Curso de Oratória

O Curso pode ser ministrado por Lourenço Mika em qualquer localidade. Turmas de 20 a 30 alunos. 30 horas/aula. Uso de video-camera e datashow - contato: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

OS 10 MANDAMENTOS DO COMUNICADOR

Jairo Mancilha, Ph.D, Médico, Master Trainer em Programação Neurolingüística, Diretor do INAp - Instituto de Neurolingüística Aplicada.

Se você quer tornar-se um comunicador melhor, o texto que você vai ler é muito importante para você. Ele vai apresentar sugestões para ajudá-lo a identificar e evocar as suas melhores qualidades, mostrando que você é a mensagem: o composto pessoal que envolve as palavras, a face, os olhos, a atitude, o timing, as pausas. Essas coisas juntas formam um composto que é você. Você se torna a mensagem. As pessoas não podem distinguir entre as palavras e quem as pronuncia. Tudo está mesclado. Portanto, você tem que reconhecer que você é uma mensagem ambulante. Seja falando com uma só pessoa ou um grupo grande de pessoas aqui vão 10 dicas ou mandamentos essenciais a um bom comunicador.

1º) Seja simpático, agradável e cativante. Se você fosse dominar apenas um elemento da comunicação pessoal seria esse. Se sua audiência gosta de você, ela perdoará qualquer coisa que você fizer errado. Então, se você for simpático você já começa com o pé direito.

2º) Comunique com energia. A energia de um bom comunicador é percebida como força vital, vitalidade, entusiasmo. Isto é fundamental. Se você não tem energia, você não terá platéia. Você pode gerar energia através do seu tom de voz, seus gestos, seu olhar, dos seus movimentos e da sua presença. Uma dica para elevar o nível de energia: "Lembre de um momento em que você esteve se comunicando muito bem porque você acreditava no que estava dizendo. Lembre-se como você se sentiu. Utilize esse poder e você se comunicará bem".

3º) Aprenda a pintar imagens com palavras em vez de apenas usar palavras. Se você for falar sobre um derramamento petróleo de mais de 100.000 litros, você pode falar que houve um derramamento de um Maracanã cheio de petróleo. Use metáforas e analogias que ajudem o ouvinte a criar uma imagem do que você está falando.

4º) Esteja preparado. Você não precisa ser a maior autoridade do mundo sobre o assunto, mas seus ouvintes precisam sentir que você sabe mais sobre o assunto do que eles. Eles têm que sentir que você fez o trabalho de casa, que você traz algo um pouco diferente do que eles já sabem. Se os seus ouvintes sentem que você investiu tempo e reflexão no seu discurso, as chances são maiores de avaliarem você como um bom orador.

5º) Esteja confortável e assim torne os outros confortáveis. O conforto e a descontração do orador passam para a platéia. Então, quando você levantar, você tem que aparentar que está confortável. Leve o seu trabalho a sério, mas se leve tão a sério. Mantenha o bom humor. Converse com a sua audiência e a descontraia e, assim você também ficará confortável.

6º) Seja comprometido. Você precisa deixar a audiência perceber que você realmente leva a sério aquilo que você está falando. Eles não precisam acreditar no que você está dizendo. Eles têm que acreditar que você acredita no que está dizendo e, se esse for o caso, você os tocará. Pessoas comuns tornam-se oradores extraordinários quando se tornam acesas pelo comprometimento. Se a audiência sente que você não é sincero, ela não vai se importar com que você está falando e você vai perdê-la. Você deve fazer o que fala e falar o que faz. E tudo isso com convicção e energia.

7º) Seja interessante. Oradores entediantes não deveriam ter permissão de falar. A vida é emocionante e interessante e, eles não deveriam ter permissão de tirar a alegria da vida da gente. Ser comprometido ajuda. Aumentar o nível de energia e contar histórias ajuda muito. Uma boa dica é você fazer pelo menos 30% de suas leituras em um campo fora do seu. Isso vai lhe dar uma base e torná-lo mais interessante. Se você não tem nada a dizer, fique quieto. Se você tem, fale bem.

