em superstições, mas duvidarmos da Providência Divina? Não é engraçado gostarmos de piadas, mas evitarmos falar da Palavra de Deus? Não é engraçado querermos ir para o céu desde que não tenhamos que deixar de pecar?

 

Pensando bem, nada disso é engraçado, mas é muito triste! Seria engraçado se nos divertíssemos sabendo que estamos cumprindo a nossa missão de cristão! Aí sim, teria muito mais sentido o nosso sorriso e, com certeza, estaríamos agradando também aqueles que mais nos amam neste mundo: Jesus e Maria, que sempre confiam em nós!

 

Pensando bem, é tão fácil repartir a diversão barata com o serviço para o Reino de Deus! Se eu resolver rezar um Terço, gasto (ou ganho!) vinte minutos; se vou à Missa, dou um grande passo na minha conversão em apenas sessenta minutos; se medito com fé um capítulo do Evangelho, meu coração se renova num instante; se me confesso com um padre, sou aliviado de uma porção de pecados; se pratico uma ação de caridade com oração, ganho indulgências e me aproximo mais do céu! Meu Deus, como é fácil agradar a minha Mãe!

 

Pensando bem, é realmente muito fácil receber muitas graças em minha vida porque só depende de mim! Quem dirige a maior parte do meu tempo sou eu! Portanto, se me proponho a não desapontar Aquele que me criou e não fazer chorar a minha Mãe Santíssima, ninguém poderá interferir. Aliás, muitos virão e caminharão ao meu lado, com a graça de Deus!

 

Pensando bem, só tenho a ganhar sendo um bom cristão! Posso deixar bons exemplos aos meus filhos e colocá-los no caminho da vida eterna! Vou estar abençoando várias gerações futuras da minha família mostrando que quem reza nunca fica longe dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

 

Pensando bem, quem não abraça uma missão cristã neste mundo anda em círculo e acaba não saindo do lugar. E se não sai do lugar, acaba não alcançando a felicidade completa e pode perder a última oportunidade de receber a Misericórdia Divina em sua vida. E se não for perdoado, vai passar eternamente sofrendo!

 

Pensando bem, a eternidade não tem fim. É melhor nós pensarmos bem mesmo!

 

Então, eu resolvi sobre parte do meu presente: fui à missa do final de semana na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração e rezei o Terço com minha esposa na Gruta de Fátima que tenho no meu apartamento. Valeu muito essas leves penas!

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 365 – 11 Maio 2018

 

São Vicente de Paulo

 

No século XVII, época que tão admiráveis frutos produziu para a cristandade, acentuou-se a decadência da Idade Média. Na França, as guerras de religião tornavam o país continuamente devastado, o campo sem cultivo, as fortunas arruinadas, um sem-número de famintos e miseráveis refugiavam-se em Paris – aumentando de modo assustador a população da capital.

 

Os mendigos formavam exércitos que se apresentavam em grupos compactos, arma ao braço e blasfêmia nos lábios diante das igrejas, exigindo impiedosamente a esmola. Foi quando a Providência de Deus suscitou um homem de estatura verdadeiramente profética: São Vicente de Paulo.

 

Secundado por almas exponenciais e de grande misericórdia, como Santa Luísa de Marillac, Pe. Vicente deu início às obras de assistência aos necessitados e começou a modificar o triste panorama local. Fundou confrarias de caridade, onde recrutava jovens virtuosas para rápidas lições de curativos e exercícios espirituais, sob a direção de Santa Luísa, levando-as posteriormente para o trabalho caritativo nas diversas paróquias.

 

Semanalmente, o santo fundador reunia as Filhas de Caridade em familiares reuniões e lhes fazia perguntas sobre as virtudes cristãs, os votos e as Santas Regras. Assim, comentava as respostas: confirmando, esclarecendo ou corrigindo algum ponto.

 

Através das anotações de Santa Luísa de Marillac, a palavra viva, simples, convincente, penetrante e prática do sacerdote deram origem às regras de sabedoria e bom senso da Sociedade São Vicente de Paulo e de outras tantas obras de caridade em todo o mundo.

 

Em Itajubá-MG, há 16 Conferências Vicentinas – mais de 150 membros entre Consócias (mulheres) e Confrades (homens). Graças ao espírito cristão de São Vicente, muitas famílias itajubenses recebem ajuda material e espiritual desses seus fiéis seguidores.

 

A caridade com amor é a senha para a vida eterna. Podemos nos santificar e conduzir almas ao céu por meio de amor ao próximo ou, com pesar, tentar justificar nosso comodismo e ganância a Deus, Nosso Senhor. A escolha é de cada um.

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 3644 Maio 2018

 

Chega de pecar?

 

Eu sei que fugir das tentações não é nada fácil; mas, existem muitos meios que nos ajudam a evitá-las. Antes de comentar o assunto, deixe-me contar uma pequena história:

 

“Num imenso castelo havia um velho trancado no porão – amargando uma pena perpétua. Todos os dias, quando o guarda da noite passava pelo corredor, o pobre velho lhe implorava clemência, dizendo que era inocente e que já não aguentava mais aquela triste e impiedosa solidão.

 

Comovido com a dor do prisioneiro, o guarda resolveu secretamente soltá-lo. Assim que foi aberta a porta do cárcere, o velho se transformou imediatamente em Satanás e partiu para infernizar a vida de famílias da região.

 

Inconformado com a maldade praticada, o guarda passou a caçá-lo por toda parte durante o resto de sua vida, até conseguir aprisioná-lo novamente no porão do castelo. E, já velho para continuar no trabalho, o redimido guarda resolveu então se aposentar, mas, primeiro recomendou ao seu sucessor que jamais soltasse o perigoso prisioneiro.

 

Contudo, o novo guarda foi sendo tentado pelas lamentações do encarcerado até que acabou libertando-o também. Quando percebeu que fora enganado, passou vários anos perseguindo o destruidor das famílias cristãs.”

 

E de guarda em guarda, mentira em mentira, esta história até hoje não tem um final feliz.

 

Agora, pense por um instante: você já não fez o papel de um desses guardas da história? Concordo que eu também já me ‘vesti de guarda’ e libertei Satanás várias vezes durante a minha vida, mas, precisamos continuar insistindo em ajudá-lo em suas maldades?

 

De minha parte, procuro mantê-lo bem preso num lugar onde quase nunca preciso chegar perto. E sabe qual é o meu segredo para ficar longe desse terrível inimigo? É simples: trabalho sempre contra os objetivos dele para deixá-lo bem furioso; assim, evito vê-lo com pele de cordeiro – como o via quando fazia o papel de guarda do castelo. Imagine o estrago que ele faria na minha Comunidade se apenas eu lhe desse a liberdade que deseja!

 

E você, quer ser meu parceiro nessa caminhada à vida eterna? Se disser sim, peça a Deus que seja um SIM como aquele de nossa querida Mãe, Maria Santíssima. É claro que não sou o melhor exemplo para ninguém seguir, mas temos sempre o nosso Mestre nos orientando na Sagrada Escritura: “Se alguém quiser me servir, siga-me.” (João 12, 26); “Ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” (Mateus 26, 24). Não deixe de ler estes capítulos na Bíblia.

 

E lembre-se que para não libertar novamente Satanás, você sempre deve colocar em prática as palavras daquela canção: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será acrescentado. Aleluia! Aleluia!”

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 36327 Abril 2018

 

As boas obras

 

O nome dele era Fleming – um humilde fazendeiro escocês. Um dia, enquanto trabalhava para ganhar o sustento da família, ouviu um pedido desesperado de socorro vindo de um pântano próximo. Largou suas ferramentas e imediatamente correu para lá. Encontrou um menino enlameado até a cintura e tentando se livrar da morte. Com coragem, o fazendeiro o salvou.

 

No dia seguinte, uma carruagem riquíssima chegou à humilde casa do escocês trazendo um nobre - elegantemente vestido - que se apresentou como o pai do garoto salvo por Fleming.

 

Eu quero recompensá-lo, você salvou a vida do meu filho – disse o nobre.

 

Não posso aceitar recompensa pelo que fiz – respondeu o fazendeiro, recusando prontamente a oferta.

 

Vendo o filho do escocês na porta do casebre, propôs o nobre:

 

Deixe-me levá-lo e dar-lhe uma boa educação. Se este rapaz for como o pai, crescerá e será um homem do qual você terá muito orgulho.

 

Tempos depois, o filho do fazendeiro se formou no St. Mary’s Hospital Medical School, de Londres, e ficou conhecido no mundo como o notável senhor Alexander Fleming – o descobridor da penicilina.

 

Mais algum tempo se passou e o filho do nobre ficou muito doente, com pneumonia. Sabe o que o salvou? Penicilina. O nome do nobre? Senhor Randolph Churchill. O nome de seu filho? Senhor Winston Churchill!

 

Você está surpreso(a)? Acredito que sim, mas principalmente pelo fato de que hoje os personagens são muito conhecidos na história da humanidade, certo? Quantas ‘coincidências’ como essa não acontecem anonimamente no dia a dia?

 

Na verdade, quem pratica boas obras sem esperar receber bens materiais em troca, sempre é muito bem recompensado. E, sabemos, a recompensa maior vem do céu! O nosso Pai e Criador nos conhece muito bem e sabe se estamos cumprindo ou fugindo da missão que temos pela frente. Afinal, de que adianta passar por este mundo sem ter feito nada em favor dos irmãos necessitados?

 

As boas obras de Deus podem ser materiais ou espirituais. Se cada um de nós se esforçar e se envolver em ambas, melhor. E é sempre bom lembrar que praticar boas obras aqui na Terra nos garante uma vida eterna no Céu. E não custa quase nada!

 

Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 36219 Abril 2018

 

Uma história interessante

 

Assisti um filme na TV que contou a história de um homem descrente em Deus. Certo dia, quando estava blasfemando porque não sarava logo de uma gripe, foi surpreendido com a visita de Satanás – que veio com uma proposta: se lhe entregasse a alma, não teria mais doenças e nunca iria morrer!

 

Maravilhado com a possibilidade de não envelhecer e ficar para sempre aqui na terra, o ateu aceitou prontamente a oferta. A partir daquele dia, usou e abusou dos “privilégios” de ser um imortal: se expunha a acidentes para receber o seguro, trocava de esposas quando elas envelheciam etc.

 

Passados alguns anos, cometeu um crime ao envolver-se numa briga e, mesmo preso, desafiava as autoridades a executá-lo na cadeira elétrica – pois sabia que não morreria. Mas, como tudo o que não vem de Deus não traz felicidade, foi condenado à prisão perpétua! Dali em diante, solitário numa cela, passava os dias chorando e pedindo a sua alma de volta para que pudesse deixar este mundo.

 

Caso trágico, não? Imagine agora você, leitor(a), quanta gente perde a própria alma cada vez que aceita definitivamente propostas que ofendem a Deus!

 

Nada melhor do que aproveitar para refletir melhor sobre a vida que levamos. Se negarmos mais esse chamado do Pai, será que teremos novas chances de conversão? Existe missão mais nobre do que salvar a própria alma?

 

Para chegarmos ao Céu, com certeza, temos que nos acostumar a praticar mais o perdão, a oração, a caridade e a justiça social. Adianta dizer ‘Pai nosso’ se o pão é só meu? Adianta pedir perdão a Deus pelos pecados se guardo ressentimentos de algum irmão? Estou agradando ao Senhor se não participo de nenhum movimento na Igreja em favor dos menos favorecidos? Com certeza, alguma Conferência Vicentina se reúne pertinho de você toda semana!

 

Procurando melhorar nisso tudo, peço a Nossa Senhora que me ajude a crescer em espiritualidade e fé cristã. Como Ela nunca me desamparou e me sinto comprometido com as obras de Deus a cada dia, sugiro que você faça o mesmo.

 

Unidos, não nos arrependeremos de um dia testemunhar uma história muito mais interessante do que a que contei no início do artigo. E o título será: “Com Jesus e Maria, vencemos!”
Paulo R. Labegalini
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 36114 Abril 2018

 

Histórias de Deus

 

Alguns relatos nos fazem lembrar do amor de Deus por nós. Mesmo não sendo reais, é gostoso ouvir e aprender contos que trazem mensagens bonitas aos nossos corações. Vamos a eles.

 

“O primeiro que me recordo relata o naufrágio de um cidadão muito rico. Após sobreviver de um acidente no seu iate, ficou sozinho numa ilha por vários meses. Devagar, foi juntando alguns materiais na mata para construir um abrigo e ter como se proteger à noite.

 

Com muito esforço, conseguiu levantar a sua morada e passou a rezar, pedindo que Deus tivesse piedade e o tirasse daquele lugar. Eis que durante uma madrugada, enquanto dormia, o seu barraco pegou fogo e veio a perder tudo o que havia juntado.

 

Ele então ficou furioso e passou a blasfemar, descarregando no Criador a sua revolta. Ao amanhecer, um pesqueiro chegou na ilha e o tirou de lá. Durante a viagem de volta, o náufrago soube que os pescadores somente o acharam porque viram, ao longe, um sinal produzido pelo incêndio do seu barraco.

 

A partir daquele dia, além de agradecer a Deus pela sua vida, aprendeu que alguns sofrimentos só serão compreendidos com o tempo e à luz da fé.”

 

Gostou dessa primeira história? Já aconteceu algo assim com você? Se ainda não lhe veio a explicação, aguarde e um dia saberá.

 

“A segunda que conheço conta que um rei sempre ouvia do seu ministro: “Tudo o que Deus faz é bom!” Um dia, após perder um dos dedos das mãos na serra elétrica, o rei chorava de dor e o ministro lhe repetiu: “Tudo o que Deus faz é bom!” Irritado, o rei mandou prender o súdito para nunca mais ter que ouvir aquilo novamente.

 

Após algum tempo, o rei foi caçar e acabou sendo capturado por canibais. Como era costume na tribo, resolveram oferecê-lo em sacrifício, mas, ao perceberem que ele não tinha um dedo, acharam-no indigno da oferenda e resolveram soltá-lo.

 

Voltando ao palácio, o rei correu soltar o seu ministro e repetiu a ele: “Tudo o que Deus faz é bom! Se eu não tivesse perdido o dedo, estaria morto!” E o fiel ministro lhe respondeu: “Deus é realmente muito melhor do que vossa majestade imagina! Se eu não estivesse preso e tivesse ido caçar com o senhor, eu agora é que estaria morto, pois, com a graça de Deus, tenho o meu corpo perfeito, sem faltar nenhum dedo!”

 

Outro belo exemplo da Providência de Deus, não? Fatos parecidos já aconteceram muitas vezes comigo e com pessoas que conheço. Um dia eu os contarei pra você.

 

Por enquanto, reflita nisso tudo que acabou de ler e amoleça o seu coração para voltar à casa do Pai neste ano que estamos vivendo. Deus espera que saibamos perdoar sem restrições para que, através da reconciliação com os irmãos, recebamos muito mais graças em nossas vidas.

 

Tudo que Deus pede é bom!

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 3606 Abril 2018

 

Nosso comprometimento com as coisas de Deus

 

Eu conheço uma história que é mais ou menos assim:

 

“Uma senhora muito elegante levou o marido enfermo a uma clínica e pediu que o médico o examinasse. Assim que terminou a consulta, em conversa particular, a esposa perguntou ao médico se o caso do seu companheiro era grave. Ouviu, então, a resposta:

 

- Pode ficar tranquila que ele sente apenas uma carência afetiva no casamento. Eu sei que a senhora é uma empresária de sucesso, viaja muito e quase não tem tempo para dedicar à família, mas, se quiser que ele sare, precisa começar a cozinhar pra ele, levá-lo pra passear, dormir sempre em casa e, assim, em uma semana ele estará bom.

 

Na saída do consultório, o marido quis saber dela o que o médico havia dito. E a esposa lhe respondeu:

 

- Ele disse que você vai morrer daqui a uma semana!”

 

Pois bem, quando não há comprometimento com o objetivo a ser alcançado, o resultado pode vir a ser o pior possível. Isso também acontece com a missão que recebemos de Deus: ou a abraçamos com amor e buscamos superar as dificuldades com dignidade ou fracassamos.

 

Eu sei que é tentar fazer ‘chover no molhado’ falar de oração e mostrar o ‘caminho das pedras’ para conseguir superar os problemas do dia a dia com tranquilidade, mas, como a minha missão neste espaço do jornal é evangelizar, vou insistir naquilo que já escrevi algumas vezes.

 

Geralmente dizemos que temos um problema quando existem vários caminhos para chegarmos à solução de alguma preocupação e não sabemos qual a melhor opção. Se isso acontece, será que refletimos o quanto a oração pode encurtar esses caminhos?

 

É comum estarmos atribulados com dezenas de compromissos de trabalho, pessoais e sociais, mas quase sem tempo às coisas de Deus. Na correria em que vivemos, a oração perde espaço e, em muitos casos, cai no esquecimento. Quando isso ocorre, realmente fica mais difícil a solução de qualquer tipo de problema.

 

Portanto, sem oração, ficamos desprotegidos para vencer o mal e – o que é pior! – desprezamos pedir para a Providência Divina guiar os nossos passos neste mundo cercado de pecados. De alguma forma temos que dar valor e sentido ao nosso comprometimento com a missão que o nosso Pai nos deu, não? E tudo começa com a oração!

 

As dezenas de imagens de Nossa Senhora, dos anjos e dos santos que tenho em casa me fazem lembrar de rezar várias vezes ao dia e não somente quando ‘sobra tempo pra Deus’. Cada vez mais, quero aumentar a minha ‘coleção’ e me aprofundar na oração.

 

- - -

Mensagem da Semana - Nº 35929 Março 2018

Aleluia! sou templo do espírito santo!

Graças ao nosso batismo, nos tornamos templos do Espírito de Deus! Dá para imaginar o que isso significa em nossas vidas? Certamente, para a maioria das pessoas que fossem consultadas, usando de sinceridade responderiam: “não”. Pelo menos é assim que muitos se comportam: convivendo diariamente com o pecado.

Eu sei que todos nós somos pecadores e também não me julgo santo – quem me dera! –, mas, se cada filho de Deus quisesse realmente que o Espírito Santo nele habitasse, não se esforçaria um pouco mais para isso?

É comum ouvir palavrões a todo instante em recintos públicos ou até mesmo nas redes abertas de televisão. Embora isso não seja um pecado mortal, também não é importante para a nossa sobrevivência. Quem usa um ou outro palavrão na sua comunicação, deveria refletir melhor sobre o mau exemplo que dá à sociedade e, até mesmo, àqueles que não gostariam de ouvir aquilo naquele momento – inclusive o Espírito Santo!

Se apenas este parágrafo anterior fosse colocado em debate, com certeza, causaria muita polêmica porque muitos diriam que falam palavrões apenas nos desabafos e sem nenhuma intenção maldosa. Na minha opinião, mesmo assim, poderiam evitá-los e, com o tempo, substitui-los por outros termos mais adequados.

Eu fui aos poucos me educando nesse sentido e não me arrependo. Aliás, porque me arrependeria de me comunicar segundo Jesus Cristo espera que eu o faça? Hoje, não consigo me comportar indignamente sabendo que estou magoando a minha Mãe Santíssima que tanto me ajuda! Se, um dia, espero estar junto de Jesus e de Maria no Céu, sei que preciso começar a me preparar para isso aqui na Terra o quanto antes – e já perdi muito tempo!

Como não entrei nesse caminho sozinho (sempre dou graças a Deus por permitir que eu me relacione com pessoas de bem das comunidades católicas), sugiro que cada um que ler este artigo se espelhe em ‘alguém mais puro’ – para, assim, melhorar a sua vida. O ideal seria se esse alguém fosse um religioso ou uma religiosa, mas, mesmo sendo leigo(a), pode e deve servir como espelho de vida cristã.

Saiba também que quando algum pecado tentar você insistentemente, é preciso que se confesse, comungue e reze um pouco mais para se livrar do mal que procura entrar na sua vida. Aliás, se no mesmo dia em que você se confessar e comungar, também oferecer pelo menos um Pai-Nosso e uma Ave-Maria ao Papa e rezar um Terço (ou participar de uma Via-sacra, ou refletir na Palavra de Deus por trinta minutos etc.), ganhará indulgência plenária (remissão da pena temporal devida). Se tiver dúvidas nesse sentido, peça uma orientação ao seu pároco.

Portanto, ser templo do Espírito Santo é uma missão muito séria e devemos nos comprometer com a purificação do nosso corpo e da nossa alma para que Ele possa habitar em nós vinte e quatro horas por dia! Como? Fugindo dos pecados e praticando obras de caridade que fortaleçam o Reino de Deus entre nós.

Para quem nunca tentou, é muito fácil: basta ter amor no coração e querer morar no paraíso... santamente, alegremente e eternamente!

- - -

Mensagem da Semana - Nº 35823 Março 2018

UMA LINDA HISTÓRIA

Graças a Deus, alguns amigos continuam me presenteando com belas histórias pela internet. Eis mais uma que vale a pena refletir na sua mensagem:

“Uma mulher saiu na porta de sua casa e viu três homens com longas barbas brancas sentados em frente ao seu quintal. Mesmo sem conhecê-los, convidou-os para entrar e comer alguma coisa.

- Não podemos entrar porque o homem da casa não está. - disseram. À noite, quando o marido chegou, a mulher saiu na porta novamente e insistiu que entrassem.

- Não podemos entrar juntos. – responderam. E um deles explicou:

- Eu sou o Amor, ele é o Fartura e este outro se chama Sucesso. Vá e discuta com o seu marido qual de nós querem em sua casa. Entrando, ouviu do marido:

- Nesse caso, vamos convidar o Fartura. Deixe-o vir para nos contar o que tem de bom para nós.

- Meu querido, por que não convidamos o Sucesso? – disse a esposa. Um dos filhos que estava com eles, discordou:

- Não seria melhor convidar o Amor? Eu gostei mais dele do que dos outros. A mulher saiu e perguntou a dois deles:

- Vocês não ficarão chateados de somente o Amor ser o nosso convidado? O Fartura respondeu-lhe:

- Se a senhora me convidasse ou convidasse o Sucesso, dois de nós esperariam aqui fora, mas, como a senhora convidou o Amor, nós também entraremos com ele.

Assim, a família compreendeu que onde há amor, há também fartura e sucesso!”
Portanto, não exclua o amor de sua vida: dê-lhe asas! A melhor forma de receber amor é oferecendo-o aos irmãos, sem nenhuma forma de preconceito. Por outro lado, a forma mais rápida de ficar sem amor é apegando-se demasiadamente às coisas do mundo. Cuidado, não corra esse risco!

Jesus e Maria nos amam e querem continuar morando em nossos corações.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 357 – 16 Março 2018

 

VITAMINAS ESPIRITUAIS

 

Como você tem cuidado das suas vitaminas espirituais? Sem ‘ingeri-las regularmente’, você fica desprotegido, enfraquece, cai em tentação e sua alma padece. Portanto, não custa nada seguir Jesus Cristo para estar sempre bem vitaminado de bênçãos. E as melhores vitaminas que conheço são: missa, confissão, comunhão, oração, caridade e evangelização. Trabalhar numa obra de Deus, como ser Vicentino, por exemplo, também é uma santa vitamina!

 

Para que você possa refletir um pouco mais como anda a sua conduta cristã, leia com atenção o resto deste artigo. Gostei muito de tê-lo recebido de presente pela internet.

 

“Se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor, será inútil dizer: PAI NOSSO.

 

Se os meus valores são representados pelos bens da terra, será inútil dizer: QUE ESTAIS NO CÉU.

 

Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo, será inútil dizer: SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME.

 

Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades, será inútil dizer: VENHA A NÓS O VOSSO REINO.

 

Se no fundo, o que eu quero mesmo é que todos os meus desejos se realizem, será inútil dizer: SEJA FEITA A VOSSA VONTADE.

 

Se não leio o Evangelho e nem sei qual é a minha missão neste mundo, será inútil dizer: ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.

 

Se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome, será inútil dizer: O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE.

 

Se não importo em ferir, cometer injustiças, oprimir e magoar os que atravessam o meu caminho, será inútil dizer: PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO.

 

Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho do Cristo, será inútil dizer: E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.

 

Se por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz, será inútil dizer: MAS, LIVRAI-NOS DO MAL.

 

Se sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar, será inútil dizer: AMÉM.”

 

Que Jesus nos inspire para a construção do seu Reino, fazendo-nos homens e mulheres de muita fé para um mundo melhor. Amém!

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 35612 Março 2018

 

RESGATANDO O AMOR PRÓPRIO

 

Na semana passada, relatei os mandamentos do Papa João XXIII. Agora, como acréscimo, apresento uma sequência de conselhos para cultivarmos o nosso amor-próprio a cada dia. O autor dos nove itens abaixo é o padre americano Robert Degrandis, que trabalha com ministério de cura há mais de trinta e cinco anos.

 

“Estou bem como estou, não como estava ou poderia ser. Sou amável assim como sou, com todos os meus pontos positivos, com todos os meus pontos fracos, inclusive pecados.

 

Deus não faz questão de que eu seja perfeito, mas, sim de que eu me entregue a Ele plenamente, agora mesmo.

 

Sentimentos de culpa fazem mal. Deus não quer que eu sinta culpa por coisas que não posso mudar, visto estarem elas acabadas. Deus quer que eu trabalhe naquilo que posso mudar.

 

Posso admitir erros, problemas e fraquezas, sem perda do amor-próprio. O que importa é aprender com os erros e tratar de enfrentar os problemas.

 

Tenho valor, não importa o que digam ou pensem os outros. Mesmo as pessoas que mais quero podem destruir minha importância ou minha dignidade como pessoa.

 

Minha importância não se baseia no que faço ou realizo, mas, no que sou como pessoa.

 

Sou capaz de fazer o bem pelos outros e conseguir êxito, em certa medida. Eu cresço ao aprender a dar e receber.

 

Posso mudar se realmente quiser, e posso dar forma ao meu futuro com as decisões tomadas hoje.

 

Posso ser feliz, ainda que a vida não tome o jeito que eu gostaria. Sou tão feliz quanto quero ser.”

 

Assim, aqueles que praticarem esses ensinamentos, certamente viverão mais felizes e serão mais aceitos na sociedade. Para isso, é muito importante que tenhamos plena consciência da Misericórdia de Deus para conosco. Se Ele nos ama e perdoa, por que também não nos amamos sem julgamentos de culpa?

 

No Evangelho escrito por Marcos (12, 3), Jesus nos convida a amar: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Se meditássemos mais na profundidade dessas palavras, saberíamos que não é possível amar um irmão senão na medida em que se ama a si próprio. Portanto, todo sentimento de culpa pode e deve ser curado: primeiro numa confissão – através do perdão de Deus que nos criou – e depois dentro de cada um de nós.

 

No campo da psicologia, a importância ao amor-próprio em tratamentos e análises também é cada vez maior. Pudera, todas as ciências se fundamentam no mesmo mestre: Jesus Cristo!

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 3555 Março 2018

 

- - -

 

RESGATANDO O AMOR PRÓPRIO

 

Na semana passada, relatei os mandamentos do Papa João XXIII. Agora, como acréscimo, apresento uma sequência de conselhos para cultivarmos o nosso amor-próprio a cada dia. O autor dos nove itens abaixo é o padre americano Robert Degrandis, que trabalha com ministério de cura há mais de trinta e cinco anos.

 

Estou bem como estou, não como estava ou poderia ser. Sou amável assim como sou, com todos os meus pontos positivos, com todos os meus pontos fracos, inclusive pecados.

 

Deus não faz questão de que eu seja perfeito, mas, sim de que eu me entregue a ele plenamente, agora mesmo.

 

Sentimentos de culpa fazem mal. Deus não quer que eu sinta culpa por coisas que não posso mudar, visto estarem elas acabadas. Deus quer que eu trabalhe naquilo que posso mudar.

 

Posso admitir erros, problemas e fraquezas, sem perda do amor-próprio. O que importa é aprender com os erros e tratar de enfrentar os problemas.

 

Tenho valor, não importa o que digam ou pensem os outros. Mesmo as pessoas que mais quero podem destruir minha importância ou minha dignidade como pessoa.

 

Minha importância não se baseia no que faço ou realizo, mas, no que sou como pessoa.

 

Sou capaz de fazer o bem pelos outros e conseguir êxito, em certa medida. Eu cresço ao aprender a dar e receber.

 

Posso mudar se realmente quiser, e posso dar forma ao meu futuro com as decisões tomadas hoje.

 

Posso ser feliz, ainda que a vida não tome o jeito que eu gostaria. Sou tão feliz quanto quero ser.

 

Assim, aqueles que praticarem esses ensinamentos, certamente viverão mais felizes e serão mais aceitos na sociedade. Para isso, é muito importante que tenhamos plena consciência da Misericórdia de Deus para conosco. Se Ele nos ama e perdoa, por que também não nos amamos sem julgamentos de culpa?

 

No Evangelho escrito por Marcos (12, 3), Jesus nos convida a amar: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Se meditássemos mais na profundidade dessas palavras, saberíamos que não é possível amar um irmão senão na medida em que se ama a si próprio. Portanto, todo sentimento de culpa pode e deve ser curado: primeiro numa confissão – através do perdão de Deus que nos criou – e depois dentro de cada um de nós.

 

No campo da psicologia, a importância ao amor-próprio em tratamentos e análises também é cada vez maior. Pudera, todas as ciências se fundamentam no mesmo mestre: Jesus Cristo!

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 354 – 23 fevereiro 2018

 

Todo ateu é triste?

 

Há anos, uma edição do jornal ‘O Lutador’ de Belo Horizonte publicou uma matéria assinada por Carlos Scheid, que respondeu à declaração do teólogo Leonardo Boff: “Prefiro ser um ateu alegre a ser um religioso do tipo do Pe. Marcelo”.

 

Inconformado com a alternativa apontada pelo teólogo, escreveu Scheid:

 

“Ateu alegre não existe. Todo ateu é triste. Quando um ateu honesto e autêntico se vê diante de uma pessoa que crê, não consegue evitar o comentário: ‘Eu gostaria de crer como você!’ Na prática, os ateus são pessoas muito úteis. Prestam à humanidade o precioso serviço de dar o exemplo – triste exemplo! – da extrema infelicidade que é viver (e morrer!) sem Deus. Ao contemplar o ateu e seu beco sem saída, o homem de fé pode dar graças a Deus pelo dom da fé.

 

Sim, todo ateu é triste. Sua vida não tem sentido. Ignora sua fonte. Ignora seu destino. Se o ateu escreve, destila amargura. O verme do ceticismo e da descrença rói suas noites insones. Se pensa na morte, nela vê um terrível absurdo. No polo oposto, o homem de fé sabe que a vida se projeta além da morte e pode celebrar antecipadamente o retorno ao coração do Pai.”

 

Eu sei que você, leitor(a), gostaria de continuar lendo essa belíssima reflexão do citado autor da matéria, mas acredito que já foi o bastante para consolidarmos uma opinião a respeito do Pe. Marcelo, afinal, o que ele tem feito de errado?

 

Deus lhe deu uma linda missão evangelizadora e ele a cumpre com Jesus e Maria no coração – como poucos o fazem nesse mundo de tantos pecados e de tantas injustiças com os nossos irmãos necessitados. Talvez a incompreensão de muitos exista porque o Pe. Marcelo se tornou famoso e vende milhares de CDs cantando, mas, se esquecem que ele se dedica integralmente às obras da Igreja – inclusive, doando os direitos autorais para a sua congregação!

 

Sabemos que na falta de assunto, vale tudo: até criticar o abençoado Pe. Marcelo. Seria muito mais louvável ‘imitá-lo’, procurando levar a Palavra de Deus ao povo via emissoras de rádio e televisão – ocupando um espaço que a Igreja Católica poucas vezes conseguiu.

 

Também o Papa nos convoca a darmos testemunhos de fé cristã e sermos missionários; então, como discordar dos meios usados pelo Pe. Marcelo? Portanto, felizes aqueles que, de coração aberto, seguem os seus passos, pulam e cantam: “Os animaizinhos subiam de dois em dois...”

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 35318 fevereiro 2018

 

receita de vida

 

Um dia, recebi esta mensagem de um amigo:

 

“O dia mais belo de sua vida: hoje. A coisa mais fácil: equivocar-se. O obstáculo maior: medo. O maior erro: abandonar-se. As raízes de todos os males: o egoísmo. A distração mais bela: o trabalho. A pior derrota: o desalento. Os melhores professores: as crianças. A primeira necessidade: comunicar-se. O que mais faz feliz: ser útil aos demais. O mistério maior: a morte. O pior defeito: o mau humor. A pessoa mais perigosa: a mentirosa. O sentimento pior: o rancor. O presente mais belo: o perdão. O mais imprescindível: o lar. A receita mais rápida: o caminho correto. A sensação mais grata: a paz interior. O resultado mais eficaz: o sorriso. O melhor remédio: o otimismo. A maior satisfação: o dever cumprido. A força mais potente do mundo: a fé. As pessoas mais necessárias: os pais. A coisa mais bela: o amor!”

 

Que texto bonito, hein! Mais que bonito, são palavras muito profundas que deveriam ser guardadas no fundo do coração. Realmente, é uma verdadeira receita de vida!

 

Se misturássemos algumas palavras-chave do texto para exemplificar a linha de conduta de um verdadeiro cristão, talvez ficasse bem assim:

 

“Hoje, José venceu o medo de equivocar-se, superou o egoísmo e partiu para um trabalho de caridade. Procurou os velhos em desalento, buscou as crianças abandonadas, e foi comunicar-se com eles – saber das suas necessidades. Sentiu como é importante ser útil aos marginalizados, antes que a morte sofrida os leve para junto de Deus. Viu de perto que o mau humor, a mentira e o rancor, em muitos casos, destruíram sonhos e lares. Constatou ainda que aquele que vive no caminho correto da justiça e do perdão, acaba achando a paz no interior do coração.

 

Apesar do sorriso amarelo no rosto por ver tanta injustiça social, José voltou à feliz casa de seus pais com a sensação do dever cumprido e otimista em conseguir mais ajuda para os seus novos amigos. Uma definitiva missão passou a fazer parte da vida de José: testemunhar mais a sua fé e levar amor aos seus irmãos.”

 

O que nos impede de seguir o exemplo de José? Equivocar-se? Medo? Egoísmo? Pouca fé? Falta de amor?

 

Apenas para completar o texto do início desta matéria, eu acrescentaria: ‘A mais pura: Maria. A salvação: Jesus!’

 

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 35212 fevereiro 2018

 

Que mundo é este?

 

Segundo dados da UNESCO há poucos anos, eis as proporções existentes na sociedade humana em nosso planeta: 30% são brancos; apenas 30% são cristãos; 70% são analfabetos; 50% sofrem de má nutrição; 80% habitam em moradias de construção precária; 1% tem educação universitária; e, o pior, 50% de toda a riqueza do planeta se encontra nas mãos de 6% da população!

 

Com certeza, este não é o mundo que Jesus Cristo pediu que construíssemos. Se, no meio dos cristãos, pelo menos houvesse mais justiça social, poderíamos afirmar que os ensinamentos do Santo Evangelho prevalecem entre nós, mas, infelizmente, nem isso acontece!

 

Mesmo assim, sabemos, o céu mantém as suas portas abertas para quem nele quiser morar. E todos nós somos chamados a participar do banquete do Senhor, principalmente neste Brasil de fé católica, ou será que algum nosso conhecido nunca ouviu falar de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe, Nossa Senhora? É claro que já!

 

A nossa Igreja sempre está acompanhando e reconhecendo fatos milagrosos que acontecem através da intercessão de nossa Rainha e, ainda assim, muita gente prefere ignorar os caminhos da purificação. Cada vez mais vai se alastrando o consumismo e o sexo liberado. Até quando?

 

Com certeza, o pecado será excluído da Terra quando Jesus Cristo voltar, ou melhor, os pecadores serão excluídos do Reino de Deus! Enquanto isso não acontece, que tal trabalharmos para estar entre os felizes escolhidos do Pai?

 

Um conselho que dou para aqueles que querem iniciar a sua caminhada na fé católica, é o seguinte: leia e medite diariamente, de coração aberto, um trecho do Evangelho; reze o Terço (se não puder participar de algum Movimento Mariano, compre um livro ou uma fita para aprender a rezá-lo); confesse sempre; participe de missas semanais e receba Jesus na Eucaristia; ame e ajude o seu irmão.

 

Quem acompanha as mensagens de Mediugorie sabe que estes são os pedidos de Nossa Senhora – Rainha da Paz. Portanto, é muito mais do que um simples conselho - é a receita para a salvação!

 

Mas, como conselho bom também ajuda, aconselho você a refletir sobre esta matéria que tirei de um Boletim da Sociedade São Vicente de Paulo:

 

“Eu pedi a Deus que tirasse o meu orgulho e Deus disse que não cabia a Ele tirá-lo, mas a mim deixá-lo. Eu pedi a Deus que me desse paciência e Deus disse que a paciência nasce das atribulações e que ela não é concedida, mas merecida. Eu pedi a Deus que me concedesse a felicidade e Deus disse que me daria as suas bênçãos e que a felicidade eu teria que encontrar por mim mesmo. Eu pedi a Deus que me poupasse do sofrimento e Ele disse que a dor me afasta das ilusões da vida e me leva para mais perto d’Ele.

 

Eu pedi a Deus que moldasse a minha vida espiritual e Ele disse que eu deveria crescer por mim mesmo, mas para produzir frutos, Ele seria o meu jardineiro. Eu perguntei a Deus se Ele me amava e Ele me disse que me ama tanto que me deu seu Filho que morreu por mim, para que, pela minha fé, eu possa estar com Ele no céu.

 

Então eu pedi a Deus que me ajudasse a amar os outros como Ele me ama e Deus disse: Ah, finalmente você compreendeu!”

 

Paulo R. Labegalini
Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 3511 Fevereiro 2018

 

O purgatório existe?

 

Uma edição da Revista Catolicismo, através do Cônego José Luiz Villac, respondeu a um leitor que perguntou se o Purgatório existe e se as Escrituras falam a seu respeito. Eis a resposta:

 

“O Purgatório não só existe, mas é mesmo uma das maravilhas da Providência e bondade divinas. Sua existência é verdade de Fé, confirmada pelo Concílio Tridentino (Sess. XXV, D. B. 983), bem como pelas Sagradas Escrituras e toda a Tradição da Igreja.

 

Ademais, à luz da simples razão, entendemos que, sendo Deus perfeitíssimo e Santo dos Santos, nós não poderemos chegar à sua divina presença se estivermos marcados pela mancha do pecado. Então, não existindo o Purgatório – onde as almas são purgadas dessas manchas até estarem resplendentes de santidade para comparecerem diante do Criador – só lhes restaria o Inferno. Mas Deus quer salvá-las e por isso instituiu o Purgatório.

 

Em sua Providência sapientíssima e misericordiosa, Deus criou esse estado, prévio à felicidade eterna, para onde vão temporariamente as pessoas que morrem sem terem expiado suficientemente, aqui na Terra, a pena devida pelos pecados mortais cometidos e perdoados, e também pelos pecados veniais perdoados ou não, mas cuja pena não foi integralmente paga.

 

O texto da Escritura mais preclaro a respeito do Purgatório é o Livro II de Macabeus (XII, 43), o qual narra como Judas Macabeu mandou oferecer um sacrifício pelos que haviam morrido na batalha, por expiação de seus pecados.

 

Estes livros da Bíblia são rejeitados pelos protestantes, pois contradizem suas falsas doutrinas, supostamente baseadas na própria Escritura! Afinal, já Lutero e Calvino, respectivamente, esforçavam-se por fazer crer que o Purgatório era ‘um mero fantasma do diabo’ e ‘uma invenção funesta de Satanás’!”

 

Sabemos que, no Brasil, prevalece a consciência católica sobre a existência do Purgatório, portanto, devemos nos irmanar no combate do pecado e sempre nos purificar por meio do sacramento da confissão. Através de confissões e de ações cristãs, alcançamos vários estágios de estado de graça a cada dia. Quando nos confessamos diante de um sacerdote, mais força temos para combater a imoralidade: dos programas execráveis de alguns canais da TV brasileira; das injustiças sociais; das drogas; enfim, das tentações de Satanás.

 

Eu creio na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Por isso, sempre me confesso, comungo e rezo o terço – para me afastar do mal. Acho que é o mínimo que um católico deve praticar sem vacilar.

 

Devemos nos lembrar que o Papa também se confessa! E não podemos nos esquecer que em 1917 Nossa Senhora de Fátima disse a Francisco que ele teria que rezar muitos terços antes de entrar no Céu – ele só tinha nove anos de idade! E o mais importante: Jesus está presente na Eucaristia e, através desse Alimento, nos dá força para buscarmos as nossas necessidades espirituais que nos levarão junto d’Ele no Céu.

 

Sim, o Purgatório existe! Chegar a conhecê-lo no futuro e ficar pouco ou muito tempo lá, depende hoje de cada um de nós.

 

Paulo R. Labegalini

 

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 35026 Janeiro 2018

 

As quatro cruzes do calvário

 

É de triste lembrança pra muita gente a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas as lições de vida que Ele nos deixou merecem continuar sendo analisadas a cada dia. Imagine as cruzes que estavam de pé no Calvário...

 

A primeira, a cruz de Cristo, ao centro, até hoje representa a nossa salvação. Mesmo aqueles que são injustiçados pela cobiça que há no mundo, conseguem entrar na vida eterna se carregarem as suas cruzes com dignidade cristã.

 

Na segunda cruz, à direita de Jesus, estava o ‘bom ladrão’ Dimas, suplicando a misericórdia de Deus em remissão dos seus pecados. Que ‘sorte’ teve São Dimas em poder se confessar com o Filho de Deus antes de sua morte! A sua cruz representa o perdão.

 

A terceira cruz suportou até o fim o peso do pecado. O ladrão, que lá estava, não usou da virtude do arrependimento para se salvar e morreu na cruz da condenação.

 

E a quarta cruz, quem estava nela? Quem mereceu estar na cruz da pureza? Essa cruz foi ‘ocupada’ por Maria Santíssima, a Virgem Mãe que suportou com firmeza o cruel e injusto sofrimento do seu Filho Santo. Ela presenciou, de pé, a maior maldade humana da história sobre uma só Criatura.

 

Deus a escolheu para estar naquela cruz porque sabia que nela podia confiar. E foi também confiando em Deus que Maria se tornou, com o seu exemplo, modelo de fé, modelo de amor e modelo de fidelidade cristã.

 

Hoje, graças a Deus, Maria é a nossa Mãe e a Mãe da Igreja. Com ela aprendemos que não existe sofrimento capaz de nos desviar das estradas de Jesus. À nossa frente, ela pisa na cabeça da serpente infernal e nos conduz, como filhos queridos, à cruz da salvação.

 

Peça a Nossa Senhora para livrar você da cruz da condenação e sempre curar as agonias de seu coração; e, a cada dia, sempre que a sua cruz de pecador se tornar mais leve, lembre-se de agradecer: ‘Obrigado, Mãe querida!’

 

Paulo R. Labegalini

 

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 34923 Janeiro 2018

Os nossos sacerdotes

Até hoje, nos relacionamentos que tive com os sacerdotes, nunca houve nenhum tipo de atrito, graças a Deus. Além disso, sempre ocorreu muita descontração em cada encontro, alternando o útil e o agradável nos diálogos.

Nas reuniões de comunidade, por exemplo, mesmo com a presença de vigários diferentes, temos boas recordações de brincadeiras sadias, que eles usaram para motivar e unir ainda mais o grupo em busca de um objetivo comum.

Ah, se Jesus Cristo e Maria Santíssima estivessem sempre em nossos corações como estão presentes nos seus filhos prediletos – os sacerdotes! Aí sim, acredito que não teríamos muitas coisas para nos preocupar! E como conseguir isso?

Com certeza, imitando a conduta dos sacerdotes: rezando um pouco mais, conseguindo tempo para ajudar nas obras de Deus, fugindo do pecado, pregando o Evangelho, combatendo as injustiças, incentivando a caridade entre irmãos, recebendo diariamente a Eucaristia etc.

Parece difícil, mas, se torna fácil quando abrimos o nosso coração ao Amor de Maria e à Paz de Jesus. O trabalho em comunidade nos aproxima de Deus, a tal ponto, que a nossa caminhada passa a ser cada vez mais cristã, por obra do Espírito Santo.

Quem está nesse caminho, consegue entender melhor o bom humor dos padres, mesmo sabendo que enfrentam uma série de problemas quase insuperáveis para qualquer leigo como nós. Todos deveriam ter essa experiência de convivência com os sacerdotes para reconhecerem que eles têm muito carinho para conosco e precisam da nossa compreensão quando nos orientam ou, principalmente, nos repreendem nas falhas que cometemos.

Também nos programas de televisão, quando presentes, os padres ficam à vontade, aceitando brincadeiras e testemunhando a fé viva que brota de seus corações. Cada vez mais, se tornam grandes exemplos para as novas vocações!

E você, leitor, concorda comigo? Se tiver dúvidas e quiser confirmar as minhas palavras, convide um sacerdote para almoçar com você e, em breve, terá uma opinião própria a respeito. Tenho certeza de que o saldo, a seu favor, será muito positivo nesse relacionamento e, com o tempo, aprenderá bastante sobre a sua santificação aqui na terra... a caminho do céu.

ORAÇÃO VOCACIONAL: “Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: vem e segue-me. Derrama sobre nós o teu Espírito, que ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao reino, na vida consagrada e religiosa. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança a nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja. Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder sim. Amém.”

E a todos os leitores dos meus artigos: além de rezar por vocês diariamente, desejo que o Menino Jesus ilumine suas vidas em 2018. Salve o Ano Novo!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 34831 Dezembro 2017

ENTRE SEM BATER

Deixe entrar sem bater, meu amigo, os que morrem de frio, mais por falta de amor do que da roupa. Deixe entrar sem bater os que perderam o rumo dos trilhos complicados da existência; talvez achem no céu de seu abraço a estrela de Belém.

Deixe entrar sem bater os que têm fome mais de carinho do que de pão, e reparta com eles sua vida, que vale muito mais do que seu dinheiro. Deixe entrar sem bater os que chegam a pé, empoeirados e cansados, porque a passagem do destino era cara demais e ninguém lhes pagou sequer o bilhete da terceira classe no trem da felicidade.

Deixe entrar sem bater os enjeitados no princípio: filhos de mães solteiras, filhos do prazer criminoso e egoísta. Deixe entrar sem bater os enjeitados no fim: os velhos e velhinhas que deram tudo de si, que perderam as pétalas da vida em benefício dos frutos – seus filhos -, e agora, são deixados a murchar no fundo dos asilos.

Deixe entrar sem bater os esquecidos por não poderem mais fazer carinhos, porque ficaram tão grossas suas mãos - com calos e feridas do trabalho - que agora suas carícias parecem que machucam a face que os rejeita. Deixe entrar sem bater, como se a casa fosse deles, os que não tiveram tempo de ser crianças, porque a vida lhes impôs uma enxada nas mãos, quando deveria por nelas algum tipo de brinquedo.

Deixe entrar sem bater os que nunca tiveram sorrisos em seus lábios, porque a lágrima chegava sempre primeiro, entrando-lhes pelo canto da boca e estragando com sal o doce da alegria.

Deixe entrar sem bater todos estes, sem temer que falte espaço, porque no coração de um cristão sempre cabe mais um, e até milhares, e depois que tiver a sala do seu peito lotada de infelizes, aleijados e famintos, você vai ter, amigo, a maior das surpresas: verá que a face torturada de tantos desgraçados se transforma; de repente, no rosto luminoso e sorridente de Jesus, falando assim só para você: “Meu caro amigo, agora é a sua vez; entre você também sem bater, a casa é sua. O céu é todo seu!” (Texto de autor desconhecido)

E a todos os leitores dos meus artigos: além de rezar por vocês diariamente, desejo que o Menino Jesus ilumine suas vidas em 2018. Salve o Ano Novo!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Paulo 2017

 Paulo R. Labegalini

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Vicentino de Itajubá-MG e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG)
Autor dos livros:
- Histórias Cristãs - Editora Raboni
- O Mendigo e o Padeiro - Editora Paco
- A Arte de Aprender Bem - Editora Paco
- Minha Vida de Milagres - Editora Santuário
- Administração do Tempo - Editora Ideias e Letras
- Mensagens que Agradam o Coração - Editora Vozes
- Histórias Infantis Educativas - Editora Cleofas

Apresentações musicais:
https://www.youtube.com/results?search_query=soraia+labegalini

- - -

Mensagem da Semana - Nº 34923 Janeiro 2018

 

Os nossos sacerdotes

 

Até hoje, nos relacionamentos que tive com os sacerdotes, nunca houve nenhum tipo de atrito, graças a Deus. Além disso, sempre ocorreu muita descontração em cada encontro, alternando o útil e o agradável nos diálogos.

 

Nas reuniões de comunidade, por exemplo, mesmo com a presença de vigários diferentes, temos boas recordações de brincadeiras sadias, que eles usaram para motivar e unir ainda mais o grupo em busca de um objetivo comum.

 

Ah, se Jesus Cristo e Maria Santíssima estivessem sempre em nossos corações como estão presentes nos seus filhos prediletos – os sacerdotes! Aí sim, acredito que não teríamos muitas coisas para nos preocupar! E como conseguir isso?

 

Com certeza, imitando a conduta dos sacerdotes: rezando um pouco mais, conseguindo tempo para ajudar nas obras de Deus, fugindo do pecado, pregando o Evangelho, combatendo as injustiças, incentivando a caridade entre irmãos, recebendo diariamente a Eucaristia etc.

 

Parece difícil, mas, se torna fácil quando abrimos o nosso coração ao Amor de Maria e à Paz de Jesus. O trabalho em comunidade nos aproxima de Deus, a tal ponto, que a nossa caminhada passa a ser cada vez mais cristã, por obra do Espírito Santo.

 

Quem está nesse caminho, consegue entender melhor o bom humor dos padres, mesmo sabendo que enfrentam uma série de problemas quase insuperáveis para qualquer leigo como nós. Todos deveriam ter essa experiência de convivência com os sacerdotes para reconhecerem que eles têm muito carinho para conosco e precisam da nossa compreensão quando nos orientam ou, principalmente, nos repreendem nas falhas que cometemos.

 

Também nos programas de televisão, quando presentes, os padres ficam à vontade, aceitando brincadeiras e testemunhando a fé viva que brota de seus corações. Cada vez mais, se tornam grandes exemplos para as novas vocações!

 

E você, leitor, concorda comigo? Se tiver dúvidas e quiser confirmar as minhas palavras, convide um sacerdote para almoçar com você e, em breve, terá uma opinião própria a respeito. Tenho certeza de que o saldo, a seu favor, será muito positivo nesse relacionamento e, com o tempo, aprenderá bastante sobre a sua santificação aqui na terra... a caminho do céu.

 

ORAÇÃO VOCACIONAL: “Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: vem e segue-me. Derrama sobre nós o teu Espírito, que ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao reino, na vida consagrada e religiosa. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança a nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja. Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder sim. Amém.”

 

E a todos os leitores dos meus artigos: além de rezar por vocês diariamente, desejo que o Menino Jesus ilumine suas vidas em 2018. Salve o Ano Novo!

 

Paulo R. Labegalini

 

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 34831 Dezembro 2017

 

ENTRE SEM BATER

 

Deixe entrar sem bater, meu amigo, os que morrem de frio, mais por falta de amor do que da roupa. Deixe entrar sem bater os que perderam o rumo dos trilhos complicados da existência; talvez achem no céu de seu abraço a estrela de Belém.

 

Deixe entrar sem bater os que têm fome mais de carinho do que de pão, e reparta com eles sua vida, que vale muito mais do que seu dinheiro. Deixe entrar sem bater os que chegam a pé, empoeirados e cansados, porque a passagem do destino era cara demais e ninguém lhes pagou sequer o bilhete da terceira classe no trem da felicidade.

 

Deixe entrar sem bater os enjeitados no princípio: filhos de mães solteiras, filhos do prazer criminoso e egoísta. Deixe entrar sem bater os enjeitados no fim: os velhos e velhinhas que deram tudo de si, que perderam as pétalas da vida em benefício dos frutos – seus filhos -, e agora, são deixados a murchar no fundo dos asilos.

 

Deixe entrar sem bater os esquecidos por não poderem mais fazer carinhos, porque ficaram tão grossas suas mãos - com calos e feridas do trabalho - que agora suas carícias parecem que machucam a face que os rejeita. Deixe entrar sem bater, como se a casa fosse deles, os que não tiveram tempo de ser crianças, porque a vida lhes impôs uma enxada nas mãos, quando deveria por nelas algum tipo de brinquedo.

 

Deixe entrar sem bater os que nunca tiveram sorrisos em seus lábios, porque a lágrima chegava sempre primeiro, entrando-lhes pelo canto da boca e estragando com sal o doce da alegria.

 

Deixe entrar sem bater todos estes, sem temer que falte espaço, porque no coração de um cristão sempre cabe mais um, e até milhares, e depois que tiver a sala do seu peito lotada de infelizes, aleijados e famintos, você vai ter, amigo, a maior das surpresas: verá que a face torturada de tantos desgraçados se transforma; de repente, no rosto luminoso e sorridente de Jesus, falando assim só para você: “Meu caro amigo, agora é a sua vez; entre você também sem bater, a casa é sua. O céu é todo seu!” (Texto de autor desconhecido)

 

E a todos os leitores dos meus artigos: além de rezar por vocês diariamente, desejo que o Menino Jesus ilumine suas vidas em 2018. Salve o Ano Novo!

 

Paulo R. Labegalini

 

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 34721 Dezembro 2017

 

O NATAL ESTÁ CHEGANDO

 

É comum pensarmos em festas e reuniões familiares no Natal, mas, não podemos nos esquecer do verdadeiro espírito natalino. O dia de Natal só existe porque em Belém, há quase dois mil anos, nasceu o Filho de Deus para nos salvar: “... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (Jo 1, 14). Portanto, nenhuma comemoração neste dia tem mais sentido do que sermos instrumentos de Jesus Cristo - que continua vivo entre nós. Mas, de que forma faremos isso?

 

Sem dúvida, pela vontade de Deus, uma maneira de vivenciarmos o espírito do Natal será através da caridade. Não podemos nos esquecer que o Menino Jesus nasceu de uma família pobre, numa manjedoura. Se, hoje, temos fartura na ceia ou no almoço de Natal – talvez, muito mais do que Cristo teve em qualquer momento de sua vida aqui na terra -, é graças a Ele que conseguimos. Portanto, desde já, partilhando um pouco do que é “nosso” com os pobres, a noite de Natal será mais bonita, porque Jesus estará mais alegre – derramando mais bênçãos sobre nós.

 

Uma cesta básica um pouco mais recheada (com frango assado) para ser entregue no Natal aos pobres custa menos de cem reais, e uma ‘vaquinha entre amigos’ para conseguir doações sempre é abençoada por Deus. Participe com alegria desse movimento e esforce-se naquilo que estiver ao seu alcance e sentir no seu coração.

 

Neste mês de dezembro, também não poderemos deixar de rezar, rezar principalmente agradecendo pelas nossas vidas, por cada momento de paz que desfrutamos com a nossa família e pelos nossos dons. Dons que deveriam ser oferecidos ao Senhor durante o ano inteiro: na caminhada de evangelização do Seu povo, no trabalho de pastorais da Sua Igreja e na realização de obras materiais para a construção do Seu Reino. Quem passar a agir assim, estará plantando a paz rumo ao Novo Milênio.

 

Que Deus encha de amor os corações de todos os seus filhos! Peça à Virgem Maria que abençoe o Papa, a Nossa Senhora Aparecida que abençoe o Brasil, a Nossa Senhora dos Aflitos que abençoe os pobres e à nossa querida Mãe Rainha que abençoe e converta o mundo inteiro ao Coração de Jesus.

 

Natal é missa, Natal é partilha, Natal é oração, Natal é solidariedade com o irmão! E que os anjos sempre digam ‘amém’!

 

Paulo R. Labegalini

 

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 34615 Dezembro 2017

 

A criatividade na evangelização

 

Todos nós somos inovadores em maior ou menor grau, basta sabermos usar a criatividade para alcançarmos, com simplicidade, alguns resultados desejados.

 

No trabalho, por exemplo, se o patrão nos cobra um serviço urgente e o tempo não é suficiente para realizá-lo adequadamente, a criatividade pode ser melhor praticada para o sucesso da missão.

 

Nos estudos, muitos alunos conseguem bons resultados por serem criativos no aprendizado: inventam artifícios diversos para decorar fórmulas; destacam aspectos importantes da matéria para resumir; fazem questionários, simulando a própria prova etc.

 

Também podemos usar do nosso poder criativo e ajudar muitos irmãos a seguir pelos caminhos da fé. Um simples objeto religioso à mostra no nosso corpo serve como instrumento de evangelização. Pode ser uma camiseta, um terço, uma corrente, um broche, enfim, um símbolo que destaque a nossa fé e dê abertura para que outras pessoas se sintam atraídas por aquela mensagem.

 

Colocar um adesivo plástico no vidro do carro é um outro recurso válido e barato para evangelizar. Têm imagens de Jesus e de Maria belíssimas, que chamam a atenção! Basta ser criativo: escolhendo uma bela estampa e a divulgando em local de destaque.

 

Além desses meios, eu procuro evangelizar com testemunhos de fatos vividos em família ou na comunidade. Por serem casos reais que provam o amor de Jesus e de Maria por nós, geralmente tocam profundamente nas pessoas. Assim, fica mais fácil ‘amolecer certos corações’ e conduzi-los para junto de Deus.

 

O importante é que, na evangelização, nunca falte humildade no relacionamento com os irmãos desgarrados e sempre haja muita oração – pedindo ao Espírito Santo que nos ilumine para resgatar almas perdidas.

 

Mas, pelo fato do assunto ser ‘criatividade’, não dá para esgotar o assunto. Cada um pode e deve colocar em prática o dom criativo que Deus lhe deu e ajudar a chamar mais pessoas para o trabalho em comunidade. Se nos unirmos contra as ciladas do demônio, cada vez mais nos afastaremos do pecado e alcançaremos mais graças dos Céus.

 

Ao ressuscitar, Jesus nos mostrou que ‘quem ri por último, ri melhor’. Portanto, a cada alma que ajudamos a chegar no Paraíso, estaremos cumprindo uma parte da nossa missão aqui na terra e provocando boas gargalhadas dos anjos da guarda.

 

Se você ainda não tentou ajudar a Deus no processo de pescar e salvar almas, tenha coragem, seja criativo e tente. Vale a pena!

 

(Medite o Salmo 49)

 

Paulo R. Labegalini

 

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

 

Mensagem da Semana - Nº 3452 Dezembro 2017

A caridade começa na família

O nosso trabalho na Sociedade São Vicente de Paulo nos leva a testemunhar muitas injustiças sociais e algumas chegam a nos comover profundamente. É impressionante constatar de perto a miséria em certas famílias, abandonadas à sorte pelos próprios parentes! Por que isso acontece?

Os motivos (ou desculpas) são diversos. Quando um pai se refere ao filho que está desfrutando de boa situação financeira, diz que o ‘coitado’ tem os seus próprios compromissos e não pode assumir outras despesas. Quando outro pai de família, cheio de filhos, comenta que os seus pais possuem bens noutra cidade, alega que não combinam de gênio e nunca daria certo morarem juntos. E por aí vai...

De acordo com as nossas possibilidades, ajudamos os mais necessitados, independentemente de raça ou religião. O nosso trabalho envolve também o crescimento espiritual da família, desde que aceitem alguma orientação nesse sentido. Acreditamos que com cesta básica mensal, oração, higiene, trabalho e educação, aos poucos, muitos renascem para a vida.

Voltando aos elos familiares, algumas necessidades não poderiam ser supridas pelos próprios parentes? Em alguns casos, sim. Principalmente quando o sofrimento maior vem do espírito, qualquer filho ou irmão de sangue poderia estar ajudando.

É triste dizer isso, mas, infelizmente, um pouco de carinho com um pouco de atenção chegam a despistar a fome ou a tristeza de muita gente. Seria mais importante para alguns pais verem um parente chegando para prestar solidariedade do que o seu alimento batendo à porta. Mesmo sabendo dessa verdade, pouco podemos fazer nesse sentido, pois outros assistidos sempre esperam o nosso socorro.

O desemprego aumenta, a fome assusta e as doenças preocupam. Enquanto não podemos atuar diretamente contra esses ‘fantasmas’, será que não existe alguém de nossa família esperando por carinho e atenção? Imagine algum parente seu que sofre e reflita o que Jesus Cristo gostaria de lhe pedir que fizesse por ele.

Quantas mães rezam terços e terços sozinhas! Quantos pais idosos não vão mais à missa porque ninguém os leva! Quantos filhos se revoltam com a vida indigna dos pais! Quantos gostariam de ter as migalhas dos ricos para comer! Quantos agonizam por falta de remédios!

Acho que não é necessário dizer mais nada, pois, cada um sabe o que poderia estar fazendo pelo seu irmão e não faz. Quanto ao irmão ser ou não de sangue, para Jesus não importa, mas, julgando com o meu coração humano e pecador, dói mais quando vejo alguém sofrendo, sendo que a família tem condições de acolhê-lo e o deixa abandonado.

A caridade deveria sempre começar em casa e, depois, com a graça de Deus, se espalhar por toda a humanidade. Se você concorda comigo, primeiro olhe ao seu redor e depois, se puder, ajude os Vicentinos na assistência que fazem às famílias carentes e excluídas da nossa sociedade. Com certeza, a recompensa a quem sofre e a quem ajuda virá do céu. Nunca duvide disso.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 34426 Novembro 2017

Obedecer sempre?

Desde pequeno aprendemos que ser obediente é importante na educação do ser humano... mas, até que ponto? É difícil discordar que uma criança deve obedecer aos pais, um militar deve obedecer ao comandante e um empregado deve obedecer ao patrão. Por outro lado, nem sempre um político obedece ao partido a que pertence ou um jogador de futebol obedece o esquema tático do treinador etc. Por que isso acontece?

A resposta parece simples: porque o ser humano pensa que não nasceu para ser mandado sempre. Por ser dotado de inteligência, não concorda com determinadas ‘regras’ que limitam o seu comportamento, porém, nem sempre se dá bem sendo desobediente.

E com relação a Deus, como fica a nossa obediência? Por que a sua Palavra quase sempre é desrespeitada? A resposta também é simples: porque Deus nos dá mais liberdade de escolha do que qualquer ‘patrão’. E muita gente se aproveita disso para desobedecer, sem medir as consequências.

Quem será que já parou o suficiente para pensar que essas consequências estão entre o céu e o inferno? É muito forte esse tipo de colocação? A resposta ainda é simples: caminhando na fé, nos afastamos do inferno e nada devemos temer!

Portando, encarando a linda realidade de que somos filhos de Deus e a Ele devemos total obediência, aconselho que rezemos sempre a “Ladainha da Humildade”:

“Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-nos. Jesus, manso e humilde de coração, atendei-nos. Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Do desejo de ser estimado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser amado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser buscado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser louvado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser honrado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser preferido, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser consultado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser aprovado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser adulado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser humilhado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser desprezado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser rejeitado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser caluniado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser esquecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser ridicularizado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser escarnecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser injuriado, livrai-me, Jesus!

Que os outros sejam mais amados do que eu – ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros sejam mais estimados do que eu – ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros possam crescer na opinião do mundo e que eu possa diminuir – ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que aos outros seja concedida mais confiança no seu trabalho e que eu seja deixado de lado – ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros sejam louvados e eu esquecido – ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros possam ser preferidos a mim em tudo – ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros possam ser mais santos do que eu, contanto que eu pelo menos me torne santo como puder – ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!

Ó Maria, Mãe dos humildes, rogai por nós. São José, protetor das almas humildes, rogai por nós. São Miguel, que fostes o primeiro a lutar contra o orgulho e o primeiro a abatê-lo, rogai por nós. Ó justos todos, santificados a partir do espírito de humildade, rogai por nós.

Oremos: Ó Deus que, através do ensinamento e do exemplo do Vosso Filho Jesus, apresentastes a humildade como chave que abre os tesouros da graça (Tg 4, 6) e como fundamento de todas as outras virtudes - caminho certo para o céu - concedei-nos, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria - a mais humilde e a mais santa de todas as criaturas -, aceitar agradecendo todas as humilhações que a Vossa Divina Providência nos oferecer. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.”

Humildade e obediência: virtudes inseparáveis para se aproximar de Deus.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 34318 Novembro 2017

Deus nos envia

Aquilo que recebemos pela quantia que pagamos: essa é a base da medida do valor que damos a um serviço. Ao contratá-lo, o preço constitui um elemento crucial na avaliação do resultado desejado.

Por exemplo: antes de cortar o cabelo, o cliente tem uma expectativa de como ficará a sua aparência após o corte. Ao ver o resultado, conclui se está ou não do seu agrado e, em função dessa avaliação, fica ou não satisfeito em pagar a quantia combinada.

Portanto, se o que se está vendendo no mercado não passar no teste do valor, o cliente deixará de comprar. Para ele, o preço que paga por determinada qualidade tem que ser, no mínimo, igual aos benefícios que obtém.

Assim, no mundo competitivo de hoje, para continuar vendendo cada vez mais, cabe ao fornecedor adicionar mais valor quanto possível antes, durante e depois da prestação do seu serviço.