8º) Utilize sua voz como um instrumento. Abra a boca para falar. Fale para fora. Pronuncie bem cada palavra, principalmente, os seus finais. Afirme a sílaba tônica das palavras. Varie o seu tom de voz. Fale alto, fale baixo, fale devagar, às vezes depressa. Faça pausas. Fale com ressonância, projetando a voz. Fale com congruência passando o sentimento daquilo que você está falando.

9º) Fale com propósito. A audiência precisa saber desde o início o seu propósito e sobre o que você vai falar. Isso contribui para facilitar a compreensão e manter o interesse. O seu discurso deve ter um início, um meio e um final. Você pode começar falando o que você vai falar. Em seguida, você fala o que você tem a falar e você termina resumindo o que você falou e, assim a audiência reterá os pontos-chave do seu discurso. Se você quiser pode terminar com uma frase impactante que sintetize a essência do seu discurso.

10º) Esteja presente. Reconheça-se falando. Sinta seu corpo e seus pés no chão. Ouça o que você fala. Observe sua postura e seus gestos. Esteja junto das suas emoções e das suas palavras. Mantenha o contato ocular com a platéia e perceba isto. Veja a platéia e se veja. Abra o olhar. Olhe somente em olhos. Reconheça-se como sujeito da sua fala. Esteja amorosamente presente, observando com os olhos do coração, na paz e na neutralidade.


Dicas para driblar o medo de falar


1) Saiba exatamente o que vai dizer no início, quase palavra por palavra, pois neste momento estará ocorrendo maior liberação da adrenalina.

2) Leve sempre um roteiro escrito com os principais passos de apresentação, mesmo que não precise dele. É só para dar mais segurança.

3) Se tiver que ler algum discurso ou mensagem, imprima o texto em um cartão grosso ou cole a folha de papel numa cartolina, assim, se as suas mãos tremerem um pouco o público não perceberá e você ficará mais tranqüilo.

4) Ao chegar diante do público não tenha pressa para começar. Respire o mais tranqüilo que puder, acerte devagar a altura do microfone (sem demonstrar que age assim de propósito), olhe para todos os lados da platéia e comece a falar mais lentamente e com volume de voz mais baixo. Assim, não demonstrará a instabilidade emocional para o público.

5) No início, quando o desconforto de ficar na frente do público é maior, se houver uma mesa diretora, cumprimente cada um dos componentes com calma. Desta forma, ganhará tempo para superar os momentos iniciais tão difíceis. Se entre os componentes da mesa estiver um conhecido aproveite também para fazer algum comentário pessoal.

6) Antes de falar, quando já estiver no ambiente, não fique pensando no que vai dizer, preste atenção no que as outras pessoas estão fazendo e tente se distrair um pouco.

7) Antes da apresentação evite conversar com pessoas que o aborreçam, prefira falar com gente mais simpática.

8) Antes de fazer sua apresentação, reúna os colegas de trabalho ou pessoas próximas e treine várias vezes. Lembre-se de exercitar respostas para possíveis perguntas ou objeções, com este cuidado não se surpreenderá diante do público.

9) Se der o branco, não se desespere. Repita a última frase para tentar lembrar a seqüência. Se este recurso falhar, diga aos ouvintes que mais a frente voltará ao assunto. Se ainda assim não se lembrar, provavelmente ninguém irá cobrar por isso.

10) Todas essas recomendações ajudam no momento de falar, mas nada substitui uma consistente preparação. Use sempre todo o tempo de que dispõe.