É dessa maneira que as coisas funcionam no mundo dos homens, mas, como será esse julgamento de valor no Reino de Deus? Vejamos a parábola dos operários da vinha (Mt 20, 1-15):

“Com efeito, o reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha. Pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: ‘Por que estais todo o dia sem fazer nada?’ Eles responderam: ‘É porque ninguém nos contratou.’ Disse-lhes ele então: ‘Ide vós também para minha vinha.’

Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: ‘Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros.’ Vieram aqueles da undécima hora, e receberam cada qual um denário. Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas, só receberam cada qual um denário. Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo: ‘Os últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor.’ O senhor, porém, observou a um deles: ‘Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura, vês com maus olhos que eu seja bom?”

Ao relatar esta parábola, Jesus deixou bem claro que a justiça de Deus é diferente da justiça dos homens. Se considerarmos o conceito de valor explicado no início do artigo, realmente cada trabalhador da vinha teria que receber uma quantia proporcional àquela de um dia de trabalho, mas, se entrarmos agora no Reino de Deus, sabemos que “muitos dos últimos serão os primeiros”! (Mt 19, 30)

Para o nosso Pai Eterno, o valor de um serviço não depende basicamente do preço a ele atribuído. O mais importante para Ele são os resultados espirituais, e não apenas os materiais. Sabemos que a sua Misericórdia é infinita, portanto, abençoa igualmente a todos que se esforçam em agradá-Lo.

Aqueles que desejam buscar a salvação, devem dar mais valor às coisas espirituais e realizar muitas obras em nome do Senhor, pois para Deus, o preço a ser pago para isso pouco importa - estaremos cumprindo a nossa missão aqui na terra. O melhor para cada um de nós é o valor daquilo que estaremos recebendo: uma passagem para o céu!

E mesmo que continuemos pensando que aquilo que recebemos pela quantia que pagamos é a nossa base da medida do valor, servindo a Deus vale a pena, já que “muitos serão os chamados, mas, poucos os escolhidos.” (Mt 20, 16)

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 3429 Novembro 2017

Deus nos educa

Precisamos entender melhor as fatalidades e delas tirar proveito. Eis o que a carta aos Hebreus (12, 4-7; 11-15) nos fala sobre alguns fatos da vida e nos mostra que não nos trazem sofrimentos à toa – se soubermos colher os frutos na Palavra do Senhor.

“Irmãos, vós ainda não resistis até o sangue na vossa luta contra o pecado, e já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: ‘Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando ele te repreende; pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho’. É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois, qual é o filho a quem o pai não corrige? No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar, mas, causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados. Portanto, ‘firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; acertai os passos dos vossos pés’, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado. Procurai a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; cuidai para que ninguém abandone a graça de Deus. Que nenhuma raiz venenosa cresça no meio de vós, tumultuando e contaminando a comunidade.”

Portanto, é para a nossa educação que sofremos e, por ser nosso Pai, Deus nos corrige porque nos ama; porém, não devemos encarar todo tipo de sofrimento como fruto da Sua vontade. Temos muita culpa nas dificuldades que vivemos - devido aos nossos atos, maus pensamentos e omissões.

Se prestarmos um pouco mais de atenção na leitura, veremos que Deus nos pede para não desanimarmos (quantos nem tentaram buscar a verdadeira paz!), nos pede para acertarmos os passos para a santificação (não sozinhos, mas junto com os irmãos necessitados) e nos pede para não abandonarmos a Sua graça (quantos largaram das mãos de Deus!).

Se desprezarmos esses ensinamentos, nem sequer poderemos considerar que Deus está nos educando nos sofrimentos que passamos, pois, viramos as costas a Ele mesmo antes da dor. Mas, como o Pai sempre nos aceita de volta se vivermos a Sua Palavra, é tempo de deixarmos o pecado pra trás.

Jesus pode já estar voltando! Eu creio nisso e, por amor a Deus e aos irmãos, peço a Nossa Senhora que nos ajude para que realmente ‘nenhuma raiz venenosa cresça no meio de nós, tumultuando e contaminando as nossas comunidades católicas’. Amém!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 3415 Novembro 2017

Dona Onofra

No dia de finados, além de pedir a Deus por parentes e amigos que partiram, ofereci missa e rezei por pessoas muito queridas que faleceram recentemente, todas no mês passado: Onofra Fernandes, Nilson Canela, Cida Périco e Elza Labegalini. Fiéis devotos de Nossa Senhora, foram chamados pelo Pai no mês que a Padroeira do Brasil completava 300 anos de aparecimento nas águas do Rio Paraíba. Hoje, essas bondosas almas descansam ao lado de nossa Mãe no Céu.

E eu poderia escrever muito sobre cada um desses amigos, mas, escolhi relatar um pouco de minha história com Dona Onofra – senhora de 101 anos que assisti como Vicentino nos últimos 20 anos de sua vida.

Em 1997, quando a conheci no bairro da Capetinga, Itajubá-MG, ela cuidava de cinco netos pequenos numa casinha muito pobre, quase caindo. Lembro que o fogão era de lenha e a fumaça ficava pairando na cozinha, pois, não tinha chaminé. O cheiro era tão forte que precisávamos sair para conversar e, mesmo lá fora, ela tossia sem parar! Cheguei a pensar que aquela velhinha estava com alguma doença grave no pulmão.

Então, meses depois, com a ajuda do amigo Cesário – que conseguiu doações –, derrubamos a humilde casa dela e construímos uma nova. Além disso, as doações foram suficientes para comprar móveis e eletrodomésticos novinhos em folha! Que alegria quando, no Natal daquele ano, Dona Onofra e seus netinhos voltaram para o novo lar. Que Deus continue abençoando aqueles benfeitores que nos ajudaram.

Depois, como Vicentino da Conferência Nossa Senhora do Sagrado Coração, passei a visitar minha assistida quase toda semana, levando uma cesta básica por mês, gás e remédios. Ela ganhou força e vontade de viver; dizia que não queria morrer sem ver os netos crescidos e independentes. Para isso, lutou muito dia-a-dia nas provações que foi submetida. Inúmeras vezes chorou e pediu minha ajuda para superar os problemas que enfrentava. E sempre Deus teve misericórdia!

A cada visita que eu lhe fazia, rezávamos uma Ave Maria e suplicávamos graças a outros santos de sua devoção. Com o tempo, também fui confiando em suas orações e pedia que rezasse por mim. Sou testemunha que alcancei muitas curas por sua intercessão, pois Jesus tem compaixão dos pobres.

E assim nos acostumamos um com o outro; ela era como uma nova avó pra mim; eu era como um filho pra ela. Toda vez que nos despedíamos, ela dizia: ‘Paulo, não despreza eu. Venha sempre aqui’. Eu prometia e cumpria.

Eu também rezava diariamente por ela e pelos netos, que cresciam rapidamente. E com eles também cresciam os problemas a cada ano; tanto cresciam que o mais velho, Rogério, veio a falecer em acidente de carro. Foi um duro golpe para Dona Onofra, mas, sua missão de cuidar dos outros continuava. Aos poucos, sua atenção e seu amor comigo contagiou minha família. Fátima e Soraia – esposa e filha – sempre estavam na casa dela. Não passava um mês sem a visita costumeira àquela senhora tão sofrida, mas, muito abençoada nas suas intenções. Também minha mãe a visitava quando vinha a Itajubá, e uma passou a rezar pela outra.

Certo ano, na Semana da Família, ela me acompanhou num testemunho que dei na missa da Matriz Nossa Senhora da Soledade. Falei da bênção em conhecê-la, de sua imensa fé, e ela disse aos presentes: ‘O Paulo é um anjo na minha vida!’

Quando completou 100 anos, em 9 de janeiro de 2016, muita gente dizia que ela estava enganada quanto à sua idade, mas, vi vários documentos que comprovavam a longevidade de Dona Onofra. Corpo debilitado, cheio de dores, mas, a cabeça sempre boa. Não esquecia de nada! Perguntava de meus filhos pelos nomes e contava detalhes de tudo aquilo que acontecia na minha ausência.

Mas, este ano ela precisou ser internada e ficou quase duas semanas no Hospital Escola tratando de início de pneumonia. Chegou muito fraca no local e pensamos que não sairia de lá com vida, porém, a ‘danadinha’ voltou para casa! Nos dias que eu não a visitei no hospital, os médicos perguntaram à família: ‘Quem é Paulo que ela fala tanto?’

Daí, mais duas semanas na casa dela e veio a falecer. Foi bem tratada até os últimos dias: comia pouco, mas aquilo que gostava; tomava banho em cadeira própria; recebia carinho dos vizinhos; tinha uma cuidadora; companhia de dois netos e um bisneto no lar; comia sopa que minha esposa fazia; enfim, demos a assistência que ela merecia – com Jesus Cristo ao lado dela.

Na véspera de sua morte, antes de eu viajar a Pouso Alegre para trabalhar, despedi-me dela, dei-lhe um beijo, fiz o sinal da cruz em sua testa e falei: ‘Fica firme aí que quero ver a senhora quinta-feira, na minha volta’. Ela sussurrou: ‘Vá com Deus. Gosto muito de você, Paulo’.

Adeus, Dona Onofra. Ainda não me acostumei com sua ausência, mas, espero que eu tenha méritos suficientes para encontrá-la no Céu. Assim seja!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 3401 Novembro 2017

DEUS CASTIGA QUEM NÃO PAGA PROMESSAS?

Uma leitora do jornal ‘O São Paulo’, da Arquidiocese de São Paulo, enviou esta pergunta - título deste artigo - ao Pe. Cido Pereira. Eis um trecho da resposta: “Não é necessário fazer promessas, pois, Deus sabe do que precisamos. Quem, porém, quiser fazer promessas, prometa a Deus uma vida de santidade, marcada pelo amor a Ele e ao próximo. E saiba agradecer os sinais de bondade que Deus vai fazendo você experimentar ao longo da vida.”

A leitora achou que a pergunta dela não fora respondida e insistiu: “Afinal, quem não cumpre promessas é castigado ou não?” Eis mais um trecho da resposta do Pe. Cido, na outra edição do jornal: “Se o amor de Deus por nós é tão grande, você acha que Ele iria, logo depois de uma bênção maravilhosa, nos dar um castigo, só porque não cumprimos o que prometemos? Até porque se Deus nos fez experimentar o seu amor, Ele o fez gratuitamente e não pelo que lhe prometemos.”

Correto! Eu também penso assim. A Paternidade Divina não se vinga dos filhos ingratos dessa forma, mas, continua lhes dando oportunidades para a conversão. E se a conversão for definitiva na vida de um cristão, agradará muito mais ao Pai do que o cumprimento de promessas.

Isso não significa dizer que ninguém deva pagar as suas promessas, muito pelo contrário. Todos nós temos o dever de agradecer e louvar a Deus pelas graças recebidas; porém, algumas pessoas, em momentos de desespero, fazem promessas quase impossíveis de serem cumpridas. E daí, o que fazer depois?

Volto, em parte, à explicação do Pe. Cido: acredito que Deus concordaria que substituíssem as promessas difíceis por uma vida de santidade, marcada pelo amor a Ele e ao próximo. Assim, não precisariam mais se preocupar com novas promessas.

Como é bom ter certeza de que a Misericórdia Divina é infinita, não? Imagine se Deus agisse como nós! Dando um exemplo: um cidadão promete ao amigo ser avalista na compra de um imóvel muito cobiçado, mas na hora de fechar o negócio, o tal avalista não comparece no cartório e o seu “amigo” perde a grande oportunidade financeira da vida. Considerando que não houve motivo de força maior para a ausência do avalista no horário combinado, como seria o relacionamento entre ambos a partir dali? Dá para imaginar, não?

Pois bem, com Deus, sempre que ‘furamos’ os compromissos, somos perdoados e ganhamos novas oportunidades para reconciliarmo-nos com Ele no seu amor. Isso só não dura para sempre, porque o nosso tempo neste mundo é limitado. Se Ele cumpre tudo o que nos promete e nós nunca lhe mostramos gratidão, o nosso tempo vai se esgotando e o dia do juízo final chegará.

Quando Jesus curou dez leprosos e só voltou um para agradecer (Lc 17, 11-19), Ele indagou: “Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?” Isso mostra que Deus fica feliz com cada coração agradecido, embora não exija sacrifícios de ninguém.

Recitar e colocar em prática o salmo 39 pode perfeitamente substituir muitas promessas meio inconsequentes: “Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!” Dá pra prometer e cumprir isso?

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 33926 Outubro 2017

O SANTO DIA DE DOMINGO

Muita gente aguarda o domingo para descansar. Longe do trabalho, aproveita para dormir até mais tarde, ler o jornal, assistir televisão, ir ao clube se encontrar com os amigos, comer um pouco melhor e ir à missa.

Se você, caro(a) leitor(a), concorda que essas atividades são praticadas pela sua família aos domingos, ótimo. Parabéns por saberem conciliar o lazer com a obrigação cristã no dia dedicado ao Senhor. Continuem assim que, certamente, não se arrependerão.

Nos finais de semana, ao chegar na igreja, é gratificante ver todo o seu espaço interno tomado pelos filhos de Maria, que buscam a Deus em agradecimento às graças recebidas a cada dia. Quanto mais gente, mais bonita é a missa: o coral canta mais alegre, o hino de louvor ressoa mais alto, a fila da comunhão parece não acabar; enfim, tudo contribui para aumentarmos a nossa fé.

Eu não consigo entender a razão daqueles que ficam fora desse banquete do Pai. Dá para acreditar na falta de tempo? Os programas de televisão, as matérias do jornal, as mensagens no whatsapp e os passeios também são adiados no domingo? Por que então, em alguns casos, só não sobra tempo para se dedicar à religião?

A culpa não é do tempo, muito pelo contrário - geralmente o temos de sobra nos finais de semana. O problema está na fé. Se o nosso amor a Deus fosse correspondido em tudo aquilo que Ele nos abençoa, teríamos tempo para estar com Ele, na sua casa, todos os dias da semana. Só a graça de termos saúde para isso já deveria ser o suficiente. Não é maravilhoso poder caminhar, enxergar, se comunicar, sorrir... chorar?

Ainda pior do que não ir à missa aos domingos e dias santos, é não colaborar para que a família o faça. Quem não tem esse ‘hábito’ de participar da missa, pode acabar convidando outras pessoas para atividades de lazer nos horários que poderiam estar na igreja, desencorajando-as de rezar.

Mas, é preciso ter coragem para participar da Celebração Eucarística? Em muitos casos, infelizmente, sim! Se não pensassem assim, hoje o mundo estaria melhor, porque é na homilia do sacerdote que mais ouço falar de fraternidade, de justiça social, de paz e, principalmente, de salvação eterna.

É por isso que peço a Jesus que continue abençoando todo o seu povo e, cada vez mais, conduzindo-o à sua Igreja, onde maravilhas acontecem - é bênção sobre bênção em cada palavra que Deus coloca em nossos corações.

Por exemplo, veja estas lindas palavras: “O Senhor falou a Moisés, dizendo: ‘Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz! Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei’.” (Nm 6, 22-27). Existem palavras mais santas para abençoarmos os nossos filhos?

Também São Paulo (Gl 4, 4-7) nos coloca que Deus, ao enviar seu Filho ao mundo por meio de Maria, nos concedeu a graça de sermos seus filhos também. Deus assumiu a natureza humana! Foi de carne e osso aqui na terra como qualquer um de nós!

E o Evangelho de São Lucas (2, 16-21) se refere ao encontro dos pastores com Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura. Maria, que deu a vida ao Filho de Deus, ficou maravilhada com o que lhe fora dito a respeito do menino e, até hoje, nossa Mãe continua a nos apresentar a vida divina.

Portanto, feliz de quem ouve esses ensinamentos de Deus e ainda pode se aprofundar na homilia do padre. Esses – posso afirmar sem medo de errar –, começam ou terminam o dia muito abençoados.

Nada deve impedir de assistirmos missa aos domingos, recebermos as bênçãos de Jesus, de Maria, e sermos sempre um canal de graças para toda a nossa família. Até os enfermos podem fazê-lo pela televisão!

Com a graça de Deus, só depende de cada um de nós.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 338Outubro 2017

A SANTA MISSA

O Pe. Robert Degrandis, no livro ‘A cura pela missa’, diz que “o centro da fé católica é o sacrifício da missa. Devemos acreditar que a missa é muito mais do que até hoje imaginamos, porque ela é uma cerimônia de cura: na missa, Cristo transforma as nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais. Se realmente cremos em Jesus presente na hóstia consagrada, obteremos a integridade ao receber seu corpo em nós.”

Muitos outros religiosos enfatizam que as partes da santa missa constituem elementos de uma cerimônia de cura. Santo Agostinho, por exemplo, escreveu sobre as curas que testemunhou em sua igreja, como resultado de as pessoas receberem a Eucaristia.

É maravilhoso ir à casa de Deus e participar da celebração do grande mistério da vida, da morte e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A nossa fé, a nossa oração e o nosso louvor a Deus, nos colocam em estado de graça durante a missa.

Ao chegarmos na igreja, a água benta já se encontra à disposição para nos renovar em nome da Trindade: o Pai que nos criou, o Filho que nos salvou e o Espírito Santo que nos santifica, “porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18, 20).

No decorrer da missa, somos perdoados pela Misericórdia Divina no ato penitencial, louvamos a Trindade Santa no hino de louvor, ouvimos a Palavra de Deus na proclamação do Evangelho, professamos a nossa fé no creio, fazemos os nossos pedidos na oração da comunidade, oferecemos as nossas vidas ao Senhor no ofertório, adoramos a Deus no canto do Santo, presenciamos a transformação do pão e do vinho em corpo e sangue de Jesus na consagração, recitamos a oração perfeita que o próprio Jesus nos ensinou no Pai-nosso e, após o Cordeiro, chegamos à comunhão.

Ao recebermos o corpo santo de Cristo no nosso, vivenciamos o imenso amor e a infinita misericórdia de Deus para conosco ao permitir que, mesmo pecadores, tenhamos a graça de receber a própria pessoa que cura – Jesus, o centro da missa. Principalmente por isso, após a comunhão, devemos rezar ou cantar, dando graças por estarmos sendo muito abençoados naquele momento.

Se não bastassem todas essas maravilhas na missa, sabemos ainda que a Virgem Maria também está presente - nos ouvindo como verdadeira mãe e intercedendo por nós. Por isso é que nós, do ministério de música, cantamos quase que o tempo todo, explodindo de alegria por sermos católicos. Nada substitui a santa missa.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 33712 Outubro 2017

EXPERIMENTAR OU NÃO O AMOR DO PAI

Uma pessoa tem um problema quando: deseja atingir um resultado; tem diante de si duas ou mais linhas de ação capazes de levá-la ao resultado desejado; e tem dúvidas sobre qual é o melhor caminho a seguir.

Se o problema não for bem definido ou conduzido, fica ainda mais difícil acertar na solução.

Partindo para um exemplo:

“Era uma vez, um sujeito que não dormia de preocupação devido a um grande pecado que o atormentava. Passava noites se remoendo, com dor na consciência, sem conseguir se desculpar. Certo dia, resolveu procurar um padre e contar a ele o seu problema. Acabou se confessando, foi perdoado pela Misericórdia do Pai e conseguiu viver em paz, perseverando na fé.”

Repare que ele mudou de linha de ação para resolver o problema; antes, preocupava-se em se desculpar; depois, resolveu experimentar o Amor de Deus e não mais pecar. Portanto, como mencionado no primeiro parágrafo, o passo inicial ao se analisar um problema é o resultado que se deseja atingir. E foi olhando para o futuro que o personagem do citado exemplo resolveu o seu problema.

Que bom se todo cristão se conscientizasse que é um filho amado de Deus e n’Ele confiasse para alcançar os melhores resultados nos seus problemas! Nunca existiriam dúvidas sobre qual o caminho a seguir; mas, infelizmente, muitos não buscam a Deus por amor e, quando o fazem, já estão sofrendo na dor.

Para aquele que caminha nas estradas de Jesus e é protegido por Maria Santíssima, parece tão simples usar do seu poder de decisão pessoal - dom que o próprio Pai lhe concedeu - para aceitar o Amor de Deus e se entregar à Sua vontade! Por que assim também não agem muitos de nossos irmãos em Cristo? Até quando irão insistir em critérios de decisão baseados em riscos, sem oração?

Você não quer atingir um resultado maravilhoso em sua vida durante um encontro pessoal com Jesus? Os responsáveis em revigorar a sua fé e a sua identidade no Amor de Deus são os agentes de pastorais de sua Comunidade. Olhe, então, para o futuro e comece agora a rezar. Peça ao Espírito Santo que aja na sua decisão de se aproximar de grupos católicos e, principalmente, agradeça a Ele por mais essa oportunidade de experimentar o Amor Divino em sua vida.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 336 - Outubro 2017

O TERÇO

A oração diária do Santo Rosário é um dos cinco pedidos que Nossa Senhora nos faz em suas mensagens de Mediugórie para a salvação do mundo. Não devemos nos esquecer que o Terço tem sido - e sempre será - uma “poderosa arma” do cristão contra as forças do mal aqui na terra.

Quanto podemos aprender com Maria! Muitos, nos sofrimentos e provações, se revoltam contra Deus e até O abandonam, afastando-se d’Ele e da Sua Igreja. Se seguissem o exemplo da Mãe celeste - na aceitação da vontade de Deus em sua vida -, teriam a certeza de que o Senhor nos ama e de que através do sofrimento podemos crescer na fé, pois, de todo mal aparente, Deus tira um bem maior.

Ao oitavo dia do nascimento de Jesus, Maria O leva para ser circuncidado e, após se completarem os dias de purificação, como todo primogênito de Israel, se dirige ao Templo para consagrá-Lo ao Senhor. Assim, Maria nos ensina que a primeira preocupação e atitude dos pais deve ser a de iniciar os filhos na fé, através do Sacramento do Batismo.

São Lucas nos relata, na visita dos pastores a Jesus recém-nascido, que, eufóricos, revelam a José e a Maria tudo o que ouviram dos anjos, e adoram o Menino-Deus. O texto diz que “Maria meditava estas palavras em seu coração”. Certamente, a Virgem Maria compreendeu que Deus lhe falava através daqueles simples pastores que seu filho era o Salvador esperado por Israel. E, mais uma vez, nossa Mãe Santíssima vem nos ensinar a refletir em todos os fatos e acontecimentos de nossa vida. Isso é preciso, porque Deus nos fala através de fatos e de pessoas para que, com a simplicidade e a humildade de Maria, possamos ter o coração alimentado em nossa caminhada rumo à Casa do Pai.

Se olhamos para Jesus e imaginamos o Seu sofrimento e a Sua agonia na Cruz, podemos também olhar para Maria e tentar imaginar a dor que Ela sentiu naqueles momentos. Mas, diante dessa cena, a postura de Maria muito nos ensina. Diz São João que ela “estava de pé” junto à Cruz e isso significa que, mesmo na maior dor, Ela não estava em desespero, em revolta. Mais uma vez, estava entregue nas mãos de Deus, aceitando Sua vontade até finalmente ouvir: “Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito”.

Vamos, portanto, neste tempo de tantas injustiças com os filhos de Deus, olhar para Maria e examinar a nossa postura diante do sofrimento e das tribulações. Se Ela nos pede que rezemos o Santo Terço diariamente, ainda muito pouco se compararmos com as bênçãos que todos os dias recebemos em nossas vidas, vamos logo atender a este pedido da Mãe com o nosso generoso “sim”.

Como diz Roberto Carlos na sua composição ‘O Terço’: “Com o Terço na mão peço a vós, minha Virgem Maria: minha prece levai a Jesus, Santa Mãe que nos guia...”.

Sou apaixonado por ela!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 33529 Setembro 2017

CAMINHOS PARA ENTRAR NA VIDA ETERNA

Hoje, vou refletir um pouco sobre a salvação.

São João Crisóstomo, Doutor da Igreja, bispo de Antioquia e de Constantinopla no século IV, escreveu sobre os caminhos da conversão que conduzem ao Céu. O primeiro é a condenação das nossas faltas. Condenando os pecados cometidos, o Senhor sempre nos atenderá; e disse o santo: “Aquele que condena as suas faltas, tem a vantagem de recear tornar a cair nelas”.

O segundo caminho é dominar a nossa cólera para perdoar as ofensas dos nossos companheiros, porque é assim que obteremos o perdão do Mestre. “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste perdoará a vós” (Mt 6, 14).

O terceiro caminho da conversão é a oração fervorosa e perseverante do fundo do coração. O quarto é a esmola – ela tem uma força considerável e indizível. Em seguida, a humildade não é meio inferior para destruir os pecados pela raiz. Temos como prova disso o publicano que não podia proclamar as suas boas ações, mas que as substituiu pela oferta da sua humildade e entregou o pesado fardo das suas faltas (Lc 18, 9).

Portanto, segundo João Crisóstomo, estes são os cinco caminhos de conversão: condenação das faltas, perdão das ofensas, oração, caridade e humildade. E completou-os, dizendo: “Não fiques inativo, mas, em cada dia, utiliza estes caminhos. São fáceis e não podes usar a tua miséria como desculpa”.

Com certeza, ele se inspirou na Bíblia para dar esses conselhos. E para testemunhar o valor do santo Livro, eis as palavras do padre vicentino Lucas de Almeida:

“A Sagrada Escritura é realmente sagrada. Seu autor é o próprio Deus, que se serviu de autores humanos, que respeitou neles os seus variados estilos e variados graus de cultura. É uma coleção de pequenos livros, mas infinitos no valor: 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo. É o livro mais lido do mundo, o mais estudado e o que mais ricas lições têm para todos os homens – mesmo os que não pertencem à Igreja de Cristo nem ao povo judeu.

Até como valor literário, distribuído na beleza do Evangelho, na riqueza da oração dos Salmos, na profundidade dos ensinamentos dos Profetas, na doutrina dos sábios que escreveram os Livros Sapienciais, a Bíblia é simplesmente maravilhosa. O mais belo livro do mundo!

A Bíblia é Deus caminhando com a gente. Desde aqueles capítulos iniciais do Gênesis, que são na Bíblia uma espécie de pré-história – sem as características do rigor histórico e mais como meditação sobre a ação de Deus na criação do mundo – até o canto final do Apocalipse, cheio de mistério e de santidade, vamos acompanhando a ação de Deus a guiar o homem pelos caminhos da verdade e da justiça.

A começar de Abraão, lemos a maravilhosa história dos patriarcas, com os quais Deus fez sua primeira aliança, multiplicando-lhe a descendência como as estrelas do céu e como as areias do mar. Depois da escravidão do Egito, veio Moisés, com toda a maravilha do êxodo e da formação do Povo de Deus ao deserto, com a promulgação do Decálogo e a Aliança do Sinai.

Depois vieram os Juízes, os Reis, a divisão das doze tribos em dois reinos – Judá e Israel –, o exílio da Babilônia, a volta, a era dos Macabeus, até se chegar ao Novo Testamento.  Em todo esse tempo, Deus está com seu povo. Admoestando-o e instruindo-o pelos profetas, suportando e perdoando sua prevaricação e levando-o sempre a uma nova esperança.

Com a chegada de Cristo, chegou o Evangelho e a Igreja. Dentro dela nasceram os livros do Novo Testamento. E aí está a Bíblia. Aberta generosamente na estante da história, ela continua a ser o caminho de Deus conosco, útil para instruir, refutar, corrigir, educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para todas as boas obras, como escreveu São Paulo a seu discípulo Timóteo (2Tm 4, 16).”

Pois é, mesmo que o Pe. Lucas passasse toda a sua vida explicando, não conseguiria retratar as maravilhas do Livro Sagrado. É tão magnífico que nele constatamos que quanto mais cometemos pecados, mais somos amados e temos a atenção de Deus. Ele se comunica conosco e nos chama à conversão.

E para correspondermos a esse Amor gratuito, devemos cumprir os nossos deveres cristãos, participando: da Eucaristia, da Confissão Sacramental e das práticas de piedade com os nossos irmãos. Tudo isso faz com que a tibieza não penetre em nosso coração e tome conta da nossa alma.

No livro ‘O Monge e o Executivo’, há esta bela lição: “o amor é o que o amor faz”. Lembre-se sempre disso e caminhe com passos firmes para a vida eterna.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Mensagem da Semana - Nº 334 - 22 Setembro 2017

PROVIDÊNCIAS DE DEUS

“Assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé, sem as obras, é morta”, disse São Tiago inspirado pelo Espírito Santo. E completou: “De que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática? A fé seria então capaz de salvá-lo? Imaginai que um irmão ou uma irmã não tem o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; se então alguém de vós lhes disser: ‘Ide em paz, aquecei-vos’, e ‘Comei à vontade’, sem lhes dar o necessário para o corpo, que adiantará isso?”.

A caridade só pode ser praticada com amor no coração. Melhor ainda seria se grupos se unissem para ajudar o próximo, como acontece em Pastorais e Movimentos da nossa Igreja, mas, infelizmente, nem todos pensam assim. Uns dizem que lhes falta tempo, outros, que lhes falta fé, e o tempo vai passando.

O ser humano é tão complicado que, mesmo envolvido no mesmo ideal de um grupo, consegue desmotivar alguns bons parceiros. Se ao menos procurasse se orientar por ensinamentos bíblicos, saberia o que fazer. Veja, por exemplo, o que o grande santo Tiago ensina:

“Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más. Por outra parte, a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento. O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz.”

Eu costumo dizer que devemos aproveitar os chamados que vêm do Céu para servirmos a Deus, mas, nem sempre abrimos o coração e nos colocamos à disposição do Senhor. Porém, como Ele nos ama infinitamente, surgem novas oportunidades, como nesta linda história:

Um empresário muito rico estava viajando a negócios e, quando foi pagar a conta do hotel, não quiseram liberá-lo porque deram falta do controle remoto da televisão do quarto. Ele ficou furioso e começou a revirar toda a mobília tentando encontrar o objeto.

Somente ao retirar o colchão da cama, localizou o que procurava e, para não passar em branco a humilhação que julgou ter passado, insistiu com o gerente na demissão da camareira que vistoriou o apartamento. Ela implorou que não apresentasse a queixa porque tinha filhos pequenos e não poderia ficar sem aquele emprego, mas, ele não a perdoou.

Ao sair apressado para o aeroporto, esbarrou na barraca de uma senhora que vendia frutas e espalhou toda a mercadoria pelo chão. As maçãs começaram a rolar ladeira abaixo e, mais uma vez, ele se enfureceu:

- Que absurdo! Aqui não é lugar de vender isto!

Em seguida, percebeu que a pobre senhora, mesmo agachada, não conseguia localizar suas frutas porque era cega. Naquele momento, Deus tocou o duro coração daquele homem e o fez amolecer. O sentimento de compaixão apoderou-se dele e, imediatamente, colocou sua bagagem no chão para ajudar a recolher a mercadoria que derrubou.

Após pagar pelas maçãs perdidas e estragadas, desculpou-se e se dirigiu ao aeroporto. O trânsito o fez atrasar ainda mais e acabou perdendo o embarque.

Andando pelas lojas do lugar até resolver o que faria, viu um menino apertando uma boneca contra o peito. Aquilo lhe chamou a atenção e ficou olhando até ouvi-lo conversar com uma mulher idosa:

- Vó, não posso mesmo levar esta boneca?

- Não, querido. Coloque-a de volta na prateleira porque já estamos indo embora.

O empresário, então, se aproximou e disse baixinho ao menino:

- Por que quer comprar a boneca?

- Quero que a minha mãe a leve à minha irmã que está no Céu.

- Mas, como ela irá fazer isso?

- Papai disse que a minha mãe vai se encontrar com ela. Eu também queria dar uma rosa branca pra mamãe, mas não tenho dinheiro!

- E onde está sua mãe agora?

- No hospital. Eu estou indo lá com a vovó dar adeus a ela.

Mais uma vez, aquele senhor bem vestido sentiu profunda compaixão e comprou os presentes que o jovenzinho queria. Depois, voltou para o mesmo hotel que havia se hospedado, onde aguardaria o voo do dia seguinte. Com as provações que passou, ele já se sentia outro homem.

A primeira coisa que fez foi retirar a queixa contra a funcionária. Depois, entrou no apartamento e chorou copiosamente. Ligou à esposa e justificou seu atraso. Também pediu desculpas pela vida vazia que levavam e prometeu fazê-la feliz. Conversou ainda longamente com cada um dos filhos e reconheceu ter sido um pai muito ausente em casa.

Quando amanheceu, de malas prontas para partir, encontrou a mesma camareira no corredor e ouviu dela:

- Deus lhe pague por ter voltado atrás na queixa que fizera a mim. Vou rezar pela sua família e a Virgem de Nazaré irá sempre abençoá-la.