Reinaldo Polito - http://www.polito.com.br/dicas/dicas_humor.htm

Dicas para falar melhor

1) Seja você mesmo. Nenhuma técnica é mais importante que a sua naturalidade.
2) Pronuncie bem as palavras - sem exagero.
3) Fale com boa intensidade - nem alto nem baixo demais - sempre de acordo com o ambiente.
4) Fale com boa velocidade - nem rápido nem lento demais.
5) Fale com bom ritmo, alternando a altura e a velocidade da fala para manter aceso o interesse dos ouvintes.
6) Tenha um vocabulário adequado ao público.
7) Cuide da gramática, pois um erro nessa área poderá comprometer a apresentação.
8) Tenha postura física correta.
9) Dê à sua fala início, meio e fim.
10) Fale com emoção - demonstre interesse e envolvimento pelo assunto.
Reinaldo Polito


ORATÓRIA: COMUNICAÇÃO EFICIENTE

Uma comunicação eficiente depende da existência e do aperfeiçoamento contínuo de uma série de atributos pelo orador. A idéia deste resumo é registrar algumas considerações sobre estas características desejáveis, apontando caminhos e sinalizando erros mais comuns para serem evitados durante a fala.

§ CREDIBILIDADE: é transmitir informação que seja aceita pelos ouvintes. A aceitação é um processo que envolve compreensão e confiança, atingindo o convencimento. Nela interagem:

§ NATURALIDADE, que nada mais é que a espontaneidade, o ritmo da fala praticada dia-a-dia junto dos amigos e familiares. Artificialismos são fáceis de perceber pela platéia e geram desconfiança de propósitos e barreiras sérias a sua linha de argumentação.

É preciso entender a diferença imensa de quem está na frente da platéia disposto a conversar e quem vai falar em público. Mas há um detalhe: ser natural não significa levar ao auditório erros e negligências da comunicação cotidiana - concordância, plural, conjugação verbal, etc. Os defeitos de estilo e as incorreções de linguagem precisam ser combatidos com estudo, experiência, disciplina e trabalho persistente. Trata-se de um aperfeiçoamento contínuo de dicção, postura, gestos e vocabulário, sempre buscando desviar-se ao mínimo das características pessoais.

§ EMOÇÃO, que é envolvimento, revela-se pelo entusiasmo com que se dedica a um objetivo, que defende uma idéia. A proposta é interpretar a própria verdade, transmitindo-a com a força da importância que representa. Cuidado para o fato de que não é apenas o choro uma demonstração de emotividade, sendo considerado em discursos uma manifestação de nervosismo e descontrole.

§ CONHECIMENTO, somente se é natural e emocionante num dado pronunciamento, se efetivamente demonstramos dominar o assunto tratado. Embasamento em informações concretas é a forma de diferenciar-se do mero "falador", que possui desembaraço mas claramente não acrescenta dados. É aconselhável ter sempre mais informações do que aparentemente será necessário repassar. Leitura, estudo, pesquisa, observação ativa e pessoal colaboram nesta proposta. Tudo deve ser processado e, de forma esquemática, relembrado constantemente antes da fala propriamente dita.

§ CONDUTA EXEMPLAR, palavras encontram respaldo dependendo da postura do orador e, na maioria dos casos, de seus próprios atos frente ao tema exposto. É preciso ter-se consciência de que comunicamos involuntariamente com o corpo, os olhos, os gestos, os suores, o tom de voz, a roupa, o estilo do cabelo, uma série de predicados e defeitos que contradizem por vezes o pensamento proferido.

§ VOZ é o resultado da articulação de partes dos aparelhos digestivo e respiratório, o que acaba por movimentar todo o organismo que funciona e se expressa por meio da voz. Por isso que através da fala é nítido o nervosismo, a pressa, a hesitação, quando estes componentes psicológicos e seus contrários estiverem presentes. Devemos então conhecer:

§ RESPIRAÇÃO, constituída de inspiração e expiração, deve ter seu fluxo completamente normal para fazer vibrar as cordas vocais e produzir voz. Quanto mais aproximado for o som ouvido no gravador da voz que toda pessoa se atribui, mais eficiente está sendo feito este processo. Várias técnicas são desenvolvidas por fonoaudiólogos para esta conquista. Diz-se que a voz mais natural é aquela projetada na parte que vai da sobrancelha até a boca, numa concentração e emissão de ar sem esforço. Um teste comum é cantar com a boca fechada uma determinada melodia e sentir vibração no nariz e próximo da boca, pontos onde o ar deve ressonar com a mesma intensidade.

§ PRONÚNCIA, é fácil acomodar-se com familiares e amigos e passar a omitir sons de sílabas ou até palavras inteiras. Boa pronúncia é ser mais bem compreendido e aumentar a credibilidade. Quem não se admira sem receio com a pessoa de fala clara, bem pontuada, com assuntos relevantes e nela credita sua confiança e respeito? Entre os sons mais negligenciados estão os "erre" finais e os "i" intermediários (pegá-pegar, jardinero-jardineiro), além da simplificação de algumas palavras (pra-para, pcisa-precisa, tamém-também) e do deslocamento de letras (cardeneta-caderneta, estrupo-estupro). A providência é uma auto-análise profunda em direção a identificar suas imperfeições, incluindo as gírias em geral e sobretudo as restritas a segmentos específicos (idade, profissão), mas jamais perder a naturalidade em situações intermediárias desta aprendizagem.

§ VOLUME, cujo ideal é sempre o adequado ao ambiente, à existência de microfone e qualidade de sonorização, às condições acústicas. Analisar estes detalhes é determinante para estabelecer o melhor tom. Voz baixa gera desatenção; voz alta, irritabilidade.

§ VELOCIDADE, a respiração, a pronúncia e a emotividade de cada pessoa determinam a rapidez ou lentidão da voz. Também interage nesta parte a característica da mensagem comunicada: a frase "sou comunicativo, estou sempre rodeado de amigos, não paro nunca de me movimentar" dita de jeito lento, não comunica com coerência e veracidade. Só que a naturalidade deve ser preservada, então:
. se você fala rapidamente e deseja permanecer assim, procure pronunciar cada vez melhor cada palavra, crie o hábito de repetir as informações importantes pelo menos duas vezes, com termos diferentes, para que o público entenda bem;
. se você fala lentamente, e sente-se bem neste estilo, procure olhar para o auditório durante as pausas. Ao reiniciar, pronuncie com ênfase e energia as três primeiras palavras para recapturar eventuais atenções perdidas e dar idéia de que durante sua sentença anterior, falada lentamente, você estava refletindo, o que valoriza muito o silêncio.
A propósito do último parágrafo, a alternância de volume e velocidade da voz tendem a causar boa impressão na platéia, desde que se mantenham requisitos de boa pronúncia. Mas, as pausas, veja bem, não devem ocorrer a cada palavra ou grupo de três palavras, porque pode inspirar desconcentração ou falta de conhecimento sobre o que se fala.

§ ÊNFASE, as palavras adquirem sentidos distintos a partir da forma de pronúncia em relação às demais da mesma frase. A idéia é, nos momentos considerados oportunos, pôr nas palavras a inflexão de voz e o sentimento respectivo. Esse destaque auxilia a comunicação e pode ser feito com vários recursos (intensidade, pausa silábica, ou entremeio de pausas).

§ SOTAQUE, a fonética na Língua Portuguesa estabelece a forma correta da pronúncia dos sons e palavras. Entretanto, num país continental e miscigenado como o Brasil, é natural o sotaque. Não se deve procurar escondê-lo, desde que as pessoas entendam perfeitamente suas frases e o uso do sotaque não venha a interferir na credibilidade do orador, o que depende do tipo de platéia ouvinte.

§ USO DO MICROFONE, sejam com pedestal, segurados na mão ou de lapela, a posição ideal para falar é 10 centímetros da boca, abaixo na direção do queixo. Não se deve dirigir o olhar ao instrumento, exceto nos primeiros segundos da fala para posicionamento, ou na eventualidade de ter que virar o corpo para enxergar uma parte lateral da sua platéia. Os pedestais são flexíveis e normalmente regulados com ajuda da equipe do evento. Se segurado com a mão, deve ser posicionado com a distância já referida, e deixado descansado junto com o braço em momentos breves de intervalo (quando alguém faz pergunta; quando outro orador responde a sua questão; quando há alguma interrupção qualquer), sempre cuidando o tremer do corpo e os gestos que não podem afastar o microfone da boca para não perder qualidade de som. Os sistemas de lapela são fixados por um técnico e basta o cuidado de não baixar o rosto por algum motivo, porque a maior proximidade com o aparelho ultra-sensível aumenta consideravelmente o volume da voz. Com ele, comentários paralelos com outros oradores são impraticáveis.