Já no avião, ele abriu o jornal do dia e viu a foto do velório de uma mulher que havia levado um tiro durante um assalto. Ao lado dela, no caixão, estavam uma boneca e uma rosa branca.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 333 - 15 Setembro 2017

Além do horizonte

Um bom homem, chegando ao Céu, disse a São Pedro que precisava fazer uma reclamação a Deus-Pai. Foi então recebido pelo Todo-poderoso e começou assim sua colocação:

- Querido Deus, tudo o que criou é perfeito, porém, há uma coisa que não serve para nada!

Curioso com aquela afirmação e impressionado com a coragem do homem, o Pai indagou:

- Mas, por que está dizendo isso? O que foi que fiz que não lhe agradou?

- Não vejo nenhum sentido no ‘horizonte’! Olho para frente e lá está ele muito distante; então, caminho em sua direção e não consigo me aproximar. Quanto mais ando, mais distante ele parece estar! Passei grande parte da minha vida tentando conhecer o horizonte e nada! Se ninguém nunca chega até ele, por que o criou?

E Deus, na sua infinita sabedoria, pacientemente explicou:

- Meu filho, o horizonte serve para que a humanidade nunca deixe de caminhar. É caminhando que as esperanças se renovam; é caminhando que as pessoas se ajudam; é caminhando que todos buscam a felicidade; enfim, é caminhando que se vive!

- Puxa, eu não havia pensado nisso! E também foi caminhando que eu cheguei aqui no Paraíso, porque, no cansaço, eu rezava e pedia a sua proteção, meu Pai.

- E quando você caiu, eu o carreguei no colo para que não deixasse de caminhar.

Lindo isso, não? Eu gostei dessa história principalmente porque retrata a realidade. É olhando para frente que nos libertamos dos erros do passado e é olhando para o horizonte que percebemos que a nossa caminhada não tem limites. As barreiras que encontramos são muitas, mas, Deus nos mostra muitas alternativas para seguirmos em frente.

E só quando estamos na direção certa, o horizonte começa a se aproximar, porque ele se confunde com o Céu e lá todos podem chegar. Sabendo disso, eu olho para o horizonte e vejo letreiros luminosos com as palavras: fé, esperança e caridade. São os dons teologais que recebemos no Batismo e nos ajudam a caminhar com dignidade cristã.

Não é através da fé que as esperanças se renovam e a caridade tem sentido? Ou será que é tendo esperança que crescemos na fé e praticamos a caridade? Talvez, fazendo mais caridade, alimentamos a fé e teremos esperança num mundo melhor! Bem, não importa a ordem, o importante é caminharmos com os três dons em direção ao horizonte.

E se o horizonte não é tão fácil de compreender, o que haverá além do horizonte? Esta outra história nos ajudará na reflexão:

Num lindo parque florido, um garoto parou ofegante na frente de um senhor idoso sentado confortavelmente no banco e, cheio de alegria, falou:

- Veja o que encontrei!

Na sua mão estava uma flor com as pétalas caídas. Querendo ficar livre do menino, o velho apenas sorriu e voltou a ler seu jornal. O garoto, porém, insistiu:

- Veja como é linda! Agora ela é toda sua, pode pegar!

Novamente olhando para aquela flor morrendo, o senhor pensou ser uma brincadeira de mau gosto, mas, para ter sossego, estendeu a mão esperando que o menino se aproximasse. Foi quando percebeu que o garotinho era cego! Então, teve certeza que aquela era a flor mais linda daquele lugar e a pegou com as duas mãos. Em seguida, emocionado, o velho abraçou o menino e exclamou:

- Muito obrigado, meu rapaz!

- De nada - respondeu o menino, e voltou a brincar ali por perto.

Naquele momento, o idoso senhor projetou na sua mente o filme da sua vida e viu em quantos momentos ele foi cego. Levou aquela feia flor ao nariz, sentiu o quanto seu perfume lhe aliviava a alma e, chorando, agradeceu a Deus pela beleza da vida.

Com certeza, ele passou a enxergar além do horizonte e viu muitas pessoas clamando por socorro. Ficou incomodado com seu passado, onde passou a maior parte do tempo indiferente ao amor ao próximo. Precisou Deus se revelar naquele menino para ele perceber que tinha uma grande missão: deixar de ser cego para o mundo e transformar os corações de outras pessoas. Olhando para além do horizonte, passou a enxergar os pobres ao seu redor!

Pois é, a primeira reação da pessoa incomodada é querer se ver livre de todos que não lhe são agradáveis. Nessas horas, é preciso lembrar o exemplo de Jesus, no capítulo 7 de Marcos:

“Trouxeram-lhe um surdo tartamudo e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre ele. Afastando-se da multidão, Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e fez saliva com que lhe tocou a língua. Erguendo depois os olhos ao céu, suspirou dizendo: ‘Effathá’, que quer dizer ‘abre-te’. Logo os ouvidos se lhe abriram, soltou-se a prisão da língua e falava corretamente. Jesus mandou-lhes que a ninguém revelassem o sucedido; mas, quanto mais lhes recomendava, mais eles o apregoavam. No auge do assombro, diziam: ‘Faz tudo bem feito: faz ouvir os surdos e falar os mudos’.”

Portanto, lembre-se: você encontrará a resposta para todos os seus problemas com amor no coração e olhando além do horizonte!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 332 – 4 Setembro 2017

RECORDAÇÕES DA INFÂNCIA

As lembranças de fatos que marcaram os primeiros anos podem exercer poderosa influência na formação do nosso caráter, balizando muitas ações por toda a vida. Isso foi o que aconteceu com Norman, cuja história foi publicada na Revista Seleções.

Contou ele que, quando sua esposa ficou gravemente doente, perguntou a si mesmo como poderia arcar com as dificuldades emocionais e cuidar dela. Numa noite, quando suas forças ameaçavam a abandoná-lo, veio-lhe à mente um episódio há muito esquecido.

Lembrou-se de quando tinha uns dez anos de idade e sua mãe estava muito mal. Levantou-se no meio da noite para beber água e, ao passar pelo quarto dos pais, observou a luz acesa e entrou. Viu que seu pai estava lá, de roupão, sentado numa cadeira ao lado da cama da mãe, apenas olhando-a.

– O que aconteceu, papai? Por que você não está dormindo? – perguntou Norman.

– Não aconteceu nada, filho. Estou apenas velando por ela.

Norman diz que não sabe explicar como, mas, a lembrança daquela cena antiga lhe deu forças para retomar a própria cruz. Contou também como recordou do episódio que marcou seu filho, Jim, de quinze anos de idade. Diz ele que, num dia claro de primavera, quando ambos pintavam a grade da varanda, perguntou ao filho do que ele se lembrava mais claramente. Jim respondeu sem hesitar:

– Da noite em que íamos de carro para algum lugar, somente nós numa estrada escura, e você parou e me ajudou a pegar vaga-lumes.

Norman se recordou que isso acontecera quando Jim tinha apenas cinco anos. Haviam parado para limpar o para-brisa e foram cercados por uma nuvem de insetos. Lembrou-se de que tinha um vidro no porta malas e que ajudou o menino a colocar dentro dele muitos vaga-lumes, para depois destampar o vidro e deixá-los voarem um a um, enquanto ia falando ao filho da misteriosa luz fria que aqueles insetos levam no corpo.

Daquele dia em diante, Norman passou a pedir aos amigos que pensassem na infância e lhe contassem o que lembravam com maior nitidez. Um deles, filho de um diretor de empresa que passava muito tempo longe da família, falou da cena de que se lembrava nitidamente:

– É do dia do piquenique anual do colégio, quando meu pai, normalmente muito distinto, se apresentou em mangas de camisa, sentou-se comigo na grama, comeu o almoço frio e depois deu o chute mais forte no nosso jogo de bola. Descobri, depois, que ele tinha adiado uma viagem de negócios à Europa para ficar comigo.

Como Norman, seu filho e seu amigo, todos temos algo para recordar ou para deixar marcado na alma dos nossos filhos. Os pais podem, por seus atos ou palavras, comunicar emoções e lindas experiências aos filhos. Podemos deixar-lhes lembranças de coragem, e não de medo; de força, e não de fraqueza; de gosto pela oração, e não apenas de interesse pelas coisas do mundo; de caridade, e não de filantropia somente.

É precisamente nessas recordações que se enraízam as reações e os sentimentos que caracterizam toda a atitude da pessoa com relação à vida. E aquilo que para o adulto possa parecer uma palavra ou um ato banal é, para a criança, muitas vezes, o núcleo de uma lembrança importante sobre a qual ela vai se apegar para construir alguma coisa importante.

Assim, se você é pai ou mãe, procure encontrar tempo e entusiasmo extras para executar um projeto pequenino e aparentemente insignificante, mas, que será muito significativo para seu filho. Um dia, ele certamente se lembrará que você rezava um terço pela família, ou lia textos bíblicos para buscar caminhos seguros a seguir, ou participava de missas nos finais de semana, ou tinha compromissos com os irmãos necessitados, enfim, ele irá se lembrar que Deus habitava no seu coração.

Eu recordo claramente que meu pai se ajoelhava todos os dias para rezar antes de dormir, lembro-me perfeitamente da sua pontualidade em pagar as contas e, principalmente, dele chorando no quarto do hospital quando me viu tendo alta após muito tempo de internação. De minha mãe, guardo na memória seu compromisso em nos ensinar orações e, também, ela repassando as lições de escola comigo e com minha irmã.

Graças a Deus, coisas ruins eu não tenho muito a contar, porque tive a bênção de ter pais maravilhosos. Hoje, reconheço como isso foi importante na minha formação moral e religiosa, e procuro repassar o mesmo aos meus filhos.

E você, o que se recorda dos seus pais? E com os filhos, ainda dá tempo de influenciar positivamente no futuro deles? Ter coragem para mostrar o poder da oração e doar amor ao próximo, não custa nada, concorda? Quando estamos bem intencionados, Deus sempre ajuda!

Apesar de eu não deixar grandes virtudes de santidade para serem lembradas, espero que meus queridos filhos nunca se esqueçam que entreguei minha vida nas mãos de Nossa Senhora. Ela muito me abençoou a atendeu a todos os meus pedidos. Devo à sua intercessão a paz que desfrutei em família e a fé que guardei no coração. Um dia, quando eles se recordarem disso, espero estar junto da minha querida Mãezinha no Céu.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 331 - 31 Agosto 2017

Dicas para a NOITE

Muita gente cai em tentações pecaminosas devido se exceder no carnaval. Depois, aqueles que se arrependem se confessam e até se livram do inferno, mas, o tempo de purgatório aumenta um pouco mais. O pior acontece com pessoas que não levam a sério a religião e acabam entregando as almas para o diabo!

Pode parecer muito forte dizer isso, porém, como negar que os pecados mortais sem sincero arrependimento nos impedem de entrar no Céu? Nosso trabalho de evangelização nos impulsiona a prestar esse tipo de orientação, principalmente quando grande parte da população se prepara para se ‘divertir nas ruas’.

E adaptando uma reflexão que recebi pela internet, vou relacionar alguns conselhos que podemos aprender com a Arca de Noé:

1. Não perca o embarque da salvação - investigue quem é o condutor.

2. Considere que estamos todos no mesmo barco - um pode ajudar o outro.

3. Planeje o futuro - não estava chovendo quando Noé construiu a Arca.

4. Mantenha-se em forma - aos 60 anos, alguém também pode lhe pedir para construir algo grande.

5. Não dê ouvido aos críticos - faça o bom trabalho que precisa ser feito.

6. Edifique sua obra em terreno alto - mais próxima possível do Céu.

7. Por segurança, viaje em pares - você pode precisar de alguém que lhe conheça melhor.

8. Não atinja alta velocidade - os caramujos estavam a bordo com os leopardos.

9. Quando estiver estressado, flutue por um tempo - o mundo não acabará hoje.

10. Não tema a tempestade se você está com Deus - há sempre um arco-íris o esperando.

11. Jamais se desespere nas aflições - das nuvens mais negras, cai água límpida e fecunda.

12. Lembre-se: a Arca foi construída por amadores; o Titanic, por profissionais.

Concluindo, apenas mais dois conselhos para curtir a noite com sabedoria cristã: ‘Reze antes de sair de casa’ e ‘Zele pelo seu corpo - imagem e semelhança de Deus’.

Faça isso e, com certeza, não deixará de se divertir e nem se arrependerá ao som das músicas, também nos carnavais da vida: ‘Um pierrô apaixonado, que vivia só cantando, por causa de uma colombina acabou chorando, acabou chorando’.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 33026 Agosto 2017

AGRADECIMENTOS A CADA DIA

Agradeço sempre a Deus pela vida abençoada que tenho. Quando surgem oportunidades, gosto de contar esta história a amigos:

“Existiu na Babilônia um modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Um dia, um velho mercador da Fenícia parou na porta de sua humilde casa vendendo uma variedade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu uma espécie de livro com caracteres desconhecidos.

Era uma preciosidade aquele livro e custava apenas três dinares! O alfaiate o comprou e logo tratou de examinar o bem que havia adquirido. Qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: ‘O segredo do tesouro de Bresa’!

Enedim recordava vagamente já ter ouvido qualquer referência a ele, mas, não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante, decifrou: ‘O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, lá ainda está até que algum homem esforçado venha encontrá-lo’.

Muito interessado, o tecelão dispôs-se a decifrar todo o livro e apoderar-se do fabuloso tesouro. As primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus.

Em função disso, ao final de três anos, ele deixou a profissão de alfaiate e foi ser o intérprete do rei, pois, não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros. Passou, então, a ganhar muito mais e a viver numa confortável casa.

Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os especialistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das operações aritméticas. E graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates.

Ainda por força da tradução do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.

Passou a viver num suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais poderosos do mundo. E também graças ao seu trabalho e ao seu estudo, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo. No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter relido todas as páginas do livro.

Certa vez, teve a oportunidade de questionar um sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu: ‘O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois, graças ao livro, você adquiriu grande sabedoria, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa saber e Harbatol quer dizer trabalho’.”

Pois é, com trabalho honesto, o homem pode conquistar tesouros maravilhosos. E o maior tesouro é a sabedoria que qualquer ser humano alcança por meio do amor, da humildade e da oração. Lembro ainda destas palavras de São Bento: “Nada deve ser preferido ao serviço de Deus”. Eu também penso assim e procuro não desprezar os chamados que vêm do Céu.

E como exemplo do espírito que devemos trabalhar nas pastorais católicas, eu cito a sabedoria do terceiro operário desta história:

“Em certa cidade, estava sendo construída uma bela catedral feita de pedras. Centenas de operários moviam-se por todos os lados e, um dia, passou por ali um ilustre visitante, que foi convidado pelas autoridades para ver a obra.

Ele observou como aqueles trabalhadores passavam carregando pesadas pedras e resolveu entrevistar três deles. A pergunta foi a mesma, mas as respostas foram bem diferentes.

Falou ao primeiro: – Moço, o que você está fazendo?

– Carregando pedras!

E perguntou ao segundo: – Amigo, o que é que você faz?

– Defendo meu pão de cada dia.

Finalmente, perguntou ao terceiro: – E você, o que é que está fazendo?

– Estou construindo uma catedral, onde muitos louvarão a Deus e meus filhos aprenderão o caminho do Céu.”

O interessante é que faziam a mesma coisa, mas a maneira de pensar era completamente diferente. No serviço a Deus também é assim: o chamado pode ser o mesmo para todos, mas, a maneira de atender é diferente – dependendo da fé e do interesse de cada um. Existem aqueles que se acomodam enquanto outros carregam as mais pesadas pedras – em perfeita comunhão com os irmãos que sofrem.

Refletindo sobre as bênçãos que recebo a cada dia, faço minhas as palavras de Madre Teresa de Calcutá: “Deus não me chamou para ser um sucesso, mas, para ser fiel”. Hoje sei que ser discípulo é praticar a arte de agradar Jesus Cristo.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 329 - 18 Agosto 2017

TENTAÇÕES PARA MATAR A ALMA

Da morte de Jesus até os Evangelhos escritos, muito tempo se passou. Iluminados pelo Espírito Santo, os evangelistas descreveram fatos baseados em documentos que reproduziram histórias daqueles que viveram com Cristo. As Escrituras Sagradas, portanto, não contam tudo o que aconteceu, mas, servem para confirmar a nossa fé nos ensinamentos mais importantes da Lei de Deus.

Contudo, procurando ‘completar’ as informações do passado, muita gente se aventura a escrever o que lhe vem à cabeça, como se fosse possível contradizer a Bíblia por vontade própria e sem a ajuda do Pai. Mas, como a Rede Globo produz e divulga muita coisa que não presta, colocaram no Fantástico alguém dizendo que Jesus teve irmãos e outras besteiras mais.

Mesmo com todas as religiões cristãs sérias afirmando o contrário, há centenas de anos – após estudarem exaustivamente a vida do Filho de Deus –, um ‘pesquisador’ fez algumas viagens à terra santa e disse que descobriu a verdade! Só rindo, não é mesmo?

Passatempo muito melhor que esse foi ler um livro que me emprestaram: As Testemunhas da Paixão, de Giovanni Papini. Serviu para refletir um pouco mais a respeito da força do mal no mundo. A história começa lembrando que Jesus foi tentado e resistiu, mas, na mesma época, Judas cedeu.

Embora não querendo provar nada por ter sido escrito como lenda, o livro narra como o apóstolo de Cristo foi convencido por Satanás a trair o Mestre. Eis alguns argumentos que o diabo usou:

1 – A prisão de Jesus provocará uma revolta, que fará de ti e dos teus os chefes da cidade. E quando a plebe se rebelar e o libertar, ele será proclamado Messias e Rei!

2 – Se ele é Deus, mesmo preso, será imortal e ninguém poderá atingi-lo. Se morrer, é porque não é Deus e você não terá traído aquele que o teria criado. Faça isso por amor a ele!

3 – Peça a Caifás apenas 30 moedas de prata e não mais – este é o preço justo por um escravo. Mostre a ele que você está entregando um rei pelo preço de um servo!

4 – E para não desobedecer teu mestre, ele próprio lhe dirá a hora de entregá-lo. Falará assim na presença dos outros: ‘Vai e faz depressa o que deves fazer’.

5 – Tens coragem e estarei contigo até o fim.

Repito que tudo isso é lenda, mas, coisas desse tipo podem ter passado pela cabeça de Judas Iscariotes, não é mesmo? Quando caímos em tentação, não nos apegamos a ‘bons argumentos’ naquele momento? Somente o firme propósito de manter a dignidade cristã e honrar a nossa família pode nos livrar dos pecados mortais.

E, no mesmo livro que citei, o autor conta que, após a morte de Jesus, sabendo que João e Pedro pregavam em seu nome, Caifás os deteve e tentou convencê-los a desistir da missão, justificando a crucificação do Mestre:

– Eu tinha obrigação de proteger a Lei de Deus e Jesus veio mudá-la! Além do mais, ele respeitava César, que oprimia o povo, e ao invés de se juntar a mim que represento a fé, preferiu ficar com a plebe. Disse que iria destruir o Templo do qual sou o chefe! E se sou homem e ele era Deus, como explicam eu ter conseguido levá-lo à morte?

E continuou:

– Se foi ele mesmo que disse que veio para morrer, eu apenas o obedeci de bom grado! Não disse ainda que será salvo quem obedecer a vontade do Pai e, também, que perdoava os seus matadores? Então, estou perdoado por eles, concordam? Peço que deixemos o passado e ordeno que parem de pregar falando em nome de Jesus Cristo.

Foi quando Pedro se levantou furioso e gritou com o sumo sacerdote:

– Para trás, Satanás! Para trás! Queres tentar os servos como tentaste o teu Senhor? Jesus foi vendido por um traidor, mas, nós não estamos à venda. Podes nos matar, mas não poderás, com todo o teu ouro, comprar nossa fé no Messias crucificado. Cristo era verdadeiro Deus e tu não és senão um mal-aventurado filho de Satã.

Pois é, este apóstolo não se deixou levar pela tentação e preservou seu espírito puro. Como disse Confúcio: “Há homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”.

Ninguém se torna amigo fiel ou traidor de Cristo de uma hora para a outra. A queda de Judas representa para nós uma permanente reflexão: ‘Como pode um homem que tinha todas as condições para ser fiel até o fim, escolhido e preparado por Deus para realizar uma grande missão, ter caído tão fundo? E por que não se redimiu em tempo de salvar sua alma?’.

Um dia, o professor Plínio Corrêa de Oliveira fez esta colocação: “Se o traidor, após toda sua ignomínia, tivesse procurado Nossa Senhora para sinceramente pedir perdão, ele o teria obtido por meio dela. São Pedro, pelo contrário, pediu perdão até o fim de seus dias por ter negado Jesus três vezes e, por isso, tornou-se um grande santo. Mas exatamente o que Judas não quis foi humilhar-se e pedir perdão”.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 32811 Agosto 2017

A RECEITA DE COCA-COLA

Dona Maria, uma senhora humilde, ia passando pelo centro da cidade em que morava quando viu a seguinte faixa na fachada de uma casa: ‘Escola de Culinária – Ensinamos fazer Coca-Cola’. Parou por um instante e pensou o quanto seus filhos gostavam daquele refrigerante e na economia que faria se aprendesse a receita. Então, entrou no recinto e matriculou-se para o curso.

Chegando em casa, anunciou à família que não mais precisariam comprar garrafas e latinhas de coca porque logo iria produzir bastante para o consumo. Os vizinhos souberam da novidade e ficaram na expectativa de ganharem alguns litros de vez em quando. E, falando com um parente por telefone, dona Maria também se animou com a ideia de fabricar o refrigerante para vender no bairro.

O curso de culinária começou na segunda-feira de manhã. Após a primeira aula, a senhora voltou para casa e viu a mesa arrumada para o almoço com muitos copos sobre ela. Seu filho mais novo perguntou:

– Mãe, vai fazer coca pra gente?

– Não, querido, hoje nós só aprendemos ‘higiene na cozinha’, mas, logo teremos aulas sobre receitas de refrigerantes.

Mais alguns dias se passaram e dona Maria foi ficando sem graça por ter que dizer à família que ainda não sabia fazer Coca-Cola! E, após a penúltima aula, voltou pra casa confiante:

– Olha, amanhã vou aprender a receita que vocês adoram!

Bem, aconteceu que, no dia seguinte, quando os alunos chegaram para a última aula, a casa alugada que servia de ‘escola’ estava fechada e ninguém nunca mais soube dos professores. Foi outro golpe aplicado na praça, aproveitando da inocência de pessoas de bem.

O dinheiro que dona Maria pagou aos impostores daria para ter comprado dezenas de litros de Coca-Cola para os filhos. E o tempo que ela perdeu, quanto vale? Mas, o pior foi consolar seu filho caçula. Ele chorou muito ao escutar a mãe falando da tristeza que as amigas do curso ficaram. Para consolá-lo, ela contou esta história:

Lá no fundo do oceano, uma ostra abriu bem a sua concha para deixar a água passar e extrair o alimento que precisava. De repente, um peixe grande levantou uma nuvem de areia com um movimento do rabo. Rapidamente a ostra se fechou, mas, um grãozinho duro se alojou no seu interior.

Puxa, como aquele grãozinho de areia a incomodava! Mas, as glândulas especiais que Deus lhe havia dado para revestir o interior de sua concha começaram a produzir uma substância brilhante para cobrir o grão de areia irritante. A cada ano que passava, a ostra acrescentava mais camadas sobre o grãozinho, até que produziu uma pérola reluzente e de grande valor.

E dona Maria completou:

Às vezes, meu filho, os problemas que temos se assemelham um pouco a esse grãozinho de areia. Eles nos chateiam e nos perguntamos: por que será que temos que passar por esse incômodo? Mas, se permitirmos, Deus começa a transformar os nossos problemas e fraquezas em algo muito precioso!

É nas dificuldades que nos aproximamos mais do Senhor, rezamos com maior fervor, ficamos mais humildes e capacitados para enfrentar os problemas. Como bênçãos disfarçadas, o Senhor pega esses grãozinhos ásperos de areia na nossa vida e os transforma em pérolas preciosas de força espiritual, e eles também se transformam em esperança e inspiração para muitos.

Portanto, Deus nos faz mais fortes com cada vitória. É mais ou menos como uma vacina: Ele nos dá pequenas doses para não pegarmos a doença e para, de uma forma constante e gradual, aumentar nossa resistência. Mas, se você – que também às vezes sofre – não for posto à prova e não tomar uma dose da vacina, nunca conseguirá administrar doses grandes.

De certa forma, Jesus faz isto com você: insiste para dar um pouco mais de si, sacrificar-se um pouco mais, lutar um pouco mais e crescer muito mais também.

No final destas palavras, o filho de dona Maria não chorava mais. Acredito que ele entendeu que aquilo que plantamos, colhemos. Semeando: verdade, alegria e fé; colhemos: milagres, esperança e amor. Porém, como dizem, quem semeia vento, colhe tempestade. Entenda-se por ‘vento’, os sete pecados capitais: gula, avareza, soberba, luxúria, preguiça, ira e inveja.

É no sofrimento que Deus experimenta a nossa fé, pois não há ressurreição sem calvário! É preciso que façamos sempre boas confissões com nossos queridos sacerdotes, deixando a carga do pecado para trás e permitindo que Deus nos preencha com seu Espírito.

Nem só de Coca-Cola vive o homem; porém, não sobrevive sem a graça divina.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 3274 Agosto 2017

Sonhos

Desde pequena, Karina só tinha conhecido uma paixão: dançar e ser uma das principais bailarinas do Ballet Bolshoi. Seus pais haviam desistido de lhe exigir empenho em qualquer outra atividade.

Certa vez, ela teve sua grande chance profissional ao conseguir uma audiência com o diretor do Bolshoi, que estava selecionando aspirantes para a companhia. Nessa oportunidade, Karina dançou como se fosse seu último dia na Terra. Colocou tudo que aprendera em cada movimento, pensando que sua vida inteira pudesse ser contada num único passo.

Ao final, aproximou-se do renomado diretor e perguntou-lhe: ‘Então, o senhor acha que posso me tornar uma grande bailarina?’ E decepcionou-se com a resposta. Na longa viagem de volta à sua aldeia, Karina, em meio às lágrimas, imaginou que nunca mais aquele ‘não’ deixaria de soar em sua mente.

Meses se passaram até que pudesse novamente calçar uma sapatilha e fazer seu alongamento em frente ao espelho. Dez anos mais tarde, quando já era uma estimada professora de ballet, ela criou coragem de ir à apresentação anual do Bolshoi em sua região. Sentou-se bem à frente e notou que o senhor Davidovitch ainda era o diretor máster.

Após o concerto, aproximou-se dele e contou-lhe o quanto lhe doera, anos atrás, ter ouvido que não seria capaz de ser profissional.

– Mas, minha filha, – disse o diretor – eu digo isso a todas as aspirantes!

Com o coração ainda aos saltos, Karina não pôde conter a revolta e desabafou:

– Como o senhor foi cometer uma injustiça dessas? Eu poderia ter sido uma grande bailarina se não fosse o descaso com que o senhor me avaliou!

Havia solidariedade e compreensão na voz do diretor, mas, ele não hesitou na resposta:

– Perdoe-me, mas você nunca poderia ter sido grande o suficiente se foi capaz de abandonar seu sonho na primeira opinião contrária que ouviu.

Pois é, essa história sugere que devemos continuar sonhando, com capacidade e dedicação, quando buscamos alcançar nossas metas honestamente. A cada sonho, muitos obstáculos terão que ser transpostos, e será importante lutarmos sempre contra o medo e a preguiça para vencermos. Mark Twain disse: “Nunca se afaste de seus sonhos porque, se eles se forem, você continuará vivendo, mas, terá deixado de existir”.

E São Luís Maria Grignion de Montfort, pregador do século 17 e autor do Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima, também escreveu isto sobre Nossa Senhora:

“A sua humildade era tão profunda que não teve na Terra interesse mais forte e mais constante do que esconder-se perante si mesma e perante toda criatura, para só ser conhecida por Deus. O Pai consentiu que Ela não fizesse qualquer milagre durante a sua vida, pelo menos que se soubesse. Deus Filho consentiu que Ela quase não falasse, embora lhe tivesse comunicado a sua sabedoria. E Deus Espírito Santo consentiu que os apóstolos e os evangelistas falassem muito pouco d’Ela, apenas o necessário para dar a conhecer Jesus Cristo, embora Ela tivesse sido a sua esposa fiel.

Maria é a excelente obra-prima do Altíssimo, da qual só Ele tem o conhecimento e a posse. Maria é a fonte selada e a esposa fiel do Espírito Santo, onde só Ele pode entrar. Maria é o santuário e o lugar do repouso da Santíssima Trindade, onde Deus está de forma mais magnífica e divina do que em qualquer outro lugar do universo, incluindo a sua morada acima dos querubins e dos serafins; e não é permitido a nenhuma criatura, por mais pura que seja, entrar nela sem um privilégio especial.

Digo-o com todos os santos: Maria é o paraíso terrestre do novo Adão. É o grande e divino mundo de Deus, onde há belezas e tesouros inefáveis. É a magnificência do Altíssimo, onde Ele escondeu, como em seu próprio seio, o seu Filho único e, n’Ele, tudo o que há de mais excelente e mais precioso. Oh, quantas coisas grandes e ocultas fez o Deus poderoso nesta criatura admirável, como Ela mesma se sente obrigada a dizer, apesar da sua profunda humildade: ‘O Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas!’ O mundo não as conhece porque disso é incapaz e indigno.”

Portanto, Nossa Senhora nos ensinou os maiores segredos para alcançarmos os nossos objetivos: humildade, oração e caridade. Infelizmente, a maioria das pessoas – como eu – só aprende isso depois dos quarenta! Muitos jovens pensam que somente a capacidade e a dedicação bastam, e vários quebram a cara porque se afastam de Deus.

Voltando à bailarina da história, será que rezou o suficiente antes de se apresentar ao diretor? Sua autossuficiência não pode tê-la prejudicado?

Então, procure fazer de sua vida um mar de bênçãos. Para isso, persiga um sonho que promova a paz no nosso meio, reze diariamente pedindo ajuda à Virgem Maria para fugir dos pecados que lhe cercam e tenha uma conduta digna de ser filho de Deus. Assim, a felicidade de ver seu sonho realizado chegará.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 32629 Julho 2017

LIÇÕES PARA BEM VIVER

O pensador russo Gurdjieff, que viveu no início do século passado, traçou algumas regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Estresse. Segundo os especialistas em comportamento humano, quem consegue praticar a metade dessas lições, terá mais harmonia íntima e menos estresse. As regras são as seguintes:

1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho.

2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

3. Planeje seu dia, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez.

5. Esqueça que você é imprescindível. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

6. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

7. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

8. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho.

9. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias. Dê um tempo e depois retome o diálogo.

10. Tenha sempre alguém em quem confia e fale tudo abertamente.

11. Saiba a hora certa de sair de cena e nunca perca o sentido de uma saída discreta.

12. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram de bom, sem qualquer convencimento.

13. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

14. Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido, pois o prazer recompõe mais que o sono.

15. Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

Enfim, as regras de Gurdjieff se fundamentam em ‘você é o que fizer de você mesmo’. E não há como negar que, se fizermos esforços prejudiciais ao nosso bem-estar, nossa saúde mental reage negativamente. Portanto, uma vida de melhor qualidade pode ser nossa grande recompensa neste ano.

Na minha modesta opinião, eu trocaria as lições 5 e 9 por estas:

5. Tudo depende da sua oração. Reze também pelas intenções do Papa e será mais abençoado.

9. Não carregue pecados no seu coração. A confissão e a comunhão são Sacramentos imprescindíveis a qualquer cristão que deseja amar o próximo e promover a paz.

E, independente de aceitar todas estas regras, eu desejo a você muitas felicidades na proteção da Virgem Maria!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 32522 Julho 2017

NOSSOS COMPROMISSOS

Um cavalo de raça ficou doente e seria sacrificado pelo dono no final de semana se não melhorasse. Logo na terça-feira, quando soube, o porco foi até a cocheira animar o amigo:

– Você vai ficar bom! Alimente-se bem e movimente-se o mais que puder.

No dia seguinte, lá estava o porco novamente:

– Puxa, como você melhorou! Amanhã, iremos passear juntos, certo?

Na sexta-feira, vendo o cavalo desanimado, o porco insistiu:

– Levante-se! Você não pode se entregar! A vida é bela e ninguém vai matá-lo se quiser continuar vivendo.

Assim, com a ajuda do amigo, o puro-sangue saiu para o pasto e foi ganhando forças para vencer rapidamente a doença. E quando o fazendeiro viu seu estimado animal curado, chamou imediatamente o caseiro e ordenou:

– Mate o porco para comemorarmos este grande acontecimento com um belo jantar.