§ VOCABULÁRIO, é a quantidade e qualidade de palavras conhecidas pelo orador, que vai facilitar a desenvoltura, clareza e sucesso de um pronunciamento, da expressão de idéias, da articulação do raciocínio em frases. A amplitude deste repertório-base, conquistada com muita leitura, testes de substituição de palavras de um texto por sinônimos, análise de discursos e atenção a tudo que for ouvido, diferencia as pessoas, notadamente se souber ser aproveitada na expressão oral. Devem-se evitar ao máximo, estando-se na frente de uma platéia desconhecida em seu todo, as gírias e os palavrões, assim como ditados populares e chavões. Raros casos têm espaço apropriado para esta parte do vocabulário. Ressalva igual precisa ser feita em relação aos termos incomuns e/ou técnicos. Podem até ser pronunciados, mas imediatamente contornados e explicados ao ouvinte supostamente leigo. Outro ponto importante a ser evitado, mesmo para quem detém farto vocabulário, são os tiques e maneirismos entre palavras ou frases, como "né?", "hããã", "huummm", "tá?", "entendeu?". São ruídos mais típicos de quem não sabe que palavra usar ou de quem termina uma frase com tom de voz não conclusivo e acaba-se perdendo no discurso.

§ EXPRESSÃO CORPORAL, é o movimento do corpo, o jogo fisionômico, o olhar, os gestos que fazem a comunicação não-verbal e acompanham a fala. Segundo psicólogos, a transmissão de uma mensagem é 7% palavra, 38% voz e 55% expressão corporal. Atitudes desaconselháveis neste campo são:
- falar com mãos nos bolsos;
- colocar as mãos entrelaçadas nas costas;
- apoiar os braços sobre a mesa;
- cruzar os braços;
- fazer gestos abaixo da cintura e acima da linha da cabeça;
- executar gestos involuntários, como coçar a cabeça, mexer no cabelo, mexer em alianças e pulseiras, brincar com canetas ou papéis sobre a mesa ou com o fio do microfone em pé.
Ao falar sentado, evite cruzar as pernas em forma de "x", esticar as pernas e jogar o corpo para trás, ou pender o corpo para um dos lados apoiado no braço da cadeira.
Não se pode ainda negligenciar a força da aparência, compondo roupa, sapato, acessórios (tecido, cor, combinação harmônica, estilo, quantidade e qualidade, adequação `a estrutura corpórea).


A ORATÓRIA

- O primeiro passo para se elaborar um discurso é ter bem clara a idéia a ser exposta. A eficiência decorre destes fatores: figura do orador, mensagem, linguagem, empatia, voz.
- Uma vez definida a idéia central, o orador deve informar ao seu ouvinte: quem (o que), onde, quando, por que, como, causas, conseqüências, meios... Definir, dividir, provar, declarar, confirmar, amplificar, dirimir dúvidas, refutar argumentos contrários, concluir.
- A linguagem de um discurso deve ser: direta, objetiva e impessoal; nunca usar palavras difíceis; evitar adjetivos e chavões.
- Gestos: o orador, para prender a atenção dos ouvintes, deve usar gestos com as mãos, deve caminhar, elevar e abaixar a voz...
- Numa apresentação oral, 55% do impacto depende da expressão corporal do orador, 38% da modulação da voz e 7% do conteúdo.
- O discurso deve ter: a) introdução (cumprimentos, motivos); b) corpo (exposição da idéia); e c) conclusão (considerações finais); nunca terminar o discurso com o "muito obrigado!", induzindo ao aplauso.
- O controle do tempo é importante! Até os debates da TV tem que ser intercalados com intervalos.
- O método para pronunciar um discurso deve ser: escrever num pequeno papel as idéias principais e depois desenvolver a idéia com as próprias palavras.
- Todo orador precisa ser entendido pelo seu modo de falar e precisa ser compreendido pelo seu modo de convencer. Demóstenes (384-322 AC), o pai da oratória, era gago.
- O sucesso de um discurso provém do ensaio. O orador deve pronunciar várias vezes - em voz alta - o discurso, antes de subir à tribuna. O exercício pode ser feito diante do espelho e mesmo diante de uma câmera de vídeo.
- A mente humana perde a concentração depois de ouvir a mesma pessoa por vários minutos. Neurologicamente, a pessoa que ouve um mesmo interlocutor falando, é capaz de se concentrar por apenas 3 a 4 minutos; depois disso, tem que se distrair e voltar a se concentrar.

Retórica
O interesse pela argumentação surgiu na antiga Grécia, por volta do século VI a.C., quando se constituiu a Retórica. No início esta não passava de um conjunto de técnicas de bem falar e de persuasão para serem usadas nas discussões públicas. A sua criação é atribuída a Córax e Tísis (V a.C), tendo sido desenvolvida pelos sofistas que a ensinaram como verdadeiros mestres. Entre estes destacam-se Górgias e Protágoras.
Platão, no Fedro enquadra-a no plano filosófico, mas foi Aristóteles o primeiro filosofo a expor uma teoria da argumentação, nos Tópicos e na Retórica. A retórica, torna-se numa arte de falar de modo a persuadir e a convencer diversos auditórios de que uma dada opinião é preferível à sua rival.
Esta arte conheceu um grande desenvolvimento na época helenística. Em Roma, Cícero (político e brilhante orador, do séc. I a.C), sistematizou os seus fundamentos da retórica, em duas obras fundamentais De Oratore e Orator. Considerou-a uma verdadeira ciência, cujo exercício exige uma enorme cultura. O objetivo do orador era provar, agradar e comover. A retórica divide-se então em várias, culminando neste período com Quintiliano (séc I d.C),cuja única obra que chegou até nós se chama justamente Institutio Oratoria.
Durante a Idade Média, a argumentação adquiriu enorme divulgação, nomeadamente entre os cléricos, ocupando um lugar central na educação (fazia parte do Trivium). Na Idade Moderna, assim continuou a desfrutar de uma posição de relevo nos países católicos. Recorde-se, a este respeito o notável orador que foi Padre Antonio Vieira.
Na época contemporânea, as estratégias argumentativas foram nitidamente secundarizadas, face às técnicas de persuasão usadas pelos novos meios de comunicação de massas, como a publicidade ou a televisão.
Para a construção de um discursos argumentativo, susceptível de propiciar alguma adesão por parte do auditório, tem sido apontados inúmeros requisitos. Aristóteles, Cícero, Quintiliano e muitos outros filósofos procuraram construir o modelo dum discurso retórico.
Exemplo do esquema clássico dum discurso retórico:
1ª. Parte: Invenção (heurésis). Em função do auditório e do assunto a debater procurava-se escolher o tipo de discurso, argumentos e estrutura argumentativa mais adequado.
2ª. Parte: Disposição (táxis). Organização interna do discurso, dando-se particular atenção à disposição dos argumentos de forma a conduzir o auditório a aceitação de uma dada conclusão.
3ª. Parte: Elocução (léxis). Redação do discurso.
4º. Parte; Ação (hypókrisis). Pronunciação do discurso, onde a atenção é posta na atuação do orador, tom de voz, gestos, postura... de modo a criar uma empatia e receptividade no auditório para as suas teses.
Persuasão. Trata-se de convencer o interlocutor de uma dada conclusão, de uma forma emocional. A persuasão ao contrário da argumentação, atua por processos menos racionais. Os atuais meios de comunicação de massas, como a publicidade, utilizam sofisticadas técnicas de persuasão para atingir públicos-alvo previamente determinados.
Refutação. Consiste em contrapor a uma tese apresentada como conclusão de um argumento, outra conclusão que lhe é oposta.