Embora irreal, este conto nos lembra como a vida pega a gente de surpresa, mesmo sem o envolvimento de pessoas mal intencionadas. Mas, os imprevistos serão menores quando assumimos compromissos com Jesus, concorda? Além de crescermos em espiritualidade, sempre recebemos outros presentes do Céu.

Por exemplo, quem conhecer os fatos de minha cura física e interior, certamente crescerá um pouco mais na fé. Da mesma forma, todos que aplicarem as técnicas que conheço para melhor administrar o tempo, provavelmente alcançarão sucesso pessoal e bons resultados profissionais. Assim, vou multiplicando os talentos que recebi.

E você, o que tem feito com os dons que Deus lhe deu? Não pense em usá-los apenas em seu favorecimento, mas também em ajudar o próximo: sua família, seus amigos, seus inimigos e Jesus Cristo na pessoa do pobre! Eu concordo que ‘amar o próximo como a si mesmo’ é difícil, mas, quem confia na providência Divina sofre novas conversões a cada dia.

E como dizia São Paulo, o dom mais importante é a caridade, que precisa ser um compromisso assumido com Deus. Mesmo quem pensa assim, será que anota na agenda a necessidade de ajudar o irmão que sofre?

Há gente triste por toda parte e precisamos mostrar o lado bom da vida. Eu sempre digo que isso se resume em amar a Deus e ao próximo. Aliás, foi Jesus que disse isto e Ele gosta que repitamos muitas vezes. Se colocarmos em prática então, iremos agradar a Deus ainda mais, além de deixarmos bons exemplos aos menores.

Contam que um menino saiu do cemitério de mãos dadas com a mãe, após o enterro do pai. Ela chorava copiosamente e dizia a todos que seria muito difícil a vida sem aquele homem maravilhoso. Foi quando o filho falou:

– Mamãe, o papai não morreu. Ele vive em mim através de tudo o que me ensinou! Somente o seu corpo não está aqui, mas, ele falará por mim quando eu for obediente, quando for honesto, quando eu perdoar os meus amigos...

– Está certo, querido, mas, a mamãe está triste.

– Um dia, papai me disse que eu poderia ter certeza que ele sempre estaria ao meu lado. E agora eu acredito que ele vive através da herança do amor que nos deixou.

Pois é, quanta gente já partiu do nosso meio deixando sementes de paz em nossos corações, não é mesmo? Jesus quer o nosso peito bem aberto para poder entrar e regar as sementes que ainda não brotaram. Quem lhe der abrigo, assumirá o compromisso de cuidar da nova planta que irá nascer. A cada dia, terá que adubá-la com oração e muito amor.

Não podemos esquecer que o nosso coração só tem fechadura do lado de dentro. Se não o abrirmos espontaneamente, nem Jesus entra! E você, quer assumir o compromisso de aceitar Maria e José como hóspedes no seu coração? Eles farão renascer o Filho tão amado dentro de ti.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 323 - 12 Julho 2017

Humildade com sabedoria

Um homem que se julgava completamente sem sorte vivia em uma aldeia. Ele reclamava e as pessoas escutavam suas queixas: da primeira vez, com simpatia; depois, com certo desconforto; e, enfim, quando o viam, mudavam de caminho ou entravam para dentro de casa, evitando-o. Então, o homem se tornou chato e muito só.

Com o tempo, ele começou a querer achar um culpado para a situação. Concluiu que, se não era um caso genético, só poderia ser coisa do Criador! E depois de muito pensar, resolveu ir até o fim do mundo falar com Deus. Andou um ano e, pouco antes de entrar numa grande floresta, ouviu uma voz:

- Moço, me ajude.

Ele então se deparou com um lobo magro e quase sem pelos.

- Há três meses estou nesta situação. Não tenho forças nem para me levantar daqui!

O homem, refeito do susto, respondeu:

- Você está se queixando à toa. Eu tive azar a vida inteira! Mas, faça como eu e venha procurar o Criador para resolver o seu problema.

- Eu não tenho forças... Por favor, pergunte o que está acontecendo comigo.

O homem disse que estava muito preocupado com seu próprio problema, mas, se lembrasse, perguntaria. E andou mais um mês e um dia; de repente, ao tropeçar numa raiz, viu uma folhinha caindo, caindo, e percebeu uma árvore com apenas duas folhas. Observando suas raízes desenterradas e sua casca soltando-se do tronco, ouviu a lamentação:

- Não sei o que está acontecendo comigo. Há seis meses que minhas folhas estão caindo e, agora, como vê, só restam duas!

E pediu ao homem que procurasse uma solução com o Criador. Mal humorado, o homem virou as costas com mais uma incumbência. Andou muito e chegou até uma casa onde morava uma moça muito bonita. Eles conversaram longamente e, quando já estava saindo, ela lhe pediu um favor:

- Você poderia perguntar ao Senhor uma coisa para mim? Sinto um vazio no peito que não tem explicação. Gostaria de saber o que posso fazer por isso.

O homem prometeu que perguntaria e, depois de muitos meses, chegou ao fim do mundo. Sentou-se e ficou esperando até que ouviu uma voz. Só podia ser o Criador...

- O que deseja?

E o homem contou então toda a sua triste vida. Conversou longamente até que foi se levantando para se despedir, quando a voz lhe perguntou:

- Você não está se esquecendo de nada? Não ficou de obter respostas para uma árvore, para um lobo e para uma jovem?

Voltou-se para ouvir o que tinha para ser dito. Depois, correu mais rápido que o vento até chegar na casa da jovem. Ela o viu passando e o chamou:

- Ei! Você conseguiu encontrar o Criador? Teve as respostas que queria?

- Sim, claro! O Criador disse que minha sorte está no mundo. Basta ficar alerta para perceber as oportunidades de felicidade! E o Criador também falou que, assim que encontrar um companheiro, você será completamente feliz e fará mais feliz quem viver ao seu lado.

- Você quer ser meu namorado?

- Claro que não! Não posso perder tempo. Adeus!

E correu mais rápido do que a água do riacho, chegando até a floresta onde estava a árvore. Ele nem se lembrava dela, mas quando voltou a tropeçar na raiz, viu caindo a última folhinha. Ela perguntou se ele tinha aquela resposta, e ouviu:

- Estou indo buscar minha sorte que está no mundo. O Criador disse que há uma caixa de ferro cheia de moedas de ouro embaixo de você e o ferro está corroendo suas raízes. Se cavar e tirar este tesouro daí, vai terminar todo o seu sofrimento e será uma árvore saudável novamente.

- Por favor, faça isso por mim! Pode ficar com o tesouro porque eu só quero minha força de volta.

- Você está me achando com cara de quê? Resolva o seu problema porque eu não vou sujar minhas mãos na terra.

E virando as costas, correu mais rápido e chegou onde estava o lobo - muito mais magro e ainda mais fraco. O homem se dirigiu a ele apressadamente e disse:

- O Criador mandou lhe falar que você não está doente, mas, com muita fome. Vai morrer aí mesmo, a não ser que passe por aqui uma criatura bastante estúpida e você consiga comê-la.

E, nesse momento, os olhos do lobo se encheram de um brilho estranho. Reunindo o restante de suas forças, o lobo deu um pulo e comeu o homem sem sorte.

Pois é, a solução de todos os nossos problemas está quase sempre dentro de nós e aparentemente não conseguimos vê-la. Muita gente morre em cima da resposta que procura sem percebê-la.

Santa Teresa D’Ávila disse: “O verdadeiro humilde sempre duvida das próprias virtudes e considera mais seguras as que vê no próximo”. Portanto, ninguém pode negar a importância da humildade de coração, desde que acompanhada de sabedoria; e de nada adianta dizer: ‘não posso fazer isso’ ou ‘não consigo fazer aquilo’; na verdade, tudo podemos realizar com oração, alguma ajuda dos irmãos e autossugestão.

Mas, também precisamos reservar bagagem espiritual para fugir das tocaias dos ‘lobos’ no caminho da salvação.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 322 – 29 Junho 2017

Valeu a pena!

Santa Cecília viveu no século III e pertencia a uma das famílias mais tradicionais de Roma. Assim que atingiu a maturidade, seus pais prometeram-na em casamento para um jovem chamado Valeriano, também membro da alta sociedade local.

Mesmo contra sua vontade, Cecília aceitou a decisão dos pais, mas, pediu que o rapaz se convertesse ao cristianismo e respeitasse seu voto de castidade concedido ao Senhor. Somente após receber a visita de um anjo, Valeriano se converteu, foi catequizado e batizado pelo Papa Urbano.

Mas, Cecília foi presa e levada a julgamento por negar-se a adorar outro Deus. Condenada à morte por asfixia, colocaram-na numa câmara de banho turco totalmente fechada. Então, começou a cantar incessantemente músicas de louvor a Cristo – por este motivo, foi eleita padroeira dos músicos.

E como não faleceu após várias horas, tentaram também matá-la numa casa em chamas, porém, ela saiu intacta. Então, quase foi degolada, mas, inexplicavelmente o soldado não conseguiu cortar sua cabeça. Ela somente viria a morrer três dias depois, devido aos ferimentos no pescoço. Anos após, o Papa Paschal I ordenou que suas relíquias fossem levadas para a cidade de Trastevere, na Itália, onde hoje se encontra a grande catedral de Santa Cecília.

Pouco antes de sua morte, ela pediu ao papa Urbano que transformasse sua bela casa num templo de orações e que todos os seus bens fossem doados aos pobres. Atualmente, na Europa, dentre todos os santos da Igreja Católica, Santa Cecília é a que possui o maior número de igrejas e capelas. Portanto, além de salvar a alma, seu exemplo cristão se perpetuou e valeu a pena tanta abnegação ao amor de Deus, concorda?

Outra história conta que um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia. Quando chegou à recepção, o hall estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: ‘Bem-vindo ao Venetia, senhor’.

Três minutos após a saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: uma discreta opulência, uma cama impecavelmente limpa, uma lareira e um fósforo tentador – em posição perfeitamente alinhada para ser riscado. Aquele homem que queria um simples quarto para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.

Mudou de roupa para o jantar. A refeição foi deliciosa, como tudo o que tinha experimentado naquele local até então. Assinou a conta e retornou ao quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia uma chama crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um.

No dia seguinte, o cliente deixou a pousada muito feliz por ficar num lugar tão acolhedor, e pensou: ‘Valeu a pena ter descansado naquele local’. Mas, o que lhe ofereceram de especial? Principalmente, um fósforo e uma bala de menta? Sim, mas, acontece que o valor das pequenas coisas conta, e muito! O bom relacionamento fez com que ele, cliente, percebesse o quanto era um parceiro importante!

Isso vale também para nossas relações na família. Pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois, a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples do nosso dia-a-dia e, na maioria das vezes, passamos despercebidos pelos detalhes.

Se Deus nos permitisse viver sem obstáculos, não seríamos como somos hoje. A força também vem dos problemas que temos para resolver e, a coragem, pode estar no perigo para superá-los. Às vezes, a gente se pergunta: não recebi nada do que pedi a Deus; mas, na verdade, recebemos muito mais do que precisamos e nem percebemos! Cada oração nos traz uma graça.

Portanto, estas duas histórias que contei servem de referência para comprovar as palavras de Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Tanto a morte de mártires cristãos como os simples gestos de serviço ao próximo, contribuíram para o mundo que vivemos. Se ainda está longe do ideal, certamente seria pior se pessoas de bem não tivessem plantado exemplos de dignidade.

Então, não quebre essa corrente de amor. Quando doar uma bala ao próximo, faça com um sorriso no rosto e veja o resultado. Quanto mais nos envolvermos no Projeto de Amor de Deus, maior será a certeza de que um dia ouviremos pessoalmente do Pai: “Valeu a pena, meu querido filho!”.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 321 - Junho 2017

O ESCAPULÁRIO

Foi na madrugada do dia 16 de julho de 1251 que Nossa Senhora apareceu ao inglês Simão e entregou-lhe o miraculoso Escapulário do Carmo. São Simão Stock era Superior Geral dos Carmelitas, e se encontrava aflito, pois sua Ordem passava por dificuldades muito sérias, sendo desprezada, perseguida e até ameaçada de extinção.

Homem de fé viva, Simão não cessava de implorar socorro à Santíssima Virgem e pedia também um sinal sensível de que seria atendido. Comovida pelas súplicas angustiantes do seu fervoroso filho, Nossa Senhora lhe trouxe do Céu o santo escapulário e dirigiu-lhe estas palavras:

“Recebe, filho diletíssimo, o escapulário de tua Ordem, sinal de minha confraternidade, privilégio para ti e para os carmelitas. Todos os que morrerem revestidos deste escapulário, não padecerão no fogo do inferno. É um sinal de salvação, refúgio nos perigos, aliança de paz e pacto para sempre”.

A partir dessa misericordiosa intervenção da Mãe de Deus, a Ordem carmelitana refloresceu em todo o mundo! E o escapulário passou a percorrer sua milagrosa trajetória, como sinal de aliança de Nossa Senhora com toda a humanidade.

Setenta anos mais tarde, a Virgem Maria apareceu ao Papa João XXII e lhe fez nova promessa, considerada como complemento da primeira: “Eu, como Mãe dos carmelitas, descerei ao purgatório no primeiro sábado depois de suas mortes, os livrarei e os conduzirei ao Monte Santo da vida eterna”.

Essa segunda promessa deu origem à célebre Bula Sabatina do Papa João XXII, publicada em 03 de março de 1322, confirmada posteriormente por vários Sumos Pontífices, como Alexandre V, Clemente VII e Paulo III.

De início, o escapulário era de uso exclusivo dos religiosos carmelitas. Mais tarde, querendo estender os privilégios e benefícios espirituais desse uso a todos os católicos, a Igreja simplificou seu tamanho e autorizou que sua recepção ficasse ao alcance de todos.

Somente o primeiro escapulário precisa ser bento e imposto por um sacerdote. Tanto essa bênção como a imposição valem para todos os outros que substituírem o primeiro. Uma vez tendo-o recebido, devemos usá-lo sempre e continuamente.

Entre os Papas devotos do escapulário, destacam-se: Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Clemente VII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XIII, Pio X, Bento XV, Pio XI e Pio XII – que com bulas apostólicas aprovaram os seus privilégios.

As declarações dos Papas são expressões autorizadas do autêntico pensar da Igreja. Eles não deram apenas o exemplo usando o hábito do Carmo, mas, estimularam e aconselharam a usá-lo e premiaram a devoção.

E eis os santos que usaram o escapulário: Santo Afonso, São Pedro Claver, São Carlos Borromeu, São Francisco de Salles, São João Vianney, São João Bosco, Santa Teresa de Ávila, Santa Teresinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santa Maria de Jesus etc.

Bem, de forma resumida, um dia eu contei esta história a mais de 100 cursistas em Piranguinho. Em seguida, os presenteei com escapulários, que foram bentos e impostos pelo sorridente Pe. Catarino na missa.

Na Celebração da Eucaristia da noite seguinte, eu transbordei de felicidade ao ver tanta gente com o escapulário no pescoço, mostrando que aceitaram a Virgem Maria como protetora até a hora da morte. Lindo isso, não? Com certeza, não se arrependeram nem por um minuto da decisão que tomaram, porque o poder da Mãe de Deus é inquestionável!

Da mesma forma que Jesus disse: “Se alguém quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 15, 24), Nossa Senhora também falou que estará protegido quem seguir seu Filho de escapulário no pescoço.

É por isso que eu não tiro o meu. E que assim seja para sempre!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 32019 Junho 2017

VISÕES DO PADRE REUS SOBRE A SANTA MISSA

Eis um breve relato de algumas visões do padre João Baptista Reus, com relação à maravilhosa realidade sobrenatural da Santa Missa. Falecido em odor de santidade, teve este sacerdote a graça de ver o que acontece de sobrenatural durante a Santa Missa, a qual, por razão, costumava chamar de ‘A FESTA NO CÉU’.

Ao tempo em que o demônio procura escondê-la, vamos adorar mais e mais a Jesus, em reparação a tantas blasfêmias que contra a Eucaristia se cometem. Eis o que era dado ver ao Padre Reus:

“Nossa Senhora convida todo o Paraíso para participar da Santa Missa. Todos os anjos e Santos a seguem em maravilhoso cortejo até o altar. Os Santos formam um semicírculo ao redor do sacerdote celebrante e o acompanham até o altar. Lá chegando, os anjos se colocam atrás dos Santos. Outra multidão de anjos cerca a Igreja e cobre os fiéis, impedindo a aproximação dos demônios durante a Santa Missa, em honra à Majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Virgem Santíssima está sempre junto do celebrante, do lado do altar onde é servida a água e o vinho, e onde são lavadas as mãos do sacerdote. É a própria Mãe de Jesus quem serve o celebrante e lava suas mãos. Entre Nossa Senhora e o celebrante, é convidado o Santo do dia.

Todas as almas do Purgatório também são convidadas pela Virgem Maria e permanecem durante toda a Santa Missa aos pés do altar, entre o celebrante e os fiéis.”

Conta o Padre que ele via as almas do Purgatório em verdadeira festa e com grande esperança de libertação. Padre Reus via uma chuva caindo sobre o Purgatório durante toda a Santa Missa.

No momento sublime da Consagração, quando estas almas veem Nosso Senhor Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sentem um desejo incontrolável de sair daquelas chamas e se atirarem em Seus braços, mas não conseguem, por não estarem ainda purificadas.

Após a Consagração, acontece a libertação do Purgatório, das almas que já atingiram a purificação. Nossa Senhora estende a mão a cada uma delas e diz: ‘Minha filha, pode subir.’

Os anjos saúdam as almas libertadas do Purgatório, abraçando-as. É um momento de imensa alegria e beleza. Em seguida, estas almas, resplandecendo com a beleza indescritível, adornadas como noivas, como anjos, são introduzidas triunfalmente no Paraíso, por uma multidão de anjos, ao som de música e cantos celestiais.

E agora que já sabe quão santa e maravilhosa é a santa missa, saiba também quem foi Padre Reus:

http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20P%C3%A1gina/As%20vis%C3%B5es%20do%20Padre%20Reus/A%20biografia%20do%20Padre%20Reus..htm

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 31909 Junho 2017

A SANTIDADE É POSSÍVEL!

Certa vez, um artista expôs um quadro que ficou famoso. À primeira vista, quem olhasse para aquela pintura tinha a impressão de estar vendo um senhor piedoso em atitude de oração: ajoelhado, cabeça baixa, mãos postas e possuído de grande paz interior.

Porém, aproximando-se da tela e olhando com mais atenção, percebia-se que a imagem era bem diferente: via-se um homem apertando fortemente um pássaro entre as mãos e, seu semblante, refletia toda a sua ira. O pintor quis representar ali o homem hipócrita: piedoso só na aparência!

O grande pecado do hipócrita é ser um falso santo: tira proveito da re­ligião em benefício de seu egoísmo. Na época de Jesus, os fariseus também salvavam as aparências: conheciam a Lei, mas fal­tava-lhes a sinceridade e o verdadeiro amor. Por isso, Cristo os colocava abaixo dos cobradores de impostos: “Os publicanos e as meretrizes entrarão no reino de Deus primeiro que vós” (Mateus 21, 31).

E a hipocrisia pode, muitas vezes, ser evitada através do nosso silêncio, pois: calar sobre sua própria vitória, é humildade; calar sobre os defeitos dos outros, é caridade; calar quando o outro está falando, é delicadeza; não falar palavras inúteis, é prudência; calar quando Deus nos fala no coração, é escuta; calar diante do mistério que não entendemos, é sabedoria!

Mas, quando se tem fé, a hipocrisia pode também ser manifestada através do mesmo silêncio: calando diante do sofrimento alheio; calando diante da injustiça; calando quando o outro espera uma palavra; calando quando Deus nos chama; calando para não ter que rezar. Tudo isto pode significar: condenação!

É importante lembrar que todas as graças nos são concedidas unicamente pelos méritos de Jesus Cristo. Graças a esses merecimentos, bênçãos formidáveis são enviadas por Deus através da Virgem Maria e dos santos, nos convidando a trilhar os caminhos da perfeição. A caridade dos santos é mais viva, pois, do Céu contemplam muito melhor as necessidades de cada um.

E se eles chegaram à santidade, por que não tentamos o mesmo? Bem, um dos motivos que nos impedem é a vaidade, tornando-nos escravos da aparência física. Isso também é hipocrisia, concorda? E quando colocamos a felicidade do outro na frente da nossa, parece que estamos fazendo alguma coisa errada, como nesta história:

“Uma menina tinha vergonha das mãos de sua mãe: cheias de cicatrizes e muito enrugadas. Desde a primeira vez que perguntou, soube da mãe que eram assim porque havia contraído uma doença muito grave na juventude.

Perto das amiguinhas, evitava pegar nas mãos da mãezinha para não expor aquela imagem que tanto a envergonhava. E a filha também mentia na escola, dizendo que a mamãe lavava muita roupa e sempre machucava as mãos. Assim, achava que conseguia justificar a ‘imperfeição física’ daquela que a trouxe ao mundo.

O tempo foi passando e, na sua humildade, a mãe daquela criança aceitava o distanciamento entre elas por um simples problema de vaidade. A menina cresceu, se casou e, um dia, sua mãe faleceu. Durante o velório, uma mulher idosa aproximou-se do caixão, pegou nas mãos daquela senhora e comentou:

– Estas mãos salvaram a vida da filha quando pequena. O cortinado do berço se incendiou e ela o puxou para junto do seu corpo para não queimar a menina. Foi uma santa mulher!

O arrependimento machucou o coração da filha porque deixou de aproveitar a mão amiga e amorosa que sempre esteve ao seu lado.”

Mas, acho difícil julgar o motivo do comportamento injusto de algumas pessoas porque muitas vezes eu também coloco as minhas necessidades na frente dos mais pobres. Quanto mais me envolvo com o serviço gratuito a Deus, mais preciso rezar e vigiar meu próprio comportamento. Isso também acontece com você?

Conta uma antiga lenda que S. Pedro, depois de ter chegado a Roma e trabalhado muito na formação daquela comunidade, um dia decidiu fugir por causa das constantes perseguições do imperador Nero aos cristãos. Pôs-se, então, em retirada, na busca de um lugar mais seguro. No caminho, deparou-se com a imagem de Cristo carregando a cruz. Assustado com aquela visão, perguntou:

– Para onde vai, Mestre?

– Vou para Roma. Se eu for mais uma vez crucificado, talvez vocês aprendam a cumprir suas missões até o fim.

Assim que Jesus desapareceu, Pedro retornou a Roma, continuou sua pregação e morreu crucificado de cabeça para baixo.

No capítulo 12 da Carta aos Romanos, São Paulo nos mostra o caminho da santidade: “Quem distribui donativos, faça-o com simplicidade; quem preside, presida com solicitude; quem se dedica a obras de misericórdia, faça-o com alegria. Detestai o mal, apegai-vos ao bem. Sede zelosos e diligentes, fervorosos de espírito, alegres por causa da esperança, fortes nas tribulações, perseverantes na oração”.

E muitos outros ensinamentos vêm na sequência. Leia o resto, pratique e será santo no Céu.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 3183 Junho 2017

ENTRE O CÉU E O INFERNO

Um rapaz vinha dirigindo sua pequena caminhonete numa estrada e logo avistou uma tempestade. Resolveu, então, encostar num posto de gasolina e lá encontrou três pessoas precisando de carona: uma senhora gravemente doente, uma bela jovem que lhe sorriu docemente, e um médico indo para o trabalho. Na caminhonete só dava para levar um deles. Se fosse você, quem levaria?

Numa atitude cristã e com muita sabedoria, ele ficou no posto com a jovem e entregou a chave do carro para o médico levar a senhora ao hospital. Nada mais justo e conveniente, não acha?

Da mesma forma, quantas decisões poderiam ser tomadas com amor ao próximo, colocando em primeiro lugar o sofrimento daqueles que precisam de ajuda! Por exemplo, quando passamos pela rua e vemos um pobre caído, um amigo se aproximando pela calçada e um filho passando de carro, o que fazemos?

Mesmo sabendo que a caridade sempre deve prevalecer, talvez o mais provável seria saudarmos o filho com uma das mãos e estendermos a outra para cumprimentar o amigo. E qual a consequência disso, já pensou? Futuramente, o filho tenderia a seguir a mesma atitude do pai, o amigo ouviria uma série de assuntos meio sem importância naquele momento e o pobre continuaria jogado na calçada.

Que tal seria se os três colocassem o homem caído no carro e o levassem a um abrigo ou ao hospital? Não seria o que Jesus faria? Seria também uma atitude digna de merecer o Céu, concorda? Mas, há quem faça isso, sim, e eu conheço vários irmãos da Pastoral da Sobriedade que cumprem fielmente a missão que Deus lhes deu.

E o valor da caridade ainda é maior porque servem com amor e no anonimato. Sabem que existe um lugar maravilhoso na eternidade esperando-os e não são egoístas de buscarem chegar lá sozinhos. Compreendem, também, a diferença entre o Céu e o Inferno, como nesta história:

“Um samurai, alto e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.

– Monge, ensina-me sobre o Céu e o Inferno.

O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e lhe disse:

– Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo! Seu cheiro é insuportável! Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.

O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva. Então, empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

– Aí começa o Inferno – disse-lhe o sábio, mansamente.

O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara; afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o Inferno. E o bravo guerreiro abaixou lentamente a espada.

Passado algum tempo, já com a intimidade pacificada, o samurai pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse pelo gesto infeliz. Percebendo que seu pedido era sincero, o monge disse:

– Aí começa o Céu.”

Portanto, tanto o Céu quanto o Inferno, são estados de espírito que escolhemos no nosso dia-a-dia e começam dentro de nós. A cada instante, somos convidados a tomar decisões que definirão o início do Céu ou o começo do Inferno. Quando alguém nos ofende, podemos erguer o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância. A escolha é livre!

Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide ou o óleo do perdão. Diante da enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido dissolvente da revolta ou empunhar o escudo da confiança. Ante a partida de um ente querido, podemos optar pelo punhal do desespero ou pelo livro de oração.

Enfim, surpreendidos pelas mais infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz. A decisão depende sempre de nós mesmos.

Portanto, criar céus ou infernos dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós. A porta que nos separa do Paraíso não poderá abrir-se enquanto esteja fechada a que fica entre nós e o próximo.

E você, que certamente quer morar no Céu e se livrar do fogo do Inferno, está fazendo a sua parte? Se ainda não pensou nisso, sabe ao menos por onde começar o seu gesto concreto? São dezenas de opções, mas, eis algumas: doar alimentos aos Vicentinos ou à Pastoral da Sobriedade, ajudar uma creche ou um asilo, visitar um doente e rezar com ele, procurar um padre e se confessar, entrar num movimento ou pastoral da Igreja e perseverar com o grupo etc.

Melhor do que qualquer explicação é ver de perto. Então, convido você a participar efetivamente da Igreja e testemunhar um pedacinho do Céu. Verá que vale a pena chegar lá!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 31727 Maio 2017

EM BUSCA DO TESOURO

Você se lembra quando a maioria das famílias tinha em casa um quadro do Sagrado Coração de Jesus? Quanta gente passou a infância sob as bênçãos do Sagrado Coração! E você sabe por que as famílias costumavam ter esse quadro? Por causa da promessa que Jesus fez no século XVII,  numa aparição a Santa Margarida Maria Alacoque, dizendo: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem do meu Coração”.

Portanto, num lugar que tem a bênção do Coração Divino, as provações são mais suportáveis e as soluções mais visíveis. Ele prometeu também: ser o próprio consolador de seus fiéis nas aflições; abençoar nossas empresas; nos conceder graças particulares nas necessidades maiores; restabelecer a paz nas famílias; e gravar no Coração o nome de quem propagar sua devoção.

Eu tento fazer a minha parte para que o meu nome permaneça gravado para sempre. Além de receber a sagrada comunhão, exercito a mais eficaz forma de mostrar o meu amor pelo Senhor: rezando o Terço. Contemplando os mistérios, vejo que o amor do Sagrado Coração predomina em todos. Por isso, tenho recomendado que nos aproximemos de Deus pela Eucaristia e pelo Rosário.

Quando Nossa Senhora é invocada sob vários títulos, recorremos ao amor daquela que resume todo o bem e todo o encanto das perfeições criadas no mundo. Ninguém melhor do que a Virgem Maria para interceder por nós e conseguir do Filho graças abundantes de conversão, de perseverança e de paz a cada dia. Se a imitássemos um pouco mais, conseguiríamos não recusar o serviço gratuito e sempre dizer “não” ao pecado.

Infelizmente, existem pessoas do tipo ‘mais ou menos’. São: mais ou menos boas, mais ou menos caridosas, mais ou menos sinceras, mais ou menos comprometidas com os deveres cristãos, observam mais ou menos os mandamentos de Deus etc. Agindo assim, será que após a morte conseguirão viver num lugar mais ou menos igual ao Céu? É bom lembrar que o nosso Criador não é mais ou menos justo!

Agora, se você não veste a carapuça do ‘mais ou menos’, espero que esteja mais para ‘mais’ do que para ‘menos’, no seguinte sentido: perdoar a todos, não levantar falso testemunho, praticar caridade sem exclusões, dar prioridades às coisas espirituais, evangelizar com compromisso assumido em pastorais e ser fiel aos ensinamentos da fé católica. A pessoa que for promotora da paz, também a terá em abundância porque estará nos caminhos de Jesus em busca do tesouro eterno.

Mas, apesar desta minha convicção, sei que muitos duvidam que Cristo se dá a todos ao mesmo tempo. Pois é, se não procurarem crescer na fé, sempre irão estranhar os mistérios de Deus. O engraçado é acreditarem que há um mesmo sol que entra em todas as casas, mas, duvidam que Jesus possa entrar em todas as almas! A esses incrédulos, seria necessária uma bandeira vermelha, como nesta história:

“Martinho, maquinista de uma estrada de ferro, tinha explicado à filhinha que, no seu trabalho, a bandeira vermelha significava sinal de perigo, e completou:

– Quando vejo a bandeira levantada, paro a locomotiva para não acontecer um grande desastre.

No dia seguinte, a criança viu sua mãe chorando porque o marido voltara a beber e poderia perder o emprego. Então, a menina correu no quarto, pegou a bandeira vermelha e, quando o pai chegou em casa, ela levantou o sinal de perigo quando o viu abrindo uma cerveja. Comovido, Martinho a abraçou e prometeu não mais exagerar na bebida.”

Esse conto serve também para refletirmos o poder de uma criança. Assim como ela pode colocar fogo num edifício, é igualmente capaz de amolecer os corações endurecidos pelo pecado. Sua inocência possibilita conduzir muita gente aos caminhos do amor, não é verdade?

Quem vive a pureza de uma criança, sem destaque e egoísmo, serve a Deus construindo uma catedral ou varrendo o chão. Com amor no coração, as duas coisas têm o mesmo valor no serviço missionário – teremos esta certeza iniciando uma nova vida no Paraíso após a morte!

E concluo com mais esta história:

“Um senhor muito ambicioso sonhou que encontrara no campo um grande pote de ferro. Olhando dentro, viu que tinha uma moeda de ouro e, ao pegá-la, imediatamente surgia outra no fundo do pote! Isso o deixou maravilhado e começou a retirar moedas e mais moedas até se cansar. Parou por um momento e percebeu que o pote ficou mais fundo.

Rapidamente voltou a retirar outras moedas, parou mais um pouco... e o pote cresceu! Então, parando outras vezes, permitiu que o pote se tornasse tão grande que não mais conseguia alcançar no fundo. Inconformado por deixar tanto tesouro para trás, passou sua vida ali, apenas vigiando o tesouro.”

Da mesma forma, se não aproveitarmos as bênçãos da Sagrada Família, perderemos a oportunidade de usufruir um grande tesouro e estaremos entre os que assumem ser mais ou menos católicos. Olhe para dentro de si e veja se não há uma bandeira vermelha de alerta.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 31622 Maio 2017

VIDA E MORTE

Em 1978, 913 pessoas morreram em Jonestown, selva guianense, porque creditaram demais em Jim Jones e, por conseguinte, menos na vida. Se tivessem lido com atenção a Palavra de Deus, não teriam dado ouvidos ao falso reverendo. Entre os mortos, estavam mais de 270 crianças! E alguns seguidores de Jones que se recusaram a beber a poção de cianureto foram executados com tiros ou injeções letais. É fácil concluir que ele ensinava religião própria.

Por causa disso, também morreram os fiéis do falso Jesus Cristo do Texas e os 48 seguidores da seita Ordem do Templo, liderada por outro fanático, o médico belga Luc Jouret. Eram fiéis demais? Demais ou de menos, aceitaram as ‘verdades’ de pessoas brincando de porta-voz de Deus.

Crer muito além daquilo que Jesus pregou é o mesmo que não crer direito, porque toda seita que não promove a vida esconde a morte da alma ao invés da ressurreição. É enganação demais e oração de menos. Portanto, religião em dose certa é um santo remédio; em dose errada, enlouquece e envenena. Muita gente se entrega totalmente por uma crença, mas, não sabe que está mais perto do inferno que do céu.