Bibliografia

BARS, Sérgio. Falar em Público sem Dificuldades. 1ª Edição. São Paulo: Iglu Editora. 1999.
BERLO, David Kenneth. O Processo da Comunicação - Introdução à Teoria e à Prática. 9ª Edição. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora. 1999.
FREITAS, Ricardo Ferreira e LUCAS, Luciane. Desafios Contemporâneos em Comunicação. 1ª Edição. São Paulo: Summus Editorial. 2002.
FROLDI, Albertina Silva e O'NEAL, Helen Froldi. Comunicação Verbal - Um Guia Prático para Você Falar em Público. 1ª Edição. São Paulo: Editora Pioneira. 1998.
FURINI, Isabel. A Arte de Falar em Público - A Oratória em Todos os Tempos. 1ª Edição. São Paulo: Ibrasa. 1999.
GARCIA, Acácio Moraes. Falando em Público com Auto-Estima. 1ª Edição. Florianópolis: Edição do Autor. 2000.
KALISH, Karen. Como Fazer Apresentações Espetaculares. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Campus. 2000.
LEEDS, Dorothy. Power Speak - O Poder da Fala. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Record. 1994.
LOWNDES, Leil. Falando como Vencedor. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Record. 2000.
MATTELART, Armand. Comunicação-Mundo - História das Idéias e das Estratégias. 3ª Edição. Petrópolis: Editora Vozes. 1999.
MENDES, Eunice e JUNQUEIRA, Luiz Augusto Costacurta. Comunicação Sem Medo. 1ª Edição. São Paulo: Editora Gente. 1999.
MENDES, Eunice. Falar em Público: Prazer ou Ameaça? 2ª Edição. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora. 1999.
MIRANDA, Sérgio. A Eficácia da Comunicação. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Qualitymark. 1999.
OSBORNE, John W. Aprenda a Falar Bem e Impulsione sua Carreira. 1ª Edição. São Paulo: Livraria Nobel. 1999.
PENTEADO, José Roberto Whitaker. A Técnica da Comunicação Humana. 13ª Edição. São Paulo: Editora Pioneira. 2001.
POLITO, Reinaldo. A Influência da Emoção do Orador no Processo de Conquista de Ouvintes. 3ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 2001.
POLITO, Reinaldo. Assim é que se Fala - Como Organizar a Fala e Transmitir Idéias. 4ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 1999.
POLITO, Reinaldo. Como Falar Corretamente e Sem Inibições. 64ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 1999.
POLITO, Reinaldo. Como Falar de Improviso e Outras Técnicas de Apresentação. 6ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 1995.
POLITO, Reinaldo. Como Preparar Boas Palestras e Apresentações. 5ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 1998.
POLITO, Reinaldo. Como se Tornar um Bom Orador e se Relacionar Bem com a Imprensa. 5ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 1998.
POLITO, Reinaldo. Gestos & Postura para Falar Melhor. 20ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 1997.
POLITO, Reinaldo. Recursos Audiovisuais nas Apresentações de Sucesso. 3ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 1997.
POLITO, Reinaldo. Um Jeito Bom de Falar Bem. 5ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 2001.
POLITO, Reinaldo. Vença o Medo de Falar em Público. 5ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 1997.
ROBBINS, Harvey A. Como Ouvir e Falar com Eficácia. 6ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Campus. 1994.
RODRIGUEZ, Manuela Mancebo. Comunicação & Objetividade. 1ª Edição. São Paulo: Editora STS. 2001.
WEIL, Pierre e TOMPAKOW, Roland. O Corpo Fala - A Linguagem Silenciosa da Comunicação Não-Verbal. 39ª Edição. Petrópolis: Editora Vozes. 1996.

Free business joomla templates