Quando isso acontece, as pessoas querem mudar radicalmente tudo e todos, e não se importam com mais nada, porque qualquer coisa vira milagre e vontade de Deus. Na maioria das vezes, não passa de vontade de um pregador fanático.

E cuidado com pregadores que só gritam que ‘está na Bíblia’. Pode até estar, mas, não para ser seguido ‘ao pé da letra’. Na Bíblia também está escrito: “Se teu olho direito te escandaliza, arranca-o” (Mt 5, 29), porém, ninguém vai arrancar um olho do rosto por algum pecado cometido. E, ainda, se fosse o esquerdo que nos escandalizasse, não poderíamos arrancá-lo porque Jesus só falou do direito?

O último a querer que sejamos fanáticos é Jesus. Ele não veio trazer a morte ao pecador, mas a conversão e a vida. Pratique a Palavra como um todo e você terá uma religião plena, cheia de amor. No nosso comportamento, nada deve contrariar os dois maiores mandamentos: amar a Deus e ao próximo de todo coração.

Paulo R. Labegalini
Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 31515 Maio 2017

A PARÁBOLA DO LÁPIS
Eis uma linda parábola:

A vida de um seguidor de Cristo é como um lápis que já contém em si todas as possibilidades de cumprir plenamente sua tarefa, mas, não escreve por si mesmo. Se ele não tiver a mão de alguém para conduzi-lo na escrita, continuará sendo, como tantos outros, um objeto inútil. Ao cometer um erro, sempre haverá possibilidade de correção, uma vez que a carga do lápis se compõe de um material que lhe dá condições de fazê-lo. Então, apagado o erro, poderá recomeçar suas funções.

Ao escrever, conduzido pela mão de alguém, o lápis deixará suas marcas sobre qualquer superfície. É essencial esta característica do lápis, pois, de outra forma, de nada haveria de servir. Quem poderia enxergar algum traço se não ficassem as marcas do lápis sobre a superfície, seja ela papel, madeira ou qualquer outra superfície capaz de receber marcas?

É conveniente lembrar que qualquer lápis vai perdendo a ponta à medida que escreve. Isso também é muito natural devido à natureza do material que o compõe. Por essa razão, quando isso acontece, o lápis deverá ser apontado e não haverá como reclamar, pois, de outro modo, mais uma vez não servirá para mais nada!

Deixar-se fazer a ponta e perder um pouco do seu material externo poderá custar alguma dor e alguma renúncia, mas, há de valer a pena, pois o lápis poderá readquirir sua capacidade de escrever – de continuar sendo simplesmente lápis.

Finalmente, aqui está o mais importante da parábola do lápis: o material que ele tem dentro e com o qual cumpre a sua tarefa. O corpo externo do lápis poderá ter as mais variadas formas e cores, mas, se não fosse a grafite incrustada no seu interior, seriam inúteis todas as suas funções.

Ainda é necessário explicar a parábola do lápis? Talvez este complemento sirva para você aplicar alguns ensinamentos na sua vida:

1. Deixe-se guiar pela mão de alguém que não é outro senão Aquele que escreve suas palavras no coração e na vida dos seus discípulos: “Todo mundo sabe que sois uma carta de Cristo, redigida por nosso intermédio, escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, gravada não em tábuas de pedra, mas em corações humanos” (2Cor 3, 3).

2. Você tem sempre a possibilidade de apagar seus erros e pode, então, continuar a escrever com sua própria vida – como tantos o fizeram com o próprio sangue – a história da salvação e as maravilhas que o Senhor opera em favor do seu povo: “Aquele que está sentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele falou: “Escreve, pois estas palavras são dignas de fé e verdadeiras” (Ap 21, 5).

3. Você deixará marcas em qualquer superfície que você escrever. São as marcas do testemunho de vida, da retidão, da honestidade, da humildade, da solidariedade, da fraternidade, do perdão e do amor. Se não as percebe de imediato, essas marcas, todavia, são indestrutíveis e permanecerão por todas as gerações. Se você não deixar pegadas na sua passagem pela vida, de que terá servido sua vida cristã? Lembre-se de Jesus dizendo: “Se o sal perde seu sabor, não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas” (Mt 5, 13). Logo, se o lápis não escrever...

4. Deixe-se ‘apontar’, isto é, como se faz com o lápis que de tanto escrever perde a ponta, você deve estar disposto a que Deus mesmo lhe restitua a capacidade de escrever. É o caminho da conversão perseverante. Quando você perceber que já está ‘escrevendo’ menos – no cansaço, na rotina, na negligência, na preguiça –, suplique ao Pai que volte a fazer-lhe a ponta. Quem sabe pela provação, por algum sofrimento físico ou moral, por alguma contrariedade, deixe Deus agir! Colabore com Ele tratando de fazer você mesmo a ponta desgastada.

5. Por último, como num lápis, não se esqueça que o mais importante está dentro de você mesmo. Primeiro a graça, a vida divina alimentada pela fé, pela oração, pela Palavra de Deus, pelos sacramentos. “Acaso não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?” (1Cor 3, 16). Depois, a sua própria energia interior, sua potencialidade de ser humano, de dedicação, de espiritualidade. Tudo muito simples, não acha? Então, aplique a parábola a você mesmo e seja como um lápis! Eis como pode começar:

Em 1328, a Virgem Maria apareceu a São Domingos, recomendando-lhe a reza do rosário para a salvação do mundo. Rosário significa coroa de rosas oferecidas a Nossa Senhora. Portanto, os divulgadores da devoção do rosário no mundo inteiro foram os dominicanos. Somos hoje, felizmente, convidados a meditar sobre os mistérios de Cristo, associando-nos como Maria Santíssima à encarnação, paixão e gloriosa ressurreição do Filho de Deus. Fazendo isso, mantemos o lápis muito bem apontado!

E um traço forte pode ser dado neste próximo final de semana. Da noite de quinta a domingo, teremos a tradicional Festa Social na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração – Instituto Padre Nicolau, em Itajubá-MG. Participe com sua família. Não faltarão boa comida e alegria.

Paulo R. Labegalini
Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 314 - 8 Maio 2017
Minha mãe, Maria
Maio, mês dedicado a Maria Santíssima. Rezamos mais vezes a Salve Rainha, a Ave Maria, e coroamos a imagem da nossa Mãezinha, oferecendo-lhe uma música que expressa todo amor do Pai a essa criatura maravilhosa: ‘Perfeito é quem te criou’. Uma das frases diz: ‘Se o Criador te coroou, te coroamos, ó Mãe, nossa Rainha!’. Abaixo de Jesus, ninguém supera as virtudes e o poder da Mãe de Deus.

E embora sabendo que não merecemos tantas graças que Ela derrama sobre nós, continuamos pedindo e sendo atendidos; aliás, se não fosse pela intercessão dela, eu não estaria escrevendo este artigo. Meus filhos e netos também não estariam gozando de tanta saúde e paz se não tivéssemos pegado no terço e rezado constantemente por eles.

É por isso que publiquei há anos o livro ‘Minha Vida de Milagres’. Nele, eu conto todas as bênçãos que recebemos de Maria Santíssima. O livro anterior, ‘Mensagens que Agradam o Coração’, eu também ofereci a ela. Escolhemos a pessoa certa para nos proteger e agradarmos a Deus.

E como Deus abençoa quem ama sua querida Mãe, recebi de um outro filho apaixonado por Ela esta reflexão:

“Certo dia, notei que num canto da mesa alguém havia colocado uma mensagem que dizia: Você quer ser gente? Então decore e vivencie estes 12 pontos:

1 - Três coisas devemos cultivar: o esforço, a verdade e a perseverança.

2 - Três qualidades devemos preservar: o caráter, a nobreza e a humildade.

3 - Três colunas devemos manter de pé: a calma, o otimismo e a serenidade.

4 - Três flores devemos plantar: a caridade, o bem e a cordialidade.

5 - Três tesouros que devemos sempre acumular: os amigos, a cultura e a família.

6 - Três sentimentos que devemos expulsar: a cobiça, o medo e o rancor.

7 - Três fontes inesgotáveis de energia para revigorar: a terra, o céu e o mar.

8 - Três bandidos devemos banir: o pessimismo, a covardia e o desânimo.

9 - Três legados preciosos devemos defender: a honra, a dignidade e a honestidade.

10 - Três diamantes devemos burilar: o trabalho, a justiça e a alegria.

11 - Três galhos devemos podar: a língua, a indisciplina e a maledicência.

12 - Três irmãs gêmeas que devemos nutrir: a fé, o amor e a esperança.”

No momento em que li estas virtudes, pensei em Maria. Ela, com certeza, soube praticar como ninguém todos estes pontos. Também por isso foi a escolhida entre todas as mulheres para gerar o próprio Deus em seu ventre. Hoje, como Mãe da Igreja, assume todos os nossos problemas e nos alivia das preocupações quando nos abandonamos em seu colo.

Temos que imitar aquela que é citada mais de uma dezena de vezes na Bíblia: na anunciação, na visita a Isabel, no sonho de José, no nascimento de Jesus, na fuga para o Egito, no recenseamento, no encontro de Jesus no Templo, nas bodas de Caná, na cura dos enfermos, ao pé da cruz, no cenáculo, no apocalipse de São João... Em cada passagem, estava uma mulher parecida com o povo brasileiro - sofrido, mas repleto de esperança em Deus.

Temos que despertar mais para Maria de Nazaré: usando escapulário, fazendo peregrinações a templos marianos e, principalmente, rezando o Terço.

Ó Maria concebida sem pecado, Mãe amantíssima, rogai por nós que recorremos a vós; e que seja feita a vontade de seu santo Filho, Jesus.

Paulo R. Labegalini
Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 313 – 6Maio 2017
Qual a sua maior missão?
Este título pode fazer muita gente fugir desta leitura por várias razões: não se interessar pelo assunto; não aceitar refletir sobre o tema; não desejar mudanças em sua vida; e o mais preocupante: temer vestir a carapuça dos pecados que escolheu. Por outro lado, quem se dispõe servir a Deus, nada teme e sempre procura melhorar. Portanto, se você for continuar lendo, tenha este objetivo: crescer na fé e mudar de direção, se necessário.

Estamos nos aproximando do meio do ano e o que temos de bom para oferecer a Jesus em 2017? E sua grande missão na vida, como vai? É importante saber que vocação é uma coisa e missão é outra. Digo isto porque já ouvi pessoas afirmando que abraçaram a missão de pai, ou de professora, ou de jogador de futebol etc. Na verdade, cada um destes casos se refere à vocação e não à missão.

Vocação é um chamado que predispõe o talento de cada um. De acordo com nossas aptidões, desempenhamos atividades diversas e colocamos os dons que recebemos de Deus a serviço de alguma causa – até mesmo pessoal. Por sua vez, a missão nos é conferida por alguém e podemos abraçá-la ou não. Quando aceita, assumimos um sério compromisso e passamos a ter uma nova obrigação a cumprir.

Todos nós, cristãos, temos duas missões em comum: amar a Deus e servir o próximo. E se alguém lhe perguntasse se você tem vocação pra isso, o que diria? Se fosse comigo, eu responderia que o amor é o único dom presente em todo ser humano. E como doar esse amor só depende de mim; posso fazê-lo com liberdade a quem desejar, principalmente adorando o meu Criador e ajudando os mais necessitados.

Havia um menino que começava alguma tarefa e logo a largava desinteressado. Certo dia, seu pai pegou uma lente e lhe disse:

- Preste atenção que quando o sol incide na lente e eu não concentro o foco num ponto desta folha de papel, nada acontece. Agora, mantendo o ponto de luz imóvel por algum tempo, o papel se incendeia e surge um furo.

Este princípio também se aplica a tudo que fazemos. Para alcançarmos qualquer êxito na vida e agradarmos a Deus é indispensável concentrarmos os esforços na missão que recebemos. Tudo é questão de paciência, tempo e comprometimento. Às vezes, quando estamos prestes a desistir, rezamos e a solução do problema aparece.

Agora você pode concluir a respeito do foco que tem dado às maiores missões de sua vida. Inspire-se nesta frase de Samuel Johnson:

“As grandes obras são executadas, não pela força, mas pela perseverança.”

Paulo R. Labegalini
Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ – Editora Cléofas.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 312 – 28 Abril 2017

AS SETE CHAVES

Um dia li que, segundo o padre vicentino Lucas de Almeida, temos sete chaves para abrirmos o coração e lermos a Bíblia de forma libertadora, agradável e correta. As chaves são fáceis de encontrar, pois estão simbolizadas em nosso próprio corpo. Através delas, encontraremos a Palavra de Deus e entendemos melhor o sentido escondido atrás das mensagens. Eis as chaves:

1. Pés plantados na realidade – Para ler a Bíblia bem, é preciso olhar para a vida, conhecer a realidade pessoal, familiar e comunitária do país e do mundo. É preciso conhecer também a condição na qual viveu o povo de Deus. A Palavra não caiu do céu prontinha; ela nasceu das lutas, das alegrias, das esperanças e da fé de um povo.

2. Olhos bem abertos – Um olho deve estar sobre o texto e o outro na própria vida. O que fala o texto da Bíblia? O que fala o texto da vida? A Palavra de Deus está na Bíblia e na vida, e precisamos ter olhos para enxergá-la.

3. Ouvidos atentos – Um ouvido deve escutar o chamado de Deus e o outro escutar o irmão. Às vezes, o chamado é o mesmo!

4. Coração livre para amar – Ler a Bíblia com sentimento, com a emoção que o texto provoca. Só quem ama a Deus e o próximo pode entender o que o Todo-poderoso fala na Escritura e na vida. Existe um coração pronto para viver em conversão?

5. Boca para anunciar e denunciar – Aquilo que os olhos viram, os ouvidos ouviram. E o coração, sentiu a Palavra e a vida?

6. Cabeça para pensar – Usar a inteligência para meditar, estudar e buscar respostas para nossas dúvidas. Ler também outros livros que nos expliquem a Bíblia.

7. Joelhos dobrados em oração – Só com muita fé e oração dá para entender a Palavra e a vida. Pedir o dom da sabedoria ao Espírito Santo para entender a Bíblia.

Além das chaves que abrem nossos corações, o mesmo sacerdote recomenda algumas regras de ouro para a leitura da Santa Palavra, que são:

1. Ler todos os dias – Quando tivermos vontade e quando não tivermos também. É como um remédio: com ou sem vontade, tomamos porque é necessário.

2. Ter uma hora marcada para a leitura – Descobrir o melhor período do dia para ouvirmos Deus.

3. Marcar a duração da leitura – O ideal é que seja, no mínimo, de 30 a 40 minutos por dia.

4. Escolher um bom lugar – É bom lermos no mesmo lugar todos os dias. Deve ser um local tranquilo, silencioso, que facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração. Se, num determinado dia, não pudermos fazer o trabalho no lugar escolhido, não faz mal. Em qualquer lugar e em qualquer hora devemos ler. O importante é lermos disciplinadamente todos os dias.

5. Ler com lápis na mão – Sublinharmos e anotarmos: as passagens mais importantes, tudo aquilo que chamar nossa atenção, e as coisas que Deus falar de modo especial ao nosso coração. Isso facilitará encontrarmos as passagens quando precisarmos delas.

6. Fazer tudo em espírito de oração – Termos um diálogo com Deus: escutarmos, nos sensibilizarmos, chorarmos etc. É um encontro entre duas pessoas que se amam. Quando rezamos, falamos a Deus; quando lemos as Sagradas Escrituras, é Deus quem nos fala.

7. Decidir aplicar os ensinamentos – Para agradar a Deus e caminhar para a eternidade, temos que ser obedientes à Palavra; portanto, quanto antes decidirmos colocá-la em prática, melhor. As oportunidades que teremos para servir o irmão necessitado são limitadas e não podemos desperdiçá-las, mesmo porque dificilmente passaremos pelas mesmas leituras futuramente.

Bem, na verdade, esta sétima regra eu introduzi por considerar que vivemos planejando melhorias em nossa vida e sempre deixamos para depois. Damos desculpas diversas achando que Deus aceita e perdoa tudo. É bom sabermos que também existe a justiça Divina avaliando as nossas atitudes.

Temos que estar sempre vigilantes, porque parte de nós é vontade, mas a outra parte é cansaço; parte de nós é esperança, mas a outra é medo; parte de nós é crença, mas a outra é dúvida; parte de nós é caridade, mas a outra parte é ambição. Porém, nunca deixe de acreditar, porque parte de Deus é amor, e a outra também.

Deixe Jesus Cristo cuidar de tudo e não se arrependerá. Faça de conta que você é inquilino d’Ele e considere que assinaram um contrato que precisa ser fielmente cumprido. Pense na multa contratual muito alta que fatalmente pode lhe trazer sérios prejuízos. E na casa que alugou, coloque Nossa Senhora como governanta. Peça que Ela arrume tudo direitinho para você e que não permita que o Patrão seja ofendido. Pecados? Nem pensar!

Dá para adequar isso à realidade? Com certeza, muito mais felizes são aqueles que conseguem obedecer a Deus e entregar seus problemas à Virgem Maria. Então, para experimentar essas bênçãos, pegue agora mesmo as sete chaves e repasse algumas cláusulas do ‘contrato’. Sabe onde se encontra a sua Bíblia?

Paulo Roberto Labegalini
Itajubá-MG

- - -

Mensagem da Semana - Nº 311– 13 Abril 2017

AS DECISÕES ACERTADAS QUE TOMEI

Os fatos abaixo foram alguns passos importantes que dei na vida e que, em cada momento, mudaram completamente o meu destino. Para tecer esses comentários, omitirei os nomes completos das pessoas envolvidas.

Em 1972, após um ano de namoro, eu e a Fátima nos separamos. Passados alguns meses, ela foi a um baile de formatura em São Paulo, onde eu residia, e chorou o tempo todo ao me ver com outra namorada. Aquilo me comoveu, me fez ver o quanto ela ainda me amava, voltamos a namorar e estamos juntos até hoje. Que baile marcante, hein?

Após um ano, no último dia de carnaval em Monte Sião, conversando com um colega – Zezinho – que também cursaria o terceiro colegial, fui convidado a estudar com ele para o vestibular. Se eu aceitasse, teria que me desligar do emprego em São Paulo e me mudar para lá. Não demorou muito para eu rasgar a passagem de ônibus do dia seguinte e dizer que iria ser engenheiro. Aquela decisão deu início à minha carreira profissional.

Mais três anos se passaram e, numa aula do professor Hermeto, a nossa turma foi desafiada a fazer um exercício de Mecânica Geral no quadro negro. Como ninguém se prontificou e percebendo a decepção dele conosco, resolvi enfrentar o problema. Meio aos ‘trancos e barrancos’, consegui chegar à solução, fiquei motivado a continuar aprendendo o assunto e me tornei monitor da matéria. Considero que abracei a docência naquele dia e, formado, trabalhei na UNIFEI por 36 anos!

Depois, muita coisa aconteceu, mas, vou direto a 1992. Muitas pessoas sabem que fiquei internado em Campinas-SP e só tinha dois por cento de chance de sair vivo do hospital. Graças a muitas orações, fui curado e passei a ter mais ânimo para encarar novos desafios. Então, no ano seguinte, o professor Turrioni me animou a fazer doutorado com ele na USP e, como as demais decisões, foi rápida e abençoada.

E, agora, vem o mais importante, que aconteceu em 1997 na Capela de Nossa Senhora da Agonia. Ao final da missa, o amigo Valadão anunciou que estavam precisando de pessoas para ajudar na comunidade. De pronto, fui ao seu encontro, comecei a grande missão de evangelização em minha vida e, tenho certeza, não há volta, pois experimentei o Amor do Pai e vivo aceitando os seus chamados.

Esses chamados acontecem a toda hora e, vários, influem até hoje em tudo o que faço para o Reino de Deus. Eis aqueles convites que melhor recordo: do Manezão, para eu ser vice-presidente da Associação Nossa Senhora da Agonia; do Ernani e da Meire, para ser Vicentino; do Pacheco, para escrever semanalmente no jornal ‘O Sul de Minas’; do Luiz Antônio, para participar da Tribuna Independente, na Rede Vida; do Cesário, para gravar o primeiro CD; da Ângela do Aldo, para escrever um livro de artigos católicos; da Helena, para ingressar na Pastoral da Comunicação; do Inácio, para a Pastoral Familiar; do Júlio César, me indicando para colunista de jornais e revistas Vicentinos; do José Vítor, para animar os encontros da Escola de Caridade Antonio Frederico Ozanam; do Paulinho, para fazer concurso no Instituto Federal em Pouso Alegre; enfim, isso não tem fim!

Como eu nunca disse ‘não’ aos chamados, continuo caminhando para entrar em muitas outras portas que Deus me abrirá, porque sei que posso contar com as orações da minha mãe, dos familiares e amigos; posso sempre recorrer à intercessão do meu pai, dos parentes falecidos e de muitos santos protetores; posso continuar contando com os bons comportamentos de minha esposa e filhos, que me dão paz suficiente no dia-a-dia; e conto, ainda, com a bênção maior daquela que é a paixão da minha vida: Nossa Senhora.

Se eu tivesse comido uma batata a cada decisão acertada que tomei, já teria engordado tanto que não poderia sequer andar; mas, pensando bem, não foi quase isso que Jesus fez por nós? Só que, ao contrário, Ele foi assumindo os nossos erros e acabou, realmente, sem poder andar – pregado na Cruz! Eu, pelo menos, aprendi que é mais fácil caminhar com oração e acertar em cada decisão do que pecar e não ter sempre alguns ‘anjos’ de prontidão.

Convite: a Semana Santa chegou. Não deixe de participar. Deus conta com você!

- - -

Mensagem da Semana - Nº 310- 7 Abril 2017

HISTÓRIA OU REALIDADE?

Na semana passada, escrevi sobre o poder da oração e continuo convicto de que as maiores necessidades do homem podem ser obtidas com os joelhos no chão. Pena que nem todos pensem assim e muitos insistem em não crescerem na fé. Quando as pessoas participam do cursilho, por exemplo, saem dizendo: ‘Quanto tempo eu perdi na vida sem rezar e praticar caridade!’.

Sabemos que o tempo perdido não pode ser recuperado, mas, Deus permite que os arrependidos entrem no Céu; então, por que a teimosia de alguns em não aceitar o terço nas mãos ou um altar santo à sua frente? Seria medo do compromisso futuro de estarem sempre sendo chamados ao serviço gratuito? Exceto isso, não sei o que pensar porque completamente ateu ninguém é.

Conheço a história de um homem chamado Jacinto que não entrava na igreja perto de sua casa há anos. Aos domingos, quando saía na janela, via muitos entrando e um mendigo na porta pedindo esmolas. Achava isso normal e não se compadecia dele. O tempo foi passando e o homem descrente começou a ficar incomodado pensando no dinheiro que aquele pobre arrecadava na calçada. Resolveu, então, fazer as contas.

Levantou bem cedo e, assim que o mendigo chegou, começou a marcar quantas notas iam para o chapéu colocado no chão. Obcecado com a quantidade de dinheiro ali depositado, Jacinto até se esqueceu do almoço para não deixar de contar tudo direitinho. À noite, o pobre velho se levantou e saiu andando com uma sacola na mão.

O proprietário da casa bonita da praça não aguentou de curiosidade e foi atrás. Ele queria saber qual era o bar que o ‘safado’ iria parar e beber pinga até cair. Andou mais de uma hora seguindo o senhor que mancava e caminhava com dificuldade. Chegando a um terminal de ônibus, viu o mendigo forrar o chão com jornal e se acomodar para dormir. Mais uma vez, Jacinto pensou indignado: ‘Safado! Só não vai beber hoje porque os bares já estão fechando. Aposto que amanhã ele enche a cara’.

Quando voltou pra casa, aquele homem insensível ao sofrimento alheio assustou-se ao perceber outro senhor pedindo esmolas na porta da mesma igreja, e foi logo concluindo: ‘Ah, já sei! Um segura o lugar pro outro e aqui ninguém mais tem vez’. E voltou para a janela querendo saber qual seria a arrecadação daquele pobre coitado.

Tarde da noite, o mendigo se acomodou por ali mesmo e dormiu. Jacinto se sentiu realizado com a conclusão que aquilo dava muita grana. Mal amanheceu o dia e ele correu até o terminal de ônibus para saber como o primeiro pobre gastaria o dinheiro. Esperou ele acordar e o seguiu pela avenida.

Andaram mais uma hora e meia até avistarem outra igreja. Assim que entraram, o velho depositou o saco de dinheiro no altar e se ajoelhou para rezar. Jacinto não estava entendendo nada e ainda tinha esperanças que aquilo terminasse em cachaça; porém, logo veio o padre, pegou o dinheiro e deu um abraço naquele senhor que rezava.

Enquanto conversavam, o mendigo que dormiu na calçada perto da outra igreja também entrou. Fez o mesmo gesto: depositou o dinheiro no altar e se ajoelhou para rezar. Jacinto só pensava besteiras e repetia baixinho: ‘Que diabos é isso?’. Já atrasado para o trabalho, aguentou firme sentado no banco até que os dois velhos deixassem o local.

Jacinto os alcançou e foi logo perguntando:

– Perdoem minha curiosidade, mas tenho uma quantia para doar e gostaria de saber se esta igreja está precisando do dinheiro.

– Toda igreja precisa – respondeu um deles.

– Mas, aqui, qual o principal uso da esmola, vocês sabem?

– Sim, sabemos. Estão construindo um hospital para crianças com câncer.

– Quem deve se preocupar com isso é o governo e não a Igreja! – disse Jacinto.

– Pode ser, mas nós já perdemos filhos porque não pudemos pagar o tratamento e não queremos que isso volte a acontecer com outros pais.

Jacinto estremeceu com aquilo que acabava de ouvir e, gaguejando, resolveu abrir o jogo:

– Eu moro na praça onde vocês esmolam e ontem percebi que o senhor não almoçou nem jantou!

– Eu me acostumei a comer pouco. Quando meu filho estava doente, eu oferecia o meu jejum pela sua cura e valeu a pena.

– Como valeu a pena se ele morreu?

– Ele não morreu. Deixou de sofrer e vive lá no Céu junto a Jesus e a Maria. Hoje eu pratico o bem porque quero estar com eles um dia.

Mais uma vez, Jacinto ficou sem palavras. Voltou-se para a igreja e viu pessoas entrando. Muito lentamente, também entrou e colocou um dinheiro no cofre. Em seguida, olhou para a imagem de Nossa Senhora Desatadora dos Nós no altar e rezou com as palavras que sabia: ‘Ave, cheia de graça! Bendito é o vosso fruto, Jesus. Santa, mãe de Deus, rogai por nós na hora da nossa morte. Amém!’.

Imagine agora, leitor(a), você no lugar daquele homem... O que faria daquele dia em diante? Deixaria de rezar e praticar a caridade diariamente? Se tiver dúvidas do destino do dinheiro do dízimo na igreja, procure o sacerdote da sua comunidade e pergunte. Você não irá se frustrar e Deus vai lhe agradecer – sempre colocando anjos para lhe acompanhar. Assim seja!

- - -

Mensagem da Semana - Nº 309- 31 Março 2017

ABRINDO O CORAÇÃO

Há fatos na vida que demoramos para comentar e, às vezes, ficam em segredo para sempre. Os motivos são diversos e dependem do espírito de cada um. Eu, por exemplo, tenho alguns critérios que julgo serem condizentes com o serviço que presto na Igreja Católica: não conto histórias que possam vir a prejudicar alguém ou humilhar quem quer que seja.

Por isso, me policio para divulgar somente aquilo que contribui para a promoção da vida, o crescimento da fé e a salvação da alma. Também quando tenho certeza que algumas pessoas pensariam que estou exagerando na conclusão da graça recebida, deixo de relatar.

Hoje, porém, resolvi abrir o coração e trazer à tona parte do que ficou pra trás. Estarei me expondo um pouco mais e envolvendo alguns amigos nos relatos, mas, por ser tudo verdade, pode contribuir para novas conversões.

Um dia, meu amigo Paulo Augusto Bonaldi foi à minha sala na UNIFEI para pedir oração. Na época, ele confessou que rezava pouco, mas confiava na oração dos amigos. Estava meio desesperado, com uma dor no pé que não passava há meses. Segundo ele, já havia consultado vários médicos e feito muitos tratamentos, sem resultados de melhora.

Bem, eu aceitei o compromisso de ajudá-lo com orações e pedi que também o fizesse, mas, com maior frequência e confiança. Pouco tempo depois, ele voltou e trouxe a boa notícia que estava curado. No primeiro agradecimento que me fez, expliquei que apenas fui um dos agentes intercessores da graça recebida, pois, sua esposa também rezou e contribuiu bastante para isso. A cura o ajudou a confiar mais na oração e, por iniciativa própria, começou uma novena e alcançou outra graça.

Como nem só notícia ruim corre de boca em boca, o Bonaldi encontrou-se com o médico Jarbas de Brito e confidenciou que Nossa Senhora era íntima comigo. Então, muito tempo depois, eu assumi outro compromisso: rezar pela cura das aftas do Jarbas que o incomodavam há anos. E mais uma vez a graça aconteceu! O fato foi tão marcante em sua vida que ajudou a reacender a fé em seu peito.

Mais histórias como estas de cura pela oração eu teria para contar em detalhes aos montes, mas, o que concluir disso tudo? Já pensei muito a respeito e tirei minhas conclusões.

Em primeiro lugar, sei que não tenho poder algum de estar curando pessoas, apenas sou atendido em alguns casos por ter pequenos méritos com Deus. Como nunca digo ‘não’ aos chamados de evangelização, Ele me atende quando o pedido é de Sua vontade.

Segundo, o meu amor por Nossa Senhora é tão grande que minha Mãezinha não deixa de me conceder graças. Tudo o que preciso, coloco em suas mãos e confio plenamente no seu poder. Se Jesus veio ao mundo por Ela, também continuarão vindo bênçãos sobre bênçãos por meio d’Ela.

E um terceiro ponto importante a considerar é que há inúmeras intenções que rezo há anos e ainda não foram atendidas. Por quê? Bem, o nosso tempo é diferente do tempo de Deus e cada um receberá o que merece na hora certa. Quem já alcançou alguma graça maravilhosa, tem o compromisso de viver com dignidade cristã e ajudar na construção do Reino; e quem continua carregando sua pesada cruz com oração, o Céu o espera para mostrar quão bela é a recompensa.

Eu publiquei um livro pela Editora Santuário – ‘Minha Vida de Milagres’ – onde digo que tenho sido muito abençoado após minha conversão em 1994. Passei a rezar mais, trabalhar em várias pastorais e ajudar os necessitados. Isso não está ao alcance de todos? Só não participa desses trabalhos comigo quem não quer.

E quando caminhamos com Jesus e Maria no coração, os sinais não param de chegar. Num sábado, na dúvida se poderia ou não comungar por estar sem confessar há meses, acabei não indo à mesa do altar. No dia seguinte, durante a missa, eu disse a Jesus que não tinha nenhum pecado mortal no coração e, pedindo perdão pelos pecados menores, fui recebê-lo na Eucaristia. Pois bem, sem perceber, a ministra colocou duas Hóstias em minha mão! Julguei que Jesus quis ‘repor’ minha comunhão do dia anterior.

Para concluir o quanto devemos nos entregar nas mãos de Deus, eis um testemunho do Monsenhor Jonas Abib:

“Vivi uma experiência inesquecível há algum tempo. Numa missa, percebi uma alergia muito intensa na mão de uma pessoa que ia receber a Eucaristia. No momento em que coloquei a Hóstia em sua mão, a alergia desapareceu. Durante todo o restante do rito da comunhão fiquei me perguntando: ‘Senhor, o que vi foi mesmo real ou foi impressão minha? O Senhor curou?’. Após a comunhão, tive a coragem de anunciar aquela cura e falei em voz alta: ‘Onde você estiver, se manifeste e mostre para as pessoas a sua mão’. A resposta foi imediata: com lágrimas nos olhos, a pessoa mostrou a todos sua mão curada!”

Acredito que haverá muito mais a contar quando Deus me revelar novas curas. Assim seja!

- - -

Mensagem da Semana - Nº 308- 24 Março 2017

INVEJA E AMBIÇÃO

Havia uma tartaruga que vivia num lago com dois patos. Eles sempre foram amigos, mas, ela tinha muita inveja de tudo que os via fazendo. Um dia, quando os patos resolveram fazer um passeio a um lugar distante, a tartaruga perguntou:

- O que irão fazer lá?

- Vamos comer coisas diferentes para nos fortalecer - respondeu um dos patos.

- Eu também quero ir.

- Mas, voando, como podemos levá-la?

- Vocês seguram com o bico as pontas de um graveto e eu mordo no meio.

- Tá certo, mas, você não pode falar nada durante a viagem para não cair. Nós voamos bem alto, sabia?

E partiram em busca de novos alimentos. Lá de cima, a tartaruga vivia uma experiência maravilhosa, coisa que nunca pensou conseguir. De repente, ela avistou um parque de diversões com uma roda-gigante imensa, e acabou dizendo:

- Eu também quero andar...

Quando percebeu que se soltou do graveto, já era tarde. Ela caiu na rocha e morreu. Então, um pato falou pro outro:

- Demorou, mas, sua inveja a matou!

Pois é, se a inveja e a ambição não existissem no coração do homem, a partilha no mundo seria completamente diferente. Santo Agostinho disse: “Buscai o suficiente para vós e não queirais mais, porque tudo o que excede o necessário, oprime e não eleva, pesa e não honra”.

Mas, como disseminar a caridade nos corações endurecidos pelo pecado da ganância? Sabemos que tudo começa pela oração, porém, com certeza, a prioridade ainda é o gesto concreto. O fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo, Antonio Frederico Ozanam, falou: “Deixa a tua oração, se um irmão te pede um copo de água”. E, mais recentemente, Mário Quintana definiu bem aqueles que só pensam em si:

“Louco é quem não procura ser feliz com o que possui. Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de fome. Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir o desabafo do amigo. Paralítico é o que não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. Diabético é quem não consegue ser doce. Anão é quem não deixa o amor crescer. E miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.”

Quem já sabia disso há dois séculos era São João Maria Vianney. Vivia em Ars, uma aldeiazinha de 230 habitantes, e somente pôde aprender a ler aos 18 anos de idade. Sentiu-se chamado para o sacerdócio, mas não foi capaz de seguir o curso normal de seminário porque não conseguiu dominar o latim e a filosofia. Mesmo assim, o bispo resolveu ordená-lo, embora achando que ele nunca teria discernimento suficiente para atender confissões.

Aconteceu exatamente o contrário. Padre Vianney revelou-se extraordinário apóstolo do confessionário, com luzes sobrenaturais que o faziam converter os pecadores e reconciliá-los com Deus. Começaram a vir peregrinos de toda a França e até do estrangeiro, desejosos de se confessarem ou lhe pedirem orientação.

Desde 1830 até sua morte, vinham anualmente 100 mil pessoas a Ars, o que perfazia uma média de mais de 270 por dia! Para atender a tanta gente, o zeloso pároco precisava passar de 12 a 18 horas diárias no confessionário. Levou uma vida muito sacrificada durante 35 anos. Foi canonizado em 1925, sua festa aconteceu em 4 de agosto e é venerado como padroeiro dos párocos.

É impressionante como tanta gente chegou ao Céu por dar exemplos cristãos fascinantes e, ainda hoje, aprendemos tão pouco. Quanto mais lutamos para melhorar de vida, mais pensamos em comprar e mais nos esquecemos do pobre. Até quando fecharemos os ouvidos para as necessidades dos que sofrem? Adianta ficarmos xingando os corruptos se o nosso dinheiro também não é partilhado?

O Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Emérito Bento XVI, um dia escreveu esta oração:

“Senhor Jesus Cristo, ajuda-nos não só a acompanhar-te com nobres pensamentos, mas a caminhar pelo teu caminho com o coração; mais ainda, com os passos concretos da nossa vida quotidiana. Liberta-nos do medo da cruz, do medo diante da troça dos outros, do medo que a nossa vida possa escapar-nos se não aproveitarmos tudo o que ela nos oferece. Ajuda-nos a desmascarar as tentações que nos prometem a vida, mas cujas consequências nos deixam, no fim, sem objectivo e desiludidos. Ajuda-nos a não nos fazermos senhores da vida, mas, a dá-la. Acompanhando-te pelo caminho do grão de trigo que cai na terra para dar muito fruto, ajuda-nos a encontrar, ‘perdendo a nossa vida’, o caminho do amor - que nos dá verdadeiramente a vida em abundância.”

Amém!

- - -

Mensagem da Semana - Nº 307- 17 Março 2017

AS DUAS FACES DA MOEDA

Você sabe quem é capaz de provocar inúmeras alterações na vida de algumas pessoas que têm com ele contato mais estreito? Pois bem, eis algumas dicas:

– Pode mudar completamente a filosofia de vida de alguém, pois reverte sua postura perante os outros. Há, ainda, aqueles que se tornam seus servos. Noutros, ele altera radicalmente o senso de justiça porque é, realmente, muito poderoso.

– Em cada país, veste-se com roupagem diferente e atende sob diversas denominações, mas em todo lugar tem seus adoradores. Aqueles que entendem o seu verdadeiro objetivo, o têm para promover a paz e o bem-estar social. Ele também mantém empregos, permite pesquisas científicas importantes, impulsiona a tecnologia, fomenta a educação e a saúde de muita gente.

E agora, você já sabe de quem é que estou falando? O dinheiro? Sim, é isso mesmo! O dinheiro, por si só, é neutro; o que faz a diferença é o valor que cada um lhe atribui. Sem dúvida, é um valioso recurso para servir de alavanca ao progresso da humanidade e não há nada de errado possuí-lo em abundância.

O que ocorre é que, quase sempre, o colocamos acima da promoção do ser humano. Salvo as honrosas exceções, o homem – que deveria ser o senhor – se submete a ele totalmente, tornando-se escravo por opção. Dispõe-se a servi-lo a qualquer custo e, muitas vezes, vende a honra, a dignidade, a fidelidade às leis e até a própria vida – como temos visto na política.

O cidadão insensato torna-se mesquinho e arrogante, negando até mesmo a existência de Deus e elegendo o dinheiro como o todo poderoso, ao qual presta reverências. Já o homem prudente, o usa para conquistar a liberdade na Terra e o descanso eterno no Céu. Como aplicar esse recurso, é apenas uma questão de escolha.

Mas, se no início deste artigo, você pensou que eu estava falando de Jesus, também acertou. Releia os três primeiros parágrafos e confirme que as afirmações podem se referir ao nosso Senhor. Quem O aceita, muda radicalmente de vida, passa a adorá-Lo e consegue promover a paz, concorda? Em cada lugar, O exaltam com denominações próprias: Cristo, Menino Jesus de Praga, Senhor do Bonfim, Ressuscitado, Salvador, Cordeiro de Deus, Rei dos Reis, Javé, Filho do Altíssimo, Espírito Santo etc.

Logicamente que ser servo de Jesus é bem diferente de ser escravo do dinheiro. Quem serve a Deus, sabe que os últimos serão os primeiros, enquanto que quem adora a fortuna, só se esforça para acumular riquezas aqui na Terra. E quem ama a Deus partilha; já quem ama demasiadamente o dinheiro, prefere esbanjá-lo sempre. Enfim, estar com Jesus só faz bem, mas o mesmo nem sempre acontece quando temos muito dinheiro.

Nem é novidade dizer que ser rico não é pecado, porém, o mau uso da riqueza pode nos fazer perder os valores espirituais que nos levariam à salvação. Por isso é que Jesus disse que dificilmente um rico entra no Reino do Céu. E para ficar mais claro tudo o que estou escrevendo, vamos refletir nesta história:

Três homens viajavam pelo deserto e, após duas semanas de caminhada, ficaram perdidos. O velho camelo que os levava também adoeceu e não podia suportar mais tempo sem tratamento. Desesperados, começaram a rezar e, no entardecer de mais um dia de sofrimento, avistaram um mercador montado num belo animal.

Correram pra junto dele e pediram que os levasse, mas, a resposta foi preocupante:

– Só vou levar um de vocês. Quando amanhecer, quem me pagar mais pela viagem, será transportado na traseira do meu camelo.

Cansados e assustados, começaram a preparar o local de pouso sem mais nada conversar. Assim que o sol apareceu, só dois homens estavam ali. Perceberam que o outro companheiro os roubou e seguiu viagem com o mercador. Começaram, então, a lamentar:

– Por que não tive a mesma ideia? Eu era o mais forte dos três e podia ter conseguido o dinheiro na hora!

– Mas, eu é que tinha mais dinheiro no bolso! Se tivesse feito a oferta e pago ontem à noite, teria garantido o meu lugar.

Foi quando viram uma coberta enrolada na areia. Dentro, havia uma folha com o seguinte recado do mercador: ‘A atitude do amigo de vocês irá condená-lo ao fogo do inferno. Agora, cabe a vocês se salvarem, pedindo perdão dos pecados e confiando na graça de Deus’. E aqueles dois homens ainda se dividiram nas opiniões:

– Quem ele pensa que é para nos aconselhar? Se não fosse a sua proposta gananciosa, ainda teríamos alguma chance de sairmos daqui.

– Calma, companheiro! Vamos rezar e pedir a Deus que as pegadas na areia não se apaguem logo. Com certeza, aquele mercador foi enviado em resposta às nossas preces.

Em seguida, saíram caminhando: um atrás da vingança e o outro, quem sabe, buscando entrar novamente numa igreja. Naquele momento, o dinheiro no bolso não fazia nenhuma falta, mas o Espírito Santo no coração fazia toda a diferença.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 306- 11 Março 2017

A ESPERANÇA CONTINUA

Era uma vez, uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Era uma ave diferente de todas as outras por ser encantada. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar; mas, o da menina voava livre e vinha quando sentia saudades.

Suas penas também eram diferentes e mudavam de cor – sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde ele voava. Certa vez, voltou totalmente branco, com uma cauda enorme de plumas fofas como algodão, e disse:

– Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua. Trouxe nas minhas penas um pouco do encanto que vi, como presente para você.

E assim ele cantava canções e contava histórias daquele mundo que a menina nunca vira, até que ela adormecia e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez, voltou vermelho como fogo e com um penacho dourado na cabeça; e de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. Também a ave amava a menina, pois voltava sempre, mas chegava a hora da tristeza...

– Tenho que ir amanhã – ele dizia.

– Por favor, não vá. Fico tão triste, terei saudades e vou chorar.

– Eu também terei saudades, também vou chorar, mas, assim como as plantas precisam da terra, você precisa do ar e os peixes precisam da água, o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza na espera da volta que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades, deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.

E, mais uma vez, ele partiu. A menina chorava de tristeza à noite imaginando se o pássaro voltaria. Numa dessas noites, ela teve uma ideia malvada: ‘Se eu o prender na gaiola, ele nunca mais partirá e será meu para sempre. Jamais terei saudades e ficarei feliz’.

Com este pensamento egoísta, comprou uma linda gaiola – própria para um pássaro que se ama muito – e ficou à espera. Finalmente ele chegou maravilhoso, com suas novas cores e lindas histórias. Foi então que a menina, cuidadosamente, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E ela adormeceu feliz, até acordar de madrugada com um gemido triste do pássaro.

– Ah, menina, o que é que você fez? Quebrou o meu encanto! Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias. Sem a saudade, o amor irá embora.

A menina não acreditou e pensou que ele acabaria por se acostumar; mas, isso não aconteceu. O tempo foi passando e o pássaro ficando diferente. Caíram suas plumas – os vermelhos, os verdes e os azuis transformaram-se num cinzento triste. Deixou também de cantar.

A menina se entristeceu e percebeu que aquele não era o pássaro que ela amava. De noite, ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu melhor amigo. Enfim, não mais aguentou e abriu a porta da gaiola.

– Pode ir, amiguinho, e volte quando quiser.

– Obrigado, minha linda. Você sabe que preciso partir para que muitas coisas boas aconteçam dentro de mim. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita e se enfeitará para me esperar.

Então, voou para lugares distantes, enquanto a menina contava os dias. Cada hora que passava, a saudade crescia.

– Que bom, meu pássaro está ficando encantado de novo – pensava ela.

E ia ao guarda-roupa escolher os vestidos, penteava seus cabelos e colocava flores nos vasos. Quase sempre dizia à mãe:

– Nunca se sabe, pode ser que ele volte hoje!

Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro, porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum continente ele haveria de voltar. E ela repetia:

– Que mundo maravilhoso que guarda em alguma cidade o pássaro que eu amo!

E foi assim que, cada noite que ia para a cama, ela ficava com o coração triste de saudade, mas feliz com a esperança de vê-lo novamente.

– Quem sabe ele voltará amanhã?

Ela dormia e sonhava com a alegria do reencontro...

Da mesma forma, não prenda a caridade no seu coração. Deixe-a partir às casas dos pobres e ela voltará dando mais sentido à sua vida. Estando fechada dentro de você, muitas histórias bonitas deixarão de ser contadas e o mundo será menos colorido.

Quem pratica a caridade sabe que, mesmo quando descansa à noite, Deus abençoa e cura sua vida. Portanto, há uma gaiola dentro de você que precisa estar sempre aberta: o seu coração. Nele, o amor sai e a graça entra, permitindo uma amizade muito próxima com Jesus Cristo. Ele mantém viva a esperança de chegarmos ao Céu porque, lá também, a porta está aberta.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 305 - 2 Março 2017

ANIMAIS IRRACIONAIS

Deus criou o burro e disse-lhe:

- Trabalharás de sol a sol carregando fardo no lombo, comerás capim, não terás inteligência alguma, viverás 30 anos e serás burro.

O pobre animal respondeu:

- Serei burro, mas viver 30 anos é muito. Senhor, dá-me apenas 10 aniversários.

E Deus lhe deu 10 anos de vida.

Depois, criou o cachorro e disse-lhe:

- Vigiarás a casa do homem e serás seu melhor amigo. Comerás os ossos que ele te jogar e viverás 20 anos.

Por reclamar do longo tempo de vida comendo ossos, Deus lhe deu apenas 10 anos.

E o Criador preparou outro animal, dizendo:

- Serás macaco, pularás de galho em galho fazendo macaquices. Serás divertido e viverás 20 anos.

O macaco também reclamou de ficar fazendo micagens durante toda a vida e conseguiu reduzir 10 anos na sua existência.

Enfim, o Todo-poderoso criou o ser humano e declarou:

- Serás homem, o único animal racional sobre a face da Terra. Usarás tua inteligência para te sobrepores aos demais animais e à natureza, dominarás o mundo e viverás 30 anos.

O humano esperto respondeu:

- Senhor, sendo o mais inteligente dos animais, viver 30 anos é muito pouco! Dá-me os 20 anos que o burro rejeitou, mais 10 anos que o cachorro não quis e também outros 10 que o macaco dispensou.

- Está bem. Terás 30 anos como homem; casarás e passarás a viver 20 anos como burro, trabalhando e carregando fardos; serás aposentado pelo INSS, vivendo 10 anos como um cachorro, vigiando o lar e chupando ossos; e depois ficarás velho e viverás mais 10 anos como macaco, pulando de casa em casa, de um filho para outro, fazendo macaquices para divertir os netos.

E assim terminou a história da criação dos animais, segundo os piadistas de plantão.

Bem, logicamente que não dá para concordar com isso, mas não deixa de ser um conto engraçado. Agora, se quisermos levar o relato um pouco mais a sério, será que não existem algumas boas verdades na brincadeira? Quanta gente come capim para sobreviver, é tratado como cachorro em hospitais e vive pulando de galho em galho por não ter onde morar!

Outros, em situações financeiras privilegiadas, fazem pouco uso da inteligência e vivem como burros, sem religião. Quando se consideram superiores no ambiente rico que frequentam, fazem macaquices para chamar a atenção. E alguns até ameaçam morder se ameaçados!

Veja, a intenção não é desfazer de ninguém, mas é impressionante como há semelhanças de pessoas com animais irracionais, tipo: rato, cavalo, pavão, peixe, preguiça, e outros que nem vale a pena citar. E esta reflexão tem mais sentido quando a inserimos no contexto da desigualdade socioeconômica do nosso Brasil. Nisto, somos o segundo país do mundo! Se aqui não houvesse tantos ratos e cobras traiçoeiras, a situação seria outra, concorda?

E o que fazer para mudar? Moisés, por exemplo, foi um grande exemplo de como devemos enfrentar os problemas que surgem em nosso trajeto. Logo de início, já dá pra dizer que as maiores dificuldades, geralmente, estão no comportamento injusto e teimoso da própria pessoa.

O primeiro episódio decisivo da vida de Moisés termina em fracasso - quando ele enfrenta e mata um egípcio que maltratava um escravo hebreu. No dia seguinte, falou com outros hebreus e foi incompreendido. Teve que fugir para não ser preso e só depois de 40 anos trabalhando como pastor de ovelhas foi chamado ao exercício da liderança.

Não foi uma liderança que caiu do céu, pois ele teve que construí-la passo a passo, gesto por gesto. Para isso, soube fortalecer suas qualidades, que se tornaram mais poderosas do que seus pontos fracos, tais como: falta de confiança em si próprio, dificuldade na comunicação, medo de assumir desafios e ira.

Confiante em Deus, tornou-se persistente, justo, prudente, estrategista, aberto a novas ideias, carismático, solidário, disciplinado, humilde e paciente. E os resultados dessas mudanças acredito que todos saibam, mas que fique bem claro que os frutos que colheu se fundamentaram na fé.

Algumas sabedorias populares poderiam traduzir esse sucesso com as seguintes frases:

‘Os tristes acham que o vento geme; os alegres e cheios de esperança afirmam que ele canta’. ‘O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos’. ‘Somos todos anjos com uma asa só, e só podemos voar quando abraçados uns aos outros’.

Quem quiser melhores conselhos, sugiro que consulte o Livro da Sabedoria. No momento, prefiro afirmar o seguinte: ‘O tempo de vida que você dedica a Deus e foge dos pecados o coloca no Céu ou no Inferno’. Corra para o seu objetivo como um leopardo ou retarde a sua chegada como uma tartaruga. Isso depende de bom senso e, principalmente, do seu instinto racional.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 304 - 17 Fevereiro 2017

O QUE É MAIS IMPORTANTE?

Um homem encontrou uma lâmpada mágica e, ao libertar o gênio, soube que teria direito a dez desejos pessoais, mas, dois de cada vez e sem poder repeti-los. E foi logo pedindo:

- Eu quero muitas mulheres e bastante dinheiro. Que maravilha! Ele mal pode acreditar naquilo que estava vendo: lindas garotas e malas de notas de cem à sua frente! Porém, com o tempo, suas namoradas gastaram tudo o que tinha e foram embora. Então, percebeu que precisava saber administrar o que o gênio lhe concedia, e pediu novamente:

- Dê-me fama e beleza. De repente, começou a ser convidado para desfiles de moda e ficou conhecido em todo lugar, mas era pouco comunicativo e logo caiu no esquecimento. Nervoso porque não tinha feito os pedidos certos, mais uma vez tentou:

- Agora, desejo um bom emprego e muita inteligência. Achando que enfim tinha acertado, passou algum tempo sendo um executivo de sucesso, mas ficou gravemente doente e foi demitido. Inconformado com a falta de sorte que lhe rondava, resolveu fazer um pedido diferente:

- Saúde e amigos sinceros. Tudo caminhou bem por muito tempo, até que ficou triste por estar sempre repetindo os mesmos programas e perdeu a vontade de sair de casa. Ao chamar o gênio novamente, foi alertado que só restaram dois pedidos. Pensou bastante e concluiu:

- Preciso de vida longa e paz de espírito. O bom gênio sorriu, deu-lhe uma Bíblia e disse-lhe:

- Meu amo, aqui está o segredo de tudo. Perseverando na fé, você constituirá uma família cristã e, através da caridade, terá paz e ganhará a eternidade.

E você, leitor, o que pediria para não errar na primeira tentativa? Os dois maiores Mandamentos, segundo Jesus, teriam chance de fazerem parte da sua decisão? Quantas pessoas da sua família você acha que diriam: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a mim mesmo’?

Eu acredito que se a pesquisa fosse feita no nosso país, a maioria pediria ‘dinheiro e felicidade’. Bem, sabemos que só dinheiro não leva ninguém para o Céu, muito pelo contrário, se assim fosse, não haveria ninguém tão rico porque saberiam repartir com os pobres. E felicidade, o que significa ser feliz para você?

Se não der para resumir numa única colocação, o gênio também não saberia como lhe atender, concorda? E se os seus critérios de felicidade não condicionarem sua permanência junto de Deus, eu discordo. Sem estar caminhando com o Espírito Santo, ninguém é feliz de fato e toda alegria resultará em nada.

Em minhas orações, eu sempre peço: ‘Paz, saúde e fé’. Com isto, eu corro atrás do resto e alcanço a minha felicidade e a de muita gente que posso ajudar. Mas, se eu também tivesse que fazer apenas dois e não três pedidos, ficaria com ‘fé e saúde’.

Veja, perseverando na fé, eu cresceria em espiritualidade e nunca deixaria de amar a Deus e ao irmão. Ainda, com fé, não perderia a esperança de buscar a paz através da oração. E o segundo desejo - a boa saúde - viria como complemento para cumprir a missão que Deus me reservou.

Fechando o raciocínio, eu diria que há coisas que são bonitas no papel, mas, na prática, não acontecem porque muitos dizem ser filosofia barata. No caso dos dois últimos pedidos que citei, são possíveis de serem concretizados por quase todas as pessoas.

Quem já tem saúde para se divertir e fazer tantas outras coisas, só falta perseverar na fé! Isso se consegue facilmente em grupo quando estamos firmes numa Comunidade. Sozinho é meio difícil, mas participando de alguma Pastoral, uns motivam os outros e o fervor nos impulsiona ao trabalho missionário.

Concluo, que não podemos nos deixar levar pelo comodismo, egoísmo e falta de tempo. Com humildade, perdão e oração, iremos longe! No capítulo 10 de São Mateus, Jesus diz: “Envio-vos como ovelhas para o meio dos lobos; sede, pois, prudentes como as serpentes e simples como as pombas... Não sereis vós a falar, mas o Espírito do vosso Pai é que falará por vós... E sereis odiados por todos, por causa do meu nome; mas aquele que se mantiver firme até o fim será salvo”.

Portanto, o caminho da salvação está aberto para todos e não há como desvincular a nossa vida com a missão de servir a Deus. Quem reconhece isso e abre o seu coração, conta também com a santa proteção de Nossa Senhora a todo momento. Agora, quem ainda acha que a diversão é mais importante do que a oração e a caridade, sugiro que pegue a Bíblia e se oriente melhor.

Há uma pequena história a respeito de um diálogo entre dois amigos, assim:

- Neste final de semana, ao invés de ir à missa, vamos pescar?

- Não - respondeu o outro.

E viveram felizes para sempre.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 303– 12 Fevereiro 2017

ACEITE O FILHO

Eis uma linda história que me contaram:

Um senhor extremamente rico vivia com muita fartura. Bens materiais ele tinha todos, mas, não conseguia dar à esposa aquilo que ela mais desejava: um filho. Após muitos anos tentando ter a criança tão esperada, um tratamento no exterior permitiu que o herdeiro viesse ao mundo.

Devido ao parto prematuro, o menino nasceu com alguns problemas de saúde e foi crescendo tomando muitos remédios. Aos doze anos, ele contraiu uma doença seríssima e, antes de morrer, quis pintar um quadro com a melhor qualidade que conseguisse; porém, por estar na cama de um hospital, as pinceladas não saíram tão bonitas. Mesmo assim, o quadro foi colocado na sala da mansão da família após sua morte.

Pouco tempo depois, os pais do menino perderam a vontade de viver e foram se entregando nas mãos de Deus, até que faleceram também. E por não terem parentes próximos, deixaram uma fortuna em quadros famosos a uma creche da cidade. Todos foram a leilão, inclusive o quadro do filho.

Assim que o leiloeiro deu início aos lances, começaram a gargalhar quando viram que aquela primeira obra era de péssima qualidade. Todos só olhavam para os Van Gogh e Picasso que viriam depois, mas, o leiloeiro insistiu:

– Tenho ordens de não prosseguir o leilão enquanto este quadro não for vendido.

Como nenhuma oferta foi feita, uma senhora de idade se levantou no fundo da sala e disse:

– Minha gente, perdoe a minha intromissão, mas trabalhei na casa do benfeitor da creche e proprietário destes quadros. Sei que este que está sendo leiloado foi pintado com muita dificuldade motora e também sou testemunha que o menino artista era muito amado pelos pais. Se ninguém quiser comprá-lo, dou vinte reais e vinte centavos por ele. Só não dou mais porque não tenho.

Muitos continuaram rindo e um senhor gritou:

– Vamos, venda logo a ela para que possamos prosseguir o leilão.

E quando o quadro foi arrematado pela senhora, o leiloeiro leu um bilhete deixado pelo ricaço falecido, assim: ‘Quem comprar a obra do meu filho, terá direito de ficar com todas as outras’.

Pois é, a senhora não investiu apenas vinte reais e vinte centavos naquilo que deu valor, mas investiu tudo que tinha na obra do filho! E nós, será que também valorizamos a obra do Filho de Deus a ponto de nos doarmos completamente para nos tornarmos herdeiros do Pai? Quanto vale pra você o sacrifício do Filho na Cruz?

E para não ficar a impressão de que já perdemos muito tempo na vida e agora não adianta mais tentarmos um lugarzinho no Céu, lembre-se do bambu chinês. Depois de plantar sua semente, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um pequeno broto. Todo crescimento é subterrâneo: uma complexa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra. Então, ao final do quinto ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de vinte e cinco metros!

Muitas coisas na vida são iguais ao bambu chinês. A gente investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir o crescimento pessoal e, às vezes, não vê nada por semanas, meses ou anos; mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, o ‘quinto ano’ chegará e, com ele, virão mudanças jamais imaginadas.

Sempre é preciso muita ousadia para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita profundidade para agarrar-se ao chão. Bem, mas continuar preso à terra ainda é mais fácil do que se aproximar do Céu, porém, com humildade, caridade e paciência, vamos buscando a santidade. Não devemos perder as esperanças em obter a cura do corpo e da alma, porque foi o próprio Filho quem disse: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (João 10, 10).

Então, sugiro que deixemos as ‘obras mais famosas’ para serem disputadas nos leilões da vida e passemos a buscar a maior obra de todas: aquela que pode ser partilhada e não custa caro. O preço justo por ela não está no bolso de cada um, mas no coração. Quem souber valorizar os ensinamentos do Evangelho, estará oferecendo sua gratidão a Deus e investindo sua vida para herdar a eternidade no Paraíso.

Nenhuma tecnologia de ponta pode produzir fé, esperança e caridade nas pessoas como você, se quiser. Basta acreditar que o Espírito Santo estará ao seu lado na luta contra o mal, e nunca é tarde para começar. Nem mesmo os pecados cometidos o atrapalharão. Recorde que a única diferença entre a traição de Pedro e a do outro apóstolo – Judas Iscariotes – foi o comportamento que tiveram depois: Judas, em desespero, se enforcou; Pedro, arrependido, chorou amargamente e pediu perdão.

O santo morreu crucificado de cabeça para baixo e foi sepultado na Colina do Vaticano, onde hoje está a grande Basílica de São Pedro. Não precisamos morrer como ele, mas também nunca devemos deixar de aceitar o Filho – nem em pensamento!

- - -

Mensagem da Semana - Nº 302- 4 Fevereiro 2017

COMPROMISSO DE PERDOAR

Um dia, um aluno me pediu uma folha em branco para refazer a primeira questão da prova. Olhando o espaço disponível, eu lhe disse que poderia riscar os erros e resolver o exercício na própria página. Em casa, ao corrigir a questão, logicamente não considerei a parte nula e dei valor àquilo que ele havia acertado.

Bem, mal comparando, Deus também age assim conosco; aliás, ao invés de riscar o passado, Ele sempre permite que usemos uma nova folha em branco. E reflita comigo se não é maravilhoso podermos confessar os pecados, sermos perdoados por tudo que fizemos de errado e, ainda, escrevermos uma nova história que nos levará à salvação!

Tudo isso só depende de cada um de nós, mas, infelizmente, muita gente diz que acredita em Deus só da boca pra fora, porque na hora de deixar de pecar e aceitar os Mandamentos, prefere continuar repetindo os erros. E - o pior! - deixando de se confessar, a folha de sua vida continuará manchada e será avaliada com fatos condizentes à condenação.

Ainda bem que já queimei uma papelada imensa ao receber Sacramentos nas confissões que fiz. Agora, continuo escrevendo numa folha limpa e espero não sujá-la tão cedo; porém, se isso acontecer, pedirei ao querido Pai uma nova página, prometendo caprichar mais na história que estarei vivendo. Mas, é importante lembrar que a falta de perdão já é um pecado!

Ainda refletindo na educação que muitos recebem na escola, contam que um professor pediu aos alunos que trouxessem uma sacola de casa. Depois, mostrando um saco de batatas que se encontrava na sala de aula, solicitou que pegassem uma batata para cada pessoa que os magoou, e algumas sacolas ficaram muito pesadas!

A tarefa seguinte consistia em carregar consigo a sacola durante uma semana para onde quer que fossem. Com o tempo, as batatas foram se deteriorando, ficou incômodo carregá-las o tempo todo e ainda sentir o mau cheiro. Foi assim que os alunos entenderam a lição de que carregar mágoas é tão ruim quanto carregar batatas. Perceberam, também, que perdoar e deixar os ressentimentos irem embora é a única forma de viver em paz e aliviar o peso do sofrimento.

Agora, que tal jogar fora suas ‘batatas’? Não é muito melhor sorrir ao invés de estar triste desejando mal para os outros? Se eu lhe perguntasse se tem experiência em perdoar ou guardar mágoa, tenho certeza que responderia: ‘Sim, já fiz as duas coisas’.

Então, veja se concorda que quase todo mundo: já fez bola de chiclete e lambuzou o rosto; já passou trote por telefone; já raspou o fundo da panela de arroz doce; já escreveu no muro da escola; já sentiu medo do escuro; já gritou de felicidade; já roubou flores num jardim; já chorou por ver amigos partindo; e já descobriu que, apesar de tudo, a vida continua.

Foram tantas coisas iguais guardadas no nosso coração que chegamos à conclusão que não vale a pena deixar de perdoar sabendo que tudo passará com o tempo, queiramos ou não. E assim como há semelhanças entre pessoas, também há diferenças, e quem insiste em guardar mágoa, na verdade tem vergonha de ser igual aos bons e perder a identidade - além de desobedecer a Cristo!

Você sabe por que a maioria das pessoas fracassa em seus sonhos? Não é por falta de capacidade, mas, sim, por falta de compromisso. O compromisso produz entusiasmo e gera recompensas cada vez maiores. Nada cai do céu de mão beijada! A Bíblia nos diz: “Esforça-te e tem bom ânimo, estou contigo por onde quer que andares” - Josué 1, 6.

Não adianta você ficar sentado esperando um milagre; faça alguma coisa. Lute com a verdade! Reze! Verifique na história da humanidade e conclua que não conhece uma só pessoa que tenha sido vencedora sem ser disciplinada. A disciplina é a chama através da qual o talento se transforma em capacidade.

Roy Smith disse: “Você produzirá muito mais se fizer uso do chicote contra si mesmo”. Isto significa que disciplina com compromisso fará de você o que a maioria das pessoas não poderá ter: sucesso! Quem sabe hoje você precisa tomar esta decisão: romper com tanta coisa que lhe faz mal, fazendo uma limpeza no coração. Deus dá a vara de pescar, mas você tem que buscar a isca!

Jogue fora aqueles sentimentos de tristeza, de menosprezo, de mágoa, de ódio, de injustiça contra você. Pare de remoer o passado, de abrir mão do direito de fazer justiça, de colocar diante de Deus sua frustração por não conseguir o que você quer.

Se você caiu, levante-se! Se você perdeu, tente de novo! Nunca é tarde para reconstruir e recomeçar sua vida. Não deixe para amanhã. Decida hoje. Comece hoje. Você vai vencer se souber aliar: perdão, compromisso, verdade, disciplina e oração. Ninguém vai detê-lo!

- - -

Mensagem da Semana - Nº 301 - 27 Janeiro 2017

O VALOR DE CADA UM

Há muito tempo, um aluno foi procurar o professor em seu gabinete de trabalho, dizendo:

- Venho aqui porque não tenho forças para fazer mais nada. Dizem que não realizo bem as tarefas, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar e conseguir que me valorizem mais?

- Sinto muito, meu jovem, mas agora não posso orientá-lo porque devo resolver com urgência um outro problema. Se quiser me ajudar, tento desocupar mais cedo e conversaremos sobre aquilo que lhe perturba.

- Claro, professor. O que preciso fazer?

- Pegue este meu anel com brilhantes, monte no cavalo e vá até o mercado. Venda-o pelo maior preço que conseguir para que eu possa pagar uma grande dívida, mas não aceite menos do que trinta moedas de ouro, entendeu?

Mal chegou ao mercado e o rapaz percebeu que ninguém se interessava pelo anel. Uns riam e outros nem davam atenção quando ouviam a proposta de trinta moedas de ouro pelo objeto. Somente depois de oferecer a todos, ele voltou à sala do professor contando os fatos:

- Infelizmente é impossível conseguir o que me pediu. Tenho ofertas de moedas de prata e bronze, mas, nenhuma de ouro porque dizem que não vale essa quantia!

- Bem, então, temos que ter certeza do valor do anel. Vá ao joalheiro e pergunte o quanto ele paga, mas não o venda agora, seja por quanto for.

Chegando à joalheria, o jovem acompanhou o profissional examinar com cuidado a joia: primeiro com uma lupa e depois com testes de reagentes e pesagem. Em seguida, veio a oferta:

- Embora valha 70 moedas, no momento só posso lhe pagar 60 se quiser vendê-lo com urgência.

- Moedas de prata ou de bronze?

- Não, eu estou falando de moedas de ouro!

O garoto, emocionado, foi correndo contar ao mestre o que ocorreu e, depois de explicar, ouviu do professor:

- Eu já sabia que isso iria acontecer e o fiz aprender mais uma lição. Lembre-se que você, meu jovem, é como este anel: uma joia valiosa e única! Poucas pessoas podem descobrir o seu verdadeiro valor, mas isso não o desvaloriza jamais.

E voltando a colocar o anel no dedo, completou:

- Você me convenceu a não me desfazer do meu precioso objeto e espero tê-lo convencido a não desanimar ao ser julgado por pessoas que não conhecem o seu valor. Com humildade, prove a todos que têm muitas virtudes e a sua cotação irá subir no mercado.

Pois é, acho que algumas vezes já passamos por isso, não? Há fases na vida que precisamos de palavras amigas e muita oração para superarmos as dificuldades, mas tudo passa! Da mesma forma, quem se acha melhor do que os outros, um dia cai do pedestal - em vida ou após a morte. O ideal seria que pelo menos a autoconfiança nunca acabasse, permitindo que nos reerguêssemos com nossas próprias forças.

Isso é perfeitamente possível quando caminhamos com Jesus e Maria no coração. Eles nos impulsionam a não perdermos a esperança e até darmos força àqueles que mais precisam. E há pessoas que são carentes de algumas palavras apenas, o que se torna muito fácil de remediarmos quando nos comprometemos em ajudar o próximo.

Também é importante lembrar que da mesma maneira que gostamos de receber ajuda nas dificuldades, todos gostam, e uns precisam muito mais da nossa compaixão do que imaginamos, como neste próximo caso:

Um jovem disse ao abade do mosteiro:

- Eu gostaria de ser um monge, mas nada aprendi de importante na vida exceto jogar xadrez. Por ser uma bela e nobre diversão, quem sabe se este lugar não está precisando de mim?

O abade estranhou o pedido, mas pegou um tabuleiro, chamou um velho monge e solicitou que jogasse com o rapaz. Antes de começar a partida, porém, acrescentou:

- Embora precisemos de diversão, não podemos permitir que todos fiquem praticando xadrez. Então, teremos apenas o melhor dos jogadores aqui. Se nosso monge perder, ele sairá do mosteiro e abrirá uma vaga para você, meu jovem.

O abade falava sério e o rapaz sentiu que jogava sua própria vida. Começou a suar frio e a olhar para o tabuleiro como se fosse o centro do mundo! E, com muita habilidade nas jogadas, atacou o monge que, mesmo perdendo, não escondia seu olhar de santidade.

Vendo a serenidade do adversário, o rapaz começou a errar de propósito, afinal, não seria justo entrar para o mosteiro daquele jeito. De repente, o abade colocou  o tabuleiro no chão, dizendo:

- Jovem, você aprendeu muito mais do que lhe ensinaram. Primeiro, concentrou-se para vencer e foi capaz de lutar pelo que desejava. Depois, teve disposição para sacrificar-se por uma nobre causa. Seja bem-vindo ao mosteiro, porque mostrou que sabe equilibrar a justiça com a misericórdia.

Portanto, leitor, em todo julgamento precisa haver justiça e em todo sofrimento precisa haver compaixão. Assim, cada um sempre terá o valor que merece e receberá a caridade que agrada a Deus.

- - -
Mensagem da Semana - Nº 300 - 22 Janeiro 2017
 

ESTE PERSONAGEM É VOCÊ? 

Certa vez, sentei-me num banco da igreja e ouvi o padre dizer: ‘Precisamos de alguém para dar aulas de catequese. Quem assumirá essa tarefa?’ Eu senti Deus ao meu lado, sussurrando: ‘Filho, essa é pra você’. Simplesmente respondi: ‘Senhor, falar pra tanta gente, é uma coisa que não sei fazer! O Carlos seria o homem ideal para ser chamado, pois não há o que ele não saiba desempenhar. Eu prefiro ficar aqui rezando’.

 

Outro dia, sentado no mesmo banco e ouvindo o coral ensaiar, escutei o maestro dizendo: ‘Precisamos de uma pessoa para ser a voz principal nos cantos. Quem quer assumir essa responsabilidade?’. E novamente Deus me falou: ‘Filho, essa é com você’. Eu discordei: ‘Senhor, cantar diante de uma multidão é coisa que não posso fazer! Mas, há o Jonas que poderá realizar isso muito bem. É melhor eu ficar ouvindo as músicas sentado aqui no banco’.

 

No mês seguinte, quando voltei à igreja, uma senhora anunciou no microfone: ‘Preciso de uma pessoa para atuar como anfitrião na entrada. Quem aceita essa tarefa?’ E Deus completou no meu ouvido: ‘Filho, isso é algo que você pode fazer!’ Pensei por um momento e argumentei: ‘Mas, Senhor, ficar falando com estranhos é coisa que não me dá prazer. O Mário é que sabe dar boas-vindas às pessoas como ninguém! Ele não é retraído como eu, que posso continuar cumprimentando a todos aqui do banco’.

 

Os anos se passaram, até que numa noite eu fechei os olhos e sonhei que estava na praia perto do Céu. Éramos quatro caminhando para a eternidade: Carlos, Jonas, Mário e eu. Deus nos disse: ‘Eu preciso de três de vocês para um trabalho no Paraíso’. Imediatamente me apresentei: ‘Senhor, não há nada que eu não faria para lhe servir. Pode contar comigo’. Ele respondeu: ‘Obrigado, meu filho, mas, não há bancos no Céu’.

 

Acordei assustado e comecei a rezar. Pedi à Virgem Maria que me ajudasse a quebrar as barreiras que me impediam de participar ativamente numa comunidade católica, e logo veio a resposta. Um anjo apareceu e conversamos sobre o assunto. Ele começou perguntando:

 

- Quantos animais você tem em casa?

 

- Dois: um gato e um cachorro.

 

- Quando você chega de carro, qual deles o recebe com mais entusiasmo?

 

- É claro que é o cachorro! Ele vem correndo no portão e apronta o maior barulho, além de pular em mim e continua latindo até lhe dar um pouco de atenção.

 

- E o gato, o que faz nessa hora?

 

- Ele fica na dele e não solta um miado sequer. Às vezes eu nem percebo que está na sala! Só depois de algum tempo é que se aproxima e passa o rabo em mim.

 

- Isso muda de vez em quando ou é sempre assim?

 

- Nunca muda. Todos os dias é a mesma coisa porque é o instinto deles!

 

- Ah, falando em instinto, e vocês seres humanos, se parecem mais com gatos ou cachorros?

 

- Bem, depende. Quando algo nos interessa, também falamos alto e chamamos a atenção de todo mundo; mas, se não estamos interessados, nos comportamos como gatinhos mimados.

 

- Você, por exemplo, é um ‘gato’ ou um ‘cachorro’ para servir a Deus?

 

- Eu nunca pensei nisso, mas, me desculpe, eu não vejo comparação nesse tipo de coisa.

 

- Pense, então, quando você vai à missa e vê pessoas acolhendo aqueles que chegam. Eles ficam na deles ou vão de encontro aos fiéis?

 

- É, concordo que agem meio como ‘cachorros’ neste caso.

 

- E os agentes do grupo de canto, ficam quietinhos ou colocam os dons a serviço com alegria e bocas no microfone?

 

- Mostram uma alegria parecida com o meu cachorro, com certeza!

 

- E você, já agiu assim alguma vez na comunidade?

 

- Olha, seu anjo, pra ser sincero, eu sempre fiquei na minha, nunca fiz festa com ninguém e nem me ofereci para estar junto com os grupos que trabalham. Devo concordar que sou mais parecido com o meu gatinho realmente.

 

- Sorte sua que a vida continua lhe dando oportunidades de consertar os erros do passado, mas, saiba que isso só aconteceu porque você rezou pedindo ajuda e não há nada que Nossa Senhora não atenda. Portanto, seja um ‘bom cachorro’ ao se aproximar das pessoas e um ‘feliz gatinho’ quando já tiver feito a sua parte.

 

- Puxa, que lição maravilhosa! Devo começar agora?

 

- Sim, se ofereça para ajudar numa Pastoral e aguarde outros chamados aparecerem. Faça tudo com oração, obediência, amor no coração, e não se arrependerá.

 

- Agradeça à Mãezinha por mim. Eu sempre a respeitei como Mãe de Deus e Mãe de todos nós, cristãos.

 

- Você mesmo pode agradecê-La, rezando o Terço diariamente. Ela tem pedido isso aos seus filhos e poucos a atendem.

 

- Posso rezar deitado no banco aqui de casa?

 

Nota: Essas histórias foram inspiradas nas pregações de dois queridos irmãos cursilhistas - ‘cachorros bem ferozes’!

 

- - -

Mensagem da Semana - Nº 299 - 16 Janeiro  2017

NÃO TEMA, CRÊ SOMENTE

O título deste artigo é uma frase do capítulo 5 de São Marcos. E antes de refletir melhor sobre o assunto, vou contar uma história.

“Um rei condenou seu humilde súdito à morte. O homem, prestes a ser executado, propôs e teve a concordância do rei, permitindo que ensinasse o cavalo real a voar. Caso não conseguisse no prazo de um ano, então sua sentença seria cumprida. Foi quando um companheiro de cela lhe perguntou:

- Por que adiar o inevitável?

- Não é inevitável. Das cinco possibilidades de ocorrência, as chances são quatro a uma a meu favor. Veja, dentro de um ano: o rei pode perder o trono; eu posso fugir; o cavalo pode morrer; ou posso ensiná-lo a voar! Só na pior hipótese, o animal pode não colaborar e acabarei morrendo.”

Bem, frequentemente nos vemos diante de obstáculos difíceis e aparentemente impossíveis de transpor, não é verdade? Por mais que busquemos soluções, elas parecem não existir. O primeiro impulso pode até ser desistir, mas, é preciso que jamais esqueçamos que para o nosso amado Deus todas as coisas são possíveis.

Assim, como o súdito da história, aprendamos a olhar a situação com otimismo. Para cada possibilidade adversa, muitas favoráveis poderão ser encontradas e, com muita fé e determinação, o que parecia impossível logo será realidade.

Mas, além da fé, é preciso ação! Por exemplo, se existem três sapos numa folha de vitória régia e um deles decide pular para dentro d’água, quantos sapos restam na folha? A resposta certa é: três sapos - porque o sapo apenas decidiu pular e não pulou.

Muitas vezes, decidimos fazer isso, fazer aquilo, mas acabamos não fazendo nada! Na vida, temos que tomar decisões - algumas fáceis e outras difíceis. A maior parte dos erros que cometemos não se deve às decisões erradas, mas, às indecisões. Temos que viver com as consequências das nossas decisões e isto é arriscar. Aliás, tudo é arriscar.

Rir é correr o risco de parecer um tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Expor ideias e sonhos é arriscar-se a perdê-los. Amar é correr o risco de não ser amado. Viver é correr o risco de morrer. Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar e tentar é correr o risco de falhar.

Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca, não faz nada e não tem nada. Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas, não aprende, não muda e não cresce. Também quem se entrega nas mãos de Deus e ‘arrisca receber uma grande graça’, é sempre aquele mais abençoado.

Porém, quanto mais aliados tivermos, menores serão os riscos de insucesso. Então, temos que aprender a nos aproximar das pessoas que nos cercam e este conto nos ensina a fazer isso:

“Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seu discípulo:

- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

- Gritamos porque perdemos a calma.

- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?

- Bem, porque desejamos que nos ouça melhor.

- Então, não é possível falar-lhe em voz baixa?

- Talvez sim, mas é difícil controlar!

- O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir essa distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro através da grande distância.

E o mestre continuou explicando:

- Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam! Falam suavemente porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena e, às vezes, seus corações estão tão próximos que nem falam, somente sussurram! E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham e basta.

Por fim, o pensador concluiu, dizendo:

- Quando discutir com alguém, não deixe que seus corações se afastem e não diga palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta. Pense nisso, meu amigo!”

Portanto, quando também você for discutir com alguém, lembre-se que o coração não deve tomar parte nisso. Se a pessoa não concordar com suas ideias, não é motivo para gostar menos dela ou se distanciar, ainda que por instantes. E quando pretender encontrar soluções para as desavenças, fale num tom de voz que permita uma aproximação cada vez maior.

Bem, podemos concluir dizendo que nossa vida é como a vida de um atleta. Estamos numa corrida e no final do percurso está Jesus, esperando para nos entregar pessoalmente a medalha de campeão. Ele nos encoraja a todo tempo, dizendo: ‘Força!’.

O nosso prêmio será tê-Lo em nossa vida para sempre; mas, lembre-se: para ser um atleta vencedor e correr poucos riscos de perder, você precisa de muito treino. Então, deixe que a oração traga Jesus para fazer parte da corrida para o Céu.

Coragem! Não esmoreça nunca! Mesmo que tudo indique o contrário, creia: o seu cavalo pode voar!

- - -

Mensagem da Semana - Nº 298-  12 Janeiro  2017

RELACIONAMENTOS DE AMOR

Nas férias escolares, um garoto foi para o interior visitar os bisavós. Chegando à casa do casal de velhos, o netinho percebeu o carinho que um tinha pelo outro e sentiu-se à vontade para conviver alguns dias com eles.

Numa manhã, enquanto tomavam café, a bisavó falou para o marido:

– Meu bem, acho que hoje vai chover.

– Você está certa, meu amor – respondeu ele.

Passados alguns minutos, ela falou novamente:

– Pensei melhor e já sinto que não choverá hoje.

– Você tem razão, minha querida – disse ele prontamente.

Estranhando as respostas do bisavô, o menino cochichou no seu ouvido:

– Vô, você deu a mesma resposta para perguntas diferentes! Acho que a vovó não entendeu nada!

– É isso mesmo, Zezinho. Sabe que você tem razão?

A bisavó havia entendido sim, porque conhecia o marido que tinha. Ele não discutia e nem criava polêmicas por pouca coisa, apenas aceitava a opinião das pessoas para conviver em paz com todos. Por isso, vivia tão bem em família há anos, sem nunca ter brigado com ninguém!

Não dá vontade de ter esse espírito harmonioso sempre? Quem vive procurando confusão e aumentando o número de inimigos, será que tem consciência que Deus reprova seus atos? Jesus nos deu uma missão de pregar a união e a paz; então, que tipo de filhos maldosos e desobedientes nos tornamos?

Eu já disse por algumas vezes que só se afasta do Pai quem nunca viveu uma verdadeira experiência no Seu amor. E também foge da reflexão na Sua Palavra porque teme ser tocado no coração e precisar mudar de vida. Quem age assim, um dia, com certeza, irá se arrepender.

Um dia, enquanto tomava café, assisti uma entrevista do Ney Matogrosso. Ele disse que não tem religião e nunca precisou dela, mas comentou que já falou muito de sexo em suas músicas e agora irá passar mensagens espirituais. Acredito que essas mensagens serão meio vazias no conteúdo e irão agradar principalmente quem está afastado de Deus.

Jamais condenarei quem prega o amor, mas, além disso, o cantor não poderia atender outros desejos de Cristo? Às vezes, falta coragem para anunciar o Evangelho e fica cômodo enfocar apenas superficialmente alguma mensagem. Se Jesus não fosse até às últimas consequências – por amor a cada um de nós –, haveria ressurreição dos mortos? Seria pavoroso pensar em permanecer enterrado para sempre!

Há terapeutas ensinando a hipótese de que dentro de nós existem dois cachorros brigando – um bom e outro ruim. A cada dia, vence a briga aquele que alimentamos melhor. Quem se enfurece com o irmão, em nada ajuda à sua saúde física e mental. Além disso, a mancha do pecado cresce no coração e a alma vai se perdendo.

Portanto, todos ganham no relacionamento amoroso aprovado por Deus. E como paciência e bom senso estão em falta nos dias de hoje, é preciso que conheçamos muito bem os Mandamentos e façamos orações espontâneas para fugir das tentações. Ah, valorizar o irmão também é fundamental em qualquer relação, como mostra este texto:

“O homem é a mais elevada das criaturas e a mulher é o mais sublime dos ideais. O homem é o cérebro; a mulher é o coração – o cérebro fabrica a luz; o coração, o amor. A luz fecunda, o amor ressuscita.

O homem é forte pela razão; a mulher, invencível pelas lágrimas – a razão convence, as lágrimas comovem. O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, de todos os martírios – o heroísmo enobrece, o martírio sublima.

O homem é um código, a mulher é um evangelho – o código corrige, o evangelho aperfeiçoa. O homem é um templo; a mulher é o sacrário – ante o templo nos descobrimos, ante o sacrário nos ajoelhamos. O homem pensa; a mulher sonha – pensar é ter no crânio uma larva, sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher é um lago – o oceano tem a pérola que adorna; o lago, a poesia que deslumbra. O homem é a águia que voa; a mulher é o rouxinol que canta – voar é dominar o espaço, cantar é conquistar a alma.

Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra; a mulher, onde começa o Céu. Nós, homens e mulheres, agradecemos a Deus por fazermos parte de seu Reino – com o maravilhoso dom de servir” – Vitor Hugo.

Pois é, que bom seria se nos amássemos incondicionalmente e praticássemos todas essas virtudes. Tudo irá melhorar se a mudança começar por você!

- - - 

Mensagem da Semana - Nº 297- 2 Janeiro  2017

LEVANTE A CABEÇA

Há pessoas que vivem desanimadas com os problemas que enfrentam; outras, com dificuldades ainda maiores, esbanjam otimismo com certo grau de felicidade; e também há aquelas que julgam não ter grandes problemas na vida porque não se comovem com o sofrimento do próximo. Através da minha modesta opinião, vou comentar cada situação.

Bem, àquele que só vive reclamando e perdeu as esperanças de encontrar a paz, eu diria que precisa procurar ajuda espiritual e, às vezes, material ou psicológica também. Sei que cada caso é um caso e existem problemas dificílimos de solucionar, porém, com oração e dignidade cristã, Deus providencia dias melhores.

Quem já reza, participa de alguma Pastoral na Igreja e, mesmo assim, ainda sofre provações, pode testemunhar que a esperança nunca morre – a misericórdia Divina vem na hora certa e afaga cada coração. Isso aconteceu comigo por diversas vezes e, com certeza, com todas as pessoas que trabalham nas comunidades que ajudo. É por isso que sempre alertamos: ‘Quem não se aproxima do Pai por amor, acaba procurando-O na dor – o que é bem pior!’.

E o caso mais triste é daquele que só se preocupa consigo e não ajuda ninguém. Infelizmente, é o personagem que existe em maior número na face da Terra: está acima do bem e do mal, pensa que é feliz e despreza qualquer tipo de ajuda espiritual. Como sempre rezamos pela conversão dos mais pecadores, acredito que muitos ainda abrirão a mente e o coração para as graças que caem abundantemente sobre nós; caso contrário, verão a justiça severa do Altíssimo no dia da morte!

Há uma história interessante de um sábio que contava a todos o seguinte:

“Tenho duas caixas que Deus me deu para guardar. Ele disse: ‘Coloque as suas tristezas na preta e as alegrias na dourada’. Eu atendi e, embora a dourada ficasse cada dia mais pesada, a preta continuava tão leve quanto antes.

Curioso, abri a preta e vi na base da caixa um buraco pelo qual minhas tristezas saiam. Mostrei-a a Deus e disse-lhe: ‘Gostaria de saber onde minhas tristezas podem estar!’. Ele gentilmente falou: ‘Meu filho, elas estão aqui comigo’. Perguntei novamente: ‘Senhor, por que me deu a dourada inteira e a preta com buraco?’. Ele explicou: ‘A dourada é para você contar suas bênçãos e a preta é para você deixar vir a mim suas tristezas!’. Então, entendi que, se confiar n’Ele, não preciso me preocupar com a minha salvação.”

E para aumentar a nossa confiança em Deus, há uma oração maravilhosa, assim:

“Senhor Jesus, coloco-me diante de Ti tal como sou. Sinto grande desgosto pelos meus pecados e, por favor, perdoa-me. No Teu Nome eu também perdoo a todos por aquilo que fizeram contra mim. Renuncio a Satanás, aos espíritos malignos e a todas as suas obras. Dou-me inteiramente a Ti, Jesus.

Convido-te para minha vida, Senhor, e aceito-Te como meu único Salvador. Cura-me, transforma-me, fortaleça meu corpo, minha alma e meu espírito. Venha, Senhor Jesus, cubra-me com Teu precioso Sangue e encha-me do Teu Espírito Santo. Amo-te, Jesus, louvo-te agora e sempre. Seguir-Te-ei em todos os dias da minha vida.

Maria, minha Mãe, Rainha da Paz, São Miguel Arcanjo e toda milícia celeste, intercedam por mim e pela minha família. Amém!”

E como ‘receita de vida’, faço minhas estas palavras da Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade, Madre Teresa de Calcutá:

“O melhor meio de manifestar a nossa gratidão a Deus, assim como aos outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre concilia-se naturalmente com um coração abrasado pelo amor. Os pobres sentiam-se atraídos para Jesus porque Ele era possuído por alguma coisa maior do que Ele. Irradiava essa força nos Seus olhos, nas Suas mãos e em todo o Seu corpo.

Que nada possa inquietar-nos, até ao ponto de nos encher de tristeza e desencorajamento, arrebatando-nos a alegria da Ressurreição. A alegria não é uma simples questão de temperamento quando se trata de servir a Deus e às almas; ela está sempre a receber e essa é uma razão forte para nos esforçarmos por adquiri-la e fazê-la crescer em nossos corações. Mesmo que tenhamos pouco para dar, não obstante ficará a alegria que brota de um coração enamorado de Deus.

Por todo o mundo há pessoas famintas e sedentas do amor de Deus. Nós respondemos a essa carência quando semeamos a alegria. Ela é também uma das melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar plena posse de uma alma senão quando ela se abandona alegremente a Ele.”

Pois é, onde muitos veem a morte, alguns aproveitam a oportunidade para recomeçar melhor do que antes. E se você disser: ‘Perdi a esperança’; Deus dirá: ‘Perdi um filho’. Portanto, levante a cabeça e faça-se feliz em 2017 e em todos os dias de sua vida.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 296 - 1 Janeiro  2017

EM 2017, ALEGRIA POVO DE DEUS!

Quem vive nesta virada de ano deve levantar as mãos para o Céu e agradecer por ainda estar tendo oportunidades de se aproximar mais de Deus. E quanta coisa boa poderemos fazer juntos neste ano abençoado!

Eu costumo dizer que ninguém serve bem o Pai sozinho, por isso, tudo o que faço tem a participação de pessoas envolvidas em oração, comunicação, música católica e caridade. E se depender do meu estado de espírito, sempre haverá alegria e esperança nos trabalhos que o Senhor nos chama, porque só assim estaremos motivados para o serviço religioso, seja ele qual for.

A vida eterna que nos espera será regada com amor e paz no Paraíso ou com choro e ranger de dentes no inferno, por isso, como quero mostrar a Jesus Cristo que estou me preparando para assumir o lugar que Ele me reservou a seu lado, preciso estar sempre de bom humor e contagiar aqueles que me cercam.

Então, embora eu tenha muitos problemas a resolver no dia-a-dia, procuro olhar a vida pelo lado das graças que recebo e não pelas provações que enfrento. Quando me alimento, eu agradeço; quando acordo à noite, eu agradeço; quando aparece mais serviço para fazer, eu agradeço; e quando a doença aparece, confio na cura que irei experimentar.

Assim, tudo se torna muito mais fácil de resolver e a minha fé aumenta cada vez mais. Caminho com perseverança na graça porque a paz de espírito que sinto me impulsiona a viver o Evangelho. Também fico feliz por contar com a amizade de pessoas que alegram a minha vida. Tenho consciência que eu não seria tão calmo e paciente se não encontrasse gente assim no meu caminho.

Contam que um pai muito rico, antes de morrer, chamou o seu único filho e pediu que ele lhe prometesse se pendurar na forca, armada no celeiro, quando perdesse toda a fortuna da herança. O filho chegou a rir do pedido do pai, pois achava impossível jogar fora tanto dinheiro e ficar sem nada, mas, na insistência do velho, prometeu que assim o faria.

Anos depois, desesperado por gastar tudo em jogos e negócios mal feitos, o filho foi até o celeiro e, vendo a forca deixada pelo pai, colocou nela o pescoço e se atirou da escada. Para a sua surpresa, o pau que a sustentava era oco e, ao partir, caiu sobre ele uma Bíblia, um pouco dinheiro e um bilhete, dizendo: ‘Meu filho, esta é a sua última chance de entrar no Céu, aproveite-a’.

Da mesma forma, se Deus nos dá mais uma grande chance neste Ano Novo, vamos aproveitá-la com oração, trabalho e alegria. Salve 2017!

- - -

Mensagem da Semana - Nº 301 - 27 Janeiro 2017

O VALOR DE CADA UM

Há muito tempo, um aluno foi procurar o professor em seu gabinete de trabalho, dizendo:

- Venho aqui porque não tenho forças para fazer mais nada. Dizem que não realizo bem as tarefas, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar e conseguir que me valorizem mais?

- Sinto muito, meu jovem, mas agora não posso orientá-lo porque devo resolver com urgência um outro problema. Se quiser me ajudar, tento desocupar mais cedo e conversaremos sobre aquilo que lhe perturba.

- Claro, professor. O que preciso fazer?

- Pegue este meu anel com brilhantes, monte no cavalo e vá até o mercado. Venda-o pelo maior preço que conseguir para que eu possa pagar uma grande dívida, mas não aceite menos do que trinta moedas de ouro, entendeu?

Mal chegou ao mercado e o rapaz percebeu que ninguém se interessava pelo anel. Uns riam e outros nem davam atenção quando ouviam a proposta de trinta moedas de ouro pelo objeto. Somente depois de oferecer a todos, ele voltou à sala do professor contando os fatos:

- Infelizmente é impossível conseguir o que me pediu. Tenho ofertas de moedas de prata e bronze, mas, nenhuma de ouro porque dizem que não vale essa quantia!

- Bem, então, temos que ter certeza do valor do anel. Vá ao joalheiro e pergunte o quanto ele paga, mas não o venda agora, seja por quanto for.

Chegando à joalheria, o jovem acompanhou o profissional examinar com cuidado a joia: primeiro com uma lupa e depois com testes de reagentes e pesagem. Em seguida, veio a oferta:

- Embora valha 70 moedas, no momento só posso lhe pagar 60 se quiser vendê-lo com urgência.

- Moedas de prata ou de bronze?

- Não, eu estou falando de moedas de ouro!

O garoto, emocionado, foi correndo contar ao mestre o que ocorreu e, depois de explicar, ouviu do professor:

- Eu já sabia que isso iria acontecer e o fiz aprender mais uma lição. Lembre-se que você, meu jovem, é como este anel: uma joia valiosa e única! Poucas pessoas podem descobrir o seu verdadeiro valor, mas isso não o desvaloriza jamais.

E voltando a colocar o anel no dedo, completou:

- Você me convenceu a não me desfazer do meu precioso objeto e espero tê-lo convencido a não desanimar ao ser julgado por pessoas que não conhecem o seu valor. Com humildade, prove a todos que têm muitas virtudes e a sua cotação irá subir no mercado.

Pois é, acho que algumas vezes já passamos por isso, não? Há fases na vida que precisamos de palavras amigas e muita oração para superarmos as dificuldades, mas tudo passa! Da mesma forma, quem se acha melhor do que os outros, um dia cai do pedestal - em vida ou após a morte. O ideal seria que pelo menos a autoconfiança nunca acabasse, permitindo que nos reerguêssemos com nossas próprias forças.

Isso é perfeitamente possível quando caminhamos com Jesus e Maria no coração. Eles nos impulsionam a não perdermos a esperança e até darmos força àqueles que mais precisam. E há pessoas que são carentes de algumas palavras apenas, o que se torna muito fácil de remediarmos quando nos comprometemos em ajudar o próximo.

Também é importante lembrar que da mesma maneira que gostamos de receber ajuda nas dificuldades, todos gostam, e uns precisam muito mais da nossa compaixão do que imaginamos, como neste próximo caso:

Um jovem disse ao abade do mosteiro:

- Eu gostaria de ser um monge, mas nada aprendi de importante na vida exceto jogar xadrez. Por ser uma bela e nobre diversão, quem sabe se este lugar não está precisando de mim?

O abade estranhou o pedido, mas pegou um tabuleiro, chamou um velho monge e solicitou que jogasse com o rapaz. Antes de começar a partida, porém, acrescentou:

- Embora precisemos de diversão, não podemos permitir que todos fiquem praticando xadrez. Então, teremos apenas o melhor dos jogadores aqui. Se nosso monge perder, ele sairá do mosteiro e abrirá uma vaga para você, meu jovem.

O abade falava sério e o rapaz sentiu que jogava sua própria vida. Começou a suar frio e a olhar para o tabuleiro como se fosse o centro do mundo! E, com muita habilidade nas jogadas, atacou o monge que, mesmo perdendo, não escondia seu olhar de santidade.

Vendo a serenidade do adversário, o rapaz começou a errar de propósito, afinal, não seria justo entrar para o mosteiro daquele jeito. De repente, o abade colocou  o tabuleiro no chão, dizendo:

- Jovem, você aprendeu muito mais do que lhe ensinaram. Primeiro, concentrou-se para vencer e foi capaz de lutar pelo que desejava. Depois, teve disposição para sacrificar-se por uma nobre causa. Seja bem-vindo ao mosteiro, porque mostrou que sabe equilibrar a justiça com a misericórdia.

Portanto, leitor, em todo julgamento precisa haver justiça e em todo sofrimento precisa haver compaixão. Assim, cada um sempre terá o valor que merece e receberá a caridade que agrada a Deus.

- - -

Mensagem da Semana - Nº 338Outubro 2017

A SANTA MISSA

O Pe. Robert Degrandis, no livro ‘A cura pela missa’, diz que “o centro da fé católica é o sacrifício da missa. Devemos acreditar que a missa é muito mais do que até hoje imaginamos, porque ela é uma cerimônia de cura: na missa, Cristo transforma as nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais. Se realmente cremos em Jesus presente na hóstia consagrada, obteremos a integridade ao receber seu corpo em nós.”

Muitos outros religiosos enfatizam que as partes da santa missa constituem elementos de uma cerimônia de cura. Santo Agostinho, por exemplo, escreveu sobre as curas que testemunhou em sua igreja, como resultado de as pessoas receberem a Eucaristia.

É maravilhoso ir à casa de Deus e participar da celebração do grande mistério da vida, da morte e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A nossa fé, a nossa oração e o nosso louvor a Deus, nos colocam em estado de graça durante a missa.

Ao chegarmos na igreja, a água benta já se encontra à disposição para nos renovar em nome da Trindade: o Pai que nos criou, o Filho que nos salvou e o Espírito Santo que nos santifica, “porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18,20).

No decorrer da missa, somos perdoados pela Misericórdia Divina no ato penitencial, louvamos a Trindade Santa no hino de louvor, ouvimos a Palavra de Deus na proclamação do Evangelho, professamos a nossa fé no creio, fazemos os nossos pedidos na oração da comunidade, oferecemos as nossas vidas ao Senhor no ofertório, adoramos a Deus no canto do Santo, presenciamos a transformação do pão e do vinho em corpo e sangue de Jesus na consagração, recitamos a oração perfeita que o próprio Jesus nos ensinou no Pai-nosso e, após o Cordeiro, chegamos à comunhão.

Ao recebermos o corpo santo de Cristo no nosso, vivenciamos o imenso amor e a infinita misericórdia de Deus para conosco ao permitir que, mesmo pecadores, tenhamos a graça de receber a própria pessoa que cura – Jesus, o centro da missa. Principalmente por isso, após a comunhão, devemos rezar ou cantar, dando graças por estarmos sendo muito abençoados naquele momento.

Se não bastassem todas essas maravilhas na missa, sabemos ainda que a Virgem Maria também está presente - nos ouvindo como verdadeira mãe e intercedendo por nós. Por isso é que nós, do ministério de música, cantamos quase que o tempo todo, explodindo de alegria por sermos católicos.Nada substitui a santa missa.

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
- - -

Sub-categorias

Free business joomla templates